sábado, 27 de agosto de 2016

Jardim da Infâmia do Senado

Juvenal "Considera como maior infâmia preferir a vida à honra / e por amor àquela, perder a razão de viver."


Jardim da Infâmia do Senado Federal da República



IMPERDÍVEL BRIGA QUE GLEISI HOFFMANN FAZ NO SENADO APÓS A FALA DE MAGNO MALTA


IMPERDÍVEL BRIGA QUE GLEISI HOFFMANN FAZ NO SENADO APÓS A FALA DE MAGNO MALTA
Impeachment - Sessão Extraordinária - 25/08/2016
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube





Capa de "The Satires of Decimus Junius Juvenalis" (Londres, 1711).


O livro de Juvenal inspirou muitos autores, incluindo Samuel Johnson, que modelou seus poemas "London" (1738) na terceira Sátira e "The Vanity of Human Wishes (1749), na décima.

As Sátiras também são a fonte de muitas máximas filosóficas bem conhecidas, incluindo:

Sobre os romanos, que antes eram tão poderosos, tornaram-se escravos de prazeres corruptores e só precisam de pão e circo (panem et circenses 10.81; i.e. comida e diversão)

Que - em vez de riqueza, poder, ou crianças - os homens devem orar por uma "mente sã num corpo sadio" (mens sana in corpore sano 10.356),

Uma mulher valorosa como as sabinas é uma ave tão rara quanto um cisne negro ( Rara avis in terris nigroque simillima cycno 6.165)

E propõe a questão de quem pode ser confiável, considerando a ideia de manter as esposas trancadas e sob vigilância:

E quem vai vigiar os vigias? (Sed quis custodiet ipsos Custodes? 6.347-48).











Do Jardim da Infância Mariano Procópio


Ao Jardim de Infância na Pedagogia Waldorf


Esticando até ao Jardim da Infâmia do Senado Federal


Juiz de Fora





Foto data provável década de 60
Bonde infantil ( 9 ) O bonde do jardim da infância recolhia os alunos nos bairros da cidade e parava ali em frente ao colégio.
As próprias professoras tratavam de parar o trânsito que era pequeno na época e era uma alegria apreciar a criançada descer em fila do bondinho e se dirigir às salas de aulas nos seus uniformes tradicionais nas cores vermelho e branco.
Em nome do progresso, acabaram os bondes e mudaram o jardim de infância de lugar.
Até o final dos anos 60, quem vivia em Juiz de Fora e passava pelo Largo do Riachuelo, Avenida dos Andradas, se lembra do jardim da infância que existia onde hoje se localiza Praça do Riachuelo, "Monumento das Armas"
Conhecida popularmente como praça do "Chapelão"ou"Praça dos 3 Poderes".












Jardim de infância na Pedagogia Waldorf juiz de Fora.wmv


Um espaço encantador, singelo, especial, onde a magia surge com o piscar dos olhos, um ambiente repleto de aconchego e calor, o canto suave que recepciona acolhe e acalma o coração e assim todos entram numa mesma sintonia, para enfim sonhar, troncos de árvores para subir, terra para pisar e brincar, brinquedos simples mas que estimulam um despertar, como os meros tecidos de algodão que dão asas a imaginação e deles surgem reis, rainhas, príncipes, magos... As sementes viram espadas e o duelo acontece como num passe de mágica. Uma sala de aula com cheirinho de amor, e a beleza de um lar. Um universo construído para se libertar, um lugar puro em sua essência, onde as crianças podem realmente vivenciar o brincar,brincar e brincar... E tudo isto acompanhado por um adulto preparado e consciente da responsabilidade de educar.
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube
Música
"The Blessing Nigun" por Giora Feidman ()






Brasil 07.06.16 18:41
Senadores pró-impeachment de Dilma Rousseff que integram a comissão especial dizem que estão dando corda para a turma do jardim de infância de propósito.
Motivos:
1. Para evitar qualquer tentativa de "judicialização" e aniquilar a retórica de "golpe".
2. Porque avaliam que, quando os petistas ganham a atenção que querem, tendem a ficar mais calmos.





Pouco antes, exatamente as 9h10 daquele 11 de setembro, Allende dirigiu aos chilenos, pela rádio Magallanes, a sua alocução final, um texto para o panteão da dignidade, de sua parte, e para o memorial da infâmia, da parte dos golpistas. Folha de São Paulo, 24/05/2011






Salvador Allende Gossens (1908-1973)


Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.



Santiago do Chile, 11 de setembro de 1973, 9:10 da manhã em Radio Magallanes


Meus amigos:
Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Radio Portales e da Radio Corporación. Minhas palavras não têm amargura, mas sim decepção. Que sejam elas um castigo moral para aqueles que traíram seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rasteiro... que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos Carabineros.
Diante desses fatos só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar! Situado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais... nem com o crime... nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.
Trabalhadores de minha pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.
Neste momento, definitivo, o último em que poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição. O capital estrangeiro, o imperialismo, unido à Reação, criou o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, aquela que lhes ensinara o general Schneider e que reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará em casa, esperando, com mão alheia, reconquistar o poder, para seguir defendendo seus lucros e privilégios.
Dirijo-me, sobretudo, à mulher simples de nossa terra; à camponesa que acreditou em nós; à operária que trabalhou mais; à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças. Dirijo-me aos profissionais da pátria, aos profissionais patriotas, àqueles que dias atrás estavam trabalhando contra a insubordinação patrocinada pelas associações profissionais, associações classistas que também defendem as vantagens que uma sociedade capitalista dá a uns poucos. Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram, que deram sua alegria e seu espírito de luta.
Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos... porque em nosso país o fascismo já estava há tempos presente nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A História os julgará.
Seguramente a Radio Magallanes será calada e o metal tranquilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos, minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à lealdade dos trabalhadores. O povo deve defender-se, mas não sacrificar-se. O povo não deve se deixar arrasar nem crivar-se de balas, mas tampouco pode humilhar-se.
Trabalhadores de minha pátria, tenho fé no Chile e seu destino. Outros homens superarão este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se. Saibam vocês que, muito antes do que se imagina, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
Viva o Chile! Viva o povo! Viva os trabalhadores!
Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.


Glossário Allendeano


Perfídia: s.f. Ação ou qualidade do que é pérfido, enganador ou traiçoeiro; deslealdade, traição, infidelidade. (Etm. do latim: perfidia)


Covardia: s.f. Comportamento que expressa falta de coragem; gesto caracterizado pelo medo ou temor; que não é ousado: pusilâmine.
Violência efetuada contra uma pessoa mais fraca: o que o pai fez com o filho foi uma covardia.
(Etm. co(v/b)arde + ia)



Traição: s.f. Ação de trair alguém; perda completa da lealdade que resulta de uma ação traiçoeira: perdeu o emprego por traição empresarial.
[Por analogia] A infidelidade num relacionamento amoroso.
[Jurídico] Crime que se configura pela ameaça à segurança da pátria ou de suas instituições.
(Etm. do latim: traditio.onis)


Infâmia: s.f. Particularidade ou característica de infame; indignidade.
Que deixou de possuir fama; sem crédito nem honra; desonra.
Que agride a honra ou a reputação de (algo ou alguém); calúnia.
Aquilo que agride a honra ou a reputação de; ofensa.Comportamento vergonhoso; baixeza.


Fonte: Dicionário Online de Português




Nenhum comentário:

Postar um comentário