Mundo em Mutação
Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 4 de julho de 2026
Idéias inatas
LIVRO II PLURALIDADE DA EXISTÊNCIA ALLAN KARDEC O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Aula 21 - Ideias Inatas - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Espiritismo
Analisa os itens 218 a 221: A teoria das idéias inatas. As faculdades extraordinárias dos indivíduos. O sentimento instintivo da existência de Deus.
▶ Veja a palestra completa: https://www.kardecplay.net/pt/video/2...
218. Encarnado, conserva o Espírito algum vestígio das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?
“Guarda vaga lembrança, que lhe dá o que se chama ideias inatas.”
a) — Não é, então, quimérica a teoria das ideias inatas?
“Não; os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem. Liberto da matéria, o Espírito sempre os tem presentes. Durante a encarnação, esquece-os em parte, momentaneamente; porém, a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso. Se não fosse assim, teria que recomeçar constantemente. Em cada nova existência, o ponto de partida, para o Espírito, é aquele em que, na existência precedente, ele ficou.”
b) — Grande conexão deve então haver entre duas existências consecutivas?
“Nem sempre tão grande quanto talvez o suponhas, dado que bem diferentes são, muitas vezes, as posições do Espírito nas duas e que, no intervalo de uma a outra, pode ele ter progredido.” (216.)
Evangelho no Lar│29.08.2024│ESE Cap XVI item 15│Transmissão da riqueza
SBEBM
Transmitido ao vivo em 29 de ago. de 2024
Transmissão ao vivo de SBEBM - Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes
15. O princípio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?
O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido. Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas. É, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. – São Luís. (Paris, 1860.)
Aqui está a transcrição exata do texto contido na nota de rodapé da imagem apresentada:
"O Serviço Postal prestou grande contribuição à obra de Eurípedes. Centenas de listas, como esta (frente e verso), de "Remédios a se registrarem", redigidas pelo próprio médium, encontram-se nos arquivos da Sala de Eurípedes. O carimbo do Correio assinala 20/9/1918."
Pão Nosso #141 - Amor fraternal
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 21 de nov. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
141
Amor fraternal</b>
Tema principal
“Permaneça o amor fraternal.” — Paulo. (HEBREUS, 13.1)
1 As afeições familiares, os laços consanguíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muito santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.
2 O equilíbrio é a posição ideal.
3 Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
4 Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.
5 Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
6 O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
7 A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.
8 O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança.
9 Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
10 As afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
11 Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. 12 É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
Em tudo, há alegria.
A divindade que faz ser
alegre a Natureza está
também dentro de você.
"Quero falar de um amigo aqui, que é um dos mais antigos amigos que eu tenho nesse meio de trabalho. É um cara que eu tenho... Você imagina, eu conheço essa figura desde 1969, quando ele era o príncipe da Jovem Guarda. Fez um sucesso extraordinário", iniciou.
"A amizade profunda é uma sublimação do amor."Declaração de Ronaldo Nogueira (Ronnie Von) durante o programa de Patrícia Poeta, após uma manifestação de afeto de Fausto Silva (O Faustão) em uma entrada ao vivo, sob os aplausos da plateia.
O craque egípcio Mohamed Salah consola o australiano Behich
sexta-feira, 3 de julho de 2026
MEMORIAL DE AIRES (ADAPTADO)
De um Conselheiro do Império ao Conselheiro dos Ares Rarefeitos do Século XXI
14 de Março
Li, não sem certo enfado decoroso, o memorial de onze páginas que o jovem Conselheiro dos Ares Rarefeitos — este que pontifica do alto de suas tribunas invisíveis na Flórida — protocolou junto aos escrivães da Casa Branca. Dizem que o fez em nome da República do amanhã, ou de um Príncipe herdeiro que aspira ao trono antes da colheita.
Que curioso século este, onde a diplomacia trocou o silêncio das chancelarias pelo ruído das praças públicas! No meu tempo, o barão do Rio Branco pesava cada adjetivo como quem maneja cristais; hoje, despacha-se o destino do comércio nacional entre um copo de refresco e um clique de computador. O jovem patrício foi a Washington para aplacar a fúria do Tarifaço americano — aquela taxa de vinte e cinco por cento que ameaça sangrar nossas exportações. E como resolveu o impasse? Com a finura de um cirurgião que, para curar uma dor de cabeça, propõe a guilhotina.
Pediu a Washington que desista de taxar o aço e o açúcar, e, em troca, aplique a tal Lei Magnitsky contra os magistrados da nossa Suprema Corte. É uma transação mercantil soberba: poupa-se o bolso do usineiro e entrega-se a soberania do Tribunal. A pátria, que antes se defendia com o peito, agora se negocia como um lote de café de qualidade inferior.
16 de Março
O argumento principal do nosso diplomata sem credenciais é de uma candura que beira a crueldade. Ponderou ele aos americanos que o Tarifaço seria um erro tático grave, pois — vejam que profundidade estatística! — acabaria por "fortalecer politicamente o atual inquilino do Catete" em ano eleitoral.
Eis a nossa elite política resumida a um jogo de compadres. Não se defende a indústria nacional por amor ao operário ou ao progresso; defende-se para que o adversário não colha os louros da resistência. Se o Brasil empobrecer sob o peso das tarifas, isso é um detalhe menor; o importante é que o rival não pareça um herói aos olhos da turba. A miséria do povo, quando bem instrumentalizada, sempre foi um excelente cabo eleitoral.
O jovem Conselheiro queixa-se ainda de que os governadores da federação andam a negociar com o "sexto escalão" americano. Julga-se ele, por certo, no topo do Olimpo, privando com os deuses da Seção 301. Esquece-se de que, na corte de Washington, o interlocutor sem pasta é apenas um instrumento sazonal. Usam-no como quem usa um lenço de papel: serve para limpar o suor da geopolítica e, depois, joga-se fora no primeiro cesto da conveniência comercial.
19 de Março
A gravidade da matéria exigiria lágrimas, mas o espetáculo me arranca apenas este sorriso amarelo, meio cético, que o tempo me ensinou a cultivar.
Ao empurrar o estrangeiro para dentro do nosso quintal judiciário, o Conselheiro dos Ares Rarefeitos jura que está salvando a liberdade. Tolice. O que ele faz é acelerar o relógio da nossa própria decadência. Se Washington fechar as portas e congelar os bens dos nossos juízes, o Brasil restará isolado, humilhado e sem alternativas, restando-lhe apenas jogar-se nos braços de Pequim. Deseja-se fugir do chicote do Norte e corre-se para o abraço do dragão do Oriente.
Tudo isso para garantir uma eleição vindoura. Ao final, quando as tarifas forem pagas e as sanções esquecidas, os mesmos personagens se encontrarão nos salões da história, brindando à saúde de um país que teima em sobreviver, apesar dos seus salvadores. Como diria o meu bom Brás Cubas, não tivemos filhos, não transmitimos a nenhuma criatura o legado da nossa nossa pequenez. É o único consolo que resta a este velho diplomata.
Corta Jaca
Chiquinha Gonzaga
Neste mundo de misérias
Quem impera é quem é mais folgazão!
É quem sabe cortar-jaca nos requebros
De suprema perfeição, perfeição
Esta dança é buliçosa, tão dengosa
Que todos querem dançar!
Não há ricas baronesas, nem marquesas
Que não queiram (saibam) requebrar, requebrar
Este passo tem feitiço, tal ouriço
Faz qualquer homem coió!
Não há velho carrancudo, nem sisudo
Que não caía em trololó, trololó
Quem me vir assim alegre no Flamengo
Por certo se há de render!
Não resiste com certeza, com certeza
Este jeito de mexer
Um Flamengo tão gostoso, tão ruidoso
Vale bem meia-pataca!
Dizem todos que na ponta está na ponta
Nossa dança corta-jaca, corta-jaca!
Ai, ai, como é bom dançar, ai!
Corta-jaca assim, assim, olé! - Mexe com o pé!
Ai, ai, tem feitiço tem, ai!
Dança (corta) meu benzinho assim, olé!
O CORTA-JACA PARALELO
Letra atribuída à pena de Machado de Assis, para a música de Chiquinha Gonzaga
(Introdução saltitante ao piano, com toques de cinismo oitocentista)
Neste mundo de misérias
Quem impera é quem é mais folgazão!
É quem sabe o Corta-Jaca das tarifas
Com suprema perfeição, perfeição!
Esta dança em Washington é tão dengosa
Que o sujeito quer dançar!
Não há falsos diplomatas, nem gravatas,
Que não queiram requebrar, requebrar!
Este passo tem feitiço de comício,
Faz da pátria um coió!
Lá na mesa da comarca, a soberania
Já caiu em trololó, trololó!
Quem me vir pedindo multa ao estrangeiro
Por certo há de ceder!
Não resiste o gringo loiro, com certeza,
A este jeito de mexer!
Um tarifaço tão ruidoso e perigoso
Vale bem meia-pataca!
E na ponta da Seção trezentos e um,
Nossa elite corta-jaca, corta-jaca!
Ai, ai, como é bom trair, ai!
Troca o aço por sanção, olé! — Olha o boné!
Ai, ai, tem feitiço tem, ai!
Corta o juiz do meu país assim, olé!
(O piano acelera, simulando o barulho de notificações de celular e a soberba dos salões)
Vejam só o Conselheiro dos Ares
Que o império foi pregar!
Deixa a indústria desabada e na calçada
Para o voto segurar, segurar!
Não há velho carrancudo do Senado
Que não dance o Magnitsky!
Vende o trono do Catete por um brinde
E um copo de bom uísque, de bom uísque!
Ai, ai, como é bom trair, ai!
Troca o aço por sanção, olé! — Olha o boné!
Ai, ai, que vergonha dá, ai!
Dança o Brasil no tribunal assim, olé!
"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS"
"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS"
Lavareda falou
Síntese em uma frase:
A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente.
Do Brasil, SOS ao Brasil
Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Querelas do Brasil
Maria Rita
Querelas do Brasil
De Maurício Tapajóis e Aldir Blanc
O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti
Iliaana, alamanda, ali, alaúde
Piau, ururau, aki ataúde
Piá-carioca, porecramecrã
Jobim, akarone, jobim-açu
Uou, uou, uou
Pererê, camará, tororó, olerê
Piriri, ratatá, caratê, olará
O Brazil não merece o Brasil
O Brazil tá matando o Brasil
Jereba, saci
Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha
Sertões, Guimarães, bachianas, águas
Imarionaíma, ariraribóia
Na aura das mãos de jobim-açu
Uou. Uou, Uou
Jererê, sarará, cururu, olerê
Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Composição: Aldir Blanc, Maurício Tapajós.
O Rio torce pra Cabo Verde!!!
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Estadão
Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ...
Vídeo
Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ...
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Foto do autor José Fucs
Por José Fucs
03/01/2022 | 16h50
Notícia de presente
O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, de 70 anos, é um dos profissionais mais tarimbados do País em campanhas eleitorais. Pioneiro, no Brasil, na utilização das ferramentas da neuropolítica, que estuda a influência das emoções e do inconsciente no comportamento dos eleitores, ele participou de quase 100 eleições, como coordenador ou consultor de campanha, nas últimas décadas.
Nesta entrevista ao Estadão, Lavareda afirma que o pleito de 2022 terá características diferentes do de 2018. Segundo ele, o eleitor está menos influenciado pelo sentimento de indignação que marcou a eleição passada e mais cauteloso e preocupado com a experiência dos candidatos, até em razão dos problemas de gestão observados durante a pandemia. “Em 2022, a cautela deve substituir a indignação”, diz.
Lavareda comenta também a preocupação de muitos analistas, que consideram a eleição de 2022 como uma das mais importantes das últimas décadas, em razão dos riscos de que haja uma ruptura institucional em caso de reeleição de Jair Bolsonaro, e fala sobre a ligeira guinada para a direita do PSDB, sob comando do governador de São Paulo, João Doria. Em sua avaliação, após as eleições, o Brasil deve seguir o exemplo recente do Chile e abrir espaço ao diálogo, para poder enfrentar os grandes desafios que tem pela frente.
Parte do eleitorado parece totalmente decidida, outra sequer se sente representada | Central Meio
Meio
Transmitido ao vivo em 2 de jul. de 2026 #Eleições2026 #ELeiçãoPresidencial #Democracia
No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o cientista político Antonio Lavareda sobre os efeitos dos últimos acontecimentos na eleição presidencial, ou sobre a falta deles. Embora tenha havido fatos políticos relevantes nos últimos dias, os ponteiros das pesquisas mexem pouco, sinalizando um eleitorado pouco disposto a mudar de ideia, ou que não se sente representado.
—
“Partidos hidropônicos é uma metáfora criada pelo cientista político Antonio Lavareda para descrever legendas brasileiras que não possuem raízes na sociedade. Assim como a alface hidropônica, eles flutuam sem solo e sobrevivem apenas de nutrientes artificiais, que, no caso da política, são os recursos do Fundo Partidário e as Emendas Parlamentares.”
33 milhões de eleitores não votaram em 2022
Não há fidúcia nessa representação
Representação sem participação
“As expressões dos três calados na telinha enquanto o quarto fala comunicam tudo o que o tagarela não consegue em uma transmissão ao vivo."
A mensagem afirma que, globalmente, as pessoas tendem a acreditar em mentiras para evitar encarar a realidade.
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de botar na reserva.
Rádio Bandeirantes FM. há 1h.
“O Mister já falou.”
“Com 67 anos, se correr ao final para celebrar o final vitorioso por temer machucar o joelho.”
Alex Ferguson do Manchester United preparou mais de dois mil jogos.
Mister diz já ter preparado mais de um mil e quatrocentos atletas.
Alma coletiva do brasileiro: respeitoso e humilde.
Arrogante não é escasso, lado marrento pode ser.
3/7/26
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de estar na reserva
Rádio BandNews FM
3 de jul. de 2026
Carlo Ancelotti afirma que Neymar está pronto para jogar, mas que pode entrar até no final do segundo tempo contra a Noruega. O técnico da Seleção Brasileira concedeu uma entrevista à colunista da BandNews FM.
'É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto', diz Ancelotti
Folha de S.Paulo
3 de jul. de 2026
O técnico italiano que assumiu o comando da seleção brasileira afirma, em entrevista exclusiva, que fim de jogo duro traz mais sentimento de alívio do que de felicidade.
Elogia ainda o bom comportamento (apesar do inconformismo) de Neymar e diz que a seleção pode tomar gols, mas está mais confiante e sabe como reagir.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Palanques capengas no Sudeste, por Vera Magalhães
O Globo
Palanques capengas do petista em Minas e do filho de Bolsonaro no Rio indicam problemas na região mais disputada da eleição
A eleição de 2026 será um teste para a validade de vários axiomas tradicionais da política, como a importância da propaganda em rádio e TV, os efeitos da inteligência artificial e, no plano mais concreto, a centralidade da montagem de palanques regionais para fortalecer candidaturas presidenciais e, no limite, decidir uma disputa que tende a ser apertada.
Nesse quesito, o Sudeste brasileiro é o cenário em que as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro concentram as fichas. Mas, a menos de um mês do início formal da corrida eleitoral, ambos enfrentam problemas bastante sérios para largar com um time promissor e um discurso condizente em colégios importantes da região.
Os desdobramentos consecutivos da Operação Unha e Carne — que atingiu fortemente o grupo do ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro — jogam uma dose enorme de imprevisibilidade para o comando bolsonarista “em casa”.
O grupo contava, na montagem da estratégia para a disputa no Rio, que, a esta altura, já estivesse no comando do governo por meio de uma eleição indireta. O atraso na definição dessa novela por parte do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral coincide com as graves revelações trazidas em capítulos pela Polícia Federal, que desnudam aspectos perturbadores da imbricação da política com o crime organizado no estado.
A campanha do até aqui favorito Eduardo Paes — que já teria o foco na pregação pela necessidade de sanear a estrutura do estado dessa infiltração — se fortalece a partir de indícios da proximidade que se mostra cada vez maior da gestão de Castro com diferentes modalidades da estrutura criminosa do Rio.
Para Flávio, o ex-governador e seu grupo se tornam aliados para lá de incômodos, levando para a campanha presidencial temas que ele gostaria de afastar e colocando em perspectiva a pregação cara à direita de que tem a solução para a segurança pública, problema apontado como mais grave pelos brasileiros em quase todas as pesquisas.
Para Lula, a dor de cabeça em termos de palanque capenga se localiza em Minas Gerais. Todas as tentativas de construir uma candidatura minimamente competitiva ao governo do estado que responde pelo segundo maior eleitorado do Brasil se revelaram tiros n’água.
Agora, o presidente passa pelo constrangimento de ver o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos lavarem roupa suja em público diante da tentativa do partido de praticamente obrigá-la a abrir mão da candidatura ao Senado para ir para o sacrifício e disputar o governo.
Isso tudo depois que Rodrigo Pacheco deu de ombros aos apelos de Lula para que topasse a missão para lá de inglória diante da guinada política que fez nos últimos oito anos, resultando na desconfiança geral dos mineiros a respeito de que apito ideológico o ex-presidente do Senado toca, afinal.
Não que o time da direita esteja arrumadinho em Minas, longe disso. A indefinição do senador Cleitinho (Republicanos) — um estranhíssimo caso de favorito nas pesquisas que não decide logo se será candidato — e a dificuldade do governador Mateus Simões (PSD), substituto de Romeu Zema, de decolar tornam ainda nebuloso quem será o puxador de votos para Flávio e quanto ele terá de dividir espaço com os demais presidenciáveis da centro-direita (o próprio Zema e Ronaldo Caiado, que vem a ser do partido do governador).
Só São Paulo, o mais nevrálgico dos territórios do Sudeste, está com o roteiro da disputa bem definido entre Tarcísio de Freitas, favorito à reeleição, e Fernando Haddad, recebedor da tão crucial quanto difícil incumbência de repetir a perfomance razoável de 2022, que assegurou a Lula um número de votos fundamental para vencer por pouco no país.
O artigo analisa os desafios enfrentados por Lula e Flávio Bolsonaro na montagem de palanques eleitorais no Sudeste para a eleição de 2026, destacando a importância estratégica da região.
No Rio de Janeiro, o grupo bolsonarista sofre com a instabilidade causada pela Operação Unha e Carne, que atingiu aliados do ex-governador Cláudio Castro e expôs ligações entre política e crime organizado. Isso fortalece a candidatura de Eduardo Paes e cria constrangimentos para Flávio Bolsonaro, especialmente no tema da segurança pública.
Em Minas Gerais, Lula enfrenta dificuldades para viabilizar uma candidatura competitiva ao governo estadual. Há conflitos internos no PT e falta de nomes fortes, agravados pela recusa de Rodrigo Pacheco em disputar o cargo. O cenário também é incerto para a direita, com indefinições sobre candidaturas e lideranças.
Já em São Paulo, a disputa está mais clara, com Tarcísio de Freitas como favorito à reeleição e Fernando Haddad como principal adversário, repetindo a polarização anterior.
O texto conclui que, apesar da centralidade do Sudeste, os principais candidatos enfrentam fragilidades importantes na região.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
A dura realidade aonde a política não chega, por Fernando Gabeira
O Estado de S. Paulo
Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades
Às vezes, as coisas muito próximas são universais. Hesito em escrever sobre o que vejo no cotidiano no Rio de Janeiro, mas não deveria: é algo importante para o País e com grande possibilidade de espalhar-se por todos os cantos.
Encontrei na rua uma amiga e perguntei se estava tudo bem: “Perto de minha casa, apareceu uma cova com 20 mortos. Sempre procuro sair às cinco da manhã para evitar tiroteios, mas, às vezes, precaução não adianta”. Ela vive numa favela chamada Rio das Pedras, dominada por uma milícia acossada pelo tráfico de drogas que quer o domínio do território.
No mesmo dia, encontrei, acidentalmente, um homem que empurrava sua bicicleta na feira. Ele vinha da Muzema, uma comunidade que fica no início da Barra da Tijuca. Lá em casa, disse ele, o tiroteio é quase toda noite: a área é dominada pelo Comando Vermelho.
Assim vivem milhões de pessoas no Rio. No território dominado, quem manda é o crime organizado, que vende gás, controla o transporte alternativo e inclusive escolhe algumas meninas para serem suas amantes. O preço da recusa é a morte ou então a mudança precipitada do lugar.
O crime organizado tem uma grande influência política. Ele define quais candidatos podem entrar em sua área. Considerando que controla metade da cidade, ajuda a definir a bancada de eleitos.
A penetração no tecido político é evidente: os últimos governadores foram presos, assim como deputados e um presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O que é mais doloroso é examinar o conjunto de políticas que visam a solucionar o problema e constatar que nenhuma delas consegue trazer uma esperança real.
O que não significa que essas políticas não sejam desejáveis. A PEC da Segurança que está parada no Senado parte de um princípio fundamental: a unificação das forças federais e estaduais no combate ao crime organizado. Isso pode aumentar a eficácia da segurança pública, mas não responde à questão básica: a reconquista permanente do território ocupado, hoje um fenômeno que se exportou para o Nordeste.
Da mesma forma, a iniciativa americana de definir dois grupos como terroristas e partir para uma guerra de destruição é bastante limitada. Nas condições existentes, a eliminação de um grupo dará lugar a outro e eles vão se suceder enquanto as condições político-sociais prevalecerem.
O combate e a morte de alguns criminosos servem apenas para atenuar, na opinião pública, essa sensação de ineficácia. O verdadeiro projeto nunca aparece e ele, certamente, passa pela presença do Estado nessas áreas com os seus serviços essenciais funcionando.
A resposta para a inexistência de um projeto de liberação permanente das áreas ocupadas é falta de dinheiro e pessoal. Se não há dinheiro em orçamentos tão generosos como o brasileiro, então não há solução.
Se somos incapazes de definir a soberania nacional sobre nossos territórios, ficaremos reduzidos a uma guerra assimétrica. E elas nunca são favoráveis ao lado mais forte. Graças às condições favoráveis de que desfrutam no território, esses grupos vão sobreviver mesmo com as campanhas repressivas. No Rio, obtêm armamentos modernos, se empossam da tecnologia e já estão em plena guerra de drones.
Muitos especialistas falam em ir atrás do dinheiro do crime organizado e enfraquecê-lo a partir da drenagem de seus recursos. É uma ótima tática.
Na vida cotidiana, entretanto, o crime organizado produz seu rendimento pela simples exploração do território: venda de gás, transporte alternativo, taxas de segurança. Tudo isso tem muita importância e, às vezes, rende mais do que o próprio tráfico de drogas.
Os Estados Unidos optaram pela guerra para evitar que a droga entre em seu território. Nessa nova versão da muitas vezes fracassada guerra às drogas, bombardeiam barcos no Pacífico e no Caribe. O tráfico de drogas é um grande problema nas suas relações com o México.
Com um sério trabalho de inteligência é possível reduzir o trânsito da droga pelo território brasileiro. Mas ver barcos bombardeados e supor que estamos atacando o verdadeiro problema no Brasil é fugir da realidade.
Por isso, com todo o respeito que tenho por especialistas, não acredito muito em soluções que ignorem o clamor de milhões de pessoas, que querem andar livres, escolher livremente o que compram, proteger suas filhas dos predadores do crime, conversar com candidatos que não precisem de licença para entrar na favela.
Sei que esse futuro ainda está distante. Não deveríamos esquecer esses milhões de brasileiros nos territórios ocupados quando falamos orgulhosamente de soberania nacional. Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades. O alarme soa alto, mas ainda é muito pouco ouvido.
Candidatos à Presidência e aos governos dos Estados deveriam ser questionados seriamente sobre a liberação territorial no Brasil. No mínimo, por solidariedade aos milhões de oprimidos. •
O artigo descreve a realidade da violência e do domínio do crime organizado no Rio de Janeiro, onde milícias e facções controlam territórios, impõem regras à população e influenciam a política local. Milhões de pessoas vivem sob esse controle, enfrentando tiroteios constantes e restrições à liberdade.
O autor argumenta que, embora existam propostas de combate — como a integração das forças de segurança ou o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas —, nenhuma resolve o problema central: a retomada permanente dos territórios pelo Estado com presença efetiva de serviços públicos.
Ele alerta que, sem um projeto consistente e recursos adequados, o país continuará enfrentando uma guerra desigual, na qual o crime tende a se manter forte. O problema, segundo o texto, já se espalha para outras regiões e pode atingir todo o Brasil.
Por fim, defende que candidatos devem ser cobrados por soluções concretas para libertar essas áreas, em solidariedade às populações que vivem sob o domínio do crime.
Carta de Flávio a Trump é tiro no pé que favorece Lula
Publicado em 03/07/2026 - 08:01 Luiz Carlos Azedo
Brasília, Comunicação, Economia, Eleições, EUA, Exportações, Governo, Justiça, Memória, Partidos, Política, Política, Tecnologia, Terrorismo
Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável
A carta enviada por Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento por 180 dias do tarifaço contra produtos brasileiros, eleitoralmente é um tiro no próprio pé para o pré-candidato do PL, além de muito tóxica para as negociações diplomáticas do Brasil com a Casa Branca. O senador atropelou a linha de negociação conduzida pelo Itamaraty e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deslocou o contencioso do terreno técnico para o palanque eleitoral e mostrou falta de coesão política do país na defesa dos interesses brasileiros que estão em jogo.
O candidato de oposição entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de bandeja, a bandeira da soberania na campanha eleitoral. Repetiu o mesmo equívoco de seu irmão Eduardo, que vive nos Estados Unidos e comemorou o tarifaço como se fosse uma grande vitória da oposição. Deu errado. Lula estancou a queda e voltou a subir nas pesquisas eleitorais. Em vez de enfraquecer o governo, a carta de Flávio reforça a narrativa oficial de que a família Bolsonaro atua para internacionalizar a crise política brasileira e instrumentalizar interesses externos contra o próprio país.
Leia também: Tarifaço dos EUA entra no centro da disputa eleitoral no Brasil
Mas a crise tarifária com os EUA tem bases mais objetivas do que eleitorais. Nasce de um contencioso comercial complexo, decorrente da disputa comercial com a China e da reestruturação das cadeias globais de valor. Os Estados Unidos concluíram, em junho, a investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a Washington retaliar parceiros quando considera que eles adotam práticas comerciais “desleais” ou “desarrazoadas”.
No caso brasileiro, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) reuniu no mesmo balaio comércio digital e o funcionamento do Pix; decisões judiciais envolvendo plataformas digitais; tarifas preferenciais no âmbito do Mercosul e de acordos com Índia e México; acesso ao mercado de etanol; propriedade intelectual; combate à corrupção; e desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu com prudência. Um documento de 29 páginas, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, tecnicamente, rebate ponto a ponto as acusações norte-americanas e sustenta que boa parte da agenda levantada por Washington não diz respeito a comércio, mas a opções regulatórias, institucionais e soberanas do Estado brasileiro.
Na verdade, a negociação conduzida pelo Itamaraty não se limita a uma briga tarifária, questiona o alcance da Seção 301 e o direito de os Estados Unidos transformarem divergências em matéria de política interna brasileira, como a regulação de plataformas, a estrutura do Pix, decisões do STF e o combate ao desmatamento, em razões para sanções econômicas. O Brasil, nas conversas com a Casa Branca, tenta isolar os litígios comerciais das disputas políticas e ideológicas. Ou seja, defende uma política de Estado. Sua atuação é institucional e preserva canais de diálogo, ao discutir cada item da pauta em bases técnicas e evitar a contaminação pela polarização eleitoral.
Implosão diplomática
Nesse sentido, a carta de Flávio implode o esforço diplomático brasileiro. O senador pede que as tarifas não sejam aplicadas agora, mas só depois das eleições presidenciais. Ou seja: em vez de afirmar que as tarifas são injustas, indevidas ou lesivas ao interesse bilateral, ele argumenta que a sua adoção imediata poderia beneficiar Lula politicamente. A essência do apelo é eleitoral, não comercial. “As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando”, escreveu para sustentar que a medida “recompensaria o atual governo brasileiro”.
Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Esse é o “xis” do problema. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável — desde que aplicado num momento politicamente conveniente à oposição. Ou seja, tira o tapete da diplomacia brasileira, quando o Itamaraty tenta convencer Washington de que a escalada tarifária é inadequada, desproporcional e fundada em premissas equivocadas.
Leia mais: O que Flávio prometeu a Trump caso seja eleito sobre Pix, Mercosul e redes sociais
Flávio sinalizou aos norte-americanos que o problema não é o mérito da retaliação, mas o seu timing eleitoral. A carta, assim, enfraquece a tese brasileira de que a medida é injustificável e reforça a percepção de que o litígio comercial virou peça de uma disputa interna pelo poder. De certa forma, Lula percebeu a oportunidade e subiu o tom contra seu adversário.
“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço, agora ou depois”, escreveu nas redes sociais.
Classificou a carta como “inaceitável” e criticou o “entreguismo” da família Bolsonaro, ao afirmar que o clã quer submeter o Brasil a interesses norte-americanos. Ao conectar a carta ao Pix e ao Mercosul, Lula transformou o episódio numa peça de campanha sobre soberania, desenvolvimento e defesa do interesse nacional. O presidente vinha “jogando parado”, ao valorizar a liturgia do cargo, administrar a máquina pública e evitar antecipar o embate central de 2026.
A carta de Flávio ofereceu um atalho para Lula ocupar o terreno do nacionalismo econômico sem abdicar do cosmopolitismo e do multilateralismo. Pode ser que um objetivo subjacente do filho 01 de Jair Bolsonaro tenha sido mudar a agenda de sua campanha da crise com Michele Bolsonaro para a política externa. Porém, na prática, deu ao presidente a possibilidade de falar como defensor da pátria.
Nas entrelinhas: todas as colunas diariamente no Blog do Azedo
Compartilhe:
Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela)
#Flávio, #Michele, #Tarifaço, #Trump, Lula
O texto argumenta que a carta de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento — e não a revogação — de tarifas contra produtos brasileiros, foi um erro político e diplomático. Ao fazer isso, ele acaba legitimando a sanção e enfraquecendo a posição oficial do Brasil nas negociações conduzidas pelo Itamaraty.
Segundo o autor, a atitude favorece Lula eleitoralmente, ao reforçar a narrativa de defesa da soberania nacional e permitir que o presidente explore politicamente o episódio. Além disso, a carta desloca uma questão técnica e comercial para o campo eleitoral, prejudicando a coesão do país.
O texto também destaca que o conflito com os EUA é complexo, envolvendo disputas comerciais, regulação interna e geopolítica, e que o governo brasileiro tenta tratá-lo de forma institucional. Ao contrário disso, a ação de Flávio politiza o tema e enfraquece a estratégia diplomática.
Por fim, conclui que o episódio deu a Lula uma oportunidade de se posicionar como defensor dos interesses nacionais, enquanto expôs fragilidades da oposição.
"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS"
Lavareda falou
Síntese em uma frase:
A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente.
Do Brasil, SOS ao Brasil
Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Querelas do Brasil
Maria Rita
Querelas do Brasil
De Maurício Tapajóis e Aldir Blanc
O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti
Iliaana, alamanda, ali, alaúde
Piau, ururau, aki ataúde
Piá-carioca, porecramecrã
Jobim, akarone, jobim-açu
Uou, uou, uou
Pererê, camará, tororó, olerê
Piriri, ratatá, caratê, olará
O Brazil não merece o Brasil
O Brazil tá matando o Brasil
Jereba, saci
Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha
Sertões, Guimarães, bachianas, águas
Imarionaíma, ariraribóia
Na aura das mãos de jobim-açu
Uou. Uou, Uou
Jererê, sarará, cururu, olerê
Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Composição: Aldir Blanc, Maurício Tapajós.
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Estadão
Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ...
Vídeo
Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ...
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Foto do autor José Fucs
Por José Fucs
03/01/2022 | 16h50
Notícia de presente
O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, de 70 anos, é um dos profissionais mais tarimbados do País em campanhas eleitorais. Pioneiro, no Brasil, na utilização das ferramentas da neuropolítica, que estuda a influência das emoções e do inconsciente no comportamento dos eleitores, ele participou de quase 100 eleições, como coordenador ou consultor de campanha, nas últimas décadas.
Nesta entrevista ao Estadão, Lavareda afirma que o pleito de 2022 terá características diferentes do de 2018. Segundo ele, o eleitor está menos influenciado pelo sentimento de indignação que marcou a eleição passada e mais cauteloso e preocupado com a experiência dos candidatos, até em razão dos problemas de gestão observados durante a pandemia. “Em 2022, a cautela deve substituir a indignação”, diz.
Lavareda comenta também a preocupação de muitos analistas, que consideram a eleição de 2022 como uma das mais importantes das últimas décadas, em razão dos riscos de que haja uma ruptura institucional em caso de reeleição de Jair Bolsonaro, e fala sobre a ligeira guinada para a direita do PSDB, sob comando do governador de São Paulo, João Doria. Em sua avaliação, após as eleições, o Brasil deve seguir o exemplo recente do Chile e abrir espaço ao diálogo, para poder enfrentar os grandes desafios que tem pela frente.
Parte do eleitorado parece totalmente decidida, outra sequer se sente representada | Central Meio
Meio
Transmitido ao vivo em 2 de jul. de 2026 #Eleições2026 #ELeiçãoPresidencial #Democracia
No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o cientista político Antonio Lavareda sobre os efeitos dos últimos acontecimentos na eleição presidencial, ou sobre a falta deles. Embora tenha havido fatos políticos relevantes nos últimos dias, os ponteiros das pesquisas mexem pouco, sinalizando um eleitorado pouco disposto a mudar de ideia, ou que não se sente representado.
—
“Partidos hidropônicos é uma metáfora criada pelo cientista político Antonio Lavareda para descrever legendas brasileiras que não possuem raízes na sociedade. Assim como a alface hidropônica, eles flutuam sem solo e sobrevivem apenas de nutrientes artificiais, que, no caso da política, são os recursos do Fundo Partidário e as Emendas Parlamentares.”
33 milhões de eleitores não votaram em 2022
Não há fidúcia nessa representação
Representação sem participação
“As expressões dos três calados na telinha enquanto o quarto fala comunicam tudo o que o tagarela não consegue em uma transmissão ao vivo."
A mensagem afirma que, globalmente, as pessoas tendem a acreditar em mentiras para evitar encarar a realidade.
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de botar na reserva.
Rádio Bandeirantes FM. há 1h.
“O Mister já falou.”
“Com 67 anos, se correr ao final para celebrar o final vitorioso por temer machucar o joelho.”
Alex Ferguson do Manchester United preparou mais de dois mil jogos.
Mister diz já ter preparado mais de um mil e quatrocentos atletas.
Alma coletiva do brasileiro: respeitoso e humilde.
Arrogante não é escasso, lado marrento pode ser.
3/7/26
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de estar na reserva
Rádio BandNews FM
3 de jul. de 2026
Carlo Ancelotti afirma que Neymar está pronto para jogar, mas que pode entrar até no final do segundo tempo contra a Noruega. O técnico da Seleção Brasileira concedeu uma entrevista à colunista da BandNews FM.
'É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto', diz Ancelotti
Folha de S.Paulo
3 de jul. de 2026
O técnico italiano que assumiu o comando da seleção brasileira afirma, em entrevista exclusiva, que fim de jogo duro traz mais sentimento de alívio do que de felicidade.
Elogia ainda o bom comportamento (apesar do inconformismo) de Neymar e diz que a seleção pode tomar gols, mas está mais confiante e sabe como reagir.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Palanques capengas no Sudeste, por Vera Magalhães
O Globo
Palanques capengas do petista em Minas e do filho de Bolsonaro no Rio indicam problemas na região mais disputada da eleição
A eleição de 2026 será um teste para a validade de vários axiomas tradicionais da política, como a importância da propaganda em rádio e TV, os efeitos da inteligência artificial e, no plano mais concreto, a centralidade da montagem de palanques regionais para fortalecer candidaturas presidenciais e, no limite, decidir uma disputa que tende a ser apertada.
Nesse quesito, o Sudeste brasileiro é o cenário em que as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro concentram as fichas. Mas, a menos de um mês do início formal da corrida eleitoral, ambos enfrentam problemas bastante sérios para largar com um time promissor e um discurso condizente em colégios importantes da região.
Os desdobramentos consecutivos da Operação Unha e Carne — que atingiu fortemente o grupo do ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro — jogam uma dose enorme de imprevisibilidade para o comando bolsonarista “em casa”.
O grupo contava, na montagem da estratégia para a disputa no Rio, que, a esta altura, já estivesse no comando do governo por meio de uma eleição indireta. O atraso na definição dessa novela por parte do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral coincide com as graves revelações trazidas em capítulos pela Polícia Federal, que desnudam aspectos perturbadores da imbricação da política com o crime organizado no estado.
A campanha do até aqui favorito Eduardo Paes — que já teria o foco na pregação pela necessidade de sanear a estrutura do estado dessa infiltração — se fortalece a partir de indícios da proximidade que se mostra cada vez maior da gestão de Castro com diferentes modalidades da estrutura criminosa do Rio.
Para Flávio, o ex-governador e seu grupo se tornam aliados para lá de incômodos, levando para a campanha presidencial temas que ele gostaria de afastar e colocando em perspectiva a pregação cara à direita de que tem a solução para a segurança pública, problema apontado como mais grave pelos brasileiros em quase todas as pesquisas.
Para Lula, a dor de cabeça em termos de palanque capenga se localiza em Minas Gerais. Todas as tentativas de construir uma candidatura minimamente competitiva ao governo do estado que responde pelo segundo maior eleitorado do Brasil se revelaram tiros n’água.
Agora, o presidente passa pelo constrangimento de ver o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos lavarem roupa suja em público diante da tentativa do partido de praticamente obrigá-la a abrir mão da candidatura ao Senado para ir para o sacrifício e disputar o governo.
Isso tudo depois que Rodrigo Pacheco deu de ombros aos apelos de Lula para que topasse a missão para lá de inglória diante da guinada política que fez nos últimos oito anos, resultando na desconfiança geral dos mineiros a respeito de que apito ideológico o ex-presidente do Senado toca, afinal.
Não que o time da direita esteja arrumadinho em Minas, longe disso. A indefinição do senador Cleitinho (Republicanos) — um estranhíssimo caso de favorito nas pesquisas que não decide logo se será candidato — e a dificuldade do governador Mateus Simões (PSD), substituto de Romeu Zema, de decolar tornam ainda nebuloso quem será o puxador de votos para Flávio e quanto ele terá de dividir espaço com os demais presidenciáveis da centro-direita (o próprio Zema e Ronaldo Caiado, que vem a ser do partido do governador).
Só São Paulo, o mais nevrálgico dos territórios do Sudeste, está com o roteiro da disputa bem definido entre Tarcísio de Freitas, favorito à reeleição, e Fernando Haddad, recebedor da tão crucial quanto difícil incumbência de repetir a perfomance razoável de 2022, que assegurou a Lula um número de votos fundamental para vencer por pouco no país.
O artigo analisa os desafios enfrentados por Lula e Flávio Bolsonaro na montagem de palanques eleitorais no Sudeste para a eleição de 2026, destacando a importância estratégica da região.
No Rio de Janeiro, o grupo bolsonarista sofre com a instabilidade causada pela Operação Unha e Carne, que atingiu aliados do ex-governador Cláudio Castro e expôs ligações entre política e crime organizado. Isso fortalece a candidatura de Eduardo Paes e cria constrangimentos para Flávio Bolsonaro, especialmente no tema da segurança pública.
Em Minas Gerais, Lula enfrenta dificuldades para viabilizar uma candidatura competitiva ao governo estadual. Há conflitos internos no PT e falta de nomes fortes, agravados pela recusa de Rodrigo Pacheco em disputar o cargo. O cenário também é incerto para a direita, com indefinições sobre candidaturas e lideranças.
Já em São Paulo, a disputa está mais clara, com Tarcísio de Freitas como favorito à reeleição e Fernando Haddad como principal adversário, repetindo a polarização anterior.
O texto conclui que, apesar da centralidade do Sudeste, os principais candidatos enfrentam fragilidades importantes na região.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
A dura realidade aonde a política não chega, por Fernando Gabeira
O Estado de S. Paulo
Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades
Às vezes, as coisas muito próximas são universais. Hesito em escrever sobre o que vejo no cotidiano no Rio de Janeiro, mas não deveria: é algo importante para o País e com grande possibilidade de espalhar-se por todos os cantos.
Encontrei na rua uma amiga e perguntei se estava tudo bem: “Perto de minha casa, apareceu uma cova com 20 mortos. Sempre procuro sair às cinco da manhã para evitar tiroteios, mas, às vezes, precaução não adianta”. Ela vive numa favela chamada Rio das Pedras, dominada por uma milícia acossada pelo tráfico de drogas que quer o domínio do território.
No mesmo dia, encontrei, acidentalmente, um homem que empurrava sua bicicleta na feira. Ele vinha da Muzema, uma comunidade que fica no início da Barra da Tijuca. Lá em casa, disse ele, o tiroteio é quase toda noite: a área é dominada pelo Comando Vermelho.
Assim vivem milhões de pessoas no Rio. No território dominado, quem manda é o crime organizado, que vende gás, controla o transporte alternativo e inclusive escolhe algumas meninas para serem suas amantes. O preço da recusa é a morte ou então a mudança precipitada do lugar.
O crime organizado tem uma grande influência política. Ele define quais candidatos podem entrar em sua área. Considerando que controla metade da cidade, ajuda a definir a bancada de eleitos.
A penetração no tecido político é evidente: os últimos governadores foram presos, assim como deputados e um presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O que é mais doloroso é examinar o conjunto de políticas que visam a solucionar o problema e constatar que nenhuma delas consegue trazer uma esperança real.
O que não significa que essas políticas não sejam desejáveis. A PEC da Segurança que está parada no Senado parte de um princípio fundamental: a unificação das forças federais e estaduais no combate ao crime organizado. Isso pode aumentar a eficácia da segurança pública, mas não responde à questão básica: a reconquista permanente do território ocupado, hoje um fenômeno que se exportou para o Nordeste.
Da mesma forma, a iniciativa americana de definir dois grupos como terroristas e partir para uma guerra de destruição é bastante limitada. Nas condições existentes, a eliminação de um grupo dará lugar a outro e eles vão se suceder enquanto as condições político-sociais prevalecerem.
O combate e a morte de alguns criminosos servem apenas para atenuar, na opinião pública, essa sensação de ineficácia. O verdadeiro projeto nunca aparece e ele, certamente, passa pela presença do Estado nessas áreas com os seus serviços essenciais funcionando.
A resposta para a inexistência de um projeto de liberação permanente das áreas ocupadas é falta de dinheiro e pessoal. Se não há dinheiro em orçamentos tão generosos como o brasileiro, então não há solução.
Se somos incapazes de definir a soberania nacional sobre nossos territórios, ficaremos reduzidos a uma guerra assimétrica. E elas nunca são favoráveis ao lado mais forte. Graças às condições favoráveis de que desfrutam no território, esses grupos vão sobreviver mesmo com as campanhas repressivas. No Rio, obtêm armamentos modernos, se empossam da tecnologia e já estão em plena guerra de drones.
Muitos especialistas falam em ir atrás do dinheiro do crime organizado e enfraquecê-lo a partir da drenagem de seus recursos. É uma ótima tática.
Na vida cotidiana, entretanto, o crime organizado produz seu rendimento pela simples exploração do território: venda de gás, transporte alternativo, taxas de segurança. Tudo isso tem muita importância e, às vezes, rende mais do que o próprio tráfico de drogas.
Os Estados Unidos optaram pela guerra para evitar que a droga entre em seu território. Nessa nova versão da muitas vezes fracassada guerra às drogas, bombardeiam barcos no Pacífico e no Caribe. O tráfico de drogas é um grande problema nas suas relações com o México.
Com um sério trabalho de inteligência é possível reduzir o trânsito da droga pelo território brasileiro. Mas ver barcos bombardeados e supor que estamos atacando o verdadeiro problema no Brasil é fugir da realidade.
Por isso, com todo o respeito que tenho por especialistas, não acredito muito em soluções que ignorem o clamor de milhões de pessoas, que querem andar livres, escolher livremente o que compram, proteger suas filhas dos predadores do crime, conversar com candidatos que não precisem de licença para entrar na favela.
Sei que esse futuro ainda está distante. Não deveríamos esquecer esses milhões de brasileiros nos territórios ocupados quando falamos orgulhosamente de soberania nacional. Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades. O alarme soa alto, mas ainda é muito pouco ouvido.
Candidatos à Presidência e aos governos dos Estados deveriam ser questionados seriamente sobre a liberação territorial no Brasil. No mínimo, por solidariedade aos milhões de oprimidos. •
O artigo descreve a realidade da violência e do domínio do crime organizado no Rio de Janeiro, onde milícias e facções controlam territórios, impõem regras à população e influenciam a política local. Milhões de pessoas vivem sob esse controle, enfrentando tiroteios constantes e restrições à liberdade.
O autor argumenta que, embora existam propostas de combate — como a integração das forças de segurança ou o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas —, nenhuma resolve o problema central: a retomada permanente dos territórios pelo Estado com presença efetiva de serviços públicos.
Ele alerta que, sem um projeto consistente e recursos adequados, o país continuará enfrentando uma guerra desigual, na qual o crime tende a se manter forte. O problema, segundo o texto, já se espalha para outras regiões e pode atingir todo o Brasil.
Por fim, defende que candidatos devem ser cobrados por soluções concretas para libertar essas áreas, em solidariedade às populações que vivem sob o domínio do crime.
Carta de Flávio a Trump é tiro no pé que favorece Lula
Publicado em 03/07/2026 - 08:01 Luiz Carlos Azedo
Brasília, Comunicação, Economia, Eleições, EUA, Exportações, Governo, Justiça, Memória, Partidos, Política, Política, Tecnologia, Terrorismo
Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável
A carta enviada por Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento por 180 dias do tarifaço contra produtos brasileiros, eleitoralmente é um tiro no próprio pé para o pré-candidato do PL, além de muito tóxica para as negociações diplomáticas do Brasil com a Casa Branca. O senador atropelou a linha de negociação conduzida pelo Itamaraty e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deslocou o contencioso do terreno técnico para o palanque eleitoral e mostrou falta de coesão política do país na defesa dos interesses brasileiros que estão em jogo.
O candidato de oposição entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de bandeja, a bandeira da soberania na campanha eleitoral. Repetiu o mesmo equívoco de seu irmão Eduardo, que vive nos Estados Unidos e comemorou o tarifaço como se fosse uma grande vitória da oposição. Deu errado. Lula estancou a queda e voltou a subir nas pesquisas eleitorais. Em vez de enfraquecer o governo, a carta de Flávio reforça a narrativa oficial de que a família Bolsonaro atua para internacionalizar a crise política brasileira e instrumentalizar interesses externos contra o próprio país.
Leia também: Tarifaço dos EUA entra no centro da disputa eleitoral no Brasil
Mas a crise tarifária com os EUA tem bases mais objetivas do que eleitorais. Nasce de um contencioso comercial complexo, decorrente da disputa comercial com a China e da reestruturação das cadeias globais de valor. Os Estados Unidos concluíram, em junho, a investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a Washington retaliar parceiros quando considera que eles adotam práticas comerciais “desleais” ou “desarrazoadas”.
No caso brasileiro, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) reuniu no mesmo balaio comércio digital e o funcionamento do Pix; decisões judiciais envolvendo plataformas digitais; tarifas preferenciais no âmbito do Mercosul e de acordos com Índia e México; acesso ao mercado de etanol; propriedade intelectual; combate à corrupção; e desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu com prudência. Um documento de 29 páginas, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, tecnicamente, rebate ponto a ponto as acusações norte-americanas e sustenta que boa parte da agenda levantada por Washington não diz respeito a comércio, mas a opções regulatórias, institucionais e soberanas do Estado brasileiro.
Na verdade, a negociação conduzida pelo Itamaraty não se limita a uma briga tarifária, questiona o alcance da Seção 301 e o direito de os Estados Unidos transformarem divergências em matéria de política interna brasileira, como a regulação de plataformas, a estrutura do Pix, decisões do STF e o combate ao desmatamento, em razões para sanções econômicas. O Brasil, nas conversas com a Casa Branca, tenta isolar os litígios comerciais das disputas políticas e ideológicas. Ou seja, defende uma política de Estado. Sua atuação é institucional e preserva canais de diálogo, ao discutir cada item da pauta em bases técnicas e evitar a contaminação pela polarização eleitoral.
Implosão diplomática
Nesse sentido, a carta de Flávio implode o esforço diplomático brasileiro. O senador pede que as tarifas não sejam aplicadas agora, mas só depois das eleições presidenciais. Ou seja: em vez de afirmar que as tarifas são injustas, indevidas ou lesivas ao interesse bilateral, ele argumenta que a sua adoção imediata poderia beneficiar Lula politicamente. A essência do apelo é eleitoral, não comercial. “As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando”, escreveu para sustentar que a medida “recompensaria o atual governo brasileiro”.
Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Esse é o “xis” do problema. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável — desde que aplicado num momento politicamente conveniente à oposição. Ou seja, tira o tapete da diplomacia brasileira, quando o Itamaraty tenta convencer Washington de que a escalada tarifária é inadequada, desproporcional e fundada em premissas equivocadas.
Leia mais: O que Flávio prometeu a Trump caso seja eleito sobre Pix, Mercosul e redes sociais
Flávio sinalizou aos norte-americanos que o problema não é o mérito da retaliação, mas o seu timing eleitoral. A carta, assim, enfraquece a tese brasileira de que a medida é injustificável e reforça a percepção de que o litígio comercial virou peça de uma disputa interna pelo poder. De certa forma, Lula percebeu a oportunidade e subiu o tom contra seu adversário.
“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço, agora ou depois”, escreveu nas redes sociais.
Classificou a carta como “inaceitável” e criticou o “entreguismo” da família Bolsonaro, ao afirmar que o clã quer submeter o Brasil a interesses norte-americanos. Ao conectar a carta ao Pix e ao Mercosul, Lula transformou o episódio numa peça de campanha sobre soberania, desenvolvimento e defesa do interesse nacional. O presidente vinha “jogando parado”, ao valorizar a liturgia do cargo, administrar a máquina pública e evitar antecipar o embate central de 2026.
A carta de Flávio ofereceu um atalho para Lula ocupar o terreno do nacionalismo econômico sem abdicar do cosmopolitismo e do multilateralismo. Pode ser que um objetivo subjacente do filho 01 de Jair Bolsonaro tenha sido mudar a agenda de sua campanha da crise com Michele Bolsonaro para a política externa. Porém, na prática, deu ao presidente a possibilidade de falar como defensor da pátria.
Nas entrelinhas: todas as colunas diariamente no Blog do Azedo
Compartilhe:
Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela)
#Flávio, #Michele, #Tarifaço, #Trump, Lula
O texto argumenta que a carta de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento — e não a revogação — de tarifas contra produtos brasileiros, foi um erro político e diplomático. Ao fazer isso, ele acaba legitimando a sanção e enfraquecendo a posição oficial do Brasil nas negociações conduzidas pelo Itamaraty.
Segundo o autor, a atitude favorece Lula eleitoralmente, ao reforçar a narrativa de defesa da soberania nacional e permitir que o presidente explore politicamente o episódio. Além disso, a carta desloca uma questão técnica e comercial para o campo eleitoral, prejudicando a coesão do país.
O texto também destaca que o conflito com os EUA é complexo, envolvendo disputas comerciais, regulação interna e geopolítica, e que o governo brasileiro tenta tratá-lo de forma institucional. Ao contrário disso, a ação de Flávio politiza o tema e enfraquece a estratégia diplomática.
Por fim, conclui que o episódio deu a Lula uma oportunidade de se posicionar como defensor dos interesses nacionais, enquanto expôs fragilidades da oposição.
"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS"
Lavareda falou
Síntese
A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente.
Do Brasil, SOS ao Brasil
Tinhorão, urutu, sucuri
Ujobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, olará
Cascadura, Água Santa, Acari, olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
🎥 Vídeo
🔗 Links
https://www.letras.mus.br/maria-rita/querelas-do-brasil/
https://www.youtube.com/watch?v=R6PdhOFCNXI&t=182s
Querelas do Brasil
De Maurício Tapajós e Aldir Blanc
O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil
Tapir, jabuti
Iliaana, alamanda, ali, alaúde
Piau, ururau, aki ataúde
Piá-carioca, porecramecrã
Jobim, akarone, jobim-açu
Uou, uou, uou
Pererê, camará, tororó, olerê
Piriri, ratatá, caratê, olará
O Brazil não merece o Brasil
O Brazil tá matando o Brasil
Jereba, saci
Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha
Sert
quinta-feira, 2 de julho de 2026
DO “BIRTHRIGHT” À DISPUTA CONSTITUCIONAL: CIDADANIA POR NASCIMENTO E OS LIMITES DO PODER EXECUTIVO NOS EUA
Sorrir e Cantar Como Bahia
Novos Baianos
Mãe é mar
Mares não maré, água e terra
Mãe é mar
Mares não maré, água e terra
Mar, amar
Pra saber da árvore com galhos pra quebrar
Em secas folhas ao chão
Secos e duros gravetos
Em lenha pro fogo que cozinha esses anos todos
A grande panela do mundo
Mas mar é mar
Correndo tranquilo pela terra
Como o som, das águas dizendo
Que mãe só não pode entrar nessa
Muito pelo contrário
É sofrer e chorar como Maria
Sorrir e cantar como Bahia!
E o menino solto como o dia
E aí
Mãe pode ter e ser bebê
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
Composição: Moraes Moreira, Galvão.
Era no dous de julho. A pugna imensa. Travara-se nos cerros da Bahia... O anjo da morte pálido cosia. Uma vasta mortalha em Pirajá.
Poesia | Ode a 2 de Julho, de Castro Alves
Ode ao Dois de Julho, de Castro Alves, é um dos poemas cívicos mais famosos da literatura brasileira. Recitado pela primeira vez em 1868, o texto épico exalta a vitória das tropas brasileiras na Independência da Bahia, retratando o confronto em Pirajá como uma luta grandiosa entre a liberdade e a escravidão.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Galego tinha razão, por Julia Duailibi
Por O Globo
Demissão do amigo Galego ocorre como algo protocolar, cujo objetivo principal era estancar a crise
O presidente Lula fez ontem um elogio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do seu governo no Senado. Em viagem à Bahia, Lula o chamou de irmão, o abraçou e posou no palanque a seu lado, uma semana depois de ele deixar o posto. Com seu gesto, o presidente mostrou o que realmente acha das denúncias apresentadas pela Polícia Federal, envolvendo os favores prestados a Wagner por um empresário que manteve conexões com o Master: uma grande bobagem.
Galego, como o senador é chamado por Lula, tinha razão, portanto, quando, semanas atrás, deu uma declaração dizendo achar que Lula não o demitiria e que o próprio presidente enfrentou problemas mais graves, como a prisão na Operação Lava-Jato. O abraço público dos dois ontem foi a comprovação de que Wagner sabia do que estava falando. No mérito, Lula não deu muita bola para as denúncias, e a preocupação dele sempre foi com o uso eleitoral delas pelos adversários.
Nesse contexto, a demissão de Wagner ocorre como algo protocolar, cujo objetivo principal era estancar a crise e dar ao presidente discurso para responder quando confrontado sobre o assunto na eleição. Aliás, o próprio senador cantou essa bola, dando a entender que Lula não havia comprado muito a história da PF sobre os favores pedidos ao empresário. Em entrevista a Catia Seabra, da Folha de S.Paulo, depois da saída do cargo de líder, Wagner revelou que, no dia de sua demissão, Lula disse a ele que o “conhecia há 48 anos”, mas que agora teria de desmontar a “história” que “construíram” contra ele.
A postura de Lula em relação a Wagner descredibiliza as investigações da PF, ainda que elas não devam ser uma condenação prévia. A Justiça é quem dará a palavra final sobre se houve corrupção no pedido de Wagner ao empresário para que ele comprasse um apartamento de R$ 2,4 milhões para a filha do senador. Mas, uma vez que Wagner já está fora mesmo da liderança do governo e que a crise parece um pouco mais estancada, o mais conveniente para Lula agora foi ignorar as denúncias contra o aliado e tentar ajudar na reeleição dele ao Senado.
Além disso, assim como a maioria dos políticos brasileiros, Lula tende a normalizar as relações entre público e privado. Casos potenciais de corrupção são tratados pela nossa classe política como simples demonstração de amizade. Ninguém compra apartamento para filha de senador só para ser boa gente. Assim como nenhum empresário banca filme sobre vida de político pelo interesse no cinema nacional. Quando Daniel Vorcaro atende ao pedido do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e paga milhões para, como foi alegado, produzir “Dark Horse”, também age em troca de acesso ou blindagem.
Na nossa cultura política, o anormal é viajar em voo comercial ou ter de pegar financiamento imobiliário no banco para comprar um apartamento para a filha. Os favores privados fazem parte do jogo, e quem cobra prestação de contas sobre isso está a serviço dos adversários políticos. Ao abraçar Galego no palanque, Lula não deu só uma demonstração de amizade em relação a ele. Deixou claro que também considera ter havido uma “patacoada” da PF, expressão usada por Wagner em relação à operação de que foi alvo.
Lula acha denúncias contra Jaques Wagner uma grande bobagem
Demissão do amigo Galego ocorre como algo protocolar, cujo objetivo principal era estancar a crise
02/07/2026 00h05 Atualizado há 15 horas
O artigo analisa a demissão do senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado como uma medida mais protocolar do que punitiva, destinada a conter desgastes políticos. Segundo a coluna, o presidente Lula demonstrou publicamente apoio ao aliado ao elogiá-lo e aparecer ao seu lado pouco após a saída do cargo, sinalizando que não considera graves as denúncias levantadas pela Polícia Federal.
O texto argumenta que Lula teria priorizado o impacto político e eleitoral das acusações, mais do que seu mérito jurídico, tratando o afastamento como estratégia para reduzir danos. Também destaca que o próprio Wagner já indicava confiança de que manteria o respaldo do presidente.
A análise amplia a crítica para a cultura política brasileira, apontando uma tendência de naturalização de relações entre interesses públicos e privados, nas quais favores e benefícios são frequentemente tratados como gestos pessoais, apesar de levantarem suspeitas de troca de interesses.
Por fim, ressalta que a responsabilização sobre eventuais irregularidades cabe à Justiça, mas sugere que, no campo político, prevalece uma lógica de proteção de aliados e gestão de crises.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Trump inicia combate à lavagem de dinheiro do PCC nos EUA, por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Ação permanece circunscrita à jurisdição norte-americana e ao combate à lavagem de dinheiro no plano jurídico. Entretanto, seu significado político é muito maior
A decisão de o governo Donald Trump classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras deixou de ser uma declaração política para se transformar em efetiva ação de Estado. As sanções anunciadas nesta semana pelo Departamento do Tesouro contra brasileiros e empresas acusados de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC representam um novo patamar na nova estratégia americana ao combate ao narcotráfico.
Ontem, foram sancionados os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, bem como as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; Wave Construções Inteligentes Ltda; e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal) — todos acusados de movimentar de recursos provenientes do narcotráfico dentro do sistema financeiro americano.
Segundo o Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada teria atuado como elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, lavando mais de US$ 30 milhões mediante o uso de criptomoedas. As sanções bloqueiam bens, proíbem transações financeiras e expõem instituições que eventualmente mantenham relações comerciais com os sancionados ao risco de punições secundárias.
A ação permanece circunscrita à jurisdição norte-americana e ao combate à lavagem de dinheiro no plano jurídico. Entretanto, seu significado político é muito maior. Ao classificar PCC e CV como organizações terroristas, Washington passa a utilizar contra o narcotráfico brasileiro instrumentos originalmente concebidos para o enfrentamento do terrorismo internacional: sanções financeiras, cooperação internacional de inteligência, compartilhamento de informações e bloqueio de ativos.
Esse é um novo paradigma para a relação entre EUA e Brasil na área de segurança pública. Essa mudança não é acidental. Trump construiu boa parte de sua política externa a partir da associação entre imigração ilegal, narcotráfico e segurança nacional. Seu governo já havia endurecido a política contra cartéis mexicanos e organizações criminosas transnacionais. Agora, essa lógica alcança as facções brasileiras, que há anos expandem sua atuação para Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Europa e Estados Unidos.
É a presença crescente dessas organizações em território norte-americano que fundamenta a narrativa de Washington, ao classificar a questão não apenas como um problema brasileiro, porém, como ameaça direta à segurança nacional dos EUA. Nesse aspecto, o secretário de Estado, Marco Rubio, desempenha papel estratégico. Conhecido por posições duras contra a esquerda latino-americana e defensor histórico do endurecimento das políticas de segurança, propõe que o combate ao crime organizado deve ser uma prioridade da política externa americana.
Ponto fraco
A interlocução de Rubio com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e lideranças conservadoras brasileiras, desnuda a convergência ideológica em torno da pauta da segurança pública entre a Casa Branca e a oposição brasileira. Isso não significa coordenação institucional, até porque existe cooperação entre a Polícia Federal e as agências de segurança norte-americanas, mas em se tratando de terrorismo a agenda passa para a esfera da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana.
A segurança pública está entre as principais preocupações da população brasileira. Pesquisas recentes mostram que aproximadamente 60% dos brasileiros concordam com a classificação de PCC e CV como organizações terroristas, embora rejeitem majoritariamente qualquer intervenção militar norte-americana direta no país. Também há divisão quanto à decisão dos EUA em si. A opinião pública apoia o endurecimento contra as facções, mas não abdica da soberania nacional.
Esse é o cenário que desafia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. O governo brasileiro sustenta, com fundamento na legislação nacional, que PCC e CV não se enquadram na definição jurídica de terrorismo, pois atuam predominantemente por motivação econômica e não política, ideológica ou religiosa. Essa interpretação é consistente com a Lei Antiterrorismo brasileira e vem sendo reiterada pelas autoridades federais, mas tem alcance jurídico e não político-eleitoral.
Ao assumir protagonismo no combate às facções brasileiras, Trump desloca o debate para um ponto fraco do governo Lula: a percepção da população de que não há eficácia no enfrentamento do narcotráfico, que amplia seu controle territorial na maioria das cidades brasileiras. Ou seja, deixa o Palácio do Planalto numa posição defensiva.
Ao contrário do que acontece com “tarifaço”, visto como uma agressão à soberania nacional, as críticas de Lula à decisão norte-americana abrem espaço para que a oposição o acuse de não combater o PCC e o CV como deveria. A ação de Washington também ocorre num momento de reorganização da geopolítica na América do Sul, com a eleição de governos de direita parceiros de Trump, que também defendem medidas extremas contra a criminalidade.
O artigo analisa a decisão do governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras e aplicar sanções financeiras a indivíduos e empresas supostamente envolvidos em lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico. A medida inclui bloqueio de bens, restrições a transações e possíveis punições a instituições que mantenham relações com os sancionados.
Embora juridicamente limitada à jurisdição norte-americana, a iniciativa é interpretada como uma mudança estratégica mais ampla, ao aplicar instrumentos típicos do combate ao terrorismo — como sanções e cooperação de inteligência — contra organizações criminosas brasileiras. O movimento se insere na política externa de Trump, que associa narcotráfico, imigração e segurança nacional.
O texto destaca que a crescente atuação internacional dessas facções sustenta a narrativa dos EUA de que o problema ultrapassa fronteiras brasileiras. Também aponta possíveis implicações políticas, incluindo convergências entre autoridades americanas e setores da oposição brasileira na pauta de segurança pública.
No Brasil, a classificação como terrorismo é contestada pelo governo, com base na legislação nacional, que diferencia crimes com motivação econômica de atos terroristas. Ao mesmo tempo, o tema ganha relevância no debate político interno, especialmente diante da percepção pública sobre segurança e combate ao crime organizado, colocando pressão sobre o governo federal.
Por fim, o artigo sugere que a iniciativa americana pode impactar o cenário político e geopolítico regional, ao reforçar agendas de segurança mais rígidas e influenciar o debate eleitoral no Brasil.
DO “BIRTHRIGHT” À DISPUTA CONSTITUCIONAL: CIDADANIA POR NASCIMENTO E OS LIMITES DO PODER EXECUTIVO NOS EUA
CIDADANIA POR NASCIMENTO VOLTA AO CENTRO DO DEBATE NOS ESTADOS UNIDOS
Itatiaia
30 de jun. de 2026 #Itatiaia #Jornalismo #Política
O princípio da cidadania por nascimento — conhecido como birthright citizenship — voltou ao centro do debate político e jurídico nos Estados Unidos, impulsionado por propostas que buscam restringir sua aplicação. A discussão envolve interpretações da 14ª Emenda da Constituição, que garante cidadania a todas as pessoas nascidas em território americano, com exceções historicamente limitadas.
Propostas de revisão desse entendimento têm sido defendidas por setores políticos que argumentam pela necessidade de redefinir critérios de nacionalidade diante de mudanças nos fluxos migratórios. Por outro lado, juristas destacam que qualquer alteração substancial enfrentaria barreiras institucionais significativas, seja pela necessidade de revisão constitucional formal, seja pela dependência de uma mudança de interpretação por parte da Suprema Corte.
Nesse contexto, especialistas ressaltam que o poder executivo possui limitações claras: medidas unilaterais, como ordens executivas, tendem a ser contestadas judicialmente caso entrem em conflito com dispositivos constitucionais consolidados.
Nota institucional: A Constituição dos Estados Unidos não pode ser alterada por decisão do presidente. Mudanças exigem aprovação qualificada no Congresso e ratificação por parte dos estados, ou revisão interpretativa pelo Judiciário.
ORIGEM E ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO AMERICANA A Constituição dos Estados Unidos, em vigor desde o final do século XVIII, constitui um dos textos fundamentais mais duradouros da história contemporânea. Sua elaboração ocorreu em 1787, durante a Convenção da Filadélfia, um encontro de delegados estaduais convocado com o objetivo de substituir os Artigos da Confederação e fortalecer a estrutura federativa. Diferentemente de modelos constitucionais posteriores, o documento não foi resultado de promulgação por autoridade executiva. À época, o cargo de presidente ainda não existia. O texto foi submetido à ratificação por convenções estaduais, refletindo uma lógica de legitimação descentralizada. Dimensões institucionais do processo constitucional: Elaboração: Conduzida por delegados estaduais reunidos em convenção, sob a presidência de George Washington, a redação buscou equilibrar interesses regionais e estabelecer mecanismos de separação de poderes. Ratificação: O texto entrou em vigor após aprovação por um número mínimo de estados, conforme critérios previamente definidos, consolidando a base jurídica do novo sistema político. Emendas e estabilidade institucional: O modelo de emendas foi concebido para combinar flexibilidade e rigidez. Alterações exigem maioria qualificada no Congresso e ratificação pelos estados, o que reduz a frequência de mudanças e reforça a estabilidade normativa.
Agenda presidencial no Nordeste e sinalizações políticas O POVO 1 de jul. de 2026 #noticias #politica #brasil No Brasil, movimentos recentes do Executivo federal indicam uma intensificação da presença institucional em regiões estratégicas. Durante agenda na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de inaugurações e eventos públicos ao lado de lideranças políticas, incluindo o senador Jaques Wagner. O discurso adotado no evento combinou referências pessoais e sinalizações políticas, prática recorrente em agendas públicas com potencial de impacto eleitoral indireto. A aproximação com aliados regionais ocorre em um contexto de articulação política contínua, no qual obras, investimentos e presença territorial funcionam como instrumentos de consolidação de apoio. LEITURA ANALÍTICA: DIREITO, POLÍTICA E INSTRUMENTOS DE PODER Os dois contextos — o debate constitucional nos Estados Unidos e a dinâmica política no Brasil — evidenciam diferentes formas de interação entre ordenamento jurídico e estratégia política. Nos Estados Unidos, a rigidez constitucional impõe limites claros à ação do Executivo, deslocando disputas estruturais para o campo judicial e interpretativo. Já no Brasil, onde a Constituição também estabelece freios institucionais, a atuação política se manifesta com maior ênfase na gestão de alianças e na execução de políticas públicas com visibilidade territorial. Em ambos os casos, observa-se que o exercício do poder não se dá apenas por meio de normas formais, mas também por estratégias de comunicação, construção de legitimidade e articulação institucional — elementos centrais para a compreensão contemporânea da política.
ORIGEM E ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO AMERICANA A Constituição dos Estados Unidos, em vigor desde o final do século XVIII, constitui um dos textos fundamentais mais duradouros da história contemporânea. Sua elaboração ocorreu em 1787, durante a Convenção da Filadélfia, um encontro de delegados estaduais convocado com o objetivo de substituir os Artigos da Confederação e fortalecer a estrutura federativa. Diferentemente de modelos constitucionais posteriores, o documento não foi resultado de promulgação por autoridade executiva. À época, o cargo de presidente ainda não existia. O texto foi submetido à ratificação por convenções estaduais, refletindo uma lógica de legitimação descentralizada. Dimensões institucionais do processo constitucional: Elaboração: Conduzida por delegados estaduais reunidos em convenção, sob a presidência de George Washington, a redação buscou equilibrar interesses regionais e estabelecer mecanismos de separação de poderes. Ratificação: O texto entrou em vigor após aprovação por um número mínimo de estados, conforme critérios previamente definidos, consolidando a base jurídica do novo sistema político. Emendas e estabilidade institucional: O modelo de emendas foi concebido para combinar flexibilidade e rigidez. Alterações exigem maioria qualificada no Congresso e ratificação pelos estados, o que reduz a frequência de mudanças e reforça a estabilidade normativa.
Agenda presidencial no Nordeste e sinalizações políticas O POVO 1 de jul. de 2026 #noticias #politica #brasil No Brasil, movimentos recentes do Executivo federal indicam uma intensificação da presença institucional em regiões estratégicas. Durante agenda na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de inaugurações e eventos públicos ao lado de lideranças políticas, incluindo o senador Jaques Wagner. O discurso adotado no evento combinou referências pessoais e sinalizações políticas, prática recorrente em agendas públicas com potencial de impacto eleitoral indireto. A aproximação com aliados regionais ocorre em um contexto de articulação política contínua, no qual obras, investimentos e presença territorial funcionam como instrumentos de consolidação de apoio. LEITURA ANALÍTICA: DIREITO, POLÍTICA E INSTRUMENTOS DE PODER Os dois contextos — o debate constitucional nos Estados Unidos e a dinâmica política no Brasil — evidenciam diferentes formas de interação entre ordenamento jurídico e estratégia política. Nos Estados Unidos, a rigidez constitucional impõe limites claros à ação do Executivo, deslocando disputas estruturais para o campo judicial e interpretativo. Já no Brasil, onde a Constituição também estabelece freios institucionais, a atuação política se manifesta com maior ênfase na gestão de alianças e na execução de políticas públicas com visibilidade territorial. Em ambos os casos, observa-se que o exercício do poder não se dá apenas por meio de normas formais, mas também por estratégias de comunicação, construção de legitimidade e articulação institucional — elementos centrais para a compreensão contemporânea da política.
Assinar:
Postagens (Atom)



















