sexta-feira, 15 de maio de 2026

Quem foi que inventou o Brasil? — crônica com partitura

Afinal, o flagra das relações nebulosas de Flávio Bolsonaro com Vorcaro vai interromper seu sonho presidencial? E o pacote de bondades de Lula vai garantir sua reeleição? São incógnitas e testes às convicções dos eleitores e a dogmas do marketing político. joaosantanareal 1 d Pílulas de Vida do Dr. Ross - Jingle - Propaganda antiga Clube do Jingle 26 de out. de 2017 Criação: Waldemar Galvão Produção: W. Galvão Ano: 1948
sexta-feira, 15 de maio de 2026 Gravação gera crise na campanha de Flávio. Michelle é alternativa, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Houve reação em cadeia sobre as relações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro e há controvérsias sobre a real destinação dos recursos do Master Os áudios de Flávio Bolsonaro (RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro, instalaram uma séria crise na campanha do candidato a presidente do PL. Segundo a colunista Ana Maria Campos, da coluna CB.Poder, colega aqui do Correio, abertamente ou nos bastidores, até mesmo aliados retomam a discussão sobre a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) assumir o seu lugar na disputa pela Presidência. As gravações que vieram a público após reportagem do site The Intercept Brasil revelaram conversas em que Flávio cobra Vorcaro por repasses financeiros destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente. E provocaram uma reação em cadeia sobre suas relações com o ex-banqueiro, além de informações desencontradas sobre a destinação de recursos para a produção do filme. Ontem, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa do senador. Segundo ele, o episódio não deve prejudicar a pré-candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. Durante entrevista coletiva, o governador de São Paulo afirmou que há um desgaste da população com o atual governo e avaliou que o cenário político favorece a oposição. Para Tarcísio, os debates conduzidos por Flávio na pré-campanha continuam mobilizando apoiadores e, por isso, a repercussão do caso não teria força para enfraquecer o senador. O governador também afirmou que Flávio procurou esclarecer rapidamente o conteúdo das gravações divulgadas. “O Flávio imediatamente procurou dar os esclarecimentos, falou do que se tratava. Acho que o Flávio precisa continuar dando os esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo”, disse. Tarcísio acrescentou que “o escândalo do Banco Master está no centro das atenções dos brasileiros” e afirmou que a população “não tolera mais corrupção”. Segundo a publicação, o banqueiro teria se comprometido a investir R$ 124 milhões no projeto, dos quais cerca de R$ 61 milhões já teriam sido pagos. Após a divulgação do material, Flávio confirmou que pediu dinheiro ao empresário, mas negou qualquer irregularidade. A repercussão provocou divergências entre os envolvidos na produção do longa. O deputado federal Mário Frias (PL), produtor-executivo do filme, e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas afirmando que o projeto não recebeu recursos diretamente de Vorcaro ou do Banco Master. Segundo Frias — que voltou atrás naquilo que dissera —, Flávio não possui participação societária na obra e apenas cedeu os direitos de imagem da família Bolsonaro para a produção cinematográfica. A produtora também alegou que contratos de confidencialidade impedem a divulgação dos nomes dos investidores e repudiou tentativas de associar o projeto a investigações envolvendo o banqueiro. Frias afirmou ainda que a produção vem sofrendo “ataques direcionados” desde o anúncio do longa. Apesar das negativas, relatórios de inteligência financeira do Coaf apontam que a empresa Entre Investimentos, citada como intermediadora de repasses para o projeto, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal (PF) por suposta participação em fraudes ligadas ao Banco Master. Até o momento, não há confirmação sobre quanto desse montante teria sido efetivamente destinado à produção de Dark Horse. Vorcaro está preso sob suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras investigado pela PF, com prejuízo estimado em até R$ 12 bilhões. Empresa que monitora as redes sociais em tempo real e avalia as menções a todos os pré-candidatos à Presidência da República, a AP Exata revela que Flávio já sofreu perda de credibilidade em larga escala. O volume de menções negativas subiu de forma abrupta, com alta de sete pontos percentuais. Hoje, 64,7% do que se fala sobre ele nas redes é negativo. Trata-se do pior índice entre os candidatos monitorados e o pior patamar registrado por Flávio desde que se lançou como candidato. A perda de confiança também é significativa. No caso de Flávio, ontem, o índice de confiança chegou a apenas 13,6%. Em volume geral de menções, o senador é hoje o presidenciável mais citado nas redes, com 25% do total. Em segundo lugar aparece Romeu Zema, com 23,4%, seguido de Lula, com 21,5%. Renan Santos registra 11,9%, enquanto Ronaldo Caiado mantém presença mais regionalizada, com 7,9%. Outro lado A propósito da coluna intitulada Agenda evangélica pauta Lula na indicação de mulher à Defensoria Pública, publicada em 29 de abril passado, os defensores públicos da União Leonardo Trindade e Holdem Macedo rejeitam, categoricamente, qualquer alinhamento ao bolsonarismo: “O rotulo a eles atribuídos não corresponde à realidade funcional, histórica ou pessoal dos referidos servidores.” Ambos negam que “a mera participação em uma chapa eleitoral interna à instituição implica em alinhamento político-ideológico.” Diz fui por aí Em férias, estarei de volta à coluna em 16 de junho, uma terça-feira. AO VIVO: WW - IRMÃOS BOLSONARO FALHAM NA GESTÃO DE CRISE SOBRE FILME - 15/05/2026 CNN Brasil The Dark Horse (Alfred E Green, 1932) Original Trailer Grupo SWZ 31 de mar. de 2019 The Dark Horse is a 1932 American pre-Code political comedy film directed by Alfred E. Green and starring Warren William, Bette Davis, Guy Kibbee and Vivienne Osborne. 🎶 Canção: História do Brasil (marcha de carnaval) Lamartine Babo Quem foi que inventou o Brasil? Foi seu Cabral! Foi seu Cabral! No dia vinte e um de abril Dois meses depois do carnaval Depois Ceci amou Peri Peri beijou Ceci Ao som... Ao som do Guarani! Do Guarani ao guaraná Surgiu a feijoada E mais tarde o Paraty Depois Ceci virou Iaiá Peri virou Ioiô De lá... Pra cá tudo mudou! Passou-se o tempo da vovó Quem manda é a Severa E o cavalo Mossoró Composição: Lamartine Babo 🎥 Ouça a canção: História do Brasil – Lamartine Babo (YouTube) 📜 Letra completa: História do Brasil – letras.mus.br 📝 Crônica — o verso que parece piada, mas é documento Quem foi que inventou o Brasil? A pergunta abre a marcha como quem abre alas — mas não espere resposta séria. Em História do Brasil, tudo é verdade e brincadeira ao mesmo tempo: Cabral, o romantismo de O Guarani, a feijoada improvável, o parati que esquenta a narrativa. E então vem o verso que parece puro deboche — mas não é: “Quem manda é a Severa / E o cavalo Mossoró.” Aqui, Lamartine faz o que fazia melhor: transforma atualidade em memória cantável. 🎬 A Severa — quem “mandava” na tela A “Severa” vem do filme A Severa, considerado o primeiro grande marco do cinema sonoro em Portugal. Exibido no Brasil, ele não era apenas um drama fadista — era novidade técnica, era som saindo da tela, era Lisboa cantando dentro do cinema carioca. Dizer “quem manda é a Severa” é reconhecer um fenômeno cultural: por um momento, quem ditava o gosto era a tela — e o público obedecia, encantado. 🐎 Mossoró — quem “mandava” na pista Já Mossoró não canta — dispara. Cavalo considerado azarão, venceu corrida no Hipódromo da Gávea na década de 1930, contrariando apostas e expectativas. E como todo bom improvável brasileiro, virou assunto. Virou história. Virou verso. “Quem manda é o cavalo Mossoró” não é metáfora — é registro de um instante em que o improvável venceu e, por isso mesmo, passou a mandar na conversa da cidade. 🎭 E o tal “Hard Horse”? Quanto ao suposto filme “Hard Horse”, não há evidência consistente de circulação ou impacto comparável ao de A Severa. E Lamartine não trabalhava com obscuridade — ele capturava o que estava vivo no ouvido do povo. Severa ecoou. Mossoró surpreendeu. “Hard Horse”, se existiu, não entrou no refrão da história. 🎯 Fecho — Brasil em forma de marchinha A genialidade de Lamartine Babo está em costurar tudo isso sem parecer esforço: literatura romântica, culinária, bebida, cinema estrangeiro e turfe carioca — tudo cabe no mesmo samba. O verso final não explica o Brasil. Ele mostra: Um país onde, num mesmo compasso, manda a tragédia cantada de Lisboa e a vitória inesperada de um cavalo na Gávea. E talvez seja essa a única resposta possível: O Brasil não foi inventado. Foi rimado. 📚 Referências e fontes 1. 🎼 Fonte primária (obra musical) Lamartine Babo. “História do Brasil” (marcha de carnaval). Rio de Janeiro, década de 1930. Letra (registro confiável e amplamente utilizado): História do Brasil – letras.mus.br Registro fonográfico (interpretação histórica): História do Brasil – gravação no YouTube 📌 Observação acadêmica: a canção integra o repertório carnavalesco dos anos 1930 e aparece em diferentes gravações e cancioneiros; variações textuais podem ocorrer conforme a fonte fonográfica. 2. 🎬 Cinema – “Severa” (referência histórica confirmada) A Severa. Direção: Leitão de Barros. Portugal, 1931. Cinemateca Portuguesa – ficha técnica oficial: A Severa – Cinemateca Portuguesa Contextualização acadêmica: COSTA, João Bénard da. História do Cinema Português. Lisboa: Imprensa Nacional. BAPTISTA, Tiago. Estudos sobre o início do cinema sonoro em Portugal. 📌 Consenso historiográfico: A Severa é amplamente reconhecido como o primeiro longa-metragem sonoro português, com circulação internacional, incluindo o Brasil. 3. 🐎 Turfe carioca e Hipódromo da Gávea Jockey Club Brasileiro. Arquivos históricos e institucionais. Hipódromo da Gávea. Inaugurado em 1926, principal centro do turfe no Brasil. Site institucional: Jockey Club Brasileiro Referências complementares: FRANCO, Sérgio da Costa. História do turfe no Brasil. Acervos de periódicos como Jornal do Brasil e Correio da Manhã (década de 1930), disponíveis na Hemeroteca Digital Brasileira. 📌 Nota crítica: O cavalo “Mossoró” aparece em tradição oral, crônicas e referências culturais associadas ao turfe da época. Entretanto, registros primários sistematizados (como resultados oficiais digitalizados facilmente acessíveis) são escassos. Assim, sua menção é considerada historicamente plausível e culturalmente referenciada, mas exige cautela quanto à documentação direta específica da corrida. 4. 📖 Literatura citada na canção O Guarani. ALENCAR, José de. O Guarani. 1857. Edição de referência: ALENCAR, José de. O Guarani. Diversas edições críticas (ex.: Editora Ática, Companhia das Letras). 📌 Importância: obra fundamental do romantismo brasileiro, que embasa os versos “Ceci amou Peri”. 5. 🇧🇷 Contexto cultural e musical CABRAL, Sérgio. Lamartine Babo: o rei do carnaval. Rio de Janeiro: Lumiar. SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. São Paulo: Editora 34. TINHORÃO, José Ramos. História social da música popular brasileira. 📌 Esses autores são referências consolidadas na musicologia brasileira e tratam do papel de Lamartine Babo na cultura carnavalesca. 6. ⚠️ Sobre “Hard Horse” Não foram encontrados registros confiáveis em bases reconhecidas como: Internet Movie Database Cinematecas nacionais Catálogos acadêmicos de cinema 📌 Conclusão acadêmica: O suposto filme “Hard Horse” não possui comprovação documental consistente. Portanto, não deve ser considerado fonte histórica válida no contexto analisado. ✅ Síntese metodológica ✔ Fontes primárias identificadas (obra musical) ✔ Obras e instituições reconhecidas (cinema, literatura, música) ✔ Uso de acervos oficiais e bibliografia consolidada ✔ Indicação explícita de lacunas documentais (caso Mossoró) ✔ Exclusão de referências não verificáveis (“Hard Horse”) Se quiser,
O filme de terror de Flávio Bolsonaro Por O Estado de S. Paulo O caso da relação de Flávio com Vorcaro expõe a baixa estatura moral do pré-candidato e torna ainda mais urgente que a direita democrática se mobilize para se libertar do bolsonarismo O primeiro teste de estresse da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência terminou mal. A revelação de que o primogênito de Jair Bolsonaro cobrou do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para alegadamente bancar um filme sobre a trajetória do pai fez mais do que expor o despreparo político do indigitado: escancarou a sua baixa estatura moral, deficiência que o torna absolutamente indigno de ser presidente da República. Esse episódio torna ainda mais urgente que a direita democrática se empenhe em construir uma alternativa conservadora séria, comprometida com a Constituição e com padrões mínimos de decência, para disputar a Presidência e impedir que o petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhe mais quatro anos para arruinar o País. Para isso, a direita não pode seguir a reboque de um desqualificado como Jair Bolsonaro e de seu clã, cuja trajetória política é marcada desde sempre por sua vocação antidemocrática, por sucessivos escândalos, pela confusão deliberada entre público e privado e pela imoralidade. Graças às conversas reveladas pelo site Intercept Brasil, confirmadas pelo Estadão, essa depravação fica ainda mais explícita. Nelas, constata-se o grau de proximidade entre um senador da República, hoje com a pretensão de governar o Brasil, e um banqueiro que já naquela época era suspeito de ser o protagonista do maior crime já cometido contra o sistema financeiro nacional. De acordo com os documentos da Polícia Federal (PF) publicados pelo site, Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro uma quantia equivalente a US$ 24 milhões para a produção de Dark Horse, a tal cinebiografia do ex-presidente, dos quais US$ 10 milhões já teriam sido pagos ao longo de 2025. Primeiro, Flávio tentou negar. Questionado por jornalistas, disse que se tratava de “mentira”. Depois, quando as provas vieram à luz, o senador teve de reconhecer que pediu mesmo o dinheiro, mas enfatizou que se tratava de uma relação “privada”, sem envolver recursos públicos. Ora, pouco importa se o dinheiro era privado ou público. O busílis é a origem dos recursos. A fortuna do sr. Vorcaro não advém do seu sucesso empresarial em atividades legais. Segundo a PF, o banqueiro construiu patrimônio por meio de fraudes bancárias, algumas das quais envolvendo fundos de previdência de servidores públicos em diversos Estados e municípios, além do Banco de Brasília (BRB). Em paralelo, Vorcaro construiu uma rede de influência nos Três Poderes, ao que parece a peso de ouro. Tudo isso já era sabido na época da conversa entre os dois. O problema central aqui, portanto, é outro. Flávio Bolsonaro não pode ser tratado como um cidadão qualquer pedindo ajuda a um financiador qualquer. Era um senador com pretensões presidenciais esperando receber milhões de dólares de um notório escroque, cuja prisão aconteceria no dia seguinte à tal conversa. Ademais, constrange o tratamento fraterno que Flávio Bolsonaro dispensa a Vorcaro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente”, disse o senador. A frase não deixa margem para dúvidas sobre a relação de proximidade, confiança e eventual “gratidão política”, chamemos assim, envolvidas naquela negociação. Para piorar, a mambembe explicação do entorno bolsonarista só aprofundou as suspeitas sobre as reais intenções de Flávio Bolsonaro. O produtor do filme, o deputado Mário Frias (PL-SP), afirmou textualmente que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. Ora, se não havia dinheiro do banqueiro na produção, para onde iria a dinheirama cobrada pelo senador? Não cabe a este jornal antecipar julgamentos. Mas tampouco se pode condenar quem acredite que a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolva suspeitas de lavagem de dinheiro, formação de caixa dois ou enriquecimento ilícito. Um pré-candidato à Presidência envolvido em transações desse jaez tem o dever de dar explicações convincentes ao País, o que Flávio Bolsonaro ainda não fez. Por ora, preferiu mentir, atacar a imprensa e zombar da inteligência alheia.
O vexame das blusinhas Por O Estado de S. Paulo Menos de dois anos após taxar a importação de bugigangas chinesas, Lula revoga a medida, enfurece indústria e comércio nacionais e confirma que não tem limites na busca pela reeleição

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