Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
"Mesmo com toda cédula
Com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando
A gente vai tocando
A gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula"
Eleições 2026: ordem de votação está na colinha eleitoral; veja como baixarAnotar números dos candidatos na colinha ajuda a não errar os votos para os cargos em disputa nas Eleições 2026; 1º turno será em 4 de outubro
Título: Vai levando
Artista: Miúcha | Antonio Carlos Jobim
Arranjador: Antonio Carlos Jobim
Autor: Chico Buarque | Caetano Veloso
Autor: Chico Buarque | Caetano Veloso | Antonio Carlos Jobim | Chico Buarque | Antonio Carlos Jobim (piano) | Miúcha | Antonio Carlos Jobim
Data: 1977
Vai Levando - Tom Jobim , Miúcha e Chico Buarque
html
Da Sátira Iluminista à Retórica de State: A Tolerância Religiosa em Três Atos
Múltiplos olhares sobre o território: as anotações de um milhão de visitantes encontram repouso na prosa sensível de Saramago.
A representação da fé e da alteridade cultural flutua ao longo dos séculos, moldada pelas urgências políticas e filosóficas de cada época. Quando confrontamos a ironia fina do Iluminismo francês, o olhar telúrico do humanismo português contemporâneo e a sobriedade da comunicação institucional moderna, delineia-se um panorama claro sobre como a linguagem constrói os limites da tolerância.
1. O Ensaio Comparativo e a Análise de Trechos
A Sátira Cósmica em Montesquieu (Século XVIII)
Nas Cartas Persas (1721), a espiritualidade é inflada até as raias do absurdo místico para expor o dogmatismo. Na Carta 39, o correspondente Hagi Ibbi narra:
"Lúcifer foi lançado ao fundo do mar e somente após ter nadado durante quarenta dias conseguiu sair do abismo, fugindo em seguida para o monte Cabés..."
Montesquieu mimetiza a grandiosidade dos relatos religiosos orientais para que o leitor europeu, por analogia, enxergue o ridículo e a ingenuidade dos seus próprios dogmas católicos. A tolerância aqui é conquistada pelo ceticismo: ao rebaixar a exclusividade de qualquer milagre, nivela-se a validade de todas as crenças pela razão.
O Humanismo do Chão em Saramago (Século XX/XXI)
Em Viagem a Portugal (1981), José Saramago inverte a escala astronômica de Montesquieu. Não há deuses disputando a primazia, mas homens marcando o espaço através do trabalho e da memória histórica. Diante dos monumentos sacros e das manifestations populares de fé de sua terra, a prosa saramaguiana busca a essência humana:
"O viajante olha, repara, quer compreender o que está por trás das pedras e das vozes, as mãos que ergueram as paredes e a urgência de expressar o inexprimível."
Para Saramago, o respeito não nasce do distanciamento irônico da razão, mas do reconhecimento de que a religião é um patrimônio cultural e estético gerado pela própria humanidade. É uma tolerância afetiva, que se compadece e se deslumbra com a criação artística e popular do homem, mesmo sendo o autor declaradamente ateu.
2. Aleivosias Supremas: Entre a Hermenêutica Tópica e a Embromação Tropical
Há um nó indissolúvel no tecido da história jurídica e cultural que amarra o rigor técnico à mais pura malandragem institucional. Quando as decisões de gabinetes se afastam da universalidade para abraçar a jurisprudência ad hoc, o que se encena na verdade é o triunfo do juízo artificial — uma arquitetura de conveniências travestida de legalidade que, no fundo, tenta dar verniz lógico à traição do espírito das leis.
O recurso à hermenêutica tópica surge historicamente como uma tentativa de focar o problema concreto em vez do sistema abstrato. Contudo, em terras onde a flexibilidade é lei não escrita, o foco no caso concreto degenera facilmente no pior dos casuísmos. Cria-se o direito sob medida para o réu da vez ou para a conveniência do plantão político.
São as chamadas conexões trópicas: o ponto onde a teoria jurídica europeia, sofisticada e geométrica, colide com o calor da urgência tropical e se dobra. Sob o pretexto de "adequar a norma à realidade", as altas cortes muitas vezes tecem malabarismos semânticos que servem apenas para mascarar o arbítrio. É a técnica posta a serviço do compadrio, a dogmática jurídica operando como um biombo institucional.
3. O Sentimento Popular: A Resiliência Contra a Joça
Enquanto as cúpulas se perdem em jargões herméticos, acórdãos intermináveis e acrobacias constitucionais, o corpo social assiste ao espetáculo com uma mistura de cinismo e cansaço. A percepção pública é cirúrgica: reconhece-se o excesso de formalismo como uma técnica refinada de embromação. O labirinto de recursos, as liminares casuísticas e as interpretações criativas são entendidos pelo cidadão comum não como justiça, mas como o travamento deliberado do país.
Ninguém traduziu essa inércia institucional ativa melhor do que a MPB. Na antológica canção de Chico Buarque e Caetano Veloso, o diagnóstico do país que flutua entre o absurdo burocrático ("a súmula", "a cédula") e a sobrevivência diária ganha o seu hino definitivo:
Vai Levando
Chico Buarque & Caetano Veloso
Mesmo com toda a fama
Com toda a Brahma
Com toda a lama, com toda a cama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema
Todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com todavia
Com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock
Com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha
Toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima
Com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula
Com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando
A gente vai tocando
A gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula
Essa estrofe final denuncia o núcleo do nosso teatro jurídico: o ato de "dourar a pílula". A tecnicidade excessiva das súmulas e das sílabas dos magistrados serve, muitas vezes, como o verniz de ouro para engolirmos decisões intragáveis. Há uma dignidade trágica no "ir levando": a sociedade civil não para diante da paralisia ou da disfuncionalidade dos tribunais; ela contorna o obstáculo, dribla a sanha das campanhas e segue adiante, carregando a joça nas costas.
4. A Tradução Visual dos Tons nas Imagens
As artes geradas traduziram perfeitamente a inflexão estilística de cada matriz de pensamento por meio de contrastes cromáticos, composições espaciais e iluminações diferenciadas:
A Queda de Lúcifer: dramatismo barroco que emoldura a sátira de Montesquieu.
Use o código com cuidado.
html
Da Sátira Iluminista à Retórica de Estado: A Tolerância Religiosa em Três Atos
Múltiplos olhares sobre o território: as anotações de um milhão de visitantes encontram repouso na prosa sensível de Saramago.
A representação da fé e da alteridade cultural flutua ao longo dos séculos, moldada pelas urgências políticas e filosóficas de cada época. Quando confrontamos a ironia fina do Iluminismo francês, o olhar telúrico do humanismo português contemporâneo e a sobriedade da comunicação institucional moderna, delineia-se um panorama claro sobre como a linguagem constrói os limites da tolerância.
1. O Ensaio Comparativo e a Análise de Trechos
A Sátira Cósmica em Montesquieu (Século XVIII)
Nas Cartas Persas (1721), a espiritualidade é inflada até as raias do absurdo místico para expor o dogmatismo. Na Carta 39, o correspondente Hagi Ibbi narra:
"Lúcifer foi lançado ao fundo do mar e somente após ter nadado durante quarenta dias conseguiu sair do abismo, fugindo em seguida para o monte Cabés..."
Montesquieu mimetiza a grandiosidade dos relatos religiosos orientais para que o leitor europeu, por analogia, enxergue o ridículo e a ingenuidade dos seus próprios dogmas católicos. A tolerância aqui é conquistada pelo ceticismo: ao rebaixar a exclusividade de qualquer milagre, nivela-se a validade de todas as crenças pela razão.
O Humanismo do Chão em Saramago (Século XX/XXI)
Em Viagem a Portugal (1981), José Saramago inverte a escala astronômica de Montesquieu. Não há deuses disputando a primazia, mas homens marcando o espaço através do trabalho e da memória histórica. Diante dos monumentos sacros e das manifestações populares de fé de sua terra, a prosa saramaguiana busca a essência humana:
"O viajante olha, repara, quer compreender o que está por trás das pedras e das vozes, as mãos que ergueram as paredes e a urgência de expressar o inexprimível."
Para Saramago, o respeito não nasce do distanciamento irônico da razão, mas do reconhecimento de que a religião é um patrimônio cultural e estético gerado pela própria humanidade. É uma tolerância afetiva, que se compadece e se deslumbra com a criação artística e popular do homem, mesmo sendo o autor declaradamente ateu.
A Retórica Plural da Liderança Institucional (Século XXI)
No cenário político atual, a diversidade sai do campo literário para se sentar à mesa de direitos garantidos pelo Estado. A declaração de que o "Presidente diz respeitar todas as religiões: Evangélica, Católica, de Matriz Africana" abandona as metáforas poéticas e os subterfúgios estilísticos para se fundar na literalidade jurídica.
Trata-se de uma narrativa pragmática e afirmativa. Onde Montesquieu satiriza e Saramago abraça o patrimônio humano, o governante normatiza. A linguagem é direta para não dar margem a ambiguidades ou discriminações, tratando a laicidade como garantia de salvaguarda mútua de todas as matrizes da fé.
2. A Tradução Visual dos Tons nas Imagens
As artes geradas traduziram perfeitamente a inflexão estilística de cada texto por meio de contrastes cromáticos, composições espaciais e iluminações diferenciadas:
A Queda de Lúcifer: dramatismo barroco que emoldura a sátira social de Montesquieu.
A Disputa dos Elementos: suavidade poética que evoca o lirismo da criação humana.
A Queda de Lúcifer (Tom de Montesquieu): A pintura a óleo apresentou um forte contraste barroco de chiaroscuro. O céu tempestuoso e a criatura alada submergindo em um mar revolto capturam o peso do drama religioso artificial. A luz divina focalizada funciona quase como um refletor teatral, destacando o exagero cênico que Montesquieu ironiza em seu texto.
A Disputa dos Elementos (Tom de Saramago/Montesquieu poético): A transição para o berço cercado por ventos, nuvens e pássaros coloridos adotou uma paleta pastel e uma atmosfera de fantasia suave. Essa fluidez visual mimetiza o deslumbramento lúdico e a conexão orgânica com a natureza viva, humanizando a cena mística e aproximando-a de um conto de fadas folclórico e acolhedor.
O Pronunciamento Presidencial (Tom Institucional): A imagem que ilustra a narrativa do Presidente quebrou radicalmente o registro fantástico, adotando o fotorrealismo de cobertura jornalística. A composição centralizada na figura política no púlpito, cercada por câmeras e repórteres, e com painéis artísticos bem delimitados integrando símbolos evangélicos, católicos e de matriz africana, reflete o tom sério, laico, simétrico e equilibrado que o pacto democrático exige.
3. O Papel da Tolerância sob a Perspectiva Histórica
A liturgia do cargo e o fotorrealismo da imprensa: a consagração institucional da laicidade protetora.
O Século XVIII e a Luta contra o Fanatismo
Na Europa de 1700, a tolerância era um campo de batalha contra a hegemonia da Igreja Católica e as perseguições heréticas. Montesquieu escreve sob a sombra da revogação do Édito de Nantes e da violência inquisitorial. Defender a tolerância por meio da sátira era um ato de sobrevivência intelectual e subversão política, buscando desarmar os carrascos esvaziando a exclusividade da verdade dogmática.
O Século XX/XXI e o Resgate das Identidades Esquecidas
No final do século XX, superados os absolutismos monárquicos, o desafio da tolerância deslocou-se para a preservação das identidades locais diante de um mundo em rápida homogeneização. O humanismo de Saramago surge em uma Península Ibérica recém-saída de décadas de ditaduras clerical-fascistas (Salazarismo e Franquismo). A tolerância aqui se veste de emancipação cultural: respeitar as crenças do povo significa acolher a sua história de dor, resistência e beleza, separando a fé institucional das vivências dos indivíduos.
A Contemporaneidade e a Gestão da Diversidade no Estado Laico
Use o código com cuidado.No cenário contemporâneo, a tolerância não é mais apenas um ideal filosófico ou um sentimento de empatia; ela é uma obrigação jurídica de reparação e proteção. Em sociedades profundamente polarizadas e marcadas pelo racismo religioso — que afeta historicamente e de forma desproporcional as religiões de matriz africana —, a fala do governante cumpre um papel de pacificação social e garantia de direitos constitucionais. O Estado atua como o árbitro neutro que não escolhe uma fé preferida, mas protege a existência e o direito ao culto de todas as correntes.Análise crítica e comparativa intertextual. Produzido para plataformas de difusão cultural.
***
### 🚀 Próximos Passos no Seu Painel do Blogger:
1. Alterne seu editor do Blogger para a **"Visualização em HTML"** (`<>`).
2. Apague tudo o que estiver lá e cole este código completo.
3. Localize as marcações em caixa alta (ex: `INSIRA_AQUI_O_LINK_DA_IMAGEM_DE_SARAMAGO`) e substitua-as pelos respectivos endereços de link das imagens geradas que você salvou.
Se quiser, posso ajudar agora a preparar:
* Uma sugestão de **título chamativo para SEO** e a **meta descrição** do artigo.
* Um texto curto para as **redes sociais** divulgando esse novo post.
* A análise de algum **outro trecho literário** para o seu próximo conteúdo.
São Cosme e Damião. Rogai por nós que recorremos a Vós e principalmente pra crianças menos favorecidas. Bommm diaaa. 🙏🙏Eu E O RioElza SoaresEu E O RioElza Soares
Rio caminho que anda e vais resmungando talvez uma dor
Ah quanta pedra levaste quando pedra deixaste sem vida e calor
Vens lá do alto da serra o ventre da terra rasgando sem dó
Eu também venho do amor o corpo rasgado de dor e tão só
Não deixa a flor te curvar seu corpo beijar e ficar lá prá trás
Tens a mania doente de andar só prá frente não voltas jamais
Rio caminho que anda o mar te espera não corras assim
Eu sou o mar que espera alguém que não volta prá mim.
Composição: Luiz Antonio.São Cosme e São DamiãoMariene de Castro
Eu era criança
E tinha esperança
De ser um dia feliz
Fiz uma promessa
Dei doces à beça
Para os santinhos guris
Mamãe quem fazia os doces pediu
Que eu lhe fizesse o favor
Pedisse pro meu Papaizinho
Que desse a ela o seu grande amor
Cosme, Damião, Doum
Crispim, Crispiniano
Caboclinhos da Mata
Doces pra vocês eu dei
E as promessas que fiz já paguei
Festas e mais festas eu fiz
Desta data feliz eu me lembro
Cosme, Damião, Doum
27 de Setembro
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Eu hei de todo ano fazer caruru pra tu
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Eu hei de todo ano fazer caruru pra tu
São Cosme mandou fazer
Duas camisinha azul
No dia da festa dele
São Cosme quer caruru
São Cosme mandou fazer
Duas camisinha azul
No dia da festa dele
São Cosme quer caruru
Vadeia Cosme, vadeia
Tô vadiando na areia
Vadeia Cosme, vadeia
Tô vadiando na areia
São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
Bate palma sereia no mar
Dois dois ele quer vadiar
Dois dois ele quer vadiar
Dois dois ele brinca no mar
São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
Bate palma sereia no mar
Dois dois ele quer vadiar
Dois dois ele quer vadiar
Dois dois ele brinca no mar
Cosme e Damião
Cadê Doum
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Cosme e Damião
Cadê Doum
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois-dois
Eu quero ver vadiar
Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois-dois
Eu quero ver vadiar
Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois-dois
Eu quero ver vadiar
Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois-dois
Eu quero ver vadiar
Vamos levantar
O cruzeiro de Jesus
Vamos levantar
O cruzeiro de Jesus
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz
Vamos levantar
O cruzeiro de Jesus
Vamos levantar
O cruzeiro de Jesus
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz
Composição: . Ver créditos completos.
Felipe Nunes@profFelipeNunes🧵 A eleição presidencial está empatada no agregado. Mas as pesquisas Quaest desta semana em 26 estados (e o Datafolha no PI) mostram padrões muito claros por baixo desse empate. Vou mostrar os principais.1/1813:01 · 27 de set. de 2026
·
👆Resumo: o empate nacional esconde um país calcificado, um eleitor independente concentrado no Centro-Sul que ainda pode se mover, e estados com pressa de resolver a eleição para governador. A última semana vai ser decisiva. 18/18
domingo, 27 de setembro de 2026
Opinião do dia – Jürgen Habermas* (Eleições)
“Eleições e referendos devem não só reproduzir um espetro de preferências existentes, mas também juízos sobre os programas e sobre as pessoas que se encontram em eleição.
Eles não podem expressar irrefletidamente a vontade da população, pois têm também um sentido cognitivo. O governo precisa elaborar problemas urgentes com base nessas decisões sobre diretrizes. Em uma democracia, eleições políticas não satisfazem sua determinação sistêmica se meramente registram a distribuição de preferencias e de prejuízos. Os votos eleitorais alcançam o peso institucional de decisões civis de um colegislador somente porque procedem de um processo público de formação da opinião e da vontade, no que esse processo é controlado pelos prós e contras públicos de opiniões, argumentos e tomadas de posição livremente flutuantes. As opiniões dos cidadãos devem primeiramente se constituir a partir da maré dissonante das contribuições, a luz de uma troca de opiniões publicamente articulada.
De maneira ideal, a política deliberativa se enraíza em uma sociedade civil que faz um uso anarquista de suas liberdades comunicativas. Mas, em nossas esferas públicas espaçosas, produzidas primeiramente pela rede comunicativa de mídias de massa, carece-se não só de informações e impulsos da parte de uma imprensa espontânea e independente, mas, em primeira linha, da iniciativa, do esclarecimento e da capacidade de organização dos partidos políticos.”
*Jürgen Habermas (1929-2026), filósofo e sociólogo alemão que participou da tradição da teoria crítica, membro da Escola de Frankfurt. Dedicou sua vida ao estudo da democracia, especialmente por meio de suas teorias do agir comunicativo, da política deliberativa e da esfera pública. “Na esteira da tecnocracia”, p.172-3. Editora Unesp, 2014.
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:10:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões
É urgente rever custo de estatais dependentes
Por O Globo
Previsão no Orçamento de 2027 alcança R$ 36 bilhões — e grande parte disso não passa de desperdício
Empresas estatais incapazes de arcar com suas despesas de pessoal, custeio e capital são classificadas como dependentes da União — e todo ano são obrigadas a declarar no Orçamento quanto consumirão em recursos públicos. É assim que o cidadão brasileiro fica sabendo que, em 2027, elas custarão R$ 36 bilhões ao Tesouro. Pode ser que parte desse custo se justifique, mas é provável que boa parte não. Quanto desse dinheiro poderia ir para outras áreas do governo onde faz falta? Eis um tema que deveria ter destaque no debate eleitoral, ainda mais em momento de deterioração da saúde fiscal e desequilíbrio nas contas públicas.
Na lista das dependentes, há estatais estratégicas, comprovadamente relevantes. Outras, porém, não resistem a uma análise com base no interesse público. O primeiro grupo deveria passar por reavaliação detalhada, em busca de ganhos de eficiência e foco. Para o segundo grupo, só há duas soluções que deveriam ser tomadas com urgência: fechar ou privatizar.
Opinião - Estadão
domingo, 27 de setembro de 2026
A esquerda democrática em tempo de apatia, por Luiz Sérgio Henriques*O Estado de S. PauloComo mudar a sociedade sem fazer terra arrasada das instituições – liberal-democráticas – que nos trouxeram até aqui?
A transmissão e a recepção de uma cultura política no ocaso constituem tema espinhoso, especialmente quando “tudo o que é sólido se desmancha no ar”. Revisitar tais processos, no entanto, pode ser útil quando menos porque por aí ronda a tentação da novidade pela novidade. Os arautos da perdição asseveram não só que a Carta de 1988 é papel velho, mas também que existem demiurgos capazes de propor soluções para transformar maus políticos e cidadãos desavisados em figuras republicanas irretocáveis.
A cultura antiga a que me refiro é a do comunismo brasileiro, em particular a do PCB. Tornada objeto histórico no seu conjunto, deixou como legado pontos de referência vivos e incontornáveis. O modo como essa cultura foi recebida – às vezes incorporada, outras tantas recusada – seria obra, entre outros atores, da formação partidária que a sucede no tempo e marca, como nenhuma outra, o nosso século 21. Por isso, a revisitação não é uma operação interna à própria esquerda – PCB e PT –, o que por si só chamaria a atenção, mas algo que afeta o entendimento da política corrente.
É possível encontrar um desses marcos incontornáveis num ensaio de 1979 escrito por Carlos Nelson Coutinho, em plena saída do autoritarismo. Seu título, tornado quase canônico, na verdade vinha de Enrico Berlinguer, dirigente do Partido Comunista Italiano. A “democracia como valor universal” cancelava, ou devia cancelar, o qualificativo “burguesa” com que muitos à esquerda ainda a tratavam. Instituições, regras e procedimentos contam – e muito. Na linguagem da época, não haveria um caminho democrático para o socialismo. A democracia seria, de fato, o caminho do socialismo, com exclusão de soluções anacrônicas, como, para dar exemplo à mão, uma inadmissível “ditadura do proletariado”.
A história de um país não se faz com um ensaio ou os debates que suscita. Seguiram-se movimentos de massa, a eleição de Tancredo Neves, a Constituinte e a Nova República. A troca de bastões, à esquerda, era visível a olho nu. O contraste não podia ser mais nítido: o PCB apoiara Tancredo e, reduzido a uma pequena bancada, empenhou-se na elaboração da nova Constituição; o PT expulsara os deputados que foram ao Colégio Eleitoral e, não obstante sua participação, votaria contra a redação final da Carta. No entanto, tradições envelhecem e merecem perecer. Os comunistas já eram o passado que só volta por seus pontos de luz. O que irrompia era uma nova força: o PT, seu líder inquestionável, sua teoria de Brasil em que confluíam muitos elementos díspares, inclusive a desconfiança em relação à “democracia formal”.
Formas institucionais não seduzem o ator jovem tomado pela vontade de se afirmar contra todo o passado e abrir um tempo inaugural. É aqui que se insinuam algumas das muitas maneiras de viver e propagar a antipolítica, como o viés salvacionista ou a pretensão do monopólio das virtudes públicas. Numa visão benévola, seriam as dores do parto da nova formação, ainda antes de tomar a estrada do amadurecimento. Mais realisticamente, costuma-se apontar nestes casos o predomínio de um “espírito de cisão” que, deixado a si mesmo, faz cometer erros mais ou menos graves – entre eles, acreditar piamente na própria excepcionalidade e abominar o mundo comezinho de alianças e compromissos.
Neste ponto é que nos ocorre a lembrança de uma segunda voz dotada de imensa autoridade. A vitória petista de 2002, início de um inédito ciclo que, com interrupções, vem até hoje, não foi acontecimento exótico numa democracia moderna. Luiz Werneck Vianna, no calor da hora, apontou que terminava ali, de uma vez por todas, a sedução da aventura fora da política democrática. Em resumo, não somos um país de fracassos, uma sociedade fechada aos “de baixo”, um Estado que não inclui quem aceita as regras do jogo.
Ao contrário, Werneck Vianna, talvez o mais destacado formulador marxista da política de frente, indicava a possibilidade de uma absolvição da História por parte dos vencedores de 2002, seus intelectuais e a cultura que, com avanços e recuos, estavam a propor. Nesta reconciliação – e no bom combate para dirigir uma sociedade complexa e plural –, residia a esperança de superação dos traumas deixados por uma modernização aos trancos e barrancos, com as injustiças com que todos temos de nos haver cotidianamente. Uma modernização sem o moderno, ainda segundo nosso autor.
Nem todas as provas foram vencidas com louvor, muito pelo contrário. As insuficiências explicam este momento de cansaço cívico e existencial. Estamos presos a uma sensação de democracia incompleta e precocemente envelhecida, estimulando os cavaleiros da fortuna a explorar os flancos expostos. Apatia e polarização “congelada” convivem numa mistura insólita, o que reforça a oportunidade de consultar as vozes que nos antecederam. Ouvi-las não significa repetir suas respostas. Preservado o núcleo de tais respostas, cabe recuperar a pergunta original: como mudar a sociedade sem fazer terra arrasada das instituições – liberal-democráticas – que nos trouxeram até aqui?
*TRADUTOR E ENSAÍSTA, COEDITOR DAS ‘OBRAS’ DE GRAMSCI NO BRASIL
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:08:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
A esquerda democrática em tempo de apatia, por Luiz Sérgio Henriques*Opinião - Nara Leão
Podem me prender, podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.
Daqui do morro eu não saio não, daqui do morro eu não saio não.
Se não tem àgua, eu furo um poço
Se não tem carne, eu compro um osso e ponho na sopa
E deixo andar, deixo andar
Fale de mim quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel
Se eu morrer amanhã, seu doutor
Estou pertinho do céu
Podem me prender, podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro eu não saio não, daqui do morro eu não saio não...
Podem me prender , podem me bater, que eu não mudo de opinião, que eu não mudo de opinião...
Compositor: Zé Ketti*Nara Lofego Leão foi uma cantora, compositora e sambista brasileira.
Musa da bossa nova que, aos 15 anos, promovia animadas reuniões em seu apartamento em Copacabana, frequentadas por músicos como Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, Nara deu uma guinada em 1961, aproximando-se dos sambas de morro e das atividades do Centro Popular de Cultura da UNE, o CPC. Já em seu primeiro álbum, lançado em 1964 pela Elenco, a mudança se faz notar em faixas como “Diz que fui por aí” (Hortênsio Rocha e Zé Keti) e “O sol nascerá” (Cartola e Elton Medeiros).
O engajamento de Nara se tornou mais evidente a partir do golpe de 1964. Em dezembro daquele ano, subiu ao palco ao lado de Zé Keti e João do Vale para apresentar o show Opinião, um marco da música de protesto produzido pelo Teatro de Arena, com direção musical de Dori Caymmi e direção geral de Augusto Boal. A canção-tema não poderia ser mais profética quanto à violência que estava por vir: “Podem me prender / podem me bater / podem até deixar-me sem comer / que eu não mudo de opinião…”.
Nara daria diversas declarações de repúdio ao regime, como numa entrevista ao Diário de Notícias, de maio de 1966, em que defendeu a extinção das Forças Armadas, o que lhe custou sucessivas ameaças de prisão, a ponto de, entre 1970 e 1971, exilar-se em Paris com o marido, o cineasta Cacá Diegues.
O Estado de S. PauloComo mudar a sociedade sem fazer terra arrasada das instituições – liberal-democráticas – que nos trouxeram até aqui?A transmissão e a recepção de uma cultura política no ocaso constituem tema espinhoso, especialmente quando “tudo o que é sólido se desmancha no ar”. Revisitar tais processos, no entanto, pode ser útil quando menos porque por aí ronda a tentação da novidade pela novidade. Os arautos da perdição asseveram não só que a Carta de 1988 é papel velho, mas também que existem demiurgos capazes de propor soluções para transformar maus políticos e cidadãos desavisados em figuras republicanas irretocáveis.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:07:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
A eleição do ‘menos pior’, por Eliane Cantanhêde
O Estado de S. Paulo
Vença Lula ou Flávio, não há clima para festa nem grandes expectativas para o novo governo
A eleição presidencial de 2026 vai chegando ao fim sem festa, alegria, esperança e bandeiras e cartazes em casas e carros, num clima de espanto e indignação em que o grande dilema, individual e nacional, não é quem é o melhor, mas quem é “o menos pior”. Está pau a pau, numa disputa ponto a ponto.
Se vencer Flávio Bolsonaro, a expectativa é de fronteiras abertas para todas as loucuras de Donald Trump e volta imediata de Jair Bolsonaro, generais, almirante e os criminosos de 8 de Janeiro, com sangue nos olhos e planos de confiança na cabeça. Além de recuos graves em avanços de costumes.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:50:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Reativar o País sem desarrumar a economia, por Rolf Kuntz
O Estado de S. Paulo
Qualquer um dos candidatos parece capaz de perceber o atoleiro atual da economia nacional e a urgência de políticas para desemperrar o País
Crescimento pífio, em torno de 2%, inflação acima de 4%, muita insegurança e investimento abaixo dos padrões internacionais compõem o quadro econômico brasileiro a poucos dias das eleições. Sem projetos claros e bem estruturados, os principais candidatos, incluído o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, raramente foram além das promessas de comícios. Houve quem apostasse em debates e pronunciamentos mais esclarecedores no final das campanhas. Falta verificar se os candidatos estão interessados em debater e preparados para isso.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:43:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
O andar do bêbado, a epidemia de bets e uma aposta de alto risco de Lula, por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Acertar algumas apostas não transforma o torcedor em alguém capaz de vencer continuamente uma empresa que define as cotações e algoritmos para obter lucro
Um homem ganhou na loteria espanhola com um bilhete terminado em 48. Explicou sua escolha: sonhara com o número 7 durante sete noites; logo, 7 vezes 7 seriam 48. A conta está errada, mas o prêmio era real. O físico norte-americano Leonard Mlodinow abre o livro O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas (Zahar) com esse episódio para mostrar uma fraqueza humana: depois de conhecer o resultado, inventamos uma lógica que parece explicá-lo. Nas loterias, cada sorteio é independente; números atrasados não ficam mais próximos de sair, e uma vitória não comprova a eficácia do palpite. O vencedor aparece nas notícias. A multidão que fez contas igualmente fantasiosas e perdeu permanece invisível.
Mlodinow, autor de livros de divulgação científica, assina uma coluna para o The New York Times e escreveu roteiros das séries MacGyver e Star Trek. Com o falecido Stephen Hawking, é coautor de “Uma nova história do tempo” (Ediouro), um best-seller traduzido em 25 idiomas. Seus pais foram ambos sobreviventes do holocausto, e se conheceram em Nova York depois da guerra. Casado e pai de três crianças, entre as quais uma menina adotada na China, Leonard Mlodinow é um sortudo: estava no World Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001, e sobreviveu ao ataque terrorista.
O Andar do Bêbado é um tratado sobre o poder do acaso em áreas da nossa vida que vão de jogar futebol, conseguir emprego e receber um diagnóstico médico. Mlodinow percorre a história das probabilidades e usa exemplos do esporte, das finanças e da vida cotidiana para explicar por que confundimos sorte com talento, coincidência com padrão e uma sequência passageira de acertos com uma regra confiável. Seu livro ajuda a entender o fascínio das bets.
Quem acompanha futebol pode conhecer os times, avaliar jogadores e antecipar tendências. Ainda assim, uma partida conserva muita criatividade e imprevisibilidade; acertar algumas apostas não transforma o torcedor em alguém capaz de vencer continuamente uma empresa que define as cotações e programa os algoritmos para obter lucro.
A loteria tradicional vende a esperança de uma mudança de vida concentrada em um sorteio. As plataformas digitais multiplicaram essa promessa. Estão no celular, aceitam pagamentos em segundos e oferecem novas oportunidades a cada jogo, lance ou rodada de cassino virtual. A derrota convida à tentativa de recuperar o dinheiro; uma pequena vitória alimenta a impressão de que o próximo grande prêmio está perto. Publicidade, influenciadores e patrocínios esportivos deram à aposta a aparência de hábito comum. O cassino entrou em casa sem precisar abrir as portas.
É nesse ambiente que a epidemia das bets se tornou uma questão de saúde pública e de economia doméstica. O custo não se resume ao dinheiro transferido para as plataformas: inclui sofrimento psíquico, conflitos familiares, perda de produtividade e tratamento. Estudo citado pelo Ministério da Saúde estima em R$ 38,8 bilhões por ano o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões estariam ligados à saúde. É uma estimativa que não deve ser confundida com o total apostado ou com a perda financeira direta dos jogadores.
Chegou atrasado
O governo demorou a acordar para o problema. Regulamentou o mercado, autorizou empresas, cobrou outorgas e tentou impor mecanismos de fiscalização e proteção ao apostador. Foram concedidas 85 autorizações, com pagamento total de R$ 2,55 bilhões em outorgas. Agora, abruptamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encerrar a atividade por meio da Medida Provisória nº 1.394, assinada na sexta-feira, 25 de setembro. A decisão impede novos depósitos e prevê o bloqueio dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. O governo associou a proibição a um pacote de renegociação de dívidas.
Faltam nove dias para a votação. A proximidade das urnas torna a decisão uma aposta política de alto risco, embora seus fundamentos sociais sejam sérios. Para famílias atingidas pela dependência, Lula poderá aparecer como o presidente que enfrentou um negócio poderoso. Para quem aposta sem identificar prejuízo na própria rotina, a proibição poderá soar como perda de liberdade e abuso de poder. Clubes, empresas de comunicação e outros setores que recebem dinheiro das plataformas têm motivos para resistir e capacidade de levar essa reação ao debate eleitoral.
O eleitor também poderá perguntar: por que o governo autorizou a expansão de um mercado que agora considera intolerável? Há um risco prático por trás do cálculo eleitoral. Proibir a oferta legal não elimina a vontade de apostar. Sites clandestinos continuam acessíveis. O governo anunciou bloqueios de acesso e de pagamentos, mas a eficácia dessas medidas dependerá de fiscalização contínua. Operações da Polícia Federal já identificaram plataformas ilegais divulgadas por influenciadores, inclusive com sinais falsos de regularidade.
E como reagirá o Congresso, onde o lobby das bets tem sua própria bancada? Uma medida provisória produz efeitos imediatos, mas precisa ser aprovada para se tornar definitiva. Entre a assinatura e a eleição, porém, haverá pouco tempo para medir seus resultados. Defender as famílias do vício pode render apoio. Convencer o país de que a proibição funcionará, depois de ter regulamentado as bets, é a parte mais difícil dessa aposta.
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:40:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Falta uma carta nesta campanha, por Míriam Leitão
O Globo
Não é exigido de Flávio Bolsonaro o compromisso com a democracia, como em 2002 se exigiu de Lula uma carta garantindo a estabilização econômica
O senador Flávio Bolsonaro nunca assinou uma carta compromisso com a democracia, nem dele foi exigido. Devia ter sido. Estamos a uma semana do primeiro turno. Ele tem chances reais de ser eleito e carrega um enorme passivo autoritário, decorrente dos atos e palavras dele e da família toda. Em 2002, o país exigiu do então candidato Lula da Silva que se comprometesse com as bases econômicas do Plano Real. Havia dúvidas razoáveis sobre o programa econômico do PT. Lula escreveu a “Carta aos Brasileiros” e a cumpriu.
Há dúvidas razoáveis sobre o candidato do PL. O senador teve relações com integrantes da facção criminosa conhecida como milícia, está sendo investigado pelo dinheiro recebido do ex-banqueiro corruptor Daniel Vorcaro, teve uma loja de chocolate com faturamento atípico, nunca ficou claro como conseguiu comprar uma mansão em Brasília. Sua amizade estreita com o advogado Willer Tomaz é outro foco de incerteza. Willer é reincidente em casos de corrupção. Chegou a ser preso por envolvimento na Operação Greenfield, em 2017, que apurou fraudes com fundos de pensão, e agora é investigado no caso do INSS.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:38:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Às vésperas de eleição no Brasil, Trump escancara 'interesses vitais' na América Latina, por Bernardo Mello Franco
O Globo
Governador da Califórnia sugere que interferência da Casa Branca na disputa brasileira deve aumentar na reta final
Donald Trump não é de esconder o jogo. Na terça-feira, admitiu que a defesa da democracia e o combate ao narcotráfico foram só pretextos para invadir a Venezuela. “Assinamos o maior acordo de petróleo da história”, festejou, na Assembleia Geral da ONU. “Foi uma guerra, mas talvez tenha sido o maior negócio já feito. Ao vencedor, os despojos”, congratulou-se.
O presidente dos Estados Unidos avisou que não vai permitir “ameaças à América” no Hemisfério Ocidental. “Se necessário, usaremos todo o nosso poderio militar inigualável para assegurar os interesses vitais dos EUA”, informou.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:33:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Distopia, por Merval Pereira
O Globo
Ambas as campanhas fazem “o diabo” para ganhar, e por isso o índice de eleitores indecisos ou desanimados está tão grande.
“A gente faz o diabo para vencer uma eleição” já dizia a ex-presidente Dilma Rousseff. Bolsonaro fez o diabo, mas perdeu. Basta lembrar a PEC Kamikaze, que injetou R$ 41,3 bilhões no orçamento alegando “estado de emergência”, com tempo limitado até o fim de seu governo, passando pelas eleições. Lula está fazendo o diabo, mas corre o risco de perder. Talvez por isso esteja tão açodado, liberando dinheiro a sete dias do primeiro turno. A proibição das bets talvez seja uma medida correta, mas se tomada no inicio de seu terceiro mandato, ou ao final dele, depois das eleições.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:27:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Lula errou em 2023, por Elio Gaspari
O Globo
Em terceiro mandato, petista não cultivou arco democrático que o elegeu
Em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro por uma pequena margem de votos, Lula leu mal o resultado. O que era uma vitória apertada vinda de um arco democrático, o PT e Lula tomaram como uma consagração. Consagração foi, afinal o sujeito passou quase dois anos na cadeia acusado de corrupção e se elegeu presidente pela terceira vez. É vitória para ninguém botar defeito, mas não é suficiente.
Lula 3.0 não cultivou o arco democrático que o elegeu. A diferença entre o arco democrático e a coligação governista pode ser testada pelo lugar onde fica o ex-ministro Pedro Malan. Ele pertence ao arco, mas não pertence ao bloco que poderia ser chamado de governista.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:21:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
O baita ser humano Zuenir Ventura, por Dorrit Harazim
O Globo
Deste Brasil que tão bem entendeu e amou, ele leva mais que admiração: leva gerações inteiras de amigos
Não há idade ou hora justa para a partida de um amigo — nem para quem parte, nem para quem deve continuar a tocar a vida. “A eternidade está no momento”, ensina Walt Whitman no monumental “Folhas de relva”. É na soma de momentos compartilhados que descobrimos nossas profundezas e limites, que nos temperamos ou transcendemos. E isso ocorre mais claramente no fluir da amizade, esse complexo entrelaçamento afetivo capaz de nos proporcionar uma ventura única.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:16:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Crença em razões razoáveis para o voto democrático, por Paulo Fábio Dantas Neto*
Volto hoje a usar como referência, nesta coluna, agora com mais ênfase, avaliações recentes do quadro das eleições presidenciais, feitas pelo cientista político Antônio Lavareda. O resumo de entrevista sua aos jornalistas Matheus Leitão, Rafael Campos e Maria Carolina Brito foi publicado na coluna do primeiro no site Metrópoles, na quarta-feira, 23.09. Lavareda avaliou, nessa entrevista, que se a eleição fosse hoje Flávio Bolsonaro seria favorito. E usou, por outro lado, a imagem da "eternidade" para se referir ao tempo hábil que ainda resta à campanha de Lula para alterar a situação que lhe seria adversa.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:32:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Além de avançar sobre Supremo e PF, novo presidente pode refazer Banco Central em um ano, por Vinicius Torres Freire
Folha de S. Paulo
Novo governo pode nomear maioria dos diretores até o início de 2028 e ter mais poder no BC
Lula 3 não deve ter tempo de preencher vagas na autoridade monetária e no STF
Quem terá mais poder de controlar ou influenciar o Supremo a partir de 2027 é assunto maior desta eleição deplorável. O novo presidente e o Senado podem entrar em acordo ou conflito para fazer a maioria no STF, o que pode ter consequências funestas para a estabilidade política ou para a democracia. No entanto, pouca gente se lembra de que o próximo presidente da República poderá ter nomeado 6 dos 9 integrantes da direção do Banco Central até janeiro de 2028, início do segundo ano do mandato, e todos até janeiro de 2030, mudanças críticas para a estabilidade econômica.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:14:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Se Flávio Bolsonaro for eleito, Brasil vai virar Venezuela, por Celso Rocha de Barros
Folha de S. Paulo
Acordo de Trump com Maduro sobre petróleo segue a mesma lógica do que ele propõe a Flávio para o Brasil
'Madurismo entreguista' e 'bolsonarismo' são sinônimos perfeitos
Por uma dessas ironias latino-americanas, o Brasil vai virar a Venezuela se Flávio Bolsonaro for eleito presidente. Com Lula presidente, nunca virou.
Desde a invasão americana, o regime venezuelano pode ser caracterizado como um madurismo entreguista.
Ora, "madurismo entreguista" e "bolsonarismo" são sinônimos perfeitos.
Se você tirar de Maduro seu anti-imperialismo e seu bigode, ele estará a uma peruca do Jim Caviezel de distância de virar o Jair. Já poderá, inclusive, pedir dinheiro ao Vorcaro.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:12:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
'Vou falar com a turma', por Muniz Sodré
Folha de S. Paulo
Contradição entre razão e práticas político-sociais isentas de hábitos morais provoca perplexidade
Quebra dos protocolos de decoro na classe política e no Judiciário é novidade
Não deverá haver novas sessões públicas do STF, para atenuar a perplexidade nacional com as cenas chocantes da última vez. Por minúsculo que seja, entretanto, o episódio não se esgota na estupefação imediata. A sociedade civil pode estar à espera de algo como "O Guia dos Perplexos" do filósofo judeu Maimônides (1138-1204). Atualizada, a questão desse livro é como conciliar uma ordem supostamente racional com aquilo que parece estar além de seus limites. "Perplexo" hoje é aquele lançado na aflição de compreender dois sistemas contraditórios entre si: o da razão e o de práticas político-sociais isentas de hábitos morais.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:10:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
O que aconteceu com a democracia liberal? Por Hélio Schwartsman
Folha de S. Paulo
Novo livro de Acemoglu defende regulação tecnológica pró-trabalhador para salvar liberalismo
Obra foi criticada por liberais de estirpe mais conservadora, que rejeitam intervencionismo estatal
O liberalismo é versátil. É compatível tanto com visões de mundo conservadoras, como a das democracias cristãs da Europa continental e a dos "tories" britânicos, quanto com políticas mais à esquerda, como a das social-democracias dos países nórdicos.
Embora os dois polos até consigam concordar em relação a princípios básicos que caracterizariam o liberalismo, como o respeito às liberdades básicas, à propriedade privada e ao império da lei, eles frequentemente se desentendem sobre os detalhes. "What Happened to Liberal Democracy?", de Daron Acemoglu, é um bom exemplo dessa tensão.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:08:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
'Amor' por Vorcaro explica omissão de Alcolumbre, por Dora Kramer
Folha de S. Paulo
O problema não é a amizade, mas o reflexo que essa relação tem sobre as atitudes do presidente do Senado
A negligência deliberada é evidência da atuação de Davi Alcolumbre em favor do irmão fraudador
Estava demorando para Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) entrar na dança das influências de Daniel Vorcaro. Entra não por ser amigo do vigarista —pode acontecer com qualquer um. Cai na roda do escândalo por suas atitudes como presidente do Senado.
As mensagens divulgadas pela revista Veja dizem muito a respeito da conduta passivo-agressiva de Alcolumbre no transcorrer da crise que atinge os três Poderes.
Por exemplo, fornecem ao ministro Cristiano Zanin as evidências que ele alegou inexistentes ao negar pedido do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para que o Supremo Tribunal Federal desse aval à instalação de uma CPI para investigar o caso Master.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:06:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Seduzido e abandonado, por Ruy Castro
Folha de S. Paulo
Nenhum dos figurões com quem Daniel Vorcaro foi tão generoso quer saber dele
Negam que foram seus amigos, que o chamavam de irmão e até que o conheceram
Daniel Vorcaro está arrependido do bem que praticou a tantos figurões em quem confiou. Vê agora que era um bando de ingratos. Ninguém quer saber mais dele. Há os que dizem tê-lo conhecido só de passagem, embora o chamassem de "irmão", ou que aceitaram seu dinheiro para ser gentis, sem saber que a grana era pública, suja e ilegal. Eu, se fosse Vorcaro, faria um caderninho com o nome de todos que beneficiou e, ao sair da cadeia, cobraria cada centavo dos zilhões que lhes repassou. À guisa de aide-mémoire, aqui vão alguns.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:04:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Filhos da Esperança ou quando o futuro se torna refugiado, por Pablo Spinelli*
Ao amigo Paulo Pace, amigo da trincheira democrática.
Vinte anos depois de seu lançamento, Filhos da Esperança (2006), dirigido por Alfonso Cuarón, parece menos uma distopia do que um telejornal adiantado. Em 2027, a humanidade tornou-se infértil e a Inglaterra anuncia ser a última sociedade ainda de pé. Contudo, o que permanece funcionando são as jaulas para imigrantes, a propaganda oficial e as tropas nas ruas. Theo (Clive Owen), funcionário público desencantado e ex-militante, recebe a missão de conduzir Kee, uma jovem refugiada e grávida, até um lugar seguro. Os longos planos-sequência de Cuarón nos colocam dentro dos ataques e campos de refugiados. A extrema direita retratada pelo filme não precisa abolir formalmente o Estado; basta esvaziá-lo de solidariedade e conservar sua carcaça policial. A distopia, afinal, não bateu à porta: entrou, sentou-se na sala e pediu a senha da internet.
CONTINUAR LEITURA
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:02:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Poesia | Não Desistas, de Mario Benedetti
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 05:56:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Música | Marisa Monte - Elegante Amanhecer
Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 05:55:00 Nenhum comentário:
Enviar por e-mail
Postar no blog!
Compartilhar no X
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
sábado, 26 de setembro de 2026
Opinião do dia – Hannah Arendt* (A propaganda totalitária)
“Somente a ralé e a elite podem ser atraídas pelo ímpeto do totalitarismo, as massas têm que ser conquistadas por meio da propaganda. Sob um governo constitucional e havendo liberdade de opinião os movimentos totalitários que lutam pelo poder podem usar o terror somente até certo ponto, como qualquer outo partido, necessitam granjear aderentes e parecer plausíveis aos olhos de um público que ainda não está rigorosamente isolado de todas as outras fontes de informação.”*Hannah Arendt (1906-1975), “Origens do totalitarismo”, p. 474, Companhia de Bolso, São Paulo, 2020,
" Acertar algumas apostas não transforma o torcedor em alguém capaz de vencer continuamente uma empresa que define as cotações e algoritmos para obter lucroUm homem ganhou na loteria espanhola com um bilhete terminado em 48. Explicou sua escolha: sonhara com o número 7 durante sete noites; logo, 7 vezes 7 seriam 48. A conta está errada, mas o prêmio era real. O físico norte-americano Leonard Mlodinow abre o livro O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas (Zahar) com esse episódio para mostrar uma fraqueza humana: depois de conhecer o resultado, inventamos uma lógica que parece explicá-lo. Nas loterias, cada sorteio é independente; números atrasados não ficam mais próximos de sair, e uma vitória não comprova a eficácia do palpite. O vencedor aparece nas notícias. A multidão que fez contas igualmente fantasiosas e perdeu permanece invisível."
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
domingo, 27 de setembro de 2026
Crença em razões razoáveis para o voto democrático, por Paulo Fábio Dantas Neto*Volto hoje a usar como referência, nesta coluna, agora com mais ênfase, avaliações recentes do quadro das eleições presidenciais, feitas pelo cientista político Antônio Lavareda.
domingo, 27 de setembro de 2026
Seduzido e abandonado, por Ruy CastroFolha de S. PauloNenhum dos figurões com quem Daniel Vorcaro foi tão generoso quer saber deleNegam que foram seus amigos, que o chamavam de irmão e até que o conheceram
Daniel Vorcaro está arrependido do bem que praticou a tantos figurões em quem confiou. Vê agora que era um bando de ingratos. Ninguém quer saber mais dele. Há os que dizem tê-lo conhecido só de passagem, embora o chamassem de "irmão", ou que aceitaram seu dinheiro para ser gentis, sem saber que a grana era pública, suja e ilegal. Eu, se fosse Vorcaro, faria um caderninho com o nome de todos que beneficiou e, ao sair da cadeia, cobraria cada centavo dos zilhões que lhes repassou. À guisa de aide-mémoire, aqui vão alguns.
Alexandre de Moraes: Vorcaro destinou R$ 131 milhões ao escritório de advocacia da mulher do ministro, cedeu jatinhos ao casal e, agora, só tem de Moraes o silêncio. Nem uma cartinha, nem um bilhetinho, nem um alô pelo STF. Kassio Nunes Marques: mimoseado por Vorcaro com camarotes na Sapucaí, ingressos para a Fórmula 1, descontos no Fasano e, veja só, uma mesada de R$ 500 mil para seu filho Kevin, caçula de uma "Turma do KN" empenhada em destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios do seu interesse. Bem-sucedida, a operação renderia R$ 427 milhões à dita turma.
Paulo Gonet: o procurador-geral da República parece ter saído baratinho a Vorcaro: algumas rodadas do uísque Macallan e de charutos Cohiba Behike num lounge em Londres. Mesmo assim, o PGR classificou o encontro entre eles como "breve e banal". Como "breve e banal"? Significa que Gonet tem acesso diário a uísques de 25 anos e aos charutos mais caros do mundo?
Flávio Bolsonaro: ao ser questionado pela repórter sobre ter negócios com Vorcaro, B. Jr. deu um riso nervoso e respondeu: "De onde você tirou isso?". Horas depois, vazou o áudio em que ele implora pelo resto do dinheiro que Vorcaro lhe prometera. Como B. Jr. nunca explica nada, não se sabe se a doação ficou nos R$ 61 milhões que Vorcaro mandou ou se chegou aos R$ 134 milhões combinados. E, agora, pipocaram os voos de B. Jr. no mesmo jato em que viajou Moraes, idem, negados.
O pobre Daniel também poderia render um filme: "Seduzido e Abandonado".
Samba da Cor (part. Miltinho)Elza Soares
Gota d'águaBibi Ferreira
Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa
Por favor
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota dágua
sábado, 26 de setembro de 2026
A falta que faz uma causa comum, por Marco Aurélio Nogueira*O Estado de S. PauloO País está pedindo uma macrorreforma institucional, tema que não surge em nenhuma das campanhas
A oito dias das eleições, o quadro da disputa está congelado. A eleição será, mais uma vez, decidida no photochart, com Lula e Flávio Bolsonaro batendo cabeça na reta final.
Atordoado com tantos escândalos e tanta falta de sinalização, o eleitorado não sabe para onde o País irá. Desaprova o governo de Lula, mas não aprova Bolsonaro com ênfase. Tende a rejeitar quem mais o assusta ou incomoda. Voto defensivo, não programático, o que rebaixa a qualidade da disputa. Faltando ideias e propostas claras, sobram manobras eleitoreiras e jogos de cena. Bolsonaro é impulsionado pelo antipetismo, Lula pela “economia do afeto”, como fala o historiador Alberto Aggio.
Há medo do continuísmo esgotado de Lula e medo do autoritarismo perverso e mal organizado do bolsonarismo.
Os candidatos são completamente diferentes entre si. O governo Lula não é bem avaliado. Sua campanha pela reeleição é pífia, inexpressiva. Mas ele tem conseguido olhar para os mais pobres e resistir ao autoritarismo, sem transigir com a democracia. Já Bolsonaro surge inclinado para a extrema direita, “patriótica” para uns, “entreguista” para outros, sempre com tintas autoritárias e poucas ideias. Fala em “acabar com o sistema”, mas sua meta é aprisionar e desnervar a democracia.
Se a escolha é defensiva, o que mais importa é defender a democracia. A que existe por aqui está sendo sabotada pelas manobras de um Legislativo incapaz de conter seus excessos e de um Executivo incapaz de ordenar o sistema de benefícios que corrói as finanças públicas. Tais benefícios, dirigidos às grandes maiorias pobres, tornaram-se com o tempo objeto de cobiça e disputa, chegando até a pessoas que a eles não fazem jus.
O Estado brasileiro está emparedado pelo patrimonialismo histórico, pelo corporativismo e pela baixa densidade do republicanismo. Agentes privados, articulados por cima (na política) e por baixo (nos interesses particulares e familiares) aproveitam-se da dispersão e da desatenção da população para impulsionar a criação de inúmeras brechas na gestão pública e orçamentária. Abusam de gastos mal justificados, embolsam parte deles, multiplicam beneficiários de programas sociais, exploram até o osso a falta de consciência cívica da população e o atrito entre os Poderes do Estado.
A polarização política e ideológica dá sua contribuição, ao esvaziar a possibilidade de melhores debates e negociações. Ela também funciona por cima e por baixo, produzindo desentendimentos paralisantes, por vezes artificiais. Quando há excesso de “afetos”, também surgem muitos “desafetos”: pessoas que não se sentem incluídas ou que invejam os incluídos. Além disso, benefícios institucionalizados viram direitos, passam a pesar menos nas decisões eleitorais. A polarização se infiltra nesse ambiente.
A crise do Supremo Tribunal
Federal (STF) deixou evidente que a cultura baseada no favor e nas relações pessoais atingiu o âmago do Estado, escancarando-o para a venalidade e a corrupção. Hoje, a Corte se degradou. Mas, a rigor, tudo o que está instituído claudica e bloqueia qualquer avanço. O sistema não está mais funcionando a contento.
O País está pedindo uma macrorreforma institucional, tema que não surge em nenhuma das campanhas. O assunto não é eleitoralmente rentável, mas deveria estar na pauta. Bolsonaro se diz de oposição, mas nada fala a respeito de reformas. Joga atabalhoadamente no ataque. Lula deveria “despetizar” e ampliar sua campanha, de modo a torná-la declaradamente plural e firmemente embebida de saber técnico e científico. O PT está disposto a entregar seus anéis?
Chegou a hora de exigirmos uma reforma ampla e profunda, algo que mexa com os arranjos cômodos que se instalaram entre nós. Precisamos de uma causa comum. Não bastará eleger um presidente que proteja a democracia, pois ele governará comendo o pão que o diabo amassou, arando um terreno onde todos os ratos são pardos. E terá pela frente uma sociedade desorganizada, encharcada de uma indignação passiva, de informações contraditórias e de desigualdades, sem lideranças com envergadura política e apoio social.
Os venenos da polarização viraram matéria gasosa, estão na corrente sanguínea da sociedade. Continuarão a nos intoxicar mesmo depois de fechadas as urnas.
Reformas são processuais. Demandam tempo, ideias, consensos, negociações. O atual sistema está com a língua de fora, mas os interesses que o corroem podem mantêlo vivo por aparelhos. Precisará ser pressionado e confrontado com uma nova e vigorosa ideia de país. Crises e fins de ciclos também abrem janelas de oportunidades. Onde estarão as frestas pelas quais descortinaremos um novo futuro? Necessitamos de normas universais, instituições zelosas de suas funções, equalização dos poderes, contenção dos interesses e dos beneficiários de apoios estatais não sustentáveis.
Ainda não temos o combustível necessário para projetar uma reforma desse porte. Carecemos de articulações democráticas, lideranças consistentes e uma causa comum como guia.
*Professor titular de teoria política da Unesp
html
O Eco dos Festivais: Entre o Desencanto de 1968 e a Apatia de 2026
O ano de 1968 inscreveu-se na memória global como o epicentro de uma fratura geracional e política. Enquanto as ruas de Paris, Praga e Rio de Janeiro ferviam sob o signo da contestação e do confronto direto com as estruturas de poder, a Itália vivia o seu próprio Sessantotto — um período de intensas greves operárias, ocupações universitárias e questionamento radical dos valores burgueses. Ironicamente, foi nesse mesmo ano de convulsão que a melancolia intimista de "Canzone Per Te", interpretada por Sergio Endrigo e Roberto Carlos, sagrou-se vencedora do prestigiado Festival de Sanremo. Em vez dos hinos de marcha ou do tom panfletário que ditavam o espírito da época, a canção triunfou ao traduzir o luto de um fim, o isolamento afetivo e a dolorosa constatação de que "a festa mal começou e já terminou". Havia, por trás do lirismo amoroso, a captura sutil de um desencanto coletivo: a percepção de que as grandes promessas de modernidade e comunhão pareciam claudicar diante da realidade.
Quase seis décadas depois, o Brasil de 2026 projeta um reflexo invertido, mas igualmente melancólico, daquela atmosfera. Às vésperas de uma eleição presidencial crucial, o país não experimenta a efervescência utópica de 1968, mas o seu exato oposto: uma apatia generalizada e um profundo esvaziamento do debate público. O paralelo histórico não se dá pelo excesso de paixão das massas, mas pela institucionalização do silêncio e pela mercantilização da política de rua. Se em 1968 a música popular servia de refúgio lírico contra a saturação do ruído ideológico, em 2026 o lirismo melancólico de Endrigo ressoa como metáfora de um sistema representativo exaurido. As calçadas coloridas por bandeiras pagas e a polarização movida pelo medo, e não por projetos de futuro, evidenciam que a mística democrática nacional transformou-se em pura engrenagem processual — uma festa que parece ter terminado antes mesmo que o cidadão comum pudesse nela se reconhecer.
O Vazio por Trás das Bandeiras: A Fantasia da Plausibilidade e o Esvaziamento do Voto
Entre a propaganda totalitária de Arendt, a apatia mercadológica das ruas e a urgência de uma causa comum nas Eleições 2026.
A poucos dias do pleito de outubro, a paisagem urbana das cidades brasileiras ganhou uma profusão de cores artificiais trazida pelos abanadores de bandeiras assalariados. A análise do cientista político Jairo Nicolau no blog Política & Dados expõe uma realidade intrigante: em um pleito marcado pelo silêncio, pelo desinteresse generalizado e pelo desânimo do eleitorado, a rua se faz notar quase que exclusivamente por meio de uma força de trabalho contratada com recursos do Fundo Eleitoral. O antigo engajamento voluntário e ideológico cedeu espaço a uma engrenagem pragmática de subsistência econômica, sintetizada no lema popularizado pelos próprios cabos eleitorais: "é melhor pingar do que faltar".
Essa onipresença das bandeiras nas esquinas e sinais de trânsito não reflete o convencimento de ideias, mas uma estratégia de sinalização de sobrevivência. Diante de um calendário eleitoral oficial encurtado, os candidatos recorrem às bandeiras como os últimos recursos visuais disponíveis para fixar seus números na memória do eleitor. Esse cenário conecta-se diretamente ao diagnóstico severo de Marco Aurélio Nogueira sobre o impasse institucional brasileiro. A polarização defensiva — onde o eleitor vota para rejeitar quem o assusta em vez de apoiar um projeto — blinda as mazelas históricas do Estado, como o patrimonialismo e o corporativismo. Sem a costura de uma causa comum que uma a sociedade civil, o país corre o risco de sair das urnas mantendo o sistema operando "por aparelhos", intoxicado pelos gases de uma polarização que promete persistir muito além da apuração dos votos.
Esse esvaziamento do debate é o terreno fértil para dinâmicas históricas mais profundas. Como advertiu Hannah Arendt em sua obra seminal Origens do Totalitarismo, a engrenagem da dominação política não se inicia com a violência explícita, mas com a conquista das massas pela propaganda. Antes de isolar por completo uma sociedade sob o jugo do autoritarismo, os movimentos ideológicos buscam "parecer plausíveis" aos olhos de um público que ainda tem acesso a outras fontes de informação. Quando a política de rua se transforma em pura coreografia mecânica mercantilizada e o eleitorado abdica do pensamento crítico em prol do afeto ou do medo, a linha que separa a propaganda democrática da manipulação totalitária torna-se perigosamente tênue.
A ilusão das calçadas coloridas mascara a melancolia de um sistema que se esvaziou de sentido próprio. "A festa mal começou e já terminou", como se a mística democrática tivesse perdido o brilho, restando apenas o automatismo do processo. Diante desse ciclo que claudica, o ato de insistir na reflexão escrita e na vigilância cívica torna-se o nosso próprio manifesto particular: "per questo canto e canto te" — um registro de resistência e afeto pelo que resta de republicanismo, cultivando a consciência crítica como uma flor na solidão dos tempos áridos, na esperança de que um novo sonho, finalmente, nos pegue pela mão.
Opúsculo, à Guisa de Conclusão: Macunaíma no Poder
O diagnóstico sombrio sobre as engrenagens que movem a política e a sociedade encontra o seu desfecho analítico na tese do sociólogo José de Souza Martins. Ao evocar o clássico personagem de Mário de Andrade, o autor demonstra que os representantes políticos brasileiros, historicamente, operam como representantes de si mesmos, organizados em uma estrutura partidária fluida e sem compromisso programático — um verdadeiro "partido nacional macunaímico".
Não se trata de uma ausência de ideologia, mas da consolidação de uma deformação estrutural: o Brasil acabou por criar um "capitalismo anticapitalista", cuja dinâmica principal reside no lucro privado baseado no prejuízo coletivo. A coreografia vazia das ruas, a manipulação retórica das propagandas e o impasse institucional que paralisa o Estado são apenas os sintomas superficiais desse capitalismo do herói sem nenhum caráter. Sem que se confronte essa matriz patrimonialista e predatória, qualquer alternância de poder corre o risco de perpetuar uma sociabilidade do faz de conta, mantendo a sociedade civil alienada do verdadeiro pacto republicano.
Assista à apresentação histórica da música vencedora do Festival de Sanremo de 1968, ano profundamente simbólico para a história política ocidental, e acompanhe o lirismo melancólico que ecoa os impasses da nossa própria atualidade:
Sergio Endrigo – Canzone per te (Festival di Sanremo del 1968) - liveSanremo and more
24 de out. de 2024
Sergio Endrigo – Canzone per te (Festival di Sanremo del 1968 la seconda e la terza serata) - live, stereo. Presenters - Pippo Baudo and Luisa Rivelli. Written-By – Sergio Bardotti, Sergio Endrigo. Directed By [Orchestra] – Giancarlo Chiaramello. "Canzone per te" ("A song for you"), written by Italian composer Sergio Endrigo and sung by Brazilian singer Roberto Carlos, was the Italian entrant to and winner of the 1968 edition of the Sanremo Music Festival.
On the night of the contest, held in Sanremo, Italy, the song was performed by both Endrigo and Carlos. Construction from permitted video fragments, restoring by Vladimir Mastica (VM).
Use o código com cuidado.*Você também pode conferir e ler a composição poética completa acessando a Letra de Canzone Per Te no Letras.mus.br.
O artigo está formatado e pronto para o ambiente de produção do seu blog. Se precisar de ajuda com as **tags/marcadores de indexação** (Ex: *Eleições 2026, Teoria Política, Cultura*) ou com a criação de uma **chamada curta** para divulgar o link nos seus canais, me avise!
Per questo canto e canto tePER SEMODUS FACIENDI
html
DOCUMENTO HISTÓRICO AUDIOVISUAL
Estádio do Jornal da Noite: A Entrevista de Gilmar Mendes por Renata Lo Prete
(Som de fundo: o burburinho tenso das grandes decisões. Entra no ar a voz cadenciada, musical e inconfundível do mestre Waldir Amaral, direto do Estádio do Jornal da Noite...)
WALDIR AMARAL: Deixa eu ver... o relógio corre! No gramado iluminado dos estúdios da Globo, o decano da Corte Suprema, o camisa 10 Gilmar Mendes, avança com a bola no pé. Mas atenção, amigos! Na cobertura, colada nele, vem a zagueira de ferro Renata Lo Prete, com uma marcação cerradíssima, sem dar espaço para o atacante respirar! Ela aperta o cerco, estica o microfone e lança o bote: "Ministro, esse inquérito não virou uma ferramenta política?"
É o momento da verdade no Estádio da Notícia! Gilmar domina no peito... e o que é que ele faz? Olha para o tempo... O atacante estuda o lance, puxa a bola para a perna esquerda e começa o contra-ataque:
— "Eu... eu tenho a impressão... de que o inquérito... continua necessário."
E agora Gilmar faz aquela paradinha de Pelé! Ele amortece a bola, deixa a zagueira na saudade e solta uma bomba:
— "...E... ele vai acabar... quando terminar!"
Renata Lo Prete dá um leve sorriso de canto, aquele tique jornalístico de quem diz "estou de olho na jogada", e ameaça interromper. Mas Gilmar Mendes é raposa felpuda! Ele percebe o movimento da marcadora e emenda em alto e bom som, sem dar o rebote:
— "...E é preciso que isso seja dito... em alto e bom som. [Suspiro rápido] E o tribunal... o tribunal tem sido... vilipendiado."
Que categoria! Que frieza do camisa 10! Deixa eu pedir o comentário rápido de quem entende de tática... Fala daí, meu garoto, João Saldanha! O Gilmar passou pela marcação ou o inquérito tá em impedimento?
JOÃO SALDANHA: Olha, Waldir... o Gilmar é malandro, joga com o regulamento debaixo do braço! A Renata foi muito bem na marcação, apertou ali na lateral do campo perguntando da longevidade de um inquérito que já dura anos. Qualquer garoto novo ali espanava e chutava a bola para o mato. Mas o decano não. Ele usou a experiência, segurou o jogo com essas paradinhas e jogou a pressão de volta para a torcida. Só que a Renata não se entrega, Waldir! Veja que ela já está se posicionando para fechar o ângulo dele de novo!
WALDIR AMARAL: Tem toda razão, João! O jogo é lá e cá! Gilmar Mendes sente o cansaço, dá uma respirada profunda... e o ritmo cai. Ele baixa o tom de voz, esconde a jogada, quase num cochicho tático para enganar a marcação de Lo Prete, que só observa a linha de impedimento:
— "...Sem se fazer alarde disso. [Mudança brusca de direção] A questão... a questão aí... é o modus faciendi."
Renata Lo Prete ergue uma sobrancelha! Ela tenta o bote por baixo, quer saber quem manda na área do tribunal se o clima é de crise. Mas Gilmar dá um drible de corpo espetacular, divide as responsabilidades e solta a tese do jogo coletivo:
— "O presidente... o presidente não decide. [Outra paradinha de Pelé... ele olha bem nos olhos da zagueira] Aqui... aqui rege um parlamentarismo. [O silêncio ecoa no estádio] Presidente... não decide per se."
Fim de jogo na grande área jurídica! O atacante usou todo o repertório de pausas para prender a bola no ataque! Mas para selar essa transmissão com chave de ouro, o apito final é dele! O homem que já comandou clássicos e não esconde nada de ninguém. O nosso analista de arbitragem, o ex-juiz Mario Vianna! Com a palavra, o mestre do apito!
MARIO VIANNA: (Voz rascante, enérgica, batendo na mesa)
"O JUIZ ERROU!!! O JUIZ ERROU, WALDIR!!!"
O Gilmar Mendes quis apitar o jogo sozinho e inventar uma regra que não tá no livro da Constituição! Inventou uma 'paradinha' no meio do tribunal! Na minha época, se o presidente do Supremo não decide nada sozinho e o tribunal é um parlamentarismo, então o juiz da partida perdeu o controle do jogo! Não pode ter dois pesos e duas medidas! A Renata Lo Prete foi na bola, foi legítima, cobrou o tempo de jogo e o Gilmar saiu de campo jogando bonito com o latim, mas sem resolver a encrenca do inquérito! O JUIZ ERROU!!!
Documento otimizado para plataformas Blogger/Blogspot. Formatação preservada de forma perene.
Use o código com cuidado.
Aqui está o texto formatado em sua versão final, aplicando a correção formal das aspas e mantendo o conteúdo e a digitação exatamente iguais ao original:
"Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário. E ele vai acabar quando terminar. E é preciso que isso seja dito em alto e bom som. E o tribunal tem sido vilipendiado.
Sem se fazer alarde disso.
A questão é o modus faciendi. O presidente não decide.
Aqui rege um parlamentarismo.
Presidente não decide per se."
Deseja que eu formate este texto em algum padrão específico, como bloco de citação (itálico) ou em um arquivo para download?
sábado, 26 de setembro de 2026
Opinião do dia – Hannah Arendt* (A propaganda totalitária)
›
“Somente a ralé e a elite podem ser atraídas pelo ímpeto do totalitarismo, as massas têm que ser conquistadas por meio da propaganda. Sob um...
O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões
›
O fim das bets e a campanha eleitoral Por O Povo (CE) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, emitiu medida provisóri...
A falta que faz uma causa comum, por Marco Aurélio Nogueira*
›
O Estado de S. Paulo O País está pedindo uma macrorreforma institucional, tema que não surge em nenhuma das campanhas A oito dias das el...
O governo Lula acerta ao proibir as bets no Brasil? Sim, por Ione Amorim
›
Folha de S. Paulo Rentabilidade se alimenta do risco, e apenas a regulação não acompanharia a escalada de danos Jogo fica disponível 24 ...
2 comentários:
Flávio Bolsonaro dá dinheiro aos 'peixes' da milícia, por Alvaro Costa e Silva
›
Folha de S. Paulo Espanta a naturalidade com que o miliciano se refere ao filho 01: nosso senador Casos de desvio de emendas estão ligad...
Um comentário:
A ciranda não explicada do candidato Flávio Bolsonaro, por Adriana Fernandes
›
Folha de S. Paulo Fatos têm desmontado versões apresentadas pelo candidato do PL sobre a sua relação com Vorcaro e o filme 'Dark Horse...
Um comentário:
Pai de Vorcaro deve explicações, por Hélio Schwartsman
›
Folha de S. Paulo Profusão de 'irmãos' de ex-banqueiro é resultado de parentesco fictício Fenômeno é universal, mas, no Ocidente...
A aposta de Lula pode dar em nada, por Thaís Oyama
›
O Globo Embora a ideia da extinção seja bem recebida, não chega a empolgar a ponto de definir um voto ‘Estou chocado! Chocado ao descobr...
Um comentário:
Viveremos do legado democrático de Zuenir Ventura, por Flávia Oliveira
›
O Globo Democracia e Zuenir são substantivos que não apenas cabem na mesma frase. São sinônimos Zuenir Ventura formou gerações — sim, no...
As eleições e o risco de desmonte na Cultura, por Juliana Diniz
›
O Povo (CE) A proposta de Ciro Gomes é bem coerente com o perfil mais à direita que incorporou nestas eleições. O eleitor conservador vê o...
Desafios na era digital, por Pedro Serrano
›
CartaCapital As profundas mudanças causadas pelas novas formas de comunicação exigem mecanismos mais eficazes para salvaguardar o Estado D...
De Tocqueville às big techs, por Luiz Gonzaga Belluzzo
›
CartaCapital As plataformas digitais solapam os ideais de igualdade nos Estados Unidos celebrados pelo chanceler francês As turbulências...
Democracia em perigo, por Leonardo Avritzer e Carmen Leitão*
›
CartaCapital Entre a erosão interna e a coerção externa Desde o pós-Guerra, os Estados Unidos reivindicaram um papel central na defesa i...
Sinais trocados e país dividido, por Murillo de Aragão
›
Revista Veja Pesquisas indicam espaço para novo movimento por voto útil A dez dias da eleição, os institutos parecem discutir entre si. ...
Desalento, por José Casado
›
Revista Veja No segundo turno, talvez o eleitor descubra o que governo e oposição querem fazer com o país Pedro Paulo Soares Pereira é u...
Precisamos conversar sobre o STF, por Marcus Pestana
›
É inacreditável o que está ocorrendo. Nossa Suprema Corte, o STF, virou assunto de botequim. Inconcebível que o impeachment de ministros do ...
Um comentário:
Sertão e mar, por Ivan Alves Filho*
›
O Brasil sempre balançou entre o mar e o sertão, isto é, a sua dimensão atlântica no bojo do processo de colonização – envolvendo Europa, Áf...
Poesia | O analfabeto político, de Bertolt Brecht
›
Música | Boca Livre - O Trenzinho do Caipira com poema de Ferreira Gullar
›
Um comentário:
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões
›
Caso Master lança suspeita sobre origem de precatórios Por Folha de S. Paulo Vorcaro investiu R$ 14,3 bi em ações contra o poder público...
Macunaíma no poder, por José de Souza Martins
›
Valor Econômico O Brasil “inventou” o capitalismo anticapitalista, o do lucro privado baseado no prejuízo coletivo, contra o país. O capit...
Fé e disputa pelas periferias. Igreja Católica entra na eleição, por Luiz Carlos Azedo
›
Correio Braziliense O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, também defendeu a formação da consciência dos eleitores. O alto clero ca...
2 comentários:
Pesquisa reforça cenário de definição no segundo turno, por César Felício
›
Valor Econômico O que é possível apostar é que tanto Lula quanto Flávio devem crescer no dia das eleições para percentuais acima de 40% ...
A mão que lavou dinheiro do 'Dark Horse' lavou também o do PCC, por Maria Cristina Fernandes
›
Valor Econômico Operação Carbono Oculto avança sobre investigação de relação entre facções, setor de combustíveis e fintechs A terceira ...
3 comentários:
A sorte de Flávio Bolsonaro, por Bernardo Mello Franco
›
O Globo Pego na mentira mais uma vez, candidato conta com tolerância de seguidores do pai Aconteceu em 1993, na CPI dos Anões do Orçamen...
Um comentário:
Debate pode tirar a eleição do escuro, por Vera Magalhães
›
O Globo Primeiro e único confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ocorrer dois dias antes do pleito e lançar luz sobre propostas e com...
Carta ao Flamengo, por Pablo Ortellado
›
O Globo O dinheiro das bets é volumoso e permite contratar jogadores, mas o benefício não compensa o mal que faz às famílias Querido Clu...
Disputa pode ser a mais acirrada, por Raquel Landim
›
O Estado de S. Paulo Diferença do porcentual de votos entre Lula e Flávio é ainda menor do que a da eleição de 2022 A disputa entre o pr...
Flávio sai da zona de conforto, por Eliane Cantanhêde
›
O Estado de S. Paulo Depois de represadas, revelações sobre Flávio Bolsonaro e a ‘Turma do KN’ saem aos borbotões Quando se pensa que já...
Um comentário:
Adeus Supremo, alô Supremo, por Fernando Gabeira
›
O Estado de S. Paulo Temos diante de nós uma Corte Suprema que perdeu a credibilidade e não será possível restabelecê-la se continuar como...
Lula tem 47% das intenções e Flávio Bolsonaro, 45%, no segundo turno, aponta pesquisa Datafolha, por Pedro Augusto Figueiredo
›
O Estado de S. Paulo Segundo levantamento, petista e senador do PL estão tecnicamente empatados na disputa presidencial O presidente Lui...
Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% em 1º turno; rivais empatam em 2º turno, por Igor Gielow
›
Folha de S. Paulo Cury (5%), Caiado (4%) e Renan (3%) seguem abaixo, fazendo líderes pregarem voto útil em seu favor Na segunda rodada, ...
A eleição e o Brasil que vira lixo da festa dos quengos de tribunais, finança e política, por Vinicius Torres Freire
›
Folha de S. Paulo Maré de lama pega tanta gente e já é tão confusa que pode parar de afetar votos No Datafolha, Flávio para de subir; av...
Um comentário:
Guerras intestinas, por Hélio Schwartsman
›
Folha de S. Paulo Polarização e empate virtual colocaram campanhas em modo vale-tudo Moderação deixou de ser virtude, mas eleitor centri...
Suplentes sem voto evocam herança da ditadura no Senado, por Dora Kramer
›
Folha de S. Paulo Legislativo é o único dos Poderes cuja composição depende 100% das escolhas da sociedade Exceção são os senadores rese...
Longe do bafo do povo, por Ruy Castro
›
Folha de S. Paulo Bocas-livres, putas, surubas, charutos, uísques, jatinhos, comissões e contratos Só provincianos, cafonas e deslumbrad...
Um comentário:
https://gilvanmelo.blogspot.com/
O artigo de Marcus Pestana analisa a grave crise de credibilidade enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a polarização em torno da Corte no debate político atual. Para solucionar o desgaste institucional e resgatar a legitimidade do Judiciário, o texto propõe medidas como mandatos de dez anos, o fim de decisões monocráticas e a aprovação de um Código de Ética. Você pode ler o artigo completo no texto original de Marcus Pestana.