segunda-feira, 15 de novembro de 2021

"Produtividade, codinome do desenvolvimento."

um projeto de desenvolvimento com começo, meio e fim ***
*** Artia Etapas de um projeto: saiba o que se faz em cada uma delas - Artia https://artia.com/blog/5-etapas-de-um-projeto-saiba-quais-sao-e-o-que-se-faz-em-cada-uma-delas/ ***
*** domingo, 14 de novembro de 2021 Pedro S. Malan* - Competentes precisam se mobilizar pelo País O Estado de S. Paulo O Brasil não pode abandonar sua busca por um republicano Estado Democrático de Direito A emenda constitucional aprovada pela Câmara dos Deputados tem como objetivo “abrir espaço” no teto para maiores gastos. O calote parcial dos precatórios e as mudanças casuísticas nos indexadores de gastos (para se beneficiar da maior inflação) abriram espaço superior a R$ 90 bilhões no antigo teto. É útil colocar em perspectiva essa iniciativa momentosa, que teve evidente apoio do Poder Executivo. Em entrevista dada em novembro de 2014, logo após sua reeleição, Dilma Rousseff afirmou: “Ao longo do governo, você descobre que várias coisas estão desajustadas. Várias contas que podem ser reduzidas, (...) o que vamos tentar é um processo de ajuste em todas as contas do governo, vamos revisitar cada uma e olhar com lupa o que dá para reduzir, o que dá para tirar”. Surpreendente declaração para alguém que naquele momento já vinha de cinco anos à frente da Casa Civil e quase quatro anos como presidente da República, apresentada que fora como a melhor gerente de que o País dispunha. Haviam se passado nove longos anos desde que, ministra-chefe da Casa Civil, havia tachado de rudimentar o embrião de proposta então em discussão na área econômica, de reduzir a velocidade de crescimento dos gastos primários do governo; e acrescentado seu famoso “gasto é vida”. Em junho de 2013, em resposta às históricas manifestações de rua, a presidente havia proposto cinco pactos. O primeiro dizia respeito à Responsabilidade Fiscal: “Controle de gastos para garantir a estabilidade da economia e conter a inflação. Este é um pacto perene para todos nós”, declarou Dilma. Os demais referiam-se à reforma política, saúde, educação e transporte público. Todos foram esquecidos à medida que a campanha eleitoral pela reeleição avançava e tudo dominava. Exatamente como agora. Não é convincente o argumento de que o espaço criado pela PEC dos Precatórios será destinado fundamentalmente a um Bolsa Família rebatizado e a um rendimento mínimo (auxílio emergencial) de R$ 400 para outros vulneráveis além dos beneficiários do antigo Bolsa Família. O presidente já anunciou um auxílio específico de pelo menos R$ 400 para cerca de 750 mil caminhoneiros. E é forte a demanda por aumentos significativos nos fundos eleitoral e partidário e nas emendas do relator. Lançou-se, não resta dúvida, elemento adicional de incerteza sobre a sustentabilidade da situação fiscal no País, acentuada pela pressão estrutural, que comento há tempos neste espaço, por aumento de gastos públicos – demandas que excedem em muito a capacidade do governo de atendêlas. Grandes democracias de massas urbanas não são naturalmente propensas a tomar decisões cujos benefícios são difusos e de longo prazo; e que imponham custos, no curto prazo, a grupos de interesses articulados e vocais. Que isso por vezes aconteça deve-se a lideranças esclarecidas, dotadas de base de apoio e forte capacidade de convencimento, e/ou à existência de parcela expressiva da opinião pública que compreenda os custos envolvidos na procrastinação de decisões inafastáveis. Ambas, condições difíceis de alcançar, devem ser construídas. Parte do País terá que se dedicar a essa construção ao longo dos próximos 12 meses. Dado o descalabro dos últimos anos, as eleições de outubro de 2022 serão das mais importantes de nossa história. Não me refiro apenas à economia. A busca pela estabilidade e previsibilidade no âmbito da economia é condição necessária para que o País possa enfrentar graves problemas nas áreas de educação, saúde pública, segurança, meio ambiente, ciência, cultura, corrupção, miséria e extrema desigualdade de oportunidades, que está na raiz da nossa flagrante desigualdade econômica e social. Toda sociedade tende a produzir hierarquias e desigualdades. As social-democracias liberais progressistas consolidaram-se exatamente para responder a demandas sociais e deter a concentração excessiva de poder político e econômico – que pode levar à emergência de autocracias, oligarquias e tiranias variadas. Como escreveu José Guilherme Melchior no seu prefácio aos Estudos políticos de Raimond Aron, “apenas o Estado constitucional do tipo ocidental reconhece o pluralismo dos grupos sociais, o consagra em sua legislação e o garante através de seus tribunais”. Não é coisa pouca, num mundo em que o número de jovens democracias que se transformam em tiranias é muito superior ao de tiranias que se transformam em democracias. O Brasil não pode abandonar sua busca por um republicano Estado Democrático de Direito. Segundo pesquisas recentes, número expressivo de brasileiros não deseja mais quatro anos de bolsonarismo, nem tampouco o retorno do lulopetismo. O Brasil precisa de um candidato reformista de centro, com capacidade de coordenação e comunicação, honesto, experiente. Que conheça a real situação das contas públicas, a tragédia da educação, os dramas da corrupção e da violência urbana. Que se cerque de pessoas experientes, tecnicamente competentes, dotadas de capacidade de execução. É tarefa exequível, o Brasil tem gente competente em todas essas áreas. Falta mobilizá-las. *Economista, foi ministro da fazenda no governo FHC *** *** https://gilvanmelo.blogspot.com/2021/11/pedro-s-malan-competentes-precisam-se.html *** *** *** Don’t complain, don’t explain. Raymond Carver ***
*** UM PROJETO DE PAÍS, POR FAVOR – DELFIM NETO 10/11/2021 ***
economia brasileira Antonio Delfim Netto, professor, economista, escritor e ex-ministro dos governos militares *** Compartilhe Nas últimas sete décadas (1950-2021), entre avanços e retrocessos, a economia brasileira passou por profundas transformações. Em termos de crescimento econômico, a primeira metade desse período foi marcada por uma expansão a taxas superiores à mundial. A partir de meados dos anos 80, no entanto, mergulhamos numa dinâmica de empobrecimento relativo acelerado, a qual não tivemos sucesso em reverter. A agenda para elevar o potencial de crescimento da economia brasileira é extensa e conhecida, e baixo crescimento não é destino. Depende de nossa capacidade de fazermos escolhas e concretizar as políticas de elevação da produtividade, codinome do desenvolvimento. Os “melhores” caminhos, naturalmente, suscitam discordâncias, mas o objetivo final é o mesmo: recolocar o país na rota do crescimento robusto, equânime e sustentável sob os valores de uma sociedade “civilizada” (liberdade individual, igualdade de oportunidades e eficiência produtiva). A esperança do sistema democrático é que seja possível, através de regras consensuais e diante da realidade física que condiciona a vida social e econômica, discutir e deliberar de maneira minimamente honesta e racional sobre o que os indivíduos supõem ser o melhor para a sociedade que habitam. Depois de uma recessão profunda (2015/2016) e de uma pandemia que consagraram a pior década de crescimento dos últimos 120 anos, é preciso trabalhar para amenizar as agruras de curto prazo e construir as bases para que o Brasil possa se tornar um país mais produtivo, mais moderno e mais integrado à economia mundial. É nesse contexto que se inserem as eleições presidenciais de 2022, em relação às quais o debate chegou mais cedo que o de costume. É preciso que os candidatos já conhecidos e também os que estão para ingressar na corrida eleitoral abracem, com a seriedade necessária, a missão de apresentar ao Brasil um projeto de desenvolvimento com começo, meio e fim, sem generalidades, e que explicite como, através do exercício livre e inteligente da política, começaremos a reverter nossa dinâmica de baixo crescimento. A tarefa não é trivial, e o sucesso, incerto. Requer o convencimento da sociedade e o bom funcionamento da relação entre o Executivo, o Legislativo, e o Judiciário, Poderes que devem ser independentes, mas harmônicos entre si. Se fosse simples, não estaríamos onde estamos. Mas a vantagem da democracia é que os erros de ontem e de hoje podem ser corrigidos pelos acertos de amanhã num regime de respeito às leis e à mais plena liberdade. Opinião publicada na Folha de S.Paulo em 9/11/2021. *** *** https://www.agenciasindical.com.br/economia-brasileira-um-projeto-de-pais-por-favor/ *** *** *** *** "O Brasil tem dificuldade para administrar as crises e tem por prática procrastinar as soluções." 9.727 visualizações13 de nov. de 2021 *** Marco Antonio Villa A abertura econômica foi fundamental para o enfrentamento da inflação. Não há solução econômica sem liderança política. É necessário aumentar a produtividade. É preciso melhorar a qualificação da força de trabalho. A rede de proteção social precisa ser ampliada. O governo Bolsonaro destruiu a estrutura do Estado. É necessário encontrar uma alternativa à polarização Lula-Bolsonaro *** *** https://www.youtube.com/watch?v=rtP0Fd83jsc *** *** *** REPORTAGEM Do governo ao PT, Gilmar reúne nata da política brasileira em Portugal ***
*** Gilmar Mendes, ministro do STF - Agência Brasil Gilmar Mendes, ministro do STF Imagem: Agência Brasil *** Carolina Brígido Colunista do UOL 14/11/2021 04h00 Do núcleo do governo Bolsonaro, passando pelo centrão até chegar ao PT, um evento jurídico vai reunir em Lisboa a nata da política brasileira. A organização é do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes é sócio. Com o objetivo oficial de discutir Direito, o fórum será palco de costuras políticas que podem definir os rumos do país. O evento começa amanhã e se estende até quarta-feira. Será presencial, com transmissão online. Entre os participantes, está a ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flavia Arruda. Ela integra o PL de Valdemar Costa Neto, a legenda que dará guarida ao presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A ministra participará de uma mesa redonda sobre políticas públicas de educação e saúde. Nos intervalos, poderá conversar com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também estarão em Portugal. Pacheco fará inclusive a palestra inaugural do fórum. No evento, Pacheco terá a chance de se encontrar com André Mendonça, o ex-advogado-geral da União que foi indicado para uma cadeira no STF em julho, mas ainda não foi submetido à sabatina no Senado. Pacheco já prometeu a Mendonça convencer o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a agendar uma data para a sabatina. Somente depois desse procedimento, e se for aprovado, Mendonça poderá tomar posse como ministro do STF. A expectativa é que a sabatina seja realizada no fim de novembro, mas ainda não existe confirmação. Mendonça, por sua vez, terá a oportunidade de transitar entre seus possíveis futuros colegas de trabalho. Além de Gilmar Mendes, claro, participarão do fórum jurídico os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Na semana passada, Mendes tentou costurar uma solução para salvar, em parte, o orçamento secreto. O ministro votou para que as chamadas emendas de relator continuassem sendo pagas, desde que fosse emprestado um caráter mais transparente ao procedimento. A solução não vingou. Prevaleceu o voto da ministra Rosa Weber, que suspendeu o orçamento secreto. O julgamento iniciou uma crise na Praça dos Três Poderes. O Congresso Nacional e o Palácio do Planalto ficaram insatisfeitos, porque a decisão impede a execução de projetos já iniciados em áreas sensíveis - como saúde e educação. Agora, ministros do STF pressionam para que Rosa Weber libere o processo para o julgamento de mérito em plenário ainda neste ano. O diálogo do STF com parlamentares está sendo liderado justamente por Mendes, Toffoli e Moraes - por coincidência, os três que embarcaram para Portugal. No evento, não vai faltar interlocutor para tratar do assunto. As conversas de bastidor contarão com outros participantes ilustres do fórum - como o advogado-geral da União, Bruno Bianco; os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Luís Felipe Salomão e Antonio Carlos Ferreira; além do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas. Para a manhã de quarta-feira, está previsto um painel interessante: "Presidencialismo de coalizão e semipresidencialismo". Entre os debatedores estão Gilmar Mendes, o ex-presidente Michel Temer e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Em tempo: Kassab trabalha para colocar logo na rua a pré-campanha de Pacheco a presidente da República. Embora esteja fora da vida pública oficialmente, Temer não deixa de atuar nos bastidores. Em setembro, foi chamado por Bolsonaro para redigir uma carta-recuo, na tentativa do mandatário de fazer as pazes com o Judiciário. No feriado de Sete de Setembro, Bolsonaro subira o tom das críticas aos ministros do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Vale lembrar: Temer era investigado no STF quando ocupava o Palácio do Planalto. Ao deixar o cargo, foi preso em março de 2019 por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro - que, por sua vez, é alvo de críticas duras e constantes de Gilmar Mendes. O último dia do evento terá um painel sobre Forças Armadas e democracia, com a presença de Raul Jungmann (Cidadania), que foi ministro da Segurança Pública entre 2016 e 2018; e de Aldo Rebelo (Solidariedade), ministro da Defesa entre 2015 e 2016. O do senador Jaques Wagner (PT) foi convidado, mas recusou. Ainda assim, a esquerda também terá voz no fórum de Portugal. *** *** https://noticias.uol.com.br/colunas/carolina-brigido/2021/11/14/do-governo-ao-pt-gilmar-nata-da-politica-brasileira-portugal.htm *** *** *** Gilmar Mendes comanda a promiscuidade dos três Poderes no megaevento de Lisboa Publicado em 13 de novembro de 2021 por Tribuna da Internet ***
*** Eventos organizados pelo IDP são cada vez mais concorridos *** Carlos Newton A revista Crusoé publica importante reportagem de Fábio Leite e Paulo Cappelli sobre um trem da alegria comandado pelo ministro Gilmar Mendes em Lisboa, num megaevento do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), um centro de ensino, pesquisa e extensão com sedes em Brasília e São Paulo. O instituto foi criado há 20 anos por Gilmar Mendes, embora a Lei Orgânica da Magistratura Nacional proíba ao magistrado “exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista”; INTERPRETAÇÃO – Todos sabem que o objetivo da lei é impedir que o magistrado tenha outro emprego, seja sócio de empresa ou exerça qualquer outra função ou ofício, nem mesmo fora da comarca, exceto magistério superior vinculado ao direito. Quase todos os juízes obedecem a essa lei, porém Gilmar Mendes não está nem aí. Como o artigo é mal redigido, o ministro baseia-se na “interpretação” de que o magistrado pode ser sócio de empresas limitadas ou acionista de sociedades anônimas, estando legalmente impedido apenas de ser o administrador. Na visão do ministro, portanto, nada impede que um juiz seja o sócio ou acionista majoritário, detendo o controle das decisões da empresa. Ou seja, poderia possuir 99% das quotas de um restaurante e estraria tudo bem, desde que contratasse um administrador, mas sem dúvida isso significa descumprir a lei. USO INDEVIDO – Além de burlar a lei ao ser dono do IDP, Gilmar Mendes usa o instituto para fazer relações públicas e agradar autoridades dos três Poderes. Depois do período de restrição imposto pela pandemia, o IDP está retomando a prática de realizar seminários em Portugal, com patrocínio de empresas privadas e estatais, como a Itaipu Internacional, onde já conseguiu até nomear a primeira mulher como conselheira. Diz a revista Crusoé: “A instituição e seus parceiros convidaram juízes de cortes superiores, autoridades do governo, políticos e advogados para discutir, do outro lado do Oceano Atlântico, o tema “sistemas políticos e gestão de crises”. A lista para o check-in dos convidados é bem extensa, abarca até lideranças do Centrão, e a programação reúne em “mesas redondas” julgadores e réus em processos de corrupção”. A matéria da revista Crusoé tem a maior importância e fala por si sobre a desfaçatez de Gilmar Mendes e das autoridades dos três Poderes: ### O TREM DA ALEGRIA DE GILMAR MENDES Fábio Leite e Paulo Cappelli (Revista Crusoé) A primeira a embarcar foi a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, do PL, o partido de Valdemar Costa Neto, que foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para abrigá-lo nas eleições do ano que vem. Como sempre, os eventos são organizados cuidadosamente de modo a combinarem com o feriado prolongado brasileiro, e isso não é apenas uma coincidência. Os seminários organizados pelo deputado Aécio Neves e pela senadora Kátia Abreu, bancados pelo Congresso na COP26, serviram de escala para que autoridades convidadas pelo IDP pudessem prestigiar o evento do atual decano do STF na esteira da “missão oficial”. GASTOS SOB SIGILO – O Poder Legislativo não informou os gastos. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que fará o discurso inaugural do fórum de Gilmar, no dia 15, tem previsão de chegada a Lisboa direto da Escócia, onde também participou da COP26. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira, aterrissou na capital portuguesa na quinta-feira, para se hospedar no luxuoso Hotel Epic Sana. Ele terá participação de menor destaque no evento do IDP, mas fez questão de atender ao convite de Gilmar, um dos dois únicos ministros que votaram contra a suspensão do orçamento paralelo usado pelo governo Bolsonaro – e controlado pelo próprio Lira, para garantir apoio no Congresso. Entre os representantes do Judiciário que estarão no fórum do IDP, estão três ministros do STF – além de Gilmar, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli constam da programação –, cinco do Superior Tribunal de Justiça, o desembargador federal Ney Bello, do TRF-1, e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, que recentemente investiu contra ex-procuradores da Lava Jato, acusando-os de ter usado indevidamente dinheiro público para trabalhar. GONET PARTICIPA – Um dos painéis contará com a participação do vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, responsável por investigar denúncias que chegam ao Tribunal Superior Eleitoral, área de grande interesse da classe política, que estará no evento com dez representantes. Há ainda um grupo de advogados renomados, alguns deles defensores dos políticos convidados pelo IDP em ações nas próprias cortes superiores, e outras autoridades de peso do governo, como o presidente do Banco Central, Roberto Campos. O “quase-ministro” do STF André Mendonça também está entre os convidados. As despesas, que em outras edições já foram bancadas por grandes patrocinadores da iniciativa privada, agora serão custeadas pelas entidades organizadoras do evento, incluindo as estadias nos hotéis cinco estrelas PortoBay e The Vintage, cujos preços das diárias variam entre 1,2 mil e 2,9 mil reais. TUDO PAGO – Normalmente, os convidados de honra do evento viajam com tudo pago, desde as passagens até a hospedagem. Nenhuma das cortes informou por quanto tempo os ministros ficarão em viagem para participar do tour europeu. Flávia Arruda não foi a única a chegar mais cedo. Dias Toffoli e os ministros do STJ também viajaram antes. Nesse caso, para participar de outro evento em Madri, na Espanha, promovido pela revista Justiça & Cidadania. A publicação tem como presidente do conselho editorial o ministro Luis Felipe Salomão, que também estará presente em Lisboa, e como parceiras as empresas JBS e Qualicorp, cujos controladores e ex-dirigentes já confessaram ter corrompido políticos em acordos de delação premiada homologados pelo Supremo. No caso dos representantes do Poder Executivo, a viagem foi classificada como “missão oficial”, com as despesas pagas com recursos públicos. E muitos dos prazos de afastamento do país autorizados para o evento extrapolam o período de duração do fórum. OUTRAS AUTORIDADES – É o caso do chefe da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, Paulo Rebello, que chegou a prestar depoimento à CPI da Covid no Senado por supostas falhas na fiscalização das operadoras de saúde durante a pandemia. No evento de Gilmar, ele falará em um painel sobre “desafios regulatórios” no dia 16, mas pegou licença entre os dias 13 e 19 e ficará a semana toda na Europa. Outros servidores da ANS, da Agência Nacional de Energia Elétrica, da Aneel, da Agência Nacional de Águas, a ANA, e da Caixa Econômica Federal também obtiveram autorização. Já Augusto Aras autorizou a subprocuradora Lindôra Araújo — uma de suas auxiliares mais próximas — para embarcar no “trem da alegria” do ministro Gilmar Mendes em Lisboa. Passará uma semana na capital portuguesa, com as despesas pagas pelo Ministério Público Federal, para participar do fórum jurídico promovido pela faculdade do ministro do STF. *** *** http://www.tribunadainternet.com.br/gilmar-mendes-comanda-a-promiscuidade-dos-tres-poderes-no-megaevento-de-lisboa/ *** *** 5 etapas de um projeto: saiba quais são e o que se faz em cada uma delas 5 etapas de um projeto: saiba quais são e o que se faz em cada uma delas ***
*** Um projeto pode ser divido em três grandes momentos: o começo, o meio e o fim. Dentro desses momentos, há alguns processos que interagem entre si ao longo do tempo e compõem o projeto. *** 5 etapas de um projeto A iniciação; O planejamento; A execução; O monitoramento e controle; e O encerramento das atividades. Vale dizer que esses processos não são fixos: apesar de seguirem uma ordem, eles não esperam o final do anterior para começar. Assim, ao longo do projeto, várias etapas vão acontecendo ao mesmo tempo. Na execução, por exemplo, ainda há processos de planejamento sendo realizados, processos de monitoramento e controle e até mesmo o início do processo de encerramento. Observe neste gráfico: ***
*** Gráfico de planejamento do projeto *** Conforme o projeto vai prosseguindo, o nível de interação entre os processos vai aumentando, até que próximo a conclusão do projeto os processos vão desacelerando até cessarem. O nível de custos e de pessoal envolvido no projeto também segue uma curva parecida ao longo do tempo: ***
*** Curva de valor do projeto No início do projeto, há pouco esforço e custo, no planejamento o nível já é um pouco maior, na execução tem um grande salto de crescimento e em seguida começa a diminuir, e então para no encerramento do projeto. Em um projeto ágil, essa curva se repete a cada sprint, e em projetos tradicionais ela deve se repetir apenas uma vez. A seguir, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre cada uma das etapas de um projeto. Acompanhe: As 5 etapas de um projeto Qualquer que seja a metodologia de gestão de projetos que você utilizar, a ordem e a relevância das etapas de um projeto é a mesma. Tanto as metodologias ágeis (como o SCRUM), que focam no planejamento e nas entregas progressivas, quanto as tradicionais (como a Cascata), que planejam e entregam em um pacote único, podem se beneficiar dessa estrutura de fases proposta pelo PMBOK®. Vale lembrar que cada etapa pode ser subdividida em outras fases e, ao final de cada uma, recomenda-se fazer uma revisão para ver se o previsto realmente foi entregue. Afinal, segmentar a carga de trabalho em partes torna o controle muito mais fácil. Sem mais delongas, vamos às etapas de um projeto. 1. Iniciação Na etapa de iniciação do projeto, deve ser realizado um apanhado geral sobre o projeto, buscando saber quais são seus principais objetivos e o que deve (e não deve) ser feito para alcançá-los. É indicado começar fazendo um estudo de viabilidade do projeto, levando em consideração a prioridade da demanda, a disponibilidade de recursos, a viabilidade técnica, o impacto ambiental e o retorno a ser gerado. Apenas com respostas positivas a todos esses critérios é que o projeto pode ser considerado viável. O gerente de projetos pode, também, desenvolver o business case do projeto, que é um documento apresentado para atestar a viabilidade do projeto e conseguir a aprovação de outros integrantes do corpo diretivo, sejam eles investidores ou não. Para isso, o gerente de projetos deve perguntar aos sponsors (patrocinadores) e stakeholders (partes interessadas): Qual problema esse projeto deve resolver? Quais são os objetivos estratégicos desse projeto? Quais são os requisitos básicos para o projeto? O que não fará parte do escopo do projeto? Qual é o ROI do projeto? Após essa conversa, o gerente formula um documento ou uma apresentação menos formal que apresente todas as respostas relevantes. Tendo o projeto aprovado, pode-se seguir para a formulação do Termo de Abertura do Projeto, que reúne, com pouca profundidade, informações básicas como: A descrição do escopo; A duração do projeto; Os recursos que serão necessários; Quem serão as partes interessadas; Quais serão os riscos, restrições e premissas; e Quem será o responsável pela gerência do projeto. A partir do momento em que todos estiverem de acordo com o documento, o planejamento já pode começar. Mas lembre-se que, ao longo do projeto, conforme vão acontecendo mudanças, alguns processos da etapa de iniciação podem ser retomados. Editar o Termo de Abertura do Projeto é um deles. 2. Planejamento Começar um projeto sem antes planejá-lo é sinônimo de desperdiçar recursos. Mesmo que no início possa parecer perda de tempo, construir um plano detalhado para a execução do projeto vai até economizar tempo depois. Isso porque, caso o planejamento não seja bem feito antes de a execução começar, é quase certo que várias atividades serão executadas da maneira errada, causando retrabalho. Esse retrabalho, por consequência, irá consumir tempo e recursos e pode até se tornar um risco à saúde do projeto. Por isso, o planejamento é um dos momentos mais importantes dentre as etapas de um projeto. Segundo o PMBOK®, há 10 elementos que devem fazer parte dessa etapa: integração, escopo, cronograma, custos, qualidade, recursos, comunicações, riscos, aquisições e partes interessadas. É lógico que você não irá parar para planejar cada um deles nos mínimos detalhes toda vez que for iniciar um projeto, um após o outro. Você vai perceber que o planejamento vai fluir de forma orgânica, uma vez iniciado. Ao planejar os riscos do seu projeto, você pode identificar a necessidade de acrescentar algo ao escopo ou ajustar o cronograma, por exemplo, e então incrementar essas outras partes. Como principais resultados, a etapa de planejamento de projetos deve gerar: A descrição do escopo do projeto; A estrutura analítica do projeto (EAP); O cronograma do projeto; O levantamento dos riscos do projeto; O levantamento dos recursos necessários ao projeto; e O plano de comunicação do projeto. ***
*** 3. Execução Como o próprio nome já diz, a etapa de execução é quando as tarefas planejadas serão executadas, colocadas em prática. Para que ela se inicie, geralmente é realizada uma reunião de kick-off com os envolvidos do projeto. Durante a execução, é importante que o gerente de projetos oriente a equipe do projeto, promova a motivação e o engajamento com as atividades, garantindo que tudo que foi planejado aconteça na prática da melhor forma possível. Além disso, é papel do GP: Gerenciar as aquisições para que os recursos necessários estejam disponíveis na quantidade e no momento certo; Gerenciar as comunicações para que tanto os colaboradores quanto as partes interessadas estejam alinhadas; e, sobretudo, Garantir a qualidade do que estiver sendo produzido. 4. Monitoramento e controle Acontecendo em paralelo com a etapa de execução, a etapa de monitoramento e controle tem como principal objetivo lidar com desvios que possam acontecer no projeto. O gerente de projetos deve estar atento aos indicadores do projeto constantemente, comparando-os com as metas e verificando o que pode ser feito caso eles estejam abaixo do esperado. O acompanhamento de perto pode ser útil, também, para evitar ameaças antes mesmo de elas acontecerem. O risco de atraso em uma determinada atividade, por exemplo, pode ser mitigado apenas com o monitoramento da produtividade da equipe. Imagine que você foi checar o Gráfico de Burndown da equipe e percebeu que o desempenho está dois dias atrasado e, se continuar nesse ritmo, o produto final da sprint não será finalizado no prazo. ***
*** Diante disso, você resolve conversar com a equipe e ver o que está os impedindo de seguir a linha de base planejada, e uma vez que descobre e elimina esse impeditivo, o desempenho volta ao normal. Percebe como o monitoramento e controle constante permite antecipar e minimizar desvios no projeto? Esse foi apenas um exemplo simples, mas em escalas maiores a importância dessa etapa é ainda mais expressiva. 5. Encerramento Muitos gerentes de projeto tendem a passar reto por essa etapa final. Porém, o encerramento do projeto é tão importante quanto a iniciação, afinal, sem cuidar da entrega final e do encerramento dos contratos, erros simples podem acontecer e acabar desperdiçando o trabalho empreendido na execução. Portanto, recomenda-se que na etapa de encerramento seja incluída uma entrega formal do produto ao cliente, o encerramento dos contratos (como os de locação de equipamentos e de outsourcing de profissionais, por exemplo), a realização de reuniões pós-projeto para dar feedbacks e analisar os aspectos positivos e negativos, e também a soma das lições aprendidas na base de conhecimento para projetos futuros. Se um modelo de projeto foi testado e aprovado, ele pode ser armazenado pelo GP para ser aplicado em um projeto futuro, ou pelo menos servir de base para ele. Essa prática favorece a otimização do tempo e torna o planejamento mais prático, além de diminuir os riscos de algo dar errado. Saiba mais sobre isso em nosso texto sobre modelo de projetos. Com essa etapa finalizada, termina também o nosso post sobre as etapas de um projeto. Se você quiser continuar aprendendo sobre gerenciamento de projetos, confira nosso post exclusivo com 11 boas práticas de gerenciamento de projetos ou aproveite para dar uma olhada em nossa biblioteca de conteúdos sobre o assunto! Roberto Gil Espinha Com mais de 20 anos de experiência em projetos com especial ênfase em Finanças e TI, vários destes como executivo da Datasul, atual Totvs. Atualmente é sócio Diretor da Euax, e lidera a equipe que desenvolve e comercializa o Artia, uma ferramenta inovadora voltada para a Gestão de Projetos. Também atua como consultor em empresas na estruturação de seus processos e metodologias de gestão de projetos, infra de TI e na adoção de boas práticas de engenharia de software. Bacharel em Administração de Empresas, com especializaçõe em Gestão Empresarial pela FGV-RJ e em Engenharia de Software pela PUC-PR. Certificado PMP e PMI-ACP pelo PMI, ITIL Foundation pelo EXIM e CSM, CSP pela Scrum Alliance. *** *** https://www.blogger.com/blog/post/edit/8761611736633123803/8771318769284176553 *** ***

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