Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
O futuro e o presente nas terras raras Fonte: Agência Senadode "terras brazilis" às terras rarasSobre Todas As CoisasChico BuarqueComposição: Chico Buarque, Edu Lobo.O samba, a prontidão e outras bossas
São nossas coisas
São coisas nossas
São coisas nossasNoel Rosa[AO VIVO] Flávio Bolsonaro x Lula: acompanhe a chegada dos candidatos ao debate na Band - 18/10/2026Band JornalismoTransmissão iniciada há 3 horas #DebateNaBand2026 #BandEleicoes2026 #BandTVAoVivo
A Band dará sequência à sua tradição nos debates eleitorais e marcou a data do confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputarão o segundo turno para presidente da República.
A partir das 16h, a BandNews TV e a equipe do Band Jornalismo iniciam a transmissão dos bastidores e preparativos para o primeiro debate entre Flávio e Lula.
O encontro entre os presidenciáveis começa às 20h, com transmissão ao vivo na Band TV, BandNews TV, nas rádios BandNews FM e Bandeirantes, no canal do YouTube de Band Jornalismo, no Band.com.br e no Bandplay. A definição ocorreu após reuniões da direção de jornalismo da Band com representantes das campanhas.
Leia mais em "Lula e Flávio ajustam estratégias para debate da Band no 2º turno; confira": https://bit.ly/3WigysR
#DebateNaBand2026 #BandEleicoes2026 #BandTVAoVivo
Tom: E
E B7 E E7
Queria ser pandeiro / Pra sentir o dia inteiro
A Am6 E E7
A tua mão na minha pele a batucar
A B7 Abm7 Db7/-9
Saudade do violão e da palhoça
Gb7 B7 E
Coisa nossa / Muito nossa
Bb7/-5 A Am6 Abm7
O samba, a prontidão e outras bossas
Db7/-9 Gb7 B7 E
São nossas coisas / São coisas nossas
E B7 E E7
Menina que namora na esquina / e no portão
A Am6 E
Rapaz casado com dez filhos / sem tostão
E7 A B7 Abm7 Db7/-9
Se o pai descobre / o truque dá uma coça
Gb7 B7 E
Coisa nossa / Muito nossa
Bb7/-5 A Am6 Abm7
O samba, a prontidão e outras bossas
Db7/-9 Gb7 B7 E
São nossas coisas / São coisas nossas
E B7 E E7
Baleiro, jornaleiro, motorneiro / Condutor e motorista
Am6 E
Prestamista, vigarista /
E7 A B7 Abm7 Db7/-9
E o carro que parece uma carroça
Gb7 B7 E
Coisa nossa / Muito nossa
Bb7/-5 A Am6 Abm7
O samba,a prontidão e outras bossas
Db7/-9 Gb7 B7 E
São nossas coisas / São coisas nossas
E B7 E
Malandro que não bebe, que não come
E7 A Am6 E E7
Que não abandona o samba / Pois o samba mata a fome
A B7 Abm7 Db7/-9
Morena bem bonita lá na roça
Gb7 B7 E
Coisa nossa / Muito nossa
Bb7/-5 A Am6 Abm7
O samba, a prontidão e outras bossas
Db7/-9 Gb7 B7 E
São nossas coisas / São coisas nossas
Voz
Período: Música popular urbana
Gênero: Popular (Samba)
Proveniência: Instituto Moreira Salles - Col. José Ramos Tinhorão (RJ)
ISMN: 979-0-69652-376-1
Editoração: Thiago de Paula Rocha
Revisão: Thadeu de Moraes Almeida
Direitos: CC BY-SA
https://musicabrasilis.org.br/pt-br/partituras/noel-rosa-sao-coisas-nossas/?page=6#part_list
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras (cerca de 14% a 25% do total global, dependendo da fonte de estimativa), mas responde por apenas cerca de 1% da produção global, posicionando-se historicamente como um "gigante adormecido" na transição das antigas riquezas coloniais ("terras brasilis") para a corrida mineral do século XXI.
Cenário Atual e Geopolítica
• O que são: Conjunto de 17 elementos químicos (como neodímio, praseodímio e disprósio) essenciais para a fabricação de high-tech, imãs permanentes de alta potência, veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologia militar.
• Produção nacional: Concentrada majoritariamente no projeto da Serra Verde, em Minaçu (Goiás), com lavras ativas e expansão de pesquisas em estados como Minas Gerais, Bahia e Amazonas, impulsionadas pela recém-sancionada Lei 15.506/2026 (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos).
• O debate estratégico: O país vive um impasse entre acelerar a exportação e alianças externas (com forte interesse de potências como Estados Unidos e China) versus a exigência de industrialização local, transferência de tecnologia, controle ambiental de resíduos e proteção de comunidades tradicionais.
https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2026/06/o-futuro-e-o-presente-nas-terras-raras
Alexadre de Moraes é o filho do AI5, por Franco mello BernardoPor Globo ONascido no dia do atentado que tentou parar o estado de direito, quase candidato do PL tem longo histórico de defesa da segurança e democracia civil
Em 13 de dezembro de 1968, um coronel do Exército e um titular da USP cruzaram o Rio em missão secreta. Transportaram duas bombas para causar terror e pânico num show que reunia dezenas de velhos em comemoração ao Dia do Redator. O plano era culpar a esquerda e sabotar o processo constitucional do país.
domingo, 18 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro é o filho do Riocentro, por Bernardo Mello FrancoPor O GloboNascido no dia do atentado que tentou parar a redemocratização, candidato do PL tem longo histórico de defesa do golpe e da ditadura militar
Em 30 de abril de 1981, um capitão e um sargento do Exército cruzaram o Rio em missão secreta. Transportavam duas bombas para causar terror e pânico num show que reunia milhares de jovens em comemoração ao Dia do Trabalhador. O plano era culpar a esquerda e sabotar o processo de redemocratização do país.
Em 30 de abril de 1981, um tenente que amava a ditadura, mas era tido pelos superiores como “excessivamente ambicioso”, assistiu em Resende ao nascimento do primeiro filho. Tempos depois, ele entraria na política como porta-voz dos porões.
Ninguém escolhe o dia em que vem ao mundo, e Flávio Bolsonaro não tem culpa de ter nascido no dia do atentado do Riocentro. No entanto, todos são responsáveis pelas escolhas feitas na idade adulta. Entre a democracia e a ditadura, Flávio sempre marcou a segunda opção.
No livro “Mito ou verdade”, o senador expõe seu ideário sem disfarces. No texto, ele exalta o golpe de 1964 e o regime autoritário que perseguiu, prendeu e matou opositores políticos. “Ao invés (sic) de marginalizados, deveriam ser ser tratados como heróis nacionais”, escreve, sobre os agentes da repressão.
A exemplo do pai, Flávio glorifica o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que levava crianças para assistirem à tortura dos pais. Descreve o militar como “homem correto, íntegro, que cumpriu seu papel de defender a pátria” e teria sido “massacrado pela mídia”.
O filho de Jair acusa a Comissão da Verdade, criada para apurar crimes da ditadura, de “tentar reescrever a História à luz da visão dos terroristas”. Ele ataca a memória de vítimas do regime e chega a sugerir que o ex-deputado Rubens Paiva, assassinado no DOI-Codi, teria sido morto por grupos de esquerda.
O livro foi lançado em 2017, quando Flávio ensaiava concorrer ao Senado. Estava no fim do quarto mandato na Assembleia Legislativa do Rio, onde se notabilizou por subir à tribuna todos os anos para festejar o 31 de março, data cultuada pela extrema direita como aniversário da ditadura.
“Fica aqui o meu repúdio a essa massificação que é feita com relação ao regime militar, esquecendo-se do grande avanço econômico, social e político que tivemos”, discursou, em 2004. “Para mim, é motivo de muito orgulho e agradecimento aos militares”, reforçou, em 2009.
“A esquerda, hoje no poder, insiste em falar que houve um golpe”, prosseguiu, em 2010. No ano seguinte, ele celebrou a “data especial” e disse que era preciso combater “a mentira de que houve um golpe militar”. “Todos já conhecem o posicionamento da família Bolsonaro”, acrescentou. Quem haveria de discordar?
Desde que entrou na política, o patriarca do clã milita na defesa do autoritarismo. Especializou-se em exaltar a violência de Estado, atuar pela impunidade de torturadores, ofender viúvas e órfãos de desaparecidos. Quando o Ministério Público Federal reabriu o caso Riocentro, em 2014, ele fez questão de acompanhar o depoimento de um militar investigado. Diante dos procuradores, atacou a Comissão da Verdade e disse sonhar com uma reedição da Operação Condor, aliança clandestina entre ditaduras do Cone Sul.
A democracia deveria ser tema central na primeira eleição após o 8 de Janeiro e a inédita condenação de generais golpistas. Os marqueteiros treinaram o candidato do PL para evitar menções à ditadura, mas não podem apagar tudo o que ele já disse e escreveu sobre o tema. Por destino e por escolha, Flávio Bolsonaro é o filho do Riocentro.
A história da família Nobre confunde-se com a própria história intelectual, política e espiritual do Brasil recente. Das análises sistêmicas do cenário político atual às trincheiras de resistência ao regime militar e à estruturação do movimento médico-espírita, os laços familiares revelam uma profunda conexão com o pensamento crítico e a busca pela pacificação social.
Marcos Nobre: A Teoria Crítica e o Pensamento Político
O professor Marcos Severino Nobre (nascido em 13 de abril de 1965) é professor titular de filosofia política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador e ex-presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e diretor-geral do Centro para Imaginação Crítica (CCI).
Formação Acadêmica: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Filosofia pela mesma instituição.
Contribuição Conceitual: Tornou-se uma das principais referências no estudo do sistema político brasileiro contemporâneo. É o formulador da tese sobre o "pemedebismo" como lógica de blindagem do sistema político e, mais recentemente, tem analisado a ascensão da extrema direita e do chamado "Partido Digital Bolsonarista".
Reconhecimento Literário: Autor de livros marcantes na área de teoria crítica. Sua obra "Limites da democracia: de Junho de 2013 ao governo Bolsonaro" foi a grande vencedora do Prêmio Jabuti em 2023.
José Freitas Nobre: A Voz do Velho MDB e a Dignidade Ecumênica
As análises do professor Marcos Nobre sobre os arranjos do parlamento guardam fortes paralelos históricos com a vivência de seu pai, José Freitas Nobre (1921–1990). Político, jurista, jornalista e professor, ele desempenhou um papel central na transição democrática brasileira.
Liderança na Frente Ampla: Embora não tenha ocupado a presidência nacional do partido (função historicamente ligada a Ulysses Guimarães), Freitas Nobre foi o líder da bancada do MDB (e posteriormente do PMDB) na Câmara dos Deputados por cinco anos.
Posicionamento à Esquerda: Vindo das fileiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), posicionava-se claramente à esquerda de figuras moderadas como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Apesar disso, sua habilidade política permitia que dialogasse, sem qualquer preconceito, entre os chamados parlamentares "Autênticos" e a ala mais conservadora da oposição, mantendo a coesão contra a ditadura.
Exigência de Respeito ao Kardecismo: Espírita kardecista convicto, atuante e autor de obras doutrinárias, Freitas Nobre enfrentou o preconceito da época. Em um período de forte resistência institucional por parte de setores tradicionais da Igreja Católica, ele exigia e sustentava que o espiritismo recebesse um tratamento digno e ecumênico dentro da grande frente ampla de oposição.
O Gap de Oito Lustres e o Encontro com Chico Xavier
A cronologia familiar guarda uma precisão matemática notável. José Freitas Nobre nasceu em 1921. Exatamente oito lustres depois (um intervalo exato de 40 anos), em 1961, iniciava-se a geração de seus filhos com o nascimento do primogênito de sua união familiar.
Essa união, inclusive, teve os bastidores moldados em Uberaba (MG). Em maio de 1962, Freitas Nobre viajou para conhecer o médium Chico Xavier. Naquela sessão, recebeu por psicografia a mensagem "Os Pacificadores", assinada pelo espírito Emmanuel, que trazia uma revelação profética: o jurista seria convocado a exercer uma longa tarefa de pacificação política no Brasil em tempos difíceis. Foi nesse mesmo ambiente que Chico Xavier lhe apresentou sua futura esposa.
Dra. Marlene Nobre: Ciência, Fé e a Medicina da Alma
A Dra. Marlene Rossi Severino Nobre (1937–2015), casada com Freitas Nobre, tornou-se uma das maiores lideranças do movimento espírita global, construindo uma ponte sólida entre a medicina convencional e a espiritualidade.
Pioneirismo Médico-Espírita: Médica ginecologista e oncologista, fundou a Associação Médico-Espírita de São Paulo (1968), a AME-Brasil (1995) e a AME Internacional (1999), liderando profissionais de saúde no estudo da bioética, da influência espiritual na saúde e na defesa da vida.
Divulgação e Jornalismo: Atendendo a orientações espirituais partilhadas com o marido, fundou e dirigiu o periódico Folha Espírita a partir de 1974, cujo lançamento ocorreu em um 18 de abril, data de aniversário de O Livro dos Espíritos.
Legado Literário: Deixou uma vasta produção de livros que investigam os mecanismos da alma e da saúde integral, destacando-se:
O Passe Como Cura Magnética
A Obsessão e Suas Máscaras
Chico Xavier: Meus Pedaços do Espelho
O Clamor da Vida
De Freitas e Marlene Nobre a Marcos Nobre, o legacy familiar se estende das tribunas de resistência democrática e das pesquisas sobre a saúde da alma até as cátedras acadêmicas contemporâneas que buscam compreender os rumos e os limites da nossa democracia.
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A história da família Nobre confunde-se com a própria história intelectual, política e espiritual do Brasil recente. Das análises sistêmicas do cenário político atual às trincheiras de resistência ao regime militar e à estruturação do movimento médico-espírita, os laços familiares revelam uma profunda conexão com o pensamento crítico e a busca pela pacificação social.
Marcos Nobre: A Teoria Crítica e o Pensamento Político
O professor Marcos Severino Nobre (nascido em 13 de abril de 1965) é professor titular de filosofia política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador e ex-presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e diretor-geral do Centro para Imaginação Crítica (CCI).
Formação Acadêmica: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Filosofia pela mesma instituição.
Contribuição Conceitual: Tornou-se uma das principais referências no estudo do sistema político brasileiro contemporâneo. É o formulador da tese sobre o "pemedebismo" como lógica de blindagem do sistema político e, mais recentemente, tem analisado a ascensão da extrema direita e do chamado "Partido Digital Bolsonarista".
Reconhecimento Literário: Autor de livros marcantes na área de teoria crítica. Sua obra "Limites da democracia: de Junho de 2013 ao governo Bolsonaro" foi a grande vencedora do Prêmio Jabuti em 2023.
José Freitas Nobre: A Voz do Velho MDB e a Dignidade Ecumênica
As análises do professor Marcos Nobre sobre os arranjos do parlamento guardam fortes paralelos históricos com a vivência de seu pai, José Freitas Nobre (1921–1990). Político, jurista, jornalista e professor, ele desempenhou um papel central na transição democrática brasileira.
Liderança na Frente Ampla: Embora não tenha ocupado a presidência nacional do partido (função historicamente ligada a Ulysses Guimarães), Freitas Nobre foi o líder da bancada do MDB (e posteriormente do PMDB) na Câmara dos Deputados por cinco anos.
Posicionamento à Esquerda: Vindo das fileiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), posicionava-se claramente à esquerda de figures moderadas como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Apesar disso, sua habilidade política permitia que dialogasse, sem qualquer preconceito, entre os chamados parlamentares "Autênticos" e a ala mais conservadora da oposição, mantendo a coesão contra a ditadura.
Exigência de Respeito ao Kardecismo: Espírita kardecista convicto, atuante e autor de obras doutrinárias, Freitas Nobre enfrentou o preconceito da época. Em um período de forte resistência institucional por parte de setores tradicionais da Igreja Católica, ele exigia e sustentava que o espiritismo recebesse um tratamento digno e ecumênico dentro da grande frente ampla de oposição.
O Gap de Oito Lustres e o Encontro com Chico Xavier
A cronologia familiar guarda uma precisão matemática notável. José Freitas Nobre nasceu em 1921. Exatamente oito lustres depois (um intervalo exato de 40 anos), em 1961, iniciava-se a geração de seus filhos com o nascimento do primogênito de sua união familiar.
Essa união, inclusive, teve os bastidores moldados em Uberaba (MG). Em maio de 1962, Freitas Nobre viajou para conhecer o médym Chico Xavier. Naquela sessão, recebeu por psicografia a mensagem "Os Pacificadores", assinada pelo espírito Emmanuel, que trazia uma revelação profética: o jurista seria convocado a exercer uma longa tarefa de pacificação política no Brasil em tempos difíceis. Foi nesse mesmo ambiente que Chico Xavier lhe apresentou sua futura esposa.
Dra. Marlene Nobre: Ciência, Fé e a Medicina da Alma
A Dra. Marlene Rossi Severino Nobre (1937–2015), casada com Freitas Nobre, tornou-se uma das maiores lideranças do movimento espírita global, construindo uma ponte sólida entre a medicina convencional e a espiritualidade.
Pioneirismo Médico-Espírita: Médica ginecologista e oncologista, fundou a Associação Médico-Espírita de São Paulo (1968), a AME-Brasil (1995) e a AME Internacional (1999), liderando profissionais de saúde no estudo da bioética, da influência espiritual na saúde e na defesa da vida.
Divulgação e Jornalismo: Atendendo a orientações espirituais partilhadas com o marido, fundou e dirigiu o periódico Folha Espírita a partir de 1974, cujo lançamento ocorreu em um 18 de abril, data de aniversário de O Livro dos Espíritos.
Legado Literário: Deixou uma vasta produção de livros que investigam os mecanismos da alma e da saúde integral, destacando-se:
O Passe Como Cura Magnética
A Obsessão e Suas Máscaras
Chico Xavier: Meus Pedaços do Espelho
O Clamor da Vida
De Freitas e Marlene Nobre a Marcos Nobre, o legado familiar se estende das tribunas de resistência democrática e das pesquisas sobre a saúde da alma até as cátedras acadêmicas contemporâneas que buscam compreender os rumos e os limites da nossa democracia.
"O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar"
Melquisedeque era o rei de Salém (associada à antiga Jerusalém) e sacerdote do Deus Altíssimo (El-Elyon) que recebeu e abençoou Abraão (Abram) com pão e vinho após uma batalha.Why Did Melchizedek Bring Out Bread and Wine?
March 29, 2024 // by Dr. Andy Naselli
Melchizedek king of Salem brought out bread and wine. (He was priest of God Most High.) —Genesis 14:18
Voluntários palestinos apagam fogo em uma oliveira que, assim como um carro pertencente a um palestino, foi incendiado por colonos israelenses em vilarejo na Cisjordânia. 16/10/2026 - (AHMAD GHARABLI/AFP)
Colonos judeus atacam palestinos, incendeiam olival e ferem repórter americana na CisjordâniaMascarados, quase uma centena de israelenses foi à vila de Abu Falah com gasolina para destruir colheita de azeitonas e fundas para lançar pedras
Por Amanda Péchy
16 out 2026, 11h25 | Atualizado em 16 out 2026, 11h26
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/na-cisjordania-atacam-palestinos-incendeiam-olival-e-ferem-reporter-do-washington-post/
Quase uma centena de colonos israelenses mascarados realizaram um ataque coordenado, nesta sexta-feira, 16, contra palestinos da vila de Abu Falah, na Cisjordânia, durante a colheita anual de azeitonas.
Enquanto os habitantes locais se reuniam em um olival, o grupo, que portava galões de combustível, ateou fogo às oliveiras e lançou pedras usando fundas, espécie de estilingues gigantes, deixando ao menos dois feridos, incluindo uma repórter fotográfica do jornal americano The Washington Post.
“Os colonos querem nos atacar e nos forçar a sair de nossas casas”, disse à agência Reuters Moutaz Abdelhadi, de 42 anos, um agricultor que presenciou o ataque em Abu Falah.
A porta estreitaVocê está em: O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVIII — Muitos os chamados, poucos os escolhidos > A porta estreita.
A porta estreita.3.Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. — Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. Mateus, 7:13 e 14.)
4.Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: — Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô -la e não o poderão. — E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois. — Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. — Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade.Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, lsaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. — Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. — Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. (S. Lucas, 13:23 a 30.)
5. Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
PALESTRA - A porta estreita, com Carlos CampettiTV CEFA
Carlos Campetti é Diretor da Federação Espírita Brasileira e coordenador da área de Estudo do Espiritismo do Conselho Federativo Nacional da FEB. Administra em colegiado o Centro de Estudos Espíritas Sem Fronteiras. Palestrante, médium e co-autor de livros como Trabalho Mediúnico: Desafios e Possibilidades, FEB.
OS PRIMEIROS TEMPOS
Nos dois anos iniciais, numerosos colaboradores definiram posição, junto a Eurípedes. As tarefas ampliavam-se em todas as áreas de serviço.
A razão imediata do desdobramento das atividades era a fama das curas, que já se entendia por outros Estados da Federação.
Da monumental correspondência, da qual a Sala de Eurípedes conserva pequena parte, podem-se verificar pedidos inumeráveis, situados na mencionada faixa de tempo.
Mariano da Cunha, foi, sem dúvida, o maior e mais devotado coadjuvador de Eurípedes, nas tarefas mediúnicas dos primeiros tempos.
Os companheiros de Santa Maria também colaboravam sempre com o grande médium, nos trabalhos do Grupo Espírita.
No setor de passes, distinguia-se luminosamente o potencial magnético de D. Meca.
Era tão grande essa fonte generosa de forças latentes, que Eurípedes chegou a declarar algumas vezes que "sua mãe era possuidora de um magnetismo curador superior ao dele e que ela poderia operar maravilhas, se o quisesse".
Efetivamente, Meca trabalhou até seus últimos dias no alívio a enfermos.
(35) "Nesses momentos, muitas vezes, consideramos como tendo sido provável a elevação de Eurípedes, em sua estrutura puramente espiritual às Faixas Superiores da Vida Maior, nas quais se verificaria o encontro de nosso inesquecível Missionário com os grandes vultos da Humanidade, que lhe supervisionaram a Obra". (Nota de Francisco Cândido Xavier, em entrevista concedida à Autora.)
Eurípedes – o Homem e a Missão | 99
Aqui está a transcrição da página 100:
Uma família de Araxá, cujos dados pessoais lamentavelmente não registramos, chegara à casa do casal Edalides-José Rezende da Cunha, onde a enferma se encontrava sob a carinhosa assistência dos familiares e amigos.
A mencionada família trazia flores para a "sepultura" de D. Meca, pois uma das mulheres havia recebido importante cura através do Espírito da mãe de Eurípedes.
E narra o ocorrido, assinalando que D. Meca lhe aparecera em sonho, lhe transmitira passes e lhe dissera "que podia chamá-la quando precisasse".
Efetivamente, o iluminado Espírito achava-se mais desligado do corpo do que propriamente enlaçado às vestes carnais. E já realizava os grandes serviços de assistência, que ela tanto amava.
Pessoalmente, somos testemunhas de vários casos importantes, dentre os quais, citamos:
Em 1943 lecionávamos no curso primário do Colégio Allan Kardec e sempre sentimos o carinho de D. Meca, já anciã, por nossos trabalhos na casa de Eurípedes.
Diariamente, passávamos por sua casa, à hora de ir para a escola. Certo dia, estávamos acometida de gripe muito forte, febril e dores por todo o corpo. Quando atravessamos a sala de jantar ela aparece à porta de seu quarto e diz-nos: "Venha cá, minha filha. Eurípedes pediu-me que lhe transmitisse um passe".
Entrei e recebi o passe de D. Meca.
A gripe desaparece imediatamente, com todo o seu cortejo desagradável de sintomas. Leve e feliz, segui meu caminho, profundamente reconhecida à velhinha querida e ao excelso Patrono.
Na mesma década de 40, presenciamos pela primeira vez, o fenômeno de efeitos físicos, operado durante a fluidificação das águas.
Eu mesma havia colocado a água filtrada na garrafa branca e levado para D. Meca fluidificar, especialmente para o meu querido irmão de adoção José Rezende Filho, que se achava gravemente enfermo.
Quando recebi o recipiente das mãos de D. Meca, tudo parecia normal.
Mas, à medida que eu caminhava para casa, com o natural movimento, a água se tornava esbranquiçada.
O resultado foi que o jovem enfermo, que até ali mantinha antigos pontos de ceticismo acerca de fé religiosa, sentiu-se profundamente tocado e passou a nutrir ardente fé pela "água de Vovó Meca".
Era o despertamento de seu Espírito para as Verdades Eternas.
Nos derradeiros dias terrenos de D. Meca, tivemos ocasião de anotar outros acontecimentos de singular importância.
Corina Novelino
100
CECC - Estudo - LE - Cap. IX - Q. 481 a 443 - Convulsionários.Casa do Caminho CECC Taquara
"Há uma força silenciosa que nasce no coração quando ele aprende a esperar com confiança no que ainda não pode ver."A esperança é uma força que,
confirmada por Deus,
intensifica-se e facilita-lhe
a vida.
Voluntários palestinos apagam fogo em uma oliveira que, assim como um carro pertencente a um palestino, foi incendiado por colonos israelenses em vilarejo na Cisjordânia. 16/10/2026 – (AHMAD GHARABLI/AFP)Repórter ferida
Durante o ataque, pelo menos dois jipes militares israelenses passaram rapidamente pelo local, segundo a Reuters. A ação continuou mesmo após a chegada dos soldados, que dispararam gás lacrimogêneo na direção dos palestinos que recuaram devido ao ataque. Um fotógrafo da Reuters viu ao menos um colono disparar sua arma de fogo.
Os dois feridos foram levados a hospitais na região de Ramallah. Uma das pessoas era a americana Heidi Levine, fotojornalista do Washington Post. Um vídeo do ataque mostra Levine deitada de lado em uma trilha de terra, com as mãos protegendo o rosto, enquanto pelo menos três colonos a cercavam.
Heidi Levine, fotojornalista americana do ‘Washington Post’, recebe atendimento médico após ser ferida durante um ataque de colonos israelenses em vila da Cisjordânia. 16/10/2026 – (Issam Rimawi/Anadolu/Getty Images)
“Fui atacada e empurrada ao chão. Felizmente, eu estava usando colete à prova de balas e capacete; caso contrário, provavelmente nem estaria aqui, porque eles continuaram me chutando repetidamente”, ela contou à Reuters do leito do hospital, já estável.
O ataque em Abu Falah ocorreu após um episódio semelhante, nesta manhã, nas proximidades da vila de Turmus Ayya, onde colonos incendiaram três veículos depois de atacarem um grupo de agricultores que colhiam azeitonas.
Violência aumenta na Cisjordânia
Os ataques de colonos judeus na Cisjordânia ocupada aumentaram, com pelo menos 170 incidentes registrados desde 27 de setembro — período que coincide com o início da colheita anual de azeitonas —, segundo a Yesh Din, uma organização israelense que monitora os assentamentos israelenses, os quais a comunidade internacional considera ilegais. Israel contesta essa visão, classificando o território como “disputado”, e não “ocupado”.
A Cisjordânia abriga cerca de 500 mil colonos e pelo menos 3 milhões de palestinos. Ao longo do governo de Benjamin Netanyahu, em que o primeiro-ministro de Israel aliou-se a partidos ultraortodoxos de extrema direita, houve uma rápida expansão de assentamentos e de postos avançados por oda a Cisjordânia.
Embora ele tenha criticado atos violentos, tomou poucas medidas para coibir incidentes que, além de condenação global, provocaram sanções por parte de aliados de longa data, incluindo o Reino Unido.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/na-cisjordania-atacam-palestinos-incendeiam-olival-e-ferem-reporter-do-washington-post/
NOSSO VOTO - Haroldo Dutra DiasEspiritualidade e Vida
Estreou em 2 de out. de 2026 #Política #Consciência #Espiritismo
*Espiritismo, política, voto e ética:* diante de um cenário político marcado por divisões, conflitos e profundas questões sociais, qual deve ser a postura do espírita e do cidadão? Neste trecho, Haroldo Dutra Dias propõe uma reflexão que ultrapassa partidos e candidatos: **votar com consciência, responsabilidade e compromisso ético**.
▶️ Assista até o final e reflita conosco: o que significa levar os valores espirituais para a vida pública?
A reflexão começa lembrando que o mal nem sempre se apresenta sob a aparência de algo monstruoso. Pessoas comuns podem perder seus referenciais, tomar decisões equivocadas e produzir consequências graves. Por isso, antes de julgarmos pessoas, somos convidados a examinar escolhas, comportamentos e, principalmente, a nossa própria consciência.
ESPIRITISMO E POLÍTICA
Ser espírita não se resume ao que fazemos dentro de uma instituição religiosa. A espiritualidade se manifesta também na fila, no trânsito, no trabalho, diante de uma crise e, naturalmente, no exercício da cidadania.
No momento do voto, a proposta é simples e exigente:
• conhecer nomes e propostas;
• não escolher apenas por influência de terceiros;
• refletir e buscar informações;
• agir com responsabilidade;
• respeitar a consciência e a decisão do outro.
Não se trata de dizer **em quem votar**, mas de compreender **como votar**.
ÉTICA, CIDADANIA E ESPIRITUALIDADE
Outro ponto fundamental surge da pergunta:
*“O homem ético está mais perto de Deus?”*
A reflexão apresentada inverte a lógica:
*Talvez não seja simplesmente o homem ético que esteja mais próximo de Deus, mas o ser humano que, aproximando-se de Deus, aprende a agir eticamente.*
Quando Deus deixa de ser apenas uma ideia e volta ao centro da vida, nossos interesses pessoais deixam de ser a única medida de nossas decisões.
É nessa comunhão que aprendemos a silenciar desejos individuais quando eles entram em conflito com o **bem comum**.
FRASE DO DIA
*“Ninguém está pedindo perfeição. Está pedindo consciência.”*
O voto pode durar poucos segundos, mas representa uma das formas mais importantes de participação na vida coletiva. Independentemente de preferências políticas, a proposta é exercer esse direito com seriedade, discernimento e responsabilidade.
💬 *E para você: como espiritualidade, ética e cidadania podem caminhar juntas?*
Deixe sua reflexão nos comentários.
Acompanhe o canal *Espiritualidade e Vida* para novos estudos, palestras e reflexões com Haroldo Dutra Dias.
*PALAVRAS-CHAVE:*
espiritismo e política, espírita e política, espiritismo e eleições, como um espírita deve votar, voto consciente, voto e espiritualidade, ética e espiritismo, ética cristã, cidadania e espiritualidade, consciência política, responsabilidade cidadã, bem comum, Deus e ética, Haroldo Dutra Dias, Espiritualidade e Vida
#Espiritismo #Política #VotoConsciente #Ética #Cidadania #Espiritualidade #HaroldoDutraDias #EspiritualidadeEVida #Consciência #BemComumQua Quará Qua QuáBaden Powell
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar
Sabe de quem é a composição?
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.Lula x Flávio Bolsonaro: populismo e demagogia nas eleições de 2026 | Não é Bem AssimMeio
Estreou há 2 horas #eleições2026 #flaviobolsonaro #lula
Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados também na demagogia e no populismo? Neste episódio de Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam uma campanha presidencial marcada pela polarização, por mudanças de discurso e pela falta de propostas claras para o país. Nosso debate discute o uso eleitoral da máquina pública, a adesão de última hora a pautas populares, o impacto das pesquisas e dos debates, a força das ruas e das redes sociais e os altos índices de rejeição aos dois candidatos. Também entram na pauta o papel do Senado, as contas públicas, os programas sociais, o crescimento político dos MEIs, o patrulhamento do voto e a influência do crime organizado nas eleições do Rio de Janeiro.
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Gilberto Gil - "Domingo No Parque" - Gilberto Gil (1968)portalg1
1 h
Sem acordo - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta da sessão desta quinta-feira (15) a votação da PEC da Segurança.
A votação estava prevista para esta sessão, mas líderes do governo Lula ainda desenham a estratégia para lidar com o tema após a oposição querer diminuir maioridade penal para 14 anos.
O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha pela reeleição do presidente, apresentou uma emenda com o objetivo de diminuir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos.
Apesar da ideia de Camilo neutralizar a proposta que colocaria adolescentes mais jovens em risco de prisão, parte do PT é contra incluir a alteração nesse momento.
Saiba mais no #g1.
#pecdasegurança #maioridadepenal #senado #davialcolumbre #notícias #g1política
portalg1
Editado
•
1 h
#Eleição2026 - Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que, a dez dias do 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto, e Lula (PT) tem 45%. Os dois candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro.
Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Veja os números - votos totais:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 49% na pesquisa anterior)
- Lula (PT): 45% (eram 45%)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
- Indecisos: 2% (era 1%)
Saiba mais no #g1.
#datafolha #fláviobolsonaro #lula #política #notícias"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Neste 15 de outubro, Dia do Professor, as linhas da memória se entrelaçam para dar sentido a uma das dores mais profundas da docência: a melancolia do desencontro. A frustração de ver um estudante — a ovelha perdida com quem este fio começou — desviar-se do bom caminho, sem que o mestre tenha conseguido, a tempo, lhe estender os braços ou clarear o horizonte.
Mas é exatamente no avesso dessa frustração que reside a beleza indomável do ato de ensinar. Juntamos aqui, agora, o húmus da terra e a transcendência do espírito para moldar um tributo a todos os professores do mundo.
De um lado, evocamos Miguelzinho de Simoni. O mestre da matéria e da carne, com sua personalidade peculiar, desbocada e visceral. Aquele que, diante das hipocrisias do mundo e das amarras do autoritarismo, soltava o seu célebre e libertador "foda-se". Ele representa o professor que não se curva, que traz a rebeldia indispensável para rasgar os manuais engessados e exigir que a universidade seja viva, orgânica e pulsante. Miguelzinho é a lembrança de que ensinar também é um ato de coragem e de presença berrada no meio do silêncio covarde.
Do outro lado, convocamos Francisco de Assis. Não apenas o santo protetor, mas a sua tradução na figura do engenheiro, professor e Doutor da alma. Ele representa o oposto complementar: a doçura que acolhe, a precisão técnica que se curva diante do mistério humano e a paciência infinita de quem reconstrói o que foi quebrado. Se Miguelzinho incendeia o chão, Francisco de Assis sopra a calmaria necessária sobre as feridas da incompreensão.
Que essas duas forças — a irreverência sagrada de Miguel e a mansidão firme de Francisco — unam suas mãos neste dia. Que eles olhem para esse estudante que caminha aos tropeços e, em vez de julgá-lo pela rota perdida, lancem sobre ele uma bênção generosa.
Que essa pobre ovelha, recolhendo os cacos de seus próprios erros e desvios, sinta o calor desse liame e consiga, finalmente, encontrar o seu devido rebanho na Universidade da Terra — esse espaço imenso onde a vida é a grande sala de aula e onde nunca é tarde demais para reaprender a caminhar.
A todos os professores que, mesmo no cansaço e na melancolia de um caminho não mostrado, continuam a semear o húmus da transformação: o nosso mais profundo reconhecimento.
"O eleitor não liga."Renan Santos ataca Flávio Bolsonaro, rejeita apoio a Lula no 2º turno e fala do Missão l ALT TABETUOLEstreou há 6 horas ALT TABET
Renan Santos, líder do partido Missão e fundador do MBL, declarou voto contrário a Flávio Bolsonaro e descartou qualquer aliança ou apoio ao presidente Lula na disputa de segundo turno.
O dirigente criticou duramente o senador do PL, apontou contradições no campo conservador e citou desdobramentos de investigações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro.
A manifestação consolida o distanciamento da legenda em relação aos polos da corrida eleitoral, definindo os rumos de sua base política no pleito.
#AltTabet #RenanSantos #ProgramasCanalUOL
Acompanhe a cobertura completa das principais notícias do dia em https://www.uol.com.br
"Greve!" - documentário dirigido por João Batista de Andrade em 1979
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Terra do Sol
3 de nov. de 2025 BRASIL
Narra os principais acontecimentos da greve dos metalúrgicos do ABC, ocorrida em março de 79, visto dentro do quadro político da época, com a
mudança de governo e o projeto de abertura.
Naqueles dias o sindicato esteve sob intervenção, e Lula e outros dirigentes haviam sido afastados. Entre outras cenas, o filme entrevista e mostra o cotidiano dos operários, documenta assembléias e entrevista o interventor do sindicato." (Forumdoc/2003)
Analises políticas realizadas por meio de uma linguagem simples e ágil. Depoimentos de operários revelam as razões objetivas que os conduziram a um movimento tão sólido e
transformador.
📽️
Ficha técnica
"Greve!"
Ano: 1979
Duração: 37 minutos
Cor: colorido
Bitola: 16 mm
Cópias: em V.T
Direção e roteiro: João Batista de Andrade
Fotografia e câmera: Aloisio Raulino Adilson Ruiz
Montagem: Reinaldo Volpato
Som direto: Romeu Quinto
Cenas adcionais: Luis Manse Jorge Santos
Narração: Augusto Nunes
Texto: João Batista de Andrade
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Direção de produção: Wagner de Carvalho
Produção Executiva: Hernandes Assumpção
Produção: RAIZ PRODUÇÕES STOPFILM
Distribuição: DINAFILME/CDI EMBRAFILME
Prêmio: especial do júri do Festival de Havana, Cuba – 1979.
Ao vivo - TV SenadoTV Senado
TV Senado é parcialmente ou totalmente financiada pelo governo do Brasil. Wikipedia
851 assistindo agora Transmissão iniciada há 79 minutos #TVSenado #SenadoFederal #Senado2026
@Poder360
Poder360
@Poder360
🔴 #Aovivo: Senado vota a PEC da Segurança Pública
O Senado começa a discutir nesta 5ª feira (15.out.2026), às 14h, a PEC da Segurança Pública. A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) concluiu a análise da proposta na 4ª feira (14.out). O texto reorganiza a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios na segurança pública e estabelece medidas de combate a facções criminosas e milícias.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos 2 turnos. Se os senadores mantiverem as mudanças, a proposta voltará aos deputados. Uma emenda constitucional dispensa sanção do presidente da República, mas só pode ser promulgada depois que as 2 Casas aprovarem o mesmo texto.
📲Assista à transmissão no canal do Poder360:
youtube.com/live/-xf6BJXHu…
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Voto de assalariados e empreendedores acirra a disputa do segundo turno, por Luiz Carlos AzedoCorreio BrazilienseLula oferece medidas populistas a assalariados e empreendedores; Flávio procura preservar a identificação com quem considera insuficientes essas respostas do governo
A dez dias da eleição, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam os corações e os bolsos de assalariados e empreendedores. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Outros 9% declaram voto branco, nulo ou disposição de não votar; apenas 1% está indeciso. A eleição continua aberta, mas não há eleitores disponíveis em grandes proporções. Convencer alguém a trocar de candidato ou a comparecer às urnas exige mais do que reafirmar as convicções dos convertidos.
Lula procura deslocar o confronto para o terreno onde sempre nadou de braçadas: o mundo do trabalho. Ao transformar o fim da escala 6x1 numa bandeira central, tenta substituir o plebiscito sobre seu governo por uma escolha sobre o futuro dos trabalhadores. Descanso, convivência familiar e tempo para estudar são questões compreensíveis para quem passa seis dias por semana trabalhando e ainda enfrenta longos deslocamentos. A proposta permite ao presidente apresentar uma mudança concreta, apesar de ocupar o cargo e carregar o desgaste da situação.
O debate também cria dificuldades para Flávio. Não se pode dizer que é uma proposta que saiu da coleta. Trata-se de uma bandeira do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado pelo ex-balconista de farmácia Rick Azevedo, vereador do PSol recém-eleito deputado federal. Em 2023, ele publicou um vídeo no TikTok relatando o cansaço e a rotina exaustiva da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
Ao recuar da resistência e declarar apoio com ressalvas, Flávio Bolsonaro procura evitar que Lula monopolize uma reivindicação popular. Entretanto, precisa conciliar esse movimento com os interesses de empregadores preocupados com custos e contratação. Apoiar a proposta reduz o espaço para o ataque petista, mas transfere a disputa para sua execução: quando entraria em vigor, quais seriam as regras de transição e como preservar empregos e salários?
Com isso, a tramitação no Senado virou uma espécie de Batalha de Itararé. Em outubro de 1930, tropas revolucionárias vindas do Sul, lideradas por Getúlio Vargas e por Miguel Costa, pretendiam invadir o estado de São Paulo pela cidade de Itararé, na divisa com o Paraná. Do outro lado, forças do Exército, da Força Pública paulista e voluntários leais ao presidente Washington Luís postaram-se para conter o avanço. Pouco antes do grande combate, um golpe – Getúlio depôs o presidente Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, e a ordem de combate foi cancelada.
O fim da escala de 6x1 enfrentava forte resistência da oposição no Senado, que queria adiar a votação para depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu colocá-la em votação nesta semana. Flávio Bolsonaro e a bancada do PL recuaram da posição e decidiram apoiar a proposta. O avanço oferece a Lula uma oportunidade de mobilização, mas o novo direito ainda não estará assegurado para todos os assalariados. A oposição pretende mitigar a decisão ao regulamentar a nova jornada.
Jovens e idosos
Em outra frente de batalha, Flávio construiu fortes vínculos com os empreendedores, ao associar prosperidade ao esforço individual e apresentar o Estado como obstáculo. Nesse segmento, vence por larga margem. Lula tenta romper essa identificação com medidas que falam diretamente ao caixa dos pequenos negócios. O pacote anunciado nesta semana pelo Palácio do Planalto inclui proposta de transferência de até R$ 5 mil para investimentos e perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de 3,6 milhões de MEIs.
Politicamente, Lula tenta superar um ponto fraco de seu governo. Defender programas sociais não basta para conquistar quem deseja deixar de precisar deles. Esse eleitor pode ter origem popular, utilizar serviços públicos e, ao mesmo tempo, rejeitar uma identidade fundada na carência. Quer reconhecimento como alguém capaz de produzir, contratar e crescer.
É um equívoco interpretar essa aspiração apenas como adesão ideológica aos ricos ou uma traição à consciência de classe. Nem todo MEI é bolsonarista, porém, em localidades com forte presença de microempreendedores, Flávio Bolsonaro venceu por boa margem. Religião, renda, segurança e experiência de vida também influenciam esses resultados.
Jovens e idosos atravessam essas duas frentes. Entre os primeiros, a promessa de tempo para estudar dialoga fortemente com o desejo de abrir um negócio e conquistar independência. Para os mais velhos, pesam mais a segurança da renda, o custo dos medicamentos, o endividamento familiar e a estabilidade dos benefícios. Lula tenta oferecer respostas imediatas, numa fronteira sinuosa entre medidas populistas e o abuso de poder. Flávio procura preservar sua força eleitoral, adquirida com a identificação com quem considera excessivos os impostos e insuficientes as respostas do governo Lula.
Do ponto de vista objetivo, porém, Lula e Flávio precisam explicar como financiar suas promessas. É preciso demonstrar que as propostas cabem nas contas públicas; ou seja, combinar redução de tributos, equilíbrio fiscal e preservação de direitos. Assalariados e pequenos empreendedores desejam trabalhar sem viver permanentemente no sufoco. Em quatro anos de governo, para a maioria dos eleitores, Lula não conseguiu transformar proteção em perspectiva de ascensão, o que promete agora. Flávio acerta a mão ao associar autonomia econômica à segurança pública, entretanto, carrega um passivo histórico por suas relações com as milícias.
Lula diminui distância para Flávio; PT tem projeto alternativo para reduzir maioridade penal; 6x1 e+UOL
Transmissão ao vivo realizada há 7 horas #uolnaseleições #UOL #CanalUOL
No UOL News 1ª Edição desta quinta-feira (15): Com sim de Flávio, Senado aprova fim da 6x1; só Mourão votou não; 'Conquista histórica', diz Lula após aprovação do fim da escala 6x1; Oposição se rende à 6x1 e tenta revide a Lula com redução da maioridade; Palver: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 49% no segundo turno e mais notícias.
Diego Amorim
@Diego1Amorim
A meta do PT é virar sobre Flávio, claro, mas há outro motivo para a mobilização
Foto do perfil de canalmeiocanalmeioA disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está longe de estar definida.
Com base nos boletins de urna do TSE, no Censo do IBGE, na régua de classe da FGV e em dados da Pesquisa Meio/Ideia, Pedro Doria analisa para onde foram os votos que Lula perdeu, o perfil dos eleitores que mudaram de lado e o que pode definir o resultado no dia 25.
Assista e compartilhe.#Meio #Eleições2026 #Lula #FlávioBolsonaroA maior diferença entre Flávio e Lula está na Classe C, diz Pedro Doria | BASTIDORES CNNCNN Brasil
13 de out. de 2026 #CNNBrasil #Eleições
O Bastidores CNN recebe Pedro Doria, diretor de jornalismo do Canal Meio, para analisar a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Na entrevista, Doria comenta o comportamento do eleitor e o diálogo de direita e esquerda com o desejo de ascensão social das classes mais baixas. #CNNBrasil #Eleições
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O Maçarico e o Tapetão: A Nova Batalha de Itararé no Senado
Em uma disputa acirrada que expõe as entranhas do poder republicano, o conceito de "pragmatismo responsável" — outrora uma herança da diplomacia e da economia da ditadura — entra novamente em combustão. A matéria, altamente inflamável, é disputada a maçarico por oponentes que operam de olhos fixos no mercado global, com patrimônios e estratégias ainda profundamente dolarizados. O que se desenha no horizonte não é um consenso pacífico, mas sim uma simulação tardia da Batalha de Itararé: um cenário de imensa tensão que promete guerra total, mas que testa os limites do blefe institucional.
O palco desse embate, na tarde desta quinta-feira, não poderia ser outro senão o tapetão azul do Senado Federal. Ali, onde o regimento interno muitas vezes pesa mais que a própria Constituição, as cartas são dadas e as regras são moldadas longe dos olhos do grande público. É o triunfo da manobra de bastidor sobre o debate aberto.
Os Herdeiros da Fronteira Norte
O comando dessa engrenagem complexa encontra-se, hoje, nas mãos de líderes que carregam o DNA político do extremo norte do país. São os herdeiros diretos daquele território ultramarino que se transformou em Estado na moldura jurídica da Constituição de 1988 — o Amapá.
Trata-se de uma ironia geográfica e geopolítica fascinante. Os artífices do destino político da federação brasileira, sentados na cúpula do Legislativo, têm suas bases fincadas na exata fronteira com a Guiana Francesa. De um lado do rio, o pragmatismo cru do poder e do dólar; do outro, a Europa que ecoa o histórico e idealista lema "Liberté, Égalité, Fraternité".
O Pragmatismo do Século XXI
A queima a maçarico vista no plenário e nas comissões revela que o pragmatismo atual perdeu qualquer verniz de planejamento de Estado a longo prazo. Ele tornou-se estritamente tático, voltado para a sobrevivência de grupos de interesse e para a blindagem de elites econômicas.
Enquanto os oponentes dolarizados jogam suas últimas fichas no tabuleiro do Senado, o país assiste ao desfecho dessa nova Itararé. Se haverá um confronto real ou se o tapetão azul acomodará mais um acordo de cúpula, a resposta está sendo moldada agora, sob o calor e a pressão do maçarico parlamentar.
Use o código com cuidado.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar – Marco Aurélio Nogueira
Em estilo ágil, Marco Aurélio Nogueira sobrevoa reflexivamente a vida atual. A hipermodernidade, com seu dinamismo frenético e seus excessos, produziu um mal-estar sutil, que se recompõe continuamente. Transformou nossas circunstâncias e o modo como vivemos, nos comportamos e nos relacionamos. Pôs em crise as ideias de futuro, deslocando os equilíbrios, as certezas, nossa capacidade de compreender o conjunto. A política já não engaja como antes e as utopias desapareceram do horizonte. Não sabemos bem o que fazer com a IA. Estamos sobrecarregados de informações, mas os diálogos escasseiam. O cenário internacional desconcerta e assusta, atravessado que está por conflitos militares e pela disputa entre as potências.
Não estamos num beco sem saída. Para avançar, precisamos recuperar a disposição de agir democraticamente, compartilhar conhecimentos, aprender uns com os outros e reconstruir algum sentido para a vida. Ações políticas que não saibam compor, agregar e arar um terreno comum correm o risco de cair no vazio.
O autor se debruça interrogativamente sobre várias dimensões dessa enorme confusão que vivemos. E o faz de modo a levar o leitor a encontrar as perguntas adequadas, não para soluções definitivas, mas para descobrir o método com que podemos, coletivamente, enfrentá-las ao longo do tempo: o diálogo permanente entre todos nós. Assim analisa o desenvolvimento acelerado do aparato técnico-científico – a IA e as redes sociais, por exemplo – que nos abre enormes potencialidades e, simultaneamente, nos divide e nos deixa perplexos sobre o que e como fazer. Com o mesmo propósito, interroga nossas cidades, cada vez mais hostis aos brasileiros comuns, plantando no solo urbano nossas desigualdades. E assim segue o livro, desfiando um rosário de perguntas e questões, num itinerário pedagógico do dialogar, por fora de metafísicas ultrapassadas ou sonhos impossíveis, mas com um objetivo claro: a construção de um bem comum sustentado pelo diálogo permanente entre cidadãos livres das grades e muros que nos separam. Um bem comum que nos devolva a capacidade pragmática de tecer a imaginação de um futuro – e, com isso, reabrir as possibilidades do presente (excerto do prefácio de Rubem Barboza Filho, professor titular da UFJF).
Tenho aqui uma intuição teimosa: Marco Aurélio Nogueira acabou alcançando a sabedoria. Inteligência, erudição e discernimento criterioso ele já traz de algumas décadas. Tradutor e um dos grandes conhecedores da obra de Antonio Gramsci e de Norberto Bobbio, dois pensadores italianos que decifraram o nosso tempo com incrível originalidade e fecunda sistematização, Marco Aurélio se destaca por pensar com serenidade aquilo que, no mundo, se manifesta com alguma rudeza e mesmo com violência. Agora, neste livro, ele mostra que a sua serenidade (a “mitezza” de Bobbio) atingiu um plano alto. Nosso professor pensa com luminosa calma as conturbações tormentosas da realidade que nos traga. Isso, apenas isso, já é uma boa notícia. Boa leitura (Eugênio Bucci, professor titular da ECA-USP)
A política para além do âmbito institucional entrelaçada com uma sociologia que ilumina padrões instituídos por dinâmicas culturais conflitivas e imbricadas. É o que encontramos neste livro inspirador, que recupera a tradição ensaísta do pensamento social brasileiro e a narrativa autoral do pensamento europeu clássico, com foco numa conhecida determinação do autor: compreender a vida atual e um lugar chamado Brasil. Um país que parece pedir desesperadamente para ser entendido e resgatado por meio da reflexão e do diálogo democrático (Ana Cristina Braga Martes, socióloga e escritora)
Há muitos anos, conheço Marco Aurélio Nogueira como professor, orientador e amigo. E talvez por isso seja impossível separar, ao ler este livro, o intelectual da pessoa. Sua aposta no diálogo, na mediação e na construção de pontes, não é apenas uma escolha teórica: é uma forma de viver. Marco sempre foi de uma gentileza rara, acessível, disponível, atento ao outro e profundamente democrático, inclusive quando a divergência se impõe. Essa mesma disposição atravessa estas páginas. Diante de um tempo acelerado, fragmentado e ruidoso, ele não oferece receitas nem certezas reconfortantes. Oferece algo mais valioso: perguntas, reflexão, capacidade de mediação e um convite para que voltemos a pensar juntos. Sem arrogância e sem desalento, Marco nos lembra que compreender o mundo ainda é uma tarefa coletiva e que nenhuma transformação duradoura prescinde da conversa, da escuta e da disposição de construir algum terreno comum. Talvez haja nisso até algo do corintiano que ele é: a consciência de que viver também exige resistência, esperança e alguma fé no próximo lance. Este é um livro para quem ainda acredita que pensar, agir e dialogar podem, de fato, melhorar a vida que vivemos. E, justamente por isso, merece ser lido
*(Lucas Amaral Leite, Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado, SP)Paulinho da Viola - Sinal Fechado (Acústico MTV - 2007)
Vale de Elá (também chamado de Vale do Terebinto ou Wadi es-Sunt) é um vale histórico e geográfico localizado no centro de Israel, famoso por ter sido o cenário bíblico do confronto entre Davi e o gigante Golias (1 Samuel 17).
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CULTURA & POLÍTICA
Que encara o leão
A Ópera dos Rolling Stones: uma crônica musical e poética sobre os ventos que sacudiram o Senado e o fim da escala 6x1.
Por Editor Geral | Crônica Semanal
O cenário político brasileiro transformou-se em um libreto dramático onde clássicos da MPB, pesquisas de opinião e metáforas bíblicas se encontraram no mesmo palco. Da cobertura jornalística efervescente à votação histórica no Senado, acompanhe o desenrolar dessa ópera em três atos.
Ato I: A Escala, os Trios e a Ciranda dos Clássicos
A cortina se abre em meio ao debate febril da jornada de trabalho. A escala 6x1 escalou trios na Cultura e na CNN, enquanto Gil escalonou a festa com Domingo no Parque. As redes e as ruas ferviam sob a luz dos holofotes jornalísticos.
"A Rita levou meu assunto, Irene riu Domingo no Parque."
Entre os acordes de Chico Buarque e o riso contagiante da melodia de Caetano Veloso, Juliana diapasou o debate. A música popular brasileira emprestou suas linhas para traduzir o sentimento de uma sociedade que dançava no ritmo da urgência.
Ato II: O Vento que o Astronauta Levou
O ritmo desacelera para um bolero melancólico e tenso. O compasso é marcado pelo relógio: Felipe Nunes, da Quaest, fez a prece da Ave Maria das 18 horas na GloboNews. Os números da pesquisa presidencial trouxeram a atmosfera de expectativa nacional que antecedia a tempestade no plenário.
"São dois pra lá, dois pra cá... com um Band-Aid no calcanhar."
Na coreografia dos votos, o isolamento político desenhou um cenário dramático. Mourão estocou o vento que o Astronauta levou! Em um voto solitário contra a maré, a tentativa de estancar a mudança ruiu quando o Astronauta Marcos Pontes seguiu o fluxo da história, votando "SIM" e deixando que o vento levasse as velhas estruturas.
Ato III: Davi Encarou o Gigante
O grandioso final desta ópera reserva o confronto definitivo. O Palácio do Congresso transforma-se no vale de Elá. Diante de pressões gigantescas e de um sistema secular, a liderança se impôs para o desfecho da PEC mais comentada do país.
"Davi encarou o gigante."
Com a condução firme de Davi Alcolumbre no Senado, o Golias da jornada 6x1 foi derrubado por um placar esmagador de 75 votos a 1. A ópera se encerra não com um lamento, mas com o eco da promulgação de uma nova era trabalhista. A cortina se fecha, o leão foi encarado.
Use o código com cuidado.
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floridepre
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Foto do perfil de floridepre
floridepre
8 h
📊 ELEIÇÕES 2026: O QUE DIZEM AS PESQUISAS DESTA SEMANA?
O Florideprê reuniu oito pesquisas nacionais divulgadas entre os dias 9 e 15 de outubro para mostrar como está a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Os levantamentos são dos institutos Atlas/Bloomberg, Ipespe, Datafolha, Gerp, BTG/Nexus, PoderData/AYA, Quaest e Palver.
📈 O QUE CHAMA ATENÇÃO?
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em todos os levantamentos apresentados. Entretanto, as diferenças variam entre os institutos, e algumas pesquisas apontam empate técnico.
The Beatles em Versão Chorinho: Quando o Rock Encontra o Choro
IA
Choro & Café
10 de out. de 2026 #MusicaInstrumental #MusicaBrasileira #Cavaquinho
https://buymeacoffee.com/choroecafe
E se os maiores sucessos de The Beatles tivessem nascido no Rio de Janeiro? Juntamos a atemporalidade melódica de John, Paul, George e Ringo com o virtuosismo do bandolim, do cavaquinho e do violão de sete cordas em uma versão de chorinho surpreendente e emocionante. Clássicos absolutos do rock ganham uma nova roupagem acústica, cheia de bossa, improviso e alma brasileira. Aconchegue-se, aperte o play e aproveite essa fusão perfeita! Curta, compartilhe com os amigos e inscreva-se no Choro e Café para não perder nenhuma novidade!
🎧 Ideal para:
✔️ Acompanhar o café da manhã ou da tarde
✔️ Trabalhar e estudar com foco
✔️ Relaxar depois de um dia cansativo
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Nesta Coleção Maravilhosa:
00:00 - Let it Be
02:53 - Hey Jude
05:37 - Across The Universe
08:46 - And I Love Her
11:39 - Get Back
14:36 - Don´t Let Me Down
17:31 - Lucy In The Sky With Diamonds
20:15 - Here Comes The Sun
23:18 - Drive My Car
26:08 - A Day In The Life
29:06 - While My Guitar Gently Weeps
31:58 - Michelle
35:23 - With A Little Help From My Friends
38:40 - She Came In Through The Bathroom Window
41:39 - Please Mister Postman
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quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Como virar votos quando ninguém quer mudar de lado? Por Wilson Gomes*Folha de S. PauloQuando o voto é também veto ao adversário, mudar pode significar romper lealdadesLealdades políticas, custos psicológicos e anos de hostilidade dificultam a tarefa de Lula
Se conquistá-los já é difícil, imagine virar votos. Ainda mais em certas circunstâncias que se empilham nesta eleição.
Primeiro, quando o voto e o veto se equivalem. Quer dizer, quando há praticamente um empate entre o percentual de votos obtido por um lado e o de rejeição do adversário. E vice-versa. Assim, quem tentar mudar um voto vai ter que lidar com algo muito profundo: a decisão do eleitor de não votar naquele candidato de jeito nenhum.
Quando as pessoas escolhem com base nas características dos candidatos ou nas políticas públicas que oferecem, há sempre a possibilidade de mudar uma ponderação por conta da propaganda, de informações novas, da conversa política cotidiana. Mas quando se vota em um candidato para evitar que o outro ganhe, a perspectiva de mudança é mais complicada.
Segundo, quando o voto se baseia na identificação com um lado e na hostilidade ao outro, deixa de expressar uma mera preferência para se tornar a reafirmação de pertencimento e lealdade ao grupo. Há muito mais em jogo que escolher simplesmente um candidato entre vários: reafirmar vínculos e crenças, demonstrar fidelidade e coerência. Mudar de voto significa abandonar os seus, romper solidariedades, trair valores. Afinal, se já desconfiamos do caráter de quem muda de lado no infortúnio, o que pensar de quem troca de campo quando a vitória está a um passo?
Há, além disso, um custo psicológico. Mudar de voto pode significar admitir, perante si mesmo, que se estava errado o tempo todo. Quanto mais investimos em uma escolha, mais difícil reconhecer o erro. Para preservar a imagem que fazemos de nós mesmos como pessoas lúcidas e coerentes, tendemos a minimizar as falhas do nosso candidato, desculpar seus erros e justificar suas contradições. Queremos evitar o desconforto de descobrir que nossas convicções podem não ser tão sólidas quanto imaginávamos. Não é para qualquer um pagar o preço emocional de uma decisão que contradiz tudo aquilo em que acreditou e que defendeu durante anos.
Tampouco se deve subestimar o papel do histórico de rancor e ressentimentos contra o outro lado. São oito anos —e três eleições— de hostilidades construídas sobre bases morais. A convicção de que o outro lado é vil, estúpido e fanatizado é alimentada pela lista das atrocidades que dizem e fazem os seus membros e pela memória de humilhações e ofensas. A identidade do grupo foi erguida sobre a crença na superioridade moral e cognitiva, em contraste com a maldade e a burrice dos inimigos. Como esperar que anos de rancor cedam, de repente, diante de argumentos, evidências e apelos vindos do outro lado?
Pode-se sempre argumentar que não teríamos tido a alternância em 2022 e no primeiro turno de 2026 se votos não pudessem ser revertidos. É fato. Lula agora perdeu votos que provavelmente foram seus na eleição passada. Mas o ponto não é que votos não podem ser virados —eles podem. É que certas circunstâncias desta eleição tornam isso particularmente difícil. Ao longo de um mandato, o eleitor acumula experiências, frustrações, informações e avaliações que podem levá-lo a mudar gradualmente de preferência, sem um momento específico de conversão. O que não sabemos é se aquilo que levou quatro anos para se materializar nas urnas pode acontecer novamente em 15 dias.
Admitamos que esses sejam os votos de uma fração dos chamados "independentes", que não votam por identificação com lulistas ou bolsonaristas e, portanto, não estariam submetidos aos mesmos engessamentos identitários. Supõe-se que sejam o fiel da balança que inclina a eleição para um lado ou outro. Nesse caso, o que poderia levá-los a reverter o voto dado no primeiro turno? Ou o que poderia motivá-los a votar agora, quando não o fizeram no primeiro, ou a dar um voto válido, quando se negaram a fazê-lo em 4 de outubro?
Na verdade, ninguém sabe como fazer isso porque ninguém conseguiu até agora reverter uma derrota no primeiro turno de uma eleição presidencial. A militância certamente não o fará, pois o militante identificado com o lulismo nem sequer reconhece a existência de eleitores independentes, tratando-os como bolsonaristas envergonhados que só podem ser desprezados ou intelectualmente corrigidos.
E a campanha, que já deveria ter-se dado conta de que tudo será decidido por aqueles 3% de votos errantes que não são de ninguém, o que fará a respeito disso? Vai focar em convertê-los ao lulismo em vez de apenas convencê-los a dar o voto que negaram no primeiro turno? Teremos duas semanas para ver como resolvem esse dilema.
*Professor titular da UFBA, doutor em filosofia e autor de “Transformações da Política na Era Digital”, “A Democracia no Mundo Digital” e “A Tirania da Virtude”
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Fim da escala 6x1 venceria no primeiro turno, por Renato MeirellesO GloboMudança é apoiada por mais de sete em cada dez brasileiros
Mais de sete em cada dez brasileiros apoiam a mudança, uma votação que nem Lula nem Flávio Bolsonaro conseguiram. A proposta é maior do que os dois. E talvez seja justamente por isso que esteja mudando a conversa nesta reta final.
Imagine dona Beatriz, caixa de supermercado, casada com seu João, vigilante de shopping. Os dois trabalham seis dias por semana. Ela folga na terça, ele na quinta. Um domingo dos dois juntos virou luxo. Quando Beatriz descansa, lava roupa, vai ao posto de saúde, resolve a conta atrasada. João sai para trabalhar. Se alguém lhes perguntar sobre a economia, talvez respondam falando do preço do arroz. Se a pergunta for sobre a escala 6x1, responderão sobre a vida que gostariam de ter.
No primeiro turno, os dois anularam o voto. Não por falta de opinião, mas por excesso de cansaço da política. Agora, Beatriz começa a cogitar votar em Lula. João continua desconfiado. Não viraram petistas; descobriram uma proposta que cabe dentro de casa. E há milhões de casas em que o relógio, não a ideologia, organiza a vida.
Lula passou boa parte da campanha precisando se explicar: o preço da feira, as promessas que não saíram do papel, a sensação de que a vida não melhorou o suficiente. Flávio tinha pouco trabalho. Bastava perguntar se o brasileiro queria mais quatro anos de PT. É uma pergunta que mobiliza um antipetismo maior do que o próprio candidato.
O erro estava em responder falando quase sempre do legado. O legado é importante, mas está no passado. Quem passa seis dias trabalhando quer saber como será a próxima semana, não apenas como foi o país 20 anos atrás. Quando o PT sai da defesa da própria biografia e abraça o fim da escala 6x1, troca de assunto. Em vez de pedir reconhecimento, oferece uma perspectiva.
Não é tudo a mesma coisa. Proibir as bets é tentar impedir que o dinheiro da família desapareça num aplicativo. Reajustar o Bolsa Família é reforçar a renda de quem precisa, um programa já associado à história de Lula. A jornada 5x2 não é um benefício depositado nem uma proibição. É tempo para buscar o filho na escola, estudar, descansar. Atinge também quem nunca recebeu um benefício e jamais votou no PT.
É por isso que o apoio ultrapassa as fronteiras partidárias. Nem todo eleitor favorável à mudança gosta de Lula. Há quem seja de direita e trabalhe no comércio. Há a dona do mercadinho que também quer descansar, mas teme não conseguir pagar outro funcionário. Ignorar sua preocupação seria tão equivocado quanto chamar de preguiçoso quem gostaria de um sábado livre.
Flávio percebeu. Depois de chamar a discussão de oportunista, anunciou que votará pelo fim da escala. E, depois de cobrar tanto a presença de Lula, avisou que não irá ao debate da Band. Uma decisão não prova a causa da outra. Mas ambas revelam o peso de uma campanha que já não permite ao senador apenas cobrar explicações do presidente. O recuo não foi para agradar petistas. Foi para não contrariar parte de seus próprios eleitores. E isso já muda toda a dinâmica da reta final. Lula mudou de assunto. Flávio mudou de ideia.
Agora, ele também precisa explicar. Flávio defende como alternativa contratos por hora, com salário e direitos proporcionais, enquanto a proposta apoiada pelo governo reduz a jornada sem reduzir o salário. É uma discussão sobre o significado de liberdade. Responda com sinceridade. Alguém que já trabalhou de CLT acredita que férias remuneradas e décimo terceiro teriam sido conquistados se tudo dependesse exclusivamente da negociação entre patrão e empregado? Uma coisa é negociar livremente. Outra é precisar negociar sozinho, sem poder dizer não.
Mais de oito em cada dez brasileiros concordam que estamos cada vez mais cansados. O cansaço virou experiência nacional, embora os votos sejam diferentes. Trabalho não é apenas renda: é também a quantidade de vida que sobra depois dele.
Nada disso significa que Lula tenha virado a eleição. Concordar com uma proposta não é votar em quem a defende. Mas há uma descoberta que o PT demorou a fazer: o presidente pode ser menor do que suas ideias. Quando a campanha insistia no passado de Lula, era Lula quem precisava se explicar. Quando passou a falar do futuro dos brasileiros, foi Flávio quem precisou mudar de posição.
PELA SOBERANIA‘Pela democracia, soberania e justiça social’: manifesto gaúcho declara apoio a Lula e AlckminDocumento lançado em Porto Alegre reúne 242 nomes da sociedade civil em defesa da chapa para as eleições de 2026
2.out.2026 - 15:01
Porto Alegre (RS)
Fabiana Reinholz
Um grupo de 242 figuras da sociedade civil gaúcha lançou, nesta quinta-feira (1º), no auditório da Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Adufrgs-Sindical), em Porto Alegre, um manifesto em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e de Geraldo Alckmin à vice-Presidência.
Flávio Bolsonaro e o projeto de poder da família | Cá Entre NósMeioEstreou há 17 horas#eleições2026 #PoliticaBrasileira #constituiçãofederal
Flávio Bolsonaro diz que, se eleito, quer mudar a Constituição para "redemocratizar" o país. Com a maior bancada do Congresso neste século, um centrão que chega como sócio menor, uma oposição sem número para abrir CPI e até quatro cadeiras no STF para indicar, um eventual governo Flávio teria um poder que nem Jair teve. Neste Cá Entre Nós, Flávia Tavares recapitula 27 anos de declarações autoritárias da família Bolsonaro, mostra como o bolsonarismo repete o roteiro de Donald Trump com dois anos de atraso e discute o argumento que vem circulando na esquerda: o de que a direita democrática, ao ajudar a eleger Flávio, pode estar decretando o próprio fim.
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Da Enxada ao Pix: A Metamorfose do Clientelismo na Guerra de Movimento
Em diálogo meta-jornalístico com a análise de Luiz Carlos Azedo, um manuscrito anônimo desvenda o "centro de gravidade" das urnas de 2026: a velha engrenagem política vestida de pós-modernidade.
O jornalismo político contemporâneo frequentemente busca em Clausewitz e Gramsci as lentes para traduzir o teatro das urnas. No rastro da análise fina de Luiz Carlos Azedo no Correio Braziliense, o segundo turno de 2026 desenha-se como um tabuleiro clássico: de um lado, a impetuosa “guerra de movimento” de Lula, tentando reverter a dianteira adversária nas ruas; de outro, a disciplinada “guerra de posições” de Flávio Bolsonaro, entrincheirado no apoio de governadores e na contenção de danos sociais.
Contudo, paralelamente ao rigor analítico do clipping diário, a literatura política marginal — aquela que nasce rabiscada à caneta em folhas soltas — capta o que os manuais teóricos às vezes camuflam. Um manuscrito recente sintetiza a gênese e o destino dessa disputa com precisão cirúrgica:
No princípio, era união (liberal) contra
Unidade (comunista)
O mundo girou
A Lusitana rodou
E o piloto ficou.
O lirismo político do fragmento ironiza a própria volatilidade das ideologias. Enquanto as militâncias se digladiam sob rótulos históricos — o liberalismo contra o comunismo —, a máquina do poder opera em órbita própria. O mundo gira, as forças estruturais se reorganizam (“a Lusitana roda”), mas a figura do governante profissional, o eterno “piloto”, permanece intocada. Mudar para continuar o mesmo: eis a primeira máxima do pragmatismo eleitoral.
É nesse cenário de sobrevivência que as promessas de campanha deixam de ser plataformas programáticas e passam a ser ferramentas de pura higienização biográfica. Quando o manuscrito questiona: “Qual é a grandeza da União? / É simplesmente limpar o / seu nome”, há uma dupla e ácida leitura. Dialoga tanto com a urgência institucional de um governo que precisa reabilitar sua imagem diante do eleitorado quanto com o pragmatismo de uma população sufocada pelo endividamento.
Azedo nos reporta que Lula, no ápice de sua ofensiva de movimento, dobrou a aposta na chamada “economia do afeto”. O anúncio de um programa Desenrola voltado para microempreendedores individuais (MEIs), acompanhado de um aporte de R$ 5 mil a fundo perdido para a compra de equipamentos, é o exemplo perfeito dessa dinâmica. É a captura do espírito do tempo. Se, por um lado, “A sociedade financia / a reeleição de incumbente” por meio do uso estratégico da máquina pública e das emendas de relator, por outro, o eleitorado aprendeu a precificar o seu consentimento.
Aqui, o diálogo lítero-político atinge o seu clímax ao resgatar a obra seminal de Victor Nunes Leal. No clássico Coronelismo, Enxada e Voto, a fidelidade do eleitorado de cabresto era mantida através de uma escassez palpável: entregava-se um pé de sapato antes do voto e o outro parceiro apenas após a confirmação da vitória. A engenharia do voto era analógica, rústica, mas extremamente eficaz na sua crueza.
O que testemunhamos nesta reta final de outubro de 2026, contudo, é a sofisticação tecnológica desse mesmo DNA dependente. O fechamento do manuscrito é, por si só, um tratado de sociologia política contemporânea:
Na enxadada - uma
minhoca pós moderna -
um PL antes do voto,
Pix no bolso na aprovação.
A "enxadada" agora é digital. A "minhoca pós-moderna" que fisga o eleitor ou o parlamentar aliado não é mais o quilo de alimento ou o calçado desemparelhado. Na guerra de movimento de Lula, a isca é o Pix direto na conta, o auxílio emergencial customizado, a transferência instantânea a fundo perdido. Do lado da guerra de posições do bolsonarismo, a reação é célere: para não perder terreno no eleitorado economicamente vulnerável, Flávio Bolsonaro adere estrategicamente ao fim da jornada 6x1 no Senado. No fundo, ambos os lados entenderam o "centro de gravidade" clausewitziano do pleito: o estômago e o bolso do trabalhador.
O "PL (Projeto de Lei) antes do voto" e o "Pix na aprovação" sintetizam o funcionamento da nossa República hiperconectada. Pouco importa se a batalha institucional ocorre nos canais suspensos do WhatsApp ou nos palanques da Avenida Paulista e de Copacabana. A grande ironia apontada pelo cruzamento entre o jornalismo de Azedo e o lirismo do manuscrito é que, sob o verniz da polarização ideológica e da tecnologia de ponta, o Brasil profundo continua operando sob a lógica do dote e da conveniência.
O mundo gira, a tecnologia avança, as táticas gramscianas se modernizam nas redes. Mas, no fim do dia, a engrenagem que move as trincheiras do poder permanece idêntica à dos tempos do coronel: ganha quem souber entregar o segundo pé do sapato mais rápido — mesmo que ele venha em forma de notificação no celular.
Use o código com cuidado.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Lula faz “guerra de movimento” enquanto Flávio aposta na “guerra de posições”, por Luiz Carlos AzedoCorreio BraziliensePetista dobrou a aposta na “economia do afeto”: anunciou um Desenrola para os microempreendedores e que ainda dará um Pix de R$ 5 mil para compra de equipamentos
O prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831) tornou-se célebre sobretudo por explicar a lógica dos conflitos. Militar desde os 12 anos, enfrentou as forças napoleônicas, serviu no Exército russo, na batalha de Borodino, e participou da campanha de Waterloo, combatendo em Wavre. Morreu de cólera e deixou os manuscritos de Da Guerra, publicados por sua mulher, Marie von Brühl. “A guerra como continuação da política por outros meios”, seu conceito mais conhecido, subordina a ação militar ao objetivo político.
Clausewitz compreendeu que superioridade material não assegura vitória. Moral, capacidade de comando, concentração de forças e acontecimentos imprevistos podem mudar uma batalha. A estratégia exige identificar o centro de gravidade do adversário: aquilo que sustenta sua capacidade de resistir.
Neste segundo turno, essa reflexão ajuda a compreender como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, e Flávio Bolsonaro, que chegou à frente no primeiro turno, procuram explorar vulnerabilidades e recuperar ou manter a iniciativa política.
O jornalista e pensador marxista Antonio Gramsci (1891-1937) fez o caminho inverso, ao transportar conceitos militares para a disputa política. Preso pelo fascismo, nos Cadernos do Cárcere elaborou conceitos de poder político que combinam coerção e consentimento. Segundo ele, nas sociedades ocidentais, partidos, igrejas, associações e instituições culturais constituem defesas profundas da ordem social. Por isso, como estamos vendo agora, a conquista do governo não basta para ter a direção da sociedade.
No conceito gramsciano, a guerra de movimento é a ofensiva política direta, enquanto a guerra de posições é a disputa prolongada por organização, alianças e hegemonia. Não se trata de fazer passeatas ou jogar parado. Por analogia, no segundo turno, Lula tenta modificar rapidamente a dinâmica eleitoral, enquanto Flávio procura consolidar as vantagens políticas e sociais que o levaram à dianteira. Ambos combinam movimento e posição, mas com prioridades diferentes.
O resultado do primeiro turno impôs ao presidente a necessidade de sair da defensiva. Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O petista precisou romper a impressão de derrota antecipada, reanimar sua base e busca alcançar eleitores que não escolheram nenhum dos finalistas. Seu adversário pretende transformar a vantagem inicial em maioria de votos válidos e evitar um julgamento dos riscos de seu próprio programa.
A retomada das ruas é parte da ofensiva de Lula. A manifestação na Avenida Paulista, no domingo, e o ato em Copacabana, na segunda-feira, acompanhado de mobilizações em outras cidades, devolveu ao petista a força das ruas. Essa mobilização produz imagens para as redes e estimula conversas fora dos círculos partidários. A aposta é transformar entusiasmo em comparecimento e persuasão. Multidões reunidas, porém, por si mesmas, não medem a transferência de votos.
Conflito de mensagens
A pesquisa PoderData/Aya, divulgada ontem, oferece um sinal favorável a Lula: o presidente passou de 47% para 49% dos votos válidos, enquanto Flávio recuou de 53% para 51%. A distância caiu de seis para dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores, entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto. A reação é compatível com a retomada da iniciativa petista, mas atribuí-la somente às manifestações seria precipitado. As entrevistas ocorreram durante os atos.
A Nexus, realizada no mesmo período, registra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos. Ouviu 2.002 eleitores, com margem de dois pontos. Mais revelador é que 92% declaram ter decidido o voto e apenas 7% admitem mudar. Como esta é a primeira rodada da Nexus depois do primeiro turno, ela não oferece uma comparação equivalente à da PoderData. A diferença entre os institutos não comprova que um captou o efeito das ruas e o outro deixou de percebê-lo.
Flávio pretende consolidar suas posições ao adotar como estratégia de campanha a “guerra de posições”, com apoio de governadores, prefeitos e estruturas locais de poder. O encontro em São Paulo com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes ilustra uma campanha orientada a organizar apoios, reduzir abstenções e disputar indecisos, agora com apoio de aliados eleitos que ficaram neutros no primeiro turno.
Ao negar que eliminará benefícios sociais ou reajustes do salário mínimo, Flávio procura impedir que a ofensiva de Lula abra uma brecha entre o eleitor conservador e o eleitor economicamente vulnerável. Por essa razão, resolveu apoiar a aprovação do fim da jornada 6 x 1, em votação no Senado. Ontem, Lula dobrou a aposta na sua “economia do afeto”: anunciou que fara um Desenrola para os microempreendedores individuais (MEIs) e ainda dará um Pix de R$ 5 mil para cada um deles comprar equipamentos, a fundo perdido.
No WhatsApp, a disputa está acirrada. O crescimento do Exército do Lula, organizado por André Janones, levou o bolsonarismo a reagir com a Tropa do Flávio e ações judiciais. A suspensão do canal petista por Kassio Nunes Marques, posteriormente revertida, transformou a circulação de mensagens em batalha institucional. Para Lula, preservar esse instrumento é vital para o êxito da “guerra de movimento”. Neutralizar essa iniciativa, para Flávio, porém, desloca o centro da disputa eleitoral para a “guerra de posições”, onde está em boa vantagem.
Bezerra da Silva - Dedo Duro