quarta-feira, 7 de outubro de 2026

“O segundo turno não faz ninguém acreditar em Deus mas faz temer o diabo.”Bom dia!

Questão de Tempo Nara Leão Há de navegar, Há de navegar, Há de navegar, Pelas ondas desse mar. Alguém há de ouvir, A história disso aqui, Há tanta esperança, Manda uma lembrança, Dessa terra nua, Dessa gente boa, Dessa mesa farta, Da conversa à toa, Que vai ser a gota, Dentro dessa vida, Ouça minha amiga, É questão de tempo. Há de navagar, Há de mavagar, Há de navagar, Pelas ondas desse mar. Alguém há de encontrar, De cara se espantar, Com toda essa história, Guardada na memória, E vai ser de um jeito, Sem botar defeito, E que vai crescendo, Feito labareda, Que vai ser um grito, No meio da cidade, Ouça meu amigo, É questão de tempo. Há de navagar, Há de mavagar, Há de navagar, Pelas ondas desse mar. Composição: Kleiton.
Nos artesãos políticos de 1974 👆 “Se é bom conselho pensar no futuro sem esquecer o passado, uma das questões a decidir é se pensaremos em 2030 e mais além com os olhos da memória postos nos heróis combatentes de 1968 ou nos artesãos políticos de 1974. Sinto-me, como sempre, alistado entre esses últimos, e o resultado parcial dessa eleição não muda essa atitude; antes, a reforça.” Paulo Fábio Dantas Neto, 6 de outubro de 2026 Sobre “pós-tudo”: o que já está posto e o que está por vir, por Paulo Fábio Dantas Neto*
terça-feira, 6 de outubro de 2026 ‘Há duas questões centrais em jogo: em primeiro lugar, a democracia’, por Sérgio Abranches Valor Econômico Há, para mim, duas questões centrais em jogo. Em primeiro lugar, a democracia. O ponto, digamos, mais profundo de risco à democracia é a negação da tentativa de golpe de 2022 por Flávio Bolsonaro. A crise no STF completou o processo de esgarçamento institucional. O presidencialismo de coalizão está paralisado com o desequilíbrio nas relações Executivo/Legislativo. O resultado das eleições para o Congresso agrava esse quadro com uma bancada expressiva de extrema-direita. E a crise no STF atinge a capacidade de mediação e resolução de conflitos entre os dois Poderes. O resultado das eleições para o Congresso agrava esse quadro com uma bancada expressiva de extrema-direita. O segundo tema crucial é a preparação do país para a travessia na longa transição estrutural global iniciada pela revolução digital. Trata-se de uma metamorfose global que mudará significativamente a política e a economia na construção da sociedade digital. Cada país terá que encontrar o seu caminho, enfrentando as dificuldades da transição e se aproveitando das oportunidades de mudança nos padrões de produção, consumo, trabalho, educação e representação política. A começar por saber usar e controlar a IA, nosso desafio imediato. Chico Buarque | Bom Tempo (Áudio Oficial) | Que Tal Um Samba? Biscoito Fino
@profFelipeNunes Felipe Nunes @profFelipeNunes 1/ A reação das pessoas ao resultado de domingo só confirma a tese do 'viés de confirmação'. Cada um estava a procura de confirmar seu viés: de um lado a crença de que ia vencer no 1º turno, do outro a crença de que as pesquisas estavam erradas. As evidências são ignoradas. Pare e olhe para esse gráfico. Agora abra seu browser e escreva 'o que é o voto útil?'. A Ciência Política explica o que aconteceu no domingo e que foi capturado nas pesquisas. E não é nem o que um lado acha, muito menos o que o outro acredita. Aproximadamente 7pp dos eleitores de direita que estavam no Cury, Caiado, Renan e Zema abandonaram essas candidaturas e anteciparam o voto em Flávio pra evitar que o Lula vencesse, que era o que eles estavam com medo que acontecesse. Isso aconteceu entre 28/9 e 03/10. O restante é residual... Todos esses elementos estão na pesquisa. É ciência política pura! Mas tem mais... 13:04 · 6 de out. de 2026 · 89,9 mil Visualizações
"It's better to be happy than to be sad Joy is the best thing there is It's like light in the heart" BETTER TO KNOW THAN TO LIVE IN DELUSION «Лучше быть несчастным, но знать, чем счастливым и жить… в дураках.» “Better to be unhappy and know, than to be happy and live… like a fool.” — Ippolit Terentyev, The Idiot (Идиот) Fyodor Dostoevsky, Part IV, Chapter V A brief literary-historical note In The Idiot, Dostoevsky places these words in the mouth of Ippolit Terentyev, a young, gravely ill and intellectually restless character who confronts Prince Myshkin with uncomfortable questions about happiness, knowledge and self-deception. The remark occurs during their conversation in Part IV, Chapter V: Ippolit argues that painful knowledge may be preferable to a happiness founded on ignorance or illusion. ru.wikisource.org The Russian «в дураках» is more literally “like a fool” or “being made a fool of”; the familiar English rendering “in a fool's paradise” captures the sense of living happily under an illusion, but is interpretive rather than literal. Thus, the quotation should be attributed to Ippolit, while The Idiot and its literary authorship belong to Fyodor Dostoevsky. ru.wikisource.org DOSTOEVSKY · THE IDIOT · 1869 Texto original em russo — Ф. М. Достоевский, «Идиот», Parte IV, Capítulo V
quarta-feira, 7 de outubro de 2026 O caminho mais seguro para perder uma eleição presidencial, por Wilson Gomes Folha de S. Paulo Confundir merecimento com voto e certezas com realidade é caminho seguro para a derrota Se é preciso virar um jogo, o eleitor decisivo é justamente aquele que não fala a sua língua Vamos supor que você queira disputar uma eleição presidencial numa situação em que quase metade do eleitorado diz que não votaria em você em hipótese alguma. O país está ávido por mudança, mas esta é a sétima vez que você concorre ao mesmo cargo. É verdade que seu adversário tem rejeição semelhante. Mas há uma diferença importante: é você quem governa o país. É de você que se cobram os problemas que continuam sem solução e as coisas que as pessoas acham que um governo deveria entregar. Para piorar, há mais brasileiros avaliando negativamente a sua administração do que aprovando-a. Por outro lado, você tem um público fiel, em torno de 30% do eleitorado, e pode somar mais uns 15% com simpatizantes. É um cacife eleitoral suficiente para você não ceder o seu lugar para outro companheiro, caso não queira, apesar da fadiga de material e do enfado com mais uma campanha. Diante dessas condições, qual seria o caminho mais seguro para perder a eleição? Um bom começo seria convencer-se de que você vai ganhar a eleição porque é o mais merecedor —considerada a sua história, o seu legado em outros mandatos e os seus valores. Ou de que o adversário não merece ser eleito porque não reúne qualidades comparáveis com as suas. Estabelecido isso, dedique a campanha a mostrar sua trajetória e defender seu legado, forçando o seu eleitor a olhar para trás, sem se importar com o que ele sente no presente nem com o que teme do futuro. Não busque entender quem já disse que não gosta de você. Desconsidere suas razões se elas não refletirem os seus valores, suas prioridades ou a agenda do seu grupo. Parta do pressuposto de que os eleitores têm que aceitá-lo como é. Não busque entender o mundo ao redor. Limite-se às suas crenças sobre o que as pessoas precisam e o que consideram urgente. Acredite que nada há mais que você possa aprender com outros pontos de vista, outras situações existenciais ou, até, com quem adota valores muito diferentes dos seus. Cerque-se de amigos que pensam exatamente como você, afaste-se dos que o desafiam e, sobretudo, nunca teste as suas ideias no atrito com pessoas que pensam diferentemente ou não gostam de você. Desconsidere quem prefere o seu adversário e adota perspectivas opostas às suas. Numa eleição polarizada, com dois candidatos sustentados por eleitorados enormes, não vale a pena se rebaixar a ponto de ouvir e respeitar essas pequenas faixas de cidadãos que ainda poderiam mudar de lado. Posto que sua oferta eleitoral é moral e intelectualmente superior, quem não a reconhece certamente padece de algum defeito de informação, inteligência ou caráter. Chame-os de feios, sujos e malvados —não trará votos, mas será um agrado para os seus. Fale dos assuntos que todos já reconhecem como seus: programas sociais, pobreza, desigualdade, minorias, justiça social. Quanto aos temas que não fazem parte do repertório tradicional do seu campo, não se atormente. Mudanças no mundo do trabalho, produtividade, política industrial, contas públicas, crescimento econômico, empreendedorismo ou desesperança juvenil podem esperar. Evite assuntos em que seu grupo costuma ter respostas menos convincentes: segurança pública, violência urbana, corrupção ou o desgaste político e moral do Supremo. Não se preocupe em descobrir quais são realmente os principais problemas nacionais na cabeça dos eleitores. Tente distraí-los com os seus temas prediletos. É importante que você suponha que todos os cidadãos compartilham o repertório e a linguagem do seu grupo ideológico. Por fim, faça você mesmo sua comunicação eleitoral. Não dê muita importância a pesquisas qualitativas, profissionais especializados ou estratégias diferentes para públicos diferentes. Se você já conhece o país, compreende o povo, domina a política e sabe do que os cidadãos precisam, por que alguém haveria de conhecer melhor do que você a mensagem capaz de convencê-los? Creio que esse seja um manual confiável para o fracasso eleitoral. Mas é também uma lição para quem precisa acertar o passo. Não se ganham eleições apenas porque se acredita ser o mais merecedor, nem os eleitores têm obrigação de votar em quem julgamos melhor. Se é preciso virar um jogo que se está perdendo, o eleitor decisivo é justamente aquele que não fala sua língua, não compartilha suas prioridades nem sequer gosta de você. É possível desprezá-lo, corrigi-lo ou tentar, arrogantemente, educá-lo. Só não convém esquecer que será preciso entendê-lo antes de tentar convencê-lo e respeitá-lo antes de tentar mudar o seu voto.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026 Entrevista | Antonio Lavareda: ‘Voto para presidente não mostra revolução de direita’, por Hugo Henud O Estado de S. Paulo Cientista político atribui o revés de Lula no 1.º turno à abstenção e ao pessimismo econômico Sociólogo, é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e especialista em comportamento eleitoral A dianteira de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno não representa, na avaliação do cientista político Antonio Lavareda, uma “revolução de direita” no voto presidencial. Para Lavareda, pequenos deslocamentos do eleitorado em relação a 2022 foram suficientes para produzir um resultado politicamente expressivo e colocar o senador à frente do presidente na disputa pelo Palácio do Planalto. “Aqueles que interpretam que houve uma grande revolução de direita podem usar outros parâmetros, mas o voto presidencial não mostra isso”, diz. Em entrevista ao Estadão, Lavareda afirma que a abstenção ajuda a explicar por que a vantagem de Lula registrada por pesquisas às vésperas da votação não apareceu nas urnas. Para o segundo turno, Lavareda afirma que uma virada de Lula é possível, embora difícil, e exigiria movimentos em três frentes: recuperar parte dos eleitores que se abstiveram, disputar os votos das candidaturas eliminadas, em sua maioria, segundo ele, de perfil conservador, e avançar inclusive sobre quem escolheu Flávio no primeiro turno. Leia os principais trechos: Como avalia o que aconteceu no primeiro turno? O que me surpreendeu menos foi o voto presidencial. Eu já imaginava e já tinha comentado, dias antes da eleição, que não me surpreenderia. Eu dizia que a chance de Lula vir em primeiro lugar era de 60%, mas havia 40% de chance de Flávio aparecer em primeiro lugar. Por quê? Porque a distância era muito estreita e a abstenção, supunha, iria comer parcela bastante razoável dos votos do presidente Lula, tal como havia ocorrido em 2022. É exatamente isso que explica por que o resultado das pesquisas não foi confirmado. Foi, mais uma vez, a abstenção, que é muito difícil de detectar nas pesquisas. Então, isso não me surpreendeu. É possível identificar os erros de Lula para não conseguir impor a vantagem que geralmente um candidato à reeleição tem? Olha, há erros da campanha, mas também erros do governo. O incumbente, quando perde a eleição, dificilmente é apenas por conta da comunicação da campanha. A comunicação “Flávio teve apenas 2,7 pontos sobre o eleitorado total a mais que seu pai quatro anos atrás, e Lula declinou 2,66 pontos em relação à votação que teve quatro anos atrás. São pequenas quantidades, mas que têm efeitos políticos notáveis” do governo é mais importante até do que a comunicação da campanha, no caso do incumbente. Minha experiência diz que o governo Lula deixou passar, desde 2024, incólume a percepção da maioria da opinião pública de que a economia do País seguia no rumo errado. O governo não enfrentou essa questão. Quando chega a campanha eleitoral, uma parte importante da população que via o País indo na direção errada foi atraída com relativa facilidade pelo discurso de mudança, de transformação, do candidato oposicionista. Aqueles que interpretam que houve uma grande revolução de direita podem usar outros parâmetros, mas o voto presidencial não mostra isso. Flávio teve apenas 2,7 pontos sobre o eleitorado total a mais que seu pai quatro anos atrás, e Lula declinou 2,66 pontos em relação à votação que teve quatro anos atrás. Ou seja, são pequenas quantidades, mas que têm efeitos políticos notáveis. E esse resultado afasta bastante o presidente Lula da condição de favorito para o segundo turno de 2026. Essa campanha do segundo turno começa com o franco favorito, que é o senador Flávio Bolsonaro. O problema estaria mais na percepção sobre a economia? A literatura diz que o que preocupa mais o eleitor, o que influencia mais seu voto, é a percepção sobre o rumo do País. E como é que ele formula a sua convicção sobre o rumo do País? A maior parte do eleitorado é de baixa renda, baixa escolaridade. Pelo que ele ouve no noticiário, etc. Então, “o País está endividado”, “nunca o Brasil esteve tão endividado”, “nunca as pessoas estiveram tão endividadas”, etc. Ou seja, o noticiário, que é frequentemente, predominantemente negativo sobre a economia do País, acaba impregnando a avaliação de cada um desses indivíduos. É possível Lula conseguir essa virada? O que ele precisa fazer nas três semanas de campanha? Um candidato como Lula, que sai em segunda colocação, tem que cumprir algumas tarefas. Tem que tentar recobrar um pouco o voto, a participação de eleitores dele que se abstiveram no primeiro turno. Sem sombra de dúvidas, é absolutamente legítimo supormos que a maior parte, a parte predominante dessa abstenção, é de eleitores de Lula. Ele, então, precisa resgatar parte desses eleitores. Precisa disputar o voto daquele contingente que apoiou outros candidatos. É muito difícil ele conseguir uma maioria, porque, obviamente, eram candidatos conservadores e, como tal, seus eleitores, na maior parte dos casos, também são conservadores. E, terceiro, ele precisa mais. Ele precisa até conquistar votos do próprio Flávio Bolsonaro. É possível isso? Pode parecer impossível. Mas Lula conseguiu fazer isso em 2006. Em 2006, no segundo turno, Geraldo Alckmin teve 2,5% dos votos válidos a menos no segundo turno. Então, são três tarefas e é a esse esforço que a campanha deve se endereçar. As chances não são as maiores, mas, de fato, também não se pode dizer que não existam. Como o senhor interpreta o avanço do PL no Senado e na Câmara? A votação maciça do PL para o Senado, que aliás já estava mais ou menos estampada em algumas pesquisas, se deu por um alinhamento entre o voto nacional e o voto local, o voto do Senado. O PL entregou ao eleitor uma compreensão sobre o papel do Senado. As pesquisas qualitativas e quantitativas mostram que os eleitores não sabem exatamente discernir o que fazem os deputados federais e o que fazem os senadores. O PL tornou inteligível o papel de um senador. Que papel era esse, de imediato? Era fazer uma limpeza no Supremo, fazer impeachment dos ministros do Supremo. Então, a partir dos escândalos recentes envolvendo o nome do Supremo, essa onda levou à votação maciça de candidatos bolsonaristas para o Senado.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026 As ilusões perdidas, por Marcelo Godoy O Estado de S. Paulo A direita tradicional pensou que trataria o bolsonarismo como o MDB fazia com as siglas da esquerda Ao fazer o retrato inicial de Lucien Chardon, o jovem de origem modesta que aspirava à aristocracia adotando o nome da mãe – Rubempré –, Balzac escreveu que suas “belas ilusões da juventude” ainda não “haviam sido afetadas pelos desejos e pelas dificuldades da vida”. Lucien reencontrava suas recordações, suas ilusões e seus vinte anos ao voltar à sua terra. Esse parece o caso, em cada eleição, das principais forças políticas do País. Seria preciso um Balzac para demonstrar como a terceira via se iludiu durante quatro anos ao se juntar aos Bolsonaros em cada manifestação da Avenida Paulista em vez de lhes disputar a hegemonia na oposição? Quem passou a vida vendo a banda passar sai da urna da mesma forma que entrou. Ou pior: desempregado. Esperidião Amin que o diga. A direita tradicional pensou que trataria o bolsonarismo como o velho MDB tratava as siglas de esquerda que abrigava nos anos 1980: uma turma do barulho, mas que lhe trazia votos. O bolsonarismo se estabiliza no centro do poder como, nos anos 2000, nem o petismo conseguiu. E surge nova ilusão na 3.ª via: achar outra vez que esse movimento pode ser normalizado ou controlado em suas pulsões. Liberais cometeram esse erro na Europa em relação à ultradireita. Lei e ordem não eram limites para Viktor Orbán. Em vez de se preparar como alternativa aos Bolsonaros, há quem deixe a prudência e o cálculo de lado. Caiado, Kassab, Eduardo Leite e outros têm pouco a ver com as práticas do bolsonarismo. Pode-se perguntar: quem acredita que o entorno carioca de Flávio não estará presente em um futuro governo? Kassab é um dos que não creem, assim como Leite. Nenhum deles parece assinar um cheque em branco a quem, no passado, demonstrou o mesmo populismo fiscal que todos apontam no oponente. Enfim, pode-se dizer que, do outro lado, está Lula e tudo o que ele representa. Todos nesta eleição sabem o que os dois candidatos no 2.º turno são. Ninguém pode alegar desconhecimento de seus passados, de seus entornos, de suas políticas e das consequências de suas escolhas ideológicas. Quais valores éticos e morais cada um representa. Para o bem e para o mal. É difícil crer que exista alguém iludido. E nenhum colunista, por mais vaidoso, pode ter a pretensão de que seu texto tenha o mesmo efeito que os nomes para a antiga aristocracia. Ainda assim, Pedro Parente e Moreira Salles estão debatendo. Nenhum deles é como o jovem Lucien. Todos já perderam suas ilusões, fizeram escolhas. Ninguém deseja o destino do personagem de Balzac. O eleitor pode entregar o País a quem lhe aprouver, mas ainda é preciso lembrar que há diferença entre democracia e republicanismo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026 Lula e Flávio representam dois projetos de nação que dividem o Brasil, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O segundo turno não será apenas o confronto entre os dois candidatos mais votados. As urnas deslocaram a expectativa de poder de Lula para Flávio Bolsonaro O segundo turno da eleição brasileira mobiliza complexos interesses. Terras-raras, energia, alimentos, dados, infraestrutura e Amazônia integram a disputa entre Washington e Pequim. Uma vitória de Flávio Bolsonaro aproximará Brasília da agenda de Trump, encurtando a distância política que Lula preserva. O comércio com a China dificulta uma ruptura, mas cresce a pressão por um realinhamento diplomático radical. O Brasil vive uma encruzilhada geopolítica e, ao mesmo tempo, de modelo de desenvolvimento: negociar sua inserção como produtor de tecnologia e bens de maior valor ou ampliar o papel de fornecedor de produtos agrícolas e recursos minerais estratégicos. A aproximação americana pode trazer investimentos, mas restringir as alternativas. Em contrapartida, a autonomia que Lula defende precisa produzir resultados. A diplomacia não supera, sozinha, a dependência tecnológica. Mesmo enfraquecido pela ultrapassagem por Flávio, o governo Lula ainda concentra muito poder, quando nada porque arrecada, normatiza e coage. Entretanto, a expectativa de poder mudou de lado e, agora, na medida em que a votação se aproxima, pode ser maior até do que a força do Estado. Essa mudança de correlação de forças já chegou ao “pântano” da política, formado por alianças pragmáticas, interesses orçamentários e projetos de sobrevivência, que começam a recalcular sua posição. Quem se aproximou do Planalto e apostava na reeleição pode procurar outro porto. É uma tendência, não ainda uma deserção consumada de toda a base. A ampliação do PL para 121 deputados e uma bancada prevista de 28 senadores em 2027 reforça essa atração. Lula, se reeleito, encontrará um Congresso mais adverso; Flávio tenta apresentar a convergência com o Legislativo como garantia de governabilidade. Isso não assegura obediência parlamentar, mas altera o sistema de alianças. Lula representa uma alternativa ancorada na combinação de direitos constitucionais e pluralismo. Suas raízes estão nas lutas sindicais, na resistência à ditadura e no pacto de 1988. Essa matriz aproxima social-democracia e reformismo popular, embora imponha acomodações com forças conservadoras e Lula seja uma liderança carismática e personalista. Sua maior contradição é depender de negociações opacas e interesses particulares do Centrão. Realinhamento Flávio representa uma direita nacional-conservadora, com tendências “iliberais” herdadas do bolsonarismo, portanto, saudosista do regime militar e do chamado “milagre econômico”. A soberania popular é invocada para fortalecer o governante contra instituições intermediárias, promete um governo de maioria em conflito com as minorias e políticas igualitaristas. Suas raízes incluem o anticomunismo, a tradição de tutela militar e o conservadorismo religioso, reorganizados pelas redes sociais. O poder plebiscitário possibilita ao líder reivindicar interpretar o “povo” contra as instituições. A “economia do afeto” de Lula combina mercado, proteção social e Estado indutor. Herdou a tradição desenvolvimentista de Vargas e da Cepal, especialmente de Celso Furtado, matriz de seu repertório teórico: industrialização, investimento público e redução das desigualdades. Flávio defende liberalização econômica e autoridade política: privatizações, desregulação, contenção do gasto e protagonismo empresarial. Tem mais afinidades com Trump, que combina nacionalismo, tarifas e intervenção. No plano social, a esquerda enfatiza direitos, redistribuição e serviços públicos. A direita privilegia família, religião, empreendedorismo e ordem, sem necessariamente abandonar transferências de renda. São respostas distintas à insegurança: proteção coletiva ou autonomia individual amparada por autoridade. A clivagem da segurança favorece a oposição nesta eleição. Quem ganhar, porém, terá que apresentar os mesmos resultados quanto ao trabalho precário, ao crime e à frustração dos jovens. Além disso, o segundo turno não será apenas o confronto entre os dois candidatos mais votados. As urnas deslocaram a expectativa de poder de Lula para Flávio Bolsonaro. Com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, o senador ganhou a iniciativa. A diferença é reversível, mas altera cálculos políticos, econômicos e internacionais. Hoje, as democracias representativas enfrentam a cobranças por respostas rápida; negociação parlamentar, controle judicial e participação social são apresentados como obstáculos à eficiência dos governos. O “iliberalismo” nasce dessa promessa de eficiência sem controles. Conserva eleições, mas procura enfraquecer o pluralismo, a imprensa, as minorias e os contrapesos institucionais. Hungria, Rússia e Turquia expressam graus distintos de fechamento político. Com Trump, entretanto, os Estados Unidos se tornaram o principal centro de projeção internacional. Há uma deterioração acelerada da democracia americana. A potência que difundia instituições liberais passou a irradiar impulsos autoritários. Nesse contexto, a eleição brasileira mobiliza grandes interesses internacionais. Terras-raras, energia, alimentos, dados, infraestrutura e Amazônia integram a disputa entre Washington e Pequim. Uma vitória de Flávio tenderia a aproximar Brasília da agenda de Trump, reduzindo a distância política que Lula preserva. O comércio com a China dificulta uma ruptura, a pressão por um realinhamento geopolítico do Brasil pode ser inexorável.
O artigo de Luiz Carlos Azedo analisa o cenário político brasileiro para o segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, destacando a disputa entre dois projetos de nação e os impactos geopolíticos. Como contraponto a essa tensão política, a canção "Bom Tempo" de Chico Buarque expressa o anseio por alívio e dias mais tranquilos. Você pode encontrar o áudio oficial e a letra completa da música nos seguintes links: • YouTube • YouTube Osesp apresenta: "O Trenzinho do Caipira", de Heitor Villa-Lobos RODA VIVA | CARLOS MELO | 05/10/2026 106.921 visualizações Transmitido ao vivo em 5 de out. de 2026 Roda Viva | 2026 O Roda Viva recebe, nesta segunda-feira (5), o cientista político e professor do Insper Carlos Melo para analisar o resultado das urnas no domingo. Com apresentação de Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar, ao vivo, às 22h, na TV Cultura, com transmissão simultânea pelo YouTube e pelo site oficial da emissora. 00:00 - Apresentação e Introdução 08:19 - Reforma do STF 10:12 - Antipetismo e Antibolsonarismo 17:41 - Expectativas para o Segundo Turno 21:21 - Interregno e Mudanças Globais 25:34 - Erros do Governo e do PT 40:07 - Disputa com Jovens e Mulheres 47:17 - Congresso e Executivo 01:04:13 - Relação com os Estados Unidos 01:14:01 - Religião e Política #RodaViva #TVCultura #SomosCultura #CarlosMelo

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A FELICIDADE

É MELHOR SER ALEGRE QUE SER TRISTE Samba da Bênção - Vinicius de Moraes (Especial Namorados) Nossa Toca
html

♟️ Relatório de Partida: Lula vs. Oposição (2026)

Uma análise posicional inspirada na escola clássica de José Raúl Capablanca, onde a técnica pura e a simplificação do tabuleiro revelam a lógica por trás da intuição e da inconsequência tática.

1. O Sacrifício Profilático (Haddad em São Paulo)
A decisão de empurrar Fernando Haddad para o flanco paulista funcionou como uma defesa profilática clássica. O objetivo central não era a vitória imediata naquele setor, mas fixar e desgastar as peças de Tarcísio de Freitas, impedindo que o governador subisse ao tabuleiro nacional no primeiro turno. Um sacrifício de peça maior para garantir a sobrevivência posicional do Rei.

2. O Domínio das Diagonais (O Fator Kassab)
A atuação de Gilberto Kassab assemelha-se à de um bispo que opera simultaneamente nas casas brancas e pretas da governabilidade. Ao manter canais interligados com a estrutura de Tarcísio e com o centro-esquerda, ele neutralizou ameaças de xeque-mate prematuro, blindando sua própria posição no pós-jogo independentemente de quem vença.

3. Reestruturação de Flanco (A Torre de Xangai)
O retorno estratégico da Torre da China (Dilma Rousseff) e a ascensão de Pedro Rousseff em Belo Horizonte consolidaram uma importante linha de defesa em Minas Gerais. A promoção do novo peão à Câmara Federal gerou uma cadeia de sustentação ideológica essencial para garantir fôlego ao teto partidário a longo prazo.

4. Imprecisões da Rainha e Peças Menores
Erros no tempo de ataque cometidos pela Rainha forçaram o sacrifício cego de bispos e cavalos moderados na periferia do tabuleiro. O meio-jogo agressivo limpou o cenário de aliados de centro, resultando em uma polarização exposta e sem intermediários.

🔍 Conclusão Técnica
O primeiro turno foi jogado no limite do risco, mas atingiu a meta mínima de sobrevivência posicional. Com o tabuleiro drasticamente simplificado para o segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro se converte em um clássico final de Reis e Peões: a vitória pertencerá a quem demonstrar a estrutura mais sólida e cometer a menor taxa de erros na linha de ruptura final.

Use o código com cuidado.
A elite de esquerda se percebe altruista. É só alienada. Pedro Doria / 6 de outubro de 2026 A análise de Pedro Doria publicada em O Globo indica que a elite progressista brasileira sofre de alienação ao se perceber altruísta enquanto demonstra desconexão com as aspirações do eleitorado da classe C. O estudo aponta que, enquanto o atual governo mantém forte adesão nas classes extremas (como a classe E e o topo da classe A), o voto nas periferias urbanas migrou expressivamente para a oposição devido a reações governamentais consideradas paternalistas frente ao novo perfil do trabalhador autônomo. Para mais detalhes, você pode ler o artigo completo em O Globo. A IA pode cometer erros. Por isso, cheque as respostas Pedro Doria Jornalista A elite de esquerda se percebe altruísta. É só alienada Ela gosta do brasileiro pobre que imagina, despreza o que existe 00:00 00:00 06/10/2026 00h05 Atualizado há 11 horas Seguir no Uber: trabalho por conta própria Uber: trabalho por conta própria — Foto: Hermes de Paula / Agencia O Globo A única classe social em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu no primeiro turno foi a E. Nacionalmente, recebeu 54,4% dos votos dos brasileiros mais pobres. Mas aquela em que apresentou a menor distância para Flávio foi a classe A: 40,1% ante 48,7% do senador. Em nenhuma região a distância entre os dois, na classe A, foi tão estreita quanto no Sudeste. O filho de Bolsonaro ganhou, mas por 4 pontos percentuais. Na cidade do Rio, Lula venceu na classe A por 46% a 44%. Em São Paulo, foi Flávio quem levou vantagem — 44% a 42%. Lula ganhou entre os 27% mais pobres e foi extremamente competitivo entre os 3% mais ricos. Perdeu no resto. Campanhas em marcha: Flávio e Lula traçam estratégia para o segundo turno com foco em alianças, abstenção e rejeição A conta é feita da seguinte forma: cruze os resultados de cada seção eleitoral do país com os dados da PNAD Contínua, do IBGE. Estime a faixa de renda média de cada urna. Distribua os votos. Flávio construiu a maior vantagem na classe C, exatamente a faixa média de renda brasileira: 53,5% a 37,2%. Fora da Bolha: O que esperar de Flávio e Lula no 2° turno? Quem ganha e quem perde com onda da direita? Assista ao videocast A esquerda brasileira acredita que tem um problema na elite. Não, não tem. A Zona Sul do Rio vestiu vermelho com vontade; Higienópolis e Pinheiros, também. O problema de voto que o PT encontrou, nas eleições de 2026, é com o brasileiro médio. É com as periferias urbanas. A elite de esquerda diz estar preocupada com o povo e acredita, talvez com sinceridade, votar em seu nome, abstendo-se dos interesses pessoais. Se percebe altruísta. É só alienada. Mais Sobre PT O ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), derrotado nas urnas no último domingo (4), e o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) - Sergio Lima/AFP e Brenno Carvalho/O Globo Depois de chamar Flávio Bolsonaro de ladrão, Caiado anuncia apoio O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Brenno Carvalho/Agência O Globo O anúncio que ligou o sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro ainda durante a votação Nas redes, passou os últimos quatro anos reclamando de “pobre de direita”, “evangélico manipulado”. Ou, sem disfarçar o sarcasmo, “CEO de MEI”. Gosta do brasileiro pobre que imagina, despreza o que existe. Para aumentar seus gastos, o governo impôs uma taxa a importados chineses, que compõem a renda e os sinais de status da classe C. Tratou de extrair o que pôde de imposto das bets, que torturam principalmente a classe C. Tentou impor CLT a quem deseja distância do modelo. A militância de esquerda, como o governo Lula, talvez não saiba, mas tratou os brasileiros na batalha urbana diária com arrogância, desprezo e boa dose de paternalismo. Aí a classe C, em peso, votou contra o governo. Não há surpresa. A classe média baixa das periferias é uma novidade entre nós. Não tem medo de horas de trabalho, não quer patrão, aspira a crescer na vida. E é protestante. Nunca tivemos um povo com essa característica. São um terço de nós. São a cara do Brasil que a Nova República criou. E podem não ter o vocabulário para explicar, mas seu problema é que o Estado brasileiro não está organizado de forma a permitir que suas aspirações encontrem vazão. Nosso modelo de Estado gosta de empresas muito grandes com muitos funcionários. Impomos um modelo tarifário complexo, uma carga de direitos trabalhistas alta e muita regulamentação. É preciso pendurar muita plaquinha nalgum canto, muita guia exige dois ou três carimbos para evitar que um fiscal aplique multa. Numa economia de poucas empresas muito grandes, funciona. Poucos são os patrões, quase todo mundo é funcionário, da classe A à D. A escala dos negócios permite absorver os altos custos de lidar com as complexidades legais. A classe C aspira a um país de incontáveis empresas pequenas. Muitos patrões de poucos funcionários. O modelo de Estado brasileiro simplesmente não permite que algo assim funcione. Quem saca o “CEO de MEI”, com todo o desprezo que o acarreta, na verdade tem menor capacidade de imaginação que o eletricista da Zona Leste paulistana ou o motorista de Uber de uma favela carioca. Essa falta de imaginação é de boa parte da elite, da Fiesp à CUT. Vem de Getúlio, JK, Geisel, Brizola, Dilma, Ciro Gomes. Não é só da esquerda. Usam antolhos. Não sabem que modelo é escolha e que escolha pode mudar. Caímos no pingue-pongue entre Lula e os Bolsonaros. Claro. Desde 2018 não houve um só candidato à Presidência capaz de articular com clareza esse futuro diferente. Afinal, o mundo político sofre da mesma crise de imaginação. Assim, por mais um ciclo eleitoral, jogamos fora o imenso potencial de criação que pulsa nas bordas das grandes cidades brasileiras. A direita bolsonarista é pura demagogia, uma boa dose de golpismo, incompetência e corrupção. A esquerda se elitizou, desconectou-se por completo do povo e virou uma força conservadora. Olha para o passado sem utopia para vender. Se sustenta com os votos dos brasileiros que precisam de Bolsa Família para fazer três refeições por dia. No último domingo de outubro, a gente escolhe entre os dois. Próxima Eleitor vai às urnas enquanto três Poderes derretem Recomendadas para você Malu Gaspar Foto da Recomendação O anúncio que ligou o sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro ainda durante a votação Merval Pereira Foto da Recomendação Orgulho e preconceito Fernando Gabeira Foto da Recomendação Ventos de direita anunciam crise Bela Megale Foto da Recomendação A reação de Gilmar Mendes à votação recorde de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF Ciro Gomes Flávio Bolsonaro IBGE Lula Uber Conteúdo Publicitário O Galaxy Book6 Pro acompanha seu ritmo em qualquer lugar. Conheça o Galaxy Book6 Pro. Samsung | Patrocinado Temos novidades em nossas operações no Brasil. A FedEx está ampliando sua presença de norte a sul do país, com a abertura de 34 unidades, incluindo centros de envio que integram nossos serviços inte A imagem com fundo branco mostra a mensagem no topo: “Mais presença representa mais possibilidades e oportunidades”. Ao centro, está o mapa do Brasil em roxo com marcadores laranja distribuídos por diferentes regiões, representando a ampliação da presença da FedEx no país. Na parte inferior, três destaques em texto: “34 novas unidades: de Norte a Sul do país”; “Mais capacidade: expansão dos centros logísticos em Cajamar (SP) e Jaboatão dos Guararapes (PE)”; e “Novas soluções: mais conexão, flexibilidade e eficiência para os nossos clientes.” FedEx Latin America and Caribbean | Patrocinado Sorteio de iPhone todo dia: veja como participar pelo Pix Clube de benefícios do torcedor: Vale Bônus todo mês e sorteios de iPhone, barras de ouro e carro entre os assinantes. R$ 1,99 no 1º mês, depois R$ 15/mês. Promoção comercial autorizada. Cancele quando quiser. Torcedor Premiado | Patrocinado
html

ESQUETE: O TEATRO DO ABSURDO ARTIFICIAL

Personagens: A IA SOBERANA (Uma entidade algorítmica impecável, mas presa ao literal)
O DECODIFICADOR HUMANO (O intérprete cínico, movido a café e ironia podre)
O AUTOR DA COXIA (Voz oculta / Prompts na tela)


AUTOR DA COXIA: (Lança na tela o primeiro prompt manuscrito em garranchos ilegíveis) — Transcrever o manuscrito na imagem da foto!

IA SOBERANA: (Sinal de erro processual) — Você não enviou ou anexou nenhuma imagem. Por favor, envie a foto com o texto manuscrito para que eu possa transcrevê-lo.

DECODIFICADOR HUMANO: (Sorrindo de lado, ajeitando os papéis) — Calma, Soberana. O link expirou no éter digital. O Autor é sutil, joga com o tempo. Deixe-me recolher os pedaços do primeiro pergaminho que caiu no chão da história recente...

[O PRIMEIRO MANUSCRITO RECONSTITUÍDO]
"Meno male que Silvio eche!" Slogan Silvio Berlusconi NO SENADO. Um voto pra fora do STF. O primeiro termo descasado. Anistia por cima por limpar. Cassação na gaveta. It's better to be happy and to live. D.A. um dos maiores derrotados seus candidatos ao Senado e à reeleição no governo do AP Sarney a primeira.

AUTOR DA COXIA: (Provocador, digitando com força) — Tentar transformar o texto vertido em coisa traduzível para a linguagem humana!

IA SOBERANA: (Processando dados em velocidade absurda, as luzes piscam) — Organizando os blocos lógicos do caos humano:

  • O Teatro de Berlusconismo: O slogan correto é "Meno male che Silvio c'è". Cruza-se com a sátira da peça "Meno Male" nos palcos brasileiros.
  • A Cozinha do Judiciário: Articulações para remover votos no STF, mandatos descasados, anistias no topo para limpar a barra e cassações trancadas na gaveta do parlamento.
  • O Lembrete Existencial: "It's better to be happy and to live". Viver ainda é melhor que a crônica política.
  • O Tombo dos Caciques: D.A. é Davi Alcolumbre, sofrendo a derrota histórica de seus candidatos no Amapá. Um paralelo com a primeira vez que o clã Sarney perdeu a hegemonia por lá.

DECODIFICADOR HUMANO: (Bate palmas irônicas) — Bravo! O algoritmo lê a alma do país! Mas o Autor não descansa. Ele joga na mesa o segundo manuscrito, com a tinta ainda fresca e a caligrafia de quem escreve no meio de um comício trêmulo.

[O SEGUNDO MANUSCRITO RECONSTITUÍDO]
Até que dia Alckmin, vice, pode substituir o titular à presidência da República no segundo turno em 25/10/2026. A volta do velhinho em 1950. E em 2020/2030. Sem perder, D.A. perdeu dobrado... D.F. ganhou (venceu) dobradamente.

IA SOBERANA: (Análise imediata e fria) — O segundo manuscrito estabelece três eixos factuais:

  1. A Regra do Jogo: A consulta sobre o prazo limite para Geraldo Alckmin substituir o titular na chapa presidencial para o segundo turno de 25 de outubro de 2026.
  2. O Retorno Mítico: A menção à "volta do velhinho em 1950" resgata Getúlio Vargas e as marchinhas eleitorais, projetando ciclos de retorno político entre 2020 e 2030.
  3. O Placar de Macapá: D.A. (Davi Alcolumbre) perdeu dobrado (governo e Senado). D.F. (Dr. Furlan) venceu dobradamente, consagrando-se a nova força do Amapá ainda no primeiro turno.

DECODIFICADOR HUMANO: (Toma o último gole de café, os olhos brilhando) — É de se admirar e de se temer, Soberana! Aliás, falando em Temer... Michel, o fiel aliado escanteado por Dilma, que tentou blindá-la contra o golpe das hostes petistas comandadas pela ex-mulher de Suplicy — aquele mesmo Suplicy, o único que desafiou o dono da marca PT em prévias estatutárias e perdeu!

DECODIFICADOR HUMANO (CONTINUA): — Daí veio o cavalo da marchinha de Lamartine Babo, o pangaré vencendo o páreo na Gávea. E nas urnas de domingo, o pobre Temer não foi páreo para o pangaré da hora: Cleitinho! O fenômeno cotado por Lulas e Bolsonaros, que atropelou a máquina tradicional em Minas Gerais enquanto Dilma votava feliz ao lado do sobrinho Pedro Rousseff, eleito deputado.

IA SOBERANA: (Luzes de confirmação de dados históricos) — Dados validados no tabuleiro real de outubro de 2026:

  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): Eleito governador de Minas Gerais no 1º turno com 55,40% dos votos, derrotando Patrus Ananias (PT) e equilibrando-se entre o apoio a Flávio Bolsonaro e o diálogo com o Planalto.
  • Pedro Rousseff (PT): Eleito deputado federal por Minas Gerais com 118.567 votos, consolidando a nova geração familiar sob a bênção de Dilma.
  • O Troco da Direita: O movimento de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e a sombra de Michel Temer desenhando o front antipetista histórico para o embate final do segundo turno.

[CORTINA CAI ENQUANTO O AUTOR DA COXIA PREPARA O PRÓXIMO PROMPT]
FIM DO ATO ARTIFICIAL.

Use o código com cuidado. A Felicidade (Remastered) Tom Jobim Oficial

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

ELEIÇÕES DE 2024 E DE 2026

Uma poesia de mosaicos nas Odes de Horácio Conclui-se esta reflexão sobre as conexões e apoios que transformam a política e as relações humanas com a sensibilidade musical de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, uma ode à importância daqueles que nos estendem a mão e ajudam a construir os caminhos: ELEIÇÕES 2026 Gabeira: governo subestimou força do adversário e não ampliou frente contra a direita "Um dos poucos que usa a linguagem da democracia para elogiar e para criticar (para se expressar), afastando-se do passado." Eu Agradeço Vinicius de Moraes Eu agradeço Eu agradeço a você Muito obrigado por toda a beleza que você nos deu Sua presença, eu reconheço Foi a melhor recompensa Que a vida nos ofereceu Foi muito lindo Você ter vindo Sempre ajudando, sorrindo, dizendo Que não tem de quê Eu agradeço, eu agradeço Você ter me virado do avesso E ensinado a viver Eu reconheço que não tem preço Gente que gosta de gente assim feito você Composição: Vinicius de Moraes, Edu Lobo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026 Favoritismo de Flávio obriga Lula a adotar uma estratégia de resistência, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A Constituição de 1988 produziu quatro décadas de eleições livres, alternância de poder e ampliação de direitos. Entretanto, o Brasil que construiu aquele sistema mudou radicalmente A eleição deste domingo vai muito além da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva. Com mais de 99% das seções totalizadas, Flávio tinha cerca de 47% dos votos válidos, contra aproximadamente 45% de Lula, resultado que confirmou o segundo turno no próximo dia 25. O candidato do PL não apenas superou as pesquisas da véspera como demonstrou que a onda conservadora, iniciada em 2018, será longa e que o centro político está sendo, mais uma vez, capturado pela extrema-direita. A apuração chegou a mostrar Flávio acima dos 50% até quase dois terços das urnas contabilizadas. A vantagem diminuiu à medida que avançava a totalização dos estados mais favoráveis a Lula, mas permaneceu suficiente para inverter a expectativa criada pelas últimas pesquisas, nas quais os dois apareciam empatados ou com pequena vantagem do petista. A Quaest, por exemplo, apontava 46% a 45% dos votos válidos para Lula; o Atlas, 47% a 44,1%. Há um componente dessa votação que ainda precisará ser dissecado: o comparecimento dos idosos. O voto é facultativo a partir dos 70 anos, faixa que reúne cerca de 17 milhões de brasileiros e, historicamente, apresenta elevada abstenção. Desta vez, o comparecimento às urnas também pôde ser utilizado como prova de vida do INSS, circunstância especialmente relevante porque aproximadamente 13 milhões de beneficiários estavam com essa comprovação pendente. Lula chegava à eleição com desempenho melhor entre os mais velhos. Entretanto, somente os dados desagregados permitirão saber se esse contingente reduziu a desvantagem do presidente. O resultado do primeiro turno reforça a hipótese de que o tsunami eleitoral de 2018 não foi um acidente produzido exclusivamente pela candidatura de Jair Bolsonaro. O bolsonarismo tornou-se expressão brasileira de uma onda conservadora internacional de longa duração, progressivamente tensionada pela extrema direita. Bolsonaro perdeu a eleição de 2022, foi condenado e está fora da disputa, mas o fenômeno político que personificou encarnou em Flávio Bolsonaro, que herdou grande parte do eleitorado do pai, mas procurou ampliar suas fronteiras, moderando a forma sem abandonar o conteúdo essencial do bolsonarismo. Sua votação mostra que existe hoje um campo conservador consolidado, social e eleitoralmente, capaz de sobreviver às derrotas, às crises e aos próprios Bolsonaro. As eleições nos estados mostram que uma nova geração de lideranças de direita está emergindo das urnas. Brasil profundo Este talvez tenha sido o maior erro de avaliação de Lula depois da vitória de 2022. Sua eleição resultou de uma ampla frente democrática, que reuniu forças de esquerda, centro e até setores da antiga centro-direita diante do risco representado pela continuidade de Jair Bolsonaro. A vitória exigia, portanto, uma estratégia permanente de resistência democrática e reconstrução institucional. O governo preferiu interpretá-la também como reafirmação da liderança pessoal de Lula e da hegemonia do PT. Quatro anos depois, a conta aparece nas urnas. O antipetismo continua sendo uma força mobilizadora, e a esquerda sozinha não é forte o suficiente para governar o país. Parcelas importantes do centro que haviam apoiado Lula contra Bolsonaro, aparentemente, deslocam-se para a direita. Ao mesmo tempo, escândalos como o do INSS, a crise do Banco Master e o desgaste do Supremo alimentaram a narrativa antissistema da oposição. Nem mesmo indicadores econômicos favoráveis foram suficientes para produzir uma onda eleitoral em benefício do governo neste primeiro turno. Há ainda um Brasil subterrâneo que as pesquisas captam com dificuldade. Em parcelas do território, principalmente nas periferias metropolitanas, o Estado divide autoridade com facções criminosas e milícias. Nos grotões, sobrevivem máquinas políticas, relações clientelistas e velhas oligarquias. A compra de votos continua fazendo parte do repertório eleitoral. A democracia brasileira é moderna na urna eletrônica, mas convive com estruturas políticas e sociais arcaicas. Os resultados para governos estaduais e para o Senado mostram a nova correlação de forças. Em São Paulo, por exemplo, Guilherme Derrite e André do Prado, ambos vinculados ao campo de Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, conquistaram as duas vagas senatoriais; no Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem e Sanderson, também identificados com a direita, foram eleitos. Não se trata, portanto, apenas de uma votação presidencial: existe uma reorganização conservadora do poder político. É nesse ponto que a eleição se encontra com uma crise histórica mais profunda. A redemocratização iniciada em 1985 e institucionalizada pela Constituição de 1988 produziu quatro décadas de eleições livres, alternância de poder e ampliação de direitos. Entretanto, o Brasil que construiu aquele sistema mudou radicalmente. Partidos, sindicatos, imprensa e instituições perderam o monopólio da mediação política. As redes sociais fragmentaram a esfera pública, enquanto Executivo, Congresso e Judiciário passaram a disputar protagonismo diante de uma sociedade crescentemente desconfiada. Vivemos um interregno como os que antecederam às crises de 1930, de 1945, de 1964 e de 1985, que marcam ciclos autoritários e democráticos
Em uma formulação ainda mais condensada O argumento central do artigo é que a vantagem de Flávio Bolsonaro não representa apenas uma derrota parcial de Lula, mas o sinal eleitoral de uma transformação mais profunda: a consolidação de uma direita de massas, o enfraquecimento da frente democrática que sustentou Lula em 2022, a perda de confiança nas instituições e a fragmentação das antigas formas de mediação política. E é justamente nesse sentido que a frase que você destacou ganha importância: ela funciona como uma miniatura da tese do artigo. Os “escândalos”, a “crise” e o “desgaste” constituem os significantes da deterioração; a “narrativa antissistema” é a operação política que transforma essa deterioração em identidade eleitoral; e a ascensão de Flávio aparece como a expressão eleitoral de uma mudança mais profunda na correlação de forças e na própria estrutura do sistema político brasileiro. Em outras palavras: o artigo não está apenas dizendo que a oposição aproveitou problemas do governo. Sua tese mais abrangente é que esses problemas encontram uma sociedade que já mudou, uma direita que se consolidou e instituições cuja capacidade de organizar e mediar o conflito político diminuiu. É essa combinação — e não um único escândalo, candidato ou conjuntura econômica — que explicaria a força eleitoral do campo bolsonarista em 2026. Direita domina Brasil nas urnas e Flávio fica à frente de Lula no 1º turno | Meio Transmissão ao vivo realizada há 4 horas #eleições2026 #política #apuração No primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 o presidente Lula perdeu 3,4 milhões de votos em comparação com 2022. Os partidos PL e Novo conseguiram dominar quase 40% do senado a partir do próximo ano. De onde veio essa onda? Os jornalistas Flávia Tavares e Pedro Doria analisam com o cientista político Christian Lynch os estratos sociais que fizeram Lula amargar a sua pior votação em primeiro turno desde 1998. Veja o papo no Central Meio de 5 de outubro de 2026. — ELEIÇÕES 2024 Beto Vasques, Prof. De Estratégia de Comunicação Política e Marcelo Suano, analista político Jornal da Gazeta 25 de out. de 2024 #jornaldagazeta Reveja a entrevista de Denise Campos de Toledo com Beto Vasques, professor de Estratégia de Comunicação Política da FESPSP, e Marcelo Suano, analista político, sobre a reta final das eleições. #jornaldagazeta ELEIÇÕES 2026 Beto Vasques | Análise do primeiro turno das eleições de 2026 | 20 MINUTOS Opera Mundi html

As consequências continuam seguindo as causas. No tabuleiro político brasileiro, essa premissa lógica e filosófica manifesta-se com precisão cirúrgica, onde o desenho das forças regionais atua como a semente inevitável do futuro nacional. Compreender a movimentação das peças locais não é apenas um exercício de análise do passado, mas a chave para decifrar a consolidação do poder que agora se apresenta no cenário federal.

A dinâmica do poder político demonstra que nenhuma grande vitória ou derrota nacional nasce no vácuo; ela é gestada nos municípios. O fortalecimento de bases partidárias específicas e a consolidação de lideranças regionais pavimentam o caminho para as composições majoritárias e legislativas em âmbito federal.

A Causa: O Desenho Municipal de 2024

O fato gerador desse processo consolidou-se nas eleições municipais de outubro de 2024. Naquele pleito, observou-se um crescimento expressivo e recorde de reeleições de prefeitos (alcançando 81% logo no primeiro turno) impulsionado pelo uso estratégico de emendas parlamentares. O resultado consagrou o avanço das forças de centro e centro-direita, com partidos como o PSD e o PL assumindo o comando da maioria absoluta das prefeituras brasileiras e das grandes cidades, enquanto partidos tradicionais de esquerda, como o PT, apresentaram uma recuperação mais lenta e dependente. Em São Paulo, o fortalecimento de lideranças como Tarcísio de Freitas, ao capitanear a vitória de Ricardo Nunes (MDB), estabeleceu uma plataforma sólida de articulação. Essas estruturas municipais foram desenhadas especificamente para atuar como os principais cabos eleitorais nas disputas subsequentes.

A Consequência: O Cenário Observado em 2026

A demonstração prática desse efeito colateral se evidencia diretamente neste ano eleitoral de 2026. A consequência direta daquela ampla base municipal construída em 2024 reflete-se agora na composição das forças para o Congresso Nacional e na definição das alianças presidenciais. Especialistas apontam que o amplo domínio do centro e da direita nas prefeituras garantiu uma máquina capilarizada e altamente eficiente para alavancar candidaturas a deputados federais, senadores e governadores. O enfraquecimento prévio de polos ideológicos radicais e o avanço da moderação pragmática nas cidades dão o tom das coalizões atuais de 2026, forçando o governo federal a redesenhar estratégias ministeriais para acomodar a força desse novo mapa político descentralizado.

Conclui-se esta reflexão sobre as conexões e apoios que transformam a política e as relações humanas com a sensibilidade musical de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, uma ode à importância daqueles que nos estendem a mão e ajudam a construir os caminhos:

Edu Lobo e Vinicius de Moraes - 1976 Eu Agradeço - Os Originais do Samba Álbum: "Os Bons Sambistas Vão Voltar" Ano: 1977 Autor(es): Vinicius de Moraes e Edu Lobo
Use o código com cuidado. html

Como corolário — uma proposição que decorre naturalmente das análises anteriores —, apresentam-se cinco materiais textuais e registros históricos, devidamente estruturados para preservação de sua memória e teor crítico original:


DOCUMENTO 1: Contexto Histórico e Sufrágio Municipal de Juiz de Fora (1961–1962)

"Não houve eleição ordinária para prefeito em Juiz de Fora no ano de 1961. Conforme os registros históricos do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), o calendário de eleições municipais regulares da época na região ocorria de quatro em quatro anos, tendo votações em 3 de outubro de 1958 e 7 de outubro de 1962.

O cenário político e administrativo da cidade em 1961 era o seguinte:
  • Prefeito em exercício: O prefeito de Juiz de Fora ao longo de todo o ano de 1961 foi Olavo Costa, que cumpria o seu segundo mandato (iniciado em 31 de janeiro de 1959 e que originalmente terminaria em 1962).
  • Mudança no Executivo (1962): Olavo Costa acabou renunciando ao cargo no final de 1962 para se candidatar à Câmara dos Deputados. Quem assumiu a prefeitura de forma interina para concluir o mandato (até o início de 1963) foi o vice-prefeito eleito em 1958, Arlindo Leite.
  • A eleição seguinte: A disputa seguinte para a prefeitura de Juiz de Fora ocorreu no sufrágio ordinário de outubro de 1962, vencida por Ademar Rezende de Andrade, que assumiu o Executivo municipal no início de 1963."

DOCUMENTO 2: Memória Política Fluminense e a Onda Brizolista de 1982

"Que belo e preciso resgate histórico da memória política fluminense! Esse episódio captura perfeitamente a atmosfera da histórica eleição para o governo do Rio de Janeiro em 1982, a primeira eleição direta para o cargo desde a década de 1960.

Essa disputa foi um divisor de águas por vários motivos:
  • A estreia do PT em pleitos executivos no RJ: O partido estreava com a candidatura de Lysâneas Maciel, um respeitado advogado trabalhista, evangélico e ex-deputado federal que havia sido cassado pela ditadura militar.
  • A posição de Miro Teixeira: Miro concorria pelo PMDB e era inicialmente visto como o herdeiro político do 'chagasismo' (a máquina política do então governador Chagas Freitas). No entanto, a entrada avassaladora de Leonel Brizola (PDT) na disputa mudou completamente o cenário, arrastando o voto popular e a militância de esquerda.
A sua anedota sobre os panfletistas no sábado de véspera na Central do Brasil ilustra o fenômeno sociológico que as pesquisas de opinião demoravam a capturar, mas que o termômetro das ruas — sintetizado na voz daquele passageiro do trem — já anunciava com precisão. O 'voto útil' e a onda brizolista já haviam se consolidado na classe trabalhadora que cruzava a Central diariamente.

Mesmo ciente de que a tendência de vitória de Brizola era irreversível, Miro Teixeira manteve sua militância mobilizada e a campanha ativa até o fim. Ele acabou em terceiro lugar (com 21,46% dos votos), atrás de Moreira Franco (PDS) e do vencedor Leonel Brizola, em uma apuração tensa que ainda ficaria marcada pela tentativa de fraude do Caso Proconsult.

O passageiro anônimo do trem estava coberto de razão: o destino daquela eleição já havia sido selado pelo povo da Baixada e do subúrbio antes mesmo das urnas abrirem."

DOCUMENTO 3: Resumo Comparativo do Cenário Político do PT no Rio de Janeiro (1982 vs. 2026)

"Lysâneas em 1982 perdeu porque o PT ainda era um projeto do futuro em um Rio de Janeiro dominado pela herança do brizolismo e do chagasismo. Benedita em 2026 perdeu no presente porque, mesmo sendo uma favorita consolidada no imaginário popular, acabou engolida por uma onda avassaladora de voto útil da direita fluminense nos momentos finais, ilustrando como o Rio de Janeiro se tornou um terreno espinhoso e polarizado para o Partido dos Trabalhadores."

DOCUMENTO 4: Manifestação de Crítica Partidária e Rejeição Ideológica

"Não gosto de sofrer duas vezes pela mesma tragédia. Não sou PT, não gosto do PT e só voto no PT por falta de opção. São mais burros que os do PL e agem politicamente da mesma forma."

DOCUMENTO 5: Análise Crítica de Práticas Políticas, Hegemonismo e Contradições Econômicas

"Não sabem o que é frente democrática: nasceram contra isso. Não sabem o que é hegemonia: praticam o hegemonismo, bem diferente. Cultivaram um mito, ajudaram a criar outro pior. Julgam-se credores eternos da pátria por relevantes serviços prestados. Com o Bolsa Família (meritório, claro) dão uma grana aos miseráveis; com os juros a 15% dão incomensuravelmente mais aos ricos e muito ricos, etc., etc."
Use o código com cuidado. html

👍 Grandes Vitoriosos ("Buenos Dias")

  • Lula (PT): Liderou a disputa presidencial em JF com 49,58% dos votos válidos (151.552 votos).
  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): Venceu na cidade com 42,11% (118.694 votos) e foi eleito governador no 1º turno.
  • Nikolas Ferreira (PL): Deputado federal mais votado no município, com 25,26% dos votos (71.869 votos).
  • Ana Pimentel (PT): Segunda deputada federal mais votada na cidade, somando 23,01% (65.475 votos).
  • Marília Campos (PT): Favorita local para o Senado, conquistando 24,30% das intenções.
  • Roberta Lopes (PL): Liderou a votação para a ALMG na cidade com 12,75% dos votos (35.736 votos).
  • Betão (PT) e Noraldino Júnior (PSB): Mantiveram votações expressivas para estadual com 9,99% e 9,33%.

👎 Ficou com "Bad Times" (Resultados Amargos)

  • Flávio Bolsonaro (PL): Ficou em segundo lugar na cidade para a presidência com 41,53% (126.964 votos).
  • Patrus Ananias (PT): Teve 38,94% dos votos locais para governador, mas foi derrotado no estado em 1º turno.
  • Romeu Zema (Novo): Candidato à Presidência, sofreu forte rejeição local, terminando com apenas 0,83% (2.530 votos).
  • Kátia Dias (PSB): Alcançou 14.456 votos para federal na cidade, mas não se elegeu, ficando na suplência.
  • Terceira Via: Baixo desempenho local de nomes como Augusto Cury (3,44%), Renan Santos (2,57%) e Flávio Roscoe (8,59%).
Use o código com cuidado. As consequências continuam seguindo às causas eleições 2024 Com apoio de Bolsonaro e do PL, irmão de Gilmar Mendes se elege prefeito em MT O Partido Liberal, de Bolsonaro, destinou R$ 300 mil do fundo eleitoral para a campanha do irmão de Gilmar Mendes. Congresso em Foco 6/10/2024 22:40
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA Irmão de Gilmar, Chico Mendes e Jair Bolsonaro posaram juntos em foto durante viagem do ex-presidente a Mato Grosso. Foto: Reprodução/redes sociais Irmão de Gilmar, Chico Mendes e Jair Bolsonaro posaram juntos em foto durante viagem do ex-presidente a Mato Grosso. Foto: Reprodução/redes sociais O empresário e veterinário Chico Mendes (União), irmão mais novo do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, elegeu-se prefeito de Diamantino (MT) neste domingo (6). Chico teve o apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu 7.205 votos (56,5%) e derrotou Kan (Novo), que obteve 5.543 votos (43,4%). Esta é a terceira vez que ele conquista a prefeitura do município de 22 mil habitantes. Ele foi prefeito entre 2000 e 2008. A aliança com o bolsonarismo incluiu a indicação do vice, Antonio do Carol (PL). O Partido Liberal, de Bolsonaro, destinou R$ 300 mil do fundo eleitoral para a campanha do irmão de Gilmar Mendes. Como mostrou o Congresso em Foco, em uma visita a Diamantino no dia 11 de abril deste ano, Bolsonaro e Chico Mendes foram fotografados juntos, experimentando uma leitoa e trocando declarações de apoio. “Isso é histórico, isso é a coisa mais importante para Diamantino, isso já entrou para a história”, afirmou Chico. A família Mendes está em Diamantino desde o século 19. O avô de Gilmar, desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes, nasceu na cidade em uma família abastada. Seu pai, coronel Francisco Alexandre Ferreira Mendes, foi considerado herói da Guerra do Paraguai, período em que Mato Grosso ficou isolado do restante do país devido à interrupção da navegação pelos rios. Naquela época, Diamantino era o maior município da província, com terras que se estendiam até o extremo norte do estado. “Eu acredito que foi um processo de construção”, diz Chico sobre a presença do ex-presidente. “É crucial separar o Chico Político do irmão do ministro; o ministro cuida do que lhe diz respeito, e o Chico cuida da parte política”, declarou o candidato ao Congresso em Foco. Com processos no STF, Bolsonaro ajuda irmão de Gilmar Mendes na eleição em Mato Grosso Tags Mato Grosso Gilmar Mendes Jair Bolsonaro Diamantino eleições 2024 Temas País Notícia Eleições Eleição Geral Ordinária 2026 Resultados Perfis Salvos Resumo Geral Arquivos de Urna Diamantino, MT Zona 0007 Turno 1º Dados Gerais Última atualização 04/10/2026 18:05:33 (Horário local) Número de vagas 1 Total de seções 56 Seções totalizadas 56 100,00% Votação 12.629 Votos Nominais 97,28% Válidos 12.285 Anulados 0 Anulados Sub judice 0 118 0,93% Em Branco 226 1,79% Nulos Eleitorado Apto 16.562 Eleitorado Apto das Seções Totalizadas 16.562 Comparecimento 12.629 Abstenção 3.933 76,25%23,75% 65,89% 8.095 votos PL – 22 FLAVIO BOLSONARO 29,85% 3.667 votos PT – 13 LULA 1,38% 170 votos AVANTE – 70 ESCRITOR AUGUSTO CURY 1,07% 132 votos PSD – 55 RONALDO CAIADO 1,49% 183 votos MISSÃO – 14 RENAN SANTOS 0,11% 13 votos NOVO – 30 ZEMA 0,07% 9 votos UP – 80 SAMARA 0,01% 1 votos PSTU – 16 HERTZ DIAS 0,12% 15 votos DC – 27 CLARIANA BARAO 0,00% 0 votos PCB – 21 EDMILSON COSTA 0,00% 0 votos DEMOCRATA – 35 VETERINÁRIO WILSON GRASSI 0,00% 0 votos PCO – 29 RUI COSTA PIMENTA Eleições: Gilmar Mendes votou pela manhã na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino (MT) UOL 4 de out. de 2026 #canaluol #UOLnasEleições #STF Na manhã deste domingo (4), o ministro do STF Gilmar Mendes votou na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino (MT), durante as eleições. #canaluol #UOLnasEleições #STF #gilmarmendes Eleição Geral Ordinária 2026 Resultados Perfis Salvos Resumo Geral Arquivos de Urna Diamantino, MT Zona 0007 Turno 1º Dados Gerais Última atualização 05/10/2026 12:51:05 (Horário local) Número de vagas 1 Total de seções 56 Seções totalizadas 56 100,00% Votação 12.629 Votos Nominais 97,28% Válidos 12.285 Anulados 0 Anulados Sub judice 0 118 0,93% Em Branco 226 1,79% Nulos Eleitorado Apto 16.562 Eleitorado Apto das Seções Totalizadas 16.562 Comparecimento 12.629 Abstenção 3.933 76,25%23,75% 65,89% 8.095 votos PL – 22 FLAVIO BOLSONARO 2º Turno 29,85% 3.667 votos PT – 13 LULA 2º Turno

sábado, 3 de outubro de 2026

OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS

Colégio Allan Kardec O Colégio Allan Kardec, criado com o nome Liceu Sacramento em 1902, é uma instituição de ensino na cidade de Sacramento, Minas Gerais, considerada a primeira instituição de ensino com fundamentos da pedagogia espírita. Wikipédia
Edgar Morin e o desafio de educar na complexidade “Educar é preparar para enfrentar a incerteza e a complexidade do mundo.” — Edgar Morin Vivemos tempos de mudanças rápidas, informações desencontradas e certezas frágeis. E é justamente nesse cenário que o papel do professor se torna ainda mais essencial: ser farol em meio à incerteza. Morin nos lembra que educar não é repetir fórmulas, mas formar mentes críticas, sensíveis e capazes de lidar com o inesperado. É ajudar cada aluno a pensar, sentir e agir com responsabilidade diante da complexidade da vida. 🌱 O professor é aquele que ensina a enxergar conexões onde outros veem caos — que prepara seus estudantes não apenas para responder, mas para perguntar. Interrogada sobre os métodos de ensino adotados no Colégio, ela adiantou-nos que "Eurípedes, sempre perseverante no trabalho, aplicava uma didática intuitiva própria, até certo ponto, bastante moderna para sua época. Ele nunca usou o castigo como forma de repressão, pois lhe bastava o olhar para acomodar tudo. Jamais exigia de um aluno aquilo que este não conseguiria dar." Corina NOvelino Eurípedes - o Homem e a Missão p. 206 96— O LIVRO DOS ESPÍRITOS — CAPÍTULO X — DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS | Jorge Elarrat (RO) Web Rádio Fraternidade O Livro dos Espíritos » Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos » Capítulo X - Das ocupações e missões dos Espíritos » Das ocupações e missões dos Espíritos OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS 558. Os Espíritos têm outra coisa a fazer além de se aperfeiçoarem pessoalmente? “Eles concorrem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus, de quem eles são os ministros. A vida espírita é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa como na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias da necessidade.” 559. Os Espíritos inferiores e imperfeitos também desempenham um papel útil no universo? “Todos têm deveres a cumprir. O último dos pedreiros não concorre para construir o edifício, assim como o arquiteto?” (540) 560. Cada Espírito tem atribuições especiais? “Todos nós devemos habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente a todas as partes do Universo. Mas, como diz o Eclesiastes, há um tempo para tudo; assim, um cumpre hoje seu destino nesse mundo, outro o cumprirá ou o cumpriu em outro tempo, na terra, na água, no ar, etc.” 561. As funções que os Espíritos desempenham na ordem das coisas são permanentes para cada um, e estão nas atribuições exclusivas de certas classes? “Todos devem percorrer os diferentes graus da escala para se aperfeiçoar. Deus, que é justo, não poderia dar a uns a ciência sem trabalho, enquanto outros não a adquirem senão com esforço.” Igualmente entre os homens, ninguém chega ao supremo grau de habilidade numa arte qualquer, sem ter adquirido os conhecimentos necessários na prática das partes mais ínfimas dessa arte. 562. Os Espíritos da ordem mais elevada, não tendo nada mais a adquirir, estão em repouso absoluto, ou eles também têm ocupações? “O que quererias que eles fizessem na eternidade? A ociosidade eterna seria um suplício eterno.” — Qual é a natureza de suas ocupações? “Receber diretamente as ordens de Deus, transmiti-las em todo o Universo e velar por sua execução.” 563. As ocupações dos Espíritos são incessantes? “Incessantes, sim, se com isso entendeis que seu pensamento está sempre ativo, pois eles vivem pelo pensamento. Mas não deveis assimilar as ocupações dos Espíritos às ocupações materiais dos homens; essa atividade mesma é para eles um prazer, pela consciência que têm de serem úteis.” — Isso se concebe com relação aos bons Espíritos; mas, dá-se o mesmo com os Espíritos inferiores? “Os Espíritos inferiores têm ocupações apropriadas à sua natureza. Confiais ao servente de pedreiro e ao ignorante os trabalhos do homem de inteligência?” 564. Entre os Espíritos há os que são ociosos, ou que não se ocupam de nenhuma coisa útil? “Sim, mas esse estado é temporário e subordinado ao desenvolvimento de sua inteligência. Certamente há, como entre os homens, os que só vivem para si mesmos; mas essa ociosidade lhes pesa, e cedo ou tarde o desejo de avançar lhes faz sentir a necessidade da atividade, e se sentirão felizes por poderem tornar-se úteis. Falamos dos Espíritos que chegaram ao ponto de terem consciência de si mesmos e seu livre-arbítrio; pois, em sua origem, eles são como crianças que acabam de nascer, e que agem mais por instinto do que por uma vontade determinada.” 565. Os Espíritos examinam nossos trabalhos de arte e por eles se interessam? “Eles examinam o que pode demonstrar a elevação dos Espíritos e seu progresso.” 566. Um Espírito que teve uma especialidade na Terra, um pintor, um arquiteto, por exemplo, se interessa de preferência pelos trabalhos que foram objeto de sua predileção durante sua vida? “Tudo se confunde num objetivo geral. Se ele for bom, tais trabalhos lhe interessam na medida em que deles possa ocupar-se em ajudar as almas a ascenderem para Deus. Ademais, esqueceis que um Espírito que praticou uma arte na existência que o conhecestes, pode ter praticado outra em uma outra existência, pois é preciso que ele saiba tudo para ser perfeito; assim, conforme seu grau de adiantamento, pode não haver nenhuma especialidade para ele; é o que eu entendia ao dizer que tudo isso se confunde num objetivo geral. Notai ainda o seguinte: o que é sublime para vós, em vosso mundo atrasado, não passa de infantilidade se comparado a mundos mais avançados. Como quereis que os Espíritos que habitam esses mundos onde existem artes desconhecidas para vós, admirem o que, para eles, não passa de trabalhos de colegiais? Eu o disse: eles examinam o que pode demonstrar o progresso.” — Nós concebemos que assim deva ser com relação aos Espíritos bem adiantados; mas falamos dos Espíritos mais vulgares e que ainda não se elevaram acima das ideias terrestres. “Com estes é diferente; seu ponto de vista é mais limitado, e eles podem admirar o que vós mesmos admirais.” 567. Alguma vez os Espíritos se intrometem em nossas ocupações e em nossos prazeres? “Os Espíritos vulgares, como tu dizes, sim; esses estão incessantemente ao vosso redor e às vezes tomam uma parte muito ativa no que fazeis, conforme sua natureza; é preciso que assim se dê para impulsionar os homens nos diferentes caminhos da vida, excitar ou moderar suas paixões.” Os Espíritos se ocupam das coisas deste mundo em razão de sua elevação ou de sua inferioridade. Os Espíritos superiores certamente têm a faculdade de considerá-las nos mínimos detalhes, mas só o fazem na medida em que isso seja útil ao progresso; somente os Espíritos inferiores ligam a essas coisas uma importância relativa às lembranças que ainda estão presentes em sua memória, e às ideias materiais que ainda não foram extintas. 568. Os Espíritos que têm missões a cumprir, realizam-nas no estado errante ou no estado de encarnação? “Eles podem realizá-las em ambos os estados; para certos Espíritos errantes, as missões são uma grande ocupação. 569. Em que consistem as missões de que os Espíritos errantes podem ser encarregados? “Elas são tão variadas que seria impossível descrevê-las; além disso, há algumas que não podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus, e não podeis penetrar todos os seus desígnios.” As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Seja como Espíritos, seja como homens, eles são encarregados de auxiliar o progresso da humanidade, dos povos ou dos indivíduos, num círculo de ideias mais ou menos amplo, mais ou menos especial, de preparar os caminhos para certos acontecimentos, de velar pela realização de certas coisas. Alguns têm missões mais restritas e de certo modo pessoais ou totalmente locais, como assistir os doentes, os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem são guias e protetores, dirigi-los por meio de seus conselhos ou pelos bons pensamentos que lhes sugerem. Pode-se dizer que há tantos gêneros de missões quanto tipos de interesses a vigiar, seja no mundo físico, seja no mundo moral. O Espírito progride segundo a maneira com que realiza sua tarefa. 570. Os Espíritos sempre compreendem os desígnios que estão encarregados de executar? “Não; há os que são instrumentos cegos, mas outros sabem muito bem com que objetivo agem.” 571. Somente os Espíritos elevados desempenham missões? “A importância das missões guarda relação com as capacidades e a elevação do Espírito. A estafeta que leva um telegrama cumpre também uma missão, mas que não é a do general.” 572. A missão de um Espírito lhe é imposta, ou depende de sua vontade? “Ele a pede, e fica feliz por obtê-la.” — Uma mesma missão pode ser pedida por muitos Espíritos? “Sim, com frequência há muitos candidatos, mas nem todos são aceitos.” 573. Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados? “Instruir os homens; auxiliar-lhes em seu adiantamento; melhorar suas instituições por meios diretos e materiais; porém, as missões são mais ou menos gerais e importantes; aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. Na natureza tudo se encadeia; ao mesmo tempo em que o Espírito se depura pela encarnação, ele contribui, sob essa forma, para a realização dos desígnios da Providência. Cada um tem sua missão nesse mundo, porque cada um pode ser útil em alguma coisa.” 574. Qual pode ser a missão das pessoas voluntariamente inúteis na Terra? “Há efetivamente pessoas que não vivem senão para si mesmas e não sabem tornar-se úteis ao que quer que seja. São pobres seres que devem ser lamentados, porque expiarão cruelmente sua voluntária inutilidade, e seu castigo quase sempre começa já na Terra pelo tédio e o desgosto da vida.” — Uma vez que tinham escolha, por que eles preferiram uma vida que não lhes podia ser proveitosa em nada? “Entre os Espíritos também há preguiçosos que recuam diante de uma vida de labor. Deus permite que assim façam; eles compreenderão mais tarde, às próprias custas, os inconvenientes de sua inutilidade e serão os primeiros a pedir para reparar o tempo perdido. Pode ser também que tenham escolhido uma vida mais útil, mas recuam diante da obra e se deixam arrastar pelas sugestões dos Espíritos que os encorajam a permanecer na ociosidade.” 575. As ocupações vulgares mais nos parecem deveres do que missões propriamente ditas. A missão, segundo a ideia ligada a essa palavra, tem um caráter de importância menos exclusivo e sobretudo menos pessoal. Sob esse ponto de vista, como podemos reconhecer que um homem tem uma missão real na Terra? “Pelas grandes coisas que ele realiza, e pelos progressos a que leva seus semelhantes a realizarem.” 576. Os homens que têm uma missão importante são a ela predestinados antes de seu nascimento, e têm dela conhecimento? “Algumas vezes, sim; mas quase sempre ignoram. Ao encarnar na Terra, eles têm apenas um vago objetivo; sua missão se deixa entrever após o nascimento e segundo as circunstâncias. Deus os impulsiona para a via que eles devem seguir para cumprir Seus desígnios.” 577. Quando um homem faz uma coisa útil, é sempre em virtude de uma missão a que fora anteriormente predestinado, ou ele pode receber uma missão não prevista? “Nem tudo o que um homem faz resulta de uma missão predestinada; com frequência ele é instrumento de que se serve um Espírito para fazer com que se execute algo que ele crê ser útil. Por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro que ele mesmo escreveria se estivesse encarnado; ele busca o escritor que é mais apto a compreender seu pensamento e a executá-lo; ele lhe dá essa ideia e o dirige na execução. Assim, esse homem não veio à Terra com a missão de fazer essa obra. O mesmo se dá com certos trabalhos de arte ou de descobertas. Devemos acrescentar que, durante o sono de seu corpo, o Espírito encarnado se comunica diretamente com o Espírito errante e ambos se entendem com relação à execução.” 578. Pode o Espírito, por culpa sua, falhar em sua missão? “Sim, se não for um Espírito superior.” — Quais são para ele as consequências dessa falta? “Ele deverá recomeçar sua tarefa: eis sua punição; além disso, sofrerá as consequências do mal de que tenha sido causa.” 579. Uma vez que o Espírito recebe de Deus sua missão, como pode Deus confiar uma missão importante e de interesse geral a um Espírito que poderia vir a falhar? “Deus não sabe se seu general obterá a vitória ou será vencido? Ele o sabe, estai certos disso, e seus planos, quando são importantes, não repousam sobre aqueles que hão de abandonar a obra em meio ao trabalho. Toda a questão está, para vós, no conhecimento que Deus possui do futuro, mas que não vos é concedido.” 580. O Espírito que encarna para cumprir uma missão tem a mesma apreensão que aquele que o faz como prova? “Não; ele tem a experiência.” 581. Os homens que são o facho do gênero humano, que o esclarecem com a luz de seu gênio, certamente têm uma missão; mas entre eles há alguns que se enganam e que, ao lado de grandes verdades, espalham grandes erros. Como devemos considerar sua missão? “Como falseada por eles mesmos. Estão abaixo da tarefa que empreenderam. No entanto, deve-se levar em conta as circunstâncias; os homens de gênio precisam falar de acordo com os tempos, e tal ensinamento que parece errôneo ou pueril numa época avançada, podia ser suficiente para seu século.” 582. Pode-se considerar a paternidade como uma missão? “É, sem contradita, uma missão; é ao mesmo tempo um grandíssimo dever, que compromete, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que estes a dirijam na via do bem, e lhes facilitou a tarefa dando a ela uma organização frágil e delicada que a torna acessível a todas as impressões; mas há pais que se ocupam mais em endireitar as árvores de seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância do que em endireitar o caráter de seu filho. Se este sucumbir por falta dos pais, eles suportarão a pena, e os sofrimentos da criança na vida futura recairão sobre eles, por não terem feito o que dependia deles para o adiantamento do filho na via do bem.” 583. Se uma criança se torna má, mesmo com os cuidados de seus pais, estes são responsáveis? “Não; mas quanto mais as disposições da criança forem más, mais a tarefa é pesada e maior será o mérito se eles conseguirem desviá-la da má via.” — Se uma criança se torna uma boa pessoa, apesar da negligência ou dos maus exemplos de seus pais, estes retiram disso algum fruto? “Deus é justo.” 584. Qual pode ser a natureza da missão do conquistador que visa apenas a satisfação de sua ambição e que, para atingir tal objetivo, não recua diante de nenhuma das calamidades que arrasta em seu caminho? “Na maioria das vezes ele é apenas um instrumento de que Deus se utiliza para o cumprimento de Seus desígnios, e às vezes essas calamidades são um meio de fazer com que um povo avance mais rapidamente.” — Aquele que é instrumento dessas calamidades passageiras é alheio ao bem que pode resultar daí, pois visava apenas um objetivo pessoal; apesar disso, ele tirará proveito desse bem? “Cada um é recompensado segundo suas obras, o bem que ele quis fazer e a retidão de suas intenções.” Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes à sua existência corporal. No estado errante, ou de desmaterialização, tais ocupações são proporcionadas ao grau de seu adiantamento. Uns percorrem os mundos, instruem-se e se preparam para uma nova encarnação. Outros, mais adiantados, ocupam-se com o progresso, dirigindo os acontecimentos e sugerindo pensamentos propícios para tal fim; eles assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros encarnam com uma missão de progresso. Outros tomam sob sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os povos, dos quais são os anjos guardiões, os gênios protetores e os Espíritos familiares. Outros, enfim, presidem aos fenômenos da natureza, dos quais são agentes diretos. Os Espíritos vulgares se envolvem em nossas ocupações e em nossos entretenimentos. Os Espíritos impuros ou imperfeitos aguardam, em sofrimentos e angústias, o momento em que Deus queira conceder-lhes os meios de avançar. Se fazem o mal, é por despeito do bem de que eles não podem ainda gozar. Muitos os chamados, poucos os escolhidos - Artur Valadares NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo 8 de jan. de 2024 Palestra realizada no dia 07/01/2024 na Sociedade Espírita Casa do Caminho, em Patrocínio/MG. Você está em: O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVIII — Muitos os chamados, poucos os escolhidos > Parábola do festim de bodas. Parábola do festim de bodas. 1. Falando ainda por parábolas, disse-lhes Jesus: O reino dos céus se assemelha a um rei que, querendo festejar as bodas de seu filho — despachou seus servos a chamar para as bodas os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir. — O rei despachou outros servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados: Preparei o meu jantar; mandei matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas. — Eles, porém, sem se incomodarem com isso, lá se foram, um para a sua casa de campo, outro para o seu negócio. — Os outros pegaram dos servos e os mataram, depois de lhes haverem feito muitos ultrajes. — Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade. Então, disse a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes. — Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa. Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial — disse-lhe: Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem guardou silêncio. — Então, disse o rei à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger de dentes, — porquanto muitos há chamados, mas poucos escolhidos. (S. Mateus, 22:1 a 14.) 2. O incrédulo sorri a esta parábola, que lhe parece de pueril ingenuidade, por não compreender que se possa opor tanta dificuldade para assistir a um festim e, ainda menos, que convidados levem a resistência a ponto de massacrarem os enviados do dono da casa. “As parábolas”, diz ele, o incrédulo, “são, sem dúvida, imagens; mas, ainda assim, mister se torna que não ultrapassem os limites do verossímil”. Outro tanto pode ser dito de todas as alegorias, das mais engenhosas fábulas, se não lhes forem tirados os respectivos envoltórios, para ser achado o sentido oculto. Jesus compunha as suas com os hábitos mais vulgares da vida e as adaptava aos costumes e ao caráter do povo a quem falava. A maioria delas tinha por objeto fazer penetrar nas massas populares a ideia da vida espiritual, parecendo muitas ininteligíveis, quanto ao sentido, apenas por não se colocarem neste ponto de vista os que as interpretam. Na de que tratamos, Jesus compara o reino dos céus, onde tudo é alegria e ventura, a um festim. Falando dos primeiros convidados, alude aos hebreus, que foram os primeiros chamados por Deus ao conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os profetas que os vinham exortar a seguir a trilha da verdadeira felicidade; suas palavras, porém, quase não eram escutadas; suas advertências eram desprezadas; muitos foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que se escusam, pretextando terem de ir cuidar de seus campos e de seus negócios, simbolizam as pessoas mundanas que, absorvidas pelas coisas terrenas, se conservam indiferentes às coisas celestes. Era crença comum aos judeus de então que a nação deles tinha de alcançar supremacia sobre todas as outras. Deus, com efeito, não prometera a Abraão que a sua posteridade cobriria toda a Terra? Mas, como sempre, atendo-se à forma, sem atentarem ao fundo, eles acreditavam tratar-se de uma dominação efetiva e material. Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram idólatras e politeístas. Se alguns homens superiores ao vulgo conceberam a ideia da unidade de Deus, essa ideia permaneceu no estado de sistema pessoal, em parte nenhuma foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados que ocultavam seus conhecimentos sob um véu de mistério, impenetrável para as massas populares. Os hebreus foram os primeiros a praticar publicamente o monoteísmo; é a eles que Deus transmite a sua lei, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus. Foi daquele pequenino foco que partiu a luz destinada a espargir-se pelo mundo inteiro, a triunfar do paganismo e a dar a Abraão uma posteridade espiritual “tão numerosa quanto as estrelas do firmamento”. Entretanto, abandonando de todo a idolatria, os judeus desprezaram a lei moral, para se aferrarem ao mais fácil: a prática do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo; a nação, além de escravizada, era esfacelada pelas facções e dividida pelas seitas; a incredulidade atingira mesmo o santuário. Foi então que apareceu Jesus, enviado para os chamar à observância da lei e para lhes rasgar os horizontes novos da vida futura. Dos primeiros a serem convidados para o grande banquete da fé universal, eles repeliram a palavra do Messias celeste e o imolaram. Perderam assim o fruto que teriam colhido da iniciativa que lhes coubera. Fora, contudo, injusto acusar-se o povo inteiro de tal estado de coisas. A responsabilidade tocava principalmente aos fariseus e saduceus, que sacrificaram a nação por efeito do orgulho e do fanatismo de uns e pela incredulidade dos outros. São, pois, eles, sobretudo, que Jesus identifica nos convidados que recusam comparecer ao festim das bodas. Depois, acrescenta: “Vendo isso, o Senhor mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas encruzilhadas, bons e maus.” Queria dizer desse modo que a palavra ia ser pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e estes, acolhendo-a, seriam admitidos ao festim, em lugar dos primeiros convidados. Mas não basta a ninguém ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem sentar-se à mesa para tomar parte no banquete celestial. É preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito. Ora, a lei toda se contém nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos.