sexta-feira, 6 de março de 2026

Ascensão política sem ascensão social

Casaco Marrom Trio Esperança
Ascensão sem transformação social no Brasil Ascensão política sem ascensão social Ascensão financeira sem ascensão política ou social Bananinhas e Petralhas Iés, uí rév bananas! De chapeiro no Texas a chanceler no Itamaraty De tratador de bichanos no zoológico paulista a gestor de legítima por direito
Um caso espetacular de ascensão política sem ascensão social. sexta-feira, 6 de março de 2026 Ele fala inglês, por José de Souza Martins Valor Econômico Um brasileiro fez um discurso em inglês, em Nova York, e foi aplaudido de pé. Dava a entender que o aplauso era pelo inglês, e não pelo conteúdo do discurso Manchete de uma chamada num desses canais eletrônicos, em dias passados, dizia que um brasileiro fizera um discurso em inglês, em Nova York, e fora aplaudido de pé. Dava a entender que o aplauso era pelo inglês, e não pelo conteúdo do discurso. Tive minha estreia na língua inglesa do modo mais estranho e humilhante. Foi pelo fim da década de 1940, quando minha família morava na roça, em Guaianases. Eventualmente vínhamos a São Paulo de trem. Na entrada da estação do Norte, no Brás, havia uma banca de jornal que exibia uma revista americana, com belas fotografias em preto e branco. Perguntei ao jornaleiro quanto custava a revista Life. “É Laife”, respondeu agressivamente. “Mas está escrito Life”, justifiquei-me. “Em inglês se escreve de um jeito e se fala de outro, seu tonto.” Quase no fim de minha adolescência, o meu melhor amigo era um baiano de Campo Formoso. De uma das muitas famílias de migrantes atraídos pelo começo do “boom” da indústria automobilística na região do ABC. Muitíssima gente vinda do Nordeste e todas definidas como baianas. Meu amigo fazia questão de diferençar os verdadeiros baianos, como ele, dos outros “baianos” que não o eram. Gostava de lembrar aos que o rodeavam nas conversas que Rui Barbosa era baiano, culto e inteligente, mais que a imensa maioria dos brasileiros. Tão inteligente que até fora à Inglaterra ensinar inglês aos ingleses. E tinha mais: em 1907, fora enviado à Segunda Conferência de Paz, em Haia, como representante do Brasil. Opusera-se com veemência à exclusão dos países menos influentes por parte das grandes potências. Ficou conhecido como o Águia de Haia. Aberta a sessão em que Rui deveria falar, deu-lhe o presidente a palavra. Ele perguntou: “Em que língua quereis que vos fale?”. “Fala na tua língua”, respondeu-lhe o presidente. Ele, então, fez um veemente discurso, em língua nheengatu, derivada do tupi antigo, sobre direito internacional. Falava inglês, mas era patriota. Tinha baixa estatura, mas o Romualdo esclarecia: “É nos pequenos frascos que estão as grandes essências”. Aí por 1955, realizou-se em São Paulo o 7º Congresso Mundial de Evangelismo. Alguns amigos e eu resolvemos acompanhar os cultos em diferentes igrejas. Imaginávamos que aquilo seria o inesperado. Ouviríamos inglês ao vivo, falado por gente de carne e osso, as bocas se abrindo na nossa frente. Comentava-se que os americanos fariam milagres, coisa que jamais havíamos visto. Acabamos descobrindo que o “mundial” do Congresso era principalmente texano. E todos os pregadores eram pentecostais. Além disso, foi uma descoberta, muitos deles falavam as bíblicas “línguas estranhas”, um dom do Espírito Santo. Não era para qualquer um. Para que os brasileiros entendessem as pregações, havia intérpretes que faziam a tradução do inglês para o português. Multidões compareceram aos diferentes templos em que tudo aquilo acontecia. Em alguns bairros, grandes tendas foram montadas, as tendas da cura divina. Hoje sei que São Paulo chegara à pós-modernidade antes de chegar ao mundo moderno. Dava para entender o moto paulista muito difundido: “São Paulo não pode parar”. Pressa de chegar ao depois sem chegar ao antes. Um senhor ao meu lado, numa dessas pregações, comentou com a mulher, depois que um dos americanos recebera o Espírito Santo e falara em língua estranha: “Agora, eu sei porque não sabemos o que Deus quer de nós: Deus fala inglês”. Após um mês de americanos espalhando inglês pela cidade e pelo subúrbio, os texanos foram embora. Algum tempo depois, começaram a surgir nas igrejas evangélicas pregadores brasileiros que falavam português de periferia com acentuado sotaque, pretensamente americano. Outros, aos pares, dividiam o trabalho. Um fazia a voz do Espírito Santo, em língua estranha, e o outro, com sotaque inglês, “traduzia”. Foi ficando claro para muitíssimos que Deus falava uma língua que podia ser traduzida. Diferentemente do Deus católico, que falava latim e não tinha tradução que só o padre sabia. Uma bobagem dessas talvez explique a expansão das igrejas e seitas evangélicas entre nós. O brasileiro que falou inglês em Nova York e foi aplaudido de pé é um que está refugiado nos EUA, sujeito a prisão se voltar ao Brasil. É um desses casos notáveis de ascensão social. Anos atrás emigrara para a América e fora trabalhar como chapeiro de hambúrguer numa lanchonete. Ouvi uma de suas falas daquela época. Seu inglês era muito pobre. A notícia de agora tem suas conexões explicativas. No caso de que seu irmão seja eleito presente da República, ele irá para o Itamaraty. Será o Barão do Rio Branco da pós-modernidade. Um caso espetacular de ascensão política sem ascensão social.
Parlamentares brigam em CPMI do INSS Lulinha, o problemão de Lula Por O Estado de S Paulo Da Gamecorp às suspeitas na investigação do INSS, o filho do presidente Lula reaparece em histórias mal explicadas e revive um problema político recorrente às vésperas de uma nova eleição A política tem o curioso hábito de criar personagens dos quais depois não consegue se livrar. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se um desses casos. Há quase duas décadas, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reaparece no noticiário com incômoda frequência, quase sempre nos momentos menos convenientes para o pai e o partido que governam o País. Agora, às vésperas de mais uma disputa presidencial, Lulinha – dono de uma magnífica história que o fez saltar de monitor do Zoológico de São Paulo para empresário envolvido em negócios milionários – volta ao centro de histórias mal explicadas. Lembra, assim, que certos problemas políticos podem desaparecer por algum tempo, mas, quando são problemas de fato, raramente desaparecem de vez. Viram assombração. Desde o primeiro mandato de Lula, o nome de Lulinha simboliza uma dificuldade recorrente do lulopetismo: convencer a opinião pública de que relações entre poder político e negócios privados em torno da família presidencial são apenas coincidências. Foi então que o discreto biólogo deu um salto empresarial tão rápido quanto surpreendente, ao tornar-se sócio de uma empresa financiada por uma gigante das telecomunicações. Em circunstâncias normais, uma biografia empresarial assim despertaria curiosidade, quando não espanto. No singular universo lulopetista, porém, tentou-se apresentá-la como exemplo de meritório espírito empreendedor. Foi assim que nasceu a Gamecorp, agraciada com investimento milionário da Telemar, na época controladora da operadora Oi. O caso reuniu cabeludos indícios de trambiques e jamais foi plenamente explicado, mas parece claro que o sobrenome Lula revelou-se especialmente valioso, capaz de gerar oportunidades que dificilmente surgiriam para qualquer empreendedor comum. Na cosmologia de Brasília, todo acesso tem seu preço. Ao longo dos anos seguintes, o roteiro repetiu-se. O nome de Lulinha surgia em negócios variados e relações com personagens que orbitavam o poder político e econômico. Nada disso resultou em condenações judiciais. Tampouco veio acompanhado de explicações claras. Na política, essa combinação costuma bastar para manter suspeitas persistentes. E eis que surge o episódio das fraudes bilionárias no INSS. A investigação menciona mensagens em que investigados discutem pagamentos destinados ao “filho do rapaz”, expressão que a polícia tenta confirmar se seria referência ao filho do presidente. Há também suspeitas de relações empresariais entre Lulinha e personagens ligados ao esquema. A defesa do empresário nega irregularidades, mas o fato político permanece: mais uma vez o nome do filho do presidente aparece nas franjas de um escândalo. O detalhe mais revelador envolve o convite para uma viagem de negócios a Portugal, feito pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo reportagem do Estadão, os dois teriam visitado instalações ligadas à produção de cannabis medicinal, ramo em que Antunes pretendia investir. Pode parecer trivial, mas em política raramente é. Passagens internacionais em primeira classe e agendas empresariais além-mar dificilmente são oferecidas por simples gentileza. Em geral representam investimento em acesso – no caso de Lulinha, acesso direto ao sobrenome mais poderoso da República. Ou um mimo para retribuir façanhas. Caberá à Justiça esclarecer as suspeitas. Politicamente, porém, o problema já está posto. Lula construiu sua trajetória afirmando representar o oposto das elites que confundem interesses privados e funções públicas. A história mostrou que o discurso não passou de engodo. É por isso que o chamado “fator Lulinha” seguirá como um problema político permanente para o presidente. O enredo volta ao palco, e o personagem muda de papel – ora empresário promissor, ora investigado circunstancial –, mas o roteiro segue o mesmo. Talvez seja injusto com o pai. Talvez seja apenas o destino de políticos poderosos. Mas há algo que parece incontornável. Lula sempre foi um assombro da política, para o bem e para o mal. E o fantasma que insiste em persegui-lo atende pelo apelido de sempre: Lulinha. A PARTE DOS HERDEIROS (LEGÍTIMA) NO TESTAMENTO - GOVERNANÇA JURÍDICA POR MATHEUS BONACCORSI Governança Jurídica 15 de jul. de 2023 #direitoempresarial #governancajuridica #matheusbonaccorsiadv “Parte legítima da herança”: será que o testador poderá inserir no testamento disposições para organizar, gravar e estruturar a sucessão de bens que fazem parte da parte legítima da herança (que são os 50% indisponíveis), ou será que o testador somente poderá regulamentar no testamento questões sobre bens pertencentes à parte disponível do seu patrimônio? Assista o vídeo até o final e fique por dentro deste assunto. gestor de legítima de herança No ordenamento jurídico brasileiro, não existe uma figura específica com o título "gestor de legítima". O termo legítima refere-se à metade dos bens de uma pessoa (50% do patrimônio) que é reservada por lei aos herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge/companheiro). Villela da Motta Advogados Villela da Motta Advogados +1 No entanto, a administração desse patrimônio durante o processo de divisão é exercida por figuras específicas: Responsáveis pela Administração da Herança Administrador Provisório: É quem detém a posse física dos bens logo após o falecimento e os gerencia até que o inventariante preste compromisso em juízo. Inventariante: Nomeado pelo juiz (no inventário judicial) ou escolhido pelos herdeiros (no inventário extrajudicial), é o responsável oficial por administrar o espólio (conjunto de bens), pagar dívidas e representar a herança em juízo até a partilha final. Testamenteiro: Pessoa designada pelo falecido em testamento para garantir que sua vontade seja cumprida. Embora cuide da parte disponível (os outros 50%), ele deve zelar para que a legítima dos herdeiros necessários não seja invadida. YouTube YouTube +4 Regras da Legítima Indisponibilidade: O dono do patrimônio não pode deixar mais de 50% de seus bens para pessoas que não sejam seus herdeiros necessários se estes existirem. Cálculo: A legítima é calculada sobre o valor dos bens existentes no momento da abertura da sucessão, abatidas as dívidas e as despesas do funeral. Adiantamento: Doações feitas em vida de pais para filhos ou entre cônjuges são consideradas "antecipação de legítima", devendo ser informadas no inventário (colação) para igualar as quotas dos herdeiros. YouTube YouTube +4 Para garantir que a divisão respeite os limites legais e evitar conflitos, é fundamental a orientação de um advogado especialista em sucessões. Você gostaria de saber como é feita a escolha do inventariante ou como funciona o cálculo exato da parte legítima em um caso específico? 07/03/2026 Sicário, capanga de Vocaro, teria atentado contra a própria vida na prisão, veja análise Meio . 8,8 mil visualizações . há 18h 5 de mar. de 2026 #vorcaro #master #corrupcao Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como matador de aluguel do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, teria atendado contra a própria vida na prisão. Veja as repercussões políticas da notícia com os jornalistas Flávia Tavares, Luiza Silvestrini e Pedro Doria em interação com o cientista político Antonio Lavareda. Um papo neste corte do Central Meio de 5 de março de 2026. Assista completo em: https://youtube.com/live/vq3peBDA2QEAs pesquisas, Pedro, raramente brigam com o bom senso.Antônio Lavareda (A.L.) Cientista político e social Acerca de pesquisa não registrada feita por ele no último final de semana. “Eu quero separar a crise eleitoral da crise institucional da Nova República.(A.L.)Eu acho que esse novo episódio vai levando a Nova República a um patamar de desgaste que torna, mais do que nunca, absolutamente imperioso que as pessoas responsáveis deste país, sobretudo as elites políticas e os formadores de opinião, como vocês e outros, parem para pensar.(A.L.)E provavelmente concluírem que esse sistema político está esgotado.(A.L.)Nós precisamos avançar para um modelo que previna, razoavelmente, a ocorrência de episódios como esse.(A.L.)
Um novo ciclo de desenvolvimento exige coragem, independência, responsabilidade e visão de futuro. MANIFESTO AO BRASIL. Eduardo Leite Pré-candidato do PSD à presidência do Brasil. psp Partido Social Democrático O Brasil já viveu momentos em que precisou escolher entre se render às circunstâncias ou redesenhar seu próprio destino. Em diferentes épocas, fizemos escolhas estruturantes: a consolidação da República, a industrialização do século XX, a Constituição que consolidou a democracia, o Plano Real que venceu a hiperinflação. Hoje, estamos novamente diante de um ponto de inflexão. O mundo atravessa uma reorganização profunda de poder. A globalização que impulsionou crescimento e integração nas últimas décadas cede espaço a uma disputa geopolítica aberta. Potências reorganizam cadeias produtivas, ampliam investimentos em defesa, protegem tecnologias estratégicas. A inteligência artificial inaugura uma transformação sem precedentes na escala e na velocidade, reorganizando o mercado de trabalho e a base produtiva do mundo. Nada na história econômica moderna se compara ao impacto que estamos prestes, muito em breve, a experimentar. O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução. Enquanto outras nações formulam estratégias para 20, 30, 50 anos, nós ainda discutimos o dia seguinte. No lugar de debater nossos desafios, ficamos discutindo desafetos. Falta uma agenda clara de país. O Brasil não tem um problema de potencial. O Brasil tem um problema de direção. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 1. O mundo mudou. E nós precisamos mudar com ele. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lideraram a construção de uma ordem baseada em comércio, integração e instituições multilaterais. Esse ambiente favoreceu países que souberam se abrir e se reformar. A Coreia do Sul, devastada nos anos 1950, transformou-se em potência tecnológica. A Irlanda, antes periférica na Europa, tornou-se polo global de inovação. A Estônia reinventou seu Estado digitalmente após a dissolução soviética. O Brasil também teve oportunidades. Mas preferimos, muitas vezes, proteger ineficiências em vez de ampliar competitividade. Durante ciclos de prosperidade internacional, não avançamos nas reformas estruturais necessárias. Desperdiçamos o boom demográfico e não elevamos de forma consistente nossa produtividade. Não preparamos adequadamente nossa juventude para o mundo digital. Hoje, o ambiente é bem mais duro. O desafio é maior. A disputa entre Estados Unidos e China reconfigura cadeias globais. A Europa fortalece sua autonomia estratégica. A inteligência artificial redefine trabalho, produtividade, eficiência, renda e poder econômico. O trem da história está passando. Não podemos nos comportar como espectadores. Temos ativos únicos: matriz energética majoritariamente limpa, abundância de água, terras férteis, biodiversidade, reservas de minerais estratégicos e posição geopolítica estável. Em um mundo que precisa de energia, alimentos e segurança ambiental, o Brasil pode ser protagonista, se agir com estratégia e visão de futuro, para além de um mero ciclo eleitoral. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 2. Governabilidade não é detalhe. É condição de futuro. Grandes transformações exigem um Estado funcional. A Alemanha pós-guerra reconstruiu sua economia com reformas institucionais profundas. O Chile dos anos 1990 consolidou estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória. O Canadá reorganizou suas contas públicas nos anos 1990 para recuperar credibilidade. O Brasil precisa restaurar sua capacidade de decidir. Nossa fragmentação política, a instabilidade normativa e o excesso de judicialização corroem a confiança. Sem previsibilidade, não há investimento. Sem coordenação entre os Poderes, não há reforma estrutural. O reequilíbrio institucional e a igualdade de oportunidades também são fundamentais para que possamos enfrentar os privilégios do setor público e as diversas anomalias de funcionamento do Estado brasileiro. Lava jato, Banco Master, farra de emendas, penduricalhos corporativos, benefícios fiscais descontrolados são manifestações de uma sociedade onde poucos grupos de interesses se apoderaram do Estado em benefício próprio. Somente instituições sólidas, equilibradas e independentes podem enfrentar isso. Propomos um novo pacto pela governabilidade democrática. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. Reformas política e administrativa que reduzam dispersão, ampliem eficiência e fortaleçam a cultura de resultados. Combate permanente e institucional à corrupção e ao crime organizado, sem espetacularização, mas com inteligência, integração e firmeza. Precisamos reequilibrar as funções dos 3 poderes. Com diálogo, transparência e visão de país. Não faz sentido esperarmos resultados diferentes se nosso padrão não muda. Precisamos de uma nova lógica de funcionamento institucional e político que combinem responsabilidade fiscal, metas claras, avaliações constantes de desempenho e foco consistente em educação, segurança, saúde e crescimento econômico com proteção social para as famílias brasileiras. Não há desenvolvimento duradouro, confiança e liberdade em um ambiente de incerteza institucional. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 3. Responsabilidade fiscal é compromisso com os mais vulneráveis. O Plano Real ensinou ao Brasil que estabilidade não é tecnicismo, é proteção social. A inflação é o imposto mais perverso, porque atinge sobretudo os mais pobres. O mundo vive transição tecnológica acelerada, mas inovação não substitui disciplina fiscal. Países que ignoraram esse princípio, da Argentina recente à crise europeia do início da década passada, enfrentaram instabilidade e perda de soberania econômica. Nosso compromisso é claro: ajuste estrutural responsável, revisão de gastos ineficientes e ambiente tributário mais simples e justo. Responsabilidade fiscal não é agenda de mercado. É agenda de país. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 4. Produtividade é crescimento agora e justiça social de longo prazo. Não haverá inclusão sustentável sem crescimento sustentado. E não haverá crescimento sustentado sem produtividade. Pelo nosso rápido envelhecimento populacional, o tema do crescimento da nossa produtividade é ainda mais dramático em relação a outras nações do mundo. Enquanto países investiram maciçamente em capital humano e inovação, o Brasil permaneceu preso à burocracia, à infraestrutura insuficiente e à baixa integração global. Precisamos enfrentar o "mato alto" da ineficiência. Desburocratizar radicalmente. Digitalizar serviços públicos. Integrar sistemas. Criar ambiente regulatório previsível. Ampliar parcerias privadas em infraestrutura. Desonerar o crescimento. E, acima de tudo, colocar a educação básica no centro da estratégia nacional. O Capital humano se tornará ainda mais fundamental na era dos trabalhadores digitais, que revolucionam o mercado de trabalho em velocidade acelerada. Nenhuma nação se desenvolveu e enfrentou a desigualdade social sem investir de forma consistente na formação de sua gente. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 5. Inteligência artificial: ameaça ou oportunidade? A revolução da inteligência artificial tende a reduzir o custo da inteligência, ampliar produtividade e gerar novas formas de riqueza. Mas também pode concentrar renda e poder em escala inédita. A história mostra que revoluções tecnológicas ampliam desigualdades quando não são acompanhadas de políticas públicas inteligentes. Foi assim na Revolução Industrial. Pode ser assim novamente. O Brasil pode transformar essa disrupção em vantagem estratégica. Nossa energia limpa pode atrair infraestrutura digital global. Nossas reservas de minerais estratégicos podem integrar cadeias tecnológicas. Nossa juventude pode liderar inovação se tiver acesso à formação adequada e um ambiente estimulante de sua criatividade. Mas isso exige planejamento de longo prazo, regulação equilibrada das plataformas, investimento em inovação e pesquisa e políticas massivas de requalificação profissional. Não podemos reagir com medo. Precisamos responder com estratégia. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 6. Um Brasil de Oportunidades para reconstruir a confiança no futuro. A democracia é valor fundamental e um ativo que precisamos preservar e nutrir. Mas é, também, um sistema imperfeito que demanda soluções coletivas, exigindo diálogo, maturação e consensos. Muitas vezes seu ritmo se choca com a velocidade do mundo moderno. A frustração da classe média é fenômeno global. Nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina, muitos trabalham mais e sentem que avançam menos. Quando esforço não gera mobilidade, a confiança no sistema diminui. O Brasil precisa reconstruir essa expectativa de progresso. E isso passa, necessariamente, pela construção de mais oportunidades iguais para todos. Políticas sociais são ideais quando servem de ponte para autonomia. Inclusão produtiva, capacitação, acesso a crédito e segurança pública integrada são pilares para restaurar esperança. Sem estímulo e igualdade de oportunidades, desperdiçamos talentos e plantamos desesperança. Sem coesão social, qualquer projeto econômico se fragiliza. MANIFESTO AO BRASIL. 2026. 7. Um chamado à nossa responsabilidade histórica. Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento. Nossa geração tem responsabilidade histórica semelhante à de outras que enfrentaram hiperinflação, redemocratização ou industrialização. O Brasil já provou que é capaz de reformas difíceis quando compreende a gravidade do momento. A atual polarização tornou-se um fim em si mesma, o único projeto de país em discussão. Mas o que propomos não é meramente uma ruptura ideológica. É uma reconstrução estratégica. Menos improviso. Mais planejamento. Menos radicalismo. Mais responsabilidade. Menos disputa vazia. Mais projeto de nação. O Brasil pode ser um país estável em um mundo instável. Pode ser potência energética e ambiental. Pode ser protagonista tecnológico. Pode oferecer prosperidade com democracia. Pode ser novo, diverso, criativo e ousado na direção de uma nação que lidera o seu futuro. Mas isso não acontecerá por inércia. Exige liderança, coragem e compromisso com as próximas décadas - não apenas com o próximo ciclo eleitoral. MANIFESTO AO BRASIL. 2026.
É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país. Eduardo Leite Pré-candidato do PSD à presidência do Brasil. psd Partido Social Democrático EVINHA - CASACO MARROM Paulo Brasil 5 de out. de 2019 Autores: Gutemberg Guarabyra, Renato Corrêa Danilo Caymmi Dona de uma das mais belas e suaves vozes da Música Popular Brasileira, a cantora Evinha vem encantando o público há mais de 06 décadas, embalando a trilha sonora da vida de diversas pessoas ao redor do mundo! Nascida no Rio de Janeiro no dia 17 de setembro de 1951, Eva Correia José Maria é irmã de Ronaldo, Roberto e Renato, membros do conjunto Golden Boys (além do primo Waldyr), e ao lado dos irmãos Mario e Regina, integrou o Trio Esperança! Apesar da pouca idade, os irmãos do Trio Esperança primavam pela afinação e pela harmonia vocal, e despertaram a admiração do radialista e compositor José Messias, que indicou os garotos à gravadora Odeon! Precoce, a cantora Evinha começou a carreira em 1961, aos 10 anos de idade, fazendo muito sucesso à época da Jovem Guarda, sendo que em 1968 desligou-se do grupo para começar sua carreira solo! Em 1969, Evinha brilhou no IV Festival Internacional da Canção, classificando “Cantiga por Luciana” (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) em 1º lugar nas fases nacional e internacional do evento! Em 1977, participou de um disco de Paul Mauriat, e em seguida fez turnê pelo Japão e pela China - na mesma época, casou-se com o pianista da orquestra que acompanhava, Gerard Gambus, e passou a residir com ele em Paris! Nas últimas décadas, voltou regularmente a se apresentar com o Trio Esperança e com os irmãos do Golden Boys, relembrando clássicos de seu repertório, como ‘Teletema’ (de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar), ‘Casaco Marron’ (Danilo Caymmi, Guarabyra e Renato Corrêa), ‘Filme Triste’ (J. D. Loudermilk / versão: Romeu Nunes), ‘Que Bandeira’ (Marcos e Paulo Sérgio Valle), e ‘As Canções que Você Fez pra Mim’ (Roberto e Erasmo Carlos)! Nesta singela homenagem, ouçam a versão ao vivo de ‘Casaco Marrom’ (Danilo Caymmi, Guarabyra e Renato Corrêa), em que Evinha é acompanhada do brilhante violonista Nelson Faria - Oficial! Salve, Evinha! #evinha #trioesperanca #goldenboys #nelsonfaria #musicapopularbrasileira #somdoanimal Ver menos Som do Animal Privacy: Público Público facebook

quinta-feira, 5 de março de 2026

PARECER JURÍDICO — DECISÃO DO STF SOBRE A QUEBRA DE SIGILO NA CPMI DO INSS

Conflito e comemoração política 1. Breve histórico Em 26 de fevereiro de 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal de diversos investigados, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Os requerimentos foram apreciados em votação em bloco e de forma simbólica, sob a condução do presidente da comissão, o senador Carlos Viana. Posteriormente, investigados ingressaram com mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal, questionando a validade do procedimento adotado pela comissão. Em 5 de março de 2026, o ministro Flávio Dino concedeu decisão suspendendo as quebras de sigilo aprovadas naquela sessão. 2. Marco constitucional e legal A Constituição Federal disciplina os poderes das comissões parlamentares de inquérito no artigo 58, §3º, estabelecendo que as CPIs possuem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. Entretanto, tais poderes devem ser exercidos em conformidade com os direitos e garantias fundamentais previstos no artigo 5º, incisos X e XII, que asseguram a proteção à intimidade, à vida privada e ao sigilo de dados. A jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal admite que CPIs determinem quebra de sigilos bancário e fiscal, desde que observados três requisitos essenciais: pertinência com o objeto da investigação; fundamentação concreta da medida; deliberação regular do colegiado. 3. Fundamentação da decisão Na decisão proferida, o ministro Flávio Dino entendeu que a deliberação da CPMI apresentou vício formal relevante. Segundo a fundamentação adotada, a votação em bloco impediu a análise individualizada das razões que justificariam a quebra de sigilo de cada investigado. Em se tratando de medida que restringe direitos fundamentais, a jurisprudência do STF exige motivação específica e individualizada, o que não ficou demonstrado na forma como a deliberação foi conduzida. Dessa forma, o ministro determinou a suspensão das quebras de sigilo aprovadas na sessão, ressaltando que a decisão não impede a continuidade das investigações nem a reapreciação dos requerimentos pela comissão. 4. Conclusão A decisão do Supremo Tribunal Federal não representa a invalidação da investigação conduzida pela CPMI do INSS. O que se reconheceu foi a existência de vício procedimental na forma de deliberação, uma vez que medidas invasivas de direitos fundamentais — como a quebra de sigilo bancário e fiscal — exigem fundamentação individualizada e deliberação adequada do colegiado. Assim, permanece juridicamente possível que a comissão reaprecie os requerimentos e delibere novamente, desde que observados os parâmetros constitucionais e a jurisprudência consolidada do STF. https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2026/03/stf-suspende-quebra-de-sigilo-de-lulinha-e-outros-alvos-da-cpi-do-inss-cmme0vfus00sp01l1lwti3dqk.html
"STF suspende quebra de sigilo de Lulinha e outros alvos da CPI do INSS Decisão é uma extensão da medida tomada na quarta, quando Flávio Dino acatou o pedido de anulação feito pela empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula 05/03/2026 - 19h13min Atualizada em 05/03/2026 - 19h21min Zero Hora Gustavo Moreno/STF / Divulgação Decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e dos outros listados pela CPI do INSS. A decisão é desta quinta-feira (5). — Por óbvio, esclareço que a decisão de ontem e a presente decisão não têm qualquer relação e não invalidam quebras de sigilo efetuadas na investigação da Polícia Federal, sob a supervisão do STF, em procedimentos próprios — afirmou o relator. Leia Mais Primeira Turma do STF forma maioria para manter Bolsonaro preso na Papudinha PF abre inquérito para investigar tentativa de suicídio de Sicário, preso no caso Master A decisão é uma extensão da medida tomada na quarta-feira (4), quando o magistrado acatou o pedido de anulação feito pela empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Lula. As informações são do g1. Entenda Fábio Luis Lula da Silva, filho de Lula, teve seu nome envolvido no inquérito que apura a fraude bilionária do INSS por suposta relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Informações que circularam em meio às investigações e imprensa indicam que ele teria recebido dinheiro do Careca do INSS. Leia Mais PF cumpre mandados contra criminosos que teriam acessado dados de Moraes ilegalmente — A necessidade de investigar Fábio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de "o filho do rapaz — declarou Alfredo Gaspar, relator da CPI. No dia 26 de fevereiro, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra de sigilos de Lulinha."

Eu não sou barraqueiro

Sou o mesmo ladrão que a senhora pagou.
MUDARIA O CIDADANIA OU MUDOU MANENTE? Machado e Sardenha dialogam; Massis digita. Há perguntas que são espelhos. Refletem menos o objeto e mais o tempo que as formula. “Mudaria o Cidadania ou mudou Alex Manente?” é uma delas. Três penas se inclinam sobre a mesma folha. Uma, irônica e aguda, recorda que a política brasileira é feita de continuidades travestidas de ruptura. Outra, analítica e estrutural, vê nas mudanças o resultado de forças históricas que ultrapassam indivíduos. A terceira, pragmática e conjuntural, escreve com os dedos no teclado do presente. Organizemos, pois, o complexo. I. A LENTE DE MACHADO: A MUDANÇA COMO CONTINUIDADE Se consultássemos o autor de Esaú e Jacó, talvez ele nos advertisse que alternâncias não significam transformações. No romance, a transição da Monarquia à República não elimina rivalidades; apenas as reorganiza. Na política contemporânea, a troca de liderança no Cidadania poderia parecer ruptura. Contudo, sob a pena machadiana, seria antes acomodação. O partido, herdeiro do antigo Partido Comunista Brasileiro e do posterior Partido Popular Socialista, já atravessara metamorfoses nominais e estratégicas. Mudou agora? Sim — na medida em que toda instituição muda para permanecer. Manente mudou? Talvez apenas tenha crescido no tamanho do cargo. Machado sugeriria que o drama não está na conversão ideológica, mas na eterna disputa por espaço no Parlamento, onde hegemonias se revezam sob a aparência de novidade. II. A LENTE DA SARDENHA: ESTRUTURA E AGÊNCIA Do cárcere intelectual que nunca foi silêncio, o sardenho lembraria: partidos não são apenas personagens; são expressões de correlações de força. A cláusula de barreira, a fragmentação partidária, a ascensão de um centro conservador — tudo isso forma o terreno estrutural que comprime decisões. O Cidadania adapta-se porque o ambiente o exige. Manente ascende porque compreende a nova gramática política. Aqui não há moralismo nem romance: há hegemonia em disputa. Se a legenda abandona certo romantismo doutrinário para adotar pragmatismo eleitoral, isso não é apenas cálculo oportunista. É sintoma de que o consenso social se deslocou. Mas a advertência é clara: adaptação sem projeto produz sobrevivência sem sentido. Estrutura sem renovação enferruja; pragmatismo sem horizonte empobrece a democracia. III. A LENTE DE MASSIS: O DIAGNÓSTICO CONJUNTURAL A análise contemporânea observa o fato concreto: o partido precisou reinventar-se para manter representação e relevância institucional. A eleição interna consolidou uma transição iniciada anos antes. Massis aponta três movimentos articulados: O partido tornou-se mais pragmático e parlamentar. A liderança institucionalizou-se sob nova geração. O ciclo histórico anterior encerrou-se formalmente. Não se trata de juízo nostálgico, mas de constatação estratégica. No jogo político, identidade sem votos não sustenta estrutura. A sobrevivência institucional passou a ser prioridade. IV. SÍNTESE: MUDANÇA SIMBIÓTICA Confrontadas, as três perspectivas convergem para um ponto comum: O partido mudou porque o contexto mudou. O líder ascendeu porque leu o contexto com eficiência. Nenhum dos dois agiu isoladamente. A transformação foi simbiótica. Não houve ruptura revolucionária, mas reorganização estratégica. Não houve conversão súbita, mas expansão de influência. O Parlamento segue como tabuleiro onde se disputam hegemonias, acomodações e oportunidades — às vezes confundidas com oportunismo, mas sempre moldadas por estruturas institucionais. V. DEMOCRACIA COMO VALOR E COMO MOVIMENTO A questão decisiva não é se mudou o partido ou o homem. É se a mudança fortalece a democracia. Democracia não é apenas método eleitoral; é valor universal. Supõe pluralismo, diálogo, alternância legítima e compromisso com direitos. Se a adaptação estratégica ampliar a capacidade de diálogo, renovar quadros e produzir políticas públicas eficazes, então a mudança servirá ao porvir. Se, ao contrário, reduzir-se a mera aritmética parlamentar, será apenas manutenção de espaços. O movimento do porvir exige mais que sobrevivência institucional. Exige renovação cidadã. CONCLUSÃO Mudaria o Cidadania ou mudou Manente? Mudaram ambos — porque mudou o tempo. Mas a história não julga apenas quem se adapta. Julga quem transforma. Entre a ironia de Machado, a estrutura da Sardenha e o diagnóstico de Massis, resta uma certeza: a política democrática é processo contínuo de reorganização. O desafio não é evitar a mudança. É orientá-la. Se o partido e seu líder forem capazes de converter pragmatismo em projeto democrático, a transição não será apenas estratégica — será histórica. E é disso que depende o progresso: não da permanência de nomes, mas da vitalidade da cidadania.
Enchente 1940
Mudaria Juiz de Fora ou mudei eu?
Jachado de Fossis https://web.whatsapp.com/
Soneto de Natal Machado de Assis Um homem, — era aquela noite amiga, Noite cristã, berço no Nazareno, — Ao relembrar os dias de pequeno, E a viva dança, e a lépida cantiga, Quis transportar ao verso doce e ameno As sensações da sua idade antiga, Naquela mesma velha noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno. Escolheu o soneto… A folha branca Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca, A pena não acode ao gesto seu. E, em vão lutando contra o metro adverso, Só lhe saiu este pequeno verso: Mudaria o Natal ou mudei eu? Machado de Assis prensa ou pressada
Esclarecimentos sobre a nova fase da Operação Compliance Zero 04/03/2026 09:30 - Atualizado há 1 minuto atrás O Supremo Tribunal Federal autorizou, na data de hoje (4), a deflagração de nova fase da Operação Compliance Zero. Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, Ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos 4 (quatro) mandados de prisão preventiva, 4 (quatro) medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais duas suspensões do exercício da função pública, bem como 14 (quatorze) mandados de busca e apreensão. Além dessas medidas, foi determinada a suspensão de atividade de natureza econômica ou financeira de 5 (cinco) pessoas jurídicas supostamente utilizadas para a realização de atividades ilícitas e de lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas nos ilícitos investigados. Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; e (IV) Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades. Ainda em relação e esse último Núcleo, identificaram-se indícios de realização de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa, inclusive no âmbito internacional. Dentre tais entidades elencam-se a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o FBI e a Interpol. https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-a-imprensa-42/
Rombo da esperança 'Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade.' identificar o nome do conto citado, autoria, data de publicação e uma breve resenha do mesmo conto citado. O trecho citado por você não pertence a um conto real de Jorge Luis Borges, mas sim a uma parábola irônica criada por José Ribamar Oliveira em seu artigo de opinião intitulado "Rombo na esperança", publicado no Correio Braziliense em 04 de março de 2026. Correio Braziliense O autor utiliza o estilo de Borges — conhecido por seus labirintos lógicos, paradoxos e situações fantásticas — como um recurso retórico para criticar a gestão pública e financeira no Distrito Federal, especificamente mencionando o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master. Correio Braziliense Correio Braziliense Detalhes da Obra Citada: Nome do "Conto": Não possui um título literário oficial, pois é uma analogia criada dentro de um artigo de opinião (embora o autor a apresente como "um conto do tipo Jorge Luis Borges"). Autoria: José Ribamar Oliveira (jornalista e colunista). Data de Publicação: 04 de março de 2026. Veículo: Jornal Correio Braziliense. Breve Resenha da Analogia: A história descreve uma situação surreal em que um indivíduo comete um crime contra um banco (assalto) e, imediatamente, dissipa o produto do crime em apostas (cassino). Ao ficar sem nada, ele inverte a lógica moral e legal: em vez de ser punido, ele assume o controle dos ativos do próprio dono do banco que roubou. O argumento utilizado é o ápice do "fantástico" borgeano: ele venderá o que restou do patrimônio da vítima para "salvar" a instituição que ele mesmo desvaliou. Na prática do artigo, essa narrativa serve para ilustrar o que o autor considera uma gestão financeira absurda e temerária no cenário político-econômico atual do Distrito Federal. Gostaria de saber mais sobre as críticas políticas contidas nesse artigo ou prefere explorar contos reais de Borges que utilizam lógica semelhante?
quarta-feira, 4 de março de 2026 Rombo na esperança, por Cristovam Buarque Correio Braziliense O maior de todos os rombos do caso do Banco Master é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade. O governo desviou bilhões de reais do Banco de Brasília, o BRB, um banco público e sólido, na tentativa de salvar o Banco Master, uma instituição privada, que oferecia juros de agiota, como se fosse um cassino. Como acontece com todo banco ou cassino sem credibilidade, ao perceberem os riscos, os apostadores se afastaram, e o banco-cassino, começava a dar sinais de que quebraria. Diante do rombo na transparência que foi imposto pelo sigilo nas investigações, até hoje não se sabe a razão que levou àquela decisão: vontade de ajudar um amigo banqueiro ou algum outro interesse escuso. Quando o Banco Central do Brasil impediu essa tentativa, o governo que depredou o Banco de Brasília apresentou a proposta de vender patrimônio de seus próprios donos, o povo do Distrito Federal, como forma de cobrir o rombo. Parece literatura fantástica, mas há maioria na Câmara Legislativa para aprovar a legislação que vai permitir cobrir um rombo com outro. Mas, para conseguir os votos necessários, comete-se mais um rombo, nas finanças públicas: aumentar os gastos para empregar pessoas indicadas pelos deputados distritais. Esse círculo vicioso de rombos provoca mais outro: a vergonha que a população do Distrito Federal passa diante do resto do Brasil. A culpa dessas sucessivas irresponsabilidades no uso do dinheiro e do patrimônio públicos é jogada na omissão dos líderes políticos, intelectuais, empresariais, e por ação espúria de seus deputados distritais. Essa vergonha não é medida em bilhões de reais, mas não é menos grave do que os outros rombos mencionados. Para completar a fantasia tornada real, a população do Distrito Federal pode reeleger os deputados distritais que acobertaram os sucessivos rombos e eleger para novo cargo o responsável pelo primeiro rombo. Parece absurdo que eles votem para esconder um rombo arrombando mais. Também é absurda a hipótese de que, depois disso tudo, eles possam ser reeleitos por eleitores que sabem que seus deputados distritais são arrombadores, mesmo com a patética desculpa de que arrombam o patrimônio do povo para dar recursos ao governo para salvar o banco arrombado pelo próprio governo. Como toda literatura fantástica, seu enredo fica difícil de ser entendido. Por isso, é bom relembrar os rombos que os brasilienses estão sofrendo: no BRB para tentar salvar o Master; no patrimônio do Distrito Federal para salvar o Banco de Brasília; rombo na transparência pelo sigilo imposto às investigações; nas finanças do governo do Distrito Federal para comprar com cargos os votos dos deputados distritais; o rombo na dignidade da população do Distrito Federal, vista como conivente com essa sucessão de malfeitos; o rombo na democracia, ao eleger o responsável pelos rombos e ao reeleger os deputados do arrombamento. Cada um desses rombos tem consequências negativas sobre as finanças e o patrimônio do povo do Distrito Federal, e o maior de todos é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores. Nossas crianças e os jovens pagarão esses rombos com sacrifícios nos serviços oferecidos pelo governo do Distrito Federal, mas, sobretudo, serão afetados pelo rombo na esperança: na credibilidade do processo de escolha de nossos dirigentes. *Cristovam Buarque — professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)
quarta-feira, 4 de março de 2026 De olho nas pesquisas, Alcolumbre confirma quebra de sigilo de Lulinha, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Filho do presidente Lula passou a ser alvo da CPMI após investigados por supostos desvios citarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu, ontem, manter a deliberação da CPMI do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Aliado “ma non troppo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, emdossou a um pedido da oposição, que havia aprovado a medida na semana passada, em sessão marcada por divergências e questionamentos da base governista. Alcolumbre rejeitou recurso apresentado por 14 deputados e senadores aliados do presidente, no qual o grupo solicitava a suspensão imediata dos efeitos da votação, sob a alegação de falhas na condução do processo. As quebras de sigilo foram aprovadas em 26 de fevereiro, a partir de pedidos apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal, o que intensificou os questionamentos posteriores. Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão solicitou que os parlamentares contrários se manifestassem. Registrou sete votos contra os requerimentos, afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes. Com base nessa contagem, declarou aprovadas as quebras. Governistas, porém, sustentam que havia 14 votos contrários e que o resultado proclamado não refletiu a maioria presente. Lulinha passou a ser alvo da comissão após investigados por supostos desvios no INSS citarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A CPMI apura irregularidades envolvendo descontos e operações financeiras ligadas ao órgão. A decisão de Alcolumbre não ocorre no vazio político. Ela se insere num contexto de fragilidade crescente do governo captado pelas pesquisas de opinião. A mais recente sondagem, da RealTime BigData, divulgada ontem, confirma um cenário de polarização e aperto para 2026. Lula lidera os cenários de primeiro turno com cerca de 39% a 40%, mas enfrenta um adversário competitivo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que oscila entre 32% e 34%. No segundo turno, o quadro é de empate técnico: 42% para Lula, 41% para o senador do PL. O dado mais sensível, porém, não está na intenção de voto, mas na avaliação do governo: 51% desaprovam a gestão federal, enquanto 44% aprovam. Apenas 26% classificam o governo como ótimo ou bom e 46% como ruim ou péssimo. Trata-se de um descompasso perigoso: Lula mantém capital eleitoral, mas governa sob desaprovação majoritária. As tendências por segmento social ajudam a avaliar o cenário. Lula preserva hegemonia nas faixas de renda mais baixa — chega a 44% entre eleitores que ganham até dois salários mínimos — e mantém vantagem robusta no Nordeste, onde alcança de 47% a 50%. Entre mulheres e eleitores acima de 60 anos, também lidera com margem confortável. Em contrapartida, enfrenta dificuldades entre eleitores de renda mais alta, onde há empate ou leve vantagem do adversário, e perde terreno no Sul e em parte do Centro-Oeste. “Animal ferido” No Sudeste, região decisiva, o cenário é de equilíbrio instável. Entre os jovens de 16 a 34 anos, há empate numérico com o bolsonarismo, sinalizando que a nova geração não é hegemonicamente lulista. Outro dado relevante é a rejeição: 47% afirmam que conhecem Lula e não votariam nele. O mesmo percentual aparece para Flávio Bolsonaro. O país segue dividido quase ao meio, com dois polos duros e pouco espaço para terceiros nomes. É nesse ambiente que o Centrão recalcula suas posições. Alcolumbre, raposão da política, sentiu o cheiro de “animal ferido”, expressão que nos bastidores é usada para designar governantes fragilizados, que perdem capacidade de retaliação de aliados infiéis. Quando a desaprovação supera a aprovação e o segundo turno se mostra apertado, a fidelidade parlamentar se torna elástica. A manutenção da quebra de sigilo sinaliza para a oposição que há espaço institucional para avançar sobre o entorno familiar do presidente. O governo perdeu a certeza de blindagem no Senado, que já não é garantida. A verdade é cruel: o Congresso se move conforme o vento das pesquisas. Subjacente ao trabalho técnico da comissão, fundamental do ponto de vista jurídico, há uma disputa de narrativa. A CPMI do INSS pode se converter em palco de desgaste de imagem do governo, tanto quanto de Lula. Outras comissões no passado desempenharam papel central na corrosão da estabilidade política e sustentação eleitoral de governos. Em cenários de campanha eleitoral, fatos envolvendo parentes ganham potencial explosivo. A eleição de 2026, segundo os dados disponíveis, será definida menos por esperança e mais por rejeição. Lula parte na frente, mas com margem estreita. Se a desaprovação persistir acima de 50% e o empate técnico no segundo turno se consolidar, o ambiente parlamentar tenderá a se tornar ainda mais volátil. Alcolumbre é um político pragmático. Não rompeu com o governo, mas também não se alinha em sua defesa. Na incerteza eleitoral, o Centrão não tem convicções político-ideológicas, aposta em probabilidades. A decisão sobre Lulinha é um movimento no xadrez de 2026, cujo tabuleiro está muito instável. Morena Bonita - Tião Carreiro e Pardinho Tenha respostas para suas dúvidas, compreenda vários assuntos e muito mais
Estas são pequenas histórias, contos, ou, para ser mais modesto, se quiserem, uns simples escritos, se não desabafos. Por que as designo como coisa usada, que já passou por mais de um dono? Se tiverem um tempinho para escutar, eu explico. https://veredasaude.com/2025/08/05/historias-de-segunda-mao/
Este volume apresenta aos leitores os quatro livros de contos que Monteiro Lobato publicou em vida: Urupês, em 1918; Cidades mortas, 1919; Negrinha, 1922 e O macaco se fez homem, em 1923. A algumas das obras foram acrescentados, em edições seguintes, outros contos. O próprio Lobato, anotou, em alguns dos textos, o ano em que fora escrito. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.colegioequipejf.com.br/site/uploads/arquivos_conteudo_aluno/4255/16018717807nAPGY1z.pdf Mudaria a PF ou mudei eu? (Achado de Massis) Esta frase é uma paródia do famoso verso de Machado de Assis em seu "Soneto de Natal": "Mudaria o Natal ou mudei eu?". Migalhas Migalhas +1 A adaptação "Mudaria a PF ou mudei eu?" (referindo-se à Polícia Federal) é frequentemente utilizada em contextos políticos ou jurídicos para questionar mudanças na atuação da instituição em relação a determinadas investigações ou governos. Migalhas Migalhas +1 Contexto Original No soneto machadiano, o autor reflete sobre a passagem do tempo, notando que as sensações da infância não se repetem na velhice. Ele questiona se a celebração mudou ou se foi ele, o observador, quem se transformou com a idade. Folha de S.Paulo Folha de S.Paulo O Uso da Paródia "Achado de Massis": O termo parece ser um trocadilho com o nome do autor (Machado de Assis). Significado: A pergunta sugere uma ironia sobre como a percepção de uma instituição (como a PF) pode mudar dependendo de quem está sob investigação ou de quem detém o poder. Aplicação: É comum ver essa frase em colunas de opinião, como as do portal Migalhas, para comentar reviravoltas políticas ou mudanças de discurso de figuras públicas. Migalhas Migalhas +1
Mudaria a PF ou mudei eu? Achado Rassis A frase "Mudaria a PF ou mudei eu?" não é um ditado popular ou uma citação clássica amplamente reconhecida como "Achado de Rassis" nos resultados da busca. No entanto, a estrutura da frase reflete uma profunda reflexão sobre percepção de mudança, amadurecimento pessoal e transformação de instituições, semelhante a pensamentos de autores como Machado de Assis (a quem "Rassis" pode ser uma referência sutil ou incorreta) ou reflexões sobre a vida. "Mudaria a PF..." (Polícia Federal ou outra instituição/entidade): Sugere uma observação externa de que uma estrutura, um grupo ou um ambiente mudou sua forma de agir ou seus valores. "...ou mudei eu?": Sugere uma introspecção, questionando se a percepção de mudança não é fruto de uma alteração na própria perspectiva, maturidade, valores ou visão de mundo do observador. É uma reflexão clássica sobre a relatividade da observação (o observador vs. o observado). Se a frase estiver relacionada a algum contexto literário ou político específico (como as tensões entre o governo Bolsonaro e a PF em 2020, mencionadas nos resultados, onde se questionava a mudança de postura da instituição), ela se aplica perfeitamente ao debate sobre se a instituição se corrompeu/evoluiu ou se o observador passou a enxergá-la de outra forma. CNN Brasil CNN Brasil +1 Economia Diretor-geral da PF diz que peritos já tiveram acesso a provas obtidas em operação envolvendo Banco Master Após o ministro Dias Toffoli, do STF, limitar o acesso da polícia às provas, Andrei Rodrigues evita críticas e diz que não houve prejuízo à investigação Por Sarah Teófilo — Brasília 26/01/2026 12h33 Atualizado há um mês https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/diretor-geral-da-pf-diz-que-peritos-ja-tiveram-acesso-a-provas-obtidas-em-operacao-envolvendo-banco-master.ghtml
Mudaria o STF ou mudei eu? Sachado TassiF A frase "Mudaria o STF ou mudei eu?" parece ser uma adaptação de uma crônica e soneto de Machado de Assis intitulado "Mudaria o Natal ou mudei eu?". O Original: Machado de Assis usa essa reflexão para explorar a nostalgia, a mudança na percepção do tempo e como nós, ao envelhecer ou mudar de perspectiva, vemos as mesmas tradições (o Natal) de forma diferente. A Adaptação (STF): Ao substituir "Natal" por "STF" (Supremo Tribunal Federal), a frase passa a ser uma reflexão sobre a percepção pública das decisões da suprema corte. Ela questiona se o tribunal tornou-se mais ativista/político ao longo dos anos, ou se foi a visão do observador que mudou devido a novas interpretações jurídicas, maturidade política ou polarização. Conclusão: A frase questiona se o objeto da análise (STF) mudou sua postura ou se o sujeito (o observador) mudou seu entendimento, uma releitura do dilema clássico da inconstância da vida e da percepção humana, originalmente atribuído a Machado de Assis, e não a um autor chamado "Sachado TassiF". Nota à imprensa Esclarecimentos sobre a nova fase da Operação Compliance Zero 04/03/2026 09:30 - Atualizado há 1 minuto atrás O Supremo Tribunal Federal autorizou, na data de hoje (4), a deflagração de nova fase da Operação Compliance Zero. Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, Ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos 4 (quatro) mandados de prisão preventiva, 4 (quatro) medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais duas suspensões do exercício da função pública, bem como 14 (quatorze) mandados de busca e apreensão. Além dessas medidas, foi determinada a suspensão de atividade de natureza econômica ou financeira de 5 (cinco) pessoas jurídicas supostamente utilizadas para a realização de atividades ilícitas e de lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas nos ilícitos investigados. Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; e (IV) Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades. Ainda em relação e esse último Núcleo, identificaram-se indícios de realização de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa, inclusive no âmbito internacional. Dentre tais entidades elencam-se a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o FBI e a Interpol. https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-a-imprensa-42/
Mudaria O Globo ou mudei eu? Oachado de Gossis Ela faz parte do "Soneto de Natal", publicado no livro Relíquias de Casa Velha (1906). Wikisource.org Wikisource.org +3 Significado O verso reflete sobre a passagem do tempo, a perda da inocência e a mudança de perspectiva sobre as tradições e sobre a vida. No soneto, o eu lírico relembra o Natal de sua infância, berço do "Nazareno", e nota que, ao tentar descrevê-lo, a sua pena (inspiração) não flui, levando-o a questionar se a data comemorativa mudou ou se foi ele mesmo quem se transformou com a idade. Instagram Instagram +1 O Soneto de Natal (Trecho) Um homem, – era aquela noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno, – Ao relembrar os dias de sua infância, E de sua antiga idade, e de seu gênio, A folha branca/Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,/A pena não acode ao gesto seu./E, em vão lutando contra o metro adverso,/Só lhe saiu este pequeno verso:/"Mudaria o Natal ou mudei eu?" Facebook Facebook +1 Prisão de Daniel Vorcaro é a primeira ação autorizada por Mendonça após assumir relatoria do Banco Master; entenda Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no mês passado, depois da saída do ministro Dias Toffoli. Defesa de Vorcaro ainda não se manifestou após prisão. Defesa de Fabiano Zettel informou que ele se apresentou às autoridades. Por Márcio Falcão, Mariana Laboissière, g1 e TV Globo — Brasília 04/03/2026 07h29 Atualizado há 8 horas https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/prisao-de-daniel-vorcaro-e-a-primeira-autorizada-por-mendonca-apos-assumir-relatoria-do-banco-master-entenda.ghtml https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/prisao-de-daniel-vorcaro-e-a-primeira-autorizada-por-mendonca-apos-assumir-relatoria-do-banco-master-entenda.ghtml

terça-feira, 3 de março de 2026

Entre a Ampulheta e o Algoritmo: o Brasil que cresce para fora e o desafio de se reinventar por dentro

SUBTÍTULO PIB de R$ 12,7 trilhões revela força exportadora e limites estruturais do mercado interno; em paralelo, a revolução da inteligência artificial impõe uma estratégia de adaptação produtiva, educacional e institucional para evitar que o crescimento econômico se torne insuficiente diante da transformação tecnológica. RESUMO (ABSTRACT) O crescimento de 2,3% do PIB brasileiro em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma a resiliência da economia e a força de seu setor exportador, especialmente agropecuária e petróleo. No entanto, a desaceleração da indústria de transformação, o investimento ainda moderado e a percepção persistente de carestia evidenciam limites estruturais na capacidade de o crescimento se traduzir em melhora ampla do poder de compra e da qualidade do emprego. O artigo analisa essa tensão — um país que se projeta externamente enquanto enfrenta desafios internos de diversificação produtiva e distribuição de renda — e a conecta a um segundo vetor decisivo: a aceleração da inteligência artificial. À luz da advertência de Yuval Noah Harari, publicada no The New York Times, argumenta-se que a adaptação ampla — combinando competências intelectuais, socioemocionais e práticas — torna-se elemento estratégico tanto para indivíduos quanto para a própria estrutura econômica nacional. Entre expansão externa, restrições internas e incerteza tecnológica, o desafio brasileiro deixa de ser apenas crescer e passa a ser transformar crescimento em desenvolvimento sustentável, socialmente disseminado e tecnologicamente preparado para o futuro.
Crescer para fora, apertar por dentro? O PIB de R$ 12,7 trilhões e a vida concreta do país Ilustração: a economia brasileira representada como uma ampulheta. Na parte superior, exportações, petróleo e agro; na inferior, consumo pressionado, preços elevados e famílias ajustando o orçamento. O Brasil encerrou 2025 com crescimento de 2,3% e um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,7 trilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos per capita, a renda média anual alcançou R$ 59.687,49, com alta real de 1,9%. O número é positivo. Indica que a economia produziu mais do que no ano anterior. Não há recessão, nem estagnação formal. Mas a pergunta que atravessa a estatística e chega ao cotidiano é outra: esse crescimento mudou a vida concreta de quem trabalha, consome e paga contas todos os meses? A imagem que acompanha este artigo sintetiza uma tensão estrutural. Na parte superior da ampulheta, vê-se o Brasil exportador: grãos, petróleo, navios carregados, moedas acumuladas. Na parte inferior, o país da renda comprimida, do supermercado mais caro, do combustível instável, do orçamento doméstico ajustado. Entre uma parte e outra, um estreitamento: a passagem do crescimento agregado para o bem-estar cotidiano. Não se trata de oposição simplista entre “economia real” e “números oficiais”. Trata-se de observar a composição do crescimento. O motor externo permanece forte O principal destaque de 2025 foi a agropecuária, com expansão de 11,7%. Soja e milho registraram produções recordes. A extração de petróleo também avançou. As exportações de bens e serviços cresceram 6,2% no ano e 14,2% no quarto trimestre frente ao mesmo período de 2024. O Brasil mostrou, mais uma vez, alta competitividade na produção de commodities. Vendeu mais ao exterior, gerou divisas, sustentou parte relevante do desempenho macroeconômico. Esse movimento confirma uma característica histórica: o país é altamente eficiente quando se trata de produzir e exportar recursos naturais em larga escala. É uma vantagem comparativa consolidada. Mas o crescimento puxado por commodities possui limites conhecidos. Ele depende de preços internacionais, de ciclos externos e de condições climáticas. E, sobretudo, não garante, por si só, expansão ampla do emprego urbano ou aumento proporcional da renda do trabalho. A engrenagem interna cresce menos Enquanto o campo avançou com vigor, a indústria de transformação recuou 0,2% no acumulado do ano e caiu 2,0% no quarto trimestre na comparação anual. A construção civil perdeu fôlego no fim do ano. O investimento total da economia — medido pela formação bruta de capital fixo — ficou em 16,8% do PIB, praticamente estável e abaixo de patamares observados em economias emergentes que crescem de forma mais acelerada. Investimento é o que amplia a capacidade produtiva futura: novas fábricas, máquinas, infraestrutura, tecnologia. Quando ele cresce pouco, o potencial de expansão estrutural também se mantém contido. O consumo das famílias avançou 1,3%, bem menos que os 5,1% registrados em 2024. O dado ajuda a explicar a percepção difusa de desaceleração no cotidiano. A economia cresceu, mas em ritmo insuficiente para produzir uma sensação generalizada de prosperidade. No quarto trimestre, o PIB praticamente ficou estável em relação ao trimestre anterior (alta de 0,1%). O investimento caiu 3,5% nessa comparação. O consumo das famílias ficou parado. O dinamismo perdeu intensidade ao longo do ano. Crescimento médio, impactos desiguais O PIB é um indicador agregado. Ele informa o volume total produzido, não a forma como essa produção se distribui entre setores, regiões ou estratos sociais. A inflação, por exemplo, afeta grupos de maneira diferente. Famílias de renda mais baixa destinam parcela maior do orçamento a alimentação, transporte e energia — itens frequentemente mais voláteis. Mesmo com controle da inflação média, a percepção de carestia pode permanecer elevada para parte significativa da população. Além disso, setores como agropecuária moderna e extração de petróleo são intensivos em capital e tecnologia, mas não necessariamente em emprego de massa. Podem gerar grande valor adicionado sem multiplicar postos de trabalho urbanos na mesma proporção. Esse descompasso ajuda a entender a distância entre o crescimento estatístico e a experiência cotidiana. Juros, crédito e limites do mercado interno A política monetária restritiva adotada para conter a inflação teve efeitos esperados: desacelerou o crédito e reduziu o ritmo do consumo. Juros mais altos encarecem financiamentos e afetam decisões de investimento empresarial. O resultado é uma economia que cresce, mas com menor tração doméstica. O setor externo sustenta parte relevante do avanço, enquanto o mercado interno opera em compasso mais cauteloso. Esse padrão não configura crise. Mas indica dependência relativamente elevada de poucos motores de expansão. Estrutura produtiva e horizonte de desenvolvimento O desempenho de 2025 reforça um traço estrutural: forte inserção internacional baseada em commodities e desempenho mais modesto na indústria de transformação. Economias que conseguem combinar competitividade no setor primário com base industrial robusta e alta taxa de investimento tendem a apresentar crescimento mais disseminado e sustentável. O Brasil demonstra capacidade produtiva significativa, mas enfrenta o desafio de ampliar sua complexidade econômica. Não se trata de negar os méritos do agronegócio ou da indústria extrativa, mas de observar que o desenvolvimento envolve diversificação produtiva, inovação tecnológica e integração mais profunda entre setores. Entre o número e a vida concreta A frase que inspira esta reflexão — “o Brasil cresce para fora, aperta por dentro” — não é um juízo moral, mas uma hipótese interpretativa. Crescer para fora significa ampliar exportações, consolidar posição internacional, fortalecer contas externas. Apertar por dentro significa crescimento insuficiente do mercado interno, investimento contido, renda pressionada e percepção persistente de carestia. A imagem da ampulheta traduz essa tensão: no topo, o fluxo de riqueza gerado pelo setor exportador; na base, a filtragem lenta desse crescimento até alcançar o consumo e o bem-estar das famílias. Transformar crescimento em desenvolvimento exige que o fluxo não se estreite no meio. Exige maior taxa de investimento, expansão da produtividade, geração de empregos qualificados e estabilidade de renda. O PIB de R$ 12,7 trilhões confirma que o Brasil é uma economia grande e relevante. O crescimento de 2,3% confirma que não houve retração. Mas o desafio permanece: converter expansão quantitativa em transformação qualitativa. Entre estatística e cotidiano existe uma ponte estrutural. Em 2025, ela avançou — mas ainda não na velocidade capaz de alterar de forma ampla a experiência diária da maioria. O país cresceu. A questão central é como fará esse crescimento atravessar a ampulheta e chegar, de maneira mais ampla e consistente, à vida concreta.
Yuval Noah Harari defende adaptabilidade diante das incertezas da inteligência artificial Por ocasião de artigo publicado no The New York Times O historiador israelense afirmou que a humanidade enfrenta um momento inédito de incerteza quanto ao futuro do trabalho e das relações sociais em razão do avanço da inteligência artificial. A questão não é apenas quais setores crescerão, mas como as próprias bases do mercado de trabalho poderão se reorganizar. 📌 Versão em Português “Esta é a primeira vez na história em que ninguém tem ideia de como o mundo será daqui a dez anos — como será o mercado de trabalho, como serão as relações sociais, e assim por diante. Portanto, diversifique seus riscos. Não foque apenas em uma área restrita, como programação. Dê igual importância à sua mente (habilidades intelectuais), ao seu coração (habilidades sociais) e às suas mãos (habilidades práticas). É na combinação dessas três dimensões que os humanos ainda mantêm uma grande vantagem sobre a inteligência artificial.” 📌 English Version “This is the first time in history that nobody has any idea what the world will look like in 10 years — what the job market will look like, what social relations will look like, and so on. So hedge your bets. Don’t focus on a narrow subject like coding. Give equal importance to your head (intellectual skills), your heart (social skills), and your hands (motor skills). It is in the combination of these three that humans still have a large advantage over AI.” Nota editorial A declaração reforça um ponto que dialoga diretamente com o cenário econômico descrito ao longo deste artigo. Se o Brasil enfrenta o desafio de transformar crescimento quantitativo em desenvolvimento estrutural, indivíduos e instituições enfrentam desafio semelhante no plano tecnológico: não basta especialização estreita; é necessária formação ampla, adaptável e capaz de combinar competência técnica, inteligência social e habilidades práticas. Em um ambiente econômico marcado por crescimento concentrado, investimento ainda limitado e rápida transformação tecnológica, adaptabilidade deixa de ser virtude abstrata e passa a ser estratégia concreta. Síntese final O Brasil cresceu 2,3% em 2025. A estrutura desse crescimento revela avanços e limites. E o ambiente tecnológico global adiciona uma camada adicional de incerteza. Entre expansão externa, desafios internos e transformação digital acelerada, a variável estratégica comum é clara: capacidade de adaptação — institucional, produtiva e individual. Crescimento é dado estatístico. Desenvolvimento é construção histórica. E adaptação, hoje, tornou-se condição de sobrevivência econômica.

O Voto Não Revoga a Dignidade

Direito e Razão: Teoria do Garantismo Penal por Luigi Ferrajoli (Autor) "Nenhuma maioria, nem mesmo a unanimidade, pode legitimar a violação de direito fundamental." Luigi Ferrajoli A parte crítica, repito, não é menos importante do que a construtiva. Uma e outra se apoiam e se justificam reciprocamente. Não é casual que, naSífjágrnas finais, Ferrajoli cite com honra o "precioso pequeno livro" de Jhering, A luta pelo direito, no qual a luta pelo direito se apresenta como um dever para nós mesmos e para os demais. Não é por acaso que nas mesmas páginas se recupere com honra o princípio da "garantia social", enunciado no art. 23 da Constituição francesa de 1793, definida como a "ação de todos para assegurar a cada um o gozo e a conservação de seus direitos". Paradoxalmente, para concluir, até mesmo o mais perfeito sistema do garantismo não pode encontrar em si mesmo sua própria garantia e exige a intervenção ativa por parte dos indivíduos e dos grupos na defesa dos direitos que, ainda quando se encontrem normativamente declarados, nem sempre estão definitivamente protegidos. íTiirim) junho de 1989. NORBERTO BOBBIO
Marcelo Cerqueira, advogado de presos políticos e deputado Publicado em 03/03/2026 - 06:51 Luiz Carlos Azedo Brasília, Congresso, Eleições, Justiça, Memória, Militares, Partidos, Política, Política, Rio de Janeiro, Segurança, Violência O ex-parlamentar foi um dos principais advogados de perseguidos da ditadura militar do Rio de Janeiro e protagonizou no Congresso a campanha da anistia, ao lado do senador Teotônio Vilela A história da redemocratização brasileira não pode ser contada sem referência a Marcelo Cerqueira, um dos mais combativos advogados e parlamentares do período autoritário. Militante da causa democrática, notabilizou-se por sua atuação jurídica em defesa de perseguidos políticos e pela presença destacada na campanha da anistia, ao lado do senador Teotônio Vilela, o “Menestrel das Alagoas”, que percorreu o país conclamando a sociedade à reconciliação nacional.
BORA COMEÇAR MEU POVO! Letícia Damasceno, âncora do Integração Notícia, em registro desta terça-feira, 03 de março de 2026. À frente do matinal da TV Integração Juiz de Fora desde setembro de 2025, a jornalista tem se destacado pela sensibilidade e conexão direta com a Zona da Mata, especialmente após a cobertura emocionante das chuvas no Jardim Natal. Além da bancada, Letícia segue dando voz às periferias através do quadro "Fala Comunidade".
A frase sintetiza uma das ideias centrais do garantismo de Luigi Ferrajoli: os direitos fundamentais não se submetem ao voto. Não são concessões do Estado. Não dependem de consenso. São limites ao poder. Ferrajoli desenvolveu essa tese em Direito e Razão, obra que marca o pensamento jurídico contemporâneo. O livro nasceu nos anos de chumbo na Itália, quando o sistema penal foi instrumentalizado para combater a violência política dos anos 1970. A tese central é simples e radical: nenhuma emergência, nenhum clamor popular, nenhuma unanimidade justifica violar direitos fundamentais. Porque quando esses direitos cedem diante da vontade majoritária, o que sobra não é democracia. É tirania com votos.
segunda-feira, 2 de março de 2026 Quem pode investigar quem? Por Carlos Pereira O Estado de S. Paulo A intervenção do Supremo em CPI desafia os contornos práticos da separação de poderes Quando a interferência do Supremo Tribunal Federal na política é indevida? A pergunta não é retórica. Ela ganha concretude quando o Judiciário intervém no funcionamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – instrumento clássico de controle político exercido por minorias parlamentares. Uma CPI é, muitas vezes, o que resta a uma minoria legislativa para fiscalizar governos, expor condutas potencialmente ilícitas e produzir informação qualificada. Em democracias ancoradas no princípio da separação de poderes, trata-se de mecanismo legítimo de controle. Paradoxalmente, porém, raramente uma CPI consegue impor perdas políticas reais a governos. A maioria parlamentar tende a esvaziar investigações inconvenientes. Por isso mesmo, a Constituição protege o direito de minorias instaurarem CPIs desde que preenchidos requisitos formais. Uma vez instalada, a comissão não é estática. Ao longo das investigações, fatos novos surgem, conexões inesperadas aparecem e o escopo original pode ser ajustado. A dinâmica investigativa não é linear. CPIs não são peças processuais imutáveis; são arenas políticas de produção de informação. Foi nesse contexto que a CPI do Crime Organizado redirecionou seus trabalhos e passou a investigar o Banco Master. Aprovou a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, pertencente ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos. O ministro Gilmar Mendes anulou a decisão sob o argumento de desvio de finalidade e abuso de poder. A questão central não é se o Supremo pode controlar atos de uma CPI. Pode – e deve – quando há violação de direitos fundamentais ou extrapolação constitucional. O Judiciário é guardião das garantias individuais, inclusive contra abusos parlamentares. O problema surge quando o controle deixa de ser jurídico e passa a definir o alcance político da investigação. Se qualquer adaptação do objeto for tratada como desvio, o instrumento perde elasticidade – e efetividade. O risco é transformar controle judicial em veto antecipado. É evidente que CPIs podem ser instrumentalizadas politicamente. Mas essa é precisamente sua natureza: são instrumentos políticos de investigação. O filtro contra abusos não pode ser a supressão prévia da apuração, mas a exigência de fundamentação adequada, respeito ao devido processo e proporcionalidade nas medidas adotadas. O STF está protegendo direitos ou delimitando o alcance da fiscalização parlamentar? A resposta não define apenas o destino da CPI do Master. Ela ajuda a estabelecer os contornos práticos da separação de poderes no Brasil contemporâneo. • RODA VIVA | ALESSANDRO VIEIRA | 02/03/2026
segunda-feira, 2 de março de 2026 Segredo judicial, uso e abuso, por Demétrio Magnoli O Globo A aparente parceria Toffoli-Moraes espalha um rastro de suspeita sobre toda a paisagem Nos sistemas democráticos, a sociedade deposita confiança extrema nas autoridades encarregadas de gerenciar a Justiça. A prova encontra-se no instituto do segredo judicial. Aceitamos que elas detenham informações temporariamente vedadas a nós — concordamos com uma radical assimetria de poder. A implicação: vandalizar o privilégio do monopólio da informação é uma traição maior de confiança. O STF envereda por esse caminho, sob a alegação paradoxal de que vivemos em excepcionalidade permanente. O segredo de Justiça tem diversas finalidades, como proteger as investigações contra interferências dos acusados e preservar a identidade das vítimas de certos crimes repugnantes. Serve, ainda, no caso desse tipo de crimes, para evitar a exposição pública de suspeitos não declarados réus. As manipulações do segredo no inquérito 4.781, das fake news, e na efêmera relatoria de Toffoli à frente do caso Master cumprem outras funções, que são ilegítimas. O inquérito das fake news, instituído de ofício pelo STF e sem sorteio de relatoria, nasceu como excepcionalidade, nos idos de março de 2019. Sob o pesado manto do segredo, censurou reportagem de uma revista, derrubou um número desconhecido de perfis de redes sociais e prolongou-se no tempo, englobando uma vasta coleção de casos sem conexão direta com o objeto original. A emergência criada pela conspiração golpista do bolsonarismo, justificativa oferecida pelo plenário do tribunal, esgotou-se com a transformação dos investigados em réus, há quase um ano — mas o inquérito prosseguiu. Seu desdobramento mais recente foi a imposição de medidas cautelares contra auditores da Receita Federal, seguida pela abertura de investigação contra Kleber Cabral, presidente da entidade de classe dos auditores, motivada apenas por entrevistas concedidas à imprensa. O segredo imposto ao inquérito não protege as investigações ou preserva vítimas. Sua utilidade primária é limitar o escrutínio público dos atos judiciais do relator, Alexandre de Moraes. Não sabemos que perfis de redes sociais foram derrubados nem o motivo de tais atos de censura permanente. Ignoramos as razões para a retirada de passaportes e a aplicação de tornozeleiras eletrônicas a funcionários públicos não declarados réus. Desconhecemos o teor da acusação contra um líder classista que se limitou a pronunciar críticas às duras cautelares contra seus representados. O segredo de Moraes tem validade seletiva, não excluindo a publicidade oportunista. Os nomes dos auditores investigados foram, oficialmente, tornados públicos. Por essa via, o relator pinta um rótulo na testa de cada um — mas, ao mesmo tempo, impede que apresentem à opinião pública seus argumentos de defesa. A segunda utilidade do segredo judicial controlado pelo relator é a intimidação do conjunto dos auditores fiscais. Toffoli aprendeu a lição do abuso de poder. Na relatoria do caso Master, impôs segredo máximo sobre o inquérito e cercou a investigação da PF por restrições incomuns, sob a justificativa absurda de evitar choques a um sistema financeiro que já absorveu a liquidação do banco de fantasia. Aí, o segredo judicial é uma venda aplicada aos olhos da sociedade, proibindo-a de conhecer a extensa teia de relações políticas de Daniel Vorcaro. Os atos intimidatórios de Moraes, que parecem conectados às iniciativas extravagantes de Toffoli, configuram uma invasão das prerrogativas de André Mendonça, novo relator do caso Master. No fim, o relator do inquérito das fake news nomeou a si mesmo correlator do inquérito sobre a pirâmide financeira de Vorcaro. A aparente parceria Toffoli-Moraes espalha um rastro de suspeita sobre toda a paisagem. É que, sobre os dois ministros, paira a sombra de segredos não judiciais: o contrato da mulher de Moraes com o Master e os negócios da empresa de Toffoli com fundos vinculados a Vorcaro. Pode não ser nada — ou ser muito. O abuso do segredo volta-se contra o próprio STF, oferecendo verossimilhança às narrativas políticas extremistas. Passa da hora de levantar as cortinas, iluminando o palco onde circulam os juízes de capa preta.