segunda-feira, 4 de maio de 2026

Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende

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Comício à sombra das árvores (tela de G.C. Bingham, 1854). segunda-feira, 4 de maio de 2026 Opinião do dia – Alexis de Toqueville* “Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.” *Alexis de Toqueville (1805-1859), “Lembranças de 1848”, p. 117, Companhia das Letras, 2011. Governo entra em pânico após derrota histórica no Congresso Rejeição inédita de indicação ao STF expõe fragilidade da base aliada e força articulação entre oposição e centrão O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta sua semana mais crítica após uma sequência de derrotas no Congresso. A principal delas foi a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, um episódio raro que evidenciou a perda de força da base aliada. Nos bastidores, o resultado foi visto como uma demonstração clara de que o governo perdeu controle político. A votação terminou muito abaixo do esperado e revelou uma articulação eficiente entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A crise ganhou força no dia seguinte. A análise no Congresso é que a derrota virou um verdadeiro símbolo de fraqueza do governo. Parlamentares chegaram até a celebrar o resultado em plenário. O governo prepara medidas para recuperar popularidade e tentar retomar influência no Legislativo. No entanto, sem apoio popular, ficará ainda mais difícil aprovar projetos e evitar novas derrotas. Compartilhar: "O QUE O GOVERNO PROPÕE PARA ALIVIAR AS SUAS DÍVIDAS E O QUE ELE MESMO FAZ PARA TAMBÉM AMENIZAR A SUA PRÓPRIA DÍVIDA? QUEM GARANTIRÁ OS DOIS ALÍVIOS? Maria Boa Maria Alcina
Para o PT, o futuro é o passado Por O Estado de S. Paulo Manifesto divulgado no congresso do partido recicla a retórica da ‘herança maldita’ e subordina o discurso de futuro ao objetivo central do lulopetismo: garantir a reeleição de Lula Aprovado no 8.º Congresso Nacional do PT, sob aplausos de sua ao mesmo tempo assustada e tinhosa militância, o manifesto do partido foi apresentado como uma bússola para o País. Nada mais petista do que o que se viu naquele encontro, realizado em Brasília. O documento tem título curioso – “Construindo o futuro” –, ao projetar-se para adiante enquanto revisita longamente o passado sob domínio da legenda. Combina, de forma previsível, o triunfalismo em torno do que Lula teria realizado com o alerta de tom sombrio sobre o que pode nos acontecer caso ocorra o que, para a companheirada, seria impensável: sua derrota em outubro. Fala em longo prazo com retórica inflamada, mas permanece preso ao curtíssimo prazo – a reeleição do presidente. O futuro, aqui, não passa de um nome elegante dado a uma necessidade imediata. A leitura do manifesto não tarda a revelar o roteiro conhecido. Logo de saída, o PT se entrega ao que sabe fazer como poucos: um longo, minucioso e quase obsessivo arrazoado comparativo entre o terceiro mandato de Lula e a gestão de Jair Bolsonaro. Páginas e páginas são dedicadas a reiterar a velha cantilena de que o País foi entregue em frangalhos, devastado, destruído, uma terra arrasada que só agora estaria sendo reconstruída sob a liderança iluminada do lulopetismo. Há, evidentemente, fatos que não podem ser ignorados. O governo Bolsonaro promoveu desmontes relevantes, sobretudo em educação, ciência e meio ambiente, com custos reais. Também é justo reconhecer resultados pontuais do atual governo. Mas nada disso autoriza o exagero de pintar o Brasil pré-2023 como cenário apocalíptico. É nesse ponto que emerge o velho vício petista, cultivado desde 2003 como tradição: a “herança maldita”. A lógica é simples. Se o governo vai bem, o mérito é do PT; se vai mal, a culpa é sempre do antecessor. Foi Fernando Henrique Cardoso ontem, é Jair Bolsonaro hoje, será qualquer outro amanhã. Trata-se de um expediente tão repetido que já não convence além dos convertidos. Ao recorrer mais uma vez a essa muleta retórica, o partido revela menos sobre o passado que critica e mais sobre o presente que tenta justificar. Esse padrão se completa com o maniqueísmo de sempre. Na cosmologia petista, o mundo segue dividido entre o bem (o próprio partido) e o mal, ocupado por qualquer adversário. Não há nuances nem autocrítica, apenas a reafirmação de uma superioridade moral que, de tanto repetida, já perdeu eficácia. O problema é que o tempo passou. Lula está em seu terceiro mandato, o PT acumula décadas no centro do poder, e a insistência em se apresentar como vítima de heranças alheias soa cada vez mais deslocada. Um governo que ainda precisa se explicar pelo passado revela, por contraste, a dificuldade de sustentar um legado próprio. Quando o manifesto se volta ao futuro, o quadro pouco muda. A lista de propostas é extensa, mas familiar. Passa por reindustrialização conduzida pelo Estado, protagonismo estatal em setores estratégicos, planejamento econômico robusto e soberania produtiva. Tudo embalado em linguagem atualizada, mas ancorado no repertório de sempre. É o desenvolvimentismo clássico reapresentado como novidade. Falta-lhe, sobretudo, concretude. Nesse vazio, cresce a impressão de que o governo Lula 3 ainda não encontrou suas próprias marcas. Administra, reage, ajusta, mas não imprime direção clara. Longe de dissipar essa percepção, o manifesto acaba por cristalizá-la. Não por acaso, o texto surgiu “amaciado”, desidratado de temas espinhosos. Evitam-se conflitos, suavizam-se formulações, calibram-se palavras, de modo a conciliar a grita habitual da militância do partido enquanto seus morubixabas tentam compensar as agruras políticas do atual mandato à construção de alianças convenientes País afora. O objetivo é não criar ruídos desnecessários, para não comprometer o projeto central. Qual projeto? A reeleição, naturalmente. No fim, o manifesto cumpre o papel involuntário de expor o esgotamento de uma fórmula e escancara a dificuldade do lulopetismo de sair de si mesmo. O futuro que anuncia não chega a ser uma promessa. É, quando muito, uma reprise, cuidadosamente empacotada, mas reconhecível desde as primeiras linhas. A Opep em xeque Por O Estado de S. Paulo Saída dos Emirados Árabes é desafio para o cartel do petróleo, cujo poder de controlar preços já vinha sendo minado pela emergência de potências produtoras como EUA, Venezuela e Brasil Um dos principais produtores de petróleo do mundo, os Emirados Árabes Unidos acabam de anunciar que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio é um golpe para a organização – um cartel liderado pela Arábia Saudita que ao longo de décadas busca influenciar os preços do petróleo por meio da determinação de cotas de produção. Fundada nos anos 1960, a Opep viveu o auge de seu poder na década de 1970. À época, havia bem menos países produtores da commodity, o que permitiu ao cartel, em 1973, embargar o envio de petróleo aos EUA, então altamente dependente de importações de membros da Opep. Nos últimos anos, porém, o surgimento de novos atores capazes de produzir volumes consideráveis da commodity foi diminuindo o poder do cartel. Apenas nas Américas, Brasil, Guiana e EUA converteram-se em grandes países produtores. Hoje, os EUA são os maiores produtores mundiais de petróleo, à frente da Arábia Saudita. Foi nesse contexto que os Emirados Árabes Unidos resolveram retirar-se, de forma contundente, da Opep. Fora do cartel, o país pretende ampliar sua produção para 5 milhões de barris diários até 2027. Em 2019, o Catar já havia deixado a Opep, mas sem causar o ruído provocado pela decisão emiradense. Pequeno produtor de petróleo, o Catar escolheu priorizar a sua produção de gás natural. Já a saída de um membro da estatura dos Emirados Árabes pode levar a novas debandadas da Opep. Por ora, no entanto, a saída não exerce impacto relevante nem sobre os preços nem sobre a produção de petróleo, uma vez que o conflito entre EUA, Israel e Irã reduziu significativamente as atividades produtivas de países do Golfo Pérsico, como os próprios Emirados e a Arábia Saudita. Contudo, se há um vencedor claro nessa história, ele é obviamente o presidente dos EUA, Donald Trump, que inúmeras vezes pressionou a Opep a ampliar sua produção petrolífera para que o preço da commodity caísse. Trump chegou a acusar a Opep de produzir pouco petróleo para inflar os preços, ajudando a Rússia, grande produtora associada ao cartel, a financiar sua campanha de agressão à Ucrânia. Ao romper com a Opep, os Emirados Árabes Unidos emitem um sinal de que não estão alinhados à Rússia, mas ao próprio Trump. Além disso, os Emirados Árabes Unidos escalam a disputa cada vez menos silenciosa com a Arábia Saudita pela capacidade de liderar os países do Golfo, grupo que também inclui Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Omã. É difícil antever as implicações dessa rivalidade sobre o delicado alinhamento entre os países do Golfo, especialmente os árabes. O que é certo, porém, é que a demanda por energia não para de crescer e, a despeito do aumento considerável de fontes renováveis, o petróleo segue sendo um ativo de grande importância em todo o mundo. No ano passado, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a demanda global por petróleo seguirá crescendo até 2050, revertendo previsão feita no ano anterior de que o pico do interesse por petróleo se daria já em 2030. Abalada pela deserção dos Emirados Árabes Unidos, a Opep também deve preocupar-se com o aumento da produção na Venezuela, detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Formalmente membro do cartel, a Venezuela agora encontra-se sob influência direta de Trump e certamente não se orientará pelas cotas da organização. É verdade que o petróleo pesado venezuelano é mais difícil de refinar que o produzido em países do Golfo. Contudo, ele se encontra em uma região bem menos propensa a crises geopolíticas como a que se desenrola atualmente no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% da produção mundial de petróleo. A conta é simples: refinar o petróleo venezuelano sai mais barato que depender da produção de uma região altamente instável como o Golfo Pérsico. Antes uma potência global por força do seu poder regional praticamente indisputável, a Opep, que em outros tempos submetia o mundo a seus desígnios, agora é tragada por suas disputas internas e por uma produção de petróleo cada vez mais diversa. Manhattan Connection | 03/05/2026 YouTube · Manhattan Connection · 4 de mai. de 2026 Fado Tropical (part. Ruy Guerra) Chico Buarque O Centrão, o STF e o Partido do Master | Central Meio Meio ao vivo realizada há 4 horas #Centrão #Master #Dosimetria No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Flávia Tavares e o cientista político e colunista do Meio Christian Lynch conversam sobre as consequências e os significados das recentes derrotas sofridas pelo Governo Lula no Legislativo: a rejeição de Jorge Messias, indicado pelo presidente ao STF, e a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por golpe de estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Genoino: Lula precisa chamar Jaques Wagner às falas TV 247 Transmitido ao vivo em 1 de mai. de 2026 Entrevistas Confira a entrevista com José Genoino durante o Bom Dia 247 desta sexta-feira 1. Genoino: Lula precisa chamar Jaques Wagner às falas TV 247 Transmitido ao vivo em 1 de mai. de 2026 Entrevistas Confira a entrevista com José Genoino durante o Bom Dia 247 desta sexta-feira 1.
José Genoíno, Jaques Wagner e Lula (Foto: Reprodução | Ag. Senado | Ricardo Stuckert) Mauro Lopes Conteúdo postado por: Mauro Lopes 247 - O ex-deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino questionou duramente a crítica do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao ex-presidente Lula pelos resultados do PT nas eleições municipais. Foi numa entrevista aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva: “Esses que querem cancelar o Lula são justamente os que querem fazer pactos. O Jaques Wagner perde a eleição na Bahia e a culpa é do Lula e do PT? O PT não pode entrar na lógica da conciliação com as elites. Porque as elites não querem pactuar com o PT. O partido precisa voltar a ser o grande rebelde da política brasileira. E o Lula tem que ser o líder desse processo. Caso contrário, morreremos”. Genoino é ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, ex-deputado federal pelo PT São Paulo. Foi militante do movimento estudantil na virada dos anos 1960-70 e participou da guerrilha do Araguaia, sendo preso e barbaremene torturado pelo Exército. Foi perseguido durante a campanha que ficou conhecida como “mensalão” em 2005, condenado e preso injustamente. Teve sua pena extinta pelo STF em 2014. 🎭 Que Vantagem Maria Leva? (à moda de Assis Valente, com o veneno doce de Maria Alcina) Refrão Que vantagem Maria leva? É boa! Nome limpo lá na praça? À toa! Com quem é que o lucro fica? No banco! E o dinheiro da Maria? É branco! Verso 1 É branco, é branco O saldo do FGTS Que o governo liberou Com discurso e com promessa De bondade e proteção Mas era o suor da Maria Virando prestação Refrão Que vantagem Maria leva? É boa! Como é que o político vive? À toa! Onde é que o cofre mora? Não digo! Mas no fundo garantido Maria perdeu o abrigo Verso 2 Não digo, não digo Que eu conheço essa história Tem caneta, tem decreto Tem discurso e tem memória Vende alívio embrulhado Pra dor virar eleição E o povo sai devendo Com sorriso na mão Refrão Que vantagem Maria leva? É boa! A dívida se renova? À toa! Quem garante esse enredo? É o FGO! Mas se a conta não fecha Quem paga é o povão depois Ponte (falado, com ironia) “Minha filha… Te deram desconto, Mas levaram teu descanso… Te limparam o nome, Mas hipotecaram teu amanhã…” Verso 3 Maria sai cantando Livre do SPC Mas não vê que a corrente Só mudou de endereço Troca juros de susto Por parcela comportada Mas o banco agradece E a dívida é alongada Refrão Final Que vantagem Maria leva? É boa! Sai do aperto ligeiro? À toa! Quem lucra com a folia? Eu não digo… Mas quem dança nessa história Nunca é só o perigo Final Não digo, não digo Mas tenho certeza Que a minha Maria Já viu essa esperteza De quem fala macio Prometendo salvação Mas faz da dor alheia Campanha e reeleição Se 📰 Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende Números do dia: 10, 12, 27, 29, 34, 53 📅 Segunda-feira, 4 de maio de 2026 📌 Opinião do dia – Alexis de Tocqueville “Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.” Fonte: “Lembranças de 1848”, Companhia das Letras, 2011. 🎥 Análise política do dia 📍 Governo sob pressão no Congresso O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa uma de suas semanas mais delicadas no Congresso Nacional após sucessivas derrotas. A mais emblemática foi a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF — um fato raro que expôs fragilidade da base aliada e força da articulação entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a leitura é direta: ➡️ perda de controle político ➡️ dificuldade de coordenação ➡️ risco de novas derrotas Parlamentares chegaram a comemorar o resultado em plenário, reforçando o simbolismo da derrota. ❓ Pergunta central do dia O que o governo propõe para aliviar as suas dívidas — e o que faz para aliviar a própria dívida? Quem garante esses dois alívios? 💰 1. Alívio das dívidas das pessoas (Desenrola Brasil 2.0) O governo aposta na ampliação do programa Desenrola Brasil, com foco em renegociação: 💸 Descontos: até 90% 👥 Público: renda de até 5 salários mínimos 🏦 Dívidas incluídas: cartão, cheque especial, CDC e Fies 📊 Juros: limitados (até ~1,99% ao mês) 🪪 Regra adicional: possível bloqueio de CPF para apostas por 12 meses 🏗️ Uso do FGTS: até 20% para quitar débitos 🏛️ 2. Alívio da dívida do governo A estratégia do governo envolve: 📈 Meta de superávit primário: cerca de 0,25% do PIB 💰 Aumento de arrecadação: IOF, importações ⚙️ Reforma tributária (CBS) ✂️ Contenção de gastos públicos 📊 Gestão da dívida via Tesouro Nacional 🛡️ 3. Quem garante os alívios? Tipo de dívida Garantia Pessoas Fundo de Garantia de Operações (FGO) + FGTS Governo Tesouro Nacional + arrecadação 👉 Ponto-chave: O risco final pode recair sobre o próprio Estado — e, portanto, sobre o contribuinte. ⚖️ 4. Conceitos essenciais explicados 🧩 Mínimo Existencial Derivado do princípio constitucional da dignidade humana: Garante o básico: alimentação, moradia, saúde Impede que dívidas comprometam a sobrevivência Base para renegociação judicial ⚖️ Lei da Usura e seus limites Decreto de 1933 limita juros abusivos ⚠️ Mas: não se aplica plenamente aos bancos (STF – Súmula 596) 📜 Complemento: Lei do Superendividamento (2021) 👉 Resultado: Não cancela automaticamente dívidas, mas permite revisão judicial. 🏦 5. Como funciona o FGO na prática O governo atua como fiador do banco Se o devedor não pagar → o governo cobre Recursos vêm do Tesouro Nacional 👉 Tradução simples: Lucro privado com risco parcialmente público. 🧾 6. O FGTS como garantia Trabalhador usa seu próprio saldo Banco bloqueia valores futuros Saques ficam comprometidos ⚠️ Risco: Perda de proteção em caso de demissão. 🎯 7. Quem ganha com isso? 👤 Devedor (Maria) Limpa o nome Reduz juros Ganha fôlego imediato 🏦 Banco Recupera crédito perdido Reduz risco (garantia pública) 🏛️ Governo Estimula consumo Aumenta arrecadação indireta Reduz inadimplência sistêmica ⚠️ 8. A crítica central O mecanismo pode representar: Uso de dinheiro do próprio trabalhador Transferência indireta de risco ao Estado Manutenção do ciclo de endividamento 👉 Em resumo: alívio de curto prazo, custo potencial de longo prazo 🗳️ 9. Impacto político e eleitoral (2026) Vantagens para quem está no poder: Capital político imediato Controle da agenda pública Visibilidade institucional Problema: Possível desequilíbrio na disputa eleitoral (princípio da paridade de armas) 📜 Avaliação Critério Situação Legalidade ✔️ Legal Constitucionalidade ⚠️ Debate Democracia ❗ Questionável ⛪ 10. Dimensão ética ✔️ Ajuda ao endividado → justiça social ❗ Uso político do benefício → questionável 👉 Dilema: assistência legítima ou instrumento de poder? 📰 Editorial 📌 “Para o PT, o futuro é o passado” Por O Estado de S. Paulo O manifesto do partido reforça: Retórica da “herança maldita” Foco na reeleição Propostas com baixa inovação 👉 Crítica central: dificuldade de apresentar projeto realmente novo. 🌍 Geopolítica do petróleo A saída dos Emirados Árabes da Opep sinaliza: Enfraquecimento do cartel Crescente protagonismo de EUA, Brasil e Venezuela Disputa por liderança no Golfo 🎶 Trilha sonora do dia 🎤 Maria Alcina – Maria Boa 🎼 Chico Buarque – Fado Tropical 🎭 Encerramento A pergunta permanece — com ironia digna de Assis Valente: Que vantagem Maria leva? Entre o alívio imediato e o custo invisível, entre o discurso e a prática, entre o presente e o futuro — 📌 algumas vezes se ganha, outras vezes se aprende. Se quiser, 📰 Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende Números do dia: 10, 12, 27, 29, 34, 53 📅 Segunda-feira, 4 de maio de 2026 📌 Opinião do dia – Alexis de Tocqueville “Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.” Fonte: “Lembranças de 1848”, Companhia das Letras, 2011. 🎥 Análise política do dia 📍 Governo sob pressão no Congresso O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa uma das semanas mais críticas após derrotas no Congresso. A rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF evidenciou fragilidade da base e articulação entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. ▶️ Vídeo – Análise da crise política 🔗 Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=B3y5L1DVs_U ❓ Pergunta central do dia O que o governo propõe para aliviar as suas dívidas — e o que faz para aliviar a própria dívida? Quem garante esses dois alívios? 💰 Alívio das dívidas – Desenrola Brasil 2.0 Descontos de até 90% Uso do FGTS Juros limitados Público ampliado (até 5 salários mínimos) 🛡️ Quem garante? Pessoas → FGO + FGTS Governo → Tesouro Nacional 👉 O risco final pode recair sobre o contribuinte. ⚖️ Conceitos-chave Mínimo Existencial Garantia constitucional de sobrevivência básica. Lei da Usura Limitada para bancos; revisões ocorrem via Justiça. 🏦 Como funciona o FGO Governo garante o banco Se houver calote → Tesouro paga 🎯 Quem ganha? 👤 Devedor: alívio imediato 🏦 Banco: recuperação com baixo risco 🏛️ Governo: estímulo econômico 🎥 Debates e análises complementares ▶️ Manhattan Connection 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=i-9yNU6Y0dA ▶️ Central Meio – análise política 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=d0bEJwkHum0 Debate com foco nas derrotas do governo e articulações políticas. ▶️ TV 247 – Entrevista com José Genoino 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=PX9f9TVCtj4 Análise crítica interna sobre os rumos do governo e do PT. 📰 Editorial 📌 “Para o PT, o futuro é o passado” Por O Estado de S. Paulo Retórica recorrente Foco na reeleição Falta de inovação política 🌍 Geopolítica do petróleo Saída dos Emirados Árabes da Opep: Enfraquecimento do cartel Ascensão de novos produtores Impacto global no mercado 🎶 Trilha sonora do dia ▶️ Maria Boa – Maria Alcina 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=GyIA-7IR6GI ▶️ Fado Tropical – Chico Buarque 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=NfjaFMah7sE 🎭 Encerramento – Sátira musical Inspirado em Assis Valente e no estilo de Maria Alcina: Que vantagem Maria leva? (trecho) Que vantagem Maria leva? É boa! Nome limpo lá na praça? À toa! Com quem é que o lucro fica? No banco! E o dinheiro da Maria? É branco! 🧠 Reflexão final Entre o alívio imediato e o custo invisível, entre o discurso e a prática, entre o presente e o futuro: Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende. Se

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