quinta-feira, 12 de março de 2026

MAPA DE FÁBULAS E VERDADES

🗺️ Roteiro da Metanáutica Política Das Bolhas ao Real Um itinerário para navegar entre o autoengano político, a ironia crítica e a realidade social, passando por fábulas, diagnósticos e poemas. Não é uma viagem turística: é uma travessia por águas turvas onde a narrativa disputa espaço com os fatos. ⚓ Estação 1 — O Canil Ideológico (O Ponto de Partida) Cenário Uma folha de papel com um diálogo mínimo, terminando em um latido: Apito de cachorro: “perseguição política.” cópias para ambas as bolhas (canis). — E o caso X? — Perseguição política. — Mas o X é o nosso? — Não importa. — E se o X for deles? — Não importa. — Au, au! Conceito O “apito de cachorro” da política contemporânea: mensagens que dispensam argumentação e apenas acionam reflexos tribais. Verdade subjacente Quando a resposta para tudo é uma palavra-senha, a discussão deixa de ser racional e passa a ser condicionamento de matilha. Sentimento dominante O conforto de pertencer ao grupo — mesmo que isso signifique abandonar o pensamento. 🐕 Estação 2 — As Três Fábulas da Ilusão (O Percurso) Aqui surgem três narrativas concorrentes para explicar o destino de quem vive nos canis ideológicos. 1️⃣ A Fábula do Senso Comum Moral da Retribuição Um cão passa a vida latindo contra inimigos imaginários além do muro. Ignora as rachaduras no próprio canil. Um dia o muro cai. Lição Quem procura, acha. A realidade cobra sua conta — mais cedo ou mais tarde. 2️⃣ A Fábula do Blasé O Triunfo da Indiferença Um cão aristocrático observa o mundo em chamas com tédio elegante. — O canil está pegando fogo! — Fogo? Nosso ou deles? Enquanto discute semântica, as labaredas o consomem. Lição O blasé prefere manter a pose a admitir que estava errado. 3️⃣ A Fábula do Barão de Itararé A Lei da Inexistência do Milagre O velho observador olha para a matilha correndo em círculos e sentencia: “Na política brasileira, de onde menos se espera… é que não sai mesmo.” Lição O vazio não produz solução. Quando todos esperam milagres, o resultado costuma ser apenas eco. 📅 Estação 3 — A Parada em 12 de Março de 2026 (O Diagnóstico) O cientista político Carlos Melo descreve o momento: alta desaprovação do governo oposição competitiva incapacidade de ampliar alianças isolamento político A metáfora central é marítima: um governo navegando em mar relativamente calmo — e mesmo assim perdendo o rumo. A Falha Estrutural Autoengano político. A crença de que: a sorte é permanente o passado garante o futuro os erros do adversário substituem estratégia própria Como nos metais, surge então a fadiga política. 🕯️ Estação 4 — O Vale da Desilusão (O Choque de Realidade) A trilha sonora é o samba “Acender as Velas”, de Zé Kéti. Sua mensagem é brutalmente simples: O doutor chegou tarde demais. Enquanto elites políticas discutem narrativas, no morro: não há telefone não há carro não há tempo A política blasé torna-se, nesse ponto, crime de omissão social. A fábula termina onde começa a realidade: gente que morre sem querer morrer.
🌫️ Estação 5 — O Silêncio de 1943 (O Alerta Histórico) Em O Mundo de Ontem, Stefan Zweig descreveu a febre ideológica que tomou a Europa: “Pouco a pouco tornou-se impossível trocar com qualquer pessoa uma palavra razoável.” Quando o fanatismo domina: amigos tornam-se inimigos conversas viram acusações o pensamento recolhe-se ao silêncio É o momento em que o latido substitui o diálogo.
Lá fui comunista, depois anarquista. Ou foi o contrário, não me lembro. 🌊 Estação 6 — O Porto da Viabilidade (O Destino) O poema “Metanáutica” de Geir Campos oferece a única saída possível. Ser viável: como um bosque como um rio como o ar Isto é: permitir passagem, encontro e transformação. O oposto do canil.
🧭 Lema da Travessia Recordemos a máxima de Louis Pasteur: “O acaso favorece apenas os espíritos preparados.” Quem se fecha em certezas perde as oportunidades que a história oferece. 🌌 Conclusão da Viagem Neste mapa político-literário: O Autoengano é o nevoeiro que esconde o iceberg. O Blasé é o capitão que se recusa a olhar o radar. O Apito de Cachorro é o som que mantém a tripulação latindo enquanto o navio deriva. Mas o mar — a realidade — segue indiferente. Ele leva consigo todos os que esquecem a lição final da metanáutica: viver são instâncias de passar. O Mundo de Ontem (visto de 2219) Epílogo para o Mapa das Fábulas e Verdades Quando abrimos hoje, no ano de 2219, os arquivos sobreviventes do início do século XXI, não encontramos primeiro os grandes acontecimentos, nem os decretos que seus contemporâneos julgavam decisivos. Encontramos, antes, um rumor. É um rumor curioso, repetitivo, quase animal: um eco de frases curtas, indignadas, automáticas. Como se multidões inteiras tivessem aprendido a responder ao mundo por reflexo. Não sabemos se nossos antepassados perceberam o quanto esse som dominava o ambiente espiritual da época. Para nós, que o ouvimos à distância de dois séculos, ele soa como o latido nervoso de uma civilização que havia perdido a confiança na própria razão. Aqueles homens e mulheres viviam, paradoxalmente, no período de maior conexão da história humana. Nunca antes tantos indivíduos puderam falar com tantos outros ao mesmo tempo. E, no entanto, raramente haviam estado tão isolados. Cada grupo construiu para si uma pequena fortaleza de certezas. Chamavam-nas de redes, de comunidades, de movimentos; mas vistas de longe pareciam mais canis de vidro, onde as vozes ecoavam apenas entre iguais. A divergência, que outrora alimentara o pensamento, passou a ser tratada como ofensa; e o argumento, que antes exigia paciência, foi substituído por sinais de reconhecimento, palavras-senha, pequenas trombetas invisíveis que convocavam as matilhas. É difícil, para nós, compreender plenamente o clima espiritual daquele tempo. Não faltavam informação nem inteligência. Ao contrário: o século XXI começou cercado por uma abundância de dados que teria deslumbrado qualquer erudito do passado. O que faltava, ao que parece, era algo mais raro: a disposição interior para duvidar de si mesmo. Assim, muitos governos, partidos e movimentos passaram a comportar-se como se fossem depositários de uma verdade definitiva. Creram-se predestinados pela história ou absolvidos por suas próprias intenções. E, protegidos por essa convicção, adquiriram uma estranha indiferença — uma espécie de tédio moral diante das advertências da realidade. Os observadores mais atentos da época registraram esse fenômeno com espanto. Alguns falaram de bolhas, outros de polarização. Mas talvez o diagnóstico mais exato tenha sido simplesmente este: o autoengano tornara-se um hábito coletivo. Não se tratava de mentira deliberada, como em outras épocas. Era algo mais sutil. Era a capacidade humana de ignorar aquilo que contradiz nossas crenças mais queridas. E quando essa capacidade se torna regra de comportamento público, a política perde gradualmente sua função mais antiga: a de compor o mundo comum. Ao mesmo tempo, enquanto as discussões se tornavam cada vez mais estridentes, a vida real continuava silenciosamente seu curso. Havia cidades que cresciam, economias que mudavam, povos que envelheciam ou migravam. Havia também, como sempre houve, pobreza, desigualdade e sofrimento — realidades que não participavam das disputas verbais, mas que pagavam o preço de suas consequências. Em alguns registros culturais sobreviventes — músicas populares, poemas dispersos, pequenos textos literários — percebemos uma consciência mais aguda desse contraste. Ali se encontram vozes que lembravam algo simples e antigo: que a política, se não servisse para proteger a vida concreta das pessoas, acabaria reduzida a espetáculo. É por isso que, ao reconstituirmos hoje aquele período, não vemos apenas seus conflitos. Vemos também suas oportunidades perdidas. O século XXI possuía condições extraordinárias para ampliar a cooperação humana: tecnologia avançada, conhecimento científico acumulado e uma memória histórica rica em advertências. Mas os homens raramente aprendem com facilidade aquilo que a história lhes oferece de graça. Foi preciso ainda muitas crises — econômicas, ambientais, sociais — para que as sociedades redescobrissem uma verdade elementar: nenhuma comunidade sobrevive quando todos se julgam donos exclusivos da razão. Talvez seja injusto, contudo, julgar com severidade excessiva aqueles nossos antepassados. Eles viviam dentro da própria tempestade que hoje analisamos com serenidade. Como todos os seres humanos, eram capazes tanto de cegueira quanto de generosidade. Entre os ruídos e as disputas, também floresciam gestos de solidariedade, ciência dedicada e arte verdadeira. É essa mistura de erro e esperança que torna o “mundo de ontem” — para usar a expressão de um escritor de muito antes deles — tão profundamente humano. O que mais nos impressiona, olhando de 2219, não é que tenham errado tanto. É que, mesmo errando, continuaram tentando organizar a convivência humana em meio a transformações gigantescas. Talvez seja essa a lição final daquele tempo. Civilizações não desaparecem apenas por suas falhas, nem sobrevivem apenas por suas virtudes. Elas persistem porque, de geração em geração, alguns indivíduos insistem em manter aberta a possibilidade do diálogo, mesmo quando o mundo parece dominado por gritos. Se hoje, dois séculos depois, ainda conseguimos estudar aquela época, é porque muitos deles — silenciosamente, sem alarde — continuaram acreditando nessa possibilidade. E é graças a esses poucos que o passado, mesmo cheio de ruído, ainda nos fala. Assim termina, para nós, o mundo de ontem. DOIS IRMÃOS - Resumo e análise. Profa. Dra. em Literatura pela USP, Miriam Bevilacqua Miriam Bevilacqua - Biblion 1 de jun. de 2023 Resumo e análise de Dois Irmãos de Milton Hatoum por Profa. Dra em Literatura pela USP, Miriam Bevilacqua. Resumo No romance Dois Irmãos, de Milton Hatoum, os conceitos de reificação e resistência manifestam-se na tensão entre os personagens e o contexto histórico de Manaus, refletindo como as relações humanas são desumanizadas ou preservadas sob pressões sociais e familiares. YouTube YouTube Reificação (Coisificação) A reificação ocorre quando seres humanos ou relações afetivas são tratados como objetos ou instrumentos de interesses externos. No livro, isso se evidencia em: Domingas e Nael: Mãe e filho ocupam um lugar marginalizado na casa, vivendo em um cômodo separado e nunca sendo plenamente reconhecidos como parte da família. Domingas é frequentemente tratada como uma extensão funcional da casa (servidão), enquanto a origem de Nael é mantida como um segredo "coisificado" para evitar escândalos. Relação dos Gêmeos: A rivalidade entre Yaqub e Omar transforma o outro em um obstáculo ou um alvo de ódio, esvaziando a fraternidade de qualquer subjetividade. Yaqub, em sua busca por ascensão e ordem, muitas vezes personifica a frieza técnica e a ambição que ignora laços emocionais. A Casa como Mercadoria: Ao final, a casa da família — repositório de memórias e identidades — é entregue para quitar dívidas e transformada em um comércio, simbolizando a vitória do valor de troca sobre o valor afetivo. YouTube YouTube +3 Resistência A resistência surge como o esforço para preservar a humanidade, a memória e a identidade contra o esquecimento e a opressão. A Narrativa de Nael: O ato de Nael contar a história é, por si só, uma forma de resistência. Ao dar voz às suas memórias e buscar a identidade de seu pai, ele resiste ao silenciamento imposto pela família dominante. Preservação Cultural: A família libanesa resiste à aculturação total, mantendo tradições e memórias de sua origem no Líbano como uma forma de manter sua identidade em um território estrangeiro. Contexto Político: A obra atravessa a ditadura militar, onde personagens como o professor Laval representam a resistência intelectual e política frente à repressão do período. YouTube YouTube +6 A obra utiliza a memória fragmentada para reconstruir essas tensões, mostrando que enquanto o tempo e os conflitos tendem a "reificar" o passado, a narrativa literária atua como o principal mecanismo de resistência. Portal de Periódicos da UFRJ Portal de Periódicos da UFRJ

É – GONZAGUINHA

Pouco a pouco, tornou-se impossível trocar com qualquer pessoa uma palavra razoável. Os mais pacíficos, os mais bondosos, estavam embriagados pelos vapores de sangue. Amigos tinham se transformado do dia para a noite em patriotas fanáticos. Todas as conversas terminavam em acusações grosseiras. Não restava, então, senão uma coisa a fazer: recolher-se a si mesmo e calar-se enquanto durasse a febre. “O mundo de ontem”, de Stefan Zweig, publicado em 1943 O GRITO DO RAMAL: TRABALHO SUADO, PRESTAÇÃO JUSTA E NOME LIMPO! 🎵 TRILHA SONORA: No alto-falante da plataforma, a voz do mestre Gonzaguinha dá o tom: "A gente quer valer o nosso suor... a gente não tem cara de panaca!" BOM DIA, TRABALHADOR! Segura a marmita e abre o olho, porque a Pesquisa da CNC deste março de 2026 soltou o bicho: 80% das famílias brasileiras estão endividadas. É isso mesmo, 4 em cada 5 passageiros desse trem estão fazendo malabarismo com as contas. E tem mais: 31% já estão no sufoco, com pelo menos uma prestação vencida batendo no peito. O recado hoje é direto para as autoridades e para o Ministério da Fazenda: o povo do subúrbio e do centro não está aqui para ser estatística. Como diria a canção que ecoa agora na Central do Brasil, a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela! Queremos é o básico: cidadania, respeito e o direito de pagar o que deve sem ser extorquido. PAPO RETO PARA O DESENDIVIDAMENTO: NÃO SEJA PANACA: O banco vai te ligar oferecendo "parcelamento amigo". Cuidado! Juro composto é armadilha. Se a prestação não for proporcional ao que você ganha com seu suor, não assine. A prioridade é o feijão no prato e a luz acesa. CARTÃO DE CRÉDITO NÃO É SALÁRIO: Ele responde por 86% das dívidas. Use com sabedoria ou guarde na gaveta. Pagar o "mínimo" é tacar fogo no próprio barraco. DIGNIDADE ACIMA DE TUDO: Se o juro abusivo subiu mais que o trem, procure a Defensoria. A gente quer suar, mas é de prazer, de trabalho honesto, e não de nervoso com cobrador de terno. DEDICATÓRIA AO "ESTADO DAS COISAS": Enquanto as contas oficiais desfilam de calças arriadas lá em Brasília, aqui no chão da plataforma a gente mantém a cuca fresca, mas o punho fechado. Queremos valer o nosso humor, mas queremos, acima de tudo, viver uma nação. Uma nação onde o salário dure até o dia 30 e a esperança não seja penhorada no cheque especial.
BOA VIAGEM, LEITURA NA CABEÇA E FÉ NA CAMINHADA! Distribuído gratuitamente pela Gazeta da Central. Sem bônus, sem desconto, só a verdade nua e crua. É! A gente quer é ser um cidadão! 🎧 OUÇA AQUI: Villa-Lobos conduct Villa-Lobos - Complete Recordings, Bachianas Brasileiras, Chôros .. (Ct. rc.) Villa-Lobos conduct Villa-Lobos - Complete Recordings, Bachianas Brasileiras, Chôros .. (Ct. rc.) Classical Music/ /Reference Recording 15 de jul. de 2020 Heitor Villa-Lobos (1887-1959) Complete recordings by Villa-Lobos / NEW MASTERING. Click to activate the English subtitles for the presentation (00:00-12:20) BACHIANAS BRASILEIRAS No.5 for Soprano & 8 cellos I.Aria (Cantilena) Adagio (00:00) Il.Dança - Martelo (06:20) Soprano : Victoria De Los Ángeles BACHIANAS BRASILEIRAS No.2 for Orchestra I.Prelúdio - O Canto do Capadocio (10:50) II.Ária - O Canto da Nossa Terra (17:58) III.Dança - Lembrança do Sertão (23:38) IV.Tocata - O Trenzinho do Caipira (28:36) BACHIANAS BRASILEIRAS No.1 for Cellos I.Introdução - Embolada (32:47) ll.Prelúdio - Modinha (39:35) III.Fuga - Conversa (48:39) BACHIANAS BRASILEIRAS No.9 for Strings Orchestra I.Prelúdio (53:11) II.Fuga (1:01:19) DESCOBRIMENTO DO BRASIL Suite 1 Introdução - Alegria (1:04:07) Suite 2 Impressão Moura - Canção (1:20:36) Adágio Sentimental (1:24:27) Cascavel (1:31:11) Suite 3 Impressão Ibérica (1:33:25) Festa Nas Selvas (1:43:49) Ualalocê (1:47:34) Suite 4 Procissão De Cruz - Visão dos Navegantes (1:50:17) Primeira Missa No Brazil (2:05:08) Choeurs de la Radiodiffusion Française Chorus Master : René Alix Invocação em defesa de Patria for Soprano, Choirs & Orchestra (2:17:08) Soprano : Maria Kareska Chorale des Jeunesses Musicales de France Chorus Master : Louis Martini BACHIANAS BRASILEIRAS No.1 for Cellos I.Introdução (Embolada) Animato (2:22:35) ll.Prelúdio (Modinha) Andante (2:28:55) III.Fuga (Conversa) Un poco animato (2:37:57) BACHIANAS BRASILEIRAS No.2 for Orchestra I.Prelúdio (O Canto do Capadocio) Adagio — Andantino mosso (2:42:24) II.Ária (O Canto da Nossa Terra) Largo (2:49:28) III.Dança (Lembrança do Sertão) Andantino moderato (2:55:08) IV.Tocata (O Trenzinho do Caipira) Un poco moderato (3:00:05) BACHIANAS BRASILEIRAS No.3 for Piano & Orchestra I.Prelúdio (Ponteio) Adagio (3:04:13) II.Fantasia (Devaneio) Allegro moderato (3:11:25) III.Ária (Modinha) Largo (3:17:24) IV.Tocata (Picapau) Allegro (3:15:15) Piano : Jorge Federico Osorio BACHIANAS BRASILEIRAS No.4 for Orchestra I.Prelúdio (Introdução) Lento (3:31:53) II.Coral (Canto do Sertão) Largo (3:40:30) Ill: Ária (Cantiga) Moderato (3:44:39) IV: Dança (Miudinho) Muito animado (3:50:48) BACHIANAS BRASILEIRAS No.5 for Soprano & 8 cellos I.Aria (Cantilena) Adagio (3:54:32) Il.Dança (Martelo) Allegretto (4:00:50) Soprano : Victoria De Los Ángeles BACHIANAS BRASILEIRAS No.6 for flute & bassoon I.Ária (Choro) Largo (4:05:16) Il.Fantasia Allegro (4:09:16) Flute : Fernand Benedetti / Bassoon : René Plessier BACHIANAS BRASILEIRAS No.7 for Orchestra I.Prelúdio (Ponteio) Adagio (4:14:27) Il.Giga (Quadrilha Caipira) Allegretto scherzando (4:21:38) Ill.Tocata (Desafio) Andantino quasi allegretto (4:26:07) IV.Fuga (Conversa) Andante (4:34:27) BACHIANAS BRASILEIRAS No.8 for Orchestra I.Prelúdio Adagio (4:41:52) II.Ária (Modinha) Largo (4:47:26) III.Tocata (Catira batida) Vivace - Scherzando (4:55:23) IV.Fuga Poco moderato (5:00:55) BACHIANAS BRASILEIRAS No.9 for Strings Orchestra I.Prelúdio Vagaroso e místico — Fuga Poco apressado (5:06:04) CHÔROS No.2 for flute & clarinet (5:17:02) Flute : Maurice Cliquennois No.5 ‘Alma Brasiliera’ for piano (5:19:31) No.10 ‘Rasga o coração for choirs & orchestra (5:24:06) 2 Chôros (bis) for violin & cello Moderato (5:36:51) ; Lento (5:41:30) Violin : Henri Bronschwak / Cello : Jacques Neilz No.11 for piano & orchestra part 1 (5:45:33) part 2 (6:07:05) part 3 (6:30:30) / part 3 damaged, sorry.. Piano : Aline Van Barentzen What is a Chôros? Villa-Lobos speaks (6:48:24) Momoprecoce, Fantasia for piano & orchestra on the Brazilian children's carnival (6:58:03) Piano : Magda Tagliaferro Piana Concerto No.5 I.Allegro non troppo (7:20:46) II.Poco adagio (7:26:42) III.Allegretto scherzando (7:32:48) IV.Allegro (7:37:55) Piano : Felicia Blumental Symphony No.4 ‘A Vitoria’ I.Allegro impetuoso (7:40:03) II.Andante (7:46:31) III.Lento (7:52:08) IV.Allegro - com fanfarra (7:58:03) Conductor : Heitor Villa-Lobos Orchestre National de la Radiodiffusion Française Recorded in 1955-57, at Paris New Mastering in 2020 by AB for CMRR Find CMRR's recordings on Spotify: https://spoti.fi/3016eVr Aqui está um presente para nossos amigos brasileiros, claro, para todo o planeta dos amantes da música. Este testemunho único, feito pelo próprio compositor, deve ser descoberto com urgência. DESCOBRIMENTO DO BRASIL são sublimes suítes orquestrais que merecem ser reconhecidas da mesma forma que as BACHIANAS BRASILEIRAS e os CHÔROS. Amigos brasileiros, contamos com você para compartilhar esta compilação com todo seu país :-) Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras Full No.1,2,4,5,6,7,8,9 + P° (r.rec. : Barbara Hendricks, Bátiz) : • Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras Full N... Capítulos Ver tudo Música

Entre a força e a lei

O discurso de Stephen Miller a militares latino-americanos reacende um antigo dilema das democracias: até onde vai o poder da força quando confrontado com o juramento constitucional defendido por oficiais como Mark Milley.
Legenda: “Força ou Constituição?” — À esquerda, o assessor presidencial Stephen Miller simboliza a visão de poder baseada no uso ampliado da força militar contra ameaças internas e externas. À direita, o general Mark Milley, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, representa a tradição institucional das Forças Armadas americanas de lealdade à Constituição acima de qualquer líder político. A tensão entre essas duas concepções de autoridade reaparece no debate provocado pelo discurso de Miller a militares latino-americanos no encontro de Doral, na Flórida. O discurso de Doral DORAL, Flórida — Em março de 2026, durante o Shield of the Americas Summit, realizado na cidade de Doral, o assessor presidencial Stephen Miller voltou ao centro do debate político no hemisfério. Diante de ministros da Defesa e generais de 16 países latino-americanos, o principal estrategista de segurança e imigração do presidente Donald Trump apresentou uma visão agressiva para o combate ao narcotráfico e à imigração ilegal — uma visão que inclui o uso ampliado das Forças Armadas. O discurso, de tom marcadamente belicoso, defendeu que militares da região assumam papel direto na perseguição a cartéis e redes migratórias. Em sua intervenção, Miller afirmou que, sob Trump, os Estados Unidos estariam usando “poder coercitivo, poder militar e força letal para proteger a pátria americana”. Mais controversa foi sua mensagem implícita de desprezo pelos limites jurídicos da guerra ao crime organizado. Ao comentar as restrições legais enfrentadas por oficiais latino-americanos, sugeriu que não deveriam dar atenção excessiva aos advogados. Para críticos, a fala representa um convite explícito à militarização da segurança pública e à erosão de garantias legais. O general que disse não O contraste mais forte dentro do universo político que orbitou a presidência Trump não está apenas entre governos ou partidos, mas dentro do próprio aparato estatal americano. Apesar da semelhança sonora do sobrenome, o militar que protagonizou alguns dos episódios mais tensos do governo Trump foi o general Mark Milley, então chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos. Milley tornou-se uma figura central na tentativa de preservar a separação entre política e comando militar durante o primeiro mandato de Trump. O episódio mais simbólico ocorreu em junho de 2020. Após a dispersão de manifestantes na Praça Lafayette, em Washington, Trump caminhou até a Igreja de St. John’s para posar diante das câmeras segurando uma Bíblia. Ao lado dele estava Milley, em uniforme. Poucos dias depois, o general fez algo raro para um oficial daquele nível: pediu desculpas publicamente. “Eu não deveria estar lá”, afirmou, reconhecendo que sua presença criou a percepção de que os militares estavam sendo usados em uma encenação política. Relatos posteriores indicaram que o general chegou a considerar renunciar. Lealdade ao presidente ou à Constituição? Nos meses seguintes, o relacionamento entre Trump e Milley deteriorou-se profundamente. Segundo reportagens e depoimentos posteriores, o general expressou preocupação com decisões impulsivas do presidente no final do mandato — incluindo o risco de conflitos militares ou medidas extraordinárias para contestar o resultado da eleição de 2020. Em conversas internas, Milley insistiu em um princípio central da tradição militar americana: oficiais juram lealdade à Constituição, não a um indivíduo. Esse posicionamento o colocou em choque direto com figuras do núcleo político da Casa Branca, entre elas Stephen Miller, conhecido por defender respostas mais duras a protestos e imigração. Um dilema antigo A diferença entre Miller e Milley revela duas concepções distintas de integridade política. Para Miller, a coerência moral reside na fidelidade absoluta à agenda do presidente eleito — especialmente à política de segurança e imigração associada ao slogan “America First”. Para Milley, o dever fundamental é outro: preservar as instituições constitucionais mesmo diante da pressão do poder político. A divergência sintetiza um dilema clássico das democracias modernas: até onde vai a obediência ao poder civil quando decisões políticas parecem ameaçar os próprios fundamentos institucionais do Estado? A advertência para a América Latina O discurso de Miller em Doral reacendeu essa pergunta — desta vez em escala continental. Ao incentivar militares latino-americanos a agir com menos restrições legais, críticos argumentam que o assessor de Trump propõe uma lógica em que a segurança se sobrepõe ao Estado de direito. Há mais de dois mil anos, o orador romano Cicero formulou uma máxima que se tornou um dos pilares do pensamento jurídico ocidental: “Somos escravos da lei para que possamos ser livres.” A tensão entre essas duas visões — a primazia da força ou a primazia da lei — continua a definir debates sobre democracia, segurança e poder, tanto em Washington quanto no restante das Américas. Referência jornalística Este artigo dialoga com a análise “Uma nova ameaça ao Brasil”, publicada em 11 de março de 2026 pelo jornalista Marcelo Godoy no jornal O Estado de S. Paulo, que examina os riscos de militarização da segurança regional e possíveis implicações para a soberania brasileira. S

terça-feira, 10 de março de 2026

Três Amigos “Mui Amigos”: O Trilema da Terceira Via

Congresso Nacional do Chile, Valparaíso VALPARAÍSO — Fachada da sede do Congresso Nacional do Chile, onde tradicionalmente ocorrem as cerimônias de transmissão do poder presidencial. Localizado na cidade portuária de Valparaíso, o edifício abriga o Senado e a Câmara de Deputados e tornou-se símbolo da institucionalidade democrática chilena desde a redemocratização do país. O local é apontado como palco da cerimônia de posse presidencial de José Antonio Kast, evento que marcaria o início de um novo ciclo político no Chile. 🇨🇱🏛️ Foto: Congresso Nacional do Chile / Valparaíso. Parliament Building - Valparaiso O presidente Lula viaja para o Chile na terça-feira (10) para a posse do presidente direiƟsta José Antonio Kast.
Valparaíso, Chile: a cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade Poesia |Saudade, de Pablo Neruda Composição: Klécius Caldas / Waldir Azevedo. Música | Ademilde Fonseca - Cinema Mudo Rochedo Beth Carvalho Está mais pra chorar do que sorrir Está mais pra perder do que ganhar Está mais pra sofrer que se alegrar Está mais para lá do que pra cá Amigo, esta vida não tá boa O sufoco vem à proa Desse barco que é a vida E nessa briga da maré contra o rochedo Sou marisco e tenho medo De não ter uma saída Composição: Noca da Portela / Zé Do Maranhão.
terça-feira, 10 de março de 2026 Kassab antecipa escolha de candidato para viabilizar terceira via, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A legenda abriga hoje três nomes com pretensões presidenciais: os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) A decisão do PSD de antecipar a definição de sua candidatura presidencial para 2026, anunciada por seu presidente, o ex-prefeito Gilberto Kassab, revela mais do que uma simples mudança de tática partidária. Na verdade, é o reconhecimento de um problema político cada vez mais evidente: o espaço para uma terceira via na disputa presidencial está se fechando rapidamente. A máxima política “quem tem três candidatos não tem nenhum” sintetiza o “trilema” enfrentado por Kassab. O PSD abriga, hoje, três nomes com pretensões presidenciais: os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), este último recém-integrado à legenda. Nenhum outro partido de oposição tem um naipe de pré-candidatos com essa qualificação política e administrativa. Porém, sem uma definição, o partido perde votos e isso inviabiliza qualquer projeto de alternativa de poder. A necessidade de mudança do “pas de trois” para a marcha forçada ficou evidente com a divulgação da nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. O levantamento mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 43%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Essa diferença numérica confirma a tendência de que o país volte a se estruturar eleitoralmente em torno de dois polos claros: de um lado o lulismo, que representa a continuidade do atual governo; de outro o bolsonarismo, que se reorganiza para disputar o poder. Quando essa polarização se consolidar, o espaço para candidaturas intermediárias tenderá a desaparecer. Os números do primeiro turno reforçam essa tendência. No cenário de potencial de votos testado pelo Datafolha, Lula aparece com 41%; Flávio com 18%; Ratinho, 12%; Caiado, 7%; e Eduardo Leite, 3%. O esforço iniciado por Kassab visa evitar o efeito de coordenação de voto, no qual eleitores migram para candidaturas que aparecem como reais alternativas de poder, o que resulta no “voto útil” do dia da eleição. Ou seja, o candidato do PSD precisa ganhar musculatura mais cedo para não virar marisco entre o mar e o rochedo. Com três candidatos, será impossível um deles sobreviver. É preciso concentrar força naquele que for o mais competitivo e com gana para disputar a eleição. Essa avaliação de risco levou Kassab a antecipar a escolha do candidato do PSD. Como o partido não realizará previas, o desempenho nas pesquisas e a capacidade de articulação política, principalmente com a elite paulista e as lideranças de centro que rejeitam Lula e Bolsonaro, determinarão o escolhido. Ao tentar antecipar a escolha de seu candidato, Kassab busca resolver esse problema. Mas não é escolha fácil. “Aux trois amis” Governador do Paraná desde 2019, Ratinho Jr. construiu carreira política ancorada na popularidade do pai, o apresentador de TV Ratinho, e numa imagem de gestor moderno. Foi deputado estadual, federal e secretário de Desenvolvimento Urbano antes de chegar ao governo. Seu perfil combina liberalismo econômico moderado com conservadorismo pragmático, dialogando com o eleitorado de centro-direita. Tem forte base eleitoral no Sul e boa avaliação administrativa no Paraná. Seu desafio nacional é ampliar conhecimento fora da região e se diferenciar do bolsonarismo. Caiado conclui seu segundo mandato como governador de Goiás com alto índice de aprovação. É o mais experiente dos três pré-candidatos e tem longa trajetória na política nacional. Médico de formação, destacou-se como líder da União Democrática Ruralista e disputou as eleições presidenciais de 1989. Foi deputado federal e senador antes de chegar ao governo em 2018. Representa uma direita conservadora tradicional, com forte vínculo com o agronegócio e discurso duro na área de segurança pública. Tem base política sólida no Centro-Oeste e forte apoio no setor rural. O principal desafio é ampliar seu alcance para além do eleitorado conservador e competir com o capital político do bolsonarismo. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, surgiu como uma das principais lideranças jovens do campo liberal. Iniciou a carreira como vereador e prefeito de Pelotas antes de chegar ao governo estadual em 2018. Filiado historicamente ao PSDB e hoje no PSD, representa a vertente moderada da centro-direita, com discurso de responsabilidade fiscal e modernização do Estado. Possui boa interlocução com setores empresariais e urbanos. Seu desafio eleitoral é superar a baixa densidade nacional e competir num cenário de forte polarização. A dificuldade para viabilizar uma terceira via não é nova. Em 2022, diversas tentativas de construção de uma candidatura de centro robusta fracassaram pela incapacidade de unificar forças políticas e produzir uma liderança nacional competitiva. Candidata do MDB, Simone Tebet tentou ocupar esse espaço, mas logo após o segundo turno, no qual deu um apoio decisivo para a eleição de Lula, aceitou o cargo de ministra do Planejamento do governo e desistiu do projeto de construção de uma nova alternativa de poder.
Três Amigos “Mui Amigos”: O Trilema da Terceira Via Trois Amis « Comme Cochons » : Le Trilemme de la Troisième Voie Tres Amigos “Muy Amigos”: El Trilema de la Tercera Vía Brasília, março de 2026 Quem tem três candidatos pode acabar sem nenhum. No tabuleiro polarizado da política brasileira, o centro corre o risco de ser esmagado entre dois gigantes. 🇧🇷 Português O pas de trois de Gilberto Kassab, dirigente do PSD, deixou de ser uma coreografia elegante para transformar-se numa marcha forçada. Ao antecipar a escolha entre três governadores — Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite — o habilidoso “amigo de todos” reconhece o dilema clássico da política: quem tem três candidatos pode terminar sem nenhum. Enquanto isso, no campo governista, Edinho Silva assume papel central na engrenagem do PT. Sua missão é blindar o capital político de Luiz Inácio Lula da Silva e manter o PSD suficientemente próximo para evitar uma debandada rumo à oposição. Do outro lado da arena, Valdemar Costa Neto reorganiza o tabuleiro do PL apostando no protagonismo de Flávio Bolsonaro como forma de preservar a mobilização do campo bolsonarista. As pesquisas do Datafolha sugerem um cenário implacável: a polarização opera como um buraco negro eleitoral, sugando o espaço político intermediário. No Brasil contemporâneo, nuance raramente vence manchetes — e quase nunca vence eleições. O Trilema do Centro Para Kassab, o desafio não é apenas escolher um nome, mas escolher o momento. O PSD reúne governadores com densidade política regional, mas nenhum deles, isoladamente, demonstrou até agora capacidade de romper o duopólio narrativo que domina o debate nacional. Ratinho Jr. representa a continuidade administrativa e o pragmatismo. Caiado projeta firmeza e discurso de ordem. Leite tenta encarnar a modernização liberal do centro político. Três perfis distintos — e um mesmo problema estratégico. 🇫🇷 Français Le pas de trois de Gilberto Kassab s’est transformé en marche forcée. En avançant le choix entre Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado et Eduardo Leite, l’architecte du centre brésilien reconnaît une vérité politique simple : celui qui possède trois candidats risque de n’en avoir aucun. Pendant ce temps, Edinho Silva consolide sa position au sein du PT en protégeant l’héritage politique de Luiz Inácio Lula da Silva, tandis que Valdemar Costa Neto mise sur Flávio Bolsonaro pour maintenir la mobilisation du camp conservateur. Les sondages de Datafolha confirment une dynamique brutale : la polarisation agit comme un trou noir électoral qui absorbe toutes les nuances. 🇪🇸 Español El pas de trois de Gilberto Kassab se ha convertido en una marcha forzada. Al adelantar la decisión entre Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado y Eduardo Leite, el estratega del PSD admite una realidad política conocida: quien tiene tres candidatos puede terminar sin ninguno. Mientras tanto, Edinho Silva consolida su papel dentro del PT al proteger el legado de Luiz Inácio Lula da Silva, y Valdemar Costa Neto apuesta por Flávio Bolsonaro para mantener viva la movilización del campo bolsonarista. Las encuestas de Datafolha reflejan una dinámica implacable: la polarización funciona como un agujero negro que absorbe los matices políticos. No jargão político brasileiro, diz-se que o marisco sofre quando o mar bate no rochedo. No cenário atual, o centro corre exatamente esse risco: ser esmagado entre duas forças maiores. Para Gilberto Kassab, portanto, a equação não é apenas escolher um candidato. É escolher quando e como apresentá-lo antes que o “voto útil” transforme os governadores do PSD em meros figurantes de um duelo entre gigantes. S Análise: Cancelamento de viagem de Lula ao Chile pode gerar desgaste político | BASTIDORES CNN CNN Brasil #CNNBrasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou sua viagem para comparecer à posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast. Segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, a decisão pode gerar desgaste político caso o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenham sido apenas “convidados genéricos”. #CNNBrasil
O escritor não teve uma grande produção literária, e Marília de Dirceu é sua obra mais importante. Mas ele escreveu uma outra obra, do gênero epistolar, ou seja, através de cartas, chamada Cartas Chilenas, que durante bastante tempo não se sabia quem era o autor, pois tinha sido escrita com um pseudônimo. E nessa obra, que é uma sátira, o escritor retrata Vila Rica, nome antigo de Ouro Preto, mas como se fosse a cidade de Santiago no Chile. Foi escrita com um pseudônimo, em virtude da censura, porque mostrava todos os problemas que Vila Rica enfrentava com a colonização portuguesa, como cobrança de altos impostos, injustiças e corrupção. MARÍLIA DE DIRCEU Nada Vai Mudar Isso Cássia Eller Composição: Paulinho Moska.
Diálogos de Moraes com Vorcaro vão impulsionar candidatura de Flávio Por Thomas Traumann 09/03/2026 14h38 Atualizado há 12 horas Oi, a divulgação dos diálogos do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro deu duas narraƟvas para Flávio Bolsonaro: (a) o seu pai foi condenado por um juiz com relações com um banqueiro corrupto; (b) o STF age acima da lei e precisa ser depurado por impeachments de alguns ministros. Esse discurso terá efeito na corrida presidencial, ao menos no curto prazo. Nesta edição da newsleƩer, comento ainda como a polarização calcificada explica o empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno na pesquisa Datafolha, o que o governo prepara para impulsionar a economia e o deserto que o advogado-geral da União, Jorge Messias, enfrenta para chegar ao STF. Nesta edição: 1. Caso Xandão vai impulsionar candidatura de Flávio 2. É a calcificação, estúpido! 3. Dinheiro de helicóptero 4. Medo e delírio 5. Messias na chuva 6. Enfim, a paz 7. O impasse de Galípolo 8. Falando com as paredes 9. O novo ministro 10. Lobo subiu no telhado 11. A incerteza mineira 12. Fique atento 1. Caso Xandão vai impulsionar candidatura Flávio A citação do ministro do STF Alexandre de Moraes no escândalo do Banco Master vai, ao menos no curto prazo, impulsionar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Relator do julgamento que condenou Jair Bolsonaro por golpe de Estado, Moraes sobreviveu a um plano para assassiná-lo e à maior agressão comercial dos EUA ao Brasil na História, mas hoje está fragilizado por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Fraude financeira de R$ 52 bilhões, o escândalo que começou como Caso Master e evoluiu para Caso Toffoli, com as suspeitas de que o ministro do STF estava bloqueando as invesƟgações, agora virou Caso Xandão. A informação da colunista Malu Gaspar, de O GLOBO, de que Alexandre de Moraes trocou várias mensagens com Vorcaro desde a manhã do dia da sua primeira prisão, em 17 de novembro, e as explicações pouco convincentes do STF para jusƟficar o episódio empurram a insƟtuição para o epicentro da crise. O corporaƟvismo da Corte só piora as coisas. De uma tacada só, Flávio Bolsonaro ganhou de presente duas narraƟvas para basear a sua campanha presidencial: (a) seu pai foi condenado por um juiz com relações com um banqueiro corrupto; (b) o STF age acima da lei e precisa ser depurado pelos impeachments de alguns ministros. É fato que há dezenas de bolsonaristas tão ou mais enrolados com Vorcaro do que Moraes, como por exemplo o senador Ciro Nogueira, os governadores Claudio Castro e Ibaneis Rocha e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Mas o cumprimento rigoroso e impiedoso da lei no julgamento de Jair Bolsonaro e dos demais golpistas fazem de Alexandre de Moraes o personagem maior dessa crise. Vorcaro foi preso pela segunda vez na quarta-feira (4), depois que as invesƟgações da Polícia Federal mostraram que ele comandava uma gangue para inƟmidar e agredir desafetos , entre eles o colunista de O GLOBO Lauro Jardim. Na sexta-feira, ele foi transferido para um presídio em Brasília. Um de seus comparsas, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, teria se suicidado logo depois de ser preso na sede da PF em Belo Horizonte. A morte está sendo invesƟgada. De acordo com as apurações de Malu Gaspar, as conversas extraídas do celular de Vorcaro sugerem que o banqueiro informava Moraes de cada passo das negociações para vender o Master ao grupo Fictor, operação que o Banco Central comprovou ser fraudulenta. Em algumas mensagens, o banqueiro indica que sabia de um inquérito sigiloso contra ele na JusƟça Federal de Brasília. Na manhã de 17 de novembro, segundo a apuração, Vorcaro por duas vezes pergunta a Moraes se havia novidade e quesƟona: “Conseguiu bloquear?”. Horas depois, a assessoria do banco anunciou a falsa oferta de compra do Master pela Fictor. Vorcaro foi preso na noite daquele dia quando tentava embarcar para Malta. Em nota divulgada pela assessoria do Supremo, o gabinete de Moraes negou que o ministro fosse o desƟnatário das mensagens de Vorcaro. Com base nos arquivos cedidos à CPMI do INSS, a assessoria afirmou que os prints dos textos enviados por Vorcaro "estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionados" a Moraes. Diferentemente do material enviado à CPMI do INSS, o material a que O GLOBO teve acesso não é fruto de comparação entre os horários dos textos que constam em blocos de notas de Vorcaro e as mensagens enviadas por ele, embora coincidam, e sim resultado da extração realizada por um soŌware específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na práƟca, a visualização única da mensagem. No material exibido pelo GLOBO, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e checado pelo jornal. Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi coberto nos prints publicados nas edições impressa e digital da reportagem. O número uƟlizado por Moraes não só respondeu quatro vezes às mensagens de Vorcaro com imagens de visualização única, como respondeu com emojis de aprovação à primeira e à úlƟma mensagem enviada. Em dezembro, Malu Gaspar havia noƟciado que o escritório de advocacia Barci de Moraes, onde trabalham a mulher e dois filhos de Alexandre de Moraes, havia sido contratado pelo Master em janeiro de 2024. O contrato tem um fee mensal de R$ 3,6 milhões e duração de três anos. Ao episódio Moraes se somam as transações imobiliárias de Dias Toffoli e seus familiares com Fabiano ZeƩel, cunhado de Vorcaro e também preso pela Polícia Federal. Depois de chamar para si a condução do inquérito do Master com pretextos frágeis, Dias Toffoli tentou atrasar as invesƟgações e só deixou o caso quando se descobriu que era sócio do resort Tayayá, no Paraná, vendido a ZeƩel. No domingo, os repórteres Luiz Vassallo, Pedro Augusto Figueiredo e CrisƟane Barbieri, do Estadão, mostraram que, em 2016, o resort Tayayá conseguiu R$ 20 milhões de emprésƟmo do Bradesco e renegociou a dívida sem multas e com juros abaixo dos praƟcados no mercado. Juízes fazem péssimos heróis. Relator do inquérito do Mensalão, Joaquim Barbosa ensaiou ser candidato a presidente em 2018, mas sem o trabalho de pedir votos. Queria ser consagrado sem precisar fazer campanha. Juiz da Lava-Jato, Sergio Moro mexeu o andamento do processo para prejudicar o PT e ajudar Jair Bolsonaro a ser eleito em 2018. Virou ministro da JusƟça com a promessa de ser nomeado ao STF e deixou o governo acusando Jair Bolsonaro de interferir nas invesƟgações sobre corrupção de Flávio Bolsonaro. Hoje ele pede o apoio do mesmo Flávio para ser candidato a governador do Paraná. O STF foi fundamental para impedir que Bolsonaro prejudicasse a vacinação contra Covid e, depois de derrotado, jogasse o país numa nova ditadura militar. Por isso mesmo, o padrão de transparência de seus ministros deveria ser maior do que os demonstrados por Alexandre e Dias Toffoli no caso Master. 2. É a calcificação, estúpido! A recente pesquisa Datafolha mostra que a polarização entre Lula e os Bolsonaros é a única certeza de um cenário incerto. Desde que foi escolhido como candidato pelo pai, Jair Bolsonaro, Flávio se consolidou no segundo lugar no primeiro turno, empatou nas simulações de segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem chances reais de vencer em outubro. É provável que, assim como em 2022, o resultado da próxima eleição será no fotochart. O crescimento verƟginoso de Flávio nas pesquisas só surpreende quem não compreendeu o fenômeno Jair Bolsonaro e como ele consolidou em torno de si o núcleo do anƟpeƟsmo. Tivesse Jair escolhido a mulher Michelle ou o governador Tarcísio de Freitas, o resultado seria o mesmo. Como o cienƟsta políƟco Felipe Nunes e eu mostramos no livro “Biografia do Abismo”, desde 2018 o Brasil vive uma polarização calcificada, em que dois grandes grupos se alimentam não mais de uma divergência políƟca, mas de uma disputa de valores. Essas duas bolhas, o lulismo e o anƟlulismo, consideram que a vitória do outro é uma ameaça ao seu esƟlo de vida, suas crenças e até a sua existência. É um cenário de intolerância que muitos gostariam de superar, mas a realidade só muda quando a maioria quer. Os fatos são teimosos. A calcificação entre Lula e o anƟlula se comprova nas várias simulações de segundo turno mostrando disputas renhidas. Na simulação de segundo turno do Datafolha, Lula tem 46% e Flávio 43%. Em dezembro, Lula liderava com 47% e Flávio marcava 42%. No cenário mais provável de primeiro turno, o Datafolha mostrou:  Lula 38%  Flávio 32%  RaƟnho 7%  Zema 4%  Renan Santos 3%  Aldo Rebelo 2%  Nenhum 11%  Não sabe 3% A simulação não pode ser comparada com a pesquisa do início de dezembro, quando o Datafolha incluía na lista o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro não havia ainda decidido pelo filho mais velho. Naquele momento, Lula marcava 41%, Flávio 18% e RaƟnho 12%. A dicotomia entre Lula e os Bolsonaros indica que, desde o começo, a campanha de 2026 será num clima de segundo turno. Num cenário desses, onde desde o início 80% dos votos já estão garanƟdos para um dos dois lados, a vitória pode ser definida por fatos conjunturais, como os desdobramentos do escândalo do caso Master, a repercussão do fim da escala de trabalho 6x1 ou a reação a uma intervenção eleitoral de Donald Trump. A consolidação de Flávio como a opção majoritária dos anƟlulistas torna muito diİcil o futuro de alternaƟvas como RaƟnho Junior e Romeu Zema. É diİcil ser Botafogo quando todos os olhos estão atentos ao Fla-Flu. Mesmo com os erros evidentes do governo Lula no carnaval e no zigue-zague do aumento de imposto sobre celulares, o Datafolha mostrou uma oscilação dentro da margem de erro na aprovação do governo: 49% dos brasileiros reprovam o governo Lula (eram 48%) em dezembro, enquanto 47% aprovam (eram 49%). Pesquisas no primeiro trimestre são geralmente ruins para os incumbentes, devido ao mau humor do eleitor com os vários gastos extras com IPTU, IPVA e material escolar. Por isso, é cedo para descartar os possíveis efeitos pró-Lula da isenção do imposto de renda até R$ 5 mil, assim como o impulso que a campanha de Flávio vai ganhar com o envolvimento de ministros do STF no escândalo do Master. Para o eleitor médio, o STF é Lula, e Lula é o STF. 3. Dinheiro de helicóptero Duas coisas que o governo Lula deve fazer para dar tração à economia antes da eleição: pagar o 13º salário dos servidores públicos federais em junho e antecipar a quitação de cerca de R$ 60 bilhões de precatórios. 4. Medo e delírio Os primeiros vazamentos das conversas de Daniel Vorcaro mulƟplicaram a paranoia no Congresso: existe uma quase certeza entre os líderes dos parƟdos que, com Alexandre de Moraes e Dias Toffoli sob pressão, o STF irá se defender atacando, e que o alvo será o Congresso. Em conversas privadas de 2024, Vorcaro qualifica o senador Ciro Nogueira como “um dos meus grandes amigos de vida” por ter apresentado emenda para elevar a cobertura do Fundo GaranƟdor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. Se aprovada, a emenda permiƟria ao Master mulƟplicar as fraudes, hoje calculadas em R$ 52 bilhões. Em setembro de 2025, quando o Banco Central segurava a autorização da compra do Master pelo BRB, o deputado Dr. Luizinho apresentou projeto para acabar com a autonomia do BC e permiƟr à Câmara afastar seus diretores. Cautelosos, os líderes da Câmara decidiram só ter sessões virtuais nesta semana. No fim de semana, corria o rumor de operações policiais envolvendo políƟcos nos inquéritos sobre corrupção na distribuição de emendas parlamentares, o que os deputados consideravam a forma mais fácil de o STF Ɵrar de si o foco das denúncias 5. Messias na chuva 109 dias depois de ter sido indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não tem perspecƟva de ser sabaƟnado no Senado. Rejeitado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Messias repete o roteiro de seu amigo, o ministro do STF André Mendonça, que esperou 142 dias para que marcassem a votação do seu nome no plenário. Messias, no entanto, tem um agravante: suas chances diminuem a cada passo das invesƟgações da Polícia Federal sobre os negócios do Banco Master no Amapá , o estado de Alcolumbre. Na invesƟgação, a PF apontou que os gestores do fundo de Previdência do Amapá ignoraram alertas internos e pressionaram para aprovação e execução de invesƟmentos de R$ 400 milhões em Letras Financeiras emiƟdas pelo Banco Master. O fundo é controlado por apadrinhados de Alcolumbre. 6. Enfim, a paz O governo Lula terá uma novidade em abril, quando Miriam Belchior assumirá a Casa Civil e Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda: ao contrário de hoje, os donos das pastas mais importantes do governo vão se falar. 7. O impasse de Galípolo É uma questão de tempo para os efeitos da guerra no Irã chegarem à economia. Com tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz praƟcamente interrompido e a escolha do novo aiatolá no Irã, o preço do barril de petróleo ultrapassou a barreira dos US$ 100 no domingo à noite. Ao jornal britânico Financial Times, o ministro de Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, previu que o barril chegará a US$ 150 se a guerra se alastrar para além do Irã, como parece ser o caso. Para além do efeito na geopolíƟca, haverá mais inflação. A Petrobras tem condições de segurar os preços da gasolina por alguns meses, mas a pressão sobre diesel e ferƟlizantes já é um fato da vida, assim como a previsível valorização do dólar ante o real. Ao longo da primeira semana de guerra, o mercado financeiro reduziu a precificação do início do ciclo de corte de juros de 0,5 ponto percentual para 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de PolíƟca Monetária do dia 18. A aposta traz uma armadilha para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Dragado para o tsunami do escândalo Master, o BC vive sob uma pressão na qual STF, Congresso e TCU tentam acabar com sua independência. Era o momento para o BC iniciar um corte técnico de juros e ficar longe de qualquer polêmica. Mas se o ciclo começar com apenas 0,25 pp, o chumbo grosso do PT contra Galípolo será enorme e ele vai perder os úlƟmos aliados no Palácio do Planalto. 8. Falando com as paredes Candidato a uma vaga na diretoria do Banco Central, o economista Guilherme Mello teve encontro com vários execuƟvos da Faria Lima. Nas conversas, Mello tentou afastar a fama de heterodoxo e defendeu a políƟca de cautela do atual BC. Não convenceu ninguém. 9. O novo ministro Ex-procurador-geral de JusƟça de São Paulo e principal assessor de Geraldo Alckmin, Marcio Elias Rosa será o novo ministro da Indústria e Comércio. 10. Lobo subiu no telhado O governo deve recuar na indicação do advogado OƩo Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão que deveria fiscalizar o mercado de capitais. Como diretor da CVM, Lobo pediu vistas de um processo sobre irregularidades comeƟdas pelo Master. Só levou o projeto à votação depois que o banco já havia sido liquidado pelo BC. 11. A incerteza mineira Ganha uma garrafa de cachaça de Salinas quem antecipar a situação eleitoral em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Líder nas pesquisas, o senador CleiƟnho Azevedo, do Republicanos, tende a manter sua candidatura e impedir a união da direita em torno do vicegovernador Matheus Simões, do PSD. Juntar os dois seria o melhor cenário para Flávio Bolsonaro. O palanque de Lula também está sob risco. O escolhido de Lula, o senador Rodrigo Pacheco voltou a ficar indeciso. Alexandre Kalil, que Lula quer como candidato ao Senado, voltou a preferir ser candidato a governador. Em 2022, Lula venceu Bolsonaro em Minas no fio da navalha: 6,19 milhões de votos (50,2%) contra 6,14 milhões (49,8%). 12. Fique atento  A força dos ataques aéreos dos EUA e Israel sobre o Irã no sábado e a declaração de Donald Trump de que só aceita uma “rendição incondicional” darão o tom da segunda semana do conflito.  Ninguém mais dorme em Brasília com os vazamentos de informação do Caso Master. Com medo de operações da Polícia Federal, a Câmara decidiu fazer apenas sessões virtuais. O Senado, que na quarta-feira deve aprovar a PEC da Segurança, pode seguir o exemplo.  A PF prepara novos vazamentos sobre a situação financeira do filho mais velho do presidente, Fábio Lula da Silva, o Lulinha.  Está aberta a temporada para políƟcos trocarem de parƟdo. Com 58 deputados, o União Brasil está sendo víƟma de um ataque especulaƟvo do PL.  O presidente Lula viaja para o Chile na terça-feira (10) para a posse do presidente direiƟsta José Antonio Kast.  Começa na sexta-feira (13) o julgamento em plenário virtual da decisão do ministro André Mendonça de mandar prender Daniel Vorcaro. A expectaƟva é se Dias Toffoli vai votar, apesar do evidente conflito de interesses. O placar deve ser de 5x0 a favor da decisão de Mendonça.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Carum, 40 graus

Rio, 40 graus Brasília em ebulição Estrondo nas bases Rachaduras nas investigações
Liberalismo E Sindicato No Brasil Capa comum – 6 maio 2008 Tese Liberalismo e sindicato no brasil (1976) Autores: Vianna, Luis Jorge Werneck Weffort, Francisco Correa (Orientador) Autor USP: VIANNA, LUIS JORGE WERNECK - FFLCH Unidade: FFLCH Sigla do Departamento: FLS Idioma: Português Imprenta: Local: São Paulo Data de publicação: 1976 Data da defesa: 00.00.1976 A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas ABNT VIANNA, Luis Jorge Werneck. Liberalismo e sindicato no brasil. 1976. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1976. . Acesso em: 09 mar. 2026. APA Vianna, L. J. W. (1976). Liberalismo e sindicato no brasil (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. NLM Vianna LJW. Liberalismo e sindicato no brasil. 1976 ;[citado 2026 mar. 09 ] Vancouver Vianna LJW. Liberalismo e sindicato no brasil. 1976 ;[citado 2026 mar. 09 ] ANDREI ROMAN, CEO da Atlas Intel | IstoÉ Entrevista IstoÉ Publicações 8 de mar. de 2026 #IstoÉEntrevista O #IstoÉEntrevista recebe Andrei Roman, CEO do instituto de pesquisas Atlas Intel. Em conversa com o repórter Leonardo Rodrigues, Roman analisou os números da última pesquisa Atlas, que mostrou a menor vantagem do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) para o primeiro turno da eleição presidencial, e as mudanças em curso na realidade política do Brasil. A Arquitetura do "Teleprompter Neural": Por que Andrei Roman domina a Flor do Lácio? A fluência de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, desperta curiosidade não apenas pelo conteúdo técnico, mas pela forma: uma fala contínua, sem as hesitações típicas de estrangeiros, operando em uma frequência que parece conectar a retina diretamente ao dado processado. Esse fenômeno não é casual; ele é o resultado de uma simbiose entre genética linguística e rigor analítico. 1. A Matriz Latina: O "Gabarito" Compartilhado O Romeno e o Português compartilham o mesmo DNA do Latim Vulgar. No entanto, o romeno preservou estruturas morfológicas (como casos gramaticais) que o português simplificou. Para Roman, falar português não é uma "tradução", mas uma transposição. Ele utiliza um mapa mental pré-existente onde 80% do vocabulário é reconhecível, permitindo que o cérebro foque na articulação, não na busca por palavras. 2. O Efeito Teleprompter: Lógica sobre Retórica A sensação de que ele "lê" o pensamento a curta distância decorre de sua formação acadêmica na USP. A linguagem científica e estatística exige uma estrutura lógica rígida. Quando Roman fala, ele não está construindo retórica; ele está relatando fluxos de dados. Isso elimina o "ruído" emocional e os vícios de sotaque, criando uma cadência rítmica constante e uma dicção límpida. 3. Conexão Neural à Distância O que vemos em suas intervenções públicas é a automação da norma culta. A proximidade fonética entre o romeno e o português (especialmente na densidade das vogais) permite que ele projete a voz com uma naturalidade que ignora fronteiras, como se estivesse conectado a uma rede neural onde a informação e a fala são síncronas. 🟢 Para Ver e Analisar: O Deleite da Fluência Para validar essa fundamentação e observar o "teleprompter neural" em ação, assista a esta análise recente onde a precisão estatística e o domínio da língua se fundem: [ASSISTA: Andrei Roman analisa cenários eleitorais na IstoÉ Dinheiro] (www.youtube.com) [VEJA TAMBÉM: Debate técnico no Flow News sobre a ciência por trás dos dados] (www.youtube.com) [PESQUISAS ELEITORAIS] ANDREI ROMAN (CEO DA ATLASINTEL) - Flow #118 Flow Podcast Transmitido ao vivo em 6 de out. de 2022 FLOW PODCAST ~~~~~~~ Andrei Roman é o CEO da AtlasIntel, a pesquisa eleitoral que mais acertou em % no primeiro turno. ~~~~~~~ D
A Arquitetura do “Teleprompter Neural” Proximidade linguística e racionalidade discursiva na fluência de Andrei Roman A fluência verbal de Andrei Roman, diretor-executivo da AtlasIntel, constitui um fenômeno discursivo digno de exame. Não apenas pelo conteúdo técnico que mobiliza em suas análises de opinião pública e comportamento eleitoral, mas também pela forma singular de sua expressão. Em intervenções públicas — entrevistas televisivas, debates e podcasts — sua fala apresenta continuidade sintática, cadência regular e uma incidência mínima das hesitações frequentemente observadas em falantes não nativos do português. O resultado é uma comunicação cuja fluidez transmite ao observador a impressão de um discurso previamente estruturado, quase como se fosse guiado por um teleprompter invisível. Contudo, a hipótese de um recurso externo é menos esclarecedora do que a análise das condições linguísticas e cognitivas que estruturam essa performance discursiva. A fluência observada pode ser compreendida como o resultado da convergência entre três fatores principais: a proximidade estrutural entre línguas românicas, a formação analítica associada à ciência de dados e a automatização cognitiva da norma culta em contextos de bilinguismo avançado. I. A matriz latina e a transferência estrutural O primeiro elemento explicativo reside na genealogia linguística. O romeno e o português pertencem ao conjunto das línguas românicas, descendentes do latim vulgar. Essa origem comum produz extensos paralelismos lexicais, morfológicos e sintáticos. Contudo, diferentemente do português — que ao longo de sua evolução histórica simplificou grande parte de seu sistema flexional — o romeno preservou certos traços morfológicos herdados do latim, incluindo resquícios de declinação nominal. Essa característica gera um efeito cognitivo relevante no processo de aquisição do português por falantes romenos. Em vez de constituir um sistema inteiramente novo, o idioma aprendido aparece como uma reorganização de estruturas previamente internalizadas. Consequentemente, parte significativa do esforço linguístico não se destina à criação de um repertório lexical ex novo, mas à reconfiguração de um mapa semântico já existente. Isso permite que o falante concentre recursos cognitivos na articulação fonética e na organização lógica do discurso, reduzindo o tempo de busca lexical — uma das principais fontes de hesitação em línguas estrangeiras. II. A racionalização do discurso: ciência de dados e economia retórica Um segundo fator explicativo encontra-se na natureza da formação acadêmica de Roman, desenvolvida no ambiente intelectual da Universidade de São Paulo. Nos campos da estatística aplicada e da ciência de dados, a linguagem tende a assumir uma estrutura discursiva altamente racionalizada. A argumentação organiza-se segundo uma sequência lógica relativamente estável: apresentação do dado empírico; explicitação da metodologia; interpretação estatística; projeção analítica de cenários. Esse padrão discursivo reduz significativamente os elementos contingentes da fala — digressões retóricas, metáforas excessivas ou estratégias de persuasão emocional — privilegiando uma linguagem de alta densidade informacional. O efeito perceptivo é notável: a fala parece pré-organizada, como se estivesse sendo lida diretamente de um relatório técnico. Trata-se, na realidade, de um fenômeno que pode ser descrito como economia retórica, característica de campos profissionais nos quais a legitimidade do discurso deriva menos da eloquência e mais da consistência metodológica. III. Automatização linguística e sincronização cognitiva A terceira dimensão explicativa refere-se ao fenômeno da automatização linguística em contextos de bilinguismo avançado. Após determinado limiar de exposição e prática, o processamento da língua adicional deixa de ocorrer por meio de tradução consciente. O sistema cognitivo passa a operar diretamente no idioma adquirido, reduzindo o intervalo entre formulação conceitual e expressão verbal. No caso específico da relação entre romeno e português, a proximidade fonética — especialmente na densidade vocálica — facilita a adaptação do aparato articulatório. O resultado é uma projeção vocal que preserva clareza e ritmo, sem que o sotaque comprometa significativamente a inteligibilidade. Essa convergência entre proximidade linguística, treinamento analítico e automatização cognitiva produz aquilo que, em sentido metafórico, pode ser descrito como “efeito teleprompter”: a impressão de que o discurso emerge de forma contínua e linear, como se a fala acompanhasse um texto previamente escrito. IV. Evidência empírica: a performance discursiva em entrevistas públicas A observação desse fenômeno torna-se particularmente clara em entrevistas e debates nos quais Roman analisa cenários eleitorais brasileiros e metodologias de pesquisa. Nesses contextos, sua fala apresenta precisamente as características discutidas neste ensaio: sequência lógica estável, densidade informacional elevada e mínima incidência de pausas hesitantes. Inserção de vídeo ilustrativo (ENTREVISTA ANALÍTICA) Local de inserção no layout do artigo: imediatamente abaixo deste parágrafo. Exemplo de entrevista pública em que Roman explica metodologias de pesquisa e comportamento eleitoral: Entrevista sobre metodologia e pesquisas eleitorais (YouTube / canal jornalístico) Assistir à entrevista com Andrei Roman sobre metodologia das pesquisas eleitorais Nessa intervenção, Roman descreve como pesquisas baseadas em coleta digital e modelagem estatística permitem calibrar amostras eleitorais com maior precisão, ilustrando a estrutura discursiva analítica discutida anteriormente. Inserção de vídeo ilustrativo (ANÁLISE DE CENÁRIO POLÍTICO) Local de inserção no layout do artigo: após o parágrafo abaixo. Outro exemplo relevante ocorre em entrevistas nas quais Roman interpreta tendências eleitorais e comportamento do eleitorado brasileiro. Assistir à análise de Andrei Roman sobre cenários políticos e comportamento eleitoral Nessas intervenções, o cientista político discute a persistência da polarização política e seus efeitos sobre eleições recentes, enfatizando como dados empíricos e modelagem estatística orientam a interpretação dos cenários eleitorais. Considerações finais A fluência observada em figuras públicas como Andrei Roman ilustra um fenômeno mais amplo: a interação entre estruturas linguísticas herdadas e formas contemporâneas de racionalização do discurso técnico. Longe de constituir mera habilidade individual, essa performance verbal resulta de condições históricas e cognitivas específicas — a pertença ao universo das línguas românicas, a socialização intelectual em ambientes científicos e a internalização de práticas discursivas orientadas pela lógica dos dados. Nesse sentido, aquilo que à primeira vista se apresenta como um “teleprompter neural” revela-se, sob exame mais atento, como expressão de um processo mais profundo: a convergência entre linguagem, método e pensamento analítico. CANAL LIVRE | RUBENS BARBOSA - 08/03/2026 Band Jornalismo Transmissão ao vivo realizada há 16 horas #BandTVAoVivo O Canal Livre desta semana recebe o ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington, Rubens Barbosa e o doutor em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo (USP) Emanuel Pessoa para discutir as consequências do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O programa aborda o impacto da guerra na cadeia do petróleo e na economia global e analisa como o Brasil deve agir diante desse cenário. A apresentação é de Rodolfo Schneider. Participam como entrevistadores os jornalistas Fernando Mitre e Thaís Dias. O Canal Livre vai ao ar neste domingo (8), às 23h, na tela da Band, com transmissão simultânea no site Band.com.br e no aplicativo Bandplay.
Filho de Khamenei é escolhido novo líder supremo do Irã: preço do petróleo dispara - Preço do barril ultrapassa US$ 100 pela primeira vez desde 2022. Trump diz que aiatolá ´não vai durar' sem sua aprovaçãO
Barragem Karun-3, no rio Carum Comprimento 950 km Nascente Montes Zagros Altitude da nascente 2400 m Foz Xatalárabe País(es) Irã Irão
Jair Bolsonaro escolhe o filho Flávio para disputar a Presidência - a quem decisão agrada e desagrada?: preço do PL dispara
Filho de Lula é escolhido como novo líder pro supremo do Brasil: preço do PT dispara PF se divide sobre pedir prisão do filho de Lula - Folha UOL 8 de março de 2026 Trump não distingue democracia de autocracia. Só não pode ser contra os estadounidenses e ameaçar vizinhos A última palavra sempre será a dele
Um dia na vida de cinco garotos de uma comunidade que em um domingo típicamente carioca e de sol escaldante vendem amendoim em Copacabana, no Pão de Açucar e no Maracanã. Ao retratar um Rio de Janeiro de forma pouco edulcorada, Rio, 40 graus teve exibição interditada pela censura; após sua liberação, o filme abriu caminhos para um cinema nacional político, e esta primeira fase de sua obra é hoje considerada um prelúdio do Cinema Novo, como escreveu Walter Salles para o jornal Folha de S. Paulo: “Com Rio, 40 graus, Rio, Zona Norte e Vidas secas (1963), é toda uma geografia humana até então excluída do cinema que ganha a tela. Os primeiros filmes de Nelson irrigaram o mais importante movimento cinematográfico brasileiro, o cinema novo. Não era somente uma ideia de cinema que tomava corpo naquele momento, mas também a projeção de um país desejado – muito mais livre, justo, independente e democrático do que aquele em que vivemos hoje. A partida de Nelson revela a distância abissal entre o país sonhado e o Brasil real. [...] A sua ausência é uma perda irreparável para o cinema brasileiro. Nelson parte, mas a dimensão da sua obra e a ética que a construiu ficam para sempre presentes. É um legado imenso e generoso, constitutivo do nosso passado e futuro. E, também, daquilo que poderemos ser, enquanto nação.” Este filme faz parte da programação de: - Festival do Rio 2018 - Mostra Nelson Pereira em cartaz no IMS Rio - Mostra Nelson Pereira em cartaz no IMS Paulista Rio, 40 Graus Direção Nelson Pereira dos Santos Informações Brasil 1955. 100min. 14 anos Formato de exibição DCP áudio em português, não possui legendas

domingo, 8 de março de 2026

No princípio era o verbo

Bom dia de domingo sem derramar o leite da garrafa de pilha!
Concepção artística da criação, por Gustave Doré. Velha Roupa Colorida Belchior Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer Nunca mais meu pai falou: She's leaving home E meteu o pé na estrada, like a rolling stone Nunca mais eu convidei minha menina Para correr no meu carro Loucura, chiclete e som Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido O dedo em V, cabelo ao vento Amor e flor, quêde o cartaz? No presente, a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais No presente, a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer Como Poe, poeta louco americano Eu pergunto ao passarinho Black bird, assum-preto, o que se faz? E raven, never, raven, never, raven Never, raven, never, raven Assum-preto, pássaro-preto, black bird, me responde Tudo já ficou atrás E raven, never, raven, never, raven Never, raven, never, raven Black bird, assum-preto, pássaro-preto, me responde O passado nunca mais Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer E precisamos todos rejuvenescer E precisamos todos rejuvenescer Composição: Belchior. CONGONHAS EM PRETO & BRANCO Deise Lucid Congonhas do Campo - MG [Filme antigo] Filme antigo da cidade de Congonhas do Campo - MG hoje Congonhas - MG. Estradeiros da Real MC 12 de jun. de 2017 CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - MORTE DO LEITEIRO Morte do Leiteiro Carlos Drummond de Andrade A Cyro Novaes Há pouco leite no país É preciso entregá-lo cedo Há muita sede no país É preciso entregá-lo cedo Há no país uma legenda Que ladrão se mata com tiro Então o moço que é leiteiro De madrugada com sua lata Sai correndo e distribuindo Leite bom para gente ruim Sua lata, suas garrafas E seus sapatos de borracha Vão dizendo aos homens no sono Que alguém acordou cedinho E veio do último subúrbio Trazer o leite mais frio E mais alvo da melhor vaca Para todos criarem força Na luta brava da cidade Na mão a garrafa branca Não tem tempo de dizer As coisas que lhe atribuo Nem o moço leiteiro ignaro Morador na Rua Namur Empregado no entreposto Com 21 anos de idade Sabe lá o que seja impulso De humana compreensão E já que tem pressa, o corpo Vai deixando à beira das casas Uma apenas mercadoria E como a porta dos fundos Também escondesse gente Que aspira ao pouco de leite Disponível em nosso tempo Avancemos por esse beco Peguemos o corredor Depositemos o litro Sem fazer barulho, é claro Que barulho nada resolve Meu leiteiro tão sutil De passo maneiro e leve Antes desliza que marcha É certo que algum rumor Sempre se faz: Passo errado Vaso de flor no caminho Cão latindo por princípio Ou um gato quizilento E há sempre um senhor que acorda Resmunga e torna a dormir Mas este acordou em pânico (Ladrões infestam o bairro) Não quis saber de mais nada O revólver da gaveta Saltou para sua mão Ladrão? Se pega com tiro Os tiros na madrugada Liquidaram meu leiteiro Se era noivo, se era virgem Se era alegre, se era bom Não sei É tarde para saber Mas o homem perdeu o sono De todo, e foge pra rua Meu Deus, matei um inocente Bala que mata gatuno Também serve pra furtar A vida de nosso irmão Quem quiser que chame médico Polícia não bota a mão Neste filho de meu pai Está salva a propriedade A noite geral prossegue A manhã custa a chegar Mas o leiteiro Estatelado, ao relento Perdeu a pressa que tinha Da garrafa estilhaçada No ladrilho já sereno Escorre uma coisa espessa Que é leite, sangue... Não sei Por entre objetos confusos Mal redimidos da noite Duas cores se procuram Suavemente se tocam Amorosamente se enlaçam Formando um terceiro tom A que chamamos aurora Composição: Carlos Drummond de Andrade. O Leiteiro - curta feito com fotos antigas da cidade de Congonhas - MG, por volta de 1940. O personagem IA que criei o leiteiro foi baseado em um leiteiro real que vi em uma dessas fotos antigas de Congonhas. . . A voz e o poema é do próprio Carlos Drummond de Andrade e o poema é "A Morte do Leiteiro". . . Algumas das fotos foram cedidas pelo fotógrafo Welerson @welersonathaydes outras encontrei no acervo online do André Candreva @andrecandreva8050 outras encontrei no acervo do site do IMS que são do fotógrafo Marcel Goterrot. Outra inserção foi frames do filme Congonhas do Campo em preto e branco do Humberto Mauro da parte da Maria fumaça que resolvi ilustrar também essa coisa linda que é trem como transporte público, hoje só funciona pra mineração em grande parte :'( . . Algumas pessoas que aparecem realmente são das fotos outras são criação de IA. . . Produção: Marcelo Heidenreich
'Sicário' de Vorcaro morre no hospital, diz advogado Segundo a defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o óbito foi confirmado às 18h55 desta sexta (6), após o encerramento do protocolo de morte encefálica. Por Ernane Fiuza, g1 e TV Globo — Brasília 06/03/2026 23h58 Atualizado há um dia portalg1 22 h #CasoMaster - O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, deu entrada no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que informou que o corpo passará por exames antes de ser liberado aos familiares. Mourão morreu nesta sexta-feira (6). Segundo a defesa dele, o óbito foi declarado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia. Ele estava sob custódia da Polícia Federal (PF) depois de ter sido preso na Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (4). A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Leia mais no #g1 #casomaster #vorcaro #sicario #bancomaster #minasgerais
Bom dia de domingo sem derramar o leite da garrafa de pilha! "O Partido está com a metade da idade de vida dele, ainda que mais velho em dobro." "A regra de três costuma, para os meus, ser simples; composta, para os outros." "Diretamente proporcional e inversamente proporcional: aí depende, ponto." "Proteger é um verbo, cuidar é outro. A escolha deve ser e vir de quem a verbaliza ou a requer." "No princípio era o verbo." "O verbo não comporta adjetivos." "O substantivo às vezes pode se dar ao desfrute, mas não dispensa o indefectível verbo para evitar relações perigosas."
domingo, 8 de março de 2026 O mito do herói e a desconstrução do ministro Xandão no caso Master, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O apelido Alexandre de Moraes não é apenas um “meme” das redes sociais. É a tradução simbólica de uma persona investida de atributos como firmeza, coragem e poder de decisão A trajetória recente do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal produziu um fenômeno raro no Judiciário brasileiro: a construção de uma figura pública dotada de forte capital simbólico. Ao conduzir investigações e julgamentos ligados aos ataques à democracia e às articulações golpistas associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes passou a ser visto por amplos setores da opinião pública como o principal fiador institucional da ordem constitucional, um herói da democracia. Daí nasceu o “Xandão”. O apelido popular não é apenas um “meme” das redes sociais. É a tradução da construção de uma “persona” institucional investida de atributos extraordinários: firmeza, coragem, capacidade de decisão em momentos críticos. Trata-se, em termos teóricos, de um fenômeno antigo da política: o mito homérico de Ulysses. A filósofa Hannah Arendt, em A Condição Humana, analisa essa figura a partir da tradição da pólis grega. Para Arendt, o herói homérico se revela no espaço público por meio da ação e do discurso. Sua grandeza não deriva apenas do resultado de seus atos, mas do fato de agir diante dos outros, sob o olhar da comunidade política. A ação extraordinária rompe a rotina do comportamento cotidiano e projeta o indivíduo na história. O herói busca aquilo que os gregos chamavam de imortalidade da fama. Sua biografia passa a ser construída pelas ações que realiza diante da coletividade. A política, nesse sentido, é o espaço onde o indivíduo deixa o âmbito privado para se expor ao julgamento público. Nos últimos anos, Moraes passou a ocupar esse lugar simbólico na política brasileiro. Sua atuação firme contra a radicalização antidemocrática transformou-o em protagonista de uma narrativa institucional de resistência. Para muitos, ele encarnava o magistrado capaz de enfrentar o poder político quando este ameaça as regras do jogo democrático. O problema das narrativas heroicas, que situam o indivíduo acima das instituições, é que são voláteis. Dependem de uma coerência permanente entre a figura pública e a conduta privada. Qualquer fissura nessa coerência pode provocar a desmitificação. Relações perigosas Esse fenômeno está em curso com as revelações relacionadas ao escândalo do Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. A existência de um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia da mulher do ministro, no valor de R$ 129 milhões entre o Banco Master já havia despertado questionamentos sobre eventual conflito de interesses. Ainda que não haja demonstração de ilegalidade, esse vínculo econômico entre o grupo investigado e a família de Moraes levanta inevitáveis dúvidas institucionais. A situação tornou-se mais delicada com a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. Segundo reportagens, o banqueiro teria trocado contatos com Moraes no dia em que sua prisão foi decretada. Mesmo sem o conteúdo completo das respostas atribuídas ao ministro, o simples registro dessas interações no sentido inverso ao da construção do mito do herói, ou seja, da transição do bem comum para os interesses privados, detona um processo de desconstrução de sua imagem, o mito do Xandão teria pés de barro. O problema é que isso mina a confiança na imparcialidade das instituições. Quando surgem dúvidas sobre relações privadas entre magistrados e personagens investigados, o problema deixa de ser apenas jurídico e passa a ser essencialmente político. O episódio ganha dimensão ainda maior porque envolve também o ministro do STF Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso após revelações sobre transações envolvendo empresa da qual é sócio e fundos ligados ao mesmo grupo empresarial. A coincidência amplia a repercussão do escândalo e alimenta a percepção de promiscuidade entre interesses privados e esferas de poder. Até o momento, não há prova de irregularidade por parte de Moraes. O desgaste de sua imagem não decorre das acusações formais, sim da erosão do capital simbólico construído ao longo dos últimos anos. A força de sua autoridade estava ancorada na percepção de independência e rigor institucional. Há uma distinção entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade. A primeira orienta aqueles que agem movidos por princípios e valores absolutos, como os políticos, por exemplo. A segunda exige que o agente público responda pelas consequências de seus atos e pela confiança que inspira na sociedade, sua responsabilidade é zelar pela legitimidade dos meios utilizados na ação política. Na construção do mito do Xandão, a linha que separa a convicção da responsabilidade era tênue e sinuosa, mas legitimada pela defesa da democracia. Ministros do Supremo cruzam essa fronteira com frequência, sob permanente tensão para equilibrar a ação em defesa da Constituição e a responsabilidade de assegurar a legitimidade do sistema jurídico. Entretanto, é um autoengano supor que a autoridade de um ministro do Supremo deriva apenas da Constituição ou da força de suas decisões. O herói da tradição clássica buscava a imortalidade da fama. Na democracia, porém, a verdadeira grandeza está na confiança pública na integridade de sua conduta. Nesse espaço, o “terrivelmente evangélico” ministro André Mendonça assume cada vez mais protagonismo. Brasil Corpo de “Sicário”, o espião de Vorcaro, é liberado pelo IML de BH Segundo a PF, Luiz Phillipi Machado tentou suicídio depois de ser preso na investigação do Banco Master. Corpo passou por exames Luana Patriolino 07/03/2026 15:32, atualizado 07/03/2026 16:20
Siga Google Discover Material cedido ao Metrópoles Sicário ouvir notícia O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como “Sicário”, chegou ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte, na tarde deste sábado (7/3). Ao Metrópoles, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o cadáver foi liberado após exames para a família dar prosseguimento ao velório e ao sepultamento. Ele morreu nessa sexta-feira (6/3) após dois dias internado em um hospital da capital mineira. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral. O óbito foi declarado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia. A defesa disse que não há informação sobre o enterro de Sicário. A Polícia Federal relatou que Luiz Phillipi tentou suicídio na Superintendência Regional da PF depois de ser preso na terceira fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master. Play Video H Corpo de “Sicário”, o espião de Vorcaro, é liberado pelo IML de BH - destaque galeria 4 imagens PF investiga suposta tentativa de suicídio de "Sicário" de Vorcaro PRF apreendeu blindado Luiz Phillipe Machado Mourão, é conhecido como "Felipe Mourão" e Sicário Categoria da newsletter Receba no seu email as notícias do Boletim Metrópoles Frequência de envio: Diário Preencha seu e-mail Assinar Ver todas as newsletters Leia também Quem é o ‘Sicário’ de Vorcaro, que morreu em hospital após ser preso “Sicário”, o espião de Vorcaro, morre no hospital em BH, diz defesa A guerra de versões sobre a morte cerebral de Sicário do Vorcaro Extensa ficha: a vida criminosa de “Sicário”, o espião de Vorcaro Luiz Phillipi é apontado como um dos contratados da “milícia pessoal” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso na força-tarefa. A investigação aponta que o Sicário exercia papel central na coordenação operacional de um grupo denominado “A Turma”. Eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas. Stories O homem tem uma extensa ficha criminal, com passagens por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito. Ele também já tinha sido investigado por estelionato e associação criminosa. Receba notícias de Brasil no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias no Telegram. Banco Master IML Minas Gerais Polícia Federal (PF) Ver comentários RECOMENDADOS