Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.Lula x Flávio Bolsonaro: populismo e demagogia nas eleições de 2026 | Não é Bem AssimMeio
Estreou há 2 horas #eleições2026 #flaviobolsonaro #lula
Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados também na demagogia e no populismo? Neste episódio de Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam uma campanha presidencial marcada pela polarização, por mudanças de discurso e pela falta de propostas claras para o país. Nosso debate discute o uso eleitoral da máquina pública, a adesão de última hora a pautas populares, o impacto das pesquisas e dos debates, a força das ruas e das redes sociais e os altos índices de rejeição aos dois candidatos. Também entram na pauta o papel do Senado, as contas públicas, os programas sociais, o crescimento político dos MEIs, o patrulhamento do voto e a influência do crime organizado nas eleições do Rio de Janeiro.
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Gilberto Gil - "Domingo No Parque" - Gilberto Gil (1968)portalg1
1 h
Sem acordo - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta da sessão desta quinta-feira (15) a votação da PEC da Segurança.
A votação estava prevista para esta sessão, mas líderes do governo Lula ainda desenham a estratégia para lidar com o tema após a oposição querer diminuir maioridade penal para 14 anos.
O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha pela reeleição do presidente, apresentou uma emenda com o objetivo de diminuir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos.
Apesar da ideia de Camilo neutralizar a proposta que colocaria adolescentes mais jovens em risco de prisão, parte do PT é contra incluir a alteração nesse momento.
Saiba mais no #g1.
#pecdasegurança #maioridadepenal #senado #davialcolumbre #notícias #g1política
portalg1
Editado
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1 h
#Eleição2026 - Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que, a dez dias do 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto, e Lula (PT) tem 45%. Os dois candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro.
Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja os números - votos totais:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 49% na pesquisa anterior)
- Lula (PT): 45% (eram 45%)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
- Indecisos: 2% (era 1%)
Saiba mais no #g1.
#datafolha #fláviobolsonaro #lula #política #notícias"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Neste 15 de outubro, Dia do Professor, as linhas da memória se entrelaçam para dar sentido a uma das dores mais profundas da docência: a melancolia do desencontro. A frustração de ver um estudante — a ovelha perdida com quem este fio começou — desviar-se do bom caminho, sem que o mestre tenha conseguido, a tempo, lhe estender os braços ou clarear o horizonte.
Mas é exatamente no avesso dessa frustração que reside a beleza indomável do ato de ensinar. Juntamos aqui, agora, o húmus da terra e a transcendência do espírito para moldar um tributo a todos os professores do mundo.
De um lado, evocamos Miguelzinho de Simoni. O mestre da matéria e da carne, com sua personalidade peculiar, desbocada e visceral. Aquele que, diante das hipocrisias do mundo e das amarras do autoritarismo, soltava o seu célebre e libertador "foda-se". Ele representa o professor que não se curva, que traz a rebeldia indispensável para rasgar os manuais engessados e exigir que a universidade seja viva, orgânica e pulsante. Miguelzinho é a lembrança de que ensinar também é um ato de coragem e de presença berrada no meio do silêncio covarde.
Do outro lado, convocamos Francisco de Assis. Não apenas o santo protetor, mas a sua tradução na figura do engenheiro, professor e Doutor da alma. Ele representa o oposto complementar: a doçura que acolhe, a precisão técnica que se curva diante do mistério humano e a paciência infinita de quem reconstrói o que foi quebrado. Se Miguelzinho incendeia o chão, Francisco de Assis sopra a calmaria necessária sobre as feridas da incompreensão.
Que essas duas forças — a irreverência sagrada de Miguel e a mansidão firme de Francisco — unam suas mãos neste dia. Que eles olhem para esse estudante que caminha aos tropeços e, em vez de julgá-lo pela rota perdida, lancem sobre ele uma bênção generosa.
Que essa pobre ovelha, recolhendo os cacos de seus próprios erros e desvios, sinta o calor desse liame e consiga, finalmente, encontrar o seu devido rebanho na Universidade da Terra — esse espaço imenso onde a vida é a grande sala de aula e onde nunca é tarde demais para reaprender a caminhar.
A todos os professores que, mesmo no cansaço e na melancolia de um caminho não mostrado, continuam a semear o húmus da transformação: o nosso mais profundo reconhecimento.
"O eleitor não liga."Renan Santos ataca Flávio Bolsonaro, rejeita apoio a Lula no 2º turno e fala do Missão l ALT TABETUOLEstreou há 6 horas ALT TABET
Renan Santos, líder do partido Missão e fundador do MBL, declarou voto contrário a Flávio Bolsonaro e descartou qualquer aliança ou apoio ao presidente Lula na disputa de segundo turno.
O dirigente criticou duramente o senador do PL, apontou contradições no campo conservador e citou desdobramentos de investigações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro.
A manifestação consolida o distanciamento da legenda em relação aos polos da corrida eleitoral, definindo os rumos de sua base política no pleito.
#AltTabet #RenanSantos #ProgramasCanalUOL
Acompanhe a cobertura completa das principais notícias do dia em https://www.uol.com.br
"Greve!" - documentário dirigido por João Batista de Andrade em 1979
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Terra do Sol
3 de nov. de 2025 BRASIL
Narra os principais acontecimentos da greve dos metalúrgicos do ABC, ocorrida em março de 79, visto dentro do quadro político da época, com a
mudança de governo e o projeto de abertura.
Naqueles dias o sindicato esteve sob intervenção, e Lula e outros dirigentes haviam sido afastados. Entre outras cenas, o filme entrevista e mostra o cotidiano dos operários, documenta assembléias e entrevista o interventor do sindicato." (Forumdoc/2003)
Analises políticas realizadas por meio de uma linguagem simples e ágil. Depoimentos de operários revelam as razões objetivas que os conduziram a um movimento tão sólido e
transformador.
📽️
Ficha técnica
"Greve!"
Ano: 1979
Duração: 37 minutos
Cor: colorido
Bitola: 16 mm
Cópias: em V.T
Direção e roteiro: João Batista de Andrade
Fotografia e câmera: Aloisio Raulino Adilson Ruiz
Montagem: Reinaldo Volpato
Som direto: Romeu Quinto
Cenas adcionais: Luis Manse Jorge Santos
Narração: Augusto Nunes
Texto: João Batista de Andrade
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Direção de produção: Wagner de Carvalho
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Produção: RAIZ PRODUÇÕES STOPFILM
Distribuição: DINAFILME/CDI EMBRAFILME
Prêmio: especial do júri do Festival de Havana, Cuba – 1979.
Ao vivo - TV SenadoTV Senado
TV Senado é parcialmente ou totalmente financiada pelo governo do Brasil. Wikipedia
851 assistindo agora Transmissão iniciada há 79 minutos #TVSenado #SenadoFederal #Senado2026
@Poder360
Poder360
@Poder360
🔴 #Aovivo: Senado vota a PEC da Segurança Pública
O Senado começa a discutir nesta 5ª feira (15.out.2026), às 14h, a PEC da Segurança Pública. A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) concluiu a análise da proposta na 4ª feira (14.out). O texto reorganiza a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios na segurança pública e estabelece medidas de combate a facções criminosas e milícias.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos 2 turnos. Se os senadores mantiverem as mudanças, a proposta voltará aos deputados. Uma emenda constitucional dispensa sanção do presidente da República, mas só pode ser promulgada depois que as 2 Casas aprovarem o mesmo texto.
📲Assista à transmissão no canal do Poder360:
youtube.com/live/-xf6BJXHu…
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Voto de assalariados e empreendedores acirra a disputa do segundo turno, por Luiz Carlos AzedoCorreio BrazilienseLula oferece medidas populistas a assalariados e empreendedores; Flávio procura preservar a identificação com quem considera insuficientes essas respostas do governo
A dez dias da eleição, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam os corações e os bolsos de assalariados e empreendedores. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Outros 9% declaram voto branco, nulo ou disposição de não votar; apenas 1% está indeciso. A eleição continua aberta, mas não há eleitores disponíveis em grandes proporções. Convencer alguém a trocar de candidato ou a comparecer às urnas exige mais do que reafirmar as convicções dos convertidos.
Lula procura deslocar o confronto para o terreno onde sempre nadou de braçadas: o mundo do trabalho. Ao transformar o fim da escala 6x1 numa bandeira central, tenta substituir o plebiscito sobre seu governo por uma escolha sobre o futuro dos trabalhadores. Descanso, convivência familiar e tempo para estudar são questões compreensíveis para quem passa seis dias por semana trabalhando e ainda enfrenta longos deslocamentos. A proposta permite ao presidente apresentar uma mudança concreta, apesar de ocupar o cargo e carregar o desgaste da situação.
O debate também cria dificuldades para Flávio. Não se pode dizer que é uma proposta que saiu da coleta. Trata-se de uma bandeira do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado pelo ex-balconista de farmácia Rick Azevedo, vereador do PSol recém-eleito deputado federal. Em 2023, ele publicou um vídeo no TikTok relatando o cansaço e a rotina exaustiva da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
Ao recuar da resistência e declarar apoio com ressalvas, Flávio Bolsonaro procura evitar que Lula monopolize uma reivindicação popular. Entretanto, precisa conciliar esse movimento com os interesses de empregadores preocupados com custos e contratação. Apoiar a proposta reduz o espaço para o ataque petista, mas transfere a disputa para sua execução: quando entraria em vigor, quais seriam as regras de transição e como preservar empregos e salários?
Com isso, a tramitação no Senado virou uma espécie de Batalha de Itararé. Em outubro de 1930, tropas revolucionárias vindas do Sul, lideradas por Getúlio Vargas e por Miguel Costa, pretendiam invadir o estado de São Paulo pela cidade de Itararé, na divisa com o Paraná. Do outro lado, forças do Exército, da Força Pública paulista e voluntários leais ao presidente Washington Luís postaram-se para conter o avanço. Pouco antes do grande combate, um golpe – Getúlio depôs o presidente Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, e a ordem de combate foi cancelada.
O fim da escala de 6x1 enfrentava forte resistência da oposição no Senado, que queria adiar a votação para depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu colocá-la em votação nesta semana. Flávio Bolsonaro e a bancada do PL recuaram da posição e decidiram apoiar a proposta. O avanço oferece a Lula uma oportunidade de mobilização, mas o novo direito ainda não estará assegurado para todos os assalariados. A oposição pretende mitigar a decisão ao regulamentar a nova jornada.
Jovens e idosos
Em outra frente de batalha, Flávio construiu fortes vínculos com os empreendedores, ao associar prosperidade ao esforço individual e apresentar o Estado como obstáculo. Nesse segmento, vence por larga margem. Lula tenta romper essa identificação com medidas que falam diretamente ao caixa dos pequenos negócios. O pacote anunciado nesta semana pelo Palácio do Planalto inclui proposta de transferência de até R$ 5 mil para investimentos e perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de MEIs.
Politicamente, Lula tenta superar um ponto fraco de seu governo. Defender programas sociais não basta para conquistar quem deseja deixar de precisar deles. Esse eleitor pode ter origem popular, utilizar serviços públicos e, ao mesmo tempo, rejeitar uma identidade fundada na carência. Quer reconhecimento como alguém capaz de produzir, contratar e crescer.
É um equívoco interpretar essa aspiração apenas como adesão ideológica aos ricos ou uma traição à consciência de classe. Nem todo MEI é bolsonarista, porém, em localidades com forte presença de microempreendedores, Flávio Bolsonaro venceu por boa margem. Religião, renda, segurança e experiência de vida também influenciam esses resultados.
Jovens e idosos atravessam essas duas frentes. Entre os primeiros, a promessa de tempo para estudar dialoga fortemente com o desejo de abrir um negócio e conquistar independência. Para os mais velhos, pesam mais a segurança da renda, o custo dos medicamentos, o endividamento familiar e a estabilidade dos benefícios. Lula tenta oferecer respostas imediatas, numa fronteira sinuosa entre medidas populistas e o abuso de poder. Flávio procura preservar sua força eleitoral, adquirida com a identificação com quem considera excessivos os impostos e insuficientes as respostas do governo Lula.
Do ponto de vista objetivo, porém, Lula e Flávio precisam explicar como financiar suas promessas. É preciso demonstrar que as propostas cabem nas contas públicas; ou seja, combinar redução de tributos, equilíbrio fiscal e preservação de direitos. Assalariados e pequenos empreendedores desejam trabalhar sem viver permanentemente no sufoco. Em quatro anos de governo, para a maioria dos eleitores, Lula não conseguiu transformar proteção em perspectiva de ascensão, o que promete agora. Flávio acerta a mão ao associar autonomia econômica à segurança pública, entretanto, carrega um passivo histórico por suas relações com as milícias.
Lula diminui distância para Flávio; PT tem projeto alternativo para reduzir maioridade penal; 6x1 e+UOL
Transmissão ao vivo realizada há 7 horas #uolnaseleições #UOL #CanalUOL
No UOL News 1ª Edição desta quinta-feira (15): Com sim de Flávio, Senado aprova fim da 6x1; só Mourão votou não; 'Conquista histórica', diz Lula após aprovação do fim da escala 6x1; Oposição se rende à 6x1 e tenta revide a Lula com redução da maioridade; Palver: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 49% no segundo turno e mais notícias.
Diego Amorim
@Diego1Amorim
A meta do PT é virar sobre Flávio, claro, mas há outro motivo para a mobilização
Foto do perfil de canalmeiocanalmeioA disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está longe de estar definida.
Com base nos boletins de urna do TSE, no Censo do IBGE, na régua de classe da FGV e em dados da Pesquisa Meio/Ideia, Pedro Doria analisa para onde foram os votos que Lula perdeu, o perfil dos eleitores que mudaram de lado e o que pode definir o resultado no dia 25.
Assista e compartilhe.#Meio #Eleições2026 #Lula #FlávioBolsonaroA maior diferença entre Flávio e Lula está na Classe C, diz Pedro Doria | BASTIDORES CNNCNN Brasil
13 de out. de 2026 #CNNBrasil #Eleições
O Bastidores CNN recebe Pedro Doria, diretor de jornalismo do Canal Meio, para analisar a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Na entrevista, Doria comenta o comportamento do eleitor e o diálogo de direita e esquerda com o desejo de ascensão social das classes mais baixas. #CNNBrasil #Eleições
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O Maçarico e o Tapetão: A Nova Batalha de Itararé no Senado
Em uma disputa acirrada que expõe as entranhas do poder republicano, o conceito de "pragmatismo responsável" — outrora uma herança da diplomacia e da economia da ditadura — entra novamente em combustão. A matéria, altamente inflamável, é disputada a maçarico por oponentes que operam de olhos fixos no mercado global, com patrimônios e estratégias ainda profundamente dolarizados. O que se desenha no horizonte não é um consenso pacífico, mas sim uma simulação tardia da Batalha de Itararé: um cenário de imensa tensão que promete guerra total, mas que testa os limites do blefe institucional.
O palco desse embate, na tarde desta quinta-feira, não poderia ser outro senão o tapetão azul do Senado Federal. Ali, onde o regimento interno muitas vezes pesa mais que a própria Constituição, as cartas são dadas e as regras são moldadas longe dos olhos do grande público. É o triunfo da manobra de bastidor sobre o debate aberto.
Os Herdeiros da Fronteira Norte
O comando dessa engrenagem complexa encontra-se, hoje, nas mãos de líderes que carregam o DNA político do extremo norte do país. São os herdeiros diretos daquele território ultramarino que se transformou em Estado na moldura jurídica da Constituição de 1988 — o Amapá.
Trata-se de uma ironia geográfica e geopolítica fascinante. Os artífices do destino político da federação brasileira, sentados na cúpula do Legislativo, têm suas bases fincadas na exata fronteira com a Guiana Francesa. De um lado do rio, o pragmatismo cru do poder e do dólar; do outro, a Europa que ecoa o histórico e idealista lema "Liberté, Égalité, Fraternité".
O Pragmatismo do Século XXI
A queima a maçarico vista no plenário e nas comissões revela que o pragmatismo atual perdeu qualquer verniz de planejamento de Estado a longo prazo. Ele tornou-se estritamente tático, voltado para a sobrevivência de grupos de interesse e para a blindagem de elites econômicas.
Enquanto os oponentes dolarizados jogam suas últimas fichas no tabuleiro do Senado, o país assiste ao desfecho dessa nova Itararé. Se haverá um confronto real ou se o tapetão azul acomodará mais um acordo de cúpula, a resposta está sendo moldada agora, sob o calor e a pressão do maçarico parlamentar.
Use o código com cuidado.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar – Marco Aurélio Nogueira
Em estilo ágil, Marco Aurélio Nogueira sobrevoa reflexivamente a vida atual. A hipermodernidade, com seu dinamismo frenético e seus excessos, produziu um mal-estar sutil, que se recompõe continuamente. Transformou nossas circunstâncias e o modo como vivemos, nos comportamos e nos relacionamos. Pôs em crise as ideias de futuro, deslocando os equilíbrios, as certezas, nossa capacidade de compreender o conjunto. A política já não engaja como antes e as utopias desapareceram do horizonte. Não sabemos bem o que fazer com a IA. Estamos sobrecarregados de informações, mas os diálogos escasseiam. O cenário internacional desconcerta e assusta, atravessado que está por conflitos militares e pela disputa entre as potências.
Não estamos num beco sem saída. Para avançar, precisamos recuperar a disposição de agir democraticamente, compartilhar conhecimentos, aprender uns com os outros e reconstruir algum sentido para a vida. Ações políticas que não saibam compor, agregar e arar um terreno comum correm o risco de cair no vazio.
O autor se debruça interrogativamente sobre várias dimensões dessa enorme confusão que vivemos. E o faz de modo a levar o leitor a encontrar as perguntas adequadas, não para soluções definitivas, mas para descobrir o método com que podemos, coletivamente, enfrentá-las ao longo do tempo: o diálogo permanente entre todos nós. Assim analisa o desenvolvimento acelerado do aparato técnico-científico – a IA e as redes sociais, por exemplo – que nos abre enormes potencialidades e, simultaneamente, nos divide e nos deixa perplexos sobre o que e como fazer. Com o mesmo propósito, interroga nossas cidades, cada vez mais hostis aos brasileiros comuns, plantando no solo urbano nossas desigualdades. E assim segue o livro, desfiando um rosário de perguntas e questões, num itinerário pedagógico do dialogar, por fora de metafísicas ultrapassadas ou sonhos impossíveis, mas com um objetivo claro: a construção de um bem comum sustentado pelo diálogo permanente entre cidadãos livres das grades e muros que nos separam. Um bem comum que nos devolva a capacidade pragmática de tecer a imaginação de um futuro – e, com isso, reabrir as possibilidades do presente (excerto do prefácio de Rubem Barboza Filho, professor titular da UFJF).
Tenho aqui uma intuição teimosa: Marco Aurélio Nogueira acabou alcançando a sabedoria. Inteligência, erudição e discernimento criterioso ele já traz de algumas décadas. Tradutor e um dos grandes conhecedores da obra de Antonio Gramsci e de Norberto Bobbio, dois pensadores italianos que decifraram o nosso tempo com incrível originalidade e fecunda sistematização, Marco Aurélio se destaca por pensar com serenidade aquilo que, no mundo, se manifesta com alguma rudeza e mesmo com violência. Agora, neste livro, ele mostra que a sua serenidade (a “mitezza” de Bobbio) atingiu um plano alto. Nosso professor pensa com luminosa calma as conturbações tormentosas da realidade que nos traga. Isso, apenas isso, já é uma boa notícia. Boa leitura (Eugênio Bucci, professor titular da ECA-USP)
A política para além do âmbito institucional entrelaçada com uma sociologia que ilumina padrões instituídos por dinâmicas culturais conflitivas e imbricadas. É o que encontramos neste livro inspirador, que recupera a tradição ensaísta do pensamento social brasileiro e a narrativa autoral do pensamento europeu clássico, com foco numa conhecida determinação do autor: compreender a vida atual e um lugar chamado Brasil. Um país que parece pedir desesperadamente para ser entendido e resgatado por meio da reflexão e do diálogo democrático (Ana Cristina Braga Martes, socióloga e escritora)
Há muitos anos, conheço Marco Aurélio Nogueira como professor, orientador e amigo. E talvez por isso seja impossível separar, ao ler este livro, o intelectual da pessoa. Sua aposta no diálogo, na mediação e na construção de pontes, não é apenas uma escolha teórica: é uma forma de viver. Marco sempre foi de uma gentileza rara, acessível, disponível, atento ao outro e profundamente democrático, inclusive quando a divergência se impõe. Essa mesma disposição atravessa estas páginas. Diante de um tempo acelerado, fragmentado e ruidoso, ele não oferece receitas nem certezas reconfortantes. Oferece algo mais valioso: perguntas, reflexão, capacidade de mediação e um convite para que voltemos a pensar juntos. Sem arrogância e sem desalento, Marco nos lembra que compreender o mundo ainda é uma tarefa coletiva e que nenhuma transformação duradoura prescinde da conversa, da escuta e da disposição de construir algum terreno comum. Talvez haja nisso até algo do corintiano que ele é: a consciência de que viver também exige resistência, esperança e alguma fé no próximo lance. Este é um livro para quem ainda acredita que pensar, agir e dialogar podem, de fato, melhorar a vida que vivemos. E, justamente por isso, merece ser lido
*(Lucas Amaral Leite, Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado, SP)Paulinho da Viola - Sinal Fechado (Acústico MTV - 2007)
Vale de Elá (também chamado de Vale do Terebinto ou Wadi es-Sunt) é um vale histórico e geográfico localizado no centro de Israel, famoso por ter sido o cenário bíblico do confronto entre Davi e o gigante Golias (1 Samuel 17).
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CULTURA & POLÍTICA
Que encara o leão
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.
Por Editor Geral | Crônica Semanal
O cenário político brasileiro transformou-se em um libreto dramático onde clássicos da MPB, pesquisas de opinião e metáforas bíblicas se encontraram no mesmo palco. Da cobertura jornalística efervescente à votação histórica no Senado, acompanhe o desenrolar dessa ópera em três atos.
Ato I: A Escala, os Trios e a Ciranda dos Clássicos
A cortina se abre em meio ao debate febril da jornada de trabalho. A escala 6x1 escalou trios na Cultura e na CNN, enquanto Gil escalonou a festa com Domingo no Parque. As redes e as ruas ferviam sob a luz dos holofotes jornalísticos.
"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Entre os acordes de Chico Buarque e o riso contagiante da melodia de Caetano Veloso, Juliana diapasou o debate. A música popular brasileira emprestou suas linhas para traduzir o sentimento de uma sociedade que dançava no ritmo da urgência.
Ato II: O Vento que o Astronauta Levou
O ritmo desacelera para um bolero melancólico e tenso. O compasso é marcado pelo relógio: Felipe Nunes, da Quaest, fez a prece da Ave Maria das 18 horas na GloboNews. Os números da pesquisa presidencial trouxeram a atmosfera de expectativa nacional que antecedia a tempestade no plenário.
"São dois pra lá, dois pra cá... com um Band-Aid no calcanhar."
Na coreografia dos votos, o isolamento político desenhou um cenário dramático. Mourão estocou o vento que o Astronauta levou! Em um voto solitário contra a maré, a tentativa de estancar a mudança ruiu quando o Astronauta Marcos Pontes seguiu o fluxo da história, votando "SIM" e deixando que o vento levasse as velhas estruturas.
Ato III: Davi Encarou o Gigante
O grandioso final desta ópera reserva o confronto definitivo. O Palácio do Congresso transforma-se no vale de Elá. Diante de pressões gigantescas e de um sistema secular, a liderança se impôs para o desfecho da PEC mais comentada do país.
"Davi encarou o gigante."
Com a condução firme de Davi Alcolumbre no Senado, o Golias da jornada 6x1 foi derrubado por um placar esmagador de 75 votos a 1. A ópera se encerra não com um lamento, mas com o eco da promulgação de uma nova era trabalhista. A cortina se fecha, o leão foi encarado.
Use o código com cuidado.
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8 h
📊 ELEIÇÕES 2026: O QUE DIZEM AS PESQUISAS DESTA SEMANA?
O Florideprê reuniu oito pesquisas nacionais divulgadas entre os dias 9 e 15 de outubro para mostrar como está a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Os levantamentos são dos institutos Atlas/Bloomberg, Ipespe, Datafolha, Gerp, BTG/Nexus, PoderData/AYA, Quaest e Palver.
📈 O QUE CHAMA ATENÇÃO?
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em todos os levantamentos apresentados. Entretanto, as diferenças variam entre os institutos, e algumas pesquisas apontam empate técnico.
The Beatles em Versão Chorinho: Quando o Rock Encontra o Choro
IA
Choro & Café
10 de out. de 2026 #MusicaInstrumental #MusicaBrasileira #Cavaquinho
https://buymeacoffee.com/choroecafe
E se os maiores sucessos de The Beatles tivessem nascido no Rio de Janeiro? Juntamos a atemporalidade melódica de John, Paul, George e Ringo com o virtuosismo do bandolim, do cavaquinho e do violão de sete cordas em uma versão de chorinho surpreendente e emocionante. Clássicos absolutos do rock ganham uma nova roupagem acústica, cheia de bossa, improviso e alma brasileira. Aconchegue-se, aperte o play e aproveite essa fusão perfeita! Curta, compartilhe com os amigos e inscreva-se no Choro e Café para não perder nenhuma novidade!
🎧 Ideal para:
✔️ Acompanhar o café da manhã ou da tarde
✔️ Trabalhar e estudar com foco
✔️ Relaxar depois de um dia cansativo
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Nesta Coleção Maravilhosa:
00:00 - Let it Be
02:53 - Hey Jude
05:37 - Across The Universe
08:46 - And I Love Her
11:39 - Get Back
14:36 - Don´t Let Me Down
17:31 - Lucy In The Sky With Diamonds
20:15 - Here Comes The Sun
23:18 - Drive My Car
26:08 - A Day In The Life
29:06 - While My Guitar Gently Weeps
31:58 - Michelle
35:23 - With A Little Help From My Friends
38:40 - She Came In Through The Bathroom Window
41:39 - Please Mister Postman
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quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Como virar votos quando ninguém quer mudar de lado? Por Wilson Gomes*Folha de S. PauloQuando o voto é também veto ao adversário, mudar pode significar romper lealdadesLealdades políticas, custos psicológicos e anos de hostilidade dificultam a tarefa de Lula
Se conquistá-los já é difícil, imagine virar votos. Ainda mais em certas circunstâncias que se empilham nesta eleição.
Primeiro, quando o voto e o veto se equivalem. Quer dizer, quando há praticamente um empate entre o percentual de votos obtido por um lado e o de rejeição do adversário. E vice-versa. Assim, quem tentar mudar um voto vai ter que lidar com algo muito profundo: a decisão do eleitor de não votar naquele candidato de jeito nenhum.
Quando as pessoas escolhem com base nas características dos candidatos ou nas políticas públicas que oferecem, há sempre a possibilidade de mudar uma ponderação por conta da propaganda, de informações novas, da conversa política cotidiana. Mas quando se vota em um candidato para evitar que o outro ganhe, a perspectiva de mudança é mais complicada.
Segundo, quando o voto se baseia na identificação com um lado e na hostilidade ao outro, deixa de expressar uma mera preferência para se tornar a reafirmação de pertencimento e lealdade ao grupo. Há muito mais em jogo que escolher simplesmente um candidato entre vários: reafirmar vínculos e crenças, demonstrar fidelidade e coerência. Mudar de voto significa abandonar os seus, romper solidariedades, trair valores. Afinal, se já desconfiamos do caráter de quem muda de lado no infortúnio, o que pensar de quem troca de campo quando a vitória está a um passo?
Há, além disso, um custo psicológico. Mudar de voto pode significar admitir, perante si mesmo, que se estava errado o tempo todo. Quanto mais investimos em uma escolha, mais difícil reconhecer o erro. Para preservar a imagem que fazemos de nós mesmos como pessoas lúcidas e coerentes, tendemos a minimizar as falhas do nosso candidato, desculpar seus erros e justificar suas contradições. Queremos evitar o desconforto de descobrir que nossas convicções podem não ser tão sólidas quanto imaginávamos. Não é para qualquer um pagar o preço emocional de uma decisão que contradiz tudo aquilo em que acreditou e que defendeu durante anos.
Tampouco se deve subestimar o papel do histórico de rancor e ressentimentos contra o outro lado. São oito anos —e três eleições— de hostilidades construídas sobre bases morais. A convicção de que o outro lado é vil, estúpido e fanatizado é alimentada pela lista das atrocidades que dizem e fazem os seus membros e pela memória de humilhações e ofensas. A identidade do grupo foi erguida sobre a crença na superioridade moral e cognitiva, em contraste com a maldade e a burrice dos inimigos. Como esperar que anos de rancor cedam, de repente, diante de argumentos, evidências e apelos vindos do outro lado?
Pode-se sempre argumentar que não teríamos tido a alternância em 2022 e no primeiro turno de 2026 se votos não pudessem ser revertidos. É fato. Lula agora perdeu votos que provavelmente foram seus na eleição passada. Mas o ponto não é que votos não podem ser virados —eles podem. É que certas circunstâncias desta eleição tornam isso particularmente difícil. Ao longo de um mandato, o eleitor acumula experiências, frustrações, informações e avaliações que podem levá-lo a mudar gradualmente de preferência, sem um momento específico de conversão. O que não sabemos é se aquilo que levou quatro anos para se materializar nas urnas pode acontecer novamente em 15 dias.
Admitamos que esses sejam os votos de uma fração dos chamados "independentes", que não votam por identificação com lulistas ou bolsonaristas e, portanto, não estariam submetidos aos mesmos engessamentos identitários. Supõe-se que sejam o fiel da balança que inclina a eleição para um lado ou outro. Nesse caso, o que poderia levá-los a reverter o voto dado no primeiro turno? Ou o que poderia motivá-los a votar agora, quando não o fizeram no primeiro, ou a dar um voto válido, quando se negaram a fazê-lo em 4 de outubro?
Na verdade, ninguém sabe como fazer isso porque ninguém conseguiu até agora reverter uma derrota no primeiro turno de uma eleição presidencial. A militância certamente não o fará, pois o militante identificado com o lulismo nem sequer reconhece a existência de eleitores independentes, tratando-os como bolsonaristas envergonhados que só podem ser desprezados ou intelectualmente corrigidos.
E a campanha, que já deveria ter-se dado conta de que tudo será decidido por aqueles 3% de votos errantes que não são de ninguém, o que fará a respeito disso? Vai focar em convertê-los ao lulismo em vez de apenas convencê-los a dar o voto que negaram no primeiro turno? Teremos duas semanas para ver como resolvem esse dilema.
*Professor titular da UFBA, doutor em filosofia e autor de “Transformações da Política na Era Digital”, “A Democracia no Mundo Digital” e “A Tirania da Virtude”
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Fim da escala 6x1 venceria no primeiro turno, por Renato MeirellesO GloboMudança é apoiada por mais de sete em cada dez brasileiros
Mais de sete em cada dez brasileiros apoiam a mudança, uma votação que nem Lula nem Flávio Bolsonaro conseguiram. A proposta é maior do que os dois. E talvez seja justamente por isso que esteja mudando a conversa nesta reta final.
Imagine dona Beatriz, caixa de supermercado, casada com seu João, vigilante de shopping. Os dois trabalham seis dias por semana. Ela folga na terça, ele na quinta. Um domingo dos dois juntos virou luxo. Quando Beatriz descansa, lava roupa, vai ao posto de saúde, resolve a conta atrasada. João sai para trabalhar. Se alguém lhes perguntar sobre a economia, talvez respondam falando do preço do arroz. Se a pergunta for sobre a escala 6x1, responderão sobre a vida que gostariam de ter.
No primeiro turno, os dois anularam o voto. Não por falta de opinião, mas por excesso de cansaço da política. Agora, Beatriz começa a cogitar votar em Lula. João continua desconfiado. Não viraram petistas; descobriram uma proposta que cabe dentro de casa. E há milhões de casas em que o relógio, não a ideologia, organiza a vida.
Lula passou boa parte da campanha precisando se explicar: o preço da feira, as promessas que não saíram do papel, a sensação de que a vida não melhorou o suficiente. Flávio tinha pouco trabalho. Bastava perguntar se o brasileiro queria mais quatro anos de PT. É uma pergunta que mobiliza um antipetismo maior do que o próprio candidato.
O erro estava em responder falando quase sempre do legado. O legado é importante, mas está no passado. Quem passa seis dias trabalhando quer saber como será a próxima semana, não apenas como foi o país 20 anos atrás. Quando o PT sai da defesa da própria biografia e abraça o fim da escala 6x1, troca de assunto. Em vez de pedir reconhecimento, oferece uma perspectiva.
Não é tudo a mesma coisa. Proibir as bets é tentar impedir que o dinheiro da família desapareça num aplicativo. Reajustar o Bolsa Família é reforçar a renda de quem precisa, um programa já associado à história de Lula. A jornada 5x2 não é um benefício depositado nem uma proibição. É tempo para buscar o filho na escola, estudar, descansar. Atinge também quem nunca recebeu um benefício e jamais votou no PT.
É por isso que o apoio ultrapassa as fronteiras partidárias. Nem todo eleitor favorável à mudança gosta de Lula. Há quem seja de direita e trabalhe no comércio. Há a dona do mercadinho que também quer descansar, mas teme não conseguir pagar outro funcionário. Ignorar sua preocupação seria tão equivocado quanto chamar de preguiçoso quem gostaria de um sábado livre.
Flávio percebeu. Depois de chamar a discussão de oportunista, anunciou que votará pelo fim da escala. E, depois de cobrar tanto a presença de Lula, avisou que não irá ao debate da Band. Uma decisão não prova a causa da outra. Mas ambas revelam o peso de uma campanha que já não permite ao senador apenas cobrar explicações do presidente. O recuo não foi para agradar petistas. Foi para não contrariar parte de seus próprios eleitores. E isso já muda toda a dinâmica da reta final. Lula mudou de assunto. Flávio mudou de ideia.
Agora, ele também precisa explicar. Flávio defende como alternativa contratos por hora, com salário e direitos proporcionais, enquanto a proposta apoiada pelo governo reduz a jornada sem reduzir o salário. É uma discussão sobre o significado de liberdade. Responda com sinceridade. Alguém que já trabalhou de CLT acredita que férias remuneradas e décimo terceiro teriam sido conquistados se tudo dependesse exclusivamente da negociação entre patrão e empregado? Uma coisa é negociar livremente. Outra é precisar negociar sozinho, sem poder dizer não.
Mais de oito em cada dez brasileiros concordam que estamos cada vez mais cansados. O cansaço virou experiência nacional, embora os votos sejam diferentes. Trabalho não é apenas renda: é também a quantidade de vida que sobra depois dele.
Nada disso significa que Lula tenha virado a eleição. Concordar com uma proposta não é votar em quem a defende. Mas há uma descoberta que o PT demorou a fazer: o presidente pode ser menor do que suas ideias. Quando a campanha insistia no passado de Lula, era Lula quem precisava se explicar. Quando passou a falar do futuro dos brasileiros, foi Flávio quem precisou mudar de posição.
PELA SOBERANIA‘Pela democracia, soberania e justiça social’: manifesto gaúcho declara apoio a Lula e AlckminDocumento lançado em Porto Alegre reúne 242 nomes da sociedade civil em defesa da chapa para as eleições de 2026
2.out.2026 - 15:01
Porto Alegre (RS)
Fabiana Reinholz
Um grupo de 242 figuras da sociedade civil gaúcha lançou, nesta quinta-feira (1º), no auditório da Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Adufrgs-Sindical), em Porto Alegre, um manifesto em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e de Geraldo Alckmin à vice-Presidência.
Flávio Bolsonaro e o projeto de poder da família | Cá Entre NósMeioEstreou há 17 horas#eleições2026 #PoliticaBrasileira #constituiçãofederal
Flávio Bolsonaro diz que, se eleito, quer mudar a Constituição para "redemocratizar" o país. Com a maior bancada do Congresso neste século, um centrão que chega como sócio menor, uma oposição sem número para abrir CPI e até quatro cadeiras no STF para indicar, um eventual governo Flávio teria um poder que nem Jair teve. Neste Cá Entre Nós, Flávia Tavares recapitula 27 anos de declarações autoritárias da família Bolsonaro, mostra como o bolsonarismo repete o roteiro de Donald Trump com dois anos de atraso e discute o argumento que vem circulando na esquerda: o de que a direita democrática, ao ajudar a eleger Flávio, pode estar decretando o próprio fim.
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Da Enxada ao Pix: A Metamorfose do Clientelismo na Guerra de Movimento
Em diálogo meta-jornalístico com a análise de Luiz Carlos Azedo, um manuscrito anônimo desvenda o "centro de gravidade" das urnas de 2026: a velha engrenagem política vestida de pós-modernidade.
O jornalismo político contemporâneo frequentemente busca em Clausewitz e Gramsci as lentes para traduzir o teatro das urnas. No rastro da análise fina de Luiz Carlos Azedo no Correio Braziliense, o segundo turno de 2026 desenha-se como um tabuleiro clássico: de um lado, a impetuosa “guerra de movimento” de Lula, tentando reverter a dianteira adversária nas ruas; de outro, a disciplinada “guerra de posições” de Flávio Bolsonaro, entrincheirado no apoio de governadores e na contenção de danos sociais.
Contudo, paralelamente ao rigor analítico do clipping diário, a literatura política marginal — aquela que nasce rabiscada à caneta em folhas soltas — capta o que os manuais teóricos às vezes camuflam. Um manuscrito recente sintetiza a gênese e o destino dessa disputa com precisão cirúrgica:
No princípio, era união (liberal) contra
Unidade (comunista)
O mundo girou
A Lusitana rodou
E o piloto ficou.
O lirismo político do fragmento ironiza a própria volatilidade das ideologias. Enquanto as militâncias se digladiam sob rótulos históricos — o liberalismo contra o comunismo —, a máquina do poder opera em órbita própria. O mundo gira, as forças estruturais se reorganizam (“a Lusitana roda”), mas a figura do governante profissional, o eterno “piloto”, permanece intocada. Mudar para continuar o mesmo: eis a primeira máxima do pragmatismo eleitoral.
É nesse cenário de sobrevivência que as promessas de campanha deixam de ser plataformas programáticas e passam a ser ferramentas de pura higienização biográfica. Quando o manuscrito questiona: “Qual é a grandeza da União? / É simplesmente limpar o / seu nome”, há uma dupla e ácida leitura. Dialoga tanto com a urgência institucional de um governo que precisa reabilitar sua imagem diante do eleitorado quanto com o pragmatismo de uma população sufocada pelo endividamento.
Azedo nos reporta que Lula, no ápice de sua ofensiva de movimento, dobrou a aposta na chamada “economia do afeto”. O anúncio de um programa Desenrola voltado para microempreendedores individuais (MEIs), acompanhado de um aporte de R$ 5 mil a fundo perdido para a compra de equipamentos, é o exemplo perfeito dessa dinâmica. É a captura do espírito do tempo. Se, por um lado, “A sociedade financia / a reeleição de incumbente” por meio do uso estratégico da máquina pública e das emendas de relator, por outro, o eleitorado aprendeu a precificar o seu consentimento.
Aqui, o diálogo lítero-político atinge o seu clímax ao resgatar a obra seminal de Victor Nunes Leal. No clássico Coronelismo, Enxada e Voto, a fidelidade do eleitorado de cabresto era mantida através de uma escassez palpável: entregava-se um pé de sapato antes do voto e o outro parceiro apenas após a confirmação da vitória. A engenharia do voto era analógica, rústica, mas extremamente eficaz na sua crueza.
O que testemunhamos nesta reta final de outubro de 2026, contudo, é a sofisticação tecnológica desse mesmo DNA dependente. O fechamento do manuscrito é, por si só, um tratado de sociologia política contemporânea:
Na enxadada - uma
minhoca pós moderna -
um PL antes do voto,
Pix no bolso na aprovação.
A "enxadada" agora é digital. A "minhoca pós-moderna" que fisga o eleitor ou o parlamentar aliado não é mais o quilo de alimento ou o calçado desemparelhado. Na guerra de movimento de Lula, a isca é o Pix direto na conta, o auxílio emergencial customizado, a transferência instantânea a fundo perdido. Do lado da guerra de posições do bolsonarismo, a reação é célere: para não perder terreno no eleitorado economicamente vulnerável, Flávio Bolsonaro adere estrategicamente ao fim da jornada 6x1 no Senado. No fundo, ambos os lados entenderam o "centro de gravidade" clausewitziano do pleito: o estômago e o bolso do trabalhador.
O "PL (Projeto de Lei) antes do voto" e o "Pix na aprovação" sintetizam o funcionamento da nossa República hiperconectada. Pouco importa se a batalha institucional ocorre nos canais suspensos do WhatsApp ou nos palanques da Avenida Paulista e de Copacabana. A grande ironia apontada pelo cruzamento entre o jornalismo de Azedo e o lirismo do manuscrito é que, sob o verniz da polarização ideológica e da tecnologia de ponta, o Brasil profundo continua operando sob a lógica do dote e da conveniência.
O mundo gira, a tecnologia avança, as táticas gramscianas se modernizam nas redes. Mas, no fim do dia, a engrenagem que move as trincheiras do poder permanece idêntica à dos tempos do coronel: ganha quem souber entregar o segundo pé do sapato mais rápido — mesmo que ele venha em forma de notificação no celular.
Use o código com cuidado.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Lula faz “guerra de movimento” enquanto Flávio aposta na “guerra de posições”, por Luiz Carlos AzedoCorreio BraziliensePetista dobrou a aposta na “economia do afeto”: anunciou um Desenrola para os microempreendedores e que ainda dará um Pix de R$ 5 mil para compra de equipamentos
O prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831) tornou-se célebre sobretudo por explicar a lógica dos conflitos. Militar desde os 12 anos, enfrentou as forças napoleônicas, serviu no Exército russo, na batalha de Borodino, e participou da campanha de Waterloo, combatendo em Wavre. Morreu de cólera e deixou os manuscritos de Da Guerra, publicados por sua mulher, Marie von Brühl. “A guerra como continuação da política por outros meios”, seu conceito mais conhecido, subordina a ação militar ao objetivo político.
Clausewitz compreendeu que superioridade material não assegura vitória. Moral, capacidade de comando, concentração de forças e acontecimentos imprevistos podem mudar uma batalha. A estratégia exige identificar o centro de gravidade do adversário: aquilo que sustenta sua capacidade de resistir.
Neste segundo turno, essa reflexão ajuda a compreender como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, e Flávio Bolsonaro, que chegou à frente no primeiro turno, procuram explorar vulnerabilidades e recuperar ou manter a iniciativa política.
O jornalista e pensador marxista Antonio Gramsci (1891-1937) fez o caminho inverso, ao transportar conceitos militares para a disputa política. Preso pelo fascismo, nos Cadernos do Cárcere elaborou conceitos de poder político que combinam coerção e consentimento. Segundo ele, nas sociedades ocidentais, partidos, igrejas, associações e instituições culturais constituem defesas profundas da ordem social. Por isso, como estamos vendo agora, a conquista do governo não basta para ter a direção da sociedade.
No conceito gramsciano, a guerra de movimento é a ofensiva política direta, enquanto a guerra de posições é a disputa prolongada por organização, alianças e hegemonia. Não se trata de fazer passeatas ou jogar parado. Por analogia, no segundo turno, Lula tenta modificar rapidamente a dinâmica eleitoral, enquanto Flávio procura consolidar as vantagens políticas e sociais que o levaram à dianteira. Ambos combinam movimento e posição, mas com prioridades diferentes.
O resultado do primeiro turno impôs ao presidente a necessidade de sair da defensiva. Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O petista precisou romper a impressão de derrota antecipada, reanimar sua base e busca alcançar eleitores que não escolheram nenhum dos finalistas. Seu adversário pretende transformar a vantagem inicial em maioria de votos válidos e evitar um julgamento dos riscos de seu próprio programa.
A retomada das ruas é parte da ofensiva de Lula. A manifestação na Avenida Paulista, no domingo, e o ato em Copacabana, na segunda-feira, acompanhado de mobilizações em outras cidades, devolveu ao petista a força das ruas. Essa mobilização produz imagens para as redes e estimula conversas fora dos círculos partidários. A aposta é transformar entusiasmo em comparecimento e persuasão. Multidões reunidas, porém, por si mesmas, não medem a transferência de votos.
Conflito de mensagens
A pesquisa PoderData/Aya, divulgada ontem, oferece um sinal favorável a Lula: o presidente passou de 47% para 49% dos votos válidos, enquanto Flávio recuou de 53% para 51%. A distância caiu de seis para dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores, entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto. A reação é compatível com a retomada da iniciativa petista, mas atribuí-la somente às manifestações seria precipitado. As entrevistas ocorreram durante os atos.
A Nexus, realizada no mesmo período, registra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos. Ouviu 2.002 eleitores, com margem de dois pontos. Mais revelador é que 92% declaram ter decidido o voto e apenas 7% admitem mudar. Como esta é a primeira rodada da Nexus depois do primeiro turno, ela não oferece uma comparação equivalente à da PoderData. A diferença entre os institutos não comprova que um captou o efeito das ruas e o outro deixou de percebê-lo.
Flávio pretende consolidar suas posições ao adotar como estratégia de campanha a “guerra de posições”, com apoio de governadores, prefeitos e estruturas locais de poder. O encontro em São Paulo com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes ilustra uma campanha orientada a organizar apoios, reduzir abstenções e disputar indecisos, agora com apoio de aliados eleitos que ficaram neutros no primeiro turno.
Ao negar que eliminará benefícios sociais ou reajustes do salário mínimo, Flávio procura impedir que a ofensiva de Lula abra uma brecha entre o eleitor conservador e o eleitor economicamente vulnerável. Por essa razão, resolveu apoiar a aprovação do fim da jornada 6 x 1, em votação no Senado. Ontem, Lula dobrou a aposta na sua “economia do afeto”: anunciou que fara um Desenrola para os microempreendedores individuais (MEIs) e ainda dará um Pix de R$ 5 mil para cada um deles comprar equipamentos, a fundo perdido.
No WhatsApp, a disputa está acirrada. O crescimento do Exército do Lula, organizado por André Janones, levou o bolsonarismo a reagir com a Tropa do Flávio e ações judiciais. A suspensão do canal petista por Kassio Nunes Marques, posteriormente revertida, transformou a circulação de mensagens em batalha institucional. Para Lula, preservar esse instrumento é vital para o êxito da “guerra de movimento”. Neutralizar essa iniciativa, para Flávio, porém, desloca o centro da disputa eleitoral para a “guerra de posições”, onde está em boa vantagem.
Bezerra da Silva - Dedo Duro
'O Livro de Areia' : resumo do enredo
O narrador mora em Buenos Aires. Certa noite, um livreiro — um homem alto das Ilhas Orkney, na Escócia — aparece à sua porta, anunciando que vende Bíblias. O narrador o convida a entrar e o livreiro lhe mostra um livro incomum, que o narrador considera surpreendentemente pesado. Na lombada do livro estão as palavras "Sagrada Escritura" e "Bombaim".
O Grande Circo Místico l Trailer Oficial - 15 de novembro nos cinemas!
Dublagem automática
H2O Films
11 de set. de 2018
O Grande Circo Místico é o 18º longa-metragem de Carlos Diegues, um dos nomes mais importantes da cultura e do cinema brasileiros. Inspirado no poema de Jorge de Lima e com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo.O filme conta a história de cinco gerações da família dona do circo. Desde a inauguração do Grande Circo Místico, em 1910, até os dias atuais, os espectadores acompanharão com a ajuda de Celaví, o mestre de cerimônias, as aventuras e os amores da família Kieps, desde o início, passando por sua decadência, até o surpreendente final. Um filme em que realidade e fantasia se juntam em um universo místico.
O Grande Circo Místico
By Simone Prado Ribeiro segunda-feira, dezembro 01, 2014 Poesia No comments
Um clássico e um dos melhores poemas que já li desse grande homem das Letras: Jorge de Lima. Foi também inspiração para a música "Beatriz", de Chico Buarque.
O médico da câmara da imperatriz Tereza – Frederico Knieps – resolveu também que seu filho fosse médico, mas o rapaz fazendo relações a equilibrista Agnes, com ela se casou, fundando a dinastia do circo Knieps de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown (palhaço), de quem nasceram Marie e Oto. Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun – a tatuada no ventre, quis entrar para um convento, mas Oto Frederico Knieps não atendeu, e Margarete continuou a dinastia do circo de que tanto se tem ocupado a imprensa. Então Margarete tatuou o corpo, sofrendo muito por amor de Deus, pois gravou em sua pele rósea a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais; e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos, quando ela entrava nua pela jaula a dentro, chorava como um recém nascido. Seu esposo - o trapezista Ludwig nunca mais a pode amar pois as gravuras sagradas afastavam a pela dela e o desejo dele. Então, o boxeur Rudolf que era ateu e era o homem-fera derrubou Margarete e a violou. Quando acabou o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps. Mas o maior milagre são as suas virgindades.
Em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado; são as suas levitações que a platéia pensa ser truque; e a sua pureza em que ninguém acredita; são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo; mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas, dançam no arame e deslocam de tal forma os membros que parece que os membros não são delas.
A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos, Marie e Helena se repartem todas, se distribuem pelos homens cínicos, mas ninguém vê as almas que elas conservam puras, e quando atiram os membros para a visão dos homens, atiram as almas para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do Grande Circo Knieps muito se tem ocupado a imprensa.
(poema de Jorge de Lima)
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O Vício da Areia e os Ecos do Tabuleiro
A história não anda para trás, mas teima em não avançar nas percepções de quem finge guiar o país. Quando o ex-presidente disparou o seu infame "não pintou clima", após invadir a privacidade e a dignidade de jovens imigrantes venezuelanas vulneráveis, a oposição institucional chiou. Gritou nas redes, fez barulho, mas não moveu uma palha real para cessar aquele despautério de governante dissimulado. O objetivo real nunca foi a justiça ou a proteção social; foi apenas sangrar o adversário. Uma estratégia viciada, idêntica àquela que o próprio establishment usou no passado quando tentou sangrar o governo de turno no escândalo do Mensalão — e viu o alvo se salvar, reeleger-se e retornar ao topo.
O risco dessa miopia deliberada é ignorado por quem joga apenas areia nos olhos do competidor da terceira via. Cega-se o debate público para manter viva uma polarização artificial com um suposto "pato manco". Mas o jogo virou. O pato manco agora ameaça voltar pelos braços de um filho, carregando o espólio político rampa acima, numa emulação irônica e plagiada do simbolismo popular de Candido Portinari que organizaram na posse de Luiz Inácio da Silva. A ironia temporal é implacável: o que parecia um passado distante ou um futuro consolidado se mistura na fumaça das urnas de 2026.
É nesse ponto que o diagnóstico das ruas cruza com a análise certeira da jornalista Maria Cristina Fernandes. Enquanto o nosso olhar se fixa na rampa e nos erros de cálculo da oposição tradicional, Fernandes nos lembra de que "há sinais fartos de que o país não ficará a reboque de um eventual endurecimento do regime". Se por um lado assistimos ao avanço acachapante do PL no Congresso e à projeção de um Flávio Bolsonaro ao Planalto, por outro, as ruas e as instituições mostram que o território já não é cativo de uma única força.
O nó górdio, contudo, permanece o mesmo que criticamos no início: as ambições desmedidas. Fernandes joga luz sobre os bastidores dessa cegueira estratégica ao cravar que "a bancada só não será maior porque ambições desmedidas impediram que Psol e PT formassem uma federação". Por míseros 185 votos no Espírito Santo, o pragmatismo canibal da esquerda preferiu o isolamento à sobrevivência conjunta, desperdiçando a força de puxadores de voto históricos e empurrando o Psol para a guilhotina da cláusula de barreira.
Enquanto a velha guarda se engalfinha em vaidades e táticas de desgaste mútuo, uma bancada jovem de "caçadores de pokémon" assume o proscênio. Se antes se limitavam a vídeos virais, hoje pautam o Senado com o fim da jornada 6x1. Eles entenderam o que a terceira via e os velhos caciques ignoraram: o Congresso não é uma relva passiva à espera do trator bolsonarista, mas sim uma caixa de ressonância de acordes dissonantes. Do Republicanos de Marcos Pereira e Tarcísio de Freitas ao feudo de Davi Alcolumbre, o poder exige negociação, não apenas lacração.
No xadrez que se desenha para 2027, as fissuras estão expostas para quem quiser ver. Flávio Bolsonaro, se eleito, não herdará um tapete vermelho; herdará um labirinto onde terá de mediar inclusive as ambições de sua madrasta, Michelle Bolsonaro, líder de uma bancada feminina histórica que não aceitará o banco de reservas.
A tragédia da nossa percepção política é acreditar que o jogo se resume a jogar areia no vizinho para polarizar com o fantasma da vez. A história não retrocede, mas enquanto as lideranças agirem por vaidade mesquinha, sabotando federações e apostando no "quanto pior, melhor", continuaremos presos a esse eterno retorno. O eleitor, como bem nota Fernandes, já resolveu dar as caras para avisar que também está no jogo. Resta saber se os políticos vão finalmente parar de olhar para o próprio umbigo e começar a ler os sinais que vêm das ruas.
O Livro de Areia, de Jorge Luis Borges – Resenha de livro
por Marcia Saito 13/12/2014 contos fantásticos Jorge Luis Borges Livro de Areia melancolia Undr
O-LIvro-de-AreiaColeção Folha Literatura Ibero-Americana
104 pags
Um coletânea de 13 contos do renomado escritor Jorge Luis Borges, onde o epílogo explica sobre as várias temáticas que cada conto aborda. A expressividade em seus textos mostra a versatilidade de sua essência de escritor de texto e estilo de escrita único, que mostra desde seu apuro literária narrativa em versões de histórias com detalhamentos históricos que convencem. Outros contos, em sua simplicidade narrativa mas não menos sensível, explora-se na trama a sensibilidade do autor na percepção da alma humana, além de mostrar sob a ótica fantástica, dando um sentido quase mágico em suas histórias.
Chama atenção pelo nome curioso, O Livro de Areia, que é o título de um dos contos da coletânea. Esse conto lida com o fantástico de uma forma que prende a atenção, do começo ao fim.
Uma opinião pessoal a respeito deste livro, digo que nunca havia lido nada deste escritor tão conhecido e que arrasta milhares de fãs literários. Não tenho o comparativo de suas outras obras para dizer que é o melhor dele, mas o que li foi interessante em conhecer os vários lados deste escritor tão extraordinário e digno de sua fama, de homem de admiráveis talentos.
Há contos de sua notória qualidade literária, mas cheio de rebuscamento que sufoca um tanto a trama geral da história.
Outras, em sua simpliciade de desenvolvimento, mostraram o que havia de melhor em percepções filosóficas da condição e pensamentos humanos. Mesmo os que remotavam uma certa melancolia, como o conto “Undr”, não havia como meditar a respeito do contexto da história.
Nunca imaginaria que um autor que trata de suas histórias com teor fantástico, ganharia tanta notoriedade e respeito no meio literário.
É livro que releria, para avaliar sob as várias óticas que variam em cada época de nossas vidas.
Ao nobre estilo de Belmiro Braga, o grande mestre mineiro da trova, fiador do riso fino e da rima bem metrada, ponhamos lado a lado a doutrina sisuda do pensador sardo com a malandragem política denunciada por Magnoli.
Quando o governante quebra o espelho para não ver o próprio erro, ele subverte a teoria: em vez de trabalhar duro para moldar o amanhã, prefere deitar-se à sombra e culpar o povão.
Aqui estão as trovas que contrastam a gramsciana construção do futuro com a gaiata desculpa do derrotado:
I. A Expressão Original (O Dever do Estadista)
Aplicar a vontade à criação,
Exige do forte a virtude;
Mudar do destino a lição,
Moldando o real com atitude.
II. A Versão Gaiata (O Jogo de Empurra)
Mas se o plano desaba no chão,
O esperto mal muda de lado:
Aplica à vontade a criação...
De um novo e perfeito culpado!
III. O Contraste (O Diagnóstico da Urna)
Diz a tese que o mundo se altera
Com esforço e com brio profundo;
Mas na prática dessa galera,
Se perdem, a culpa é do mundo!
IV. A Graça (A Resposta ao Artigo)
Se o povo votou diferente,
O "puro" se nega o pecado:
"O erro não foi do gerente,
O freguês é que foi malcriado!"
O Fechamento da Tramoia
Como bem nota o artigo e rimaria o poeta juiz-forano: na falta de coragem para aplicar a vontade à criação de novas soluções econômicas e sociais, a militância senta-se à vontade para criar espantalhos.
Se o povo não vota como a cartilha identitária exige, decreta-se que o DNA da nação é que está estragado. Afinal, para quem sofre de soberba moral, é muito mais confortável reformar a culpa dos outros do que reformar as próprias ideias.
Released prisoner of war Lt. Col. Robert L. Stirm is greeted by his family at Travis Air Force Base in Fairfield, Calif., as he returns home from the Vietnam War, March 17, 1973.
Sal Veder/AP
Photojournalist Sal Veder, best known for his Pulitzer-Prize winning photo "Burst of Joy," depicting a U.S. Air Force lieutenant colonel reuniting with his family after spending five years in a prisoner of war camp in Vietnam, died at the age of 99 on Saturday.
According to the Associated Press, his family confirmed he died in his sleep at his home in El Dorado County, Calif., just over a week before he'd have turned 100.
In a 2015 interview with The Guardian, Veder said he was waiting with dozens of other photographers in a bullpen at Travis Air Force Base in Fairfield, California, competing for shots of other returning POWS and their loved ones, when he sensed movement off to one side. "This family came out of nowhere, got out of their car and dashed for the soldier, who'd been a POW for five years," he said in the interview.
Associated Press photographer Slava "Sal" Veder holds a copy of his Pulitzer Prize-winning picture and a congratulatory telegram from Wes Gallagher, then-AP president and general manager, in San Francisco on May 7, 1974.Anthony Camerano/AP
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
O clique da glória e da amargura, por Ruy CastroFolha de S. PauloUm soldado prisioneiro de guerra volta do Vietnã e descobre que sua esperança foi em vãoA bela foto daquele momento é premiada e liga o fotógrafo e seu personagem para sempre
A foto, excepcional, correu o mundo em 1973. Mostrava um soldado americano, prisioneiro de guerra durante cinco anos no Vietnã, desembarcando recém-libertado numa base aérea na Califórnia. O homem é um major e se chama Robert Stirm. Está fardado, de costas para a câmera, e sua bela família corre euforicamente para abraçá-lo. São duas meninas, uma já adolescente, dois garotos e a esposa. Parecem estar no ar, os pés fora do chão, e a alegria em seus rostos é indescritível. A foto é de Slava Veder, também americano, da Associated Press.
Veder morreu há um mês, aos 99 anos. Sua foto lhe rendeu o Prêmio Pulitzer e fama pelo resto da vida. Stirm morreu em 2025, aos 92, mas, para ele, ao contrário, ela só lhe provocava amargura. Não porque lhe lembrasse o longo cativeiro na selva, mas porque, ao se reunir com a família naquele momento, já sabia que seu casamento estava destruído. Dias antes de voltar, recebera uma carta da mulher contando-lhe que, na ausência dele, ela se apaixonara por outro homem e, embora aquele caso já tivesse acabado, convencera-se de que não era feliz no casamento e queria o divórcio.
Stirm não esperava por aquilo. O que o fizera sobreviver à fome, às torturas e às execuções simuladas na prisão fora a esperança de reencontrar sua família, recuperar o tempo perdido com a mulher, acompanhar o que restava da adolescência das crianças. E, ao descer do avião, sentia-se como se o chão que pisava não existisse. O casamento acabara e eles concordaram em esperar um ano para a separação, o que aconteceu.
A história chegou à imprensa na época e, por algum tempo, foi tão conhecida quanto a foto. Para sorte de Stirm, seu rosto não aparecia na imagem, poupando-o de ser apontado nas ruas. Mas todos sabiam dela nos quartéis. Promovido a coronel, ele abandonou a vida militar.
Veder e Stirm passaram as muitas décadas seguintes ligados pela foto. Com frequência, participavam de cerimônias envolvendo os veteranos daquela guerra absurda. Mas, para Stirm, o Vietnã nunca acabou.
1973 Burst of JoyMarshall Poe
31 de mai. de 2010
A Mechanical Icon film.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
A culpa pela derrota de Lula no 1º turno é do povo, por Demétrio MagnoliO GloboJustificativas ensaiadas têm algo em comum: eximir o presidente e seu partido de qualquer responsabilidade
Quem é o culpado? Sidônio Palmeira, Janja, Alexandre de Moraes, o “imperialismo ianque”, a “imprensa entreguista”, o mordomo? Todas essas hipóteses circulam na campanha de Lula e na base militante petista. Contudo, no fundo, a teoria mais permanente é outra: a culpa seria do povo.
Há muito, quando o PT perdeu uma eleição em São Paulo, a filósofa Marilena Chauí acusou a “classe média fascista”. Era estranho, pois o PT daquele tempo triunfara várias vezes nas grandes cidades do Sudeste, inclusive com o voto majoritário dos bairros de classe média. Afinal, essa camada social tornava-se fascista apenas quando o PT perdia?
Outros tempos, novos culpados. Desde 2018, nos meios de esquerda, firmou-se uma obsessão sobre o “pobre de direita”. Os militantes tendem a imaginar que sua régua — a ideologia — é a de todos. Não entendem que a decisão de voto move-se circunstancialmente. Eleitores de Obama votam, depois, em Trump, e os mesmos pobres que sufragaram Lula podem votar em Bolsonaro.
A difusão da política identitária entre os “progressistas” degradou ainda mais os diagnósticos. No lugar de grupos (imaginários) mais ou menos demarcados, a culpa estendeu-se à sociedade inteira — ou, ao menos, à maioria dela.
Numa entrevista anterior ao primeiro turno, dedicada a divulgar o livro “O ódio como política”, que organizou, a socióloga Esther Solano sugeriu a seguinte explicação sobre o eleitorado de Bolsonaro:
— Estamos num país que tem uma sociedade muito racista e muito machista. O Brasil é o país que mais mata pessoas transgênero no mundo, tem uma alta taxa de feminicídio. Então, é um país que está construído sobre uma base de ódio contra o diferente.
Solano expressa, palavra por palavra, um diagnóstico que percorre significativa parcela da esquerda. Ela não disse que existem racismo, machismo, misoginia e transfobia, o que é óbvio. Mas, recitando a bíblia identitária, afirmou que essa é a essência da “sociedade brasileira”. Afinal, de acordo com Solano, o Brasil ergue-se “sobre uma base de ódio contra o diferente”. Se isso for verdade, desistam: Lula não tem chance. Um país esculpido nesse molde elegerá, inevitavelmente, a extrema direita. E, como não dá para mudar de povo, restaria aos “progressistas” mudar de país.
Supostamente radical, o raciocínio identitário é, na verdade, fatalista — e derrotista. Seu fulcro encontra-se na palavra que amam de paixão: estrutural. O racismo é “estrutural”, como a misoginia, a homofobia e a transfobia. Significa que estão incrustados no DNA da “sociedade”. Não havendo saídas, procura-se constranger a “sociedade” atribuindo-lhe características pecaminosas, a fim de cobrar “compensações”, na forma de cotas.
Funciona, mas ao reverso. O declínio eleitoral dos “progressistas” no Ocidente reflete, em larga medida, o fastio provocado por intermináveis discursos sobre a culpa proferidos do alto de uma pretensa superioridade moral.
O detalhe que escapa ao raciocínio identitário: desde 2003, os “progressistas” governaram o Brasil durante 75% do tempo. Como se explica que uma sociedade tão corrompida, violenta, odienta e odiosa tenha feito tal escolha eleitoral predominante?
Há mais. Inegavelmente, e segundo os próprios discursos de Lula, os governos “progressistas” que dominaram nossa História recente desempenharam papel significativo na edificação do Brasil atual. Seu legado é um país tão depravado?
As diversas justificativas ensaiadas para a derrota no primeiro turno, do mordomo marqueteiro ao país consumido pelo pecado, têm algo em comum: eximir o presidente e seu partido de qualquer responsabilidade. Lula, o PT e as políticas do governo nada têm a ver com o fracasso. A culpa é sempre dos outros — e, segundo a lógica identitária, do país impuro que os puros governam.
É uma repetição. No rastro do impeachment de Dilma Rousseff, inventou-se a lenda do “golpe das elites” para impedir a revisão crítica das políticas que conduziram à depressão econômica. Hoje, a imaginação “progressista” voa alto, com o mesmo objetivo. Quebrar espelho, eis o que se faz. Desse jeito, até um Flávio pode chegar ao Planalto.
A CULPA É DELE E ELE BOTA EM QUEM ELE QUISER
Essa frase é um clássico! Ela resume com perfeição o comportamento daquela pessoa que simplesmente se recusa a assumir as consequências e prefere o caminho mais fácil: apontar o dedo para os outros.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Opinião do dia – Antonio Gramsci*
“O político em ato é um criador, um suscitador, mas não cria a partir do nada nem se move na vazia agitação de seus desejos e sonhos. Toma como base a realidade efetiva: mas o que é esta realidade efetiva? Será algo estático e imóvel, ou, ao contrário, uma relação de forças em continuo movimento e mudança de equilíbrio? Aplicar a vontade à criação de um novo equilíbrio das forças realmente existentes e atuantes, baseando-se naquela determinada força que se considera progressista, fortalecendo-a para fazê-la triunfar, significa continuar movendo-se no terreno da realidade efetiva, mas dominá-la e superá-la (ou contribuir para isso). Portanto, o “dever ser” é algo concreto, ou melhor, somente ele é interpretação realista e historicista da realidade, somente ele é história em ato e filosofia em ato, somente ele é política.”
*Antonio Gramsci (1891-1937), Caderno 13 – Cadernos do Cárcere, v.3. p.35. 3ª Edição. Editora Civilização Brasileira, 2007.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
O chicote mudou de mãos, por Carlos AndreazzaO Estado de S. Paulo
O presidente do TSE mandou derrubar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado por André Janones. O deputado aplica contra o bolsonarismo aquilo que o bolsonarismo sempre aplicou contra os adversários: a difusão em massa de comandos para espalhamento de informações frequentemente mentirosas.
Lula reclamou do presidente do TSE: “Estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra nossa campanha. Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um compromisso civilizado, republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”. A fala poderia ser de Jair Bolsonaro, em 2022.
O presidente do TSE mandou derrubar o canal lulista em consonância com a doutrina gilmarmendista: ignorando o juiz natural e atropelando determinação do relator. Flávio Bolsonaro, insatisfeito com as providências ordenadas pelo ministro Cueva, decidiu escolher o juiz. Escolheu Nunes Marques, que então abriria a constituição – o Direito Eleitoral Xandônico – que a jurisprudência do TSE, chancelada pelo STF, escrevera.
Flávio elogiou a decisão e pediu mais: “Espero que a Justiça Eleitoral continue. Seja mais ágil, inclusive. Porque os caras criaram um canal de divulgação de mentiras em massa. É um absurdo”. A fala poderia ser de Lula, em 2022.
O ato censor – sim, censura, também prévia – de Nunes Marques presta todas as homenagens à obra de Alexandre de Moraes. É uma ode a Xandão. O legado da Presidência que, em defesa da democracia, outorgou-se o poder de resolver casos omissos. Casos omissos, para solução individual do togado, serão aqueles que o xandão da vez quiser.
A resolução xandônica 23.714/2022/TSE contempla – banaliza – a suspensão temporária de perfis, contas ou canais mantidos em mídias sociais. Ao validála, o Supremo assentou que a censura prévia não seria censura prévia “em caso de produção sistemática de desinformação sobre o processo eleitoral”. Censura prévia, baixada sob conceitos vagos.
Também a Segunda Turma fora expressa a respeito das garantias para a atividade do arbítrio à baciada: “determinação de indisponibilidade de perfis mantidos em plataforma social em caso de grave ofensa ao processo eleitoral” não caracterizaria censura prévia. É por onde avançam André Mendonça e Nunes Marques, autorizados pelo plenário do STF, consagrador do mantra xandônico segundo o qual a liberdade de expressão seria balizada pelo binômio liberdade e responsabilidade, e que o seu exercício “não pode ser utilizado como verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas”.
O ministro Cueva, desta vez, mais uma vez, removeu a censura de arrastamento. A tendência – tendência do STF – é à censura, desconsiderada a repressão individual a conteúdos ilícitos. A balança do Supremo – distorcidos os pesos da Constituição – pende à restrição integral ao funcionamento de meios de comunicação. É a regra.
O recuo de Alexandre de Moraes é para valer? | Meio-Dia em Brasília - 13/10/2026O Antagonista
Transmissão iniciada há 59 minutos Meio-Dia em Brasília | 2026
Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.Samba do Approach - Zeca Baleiro Ft. Zeca Pagodinho (legendado) HD2011Loveisall
8 de jan. de 2017 #2011Loveisall #lauratricolor #2014Loveisall
No copyright infringement intended. For fan entertainment purposes only.
Samba do Approach
Artista : Zeca Baleiro
Álbum : Vô Imbolá
Lançamento : 1999
Imagem : Casal Will & Mary em uma mini coreografia de samba.
Letra :
Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat
Eu tenho savoir-fare
Meu temperamento é light
Minha casa é high-tech
Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado é que foi trash
Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat
Mas fica ligada no link
Que eu vou confessar my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho Engov
Eu tirei o meu green card
E fui pra Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já sou um nouveau riche
#2011Loveisall#lauratricolor#2014Loveisall
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INSCRIÇÃO ETERNA
CENSURA: TRACTIO — XIV/X/MMXXVI • CENSURA: PROCESSIO — A MAIS VIL CONGÉRIE
Reinaldo Azevedo evoca a sombra de Olavo apenas para refutar um Lenine fictício. O aggiornamento, esse sopro de pragmatismo pontifício, cairia oportunamente a um católico carismático que opera sob a luxuosa indulgência do sobrinho putativo do ministro Andreazza — cuja imagem surge agora reduzida a um panfleto impresso, no aberto colóquio digital desse mesmo sobrinho; património, aliás, que o tagarela do chat ousou citar.
Reinaldus Azevedus umbram Olavi evocat tantum ut Leninum fictum refellat. Aggiornamento, ille afflatus pragmatici pontificii, catholico charismatico opportune caderet, qui sub luxuriosa indulgentia nepotis putativi ministri Andreazzae operatur — cuius imago nunc ad libellum impressum redacta est, in aperto eiusdem nepotis colloquio digitali; hereditatem autem eius garrulus chatista citare ausus est.
Use o código com cuidado.
Vintage Evening Radio Jazz – 1930s 1940s Smooth Swing & Vinyl Background MusicDark Sea Ambience
Transmissão iniciada em 3 de jun. de 2026 #relaxingjazz #vintagemusic #vintagejazz
The workday is over. The light is fading. Put something warm on the radio.
This is a 24/7 live broadcast of smooth vintage evening jazz from the 1930s and 1940s. Tenor saxophone, sparse piano, walking bass and wire brushes — the sound of a quiet evening radio program from another era.
Perfect for unwinding after work, reading, cooking dinner, or simply letting the evening pass slowly.
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