terça-feira, 3 de novembro de 2026

TRUMP FAZ O L, COM A MÃO DIREITA

Narciso achava feio o que não era espelho.
Criei a charge a partir da síntese dos três manuscritos, destacando Gramsci, a polarização da linguagem, a eletrostática, a eletrodinâmica e o campo unificado da política. A ideia central é: a História não é obra de uma força isolada, mas o resultado da interação entre forças sociais, culturais e políticas. A charge também pode servir como ilustração do ensaio “A Física da Práxis: Gramsci e a Teoria do Campo Unificado do Poder”.
terça-feira, 3 de novembro de 2026 IAs enfeiam a matemática, por Hélio Schwartsman Folha de S. Paulo Algoritmos se valem de força bruta estatística para resolver problemas Elegância costuma ser usada, talvez indevidamente, como critério de verdade A matemática está se tornando fascista? Admito que a piada não é das melhores, mas não resisto. A publicação de 370 soluções de problemas matemáticos pela OpenAI, no início de outubro, prenuncia uma era em que o método Monte Carlo, uma espécie de força bruta estatística, prevalecerá sobre as abordagens inspiradas em beleza e elegância que vêm dando o tom das demonstrações desde que a humanidade inventou/descobriu a matemática (cabe ao leitor escolher aqui a palavra que mais lhe agrada) alguns milênios atrás. Que me perdoem os céticos da IA, mas a essa altura não dá mais para negar que os programas sejam capazes de criar soluções originais para problemas complexos e que o fazem através da força bruta probabilística e estatística, em princípio sem nenhuma consideração para com a dimensão estética. A pergunta que proponho é se um dia fez sentido associar matemática a beleza. Não me entendam mal, também prefiro a elegantérrima prova de Euclides sobre a infinidade dos números primos a qualquer método fascista, mas será que matemáticos mais idealistas não avançaram o sinal quando começaram a propor que a beleza de uma demonstração fosse também um critério de verdade? O fato de termos nos acostumado a associar os dois elementos provavelmente não passa de um viés de sobrevivência. Como até aqui os matemáticos privilegiaram a produção de provas que julgavam belas, ficamos com a sensação de que as duas coisas andam juntas, mas é perfeitamente possível que haja por aí um número muito maior de verdades matemáticas assustadoramente feias. Há alguns teoremas matemáticos e mesmo modelos da física fortemente sugestivos disso. A elegante supersimetria não desbancou o desengonçado modelo-padrão da física de partículas. Não penso que o fascismo algorítmico das IAs nos fará aposentar o gosto por demonstrações esteticamente inspiradas, mas saberemos que isso não passa de uma preferência humana, e a matemática ficará mais parecida com a literatura. PS – Dou algumas semanas de férias ao leitor.
IAs enfeiam a matemática, por Hélio Schwartsman Aqui está o conceito detalhado de uma charge que traduz visualmente a crítica do artigo, pronta para ser imaginada ou inserida em ferramentas de criação: Conceito da Charge: "O Tribunal da Matemática" • Cenário: Uma sala de tribunal clássica, dividida ao meio por um forte contraste visual. • Lado Esquerdo (O Passado/Elegância): • Um matemático idoso e clássico (estilo filósofo grego ou Euclides), com vestes elegantes, segurando uma pena de caligrafia. • Ele aponta orgulhosamente para um quadro-negro que contém uma única fórmula matemática perfeitamente desenhada, limpa, curta e cercada por uma aura luminosa. • Na parede atrás dele, um cartaz com a palavra: "BELEZA". • Lado Direito (O Futuro/IA): • Um robô robusto e cinzento, sem expressão facial, com várias mãos mecânicas digitando freneticamente em múltiplos teclados ao mesmo tempo. • O robô despeja pilhas intermináveis de papéis amassados e relatórios densos, cheios de números irreconhecíveis, gráficos de probabilidade confusos e códigos de computador. • No topo dessa montanha de papéis caóticos, há uma bandeira fincada com a palavra: "FORÇA BRUTA". • O Centro (A Ironia): • No centro, a própria Matemática é representada como uma deusa ou uma estátua grega. • Ela está olhando horrorizada e perplexa para a montanha de papéis do robô, enquanto o robô diz em um balão de fala: "A solução está na página 843.512. De nada." Se você quiser usar uma IA de criação de imagens para ver essa cena, posso gerar o prompt detalhado em inglês (que as ferramentas entendem melhor) para você copiar e colar. Deseja que eu monte o prompt?
IAs enfeiam a matemática
terça-feira, 3 de novembro de 2026 Esquerda aguarda derrota de Trump e festeja vitória de Lula, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O Brasil precisa ampliar as pontes, inclusive com republicanos, sem transformar o relacionamento bilateral numa extensão da disputa partidária americana Donald Trump não está na cédula das eleições norte-americanas de hoje, mas seu governo está em julgamento. Os dois principais cenários desenhados pelas pesquisas representam derrotas políticas para a Casa Branca: perder a Câmara dos Representantes ou entregar também o Senado aos democratas. O segundo seria o pior dos mundos. A expressão "pato manco", usada para definir presidentes em fim de mandato e com influência declinante, ganharia conteúdo imediato. Trump conservaria poderes importantes, mas encontraria obstáculos para transformar suas decisões em políticas duradouras. É preciso, porém, distinguir o favoritismo da sentença das urnas. As pesquisas finais do The New York Times/Siena mostram democratas numericamente à frente nos sete estados considerados decisivos para o Senado, inclusive Texas e Kansas, tradicionais fortalezas republicanas. O próprio instituto adverte que a maioria permanece em disputa. Há precedentes de subestimação do voto trumpista, cujos eleitores resistem mais a responder aos pesquisadores. O tamanho da onda azul dependerá de quem efetivamente for às urnas. Custo de vida, combustíveis, insegurança econômica e os gastos da guerra no Irã formam o coquetel que corrói a promessa de prosperidade de Trump. A repressão migratória também tem efeitos colaterais: parte dos eleitores que apoiou o controle da fronteira rejeita operações que atingem trabalhadores, desorganizam famílias e retiram mão de obra das empresas. Entre os hispânicos, protagonistas do avanço republicano em 2024, há uma espécie de mea culpa. Trump e Barack Obama protagonizam os polos nacionais desse confronto, embora o Partido Democrata reúna lideranças e correntes diversas. O presidente tenta converter a votação numa prova de fidelidade pessoal. O ex-presidente mobiliza a oposição para transformar o descontentamento em participação. Nos distritos e estados competitivos, entretanto, a disputa exige candidatos capazes de dialogar com valores religiosos e comunidades locais, cujas preocupações materiais podem atravessar fronteiras que pareciam intransponíveis. É nesse ambiente que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva adquire significado internacional. A derrota de Flávio Bolsonaro frustrou a possibilidade de um alinhamento do maior país sul-americano com o projeto de poder associado a Trump. Nesse sentido, está sendo interpretada pela opinião pública mundial como uma derrota política do presidente norte-americano. Preserva a presença de um Brasil como uma das âncoras dos BRICS, empenhado em manter autonomia diplomática e interlocução com diferentes centros de poder. Uma vitória bolsonarista seria disruptiva do ponto de vista da política externa brasileira. Pragmatismo Na Europa, a vitória de Lula ofereceu às esquerdas uma referência para enfrentar a sensação de inevitabilidade do avanço da extrema-direita. Seu valor é político e simbólico, pois mostra que mobilização social, alianças amplas e defesa das instituições podem produzir uma vitória do campo da democracia. Isso não significa que o eleitorado europeu reproduzirá o brasileiro, nem que protestos e campanhas tenham passado a obedecer a um impulso vindo de Brasília. Cada país tem seus próprios conflitos. A derrota de Flávio, que está nos Estados Unidos, também favorece aos democratas norte-americanos. Defender a democracia exige respostas às condições de vida que alimentam a insatisfação popular. Quando a política perde contato com emprego, renda, preços e segurança, deixa um espaço que os adversários ocupam. A experiência brasileira foi uma combinação de defesa institucional e compromisso social. Essa não uma receita exportável, mas enfraquece a ideia de que a onda conservadora seja um destino. O México ocupa posição particular nessa equação. A integração econômica com os Estados Unidos convive com pressões sobre imigração, segurança e comércio. A relação de "morde e assopra" decorre dessa interdependência: Washington ameaça, mas também precisa negociar. Para mexicanos e brasileiros, uma eventual derrota republicana pode ampliar os interlocutores no Congresso e criar obstáculos a iniciativas coercitivas. Não elimina, contudo, os instrumentos de pressão da Casa Branca nem dissolve interesses nacionais conflitantes. Para Lula, um Trump enfraquecido oferece oportunidades e riscos. Uma Câmara democrata ampliaria a fiscalização, a perda do Senado dificultaria nomeações e elevaria o custo político de iniciativas do governo. Mas o presidente conservaria o veto e instrumentos executivos relevantes. Pressionado internamente, poderia procurar compensações na política externa e na sua nova doutrina de defesa nacional. O Brasil precisa ampliar as pontes, inclusive com republicanos, sem transformar o relacionamento bilateral numa extensão da disputa partidária americana. O fato é que a vitória brasileira e uma possível onda azul nos Estados Unidos podem marcar limites à projeção internacional de Trump, ancorada no seu poder militar e tecnológico. É precipitado anunciar seu esgotamento, diante da força de intervenção que ainda deterá. O Brasil precisa combinar firmeza na soberania, cautela diante das provocações e perseverança diplomática. Com Trump derrotado nas urnas, administrar as relações com os Estados Unidos não comporta soberba e continuará exigindo pragmatismo.
A coluna do jornalista Luiz Carlos Azedo discute a comemoração da esquerda brasileira com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa de um enfraquecimento político de Donald Trump nos Estados Unidos. O texto ressalta que a diplomacia brasileira precisará adotar pragmatismo e cautela nas relações bilaterais, mantendo o diálogo amplo com diferentes alas da política norte-americana. Leia a análise completa em Correio Braziliense. SAIBA QUAL AÇÃO DO CENTRÃO PODE UNIR PETISTAS E BOLSONARISTAS NO CONGRESSO MyNews Carlos Andreazza: Lula 4, Dilma 3 e a oposição bolsonarista sem Bolsonaro | Estadão Analisa Estadão No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 03, Carlos Andreazza fala sobre o atual cenário político brasileiro. Luiz Inácio Lula da Silva entrará em seu quarto mandato diante de uma sociedade dividida, um Congresso em que precisará construir maiorias, compromissos de campanha e a obrigação política de entregar crescimento. Com a dívida pública elevada, juros altos e famílias endividadas, como o governo reagirá nesse conflito entre ambições políticas e restrições econômicas? O Brasil está diante de ‘Lula 4’ ou de uma espécie de ‘Dilma 3’? No Palácio do Planalto, o governo joga todas as fichas para aprovar no Senado, nesta terça-feira, 3, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que aumenta as atribuições do governo federal no combate ao crime organizado. Mas a defesa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva da redução da maioridade penal subiu no telhado depois da eleição. A PEC é uma das prioridades de Lula para o quarto mandato, tanto que ele condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à sua aprovação. A avaliação do governo é que, se a PEC não passar agora, dificilmente irá adiante em 2027, quando o Congresso terá uma composição mais conservadora e a oposição promete ser ainda mais dura. Sobre o programa Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira às 7h, com uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário. Tudo Sobre Flávio Bolsonaro Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] STF [Supremo Tribunal Federal] html

Para analisar e unificar os três manuscritos sob uma perspectiva que una a ciência física à filosofia política — superando as análises puramente superficiais da ciência política tradicional —, precisamos entender que existe uma utilização da física (eletromagnetismo e dinâmica de partículas) como uma metáfora estrutural para a história, a linguagem e o poder.

1. Interpretação Individual dos Manuscritos

Manuscrito ①: A Polarização da Linguagem e a Dialética Cultural

  • O Conceito: O texto começa estabelecendo as bases do eletromagnetismo (Eletrostática, Eletrodinâmica, Magnetismo). Em seguida, aplica essa polaridade à sociolingüística.
  • A Análise: Divide-se a linguagem em dois polos de força: o Polo Aristocrático/Dominante (o Latim na Inglaterra medieval/moderna; o Português "última flor do Lácio" imposto pelo Marquês de Pombal no Brasil) e o Polo Popular/Dominado (o Cockney inglês da "plebe rude"; o Tupi-Guarani rebaixado a "gírias mil, ignóbeis").
  • Significado Político: A língua não é neutra; ela é um instrumento de hegemonia e cooptação. A imposição de um idioma "nobre" serve para neutralizar e dominar a energia do polo oposto (a massa popular).

Manuscrito ②: A Dinâmica das Alianças e a Repulsão Partidária

  • O Conceito: Uma crônica analítica da transição política brasileira pós-ditadura militar (focada em figuras como Lula, Brizola, FHC, Ulysses Guimarães, Covas, Montoro, Jânio e Maluf).
  • A Análise: Em vez de olhar para a ideologia pura, o texto descreve a política partidária brasileira como o movimento de partículas em um acelerador. Fernando Henrique Cardoso (FHC) atua como uma partícula que navega entre polos magnéticos: rejeita Lula e Brizola, é atraído pelo peso institucional de Ulysses Guimarães ("Doutor Ulysses"), evita o campo de Mario Covas e encontra estabilidade e abrigo na órbita moderada de Franco Montoro ("cabana de Montoro"). Por fim, o texto define a repulsão e o antagonismo definitivo de sua trajetória: Jânio Quadros foi o "Maluf" (o nêmesis, o polo oposto intolerável) de sua vida.
  • Significado Político: Os atores políticos comportam-se como cargas elétricas de sinais iguais ou opostos, gerando forças de atração, repulsão e órbitas de conveniência.

Manuscrito ③: A Física do Poder e a Teoria dos Campos

  • O Conceito: A explicitação teórica de toda a metáfora. A política é definida explicitamente como "elétrons em movimento" (eletrodinâmica) e "elétrons estáticos" (eletrostática).
  • A Análise: A escolha do elétron baseia-se em polos: um polo usa a energia (o elétron) para a destruição ("para matar"); o outro, para a construção ou conservação ("para morar"). Há uma dualidade clara entre a "Guerra de movimento" (dinâmica, velocidade, mudança de fluxos) versus "Guerra de posição" (estática, trincheiras institucionais, manutenção do status quo — um conceito profundamente alinhado ao filósofo marxista Antonio Gramsci).
  • A Síntese: O manuscrito conclui que o "campo de forças generalizada" é o resultado da interação de todas as forças particulares.

2. A Unificação dos Três Campos (A Síntese Filosófico-Científica)

Ao tentar unificar esses três manuscritos da mesma forma que Einstein, Maxwell ou os filósofos da natureza buscaram a Teoria do Campo Unificado, percebe-se a criação de um modelo tridimensional do poder:

[ CAMPO UNIFICADO DA POLÍTICA ] | +------------+------------+ | | [ELETROSTÁTICA] [ELETRODINÂMICA] (Ordem / Estrutura) (Conflito / Movimento) | | • Língua Oficial • Dialetos / Gírias • Guerra de Posição • Guerra de Movimento • Cabanas e Acordos • Atração e Repulsão (Montoro/Ulysses) (Lula/Brizola/Jânio)
  1. A Matriz Energética (O Micro): Toda a realidade social é composta por partículas elementares ("elétrons"). Na política, o "elétron" é o indivíduo, o voto, a palavra ou o ato de militância. Essas partículas podem estar em repouso (conformismo, ordem institucional, o português oficializado) ou em movimento (revolução, disrupção, as gírias das ruas, as campanhas eleitorais).
  2. As Forças de Atração e Repulsão (O Meso): O Manuscrito ② exemplifica como essas partículas se agrupam na prática. A política partidária não é feita de ideias abstratas, mas de campos magnéticos de conveniência e sobrevivência. Líderes políticos orbitam em torno de centros de gravidade e poder para se protegerem das correntes de alta voltagem e imprevisibilidade.
  3. O Campo de Forças Generalizada (O Macro): O Manuscrito ③ dá a resposta final para a unificação. O que chamamos de "História" ou "Sociedade" não é o resultado da vontade de um único governante ou de uma única lei. É o Campo Unificado, a soma vetorial de todas as tensões particulares: a cultural da língua, a das disputas partidárias e a existencial entre a vida e a morte, a paz e a guerra.

Ensaio de Síntese: A Equação Unificada da Práxis e o Porvir

Esta tese insere Antonio Gramsci — o jovem sardo do Meio-Dia italiano, cuja realidade social e econômica na Sardenha e na Apúlia o colocava historicamente mais próximo das franjas coloniais e agrárias do Sul global e da África do que das metrópoles industriais da Europa Ocidental — como o grande artífice e unificador dos campos da práxis.

Gramsci opera a unificação entre a análise estrutural clássica de Karl Marx (voltada para o desenvolvimento industrial ocidental) e a aplicação revolucionária de Vladimir Lênin (voltada para a realidade autocrática e camponesa da Eurásia Oriental). Ele faz isso ao traduzir a força bruta da revolução em uma física fina da hegemonia cultural, unindo a juventude utópica do desejo de transformação à maturidade realista do cálculo estratégico.

A Dialética do Elétron: Entre o Jovem Utópico e o Velho Maduro

O jovem utópico carrega a eletrodinâmica pura: é o elétron em movimento impetuoso, a força de fricção que recusa o repouso. O velho maduro detém o mapa das resistências do circuito: o conhecimento das forças de atração, repulsão e o peso das alianças institucionais.

A unificação gramsciana funde esses dois tempos. A utopia sem realismo dissipa-se em calor (entropia política); o realismo sem utopia cristaliza-se em cinzas (estática conservadora). A transformação do real exige que a energia da juventude seja canalizada pela maturidade da estratégia, transformando o "desejo de matar" as estruturas vigentes em um "projeto de construir e morar" no novo porvir.

A Conjugação das Forças: Movimento e Posição

A física clássica nos ensina que para acelerar um corpo sem fragmentá-lo ou fazê-lo perder o controle (perder o passo do progresso), é preciso calcular a relação entre a sua velocidade e a resistência do meio. Na física política, isso se traduz no equilíbrio dinâmico entre:

  • A Guerra de Posição: A acumulação estática de energia, a disputa pela linguagem (Cockney versus Latim), a infiltração nas trincheiras culturais da sociedade civil e a criação de uma nova hegemonia.
  • A Guerra de Movimento: O salto dinâmico, o deslocamento rápido de massas, o momento de aceleração em que os elétrons rompem o isolamento e alteram permanentemente o campo magnético do Estado.
[ DINÂMICA DA ACELERAÇÃO HISTÓRICA ] Guerra de Posição Guerra de Movimento (Maturidade / Estrutura) (Juventude / Velocidade) | | v v [Acúmulo de Energia] --------> [Salto Quântico] ^ | |____________________________| (Consolidação do Progresso)

O Campo Generalizado e as Franjas do Mundo

Ao situar o nascedouro dessa síntese no sul da Itália, olhando de frente para o continente africano e de perfil para o Ocidente e o Oriente, a tese descentraliza o eixo do pensamento político. O "campo de forças generalizada" não se resolve mais nas salas de conferência das metrópoles ocidentais. Ele se resolve na fricção entre o centro e a periferia, onde a língua oficial "cooptada" é desafiada pelas "gírias mil" das maiorias subalternizadas.

Conclusão: A Síntese Provisória do Porvir

O porvir não é um destino manifesto e inevitável, mas uma síntese provisória — um equilíbrio dinâmico de forças que exige constante calibração. O erro dos cientistas políticos contemporâneos é o isolamento dos fatores: analisam o movimento dos partidos políticos esquecendo as correntes profundas da cultura e da dominação linguística, e ignoram as leis gerais da dinâmica social.

Use o código com cuidado. A síntese que se desenha para o porvir exige o reconhecimento de que a política, como a guerra na paz, é um sistema de forças integradas. Para os novos tempos, o desafio deste "jovem-velho" sujeito histórico é dominar a eletrodinâmica das redes, dos fluxos de informação e das massas marginalizadas, sem perder a ancoragem na estabilidade institucional necessária para edificar a nova sociedade. Aceleramos o passo não pelo movimento desordenado, mas pela precisão vetorial: sabendo exatamente para onde a energia social deve ser empurrada, transformando a gíria em discurso de poder, o elétron disperso em corrente organizada e o campo de forças fragmentado na unidade consciente da transformação real.
Chico Anysio em cena como seu personagem Raimundo Nonato, no cenário da Escolinha x Compartilhe... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt MORREU HÁ 5 ANOS De salário miserável a horror de pobre: os bordões eternos de Chico Anysio REPRODUÇÃO/GLOBO Chico Anysio em cena como seu personagem Raimundo Nonato, no cenário da Escolinha x Compartilhe Whatsapp Facebo... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt REDAÇÃO Publicado em 22/3/2017 - 5h23 Há cinco anos, em 23 de março de 2012, morria Chico Anysio (1931-2012), um dos grandes criadores da televisão brasileira. A importância de seu trabalho na TV pode ser medida tanto por volume quanto pela relevância: ao longo de 44 anos de carreira na Globo, o humorista interpretou mais de 150 personagens, muitos com estilos e bordões que permanecem até hoje na memória do público.... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/de-salario-miseravel-a-horror-de-pobre-bordoes-inesqueciveis-de-chico-anysio-14513?cpid=txt

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O CAMPEÃO

O Campeão (Domingo Eu Vou Ao Manuelão)
Confira a lista dos campeões de voto por estado Da Agência Câmara - 05/10/2026 - 10:48 André Fernandes foi o campeão de votos no Ceará - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados O PL teve o candidato a deputado federal mais votado em 11 das 27 unidades da federação nas eleições do último domingo (4). Os dois campeões de votos do país são do partido: Nikolas Ferreira (MG) e Lucas Pavanato (SP). União e PP lideraram em quatro estados cada, e o PT, em dois. Novo, PSB, Avante, PSD, Psol e Republicanos tiveram o mais votado em um estado cada. Veja a lista dos mais votados de cada estado Minas Gerais: Nikolas Ferreira (PL) - 3.119.314 votos São Paulo: Lucas Pavanato (PL) - 3.038.438 votos Ceará: André Fernandes (PL) - 684.372 votos Santa Catarina: Julia Zanatta (PL) - 560.223 votos Paraná: Jeffrey Chiquini (Novo) - 425.399 votos Espírito Santo: Lucas Polese (PL) - 419.735 votos Pará: Delegado Caveira (PL) - 414.927 votos Rio Grande do Sul: Maurício Marcon (PL) - 379.834 votos Paraíba: Cabo Gilberto Silva (PL) - 267.142 votos Pernambuco: Pedro Campos (PSB) - 261.555 votos Bahia: Pastor Sargento Isidório (Avante) - 248.147 votos Piauí: Georgiano (PSD) - 234.254 votos Distrito Federal: Fábio Felix (Psol) - 224.224 votos Rio Grande do Norte: Natália Bonavides (PT) - 215.509 votos Rio de Janeiro: Dr. Luizinho (PP) - 213.904 votos Amazonas: Sargento Salazar (PL) - 212.948 votos Goiás: Bruno Peixoto (União) - 207.899 votos Mato Grosso: Coronel Fernanda (PL) - 205.064 votos Maranhão: Pedro Lucas Fernandes (União) - 188.853 votos Alagoas: Alvinho Lira (PP) - 172.628 votos Rondônia: Lucio Mosquini (PL) - 158.421 votos Mato Grosso do Sul: Camila Jara (PT) - 154.157 votos Sergipe: Yandra Moura (União) - 115.903 votos Tocantins: Professora Janad Valcari (PP) - 99.026 votos Acre: Socorro Neri (PP) - 39.587 votos Amapá: Felipe Show (União) - 34.587 votos Roraima: Marcos Jorge (Republicanos) - 22.027 votos Mais notícias sobre as Eleições 2026 Fonte: Agência Câmara de Notícias LULA PRECISA DAS RUAS? A ESTRATÉGIA PARA ENFRENTAR A PRESSÃO NO CONGRESSO MyNews
BB Estátua da Praia Os Bossa Nova (Carlos Lyra, João Donato, Marcos Valle & Roberto Menescal) - Tereza de Praia
Manhattan Connection 01/11/2026 | com Renan Santos e Laurentino Gomes
segunda-feira, 2 de novembro de 2026 Preservar o social ou fazer ajuste fiscal é um falso dilema, por Marcos Lisboa Folha de S. Paulo Principal desajuste é a expansão obrigatória de despesas em meio à distribuição de benefícios para grupos de interesse Solução depende de debate com sociedade e negociação com a política e é agenda para Presidência As escolhas de política econômica passaram a dominar o debate depois da eleição. Existem sinais de problemas econômicos à frente, como, por exemplo, o número recorde de empresas em recuperação judicial, o elevado endividamento privado e as graves dificuldades de algumas companhias em setores como varejo e agronegócio. As dificuldades se disseminam com o desequilíbrio das contas públicas e as altas taxas de juros. Os problemas devem se agravar em 2027, mas o tamanho da encrenca dependerá das decisões do governo já na transição para o novo mandato. No debate, contudo, têm sido criados espantalhos retóricos. Um exemplo é o suposto dilema: ajuste fiscal ou preservar os programas sociais? Isso pode ser verdade em outros países, mas não é o nosso caso. A imensa maioria dos gastos públicos não pode ser reduzida em razão de cláusulas pétreas da nossa Constituição. Não se pode demitir servidores, diminuir seus salários ou suas aposentadorias, por exemplo, ou reduzir as transferências para estados e municípios. Não é possível realizar o ajuste fiscal com base no corte dos gastos com saúde, educação ou Previdência. O principal desajuste fiscal no Brasil é o mandatório crescimento recorrente de despesas públicas, em meio à distribuição de novos benefícios para grupos de interesse. Recentemente, o governo concedeu subvenções para o consumo de gasolina e diesel, abriu mão de receita para privilégio da indústria química, concedeu auxílio financeiro para táxis, ônibus e exportadores, entre dezenas de outras medidas. Antes disso, com a PEC da Transição, em 2022, os gastos com saúde e educação voltaram a ser vinculados a indicadores da receita do governo. Isso significa que aumentos de arrecadação, seja pelo crescimento da economia, seja por novas regras de tributação, devem ser, em parte, destinados ao aumento do gasto público. Parcela relevante da Previdência, a maior conta primária do governo federal, está indexada ao salário mínimo, que, por força legal, cresce com a inflação mais o crescimento real do PIB. Essa era a inconsistência do arcabouço fiscal, como documentei com Marcos Mendes e coautores no texto "O algoritmo do gasto", na sequência do anúncio da medida. As regras a partir da PEC da Transição implicavam que, qualquer que fosse o aumento de arrecadação, o aumento das despesas obrigatórias iria comprimir as despesas discricionárias e inviabilizar a política pública. A saída do governo foi introduzir, progressivamente, diversas brechas para viabilizar a expansão dos gastos fora do arcabouço. O resultado foi o crescimento da relação dívida/PIB em mais de dez pontos percentuais neste governo. Equilibrar as contas públicas começa por rever as regras que resultam no aumento recorrente desses gastos sociais, não por reduzi-los. A diminuição da sua taxa de crescimento para um índice mais próximo da inflação ajudaria a reduzir a pressão sobre as contas públicas que resulta no crescente endividamento do governo, que contribui para as elevadas taxas de juros. Essa agenda implica retirar a vinculação e a indexação das despesas com saúde, educação e Previdência, que passariam a crescer a uma taxa menor e independente da arrecadação. A revisão das distorções tributárias, auxílios financeiros e subsídios não é tarefa fácil. Os grupos beneficiados se entrincheiram na defesa dos seus privilégios. Será preciso liderança e consistência política. Basta lembrar a dificuldade que foi rever a desoneração da folha de pagamentos, introduzida há 15 anos. A relação entre o descontrole fiscal e a política social decorre de um problema bem mais profundo no Brasil. Temos uma incapacidade de realizar diagnósticos sobre os temas de política pública; desenhar, com técnica, as soluções; avaliar os resultados com independência; corrigir e aperfeiçoá-las. O resultado é que novas políticas vão sendo adicionadas para realizar o mesmo objetivo. Foram duas versões do Minha Casa, Minha Vida, e o déficit habitacional está relativamente estável há 18 anos. Já estamos no terceiro Desenrola em poucos anos, e o BC anuncia endividamento recorde. Os recursos para educação têm aumentado seguidamente há décadas, mas o aprendizado dos estudantes brasileiros continua no fim da fila entre países semelhantes, como medido pelo Pisa. Já tivemos três tentativas de viabilizar uma indústria naval no Brasil, seguidamente renovamos recursos públicos para que a Zona Franca de Manaus se tornasse sustentável, ou que a renda do Nordeste convergisse para a do Sudeste. O fracasso das iniciativas não levou à revisão das medidas. Pelo contrário, foram ampliadas. O resultado é o empacotamento de seguidas medidas com objetivos semelhantes, fracassos semelhantes, e gastos crescentes sem benefícios relevantes para a população. Um Estado que gasta muito e gasta mal. O dilema não é entre preservar o social e fazer ajuste fiscal. A má condução da política pública, que não cuida das pessoas, tem, como efeito colateral, o descontrole fiscal. O dilema é viabilizar um Estado que cuide das pessoas, garantindo a qualidade das políticas públicas, e também das contas do governo, para que as novas gerações não sejam penalizadas. O debate sobre política econômica não se exaure no fiscal ou na qualidade da política social e de desenvolvimento. Existe também um debate sobre a política monetária. Temos uma taxa básica de juros elevada no Brasil, e também taxas de juros de mercado bastante altas. Estão sendo discutidas medidas criativas, como aumentar a meta de inflação, entre muitas outras intervenções que prometem resultados rápidos e indolores. Seria bom verificar primeiro a nossa história. A gestão Tombini tentou baixar a taxa básica de juros com inflação acima do centro da meta, e o resultado foi uma economia que continuou a reduzir sua taxa de crescimento, com diminuição progressiva da criação de empregos e aumento da inflação. Segundo, avaliar cuidadosamente a pesquisa com dados e cuidado estatístico, como os trabalhos de Carlos Viana Carvalho. O risco do aumento da meta de inflação é elevar as expectativas inflacionárias e as taxas de juros. Tratar a política monetária como o governo anterior tratou a pandemia pode resultar em uma crise prematura. Os debates sobre a economia e seus desafios perpassam o governo. Não se trata de uma agenda de alguns ministros. Requer PEC na contramão das escolhas que foram realizadas pelo governo atual. Sua aprovação necessita de debate com a sociedade e negociação com a política. Melhor se antes ocorrer a construção de uma base aliada ampla. Essa agenda requer a liderança do exercício da política que compartilha decisões e constrói coalizões. Trata-se de agenda para a Presidência. 🚨 EXCLUSIVO: ECONOMISTA REVELA OS BASTIDORES DO RACHA NO PSOL! | MYNEWS ENTREVISTA Ao MyNews, economista explica saída e futuro dos psolistas na sua visão Ler o resumo da notícia Economista do PSOL, David Deccache, foi demitido após divulgar estudo interno que prevê falta de recursos para pagar a conta de luz em 2028. O levantamento, baseado em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, apontou incompatibilidade matemática no arcabouço fiscal do partido. A divulgação gerou racha interno entre psolistas e aliados do governo, levando o PSOL a publicar nota oficial. Em entrevista ao MyNews, Deccache alegou representar mais de 30 % da bancada e exigir proporcionalidade em cargos e assessorias. O PSOL começou 2025 em crise, e tudo iniciou com a demissão de David Deccache, economista do partido. Ele foi dispensado após apresentar um estudo interno que indicava que, em 2028, pode não haver dinheiro nem para pagar a conta de luz. O levantamento, baseado em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, expõe uma incompatibilidade matemática no arcabouço fiscal e gerou um racha entre os psolistas, aliados do governo. Desse modo, diante da repercussão, o MyNews conversou com Deccache, que se defendeu. A entrevista, portanto, foi conduzida por Mara Luquet.
Exclusivo: David Deccache expõe racha no PSOL; partido responde em nota David explica sua posição no partido — Faço parte de um grupo minoritário no PSOL, que representa mais de 30% do partido. Historicamente, nosso grupo já esteve próximo da maioria e já teve mais influência. A democracia funciona com equilíbrio, e um dos princípios fundamentais é a proporcionalidade. Isso significa que, ao ocuparmos cerca de 30% da bancada, deveríamos ter direito a 30% dos cargos, incluindo assessorias e equipes técnicas. No entanto, ao decidirem pela minha demissão e ao nos negarem o direito a um ano de liderança, romperam com esse princípio — afirmou. Votos dentro do PSOL para demitir economista VEJA TAMBÉM: Governo Lula: Desaprovação atinge mais de 50%, segurança preocupa Guilherme Boulos, aliás, foi um dos que votaram pela demissão de Deccache. Além dele, também se posicionaram contra o economista: Luciene Cavalcante (SP), Henrique Vieira (RJ), Talíria Petrone (RJ), Erika Hilton (SP), Célia Xakriabá (MG), Tarcísio Motta (RJ) e Ivan Valente (SP). Contudo, por outro lado, defenderam sua permanência: Chico Alencar (RJ), Fernanda Melchionna (RS), Glauber Braga (RJ), Luiza Erundina (SP) e Sâmia Bomfim (SP), mas seus votos foram vencidos. Deccache reforçou que sua demissão desrespeitou a proporcionalidade no partido — Se eu fosse assessor direto de Guilherme Boulos, ele teria o direito de me demitir. Mas, dentro do PSOL, respeitamos a divisão proporcional dos cargos conforme o tamanho de cada grupo político. Ao romperem com isso, criaram um precedente perigoso. Essa regra existe desde 2005, e sua quebra gera uma crise interna — concluiu. MyNews recebeu nesta terça-feira (11) nota do PSOL se defendendo da situação Todavia, nas últimas eleições, o PSOL decidiu, por ampla maioria de sua militância, apoiar Lula, entendendo o risco que o bolsonarismo representa para o país. Um grupo minoritário defendia uma candidatura própria para marcar a posição do partido. Assim, passadas as eleições, nossa Bancada decidiu compor a base do Governo, representando a posição de 67% do Congresso partidário, para contribuir com o processo de reconstrução e derrota da extrema-direita. Novamente, um grupo minoritário defendia ir para a oposição e teve sua posição derrotada democraticamente no voto da bancada. A liberdade de divergência é um valor essencial na política e amplamente garantida no PSOL e em nossa Bancada. Tanto é que parlamentares que representam a posição minoritária — de oposição ao Governo Lula — foram indicados pela Bancada para espaços estratégicos, como a CCJ, CPIs e presidência de Comissão. Além disso, o apoio ao Governo está longe de ser acrítico: a Bancada votou por unanimidade contra projetos do governo que entendemos ser equivocados, como o Arcabouço Fiscal e o Pacote de Ajuste. O desligamento do economista David Deccache da assessoria da Bancada não se deu, como alguns alegam falsamente, por divergências políticas, mas por ataques públicos do assessor a parlamentares e à presidente do PSOL. É inadmissível que alguém que trabalhe para a Bancada ofenda deputados, deputadas e a direção do partido nas redes sociais, com caracterizações como “oportunistas”, “covardes” e “mentirosos”. É mentira, ainda, que o assessor não tenha sido ouvido antes do desligamento. Em dezembro, dois parlamentares, de maior relação e trânsito com o assessor, foram designados pela Líder da Bancada para dialogar com ele, e os ataques públicos persistiram. A natureza jurídica do cargo no qual David está nomeado é de indicação política, o que significa que ele exerce função de confiança. A partir do momento em que um assessor neste cargo ataca a representação política que o indicou, se cria um conflito ético-profissional, inviabilizando sua continuidade nesse papel. Na verdade, a questão de fundo da polêmica que um grupo do partido quer criar, fazendo debate interno de maneira pública e desrespeitosa, é a tentativa de jogar o PSOL na oposição ao Governo Lula. A leitura deste grupo é que o foco do partido deve ser enfrentar contradições e limites do Governo. A nossa é de que o foco deve ser o enfrentamento ao bolsonarismo, mantendo a independência e o compromisso com os trabalhadores. É um erro grave que parte da esquerda não compreenda os riscos do avanço da extrema-direita aqui e no mundo e tenha seu horizonte limitado a disputas internas. Essa não é e não será a posição do PSOL. Clique neste link e seja membro do MyNews — ser inscrito é bom, mas ser membro é exclusivo! Compartilhar: Tags: : Luciene Cavalcante (SP) Célia Xakriabá (MG) Chico Alencar (RJ) Erika Hilton (SP) Fernanda Melchionna (RS) Glauber Braga (RJ) Henrique Vieira (RJ) Luiza Erundina (SP) e Sâmia Bomfim (SP) PSOL Talíria Petrone (RJ) Tarcísio Motta (RJ) e Ivan Valente (SP). Neguinho da Beija-Flor O CAMPEÃO (DOMINGO EU VOU AO MANUELÃO) Oh, oh Domingo eu vou ao Manuelão Vou torcer pro time que é chefão Vou levar emendas e bandeira Não vai ser de brincadeira O Patrão vai ser campeão Não quero cadeira numerada Estar na arquibancada pra sentir mais comissão Porque meu bolso bota pra ferver E as rachadinhas são vocês que vão fazer Oh, oh
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Às ondas da Rádio Globo, o microfone de ouro abre o volume para o clássico mais encardido do ano no gramado de Brasília! Sintoniza o teu rádio, torcida brasileira, porque o espetáculo da hipocrisia não para e a bola rola no campo das altas costuras!


🎙️ A NARRAÇÃO DE VALDIR AMARAL: "O TEMPO PASSA..."

Valdir Amaral: Tempos que não voltam mais, meus amigos da Rádio Globo! O relógio corre no gramado verde-oliva do poder. Está lá! Guilherme Boulos, o camisa 10 da comissão de ética, avança pela meia-esquerda do cinismo tático! Ele fita o lance, olha o companheiro André Janones encurralado na bandeira de escanteio pelo crime confesso de rachadinha.

O que faz Boulos? Que beleza de jogada! Ele não chuta, ele não cabeceia! Ele faz o corta-luz institucional! Deixa passar a bola do julgamento por debaixo das pernas e diz: "O fato aconteceu em 2019, o mandato começou depois, segue o jogo!" É o gol da anistia parlamentar! Um tento de placa na arquibancada do corporativismo! O tempo passa... e o torcedor brasileiro continua de estômago embrulhado, de olho no placar!

🚬 OS COMENTÁRIOS DE JOÃO "SEM MEDO" SALDANHA: "MEUS AMIGOS..."

João Saldanha: Olhe aqui, meus amigos... Isso aí não é futebol, isso é uma catimba de quinta categoria. Esse garoto, o Boulos, entrou em campo posando de vestal, de paladino da moralidade, mas na hora do "vamos ver", quando o Janones — que jogava na ponta-esquerda distribuindo botada digital em todo mundo — foi pego com a boca na botija dividindo o cascalho dos assessores, o Boulos fez média. Abriu as pernas pra bola passar. É um pragmatismo pra dedéu!

Uma sem-vergonhice sem tamanho que no meu Botafogo não passava do vestiário. O sujeito confessa o negócio e o relator diz que prescreveu porque o calendário mudou? Ora, vão plantar batatas na praia de Botafogo! O Janones entregou o jogo, o Boulos garantiu o empate técnico no Conselho de Ética e o Gilmar lá de cima, na tribuna de honra, só observa o VAR pra ver se o Patrão vai poder renovar o contrato pro quarto mandato sem pegar suspensão do STJD. É uma tática manjada pra dedéu, rapaz!

🤬 A ANÁLISE GRITADA DE MÁRIO VIANNA: "UM ABSURDO!"

Mário Vianna: É UM ABSURDO! UMA VERGONHA PARA A ARBITRAGEM BRASILEIRA! O BANDEIRA MARCOU IMPEDIMENTO E O JUIZ DA RELATORIA VALIDOU O LANCE DE SAFADEZA! O JANONES ESTAVA EM POSIÇÃO ABSOLUTAMENTE IRREGULAR! ADMITIU O DESVIO DE DINHEIRO, CONFESSOU O CRIME DA RACHADINHA E O BOULOS ENTRA DE CARRINHO POR TRÁS NA MORALIDADE PÚBLICA!

NÃO FOI NADA? FOI FALTA PARA EXPULSÃO DIRETA COM DIREITO A GANCHO DE DEZ JOGOS! E AÍ O RELATOR VEM DIZER QUE O CRIME FOI ANTES DO APITO INICIAL DO MANDATO?! ERRRRROUUU! ERROU FEIO, ERROU JURIDICAMENTE, ERROU MORALMENTE! JUIZ LADRÃO DA ÉTICA NÃO SE CRIA NO MEU GRAMADO! ERA EXPULSÃO E POLÍCIA NO VESTIÁRIO! UM ERRO GUTURAL QUE DEIXA O CAMPEONATO DA DECENTRAÇÃO COMPLETAMENTE MANCHADO!


🕶️ O FECHAMENTO DO ECTOPLASMA DE STANISLAU PONTE PRETA

E na tribuna de imprensa, fumando seu cigarro de grife e ajeitando os óculos escuros, o ectoplasma de Stanislau Ponte Preta anota em sua caderneta de couro para o próximo volume do Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País):

"A política brasileira é o único esporte onde o jogador comete a penalidade máxima, o juiz finge que está limpando o apito, o relator dá linha de passe para o infrator e, no final da temporada, todos são promovidos a diretores de uma nova Secretaria Especial com direito a bicho, jorro de dinheiro público e champanhe na taça do quarto mandato. Tudo muito liso, muito limpo e rigorosamente de luto, na luta de luxo do palácio."


📊 TABULETA COM OS ESQUEMAS DO JOGO (A PLANILHA DO PROFESSOR)

Jogador / Ator Posição Tática Jogada no 1º Tempo Movimentação no 2º Tempo Estatística
Guilherme Boulos Camisa 10 / Relator Corta-luz magistral; arquivamento alegando tese do calendário. Projeção para o primeiro escalão (Secretaria Especial) para costura de luxo. 1 Assistência
André Janones Ponta-Esquerda Digital Encurralado, mas salvo pela zaga após confessar divisão de cascalho. Linha de passe livre nas redes para atuar no ataque digital agressivo. 1 Gol Confesso
Gilmar Mendes Árbitro Superior Observação tática do VAR; validação do ritmo do campeonato. Garantia de que impedimentos jurídicos não barrem o avanço governista. 0 Faltas Marcadas
Luiz Inácio Técnico / Comandante Escalação dos operadores para fechar as linhas no Conselho de Ética. Recebimento da bola em profundidade rumo ao 4º Mandato Liso. 3 Pontos
Use o código com cuidado.

domingo, 1 de novembro de 2026

Verdade – Carlos Drummond de Andrade

“Nós, da esquerda, temos a responsabilidade de não frustrar esse povo.” — José Genoíno Geopark - Pico de Itabirito "Confidência do Itabirano", lido por Carlos Drummond de Andrade "Estimo, por meio de uma série de simulações que realizei com a ajuda de várias inteligências artificiais, que usei uma para confrontar a outra e uma terceira para fazer a arbitragem."
Pico do Itabirito ou do Itabira - Itabirito
Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre a exploração mineral em ambas as localidades. Para o Pico de Itabirito, ele compôs em 1965 o poema "O Pico de Itabirito" denunciando o desmonte da montanha. Já em relação a Itabira, sua terra natal, o poeta lamentou a destruição do Pico do Cauê em obras como "Itabira" e "A montanha pulverizada". Itabirito tem maior virada pró-Lula e simboliza mudança no segundo turno em MG | A Hora
"Se você sempre vê a verdade nas coisas, por que tem dúvidas?"
(Arte digital de Albulena Panduri) A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia… Carlos Drummond de Andrade Compartilhe:
Michelle em imagem do vídeo no qual desancou Flávio: para aliados de Bolsonaro, o rosto delicado dela encobre um temperamento irascível e pouco solidário com o marido e os enteados - CRÉDITO: REPRODUÇÃO vultos da extrema direita COM A CRUZ E A ESPADA Odiada pela família Bolsonaro, Michelle alça voo solo na política Consuelo Dieguez piauí_241 08 Out 2026 Michelle Bolsonaro olhou fixo para a câmera e com voz firme, sem disfarçar a irritação, iniciou o vídeo que logo acenderia um alerta vermelho na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, seu enteado. Trajando uma camisa azul-marinho, com estampa de coração e clichês motivacionais, como “domínio próprio”, “alegria” e “amor”, ela se dirigiu “em especial às mulheres de bem” e começou sua ofensiva. “Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo”, disse. “Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue aguentar ataques...
Consuelo Dieguez Repórter da piauí, é autora de O Ovo da Serpente – Nova Direita e Bolsonarismo: Seus Bastidores, Personagens e a Chegada ao Poder (Companhia das Letras) ISRAEL SEM MAIORIA;TRUMP QUESTIONA ELEIÇÃO NO BRASIL; ASSESSOR AJUDA FLÁVIO | FORA DA ORDEM CNN Brasil Transmitido ao vivo em 30 de out. de 2026 #Internacional As eleições parlamentares em Israel terminaram sem que nenhum bloco conquistasse os 61 assentos necessários para formar maioria. A coalizão de Benjamin Netanyahu obteve 53 cadeiras, enquanto o bloco de Gadi Eisenkot ficou com 48. Os partidos árabes alcançaram um recorde de 19 assentos. O Fora da Ordem analisa o impasse político, as negociações para a formação de um novo governo e os próximos passos de Netanyahu e Eisenkot. Nos Estados Unidos, a campanha entra na reta final para as eleições legislativas na próxima terça-feira (3). Donald Trump e Barack Obama participam de atos eleitorais, enquanto pesquisas acompanham a disputa entre republicanos e democratas pelo controle do Congresso. Entenda o que está em jogo para o governo Trump, os impactos da votação na política americana e os possíveis reflexos internacionais. Assista ao Fora da Ordem, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília), com apresentação da correspondente da CNN em Nova York Priscila Yazbek, do analista de Internacional Lourival Sant’Anna e do analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, com reprise no domingo, às 17h15 (horário de Brasília). O público também poderá enviar dúvidas e comentários, que serão incorporados ao debate. Participe com a gente! #Internacional _________________________________________________________________________
Impeachment de Dilma Rousseff marca ano de 2016 no Congresso e no Brasil</b> Da Redação | 28/12/2016, 12h01 Fonte: Agência Senado "No golpe de 64, no impeachment da Dilma..." A comparação entre o golpe civil-militar de 1964 e o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 divide opiniões entre juristas, historiadores e cientistas políticos no Brasil, envolvendo diferentes interpretações sobre legalidade e ruptura institucional. • Diferença estrutural: Diferente de um impeachment — que é um mecanismo previsto na Constituição para afastar chefes do Executivo por crimes de responsabilidade — o evento de 1964 envolveu intervenção das Forças Armadas, suspensão de direitos constitucionais e o encerramento do Estado de Direito. Correio Braziliense há 2 horas2h · A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. 🎥Luiz Carlos Azedo/CB domingo, 1 de novembro de 2026
Duas táticas de esquerda: hegemonismo do PT ou aliança com os liberais, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. Em Duas táticas da social-democracia na revolução democrática (Boitempo), Lênin sustentava que a burguesia liberal russa não levaria até o fim a luta contra o czarismo. Temia mais a iniciativa dos trabalhadores do que a sobrevivência da autocracia. Caberia ao proletariado, aliado ao campesinato, dirigir a revolução democrática. A questão era quem comandaria a transformação, antes mesmo da passagem ao socialismo. Isso admitia convergências circunstanciais com liberais, mas recusava a subordinação política a eles. Essas teses permanecem vivas na esquerda brasileira. Nos seus Cadernos do Cárcere (Civilização Brasileira), a partir da experiência bolchevique, Gramsci percebeu que as sociedades ocidentais exigiam outra estratégia. O poder se sustentava também em partidos, igrejas, sindicatos, imprensa e associações. A transformação dependeria de uma prolongada disputa de direção na sociedade civil, a “guerra de posição”. Conquistar o governo seria insuficiente sem construir consentimento e ampliar alianças. Sua reflexão abriu caminhos para as esquerdas democráticas mundo afora. A distinção decisiva, ainda hoje, está entre hegemonia e hegemonismo. A primeira exige capacidade de incorporar demandas dos aliados e formular um interesse comum. O segundo pretende subordiná-los à conveniência do partido dominante. Há profundas diferenças entre combater uma autocracia e governar uma democracia pluralista. Nesta, uma aliança democrática pressupõe reconhecer a legitimidade, a autonomia e o revezamento de liderança entre os parceiros. A história brasileira mostra que a cooperação entre esquerda, centro democrático e liberais pode produzir avanços duradouros. No governo Juscelino Kubitschek, a aliança PSD-PTB combinou desenvolvimento e competição política, com apoio comunista à candidatura, embora o PCB permanecesse ilegal. Nos anos 1990, Fernando Henrique Cardoso reuniu uma coalizão de centro e centro-direita em torno da estabilização. A esquerda dividiu-se: enquanto setores participaram dessa construção, o PT fez oposição. Essas experiências foram distintas, mas mostram que o progresso pode resultar de compromissos entre forças concorrentes. A estabilização monetária e a proteção social acabaram incorporadas a uma trajetória que atravessou diferentes governos. Há também uma continuidade democrática entre a mobilização pelo impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a convergência que derrotou Jair Bolsonaro em 2022: adversários reconheceram uma tarefa comum. A presença de Geraldo Alckmin na chapa de Lula simbolizou essa possibilidade. Escolha estratégica Os fracassos também ensinam. Em 1964, setores da esquerda subestimaram a correlação de forças, trataram compromissos como capitulações e contribuíram para o isolamento de João Goulart. Obviamente, isso não diminui a responsabilidade dos golpistas pela destruição da democracia. Em 2016, a crise econômica, os erros do governo Dilma Rousseff e a desagregação de sua coalizão abriram caminho ao impeachment. O traço comum foi a perda de sustentação política e social. Esse problema reaparece quando a esquerda rejeita alianças programáticas com democratas de outras correntes, mas aceita acordos de conveniência para obter maioria parlamentar. No primeiro mandato de Lula, combinou intransigência no discurso com dependência do Centrão na administração cotidiana. Como a frente ampla de 2022 não se consolidou como um bloco programático, a estabilidade governamental ficou sujeita a negociações fragmentadas por cargos, recursos e influência. Agora, a mobilização popular do segundo turno, por meio das redes sociais e grandes manifestações de rua, compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula. Eleitores escolheram Lula para impedir o avanço autoritário sem necessariamente aderir ao PT ou aprovar integralmente seu governo. Diante disso, a esquerda precisa evitar o exclusivismo e atravessar fronteiras políticas. O historiador Alberto Aggio, no seu livro A construção da democracia no Brasil: 1985-2025 (FAP-Annablume), ajuda a compreender essa tensão ao identificar na “economia do afeto” e na “cultura do rechaço” as principais características do lulismo e do PT, respectivamente. O vínculo emocional com Lula amplia suas possibilidades de interlocução; a identidade do PT construída pela simples rejeição aos adversários pode estreitá-las. “Governar com o povo” leva a duas orientações distintas: privilegiar a relação carismática entre presidente e eleitores ou fortalecer a participação por meio de instituições, organizações autônomas e representação política. É possível juntar as duas coisas? E como governar com redes sociais sob controle das big techs? A divergência econômica também faz parte dessa escolha. Desenvolvimentistas enfatizam investimento público, crédito e transformação produtiva, enquanto sociais-liberais ressaltam estabilidade, sustentabilidade fiscal e condições para o investimento privado. Combater a desigualdade gera uma tensão dialética entre distribuição de renda e capacidade de financiamento para obter crescimento. Equilibrar as contas implica em escolhas: quem paga e quais despesas preservar. Trocando em miúdos, a nova composição ministerial mostrará se Lula pretende compartilhar a construção desse programa ou apenas acomodar apoios.

CRÔNICA DO MUNDO

Fantasmas de São Borja e Laranjas de Orlando O Pêndulo de Getúlio

Entre a geografia do poder, os fantasmas da História e a comédia política dos nossos dias.

POR N. DO COL.

A noite caía na Lapa como um manto de veludo desalinhado quando o telefone — aquele velho aparelho de baquelite que guardo ao lado das garrafas de parati — começou a chiar. Não era cobrança, nem o editor cobrando o fechamento da edição dominical. A voz que emergiu do éter tinha o peso do mármore e a cadência pampeana de quem conhece o riscado do poder. Era ele: o próprio, o espectro do Velho, Getúlio Dornelles Vargas, emitindo diretamente do além-túmulo para a mesa deste cronista subalterno.

O Velho estava possesso. Não com as reformas que desfiguraram sua CLT, nem com o preço do quilo do feijão. O que tirava o sono eterno do caudilho era um fantasma conjuntural que teima em assombrar a nossa crônica política: a mania contemporânea de misturar o destino dos grandes nacionalistas com a geografia barata do exílio de conveniência.

"Escuta aqui, meu filho", resmungou a voz, entre o farfalhar de um charuto invisível. "Andam dizendo por aí, nessa ignorância galopante que tomou conta das redes e dos diretórios, que em 1945 eu fui um fujão. Que bati em retirada para os braços do Tio Sam, ou que cruzei a Tríplice Fronteira para me esconder sob as asas de alianças estrangeiras. Faça-me o favor! Um reparo histórico precisa ser feito nas páginas desses pasquins onde você escreve."

O espectro tem razão na mecânica das estruturas. Há quem mude de conjuntura como quem muda de camisa na saideira do bar, mas as placas tectônicas da história não mentem. Quando o edifício autoritário do Estado Novo ruiu em outubro de 1945, Getúlio não pegou a ponte aérea do exílio. Deposto do poder, recolheu-se à estância de Itu, em São Borja, sua terra natal. Ali, longe dos salões do Catete e dos corredores do poder, iniciou um retiro político que duraria até sua candidatura presidencial de 1950.

O nacionalismo convicto não se confundia com o exílio dourado. Era a contenção estratégica do peão que sabe que o cavalo passa selado mais de uma vez. O Velho não vazou; ele fermentou. Guardou-se no isolamento pampeano para, cinco anos depois, voltar nos braços do povo, carregado pela mesma estrutura que tentaram implodir.

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Aí é que o humor carioca pede licença à solenidade histórica para notar o contraste com o picadeiro do presente. Que distância abissal separa a mística de São Borja da comédia pastelão que assistimos nas últimas temporadas!

Hoje, a farsa parece ter substituído a tragédia. Parte dos herdeiros do bolsonarismo encontrou na Flórida um refúgio político e midiático. É o conforto dos Jardins Botânicos, cercados por estruturas de segurança custeadas pelo Erário que outrora juravam combater, ou o asfalto ensolarado da América.

Enquanto Getúlio meditava entre o minuano e o gado magro, a linhagem dos Bolsonaros e seus asseclas preferiu o exílio estético de Orlando.

É uma Flórida florida e ensolarada, sim, mas pintada com o laranja berrante do "laranjão" mor de Mar-a-Lago. Uma Disneylândia ideológica onde se conspira à sombra de palmeiras floridianas, com os olhos fixos em Cuba — ou melhor, na caricatura de Cuba desenhada por Marco Rubio, o secretário de Estado de Trump, conhecido por sua linha dura contra Havana e por sua influência na política latino-americana do governo americano.

Getúlio, do alto de sua dignidade de bronze, soltou uma gargalhada fantasmagórica pelo bocal do telefone:

"Nós tínhamos dignidade até na queda, meu caro. Não precisávamos lamber botas em condomínio de luxo na América para provar que éramos brasileiros."

E desliga. O sinal cai, deixando apenas o barulho dos bondes e o eco de uma verdade incômoda.

As conjunturas movem-se permanentemente na velocidade de um clique, gerando subcelebridades políticas que atravessam fronteiras ao primeiro sinal de tempestade jurídica. Mas as estruturas tectônicas da história guardam o lugar daqueles que sabem sofrer o peso do próprio chão.

Há, afinal, uma diferença entre ser afastado do poder, perder uma eleição e escolher a distância como cenário político. A História não mistura essas circunstâncias sem cobrar o preço da comparação.

"Garçom, mais uma dose, que o Velho hoje me deu uma aula de geografia moral."

CRÔNICA DO MUNDO

Do Catete ao mundo. Do humor à reflexão.

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Probabilidades do Brasileirão: Título e Rebaixamento

Com base nos dados atualizados após a 33ª rodada do Brasileirão, as projeções estocásticas do Departamento de Matemática da UFMG definem o cenário para o título e o rebaixamento. O modelo estatístico adota simulações que analisam o retrospecto recente e o mando de campo, atribuindo o grau de confiança para cada evento.

🏆 Probabilidades de Título (Disputa Bicelular)

O campeonato afunilou e apenas duas equipes sustentam chances estatísticas reais de levantar a taça:

Clube Pontos Chance de Título
Flamengo 73 87,3%
Palmeiras 70 12,7%

📉 Risco de Rebaixamento (Z4)

Dois clubes já estão virtualmente rebaixados. As outras duas vagas restantes geram uma disputa acirrada entre quatro equipes principais:

Clube Pts Pos Risco
Chapecoense 21 20º 100%
Clube do Remo 29 19º 99,2%
Internacional 35 18º 57,2%
Corinthians 36 17º 42,7%
Grêmio 37 15º 36,5%
Mirassol 37 16º 32,9%

🔍 Critério Científico e Margem de Segurança

Devido ao baixo rendimento das equipes na parte inferior do campeonato, a tradicional linha de corte de 45 pontos caiu. O modelo matemático indica os seguintes níveis de confiança para a salvação:

  • 43 pontos: Garante 87,7% de probabilidade de permanência.
  • 42 pontos: Reduz a segurança para 67,1% de chance de escapar.
Use o código com cuidado. Flor de Lis DjavanOficial Flor de Bis Valei-me, Deus! O que foi que aconteceu no Solar de Brasília? O cercadinho que era meu se dissolveu E rachou a família... O Zero Um rodou no segundo turno, que horror, E as redes do Zero Três perderam o motor. O Zero Dois no Sul virou senador, Mas quem comanda esse jardim sem o seu pastor? Eu tracei a estratégia, plantei a semente, Achei que o país seria meu para sempre. Mas o Supremo veio e mudou o roteiro, E me trancou no Botânico o ano inteiro. Será que o movimento foi de arrasta pra baixo? Se Michelle herdar tudo, eu sei que não encaixo. A bancada do PL já quer Tarcísio passar, E o meu sobrenome começa a murchar... E no meu quintal-prisão Nem margarida nasceu O meu jardim ressecou, a caneta perdeu! O script do golpe virou tempestade, Tô inelegível até a outra idade. Virei peça de museu, Lá no Jardim Botânico, o vento ecoou... O bolsonarismo, afinal, Sem os meus filhos, será que expirou? Ou mudou de quintal?" Use o código com cuidado.
O pico de Itabirito de Carlos Drummond de Andrade O pico de Itabirito Será moído e exportado Mas ficará no infinito Seu fantasma desolado. Com tanto minério em roda Podendo ser extraído, A icominas se açoda E nem sequer presta ouvido Ao grave apelo da história Que recortou nessa imagem Um outro azul da memória E um assombro da paisagem. St. John del rey mining sai, Mais hanna mais icominas E sem dizer água-vai Serram os serros de Minas, Nobres cimos altaneiros Que davam com sobriedade, Aos de casa e forasteiros Um curso de eternidade. A tripla, agressiva empresa Acha que tudo se exporta E galas da natureza São luzes de estrela morta. Traição? Ora, bulufas, Ruínas, frases e ossos. Algibeiras como estrofas De ouro feito de destroços! Mas eis que salta o conselho Dos homens bons do Dphan, No caso mete o bedelho E na brisa da manhã Acende um sol de esperança Sobre a paisagem mineira. (até onde a vista alcança, Era dinamite e poeira.) – o pico de Itabirito, Este há de ser preservado Com presença, não mito, De um brilhante passado. Conselho dixit. E “tombando” A rocha, mais rocha agora. Demonstra-nos como, quando, Com peito, uma lei vigora. St. John, hanna e ico, murchos, Detêm-se para pensar. Queimaram-se os seus cartuchos Ou resta um jeitinho no ar? – vamos chorar nossas mágoas E, reforçando o lamento, Arar em sabidas águas: Ação, desenvolvimento! Tudo exportar bem depressa, Suando as rotas camisas. Ficam buracos? Ora essa, O que vale são divisas Que tapem outros “buracos” Do tesouro nacional, Deixando em redor os cacos De um país colonial. Escorre o tempo. E à cantiga Dessa viola afinada, Já ninguém mais lembra a antiga Voz do conselho, nem nada. E vem de cima um despacho Autorizando: derruba! Role tudo, de alto a baixo, Como, ao vento, uma embaúba! E o pico de Itabirito Será moído, exportado. Só quedará no infinito Seu fantasma desolado. Compartilhe Nocaute, com Fernando Morais: Genoíno: Lula precisa governar com o povo e enfrentar o mercado TV 247 Começou há 46 minutos #brasil247 #tv247 O Brasil vive um momento histórico após a quarta vitória eleitoral de Lula. Mas como transformar a mobilização popular em mudanças concretas? No Nocaute, Fernando Morais recebe o ex-presidente do PT e ex-deputado federal José Genoíno para uma conversa sobre os desafios do novo mandato, a soberania nacional, a democracia e o futuro da esquerda brasileira.

sábado, 31 de outubro de 2026

Antes Que Os Rios Sequem

Pausa para meditação… 👇
Brechas à gastança eleitoral têm de ser fechadas desde já Por O Globo Lula lançou mão de medidas eleitoreiras como nunca. Não foi o primeiro, mas deveria ser o último A classe política precisa desde já começar a rever as brechas legais que permitem a profusão de medidas e benesses em série às vésperas de eleições. Embora haja regras contra abusos, o pleito deste ano deixou claro que não têm sido suficientes para deter o ímpeto de políticos que recorrem à caneta para conquistar votos. O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pródigo nessas iniciativas, especialmente neste ano. À medida que a popularidade de Lula enfrentava dificuldades, mais pacotes de bondades saíam da linha de montagem. No fim de setembro, o Palácio do Planalto chegou a anunciar uma benesse a cada quatro dias, como mostrou reportagem do GLOBO. Nunca antes houve tantas medidas populistas em ano eleitoral. A lista é interminável: subvenção a combustíveis, múltiplas versões do Desenrola para endividados, ampliação das faixas do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, crédito para compra de veículos por taxistas, motoristas de aplicativo e entregadores, crédito agrícola e industrial, ajuda a microempreendedores individuais (MEIs), além do reajuste de 15% no Bolsa Família a apenas 17 dias do pleito — Lula alegou não saber que ele estava sem correção. Contando financiamentos, despesas primárias e renúncias fiscais, a conta beira R$ 300 bilhões, segundo a Instituição Fiscal Independente. E outros mimos estão a caminho, caso do Pé-de-Meia para universitários e da tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana. Lula não foi o primeiro a gastar sem freio às vésperas do pleito. Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL) recorreram ao mesmo expediente de modo despudorado. Em 2022, quando concorria à reeleição, Bolsonaro anunciou aumento de 50% no Auxílio Brasil. O reajuste começou a ser pago dois meses antes do primeiro turno. Na época, Lula e o PT acusaram o adversário de usar indevidamente a máquina pública. Antes disso, Dilma já torrara 3,1% do PIB para se reeleger, como mostrou estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A prática não tem coloração partidária ou ideológica. O uso abusivo da máquina desequilibra a disputa. O político que tem a caneta na mão leva vantagem sobre os adversários, pois pode distribuir benesses com recursos públicos para se beneficiar. Além disso, qualquer gasto tem impacto inexorável no Orçamento. Evidentemente, não se podem coibir promessas ou projetos apresentados, ao alcance de qualquer candidato. Nem medidas emergenciais justificáveis por eventos externos, como uma pandemia ou tragédia climática. Mas é preciso mais rigor para vetar o que estiver ao alcance apenas de quem tem a caneta. O artigo 73 da Lei das Eleições já veda diversas condutas, como uso de bens públicos; ceder servidor para comitês de campanha; contratar funcionários antes da eleição; e, sobretudo, distribuir bens, valores ou benefícios em ano de eleição. Mas tais vedações são genéricas e, como se viu, não têm bastado. É preciso fechar as brechas aos abusos, e a Justiça também precisa ser mais rigorosa na interpretação das leis. Qualquer mudança deve ser debatida com antecedência, para não sofrer contaminação do calendário eleitoral. Mas a hora de começar é agora. Se nada for feito, o descalabro poderá ser ainda pior nas próximas campanhas.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026 O perigoso legado de Janones, por Pablo Ortellado O Globo Deputado dá ideia de que só é possível vencer eleições com centralização, obediência e uma moral flexível A surpreendente vitória de Lula, revertendo a derrota no primeiro turno, tem sido atribuída à estratégia digital de André Janones. Mas uma análise do canal de WhatsApp “Exército do Lula” sugere que a centralização da campanha pode ter limitado sua eficácia e, sobretudo, deixado um legado preocupante para a política brasileira. Janones conseguiu um feito de expressão mundial: reuniu mais de 10 milhões de pessoas (6% de todos os eleitores!) num canal de WhatsApp, a partir do qual coordenou uma campanha de atuação nas redes sociais — principalmente no Instagram. A estratégia é um desdobramento de um plano que ele havia parcialmente executado em 2022 e que analisou no livro “Janonismo cultural” (Civilização Brasileira, 2023). No livro, conta que em 2022 tentou copiar a estratégia dual da campanha de Jair Bolsonaro: — Jair Bolsonaro tem um grupo com mais de 3 milhões de membros no Telegram. E a diferença entre fazer parte dessa comunidade e segui-lo no Facebook é brutal. Quem faz parte de um grupo como esse está alistado para uma guerra. É um fanático. Vai espalhar fake news todos os dias, horas, minutos e segundos. Em 2022, Janones montou o “André Janones Telegram” e em 2026 o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com o propósito de coordenar a ação de militantes para amplificar mensagens, segmentar conteúdos (para diferentes plataformas e diferentes tipos de público) e controlar a atenção — atraindo o foco do público para temas da campanha ou o desviando para longe dos ataques do campo adversário. O exército de Janones conseguiu engajar quem buscava contribuir com a campanha, porém amplificou o erro de juízo que considera a centralização mais eficaz que a descentralização na comunicação digital. No livro, ele apresenta assim a ideia: — A centralização funciona como uma teia em que um ponto central distribui uma orientação única, para que seja repassada até as extremidades. Analisando o primeiro turno [de 2022], percebi que cada perfil [que apoiava Lula] publicava uma coisa diferente. Um falava da importância do Samu, outro do Bolsa Família, um terceiro do Luz Para Todos. Com tanta dispersão, nada ganhava relevância para despertar o interesse do algoritmo. Janones identificou corretamente o problema da dispersão temática, mas, ao tentar resolvê-lo, acabou centralizando também a escolha das abordagens que deveriam circular. Na comunicação digital, a descentralização é mais eficaz porque, com ela, múltiplos emissores experimentam simultaneamente abordagens diferentes para difundir a mesma mensagem: uns fazem memes, outros argumentos curtos em vídeo, outros análises mais detalhadas. Essas diferentes abordagens são lançadas e testadas nas redes sociais e, por tentativa e erro, as mais eficazes são premiadas com viralização. A militância então identifica a abordagem que “pegou” e pode fazer um esforço militante de compartilhamento adicional daquilo que já funciona bem. É esse mecanismo natural de teste de mensagem por tentativa e erro que Pablo Marçal estimulou com os campeonatos de cortes nas eleições de 2024. A estratégia que Janones adotou no “Exército do Lula” substituiu o teste distribuído em rede por uma escolha inteiramente centralizada, bem menos eficaz. Na campanha, era Janones quem decidia que abordagem de uma determinada mensagem era distribuída. O resultado foi uma enorme concentração em vídeos da conta oficial de Lula e da própria conta de Janones. Dos 228 links do Instagram compartilhados no canal, 81 foram da conta de Janones, 45 da conta de Lula e 17 da conta do “Exército do Lula”. Janones perdeu a oportunidade de incentivar que os milhões de inscritos do canal de WhatsApp compartilhassem vídeos que haviam passado pelo teste de tentativa e erro e obtido performances excepcionais no Instagram, como o de Ana Paula Renault voltado a indecisos (29 milhões de visualizações) ou o da série “Revelando”, com Wagner Moura (23 milhões de visualizações). Ele tratou seus seguidores como retransmissores de decisões centralizadas, e não como indivíduos capazes de experimentar, selecionar e produzir conteúdos. A linguagem militar deixou de ser uma analogia acidental. Dezessete por cento de todas as mensagens no canal empregam vocabulário militar que incentiva a obediência irrefletida: soldados, tropa, batalha, território invadido e ocupado, desertores. Apenas 2% das mensagens falam de políticas públicas. Janones também incentivou a difusão de insinuações não comprovadas, como a de que Flávio tinha vínculos com o Comando Vermelho. A derrota de Lula no primeiro turno despertou um enorme esforço militante para impedir a volta do bolsonarismo. Janones recolheu essa energia difusa e a canalizou numa estrutura que conseguiu mobilizar milhões de pessoas, mas limitou sua autonomia e sua capacidade de experimentação, estimulando uma cultura de obediência sem limites morais claros. O legado de Janones é a ilusão de que, na política contemporânea, só é possível vencer eleições com centralização, obediência e uma moral flexível. Próx "Se você ver" ou "Se você vir"?
A confusão quanto ao uso dos verbos 'ver' e 'vir', no futuro do subjuntivo, é bastante comum. Lembre-se de que a conjugação adequada do verbo 'ver', nesse caso, ocorre conforme o exemplo abaixo: Se você vir o resultado da eleição, avise-me. Já para o verbo 'vir' , a forma correta é: Para o infinitivo do verbo ver: Se você vier me 'ver', ficarei muito feliz!
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"Se você vir" ou "Se você vier"?

A confusão entre as conjugações dos verbos ver e vir no futuro do subjuntivo é bastante comum. Veja a regra correta para não errar mais:

  • Verbo VER (enxergar): A forma correta é vir.
    Exemplo: Se você vir o resultado da eleição, avise-me.
  • Verbo VIR (deslocar-se): A forma correta é vier.
    Exemplo: Se você vier me ver, ficarei muito feliz!

💡 Resumo rápido:

  • Quando indicar o ato de olhar, use vir (Se ele vir...).
  • Quando indicar o ato de chegar/ir, use vier (Se ele vier...).
Use o código com cuidado.
Aquela avenida, que lhe bloqueara o caminho do céu para o inferno, projetou em sua mente um corte cinematográfico da Avenida Paulista, na véspera de seu cadafalso, marcado para 25 de outubro de 2026. Na vertigem daquela passagem, sobrepôs-se a imagem de seu retorno àquela assembleia de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, que já não reunia apenas os operários de outrora, premidos pela míngua e pela intervenção do Ministério do Trabalho — o mesmo ministério então ocupado pelo Dr. Luiz Marinho, um de seus sucessores na presidência daquele sindicato. Algum Joaquim Pedro de Andrade, perdido numa dobra do tempo, deve ter congelado aquele instante da história — uma história que, afinal, não terminou na Consolação. Fado Biscaia Fado Biscaia · Filipa Biscaia · André Dias Antes Que Os Rios Sequem Basta não querer Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Possa render—se à saudade Do que seria outra vida Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Basta não querer que a tristeza Volte a fazer—se alimento À noite sentam—se à mesa E fazem dela o sustento Basta não querer que a tristeza Volte a fazer—se alimento Basta não querer que o amor Pese em nós como um defeito E se pareça com a dor Que temos dentro do peito Basta não querer que o amor Pese em nós como um defeito Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Source: LyricFind Songwriters: lyrics © A letra acima pertence à canção "Fado Biscaia", interpretada pela fadista Filipa Biscaia em seu álbum Antes Que Os Rios Sequem. A composição poética desta faixa foi escrita por Dulce Pontes a convite da fadista, com melodia composta por André Dias.
A imagem mostra a edição especial em capa dura do livro Afirma Pereira, do escritor italiano Antonio Tabucchi, lançada no Brasil pela TAG Curadoria. O projeto gráfico e o significado imagético dessa capa dialogam de forma inteligente e profunda com a própria narrativa do romance. 1. Os Limões e a Dieta de Pereira O elemento visual predominante são os limões. No livro, o protagonista, o jornalista Dr. Pereira, vive na Lisboa de 1938 sob a ditadura de Salazar. Ele é um homem solitário, nostálgico, obeso e com problemas cardíacos. Como reflexo do seu estado de espírito apático e rotineiro, Pereira passa os dias consumindo quase que exclusivamente omeletes de ervas finas e limonadas com muito açúcar no Café Orquídea. O limão, portanto, sintetiza visualmente a sua rotina repetitiva e a sua melancolia inicial. 2. Os Azulejos Portugueses A imagem do fundo não é contínua; ela é dividida por linhas pretas simulando uma grade de azulejos. Essa escolha é uma referência direta à cultura visual de Portugal e à cidade de Lisboa, onde a história se passa. Além do aspecto de localização geográfica, os azulejos sugerem uma superfície fria, rígida e fragmentada — uma metáfora para a própria barreira emocional em que Pereira se encontra isolado e o mosaico político estilhaçado da Europa no final dos anos 1930. 3. O Céu Azul e a "Cura de Limão" (A Tomada de Consciência) O fundo traz um azul celeste brilhante, que remete à luz solar de Lisboa, frequentemente mencionada na narrativa. Embora o limão represente sua dieta pacata, a fruta também tem um sabor ácido, cítrico e despertador. A quebra da inércia de Pereira ocorre quando ele conhece dois jovens revolucionários antifascistas (Rossi e Marta). O sabor amargo da realidade política invade sua vida, forçando-o a sair de sua "doce" alienação açucarada para tomar uma atitude corajosa. Você gostaria de saber mais sobre a Cauby Peixoto com a participação da cantora Celeste - Ave Maria - Vicente de Paiva / Jaime Redondo Renato Tôrres 26 de dez. de 2012 Trecho extraído do Programa Contra Luz. Cauby interpreta com a participação da cantora Celeste a famosa Ave Maria(dos seus andores) de Vicente Paiva e Jaime Redondo, eternizada na voz da Rainha da Voz, Dalva de Oliveira, e popularizada devido a belissíma e emocionante interpretação de Fafá de Belém, na homenagem feita a João Paulo II na sua última visita ao Brasil...