terça-feira, 23 de junho de 2026

TURMA SUI GENERIS POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

MoBlack, Salif Keita, Benja (NL) - Yamore ft. Cesária Evora, Franc Fala [Lyric Video]
📝 TRANSCRIÇÃO DO POST Dissent Magazine (@DissentMag): “Regardless of what happens in the 2026 World Cup, a tournament presided over by war hawks and billionaires, perhaps we should all look elsewhere for heroism.” “The Struggle for the Soul of Argentine Football” (dissentmagazine.org) 🕒 17:15 · 22 de jun. de 2026 👁️ 649 visualizações 🖼️ LEITURA DA IMAGEM A imagem mostra: Lionel Messi sorrindo, segurando uma bola Um dirigente esportivo ao centro Donald Trump sorrindo e segurando uma camisa rosa com o nome “TRUMP 47” Ao fundo, um grupo de jogadores em trajes formais (provavelmente seleção/elite esportiva) 🧠 SÍNTESE FINAL O post + imagem constroem uma crítica clara: O futebol de 2026 não é mais apenas esporte — é um território disputado por poder político, capital e narrativa. E o ponto mais provocativo: Talvez os verdadeiros heróis não estejam mais dentro do espetáculo — mas fora dele. RODA VIVA | GILMAR MENDES | 22/06/2026 Roda Viva Transmissão ao vivo realizada há 2 horas Roda Viva O Roda Viva recebe, nesta segunda-feira (22), ao vivo, a partir das 22h, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Decano da Suprema Corte, o magistrado integra o tribunal desde 2002, acumulando mais de duas décadas de atuação nas principais decisões jurídicas do país. Professor de Direito Constitucional e autor de diversas obras acadêmicas, o ministro analisa no programa temas como o papel do Judiciário, o funcionamento das instituições brasileiras e os desafios do cenário nacional. Apresentado por Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, no canal da TV Cultura e no YouTube! #RodaViva #TVCultura #SomosCultura #GilmarMendes
TURMA SUI GENERIS POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TRÍADE PELÉ, MARADONA E MESSI "de seu próprio gênero" ou "único em sua espécie". É usada para classificar algo ou alguém que é tão peculiar, singular e original que não se encaixa nas categorias tradicionais ou não pode ser facilmente comparado a outro. A final da Copa do Mundo do México de 1970 ocorreu em 21 de junho de 1970 no Estádio Azteca. O Brasil venceu a Itália por 4 a 1, com gols de Pelé (18'), Gérson (66'), Jairzinho (71') e Carlos Alberto Torres (86') para o Brasil, e Roberto Boninsegna (37') para a Itália. A partida histórica entre Argentina e Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México, ocorreu em 22 de junho de 1986, no Estádio Azteca. A Argentina venceu por 2 a 1, com os seguintes marcadores:1º Gol (Argentina): Diego Maradona aos 6 minutos do segundo tempo (o famoso gol de mão, conhecido como "La Mano de Dios").2º Gol (Argentina): Diego Maradona aos 10 minutos do segundo tempo (eleito o Gol do Século).Gol de desconto (Inglaterra): Gary Lineker aos 40 minutos do segundo tempo. Argentina VS Austria Extended Highlights 22 DE JUNHO 2026 | Lionel Messi Goal Argentina vs Austria en vivo, Copa Mundial de la FIFA en vivo, ver Argentina Austria 2026, mejores momentos de Argentina Austria hoy, transmisión online de la Copa Mundial de la FIFA, Argelia vs Argentina en vivo, comentarios del partido de Argentina, mejores momentos de la Copa Mundial de la FIFA, fútbol en vivo Argentina vs Argelia, goles y mejores momentos de Argentina vs Austria Ver Argentina vs.austria Donde ver Argentina vs. Austria, en que canal ver, a que hora juega, donde pasarán, en que canal pasarán, hora, día, fecha, a que hora juegan, a que hora empieza, a que hora comienza, cuando juegan, que día juegan, donde verlo, en vivo, hora del partido, hora del juego, en vivo gratis, donde pasan, online gratis, transmisión en vivo, transmisión gratis, live, en vivo hoy, cuando es, Argentina vs. Austria en vivo Copa Mundial FIFA 2026 Martes 16 de junio 2026, les dejo los canales con país y donde ver hoy el juego Argentina vs. Austria en vivo Copa Mundial FIFA 2026, Copa Mundial FIFA 2026, fútbol, fútbol argentino, fútbol argelino, fútbol internacional, partido internacional, juego internacional, partido del día, torneo internacional, juegos de hoy, juego en español, partido en español, comentario en español, traducido en español, Argentina vs. Austria en vivo, Argentina en vivo, Argelia en vivo, fútbol en vivo, juego en vivo, partido en vivo, Copa Mundial FIFA 2026 en vivo, fútbol Argentina 2026 en vivo, fútbol Austria 2026 en vivo, fútbol internacional 2026 en vivo, NRG Stadium en vivo, Argentina vs. Argelia en vivo, Canal 5 en vivo, Azteca 7 en vivo, ViX en vivo, FOX Sports en vivo, Telemundo en vivo, Peacock en vivo, TSN en vivo, CTV en vivo, DirecTV Sports en vivo, DGO en vivo, donde verlo gratis, online gratis, en directo, Argentina vs. Argelia en vivo hoy 2026, desde el NRG Stadium en Houston, Texas, Estados Unidos, Hora México, hora Costa Rica, hora Guatemala, hora El Salvador, hora Honduras, hora Nicaragua, hora Panamá, hora Colombia, hora Perú, hora Ecuador, hora Venezuela, hora Bolivia, hora Chile, hora Argentina, hora Uruguay, hora Paraguay, hora Brasil, hora USA, hora Estados Unidos, hora Houston, Juegos de hoy, juegos de hoy Martes, partidos de hoy Martes 16 de junio, juegos de hoy Copa Mundial FIFA 2026, calendario de hoy, resultado, resumen, resumen completo, Argentina vs. Austria en vivo Copa Mundial FIFA 2026, donde ver la Copa Mundial FIFA 2026, Argentina vs. Austria en vivo partido del fútbol internacional, Argentina vs Austriaen vivo, Argelia vs Argentina en vivo, Argentina vs Argelia Mundial 2026 en vivo, Argentina vs. Austria en vivo, Argentina vs. Austria en vivo, Argentina vs. Austria en vivo, Argentina vs. Austria en vivo, Argentina Austria Salif Keïta - Yamore ft. Cesária Évora The Real Salif Keita 19 de abr. de 2024 Yamore with Césaria Evora Taken from the album MOFFOU Produced by Salif Keita, Jean Lamoot and Freddy Zerbib P 2002 Decca Records France Published by EMI Music Publishing & Editions Africa Nostra Listen to Salif Keita's acoustic version of 'Yamore': https://idol-io.ffm.to/yamoreacoustic Yamore Cesária Évora Cesaria Évora &… Je t'aime mi amoré menebêff fie Ene le arabylyla to much Namafiye, namafiye guni yerela ba namafiye Niere a ná nifon Ye namo kofue nerum silê don kile le, ina kola ahaha Rile enela munuku mo sô Nienama kofiye, soro falê é mo sonho mana osi koté Nanana nekona, dê i lêlê fon Je t'aime mi amoré menebêff fie Nê comf fop ach ari Ene le arabylyla to much Xurin né bi feu J t'aim Un tem fé, sin un tem fê No também viver sem medo e confiança Nu era mais risonho Olhar de nos criança ta tornar brilhar de inocença E na mente Ce esvitayada Temporal talvez ta maina Na brandura y calmaria Nosso amor ta bem cansa De ser luta e resitencia Pa sobreviver nes tormenta Na brandura y calmaria Nosso amor ta bem cansa De ser luta e resitencia Pa sobreviver nes tormenta Je t'aime mi amoré menebêff fie Boi nhat zefiu, ermãos Ene le arabylyla to much Boi etud nhiafieu, la paz Xeritava pá, beru kuyê mobiliko yoi nhê Ahaha rilê ene La munuku mo sô In deburu ieu kordaine Sank é noite a namo a cantor Ê enela mulnuku mo sol Yo sakenem mo sol Un tem fé, si un tem fê No também viver sem medo e confians Num era mais bisonho Olhar de nos criança ta a tornar brilhar de inocença E na mente Ce esvitayada Temporal talvez ta mainar Compositor: Desconhecido no ECAD Intérpretes: Cesaria Joana Evora (Cesaria Evora) (ADAMI), Salif Keita Publicado em 2002 ECAD verificado fonograma #13630563 em 12/Abr/2024

domingo, 21 de junho de 2026

O Fenômeno, o Moinho e a Mentira

"A gente fica sentindo e pensamenteando sempre o gosto dessa comida. O nobre, o simples, não direi o divino, mas o humano Cartola, que se apaixonou pelo samba e fez do samba o mensageiro de sua alma delicada. O som calou-se, e “fui à vida”, como ele gosta de dizer, isto é, à obrigação daquele dia." Carlos Drummond de Andrade Epígrafe de um mundo que se desfaz Na Floresta Silvio Caldas Na floresta dei-te um ninho E mostrei-te um bom caminho Mas quando a mulher não tem brio, dizem que É malhar em ferro frio Luiz Felipe Pondé: “Hoje, a mentira é um método” | THE BUSINESS OF LIFE Brazil Journal 19 de jun. de 2026 Filósofo, escritor e comentarista, Luiz Felipe Pondé quase foi médico — mas decidiu levar a filosofia para o grande público. Uma das vozes mais conhecidas do debate intelectual brasileiro, ele é o convidado deste episódio de The Business of Life, apresentado por Nilton Bonder. Filho de pai católico e mãe judia, Pondé nasceu no Recife, mas deixou Pernambuco ainda criança. O pai, capitão médico da Aeronáutica, foi atingido pela repressão depois do golpe de 1964. “Eu lembro de um período meio confuso, de a gente entrando numa Kombi e indo embora,” diz. A família se mudou para Salvador. Além do pai, o avô, a irmã e outros parentes eram médicos — todos, segundo ele, com interesse pelas humanidades. “Eu fui o único que deu salto e me meti com humanas de fato,” diz. O salto ocorreu quando Pondé cursava o quinto ano de medicina, na Bahia. “A minha crise não era tanto com o curso, mas porque eu comecei a projetar minha vida futura,” diz. A ponte para as humanidades foi a psicanálise. “O Freud me levou para a filosofia,” diz. Assista no Brazil Journal: https://braziljournal.com/luiz-felipe... Epígrafe “O mundo é um moinho.” — Cartola “Hoje, a mentira é um método.” — Luiz Felipe Pondé Resumo Este ensaio investiga a convergência entre filosofia, poesia e crônica na interpretação da condição humana contemporânea. A partir do pensamento de Luiz Felipe Pondé, da lírica de Cartola e da escrita de Carlos Drummond de Andrade, articula-se uma leitura do mundo como construção instável, marcada pela institucionalização da mentira e pela impossibilidade de acesso direto ao real. A metáfora do moinho sintetiza a dinâmica de destruição e transformação que rege a existência, enquanto a arte emerge como forma de permanência simbólica diante da finitude. Introdução Vivemos em uma época em que a verdade parece ter perdido sua centralidade. Não porque tenha sido refutada, mas porque foi substituída. No lugar da verdade, instala-se a narrativa; no lugar do real, a sua performance. Nesse cenário, a provocação filosófica de Luiz Felipe Pondé — “a mentira é um método” — não soa como exagero, mas como diagnóstico. Paralelamente, a tradição filosófica nos lembra: o mundo não é apreendido em si mesmo, mas mediado por nossas estruturas cognitivas. O mundo é fenômeno. E, se assim é, tudo o que tomamos como sólido pode não passar de interpretação. É nesse entrelaçamento entre engano estrutural e fragilidade ontológica que a poesia irrompe, oferecendo não respostas, mas imagens mais verdadeiras que os próprios conceitos. Desenvolvimento 1. A Estrutura da Ilusão — Pondé e a mentira como método A modernidade tardia transforma a mentira em ferramenta funcional. Não se trata mais de falha moral, mas de estratégia. O marketing substitui a verdade pela narrativa; a política se ancora no afeto; a identidade se torna performática. Nesse contexto, a verdade deixa de ser critério — torna-se obstáculo. O que importa é a adesão, o engajamento, a eficácia simbólica. Vive-se, assim, uma estética da simulação. 2. O Mundo como Fenômeno — limites do real Inspirada na filosofia kantiana, a noção de que o mundo é fenômeno implica uma ruptura radical: não conhecemos a realidade em si, apenas suas aparências mediadas. Biologia, linguagem, cultura e ego operam como filtros. A história, o progresso, o controle — tudo pode ser apenas narrativa estabilizadora diante de um fundo caótico. 3. O Moinho — Cartola e a poética da destruição 🎵 Ouça e leia a letra de “O Mundo é um Moinho”: https://www.letras.mus.br/cartola/44901/ https://www.youtube.com/results?search_query=Cartola+O+Mundo+%C3%A9+um+Moinho Na canção de Cartola, o mundo deixa de ser conceito e torna-se máquina. O moinho tritura sonhos, ilusões e inocências com precisão mecânica e indiferença absoluta. Não há maldade — há funcionamento. O sofrimento humano não é exceção, mas subproduto inevitável. A metáfora é brutal porque é exata. 4. O Disparo Poético — Drummond e o epitáfio em vida 📜 Leia a crônica “Cartola, no moinho do mundo”:
Cartola, no moinho do mundo Carlos Drummond de Andrade 100 anos: 1902-2002 Drummond: na praia, em pose que virou estátua em Copacabana A crônica ao lado não está em nenhum livro de Drummond. É um tributo ao compositor mangueirense Angenor de Oliveira, o Cartola (1908-1980), e tem uma história curiosa. Foi publicada no Jornal do Brasil em 27/11/1980, três dias antes da morte do criador de "As Rosas Não Falam". Ao saber que Cartola estava doente, Drummond decidiu escrever-lhe uma homenagem. "Em seus derradeiros momentos de lucidez, em sua cama no hospital, Cartola ainda pôde lê-la, transformando-a em sua última felicidade", conta o jornalista e pesquisador musical Arley Pereira, autor do livro Cartola – 90 Anos. Embora reservado e totalmente avesso às freqüentações públicas, Drummond acompanhava com grande interesse as manifestações da cultura popular, o que pode ser claramente observado nesta crônica. Ele também ficou muito satisfeito, em 1980, quando Martinho da Vila (com Rodolfo de Souza e Tião Graúna) compôs para a escola da Vila Isabel o samba-enredo "Sonho de um Sonho", baseado em poema homônimo de sua autoria (de Claro Enigma, 1951). • Neste 20 de novembro, dia do herói Zumbi dos Palmares, com esta crônica em que Drummond evoca os grandes Cartola, Pixinguinha e Carlos Cachaça, estendo a homenagem a todos os artistas negros do país ― sem esquecer, já que nosso foco é o texto, o mestre Machado de Assis. • Mais uma vez, todos nós ficamos em débito com a colega jornalista Marta Alves, por ter desentranhado das névoas do passado esta delícia de crônica. Você vai pela rua, distraído ou preocupado, não importa. Vai a determinado lugar para fazer qualquer coisa que está escrita em sua agenda. Nem é preciso que tenha agenda. Você tem um destino qualquer, e a rua é só a passagem entre sua casa e a pessoa que vai procurar. De repente estaca. Estaca e fica ouvindo. Eu fiz o ninho. Te ensinei o bom caminho. Mas quando a mulher não tem brio, é malhar em ferro frio. Aí você fica parado, escutando até o fim o som que vem da loja de discos, onde alguém se lembrou de reviver o velho samba de Cartola; Na Floresta (música de Sílvio Caldas). Esse Cartola! Desta vez, está desiludido e zangado, mas em geral a atitude dele é de franco romantismo, e tudo se resume num título: Sei Sentir. Cartola sabe sentir com a suavidade dos que amam pela vocação de amar, e se renovam amando. Assim, quando ele nos anuncia: “Tenho um novo amor”, é como se desse a senha pela renovação geral da vida, a germinação de outras flores no eterno jardim. O sol nascerá, com a garantia de Cartola. E com o sol, a incessante primavera. A delicadeza visceral de Angenor de Oliveira (e não Agenor, como dizem os descuidados) é patente quer na composição, quer na execução. Como bem me observou Jota Efegê, seu padrinho de casamento, trata-se de um distinto senhor emoldurado pelo Morro da Mangueira. A imagem do malandro não coincide com a sua. A dura experiência de viver como pedreiro, tipógrafo e lavador de carros, desconhecido e trazendo consigo o dom musical, a centelha, não o afetou, não fez dele um homem ácido e revoltado. A fama chegou até sua porta sem ser procurada. O discreto Cartola recebeu-a com cortesia. Os dois convivem civilizadamente. Ele tem a elegância moral de Pixinguinha, outro a quem a natureza privilegiou com a sensibilidade criativa, e que também soube ser mestre de delicadeza. Em Tempos Idos, o divino Cartola, como o qualificou Lúcio Rangel, faz o histórico poético da evolução do samba, que se processou, aliás, com a sua participação eficiente: Com a mesma roupagem que saiu daqui exibiu-se para a Duquesa de Kent no Itamaraty. Pode-se dizer que esta foi também a caminhada de Cartola. Nascido no Catete, sua grande experiência humana se desenvolveu no Morro da Mangueira, mas hoje ele é aceito como valor cultural brasileiro, representativo do que há de melhor e mais autêntico na música popular. Ao gravar o seu samba Quem Me Vê Sorrir (com Carlos Cachaça), o maestro Leopold Stockowski não lhe fez nenhum favor: reconheceu, apenas, o que há de inventividade musical nas camadas mais humildes de nossa população. Coisa que contagiou a ilustre Duquesa. * * * Mas então eu fiquei parado, ouvindo a filosofia céptica do Mestre Cartola, na voz de Sílvio Caldas. Já não me lembrava o compromisso que tinha de cumprir, que compromisso? Na floresta, o homem fizera um ninho de amor, e a mulher não soubera corresponder à sua dedicação. Inutilmente ele a amara e orientara, mulher sem brio não tem jeito não. Cartola devia estar muito ferido para dizer coisas tão amargas. Hoje não está. Forma um par feliz com Zica, e às vezes a televisão vai até a casa deles, mostra o casal tranqüilo, Cartola discorrendo com modéstia e sabedoria sobre coisas da vida. “O mundo é um moinho...” O moleiro não é ele, Angenor, nem eu, nem qualquer um de nós, igualmente moídos no eterno girar da roda, trigo ou milho que se deixa pulverizar. Alguns, como Cartola, são trigo de qualidade especial. Servem de alimento constante. A gente fica sentindo e pensamenteando sempre o gosto dessa comida. O nobre, o simples, não direi o divino, mas o humano Cartola, que se apaixonou pelo samba e fez do samba o mensageiro de sua alma delicada. O som calou-se, e “fui à vida”, como ele gosta de dizer, isto é, à obrigação daquele dia. Mas levava uma companhia, uma amizade de espírito, o jeito de Cartola botar em lirismo a sua vida, os seus amores, o seu sentimento do mundo, esse moinho, e da poesia, essa iluminação. Drummond: 100 anos Carlos Machado, 2002 Carlos Drummond de Andrade In Jornal do Brasil 27/11/1980 © Graña Drummond https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/795/cartola-no-moinho-do-mundo Carlos Drummond de Andrade escreve sob a iminência da morte de Cartola. Sua crônica não é posterior — é antecipatória, quase profética. Ao afirmar que todos somos moídos, mas que alguns são “trigo de qualidade especial”, Drummond realiza uma transfiguração: a arte não impede a destruição, mas a ressignifica. 5. Epígrafe e Epitáfio — fusão simbólica O verso de Cartola opera simultaneamente como abertura e fechamento. Epígrafe e epitáfio se confundem. A palavra que introduz a reflexão é a mesma que sela a existência. A linguagem, assim, não explica o mundo — acompanha sua dissolução. Considerações Finais Entre a mentira institucionalizada e o fenômeno inapreensível, o ser humano habita um território de instabilidade. Não há garantias metafísicas, nem fundamentos absolutos. E, ainda assim, algo persiste: a capacidade de transformar ruína em forma. Conclusão O mundo pode ser moinho. Pode ser fenômeno. Pode ser construção ilusória. Mas, diante disso, resta ao humano uma possibilidade radical: olhar. Olhar com lucidez, sem consolo fácil. Olhar com melancolia, sem desespero absoluto. Olhar — e, nesse gesto, resistir. Biografias Luiz Felipe Pondé — Filósofo e ensaísta brasileiro contemporâneo, conhecido por sua crítica ao otimismo moderno e à cultura do narcisismo. Cartola (Angenor de Oliveira) — Um dos maiores compositores da música brasileira, fundador da Estação Primeira de Mangueira. Carlos Drummond de Andrade — Poeta e cronista brasileiro, um dos principais nomes da literatura do século XX. Referências PONDÉ, Luiz Felipe. Entrevistas e ensaios contemporâneos. CARTOLA. O Mundo é um Moinho. Letra: https://www.letras.mus.br/cartola/44901/ Vídeo: https://www.youtube.com/results?search_query=Cartola+O+Mundo+%C3%A9+um+Moinho DRUMMOND, Carlos. Cartola, no moinho do mundo. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/795/cartola-no-moinho-do-mundo KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Citação de Encerramento “Alguns são trigo de qualidade especial.” — Carlos Drummond de Andrade Luiz Felipe Pondé: "Hoje, a mentira é um método" / "O mundo é um fenômeno", parafraseio Essas duas frases sintetizam perfeitamente a visão filosófica de Luiz Felipe Pondé sobre a modernidade e a condição humana. Elas conectam o realismo político contemporâneo com o ceticismo filosófico clássico. Aqui está o significado prático e filosófico dessas duas provocações: "Hoje, a mentira é um método" Pondé argumenta que o engano deixou de ser um desvio moral individual e virou uma engrenagem institucional. Estratégia de Marketing: A verdade foi substituída pela narrativa e pelo engajamento. Indústria do Afeto: Empresas e políticos mentem profissionalmente para validar os sentimentos e o narcisismo do público. Sobrevivência Social: Para ser aceito em certos círculos, o indivíduo é obrigado a fingir virtudes que não possui. "O mundo é um fenômeno" Esta leitura de matriz kantiana e cética lembra que não temos acesso direto à "realidade em si", apenas às nossas percepções. Filtros Humanos: Enxergamos o mundo através da biologia, da cultura, da linguagem e do ego. Ceticismo Contra a Causalidade: A crença de que controlamos a história ou de que o progresso é linear não passa de uma ilusão reconfortante. O Caos sob a Superfície: A ordem social é frágil e temporária; por baixo dela, o mundo opera de forma imprevisível e indiferente aos nossos desejos. Para O compositor Cartola, “O mundo é um moinho.”

sábado, 20 de junho de 2026

Não é só

"inspirados pelas forças do mais alto" Deus é um cara gozador adora brincadeira Pois prá me jogar no mundo tinha o mundo inteiro Mais achou muito engraçado me vorta cabreiro Na barriga da miséria eu nasci batuqueiro E sou do Rio de Janeiro MPB4 - Partido Alto (1972) [HD 1080p] Tom Moscardini 24 de ago. de 2018 Autoria: Chico Buarque Ano: 1972 Gravadora: PHILIPS Faixa 1 - Lado B Extraído do LP "Cicatrizes" do grupo MPB4. Assim, “Partido Alto” passou a ter cinco estrofes, sendo a última a menos conhecida de todas. Além desse detalhe, existe a própria censura nas estrofes mais conhecidas, que originalmente possuíam conotações mais fechadas e diretas. Abaixo, dispomos num quadro a letra, com seus intérpretes (nas diversas encarnações do MPB-4) e as alterações da censura em destaque:
Transcrição feita à página 237 do livro de Coralina Novelino Eurípedes - o Homem e a Missão O registro histórico completo pode ser encontrado no livro Eurípedes - O Homem e a Missão, de Corina Novelino, e no documento Eurípedes Barsanulfo: Vida e Missão no Scribd. "Expressões muito semelhantes aparecem frequentemente nas obras de Chico Xavier (como no livro Renascimento Espiritual) e de Emmanuel (como em A Caminho da Luz), onde o amparo do "Mais Alto" é citado como o motor que sustenta a evolução da humanidade e dos indivíduos nos momentos de crise histórica ou pessoal." Como pronunciar as VOGAIS ABERTAS e FECHADAS em português — É, Ê, Ó e Ô Brasileirices 1 de out. de 2025 Neste vídeo você vai aprender a diferença entre as vogais abertas e fechadas do português: É x Ê e Ó x Ô. Vamos praticar juntos com exemplos, pares de palavras e frases para treinar sua pronúncia e deixar seu português mais natural e brasileiro. 💛💙💚 O Brasileirices é um canal de língua e cultura do Brasil para o mundo. "Existe esse fenômeno chamado plural fenomênico, que a pronúncia do singular é diferente do plural." “Mas agora despojai-vos também de todas estas coisas: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes de vossa boca.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3.8) 1 Na atividade religiosa, muita gente crê na reforma da personalidade, desde que o discípulo da fé se desligue de certos bens materiais. 2 Um homem que distribua grande quantidade de rouparia e alimento entre os necessitados é tido à conta de renovado no Senhor; contudo, isto constitui modalidade da verdadeira transformação, sem representar o conjunto das características que lhe dizem respeito. 3 Há criaturas que se despojam de dinheiro em favor da beneficência, mas não cedem no terreno da opinião pessoal, no esforço sublime de renunciação. 4 Enormes fileiras de aprendizes proclamam-se dispostas à prática do bem; no entanto, exigem que os serviços de benemerência se executem conforme os seus caprichos e não segundo Jesus. 5 Em toda parte, ouvem-se fervorosas promessas de fidelidade ao Cristo; todavia, ninguém conseguirá semelhante realização sem observar o conjunto das obrigações necessárias. 6 Pequeno erro de cálculo pode trair o equilíbrio de um edifício inteiro. Eis por que em se despojando alguém de algum patrimônio material, a benefício dos outros, não se esqueça também de desintegrar, em derredor dos próprios passos, os velhos envoltórios do rancor, do capricho doentio, do julgamento apressado ou da leviandade criminosa, dentro dos quais afivelamos pesada máscara ao rosto, de modo a parecer o que não somos. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 147 Não é só Pão Nosso #147 - Não é só NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 12 de dez. de 2023 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. O Evangelho segundo o Espiritismo - cap. XVI, item 13 (OESOEc16n13) Portal Luz Espírita 11 de out. de 2022 Narração do trecho de "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec - capítulo XVI: "Não se pode servir a Deus e a Mamon", item 13 - Instruções dos Espíritos: 'Emprego da fortuna', mensagem do Espírito Fénelon (Argel, 1860) Baixe o ebook (PDF ou EPUB) de O Evangelho segundo o Espiritismo: https://www.luzespirita.org.br/index....
13. Sendo o homem o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe pôs nas mãos, contas severas lhe serão pedidas do emprego que lhes haja ele dado, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau uso consiste em os aplicar exclusivamente na sua satisfação pessoal; bom é o uso, ao contrário, todas as vezes que deles resulta um bem qualquer para outrem. O merecimento de cada um está na proporção do sacrifício que se impõe a si mesmo. A beneficência é apenas um modo de empregar-se a riqueza; ela dá alívio à miséria presente; aplaca a fome, preserva do frio e proporciona abrigo ao que não o tem. Dever, porém, igualmente imperioso e meritório é o de prevenir a miséria. Tal, sobretudo, a missão das grandes fortunas, missão a ser cumprida mediante os trabalhos de todo gênero que com elas se podem executar. Nem, pelo fato de tirarem desses trabalhos legítimo proveito os que assim as empregam, deixaria de existir o bem resultante delas, porquanto o trabalho desenvolve a inteligência e exalça a dignidade do homem, facultando-lhe dizer, altivo, que ganha o pão que come, enquanto a esmola humilha e degrada. A riqueza concentrada em uma mão deve ser qual fonte de água viva que espalha a fecundidade e o bem-estar ao seu derredor. Ó vós, ricos, que a empregardes segundo as vistas do Senhor! O vosso coração será o primeiro a dessedentar-se nessa fonte benfazeja; já nesta existência fruireis os inefáveis gozos da alma, em vez dos gozos materiais do egoísta, que produzem no coração o vazio. Vossos nomes serão benditos na Terra e, quando a deixardes, o soberano Senhor vos dirá, como na parábola dos talentos: “Bom e fiel servo, entra na alegria do teu Senhor.” Nessa parábola, o servidor que enterrou o dinheiro que lhe fora confiado é a representação dos avarentos, em cujas mãos se conserva improdutiva a riqueza. Se, entretanto, Jesus fala principalmente das esmolas, é que naquele tempo e no país em que ele vivia não se conheciam os trabalhos que as artes e a indústria criaram depois e nas quais as riquezas podem ser aplicadas utilmente para o bem geral. A todos os que podem dar, pouco ou muito, direi, pois: dai esmola quando for preciso; mas, tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que a receba não se envergonhe dela. – Fénelon. (Argel, 1860.) Palestra - LE - Pode-se considerar a paternidade como uma missão? - Q. 582 a 583a CECA - Comunidade Espirita Caminheiros do Amor 31 de mar. de 2024 Nessa mini palestra, a Valderes nos esclarece sobre as questões 582 a 583a do Livro dos Espíritos. Livro dos Espíritos: Pode-se considerar a paternidade como uma missão? Nossos queridos e amados palestrantes da CECA, nos proporcionam com reflexões sobre os ensinamentos da doutrina espirita. 582. Podemos considerar a paternidade como uma missão? “É, sem contradição, uma missão. É ao mesmo tempo um grandíssimo dever e que, mais do que o homem pensa, envolve a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais a fim de que estes o conduzam pela senda do bem, e facilitou a tarefa deles dando à criança um organismo fraco e delicado, que o torna propício a todas as impressões. No entanto, há muitos que se ocupam mais de endireitar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar muitos bons frutos do que de endireitar o caráter do seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa dos pais, estes arcarão com a punição, e os sofrimentos do filho na vida futura recairão sobre eles, por não terem feito o que dependia deles para seu avanço no curso do bem.” 583. Se um filho se transviar, apesar dos cuidados dos seus pais, estes pais serão culpados por isso? “Não, mas quanto piores forem as disposições do filho, tanto mais pesada será a tarefa e tanto maior será o mérito se os pais conseguirem desviá-lo do caminho errado.” 583-a. — Se um filho se torna um bom sujeito, apesar da negligência ou os maus exemplos de seus pais, estes tiram algum proveito disso? “Deus é justo.”
Tudo passa, mas a elevação da mente e do coração permanece para sempre.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

LIMINAR MENTE

Chopin - Nocturnes Sir Ernest Hall - Chopin - Complete piano works #chopin #nocturnes #piano #classicalmusic Ele Disse Jackson do Pandeiro Composição: Edgar Ferreira 1 de mai. de 2023 #chopin #classicalmusic #piano Sir Ernest Hall - Chopin - Complete piano works #chopin #nocturnes #piano #classicalmusic
INQUÉRITO DO PLANALTO CENTRAL (2026) sexta-feira, 19 de junho de 2026 Amizade de Vorcaro com políticos era movida por festas, jatinhos e mesadas, por Bernardo Mello Franco O Globo Operação contra Jaques Wagner mostra que turma do Master não tinha restrição ideológica Amizade não tem preço, diz a música de Tim Maia. Na política, há controvérsias. Daniel Vorcaro desfilava como amigo do peito de figurões da República. Retribuía o afeto com festas, mesadas, voos de jatinho e outras benesses. A ternura transbordava da relação entre o banqueiro e Ciro Nogueira. Em conversa com a namorada, Vorcaro descreveu o senador como um de seus “grandes amigos de vida”. Os dois viajaram juntos para Paris, Nova York, Lisboa e Courchevel. Quando o dono do Master sumia, o presidente do PP se dizia com saudade. O dono do Master também ouvia palavras de carinho de Cláudio Castro, o ex-governador do Rio. “Você é meu amigo, não conta”, escreveu o bolsonarista, ao receber elogios a seus dotes de cantor. “Amigo, foi uma experiência incrível”, derramou-se, depois de um banquete às custas de Vorcaro. Para Flávio Bolsonaro, o banqueiro parecia ser mais do que um amigo. “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, escreveu o senador, após a primeira temporada de Vorcaro no xadrez. Solidário, ele foi visitá-lo na prisão domiciliar, quando o anfitrião era monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Na primeira tentativa de fechar uma delação premiada, o dono do Master tentou justificar seus atos de corrupção como meras demonstrações de amizade. A Polícia Federal rejeitou a conversa. Em relatório, afirmou que as relações do banqueiro com políticos eram pautadas pela “convergência de interesses ilícitos”. A operação de ontem mostrou que a turma não fazia restrições ideológicas. Sócio de Vorcaro, Augusto Lima chamou o senador Jaques Wagner de “amigo” ao presenteá-lo com ingressos para um show da cantora Taylor Swift. Na tentativa de explicar as benesses, o petista expôs a intimidade com o banqueiro ao tratá-lo pelo apelido de “Guga”. Fora dos palcos, o autor de “Não quero dinheiro” expunha uma visão nada romântica dos poderes da grana. “É todo mundo roubando. É o bispo, é o padre, é o sacristão, é o macumbeiro, é o presidente, é o deputado, é o cineasta”, filosofou Tim Maia, em documentário de 1987. “O mundo só vai ficar legal depois que terminar o dinheiro. Porém, que não me falte nenhum antes de terminar, entendeu?”, concluiu. Amizade Não Tem Preço Tim Maia
Galeão – Estrada do Galeão - 1954 A Estrada do Galeão, Discurso proferido pelo Deputado Federal Afonso Arinos (UDN-MG), na Câmara dos Deputados, em 09/08/1954. Mas digo V. Exa.: preze o Brasil que repousa na sua autoridade, preze a sua autoridade, sob a qual repousa o Brasil. Tenha a coragem de perceber que o seu governo é, hoje, um estuário de lama, um estuário de sangue. Observe que o seu palácio é um vasculhadouro da sociedade. Verifique que os desvãos de sua casa de residência são como o subsolo de uma sociedade em podridão. Eu lhe falo como presidente: reflita em sua responsabilidade de presidente e tome, afinal, aquela deliberação que é a última que um presidente no seu estado pode tomar. Lembre-se homem que no seu sangue corre o sangue dos heróis, e não se acumplicie com os crimes dos covardes e com a infâmia dos traidores. Lembre-se homem pelos pequeninos, pelos humilhados, pelos asilados. Lembre-se homem, pelos operários, pelos poetas; lembre-se dos homens deste país; e tenha coragem de ser um destes homens, não permanecendo no governo se não for digno deste governo que tão indignamente exerce. Discurso proferido pelo Deputado Federal Afonso Arinos (UDN-MG) Memorial da Democracia INQUÉRITO DO GALEÃOL (1954)
IPM “República do Galeão” uma abordagem histórica e jurídica O Inquérito do Galeão (também conhecido como "República do Galeão") foi um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pela Aeronáutica em agosto de 1954 para apurar o Atentado da rua Toneleros, no Rio de Janeiro, que resultou na morte do major aviador Rubens Vaz e feriu o jornalista Carlos Lacerda.
CONCLUSÃO Conclui-se que o trânsito em julgado pertence exclusivamente à fase processual. O inquérito policial, por sua natureza inquisitiva e persecutória inicial, exige apenas indícios mínimos de autoria e materialidade para o indiciamento ou a denúncia. A presunção de inocência, nesta etapa liminar, atua estritamente para evitar punições sumárias. Ela não impede a investigação ou a acusação jurídica; estas, sim, demandarão a certeza absoluta e o devido processo legal para que a mente julgadora possa se converter em uma condenação definitiva.
operação de convencimento Situação 'insustentável' Não jacte-se Jáquici
Nunca tive maiores entendimentos Relação praticamente zero sexta-feira, 19 de junho de 2026 Denúncias do Master tornam insustentável Wagner ficar na liderança, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A responsabilização do líder do governo depende de provas, contraditório e sentença judicial, mas sua permanência no cargo abala a imagem de Lula e a credibilidade das instituições A operação da Polícia Federal (PF), em Brasília e Salvador, que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), gerou mais instabilidade entre os Poderes no rastro do escândalo do Banco Master. O líder do governo no Senado não foi denunciado, não é réu e nega as acusações, mas sua inclusão entre os investigados arrasta o governo Lula para o centro do caso Master e produz efeitos políticos que transcendem os aspectos penais. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a questão central não é apenas saber se houve ou não prática criminosa, mas avaliar o impacto das suspeitas e a escala das suas consequências eleitorais. A responsabilização de Wagner depende de provas robustas, contraditório e sentença judicial. Mas sua permanência no cargo abala a imagem de Lula e, também, a credibilidade das instituições e a confiança da sociedade em seus representantes. As suspeitas formuladas pela PF, acolhidas parcialmente pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, são graves. Segundo a investigação, Wagner teria mantido interlocução privilegiada com o banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, controlador do Master. A PF sustenta que essa relação teria sido utilizada para promover interesses do grupo financeiro no Congresso. Segundo as investigações, o senador teria participado de articulações destinadas a ampliar a margem consignável para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Trata-se do interesse econômico de instituições financeiras que operam nesse mercado, entre elas empresas ligadas ao grupo Master por meio do Credcesta. A defesa de uma proposta legislativa não constitui irregularidade. O problema são as supostas vantagens pessoais ou familiares recebidas em contrapartida. É exatamente essa conexão que a PF busca demonstrar. A chamada “Emenda Master”, vinculada à PEC 65/2023, é o xis da questão. Segundo os investigadores, o texto teria sido elaborado por assessores do próprio Master e encaminhado a parlamentares com o objetivo de alterar regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ampliar sua cobertura e criar condições mais favoráveis ao modelo de negócios da instituição financeira. A PF sustenta que Wagner teria atuado politicamente para facilitar sua tramitação. O FGC é um dos pilares de estabilidade do sistema financeiro nacional. Alterações em suas regras afetam não apenas bancos específicos, mas o conjunto do mercado. Caso fique demonstrado que interesses privados influenciaram a formulação ou a tramitação de propostas relacionadas ao Fundo Garantidor, a gravidade do episódio será considerável. Wagner teria atuado, também, na tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A PF procura estabelecer se houve sua interferência parlamentar em benefício do grupo financeiro investigado. Dilema de Lula Há suspeitas de supostas contrapartidas recebidas pelo senador. A investigação menciona repasses que totalizariam R$ 3,5 milhões para a BN Financeira Ltda., empresa vinculada ao núcleo familiar de Wagner. Os investigadores sustentam que os recursos teriam origem em empresas ligadas ao grupo econômico de Augusto Lima. A defesa do senador argumenta que tais recursos não tiveram destinação pessoal e rejeita qualquer vínculo com práticas ilícitas. O nervo exposto é a negociação de um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões. A PF sustenta que a aquisição do imóvel teria sido uma forma de benefício indireto concedido ao senador. Wagner, por sua vez, afirma que o imóvel jamais integrou seu patrimônio e que a operação fazia parte de uma negociação legítima envolvendo sua filha e Augusto Lima. Como em outros casos envolvendo parlamentares, há ainda referências ao uso de aeronaves particulares e ao recebimento de ingressos para eventos internacionais pagos por empresas relacionadas ao universo financeiro investigado. A PF considera esses benefícios parte do conjunto de vantagens supostamente oferecidas em troca de apoio político. Entretanto, o próprio ministro Mendonça age com cautela. Recusou pedidos de busca e apreensão no gabinete parlamentar e em escritórios ligados ao mandato de Wagner. O fundamento foi a insuficiência de elementos para justificar medidas invasivas em dependências vinculadas a outro Poder da República. A existência de uma investigação não equivale à comprovação dos fatos narrados. Wagner não é um senador qualquer. Trata-se do principal articulador do governo Lula no Senado, ex-governador da Bahia, ex-ministro da Defesa, ex-ministro-chefe da Casa Civil e um dos petistas mais próximos de Lula, o que amplia o impacto eleitoral das suspeitas. Por essa razão, cresce entre aliados do próprio governo a avaliação de que seu afastamento da liderança poderia preservar o Palácio do Planalto do desgaste associado ao caso. Nos bastidores, essa alternativa é um dilema para Lula: afastar Wagner pode ser interpretado como reconhecimento implícito das acusações; mantê-lo no cargo, expõe o governo a ataques permanentes da oposição.
O que Mendonça está sinalizado foi denunciado por Eliana Calmon, outra magistrada que sofreu pressão por pregar justiça 9:02 AM · 18 de jun de 2026 “É inconstitucional investigar juiz, segundo CNJ)” “Espírito de corpo, segundo Calmon” corpo, anagrama de porco file:///C:/Users/User/Downloads/congresso_meio_seculo_oliveira.pdf
"Não cabe ao Príncipe possuir a virtude da razão, mas sim simular a força do tutor; pois para perpetuar-se no poder, mais vale carimbar a obediência do que esclarecer o vulgo." (Inspirado no Capítulo XV de O Príncipe) O Vazio dos Justos: Por que a Virtude é o Caminho Mais Curto para o Ostracismo A história política não é um tribunal de almas; é um tabuleiro de forças. Aqueles que analisam o Estado pelo prisma da moralidade cristã ou da ética kantiana confundem o palco com os bastidores. Como bem demonstrou Nicolau Maquiavel em O Príncipe, existe uma distância intransponível entre o modo como se vive e o modo como se deveria viver. Aquele que negligencia o que se faz em nome do que se deveria fazer ruma para a própria ruína. Daí depreende-se a tese fundamental da sobrevivência dinástica e partidária: se almejas perpetuar-te no poder, não queiras passar-te por honesto ou sincero. Podes arriscar-te a não ser nada. I. O Erro da Estética da Pureza O governante que se apresenta como vestal da moralidade comete o pior dos erros estratégicos: ele cria um padrão que nenhum ser humano inserido na máquina estatal é capaz de sustentar. A política real exige consórcios, concessões e o manejo de interesses fisiológicos. Ao vestir o manto da pureza incontestável, o Príncipe cede aos seus adversários a sua arma mais letal: a hipocrisia. Qualquer deslize menor, qualquer composição necessária com o baixo clero do parlamento, transforma-se em estelionato eleitoral. O cinismo institucionalizado, por outro lado, é um escudo realista. Quando Adhemar de Barros aceita o dístico informal do "Rouba mas faz", ele opera uma transação lógica impecável com o eleitorado. Ele retira a discussão do campo metafísico da "honestidade" (intransitável na gestão pública) e aterrissa no campo utilitarista da "entrega". O eleitor, criatura pragmática, entende o pacto: a corrupção é o atrito inevitável da máquina; a obra é o produto final. O governante que tenta parecer santo paralisa a máquina pelo medo do atrito e entrega o nada. E o nada destitui reis. II. A Sinceridade como Suicídio Tático A sinceridade é uma luxúria que o poder não pode se permitir. O governante sincero é um governante previsível, e o governante previsível é facilmente devorado. Quando a ex-presidente Dilma Rousseff verbalizou que "para ganhar eleições a gente faz o diabo", ela não cometeu um erro de intenção, mas sim um erro de liturgia. Ela enunciou a verdade nua da Realpolitik. O erro foi a quebra do segredo, mas a lógica por trás da fala permanece intacta: o processo de conquista do poder é amoral por natureza. A verdade crua choca o vulgo, que prefere ser docilmente enganado. O povo deseja a ilusão da ordem tanto quanto deseja os benefícios da infraestrutura. Paulo Maluf, ao proferir sua infame e violenta máxima na Faculdade de Direito, despiu o cinismo de sua maquiagem retórica e expôs as vísceras da dominação e da passividade popular. A resposta do sistema não foi a punição pela amoralidade, mas o repúdio pela falta de decoro. Na ciência política maquiavélica, a aparência de virtù deve ser mantida para as massas, mas a prática do vício necessário deve ser executada sem hesitação nos bastidores. O sincero destrói o véu que protege o Estado. III. O Clientelismo Pragmático: O Exemplo de Bié A perpetuação no poder exige a manutenção de bases fiéis. A pureza ideológica não alimenta redes de apoio. O Deputado Bié, ao distribuir cédulas carimbadas no chão batido do interior, compreendia a lógica da dependência mútua muito melhor do que os teóricos do direito constitucional. Ele não buscava a admiração intelectual do eleitor, mas a sua fidelidade estomacal. Para o necessitado, a honestidade abstrata do governante não se traduz em teto ou pão. O suborno institucionalizado, o clientelismo e a emenda parlamentar são os filamentos que unem o topo da pirâmide à sua base. O político que se recusa a operar esse sistema sob o pretexto de manter as mãos limpas perde o território para quem não tem tais pudores. Ele isola-se em sua torre de marfim ética até ser sumariamente substituído. No vácuo do poder, a honestidade inoperante é sempre derrotada pelo pragmatismo eficiente. IV. Conclusão: A Ruína dos Justos Querer passar-se por inteiramente honesto ou sincero em um ambiente estruturado pela disputa de poder é uma contradição em termos. O Príncipe que se apega à verdade absoluta abdica da flexibilidade necessária para dobrar-se aos ventos da Fortuna. Os homens esquecem mais rápido a morte do pai do que a perda do patrimônio ou a ausência de um governo forte. Se o governante busca a imortalidade política, deve abraçar o cinismo metodológico: ser dissimulado quando a sobrevivência exigir, ser cruel quando a ordem vacilar e, acima de tudo, nunca guiar seus atos pela opinião dos moralistas. Quem busca a santidade deve procurar os altares, não os palácios. Nos palácios, os que insistem na pureza arriscam-se a não ser, absolutamente, nada.Para expandirmos
Um espectro ronda o caso Master Por O Estado de S. Paulo Disputa entre Mendes e Mendonça no STF sobre prisão do clã Vorcaro expôs questão crucial: como investigar a corrupção sem repetir os erros – nem negligenciar as virtudes – da Lava Jato “Vejo desconfortante semelhança.” Foi assim, aludindo à Lava Jato, que o ministro Gilmar Mendes questionou a condução do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) ao votar contra a manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Seu colega André Mendonça, relator do caso, rebateu: “Não estamos julgando a Lava Jato”. A disputa resumiu a sessão da Segunda Turma do STF. Mendes dedicou boa parte de seu voto exumando sombras de Curitiba, enquanto Mendonça descrevia uma organização com “contornos de máfia”. Segundo a Polícia Federal (PF), ela continuou operando mesmo após os inquéritos, intimidou testemunhas, manipulou canais financeiros e tentou administrar os estragos provocados pelo avanço das investigações. O contraste importa porque as prisões não foram decretadas para punir fatos passados nem extorquir delações. Os autos demonstram o fundamento cautelar das prisões. Mendonça mencionou dois braços da estrutura investigada. Um seria responsável por coerções e obtenção ilegal de informações. O outro atuaria no campo digital, com monitoramento ilícito de autoridades e testemunhas e ataques cibernéticos. O ministro também relatou tentativas de administrar o espólio de Felipe Mourão, o “Sicário”. Os investigadores sustentam que houve infiltrações na própria PF e transações destinadas a comprar silêncios e neutralizar riscos. Mendes, por sua vez, preferiu concentrar sua atenção em reminiscências de vazamentos e pressões para delações de sua bête noire, a Lava Jato. O alerta merece ser levado a sério. O Brasil conhece os estragos produzidos por investigações que extrapolaram seus limites legais. Mas comparações só ganham força se acompanhadas de demonstração respeitosa aos fatos. Mesmo admitindo-se que o decano não tenha outras motivações além de preservar a higidez do processo, escolheu mal suas analogias. Só o ministro Dias Toffoli, relator de recursos da Lava Jato, acredita que magnatas escoltados pelas bancas advocatícias mais caras do País confessaram crimes no “pau de arara do século 21”. As irregularidades que transformaram a Lava Jato num problema institucional eram de outra ordem. Onde está a colaboração imprópria entre juiz e acusação? Onde está a manipulação de competência? Onde está a perseguição política? Se Mendes está preocupado com abusos dessa natureza, não precisa rememorar uma distante Curitiba. Na própria Praça dos Três Poderes, neste exato momento, um juiz conduz inquéritos no mínimo nebulosos e múltiplas vezes mais “desconfortantes”. O embate havido na Segunda Turma expõe um dilema que acompanha o sistema de Justiça desde o colapso da Lava Jato. Os excessos daquela operação precisavam ser corrigidos; mas os crimes que ela desbaratou precisavam ser punidos. O problema começou quando a correção foi transformada em álibi para justificar uma amnésia seletiva, a ponto de converter delinquentes confessos em vítimas. Mendes escrutinou a atuação de Mendonça com lupa. Questionou procedimentos, cronologia, acesso a documentos e fundamentos cautelares. Nada há de errado nisso. O estranho é lembrar que o mesmo caso Master passou meses sob uma relatoria – não por mera coincidência, de Toffoli – abarrotada por dúvidas sobre competência, imparcialidade e transparência. Naquela fase, a vista foi bem grossa e não houve nenhum desconforto. O futuro julgamento do caso Master ficará registrado como algo maior do que uma divergência sobre o propósito de prisões preventivas. Está-se diante de um choque entre duas maneiras de encarar o legado ambíguo da Lava Jato. Para uma delas, o hiperfoco nos abusos é tal que passa a enxergá-los em qualquer investigação ambiciosa – e incômoda. A outra assimila as lições, não perde de vista o fim do combate à corrupção e se pergunta se os meios são adequados. A resposta dos demais ministros da turma foi inequívoca: os obstrutores da Justiça seguirão presos. Antes de procurar Curitiba em cada esquina, convém examinar o que está acontecendo diante dos próprios olhos. “Certos setores atuam para criar um vício. Há um sistema articulado para isso”, alertou Mendonça. “Eu não sou cego.” Eis aí uma advertência da qual Mendes deveria se ocupar – se é que já não está se ocupando. 19/06/26- Vorcaro comprou a República carcomida que estava à venda. Não é ideologia, é dinheiro sujo Marco Antonio Villa

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Me dê motivo

TOM JOBIM - BOSSA NOVA INSTRUMENTAL (39 MÚSICAS) Guilherme Santini | Açúcar do Pão Poesia | Presságio, de Fernando Pessoa
Resumo: O Esquema do Banco Master e as Relações de Poder A investigação sobre as fraudes do Banco Master expôs uma teia de influência que redesenhou as dinâmicas de poder em Brasília, conectando o empresário Daniel Vorcaro aos três Poderes da República. O "82º Senador da República": O termo foi cunhado pela Polícia Federal para descrever o tamanho da interferência de Daniel Vorcaro no Legislativo. Mesmo sem mandato, o banqueiro atuava como um parlamentar extra, chegando a redigir integralmente emendas a Propostas de Emenda à Constituição (como a PEC 65/2023) para expandir limites de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e favorecer seus negócios. Os Pares de Vorcaro (Congresso, Executivo e Judiciário): A força de Vorcaro se sustentava em uma ampla rede de interlocutores pagos. No Congresso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) é apontado como operador central do esquema, recebendo mesadas milionárias e caronas em jatos. No Executivo, a influência alcançou o Palácio do Planalto por meio do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de buscas da PF por supostos repasses imobiliários e financeiros. No Judiciário, as investigações revelaram conexões com ministros de tribunais superiores e o voto isolado de Gilmar Mendes no STF contra as prisões do clã Vorcaro. O "Líder da Minoria" no STF: Como contraponto a essa rede de influência judicial, o ministro André Mendonça consolidou-se como o "líder da minoria" no STF. Ele encabeça a ala rigorosa do tribunal que barrou tentativas de blindagem política, manteve as prisões preventivas dos parentes de Vorcaro, rejeitou acordos de delação seletiva e autorizou as buscas contra o núcleo político do caso, como as medidas deflagradas contra Jaques Wagner.
quinta-feira, 18 de junho de 2026 Mendonça vira ‘líder da minoria’ no STF, por Carolina Brígido O Estado de S. Paulo Mesmo com delação de Daniel Vorcaro rejeitada, ministro mostrou que não dará alívio a autoridades André Mendonça pode até integrar uma ala minoritária no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas ideias que defende e pelos votos que profere. Mas, na última terça-feira, saiu da sessão da Segunda Turma consolidado como líder da minoria na Corte, para pegar emprestado um termo do Congresso Nacional. Por três votos a um, o colegiado confirmou a decisão do relator das investigações sobre o Banco Master de manter presos o pai e o primo de Daniel Vorcaro. Com apenas quatro ministros votantes, Mendonça só precisava de dois aliados para sair vencedor. O relator contou com uma dose de sorte. No Supremo, Mendonça tem dois apoiadores fiéis, que concordam com ele em matéria penal: Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Coincidentemente, os dois integram a Segunda Turma. Depois que Dias Toffoli se declarou impedido para julgar o caso Master, o caminho de Mendonça rumo à maioria ficou menos tortuoso. Apenas Gilmar Mendes defendeu que os investigados fossem transferidos para a prisão domiciliar. Nas sessões de turma, Gilmar costuma fazer uma dobradinha com Toffoli. Desta vez, ficou isolado. Gilmar, porém, não facilitou para Mendonça. Fez críticas quanto à condução das investigações e comparou os métodos aos da Lava Jato. No fim, o relator falou mais alto. Alegou que não prendia ninguém para forçar acordo de delação e defendeu sua posição com a voz empostada de pastor evangélico. Aproveitou para falar do caso Master como nunca tinha feito antes em público. Revelou que a defesa “perdeu o pudor” ao propor uma delação seletiva. “Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva? Comigo, não!’” Gilmar representa um grupo do Supremo insatisfeito com o rumo das investigações do Master. Alexandre de Moraes e Toffoli fazem coro ao colega. Os dois tiveram ligações com Vorcaro expostas ao longo das investigações. Mas, como relator do escândalo do Master, Mendonça pode abdicar da maioria numérica dos ministros do Supremo. Ter vitória garantida na Segunda Turma é suficiente, porque é lá que as questões referentes ao Banco Master serão julgadas. Não satisfeito com a votação na turma, Mendonça mirou a aprovação da opinião pública ao divulgar, pouco antes do julgamento, novas provas da investigação que reforçavam a necessidade de manter o pai e o primo de Vorcaro atrás das grades. Ou seja: o ministro está disposto a incomodar colegas do STF e a classe política em meio ao período eleitoral. A recusa à delação de Vorcaro fez Brasília respirar aliviada por apenas um dia. O clima tenso voltou a assombrar os três Poderes a partir do julgamento de terça-feira. Eu Amo Você Tim Maia Composição: Cassiano, Silvio Rochael.
Entre guerras teatrais e promessas vazias: política, poder e o eleitor decisivo A política contemporânea, tanto no plano doméstico quanto no internacional, tem sido marcada por uma combinação inquietante de improviso estratégico e cálculo eleitoral de curto prazo. O entrelaçamento dessas duas dimensões — a condução de conflitos externos e a disputa por votos internos — revela um padrão mais amplo: líderes que operam sob pressão constante por resultados imediatos, muitas vezes em detrimento de coerência, previsibilidade e institucionalidade. No cenário internacional, decisões de alto impacto têm sido descritas por analistas como desprovidas de clareza estratégica duradoura. A ideia de “guerras teatrais” — conflitos conduzidos com objetivos fluidos, retórica maximalista e saídas ambíguas — aponta para um modelo de ação em que o gesto político importa tanto quanto, ou mais do que, seus resultados concretos. Nesse contexto, ameaças grandiloquentes e metas absolutas, como “rendição incondicional”, convivem com recuos táticos e redefinições de objetivos. O risco, evidentemente, é a erosão da credibilidade internacional e o enfraquecimento de alianças, além de custos financeiros e humanos significativos. Essa lógica não está dissociada da política interna. Ao contrário, ela frequentemente responde a ela. Em sistemas altamente polarizados, onde margens eleitorais são estreitas, a busca por “vitórias” — reais ou simbólicas — torna-se imperativa. A política externa, nesse sentido, pode ser instrumentalizada como extensão da arena doméstica, convertendo crises internacionais em ativos políticos. No Brasil, a dinâmica eleitoral exposta por estudos recentes reforça essa leitura. Em um eleitorado profundamente dividido, um contingente reduzido — estimado em torno de 3% — tende a decidir eleições presidenciais. Esse grupo, embora pequeno em proporção, é numericamente expressivo e politicamente decisivo. Mais importante: sua motivação não é abstrata ou ideológica, mas concreta. A história eleitoral brasileira sugere que promessas econômicas tangíveis — controle da inflação, geração de empregos, expansão de renda — foram determinantes nas vitórias mais contundentes. Hoje, contudo, observa-se um desalinhamento entre oferta e demanda política. De um lado, governos enfrentam dificuldades em traduzir suas agendas em melhorias perceptíveis no cotidiano da população. De outro, a oposição nem sempre consegue apresentar projetos econômicos críveis que transcendam a mera rejeição ao adversário. O resultado é um vácuo de narrativa capaz de mobilizar justamente o eleitor mais decisivo. Nesse ambiente, o populismo — em suas diferentes versões — encontra terreno fértil. Seja na forma de promessas simplificadoras no campo econômico, seja na dramatização de conflitos externos, ele oferece respostas rápidas para problemas complexos. Mas o custo dessa estratégia é elevado. Ao reduzir a política a gestos simbólicos ou soluções imediatistas, enfraquece-se a capacidade de planejamento de longo prazo e de construção de consensos duradouros. Há, portanto, uma convergência estrutural entre os dois planos analisados. A condução errática de conflitos internacionais e a fragilidade das propostas econômicas no debate eleitoral não são fenômenos isolados, mas manifestações de uma mesma lógica política: a prioridade do impacto imediato sobre a consistência estratégica. Para o eleitor decisivo — aquele que, em última instância, define eleições — a questão permanece aberta. Em meio a promessas difusas e demonstrações de força muitas vezes inconclusivas, o que ainda parece em falta é precisamente o elemento mais simples e mais difícil: um motivo convincente. Um motivo que não se sustente apenas na retórica ou no confronto, mas na capacidade real de melhorar a vida cotidiana. Sem isso, a política corre o risco de se transformar, simultaneamente, em espetáculo externo e frustração interna — um jogo em que se anunciam vitórias, mas poucos reconhecem seus benefícios. quinta-feira, 18 de junho de 2026 Lula fala ao vivo em coletiva de imprensa após reunião com líderes da cúpula do G7; assista "PRIMEIRO EU FIZ QUESTÃO DE DIZER PARA ELES DUAS COISAS IMPORTANTES QUE O BRASIL FEZ: A PROIBIÇÃO DE TELEFONES CELULARES NAS ESCOLAS E, SEGUNDO, O ECA DIGITAL, QUE É A REGULAÇÃO DIGITAL MAIS IMPORTANTE FEITA NO MUNDO PARA JOVENS E ADOLESCENTES. TÁ? É A REGULAÇÃO MAIS IMPORTANTE ATÉ AGORA FEITA PELO PLANETA TERRA E EU QUERIA QUE ELES CONHECESSEM..." Até onde vai a leitura feita no teleprompter, no trecho anterior, e onde começa o improviso? Fundamente, justifique e conclua. Para analisar a transição entre o texto preparado (teleprompter) e a fala espontânea (improviso) no trecho citado, é necessário observar marcadores linguísticos, a estrutura sintática e o comportamento típico de discursos políticos formais em eventos globais. O trecho pode ser dividido exatamente na palavra "adolescentes." 1. Onde termina o Teleprompter e começa o Improviso Até onde vai o Teleprompter: "Primeiro eu fiz questão de dizer para eles duas coisas importantes que o Brasil fez: a proibição de telefones celulares nas escolas e, segundo, o ECA Digital, que é a regulação digital mais importante feita no mundo para jovens e adolescentes." Onde começa o Improviso: "Tá? É a regulação mais importante até agora feita pelo Planeta Terra e eu queria que eles conhecessem..." 2. Fundamentação e Justificativa A distinção entre as duas partes fundamenta-se em três pilares principais: A. Marcadores de Oralidade e Interpelação (Fática) A inserção da palavra "Tá?" é o indicador mais clássico de quebra de leitura. Trata-se de um vício de linguagem e um marcador conversacional de busca de aprovação ou checagem de atenção do interlocutor. Textos escritos para teleprompter (discursos oficiais) evitam terminologias de apoio oral, pois o objetivo do equipamento é simular um fluxo de pensamento contínuo e formal para o público. B. Redundância e Hipérbole (Exagero Retórico) No trecho atribuído ao teleprompter, a qualificação do projeto é forte, mas técnica: "a regulação digital mais importante feita no mundo". No trecho seguinte, o orador repete a mesma ideia de grandeza, porém de forma hiperbólica e menos polida: "é a regulação mais importante até agora feita pelo Planeta Terra". A substituição do termo geopolítico/jurídico "mundo" pela expressão astronômica/física "Planeta Terra" é uma marca típica do cérebro buscando ênfase em tempo real (improviso), gerando uma redundância semântica imediata. C. Quebra da Estrutura Sintática (Anacoluto) O texto programado possui uma estrutura paralela clara: "duas coisas importantes [...] primeiro [X] e, segundo, [Y]". Essa ordem é fechada com sucesso em "jovens e adolescentes." A frase subsequente abandona a estrutura de tópicos preparada, reinicia o raciocínio para reforçar o ponto Y e termina com uma oração incompleta ("...e eu queria que eles conhecessem..."), sinalizando que o orador começou a formular o desfecho da frase enquanto já estava falando, sem o apoio do texto escrito. 3. Conclusão A leitura do teleprompter encerra-se na palavra "adolescentes", ponto em que a mensagem institucional e o plano de dados planejados pela assessoria foram integralmente entregues. A partir do "Tá?", inicia-se o improviso, motivado pelo desejo do orador de enfatizar o orgulho nacional pela medida ("Planeta Terra") e de criar uma conexão mais informal com a plateia, resultando na perda da precisão sintática que caracterizava o início do parágrafo.Se você quiser, Me Dê Motivo Tim Maia
quarta-feira, 17 de junho de 2026 O 82º senador, por Marcelo Godoy O Estado de S. Paulo Daniel Vorcaro não foi eleito nem se filiou a partido, mas liderava uma bancada silenciosa Ele não teve um voto. Não era filiado a nenhum partido político. Também não apareceu no horário eleitoral ou nas audiências públicas no Congresso. Mas conseguia propor projetos, mobilizar lideranças, convocar autoridades para alterar não apenas leis, mas para emendar até mesmo a Constituição do Brasil. Tudo para facilitar os seus negócios. A atuação parlamentar de Daniel Vorcaro transformou o banqueiro no 82.º senador da República. Apesar de não ter gabinete ou cadeira no plenário do Senado, o chefe da organização por trás da fraude bilionária do Banco Master dispunha de uma bancada silenciosa, que podia provocar “hecatombes” em Brasília. Como? Para entender o funcionamento dos tentáculos do banqueiro, o eleitor deve ler as 87 páginas da informação de polícia judiciária 1381577/2026, cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça. Na página 18, os federais registraram uma mensagem de 17 de maio de 2024 do banqueiro para a namorada Martha Graeff, que questionou quem era o homem ao lado de Vorcaro em uma foto. “Ciro Nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida.” Vorcaro tinha muitos amigos. O banqueiro perdulário pagava viagens e despesas em hotéis de luxo do senador e de deputados, como Hugo Motta e Doutor Luizinho. Dava festas com ucranianas e russas e promovia degustações de charutos e uísque. Adquiriu o direito de redigir a Emenda 11 à PEC 65/2023, que propunha ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). “Saiu exatamente como mandei”, disse Vorcaro, após ler a emenda, de autoria de Ciro. Em mensagem ao banqueiro, um assessor definiu o efeito que a medida teria: “Você sextuplica seu negócio”. O FGC informou em 17 de janeiro de 2026 que pagou R$ 40,6 bilhões em garantias aos 800 mil clientes do Master. Isso equivalia a 32,5% da liquidez do fundo, o que dá uma ideia da sangria que haveria no FGC se a tal emenda tivesse sido aprovada. O 82.º senador da República ainda teria participado da redação de outros dois projetos de lei. Os federais concluíram que o amigo Ciro atuava para “defender os interesses do banqueiro em troca de vantagens indevidas”. O senador e ex-ministro de Jair Bolsonaro se diz inocente e vítima de perseguição. Além da vida nababesca, ele receberia do 82.º senador uma mesada de R$ 300 mil e participações societárias adquiridas com deságio – ganhou R$ 11 milhões em uma dessas operações. A PF o acusa de corrupção, de organização criminosa, de lavagem de dinheiro e de crime contra o sistema financeiro nacional durante o tempo em que seu amigo ocupava a 82.ª cadeira no Senado. Festa do interior (feat. Moraes Moreira) - Forróçacana - O melhor forró do mundo (Ao vivo) Indie Records 21 de dez. de 2019 #IndieRecordsBR #Forró #Forróçacana Faixa exclusiva do DVD "O melhor forró do mundo (Ao vivo)" da banda Forróçacana. Gravado em 1 de março de 2005 no Canecão (RJ) o primeiro DVD da banda é uma festa que reune clássicos do forró e inéditas da banda. O show conta com convidados muitos especiais: Alceu Valença, Alcione, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira, Raimundo Fagner e Zeca Baleiro. Ouça no seu serviço de música preferido https://orcd.co/gxn6r4 Festa do interior (feat. Moraes Moreira) (Moraes Moreira, Abel Silva) Fagulhas, pontas de agulhas Brilham estrelas de São João Babados, xotes e xaxados Segura as pontas meu coração Bombas na guerra-magia Ninguem matava, ninguem morria Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Fagulhas, pontas de agulhas Brilham estrelas de São João Babados, xotes e xaxados Segura as pontas meu coração Bombas na guerra-magia Ninguem matava, ninguem morria Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor E ardia aquela fogueira Que me esquenta a vida inteira Eterna noite sempre a primeira Festa do Interior E ardia aquela fogueira Que me esquenta a vida inteira Eterna noite sempre a primeira Festa do Interior #IndieRecordsBR #Forróçacana #OMelhorForróDoMundoAoVivo #Forró

quarta-feira, 17 de junho de 2026

"Uns Oito ou Nove"

Como a fluidez dos números desafia a rigidez dos freios e contrapesos
Carta XCVII (97) De Usbek a Rhedi, em Veneza Tenho observado aqui nos franceses um costume mental que desafia toda a geometria e que faria empalidecer nossos matemáticos mais severos de Ispahan. Nesta terra, a exatidão é uma virtude que se celebra nos tratados, mas que se evita com extremo refinamento na vida prática. Outro dia, passava eu pelos aposentos de meu palácio quando meus olhos e ouvidos foram atraídos pela lucarna de uma dessas caixas luminosas a que chamam televisão. Ali, um homem público era submetido ao rigor de um interrogatório, uma espécie de tribunal cênico onde a verdade é exigida com gravidade, mas recebida com entretenimento. Indagado sobre a quantidade exata de certos eventos, o interpelado não hesitou em sacar um escudo retórico de uso universal entre eles: respondeu que eram "uns oito ou nove". Fiquei estático à porta, tomado por uma profunda reflexão sobre o espírito dessas palavras. Percebi que o numeral, para esses ocidentais, não é uma medida de peso, mas um estado de espírito.Aquele que diz "uns oito ou nove" pensa estar fixando um limite; na verdade, está inaugurando um abismo de incertezas. Sendo o "uns" o signo da imprecisão primitiva, o cálculo não se fecha em si mesmo, mas expande-se como os círculos na água. Analisando a mecânica desse pensamento, compreendi que "uns oito ou nove" carrega em seu ventre tanto a timidez de um "uns sete ou oito" quanto a audácia oculta de um "uns nove ou dez". O erro caminha para ambos os lados com igual direito de cidadania.Os europeus creem ter inventado a clareza com as luzes da filosofia, meu caro Rhedi, mas a verdade é que preferem viver na penumbra de suas estimativas flutuantes. Para eles, definir o mundo com exatidão seria o mesmo que aprisioná-lo, e eles amam demais a própria liberdade para se deixarem escravizar por um algarismo. De Paris, no 8º da lua de Saphar, 2026. Segunda Turma do STF - 16/6/2026 STF Transmissão ao vivo realizada há 8 horas Os ministros que integram a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal realizam, nesta terça-feira (16), a sessão de julgamentos. Acompanhe!
terça-feira, 16 de junho de 2026 A crise do Supremo, por André Mendonça, por Maria Cristina Fernandes Valor Econômico Levantamento do Insper mostra que o ministro é o de votos mais divergentes na Corte “Há um desequilíbrio entre os Poderes quando um tribunal avança pela criação de regras e não por sua aplicação”. Depois de uma exposição de 20 minutos sobre o impacto das decisões do Supremo Tribunal Federal na segurança jurídica do país, em evento fechado para CEOs, executivos e acadêmicos no Insper, o ministro André Mendonça sentou para uma sessão de cinco perguntas. Recorrendo ao conceito do “juiz criativo” do jurista italiano Luigi Ferrajoli, discípulo de Norberto Bobbio, emendou: “O Judiciário não pode dar a primeira e a última palavra, precisamos ter autocontenção”, tomando posição na contenda que mobiliza críticas da academia, da sociedade e do próprio colegiado, dividido entre o presidente da Corte, ministro Edson Fachin e o decano, ministro Gilmar Mendes, que joga em todas as posições. Apontou disfuncionalidade nas ações penais originárias iniciadas diretamente na Corte, como o inquérito das fake news, e criticou o elevado quórum de agentes legitimados a acessar o Supremo. “Tudo isso precisa ser discutido no processo constituinte derivado”, disse, numa referência explícita a uma reforma do judiciário. Ao elencar os princípios decisórios da boa prática jurídica, disse ser necessário evitar os abusos da retroatividade: “O STF aplica novas regras ao que já estava estabelecido. É algo que preocupa muito. Indicadores do Bird sobre regulação no Brasil são piores que os do Paraguai.” Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a banda em que toca o ministro avesso a entrevistas e relator das duas das mais bombásticas ações em curso no STF, do Master e do INSS, conheceu ali seu diapasão. “O primeiro passo é reconhecermos que estamos doentes”, disse, ao atestar a “crise de credibilidade” das instituições. André Mendonça não entende por “autocontenção” a reclusão - “nosso gabinete não representa o mundo”. Exibiu sua vacina para o ativismo religioso ao citar a ida ao culto presbiteriano no último domingo onde disse ter abraçado uma idosa na cadeira de rodas e uma criança: “O julgador deve estar próximo do povo e da sociedade”. Contrariando orientação da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mendonça compareceu no feriado de Corpus Christi, pela quinta vez, à Marcha para Jesus e, do trio elétrico, definiu o momento como “um marco histórico onde milhões de brasileiros se unem para testemunhar que foram transformados por Jesus”. O ministro não mencionou os inquéritos que conduz, mas sugeriu o rumo tomado: “Se os mecanismos de prevenção e responsabilização deixam de funcionar a sociedade chega à conclusão de que não vale a pena acreditar nas instituições e fazer o certo.” Preparou ainda aquela plateia para as citações que estavam por vir. O primeiro foi o alemão Jurgen Habermas - “Dizem que é de esquerda mas não me importo” - que tomou de empréstimo para descrever a “imparcialidade qualificada” com a qual o juiz deve estar aberto para ouvir as partes podendo até modificar sua pré-compreensão dos fatos. O segundo foi o indiano Amartya Sen: “Se estamos longe do ideal de justiça, comecemos por não cometer injustiças; nossas decisões devem prevalecer pela força dos argumentos e não pelo argumento da força.” E, finalmente, ao responder a uma pergunta do professor do Insper e coordenador do encontro, Diego Arguelhes, sobre a separação entre os Poderes, arrematou: “Nossas decisões impactam a sociedade e a política. Fui indicado por um presidente de direita, mas não estou lá para ser um ministro de direita, e, sim, julgar de acordo com a Constituição. E isso precisa ser percebido pela sociedade.” O ministro chegou depois que o ex-ministro Nelson Jobim já tinha falado e teve que deixar o auditório assim que terminou sua exposição para pegar seu vôo de volta para Brasília. Não viu, portanto, quando Jobim preparou o terreno com um histórico das disfuncionalidades que vulnerabilizam o STF. Nem tampouco quando professor do Insper, Ivar Hartmann, que, em grande parte, referendou as disfuncionalidades já decantadas com uma montanha de dados. Com dois colegas, Arguelhes e Evan Rosevear, minerou a base de dados do STF, com 2,23 milhões de votos de 1988 até 2023. Constatou que as decisões monocráticas são 94,8% do total - 6 mil por ano para cada ministro - sendo que 36% permanecem sigilosas. No inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, aquelas em segredo de justiça são a maioria. É Moraes também quem detém o recorde (43,8%) de processos distribuídos por “prevenção”, quando não há sorteio e o ministro que cuida de ação correlata fica com o processo. Foram constatadas 74% de decisões unânimes (nos EUA a parcela é inferior a 50%). O campeão de divergência foi o ministro Marco Aurélio Mello, que integrou a Corte durante 31 dos 35 anos da pesquisa e saiu em 2021. Sua taxa foi de 16,8%. Mendonça, que o substituiu, vem em seguida, com 2,4%. O levantamento abrange a estreia do ministro num tribunal em litígio com o governo Jair Bolsonaro e o primeiro ano do inquérito do golpismo. “O que a Corte decide depende, antes de tudo, de como ela decide. Em colegiado, um tribunal cujo dissenso é raro e ainda pouco estudado. Individualmente, um tribunal com prática cada vez mais distante daquela desenhada pela Constituição”, concluiu Hartmann num momento em que o ministro divergente já decolava para Brasília.
Foto: : Luiz Silveira/STF STF condena Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo sobre tentativa de golpe 1ª Turma seguiu o voto do relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes; em instantes, mais detalhes 16/06/2026 17:14 - Atualizado há 26 minutos atrás Post Views: 1.310 Fotografia da sessão da Primeira Turma em 16 de junho de 2026. Foto: : Luiz Silveira/STF Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com o colegiado, ficou comprovado que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. O ministro Cristiano Zanin, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, ministro Flávio Dino, seguiram o voto do relator da Ação Penal (AP) 2782, ministro Alexandre de Moraes. Após o intervalo, a sessão será retomada para que o colegiado decida sobre a fixação da pena. Em instantes, mais detalhes. Leia mais: 15/6/2026 – STF julga nesta terça (16) ação contra Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferência em julgamento sobre golpe de Estado Primeira Turma do STF - julgamento da AP 2782 - 16/6/2026 STF Transmissão ao vivo realizada há 3 horas Nenhuma descrição foi adicionada ao vídeo. Checks and balances Primeira Turma do STF - julgamento da AP 2782 - 16/6/2026 STF assistindo agora Transmissão iniciada há 3 horas Nenhuma descrição foi adicionada ao vídeo. STF Termo em inglês para 'freios e contrapesos'. Sistema de organização dos poderes do Estado (Executivo, Legislativo, Judiciário) no qual cada poder tem mecanismos para controlar e limitar os excessos dos outros, buscando o equilíbrio e evitando a tirania. Sinônimos Freios e contrapesos Aplicações práticas Direito Constitucional O princípio de checks and balances é fundamental no Direito Constitucional, pois assegura que nenhum dos poderes do Estado atue de maneira desmedida, garantindo a proteção de direitos e a estabilidade das instituições democráticas. Termos relacionados Freios e contrapesos Tião Carreiro e Pardinho * A Viola e o Violeiro jrjafilmes Texto Revisado" "Morre um homem, fica a fama e minha fama dá trabalho." QUEM PAGA ESCOLHE A MÚSICA QUE A BANDA TOCA. A Viola e o Violeiro: "Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a banda em que toca o ministro avesso a entrevistas e relator das duas das mais bombásticas ações em curso no STF, do Master e do INSS, conheceu ali seu diapasão." "Tem gente que não gosta da classe de violeiro No braço desta viola defendo meus companheiros Pra destruir nossa classe tem que me matar primeiro Mesmo assim depois de morto ainda eu atrapalho Morre um homem, fica a fama e minha fama dá trabalho." Dono de banco, OK. Ex-banqueiro, vá lá. Colaborador premiado, ainda dá. Colaborador, jamais. Delator, perfeito. Delator premiado, suporta-se. New Balance, dizem que preciso colaborar. Com quem, cara pálida? Quem vai colaborar para a minha sobrevivência, após a colaboração que esperam de mim? Vejo muitos ex-colaboradores, premiados. Mais vale ser ex-colaborador, vivo e premiado, que premiado morto.
Versão ao Estilo de João Antônio Dono de banco? Tá legal, vá lá. Ex-banqueiro? Vá que seja, a gente engole. Delator premiado? É bicho que dá pra suportar, o sujeito entrega os caroços e salva a pele. Mas colaborador? Colaborador não dá, parceiro. Jamais. Colaborador é conversa mole, maquiagem de sala de estar. Cagueta é cagueta, dedo-duro puro e pronto. Delator, perfeito. O resto é gogó. Aí vem a estica, o calçado fino: New Balance. Dizem pra este aqui que o negócio é colaborar. É o marmelo. Mas vem cá, cara pálida. Colaborar com quem? Quem é que vai segurar o meu prato, garantir o meu almoço e a minha pele depois que eu botar a boca no trombone? Quem limpa a barra de quem se desgraça? O que eu mais vejo por aí é ex-parceiro premiado, jogado às traças, com o prêmio virando cinza no bolso. Jogo de piranha. Na lei da rua e no jogo da vida, a conta é curta e grossa, meu chapa: mais vale um cagueta vivo e esperto, respirando no sufoco, do que um premiado estendido no caixão, morto e engomado. 16/06/26 - Bananinha deve ser condenado. Um a menos na caterva extremista Marco Antonio Villa Transmissão ao vivo realizada há 9 horas #marcoantoniovilla #bananinha #eduardobolsonaro #marcoantoniovilla #bananinha #eduardobolsonaro
Leis e JustiçaBrasil O que é o STF e como difere de outros tribunais pelo mundo Edison Veiga 27/03/202327 de março de 2023 Herdeiro da corte trazida pelos portugueses à então colônia, Supremo Tribunal Federal é inspirado no modelo americano. Cargos vitalícios se justificariam pela atuação dos ministros sem pressões ligadas a um mandato.
Lucarne Camden Malthouse (left) and Camden Mill (1880) beyond, Bath[1] The term, "lucarne", is borrowed from French: lucarne, which refers to a dormer window, usually one set into the middle of a roof although it can also apply to a façade lucarne, where the gable of the lucarne is aligned with the face of the wall. This general meaning is preserved in British use, particularly for small windows into unoccupied attic or spire spaces.[2][3] Nikolaus Pevsner described it as "a small gabled opening in a roof or a spire".[4] The Encyclopædia Britannica says that, "A small dormer in a roof or a spire is called a lucarne".[5] Perguntas frequentes Última atualização: 12/05/2026 14:59:30 6584 pessoas já viram isso Transparência / Perguntas Frequentes O que é o Supremo Tribunal Federal? Quais as funções do STF? Quem compõe o STF? Como o STF se organiza? Como é o relacionamento entre o STF e os demais tribunais? Quantos funcionários os ministros podem ter em seus gabinetes? Quais são as principais competências do STF? Como se dá a tramitação de processos no STF? Como os processos são designados para os ministros? As decisões do STF são finais? Ou existem recursos para além do STF? Quais são algumas das principais decisões do STF? O que é o Plenário Virtual? Como funciona o Plenário Virtual (PV)? (duração, pedido de vista, destaque, fim do julgamento, possibilidade de revisão de voto, etc.) Todos os ministros apresentam votos escritos na sessão virtual? Como acompanhar as sessões do Plenário Virtual? Quando o julgamento é retomado no Plenário após o pedido de destaque, como ficam os votos já apresentados no julgamento virtual por ministros que se aposentaram? Como encontrar os votos dos ministros nos julgamentos do PV? E quando há pedido de destaque no julgamento do Plenário Virtual? Quando o julgamento é interrompido por pedido de destaque ou vista, como ficam os votos já apresentados no julgamento virtual por ministros que se aposentaram? Quais os tipos de ações são julgadas pelo STF? Como o STF define o que é julgado na Primeira ou na Segunda Turma? Casos criminais são julgados nas Turmas ou no Plenário? Como pesquisar/acompanhar o andamento de um processo em tramitação no STF? (pesquisa processual e push) Como acessar as pautas do Plenário do STF? (calendário no site, link “Ver temas”) Quando são divulgadas as pautas (ou por que não consigo acessar as pautas dos meses seguintes)? Como acessar as peças dos processos públicos em tramitação no STF? (link “Peças” nos processos objetivos, peticionamento eletrônico para processos subjetivos) É possível ter informações/acesso a peças em processos sigilosos/em segredo de justiça? Qual o prazo dos pedidos de vista no STF? Passado o prazo, o que acontece? Liminares concedidas “ad referendum” do Plenário (antes da decisão do colegiado) valem desde a decisão ou só depois do referendo? Os ministros têm prazo para analisar pedidos de liminar, agravos regimentais ou outras petições? Quais decisões individuais dos ministros são referendadas no Plenário? Decisões do STF contra uma determinada lei estadual derrubam automaticamente leis similares de outros estados? O que acontece quando o Congresso Nacional e o STF discutem o mesmo tema? Como conseguir informações sobre prazos processuais? (consultar códigos/leis ou especialistas) No geral, decisões finais em ADI passam a valer a partir de quando? Tem que aguardar julgamento de embargos? Qual o prazo para publicação dos acórdãos dos julgamentos? Os votos dos ministros ficam disponíveis antes da publicação do acórdão? Cabe recurso contra decisão individual (incluindo despacho) de ministro? Esse recurso é julgado pelo próprio ministro, pelo presidente ou pelo colegiado? O portal do STF possui algum canal que facilite o acesso e a compreensão de questões relevantes sobre os principais pontos de processos julgados pelo Supremo Tribunal Federal? Essa informação foi útil?