sábado, 11 de março de 2017

Ser homem para João Cabral...

...E para outros

Palavras

"Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:" João Cabral de Melo Neto

“A vida social é muito mais ampla, muito mais complexa que as condições materiais que a propiciam. Marx está cansado de saber disto. Não precisa de aula de antropologia moderna. A vida social, a vida da sociedade burguesa é extremamente diferenciada, desenvolvida, complexa. Marx tem clareza dessa complexidade. Marx afirma textualmente que a sociedade burguesa é a mais complexa e diferenciada das formas societárias que os homens produziram até hoje. Então não me venha chatear com métodos da complexidade. Eu estou velho demais pra essa banalidade. Mas Marx tem inicialmente como pressuposto e depois como princípio de análise que eu só posso compreender a vida social... (Atenção! A vida social, essa que é riquíssima, diferenciada, complexa, que envolve da formação para o trabalho ao lazer, que envolve a constituição dos ...” J. P. Netto

“Para Martins, seguindo Durkheim, o homem comum é incapaz de interpretar conscientemente as relações sociais, assim como a situação de que participa. A "anomia", conceito durkheimiano, atesta o momento de abstração, de desencontro entre a consciência social desse homem e as realidades sociais nas quais se insere. Por isso, para Martins, a fotografia, muito mais do que a palavra (ou a palavra positivada), e contra a ideia de verossimilhança em que normalmente vem embalada, é instrumento capaz de tornar visíveis esses desencontros, de pôr em evidência os descompassos ou os momentos de separação da referida consciência.” Luiz Armando BagolinI; Magali dos ReisII IProfessor doutor do IEB – USP IIProfessora doutora da PUC-MG sobre José de Souza Martins, Sociologia da fotografia e da imagem. São Paulo, Contexto, 2008, 208 pp. José de Souza Martins, José de Souza Martins. São Paulo, Edusp (coleção Artistas da USP), 2008, 184 pp.

Para Churchill

Winston Churchill's views on aliens revealed in lost essay
By Paul Rincon
Science editor, BBC News website
15 February 2017

From the section
Science & Environment



HULTON HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

Churchill wrote the first draft in 1939, as Europe headed towards war

A newly unearthed essay by Winston Churchill reveals he was open to the possibility of life on other planets.
In 1939, the year World War Two broke out, Churchill penned a popular science article in which he mused about the likelihood of extra-terrestrial life.
The 11-page typed draft, probably intended for a newspaper, was updated in the 1950s but never published.
In the 1980s, the essay was passed to a US museum, where it sat until its rediscovery last year.
The document was uncovered in the National Churchill Museum in Fulton, Missouri, by the institution's new director Timothy Riley. Mr Riley then passed it to the Israeli astrophysicist and author Mario Livio who describes the contents in the latest issue of Nature journal.
Churchill's interest in science is well-known: he was the first British prime minister to employ a science adviser, Frederick Lindemann, and met regularly with scientists such as Sir Bernard Lovell, a pioneer of radio astronomy.
This documented engagement with the scientific community was partly related to the war effort, but he is credited with funding UK laboratories, telescopes and technology development that spawned post-war discoveries in fields from molecular genetics to X-ray crystallography.

Vertendo livremente para o português:

HULTON HULTON ARCHIVE / GETTY IMAGENS

Churchill escreveu o primeiro esboço em 1939, enquanto a Europa dirigida para a guerra

Um ensaio recentemente descoberto por Winston Churchill revela que ele estava aberto à possibilidade de vida em outros planetas.

Em 1939, o ano em que a Segunda Guerra Mundial estourou, Churchill escreveu um artigo popular da ciência em que pensou sobre a probabilidade de vida extraterrestre.
O rascunho de 11 páginas, provavelmente destinado a um jornal, foi atualizado nos anos 1950, mas nunca publicado.
Na década de 1980, o ensaio foi passado para um museu dos EUA, onde permaneceu até sua redescoberta no ano passado.
O documento foi descoberto no Museu Nacional Churchill em Fulton, Missouri, pelo novo diretor da instituição, Timothy Riley. Riley então passou para o astrofísico israelense e autor Mario Livio, que descreve o conteúdo na última edição da revista Nature.
O interesse de Churchill pela ciência é bem conhecido: ele foi o primeiro primeiro-ministro britânico a contratar um conselheiro de ciências, Frederick Lindemann, e se reuniu regularmente com cientistas como Sir Bernard Lovell, pioneiro da radioastronomia.
Este engajamento documentado com a comunidade científica foi parcialmente relacionado com o esforço de guerra, mas ele é creditado com o financiamento de laboratórios do Reino Unido, telescópios e desenvolvimento de tecnologia que gerou descobertas pós-guerra em campos da genética molecular para cristalografia de raios-X.
http://www.bbc.com/news/science-environment-38985425

NATURE | COMMENT
Winston Churchill’s essay on alien life found
Mario Livio
15 February 2017
A newly unearthed article by the great politician reveals that he reasoned like a scientist about the likelihood of extraterrestrials, writes Mario Livio.

Em português:

NATURE | COMENTE

O ensaio de Winston Churchill sobre a vida alienígena
Mario Livio
15 de fevereiro de 2017
Um artigo recentemente descoberto pelo grande político revela que ele raciocinou como um cientista sobre a probabilidade de extraterrestres, escreve Mario Livio.



Para Guimarães

Da posse há 30 anos como Presidente da Assembleia Nacional Constituinte

Estatuto do Homem para Ulysses

Estatuto do Homem, da Liberdade, da Democracia.
“Dois de fevereiro de 1987: “Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar, a Nação deve mudar, a Nação vai mudar.” São palavras constantes do discurso de posse como Presidente da Assembléia Nacional Constituinte.
Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Palmas.)” Ulysses Guimarães
A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão, e só é cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. (Palmas.)



Para O jovem poeta Marx


"Tragédia do destino".Vale citar algumas estrofes:’
"A menina está ali tão reservada,
tão silente e pálida;
a alma, como um anjo delicada,
está turva e abatida...
Tão suave, tão fiel ela era,
devotada ao céu,
da inocência imagem pura,
que a Graça teceu.
Aí chega um nobre senhor
sobre portentoso cavalo,
nos olhos um mar de amor
e flechas de fogo.
Feriu-a no peito tão fundo;
mas ele tem de partir,
em gritos de guerra bramando:
nada o pode impedir".
Mas Marx também encontra outro tom:
"Os mundos uivam o próprio canto fúnebre.
e nós somos macacos de um Deus frio".


Leia mais: 


 Para O velho filósofo Marx


Mas o que é o homem? O significativo aqui é que Marx não considera o homem, como o faz Hegel, essencialmente a partir de sua faculdade de conhecer. Ao contrário, trata-se decisivamente da práxis humana, da ação concreta. "Na práxis, o homem tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade, o poder e a mundanalidade de seu pensamento." "Parte-se do homem real que age."
É da essência da práxis humana que ela se realize na relação com o outro. Se Feuerbach queria conceber o homem como indivíduo isolado, Marx ressalta com toda clareza: o homem vive desde sempre em uma sociedade que o supera. "O indivíduo é o ser social." "O homem, isto é o mundo do homem: Estado, sociedade." Essa natureza social constitui para Marx o ponto de partida para toda reflexão subseqüente. Assim deve-se entender a muito discutida frase: "Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas é seu ser social que determina sua consciência."

Leia mais: 



Para Horace Miner



Ritos corporais entre os Nacirema


RITOS CORPORAIS ENTRE OS NACIREMA
Horace Miner
In: A.K. Rooney e P.L. de Vore (orgs)
YOU AND T HE OTHERS - Readings in Introductory Anthropology
(Cambridge, Erlich)
1976





TRABALHANDO COM TEXTO: “RITOS CORPORAIS ENTRE OS NACIREMA”



”Ritos Corporais entre os Nacirema”: uma possibilidade de compreensão da diferença cultural.



O índio enquanto tema de aula, sugere uma discussão acalorada com idéias trazidas do ambiente sócio-familiar da criança. O professor fica entre a cruz e a espada, tendo que ouvir uma centena de averiguações preconceituosas que parecem ter sido inseridas na criança ao nascer. Do comentário de seus convivas, o aluno reproduz pré-conceitos que denunciam desde a preguiça, até a falta de higiene dos povos indígenas.

Nesse momento, o problema com idéias tão arraigadas parece impedir que o professor consiga oferecer uma perspectiva diferente aos seus alunos. Uma interessante ferramenta de trabalho na questão da diferença cultural poder ser conseguida a partir do trabalho com o texto Trabalhando com o texto: “Ritos Corporais entre os Nacirema”, do antropólogo norte-americano Horace Miner.


O texto do referido autor é um clássico entre as matérias introdutórias de cultura das cadeiras de diversos cursos superiores de humanas. No entanto, com alguns cortes e pequenas adaptações no conteúdo, o texto acadêmico pode ser apresentado aos alunos de ensino médio e fundamental. Depois de sugerir uma leitura em grupo e/ou individual, o professor pode pedir alguns comentários ou uma pequena produção escrita onde o aluno emitirá sua opinião sobre os costumes da civilização Nacirema.

Depois de recolher algumas das opiniões dos alunos, o professor pode montar um quadro de imagens contendo a representação dos costumes do povo nacirema. Ao apresentar as figuras, os alunos se depararão, na verdade, com uma série de costumes que são comuns do cotidiano dos próprios alunos. A grande atração do texto é sua habilidade em descrever de forma grotesca os hábitos mais comuns da cultura ocidental como escovar os dentes, tomar banho, tomar medicamento ou realizar dieta.

A descoberta pode ser seguida pela revelação de um último segredo contido no texto: o termo nacirema, na verdade, é a ordem inversa da palavra “american”, que reforça o jogo realizado com os valores da nossa própria cultura. Ao lançar esse tipo de atividade em sala, podemos discutir se realmente estamos em uma posição privilegiada para desmerecermos os “estranhos hábitos” dos povos indígenas.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola





O Concreto e suas Mediações

Em “Para a Crítica da Economia Política”  Marx trata do Método da Economia Política. 

Marx é contundente:
A sociedade burguesa é a organização histórica mais desenvolvida, mais diferenciada da produção. As categorias que exprimem suas relações, a compreensão de sua própria articulação, permitem penetrar na articulação e nas relações de produção de todas as formas de sociedade desaparecidas, sobre cujas ruínas e elementos se acha edificada, e cujos vestígios, não ultrapassados ainda, leva de arrastão desenvolvendo tudo que fora antes apenas indicado que toma assim toda a sua significação etc. A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco. O que nas espécies animais inferiores indica uma forma superior não pode, ao contrário, ser compreendido senão quando se conhece a forma superior. A Economia burguesa fornece a chave da Economia da Antigüidade etc. Porém, não conforme o método dos economistas que fazem desaparecer todas as diferenças históricas e vêem a forma burguesa em todas as formas de sociedade. Pode-se compreender o tributo, o dízimo, quando se compreende a renda da terra. Mas não se deve identificá-los. (MARX, 1985, p.17).






Marxismo e a produção do conhecimento
Alex Santos Bandeira Barra

Resumo: Este artigo discute algumas categorias do pensamento marxista e sua inserção na problemática da produção do conhecimento científico.
Palavras-Chave: Marx; Conhecimento; Dialética
Abstract: This article discusses some categories of the Marxist though and its insertion in the problematic of production of scientific knowledge.
Key words: Marx, Knowledge, Dialectic


O HOMEM PARA ULYSSES GUIMARÃES

Discurso (Com link com áudio)

"Senhoras e senhores constituintes.

Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembléia Nacional Constituinte.

Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25 por cento da população, cabe advertir a cidadania começa com o alfabeto. Chegamos, esperamos a Constituição como um vigia espera a aurora.

A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.

A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério.

Quando após tantos anos de lutas e sacrifícios promulgamos o Estatuto do Homem da Liberdade e da Democracia bradamos por imposição de sua honra.

Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. (Aplausos)

Amaldiçoamos a tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina.

Foi a audácia inovadora, a arquitetura da Constituinte, recusando anteprojeto forâneo ou de elaboração interna.

O enorme esforço admissionado pelas 61 mil e 20 emendas, além de 122 emendas populares, algumas com mais de 1 milhão de assinaturas, que foram apresentadas, publicadas, distribuídas, relatadas e votadas no longo caminho das subcomissões até a redação final.

A participação foi também pela presença pois diariamente cerca de 10 mil postulantes franquearam livremente as 11 entradas do enorme complexo arquitetônico do Parlamento à procura dos gabinetes, comissões, galeria e salões.

Há, portanto, representativo e oxigenado sopro de gente, de rua, de praça, de favela, de fábrica, de trabalhadores, de cozinheiras, de menores carentes, de índios, de posseiros, de empresários, de estudantes, de aposentados, de servidores civis e militares, atestando a contemporaneidade e autenticidade social do texto que ora passa a vigorar.

Como caramujo guardará para sempre o bramido das ondas de sofrimento, esperança e reivindicações de onde proveio.

Nós os legisladores ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

Soma-se a nossa atividade ordinária bastante dilatada, a edição de 56 leis complementares e 314 leis ordinárias. Não esquecemos que na ausência da lei complementar os cidadãos poderão ter o provimento suplementar pelo mandado de injunção.

Tem significado de diagnóstico a Constituição ter alargado o exercício da democracia. É o clarim da soberania popular e direta tocando no umbral da Constituição para ordenar o avanço no campo das necessidades sociais.

O povo passou a ter a iniciativa de leis. Mais do que isso, o povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.

A vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do Presidente da República ao prefeito, do senador ao vereador.

A moral é o cerne da pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune toma nas mãos de demagogos que a pretexto de salvá-la a tiranizam.

Não roubar, não deixar roubar, por na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita seria irreformável.

Ela própria com humildade e realismo admite ser emendada dentro de cinco anos.

Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora, será luz ainda que de lamparina na noite dos desgraçados.

É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. Será redentor o caminho que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria.

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou o antagonismo do Estado.

O Estado era Tordesilhas. Rebelada a sociedade empurrou as fronteiras do Brasil, criando uma das maiores geografias do mundo.

O Estado encarnado na metrópole resignara-se ante a invasão holandesa no Nordeste. A sociedade restaurou nossa integridade territorial com a insurreição nativa de Tabocas e Guararapes sob a liderança de André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e João Fernandes Vieira que cunhou a frase da preeminência da sociedade sobre o Estado: Desobedecer a El Rei para servir El Rei.

O Estado capitulou na entrega do Acre. A sociedade retomou com as foices, os machados e os punhos de Plácido de Castro e seus seringueiros.

O Estado prendeu e exilou. A sociedade, com Teotônio Vilella, pela anistia, libertou e repatriou.

A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram. (Aplausos acalorados)

Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já que pela transição e pela mudança derrotou o Estado usurpador.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.

A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.

Que a promulgação seja o nosso grito.
Mudar para vencer. Muda Brasil."

Redação: Eduardo Tramarim
Câmara é História
Rádio Câmara

Câmara dos Deputados
Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação
Escrevendo a História - Série Brasileira

Discurso proferido na sessão de 5 de outubro de 1988, publicado no DANC de 5 de outubro de 1988, p. 14380-14382.








¡Afirmações! e ¿Interrogações?

Frases Públicas Pré-64

“uma florzinha tenra”8.

Mesmo que regada lenta e  cuidadosamente  durante  o  Segundo  Império (1841-1889),  éramos  ainda, segundo Tobias Barreto (1839-1889),  somente  “um  Estado,  mas  não  (...)  uma  Nação”.

8- Mello, Evaldo Cabral de, “Fabricando a nação, In Um imenso Portugal. História e historiografia, SP, Ed 34, pp15-23.




“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

“A democracia é uma florzinha frágil e tenra.”

"Deus poupou-me o sentimento do medo"

"A Petrobras é intocável."



“Varre varre vassourinha
Varre varre a bandalheira
Que o povo já está cansado
De sofrer dessa maneira”

“O que ameaça a DEMOCRACIA é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recurso para enfrentá-la.”

E Pós-87

¡Mudou!

“Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembléia Nacional Constituinte.”

“Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.” 

¿Mudou?

Fevereiro de 2017. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar.

Fevereiro de 2017, no que tange à Constituição, ¿a Nação mudou?. (¿Aplausos?). ¿A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes?. ¿Mudou restaurando a federação?, ¿mudou quando quer mudar o homem cidadão?. ¿E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário?, ¿lê e escreve?, ¿mora?, ¿tem hospital? e ¿remédio?, ¿lazer? ¿quando descansa?.


Mentiras de Pescador

“O mundo é cheio de história
Grande ilusão afinal
Para atestar sua glória
O doido fica normal”


À letra...

Falar não é dizer
Ouvir não é escutar
Enxergar não é ver
Gostar não é querer
Ficar não é estar
Ceder não é dar
Reter não é deter
Possuir não é ter
Mudar não é trocar
Restaurar não é refazer
Cidadão não é sujeito
Justo não é exato
Suficiente não é bastante
Ler não é captar
Escrever não é grafar
Morar não é habitar
Hospital não é casa de saúde
Remédio não é medicamento
Lazer não é distração
Descanso não é ócio
Meter não é enfiar
Trepar não é subir
Som não é ruído
Ruído não é barulho
Barulho não é som

...das palavras


Questão de pontuação

                                                       João Cabral de Melo Neto

Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.

Em: Agrestes, João Cabral de Melo Neto, Riio de Janeiro,  Nova Fronteira: 1985




João Cabral de Melo Neto – (PE 1920 – RJ 1999) poeta e diplomata. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Obras:
Pedra do Sono, 1942
Os Três Mal-Amados, 1943
O Engenheiro, 1945
Psicologia da Composição com a Fábula de Anfion e Antiode, 1947
O Cão sem Plumas, 1950
O Rio ou Relação da Viagem que Faz o Capibaribe de Sua Nascente à Cidade do Recife, 1954
Dois Parlamentos, 1960
Quaderna, 1960
A Educação pela Pedra, 1966
Morte e Vida Severina, 1966
Museu de Tudo, 1975
A Escola das Facas, 1980
Auto do Frade, 1984
Agrestes, 1985
Crime na Calle Relator, 1987
Primeiros Poemas, 1990
Sevilha Andando, 1990
Tecendo a Manha, 1999





"Vigiai e orai, para não cairdes em tentação", recomendou Jesus (Mateus, 26;41).





Gonzaguinha – Palavras

Referências








http://www.mundodosfilosofos.com.br/marx.htm#ixzz4VI3U8yCy
http://www.urutagua.uem.br/011/11barra.htm
http://www.nature.com/news/winston-churchill-s-essay-on-alien-life-found-1.21467
http://www.mundodosfilosofos.com.br/marx.htm#ixzz4VI3ixw3j
file:///C:/Users/User/Pictures/fotos%20whatsapp/ritos-corporais-entre-os-nacirema.pdf
http://www.mundodosfilosofos.com.br/marx.htm
http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/trabalhando-com-texto-ritos-corporais-entre-os-nacirema.htm
http://www.urutagua.uem.br/011/11barra.htm
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/CAMARA-E-HISTORIA/339277-INTEGRA-DO-DISCURSO-PRESIDENTE-DA-ASSEMBLEIA-NACIONAL-CONSTITUINTE,--DR.-ULYSSES-GUIMARAES-(10-23).html
http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/discursos/escrevendohistoria/25-anos-da-constituicao-de-1988/constituinte-1987-1988/pdf/Ulysses%20Guimaraes%20-%20DISCURSO%20%20REVISADO.pdf/
http://docplayer.com.br/6344540-Musica-em-conserva.html
https://peregrinacultural.wordpress.com/2011/02/08/questao-de-pontuacao-poema-de-joao-cabral-de-melo-neto/

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