domingo, 5 de junho de 2016

Fábricas de JF

EU SOU um pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais. Se não exatamente da picada de Garcia Rodrigues, ao menos da variante aberta pelo velho Halfeld e que, na sua travessia pelo arraial do Paraibuna, tomou o nome de Rua Principal e ficou sendo denominada a Rua Direita da Cidade do Juiz de Fora. Nasci nessa rua, número 179, em frente à Mecânica, no sobrado onde reinava minha avó materna. E nas duas direções apontadas por essa que é hoje a Avenida Rio Branco hesitou a minha vida. A direção de Milheiros e Mariano Procópio. A da Rua Espírito Santo e do Alto dos Passos (Nava; 1978, p. 13).



HISTÓRIA fio a fio
CAPÍTULO I – O TEAR

CULTURA
29 de maio de 2016



O juiz-forano e memória afetiva relacionada aos panos: Tribuna resgata, em três capítulos, história da cidade através dos tecidos

POR MAURO MORAIS
Repórter

Companhia de Fiação e Tecelagem Santa Cruz,  na Rua São Sebastião, em 1964




Companhia de Fiação e Tecelagem Industrial Mineira, posteriormente Ferreira Guimarães, na Av. dos Andradas em 1964




Companhia Têxtil Bernardo Guimarães em 1926, com vista da Praça Antônio Carlos


Das peças aos retalhos

Um retrato na parede





HISTÓRIA fio a fio
CAPÍTULO II – O TECIDO

CULTURA
31 de maio de 2016
Lojas de tecidos, concentradas na Marechal Deodoro, ajudam a contar sobre a cidade, suas tradições e seus imigrantes

POR MAURO MORAIS
Repórter


À frente da Normandi, Mônica e Liliane Bara presenciam o domínio dos tecidos importados


Pais e filhos entre panos

A medida da sensibilidade





PERFIL/Rogério Belo


Rogério Belo é um dos únicos que criam modelos em lojas de tecidos





HISTÓRIA fio a fio
CAPÍTULO III – A COSTURA

CULTURA
1 de junho de 2016

Anteriormente dominado pelos italianos, ofício da costura resiste na cidade

POR MAURO MORAIS
Repórter




Pesponto: futuro




Por UOL




Por Redação Terra




Por Wikipedia



Juiz de fora
História da Cidade





O Juiz de Fora era um magistrado do tempo colonial nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. Daí a explicação para o nome da cidade: um Juiz de Fora esteve de passagem na região e hospedou-se por algum tempo numa fazenda, onde nas proximidades nasceria o povoado denominado Santo Antônio do Paraibuna. Em1865, passa, então, a se chamar Juiz de Fora. Com 550.710 habitantes, de acordo com a estimativa do IBGE para 2014, o município possui uma área territorial de 1.435,664 Km² .


Vista panorâmica de Juiz de Fora
Fonte: Prefeitura de Juiz de Fora




Aniversário de Juiz de Fora é celebrado com apresentações musicais




Compositora Bia Bedran faz show no aniversário de Juiz de Fora



Cristina Ribeiro Villaça*
RESUMO
Leitura da obra memorialística de Pedro Nava abordando o diálogo entre ficção e história. Privilegiando o papel da memória como possibilidade de reconstrução do passado, a escrita naveana insere-se no corpus literário do século XX, conferindo ao gênero memorialístico, o status de literatura. A partir do pacto esquecer/lembrar, enfoque do caráter fragmentário de tal construção discursiva.




Vanda Arantes do Vale- UFJF

EU SOU um pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais. Se não exatamente da picada de Garcia Rodrigues, ao menos da variante aberta pelo velho Halfeld e que, na sua travessia pelo arraial do Paraibuna, tomou o nome de Rua Principal e ficou sendo denominada a Rua Direita da Cidade do Juiz de Fora. Nasci nessa rua, número 179, em frente à Mecânica, no sobrado onde reinava minha avó materna. E nas duas direções apontadas por essa que é hoje a Avenida Rio Branco hesitou a minha vida. A direção de Milheiros e Mariano Procópio. A da Rua Espírito Santo e do Alto dos Passos (Nava; 1978, p. 13).

Este parágrafo inicia a obra de Pedro Nava (1903-1984). Pertence ao primeiro livro de Memórias – Baú de ossos – lançado em 1972. Parafraseia Eça de Qeiróz que em Carta a Pinheiro Chagas diz: “Eu sou um pobre homem da Povoa de Varzim”, texto que é Epígrafe do Capítulo I – Setentrião. Seguiram-se outros livros de Memórias: Balão cativo (1973), Chão de ferro (1976), Beira – mar (1978), Galo das trevas (1981) e O círio perfeito (1983). Escrevia Cera das almas quando suicidou-se, no Rio de Janeiro aos 81 anos incompletos em 1984i[1] .




ILMA DE CASTRO BARROS E SALGADO
Doutorado em Letras (Literatura Comparada) – UERJ



Da roça do dito Simão Pereira se vai à de Matias Barbosa, e daí à roça de Antônio de Araújo, e desta à roça do capitão José de Souza, donde se passa à roça do alcaide-mor Tomé Correia [...] e desta à de Manuel de Araújo. E em todas essas jornadas se vai sempre pela vizinhança do Paraibuna.
antonil, “Roteiro”

aquela brisa do vale do Paraibuna trouxe uma nuvem do pólen do Registro de Matias Barbosa, outra de Santo Antônio da Boiada. Elas caíram sobre as flores da roça do alcaide-mor – que frutificaram Botanágua, Milheiros, Outra-Banda, Alto dos Passos – Juiz de Fora.




imagens
de Minas
     JUIZ DE FORA – Manchester Mineira

 https://issuu.com/sergioluz/docs/juizdefora



DATILOSCRITO

A IMPORTÂNCIA DA PÁGINA DIREITA
Edina Regina P. Panichi (UEL)


Eu escrevo, geralmente, uma só vez, a máquina. Escrevo em folha dupla, quer dizer, folha de papel almaço. Coloco o ponto que se dobrou para a direita, de modo que, quando eu abro aquelas duas folhas de papel, na minha direita há uma folha em branco. Quando faço substitui- ções, acréscimos e, de certa forma, quando eu acho uma frase muito ruim, aquela eu tiro fora do texto, escrevo separado. Geralmente a escrevo a mão, a lápis e procuro corrigir, ver onde é que está o ‘enguiço’ ali.


Ilustração da página direita dos datiloscritos de Pedro Nava

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