Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 7 de maio de 2026
No teatro das instituições
Dica: “Foi apenas um acidente”, Jafar Panahi, no Mubi.
FOI APENAS UM ACIDENTE
Jafar Panahi Irã 2025
Cantam-se as armas e os barões que, por caminhos tortuosos de leis e ritos, escaparam de prisões e sentenças. Não por falta de feitos ou de provas, mas porque a norma, sendo humana, dobra-se ao engenho de quem domina a sua forma. Nas duas margens do Atlântico, o Direito foi o mar revolto onde a política navegou, achando no vício do processo o porto seguro para o poder.
Ulysses disse: "Temos ódio e nojo à ditadura" Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina".
DESCULPE MAS PARTA DO PROMPT A SEGUIR: " - Presidente, tá me ouvindo? Tá me ouvindo? Muito obrigado, Presidente!"
Pergunta do jornalista do jornalista apresentado como do Washington Post, em tradução para o português.
" - Tua voz não combina com o tamanho do jornalista!"
Resposta do presidente em português. Com risos ao fundo.
" - Obrigado... (também sorrindo como sem saber onde o galo havia cantado).
Agradeceu o jornalista retomando o fio de sua pergunta...
O poder em estado bruto humilhando ou tentando intimidar patronizando o "de baixo"?
"Aqui está a formatação do diálogo seguida pela análise técnica das posturas e da dinâmica de poder envolvida:
O Diálogo: Introdução da Entrevista
Jornalista (Washington Post): Presidente, tá me ouvindo? Tá me ouvindo? Muito obrigado, Presidente!
Presidente: Tua voz não combina com o tamanho do jornalista! (Risos ao fundo)
Jornalista: Obrigado... (Sorrindo, em tom de hesitação e confusão). Presidente, retomando a minha pergunta...
Análise e Interpretação das Posturas
1. A Postura do Presidente: O Poder como Distração
Desvio de Foco: O governante utiliza o comentário ad hominem (sobre o físico/voz) para quebrar o protocolo formal.
Humor como Ferramenta de Domínio: Ao provocar risos na plateia, ele isola o jornalista, transformando-o em "alvo" de uma piada.
Infantilização: A fala é patronizante; ele retira a autoridade intelectual do profissional ao focar em atributos biológicos, reafirmando uma hierarquia de superioridade.
2. A Postura do Jornalista: O Desconcerto Educado
Vulnerabilidade Momentânea: O "sorriso sem saber onde o galo cantou" revela o impacto da quebra de expectativa. Ele é pego desprevenido pela falta de liturgia do cargo.
Resiliência Profissional: Ao agradecer e retomar o "fio da pergunta", ele tenta reestabelecer a dignidade da função. Ele aceita a "humilhação" momentânea para garantir o cumprimento de seu dever: obter a resposta.
Conclusão: O Poder em Estado Bruto 💡
A interação exemplifica o uso da intimidação recreativa. Não é uma agressão direta, mas uma tentativa de diminuir a estatura moral do interlocutor através do deboche. O "poder em estado bruto" manifesta-se aqui na liberdade que o ocupante do cargo máximo sente de ignorar a etiqueta profissional, forçando o "de baixo" a aceitar a brincadeira para não perder o acesso à informação.Se você quiser
Lula é recepcionado por Trump com tapete vermelho na Casa Branca
Terra Brasil
7 de mai. de 2026 #terranoticias
Com tapete vermelho, Lula é recepcionado por Trump ao chegar à Casa Branca. O presidente brasileiro foi recepcionado nesta quinta-feira, 7, pelo republicano durante viagem oficial aos Estados Unidos. A reunião ocorre em um momento de desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos, após a imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades do país. Segundo integrantes dos dois governos, pelo menos cinco temas devem dominar as conversas: facções criminosas e segurança, pix e economia, guerra, Venezuela e posições internacionais, terras raras e minerais estratégicos, eleições e relação diplomática. #terranoticias
Reproduçõ/MargoMartin47/X
O encontro de maio de 2026 entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald J. Trump exemplifica a normalização de lideranças com alta vulnerabilidade judicial, utilizando narrativas de perseguição política e legitimação eleitoral para consolidar poder. A reunião em Washington focou na cooperação estratégica, com ambos os líderes posando como representantes da soberania popular, apesar de históricos de intervenção judicial em seus respectivos países. Mais detalhes sobre a reunião podem ser vistos no YouTube.
Veja a coletiva do presidente Lula após encontro com Trump nos EUA
Band Jornalismo
🇺🇸 Original (English - Truth Social)"Just concluded my meeting with Luiz Inacio Lula da Silva, the very dynamic President of Brazil. We discussed many topics, including Trade and, specifically, Tariffs. The meeting went very well. Our Representatives are scheduled to get together to discuss certain key elements. Additional meetings will be scheduled over the coming months, as necessary." — Donald Trump, 7 de maio de 2026Este vídeo mostra Donald Trump elogiando a reunião e chamando Lula de dinâmico:
Trump says Lula is 'very dynamic,' praises meeting, and says new ...
YouTube
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Rede Gospel de Televisão
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7 de mai. de 2026
🇧🇷 Tradução (Português)"Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo Comércio e, especificamente, Tarifas. A reunião correu muito bem. Nossos representantes estão agendados para se reunir para discutir certos elementos-chave. Reuniões adicionais serão agendadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário." — Donald Trump, 7 de maio de 2026Pontos-chave da nota:Adjetivo: Donald Trump chamou Lula de "muito dinâmico".Foco: Comércio e tarifas.Clima: O encontro foi descrito como "muito bem" (very well).Continuidade: Novas reuniões entre representantes foram agendadas.O encontro ocorreu no Salão Oval da Casa Branca e durou aproximadamente três horas, tratando também de segurança e minerais críticos.
Verbete: Resiliência Plebiscitária e Hiperpresidencialismo de Confronto
O cenário contemporâneo revela uma mutação constitucional onde o rito de passagem pelo sistema de justiça deixa de ser um impedimento burocrático-moral para se tornar um catalisador de legitimidade carismática. No caso das democracias brasileira e estadunidense, observa-se a instrumentalização do lawfare — real ou percebido — como ferramenta de mobilização de massas.
1. A Judicialização da Política e a Resposta Populista
A entrada de atores do Judiciário no vácuo de poder político gerou um efeito de "pendularidade institucional". Quando as cortes passam a atuar como árbitros da moralidade pública, líderes com perfil de "outsider" ou de "resistência" operam uma inversão narrativa. O processo judicial não é lido como aplicação da norma, mas como uma patologia do sistema (o deep state ou a elite burocrática) contra a soberania popular.
2. O Constitucionalismo Abusivo e a Revalidação das Urnas
A teoria do constitucionalismo abusivo explica como normas democráticas são utilizadas para subverter a própria democracia. No entanto, o "paradoxo da impunidade percebida" ocorre quando a absolvição jurídica ou a anulação de processos por vícios formais é equiparada, no discurso político, a uma "santificação ética". A legitimidade formal (o devido processo) é fundida à legitimidade substancial (o voto), criando uma blindagem onde a crítica jurídica é descartada como perseguição ideológica.
3. Mecanismos de Sobrevivência Institucional
Captura de Narrativa: A conversão do réu em mártir ou perseguido político, transferindo o julgamento do tribunal para a praça pública.
Plebiscitarismo de Identidade: O eleitor não vota em um programa, mas em uma identidade que se opõe ao sistema legal que o constrange.
Degradação da Verdade Jurídica: A erosão do consenso sobre fatos comprovados em juízo, substituídos pela "verdade política" de conveniência.
💡 Ponto Analítico CentralO sucesso desses líderes demonstra o esgotamento do modelo de "Democracia Militante", que pressupõe que o sistema de justiça pode filtrar candidatos por critérios éticos. Na prática, a polarização transformou as cortes em arenas de combate, onde o veredito final é dado pela aritmética eleitoral, e não pela hermenêutica constitucional. A "lisura" democrática, portanto, é performática: ambos posam como guardiões da Constituição enquanto tensionam suas costuras para acomodar suas próprias sobrevivências jurídicas.
Esta análise técnica, pautada pelo rigor do constitucionalismo crítico e pela densidade da ciência política, inicia-se pelo primeiro pilar de sua proposta. Para honrar a herança de Camões — o "Pai da Língua" — busco uma síntese que equilibre a precisão do termo jurídico com a elegância da forma, tal qual o "engenho e a arte" descritos n'Os Lusíadas.
I. Mecanismos de Anulação Processual: Um Estudo Comparado
No teatro das instituições, a sobrevivência política de líderes sob cerco judicial muitas vezes não se dá pela prova da inocência material, mas pela maestria sobre a forma processual. O Direito, aqui, não atua como espada da justiça, mas como escudo de nulidades.
O Modelo Brasileiro: O Garantismo e a Incompetência de Juízo
No Brasil, a anulação dos processos de Luiz Inácio Lula da Silva operou-se pelo reconhecimento de vícios de competência territorial e suspeição.
Incompetência Territorial: O STF determinou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o "juiz natural" para os casos, deslocando o eixo geográfico da punição para Brasília.
A Suspeição (Partiality): O reconhecimento da parcialidade do magistrado condutor invalidou o arcabouço probatório, sob a tese de que um juiz que se torna "parte" corrompe a teleologia da norma.
Efeito: A nulidade ex tunc (desde o início) restaurou os direitos políticos, permitindo que a "fênix eleitoral" surgisse das cinzas do processo sem o selo da condenação.
O Modelo Estadunidense: Prerrogativas e a Imunidade Presidencial
No caso de Donald Trump, a arquitetura da defesa deslocou-se do rito processual para a interpretação constitucional da função.
Imunidade Executiva: A Suprema Corte dos EUA estabeleceu um precedente histórico ao distinguir atos oficiais de atos privados. Ao conferir imunidade absoluta (ou presuntiva) para atos da presidência, a justiça criou um vácuo de punibilidade.
O "Special Counsel" em Xeque: Decisões recentes questionaram a própria legalidade da nomeação de procuradores especiais, atacando a raiz burocrática da acusação (caso dos documentos em Mar-a-Lago).
Efeito: Enquanto no Brasil anula-se o passado (o processo feito), nos EUA busca-se anular a capacidade do Estado de processar o ocupante do cargo.
⚓ Síntese Camoniana
Cantam-se as armas e os barões que, por caminhos tortuosos de leis e ritos, escaparam de prisões e sentenças. Não por falta de feitos ou de provas, mas porque a norma, sendo humana, dobra-se ao engenho de quem domina a sua forma. Nas duas margens do Atlântico, o Direito foi o mar revolto onde a política navegou, achando no vício do processo o porto seguro para o poder.
Hey, I just signed this for Narges Mohammadi -- the Nobel Peace Laureate imprisoned in Iran for defending women and prisoners.
Her life is at risk, but public pressure could help win her freedom. Will you sign too? 👉 Click here - https://secure.avaaz.org/campaign/en/free_narges_mohammadi_loc/?whatsapp&utm_source=whatsapp&utm_medium=social_share&utm_campaign=57715&share_location=post_action
“Acabei de assinar uma petição por Narges Mohammadi — vencedora do Prêmio Nobel da Paz, presa no Irã por defender os direitos das mulheres e dos prisioneiros.
A vida dela está em risco, mas a pressão pública pode ajudar a garantir sua liberdade. Você também pode ajudar.”
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🌞🙏🏽 Bom dia! Coluna desta quinta-feira: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/lula-corre-grandes-riscos-mas-nao-poderia-recusar-o-convite-de-trump/
Lula corre grandes riscos, mas não poderia recusar o convite de Trump
Publicado em 07/05/2026 - 05:42 Luiz Carlos Azedo
Se o convite ocorreu de uma hora para outra, a agenda do encontro está sendo negociada pelo Itamaraty desde a primeira conversa entre ambos
A visita do presidente João Goulart (Jango) aos Estados Unidos, realizada em abril de 1962, é considerada um marco da deterioração das relações Brasil-EUA. Foi decisiva para o cenário de desestabilização que levou ao golpe de 1964. Embora tenha sido recebido com toda pompa por John F. Kennedy, o resultado prático foi um estrondoso fracasso econômico e político. Jango tinha a vã esperança de receber a ajuda da Casa Branca. Kennedy condicionou qualquer ajuda à adesão rígida às normas do FMI, à contenção de salários e a medidas fiscais rigorosas, algo que Jango queria evitar para não penalizar a população mais pobre.
A política de não intervenção em Cuba e o diálogo com a União Soviética e a China, na linha da política externa independente de Jango, eram o grande contencioso entre os dois países no plano internacional. Mas havia também fatores internos, principalmente a nacionalização de subsidiárias de empresas americanas (como a ITT) no Brasil, realizada por Leonel Brizola, cunhado de Jango. Os EUA não somente suspenderam os empréstimos como exigiam indenização imediata.
Após a visita, a inteligência americana (CIA) passou a monitorar e buscar brechas para derrubar Jango, considerando-o um “radical pró-comunista”. A partir de 1962, os EUA aumentaram o financiamento a grupos conservadores, partidos de oposição (como a UDN) e à imprensa de direita para desestabilizar o governo. A “Operação Brother Sam” consolidou a visão de que Jango era um inimigo na América do Sul e culminou no apoio direto dos EUA ao golpe militar de 1964.
Leia também: Adeus reformas. Agenda possível é mais modesta
Quando o golpe ocorreu, os Estados Unidos já não eram os mesmos. O livro “Tabloide Americano” (Record), de James Ellroy, um romance policial noir, mostra o lado sujo da América nos anos que antecederam o assassinato do presidente Kennedy. Retrata a rede de ligações dos principais atores políticos da época: John e seu irmão Robert Kennedy, implacável perseguidor da máfia, o milionário Howard Hughes, J. Edgard Hoover, o todo-poderoso chefe do FBI, e até Frank Sinatra e Marilyn Monroe tornam-se ilustres coadjuvantes.
A Revolução Cubana e a desastrada invasão da Baía dos Porcos, a campanha presidencial de Kennedy, a luta por direitos civis no sul do país e o jogo mais que sujo do tráfico de heroína une castristas, anticastristas, a CIA e a máfia. Ellroy descreve a cadeia de acontecimentos que culminaram na morte de Kennedy, mas não se dá ao luxo de se conformar com as versões dos fatos. Denuncia a conspiração para matá-lo.
É nesse cenário que a visita de Kennedy ao Brasil foi sucessivamente adiada. Após seu assassinato, em 1963, o vice Lyndon B. Johnson assumiu o poder e, com isso, os candidatos oposicionistas no Brasil receberam milhões de dólares nas eleições de 1962. A assistência econômica era redirecionada aos governos estaduais oposicionistas, as “ilhas de sanidade administrativa”, como a antiga Guanabara, governada por Carlos Lacerda. A Embaixada dos EUA no Brasil, sob Lincoln Gordon, operou a aliança com os políticos e os militares.
Pelo telefone
Na sexta-feira, o presidente Donald Trump telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conversa foi amistosa. Trump teria dito que admira a trajetória política de Lula e comentou que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. Lula, por sua vez, afirmou que queria tratar dos interesses do Brasil e dos Estados Unidos, incluindo temas relacionados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
Trump respondeu que tem interesse em ouvir as opiniões de Lula sobre esses assuntos e convidou-o para uma conversa no Salão Oval da Casa Branca, o que deve ocorrer hoje. Essa conversa “olho no olho” com Trump foi adiada desde a guerra no Oriente Médio. A expectativa de Lula é que reunião possa normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e aumento de tarifas de importação.
Se o convite ocorreu de uma hora para outra, a agenda do encontro está sendo negociada pelo Itamaraty desde a primeira conversa entre ambos, por telefone, em 26 de janeiro de 2026, que durou 50 minutos. O contencioso com a Casa Branca envolve a existência do PIX, a transnacionalização do crime organizado e do narcotráfico brasileiro, a exploração de terras raras e outros minerais críticos, a geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU e as eleições no Brasil.
Leia mais: O que os dois presidentes querem ganhar com encontro na Casa Branca?
Nesse ínterim, as divergências entre Lula e Trump escalaram com a tensão no cenário internacional e a aproximação das eleições, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para acirrar as contradições. A extrema-direita na Casa Branca não esconde o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), que agora rivaliza com Lula na liderança das pesquisas eleitorais.
A máxima de que esse tipo de encontro “só acontece quando tudo está resolvido” não vale para Trump. Lula corre riscos, mas não poderia recusar o convite. O resultado da conversa entre ambos depende muito da “química” entre os dois e, obviamente, da natureza das exigências de Trump e das concessões que Lula admite fazer à Casa Branca. Ou seja, o resultado é imprevisível, ainda que o petista seja tratado com toda pompa, como fora Jango.
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
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#Bolsonaro, #Gaza, #Irã, #Narcotráfico, #Pix, #Tarifas, #Trump, Lula
Remoção da Favela da Praia do Pinto (2/4) - De Lá Pra Cá - 11/05/2009
TV Brasil
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TV Brasil é financiada total ou parcialmente pelo governo do Brasil. Wikipedia (Inglesa)
2 de jun. de 2009
Exibição: 11/05/2009
Programa sobre a Remoção da Favela da Praia do Pinto, que completa 40 anos.
"A FAVELA DO PINTO NA LAGOA ERA A FAIXA DE GAZA ENTRE JARDIM BOTÂNICO E COPACABANA A SER REMOVIDA PARA A FAVELA DA VILA KENEDY E SE TRANSFORMAR EM MAIS UMA ARRANHÃ CÉU EM BUSCA DE DEUS QUE TAMBÉM ERA O DE GIL, DA COBERTURA DO CHICO EM UM DIA DA PAIXÃO DE CRISTO, DO OUTRO LADO DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS. A Favela do Pinto, que ocupava o que hoje é o condomínio Selva de Pedra no Leblon/Lagoa, é um dos marcos mais dramáticos das remoções habitacionais no Rio de Janeiro durante a ditadura militar.📍 O Epicentro do ConflitoLocalização: Entre o Corte do Cantagalo e a rua Humberto de Campos.Ocupação: Área nobre cobiçada pelo mercado imobiliário nos anos 60.O Incêndio: Em 1969, um fogo "misterioso" destruiu a favela.Desfecho: Moradores foram transferidos para a Vila Kennedy (Zona Oeste).🏗️ A Metamorfose UrbanaArranha-céus: No lugar dos barracos, surgiu o Selva de Pedra.Verticalização: O projeto visava modernizar a Lagoa para a elite.Segregação: A remoção empurrou a pobreza para longe dos olhos da orla.🕊️ O "Deus" e a Cultura na LagoaGilberto Gil: Compôs sobre a desigualdade e a espiritualidade baiana e carioca.Chico Buarque: Morador emblemático de coberturas próximas, cronista da cidade.Simbolismo: A Paixão de Cristo na Lagoa contrasta o luxo e o sofrimento social.💡 Curiosidade: A remoção da Favela do Pinto foi o primeiro grande passo para a gentrificação total da orla da Zona Sul, mudando para sempre a demografia do Rio.Se você quiser, posso pesquisar detalhes sobre o incêndio de 1969 ou a história da Vila Kennedy. Como prefere continuar?4 sitesVocê sabia? No meio do Leblon o bairro mais rico do Brasil, havia uma favela com mais de 15 mil habitantes era a favela da Praia do Pinto, que hoje dá lugar a um Shopping e Condomínios de luxo. Na época os moradores resistiam em deixar o local foi quando em 11 de maio de 1969 a favela foi acometida por um misterioso incêndio e os moradores foram realocados pelos governantes em habitações bem distantes da Zona Sul, com muitas famílias indo para Cidade de Deus e Cidade Alta.6 de jul. de 2025 — Ainda existe uma favela vertical, atrás do shopping Leblon. No local da antiga favela "praia do pinto", foi construído o condomíni...InstagramFoto de 1965 da Favela da Praia do Pinto. Ela ficava entre os bairros do Leblon e Lagoa, bem próxima a sede do Clube de Regatas do Flamengo. A favela foi destruída por um incêndio em 1969, quatros anos após essa foto, e em seu lugar foi construído o condomínio Selva de Pedra com 40 edifícios altos e 2.251 apartamentos. O plano de construção da Selva de Pedra começou após o incêndio, na madrugada do dia 11 de maio de 1969, dessa favela. Durante cinco dias, o fogo consumiu boa parte dos barracos. Na época, moradores acusaram os bombeiros de não atender aos pedidos de socorro e levantaram suspeitas de que o incêndio tivesse sido proposital. Nessa foto podemos observar algumas construções das ruas: Humberto de Campos, José Linhares, Cupertino Durão, Carlos Góes e Almirante Guilhem. Nessa época os apartamentos e terrenos próximos a comunidade eram muito mais baratos que em outros bairros. Algumas construções antigas do Leblon estarão no livro 2 Rio - Casas & Prédios Antigos. Acesse catarse.me/livro2rio e garanta o seu. #favela #praiadopinto #riodejaneiro #rj #arquitetura #incendio #livro2rio #livro #rio #riodeontem #zonasulrio #casas23 de nov. de 2018 — Foto de 1965 da Favela da Praia do Pinto. Ela ficava entre os bairros do Leblon e Lagoa, bem próxima a sede do Clube de Regatas do...FacebookFavela do Pinto no Leblon, década de 1960. Após a comunidade ser vítima de um incêndio criminoso, seus moradores foram removidos de lá no meio das políticas de remoção de favelas nos governos Lacerda e Negrão de Lima, e transferidos para conjuntos habitacionais nas zonas norte/oeste longe das vistas das classes altas da cidade. Cerca de 10.000 pessoas moravam na favela11 de dez. de 2025 — Bom dia, não querendo defender Político, mas a Vila Kennedy, foi criada, para abrigar Pessoas de uma Favela, não lembro qual, send...Facebook"
Remoção da Favela da Praia do Pinto (4/4) - De Lá Pra Cá - 11/05/2009
TV Brasil
2,77 mi de inscritos
2 de jun. de 2009
Exibição: 11/05/2009
Programa sobre a Remoção da Favela da Praia do Pinto, que completa 40 anos.
https://www.youtube.com/watch?v=du3VM1p5MgE
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