sábado, 16 de maio de 2026

SEGUIR A VERDADE

Pão Nosso #146 - Seguir a verdade NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 7 de dez. de 2023 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. “Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” — Paulo. (EFÉSIOS, 4.15) 1 Porque a verdade participa igualmente da condição relativa, inúmeros pensadores enveredam pelo negativismo absoluto, convertendo o materialismo em zona de extrema perturbação intelectual. 2 Como interpretar a verdade, se ela parece tão esquiva aos métodos de apreciação comum? 3 Alardeando superioridade, o cientista oficioso assevera que o real não vai além das formas organizadas, à maneira do fanático que só admite revelação divina no círculo dos dogmas que abraça. 4 Paulo, no entanto, oferece indicação proveitosa aos que desejam penetrar o domínio do mais alto conhecimento. 5 É necessário seguir a verdade em caridade, sem o propósito de encarcerá-la na gaiola da definição limitada. 6 Convertamos em amor os ensinamentos nobres recebidos. 7 Verdade somada com caridade apresenta o progresso espiritual por resultante do esforço. Sem que atendamos a semelhante imperativo, seremos surpreendidos por vigorosos obstáculos no caminho da sublimação. 8 Necessitamos crescer em tudo o que a experiência nos ofereça de útil e belo para a eternidade, com o Cristo, mas não conseguiremos a realização, sem transformarmos, diariamente, a pequena parcela de verdade possuída por nós, em amor aos semelhantes. 9 A compreensão pede realidade, tanto quanto a realidade pede compreensão. 10 Sejamos, pois, verdadeiros, mas sejamos bons. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 146 Seguir a verdade Depois da Morte, Léon Denis
"Horas depois, Eurípedes procurou a mãezinha e avisou-a de que passaria a manhã, no alto da cidadezinha — seu retiro predileto para as leituras queridas. A manhã apresentava-se clara, uma brisa amena brincava nas árvores frutíferas dos quintais. (26) “A primeira grande obra de Léon Denis, aquela que iria ter tão duradoura repercussão, apareceu no fim do ano de 1890, sob o título: Depois da Morte, tendo por subtítulo: Exposição da Filosofia dos Espíritos, das suas bases científicas e experimentais e das suas consequências morais.” (Vida e Obra de Léon Denis, Gaston Luce, Edicel, S. Paulo, pág. 83.) Eurípedes – o Homem e a Missão 75 Utilidade providencial da riqueza. Provas da Riqueza e da miséria. Centro Espírita Irmã Rosa Estreou em 14 de jan. de 2022 Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo Tema de hoje: "Utilidade providencial da riqueza. Provas da Riqueza e da miséria." (ESE, Cap XVI, It 7) Colaborador: Breno Fialho (CEIR)
Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria 7. Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento. Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: “Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me”, não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício. O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até a abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: “Fora da caridade não há salvação”. A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; seria, ao demais, a condenação do trabalho que a pode granjear; conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é lei de Deus. Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual. Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.
584. Qual pode ser a natureza da missão do conquistador, que só tem em vista satisfazer a sua ambição e que, para alcançar esse objetivo, não recua diante de nenhuma das calamidades que vai espalhando? "Na maioria das vezes não passa de um instrumento de que Deus se serve para cumprimento de seus desíngnios, representando essas calamidades em meio para fazer que um povo progrida mais rapidamente."

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