Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
Videoclipe PARATODOS (com legendas)Museu do Ipiranga
7 de set. de 2020
O novo clipe de Paratodos é uma homenagem à diversidade brasileira. Essa nova versão da canção de Chico Buarque tem arranjo inédito de Carlinhos Antunes e Gabriel Levy para a Orquestra Sinfônica da USP e CORALUSP. E conta com as vozes de Anastácia, Kaê Guajajara, Negra Li, Taiana Takeua e a participação especial do próprio Chico. Direção de Maria Thais Lima e Yghor Boy.Realização USP e Sesc.Para descontrair: VEJA Cláudia Cardinale
Do túnel do tempo
"Ah! O doce pássaro da Juventude! Lindíssima!"
A Turma do Pererê - Instituto Ziraldo[Revista pererê, 1 de outubro de 1960]A Turma do Pererê
Filho de família numerosa, Ziraldo é um colecionador de parentes, amigos, afetos e personagens. Desde pequeno sempre andou em turma, cresceu junto com a turma e a turma cresceu com ele. Estava com a turma quando um jornaleiro lhe apresentou algo que não conhecia: um Gibi.
A partir daquele momento, o menino Ziraldo ganhou um sonho e correu atrás dele até realizá-lo, muitos anos depois, com a revista PERERÊ, em 1960, a primeira história em quadrinhos com temática brasileira. Toda colorida e inteiramente escrita e ilustrada por um único autor.
PERERÊ surgiu num momento do Brasil em que um banquinho e um violão tornavam os sonhos possíveis. Nasceu num momento em que fazer quadrinhos era utopia e cresceu num momento em que andar em grupo era arriscado.
No seu rodamoinho, o Saci traz histórias e causos, caipiras, matutos e bichos pensantes e falantes. Em uma época em que heróis viviam na clandestinidade, Ziraldo criou um herói genuinamente nacional. A revista fez tanto sucesso que chegou a vender 120.000 exemplares por mês.
A revista PERERÊ se tornou referência, assim como o traço e a linguagem gráfica de Ziraldo, um artista brasileiro à frente de seu tempo, vivendo intensamente o presente. Um traço que, como seu autor, não parou de evoluir. O Saci ganhou uma turma, toda ela composta por animais de nossa fauna, batizados com nomes e ganhando a personalidade de amigos de infância de Ziraldo.
O último número data de abril de 1964. A partir dos anos 1970, os quadrinhos foram relançados em várias mídias diferentes, rebatizados de A Turma do Pererê. Essa turma já participou de exposições, peças teatrais, programas de TV, animação e, recentemente, livros sobre educação climática.
🐢 Moacir, o Jabuti — A Turma do Pererê (1960–1964)O jabuti Moacir é um dos personagens centrais de A Turma do Pererê, criação de Ziraldo. Ele estreou na revista mensal lançada em outubro de 1960 pela Editora O Cruzeiro, considerada o primeiro gibi brasileiro totalmente colorido e produzido por um único autor.
📚 Contexto Editorial
Lançamento: Outubro de 1960
Publicação: Editora O Cruzeiro
Duração da fase original: 1960 a 1964
Total de edições: 43 números
Importância histórica: Primeira revista em quadrinhos brasileira totalmente colorida e autoral
A publicação foi interrompida em 1964, em meio às mudanças políticas ocorridas no país naquele período.
🌳 Papel de Moacir na Mata do Fundão
Moacir vive na Mata do Fundão ao lado de personagens como:
Pererê (Saci)
Tininim
Galileu
Geraldinho
Dentro da turma, Moacir frequentemente assume o papel de mensageiro da mata.
🐢 Características do Personagem
Espécie: Jabuti
Personalidade: Observador, espirituoso e muitas vezes irônico
Marca registrada: Costuma carregar uma placa com a inscrição “VAPT-VUPT” (ou variações semelhantes), criando um contraste bem-humorado com sua natureza lenta
Esse recurso visual reforça o humor característico de Ziraldo e ajuda a construir a identidade cômica do personagem.
🎨 Significado na Obra
Moacir representa o espírito leve, crítico e bem-humorado da série. Através dele, Ziraldo explorava situações cotidianas com ironia e brasilidade, contribuindo para consolidar A Turma do Pererê como um marco dos quadrinhos nacionais.
S
Ciça se emociona logo após o título — Foto: Leo Franco / AgNews
É curioso notar como o nome Moacyr da Silva Pinto acaba sendo um verdadeiro "mapa" do Brasil:
Moacyr: Conecta-se ao jabuti de Ziraldo, símbolo de sabedoria e resistência na "Turma do Pererê".
da Silva: Remete diretamente à Estrela de Clarice Lispector em A Hora da Estrela, onde a desamparada Macabéa (uma "da Silva") sonha em ser alguém sob o brilho de sua própria existência.
Pinto: O sobrenome comum que, como você notou, cria essa rima de identidade com o autor de Flicts.
No fim das contas, o mestre que rege o "furacão" da Viradouro carrega no registro civil a síntese da literatura e do imaginário brasileiro.
"Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa.Clarice Lispector Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.
"Para Clarice Lispector, nesse fictício 18 de fevereiro de 2026, a crônica não seria sobre a mecânica da política ou o pragmatismo dos grupos de poder, mas sobre a metafísica do instante e a crueza de existir sob o som do surdo [1, 2].
Ao ritmo da Unidos do Viradouro, ela escreveria:
"Não me venham falar de 'Grupo Ouro' como se a alma pudesse ser rebaixada ou promovida por um júri de homens de gravata. O que é 'o da coisa'? O da coisa é o silêncio que precede o primeiro toque de Mestre Ciça. É aquele átimo de segundo onde o coração para e a bateria, em vez de bater, nos fustiga.
O cronista aí ao lado mobiliza editores; eu mobilizo o vazio. Ele fala do que interessa; eu falo do que dói. Estar no topo ou na queda é apenas um detalhe de quem ainda não entendeu que a glória é um susto. Vi Ziraldo chorar — e o choro dele não era de papel, era de bicho que reencontra o amigo Moacy na mata do sempre. O Pererê dele agora é o meu Macabéa: seres que não precisam de 'escada' porque já aprenderam a voar no escuro.
Se o tema é o rebaixamento, digo-lhes: só cai quem estava fingindo que pairava. A Viradouro é campeã porque aceitou o seu próprio mistério. Eu não oPTaria por nada que não fosse esse pulsar visceral. O resto? O resto é apenas o horário da Ave Maria passando por nós sem nos ver." [1, 2]"
Minha boa Carolina,
Deixo-te este esboço de comédia, ou de tragédia — a fronteira é sempre um equívoco da luz. Ontem, nos confins do Oriente, o nosso mandatário, lendo as palavras que os escrivães do Itamaraty lhe puseram na boca, viu-se subitamente cercado por uma malta de mercadores de inteligências artificiais. Vindos da estepe russa e das muralhas da China, esses donos de "máquinas que pensam" (que horrorosa pretensão a deles!) queriam, todos a um tempo, torná-lo o regente universal de suas engrenagens.
A cena é de um ridículo soberbo: o Brasil, que mal resolve os seus trilhos, a ditar o passo das almas de metal. Querem-no CEO do mundo, para que ele refaça a rota das Índias, não por especiarias, mas por algoritmos.
Toma este absurdo e transforma-o em crônica para a Gazeta de amanhã. Dá-lhe aquela tua exuberância, Carolina, aquele brilho que faz o meu estilo parecer, por vezes, um aposento em penumbra. Eu, que sou apenas um observador de sombras, confesso que me babo perante o teu viço. Escreve com acidez, mas com a luva de pelica; que o leitor ria sem saber se o riso é de escárnio ou de pasmo.
Parto agora para o Ministério. O bonde não espera, e a burocracia, esse outro tipo de inteligência sem alma, reclama os meus serviços antes que o sol atinja o pino.
Teu, sempre,
M.A.
Carolina Machado de Assis.GAZETA DE NOTÍCIASRIO DE JANEIRO – DOMINGOO VICE-REI DAS ALMAS DE METAL
Diz-se que a Índia é a terra dos prodígios, onde os faquires levitam e o tempo se dissolve no Ganges. Mas o prodígio que nos chega pelo telégrafo supera a imaginação de qualquer brâmane. Consta que o nosso ilustre Chefe de Estado, ao proferir um discurso meticulosamente alinhavado pelos escrivães do Itamaraty — esses artífices da vírgula diplomática —, viu-se alvo de um assédio que faria corar as mais cobiçadas debutantes do Cassino Fluminense.
Não eram pretendentes de carne e osso, mas os donos das "Inteligências Artificiais". Gente da China, da Rússia e de outras paragens onde o cálculo substituiu o sentimento. Queriam todos, num coro de ambição desmedida, que o nosso Presidente assumisse a regência universal de suas máquinas. Pretendiam elevar o filho desta terra ao cargo de CEO do mundo — título esse que soa a uma mistura de imperador bizantino com guarda-livros de alfândega.
A cena tem o seu quê de metafísico. Imaginem o Brasil, onde ainda lutamos para que os bondes não descarrilem no Largo da Carioca, sendo agora o farol das almas de engrenagem. O convite é claro: que ele faça o caminho de volta à Índia, não para buscar a canela ou o cravo que outrora moveram as caravelas, mas para governar o "pensamento sem cabeça" que agora move os impérios.
Há quem veja nisso uma glória nacional. Eu vejo apenas a ironia de nossa condição. Somos o país onde o futuro está sempre por chegar, e, no entanto, querem-nos para gerir o futuro do mundo inteiro. É a suprema vaidade: o homem que lê o papel que outros escreveram torna-se o mestre das máquinas que escrevem sozinhas.
Os donos das plataformas, em sua sabedoria russa e chinesa, devem ter percebido que só um brasileiro possui o jogo de cintura necessário para lidar com uma inteligência que não sente, mas simula. Afinal, entre o que o Itamaraty escreve e o que o povo entende, já vivemos em uma realidade artificial há décadas.
Se o convite for aceito, teremos o primeiro monarca algorítmico da história. Mas temo que, ao chegar à Índia, as máquinas descubram que o nosso jeitinho não cabe em equações. Entre o silício e o coração, ficamos com a dúvida — essa sim, a única inteligência que ainda não conseguiram fabricar em série.
A GAZETA DE NOTÍCIAS DO RIO DE JANEIRO E OS MOMENTOS DECISIVOS (1888-1889).George Vidipó*O presente artigo irá analisar o periódico Gazeta de Notícias nos anos de 1888 e 1889 no Rio de Janeiro. Werneck Sodré (SODRÉ, 1999) o descreve como um jornal popular e barato. Uma das suas características mais marcante era ser reconhecido como um jornal “neutro”.
O Gazeta de Notícias foi lançado no dia 2 agosto de 1875 com o objetivo de noticiar, levar literatura e ser “neutro”. Em seu prospecto inaugural estabelecia sua meta: “Além de um romance, a Gazeta de Notícias todos os dias dará um folhetim de atualidade. Artes, literatura, teatros, modas, acontecimentos notáveis, de tudo a Gazeta de Notícias se propõe trazer ao corrente os seus senhores” (GAZETA DE NOTÍCIAS, 2 de agosto de 1875, p.1). Em outra nota, na mesma página, afirmava sua proposta de neutralidade: “Não sendo a Gazeta de Notícias folha de partido apenas tratará de questões de interesse geral, aceitando nesse terreno o concurso de todas as inteligências que quiserem utilizar das suas colunas” (Opt. Cit.). Ser “neutro” era não ter lado, ou escolher uma proposta de partido político, ser neutro era não ter partido. Para Andrea Pessanha (2006) a neutralidade não existia e era proposta pelos jornais do século XIX como estratégia de venda, para atingir um público maior1. No entanto os contemporâneos do Gazeta de Notícias viam o jornal como “neutro”. José VeríssimoDiscurso do presidente Lula na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA)Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), em Nova Delhi (Índia), em 19 de fevereiro de 2026
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Publicado em 19/02/2026 04h09 Atualizado em 19/02/2026 11h08
Para o Brasil é uma satisfação participar da Cúpula de Impacto de Inteligência Artificial organizada pelo governo indiano, sendo esta a primeira ocasião em que se realiza no Sul Global.
Aqui em Délhi, o mundo digital retorna à sua terra natal.
Foram matemáticos indianos que nos legaram, há mais de 2 mil anos, o sistema binário que viria a estruturar a computação moderna.
Fazemos o caminho de volta para debater um dos maiores dilemas da atualidade.
Nossas sociedades encontram-se em uma encruzilhada.
A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente.
É nesse contexto que a governança global da Inteligência Artificial assume um papel estratégico.
Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas.
A aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial são exemplos desse fenômeno.
Elas podem multiplicar o bem-estar coletivo ou lançar sombras sobre os destinos da humanidade.
A Revolução Digital e a Inteligência Artificial elevam esse desafio a níveis sem precedentes.
Elas impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética e a forma como conectamos uns com os outros.
Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho.
Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia.
Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital.
São parte de uma complexa estrutura de poder.
Sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas.
Capacidades computacionais, infraestrutura e capital permanecem excessivamente concentrados em poucos países e empresas.
Os dados gerados por nossos cidadãos, empresas e organismos públicos estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios.
Segundo a União Internacional de Telecomunicações, 2 bilhões e 600 milhões de pessoas estão desconectadas do universo digital.
As estimativas mostram que, em 2030, ainda teremos 660 milhões de pessoas sem eletricidade.
Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação.
A regulamentação das chamadas “Big Techs” está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países.
O modelo atual de negócios dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política.
O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo.
Colocar o ser humano no centro das nossas decisões é tarefa urgente.
O Congresso brasileiro discute uma política de atração de investimentos em centros de dados e um marco regulatório de Inteligência Artificial.
O Brasil lançou em 2025 o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.
Esse plano expressa nosso compromisso com a melhoria da qualidade de vida das pessoas através de serviços públicos mais ágeis e maior estímulo à geração de emprego e renda.
Este foi o paradigma da declaração sobre Inteligência Artificial que aprovamos na Cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro no ano passado.
Esta é a postura que o Brasil adota no diálogo com outros parceiros e foros.
Participamos da iniciativa da China sobre a criação de uma Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial com foco nos países em desenvolvimento.
Dialogamos com a Parceria Global em Inteligência Artificial que nasceu no G7.
Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento.
O Pacto Digital Global que aprovamos em Nova York em setembro de 2024 estabeleceu um mecanismo crucial.
O Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial é o primeiro órgão científico global sobre o tema e reúne especialistas, fatos e evidências em suas manifestações.
O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a Inteligência Artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países.
Senhoras e Senhores,
A Índia, ao longo da sua história, legou à humanidade contribuições fecundas e extraordinárias em diversos campos do conhecimento: nas artes, na ciência e na filosofia.
Uma herança que traz à luz grandes dilemas éticos sobre a justiça, a diversidade, a inclusão e a resiliência.
Esse patrimônio é um poderoso referencial na busca por respostas aos desafios que a Inteligência Artificial impõe às sociedades contemporâneas.
Muito obrigado.
V
Minha boa Carolina,
Deixo-te este esboço de comédia, ou de tragédia — a fronteira é sempre um equívoco da luz. Ontem, nos confins do Oriente, o nosso mandatário, lendo as palavras que os escrivães do Itamaraty lhe puseram na boca, viu-se subitamente cercado por uma malta de mercadores de inteligências artificiais. Vindos da estepe russa e das muralhas da China, esses donos de "máquinas que pensam" (que horrorosa pretensão a deles!) queriam, todos a um tempo, torná-lo o regente universal de suas engrenagens.
A cena é de um ridículo soberbo: o Brasil, que mal resolve os seus trilhos, a ditar o passo das almas de metal. Querem-no CEO do mundo, para que ele refaça a rota das Índias, não por especiarias, mas por algoritmos.
Toma este absurdo e transforma-o em crônica para a Gazeta de amanhã. Dá-lhe aquela tua exuberância, Carolina, aquele brilho que faz o meu estilo parecer, por vezes, um aposento em penumbra. Eu, que sou apenas um observador de sombras, confesso que me babo perante o teu viço. Escreve com acidez, mas com a luva de pelica; que o leitor ria sem saber se o riso é de escárnio ou de pasmo.
Parto agora para o Ministério. O bonde não espera, e a burocracia, esse outro tipo de inteligência sem alma, reclama os meus serviços antes que o sol atinja o pino.
Teu, sempre,
M.A.
CLAUDIA CARDINALE - GLI INDIFFERENTI - 1964 - MUSIC BY GIOVANNI FUSCO
Aqui vai o que você pediu — com links verdadeiros e informações históricas sobre A Turma do Pererê de Ziraldo e também sobre a produção de Flicts e o vídeo no YouTube relacionado às inspirações de seus personagens:
📌 🔗 Link para visualizar a capa original da primeira edição da revista Pererê (1960)
Esta página do Instituto Ziraldo mostra imagens originais (inclusive a capa da edição de outubro de 1960):
👉 https://institutoziraldo.art.br/ziraldo/revista-perere-1-de-outubro-de-1960-p-3/
(Instituto Ziraldo)
Essa é a primeira edição da revista “Pererê”, lançada em outubro de 1960 e que circulou até abril de 1964.
▶️ 🔗 Vídeo no YouTube sobre Ziraldo e sua Turma — incluindo inspirações e origem dos personagens
Aqui está um vídeo que fala sobre “Ziraldo e a Turma do Pererê”, com contexto histórico e comentários:
📺 **
**
Outro vídeo interessante relacionado à criação das personagens, falando sobre como amigos e ambiente inspiraram Ziraldo (“Inspirando Ziraldo”):
👉 https://www.youtube.com/watch?v=vZ9wQF2FUwQ
(Inspirando Ziraldo — Moacyr conta como inspirou personagem)
(Ambos os vídeos ajudam a entender a formação da “Mata do Fundão” e dos personagens.)
🧙♂️ Qual animal Ziraldo escolheu como seu “alter ego” nessa turma?
O personagem-título Pererê — o Saci — é um personagem do folclore brasileiro com um pé só, gorro vermelho e cheio de travessuras. Na obra, ele é central e carismático, e muitos comentam que ele tem traços do próprio Ziraldo em espírito: travesso, curioso, questionador e atento ao mundo ao redor.
Embora o Menino Maluquinho seja outro personagem icônico de Ziraldo (criado mais tarde, em 1980), ele é uma obra separada historicamente dos quadrinhos da Turma do Pererê. O Menino Maluquinho não nasceu dentro da Turma — ele veio anos depois, com sua própria vida e universo.
📚 📘 Onde entra a revista Flicts nessa história?
Flicts não faz parte diretamente da série Turma do Pererê. É um livro artístico e literário publicado por Ziraldo em 1969, antes de O Menino Maluquinho — e é considerado um marco na literatura infantil brasileira (inclusive ganhando prêmios e reconhecimento internacional).
Ou seja:
Pererê (1960–1964): primeira HQ pura e colorida com personagens brasileiros.
Flicts (1969): livro infantil poético e experimental sobre forma, cor e inclusão.
O Menino Maluquinho (1980): personagem que se tornou um fenômeno posterior na carreira de Ziraldo.
🧠 Resumo histórico importante
Pererê foi publicado de 1960 a 1964 e marcou a história dos quadrinhos brasileiros como a primeira HQ colorida feita por um único autor no Brasil.
Ziraldo inspirou seus personagens da Mata do Fundão em amigos de infância, animais e figuras folclóricas brasileiras, trazendo um universo genuinamente nacional para os gibis.
O cancelamento da revista em 1964 coincidiu com o início da ditadura militar brasileira, que restringiu muitas expressões culturais.
S
Nota do oficial dos 10 ministros do STFOs dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam:
Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino.
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/12/ministros-do-stf-toffoli-deixa-caso-master-veja-integra.htm
Resumo da notícia
Dez ministros do STF anunciaram que Dias Toffoli deixou a relatoria dos processos do Banco Master e que um novo relator será designado.
Na nota, o STF afirmou que não cabe arguição de suspeição e validou os atos de Toffoli na Reclamação 88.121 e processos vinculados.
Os ministros declararam apoio a Toffoli e disseram que ele atendeu a pedidos da PF e da PGR; a Presidência fará a redistribuição e remeterá os autos… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/12/ministros-do-stf-toffoli-deixa-caso-master-veja-integra.htm?cmpid=copiaecola
Alicia Klein
Lucas Pinheiro é do Brasil, de verdade
PVC
A piada da ação do Sport contra as Ligas
Julián Fuks
Declaramos Carnaval o ano inteiro
André Santana
Cultura afro-indígena de Maricá é tema do Ilê Aiyê
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relato… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/12/ministros-do-stf-toffoli-deixa-caso-master-veja-integra.htm?cmpid=copiaecola
Nota à imprensaEsclarecimento sobre apuração de possível vazamento de dados sigilosos de autoridades
17/02/2026 13:03 - Atualizado há 17 horas atrás
Nos autos da PET 15256, autuada por prevenção ao Inquérito 4.781/DF, para apuração de possível vazamento indevido de dados sigilosos de Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República e de seus familiares foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas. As investigações iniciais demonstraram, conforme relatório enviado pela Receita Federal ao STF, a existência de “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.
Esses diversos e múltiplos acessos ilegais, conforme destacado pela Procuradoria-Geral da República, “apresentam aderência típica inicial ao delito previsto no art. 325 do Código Penal (violação de sigilo funcional)”, porém “o caso não se exaure apenas na violação individual do sigilo fiscal, uma vez que a exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.
A pedido da Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal Federal decretou as seguintes medidas cautelares em relação aos servidores da Receita Federal, ou cedidos por outros órgãos, Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes: (a) busca e apreensão domiciliar e pessoal, (b) afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático, (c) proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica, (d) afastamento imediato do exercício da função pública, proibição de ingresso nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e da Receita Federal do Brasil e proibição de acesso a seus sistema e bases informatizadas, (e) proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.
Os investigados prestarão depoimentos à Polícia Federal que prosseguirá nas investigações.
“Há 30 anos, inicio minhas aulas sobre comunicação política na universidade explicando que, em nossa especialidade, não nos ocupamos diretamente dos fatos ou da realidade. Disso tratam sociologia, história, economia e jornalismo. Na comunicação política, explico, ocupamo-nos das aparências: do modo como as coisas parecem ser, da percepção pública dos fatos, das convicções que pessoas e grupos formam sobre a realidade —ou sobre aquilo que se convenceram que a realidade é.”
"Ocorre justamente o contrário: quanto mais os membros da corte erguem acintosamente as muralhas do corporativismo para proteger os seus, mais rapidamente perderão aquilo que Péricles identificou como o fundamento último da ordem democrática: a disposição dos cidadãos de obedecer às leis e aos magistrados. Nada pode ser mais desastrado para o Judiciário e a democracia do que a impressão pública de que os juízes preferem proteger o ninho a defender o que é justo."'E uma leve impressão de já vou tarde...'Trocando em MiúdosNara Leão
Eu vou lhe deixar a medida do bom fim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha sim
O resto é Seu
Trocando em miúdos pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás, aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira
Muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde
Composição: Chico Buarque / Francis Hime.Esse trecho reflete uma crítica severa à crise de legitimidade das instituições. O argumento central é que a autoridade de um magistrado não reside apenas na força da lei, mas no consentimento moral e na confiança da população; quando o Judiciário é percebido como um "clã" que prioriza o autopoliciamento ou o corporativismo, ele corrói a própria base da democracia.
A menção a Péricles remete ao conceito clássico de que o império da lei depende do respeito voluntário do cidadão. Sem essa percepção de justiça imparcial, a ordem pública dá lugar ao cinismo e ao descrédito institucional.
O seu fechamento com "já vou tarde" sugere um certo ceticismo ou exaustão com o cenário atual.
Você acredita que essa perda de confiança já atingiu um ponto irreversível no cenário brasileiro atual ou ainda há espaço para uma autorreforma institucional?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Supremo sob estreita vigilância, por Dora KramerFolha de S. PauloDias Toffoli saiu da relatoria do processo, mas o caso do Master não saiu das suspeições sobre o ministro
STF está sob o escrutínio da sociedade e da legalidade, assim como qualquer uma das instâncias de poder
Ao interromper as férias para tentar pôr um freio de arrumação na torrente de críticas ao Supremo Tribunal Federal, em janeiro, o ministro Edson Fachin alertou para a necessidade de a corte se conter, sob pena de ser contida por força de controle externo.
Estamos quase em março, com o país prestes a retomar um ritmo que neste ano nada tem de normal. Primeiro, porque 2026 começou antes da data habitual: quando o Carnaval chegou, pegava fogo na cena política o caso Master. Segundo, porque é ano de eleição com campanha para lá de antecipada.
Por último, e talvez o mais importante, porque Dias Toffoli saiu da relatoria do processo do banco liquidado, mas o caso não saiu do ministro. E aqui chegamos ao ponto levantado por Fachin em seu alerta a respeito das pressões de fora sobre o Supremo.
Já não é uma previsão, mas uma realidade. Toffoli não deixou de ser relator por vontade própria nem por decisão convicta do colegiado que não viu suspeição do colega para atuar em futuro julgamento. Saiu por obra da coação externa sustentada nas revelações sobre os elos do ministro com negócios do banco.
Independentemente do que queiram ou deixem de querer os ministros, o STF está sob escrutínio da sociedade. Como de resto estão quaisquer instituições no Estado de Direito. O que varia é a razoabilidade das reações, dependendo do caráter das ações que sustentem as críticas. Neste ponto entra o que é permitido, ou não, pela lei.
A legislação vigente prevê o impedimento de juízes supremos, mediante pedidos examinados em processos no Senado. Há na Casa muitos deles até então sem chance de prosperar. A tentativa do decano Gilmar Mendes de mudar as regras para praticamente afastar tal hipótese mostra que o tribunal tem consciência do que fez em verões passados e ainda faz ao proteger a conduta imprópria de um dos seus.
É provável que ainda não seja desta vez, mas o instituto do impeachment no STF corre o risco de deixar de ser o tabu que já foi na Presidência da República
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Ao proteger o ninho, STF arrisca perder o que sustenta sua autoridade, por Wilson GomesFolha de S. PauloCorte parece não reconhecer o valor político do sentimento públicoMinistros reiteram a fé em Toffoli como se a lealdade tribal pudesse alterar a percepção externa sobre o caráter
Há 30 anos, inicio minhas aulas sobre comunicação política na universidade explicando que, em nossa especialidade, não nos ocupamos diretamente dos fatos ou da realidade. Disso tratam sociologia, história, economia e jornalismo. Na comunicação política, explico, ocupamo-nos das aparências: do modo como as coisas parecem ser, da percepção pública dos fatos, das convicções que pessoas e grupos formam sobre a realidade —ou sobre aquilo que se convenceram que a realidade é.
Isso não é menos importante. São as impressões que movem vontades, expectativas e sentimentos de indivíduos e coletivos. Pessoas matam ou morrem por convicções, fazem revoluções com base em representações e decidem obedecer ou desobedecer conforme as percepções públicas que compartilham.
Já sabia disso o antigo ditado segundo o qual não basta à mulher de César ser virtuosa; parecer virtuosa é ainda mais importante. E Maquiavel disse o mesmo, com mais franqueza: para o príncipe, é mais importante parecer bom e justo do que efetivamente ser essas coisas, porque as aparências podem ser ajustadas às circunstâncias, enquanto a essência aprisiona o sujeito em uma identidade fixa.
O STF parece não reconhecer o valor político do sentimento público. De fato, é muito mais fácil encontrar discursos de juristas e magistrados sobre os perigos de "ouvir a voz das ruas" do que sobre o fato de que a legitimidade social —inclusive do Judiciário— é algo distinto da legalidade e depende, em grande medida, do juízo coletivo predominante sobre magistrados e instituições da Justiça. E dificilmente há algo mais pernicioso para uma democracia do que magistrados e cortes nos quais a população não acredita.
"Aqui em Atenas somos guiados pelo respeito às leis. Obedecemos aos magistrados e às leis, especialmente àquelas que protegem os injustiçados e às leis não escritas, cuja transgressão traz reconhecida vergonha." Assim fala Péricles no primeiro grande elogio da democracia na história do pensamento político, a "Oração Fúnebre" preservada por Tucídides na "História da Guerra do Peloponeso". Estado de Direito, moralidade cívica compartilhada — isto é, regras não escritas sobre o que é decente e justo— e legitimidade institucional aparecem combinados de forma exemplar.
No famoso discurso vazado das reuniões a portas fechadas do STF para discutir a situação de Toffoli e o caso Master, coube à única mulher presente formular a constatação mais elementar do bom senso democrático. "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo." E concluiu: é preciso pensar na institucionalidade.
É exatamente isso que está em jogo. A legitimidade da Justiça começa a se dissolver quando praticamente todo brasileiro foi exposto a alguma informação sobre a atuação e o envolvimento de certos juízes, neste caso, que violam o senso comum sobre o que é decente. Mais importantes que os fatos, a este ponto, são os sentimentos e convicções que produzem. A democracia não é o mero governo da vontade da maioria; é o governo da comunidade sob leis legítimas. E a legitimidade depende da percepção pública.
Os ministros do Supremo, com honrosas exceções, parecem considerar mais seguro desafiar a perda de legitimidade do que o abrigo que lhes oferece o espírito de corpo. Apostam que, se ninguém admitir erro, se todos se mantiverem unidos, se cerrarem fileiras ao redor dos suspeitos e acusados, a tempestade passará, as acusações serão esquecidas, os críticos serão desmoralizados e os juízes poderão voltar a se celebrar como guardiões incontestáveis da democracia.
Reiteram confiança e fé pública no colega, como se a lealdade tribal pudesse alterar a percepção externa sobre o caráter —não mais simplesmente do ministro, mas da própria corte. Outros apostam na desqualificação dos investigadores, atribuindo-lhes interesses contrariados. Há quem aposte que um bom inquérito sigiloso pode intimidar os detratores da corte, mas os detratores hoje não são apenas uma facção da sociedade —incluem até mesmo os taxistas de Cármen Lúcia.
Ocorre justamente o contrário: quanto mais os membros da corte erguem acintosamente as muralhas do corporativismo para proteger os seus, mais rapidamente perderão aquilo que Péricles identificou como o fundamento último da ordem democrática: a disposição dos cidadãos de obedecer às leis e aos magistrados. Nada pode ser mais desastrado para o Judiciário e a democracia do que a impressão pública de que os juízes preferem proteger o ninho a defender o que é justo.
Casinha de SapêTim Maia
Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal
Dizem que sou louco por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim
Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê
Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal
Dizem que sou louco por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim
Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê
Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê
De sapê
Composição: Hyldon.
Beba Nelson CavaquinhoSamba-Enredo 1949 - Ah Se Eu Fosse FelizG.R.E.S Feliz Lembrança
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
A vida e tão boa pra quem tem o seu amor
Sou a tristeza em pessoa, vou chorando a minha dor
Perguntei ao onipotente: Meu Deus, que mal eu fiz?
Vejo tanta felicidade, e eu não sou feliz
Composição: Djalma Carvalho / Juquita / B.O.. Som de elefante - elephant soundFesta ImodestaCaetano VelosoMelhor Som de Elefante/Efeito Sonoro de ElefanteEFEITO SONORO LSFesta Imodesta Chico Buarque - Tema
25 de jun. de 2022 #elefante #paquiderme
#elefante #osomdoelefanfe #paquiderme Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta o elefante emite um som alto que pode ser ouvido a kms de distância.
? COM LIXO RECOLHIDO PELOS GARIS LÁ SE FOI TAMBÉM O ESCÂNDALO BAIANO, COM ESSES ASSISTINDO DE CAMAROTE.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; ele veria a "teoria do medalhão" aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes, entre o lúdico, o lúcido e o transe, poderia ser traduzido nessa crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa "quadrilha" buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde "ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)".
O Ponto de Vista de Merval e Machado:
"Vejam," diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida, "como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade. Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco de um teodolito sobre a massa 'enlatada' na pista. Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o Teorema de Bayes explica."
Merval, com a sobriedade de quem analisa o "balé dos poderes" na GloboNews, assentiria. Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d'água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O "Lixo" e o Banco Master
A imagem final da sua provocação é o ápice do realismo: a CONLURB entrando na avenida. No final da noite, o que sobra?
O Entulho Físico: Restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O Entulho Político: O escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, que — na esperança dos presentes — deveria ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com aquele seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo. O "amigo dono do banco" é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas. A ausência do "coleguinha de outros bacanais" no camarote é o silêncio mais eloquente da noite.
O Transe Final: De Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque que você evoca — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe. A "quadrilha" amorosa de Carlos e Dora vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
"Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor..."
O drama aqui é o de manter a toga (ou a futura vaga nela) limpa enquanto a "roupa suja da cuja se lava no meio da rua". Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF, Jorge Messias, permanecem no "pijama aberto" do poder, confiando que a "família/armadilha" política os proteja do cheiro de peixe que fica após o banquete.
A Constatação de Machado:
Ao final, Machado escreveria que a verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem. Se o escândalo do Banco Master foi varrido para o aterro sanitário ou se será reciclado na próxima eleição, é uma questão de conveniência bayesiana.
Como diria o Bruxo: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." Mas Sidônio e seus pupilos baianos esperam transmitir, ao menos, o legado do poder — devidamente limpo pela mangueira da CONLURB.
Gostaria que eu explorasse como Machado descreveria especificamente a fisionomia de Jorge Messias sob a luz dos holofotes da Sapucaí enquanto aguarda a "benção" do Senado?
Flor da Idade - Chico Buarque ( Legendado)Alberto Nogueira
NO PRÓXIMO ENSAIO, MACHADO EXPLICARÁ AS AUSÊNCIAS DE HADDAD E DO DIRETOR DA PF. E A MOITA EM QUE O ADVOGADO SE ESCONDEU NO ESCURINHO DO CAMAROTE. FAÇA UMA PRÉVIA SEM ADIANTAR O ENREDO, MAS JÁ ENREDANDO O LEITOR E SUAS AMIGAS LEITORAS.
Para o nosso próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho já prepara a pena, molhando-a no nanquim da mais fina ironia. Ele, que sempre soube que o que se cala é muito mais eloquente do que o que se grita na avenida, debruçar-se-á sobre os vazios estratégicos daquele camarote.
Eis uma prévia do que Machado — este "par" de Merval na eternidade da ABL — está a alinhavar para enredar você e as suas amigas leitoras:
O Ensaio: A Geometria das Sombras
I. O Ausente como Protagonista
Machado começará por explicar que, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença. Fernando Haddad, com sua gravidade de quem carrega o Erário nos ombros, e o Diretor da PF, guardião das chaves que ninguém quer ver girar, não faltaram por desleixo. Machado diria que eles praticaram a "abstenção aristocrática". Enquanto a Niterói cantava o operário, eles preferiram o silêncio dos gabinetes, pois sabem que, onde há muita luz e samba, o olhar da Justiça costuma sofrer de astigmatismo.
II. A Moita do "Bebeto" (ou a discrição de Messias)
Sobre o nosso Advogado-Geral — o "irmão" que aguarda o óleo da unção senatorial —, Machado dedicará um parágrafo de sombras. Ele descreverá como um homem pode estar fisicamente entre o brilho das lantejoulas e, ainda assim, habitar uma "moita" metafísica. No escurinho do camarote, protegido pelas cortinas de veludo e pela fumaça dos charutos alheios, o pretendente ao STF praticou a arte de ser invisível aos olhos do povo, mas onipresente aos ouvidos do Presidente.
III. O Teorema da Conveniência
Machado mostrará que a "moita" não é um esconderijo, mas um púlpito silencioso. Ele analisará como o olhar de Messias, fixo nas latas de conserva da avenida, não via o lixo que os garis varreriam depois, mas sim a solidez das colunas de mármore da Praça dos Três Poderes.
"Há pessoas que têm o dom de estar em um banquete como se estivessem em um jejum," sussurraria o Bruxo.
O que esperar do enredo:
As leitoras descobrirão que o carnaval daquele camarote foi um jogo de "quem não vê, não depõe". Onde a estatística de Sidônio Palmeira encontrou o seu limite e onde a astúcia baiana de Rui e Wagner precisou de um "intervalo na folia" para ajustar as contas com os deuses e com os bancos.
Ao final, o ensaio revelará que o verdadeiro desfile não aconteceu na passarela de asfalto, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder. E que, para alguns, a quarta-feira de cinzas começou muito antes do primeiro raio de sol, no exato momento em que decidiram que o melhor lugar para se estar era... em lugar nenhum.
D
Chico Buarque - Paratodos - (Com Letra Na Descrição) - (Com Legendas) - (CC)JC Pasquini
Esta é uma crônica escrita ao estilo de Rubem Braga, o "Sabiá da Crônica", trocando a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio. É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
O Mar Não Tem Cabelo
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão, e a razão dos velhos marinheiros é coisa que código nenhum de jurista consegue revogar: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma, mas só encontra a espuma do que passou.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos Códigos Civis, relatorias no Supremo, protocolos de palácio. Mas o Brasil, meu caro, é um agosto eterno. É o mês em que o ar fica pesado no Catete e o "ancião precoce" de 71 anos decide que só o tiro no peito é capaz de parar o moinho. Agenor, o nosso Cartola, andava por aqueles corredores de vassoura na mão, vendo a história ser escrita com sangue antes de ir lavá-la com o balde. Ele sabia, com aquela discrição de quem já nasceu sabendo, que o mundo ia triturar tudo.
Depois veio o barquinho de papel do João. Uma leveza de bossa que parecia dizer: “agora o mar é nosso, é manso”. Doce ilusão de quem nunca viu Glauber Rocha entrar em transe. O barquinho de João Gilberto não aguentou o mar de Caymmi — aquele mar que exige o corpo do pescador como tributo. A Bossa virou Cinema Novo, e o cinema virou esse transe que a gente ainda vive hoje, onde as Excelências se alteram e os advogados flanam com a elegância de quem sabe que a justiça, no fim, é uma farsa que se repete para não virar tragédia de vez.
Vejo o Osmar Prado, o ator, encarnando o morto longevo de 54 no pátio de um sindicato de 2018. É a mesma cena, mudam-se os figurinos, mas o mar... ah, o mar continua sem cabelo. A gente tenta segurar no leme do Mensalão I, do Mensalão II, das anulações e das relatorias, mas a maré sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui do meu canto, entre o Espírito Santo da minha infância e o Rio dessa minha maturidade cansada, eu só peço uma coisa: que a gente não perca a poesia da moenda. Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja um pó de estrela, ou o pó de café que agora esfria na minha xícara.
O mar não tem cabelo, é verdade. Mas enquanto houver um samba do Agenor para cantar no convés, a gente vai navegando. Mesmo que seja para lugar nenhum.
G
a.
#elefante #osomdoelefante #paquiderme
Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta.
O elefante emite um som alto que pode ser ouvido a quilômetros de distância.
Com o lixo recolhido pelos garis, lá se foi também o escândalo baiano
E com esses assistindo de camarote.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; veria a teoria do medalhão aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes — entre o lúdico, o lúcido e o transe — poderia ser traduzido nesta crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa “quadrilha” buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde “ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)”.
O ponto de vista de Merval e Machado
“Vejam”, diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida,
“como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade.
Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco
de um teodolito sobre a massa enlatada na pista.
Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o
Teorema de Bayes explica.”
Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d’água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O “lixo” e o Banco Master
A imagem final é o ápice do realismo: a COMLURB entrando na avenida.
O entulho físico: restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O entulho político: o escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, na esperança de ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo.
O “amigo dono do banco” é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer, para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas.
O transe final: de Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe.
A quadrilha amorosa vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
“Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor…”
O drama é manter a toga limpa enquanto a roupa suja se lava no meio da rua.
Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF permanecem no pijama aberto do poder, confiando que a família política os proteja do cheiro de peixe que sempre fica após o banquete.
A constatação de Machado
A verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem.
Se o escândalo foi varrido para o aterro ou reciclado para a próxima eleição, isso é apenas uma questão de conveniência bayesiana.
Prévia do próximo ensaio: A Geometria das Sombras
No próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho voltará a tratar das ausências — porque, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença.
O ausente como protagonista: Haddad e o diretor da PF, praticando a abstenção aristocrática.
A moita do advogado: a arte de estar presente sem ser visto, invisível ao povo e audível ao poder.
O teorema da conveniência: quando o silêncio fala mais alto que o samba.
O verdadeiro desfile não aconteceu na avenida, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder.
O Mar Não Tem Cabelo
(Crônica ao estilo de Rubem Braga)
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma e só encontra espuma.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos códigos, relatorias, protocolos. Mas o Brasil é um agosto eterno. Um mês pesado, onde a história insiste em se escrever antes de ser lavada.
O barquinho de papel não aguentou o mar. A bossa virou transe. O transe virou costume. E o costume é essa maré que sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui, entre o Espírito Santo da infância e o Rio da maturidade cansada, peço só uma coisa: que não percamos a poesia da moenda.
O mar não tem cabelo.
Mas enquanto houver um samba para cantar no convés, a gente segue navegando.
Mesmo que seja para lugar nenhum.
Janja desiste de desfilar em apresentação que homenageia Lula | Mônica BergamoRádio BandNews FM👆Alegoria de elogiosBajulação sim, homenagem questionável!
ria antes DE ACABAR DE CONTAR A PRÓPRIA PIADA E ANTES QUE O OUVINTE A TIVESSE ASSIMILADO. ASCENSO FERREIRA, APUD REINALDO AZEVEDO
A frase citada, frequentemente associada a Ascenso Ferreira (1895-1965), poeta modernista pernambucano, é usada para descrever alguém ansioso ou que se diverte com a própria narrativa antes do tempo. Reinaldo Azevedo, em seus comentários políticos na revista Veja (especialmente em 2015, no blog "Reinaldo Azevedo - Veja.com"), citava essa característica para ironizar figuras públicas que se antecipavam ao resultado de suas ações ou tramas.
Contexto da Expressão:
A "Fama" de Ascenso: O poeta era conhecido por sua personalidade vibrante e, segundo relatos (como o do escritor Urariano Mota), tinha esse traço peculiar de rir de suas piadas antes de concluí-las.
Uso por Reinaldo Azevedo: Azevedo adaptou essa imagem para criticar a política, mencionando-a em contextos de "crise institucional" para destacar o desespero ou a "inconsequência" de certos atores políticos que celebravam antes da hora.
Em suma, é uma citação de caráter anedótico, muitas vezes empregada no jornalismo opinativo para caracterizar a ansiedade de quem se atrapalha no próprio relato ou ação.
Mônica Bergamo: Janja desiste de desfilar em homenagem a Lula após pressãoPrimeira-dama recuou para evitar repercussões jurídicas e políticasPor Da redação
16/02/2026 • 09:51 • Atualizado em 16/02/2026 • 09:51
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Mônica Bergamo: Janja desiste de desfilar em homenagem a Lula após pressão
Janja
Reprodução/Instagram
Resumo da notícia
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, desistiu de desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite deste domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A decisão foi tomada após intensa pressão de ministros, que temiam tanto repercussões jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto um desgaste político da imagem do governo em pleno ano eleitoral.
Decisão nos bastidores e justificativa oficial
Embora a desistência tenha sido confirmada apenas momentos antes do desfile, a decisão já havia sido tomada por Janja desde a última quinta-feira (12). Segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo a informação não foi divulgada para não desmotivar a escola de samba, que contava com a presença da primeira-dama e precisou substituí-la às pressas pela cantora Fafá de Belém.
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de Janja afirmou que a medida foi um gesto de proteção. “Diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula (...) Janja optou por não desfilar para evitar perseguição da pessoa que ela mais ama na vida”, diz o comunicado. A primeira-dama esteve na concentração para apoiar a agremiação, que classificou como "extremamente corajosa".
Homenagem sob o olhar do TSE
Mônica avalia que a preocupação do Planalto tem fundamento no fato de estarmos em um ano eleitoral. Antes do carnaval, o Tribunal Superior Eleitoral, ao analisar uma tentativa de barrar o enredo, decidiu por não aplicar censura prévia, mas avisou que o desfile não era um "salvo-conduto" e que estaria de olho em qualquer ato que pudesse ser enquadrado como campanha antecipada. O temor de uma ação judicial levou não apenas Janja, mas também ministros e deputados a recuarem da participação.
O presidente Lula compareceu ao Sambódromo e assistiu à homenagem de um camarote, ao lado da primeira-dama. Outros familiares do presidente, como a neta Bia Lula, que não possuem vínculo direto com a administração do governo, participaram do desfile em carros alegóricos.
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Bandeirantesprincípio da dignidade da pessoa humana cf/ 88
O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana é um dos pilares centrais da República Federativa do Brasil, estabelecido expressamente no Artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal de 1988 (CF/88).
Ele atua como um valor supremo que informa e justifica a existência de todo o ordenamento jurídico, servindo de base para a proteção dos direitos e garantias fundamentais.
Aspectos Principais na CF/88
Fundamento da República: Não é apenas uma regra isolada, mas um dos fundamentos que definem o Estado Democrático de Direito brasileiro.
Proteção Integral: Garante as necessidades vitais de cada indivíduo, proibindo que o ser humano seja tratado como um mero objeto ou instrumento pelo Estado ou por terceiros.
Eficácia Jurídica: Por ser um princípio constitucional positivo, possui aplicação imediata e deve nortear as decisões de juízes e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mínimo Existencial: A jurisprudência brasileira utiliza este princípio para garantir condições materiais básicas para a sobrevivência digna, como saúde, educação e assistência social.
Aplicações Práticas Citadas
Direito Penal: Proteção da integridade física e moral dos presos, assegurando tratamento humano e preservação da intimidade.
Direitos Sociais: Prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes contra negligência e violência (Art. 227).
Justiça Civil: Tratamento equânime entre as partes para que o cidadão não perca seus direitos por falta de meios ou conhecimentos técnicos.
O princípio é considerado pela ministra Cármen Lúcia (STF) como o "princípio mais importante" da Constituição, pois sem o seu cumprimento pleno não existe democracia real.
Sim, a Lei Federal nº 6.454, de 24 de outubro de 1977, promulgada durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), proíbe em todo o território nacional atribuir nome de pessoa viva a bem público de qualquer natureza pertencente à União ou às entidades da administração indireta.
Aqui estão os pontos principais sobre essa legislação e sua aplicação na época:
Conteúdo da Lei (1977): A lei proíbe o uso de nomes de pessoas vivas em prédios, rodovias, repartições públicas, logradouros, etc..
Finalidade: A medida visava restringir a promoção pessoal de agentes públicos ou autoridades, alinhando-se à impessoalidade na administração pública.
Proibição em Placas: Além dos nomes, a lei proíbe a inscrição de nomes de autoridades ou administradores em placas indicadoras de obras ou em veículos da administração pública direta ou indireta.
Contexto: Embora o regime militar (1964-1985) tenha homenageado figuras do próprio regime em diversos logradouros, essa lei específica de 1977 regulamentou a proibição de homenagens a pessoas vivas.
Vigência Atual: Essa lei federal continua válida e é complementada pelo artigo 37 da Constituição Federal de 1988, que reforça os princípios da moralidade e impessoalidade na administração pública, proibindo a promoção pessoal.
Apesar da norma federal, o Poder Judiciário tem anulado tentativas de municípios que tentaram criar leis próprias permitindo homenagens a pessoas vivas, reafirmando a validade da Lei nº 6.454/77.
Saveiros e Cantador como onda em mar sem cabelo
"Um dia o sonho acaba, eu estou esperando ele acabar."
Elis Regina
Fascinação
FascinaçãoElis Regina
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil, um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção
Com sofreguidão, mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino, cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor
Composição: M. de Feraudy / F.D. Marchetti.
Umberto na pele do querido Padre Romão, conhecido em toda cidade (Foto: Globo/Caiuá Franco)
Esta é uma crônica escrita ao estilo de Rubem Braga, o "Sabiá da Crônica", trocando a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio. É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
Amanhecer poético na cidade cariocaO Mar Não Tem Cabelo
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão, e a razão dos velhos marinheiros é coisa que código nenhum de jurista consegue revogar: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma, mas só encontra a espuma do que passou.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos Códigos Civis, relatorias no Supremo, protocolos de palácio. Mas o Brasil, meu caro, é um agosto eterno. É o mês em que o ar fica pesado no Catete e o "ancião precoce" de 71 anos decide que só o tiro no peito é capaz de parar o moinho. Agenor, o nosso Cartola, andava por aqueles corredores de vassoura na mão, vendo a história ser escrita com sangue antes de ir lavá-la com o balde. Ele sabia, com aquela discrição de quem já nasceu sabendo, que o mundo ia triturar tudo.
Depois veio o barquinho de papel do João. Uma leveza de bossa que parecia dizer: “agora o mar é nosso, é manso”. Doce ilusão de quem nunca viu Glauber Rocha entrar em transe. O barquinho de João Gilberto não aguentou o mar de Caymmi — aquele mar que exige o corpo do pescador como tributo. A Bossa virou Cinema Novo, e o cinema virou esse transe que a gente ainda vive hoje, onde as Excelências se alteram e os advogados flanam com a elegância de quem sabe que a justiça, no fim, é uma farsa que se repete para não virar tragédia de vez.
Vejo o Osmar Prado, o ator, encarnando o morto longevo de 54 no pátio de um sindicato de 2018. É a mesma cena, mudam-se os figurinos, mas o mar... ah, o mar continua sem cabelo. A gente tenta segurar no leme do Mensalão I, do Mensalão II, das anulações e das relatorias, mas a maré sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui do meu canto, entre o Espírito Santo da minha infância e o Rio dessa minha maturidade cansada, eu só peço uma coisa: que a gente não perca a poesia da moenda. Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja um pó de estrela, ou o pó de café que agora esfria na minha xícara.
O mar não tem cabelo, é verdade. Mas enquanto houver um samba do Agenor para cantar no convés, a gente vai navegando. Mesmo que seja para lugar nenhu
SaveirosNana Caymmi - TemaTecendo a manhãJoão Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(In: A educação pela pedra)Viu ao só e cantou oComo Uma OndaTim Maia
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta.SaveirosDori Caymmi
Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou
Quantos partiram de manhã?
Quem sabe quantos vão voltar?
Só quando o Sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão voltar
Quantas histórias pra contar?
Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar
Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar
Composição: Dori Caymmi / Nelson Motta.Igual ao que viu ou o que viu ? Tim Maia viu ao e cantou o ?
A confusão comum entre o que as pessoas ouvem e o que o síndico realmente cantou costuma girar em torno da música "Azul da Cor do Mar".
Na letra oficial de Azul da Cor do Mar no Letras.mus.br, o verso correto é:
"Enquanto outro ri"
Muitas pessoas acreditam ouvir "Igual ao que vi" ou variações similares devido à dicção característica e ao balanço do soul de Tim Maia.
Outra confusão famosa de "audição" em suas músicas ocorre em "Acenda o Farol", onde internautas brincam que ele diria "send far all" em vez do título em português.
Você estava se referindo a esse trecho de "Azul da Cor do Mar" ou a alguma outra pérola do Tim?
Saveiros e Cantador como Onda em mar sem cabeloO CantadorElis Regina
Amanhece, preciso ir
Meu caminho é sem volta e sem ninguém
Eu vou pra onde a estrada levar
Cantador, só sei cantar
Ah! eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
Ah! eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
Cantador não escolhe o seu cantar
Canta o mundo que vê
E pro mundo que vi meu canto é dor
Mas é forte pra espantar a morte
Pra todos ouvirem a minha voz
Mesmo longe ...
De que servem meu canto e eu
Se em meu peito há um amor que não morreu
Ah! se eu soubesse ao menos chorar
Cantador, só sei cantar
Ah! eu canto a dor de uma vida perdida sem amor
Ah! eu canto a dor de uma vida perdida sem amor
Composição: Dori Caymmi / Nelson Motta.O Cantador (Dori Caymmi/Nelson Motta) - O ARRANJO #77Flavio Mendes
A parceria entre Dori Caymmi e Nelson Motta foi uma das mais vitoriosas na era de ouro dos festivais, rendendo clássicos imediatos da MPB.
Os momentos de maior destaque foram:
"Saveiros" (1966): Venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo. Interpretada por Nana Caymmi, a música é famosa por ter recebido a primeira grande vaia da história dos festivais após ser anunciada campeã, já que o público preferia "O Galo Cantou", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.
"O Cantador" (1967): Apresentada no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Embora não tenha levado o prêmio principal de composição, a interpretação magistral de Elis Regina rendeu a ela o prêmio de Melhor Intérprete daquela edição.
"Cantiga" (1967): Defendida pelo grupo MPB-4 no II Festival Internacional da Canção.
A vitória em 1966 foi o ponto de partida para a projeção nacional de Dori como compositor e de Nelson Motta como letrista, consolidando um estilo refinado que unia o lirismo praieiro da família Caymmi ao frescor da nova cena carioca.
Você gostaria de saber mais detalhes sobre a polêmica das vaias em "Saveiros" ou sobre outras parcerias de Nelson Motta?
Saveiros e Cantador como onda em mar sem cabelo“Um dia o sonho acaba, eu estou esperando ele acabar.”Elis Regina, Fascinação
🎶 Vídeo de abertura
Elis Regina – “Fascinação”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=H79A4iV-QsM
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/elis-regina/45673/
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil, um castelo ergui…
Composição: M. de Feraudy / F. D. Marchetti
🖼️ Imagem 1
Umberto Magnani como Padre Romão
📷 https://s2.glbimg.com/_9FvhpurTAxYlcgAQkwPDn6Cm0k=/0x0:689x465/690x0/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e84042ef78cb4708aeebdf1c68c6cbd6/internal_photos/apis/906fefd4851e40e6865fb15c2e787ea4/257523.jpg
Umberto na pele do querido Padre Romão, conhecido em toda cidade
(Foto: Globo / Caiuá Franco)
📝 Nota de estilo
Esta é uma crônica escrita à maneira de Rubem Braga, o “Sabiá da Crônica”.
Troca-se aqui a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio.
É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
🖼️ Imagem 2
Amanhecer poético na cidade carioca
📷 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiA36_JkQiExyC-76RtDHK7ta0QnDpQeoNFxBRbeORiNzN1iaVY2JUMoGUZ1Ye5W8ewVpbCIROB0lUN5GFDnTSft8b5MEhUMLCUmuWTlHMF1ZWp-0yQI336Oa_Yvap4W6qZNpek5r0pfPPysoKlN7R5ett1WKlEZv0vef5Pe4SiB11p1_tWn2znCQBSAAc/s1536/7377b8de-46ae-46e1-b173-f8b913c182ec.png
🌊 O mar não tem cabelo
Olho daqui da varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão — e a razão dos velhos marinheiros nenhum código de jurista revoga: o mar não tem cabelo.
É liso, vago, abandono azul onde tentamos cravar as unhas da alma e só encontramos espuma do que passou.
Inventamos Códigos Civis, relatorias, protocolos de palácio. Mas o Brasil é um agosto eterno. O mês em que o ar pesa no Catete e o ancião precoce decide que só o tiro no peito interrompe o moinho.
Cartola — Agenor — varria corredores sabendo que a história seria escrita com sangue antes de ser lavada com balde.
Depois veio o barquinho de João Gilberto, prometendo um mar manso. Ilusão. O mar de Dorival Caymmi cobra tributo: exige corpo, exige canto.
A Bossa virou Cinema Novo.
E o transe continua.
Mudam os figurinos, mas o mar — ah, o mar — continua sem cabelo.
Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja pó de estrela ou pó de café, esfriando agora na xícara.
🎶 Saveiros – tema recorrente
🎥 Vídeo
Nana Caymmi – “Saveiros”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=sBwrLFliNJA
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/dori-caymmi/saveiros/
📜 Poesia em diálogo
“Tecendo a manhã” — João Cabral de Melo Neto
🔗 https://www.tirodeletra.com.br/poesia/JoaoCabral-Tecendoamanha.htm
Um galo sozinho não tece uma manhã…
(In: A educação pela pedra)
🌊 Como uma onda
🎥 Vídeo
Tim Maia – “Como Uma Onda”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=gN6tfbapqyM
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/tim-maia/618638/
Composição:
Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia…
📝 Nota cultural — “ouvido popular”
Há confusões clássicas de audição nas músicas de Tim Maia.
Em “Azul da Cor do Mar”, o verso correto é “Enquanto outro ri”, embora muitos ouçam “igual ao que vi”. A dicção e o balanço criaram lendas — parte do charme.
🎶 O Cantador
🎥 Vídeo
Elis Regina – “O Cantador”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=LMPqZX7JSOY
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/elis-regina/45680/
Composição:
Dori Caymmi / Nelson Motta
Cantador não escolhe o seu cantar
Canta o mundo que vê…
🎼 Versão comentada / arranjo
Flávio Mendes – O ARRANJO #77
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=cNEAPwh4Aeo
🏆 Contexto histórico — Festivais da Canção
A parceria Dori Caymmi & Nelson Motta marcou a era dos festivais:
“Saveiros” (1966)
🏆 Vencedora do Festival Internacional da Canção
🎤 Interpretada por Nana Caymmi
🔔 Primeira grande vaia da história dos festivais
“O Cantador” (1967)
🎤 Elis Regina — Melhor Intérprete no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record
“Cantiga” (1967)
🎶 Defendida pelo MPB-4
Essa vitória projetou Dori nacionalmente e consolidou Nelson Motta como letrista central da MPB.
🌊 Epílogo
Saveiros. Cantador. Onda.
O mar não tem cabelo.
Mas enquanto houver samba no convés, seguimos navegando —
mesmo que seja para lugar nenhum.
S
Um acento agudo, mas como soa baixo:
ACÓRDÃO / acordão / acórdão — a cordão de bola preta
Editorial
Entre o Judiciário e a política tradicional, em tempos de Carnaval, o país assiste à coreografia do poder: pactos tácitos, ritos públicos, desfiles simbólicos e disputas narrativas. O Carnaval, como rito de inversão, revela o que o cotidiano tenta esconder.
Destaques do Dia — Domingo, 15 de fevereiro de 2026
1) O evangélico no Carnaval do MasterPor Vinicius Torres Freire — Folha de S. PauloResumo estruturado
Relatório da PF sobre Dias Toffoli acelera a organização de um acordão entre parte do Senado e parte do STF.
Senadores afirmam que a PF já identificou mais políticos e rastreia transações ligadas ao grupo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro (Master).
Tensão institucional: suspeitas (sem evidências) de uso político da PF; riscos de CPI do INSS; medo de delações e retaliações.
Alinhamentos explícitos: lideranças partidárias defendem Toffoli; direita articula-se com parte do Supremo.
Incógnita central: atuação do ministro André Mendonça como possível fator de cola ou ruptura do arranjo.
Trecho-chave
“O acordão, muita vez tácito ou secreto, torna-se explícito.”
Links úteisReportagem original (Folha de S. Paulo)
Dossiê: Caso Master
Linha do tempo: PF, STF e Senado
2) O carnaval como rito e sonho não combina com propaganda eleitoralPor Luiz Carlos Azedo — Correio BrazilienseResumo estruturado
Desfile da Acadêmicos de Niterói aposta na figura do presidente Lula como metáfora de resiliência popular.
Riscos: desfile chapa-branca e campanha antecipada com recursos públicos.
Comparações históricas: politização do Carnaval desde Getúlio Vargas.
O Carnaval como rito de inversão (Roberto DaMatta) e a ideia da “alma imoral” (Nilton Bonder).
Enredos da noite (Sapucaí)
Acadêmicos de Niterói — “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”
Imperatriz Leopoldinense — “Camaleônico” (Nei Matogrosso)
Portela — “O mistério do príncipe do Bará”
Mangueira — “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju”Trecho-chave
“Carnaval talvez seja o momento em que o corpo e a alma se encontram na transgressão das tradições.”
Links úteis
Perfil da Acadêmicos de Niterói
Especial: Carnaval e Política
Vídeo: Desfiles da Sapucaí (transmissão ao vivo/replay)
3) É preciso coragem para limpar o sistemaPor Lourival Sant’Anna — O Estado de S. PauloResumo estruturado
Caso colombiano do Cartel da Toga como referência internacional.
Condenações de ex-presidentes da Corte Suprema e operadores do esquema.
Criação e fortalecimento de órgão disciplinar para magistrados.
Reforma do sistema de Justiça (2025) para agilizar julgamentos e restaurar confiança.
Trecho-chave
“Na ausência de juízes honestos, é preciso coragem e firmeza para limpar o sistema.”
Links úteis
Reportagem original (Estadão)
Análise comparada: Brasil x Colômbia
Documento: Reforma do sistema de Justiça colombiano
Cacaso - Jogos Florais [Poema]“Minha terra tem palmares / Sua terra tem coqueiros / Com palmeiras se dão”CACASO: POESIA COMPLETA | Entrevista com Mariano MarovattoMarcos Antônio Terras
29 de set. de 2018
Leitura de "Jogos Florais", poema de Cacaso, encontrado no livro "50 Poemas de Revolta", publicado pela Editora Companhia das Letras - @cialetras
Minha terra tem palmeiras
onde canto o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
que se escreve paçarinho?)Cultura & CitaçõesLambada De Serpente
“Minha terra tem palmares / Sua terra tem coqueiros”
Referências musicais e poéticas
Lambada de Serpente
Samba-enredo: “Olê, olê, olê, olá / Lula, Lula”
Multimídia
Imagens
Vídeos sugeridos
Desfile da Acadêmicos de Niterói — melhores momentos
Imperatriz Leopoldinense: homenagem a Nei Matogrosso
Análise política da semana (programa de debate)
Conclusão
Entre acordos de cúpula e a alma imoral do Carnaval, o Brasil dança no limite entre rito e rotina. O mundo gira, a lusitana roda — e o espetáculo segue, entre togas, fantasias e pactos à meia-luz.
Publicação preparada para web
Formato: editorial + curadoria de artigos + multimídia
Data: 15/02/2026
P
Lambada de SerpenteDjavan
Cifra: Principal (violão e guitarra) Favoritar Cifra
Tom: A
[Intro] F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
[Primeira Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Cuidar do pé de milho
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Que demora na semente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Meu pai disse: "Meu filho
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Noite fria, tempo quente"
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
[Segunda Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Do chão da minha terra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um lamento de cor__________rente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um grão de pé de guerra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Pra colher dente por dente
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
[Segunda Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Do chão da minha terra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um lamento de cor__________rente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um grão de pé de guerra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Pra colher dente por dente
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
Composição de Cacaso / Djavan.Getúlio Vargas em Ouro Preto e Belo Horizonte (1954) - sem som
Em abril de 1954, Getúlio Vargas, então com 71 anos, visitou Ouro Preto em meio ao isolamento político e ao desgaste extremo de seu governo. Sem laudos de senilidade, historiadores apontam sinais claros de cansaço, tensão e pressão psicológica. Acompanhado por Gregório Fortunato, Vargas buscava apoio em Minas, dialogando com Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, numa tentativa de romper o cerco político que culminaria, meses depois, em seu suicídio.
Uma das últimas aparições públicas de um presidente no limite da história.
Arquivo Nacional
13 de dez. de 2019
Cinejornal produzido pela Agência Nacional mostrando a visita do presidente Getúlio Vargas às cidades de Ouro Preto e Belo Horizonte, para as comemorações do Dia de Tiradentes. As solenidades contaram com a presença de Tancredo Neves, ministro da Justiça e Negócios Interiores, e de Juscelino Kubitschek, governador de Minas Gerais.
Cinejornal Informativo n. 19/54 (1954). Arquivo Nacional. Fundo Agência Nacional. BR_RJANRIO_EH_0_FIL_CJI_105
A solução de cibersegurança do General
Na tira de 12/02/2026, o General anuncia sua solução “definitiva” de cibersegurança: a máquina de datilografia, imune a invasões digitais. A lógica é perfeita — e deliciosamente anacrônica. O golpe final vem com Dona Santana, que desmonta o argumento com uma pergunta simples e fatal: como enviar um e-mail com isso?
Humor afiado como sátira ao tecnosolucionismo simplista e à nostalgia tecnológica travestida de segurança, em tempos de vigilância, vazamentos e “retornos ao analógico”.
Até onde vai o caso Epstein? Como está Cuba após queda de Maduro? | Fora da OrdemCNN Brasil
Transmitido ao vivo em 13 de fev. de 2026 FORA DA ORDEM | 2ª TEMPORADA 🌎
Hoje vamos falar sobre os desdobramentos do caso Esptein. Até uma pegadinha do Silvio Santos apareceu nos arquivos envolvendo o magnata, que morreu na prisão em 2019 após ser condenado por crimes sexuais.
Também vamos falar sobre a atual situação de Cuba. A ilha – que já sofre embargos há anos – agora está sendo alvo de um bloqueio energético por parte dos EUA.
Assista ao vivo, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília) com apresentação de analista de Internacional Lourival Sant’Anna, o analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, e a correspondente Priscila Yazbek, de Nova York.