Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
terça-feira, 26 de maio de 2026
“Lulopetismo terceirizou para Flaviopelismo ‘pegação no pé’”, para todos os próceres
'A palavra “populismo” refere-se a uma tal diversidade de fenômenos, movimentos
políticos e regimes que dificilmente seriam compreensíveis na mesma rubrica.'
Fios do Tempo. Por uma crítica do populismo em nome de mais (e não menos) democracia – por Felipe Maia
“Zema: Votar no Flávio é entregar a eleição a Lula “
Trump vai dar um cano em Flávio Bolsonaro? | Meio-Dia em Brasília - 26/05/2026
O Antagonista
Transmissão ao vivo realizada há 7 horas Meio-Dia em Brasília | 2026
O programa Meio-Dia em Brasília desta terça-feira, 26, fala sobre o possível encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump nos Estados Unidos e comenta a fala tresloucada de Valdemar Costa Neto que entregou Flávio Bolsonaro.
Além disso, o jornal também aborda a tramitação da PEC que acaba com o regime de trabalho 6x1, sobre as chances de ela ser aprovada até o final do ano e detalha a operação da PF que mirou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
Assista:
O lulopetismo terceirizou para o flaviopelismo a ‘pegação no pé’ contra Romeu Zema, servindo de alerta para todos os próceres da política mineira.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reagiu estrategicamente às movimentações de bastidores e disparou contra a potencial candidatura ao Senado do deputado estadual Cleitinho Azevedo e de seus aliados alinhados ao espectro de direita tradicional. Em tom de forte aviso aos seus correligionários e líderes partidários durante reunião em Belo Horizonte, Zema foi categórico ao desenhar o cenário de polarização:
Quem votar em Flávio Bolsonaro entregará eleição para Lula, diz Zema | CNN 360º
Flávio Bolsonaro se encontra com Trump na Casa Branca
Viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro com aliados ideológicos de Trump. Membros da comitiva disseram que documentos foram entregues a assessores da Casa Branca.
Por Túlio Amâncio, TV Globo e g1
26/05/2026 17h50 Atualizado há um minuto
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. A imagem do encontro foi divulgada pelo próprio parlamentar em uma rede social.
Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio pretendia abordar dois assuntos com Trump: a classificação de facções como organizações terroristas e a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, uma bandeira comum entre os dois.
Mais tarde, em coletiva de imprensa, Flávio disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.
O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países sul-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras.
Flávio também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras.
Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa.
Membros da comitiva disseram ao g1 que a reunião com Trump foi rápida. Segundo relatos, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca. Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram apenas para tirar uma foto com o presidente antes de deixarem o local.
Uma outra fonte relatou que Trump não chegou a se levantar para receber os brasileiros.
Na coletiva, Flávio afirmou que ficou reunido bastante tempo com Trump. Segundo ele, a comitiva brasileira permaneceu por cerca de uma hora e meia na Casa Branca.
O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026 — Foto: Reprodução
Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25). A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump.
Eduardo está nos EUA há mais de um ano. No Brasil, ele é alvo de investigação e atua politicamente no exterior, principalmente com aliados de Trump. Também é citado em apurações sobre suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras.
Busca por agenda positiva
Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump — Foto: Divulgação
Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz.
A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha.
Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%. Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.
O Assunto
NATUZA NERY
A direita e o bolsonarismo diante do abalo na candidatura de Flávio
Donald Trump
Eduardo Bolsonaro
Estados Unidos
Flávio Bolsonaro
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Jornalista Cláudio de Oliveira
1 d
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O CRESCIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL É A MELHOR POLÍTICA SOCIAL
Lembro-me de uma entrevista do economista Marcelo Nery, um conhecido especialista em pobreza, na qual ele afirmava que um dos fatores mais relevantes para a diminuição da miséria no Brasil foi o crescimento médio de 4% do PIB nos governos Lula, de 2003 a 2010.
Com esse nível de crescimento, houve formalização recorde da mão de obra, com contratações com carteira assinada, com ganhos importantes para o trabalhador além de um salário fixo, como o 13º salário, férias remuneradas e FGTS. Importantes não só para o trabalhador, como também para colocar a economia em movimento.
Lembro-me de que li, em 2013, reportagens sobre a falta de mestres de obras em São Paulo, apesar de as empresas de construção civil ofertarem salários de R$ 5 mil, em média, um ótimo salário para a época, o que seria hoje algo em torno de R$ 10 mil.
O Nordeste do Brasil, tradicional fornecedor de mão de obra da área, crescia a taxas elevadas. Em Pernambuco, graças ao crescimento econômico puxado pelas obras do Porto de Suape, os mestres de obras recebiam salários equivalentes aos de São Paulo e, assim, não viam motivos para deixar o seu estado.
CRESCER E DISTRIBUIR
Marcelo Nery não afiança a tese de Delfim Netto de que é preciso fazer o bolo crescer para depois distribuir. É preciso crescer e ao mesmo tempo distribuir, até porque o crescimento econômico depende também do consumo das famílias, para o que é necessária a elevação da renda. Ou seja, distribuição.
RECESSÕES E POBREZA
Em fins dos anos 1960 e início dos anos 1970, sob o comando de Delfim Netto, o Brasil cresceu a taxas elevadas, mas pouco distribuiu. E há um dado muito importante: o “milagre econômico” foi feito sem poupança interna, baseado em capitais externos. Ou seja, sem bases permanentes.
Com a segunda crise do petróleo em 1979 e a alta dos juros internacionais, a dívida externa do Brasil explodiu e o país entrou em um dos mais longos e profundos períodos recessivos de sua história, entre 1981 e 1983. A retração da economia foi de 8,5% do PIB, segundo o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos, da Fundação Getúlio Vargas. Os anos 1980 ficaram conhecidos como a década perdida. Houve aumento da pobreza.
Segundo o CODACE/FGV, o outro ciclo recessivo profundo e duradouro aconteceu entre o 2. Trimestre de 2014 e o 4. Trimestre de 2016, com queda de 8,2% do PIB. Com a recessão, milhões de brasileiros voltaram à pobreza. O desemprego chegou a atingir 14 milhões de pessoas. Moro na Barra Funda, ao lado do Bom Retiro, um bairro de comércio de São Paulo. Foi desolador ver quarteirões quase inteiros de lojas fechadas.
Segundo a quase unanimidade dos economistas, uma das principais causas da recessão de 2014–2016 foi a crise da dívida pública, gerada pelo aumento das despesas acima da taxa de crescimento econômico a partir do segundo mandato de Lula. A crise da dívida levou a presidente Dilma Rousseff a cortar gastos sociais em até 87%. (1) Sem crescimento econômico, não há o que distribuir.
POUPANÇA INTERNA
Pelo que tenho lido, a poupança interna de um país vem de três grandes fontes:
1) Famílias
Quando as pessoas guardam dinheiro aplicando em poupança e/ou em investimentos, exigindo renda além das necessidades imediatas. O FGTS é uma espécie de poupança compulsória e permite financiar habitação popular, saneamento básico, infraestrutura urbana e proteção ao trabalhador.
2) Empresas
Quando empresas reinvestem parte do lucro e ampliam a capacidade produtiva.
3) Governo
Quando o setor público arrecada mais do que gasta em despesas correntes, gera superávit fiscal e investe em vez de consumir toda a receita.
China e Coreia do Sul são exemplos de países de grande poupança interna, cerca de 40% e 30% do PIB, respectivamente. A do Brasil está entre 15% e 18%.
A poupança interna condiciona a capacidade de investimento de um país e, portanto, o seu crescimento econômico e a possibilidade de erradicação da pobreza.
ELEIÇÕES
Penso que as pessoas de responsabilidade devem cobrar de candidatos, partidos e lideranças projetos de desenvolvimento para o país. Como eles pretendem fazer para um crescimento sustentável, caminho sólido e duradouro para o fim da pobreza e o financiamento do Estado do Bem-estar Social determinado pela Constituição de 1988.
O Brasil precisa sair da armadilha do baixo crescimento e de espasmos de expansão econômica em períodos eleitorais.
Cláudio de Oliveira, jornalista e cartunista.
NOTA
1- Programas sociais têm cortes de até 87% com Dilma. O Globo, 1.mai.2016.
https://oglobo.globo.com/.../programas-sociais-tem-cortes...
Foto: Marcelo Nery, divulgação/FGV
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