sexta-feira, 30 de abril de 2021

Renan finaliza com CPI da Covid

*** Bolsonaro estacou no primeiro tapinha
*** O carcará é uma ave da família Falconidae e seu nome científico é Caracara plancus. Em inglês ele é conhecido como Southern Caracara. Esta espécie tem alguns nomes populares como carancho, caracará, caracaraí, gavião-de-queimada e gavião-calçudo. *** *** https://casadospassaros.net/carcara/ *** ***
*** A Fênix prepara seu ninho, morre queimada e renasce das cinzas *** *** https://www.todamateria.com.br/fenix/ *** *** A fénix ou fênix, fênice (em grego clássico: ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. ... Segundo alguns escritores gregos, a fénix viveria exactamente quinhentos anos. Fénix Wikipédia, a enciclopédia livre Leia a íntegra do discurso de abertura do relator da CPI da Covid-19 O senador Renan Calheiros declarou que a comissão será "uma antítese diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral". Por Gustavo Maia Atualizado em 27 abr 2021, 15h21 - Publicado em 27 abr 2021, 14h06 ***
*** *** Renan Calheiros é indicado relator da CPI da Pandemia Fonte: Agência Senado *** *** https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2021/04/renan-calheiros-e-indicado-relator-da-cpi-da-pandemia *** ***
*** O senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante reunião da CPI da Pandemia no Senado Edilson Rodrigues/Ag. Senado *** Relator da CPI da Pandemia apresenta plano de trabalho Plano será um ponto de partida, diz Calheiros *** *** https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-04/relator-da-cpi-da-pandemia-apresenta-plano-de-trabalho *** *** *** *** https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2021/04/renan-calheiros-e-indicado-relator-da-cpi-da-pandemia *** *** Escolhido relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros fez há pouco um discurso de pouco mais de 20 minutos na reunião de instalação da comissão no Senado. Em um trecho no meio de sua fala, que não citou o presidente Jair Bolsonaro nominalmente, ele declarou que há responsáveis e culpados “por ação, omissão, desídia ou incompetência” e declarou que “crimes contra humanidade não prescrevem jamais e são transnacionais”. Calheiros então citou o ex-presidente da Ioguslávia, Slobodan Milosevic, e o ex-ditador do Chile, Augusto Pinochet, como exemplos da História. Leia a seguir a íntegra da fala do relator: Desejo inicialmente agradecer aos senadores do meu partido, na pessoa do líder Eduardo Braga, que me confiaram a tarefa no momento histórico mais grave e trágico da nação brasileira. Quero agradecer o querido amigo Omar Aziz, a quem devo a minha designação para relatar essa importantíssima comissão. Meu querido amigo Humberto Costa, grande líder e excepcional ministro da Saúde. Otto Alencar, querido amigo, que não se quedou em nenhum momento diante do despropósito de uma liminar de primeira instância que objetivava subtrair competência do Congresso Nacional e impedir o livre exercício do papel de cada senador, inclusive com censura prévia. Tasso Jereissati, referência política, ética, moral e um dos maiores líderes da vida nacional, e referência para todos nós nesses momentos de Comissão Parlamentar de Inquérito. Estendo, evidentemente, a gratidão aos senadores das demais legendas que subscreveram para que eu pudesse sistematizar uma caudalosa investigação que ora se inicia e que será, como todos sabem, árida e acidentada, mas exitosa, tenho certeza. Quero parabenizar também o senador Randolfe Rodrigues pela iniciativa humanitária, agora vice-presidente da comissão. Faço ainda uma referência especial ao Supremo Tribunal Federal, que não tem faltado à Nação brasileira na defesa altiva da nossa Constituição, terrivelmente democrática. Eu quero também cumprimentar esse amigo querido, Ciro Nogueira, grande líder, amigo dileto, para além de eventual qualquer divergência, eu sou amigo de muita gente aqui no Senado Federal, nessa comissão também muito mais, mas nenhum é mais meu amigo quanto meu amigo é o senador Ciro Nogueiro. Quero cumprimentar o Marcos Rogério, o Marcos do Val, o Eduardo Girão, Jorginho [Mello], Fernando Bezerra, esse amigo querido, dileto, o Alessandro Viera — eu já falarei aqui da importância fundamental das suas sugestões para que nós possamos iniciar esse trabalho. Eu tenho certeza de que, para além de qualquer divergência inicial, o que nos compete é construir alianças para que essa comissão de inquérito possa caminhar cada vez mais com uma absoluta maioria construída em torno da busca da verdade. Esse é o propósito de todo mundo, como disse o presidente Omar, haja o que houver. Como relator, eu me pautarei pela isenção e imparcialidade que a função impõe. Independentemente de minhas valorações pessoais, a investigação será técnica, profunda, focada no objeto que justificou a Comissão Parlamentar de Inquérito e despolitizada.  É impossível esquecer todos os dias fúnebres em mais de um ano de pandemia, mas é impossível apagar abril, o mês mais mortal, e apagar o dia 6 de abril, com uma morte a cada 20 segundos. Esses números superlativos merecem uma reflexão, merecem um momento, mesmo que seja de 20 segundos de silencio, para que com eles nós possamos homenagear aqueles que morreram por Covid no Brasil, as suas famílias, aqueles que estão acometidos da doença e aqueles que lamentavelmente ficaram sequelados. Por isso, senhores senadores, senhoras senadoras, nós estamos discutindo aqui o direito à vida, não se alguém é direita ou da esquerda. Minhas opiniões ou impressões serão subordinadas aos fatos. Serei relator das minhas convicções, mas serei igualmente o redator do que aqui for apurado e comprovado. Nada além, nada aquém. A CPI não é a sigla de Comissão Parlamentar de Inquisição. É de Investigação. Nenhum expediente tenebroso das catacumbas do Santo Ofício será utilizado. A CPI, alojada em uma instituição secular e democrática, que é o Senado da República, tampouco será um cadafalso com sentenças pré-fixadas ou alvos selecionados. Não somos discípulos de Deltan Dallagnol, nem de Sergio Moro. Não arquitetaremos teses sem provas ou Power Points contra quem quer que seja. Não desenharemos o alvo para depois disparar a flecha. Não reeditaremos a República do Galeão. Agindo com imparcialidade, a partir de decisões coletivas, sem comichões monocráticos, ninguém arguirá nenhum tipo de suspeição no futuro desse trabalho. Os verdugos são inservíveis ao Estado Democrático de Direito. Eles negaram apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito. Negaram, por todo os meios, a chance de que ela fosse instaurada. Agora tentaram negar que ela funcione com independência. O negacionismo em relação à pandemia ainda terá que ser investigado e provado. Mas o negacionismo em relação à CPI da Covid, já não resta a menor dúvida. As CPIs vicejam quando os canais tradicionais de investigação se mostram obstruídos, e isso é um ensinamento histórico. Aqui, em uma Casa de verdadeiros democratas, que convivem e respeitam a divergência diuturnamente, são respeitados o contraditório, o sagrado direito à defesa, a presunção da inocência e a paridade de armas. Garantias civilizatórias que tantas vezes foram negligenciadas nos últimos tempos no Brasil e que só contribuem para reprovável erosão das instituições. Não estaremos, queria repetir, investigando nomes ou instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. As gestões do Ministério da Saúde, evidentemente, podem ser apuradas, podem ser investigadas a fundo. Ainda não é o caso. Mas não é o Exército Brasileiro que estará sob análise, instituição permanente de Estado cuja memória remete para os 454 mortos em combate na Segunda Guerra Mundial com um universo de 25 mil pracinhas. Esse pequeno número de baixas reflete a liderança de um estrategista de guerra. Imaginem um epidemiologista conduzindo nossas tropas lá em Monte Castelo. Na pandemia o Ministério da Saúde foi entregue a um não especialista, a um não-general.  O resultado fala por si só: no pior dia da Covid, em apenas quatro horas o número de brasileiros mortos foi igual a todos que tombaram nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. O que teria acontecido se tivéssemos enviado um infectologista para comandar nossas tropas? Provavelmente um morticínio. Porque guerras se enfrentam com especialistas, sejam elas guerras bélicas ou guerras sanitárias. A diretriz é clara: militar nos quartéis e médicos na Saúde. Quando se inverte, a morte é certa. E foi isso que lamentavelmente parece ter acontecido. Temos que explicar, como, por que isso ocorreu. Estaremos aqui para averiguar fatos e desprezar farsas. Para tanto, usaremos das instâncias técnicas do Estado, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União, da consultoria do Senado e outros organismos que se fizerem necessários. A comissão será um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese diária e estridente ao obscurantismo negacionista e sepulcral, responsável por uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio desumano. Essa será a comissão da celebração da vida, da afirmação do conhecimento e, sobretudo, da sacralização da verdade contra o macabro culto à morte e contra o ódio. Os brasileiros têm o direito de voltar a viver em paz. Ao contrário do que vociferavam os franquistas do início do século, “viva a morte, abaixo o conhecimento”, estaremos aqui para proclamar dia após dia: “viva a ciência, glória ao conhecimento, respeito a vida”. Tenham absoluta certeza de que este fórum, e anoto a qualificação e experiências aqui reunidas, será uma fonte permanente de reposição e resgate da verdade por sua capacidade intrinsecamente regeneradora. Já seria muito importante nessa fase que nós andamos dar um basta à mentira, à mentira que lamentavelmente sufocou a sociedade brasileira durante esses últimos tempos. Entre a ciência e a crença, fico com a ciência; entre a vida e a morte, a vida eternamente; entre o conhecimento e obscurantismo; óbvio, escolho o primeiro; entre a luz e as trevas; a luminosidade; entre a civilização e a barbárie, fico com a civilidade; e entre a verdade e a mentira, lógico que a verdade sempre. São escolhas simples que opõem o bem ao mal e creio que todos nessa comissão convergem com relação a este sentimento.  Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Contrapor o caos social, a fome, o descalabro institucional, o morticínio, a ruína econômica e o negacionismo não é uma predileção ideológica ou filosófica, é uma obrigação democrática, moral e humana. Os inimigos dessa relatoria são pandemia e aqueles que, por ação, omissão, incompetência, desídia ou malversação, se aliaram ao vírus e colaboraram de uma forma ou de outra com esse morticínio. A discussão aqui, embora muitos anseiem deliberadamente rebaixá-la ou até mesmo embaçá-la, é muito mais abrangente. Essa não é apenas mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito, como disse o presidente Omar Aziz. No contexto histórico, humanitário e social, ela é a principal Comissão Parlamentar de Inquérito de todas as comissões que aqui se formaram, porque estaremos tratando de vidas, do futuro e da esperança. Estaremos proclamando, acima de tudo, valores civilizatórios em detrimento de achismos medievais. Estaremos defendo a vida, o conhecimento, a ciência, a civilização, as instituições, o SUS e a própria democracia. Vamos dar um basta aos suplícios, à inépcia e aos infames. Não deixaremos de lembrar diariamente o tamanho da nossa tragédia. Os brasileiros estão morrendo em uma velocidade assustadora. Não temos tempo a perder com manobras regimentais, obstruções, diversionismo, politiquices e chicanas. Nossa missão é interromper esse cronômetro da morte o qual me referi no início. Não estamos diante de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para maquinar as ações persecutórias, não estamos aqui diante da atenção integral da Nação e do mundo, para blindar ninguém, engavetar, tergiversar ou procrastinar. Tudo será investigado, como exige a Carta democrática, de maneira transparente, acessível, e as decisões colegiadas, como sempre fiz nas quatro vezes que tive a honra de presidir essa Casa. Fui forjado no movimento estudantil, libertário, crítico e democrático. Respeito as instituições, o mecanismo de freio e contrapesos, venero a democracia, tenho repugnância ao fascismo e, antecipo que, intimidações, e todos os dias nós a vemos, sob qualquer modalidade e arreganhos, não nos deterão. O maior mérito desta CPI é existir, estar instalada e funcionando. O Brasil precisa de muita luz e isso não é uma mera metáfora. O papel da comissão é iluminar todos os compartimentos escuros no combate a pandemia. Só o seu espectro no horizonte já acelerou, nos últimos dias, uma série de providências administrativas que estavam congeladas em vários órgãos da República, ou mesmo sobrestadas ou mesmo esquecidas. O Brasil, infelizmente, é um dos piores países no enfrentamento da pandemia... Leia mais em: https://veja.abril.com.br/blog/radar/leia-a-integra-do-discurso-de-abertura-do-relator-da-cpi-da-covid-19/ REPORTAGEM Índia faz mundo bater recorde de casos de covid-19 e gera apagão de vacinas ***
*** 22.abr.2021 - Cremação em massa de vítimas da covid-19 em Nova Délhi, na Índia. País bateu recorde mundial de casos da doença em 24 horas Imagem: REUTERS/Danish Siddiqui *** Jamil Chade Jamil Chade https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/ Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se. Colunista do UOL 27/04/2021 14h29 RESUMO DA NOTÍCIA Brasil não deve mais receber doses da OMS em abril e a previsão é de que entregas ocorram apenas em no começo de maio OMS registra 5,7 milhões de novos casos da covid-19, um número inédito em uma semana Brasil continua liderando em número de mortes por semana Novos dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que a semana que terminou no domingo, dia 25 de abril, registrou um novo recorde em número de novas contaminações da covid-19. No total, 5,7 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus em apenas sete dias, contra 5,2 milhões na semana anterior. Na semana do dia 15 de fevereiro, o número era de apenas 2,4 milhões, o que abriu certas esperanças entre governos e mesmo na OMS de que a vacinação começava a dar alguns sinais de resultados e que a pandemia poderia estar numa direção de um certo controle. Mas o relaxamento em certas sociedades que foram amplamente vacinadas, a incapacidade de governos em manter medidas de controle e a explosão de novas variantes do vírus alteraram de forma radical a tendência. Se não bastasse, a situação da Índia nas últimas duas semanas passou a ser considerada como "catastrófica" dentro da OMS. Em apenas sete dias foram 2,3 milhões de novos casos na Índia. "Black-out" de vacinas e novas doses para o Brasil só em maio Um dos temores é de que, mergulhada em um caos doméstico, o país passará semanas sem poder exportar vacinas. No melhor dos cenários, os indianos poderiam começar a voltar a exportar vacinas em junho. A OMS dependia em grande parte das doses do Serum Institute para abastecer principalmente os países mais pobres do mundo. Algumas estimativas apontam que, sem a exportação indiana, o buraco no planejamento da agência poderia atingir 130 milhões de doses. A previsão inicial da OMS era de que poderia entregar 240 milhões de doses até o final de maio aos países em desenvolvimento. A previsão já tinha caído para apenas 145 milhões e, ainda assim, o montante é agora alvo de dúvidas. Por enquanto, a agência conseguiu despachar 49 milhões de doses e, com a Índia tendo vacinado apenas 2% de sua população com duas doses, a previsão é de que o "black-out" de vacinas do país dure pelo menos mais um mês. A avaliação na cúpula da OMS é de que tal cenário irá aprofundar ainda mais a disparidade entre países ricos e emergentes em termos de acesso aos imunizantes. No atual ritmo, o banco UBS estima que países ricos terão vacinado 93% de suas populações até o final do ano, contra apenas 30% entre os países pobres. No Brasil, por exemplo, o governo recebeu apenas 1,2 milhão de doses da OMS dos 4 milhões planejados para março e abril. A vacina destinada ao Brasil vem de uma fábrica na Coreia do Sul, que também produz doses da AstraZeneca. Mas com o fim do abastecimento da Índia para dezenas de países, parte da produção de outros locais poderá ter de ser repartida para atender principalmente os locais que não contam com acordos bilaterais com as empresas multinacionais. A previsão é de que não haverá uma nova entrega de vacinas ao Brasil nesta semana e que a próxima leva ocorra apenas na primeira semana de maio. A crise indiana, porém, também tem sido uma oportunidade usada pela China para tentar ocupar espaço. Nesta terça-feira, numa reunião entre países asiáticos, o chanceler de Pequim, Wang Yi, declarou que estava disposto a suprir o mercado regional com vacinas. No encontro, países como Paquistão e Bangladesh se queixaram da interrupção de exportações dos indianos, colocando em questão a aposta do primeiro-ministro Narendra Modi de usar a crise para ampliar a influência indiana na Ásia e se apresentar como uma alternativa real ao poder chinês. Brasil continua liderando em número de mortes Tanto na Europa como nas Américas, o número de novos casos da covid-19 sofreu uma queda. Foram 1,4 milhão de novos infectados no continente americano, uma redução de 8% em comparação à semana anterior. Mas a taxa ainda é 40% superior aos números de fevereiro. O Brasil aparece em segundo lugar, com 397 mil casos novos na semana, contra 392 mil nos EUA. A semana também registrou um salto no número de mortes, com 88 mil novos óbitos. Apenas quatro semanas em janeiro e fevereiro registraram um número superior e, mesmo assim, com taxas muito próximas aos dados dos últimos sete dias. No total, o mundo soma 3,1 milhões de mortos desde o início da crise. O Brasil, porém, continua liderando, com 17,4 mil nos últimos sete dias, contra 17,3 mil na Índia. O terceiro lugar é dos EUA, com uma distância considerável e um total de 4,9 mil novos óbitos. *** *** https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2021/04/27/india-faz-mundo-bater-recorde-de-casos-de-covid-19-e-gera-apagao-de-vacinas.htm?cmpid=copiaecola *** *** Notícias STF Segunda-feira, 27 de agosto de 2018 Ministro Celso de Mello divulga acórdão de julgamento que impede réus na substituição da Presidência da República ***
*** O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou o texto da ementa e do acórdão do julgamento de medida cautelar na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 402, na qual a Rede Sustentabilidade questiona a possibilidade de réus em ação penal integrarem a linha de substituição da Presidência da República. Na sessão de 7 de dezembro de 2016, o Plenário referendou em parte liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio, relator da ADPF 402, para assentar que os substitutos eventuais do presidente da República (descritos no artigo 80 da Constituição Federal), caso sejam réus em ação penal, ficarão impossibilitados de exercer a Presidência. A corrente majoritária seguiu o voto do ministro Celso de Mello, designado redator para o acórdão do julgamento, no sentido de que a condição de réu não impede que o substituto eventual continue a desempenhar a chefia de seu órgão de origem. Com o julgamento, à época, o Plenário derrubou a liminar no ponto em que o relator ordenava o afastamento imediato do senador Renan Calheiros (MDB-AL) da Presidência do Senado Federal. Leia a íntegra do texto da ementa e do acórdão. Leia mais: 07/12/2016 - Réus em ação penal não podem substituir presidente da República, decide Plenário 01/02/2017 - Suspenso julgamento que discute possibilidade de réus no STF assumirem Presidência da República temporariamente *** *** http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=388059 *** ***
*** Uma das funções da mudança de cor nos camaleões é a camuflagem. *** *** https://www.biologianet.com/biodiversidade/camaleao.htm *** *** GOVERNO BOLSONARO Renan Calheiros, o insólito novo líder da oposição a Bolsonaro Político camaleão e hábil interlocutor na câmara alta, senador envia recado: “Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Contra o caos social, a fome, o descalabro institucional, o morticínio, a ruína econômica, o negacionismo” O senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante a sessão da CPI da Covid. ***
*** O senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante a sessão da CPI da Covid. JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO AFONSO BENITES Brasília - 27 ABR 2021 - 21:53 BRT MAIS INFORMAÇÕES O presidente Jair Bolsonaro durante evento em Feira de Santana (BA), pouco antes de xingar uma repórter. Passou da hora das redações reagirem aos repetidos ataques à imprensa, em especial às mulheres Membro da CPI da Pandemia de Covid-19, senador Otto Alencar (PSD-BA) concede entrevista antes do início da instalação da comissão. Nunca uma CPI começou com tantos sinais de crime A demonstrator shows his hand painted red as he holds a sign with text written in Portuguese that reads "Impeachment now. All lives matter," during a protest against Brazil's President Jair Bolsonaro and his response during the COVID-19 pandemic, outside the Planalto presidential palace, in Brasilia, Brazil, Sunday, Jan. 17, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres) Pesquisa revela que Bolsonaro executou uma “estratégia institucional de propagação do coronavírus” Inaugurada nesta terça-feira, a CPI da Covid já demonstrou quem será o segundo principal adversário político de Jair Bolsonaro pelos próximos meses, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Não é o principal, pois, como usualmente se diz em Brasília, o papel de maior opositor do Governo Bolsonaro cabe ao próprio presidente e a seus ministros, com as crises autoinfligidas e declarações que provocam conflito com outros poderes e países ―nesta terça-feira foi a vez de Paulo Guedes (Economia) irritar Pequim dizendo que o “chinês inventou o vírus”, sem saber que estava sendo gravado. Antes desta gafe, foi o discurso de Calheiros como relator da comissão parlamentar de inquérito que trouxe os primeiros indícios do caminho que o experiente senador de Alagoas pretende trilhar e do barulho que a CPI pode causar. Em sua primeira participação, Calheiros provocou incômodo no primogênito do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O herdeiro do presidente reclamou que as sessões presenciais da CPI poderiam resultar na contaminação de mais servidores da Casa e até na morte de parlamentares ―três senadores já morreram de covid-19 desde o ano passado. “Acho que o presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco está errando, está sendo irresponsável, porque está assumindo a possibilidade de, durante os trabalhos dessa CPI, acontecerem mortes de senadores, morte de assessores, morte de funcionários desta Casa em função da covid-19”, disse Flávio. Indagado por repórteres sobre esta fala, Calheiros ironizou. “É a primeira vez que ele se preocupa com aglomeração. Significa que ele, talvez, esteja saindo do negacionismo e esteja aderindo à ciência e à necessidade dos brasileiros”, afirmou. Em seu primeiro discurso na CPI, o senador não citou diretamente Bolsonaro em nenhuma ocasião. Mas enviou recados incômodos. “Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Contra o caos social, a fome, o descalabro institucional, o morticínio, a ruína econômica, o negacionismo”, disse. Ele prometeu ser imparcial em seu relatório, do qual disse querer ser um sintetizador, um redator. E alegou ainda que prezará sempre pela ciência. É um contraponto à rejeição dos preceitos científicos de Bolsonaro e de seus asseclas. “A comissão será um santuário da ciência, do conhecimento e uma antítese diária e estridente ao obscurantismo, ao negacionismo sepulcral responsável por uma desoladora necrópole que se expande diante da incúria e do escárnio desumano.” Crítico da operação Lava Jato, Calheiros reforçou essa postura também no discurso inicial da CPI. “[A comissão] tampouco será um cadafalso com sentenças pré-fixadas ou alvos selecionados. Não somos discípulos nem de Deltan Dallagnol nem de Sérgio Moro”, disse em referência ao procurador e ao ex-juiz que atuaram na operação em Curitiba. “Não arquitetaremos teses sem provas ou Power Points contra quem quer que seja. Não desenharemos o alvo para depois disparar a flecha”. Apoie a produção de notícias como esta. Assine o EL PAÍS por 30 dias por 1 US$ CLIQUE AQUI Ataques nas redes processos judiciais Assim que passou a circular a informação de que o emedebista seria o relator da comissão, interlocutores do Governo o procuraram para tentar aliviar o relatório para Bolsonaro. Na conta, estaria um eventual apoio ao seu grupo político na eleição estadual do ano que vem. O cenário em Alagoas ainda não está claro. O Estado é governado por Renan Calheiros Filho (MDB), que, em seu segundo mandato, tem dois ou três pré-candidatos a sua sucessão. O apoio de Bolsonaro, no momento, não é bem recebido pelos emedebistas. Por enquanto, eles preferem estar ao lado do lulismo do que do bolsonarismo. Seja como for, Renan Calheiros é um camaleão político que ocupa cargos públicos e eleitorais há 42 anos. Desde a redemocratização, já foi da base governista de todos os presidentes. De Fernando Collor (PROS) a Michel Temer (MDB). Em alguns momentos foi mais defensor do presidente da ocasião. Em outros, como no de Dilma Rousseff (PT), foi um conciliador que deixou de apoiá-la na reta final de processo de impeachment, mas conseguiu manter os direitos políticos da petista em um grande acordo parlamentar. Por essa razão, é bem-quisto pelos petistas, principalmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após ser derrotado por Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado em 2019, Calheiros atuou nos bastidores contra a gestão Bolsonaro. Fugiu dos holofotes por um período para se defender dos 12 processos aos quais responde no Supremo Tribunal Federal e, agora, volta com todas as cargas contra o presidente e já enfrenta a ira das redes bolsonaristas. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) tentou impedi-lo, por meio de uma ação judicial, retirá-lo da relatoria. Conseguiu, em primeira instância, mas viu na segunda, viu a decisão cair. “Intimidações, e todos os dias nós as vemos sob qualquer modalidade e arreganhos, não nos deterão”, disse. Uma das principais queixas dos bolsonaristas trata exatamente dos elos familiares de Calheiros. “Se for pela questão de interesse, o presidente não deveria nem deixar o Flávio Bolsonaro entrar aqui no colegiado”, disse o líder do PT no Senado, Paulo Rocha. A característica mutante de Calheiros faz com que ele esteja, hoje, ao lado de quem antes era seu opositor. Agora, caminha de braços dados com Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o senador que liderou o seu partido na Justiça, em 2016, em um movimento para afastar o emedebista da Presidência do Senado. Naquela ocasião, foi a primeira vez que o Senado afrontou uma decisão judicial, dada em caráter liminar pelo ministro Marco Aurélio Mello. Próximos passos Nesta quarta-feira, a CPI deverá receber sugestões de planos de trabalho, que são uma espécie de roteiro do colegiado que inclui as próximas convocações e os documentos que deverão ser entregues para se iniciar a investigação. Três já foram entregues, e o relator espera receber ao menos mais cinco. Antes, contudo, Calheiros já enviou uma série de requerimentos que devem dar o tom dos trabalhos na primeira semana. Na quinta, esses planos de trabalho deverão ser votados pela comissão. O primeiro a comparecer na comissão, como testemunha, será o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), na próxima terça-feira. “Temos a preocupação de começar a cronologia do início, para saber o que foi feito desde o primeiro momento”, disse o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM). Mandetta deixou o Governo por discordar da conduta negacionista do presidente Jair Bolsonaro. Ele defendia medidas de restrição de circulação enquanto o mandatário era contrário. Também havia um confronto sobre o uso de cloroquina e outros medicamentos ineficazes no tratamento do coronavírus, sempre propagados pelo presidente. *** *** https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-28/renan-calheiros-o-insolito-novo-lider-da-oposicao-a-bolsonaro.html *** *** *** Maria Bethânia Carcará 1965) *** *** https://www.youtube.com/watch?v=Mw6uxqmHBNY *** *** *** Em discurso, Renan Calheiros diz que lutará por independência do Senado 02/02/2019, 15h13 - ATUALIZADO EM 02/02/2019, 15h17 O senador Renan Calheiros (MDB-AL) lembra sua trajetória como presidente da Casa. Disse que contribuiu para dar mais celeridade e autonomia à votação das medidas provisórias. Disse ter sido isento, por exemplo, no processo que levou ao impeachment de Dilma. Fonte: Agência Senado *** ***
*** CPI da Pandemia ouve ex-ministros da Saúde na terça-feira Fonte: Agência Senado *** *** https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2019/02/em-discurso-renan-calheiros-diz-que-lutara-por-independencia-do-senado *** ***

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