quinta-feira, 21 de junho de 2018

HYMNO NACIONAL BRASILEIRO

BR3 – Estrada


Hino Nacional Brasileiro (execução: Banda da PMMG)

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Rua dos Cataventos: Soneto XVII | Por Mário Quintana

“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho”
Mário Quintana

E aqueles que ficaram
por aqui, nessa passagem,
sentem no céu esse anjo
que você sempre escondia
e desejam boa viagem.
O anjo – Bruna Lombardi



Seu poema de 1909, em versos decassílabos, foi oficializado como letra do Hino Nacional Brasileiro por meio do Decreto nº 15.671, do presidente Epitácio Pessoa, em 6 de setembro de 1922, véspera do Centenário da Independência do Brasil.

Assinatura




DECRETO Nº 15.671, DE 6 DE SETEMBRO DE 1922
Declara official a letra do Hymno Nacional Brasileiro, escripta por Joaquim Osorio Duque Estrada.
O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil, tendo em vista a determinação constante, do art. 2º do decreto Legislativo n. 4.559, de 21 de agosto do corrente anno, resolve declarar official a letra do Hymno Nacional Brasileiro, escripta por Joaquim Osorio Duque Estrada e que a este decreto acompanha.
Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1922, 101º da Independencia e 34º da Republica.
EPITACIO PESSÔA.
Joaquim Ferreira Chaves. 

 LETRA DO HYMNO NACIONAL
I
   Ouviram do Ypiranga as margens placidas
    De um povo heroico e brado retumbante
    E o sol da liberdade, em raios fulgidos,
    Brilhou no céo da Patria nesse instante.
     Si o penhor dessa igualdade
    Conseguimos conquistar com braço forte,
     Em teu seio, ó liberdade,
    Desafia o nosso peito a propria morte!
     O' Patria amada,
     Idolatrada,
     Salve! Salve!
I

    Brasil, um sonho intenso, um raio vivido
    De amor o de esperança á terra desce
    Si em teu formoso céo, risonho e limpido,
    A imagem do Cruzeiro resplandece.
    Gigante pela propria natureza.
    E's bello, és forte, impavido colosso,
    E o teu futuro espelha essa grandeza.
     Terra adorada
     Entre outras mil,
     E's tu, Brasil,
     O' Patria amada!
     Dos filhos deste solo és mãe gentil,
     Patria amada,
     Brasil;

     II

    Deitado eternamente em berço esplendido
    Ao som do mar e á luz do céo profundo,
    Fulguras, ó Brasil, florão da America,
    Iluminado ao sol do Novo Mundo!
     Do que a terra mais garrida
    Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
     «Nossos bosques têm mais vida»,
    *Nossa vida" no teu seio "mais amores".
     O' Patria amada,
     Idolatrada,
     Salve! Salve!
    Brasil, de amor eterno seja symbolo
    O lábaro que ostentas estrellado,
    E diga o verde-louro dessa flammula
    - «Paz no futuro e gloria no passado».
    Mas, si ergues da justiça a clava forte,
    Verás que um filho teu não foge á lucta,
    Nem teme, quem te adora, a propria morte.
     Terra adorada
     Entre outras mil,
     E's tu, Brasil,
     O' Patria amada!
     Dos filhos deste solo és mãe gentil,
     Patria amada,
     Brasil!

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de 27/09/1922


Publicação:
Diário Oficial da União - Seção 1 - 27/9/1922, Página 18331 (Republicação)


http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15671-6-setembro-1922-487497-republicacao-91987-pe.html

A estrada e o violeiro
Sidney Miller



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A estrada e o violeiro - MPB4 e Quarteto e Cy

Sou violeiro caminhando só
Por uma estrada caminhando só
Sou uma estrada procurando só
Levar o povo pra cidade só

Parece um cordão sem ponta
Pelo chão desenrolado
Rasgando tudo que encontra,
A terra de lado a lado
Estrada de Sul a Norte,
Eu que passo, penso e peço
Notícias de toda sorte,
De dias que eu não alcanço
De noites que eu desconheço,
De amor, de vida ou de morte
Eu que já corri o mundo
Cavalgando a terra nua
Tenho o peito mais profundo
E a visão maior que a sua
Muita coisa tenho visto
Nos lugares onde eu passo
Mas cantando agora insisto
Neste aviso que ora faço
Não existe um só compasso
Pra contar o que eu assisto

Trago comigo uma viola só
Para dizer uma palavra só
Para cantar o meu caminho só,
Porque sozinho vou à pé e pó

Guarde sempre na lembrança
Que esta estrada não é sua
Sua vista pouco alcança,
Mas a terra continua
Segue em frente, violeiro,
Que eu lhe dou a garantia
De que alguém passou primeiro
Na procura da alegria
Pois quem anda noite e dia
Sempre encontra um companheiro
Minha estrada, meu caminho,
Me responda de repente
Se eu aqui não vou sozinho,
Quem vai lá na minha frente?
Tanta gente, tão ligeiro,
Que eu até perdi a conta
Mas lhe afirmo, violeiro,
Fora a dor que a dor não conta
Fora a morte quando encontra,
Vai na frente um povo inteiro

Sou uma estrada procurando só
Levar o povo pra cidade só
Se meu destino é ter um rumo só,
Choro e meu pranto é pau, é pedra, é pó

Se esse rumo assim foi feito,
Sem aprumo e sem destino
Saio fora desse leito,
Desafio e desafino
Mudo a sorte do meu canto,
Mudo o Norte dessa estrada
Em meu povo não há santo,
Não há força, e não há forte
Não há morte, não há nada
Que me faça sofrer tanto

Vai, violeiro, me leva pra outro lugar
Queu também quero um dia poder levar
Tanta gente que virá
Caminhando, procurando
Na certeza de encontrar...
Composição: Sidney Miller

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1967: III Festival da Música Popular Brasileira. Realizado no Teatro Paramount (SP). Prêmio Sabiá de Ouro.


1º lugar: "Ponteio" (Edu Lobo e Capinam), com Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo;

2º lugar: "Domingo no parque" (Gilberto Gil), com Gilberto Gil e Os Mutantes;

3º lugar: "Roda-viva" (Chico Buarque), com Chico Buarque e MPB-4;

4º lugar: "Alegria, alegria" (Caetano Veloso), com Caetano Veloso e Beat Boys;

5º lugar: "Maria, carnaval e cinzas" (Luís Carlos Paraná), com Roberto Carlos e O Grupo;

6º lugar: "Gabriela" (Maranhão), com o MPB-4.

Outras premiações:

Melhor letra: Sidney Miller ("A estrada e o violeiro")




Análise do Hino Nacional Brasileiro
Por Eduardo Feldberg - Abril/2010
Apesar de alguns brasileiros amarem todos os lugares do mundo, e elogiarem todos os cantos da Terra, menos o país em que vivem, existem muitos outros que amam nossa terra, e, como um destes, procuro ser, na medida do possível, um cara patriota. Como bom brasileiro, amo nossa terra, nossa cultura, nossa história, nossa bandeira, nosso hino, mas, será que essa última admiração – por nosso hino - tem algum fundamento? Amar nossas terras, praias e paisagens é fácil! Basta abrir a janela de casa e apreciar o belíssimo pôr do Sol, ou abrir uma janela do Google, e visualizar a imensidão de cenários pitorescos de nossa nação. Amar nosso povo também é fácil, afinal, somos mundialmente conhecidos como um povo alegre, pacífico, receptivo. Nossa bandeira também é muito venerada. Infelizmente alguns só a respeitam quando está em cima de um pódio, mas para o bom brasileiro, ela sempre instiga um sentimento mais nobre, mais profundo. Creio que nossa bandeira empolga a grande maioria dos brasileiros, agora, amar inteligentemente nosso hino pode ser um pouco mais complicado, afinal, quem o entende?

Presumo que menos da metade da população sabe cantar nosso hino de cor. Da metade que sabe, é provável que apenas metade dela saiba o significado de todas as palavras utilizadas nele, e destes poucos que restam, imagino que apenas metade realmente entenda o que as frases do hino querem dizer, ou seja, seguindo os meus cálculos, de cada cem brasileiros, apenas doze entendem o que cantam, quando levam respeitosamente a mão direita ao peito. Vale dizer que estes cálculos não têm nenhum fundamento estatístico, e foram baseados apenas em meus chutes, mas, cá entre nós, aposto que o resultado está até acima da média real!

Até pouco tempo, eu me arrolava no grupo majoritário, que não entendia bulhufas. Impávido? Garrida? Lábaro? A princípio, parecia a escalação de algum time futebolístico português, mas depois de um tempo, descobri o significado de cada palavra, e pulei para o segundo grupo, dos que sabem o hino de cor, entendem as palavras, mas não pararam pra pensar no que estão cantando. Resolvi então analisar o hino, para melhor compreendê-lo e entender o que estou afirmando quando o canto.

A “música” do nosso hino foi composta em 1822, pelo professor e compositor Francisco Manuel da Silva, para comemorar a Independência do Brasil, declarada naquele mesmo ano. Com o passar do tempo, foi-se incluindo e substituindo versos e frases na música, para comemorar datas específicas, e muitos já a consideravam como o Hino do País, mas nada muito oficial. Após a Proclamação da República, em 1889, foi feito um concurso para escolher um Hino Nacional definitivo, e dentre as propostas, a música de Francisco se manteve como a melhor opção, embora tivesse uma letra diferente da que cantamos hoje. Isso se prolongou até 1909, quando foi feito um novo concurso para definição da letra definitiva do Hino Nacional, e o professor, poeta e escritor Joaquim Osório Duque Estrada trouxe à luz seu poema, que foi adaptado para a composição de Francisco, e venceu o concurso, tornando-se o texto de nosso hino. Alguns anos depois, em 1922, o então presidente Epitácio Pessoa enfim o oficializou como Hino Nacional Brasileiro.       

Assim sendo, a letra do nosso Hino Nacional foi escrita há mais de 100 anos, e sabemos que durante um século, muita coisa muda. Algumas palavras caem em desuso, formas de escrita são abandonadas, a ortografia é revista, e para uma boa compreensão do hino, precisamos atentar para a forma de escrita e composição de seu autor. Algo muito importante a se observar, por exemplo, é a constante utilização de versos escritos em ordem indireta, ou seja, se você o cantar pensando que as frases estão encaixadas ordenadamente, provavelmente não entenderá muita coisa, ou entenderá algo contrário à intenção do autor. Por exemplo, ouvindo a primeira frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...”, pode-se pensar que o autor quis dizer “Algumas pessoas ouviram, do Ipiranga até as margens plácidas...”, mas aquele “as” não é craseado. Houve ali uma inversão na ordem das palavras. Sintaticamente, a forma correta de se entender esta frase é “As margens plácidas do Ipiranga ouviram...”. Além disso, o autor se valeu de algumas palavras não mais utilizadas em nosso dia-a-dia, e, na rápida análise que farei abaixo, vou tentar descomplicar estes termos, “informalizar” o hino e parafraseá-lo, sem perder o sentido original dos versos, ordenando melhor as palavras. Não que estejam erradas, mas hoje, nosso vocabulário é um pouco diferente, então uma versão um pouco mais popular pode ajudar a compreender o centenário poema. Vamos logo ao que interessa!

Primeiro, escreverei uma alternativa de composição interlinear, ordenando e dando um sentido mais claro às frases, e em seguida, escreverei com minhas próprias palavras o que extrai de todo o Hino.


PARÁFRASE DO HINO NACIONAL BRASILEIRO


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heróico o brado retumbante,
As margens tranqüilas do Ipiranga ouviram o brado ecoante de um povo heróico,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante.
E a liberdade, que reluz como o sol, brilhou no céu do Brasil naquele instante.

Se o penhor dessa igualdade, conseguimos conquistar com braço forte,
Se a garantia da igualdade, nós conseguimos conquistar com um braço forte,

Em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte! Ó pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Nesta mesma liberdade, nós agora podemos desafiar a própria morte! Ó Pátria amada, idolatrada! Que Deus te Salve! Que Deus te salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança a terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece.
Se a imagem do Cruzeiro resplandece no lindo e risonho céu do Brasil, um sonho maravilhoso de amor e de esperança desce até nós.

Gigante pela própria natureza. És belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza.
Gigante pela própria natureza! É belo, é forte, é um destemido gigante, e o futuro deste país já reflete toda essa grandeza.

Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada!
Terra adorada. Entre outras mil terras, o Brasil é a Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil!
Essa pátria é a mãe gentil de todos os brasileiros. Essa pátria amada é o Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo.
Deitado eternamente num lugar esplêndido, ao som do mar, e à luz de um céu muito profundo, o Brasil resplandece como o destaque da América, sendo iluminado pelo sol do “Novo Mundo”.

Do que a terra, mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
Os campos lindos e risonhos do Brasil têm mais flores do que a mais enfeitada das terras;

Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, no teu seio, mais amores. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Nossos bosques e jardins têm mais vida, e nossa própria vida, no Brasil, tem mais amores. Ó Pátria amada, idolatrada! Que Deus te Salve! Que Deus te salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado,
Que a bandeira estrelada do Brasil seja o símbolo do amor eterno,

E diga o verde-louro dessa flâmula: "Paz no futuro e glória no passado".
E que o belo tom de verde dessa bandeira represente a glória do nosso passado, e a paz do futuro.

Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte.
Mas se a arma da justiça se erguer, todos verão que os brasileiros não fogem da luta, e aqueles que adoram esta nação não temem a própria morte.

Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada!
Terra adorada. Entre outras mil terras, o Brasil é a Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil!
Essa pátria é a mãe gentil de todos os brasileiros. Essa pátria amada é o Brasil!



INTERPRETAÇÃO INFORMAL DO HINO NACIONAL BRASILEIRO


De repente, todos que estavam nas calmas e tranqüilas margens do Rio Ipiranga ouviram um brado fortíssimo e ecoante de um povo heróico e corajoso! Era o grito de Dom Pedro I, “Independência ou Morte”, declarando a Independência Brasileira. Agora éramos livres da opressão européia. Agora o Brasil era dos brasileiros! Quando esse brado foi exclamado, o glorioso “Sol da Liberdade” nasceu sobre o Brasil, invadiu nosso ser, e resplandeceu no céu da nossa Pátria. E se com essa raça, esse vigor, essa audácia e valentia desmedida, conseguimos garantir aos brasileiros a liberdade e o direito da igualdade, imagine só aonde não chegaremos, agora que somos livres! Podemos agora desafiar até mesmo a própria morte, pois somos um povo livre e cheio de raça e coragem.

Brasil! Esse é o nosso país amado e idolatrado! Eu declaro que Deus vai te salvar. Ele há de te salvar, Brasil!

Toda vez que olharmos para o céu, e vermos a maravilhosa constelação “Cruzeiro do Sul”, reluzente, brilhando e iluminando o céu brasileiro, nos lembraremos que há um sonho forte e intenso em nosso coração. Uma chama viva de amor e de esperança em nosso ser. O Brasil é este sonho, esta chama. Não uma utopia. Um sonho que se realiza a cada dia. Este país é fora de série. É um gigante! Um país essencialmente gigante, imenso, colossal! É lindo, forte, poderoso. Um gigante que avança soberano, cujo futuro já reflete essa grandeza insuperável. Uma terra excelente, digna de ser amada e adorada. No mundo há dezenas, centenas de outros países e milhares de outras terras, mas o Brasil é a nossa Pátria amada.

Somos filhos do Brasil, o país que nos gerou com garra e nobreza. Esta é a nossa terra. Este é o nosso Brasil!

Fixado num lugar excelente, ninguém poderá movê-lo daqui. Não porque ele é morto e acomodado, mas sim porque ninguém pode avançar sobre ele. O Brasil é o Brasil! Situado numa região maravilhosa, com uma biodiversidade invejável, um céu lindo e admirável, e contornado pelo imenso e maravilhoso Oceano Atlântico, o Brasil se sobressai como grande destaque do continente, sendo iluminado pelo sol da América. Seus campos são lindos, e revelam a flora mais bela do mundo. Nem as mais belas paisagens da terra se comparam aos campos do nosso país. Até mesmo nossos bosques têm mais vida que nos outros lugares. Num país assim, tão cheio de vida, nossa própria vida naturalmente terá muito mais amor, alegria e prazer.

Brasil! Esse é o meu país amado e idolatrado! Eu declaro que Deus vai te salvar. Ele há de te salvar!
           
Que as belas estrelas desenhadas em nossa bandeira simbolizem o amor eterno do Brasil, e que o verde que preenche nosso estandarte represente a glória do nosso passado, e a paz que experimentaremos no futuro. O Brasil garante aos brasileiros essa glória e paz, mas não pense que é um país composto por gente acomodada, covarde e frouxa não! Não, não! Pois se o Brasil precisar erguer a arma, e adentrar numa batalha mortal em busca de justiça, todos verão que o brasileiro é ousado, corajoso, destemido! Jamais foge de uma luta! Ah, não! Pelo contrário, os verdadeiros brasileiros batalham corajosamente o combate que for, pois aqueles que adoram esta nação não temem nem mesmo a própria morte! O Brasil é assim. Uma terra excelente, digna de ser amada e adorada. No mundo há dezenas, centenas de outros países, milhares de outras terras, mas o Brasil é a nossa Pátria amada!

Somos filhos do Brasil, o país que nos gerou com garra e nobreza. Esta é a nossa terra. Este é o nosso Brasil!



É isso aí. Espero que agora você entenda um pouco melhor nosso hino, e tenha motivos, ou mais motivos, para dizer que o ama. Quanto a mim, posso dizer que ao compreendê-lo, passei a admirá-lo muito mais! Como todos os outros países, o Brasil tem seus defeitos, mas com pessoas justas, íntegras e confiantes em Deus, podemos transformá-lo, afinal,



"FELIZ É A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR!"
                                                              SALMOS 33.12



Eduardo Feldberg



Glossário:


Brasil: Variação da palavra “Brasa”; relativo à brasa; cor vermelha parecida com a brasa viva; relativo ao Pau-Brasil (planta comum em nosso território, na época do descobrimento, que produz um corante vermelho muito utilizado na época).
Clava: Arma antiga, em formato de bastão.
Colosso: Gigante; algo de proporções muito grandes.
Flâmula: Bandeira.
Florão: Joia ou objeto valioso.
Fúlgidos: Brilhante; resplandecente.
Fulgurar: Brilhar; se destacar.
Garrida: Florida; enfeitada.
Impávido: Corajoso; que não tem medo.
Lábaro: Bandeira.
Límpido: Puro; limpo.
Novo Mundo: Nome dado à América na época do descobrimento.
Plácidas: Calmo; tranquilo.
Retumbante: Som forte e barulhento.
Salve: Expressão de saudação ou cumprimento, equivalente a “Deus te salve”.
Vívido: Cheio de vida.

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Hino Nacional do Brasil - Paulinho da Viola


BR-3
Tony Tornado




A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
Na BR-3

Composição: Antonio Adolfo / Tiberio Gaspar


Referências

https://youtu.be/RYPEYkjvXPE
http://www.tribunadainternet.com.br/o-calor-animal-daquela-amada-pessoa-na-visao-poetica-de-mario-quintana/
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/02/Joaquim_Os%C3%B3rio_Duque-Estrada_assinatura_ok.jpg/300px-Joaquim_Os%C3%B3rio_Duque-Estrada_assinatura_ok.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Os%C3%B3rio_Duque-Estrada
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1920-1929/decreto-15671-6-setembro-1922-487497-republicacao-91987-pe.html
http://mundovelhomundonovo.blogspot.com/2018/05/boco.html
http://dicionariompb.com.br/festival-da-musica-popular-brasileira-tv-record/dados-artisticos
https://www.eduardofeldberg.com.br/anlise-do
https://youtu.be/eV3-II5_Byk
https://youtu.be/xC0QdX8i1IQ

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Volver a Los Diecisiete




Hasta el feroz animal
Susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos
Libera a los prisioneros



CONVERSA FIADA
Por Recanto das Letras

Eu gosto de fazer poemas de um único verso.
Até mesmo de uma única palavra
Como quando escrevo o teu nome no meio da página
E fico pensando mais ou menos em ti
Porque penso, também, em tantas coisas... em ninhos.
Não sei por que vazios em meio de uma estrada
Deserta...
Penso em súbitos cometas anunciadores de um Mundo Novo
E - imagina! -
Penso em meus primeiros exercícios de álgebra,
Eu que tanto, tanto os odiava...
Eu que naquele tempo vivia dopando-me em cores, flores,
amores,
Nos olhos - flores das menininhas - isso mesmo! O mundo
Era um livro de figuras
Oh! Os meus paladinos, as minhas princesas prisioneiras
em suas altas torres,
Os meus dragões
Horrendos
Mas tão coloridos...
E - já então - o trovoar dos versos de Camões:
"Que o menor mal de todos seja a morte!"
Ah, prometo àqueles meus professores desiludidos
que na próxima vida eu vou ser um grande matemático
Porque a matemática é o único pensamento sem dor...
Prometo, prometo, sim... Estou mentindo? Estou!
Tão bom morrer de amor! e continuar vivendo...

Mario Quintana 



“Se você está deprimido, está vivendo no passado. Se você esta ansioso, está vivendo no futuro. Se você está em paz, está vivendo no presente.” (Lao Tsé)







Volver a Los Diecisiete
Violeta Parra




Volver a los diecisiete
Después de vivir un siglo
Es como descifrar signos
Sin ser sabio competente
Volver a ser de repente
Tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo
Como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo
En este instante fecundo

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el mosguito en la piedra
Ay si si si

Mi paso retrocedido
Cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas
Ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido
Se ha paseado por mis venas
Y hasta las duras cadenas
Con que nos ata el destino
Es como un diamante fino
Que alumbra mi alma serena

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el mosguito en la piedra
Ay si si si

Lo que puede el sentimiento
No lo ha podido el saber
Ni el mas claro proceder
Ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia el momento
Cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente
De rencores y violencias
Sólo el amor con su ciencia
Nos vuelve tan inocentes

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el mosguito en la piedra
Ay si si si

El amor es torbellino
De pureza original
Hasta el feroz animal
Susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos
Libera a los prisioneros
El amor con sus esmeros
Al viejo lo vuelve niño
Y al malo solo el cariño
Lo vuelve puro y sincero

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el mosguito en la piedra
Ay si si si

De par en par en la ventana
Se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto
Como una tibia mañana
Al son de su bella diana
Hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín
Al cielo le puso aretes
Y mis años en diecisiete
Los convirtió el querubín

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el mosguito en la piedra
Ay si si si


Voltar aos Dezessete

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra
Ai, sim sim sim

Voltar aos Dezessete
Voltar aos dezessete
depois de viver um século
é como decifrar signos
sem ser sábio competente
voltar a ser de repente
tão frágil como um segundo
voltar a sentir profundo
como uma criança frente a Deus
isso é o que sinto eu
neste instante fecundo

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra
Ai, sim sim sim

Meu passo retrocedido
quando o de vocês avança
o arco das alianças
penetrou em meu ninho
como todo seu colorido
passou por minhas veias
e até as duras correntes
com que nos ata o destino
é como um diamante fino
que ilumina minha alma serena

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra
Ai, sim sim sim

O que pode o sentimento
não pôde ele saber
nem o mais claro proceder
nem o mais largo pensamento
tudo muda em um momento
como mago condescendente
nos afasta docemente
de rancores e violências
só o amor com sua ciência
nos torna tão inocentes

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra
Ai, sim sim sim

O amor é redemoinho
de pureza original
até o feroz animal
sussurra seu doce gorjeio
detém aos peregrinos
libera os prisioneiros
os amor com seus esmeros
ao velho o transforma em criança
e ao mau só o carinho
o transforma em puro e sincero

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra
Ai, sim sim sim

De par em par na janela
abriu como por encanto
entrou o amor com seu manto
como uma leve manhã
ao som de sua bela diana
fez brotar o jasmim
voando tal qual serafim
ao céu o pôs brincos
e meus anos em dezessete
os converteu o querubim

Vai se enredando, enredando
como no muro a erva
e vai brotando, brotando
como o musguinho na pedra
como o musguinho na pedra

Ai, sim sim sim
Composição: Canción / Folclore Chileno / Sirilla



Los Ejes de Mi Carreta
Atahualpa Yupanqui

(Milonga)




Porque no engraso los ejes
Me llaman abandona'o ...
Si a mi me gusta que suenen,
¿Pa qué los quiero engrasaos ?

E demasiado aburrido
seguir y seguir la huella,
demasiado largo el camino
sin nada que me entretenga.

No necesito silencio.
Yo no tengo en qué pensar.
Tenía, pero hace tiempo,
ahura ya no pienso mas.

Los ejes de mi carreta
nunca los voy a engrasar...

Os Eixos da Minha Carreta

Porque eu não engraxo os eixos
Me chamam descuidado
Se eu gosto que soem
Para que quero os engraxar?

É muito chato
Seguir e seguir a pegada
Muito longo o caminho
Sem nada que me entretenha.

Não necessito silêncio
Eu não tenho que pensar
Tinha, mas faz tempo
Agora e não tenho mais

Os eixos da minha carreta
Eu nunca vou engraxar


Composição: Atahualpa Yupanqui / Romildo Risso






Referências

https://estaticos.efe.com/efecom/recursos2/imagen.aspx?lVW2oAh2vjORxXBEGJ9j2cheSyA1ecEtQ4TncnkXVSTX-P-2bAoG0sxzXPZPAk5l-P-2fU5Ui4NOlUvhxhKWGPFbD7IpNA-P-3d-P-3d
https://www.recantodasletras.com.br/poesias/1794776
https://img.estadao.com.br/fotos/crop/1200x1200/resources/jpg/3/9/1529070513193.jpg
https://youtu.be/Oe1o13CItv4
https://www.letras.mus.br/parra-violeta/363452/
https://youtu.be/w9g9jvZ4yJ0
https://www.letras.mus.br/atahualpa-yupanqui/849452/#radio:parra-violeta