Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
MARCO AURÉLIO: "FLÁVIO PODE ABRIR ESPAÇO PARA OUTRO CANDIDATO"MyNews
2 de ago. de 2026 #Política #Eleições2026 #MarcoAurélioNogueira
O cientista político Marco Aurélio Nogueira faz uma análise profunda sobre o cenário eleitoral de 2026, a crise da democracia brasileira e os desafios enfrentados pelos principais candidatos à Presidência.
Durante a entrevista, ele analisa:
• O atual cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro.
• Por que a política brasileira vive um "mega impasse".
• O desgaste das instituições e da classe política.
• A possibilidade de crescimento de um novo nome da direita.
• Como a velocidade das redes sociais e da inteligência artificial está mudando a democracia.
Uma conversa indispensável para entender o momento político do Brasil e os possíveis desdobramentos da eleição presidencial.
#Política #Eleições2026 #MarcoAurélioNogueira #Lula #FlávioBolsonaro #MyNews
"Esta foto resume um drama. Resta saber se isso foi, ou não, traçado desde sempre. Acho que sim"
Gostem ou não dela é a única da família que sabe o que faz. Olha que foto sensacional. A coitada se internou no dia da convenção.
"Renan Santos é candidato à Presidência. Analisei as 6 horas do congresso do Missão: 46 mil palavras, 657 unidades de fala, 20 oradores. Tecnocracia neoliberal e escatologia de anime no mesmo fôlego. É a geração Z dizendo que basta convencer o papai e a mamãe a votar. Uma saga de anime com MBL. Projeto de vanguarda embrulhado em mito de predestinação. #renansantos #convenção #missão #mbl #eleições2026"
O fator STF nas eleições | Estadão AnalisaEstadão
Transmissão ao vivo realizada há 10 horas Estadão Analisa
No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 03, Carlos Andreazza fala sobre o papel e a influência do Supremo Tribunal Federal nas eleições de 2026.
Na última quarta-feira, 29, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional informem de que forma deputados e senadores podem ser responsabilizados por eventuais irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
A decisão foi tomada, no âmbito de uma nova ação apresentada pela Rede Sustentabilidade, que pede o fortalecimento dos mecanismos de responsabilização dos parlamentares na execução desses recursos.
Além disso, a repercussão do vídeo de Jair Bolsonaro produzido por Inteligência Artificial também deve passar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que está diante do primeiro grande desafio sobre o uso de IA nas campanhas deste ano.
A Corte está para decidir se configura ou não abuso o vídeo exibido na convenção do PL com um avatar de Jair Bolsonaro pedindo voto para o filho Flávio, candidato a presidente.
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O 'Estadão Analisa' é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, às 7h, no Youtube e redes sociais do Estadão. Também disponível no agregador de podcasts de sua preferência.
Apresentação: Carlos Andreazza
Edição/Produção: Jefferson Perleberg
Coordenação: Renan Pagliarusi
Flávio Bolsonaro: Canal Livre recebe o candidato à Presidência pelo PLBand Jornalismo
Transmissão ao vivo realizada há 21 horas #BandTVAoVivo
O Canal Livre deste domingo (2) continua sua série de entrevistas com os candidatos à presidência da República. O programa vai discutir os resultados das últimas pesquisas eleitorais, o impacto das novas tarifas americanas contra o Brasil nas eleições e as negociações para formação das candidaturas.
O mal-estar criado pelas declarações do presidente argentino Javier Milei na Convenção do PL que aconteceu no último final de semana e as possíveis punições após uso de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro criado por inteligência artificial no mesmo evento. O Canal Livre recebe o senador pelo Rio de Janeiro e candidato à presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro.
Participam como entrevistadores os jornalistas Fernando Mitre, Adriana Araújo e Eduardo Oinegue e o cientista político, Fernando Schüler. A apresentação é de Rodolfo Schneider.
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@Estadao
COLUNA DO ESTADÃO | Com @roseannkennedySem merecer novo mandato, Lula é favorito com discurso velho e erros do rival
Presidente aproveitou erros da oposição para driblar percalços do próprio governo
0:00 · 2 de ago. de 2026
Rascunho
Análise Semiótica: O Ruído Têxtil e a Intervenção do Real (Agosto de 2026)
O design milimetricamente calculado pelos marqueteiros políticos desmoronou diante da imprevisibilidade das imagens concretas. Na semiótica, o "ruído" ocorre quando um elemento inesperado invade a cena, subverte o código planejado e altera completamente a recepção da mensagem pelo público.
Dois episódios específicos ocorridos nesta primeira semana de agosto de 2026 destruíram as narrativas subliminares das camisas brancas, substituindo-as por imagens cruas e satíricas.
1. O Desvio Cromático no Palanque: A Camisa Vermelha sem Gola da Segunda-Dama
No lançamento da reeleição petista, a busca pela neutralidade institucional e pela "pureza" da camisa branca de Lula foi subvertida ao seu lado. A esposa do candidato a vice-presidente rompeu o alinhamento estético ao surgir com uma camisa sem gola, mas em um vermelho vibrante.
[ Branco Institucional / Gola Padre ] ──> (Interferência) <── [ Vermelho Ideológico Sem Gola ] (Lula) (Esposa do Vice)
O Efeito de Ruptura:
Atravessamento Ideológico: Enquanto a campanha tentava usar o branco sem gola para sinalizar abertura, transição e diálogo pós-ideológico, o vermelho resgatou imediatamente a estética tradicional da militância de esquerda.
O Ruído Têxtil: A peça da segunda-dama "atravessou" o plano visual, criando um ponto de tensão cromática que capturou as lentes das câmeras. Em vez do foco na pacificação ou na modernidade do centro-esquerda, a imagem entregou a polarização clássica, invalidando o esforço de marketing de camuflar o aparato partidário sob a leveza do linho branco.
2. A Ilusão Óptica na TV e o "Escurinho do Cinema": A Desconstrução de Flávio Bolsonaro
No cenário controlado do Canal Livre, a camisa branca com colarinho de Flávio Bolsonaro — desenhada para projetar o rigor de um homem de Estado e o pragmatismo empresarial — foi traída pela física da luz, pela sombra e pelas revelações dos bastidores financeiros.
[ Luz do Estúdio + Sombra do Microfone ] ──> Efeito Visual ──> Silhueta de um Pequeno Quadrúpede [ Camisa Branca "Imaculada" ] ──> Projeção no Escuro ──> Conexão Hard Horse / Daniel Vorcaro
A Ilusão do Microfone da Band:
A Transmutação Visual: A camisa branca imaculada funciona como uma tela de projeção. O posicionamento do microfone da TV Bandeirantes, combinado com a iluminação dura do estúdio, projetou uma sombra exata sobre o tórax do entrevistado.
O Pequeno Quadrúpede: O jogo de luz e sombra desenhou a silhueta de um pequeno animal quadrúpede (frequentemente associado na sátira política à teimosia, à subserviência ou à alegoria do "burro/gado"). A imagem subliminar de seriedade foi instantaneamente substituída por uma piada visual concreta e inevitável: o estadista acabou caricaturado pela própria física do estúdio.
O Borrão do "Hard Horse" e Daniel Vorcaro:
A Mancha no Tecido: O colarinho branco que tentava blindar o senador e vendê-lo como um gestor moderno foi manchado pela revelação de suas conexões societárias e de bastidores, como o financiamento associado ao empresário Daniel Vorcaro e as tramas do "Hard Horse" operadas longe dos holofotes ("no escurinho do cinema").
O Contraste: O branco que deveria significar transparência de mercado virou o fundo perfeito para destacar as sombras das relações financeiras. A tentativa de vender um capitalismo limpo e técnico ruiu quando o eleitor associou a gola engomada ao poder das finanças ocultas.
Conclusão: A Matéria Vence a Narrativa
Os dois episódios demonstram os limites do marketing político. O vermelho sem gola trouxe de volta o debate ideológico que o palanque queria esconder. A sombra do microfone e as revelações financeiras transformaram o colarinho branco em uma tela de deboche e suspeição.
O concreto e o imprevisto desconstruíram o verniz dos marqueteiros em menos de uma semana de campanha.
Para avançar
Pau de AraraAry Toledo - Tema
Associated Performer, Lead Vocalist: Ary Toledo
Composer: Vinícius de Moraes
Composer: Carlos Lyra
Juíza que ficou famosa por reconhecer colega de escola tem outro reencontro surpreendenteBBC News Brasil
30 de jul. de 2015
Magistrada americana reconheceu jovem acusado de fraude que havia visto dias antes em um cruzeiro de navio.Carlos Lyra - "Comedor de gilete (pau-de-arara)" com Chico Caruso | 50 anos de músicaBiscoito Fino
Pau de arara, hidrelétrica e outras ficções nacionais
No Brasil, a realidade raramente se contenta em ser apenas factual. Ela precisa ser também literária — às vezes até ficcional. Não surpreende, portanto, que se confundam trajetórias como quem troca legendas de fotografias antigas.
Luiz Inácio Lula da Silva saiu de Caetés, Pernambuco, em 1952, num pau de arara. Treze dias e treze noites — número cabalístico que a história aceitou sem revisão — rumo a São Paulo. Não era uma viagem, era uma expulsão geográfica: a fome empurrando o corpo, o destino improvisando o roteiro.
Décadas depois, já presidente, Lula fez o caminho inverso — ou algo próximo disso. Levou ao Nordeste um símbolo do Sul desenvolvido: o ITA, instalado em Fortaleza. Não exatamente de caminhão, mas com o peso institucional de quem pode inverter fluxos. Se antes o Brasil empurrava seus filhos para baixo no mapa, agora ensaia trazê-los de volta — com diploma, alojamento e laboratório.
Até aí, tudo bem. O problema começa quando o país resolve embaralhar suas próprias biografias.
Bernardo Mascarenhas, por exemplo, jamais subiu num pau de arara — até porque, no século XIX, o Brasil ainda não havia inventado esse tipo de desconforto sobre rodas. Mineiro de Curvelo, Mascarenhas chegou a Juiz de Fora em 1887 por meios bem menos épicos e muito mais eficazes: ferrovia, estrada e planejamento.
Enquanto Lula vinha fugindo da escassez, Mascarenhas vinha ao encontro da oportunidade. Um trazia a família; o outro, máquinas inglesas. Em 1888, inaugurava sua fábrica têxtil. Em 1889, acendia a Usina de Marmelos, primeira hidrelétrica da América Latina. Onde um buscava sobrevivência, o outro instalava a modernidade — com direito a luz elétrica e capital organizado.
Dois deslocamentos, dois projetos de país. Um improvisado, outro calculado. Ambos, curiosamente, transformadores.
Mas o Brasil contemporâneo acrescentou um novo ingrediente à mistura: a dúvida sobre o que foi realmente dito.
Circulou recentemente uma frase atribuída a Romário, segundo a qual Lula seria “uma pedra brilhante sem vapor na venta”. Bonita, quase literária. Pena que falsa. Nunca foi dita. Nasceu pronta, como nascem hoje certas verdades: fabricadas por inteligência artificial e distribuídas com a eficiência que o século XIX jamais sonhou para suas locomotivas.
Se antes o problema era chegar, agora é saber o que, de fato, chegou.
No meio desse ruído, surgem vozes que, pelo menos, não fingem ser outra coisa senão música. Milionário e José Rico — um mineiro, outro pernambucano — repetem, em tom de lamento, a velha geografia brasileira: sair, juntar-se, sobreviver. Agora, com a ausência de José Rico, Milionário segue ao lado de Moisés, filho do parceiro. Nome bíblico, inevitável. No Brasil, até a continuidade precisa de um certo simbolismo.
E então entra Ruy Castro, mineiro de nascimento e carioca por convicção. Cronista profissional de vidas alheias, ele sabe que o Brasil não cabe em linha reta. Prefere a crônica — esse território onde o fato e a ironia convivem sem pedir licença.
Se fosse resumir tudo, talvez dissesse que o país é movido por deslocamentos: uns em pau de arara, outros em trilhos, outros ainda em versões digitais que ninguém sabe exatamente de onde vieram.
No fim, a única certeza é que o Brasil continua viajando.
E, como sempre, sem garantia de chegada intacta.
Pau de arara, hidrelétrica e modas de viola
Uma crônica brasileira com trilha sonora
No Brasil, a realidade raramente se contenta em ser apenas factual. Ela precisa ser também literária — às vezes até ficcional. Não surpreende, portanto, que se confundam trajetórias como quem troca legendas de fotografias antigas.
Luiz Inácio Lula da Silva saiu de Caetés, Pernambuco, em 1952, num pau de arara. Treze dias e treze noites rumo a São Paulo. Não era uma viagem — era uma expulsão geográfica. Décadas depois, presidente, inverteria o fluxo: levaria ao Nordeste um pedaço do Brasil desenvolvido. Como quem devolve, com juros, o que um dia lhe foi negado.
O problema é que o Brasil adora misturar suas próprias histórias.
Bernardo Mascarenhas, por exemplo, jamais pisaria num pau de arara — até porque o século XIX ainda não havia inventado esse tipo de desconforto. Mineiro de Curvelo, chegou a Juiz de Fora por ferrovia, planejamento e ambição. Enquanto um fugia da escassez, o outro perseguia a oportunidade.
Em 1888, inaugurava sua fábrica. Em 1889, acendia a Usina de Marmelos. Onde um buscava sobreviver, o outro instalava a modernidade.
Dois deslocamentos, dois projetos de país.
E então entra o Brasil contemporâneo — onde nem as frases são confiáveis. A suposta declaração de Romário sobre Lula nunca existiu. Mas circulou. Hoje, até a memória precisa de checagem. A mentira viaja mais rápido que qualquer pau de arara — e com melhor conexão.
No meio disso tudo, a música segue como documento mais honesto do que muito arquivo oficial.
Milionário e José Rico — um mineiro, outro pernambucano — cantaram o Brasil que se desloca, sofre, ama e insiste. Agora, sem José Rico, Milionário segue com Moysés. Nome bíblico, inevitável. No Brasil, até a continuidade precisa de simbolismo.
OS MORTOS VÊEM O MUNDO PELOS OLHOS DOS VIVOS EVENTUALMENTE OUVEM COM NOSSOS OUVIDOS CERTAS SINFONIAS ALGUM BATER DE PORTAS VENTANIAS AUSENTES DE CORPO E ALMA MISTURAM O SEU AO NOSSO RISO SE DE FATO QUANDO VIVOS ACHARAM A MESMA GRAÇA.
Este texto é o poema "Os Mortos", escrito pelo célebre poeta brasileiro Ferreira Gullar e publicado no livro Muitas Vozes (1999). A obra reflete sobre a continuidade da existência daqueles que se foram por meio da percepção, da memória e das sensações dos que continuam vivos.
Sobre o Poema
Autor: Ferreira Gullar, um dos maiores nomes da literatura e da poesia do Brasil. Livro:Muitas Vozes, lançado em 1999. Tema Principal: A relação entre os vivos e os mortos, sugerindo que quem partiu "vive" e experimenta o mundo outra vez através dos sentidos, das lembranças e dos atos de quem ficou.
O significado profundo
Análise de "Os Mortos", de Ferreira Gullar
Este poema oferece uma reflexão profunda e intimista sobre a morte, distanciando-se de visões puramente religiosas ou místicas. Gullar aborda a imortalidade sob uma perspectiva existencial e afetiva: a sobrevivência dos que partiram na memória e nos corpos dos que continuam vivos.
1. A Extensão dos Sentidos O poema sugere que os mortos não desaparecem no vazio absoluto. Eles ganham uma sobrevida por meio de nós. Nossos olhos e ouvidos tornam-se extensões dos deles.
2. O Cotidiano e o Acidental A conexão com o passado acontece também no dia a dia, tanto no sublime quanto no banal.
3. A Comunhão pelo Riso Os mortos misturam seu riso ao nosso quando compartilhamos afinidades reais e experiências comuns.
Conclusão: Para Gullar, os mortos continuam existindo enquanto houver quem compartilhe seus sentimentos e lembranças.
“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos céus...”
“Na Terra”, de André Luiz, por Chico Xavier
“Na Terra, Deus nos concede o corpo... Cada criatura apresentará o relatório dos próprios dias... Plantio e colheita são sempre de nossa escolha... Todos os êxitos e problemas pertencem a nós.”
André Luiz — “Vida em Vida” (1980) Psicografado por Francisco Cândido Xavier
No campo físico
“Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual.”
Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana... A semente enfrenta a terra, mas floresce. Assim também o espírito evolui. Quem semeia o bem, colherá a luz.
Fonte: autoresespiritasclassicos.com
Gramática: Semeias x Semeies
Semeias: presente do indicativo (ação real). Semeies: presente do subjuntivo (desejo ou hipótese).
Resumo: Use semeias para fatos certos. Use semeies para desejos ou dúvidas.
Análise Sintática
Frase 1: “pois deles é o reino dos céus” Sujeito: o reino dos céus Predicativo: deles
Frase 2: “pois é deles o reino dos céus” Ênfase no termo “deles”, destacando exclusividade.
Diferença: "deles é" → tom clássico e suave "é deles" → tom enfático e exclusivo
NA TERRA
OS MORTOS VÊEM O MUNDO PELOS OLHOS DOS VIVOS EVENTUALMENTE OUVEM COM NOSSOS OUVIDOS CERTAS SINFONIAS ALGUM BATER DE PORTAS VENTANIAS AUSENTES DE CORPO E ALMA MISTURAM O SEU AO NOSSO RISO SE DE FATO QUANDO VIVOS ACHARAM A MESMA GRAÇA.
Este texto é o poema "Os Mortos", escrito pelo célebre poeta brasileiro Ferreira Gullar e publicado no livro Muitas Vozes (1999). A obra reflete sobre a continuidade da existência daqueles que se foram por meio da percepção, da memória e das sensações dos que continuam vivos.
Sobre o PoemaAutor: Ferreira Gullar, um dos maiores nomes da literatura e da poesia do Brasil.
Livro: Muitas Vozes, lançado em 1999.
Tema Principal: A relação entre os vivos e os mortos, sugerindo que quem partiu "vive" e experimenta o mundo outra vez através dos sentidos, das lembranças e dos atos de quem ficou.
O significado profundo
Rascunho
Análise de "Os Mortos", de Ferreira Gullar
Este poema oferece uma reflexão profunda e intimista sobre a morte, distanciando-se de visões puramente religiosas ou místicas. Gullar aborda a imortalidade sob uma perspectiva existencial e afetiva: a sobrevivência dos que partiram na memória e nos corpos dos que continuam vivos.
1. A Extensão dos Sentidos ("vêem o mundo pelos olhos dos vivos")
O poema sugere que os mortos não desaparecem no vazio absoluto. Eles ganham uma sobrevida biológica e sensorial por meio de nós. Quando olhamos para o mundo, quando ouvimos uma melodia ou o vento, carregamos conosco a bagagem, o aprendizado e a própria linhagem dos que nos antecederam. Nossos olhos e ouvidos tornam-se extensões dos deles.2. O Cotidiano e o Acidental ("certas sinfonias algum bater de portas")A conexão com o passado não acontece apenas em momentos solenes. Ela se manifesta no dia a dia. Gullar une o sublime (as "sinfonias") ao banal (o "bater de portas" ou as "ventanias"). Isso mostra que a memória é involuntária e desperta nos detalhes mais simples e espontâneos da rotina.3. A Comunhão pelo Riso ("misturam o seu ao nosso riso")O ápice do poema reside na cumplicidade do afeto. Os mortos "misturam o seu ao nosso riso", mas com uma condição fundamental: "se de fato quando vivos acharam a mesma graça".Essa ressalva aponta que a verdadeira imortalidade depende da afinidade real e das experiências compartilhadas. Nós só mantemos viva a essência de alguém se compreendemos e dividimos com essa pessoa a mesma visão de mundo, o mesmo humor e a mesma sensibilidade estética ou afetiva.ConclusãoEm resumo, para Ferreira Gullar, os mortos não habitam um além-túmulo distante, mas sim a nossa própria experiência de estar vivo. Eles continuam existindo enquanto houver alguém que compartilhe dos mesmos sentimentos, sensações e lembranças que outrora os definiram.
Música | Martinho da Vila e Dona Ivone Lara - Alguém me avisou - Tiê
Mateus 5:3-12 NVI
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“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o reino dos céus”. ― Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês. Alegrem‑se e regozijem‑se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
“Na Terra”, de André Luiz, por Chico Xavier - Mensagens nº 224Um Plano Maior
3 de out. de 2022 #ChicoXavier #Espiritismo #Mensagens
“Na Terra”, de André Luiz, por Chico Xavier - Mensagens nº 224
“Na Terra, Deus nos concede o corpo, através de pais amigos.
Cada um de nós se lhe faz inquilino temporário em regime de responsabilidade.
Deus nos proporciona a riqueza das horas pela contabilidade do tempo.
Cada criatura, em momento oportuno, apresentará o relatório dos próprios dias.
Deus nos oferta os laços afetivos pelos princípios da afinidade.
Podemos valorizá-los ou não, conforme o nosso próprio arbítrio.
Deus nos concede a propriedade, por intermédio das leis organizadas pelos próprios homens.
Daremos conta do usufruto respectivo.
Deus nos oferece as sementes pelos recursos da Natureza.
Plantio e colheita são sempre de nossa escolha.
Deus nos confia o dinheiro, através do trabalho ou da generosidade alheia.
Somos responsáveis pela aplicação da finança que nos seja creditada.
Deus nos habilita para a eficiência com máquinas diversas, por meio da própria inteligência humana.
Compete a nós outros a programação e a condução delas.
Em suma, toda criação e doação das vantagens de que dispomos procedem de Deus.
Entretanto, é justo reconhecer que todos os êxitos e problemas da utilização pertencem a nós.“
André Luiz
Da obra: "Vida em Vida" (1980)
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Locução: Prado.171No campo físico
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“Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual.” - Paulo. (I Coríntios, 15:44.)
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Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.
A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.
A sementeira comum é símbolo perfeito.
O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.
Compreendamos, pois, que a semente não estacionou.
Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.
A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.
Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.
O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo “semeia-se”.
Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.
Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.
Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.
www.autoresespiritasclassicos.com Francisco Cândido Xavier Vinha de Luz 3o livro da Coleção “Fonte Viva” (Interpretação dos Textos Evangélicos) Ditado pelo Espírito Emmanuel
SEMEIAS / SEMEIESSemeias e semeies são duas formas corretas do verbo semear, mas pertencem a tempos e modos verbais diferentes.Diferença entre Semeias e SemeiesSemeias: é o presente do indicativo para a segunda pessoa do singular (tu). Indica uma ação real, um hábito ou fato do presente (Exemplo: "Tu semeias o trigo no campo").Semeies: é o presente do subjuntivo para a segunda pessoa do singular (tu). Indica uma dúvida, uma hipótese, um desejo ou aparece em frases negativas (Exemplo: "Quero que tu semeies o bem", "Não semeies a discórdia").Resumo práticoUse semeias para fatos certos (tu semeias).Use semeies para desejos, dúvidas ou ordens negativas (que tu semeies / não semeies).Se precisar de exemplos com outros verbos ou tempos verbais, basta me avisar!6 sitesConjugação do Verbo SemearImperativo Afirmativo. -- semeia tu semeie você semeemos nós semeai vós semeiem vocês. Imperativo Negativo. -- não semeies tu não ...Conjugação de Verbossemear (verbo) - - Portal da Língua Portuguesasemear - verbo ; Presente, Pretérito imperfeito, Pretérito perfeito, Pretérito mais-que-perfeito, Futuro imperfeito, Futuro perfei...Portal da Língua PortuguesaConjugação de semear no Dicionário Infopédia de Verbos ...semear locução. definição seta definição. favoritos. TEMPOS SIMPLES. INDICATIVO. Presente ; semear locução. definição seta definiç...Dicionários infopédia da Porto EditoraMostrar tudo"“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos céus." / "“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois é DELES o reino dos céus.As duas frases estão gramaticalmente corretas, mas mudam a ênfase da mensagem.A escolha depende do destaque que você deseja dar à palavra "deles".Diferença de Ênfase"...pois deles é o reino...": Segue o ritmo tradicional e poético das traduções bíblicas mais conhecidas (como a Almeida Revista e Corrigida). O foco é dividido igualmente entre o grupo e a promessa do reino."...pois é DELES o reino...": Usa a expressão de realce ("é... que/o"). Isso cria uma exclusividade, destacando fortemente que o reino pertence a esse grupo específico (os pobres em espírito) e a mais ninguém.Qual escolher?Escolha a primeira se você busca uma leitura mais clássica, litúrgica e fluida.Escolha a segunda se você vai pregar, expor ou explicar o texto e quer chocar o ouvinte com a exclusividade da promessa.Se quiser, posso ajudar você a analisar o significado do termo "pobre em espírito" ou comparar com outras traduções conhecidas. O que prefere?A IA pode cometer erros. Por isso, cheque as respostas FAZER A ANÁLISE SINTÁTICA DAS DUAS FRASES SEPARADAMENTE. COTEJAR AS MUDANÇAS DE SENTIDO HAVIDO, EVENTUALMENTE QUANO 'É' VEM ANTES OU DEPOIS DE 'DELES'Aqui está a análise sintática detalhada de cada estrutura e o confronto gramatical das mudanças de sentido.Ambas as frases são orações compostas. A primeira parte ("Bem-aventurados os pobres em espírito") é idêntica em ambas. Vamos focar a análise na oração subordinada explicativa (introduzida por "pois"), onde ocorre a inversão.1. Análise da Frase 1: "...pois deles é o reino dos céus."Esta frase está em ordem inversa (indireta). Colocando-a na ordem direta, teríamos: "pois o reino dos céus é deles".Sujeito: "O reino dos céus" (Simples).Verbo de Ligação: "é" (Indica estado/posse permanente).Predicado Nominal: "deles é" (O núcleo do predicado é o predicativo).Predicativo do Sujeito: "deles" (Atributo em forma de pronome possessivo oblíquo que caracteriza o sujeito "o reino").Conjunção Coordenativa Explicativa: "pois" (Liga as duas orações).2. Análise da Frase 2: "...pois é DELES o reino dos céus."Aqui ocorre um fenômeno sintático diferente devido à introdução do "é" antes do pronome. Existem duas leituras sintáticas aceitas pelos gramáticos para essa estrutura:Análise A: Expressão Expletiva ou de Realce (Mais provável)O termo "é" funciona como parte de uma locução de realce implícita ("é... que")."é": Partícula expletiva (pode ser retirada sem destruir a estrutura: "pois deles o reino dos céus").Sujeito: "o reino dos céus".Predicativo do Sujeito: "deles".Nota: O verbo de ligação principal ficou oculto ou omitido pela força da expressão de realce.Análise B: Inversão com Ênfase no PredicativoVerbo de Ligação: "é" (Deslocado para o início da afirmação).Predicativo do Sujeito Anteposto: "deles".Sujeito: "o reino dos céus".3. Cotejo das Mudanças de Sentido (O "É" antes vs. depois)A mudança da posição do verbo "é" em relação ao pronome "deles" altera profundamente a semântica (sentido) e a estilística do texto:Critério"deles é" (Verbo depois)"é deles" (Verbo antes)Foco da OraçãoFoca no reino como uma consequência natural.Foca nos possuidores (eles) de forma categórica.Valor SemânticoInclusivo/Narrativo: Descreve uma realidade que bíblicamente se estende aos humildes.Exclusivo/Restritivo: Sugere forte exclusão ("é deles [e de mais ninguém]").Efeito PsicológicoTransmite paz, acolhimento e conformidade litúrgica.Transmite choque, forte afirmação e quebra de expectativa.Estilo TextualPoético, clássico e com ritmo cadenciado.Enfático, discursivo, típico de oratória ou debate.Resumo do impacto da inversão:Quando o "é" vem depois (deles é), o verbo serve apenas como uma ponte lógica e suave entre o dono e a posse.Quando o "é" vem antes (é deles), o verbo ganha força de asseveração (afirmação categórica). Ele funciona como um "apontador laser" que isola a palavra "deles", gerando o sentido de exclusividade e o realce estilístico.
“ Quem com patacoada fere, com patacoada será ferido!"
O texto discute como a Guerra do Paraguai continua sendo um tema sensível para a diplomacia brasileira, frequentemente evitado por reabrir feridas históricas. Destaca a devastação sofrida pelo Paraguai — com enorme perda populacional — e a violência do conflito, incluindo a morte de Solano López e a destruição final de seu país.
O artigo também aborda controvérsias históricas (como o suposto papel da Inglaterra, considerado sem provas) e o caráter brutal da guerra, simbolizado pela apropriação de objetos e pela profanação do corpo de López.
No presente, o tema ainda gera tensões: declarações recentes de Lula sobre o conflito provocaram reação do Paraguai, evidenciando divergências de interpretação histórica. Esse atrito ocorre em meio a negociações estratégicas sobre Itaipu, energia e influência internacional, mostrando como o passado continua impactando as relações políticas e diplomáticas atuais.
Falar sobre a Guerra do Paraguai é um dos pecados capitais da nosssa diplomacia
Publicado em 31/07/2026 - 07:05 Luiz Carlos Azedo
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O Paraguai sofreu uma catástrofe demográfica: perdeu quase 90% da população masculina adulta, e sua população foi reduzida a menos da metade. O corpo de López foi profanado
Um dos sete volumes da coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, Xadrez, Truco e Outras Guerras, do escritor José Roberto Torero, é inspirado na Guerra do Paraguai, o maior conflito armado internacional em que o Brasil esteve envolvido no continente. O livro é uma sátira macabra envolvendo personagens em conflito durante a Guerra do Paraguai. Seu pecado capital é a ira. A narrativa acompanha, de forma ficcional, a implacável perseguição ao mariscal Francisco Solano López, ditador do Paraguai, por determinação do príncipe francês Gastão de Orléans, o Conde d’Eu, comandante-chefe do Exército imperial na fase final da guerra. Casado com a princesa Isabel, herdeira do trono brasileiro, o príncipe francês era mau como o pica-pau.
A guerra começou em 1864, com a apreensão do navio brasileiro Marquês de Olinda e a invasão da então província de Mato Grosso pelas forças paraguaias, e terminou em 1870. O Paraguai sofreu uma catástrofe demográfica: perdeu quase 90% da população masculina adulta, e sua população foi reduzida a menos da metade. Não há provas de que a Inglaterra teria provocado a guerra para destruir um Paraguai industrializado e autônomo.
A memória do conflito permanece tão sensível que boa parte da documentação histórica é cercada por controvérsias sobre seu sigilo. Em 2004, o governo paraguaio chegou a pedir oficialmente acesso a arquivos brasileiros sobre a guerra e da posterior demarcação das fronteiras. Para o Itamaraty, mexer nesse passado sempre significa reabrir feridas que a integração bilateral procura cicatrizar.
Solano López morreu em Cerro Corá, ou Aquidabanigui, em 1º de março de 1870, na última batalha da guerra. Depois da derrota paraguaia em Campo Grande, em agosto de 1869, o que restava de seu exército havia sido reduzido a algumas centenas de combatentes, entre velhos, adolescentes e crianças, famintos, malvestidos e precariamente armados. Em 26 de fevereiro de 1870, o general José Antônio Correia da Câmara avançou contra o acampamento de López à frente de mais de 2 mil homens. Francisco, o Panchito, filho de López, com apenas 15 anos, morreu durante a resistência. Foi uma operação rápida e brutal, de cerco e aniquilamento.
Leia também: As descobertas que contradizem o que a escola ensinou sobre a Guerra do Paraguai
López tentou escapar acompanhado de poucos oficiais, mas foi alcançado por soldados brasileiros. A narrativa oficial sustenta que recusou a rendição e morreu em combate; outra hipótese é que tenha sido executado quando já estava gravemente ferido. O cabo José Francisco Lacerda, o Chico Diabo, atingiu-o com uma lança. Depois, houve um disparo de autoria controversa. Seu cadáver foi mutilado e seus objetos pessoais transformados em troféus.
A espada de López foi enviada ao imperador Dom Pedro II. Sua condecoração ficou com o então visconde do Rio Branco; o general Câmara, com seu relógio, mais tarde doado a um museu. Chico Diabo tomou para si uma faca de prata e ouro com as iniciais FL, de Francisco López. O saque dos objetos pessoais e a profanação do cadáver sintetizam uma campanha de extermínio, na qual a eliminação física de Solano López se confundiu com a destruição do que restava de seu país.
Terreno minado
Outro símbolo desse passado é o canhão El Cristiano, de 12 toneladas, hoje exposto no Museu Histórico Nacional, na Praça Marechal Âncora, no Rio de Janeiro. Fundido com o bronze dos sinos de igrejas paraguaias, foi capturado como troféu. Para os paraguaios, é uma lembrança material da devastação sofrida. Uma boa ideia seria devolvê-lo.
Lula pisou nesse terreno minado: “A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina e aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”. E simplificou um conflito complexo: o Paraguai invadiu territórios do Brasil e da Argentina, mas não invadiu o Uruguai, porque Solano López apoiava o governo blanco uruguaio e considerava a intervenção brasileira naquele país uma ruptura do equilíbrio regional.
Leia mais: Mal-estar com Paraguai se agrava e gera protesto diplomático
A reação de Assunção às declarações era previsível. O presidente Santiago Peña telefonou a Lula, e o embaixador brasileiro, José Antônio Marcondes de Carvalho, foi convocado para receber uma nota oficial. Esse é um gesto formal de descontentamento. O Paraguai se enxerga como vítima de um massacre.
O estresse diplomático ocorre durante as negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases financeiras e comerciais da energia produzida pela hidrelétrica. A tarifa foi fixada em US$ 19,28 por quilowatt até 2026, mas continua pendente a definição das regras para a comercialização do excedente paraguaio. Cada país tem direito a 50% da energia, e o Paraguai cede ao Brasil a parcela que não consome. Assunção quer negociar essa energia no mercado e obter uma remuneração maior. Itaipu é estratégica para o sistema elétrico brasileiro.
A relação já havia sido agastada pela revelação de que a Agência Brasileira de Inteligência teria invadido sistemas do governo paraguaio para obter informações sobre a posição de Assunção nas negociações, no governo Jair Bolsonaro e no início da atual administração. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defende que o excedente energético seja utilizado para alimentar centros de dados e projetos de inteligência artificial das big techs, que seriam instalados no Paraguai. A alternativa fortalece o poder de barganha de Assunção.
Vale a pena ler de novo:
Livro conta a história dos soldados negros que morreram na guerra do Paraguai
Diplomacia do governo Lula tem dualidade insustentável
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#Guerra, #Itaipu, #Paraguai, #Peña, Lula, RúbioInsensatezTom Jobim
A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
O seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim?
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Ah, meu coração, pede perdão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
Ah, meu coração, pede perdão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
Composição: Vinícius de Moraes, Antonio Carlos Jobim.
Se algo estivesse correto, sustentaria que estava errado; se estivesse errado, afirmaria o contrário. Não viera para provar ou edificar, mas, à maneira daquele célebre diálogo em que o Diabo expõe a Deus o intento de sua igreja, apenas para desfazer, desmanchar e negar.
Projeto não muito diverso do que, entre nós, já se viu propalado — seja pelo aldrabão de ocasião, seja pelo aldrabão literário — ambos afeitos mais à inversão das verdades do que à sua construção.
“O Brasil estava a dar um exemplo ao mundo, meu amigo. Aquilo é um aldrabão de primeira.”O AldrabãoTeatro Nacional D. Maria II
17 de out. de 2013
SALA GARRETT - 17 OUT A 17 NOV 2013
Pseudolus (titulo original), considerada uma das melhores comédias de Plauto, para alguns a sua obra-prima, é um dos textos centrais da dramaturgia ocidental. O tema da separação e do reencontro dos apaixonados é abordado nesta comédia de enganos, repleta de mal-entendidos e trocadilhos. A ação tem lugar numa rua de Atenas e centra-se na personagem do escravo Pseudolo e na forma como engana um proxeneta para lhe roubar uma cortesã amada pelo seu amo e que estava destinada a um soldado. As suas trapaças, a humilhação dos poderosos e sem escrúpulos servem para enaltecer esta personagem e o triunfo dos escravos.de Plauto
tradução Luís Vasco, adaptada a partir da tradução francesa de Édouard Sommer
versão cénica e encenação João Mota
cenografia João Mota e Eric da Costa
figurinos Carlos Paulo
desenho de luz José Carlos Nascimento
música original, direção musical e sonoplastia Hugo Franco
movimento Jean-Paul Bucchieri
com Virgílio Castelo, Rui Mendes, João Ricardo, Fernando Gomes, Carlos Vieira de Almeida, Rui Neto, Miguel Costa, Miguel Raposo
figurantes Diogo Tormenta, Guilherme Gomes, João Dantas, João Ventura, José Leite, Nuno Rodrigues, Rafael Gomes, Ricardo Teixeira, Sérgio Coragem e Simão Biernat
músicos Luís Bastos (sopros), Rini Luyks (acordéon e teclados) e Gonçalo Santuns (percussão)
pintura de telão Silveira Cabral e Teresa Varela
confeção de adereços Teresa Varela
produção TNDM II
M/12
'Capítulo dos chapéus' de Machado de Assis | Audiobook do conto completo | Sussurros de Tinta
IA
Sussurros de Tinta
30 de jun. de 2024 #AudioBook #MachadodeAssis #LiteraturaBrasileira
Bem-vindos ao canal "Sussurros de Tinta"! Neste vídeo, vamos ler o conto "Capítulo dos chapéus" de Machado de Assis, uma das joias da coletânea "HISTÓRIAS SEM DATA de 1882". Acompanhe-nos enquanto exploramos a narrativa envolvente e as nuances deste conto clássico, discutindo seus personagens, temas e a magistral escrita de Machado de Assis. Se você é um amante da literatura brasileira ou simplesmente quer descobrir mais sobre este icônico autor, não perca este vídeo! Não se esqueça de se inscrever no canal e deixar seu comentário abaixo sobre suas impressões e interpretações do conto.
ALDO REBELO EXPLICA POR QUE ACEITOU ENTRAR NA CAMPANHA DE CAIADOMyNews
sexta-feira, 31 de julho de 2026
O cerco americano ao capitalismo, por José de Souza Martins*Valor EconômicoTudo sugere que o modelo capitalista americano está em decadência. Defende-se combatendo o capitalismo no país dos outros, como o nosso, o México, o Canadá
Para entender as aberrações de conduta política do presidente americano e de seu secretário de Estado em relação a países como o nosso, é sociologicamente incorreto imputar a Lula e às esquerdas a responsabilidade pela polarização ideológica que nos sufoca e cerceia.
Responsabilizá-los ainda é parte do jogo político da polarização promovida pelo “centro”. Em várias partes, as esquerdas da era pós-stalinista jogam o jogo já feito para nele identificar e superar seus erros, suas brechas, e ocupá-las.
As esquerdas já entenderam que não são elas que fazem o jogo político contemporâneo pois já feito pelas irracionalidades, pelas ambições de riqueza e poder, pela corrupção, que delas decorre. Há muito, o mundo não está polarizado entre capitalismo e comunismo. Está determinado pelo mero crescimento econômico a qualquer preço, de lucro imediato e desmedido, sem desenvolvimento social.
As esquerdas assumiram a função política de agentes de consciência social crítica das contradições autodestrutivas do capital.
Tudo sugere que o modelo capitalista americano está em decadência. Defende-se combatendo o capitalismo no país dos outros, como o nosso, o México, o Canadá. Isso não é coisa de agora. Em relação a nós, vem de longe.
É preciso definir as temporalidades do crescente processo de ação americana em suas relações internacionais no sentido de monitorar e limitar economias do Terceiro Mundo e, no que nos interessa, cercear o desenvolvimento capitalista na América Latina e, em particular na Argentina, no México e no Brasil.
O capitalismo se desenvolveu mais típica e caracteristicamente na Inglaterra, onde ocorreu a primeira revolução econômica capitalista. O Brasil nasceu, como país independente, patrocinado e financiado pela Inglaterra, que concebeu nossa independência e a financiou como parte do projeto inglês de potência econômica colonial. Esse plano está num documento de 1805 da Biblioteca Britânica, de Londres.
Quando a crise do capitalismo abateu o capitalismo inglês, o eixo da economia internacional se deslocou para os EUA. Surgiu a “doutrina” da América Latina como quintal americano, agora ainda invocada pelo governo Trump. O chamado imperialismo surgiu geopoliticamente como um modo de impedir a expansão territorial do capitalismo, para concentrar na metrópole sua poderosa capacidade de produzir riquezas e distribuí-las parcimoniosamente por menos do que o apetecido pelos subdesenvolvidos.
Antes mesmo de consolidar-se a transferência da hegemonia econômica da Inglaterra para os EUA, os americanos já temiam e estavam preocupados com o desenvolvimento da indústria no Brasil. Nos anos 1920, o Departamento de Comércio realizou na Argentina e no Brasil uma pesquisa sobre o desenvolvimento industrial nos dois países.
Descobriu que ambos tinham um desenvolvimento industrial significativo, com capacidade ociosa para atender a demanda interna de produtos industrializados numa eventual crise que dificultasse a importação de bens de consumo. Nossa industrialização não nasceu da crise do café, como equivocadamente supôs Celso Furtado, que não examinou os documentos americanos para explicá-la.
Os nossos engenheiros, mesmo os formados nas escolas militares, e nossa mão de obra qualificada, foram capazes de inventar peças e máquinas, começaram a substituir importações substituindo peças desgastadas de máquinas importadas por peças fabricadas aqui mesmo, artesanalmente, com a reciclagem de ferro-velho. Ou importação de matéria-prima.
Mesmo a espionagem industrial entrou no jogo. Antônio Pereira Inácio, que seria sogro de José Ermírio de Moraes, expressão da burguesia nacional, fez isso em empresas americanas. Quando decidiu voltar ao Brasil e montar sua própria indústria, devolveu à empresa que espionara todos os salários recebidos.
O exemplo que entre nós evidencia o quanto o capitalismo americano é anticapitalista é o da biografia de Roberto Cochrane Simonsen, industrial e político. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os americanos montaram o Plano Marshall para aplicar recursos de rápido desenvolvimento econômico nos países vencidos, especialmente na Europa.
Roberto Simonsen foi aos EUA defender que o Plano Marshall fosse estendido à América Latina, que se transformaria numa potência econômica. Os americanos recusaram o apoio. Sem dizê-lo, não queriam que a América Latina se transformasse numa potência capitalista. Ficamos confinados nos limites bem definidos de um subcapitalismo, como o definiu Fernando Henrique Cardoso.
O texto argumenta que o capitalismo dos Estados Unidos estaria em decadência e que o país tenta se defender limitando o desenvolvimento capitalista de outras nações, especialmente na América Latina. O autor critica a ideia de que a polarização política atual seja responsabilidade das esquerdas, afirmando que elas hoje atuam mais como críticas das contradições do sistema capitalista.
Segundo o artigo, o mundo não está mais dividido entre capitalismo e comunismo, mas sim orientado por um crescimento econômico voltado ao lucro imediato, sem preocupação social. O autor também sustenta que, historicamente, potências como Inglaterra e depois os EUA atuaram para controlar ou restringir o desenvolvimento econômico de países como o Brasil.
Ele cita exemplos históricos, como a recusa dos EUA em incluir a América Latina no Plano Marshall e o apoio ao golpe de 1964, para defender a ideia de que houve uma estratégia de manter a região em um nível de “subcapitalismo”, evitando que se tornasse uma potência econômica.
O golpe de 1964 foi patrocinado pelo governo americano em nome da geopolítica da dominação econômica. Para não sermos o que tínhamos condições de ser.
Rogério WerneckEscalada de insensatezNunca houve a menor dúvida de que Lula da Silva estaria disposto a "fazer o diabo" para vencer a disputa presidencial. Mas, desta vez, sobram razões para crer que o diabo pode se afigurar bem mais assustador do que já foi no passado.
À primeira vista, pareceria ser só uma recorrência do velho padrão de farra fiscal que se viu em 2014, na reeleição de Dilma Rousseff, e, em 2022, com Jair Bolsonaro, coadjuvado pelo próprio Lula, que com ele travou um torneio desvairado de promessas eleitoreiras de reajustes do Bolsa Família que redundou na triplicação dos custos do programa.
A verdade é que, desta vez, o "fazer o diabo" vem assumindo contornos ainda mais preocupantes do que em 2014. É bom ter em conta que até mesmo Dilma Rousseff, passada a pior fase do delírio da nova matriz econômica, tinha consciência de que a farra fiscal que vinha perpetrando era reprovável. Tanto é que fez das tripas coração para esconder do País, até o dia seguinte do segundo turno, que o superávit primário ainda vultoso que vinha prometendo para 2014 se transformara em déficit já avantajado.
No fundo, Dilma alimentava a fantasia de que, uma vez reeleita, poderia reverter seus desmandos na área fiscal. Foi o que tinha em mente ao nomear, para seu segundo mandato, um ministro da Fazenda com o perfil de Joaquim Levy.
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Festival de ideias tortas exacerba apreensões quanto a descaminhos de um Lula 4
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O que agora se vê é bem diferente. O governo não vem dando qualquer indicação de que reconhece que a farra fiscal que vem promovendo é reprovável. Ou de que tem consciência de que os desregramentos de seus abusos eleitoreiros estão fadados a exigir medidas compensatórias ainda mais duras no futuro.
Muito pelo contrário, a equipe econômica do governo, agora, vem se empenhando em defender, em documentos oficiais, alegações sem pé nem cabeça que supostamente dariam respaldo à conclusão triunfalista de que a farra fiscal em curso não só faria todo sentido, como só traria benefícios ao País. Uma espécie de versão 2.0 da nova matriz econômica.
Some-se a isso a desajuizada iniciativa de Lula de recrutar na ala jurídica do PT quem possa delinear o que será seu programa de governo, caso venha a ser reeleito aos 81 anos. Falam por si as notícias de conversas tortas recentes, em instituições financeiras, em que figurões petistas se permitiram desfilar ideias estapafúrdias de todo tipo, mencionando até mesmo controle de capitais.
Salta aos olhos que se trata de outro jogo, assustadoramente mais insensato, que só exacerba apreensões quanto a descaminhos de um Lula 4.
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ECONOMISTA, DOUTOR PELA UNIVERSIDADE HARVARD, É PROFESSOR TITULAR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA PUC-RIO
Com a elevação de 1,2 ponto percentual, o juro médio dessa modalidade atingiu o maior patamar em quase dez anos
José Cruz/Agência Brasil/Divulgação/JC
Agências
Publicada em 30 de Julho de 2026 às 14:05Juro médio cobrado das famílias sobe a 64% em junho, maior patamar em quase 10 anosCréditoMaior valor em quase 10 anosJuro médio cobrado das famílias vai a 64% em junho
A taxa média de juros do crédito livre (em que as condições de financiamento são pactuadas diretamente entre bancos e clientes, sem subsídio do governo) para pessoas físicas subiu de 62,8% ao ano, em maio, para 64% em junho, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. Segundo o chefe do departamento de estatística do BC, Fernando Rocha, é o maior valor para a modalidade desde abril de 2017 (66,6%), puxado pelas operações de crédito pessoal sem consignação.Já a taxa cobrada das empresas oscilou de 24,9% (revisado, de 25,2%), em maio, para 24,4%.
Ainda pelos dados do BC, o volume de concessões de crédito livre aumentou 6,7% em junho, para R$ 468,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 9,3%. Os dados não têm ajuste sazonal.
MARIANNA GUALTER e CÍCERO COTRIM/BRASÍLIA
O artigo descreve um cenário de polarização assimétrica na eleição presidencial brasileira: o presidente Lula lidera com vantagem nacional e em simulações de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro se mantém como principal adversário, apesar de desgastes. As tentativas de uma “terceira via”, representadas por Ronaldo Caiado e Romeu Zema, esbarram na incapacidade de transformar força regional em projeção nacional.
O texto resgata a interpretação histórica de Oliveira Viana, que via o Brasil dividido entre um eixo mais dinâmico (Sul/Sudeste) e outro mais atrasado (Norte/Nordeste), sugerindo que essa clivagem ainda ecoa hoje. As pesquisas citadas reforçam essa divisão: Lula domina amplamente no Nordeste e Norte, enquanto Flávio mostra maior competitividade no Centro-Sul. Minas Gerais aparece como estado-chave, com equilíbrio técnico entre os dois.
Caiado e Zema ficam numa espécie de “faixa de fronteira” entre esses dois blocos, mas sem romper a polarização. Ambos têm desempenho relevante apenas em seus estados de origem e pontuam muito baixo no restante do país, o que limita suas candidaturas a uma dimensão regional.
Ao final, o texto levanta a questão central: a falta de um projeto claro do campo liberal contribui para manter o cenário polarizado. E, diante desse quadro tão definido entre dois polos, surge a dúvida inevitável: onde foram parar os indecisos, os votos em branco e nulos, e as rejeições aos dois líderes destacados nas pesquisas — o gato comeu?
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Fortes em GO e MG, Caiado e Zema não conseguem nacionalizar candidaturas, por Luiz Carlos AzedoCorreio BrazilienseQue país queremos? Essa pergunta está posta novamente nas eleições, com o agravante de os liberais não terem um projeto claro
A eleição presidencial mostra uma polarização assimétrica. Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa nacionalmente e conserva vantagem nas simulações de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra resiliência suficiente para permanecer como seu principal adversário. Apesar das denúncias, erros e brigas na campanha de Flávio, as possibilidades de uma terceira via continuam restritas. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), apesar da projeção conquistada como governadores, não conseguem transformar seus redutos regionais em alavanca para nacionalizar suas candidaturas.
Os principais colégios eleitorais mostram dois Brasis, o meridional e o setentrional. Essa divisão foi apontada a primeira vez em 1920, Populações Meridionais do Brasil, de Oliveira Viana. Escrito entre 1916 e 1918, levou dois anos para ser publicado, pela livraria José Olympio. O que dizia Viana? Ele definia três arquétipos para o povo brasileiro: o sertanejo, o matuto e o gaúcho, os quais foram sucedidos pela publicação meteórica de mais quatro ensaios: “O idealismo da Constituição” (1920), “Pequenos estudos da psicologia social” (1921), “Evolução do povo brasileiro” (1923) e “O ocaso do Império” (1924). O primeiro volume de “Populações meridionais do Brasil” dedicou aos paulistas, fluminenses e mineiros; o segundo, ao campeador rio-grandense. Partia do homem para criticar as instituições da época.
“O sentimento das nossas realidades, tão sólido e seguro nos velhos capitães gerais, desapareceu, com efeito, das nossas classes dirigentes: há um século vivemos praticamente em pleno sonho (….) O grande movimento democrático da Revolução Francesa; as agitações parlamentares inglesas; o espírito liberal das instituições que regem a república americana, tudo isto exerceu e exerce sobre nossos dirigentes, políticos, estadistas, legisladores, publicistas, uma fascinação magnética que lhes daltoniza completamente a visão nacional dos nossos problemas. Sob esse fascínio inelutável, perdem a noção objetiva do Brasil real e criam para uso deles um Brasil artificial”.
Oliveira Viana atacou frontalmente os liberais brasileiros, corroborado pela iniquidade social que havia sido desnudada por Euclides da Cunha, ao descrever a Guerra de Canudos, em “Os sertões”. Concluía que era preciso “coragem infinita” para “contravir ostensivamente às ideias de liberdade e construir um poderoso Estado centralizado, capaz de impor-se a todo o país pelo prestígio fascinante de uma grande missão nacional”. Ao dizer que era impossível reproduzir aqui no Brasil o parlamentarismo inglês, o liberalismo democrático à francesa, ou o federalismo e descentralização republicana ao estilo americano, Oliveira Viana recomendava uma intervenção radical pelo Estado, destinado a criação de bases sociais aptas a sustentar futuros governos liberais. Para ele, esse “autoritarismo instrumental” da elite agrária e as populações meridionais, de recente imigração europeia, seriam protagonistas do moderno, enquanto o Brasil setentrional, sobretudo o Nordeste, representaria o atraso.
Faixa de fronteira
A consagração das ideias antissistema de Oliveira Viana viria com o Estado Novo, do qual foi o grande ideólogo, e a “Polaca”, a Constituição de 1937, redigida por Francisco Campos e outorgada pelo ditador Getúlio Vargas. Ironicamente, Jorge Caldeira, em “História da riqueza no Brasil” (Estação Brasil), destaca que o colapso político da República Velha interrompe mudanças importantes que estavam em curso, alavancadas por nosso mercado interno e a economia do sertão, como o aumento de rentabilidade da exportação de café, a grande acumulação de capital dos cafeicultores paulistas, que apostaram na industrialização, e não no patrimonialismo, ao contrário das oligarquias rurais que Viana enaltecera.
Que país queremos? Essa pergunta está posta novamente nas eleições, com o agravante de os liberais não terem um projeto claro. Muito da polarização se deve a isso. Segunda as pesquisas regionais divulgadas ontem pela Genial Quaest, Lula domina Bahia e Pernambuco, onde alcança, respectivamente, 52% e 55% no primeiro turno, contra 18% e 21% de Flávio. No segundo, as diferenças aumentam para 56% a 23% na Bahia e 58% a 24% em Pernambuco. O presidente também lidera no Pará por 38% a 31% e vence o candidato do PL por 44% a 37% na disputa direta. São resultados que reafirmam a força do lulismo no Brasil setentrional.
Flávio, entretanto, mostra grande competitividade no Centro-Sul. Lidera no Paraná por 42% a 24% e venceria Lula por 50% a 28% no segundo turno. Aparece numericamente à frente em São Paulo, por 34% a 30%, e no Rio de Janeiro, por 32% a 30%. Nos confrontos diretos, as vantagens seriam de 40% a 35% em São Paulo e de 38% a 35% no Rio. Em Minas Gerais, estado historicamente decisivo, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados: 30% a 29% no primeiro turno e 38% a 35% no segundo.
Caiado e Zema estão numa espécie faixa de fronteira entre esses dois brasis. O ex-governador mineiro alcança 12% em Minas, seu único resultado de dois dígitos entre os sete estados pesquisados. Fora de sua base, registra apenas 1% na Bahia, no Pará e em Pernambuco; 2% no Paraná e no Rio; e 3% em São Paulo. Sua candidatura continua sendo uma extensão de sua liderança regional, sem uma identidade nacional. O segundo turno confirma essa limitação. Em Minas, Zema aparece com 37% contra 39% de Lula, em empate técnico, resultado que demonstra sua força estadual. Fora dali, porém, não ameaça a polarização.
Caiado enfrenta o mesmo obstáculo. Estribado nos resultados do governo de Goiás, sobretudo na segurança pública, na educação e na gestão administrativa, entretanto, não atravessa as fronteiras estaduais. Nos sete estados analisados, oscila entre 1% e 4%: chega a 4% em Minas, registra 3% no Pará, no Rio e em São Paulo, 2% no Paraná e somente 1% na Bahia e em Pernambuco. Apesar da trajetória política mais longa e da estrutura do PSD, ainda não conseguiu apresentar uma alternativa nacional ao bolsonarismo. Nas simulações de segundo turno, Caiado alcança resultados melhores: 30% contra 38% de Lula em Minas, 30% contra 45% no Pará, 34% contra 35% em São Paulo e 33% contra 29% no Paraná. Esse crescimento decorre, em boa medida, da transferência do voto contrário a Lula quando Flávio é retirado da disputa.
Canção do SubdesenvolvidoCarlos Lyra
O Brasil é uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Em lindas tardes de abril
Correi pras bandas do sul
Debaixo de um céu de anil
Encontrareis um gigante deitado
Santa Cruz...hoje o Brasil
Mas um dia o gigante despertou
Deixou de ser gigante adormecido
E dele um anão se levantou
Era um país subdesenvolvido
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc. (refrão)
E passado o período colonial
O país passou a ser um bom quintal
E depois de dar as contas a Portugal
Instaurou-se o latifúndio nacional, ai!
Subdesenvolvido, subdesenvolvido (refrão)
Então o bravo povo brasileiro
Em perigos e guerras esforçado
Mas que prometia a força humana
Plantou couve, colheu banana..
Bravo esforço do povo brasileiro
Mas não vi o capital lá do estrangeiro
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
As nações do mundo para cá mandaram
Os seus capitais tão "desinteressados"
As nações, coitadas, queriam ajudar
E aquela "Ilha Velha" não roubou ninguém
País de pouca terra, só nos fez um bem
Um "big" bem, un "big" bem, bom, bem, bom
Nos deu luz, ah! Tirou ouro, oh!
Nos deu trem, ahhh! Mas levou o nosso tesouro
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
Mas data houve que se acabaram
Os tempos duros e sofridos
Pois um dia aqui chegaram os capitais dos..
Paises amigos
País amigo desenvolvido
País amigo, país amigo
Amigo do subdesenvolvido
País amigo, país amigo
E nossos amigos americanos
Com muita fé, com muita fé
Nos deram dinheiro e nós plantamos
Só café!
É uma terra em que plantando tudo dá
Pode se plantar tudo que quiser
Mas eles resolveram que nós iríamos plantar
SÓ CAFÉ! SÓ CAFÉ!
Bento que bento é o frade - frade!
Na boca do forno - forno!
Tirai um bolo - bolo!
Fareis tudo que seu mestre mandar?
Faremos todos, faremos todos...
Começaram a nos vender e nos comprar
Comprar borracha - vender pneu
Comprar madeira - vender navio
Pra nossa vela - vender pavio
Só mandaram o que sobrou de lá
Matéria plástica,
Que entusiástica
Que coisa elástica,
Que coisa drástica
Rock-balada, filme de mocinho
Ar refrigerado e chiclet de bola
E coca-cola...!
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
O povo brasileiro tem personalidade
Não se impressiona com facilidade
Embora pense como americano
Embora dance como americano
Embora cante como americano
Lá, lá, la, la, la, la
Êh, êh, meu boi
Êh, roçado bão
O meior do meu sertão, thu, thu, thu
Comeram o boi...
O povo brasileiro embora pense, dance e cante
como americano
Não come como americano
Não bebe como americano
Vive menos, sofre mais
Isso é muito importante
Muito mais do que importante
Pois difere os brasileiros dos demais
Personalidade, personalidade
Personalidade sem igual
Porém... subdesenvolvida, subdesenvolvida
E essa é que é a vida nacional!
Composição: Carlos Lyra, Chico Assis.Trump e Milei podem decidir a eleição de 2026? | Não é Bem AssimMeio
Estreou há 3 horas #trump #eleições2026 #milei
No Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães discutem como Trump, Milei e a pauta da soberania entram na disputa presidencial brasileira, além dos impactos para Lula e Flávio Bolsonaro e relembra os temas que mais pesam para o eleitor: segurança, inflação, emprego e serviços públicos.
O ALIENISTA DO STF
Do Analista de Bagé ao Analista Weberiano
PRÓLOGO: PASSOU, MINISTRO! PASSOU...
Dados recentes, oriundos de auditorias divulgadas no final de julho de 2026, apontam que cerca de 82% das chamadas “emendas Pix” apresentam irregularidades ou falhas graves de rastreabilidade.
Diante disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal determinou que Executivo e Legislativo estabeleçam, em prazo de 10 dias, uma matriz clara de responsabilidades sobre tais repasses.
A tese é simples — e incômoda:
Quem indica o dinheiro não pode lavar as mãos quando ele evapora.
O magistrado ainda advertiu, com precisão cirúrgica, que indicar uma emenda não equivale a fazer um Pix informal a um conhecido na esquina.
Relatórios de órgãos de controle confirmam o cenário: ausência de convênios, obras inacabadas, sobrepreço e um rastro de dinheiro que termina… onde termina o interesse público.
INTERLÚDIO: O ANALISTA DE BAGÉ (CORREÇÃO NECESSÁRIA)
Convém registrar: a obra clássica de Luís Fernando Veríssimo chama-se “O Analista de Bagé” — e não “O Alienista de Bagé”, confusão recorrente que mistura o autor gaúcho com Machado de Assis.
Seu método terapêutico é célebre: o joelhaço inaugural, aplicado em pacientes homens para “quebrar resistências” do ego e prepará-los, à força, para a sessão analítica sobre o divã de pelego.
Rústico, direto, brutal — e, por isso mesmo, revelador.
ENREDO: O JOELHAÇO WEBERIANO
No palco constitucional, surge a figura da analista de Porto Alegre, que, à luz do artigo 37 da Constituição de 1988, sentencia:
As emendas secretas são, em essência, incompatíveis com os princípios da administração pública.
É o joelhaço institucional: transparência contra opacidade, publicidade contra arranjos subterrâneos.
SURGE O SUCESSOR: O ANALISTA FLAVIANO
O novo analista do STF entra em cena com outro estilo. Menos joelhaço, mais advertência:
“Devagar com o andor… que os analisados são de barro.”
Não abandona o método — apenas o calibra. Onde antes havia impacto imediato, agora há construção gradual do constrangimento jurídico.
ÁPICE: O CONSULTÓRIO SUPREMO
Após herdarem os pacientes da antiga analista, o novo terapeuta constitucional dirige-se aos nobres analisados:
— Vossas Excelências desejam que retomemos a técnica psicoconstitucional weberiana de Porto Alegre?
E, do outro lado do divã, curvados — não mais por ideologia, mas por memória muscular institucional — vem a resposta:
— Por favor, ministro… data vênia… já sentimos saudades do vosso elevado e delicado joelhaçozinho!
EPÍLOGO: A FARSA VEROSSÍMEL
O político entra no consultório. A análise começa. A resistência é grande — mas o método é maior.
Entre a norma e o improviso, entre a Constituição e o jeitinho, encena-se uma comédia densa, culta e mordaz — onde o riso não esconde o diagnóstico.
Porque, no fim, a pergunta permanece:
o problema é a terapia… ou o paciente?
RESUMO
Uma esquete político-constitucional, em chave verissimiana, que expõe com humor refinado e crítica aguda a dinâmica das emendas parlamentares, transformando o STF em consultório e a política em caso clínico.
Técnico na forma, ácido no conteúdo, e absolutamente brasileiro no diagnóstico.
Os Povos Brasileiros e Chineses
Olho para baixo e o azul da Terra continua o mesmo, embora aqui de cima, na face oculta do Além, a distância nos dê a exata dimensão das ironias humanas. Lá embaixo, os homens ainda acreditam que governam os fluxos da história com a ponta de suas canetas e o estofado de suas cadeiras. Ilusão de ótica dos vivos. Daqui da Ilha Azul, o que se vê é uma ópera bufa, encenada em dois palcos distantes, mas sintonizados pela mais perfeita assimetria.
A engenharia do destino é caprichosa. O Brasil, com a generosidade ingênua de um gigante deitado em berço esplêndido, resolveu alimentar a grande caldeira do capitalismo planejado do Extremo Oriente. Enviamos o ferro tirado das entranhas da terra e a soja colhida nos cerrados. Transformamos o suor da nossa lavoura e a riqueza do nosso subsolo naquilo que os economistas chamam de commodities. Do outro lado do globo, a China, com a paciência milenar de quem joga xadrez enquanto o Ocidente joga dados, converteu nossa matéria-prima em chips, painéis solares, baterias e uma frota silenciosa de veículos elétricos.
Enquanto os donos do poder se revezam em tronos temporários — ora ungidos como Messias, ora aclamados como as almas mais honestas do mercado eleitoral —, a engrenagem do mundo real gira sem misticismo. O controle centralizado transmuta o arrocho salarial e o cabresto sindical em superávit tecnológico. O resultado dessa dialética das trocas chega montado em duas rodas elétricas, financiadas pelo próprio Estado brasileiro com o aval de fundos de risco e o subsídio de taxas.
É o trânsito da modernidade: o motor elétrico não faz ruído, o torque é instantâneo, e o tombo, previsível. O Estado que avaliza o crédito na entrada é o mesmo que recolhe os pedaços na saída, arcando com a contabilidade trágica das pensões por morte e das invalidezes precoces no INSS. Uma PPP onde o risco é público e o lucro, intangível.
Imagino, então, uma solenidade idealizada na imensidão da Praça do Povo. Sob o céu de Pequim, entre discursos pragmáticos e bandeiras vermelhas, o bravo povo chinês decide condecorar o solidário povo brasileiro com a “Medalha da Gratidão”. Afinal, fomos nós que abrimos mão do futuro industrial para que eles pudessem desenhá-lo. Seria uma honraria justa, entregue com a reverência de quem sabe exatamente quanto custou o quilo do nosso ferro e quão barato saiu o preço da nossa ilusão.
Do mirante do Além, resta-nos o riso contido e a constatação de que a história é um eterno baile de máscaras onde os convidados pagam pela música, mas apenas os músicos sabem o ritmo da dança. Vivam os povos brasileiros e chineses, cada um cumprindo o seu papel no grande teatro do absurdo.
Notas do Conselho de Confrades & Copydesk
Anotação de Eça de Queiroz: “Meu caro, a ironia sobre os ‘Messias’ e as ‘almas honestas’ capta bem o provincianismo político que já criticávamos no século XIX. O contraste entre a ingenuidade do jeca exportador e o pragmatismo mandarim é de um ridículo deliciosamente trágico. Permita-me apenas aplaudir o desenho dessa ópera onde o figurino é de alta tecnologia, mas a mentalidade continua a da velha colônia.”
Anotação de Machado de Assis: “A analogia da quietude das rodas elétricas com o silêncio da posteridade é fina. O Estado, esse eterno alienista, financia a queda para depois administrar o curativo. A estrutura está equilibrada, a vaidade dos mandatários foi despida com a devida melancolia jurídica. Não altero uma vírgula; o pessimismo está perfeitamente elegante.”
Relatório de Copydesk de Graciliano Ramos: “Cortei os adjetivos gordos. Limpei a fumaça das frases longas. A prosa precisava do osso, como a seca. A passagem sobre o INSS estava redundante; reduzi à crueza do fato: o Estado paga a conta do ferro velho e do caixão. O texto agora está seco, direto e bate onde deve.”
Viola EnluaradaClaudya - Tema
21 de fev. de 2025
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Viola Enluarada · Claudya
Ao Vivo
℗ 1999 Companhia de Discos do Brasil
Released on: 1999-05-06
Producer: Laís Pires
Music Publisher: Direto
Composer: Marcos Kostenbader Valle
Lyricist: Paulo Sérgio Kostenbader Valle
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Viola Enluarada
Claudya
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Claudya - Tema
PASSOU MINISTRO! PASSOU...
"Na verdade, o dado correto apontado por auditorias recentes divulgadas no fim de julho de 2026 é de que cerca de 82% (e não 84%) das chamadas "emendas Pix" apresentam irregularidades ou problemas de rastreabilidade. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo e o Congresso criem regras de responsabilização para os parlamentares.
Decisão do STFPrazo de 10 dias: O ministro deu um prazo para a Presidência da República, a Câmara e o Senado apresentarem uma matriz de responsabilidades sobre os repasses.
Fim da imunidade: Dino defende que o parlamentar que indica o dinheiro não pode ficar livre de culpa caso o recurso seja mal aplicado.
Frase de destaque: O magistrado pontuou que indicar uma emenda Pix não é o mesmo que fazer uma transferência simples para um conhecido na rua.
Achados dos Órgãos de ControleTCU e CGU: Relatórios apontam que a falta de convênios formais dificulta rastrear o dinheiro enviado diretamente a prefeituras.
Problemas comuns: Foram achadas obras paradas, compras superfaturadas e falta de dados públicos sobre o destino final das verbas.
Nota prévia: cabe corrigir que a obra clássica de Luís Fernando Veríssimo se chama O Analista de Bagé (e não "O Alienista de Bagé", título que mistura a criação dele com o famoso conto O Alienista de Machado de Assis). A famosa "terapia do joelhaço" é o cartão de visitas do personagem para pacientes homens.
A Técnica do JoelhaçoO método inicial: Ao receber um paciente homem novo no consultório, a primeira providência prática do analista é aplicar-lhe um violento joelhaço.
A justificativa: O golpe serve para "quebrar as resistências" do ego e dobrar o cliente ao meio, preparando-o imediatamente para deitar no divã coberto com um pelego.
A exceção de gênero: O próprio analista pondera que o joelhaço é exclusivo para homens, pois em mulheres, segundo a sua ótica machista e rústica, "só se bate pra descarregá energia"."
O ALIENISTA DO STF
Do Analista de Bagé à Analista Weberiana
ENREDO: O “joelhaço” de Rosa Weber — as emendas secretas são inconstitucionais, todas, pelo artigo 37 da CF/1988. Jeitinho do analista sucessor no STF, Flaviano: “Devagar com o andor, analista de Porto Alegre, que os nobres analisados são de barro.”
ÁPICE: De Dino, em papo reto para analisados herdados de Weber, após o seu famoso joelhaço: “Vossas Excelências querem que eu volte a aplicar a técnica psicoconstitucional weberiana de Porto Alegre?” — “Por favor, ministro Dino, data venia, já sentimos saudades de vosso elevado e delicado joelhaçozinho!”
RESUMO: O político se apresenta ao analista do STF, e a farsa desenrola-se em forma de esquete verossímil. Tecnicamente perfeito na forma, ao estilo cômico, hilário, culto, analítico e denso de Luis Fernando Verissimo.
✅ Dicas
JORNAL DA CULTURA | Falta de recursos agrava HIV e Brasil vive tensão com Paraguai | 30/07/2026Jornalismo TV Cultura
Transmissão ao vivo realizada há 2 horas Jornal da Cultura | 2026
No Jornal da Cultura desta quinta-feira (30), você vai ver: Brasil formaliza na OMC repúdio às novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos; decreto prevê expulsão de estrangeiro por discurso de ódio na Argentina; e arrecadação com as “bets” será destinada a fundo da Polícia Federal.
Para comentar essas e outras notícias, Rita Lisauskas recebe o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e o economista e doutor em ciência política, Ricardo Sennes.
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