Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
A MÁSCARA DA MORTE RUBRA(Edgard Allan Poe)"Aqui [no Brasil] a gente gosta de rico", diz
@BBCNewsBrasil
Travessia - Milton Nascimento 1969[com Tenório Jr]Tenório Jr, assassinado pela ditadura argentina em 1976ENTRANDO SUA SENHORIA: SAINDO VOSSA EXCELÊNCIAMinistério da EconomiaGeraldo Pereira
Seu Presidente
Sua Excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer até encher
Seu Presidente
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver
Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver
Eu vou buscar
A minha nega pra morar comigo
E sei que agora não há mais perigo
Porque de fome ela não vai morrer
A vida estava tão difícil
Que eu mandei minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha da madame
Em Copacabana
Agora vou buscar a nega
Porque gosto dela pra cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro
Composição: Arnaldo Passos, Geraldo Pereira.
https://www.letras.mus.br/geraldo-pereira/415459/
https://youtu.be/wQfEvS9aCCc
REDUZINDO VOSSAS EXCELÊNCIAS A NOMES DE BATISMO
Galípolo eleva o nível do debate sobre juros altosPor Folha de S. PauloInflação superou o teto em 4 dos últimos 6 anos, evidenciando que taxas não subiram além do necessário
A verdadeira questão é por que a política monetária é menos eficaz no Brasil; expansão dos gastos públicos é a explicação mais óbvia
A gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central deveria bastar para desacreditar teorias conspiratórias a respeito das taxas de juros brasileiras, de fato historicamente acima dos padrões globais.
Afinal, com uma cúpula de maioria indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o BC mantém há quase um ano e meio as mesmíssimas diretrizes de política monetária herdadas da diretoria nomeada por Jair Bolsonaro (PL) e satanizada pelos petistas —o que implica manter a taxa Selic no nível necessário para buscar a meta de inflação, mesmo com sacrifícios para a atividade econômica.
Na terça-feira (19), o próprio Galípolo deu argumentos adicionais e cabais contra teses que atribuem os juros altos a taras ortodoxas ou a algum conluio entre o órgão e o mercado financeiro.
Em audiência no Senado, o presidente do BC apontou que, apesar de conviver com taxas superiores às da maioria dos países, o Brasil teve inflação acima do teto em 4 dos últimos 6 anos. Logo, como disse, a política monetária não foi mais rigorosa que o necessário. Pelo contrário.
Acrescente-se que os objetivos aqui fixados para o IPCA —variando de 4% com tolerância de 1,5 ponto percentual em 2020 a 3% mais 1,5 ponto em 12 meses atualmente— nada têm de anômalos ou draconianos.
Nesse período, o país e o mundo passaram por quatro grandes choques de oferta: a pandemia, o tarifaço de Donald Trump e as guerras na Ucrânia e no Irã. E a política de juros teve flexibilidade para não tentar cumprir as metas de inflação a qualquer custo. Buscou-se, na verdade, evitar um descontrole que seria trágico para o poder de compra da população, sobretudo a mais pobre.
Mas, se esses dados desmontam discursos politiqueiros, não são suficientes para esgotar o tema. Como também apontou Galípolo, cumpre debater "por que no Brasil o esforço da política monetária é maior para se conseguir o mesmo que em outros países".
A explicação mais óbvia, embora não necessariamente a única, é a expansão do gasto público, que ganhou força no final do governo Bolsonaro e foi acelerada por Lula. Não apenas se estimula a demanda acima da capacidade de oferta, pressionando a inflação, como se geram déficits orçamentários que levam o mercado credor a exigir taxas mais altas para financiar o Estado.
Outros fatores podem agravar o quadro, como o elevado volume de crédito com taxas favorecidas a setores como habitação, agropecuária e indústria, que não está sujeito à Selic e diminui a eficácia da política monetária. Há ainda muita indexação formal e informal na economia, o que pode perpetuar altas de preços.
Deve-se mencionar, por fim, a necessidade de consolidar a confiança no BC, que só há cinco anos ganhou autonomia na forma de mandatos para seus dirigentes. Ataques demagógicos de governantes aos juros só fazem elevar temores de retrocesso que dificultam o combate à inflação.
Ao vivo: Galípolo fala sobre Master à CAE do SenadoPoder360 Transmissão ao vivo realizada há 6 horas 💡 O QUE É IMPORTANTE SABER: 🏛️ Poder Congresso | O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa às 10h desta 3ª feira (19.mai.2026) de audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Ele falará sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pela autoridade monetária em 18 de novembro de 2025. A audiência foi aprovada pela comissão depois da liquidação do banco e da operação da Polícia Federal que mirou executivos ligados à instituição. Os senadores querem ouvir Galípolo sobre a atuação do BC antes da decisão e sobre os efeitos da medida no sistema financeiro. 📲 Ficou interessado? Leia a reportagem no Poder360: https://www.poder360.com.br/
General da bandaBlecaute
Chegou o general da banda,he he
Chegou o general da banda,he a,he a
Chegou o general da banda,he he
Chegou o general da banda,he a,he a
Mourão mourão
Vara madura que não cai
Mourão,mourão,mourão
Catuca por baixo que ele vai
Mourão mourão
Vara madura que não cai
mourão,mourão,mourão
Catuca pro baixo que ele vai
Chogou o general da banda,he he
chegou o general da banda,he a
General,general
Chegou o general da banda,he he
Chegou o general da banda,he a
General,general
Mourão mourão
Vara madura que não cai
Mourão muorão
Catuca por baixo que ele vai
Mourão mourã
Vara madura que não cai
Mourão,mourão,mourão
Catuca bor baixo que ele vai
Chegou o general da banda,he ha
Deixa amanhecer
Chegou o general da banda,he he a
General general
Composição: Tancredo Silva, José Alcides, Satiro de Melo.
https://www.letras.mus.br/blecaute/649156/#radio:geraldo-pereira
Blecaute - General da Banda - 1949A Reading of "The Masque of the Red Death"Poe Museum
The Poe Museum Blog
The Masque of the Red DeathHear “The Masque of the Red Death” read aloud.The Masque of the Red Death
The “Red Death” had long devastated the country. No pestilence had been ever so fatal, […]
Post author
By zakyoung
Post date
July 3, 2021
Hear “The Masque of the Red Death” read aloud.
The Masque of the Red Death
The “Red Death” had long devastated the country. No pestilence had been ever so fatal, or so hideous. Blood was its Avator and its seal — the redness and the horror of blood. There were sharp pains, and sudden dizziness, and then profuse bleedings at the pores, with dissolution. The scarlet stains upon the body and especially upon the face of the victim, were the pest-ban which shut him out from the aid and from the sympathy of his fellow-men. And the whole seizure, progress and termination of the disease were the incidents of half an hour.
But the Prince Prospero was happy and dauntless, and sagacious. When his dominions were half depopulated, he summoned to his presence a thousand hale and light-hearted friends from among the knights and dames of his court, and with these retired to the deep seclusion of one of his castellated abbeys. This was an extensive and magnificent structure, the creation of the prince’s own eccentric yet august taste. A strong and lofty wall girdled it in. This wall had gates of iron. The courtiers, having entered, brought furnaces and massy hammers and welded the bolts. They resolved to leave means neither of ingress or egress to the sudden impulses of despair from without or of frenzy from within. The abbey was amply provisioned. With such precautions the courtiers might bid defiance to contagion. The external world could take care of itself. In the meantime it was folly to grieve, or to think. The prince had provided all the appliances of pleasure. There were buffoons, there were improvisatori, there were ballêt-dancers, there were musicians, there were cards, there was Beauty, there was wine. All these and security were within. Without was the “Red Death.”
It was towards the close of the fifth or sixth month of his seclusion, and while the pestilence raged most furiously abroad, that the Prince Prospero entertained his thousand friends at a masked ball of the most unusual magnificence. It was a voluptuous scene that masquerade.
But first let me tell of the rooms in which it was held. There were seven — an imperial suite. In many palaces, however, such suites form a long and straight vista, while the folding doors slide back nearly to the walls on either hand, so that the view of the whole extent is scarcely impeded. Here the case was very different; as might have been expected from the duke’s love of the bizarre. The apartments were so irregularly disposed that the vision embraced but little more than one at a time. There was a sharp turn at every twenty or thirty yards, and at each turn a novel effect. To the right and left, in the middle of each wall, a tall and narrow Gothic window looked out upon a closed corridor which pursued the windings of the suite. These windows were of stained glass whose color varied in accordance with the prevailing hue of the decorations of the chamber into which it opened. That at the eastern extremity was hung, for example, in blue — and vividly blue were its windows. The second chamber was purple in its ornaments and tapestries, and here the panes were purple. The third was green throughout, and so were the casements. The fourth was furnished and litten with orange — the fifth with white — the sixth with violet. The seventh apartment was closely shrouded in black velvet tapestries that hung all over the ceiling and down the walls, falling in heavy folds upon a carpet of the same material and hue. But, in this chamber only, the color of the windows failed to correspond with the decorations. The panes here were scarlet — a deep blood color. Now in no one of the seven apartments was there any lamp or candelabrum, amid the profusion of golden ornaments that lay scattered to and fro or depended from the roof. There was no light of any kind emanating from lamp or candle within the suite of chambers. But in the corridors that followed the suite, there stood, opposite to each window, a heavy tripod, bearing a brazier of fire that projected its rays through the tinted glass and so glaringly illumined the room. And thus were produced a multitude of gaudy and fantastic appearances. But in the western or black chamber the effect of the fire-light that streamed upon the dark hangings through the blood-tinted panes, was ghastly in the extreme, and produced so wild a look upon the countenances of those who entered, that there were few of the company bold enough to set foot within its precincts at all.
It was in this apartment, also, that there stood against the western wall, a gigantic clock of ebony. Its pendulum swung to and fro with a dull, heavy, monotonous clang; and when its minute-hand made the circuit of the face, and the hour was to be stricken, there came forth from the brazen lungs of the clock a sound which was clear and loud and deep and exceedingly musical, but of so peculiar a note and emphasis that, at each lapse of an hour, the musicians in the orchestra were constrained to pause, momently, in their performance, to harken to the sound; and thus the waltzers perforce ceased their evolutions; and there was a brief disconcert of the whole gay company; and, while the chimes of the clock yet rang, it was observed that the giddiest grew pale, and that the more aged and sedate passed their hands over their brows as if in confused reverie or meditation. But when the echoes had fully ceased, a light laughter at once pervaded the assembly; the musicians looked at each other and smiled as if at their own nervousness and folly, and made whispering vows, each to the other, that the next chiming of the clock should produce in them no similar emotion; and then, after the lapse of sixty minutes, (which embrace three thousand and six hundred seconds of the Time that flies,) there came yet another chiming of the clock, and then were the same disconcert and tremulousness and meditation as before.
But, in spite of these things, it was a gay and magnificent revel. The tastes of the duke were peculiar. He had a fine eye for colors and effects. He disregarded the decora of mere fashion. His plans were bold and fiery, and his conceptions glowed with barbaric lustre. There are some who would have thought him mad. His followers felt that he was not. It was necessary to hear and see and touch him to be sure that he was not.
He had directed, in great part, the moveable embellishments of the seven chambers, upon occasion of this great fête, and it was his own guiding taste which had given character to the costumes of the masqueraders. Be sure they were grotesque. There were much glare and glitter and piquancy and phantasm — much of what has been since seen in “Hernani.” There were arabesque figures with unsuited limbs and appointments. There were delirious fancies such as the madman fashions. There was much of the beautiful, much of the wanton, much of the bizarre, something of the terrible, and not a little of that which might have excited disgust. To and fro in the seven chambers there stalked, in fact, a multitude of dreams. And these, the dreams — writhed in and about, taking hue from the rooms, and causing the wild music of the orchestra to seem as the echo of their steps. And, anon, there strikes the ebony clock which stands in the hall of the velvet. And then, momently, all is still, and all is silent save the voice of the clock. The dreams are stiff-frozen as they stand. But the echoes of the chime die away — they have endured but an instant — and a light, half-subdued laughter floats after them as they depart. And now again the music swells, and the dreams live, and writhe to and fro more merrily than ever, taking hue from the many-tinted windows through which stream the rays from the tripods. But to the chamber which lies most westwardly of the seven there are now none of the maskers who venture; for the night is waning away; and there flows a ruddier light through the blood-colored panes; and the blackness of the sable drapery appals; and to him whose foot falls upon the sable carpet, there comes from the near clock of ebony a muffled peal more solemnly emphatic than any which reaches their ears who indulge in the more remote gaieties of the other apartments.
But these other apartments were densely crowded, and in them beat feverishly the heart of life. And the revel went whirlingly on, until at length was sounded the twelfth hour upon the clock. And then the music ceased, as I have told; and the evolutions of the waltzers were quieted; and there was an uneasy cessation of all things as before. But now there were twelve strokes to be sounded by the bell of the clock; and thus it happened, perhaps, that more of thought crept, with more of time, into the meditations of the thoughtful among those who revelled. And thus, again, it happened, perhaps, that before the last echoes of the last chime had utterly sunk into silence, there were many individuals in the crowd who had found leisure to become aware of the presence of a masked figure which had arrested the attention of no single individual before. And the rumor of this new presence having spread itself whisperingly around, there arose at length from the whole company a buzz, or murmur, expressive at first of disapprobation and surprise — then, finally, of terror, of horror, and of disgust.
In an assembly of phantasms such as I have painted, it may well be supposed that no ordinary appearance could have excited such sensation. In truth the masquerade license of the night was nearly unlimited; but the figure in question had out-Heroded Herod, and gone beyond the bounds of even the prince’s indefinite decorum. There are chords in the hearts of the most reckless which cannot be touched without emotion. Even with the utterly lost, to whom life and death are equally jests, there are matters of which no jest can be properly made. The whole company, indeed, seemed now deeply to feel that in the costume and bearing of the stranger neither wit nor propriety existed. The figure was tall and gaunt, and shrouded from head to foot in the habiliments of the grave. The mask which concealed the visage was made so nearly to resemble the countenance of a stiffened corpse that the closest scrutiny must have had difficulty in detecting the cheat. And yet all this might have been endured, if not approved, by the mad revellers around. But the mummer had gone so far as to assume the type of the Red Death. His vesture was dabbled in blood — and his broad brow, with all the features of the face, was besprinkled with the scarlet horror.
When the eyes of the Prince Prospero fell upon this spectral image (which with a slow and solemn movement, as if more fully to sustain its rôle, stalked to and fro among the waltzers) he was seen to be convulsed, in the first moment, with a strong shudder either of terror or distaste; but, in the next, his brow reddened with rage.
“Who dares?” he demanded hoarsely of the group that stood around him, “who dares thus to make mockery of our woes? Uncase the varlet that we may know whom we have to hang to-morrow at sunrise from the battlements. Will no one stir at my bidding? — stop him and strip him, I say, of those reddened vestures of sacrilege!”
It was in the eastern or blue chamber in which stood the Prince Prospero as he uttered these words. They rang throughout the seven rooms loudly and clearly — for the prince was a bold and robust man, and the music had become hushed at the waving of his hand.
It was in the blue room where stood the prince, with a group of pale courtiers by his side. At first, as he spoke, there was a slight rushing movement of this group in the direction of the intruder, who at the moment was also near at hand, and now, with deliberate and stately step, made closer approach to the speaker. But from a certain nameless awe with which the mad assumptions of the mummer had inspired the whole party, there were found none who put forth hand to seize him; so that, unimpeded, he passed within a yard of the prince’s person; and, while the vast assembly, as if with one impulse, shrank from the centres of the rooms to the walls, he made his way uninterruptedly, but with the same solemn and measured step which had distinguished him from the first, through the blue chamber to the purple — through the purple to the green — through the green to the orange, — through this again to the white — and even thence to the violet, ere a decided movement had been made to arrest him. It was then, however, that the Prince Prospero, maddening with rage and the shame of his own momentary cowardice, rushed hurriedly through the six chambers — while none followed him on account of a deadly terror that had seized upon all. He bore aloft a drawn dagger, and had approached, in rapid impetuosity, to within three or four feet of the retreating figure, when the latter, having attained the extremity of the velvet apartment, turned suddenly round and confronted his pursuer. There was a sharp cry — and the dagger dropped gleaming upon the sable carpet, upon which instantly afterwards, fell prostrate in death the Prince Prospero. Then, summoning the wild courage of despair, a throng of the revellers at once threw themselves into the black apartment, and, seizing the mummer, whose tall figure stood erect and motionless within the shadow of the ebony clock, gasped in unutterable horror at finding the grave-cerements and corpse-like mask which they handled with so violent a rudeness, untenanted by any tangible form.
And now was acknowledged the presence of the Red Death. He had come like a thief in the night. And one by one dropped the revellers in the blood-bedewed halls of their revel, and died each in the despairing posture of his fall. And the life of the ebony clock went out with that of the last of the gay. And the flames of the tripods expired. And Darkness and Decay and the Red Death held illimitable dominion over all.
Edgar Allan Poe
Published 1842
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A MÁSCARA DA MORTE RUBRA (Edgard Allan Poe)Tradução e prólogo de Ana Karina Borges Braun. Revisão de Patrícia Chittoni Ramos Reuillard e Juann Acosta.
O escritor, poeta, editor e crítico norte-americano Edgar Allan Poe nasceu em Boston em janeiro de 1809 e faleceu em Baltimore em 7 de outubro de 1849. Popularmente conhecido como o mestre dos contos de terror e precursor dos contos de detetive, também publicou ensaios e resenhas críticas. Em1839 ganhou notoriedade com a publicação de seu livro Contos do grotesco e do arabesco (Tales of the Grotesque and Arabesque) pela editora Lea and Blanchardt. Em 1842 publicou o conto cuja tradução apresentaremos a seguir: The Masque of the Red Death (A Máscara da Morte Rubra). Denise Bottmann, (2012) contabiliza dezoito traduções brasileiras desse conto feitas ao longo dos séculos XX e XXI. Dentre elas, estão A máscara da morte interrompida (DUARTE, 1922), A máscara da morte rubra (MENDES E AMADO, 1944), A máscara da peste vermelha (LOBO, 1970), A máscara da morte escarlate (RUBENS SIQUEIRA, 1993), O baile da morte vermelha (BRAGA, 2008) e A camuflagem da morte escarlate (ANÔNIMO, 2008). O conto se apresenta como uma alegoria da inevitabilidade da morte. O Príncipe Próspero, em uma tentativa de sobreviver à morte rubra, terrível doença que assolava seu país, se recolhe com um grupo de cortesãos em uma de suas propriedades - uma abadia acastelada - e promove um baile de máscaras. O clímax do conto ocorre durante o baile, quando o príncipe e seus convidados confrontam a morte.
A "Morte Rubra" dizimara o país há muito tempo. Nenhuma peste havia sido tão fatal ou tão terrível. O sangue representava sua imagem e sua marca - o rubor e a aversão ao sangue. Os sintomas se caracterizavam por dores agudas, tonturas súbitas e abundante sangramento pelos poros, seguido de deterioração. As manchas escarlates no corpo, especialmente aquelas no rosto da vítima, representavam a exclusão que a privava da assistência e da compaixão de seus semelhantes. E sua manifestação, desenvolvimento e término se dava em um período de trinta minutos.
Apesar disso, o príncipe Próspero se sentia feliz, intrépido e sagaz. Quando a população de seus domínios havia se reduzido à metade, ele reuniu mil amigos saudáveis e festivos, dentre cavalheiros e damas de sua corte, e com eles se recolheu em uma de suas abadias acasteladas. Era uma estrutura extensa e grandiosa, construção resultante do gosto excêntrico e augusto do próprio Príncipe, cercada por uma forte e imponente muralha. Os portões eram feitos de aço. Após terem entrado, os cortesãos trouxeram fornos e pesados martelos para soldar os ferrolhos. Decidiram impedir tanto a entrada como a saída de qualquer um que se rendesse a impulsos súbitos de desespero ou qualquer loucura do lado de dentro. A abadia tinha provisões em abundância. Com tais precauções, os cortesãos poderiam desafiar o contágio. O mundo exterior tomaria conta de si mesmo. Nesse meio tempo, lamentar-se, ou mesmo pensar, seria uma estupidez. O príncipe havia proporcionado todos os meios de distração. Havia bufões, artistas improvisadores, bailarinos, músicos, Beleza, vinho. Além disso, havia a segurança de estarem, lá dentro, protegidos da "Morte Rubra".
Após cinco ou seis meses de reclusão, enquanto a peste atacava suas vítimas com furor fora da abadia, o Príncipe Próspero decidiu entreter seus mil amigos com um baile de máscaras de uma grandiosidade nunca antes vista.
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Caderno 12 (1932)43 (excertos)Apontamentos e notas para um conjunto de ensaios sobre a história dos intelectuais
Os intelectuais constituem um grupo social autônomo e independente ou cada grupo social possui sua própria categoria especializada de intelectual? O problema é complexo por causa das várias formas que, até nossos dias, assumiu o processo histórico real de formação das diversas categorias intelectuais. As mais importantes destas formas são duas: 1) Cada grupo social, nascendo no terreno originário de uma função essencial no mundo da produção econômica, cria para si ao mesmo tempo, de um modo orgânico, uma ou mais camadas de intelectuais que lhe dão homogeneidade e consciência da própria função, não apenas no campo econômico, mas também no social e no político: o empresário capitalista cria consigo o técnico da indústria, o cientista da economia política, o organizador de uma nova cultura, de um novo direito etc. Deve-se anotar o fato de que o empresário representa uma elaboração social superior, já caracterizada por uma certa capacidade dirigente e técnica (isto é, intelectual): ele deve possuir uma certa capacidade técnica, não somente na esfera restrita de sua atividade e de sua iniciativa, mas ainda em outras esferas, pelo menos nas mais próximas à produção econômica (deve ser um organizador de massa de homens; deve ser um organizador da “confiança” dos que investem em sua empresa, dos compradores de sua mercadoria etc.). Os empresários – se não todos, pelo menos uma elite deles – devem possuir a capacidade de organizar a sociedade em geral, em todo o seu complexo organismo de serviços, até o organismo estatal, em vista da necessidade de criar as condições mais fa43 Quaderni del Carcere, v. III, edição crítica do Instituto Gramsci, organizada por Valentino Gerratana, Ed. Einaudi, Turim, 1975. Tradução de Paolo Nosella. 92 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 92 21/10/2010, 08:56COLEÇÃO EDUCADORES voráveis à expansão da própria classe; ou, pelo menos devem possuir a capacidade de escolher os “prepostos” (empregados especializados) a quem confiar esta atividade organizativa das relações gerais exteriores à empresa. Pode-se observar que os intelectuais “orgânicos, que cada nova classe cria consigo e elabora em seu desenvolvimento progressivo, são, na maioria das vezes, “especializações” de aspectos parciais da atividade primitiva do tipo social novo que a nova classe deu à luz. (Também os senhores feudais eram detentores de uma particular capacidade técnica, a militar, e é precisamente a partir do momento em que a aristocracia perde monopólio desta capacidade técnico-militar que se inicia a crise do feudalismo. Mas a formação dos intelectuais no mundo feudal e no mundo clássico precedente é uma questão que deve ser examinada à parte: esta formação e elaboração seguem caminhos e modos que é preciso estudar concretamente. Assim, cabe observar que a massa dos camponeses, ainda que desenvolva uma função essencial no mundo da produção, não elabora intelectuais “orgânicos” próprios e não “assimila” nenhuma camada de intelectuais “tradicionais”, embora outros grupos sociais extraiam da massa dos camponeses muitos dos seus intelectuais e grande parte dos intelectuais tradicionais seja de origem camponesa). 2) Mas cada grupo social “essencial”, emergido na história a partir da estrutura econômica anterior e como expressão de seu desenvolvimento (desta estrutura), encontrou, pelo menos na história que se desenrolou até nossos dias, categorias sociais preexistentes, as quais apareciam, aliás, como representantes de uma continuidade histórica que não fora interrompida nem mesmo pelas mais complicadas e radicais modificações das formas sociais e políticas. A mais típica destas categorias intelectuais é a dos eclesiásticos, que monopolizaram durante muito tempo (numa inteira fase histórica que é parcialmente 93 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 93 21/10/2010, 08:56ANTONIO GRAMSCI caracterizada, aliás, por este monopólio) alguns serviços importantes: a ideologia religiosa, isto é, a filosofia e a ciência da época com a escola, a instrução, a moral, a justiça, a beneficência, a assistência etc. A categoria dos eclesiásticos pode ser considerada também a categoria intelectual organicamente ligada à aristocracia fundiária: era juridicamente equiparada à aristocracia, com a qual dividia o exercício da propriedade feudal da terra e o uso dos privilégios estatais ligados à propriedade. Mas o monopólio das reestruturas por parte dos eclesiásticos (origem da acepção geral de “intelectuais” – ou de “especialista” – da palavra “clérigo”, em muitas línguas de origem neolatina ou fortemente influenciadas, através do latim eclesiástico, pelas línguas neolatinas, com seu correlativo de “laico” no sentido de profano – não especialista) não foi exercido sem luta e sem limitações; e nasceram, consequentemente, em várias formas (que devem ser pesquisadas e estudadas concretamente), outras categorias favorecidas e ampliadas à medida que se reforçava o poder central do monarca, até chegar ao absolutismo. Assim, foi-se formando a aristocracia togada, com seus próprios privilégios: uma camada de administradores etc., cientistas, teóricos, filósofos não eclesiásticos etc. Dado que estas várias categorias de intelectuais tradicionais sentem como “espírito de corpo” sua ininterrupta continuidade histórica e sua “qualificação”, eles se colocam como autônomos e independentes do grupo social dominante; esta autoafirmação não deixa de ter consequências de grande importância no campo ideológico e político (toda filosofia idealista pode ser facilmente relacionada com esta posição assumida pelo complexo social dos intelectuais e pode ser definida como a expressão desta utopia social segundo a qual os intelectuais acreditam ser “independentes”, autônomos, revestidos de características deles próprias etc. Deve-se notar, porém, que se o papa e a alta hierarquia da Igreja se creem 94 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 94 21/10/2010, 08:56COLEÇÃO EDUCADORES mais ligados a Cristo e aos apóstolos do que aos senadores Agnelli e Benni, o mesmo não ocorre com Gentile e Croce, por exemplo: Croce, notadamente, sente-se fortemente ligado a Aristóteles e a Platão, mas ele não esconde, de forma alguma, estar ligado aos senadores Agnelli e Benni e precisamente nisto deve ser procurada a característica mais marcada da filosofia de Croce). (Esta investigação sobre a história dos intelectuais não será de caráter “sociológico”, mas possibilitará uma série de ensaios de “história da cultura” (Kulturgeschichte) e de história da ciência política. Entretanto será difícil evitar algumas formas esquemáticas e abstratas que lembram as da “sociologia”: será preciso, portanto, encontrar a forma literária mais adequada para que a exposição seja “não-sociológica”. A primeira parte da investigação poderia constituir-se numa crítica sistemática das obras já existentes sobre os intelectuais, quase todas de cunho sociológico. Levantar a bibliografia sobre o assunto é, portanto, indispensável). Quais são os limites “máximos” da acepção de “intelectual”? É possível encontrar um critério unitário para caracterizar igualmente todas as diversas e variadas atividades intelectuais e para distingui-las, ao mesmo tempo e de modo essencial das atividades dos outros agrupamentos sociais? O erro metodológico mais difundido, ao que me parece, consiste em se ter buscado este critério de distinção no que é intrínseco às atividades intelectuais, em vez de buscá-lo no conjunto do sistema de relações no qual estas atividades (e, portanto, os grupos que as personificam) se encontram, no conjunto geral das relações sociais. Na verdade, o operário ou o proletário, por exemplo, não se caracteriza especificamente pelo trabalho manual ou instrumental, mas por exercer este trabalho em determinadas condições e em determinadas relações sociais (sem falar no fato de que não existe trabalho puramente físico e de que mesmo a expressão de Taylor, “gorila amestrado”, é uma metáfora para indicar um limite numa certa direção: em qualquer trabalho 95 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 95 21/10/2010, 08:56ANTONIO GRAMSCI físico, mesmo no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação técnica, isto é, um mínimo de atividade intelectual criadora). E já se observou que o empresário, pela sua própria função, deve possuir em certa medida algumas qualificações de caráter intelectual, se bem que sua figura social seja determinada não por elas, mas pelas relações sociais gerais que caracterizam efetivamente a posição do empresário na indústria. Todos os homens são intelectuais, poder-se-ia dizer então: mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais (assim como, pelo fato de que qualquer um pode em determinado momento fritar dois ovos ou costurar um buraco do paletó, não quer dizer que todo mundo seja cozinheiro ou alfaiate). Formam-se assim, historicamente, categorias especializadas para o exercício da função intelectual; formam-se em conexão com todos os grupos sociais, mas especialmente em conexão com os grupos sociais mais importantes e sofrem elaboração mais amplas e complexas em ligação com o grupo social dominante. Uma das mais marcantes características de todo grupo social que se desenvolve no sentido do domínio é sua luta pela assimilação e pela conquista “ideológica” dos intelectuais tradicionais, assimilação e conquista que são tão mais rápidas e eficazes quanto mais o grupo em questão elaborar simultaneamente seus próprios intelectuais orgânicos. O enorme desenvolvimento alcançado pela atividade e pela organização escolar (em sentido lato) nas sociedades que surgiram do mundo medieval indica a importância assumida no mundo moderno pelas categorias e funções intelectuais: assim como se buscou aprofundar e ampliar a “intelectualidade” de cada indivíduo, buscou-se igualmente multiplicar as especializações e aperfeiçoá-las. É este o resultado das instituições escolares de graus diversos, incluindo os organismos que visam promover a chamada “alta cultura”, em todos os campos da ciência e da técnica. (A escola é o instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis. A complexidade da função intelec96 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 96 21/10/2010, 08:56COLEÇÃO EDUCADORES tual nos vários Estados pode ser objetivamente medida pela quantidade das escolas especializadas e pela hierarquização: quanto mais extensa é a “área” escolar e quanto mais numerosos forem os “graus verticais” da escola, tão mais complexo é o mundo cultural, a civilização, de um determinado Estado. Pode-se ter um termo de comparação na esfera da técnica industrial: a industrialização de um país se mede pela sua capacidade de construir máquinas que construam máquinas, e na fabricação de instrumentos cada vez mais precisos para construir máquinas e instrumentos que construam máquinas etc. O país que possuir a melhor capacitação para construir instrumentos para os laboratórios dos cientistas e para construir instrumentos que testem estes instrumentos, este país pode ser considerado o mais complexo no campo técnico-industrial, o mais civilizado etc. Do mesmo modo ocorre na preparação dos intelectuais e nas escolas destinadas a tal preparação: escolas e instituições de alta cultura são similares). (Também neste campo, a quantidade não pode ser destacada da qualidade. A mais refinada especialização técnicocultural não pode deixar de corresponder à maior ampliação possível da difusão da instrução primária e a maior solicitude no favorecimento dos graus intermediários ao maior número. Naturalmente, esta necessidade de criar a mais ampla base possível para seleção e elaboração das mais altas qualificações intelectuais – ou seja, de dar à alta cultura e à técnica superior uma estrutura democrática – não deixa de ter inconvenientes: cria-se, deste modo, a possibilidade de vastas crises de desemprego nas camadas médias intelectuais, tal como realmente ocorre em todas as sociedades modernas). Deve-se notar que a elaboração das camadas intelectuais na realidade concreta não ocorre em um terreno democrático abstrato, mas de acordo com processos históricos tradicionais muito concretos. Formaram-se camadas que, tradicionalmente “produzem” intelectuais; trata-se das mesmas camadas que, muito frequentemente, especializaram-se na “poupança”, isto é, a pequena e média 97 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 97 21/10/2010, 08:56ANTONIO GRAMSCI burguesia fundiária e alguns estratos da pequena e média burguesia das cidades. A diversa distribuição dos diversos tipos de escolas (clássicas e profissionais) no território “econômico” e as diversas aspirações das várias categorias destas camadas determinam ou dão forma à produção dos diversos ramos de especialização intelectual. Assim, na Itália, a burguesia rural produz notadamente funcionários estatais e profissionais liberais, ao passo que a burguesia urbana produz técnicos para a indústria: por isso, a Itália meridional produz funcionários e profissionais. A relação entre intelectuais e o mundo da produção não é imediata, como é o caso nos grupos sociais fundamentais, mas é “mediatizada”, em diversos graus, por toda a textura social, pelo conjunto das superestruturas, do qual os intelectuais são precisamente os “funcionários”. Poder-se-ia medir a “organicidade” dos diversos estratos intelectuais, sua mais ou menos estreita conexão com um grupo social fundamental, fixando uma gradação das funções e das superestruturais de baixo para cima (da base estrutural para cima). Por enquanto, pode-se fixar dois grandes “planos” superestruturas: o que pode ser chamado de “sociedade civil”, isto é, o conjunto de organismos chamados comumente de “privados”, o da “sociedade política ou Estado”, que correspondem à função de “hegemonia” que o grupo dominante exerce em toda a sociedade, e àquela de “domínio direto” ou de comando, que se expressa no Estado e no governo “jurídico”. Estas funções são precisamente organizativas e conectivas. Os intelectuais são os “comissários” do grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social e do governo político, isto é: 1) do consenso “espontâneo” dado pelas grandes massas da população à orientação impressa pelo grupo fundamental dominante à vida social, consenso que nasce “historicamente” do prestígio (e, portanto, da confiança) que o grupo dominante obtém, por causa de sua posição e de sua função no mundo da produção; 2) do aparato de coerção estatal 98 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 98 21/10/2010, 08:56COLEÇÃO EDUCADORES que assegura “legalmente” a disciplina dos grupos que não “consentem”, nem ativa nem passivamente, mas que é constituído para toda a sociedade, na previsão dos momentos de crise no comando e na direção, quando fracassa o consenso espontâneo. Esta impostação do problema traz como resultado uma ampliação muito grande do conceito de intelectual, mas somente à realidade. Este modo de colocar a questão entra em choque em preconceitos de casta: é verdade que a própria função organizativa da hegemonia social e do domínio estatal dá lugar a certa divisão do trabalho e, portanto, a toda uma gradação de qualificações, em algumas das quais não mais aparece nenhuma atribuição diretiva e organizativa: no aparato da direção social e estatal existe toda uma série de empregos de caráter manual e instrumental (de execução e não de conceito, de agente e não de oficial ou funcionário etc.), mas, evidentemente, é preciso fazer esta distinção, como será preciso fazer também outras. De fato, a atividade intelectual deve ser diferenciada em graus, inclusive do ponto de vista intrínseco; estes graus, nos momentos de extrema oposição, dão lugar a uma verdadeira e real diferença qualitativa: no mais alto grau devem ser colocados os criadores das várias ciências, da filosofia, da arte etc.; no mais baixo, os mais humildes “administradores” e divulgadores da riqueza intelectual já existente, tradicional, acumulada. O organismo militar, também neste caso, oferece um modelo destas complexas gradações: oficiais subalternos, oficiais superiores, estado-maior; e não se deve esquecer os praças graduados, cuja importância real é superior ao que habitualmente se crê. É interessante notar que todas essas partes se sentem solidárias, ou antes, que os estratos inferiores manifestam um espírito de grupo mais evidente, do qual resulta neles uma “vaidade” que frequentemente os expõem aos gracejos e às troças. No mundo moderno, a categoria dos intelectuais, assim entendida, ampliou-se de modo inaudito. Foram elaboradas pelo sistema social democrático-burocrático, imponentes massas de intelec99 Antonio Gramsci_fev2010.pmd 99 21/10/2010, 08:56ANTONIO GRAMSCI tuais, nem todas justificadas pelas necessidades sociais da produção, ainda que justificadas pelas necessidades políticas do grupo fundamental dominante. Daí a concepção loriana do “trabalhador” improdutivo (mas improdutivo em relação a quem e a que modo de produção?), que poderia ser parcialmente justificada se, se levasse em conta que estas massas exploram sua posição a fim de obter grandes somas retiradas à renda nacional. A formação em massa estandartizou os indivíduos, na qualificação intelectual e na psicologia, determinando os mesmos fenômenos que ocorrem em todas as outras massas estandartizadas: concorrência que coloca a necessidade da organização profissional de defesa, desemprego, superprodução escolar, imigração etc. Posição diversa dos intelectuais de tipo urbano e de tipo rural
A máscara da morte rubra
O texto fonte para esta tradução foi The Masque ofthe Read Death (1850) disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018.
Galípolo eleva o nível do debate sobre juros altos
Por Folha de S. Paulo
Inflação superou o teto em 4 dos últimos 6 anos, evidenciando que taxas não subiram além do necessário
A verdadeira questão é por que a política monetária é menos eficaz no Brasil; a expansão dos gastos públicos é a explicação mais óbvia.
A gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central deveria bastar para desacreditar teorias conspiratórias a respeito das taxas de juros brasileiras, historicamente acima dos padrões globais.
Afinal, com uma cúpula de maioria indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o BC mantém há quase um ano e meio as mesmas diretrizes herdadas da diretoria nomeada por Jair Bolsonaro (PL), o que implica manter a taxa Selic no nível necessário para buscar a meta de inflação, mesmo com sacrifícios para a atividade econômica.
Em audiência no Senado, Galípolo afirmou que, apesar das taxas elevadas, o Brasil teve inflação acima do teto em 4 dos últimos 6 anos, indicando que a política monetária não foi mais rigorosa do que o necessário.
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