Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende
10, 12, 27, 29, 34, 53
Comício à sombra das árvores (tela de G.C. Bingham, 1854).
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Opinião do dia – Alexis de Toqueville*
“Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.”
*Alexis de Toqueville (1805-1859), “Lembranças de 1848”, p. 117, Companhia das Letras, 2011.
Governo entra em pânico após derrota histórica no Congresso
Rejeição inédita de indicação ao STF expõe fragilidade da base aliada e força articulação entre oposição e centrão
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta sua semana mais crítica após uma sequência de derrotas no Congresso. A principal delas foi a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, um episódio raro que evidenciou a perda de força da base aliada.
Nos bastidores, o resultado foi visto como uma demonstração clara de que o governo perdeu controle político. A votação terminou muito abaixo do esperado e revelou uma articulação eficiente entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A crise ganhou força no dia seguinte. A análise no Congresso é que a derrota virou um verdadeiro símbolo de fraqueza do governo. Parlamentares chegaram até a celebrar o resultado em plenário.
O governo prepara medidas para recuperar popularidade e tentar retomar influência no Legislativo. No entanto, sem apoio popular, ficará ainda mais difícil aprovar projetos e evitar novas derrotas.
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"O QUE O GOVERNO PROPÕE PARA ALIVIAR AS SUAS DÍVIDAS E O QUE ELE MESMO FAZ PARA TAMBÉM AMENIZAR A SUA PRÓPRIA DÍVIDA? QUEM GARANTIRÁ OS DOIS ALÍVIOS?
Maria Boa
Maria Alcina
Para o PT, o futuro é o passado
Por O Estado de S. Paulo
Manifesto divulgado no congresso do partido recicla a retórica da ‘herança maldita’ e subordina o discurso de futuro ao objetivo central do lulopetismo: garantir a reeleição de Lula
Aprovado no 8.º Congresso Nacional do PT, sob aplausos de sua ao mesmo tempo assustada e tinhosa militância, o manifesto do partido foi apresentado como uma bússola para o País. Nada mais petista do que o que se viu naquele encontro, realizado em Brasília. O documento tem título curioso – “Construindo o futuro” –, ao projetar-se para adiante enquanto revisita longamente o passado sob domínio da legenda. Combina, de forma previsível, o triunfalismo em torno do que Lula teria realizado com o alerta de tom sombrio sobre o que pode nos acontecer caso ocorra o que, para a companheirada, seria impensável: sua derrota em outubro. Fala em longo prazo com retórica inflamada, mas permanece preso ao curtíssimo prazo – a reeleição do presidente. O futuro, aqui, não passa de um nome elegante dado a uma necessidade imediata.
A leitura do manifesto não tarda a revelar o roteiro conhecido. Logo de saída, o PT se entrega ao que sabe fazer como poucos: um longo, minucioso e quase obsessivo arrazoado comparativo entre o terceiro mandato de Lula e a gestão de Jair Bolsonaro. Páginas e páginas são dedicadas a reiterar a velha cantilena de que o País foi entregue em frangalhos, devastado, destruído, uma terra arrasada que só agora estaria sendo reconstruída sob a liderança iluminada do lulopetismo. Há, evidentemente, fatos que não podem ser ignorados. O governo Bolsonaro promoveu desmontes relevantes, sobretudo em educação, ciência e meio ambiente, com custos reais. Também é justo reconhecer resultados pontuais do atual governo. Mas nada disso autoriza o exagero de pintar o Brasil pré-2023 como cenário apocalíptico.
É nesse ponto que emerge o velho vício petista, cultivado desde 2003 como tradição: a “herança maldita”. A lógica é simples. Se o governo vai bem, o mérito é do PT; se vai mal, a culpa é sempre do antecessor. Foi Fernando Henrique Cardoso ontem, é Jair Bolsonaro hoje, será qualquer outro amanhã. Trata-se de um expediente tão repetido que já não convence além dos convertidos. Ao recorrer mais uma vez a essa muleta retórica, o partido revela menos sobre o passado que critica e mais sobre o presente que tenta justificar.
Esse padrão se completa com o maniqueísmo de sempre. Na cosmologia petista, o mundo segue dividido entre o bem (o próprio partido) e o mal, ocupado por qualquer adversário. Não há nuances nem autocrítica, apenas a reafirmação de uma superioridade moral que, de tanto repetida, já perdeu eficácia. O problema é que o tempo passou. Lula está em seu terceiro mandato, o PT acumula décadas no centro do poder, e a insistência em se apresentar como vítima de heranças alheias soa cada vez mais deslocada. Um governo que ainda precisa se explicar pelo passado revela, por contraste, a dificuldade de sustentar um legado próprio.
Quando o manifesto se volta ao futuro, o quadro pouco muda. A lista de propostas é extensa, mas familiar. Passa por reindustrialização conduzida pelo Estado, protagonismo estatal em setores estratégicos, planejamento econômico robusto e soberania produtiva. Tudo embalado em linguagem atualizada, mas ancorado no repertório de sempre. É o desenvolvimentismo clássico reapresentado como novidade. Falta-lhe, sobretudo, concretude. Nesse vazio, cresce a impressão de que o governo Lula 3 ainda não encontrou suas próprias marcas. Administra, reage, ajusta, mas não imprime direção clara. Longe de dissipar essa percepção, o manifesto acaba por cristalizá-la.
Não por acaso, o texto surgiu “amaciado”, desidratado de temas espinhosos. Evitam-se conflitos, suavizam-se formulações, calibram-se palavras, de modo a conciliar a grita habitual da militância do partido enquanto seus morubixabas tentam compensar as agruras políticas do atual mandato à construção de alianças convenientes País afora. O objetivo é não criar ruídos desnecessários, para não comprometer o projeto central. Qual projeto? A reeleição, naturalmente.
No fim, o manifesto cumpre o papel involuntário de expor o esgotamento de uma fórmula e escancara a dificuldade do lulopetismo de sair de si mesmo. O futuro que anuncia não chega a ser uma promessa. É, quando muito, uma reprise, cuidadosamente empacotada, mas reconhecível desde as primeiras linhas.
A Opep em xeque
Por O Estado de S. Paulo
Saída dos Emirados Árabes é desafio para o cartel do petróleo, cujo poder de controlar preços já vinha sendo minado pela emergência de potências produtoras como EUA, Venezuela e Brasil
Um dos principais produtores de petróleo do mundo, os Emirados Árabes Unidos acabam de anunciar que estão deixando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio é um golpe para a organização – um cartel liderado pela Arábia Saudita que ao longo de décadas busca influenciar os preços do petróleo por meio da determinação de cotas de produção.
Fundada nos anos 1960, a Opep viveu o auge de seu poder na década de 1970. À época, havia bem menos países produtores da commodity, o que permitiu ao cartel, em 1973, embargar o envio de petróleo aos EUA, então altamente dependente de importações de membros da Opep.
Nos últimos anos, porém, o surgimento de novos atores capazes de produzir volumes consideráveis da commodity foi diminuindo o poder do cartel. Apenas nas Américas, Brasil, Guiana e EUA converteram-se em grandes países produtores. Hoje, os EUA são os maiores produtores mundiais de petróleo, à frente da Arábia Saudita.
Foi nesse contexto que os Emirados Árabes Unidos resolveram retirar-se, de forma contundente, da Opep. Fora do cartel, o país pretende ampliar sua produção para 5 milhões de barris diários até 2027.
Em 2019, o Catar já havia deixado a Opep, mas sem causar o ruído provocado pela decisão emiradense. Pequeno produtor de petróleo, o Catar escolheu priorizar a sua produção de gás natural.
Já a saída de um membro da estatura dos Emirados Árabes pode levar a novas debandadas da Opep. Por ora, no entanto, a saída não exerce impacto relevante nem sobre os preços nem sobre a produção de petróleo, uma vez que o conflito entre EUA, Israel e Irã reduziu significativamente as atividades produtivas de países do Golfo Pérsico, como os próprios Emirados e a Arábia Saudita.
Contudo, se há um vencedor claro nessa história, ele é obviamente o presidente dos EUA, Donald Trump, que inúmeras vezes pressionou a Opep a ampliar sua produção petrolífera para que o preço da commodity caísse.
Trump chegou a acusar a Opep de produzir pouco petróleo para inflar os preços, ajudando a Rússia, grande produtora associada ao cartel, a financiar sua campanha de agressão à Ucrânia. Ao romper com a Opep, os Emirados Árabes Unidos emitem um sinal de que não estão alinhados à Rússia, mas ao próprio Trump.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos escalam a disputa cada vez menos silenciosa com a Arábia Saudita pela capacidade de liderar os países do Golfo, grupo que também inclui Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Omã.
É difícil antever as implicações dessa rivalidade sobre o delicado alinhamento entre os países do Golfo, especialmente os árabes. O que é certo, porém, é que a demanda por energia não para de crescer e, a despeito do aumento considerável de fontes renováveis, o petróleo segue sendo um ativo de grande importância em todo o mundo.
No ano passado, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a demanda global por petróleo seguirá crescendo até 2050, revertendo previsão feita no ano anterior de que o pico do interesse por petróleo se daria já em 2030.
Abalada pela deserção dos Emirados Árabes Unidos, a Opep também deve preocupar-se com o aumento da produção na Venezuela, detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Formalmente membro do cartel, a Venezuela agora encontra-se sob influência direta de Trump e certamente não se orientará pelas cotas da organização.
É verdade que o petróleo pesado venezuelano é mais difícil de refinar que o produzido em países do Golfo. Contudo, ele se encontra em uma região bem menos propensa a crises geopolíticas como a que se desenrola atualmente no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% da produção mundial de petróleo.
A conta é simples: refinar o petróleo venezuelano sai mais barato que depender da produção de uma região altamente instável como o Golfo Pérsico.
Antes uma potência global por força do seu poder regional praticamente indisputável, a Opep, que em outros tempos submetia o mundo a seus desígnios, agora é tragada por suas disputas internas e por uma produção de petróleo cada vez mais diversa.
Manhattan Connection | 03/05/2026
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Manhattan Connection
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4 de mai. de 2026
Fado Tropical (part. Ruy Guerra)
Chico Buarque
O Centrão, o STF e o Partido do Master | Central Meio
Meio
ao vivo realizada há 4 horas #Centrão #Master #Dosimetria
No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Flávia Tavares e o cientista político e colunista do Meio Christian Lynch conversam sobre as consequências e os significados das recentes derrotas sofridas pelo Governo Lula no Legislativo: a rejeição de Jorge Messias, indicado pelo presidente ao STF, e a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por golpe de estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Genoino: Lula precisa chamar Jaques Wagner às falas
TV 247
Transmitido ao vivo em 1 de mai. de 2026 Entrevistas
Confira a entrevista com José Genoino durante o Bom Dia 247 desta sexta-feira 1.
Genoino: Lula precisa chamar Jaques Wagner às falas
TV 247
Transmitido ao vivo em 1 de mai. de 2026 Entrevistas
Confira a entrevista com José Genoino durante o Bom Dia 247 desta sexta-feira 1.
José Genoíno, Jaques Wagner e Lula (Foto: Reprodução | Ag. Senado | Ricardo Stuckert)
Mauro Lopes
Conteúdo postado por:
Mauro Lopes
247 - O ex-deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino questionou duramente a crítica do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao ex-presidente Lula pelos resultados do PT nas eleições municipais. Foi numa entrevista aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva: “Esses que querem cancelar o Lula são justamente os que querem fazer pactos. O Jaques Wagner perde a eleição na Bahia e a culpa é do Lula e do PT? O PT não pode entrar na lógica da conciliação com as elites. Porque as elites não querem pactuar com o PT. O partido precisa voltar a ser o grande rebelde da política brasileira. E o Lula tem que ser o líder desse processo. Caso contrário, morreremos”.
Genoino é ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, ex-deputado federal pelo PT São Paulo. Foi militante do movimento estudantil na virada dos anos 1960-70 e participou da guerrilha do Araguaia, sendo preso e barbaremene torturado pelo Exército. Foi perseguido durante a campanha que ficou conhecida como “mensalão” em 2005, condenado e preso injustamente. Teve sua pena extinta pelo STF em 2014.
🎭 Que Vantagem Maria Leva?
(à moda de Assis Valente, com o veneno doce de Maria Alcina)
Refrão
Que vantagem Maria leva?
É boa!
Nome limpo lá na praça?
À toa!
Com quem é que o lucro fica?
No banco!
E o dinheiro da Maria?
É branco!
Verso 1
É branco, é branco
O saldo do FGTS
Que o governo liberou
Com discurso e com promessa
De bondade e proteção
Mas era o suor da Maria
Virando prestação
Refrão
Que vantagem Maria leva?
É boa!
Como é que o político vive?
À toa!
Onde é que o cofre mora?
Não digo!
Mas no fundo garantido
Maria perdeu o abrigo
Verso 2
Não digo, não digo
Que eu conheço essa história
Tem caneta, tem decreto
Tem discurso e tem memória
Vende alívio embrulhado
Pra dor virar eleição
E o povo sai devendo
Com sorriso na mão
Refrão
Que vantagem Maria leva?
É boa!
A dívida se renova?
À toa!
Quem garante esse enredo?
É o FGO!
Mas se a conta não fecha
Quem paga é o povão depois
Ponte (falado, com ironia)
“Minha filha…
Te deram desconto,
Mas levaram teu descanso…
Te limparam o nome,
Mas hipotecaram teu amanhã…”
Verso 3
Maria sai cantando
Livre do SPC
Mas não vê que a corrente
Só mudou de endereço
Troca juros de susto
Por parcela comportada
Mas o banco agradece
E a dívida é alongada
Refrão Final
Que vantagem Maria leva?
É boa!
Sai do aperto ligeiro?
À toa!
Quem lucra com a folia?
Eu não digo…
Mas quem dança nessa história
Nunca é só o perigo
Final
Não digo, não digo
Mas tenho certeza
Que a minha Maria
Já viu essa esperteza
De quem fala macio
Prometendo salvação
Mas faz da dor alheia
Campanha e reeleição
Se
📰 Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende
Números do dia: 10, 12, 27, 29, 34, 53
📅 Segunda-feira, 4 de maio de 2026
📌 Opinião do dia – Alexis de Tocqueville
“Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.”
Fonte: “Lembranças de 1848”, Companhia das Letras, 2011.
🎥 Análise política do dia
📍 Governo sob pressão no Congresso
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa uma de suas semanas mais delicadas no Congresso Nacional após sucessivas derrotas.
A mais emblemática foi a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF — um fato raro que expôs fragilidade da base aliada e força da articulação entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, a leitura é direta:
➡️ perda de controle político
➡️ dificuldade de coordenação
➡️ risco de novas derrotas
Parlamentares chegaram a comemorar o resultado em plenário, reforçando o simbolismo da derrota.
❓ Pergunta central do dia
O que o governo propõe para aliviar as suas dívidas — e o que faz para aliviar a própria dívida?
Quem garante esses dois alívios?
💰 1. Alívio das dívidas das pessoas (Desenrola Brasil 2.0)
O governo aposta na ampliação do programa Desenrola Brasil, com foco em renegociação:
💸 Descontos: até 90%
👥 Público: renda de até 5 salários mínimos
🏦 Dívidas incluídas: cartão, cheque especial, CDC e Fies
📊 Juros: limitados (até ~1,99% ao mês)
🪪 Regra adicional: possível bloqueio de CPF para apostas por 12 meses
🏗️ Uso do FGTS: até 20% para quitar débitos
🏛️ 2. Alívio da dívida do governo
A estratégia do governo envolve:
📈 Meta de superávit primário: cerca de 0,25% do PIB
💰 Aumento de arrecadação: IOF, importações
⚙️ Reforma tributária (CBS)
✂️ Contenção de gastos públicos
📊 Gestão da dívida via Tesouro Nacional
🛡️ 3. Quem garante os alívios?
Tipo de dívida Garantia
Pessoas Fundo de Garantia de Operações (FGO) + FGTS
Governo Tesouro Nacional + arrecadação
👉 Ponto-chave:
O risco final pode recair sobre o próprio Estado — e, portanto, sobre o contribuinte.
⚖️ 4. Conceitos essenciais explicados
🧩 Mínimo Existencial
Derivado do princípio constitucional da dignidade humana:
Garante o básico: alimentação, moradia, saúde
Impede que dívidas comprometam a sobrevivência
Base para renegociação judicial
⚖️ Lei da Usura e seus limites
Decreto de 1933 limita juros abusivos
⚠️ Mas: não se aplica plenamente aos bancos (STF – Súmula 596)
📜 Complemento: Lei do Superendividamento (2021)
👉 Resultado:
Não cancela automaticamente dívidas, mas permite revisão judicial.
🏦 5. Como funciona o FGO na prática
O governo atua como fiador do banco
Se o devedor não pagar → o governo cobre
Recursos vêm do Tesouro Nacional
👉 Tradução simples:
Lucro privado com risco parcialmente público.
🧾 6. O FGTS como garantia
Trabalhador usa seu próprio saldo
Banco bloqueia valores futuros
Saques ficam comprometidos
⚠️ Risco:
Perda de proteção em caso de demissão.
🎯 7. Quem ganha com isso?
👤 Devedor (Maria)
Limpa o nome
Reduz juros
Ganha fôlego imediato
🏦 Banco
Recupera crédito perdido
Reduz risco (garantia pública)
🏛️ Governo
Estimula consumo
Aumenta arrecadação indireta
Reduz inadimplência sistêmica
⚠️ 8. A crítica central
O mecanismo pode representar:
Uso de dinheiro do próprio trabalhador
Transferência indireta de risco ao Estado
Manutenção do ciclo de endividamento
👉 Em resumo:
alívio de curto prazo, custo potencial de longo prazo
🗳️ 9. Impacto político e eleitoral (2026)
Vantagens para quem está no poder:
Capital político imediato
Controle da agenda pública
Visibilidade institucional
Problema:
Possível desequilíbrio na disputa eleitoral
(princípio da paridade de armas)
📜 Avaliação
Critério Situação
Legalidade ✔️ Legal
Constitucionalidade ⚠️ Debate
Democracia ❗ Questionável
⛪ 10. Dimensão ética
✔️ Ajuda ao endividado → justiça social
❗ Uso político do benefício → questionável
👉 Dilema:
assistência legítima ou instrumento de poder?
📰 Editorial
📌 “Para o PT, o futuro é o passado”
Por O Estado de S. Paulo
O manifesto do partido reforça:
Retórica da “herança maldita”
Foco na reeleição
Propostas com baixa inovação
👉 Crítica central:
dificuldade de apresentar projeto realmente novo.
🌍 Geopolítica do petróleo
A saída dos Emirados Árabes da Opep sinaliza:
Enfraquecimento do cartel
Crescente protagonismo de EUA, Brasil e Venezuela
Disputa por liderança no Golfo
🎶 Trilha sonora do dia
🎤 Maria Alcina – Maria Boa
🎼 Chico Buarque – Fado Tropical
🎭 Encerramento
A pergunta permanece — com ironia digna de Assis Valente:
Que vantagem Maria leva?
Entre o alívio imediato e o custo invisível,
entre o discurso e a prática,
entre o presente e o futuro —
📌 algumas vezes se ganha, outras vezes se aprende.
Se quiser,
📰 Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende
Números do dia: 10, 12, 27, 29, 34, 53
📅 Segunda-feira, 4 de maio de 2026
📌 Opinião do dia – Alexis de Tocqueville
“Cada um propunha seu plano: este apresentava-o nos jornais, aquele nos cartazes que logo cobriram os muros, o outro, pela palavra, aos quatro ventos. Um pretendia eliminar a desigualdade das fortunas, outro a das luzes, um terceiro aspirava a nivelar a mais antigas das desigualdades, a existente entre o homem e a mulher; receitavam-se medicamentos específicos contra a pobreza e contra o mal do trabalho, que atormenta a humanidade desde que ela existe.”
Fonte: “Lembranças de 1848”, Companhia das Letras, 2011.
🎥 Análise política do dia
📍 Governo sob pressão no Congresso
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa uma das semanas mais críticas após derrotas no Congresso.
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF evidenciou fragilidade da base e articulação entre oposição e centrão, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
▶️ Vídeo – Análise da crise política
🔗 Link direto: https://www.youtube.com/watch?v=B3y5L1DVs_U
❓ Pergunta central do dia
O que o governo propõe para aliviar as suas dívidas — e o que faz para aliviar a própria dívida? Quem garante esses dois alívios?
💰 Alívio das dívidas – Desenrola Brasil 2.0
Descontos de até 90%
Uso do FGTS
Juros limitados
Público ampliado (até 5 salários mínimos)
🛡️ Quem garante?
Pessoas → FGO + FGTS
Governo → Tesouro Nacional
👉 O risco final pode recair sobre o contribuinte.
⚖️ Conceitos-chave
Mínimo Existencial
Garantia constitucional de sobrevivência básica.
Lei da Usura
Limitada para bancos; revisões ocorrem via Justiça.
🏦 Como funciona o FGO
Governo garante o banco
Se houver calote → Tesouro paga
🎯 Quem ganha?
👤 Devedor: alívio imediato
🏦 Banco: recuperação com baixo risco
🏛️ Governo: estímulo econômico
🎥 Debates e análises complementares
▶️ Manhattan Connection
🔗 https://www.youtube.com/watch?v=i-9yNU6Y0dA
▶️ Central Meio – análise política
🔗 https://www.youtube.com/watch?v=d0bEJwkHum0
Debate com foco nas derrotas do governo e articulações políticas.
▶️ TV 247 – Entrevista com José Genoino
🔗 https://www.youtube.com/watch?v=PX9f9TVCtj4
Análise crítica interna sobre os rumos do governo e do PT.
📰 Editorial
📌 “Para o PT, o futuro é o passado”
Por O Estado de S. Paulo
Retórica recorrente
Foco na reeleição
Falta de inovação política
🌍 Geopolítica do petróleo
Saída dos Emirados Árabes da Opep:
Enfraquecimento do cartel
Ascensão de novos produtores
Impacto global no mercado
🎶 Trilha sonora do dia
▶️ Maria Boa – Maria Alcina
🔗 https://www.youtube.com/watch?v=GyIA-7IR6GI
▶️ Fado Tropical – Chico Buarque
🔗 https://www.youtube.com/watch?v=NfjaFMah7sE
🎭 Encerramento – Sátira musical
Inspirado em Assis Valente e no estilo de Maria Alcina:
Que vantagem Maria leva?
(trecho)
Que vantagem Maria leva?
É boa!
Nome limpo lá na praça?
À toa!
Com quem é que o lucro fica?
No banco!
E o dinheiro da Maria?
É branco!
🧠 Reflexão final
Entre o alívio imediato e o custo invisível,
entre o discurso e a prática,
entre o presente e o futuro:
Algumas vezes você ganha, outras vezes você aprende.
Se
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