sábado, 23 de maio de 2026

FORA DE ORDEM

TENSÃO ENTRE EUA E CUBA, GUERRA NO IRÃ E ENCONTRO DE PUTIN COM XI JINPING | FORA DA ORDEM CNN Brasil Transmitido ao vivo em 22 de mai. de 2026 FORA DA ORDEM | 2ª TEMPORADA 🌎 No Fora da Ordem desta sexta-feira, 22/05, os novos capítulos da tensão entre EUA e Cuba, a guerra no Irã e os movimentos envolvendo a Rússia. O programa também aborda o encontro entre Vladimir Putin e Xi Jinping, uma semana após a visita de Trump a Pequim, com participação especial da correspondente da CNN Brasil em Buenos Aires, Luciana Taddeo. Assista ao vivo, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília) com apresentação de analista de Internacional Lourival Sant’Anna, o analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, e a correspondente Priscila Yazbek, de Nova York. Ballads / John Coltrane Quartet
Partidos insaciáveis Por O Estado de S. Paulo Projeto aprovado a toque de caixa, com votos do PT ao PL, cria inúmeros benefícios financeiros para partidos políticos e amplia áreas de baixa fiscalização sobre verbas públicas eleitorais A Câmara dos Deputados demonstrou mais uma vez que, quando há interesse e disposição, projetos e ideias podem avançar rapidamente, com consenso e escassa discórdia, em um plenário quase harmônico. Mas é claro que esse tipo de cenário é raro de se ver e quase sempre só aparece quando a pauta beneficia um nicho muito específico, justamente aquele que ocupa as cadeiras desse súbito ambiente de harmonia: políticos e partidos. Nessas horas, as velhas críticas ao suposto “açodamento legislativo”, tão evocadas por quem costuma defender parcimônia em matérias de amplo interesse da população, desaparecem. A chamada minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara nesta semana é mais um exemplo desse comportamento recorrente. O texto entrou de surpresa, só foi incluído na pauta de votação na tarde daquele dia, e acabou aprovado de forma simbólica, sem registro nominal de votos, em sessão híbrida e em um plenário esvaziado. O método conversa perfeitamente com o conteúdo. Quando o Congresso pretende ampliar privilégios para si mesmo, tudo costuma ocorrer de forma rápida, discreta e com o mínimo possível de desgaste público. O apoio reunido em torno da proposta também ajuda a revelar o caráter corporativista da iniciativa. PT, PL e partidos do Centrão caminharam juntos em defesa do projeto, enquanto a resistência ficou restrita a uma combinação que costuma aparecer nesses momentos por parlamentares do Novo e do PSOL. O texto aprovado é um pacote de benefícios. A proposta permite renegociar dívidas partidárias por até 15 anos, cria teto para multas por irregularidades em prestações de contas, dificulta bloqueios de recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral e ainda abre brecha para disparos em massa de mensagens por sistemas automatizados. Tudo isso com aplicação imediata, já para este ano eleitoral. Há ainda um ponto, incluído discretamente no relatório do deputado Rodrigo Gambale (Podemos-SP), que merece ser avaliado com lupa. O texto amplia o escopo de atuação das fundações partidárias, permitindo cursos, convênios, capacitações e outras atividades remuneradas com menos restrições. O problema é que essas fundações operam hoje numa área cinzenta da transparência partidária. As prestações de contas dos partidos, embora problemáticas, ao menos apresentam algum nível de detalhamento sobre despesas, fornecedores, salários e contratos. Já os recursos destinados às fundações partidárias costumam ser apresentados de forma muito mais genérica e opaca. Na prática, trata-se de uma espécie de caixa-preta financiada com dinheiro público. Ao ampliar as possibilidades de atuação dessas estruturas sem criar mecanismos adicionais de fiscalização, o Congresso amplia também a zona de baixa transparência sobre bilhões de reais distribuídos anualmente às legendas. Não se trata de um episódio isolado. Nos últimos anos, o Legislativo vem aprovando sucessivas flexibilizações envolvendo recursos partidários e eleitorais. Já foram autorizadas compras de imóveis, veículos e até aeronaves com dinheiro público dos partidos. Houve tentativas de reduzir punições por irregularidades contábeis, limitar bloqueios judiciais e ampliar formas de utilização do Fundo Partidário. Em outro momento revelador, a chamada PEC da Blindagem tentou equiparar presidentes de partidos a parlamentares eleitos para fins de foro especial. Felizmente, o Senado teve algum grau de responsabilidade institucional e deixou a proposta morrer. A nova minirreforma segue agora justamente para análise desses mesmos senadores. E é importante que o Senado reveja, com o mesmo grau de consciência, o texto aprovado com baixíssimo debate público. Enquanto cidadãos comuns enfrentam multas, execução rápida de dívidas e rigor burocrático crescente, o sistema político continua construindo para si mesmo um regime paralelo de tolerância, renegociação permanente e redução de transparência. Nessas horas, o tradicional cenário de mar revolto da política brasileira se transforma em céu de brigadeiro. Fora de Ordem Caetano Veloso Out of order Fora de Ordem Cheap vapor is a mere servant of traffic Vapor barato um mero serviçal do narcotráfico It was found in the ruin of a school under construction Foi encontrado na ruína de uma escola em construção Here everything seems like it was still under construction and is already in ruins Aqui tudo parece que era ainda construção e já é ruína Everything is boy, girl in the street Tudo é menino, menina no olho da rua The asphalt, the bridge, the viaduct screaming at the moon O asfalto, a ponte, o viaduto ganindo prá lua Nothing continues Nada continua And the barrel of the pistol that children bite E o cano da pistola que as crianças mordem It reflects all the colors of the city's landscape, which is much more beautiful Reflete todas as cores da paisagem da cidade que é muito mais bonita And much more intense than on the postcard E muito mais intensa do que no cartão postal Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Dark, hard thighs, both of your mulatto acrobats Escuras coxas duras tuas duas de acrobata mulata Your modern leg potato, the intrepid troupe in which you flow Tua batata da perna moderna a trupe intrépida em que fluis I'll meet you in Sampa where you can barely see who goes up or down the ramp Te encontro em Sampa de onde mal se vê quem sobe ou desce a rampa Something about our sex is almost too bright a light Alguma coisa em nossa transa é quase luz forte demais Seems to put everything to the test, feels like fire, feels like, feels like peace Parece pôr tudo à prova parece fogo, parece, parece paz It feels like peace Parece paz Plethora of joy, a Jorge Benjor show within us Pletora de alegria um show de Jorge Benjor dentro de nós It's a lot, it's big, it's total É muito, é grande é total Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial My song hides like a bunch of Yanomami in the forest Meu canto esconde-se como um bando de Ianomâmis na floresta Feathers from an old headdress fall on my forehead Na minha testa caem vem colocar-se plumas de um velho cocar I'm standing on top of the pile of filthy Bahian trash Estou de pé em cima do monte de imundo lixo baiano I spit hate gum into Leblon's exposed sewer Cuspo chicletes do ódio no esgoto exposto do Leblon But I wink back from the Trianon shipping boy Mas retribuo a piscadela do garoto de frete do Trianon I know what is good Eu sei o que é bom I don't wait for the day when all men agree Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem I only know of several beautiful harmonies possible without final judgment Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something (It seems like something) Alguma coisa (It seems like something) It is out of order Está fora da ordem (out of order) Out of new order Out of new order It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Out of new order Out of new order It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Out of new order Out of new order It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Out of the new world order Fora da nova ordem mundial It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Forward of new world order Fuera de nueva ordem mundial Something seems to be out of order Algo parece estar fuera del ordem Out of new order Out of new order Something seems to be out of order Algo parece estar fuera del ordem Out of new order Out of new order Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of new order Out of new order Something seems to be out of order Algo parece estar fuera del ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem shinsekai no muchitsujo shinsekai no muchitsujo It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order shinsekai no muchitsujo shinsekai no muchitsujo It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order shinsekai no muchitsujo shinsekai no muchitsujo Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Hours of the new world order Hors du nouvel ordre mondial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Hours of the new world order Hors du nouvel ordre mondial It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Hours of the new world order Hors du nouvel ordre mondial It seems like something is going out of order It seems like something is going out of order Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem Out of the new world order Fora da nova ordem mundial Something is out of order Alguma coisa está fora da ordem shinsekai no muchitsujo shinsekai no muchitsujo Hours of the new world order Hors du nouvel ordre mondial Composição: Caetano Veloso.
sábado, 23 de maio de 2026 Flávio, entre a polícia e a política, por Demétrio Magnoli Folha de S. Paulo Colapso da narrativa anticorrupção é a ameaça mais grave à candidatura Com Vorcaro como fonte provável das revelações, corrida eleitoral se abre para o inesperado Desde a divulgação de seus pactos com Vorcaro, Flávio Bolsonaro enfrenta um duplo dilema. Numa ponta, a investigação policial e judicial; na outra, o colapso de uma narrativa política. No crítico estado atual do STF, o segundo representa ameaça mais grave. Provocada, a PGR autorizou a PF a seguir o dinheiro. Tudo ali é suspeito: os valores multimilionários associados ao filme; o papel dos dois irmãos na gerência da transação; o trajeto alegado da grana, via um fundo gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro; o suposto sigilo contratual absoluto sobre a participação do Master no patrocínio da obra. Crimes possíveis: lavagem de recursos do Master e financiamento da aventura americana do 03. Das rachadinhas a Hollywood, Flávio percorreu um longo caminho financeiro sem sair de seu lugar ético. Contudo, a verdade completa depende da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do 01 e do 03. A PGR solicitará? O STF dará esse passo? Flávio não está sozinho nos negócios nebulosos com Vorcaro. A rede estende-se pela elite política, da direita à esquerda, e alcança ministros do STF. A PGR e o próprio tribunal ignoraram olimpicamente as transações suspeitas de Toffoli e Moraes com o Master e seu emaranhado de fundos intermediários. Como quebrar os sigilos de um candidato à presidência sem, ao menos, deflagrar uma investigação formal sobre os ilustres juízes de capa preta? No registro político, o cenário é outro. Os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro à irmandade dos Bolsonaro destinavam-se a comprar proteção, não a financiar um filme do gênero hagiográfico. "Estou e estarei contigo sempre" –a promessa de Flávio ao escroque configura um contrato mafioso. À sua sombra, desaba a campanha bolsonarista, apoiada na equação "o Pix é nosso; o Master é deles". Uma entrevista à GloboNews escancarou as mentiras de Flávio sobre suas relações com Vorcaro. As perguntas devastadoras partiram da jornalista Malu Gaspar, aquela mesma que se tornara alvo da difamação da rede petista pelo "crime" de expor o contrato do Master com a esposa-sócia de Moraes. Os efeitos não tardaram. Duas pesquisas oferecem pistas sobre a derrocada. O Datafolha anterior aos áudios indicava empate numérico no segundo turno. Já a sondagem Atlas/Intel, imediatamente posterior, indicou 48,9% para Lula contra 41,8% para Flávio. O eleitorado tem memória curta? Talvez, mas será lembrado de cada palavra do candidato mentiroso ao longo da campanha. Suspeito que, com a sedimentação da história, desapareça a hipótese de triunfo da candidatura do 01 num segundo turno. A família golpista encontra-se na encruzilhada. Pode seguir a seta que aponta a via da derrota a fim de conservar seu monopólio sobre a direita. Nessa hipótese, preservaria o padrão de polaridade que interessa aos dois polos e congela a política nacional, prendendo o futuro na caverna do passado. Alternativamente, pode curvar-se à pressão dos aliados políticos e, imitando a noiva proverbial, lançar aos ares o cobiçado manto do anti-Lula. A lógica sugere que a fonte original das revelações divulgadas pelo Intercept Brasil é o próprio Vorcaro. Da prisão, o financista piramidal ensaia sua vingança e emite um alerta para os "traidores". Avisa que tem mais balas na agulha. A corrida eleitoral abriu-se para o inesperado.
sábado, 23 de maio de 2026 Corrupção de volta à ribalta, por Marcus Pestana Volta e meia, no Brasil, a corrupção reaparece em cena como tema prioritário. Bastaram vir à tona os escândalos do INSS e do Banco Master, para o assunto saltar de 4º. lugar na lista de maior preocupação dos brasileiros, atrás de violência, problemas sociais e economia, em maio de 2025, nos números da Genial/Quaest, com 13%, para o segundo lugar, atrás apenas da violência, agora em maio de 2026, com 18%. Essa montanha russa na percepção da opinião pública não é recente. A preocupação com a corrupção sobe a cada grande escândalo e arrefece no ciclo posterior de acomodação institucional. No Brasil pós-redemocratização assistimos ao escândalo de Collor, dos Anões do Orçamento, o Mensalão, a Lava Jato e agora os casos do INSS e do Master. As relações incestuosas entre público e privado sempre têm seus ícones empresariais: PC Farias, Marcos Valério, Marcelo Odebrecht, o Careca do INSS, Daniel Vorcaro. No meio, encontram-se lideranças políticas e governamentais. Do outro lado, surgem seus algozes: Ibsen Pinheiro, Roberto Magalhães, Joaquim Barbosa, Sérgio Moro, André Mendonça. Os personagens mudam, mas o enredo permanece. A cada novo escândalo cresce a sensação de impotência, impunidade e a convicção de que os avanços institucionais não foram suficientes e que a corrupção é uma doença endêmica e inevitável. Como vacina ao complexo de vira-lata temos a própria História. A corrupção acompanha o ser humano desde a Antiguidade. Afinal, o filósofo grego, Diógenes, não caminhava nas ruas de Atenas, com sua lanterna acesa em pleno dia, em busca de um homem honesto? Aristóteles e Platão trataram do assunto em suas obras. Aristófanes, em sua peça “Os cavaleiros” produz a fala de um governante: “E eu a roubar, mas para o bem da cidade”. Todo corrupto tem sempre um fundamento nobre para justificar seu comportamento ilícito e imoral. Eurípedes, em Medéia, reverbera o provérbio grego “os presentes até os deuses convencem”. Na Roma Antiga, a corrupção era componente sistêmico da vida social e política. A primeira legislação romana anticorrupção data de 149 anos antes de Cristo. Fraudes fiscais, subornos, abusos de poder, manipulação judicial, estavam ali presentes. O provérbio latino assegurava: “Em Roma, tudo se compra”. A Bíblia trata a corrupção como um dos motores da degradação humana, intimamente ligada à morte espiritual. “Não aceitarás suborno, porque o suborno cega os que têm vista e perverte a palavra dos justos” (Êxodo, 23:8). “A corrupção moral de uma nação faz cair seu governo, mas o líder sábio e prudente traz estabilidade” (Provérbios, 28:2). Onde há balcão público que licencia, elabora normas e leis, fiscaliza, multa, penaliza, regula, contrata, compra, paga, aloca recursos, concede benefícios e empréstimos, há potencialmente a possibilidade de corrupção. Para a democracia é fatal os cidadãos acharem que todos são iguais e que o poder é sempre corrupto. O caso Master engolfou segmentos significativos da República. Precisamos endurecer a legislação, fortalecer as instituições, aprofundar a transparência, adensar controles. Mas, acima de tudo, promover uma revolução cultural e comportamental anticorrupção, seguindo a máxima de Ulysses Guimarães, na promulgação da Constituição de 1988: “Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”. Música | Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro e Nelson Sargento

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