quinta-feira, 12 de abril de 2018

Caboclo engabelar padre e estudante no nordeste do país é mole.


Mitologia é o estudo das lendas, mitos, narrativas e rituais, com que os povos antigos revenciavam os deuses e heróis.  Mitologia é a ciência que procura a explicação dos mitos, que têm um caráter social desde sua origem, e só são compreensíveis dentro do contexto geral da cultura em que foram criados.



7 Toda a gente se lembra com gosto dos que foram rectos, mas o nome dos que são rebeldes a Deus fica a cheirar mal, depois deles. 8 Uma pessoa inteligente fica contente quando .... 16 Um indivíduo prudente age com conhecimento de causa; o insensato até faz gala da sua cretinice. 17


7 Toda a gente se lembra com gosto dos que foram rectos, mas o nome dos que são rebeldes a Deus fica a cheirar mal, depois deles.
8 Uma pessoa inteligente fica contente quando lhe dão instrução, mas o que só tem conversas insensatas tornar-se-á um inútil.
17 Aquele que recebe de boa vontade a correcção está no caminho da vida, mas o que a recusa anda errado.
18 O que encobre o ódio é um hipócrita; o que difama o seu semelhante é um louco.
19 No muito falar há sempre grande risco de pecar, mas quem sabe refrear a sua língua é sensato.
Provérbios 10:1-18:9 O Livro (OL)
Provérbios de Salomão




“Porque a ignorância dos que me achava "anarfa" era de confundir a inteligência com o conhecimento e o aprendizado de um banco da escolaridade.”

Com procurador federal, juiz federal, desembargador federal e polícia federal do sul do país o buraco é mais embaixo.

"Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...".


#mediaçãoelinguagem2016 Curta-Metragem - O caboclo, o padre e o estudante

Escola Nelly Bahdur
Publicado em 15 de set de 2016
E.E. Profª Nelly Bahdur Cano Município: Monte Alto Diretoria: Jaboticabal Adaptação da obra: O caboclo, o padre e o estudante Autor: Luís da Câmara Cascudo Prof. responsáveis: Vera Lúcia Bergo // Marlene de Fátima Gambaroto Quadros Narrador: Wellen Vitória Manoel Nunes Padre: Guilherme Felipe C. Capanema Caboclo: Matheus Henrique Lopez Estudante: Caetano Barão Neto Dono da casa: Kauan Felipe dos Santos Edição: Matheus Henrique Franco Canal do editor: ( https://www.youtube.com/channel/UCf5V... )





"O caboclo, o padre e o estudante", de Luís da Câmara Cascudo




O caboclo, o padre e o estudante

Um estudante e um padre viajavam pelo sertão, tendo como bagageiro um caboclo. Deram-lhe numa casa um pequeno queijo de cabra. Não sabendo como dividi-lo, mesmo porque chegaria um pequenino pedaço para cada um, o padre resolveu que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios. Todos aceitaram e foram dormir. À noite, o caboclo acordou, foi ao queijo e comeu-o. 

Pela manhã, os três sentaram à mesa para tomar café e cada qual teve de contar o seu sonho. O frade disse ter sonhado com a escada de Jacob e descreveu-a brilhantemente. Por ela, ele subia triunfalmente para o céu. O estudante, então, narrou que sonhara já dentro do céu à espera do padre que subia. O caboclo sorriu e falou:

-- Eu sonhei que via seu padre subindo a escada e seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. Eu ficava na terra e gritava:

-- Seu doutor, seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo. 

Então, vosmincês respondiam de longe, do céu:

-- Come o queijo, caboclo! Come o queijo, caboclo! Nós estamos no céu, não queremos queijo. 

O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, levantei-me, enquanto vosmincês dormiam, e comi o queijo...

(Luís da Câmara Cascudo)

01) Que tipo de narrador o texto utiliza? Comprove com uma ou mais passagens em que se perceb a profundidade com que são aprensentadas as personagens:

02) Transcreva do texto um exemplo de discurso direto, explicando sua importância para o contexto: 

03) Aponte o início do trecho em que o caboclo assume o papel de narrador do próprio sonho, dando início a uma narrativa em primeira pessoa dentro da narrativa maior: 

04) O desfecho do texto é surpreendente em relação ao que se esperava que acontecesse entre os três personagens apresentados e caracterizados? Comente: 

05) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

06) Que outro título você daria ao texto? Por quê?

07) Copie do texto um exemplo de vocativo, justificando sua resposta:

08) Quais são as personagens do texto? De qual delas você mais gostou? Por quê?

09) Por que podemos afimar que tal texto é um conto popular?

10) Qual o significado da palavra ENGABELAR, situada no primeiro parágrafo?

11) As palavras em negrito no texto devem ser classificadas como pronomes possessivos ou não? Justifique sua resposta:

12) Que características podem ser atribuídas a cada personagem? Cite, no mínimo, três para cada:

13) Em quem você apostou que ficaria com o queijo, afinal? Justifique sua resposta:

14) Em que reside o humor no texto? Comente:

15) Classifique morfologicamente as palavras sublinhadas no texto: 
Artemanhado por Professora Andreia Dequinha 



TEXTO: O CABOCLO, O PADRE E O ESTUDANTE - LUÍS DA CÂMARA CASCUDO - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO


O CABOCLO, O PADRE E O ESTUDANTE

        Um estudante e um padre viajavam pelo sertão, tendo como bagageiro um caboclo. Deram-lhe numa casa um pequeno queijo de cabra. Não sabendo dividi-lo, mesmo porque chegaria um pequenino pedaço para cada um, o padre resolveu que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios. Todos aceitaram e foram dormir. À noite, o caboclo acordou, foi ao queijo e comeu-o.
        Pela manhã, os três sentaram à mesa para tomar café e cada qual teve de contar o seu sonho. O frade disse ter sonhado com a escada de Jacob e descreveu-a brilhantemente. Por ela, ele subia triunfalmente para o céu. O estudante, então, narrou que sonhara já dentro do céu à espera do padre que subia. O caboclo sorriu e falou:
        --- Eu sonhei que via seu padre subindo a escada e seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. Eu ficava na terra e gritava:
        --- Seu doutor, seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo.
        Então, Vosmincês respondiam de longe, do céu:
        --- Come o queijo, caboclo! Come o queijo, caboclo! Nós estamos do céu, não queremos queijo.
        O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, levantei-me enquanto vosmincês dormiam e comi o queijo...

          CASCUDO, Luís da Câmara. Contos tradicionais do Brasil.           Belo Horizonte/São Paulo, Itatiaia/Edusp. 1986. p. 213.

1 – O primeiro parágrafo nos mostra todo um percurso narrativo. Divida-o nas partes estudadas.
     Apresentação: primeiro período.
     Complicação: de “Deram-lhe numa casa um pequeno queijo de cabra” até “Todos aceitaram e foram dormir”.
     Clímax: o caboclo comeu o queijo.
     O desfecho: coincide com o clímax.

2 – Os tempos verbais utilizados nesse primeiro parágrafo estabelecem um jogo temporal semelhante ao que ocorre no texto “Segura a onça que eu sou caçador de preá”? Comente.
     Essencialmente, o jogo temporal é o mesmo, baseando-se no perfeito e no imperfeito do indicativo. O aluno deve observar, no entanto, que nesse texto surge o futuro do pretérito, outro tempo típico da narração.

3 – Que tipo de narrador o texto utiliza? Retire dele uma passagem em que se perceba a profundidade com que são apresentados os personagens.
     O narrador é de terceira pessoa, onisciente. O aluno deve perceber que ele é capaz de relatar até mesmo pensamentos íntimos do padre (“... pensando engabelar todos com seus cursos oratórios...”).

4 – No segundo parágrafo surge a forma verbal sonhara. Justifique o emprego desse tempo analisando-o no período em que aparece.
     Sonhara (assim como ter sonhado) é forma do mais-que-perfeito do indicativo, apropriada para exprimir um fato passado em relação a outro dato passado. No caso o ato de sonhar foi anterior ao ato de narrar.

5 – Em que partes do texto ocorre discurso direto? Releia atentamente as manifestações desse tipo de discurso e responda:
     O discurso direto surge no final do texto, no momento em que o caboclo conta seu sonho.

a)   Elas servem para a caracterização mais completa de algum personagem?
Sem dúvida, o discurso direto acentua o caráter “caipira” do caboclo.

b)   Há uma relação entre o uso dos discursos direto e indireto e o papel de cada um dos personagens do texto?
O narrador utilizou o discurso direto para apresentar a fala do personagem que centraliza as atenções. Dessa forma, o narrador conta o que o padre e o estudante disseram, mas mostra aquilo que o caboclo disse.

6 – Aponte o início do trecho em que o caboclo assume o papel de narrador do próprio sonho dando início a uma narrativa em primeira pessoa dentro da narrativa maior.
     “Eu sonhei que via...”

7 – O desfecho do texto é surpreendente em relação ao que se esperava que acontecesse entre três personagens apresentados e caracterizados? Comente.
     Sem dúvida, o desfecho é surpreendente. Deve-se comentar com o aluno que se trata de uma narrativa popular bastante comum, em que a sabedoria “caipira”, aparentemente ingênua, consegue superar as artimanhas da escolaridade.




Lula o "Anarfa"!

Discurso historico de Lula contra o preconceito das elites brasileiras. Occorrido no comicio em Campo Grande/MS no dia 23/08/2010.

"A doença pior que existe na humanidade é o preconceito! E eu sei quanto preconceito eu fui vítima neste País. Hoje eu brinco com o preconceito... Hoje eu falo "menas laranja", as pessoas acham engraçado. Mas quanto eu falava em 89 eu era um "anarfa". Porque a ignorância dos que me achava "anarfa" era de confundir a inteligência com o conhecimento e o aprendizado de um banco da escolaridade. A ignorância... A ignorância de algumas pessoas que achavam que só tinha valor aquilo que vinha de fora. É americano? É maravilhoso! É europeu? É extraordinário! É chinês? É fantástico! É japonês? É não sei o quê lá! E se comportavam como se fossem cidadãos de 2ª classe ou verdadeiros "vira latas" que não se respeitavam e que não tinham auto-estima por si mesmos. Quantas vezes me disseram.... Eu lembro, Zeca, como se fosse hoje: Uma vez eu estava almoçando na Folha de São Paulo, e o diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: Escuta aqui oh candidato: "Voce fala inglês?" Eu falei, nao! "Como é que voce quer governar o Brasil se voce não fala inglês?" "Mas assim não é possível!" Eu falei, mas eu vou arrumar um tradutor. "Mas assim não é possível, o Brasil precisa ter um presidente que fala inglês!" E eu perguntei pra ele: "Alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português?" Nãaaooo! Mas eles achavam... Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português. Era eu, o subalterno do país colonizado que tinha que falar inglês e não ele falar português. Teve uma hora, Zeca, que eu me senti chateado e levantei da mesa E falei: "Eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim pra almoçar". "Se isso é uma entrevista eu vou embora" E levantei, larguei o almoço, peguei o elevador e fui embora. "Vou terminar o meu mandato, Zeca, sem precisar ter almoçado em nenhum Jornal e nenhuma Televisão" Vou terminar o meu mandato. Também nunca faltei com o respeito com nenhum deles Já faltaram com o respeito comigo E você sabem o que já fizeram comigo. Se dependesse de alguns meios de comunicacao eu teria 0% na pesquisa e não 80% de bom e ótimo, como nós temos neste País". Voces tiveram consciencia de eleger um metarlugico que tinha perdido muitas eleicoes por ser igual a maioria do povo. E o povo nao acreditava que fosse capaz de dar a volta por cima. O povo nao acreditava porque no's aprendemos a vida inteira que no's eramos seres inferiores. Que pra governar esse pais tinha que ser usineiro, tinha que ser fazendeiro, tionha que ser advogado, tinha que ser empresario, tinha que ser doutor e mais doutor. Um igual a gente nao poderia governar o pais. No's nao sabemos governar. Muito menos o coitado de um bancario (Zeca do PT), "se coloca no seu lugar bancario!" "Porque esse pais e' pra ser governado por banqueiro enao por bancario." "Se coloca no teu lugar mulher!" "Por que este pais e' pra ser governado por homens enao por mulher!" "Se coloca no teu lugar metarlugico porque este mundo nao e' pra ser governado por aqueles que moram no andar de baixo, mas por aqueles que moram no andar de cima!" E' assim que a escola ensinou, e' assim qu ea sociologia ensionou, e' assim que nos ensinaram a vida inteira! Ate' que um dia... eu lembro um poema do Vinicius de Morais, O Operario em Construcao, eu aprendi que um operario poderia dizer nao. E quando ele disse nao a logica perversa que estava montada nesse pais..."




O Negrinho do Pastoreio


Teatro de Caixa Lambe-lambe Inspirado no conto de João Simões Lopes Neto, este espetáculo conta a história de um escravo que era maltratado por seu dono. Retrata a violência e a injustiça imposta aos escravos no Brasil. Através do teatro de sombras, esta história é contada em dois minutos e apresentada individualmente.




Negrinho do Pastoreiro - Lendas e Mitos
A lenda do Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio cristã e meio africana.
É uma lenda muito popular no sul do Brasil e sua origem é do fim do Século XIX, no Rio Grande do Sul. Foi muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É uma lenda reconhecidamente do Rio Grande do Sul, e alguns folcloristas afirmam que a região tem uma única lenda sua, criada ao jeito local.
Conta a lenda que nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Em um dia de inverno, fazia muito frio e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. Disse o estancieiro: "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece". Aflito, o menino foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou o cavalo pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.


De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. A partir disso, entre os andarilhos, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Desde então, quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.




Mitorama - O Negrinho do Pastoreio


O NEGRINHO DO PASTOREIO é um drama tradicional. Originário dos pampas do Rio Grande do Sul, transformou-se num libelo veemente contra a exploração dos escravos. Essa narrativa é conhecida em todas as cidades que se estabeleceram nos caminhos dos tropeiros. O que no livro é apresentado em versos, muita gente já ouviu em prosa quando criança.





Lula diz que vai mandar prender juízes e procuradores da Lava Jato

Ghost
Motorama


 
Ghost
My hopes, my will
Were never a part of you
Those days were sad and cold,
I'll never want them back again

But at this moment we are close to each other again
It's like a merge of different colors
In a silver mountain lake
We are at home again
It's like dancing in the room with a female ghost
It's like falling from the edge
to the bed with cold clean pillow

Your voice, is pure and soft
It's throwing me back to my hopes
My ears were deaf and cold
Please hold me tight in your arms again

Fantasma
Minhas esperanças, minha vontade
Nunca foram uma parte de você
Esses dias estavam tristes e frios
Nunca os quero de volta outra vez

Mas neste momento estamos próximos uns dos outros de novo
É como uma fusão de cores diferentes
Em um lago de montanha de prata
Estamos em casa novamente
É como dançar na sala com um fantasma feminino
É como cair da borda
Para a cama com travesseiro limpos e frios

Sua voz, é pura e suave
Está me jogando para as minhas esperanças
Meus ouvidos estavam surdos e frios
Por favor me abrace forte em seus braços de novo






Eclesiastes 8 - Cid Moreira - (Bíblia em Áudio)


Bem viveu quem bem não viu.

Paulo Delgado: Carta aos sobreviventes
- O Estado de S.Paulo

Um fardo dar fim a um tempo que desorganizou afetos, separou famílias

Morremos incessantemente vendo alastrar a ousadia dos donos da circunstância nacional. O pouco tempo que nos separa do vazio final que podem vir a ser as eleições de outubro precisa ser preenchido por uma vida menos moribunda. Só a ressurreição dos silenciosos enterra os fantasmas que não querem desaparecer e insistem em assombrar.

Os veteranos que viveram esse modelo, e ficaram imunes a ele, deviam começar a se mexer, buscando a simbiose entre os velhos preservados e os novos promissores. Absorvam os ventos da mudança, transitem para a nova forma de fazer política. Rasguem as fotos, fotografia é esquecimento.

Não é preciso falar o nome dos personagens. São grilos falantes. É necessário um “não saber deles” para melhor lhes responder e opor ao seu desejo de nos impor seus costumes. Encontrar brechas na degradação, abrir nossas fissuras, a fenda que nos resta de liberdade e lucidez. Buscar a vibração esquecida do movimento que ilumina o reino de sombras que resiste à mudança. E impôs a servidão aos sentidos como se fôssemos tontos, cúmplices ou culpados.

Antes de renunciar à esperança desligue a conexão com tagarelas. Movimente você as manobras do movimento deles. Organize o pessimismo. Use sua experiência. A imitação produz semelhanças sociais. Despeça-se de quem tem acentuada tendência para falar de si mesmo. Faça seu corpo ficar aquém da sua idade, sua mente além do seu corpo e seu caráter coincidir com sua boa natureza. Hoje vê melhor quem vê mais fraco, ouve mais quem fala baixo. Evite os fluxos de vaidade que emanam da TV de juízes e da negatividade dos carros de som. Exibicionismo não é transparência, é devassidão. Bem viveu quem bem não viu.

Minorias intimidadoras criaram um estado de exceção fosforescente dentro de um circo de marionetes ofuscantes. Após dose enorme de regularidade, a tolerância a bobagens alcançou enorme prestígio e parece sem fim. Disso se observa a cuidadosa servidão da Justiça que, cheia de dedos, julga e aborda o homem paparicado, líder da classe dominante do capitalismo sem concorrência. Ao impor o método de detenção, exigindo prazo, culto e comício, é evidente o universo de privilégio que cerca o personagem. Incapaz de refletir sobre a solidão e o ócio de uma cela, desatento à fadiga do inconsciente, libera um amontoado de palavras ofensivas ao juiz, misturadas à comiseração por si mesmo. O êxtase fúnebre da alienação de um período improvisador mais se revela. Se a prisão é tão injusta assim, negociar com o opressor é de envergonhar Apolônio. Mas não, o objetivo é enfeitiçar a mídia, atrair devotos para impor desespero à decepção e, meu Deus, gravar um vídeo cuja síntese é: causa justa limpa dinheiro sujo. Não há história, nem penitência. Redimir para voltar a pecar? Aparência e coerência, senhores, são quase toda a conduta.

Aguente as tempestades. Aumente a qualidade da sua solidão. Fuja aos escombros do País abatido pela velha Justiça. Não caia na armadilha de ser parte do que repele. Observe o privilégio como desejo que devora. Tristeza sem desespero, alegria sem contentamento. Não chore, não solte foguete. Um caminho é procurar sua linha de vida, e não estacionar inviável diante dos condecorados. Nem tudo o que tem função tem sentido. E alguns, olhando assim de longe, estão mesmo é com a cabeça quebrada precisando de conserto. A história, de moral baixa, anda cheia de juristas e especialistas, fruto desses vazamentos no crânio, que foram aumentando, e acabou atacado por cardumes. Mas é sempre cada um que arruína a própria reputação, pois os cascos mais protegidos são os dos refratários à adulação. Desde Petrarca, há mais virtude em desdenhar da honra recebida do que ser merecedor dela.

A memória rígida da informática trouxe nova cultura, novo ciclo de verdade, uma moralidade do “fato”, que desmoraliza velozmente o curral político com seu emblemático domínio da versão. Há grandes inimigos do povo que não aceita vida de gado. Houve evolução: lembre-se dos atos secretos do Senado; da nomeação para a Casa Civil escancarada pelo celular; do erro do acusado de querer intimidar a Justiça e pretender ser absolvido sem se confessar; do circuito revelado da fortuna ilegal; dos que romperam o pacto, ajudando o País a ver o lodaçal.

A sociedade amanhece 6 a 5 mais otimista, mas continua ameaçada. Exéquias para quem pactua com o atraso. Não era melhor antes. Era um blefe.

É hora de alguém menos glutão que nos conceda hiatos de sensatez. Capaz de deter a insolência da facilidade e de empurrar quem decidir cair na vala comum que é errar sem se arrepender. Pense na sua experiência. Não jogue luz para fora do seu corpo se não for para iluminar o caminho de alguém. Não se deixe comer pela treva da ideologia de almanaque, o buraco da angústia que fez do Estado negócio de panelinha, uma certa esquerda ligada a certa direita. A arrogância exótica do governante e sua predileção pelo lado oportunista do capital, subtraindo energia da Nação. O que vai abrir espaço para outra formulação é fugir à esclerose em placa do gênio malicioso do fanático. Há outra política, outra economia, um melhor direito, fora da cabeça de heróis bebês e seus assuntos. O reino messiânico dessa gente subjuga o discernimento e o estilo opulento da política que praticam fez sucumbir o rosto da pessoa normal, levando o cidadão sem trejeito a desaparecer como um clandestino.

A alegria interrompida voltará em novos rostos. E jogará luz sobre o povo silencioso, ofuscando a glória dos que produziram a amargura. Um fardo, dar fim ao tempo desse gênero de líderes e autoridades latino-americanas em torno de quem o domínio público perde o poder de iluminar. Tempo que desorganizou a ordem dos afetos, separou famílias e nos roubou o entusiasmo e a admiração uns pelos outros, a única arte da política diante dos abismos do mundo.
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Sociólogo, é co-presidente do Conselho e Economia, Sociologia e Política da Fecomercio-SP.




Referências

https://www.significados.com.br/mitologia/
https://www.biblegateway.com/passage/?search=Prov%C3%A9rbios+10%3A1-18%3A9&version=OL
https://youtu.be/eU-QpdRuOTA
https://www.youtube.com/watch?v=eU-QpdRuOTA
https://1.bp.blogspot.com/-ng_lnrISZaM/V6KfLxybUmI/AAAAAAAACAg/7hlG4xi9ecIQDO6WdDuHKymnw6VLkp-4ACLcB/s400/conto%2B-%2Bo%2Bcaboclo%2Bo%2Bpadre%2Be%2Bo%2Bestudante.jpg
http://arteemanhasdalingua.blogspot.com.br/2016/08/o-caboclo-o-padre-e-o-estudante-de-luis.html
https://3.bp.blogspot.com/-ABZFcgScxlo/WYKRQT48faI/AAAAAAAACxs/Td38W0OLGUchQQeWZE2ttjayn4oEFQV4ACLcBGAs/s400/padre.jpg
http://armazemdetexto.blogspot.com.br/2017/08/textos-classicos-de-portugues-para-o.html
https://youtu.be/r9I_n3Vlq9w
https://www.youtube.com/watch?v=r9I_n3Vlq9w
https://youtu.be/RUmRv5Mi7fM
https://www.youtube.com/watch?v=RUmRv5Mi7fM
http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/negrinho/index_clip_image002.jpg
http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/negrinho/
https://youtu.be/S2qD2ZxiT0o
https://www.youtube.com/watch?v=S2qD2ZxiT0o
https://youtu.be/CPK8Iya8CvM
https://youtu.be/EqdIoopAHgg
https://www.letras.mus.br/motorama/1688916/traducao.html
https://youtu.be/DP3GSmebmjw
http://gilvanmelo.blogspot.com.br/2018/04/paulo-delgado-carta-aos-sobreviventes.html?m=1

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