Mundo em Mutação
Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sexta-feira, 5 de junho de 2026
O Espelho da Vaidade e o Teatro do Poder
Arrumando o discurso
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Afagos e pontapés, por William Waack
O Estado de S. Paulo
Lula mal cabe em si no papel de que mais gosta, o de grande estadista mundial, no qual sua torrente incessante de palavras contrasta com seus efeitos práticos – ou seja, a capacidade de realizar o que diz. Mas é o papel que seus adversários insistem em dar-lhe de presente.
Jair Bolsonaro nunca teve inteligência estratégica, vide onde foi parar. Seus dois filhos conseguem ser piores. Enxergam em Donald Trump uma espécie de Guia Genial da superpotência americana, cuja condição de hegemonia planetária ele se empenha em diminuir.
Em relação ao Brasil, porém, os interesses de Trump estão definidos. Somos um tipo de peão fornecedores de commodities, especialmente as de importância geopolítica, e irritantes cerceadores das atividades de empresas americanas (ênfase no setor financeiro e digital) que precisam ser disciplinados.
Via coerção política, comercial e, potencialmente, através de ferramentas financeiras. Coerção militar não se vislumbra nem de longe neste momento, mesmo com a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, em parte pelos próprios militares americanos não verem nenhuma utilidade nisso.
São chicotes poderosos que causam prejuízos à economia brasileira, empurram o Brasil do ponto de vista geopolítico a ter de tomar uma decisão binária (China ou EUA) e tentam condicionar decisões domésticas políticas brasileiras aos humores de Trump e seus interesses do momento – para os quais ele não diferencia entre Lula e os Bolsonaros.
O problema é que os irmãos Bolsonaros encaram pontapés como afagos, e cotovelada na boca como cafuné. Suas manifestações de fé profunda na sabedoria de tudo o que Trump faz e a disposição de se alinhar a qualquer coisa que ele diga são uma manifestação explícita de crassa ignorância do básico do básico nas relações internacionais (potências não têm amigos, só interesses).
E superestimam a capacidade da bolha que dirigem de se sobrepor ao que é “atávico” no comportamento de grande parte dos países, não importam época e continente. Não é necessário ser xenófobo para repelir interferências externas de qualquer tipo. Nesse sentido, Lula se beneficia de algo que ele nem sequer precisou criar: uma grande indignação de quem se sente tratado a coices.
Lula sempre confundiu suas posturas ideologizadas com “interesses nacionais”, e o clã Bolsonaro repete a fórmula com sinal inverso. Como o Brasil carece de qualquer “projeto nacional” de aceitação ampla – ou conduzido por elites com um mínimo de empenho nisso –, a palavra “soberania” acaba sendo empregada à vontade pelas duas bolhas sem que tenha qualquer significado prático além de possíveis vantagens na luta eleitoral.
Em algum momento vai doer bastante ser chutado do berço esplêndido.
Giuseppe Vacca e o estudo historiográfico da política italiana
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Opinião do dia - Giuseppe Vacca*
“Não há dúvida de que as “ideologias” têm para Gramsci peso maior do que para qualquer outro pensador marxista, mas afirmar que “tornam-se o momento primário da história” equivale a inserir seu pensamento nos quadros conceituais da “filosofia do espírito” de Benedetto Croce. É verdade que Bobbio aplica ao pensamento gramsciano um paradigma dicotômico (estrutura/superestrutura) que não se lhe adapta. A “distinção entre sociedade política e sociedade civil” – escreve Gramsci – é uma “distinção metodológica”, não “orgânica”. “Sociedade civil e Estado se identificam na realidade dos fatos”. É um dos trechos mais conhecidos do Caderno 13, no qual Gramsci polemiza com o liberalismo porque, considerando “orgânica” o que deveria ser uma distinção “metodológica”, contrapõe o mercado ao Estado, ignorando que “também o liberismo é uma ‘regulamentação’ de caráter estatal, introduzida e mantida por via legislativa e coercitiva”[1]. Além disso, para Gramsci, a distinção entre estrutura e superestrutura é de caráter “metodológico”, tanto que a “metáfora arquitetônica”, em certo momento, cede o passo a outras conceituações.”
*Giuseppe Vacca, Modernidades alternativas. O século XX de Antonio Gramsci, Brasília/ Rio de Janeiro: FAP/ Contraponto, 2016, p. 267
[1] A. Gramsci, Quaderni del carcere, cit., p. 1592.
ARRUMANDO O DISCURSO
Lula: "Eu nem ia no G7 mas agora vou. Alguém precisa botar ordem na casa"
Metrópoles
3 de jun. de 2026 #Notícias #Jornalismo #Brasil
"Esse país não adotará a política do vira-lata diante das grandes potências. Nóos não somos melhres do que ningUém.Mas também não somos piores.Nós queremos respeitar todo mundo. Mas nós também queremos respeito.E é assim qua nós vamos contiunar tratando esse país. E é assim que vocês ministros não pode deixar de dizer isso. Tá? De dizer isso alto e bom som. Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhosl. Com interesses rasteiros de uma disputa eleitoral. E não há disputa eleitoralem qualquer páis do mundo que possa dar valor a alguém que trai a pátria.Alguém que é capaz de vender o seu país por interesses mesquinhos deles."
"Então, nesta reunião aqui, é uma arrumação de discurso para todo mundo. Ninguém tem que ter medo de nada, porque a gente não vai baixar a cabeça. A gente vai continuar fazendo o que nós estamos acostumados a fazer. Vamos continuar conversando com todo mundo. Eu nem ia ao G7, mas agora eu vou. Nem ia ao G7, mas agora eu vou ao G7. O que é preciso é tentar alguém botar ordem na casa e dar um paradeiro nesta coisa que está acontecendo: desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é fortalecendo a ONU. E o que é que o Brasil está reivindicando há muito tempo? Está reivindicando que haja mais países-membros no Conselho de Segurança Permanente. O Brasil..."
Elaboremos agora, de modo cáustico e ácido, algo que se assemelhe ao estilo de Walt Whitman, com o título provocativo: Filtros de Arrumação do Discurso do Poder: do Itamaraty para Sidônio Palmeira; deste para o teleprompter presidencial; deste para a fala bailada do presidente; deste para o filtro virtual de IA do ChatGPT.
Filtros de Arrumação do Discurso do Poder: do Itamaraty para Sidônio Palmeira; deste para o teleprompter presidencial; deste para a fala bailada do presidente; deste para o filtro virtual de IA do ChatGPT.
Então — nesta sala morna onde se penteiam palavras —
ergue-se a liturgia da coragem ensaiada:
ninguém, dizem, deve temer nada,
porque a cabeça — ah, a cabeça — não se curva (repete-se, insiste-se, proclama-se).
E a gente — sempre “a gente”, esse sujeito difuso, confortável —
continua fazendo o que sempre fez:
rodopia frases, afaga consensos,
conversa com todo mundo
(e com ninguém, no fundo, no osso da verdade).
Eu não ia ao G7 —
mas agora eu vou,
repito: agora eu vou,
como se a repetição fosse músculo,
como se insistir fosse governar.
E então alguém há de pôr ordem na casa — dizem —
como se a casa ainda tivesse paredes,
como se não estivéssemos já
no escombro elegante do multilateralismo,
na coreografia cansada da democracia,
no teatro de instituições que se desfazem
enquanto são nomeadas.
A ONU — invocada como relíquia e desculpa —
não se salva pela ruína,
não se corrige pelo colapso,
mas pela fé reiterada de quem ainda pronuncia seu nome
como quem acredita que nomear é restaurar.
E o Brasil — esse verbo em suspenso —
reivindica, há muito, diz-se, insiste-se, ecoa-se:
mais vozes, mais assentos, mais presença
no conselho onde poucos decidem por muitos.
Mas a frase quebra —
“O Brasil...” —
e fica no ar, incompleta,
como tudo que passa pelos filtros:
do gabinete ao roteiro,
do roteiro à tela,
da tela à fala,
da fala ao algoritmo —
até restar apenas o eco domesticado
de um discurso que já não pertence
a quem o pronuncia.
Aceitação e a metáfora do Homem no Buraco
Pelo buraco do Brasil eu vi uma metáfora de metáfora em cascata (ou: a pedagogia do vazio filtrado)
O discurso não nasce — ele é produzido.
E, mais do que produzido, ele é filtrado.
Entre a enunciação e a emissão, há um percurso:
Itamaraty → assessoramento político → teleprompter → performance presidencial → mediação algorítmica.
Esse percurso não é acidental. É estrutural.
O que se apresenta como “fala” é, na realidade, o resultado de sucessivas operações de depuração, nas quais o conteúdo não é apenas organizado — é domesticado. A chamada “arrumação de discurso” não constitui um momento secundário da política, mas seu próprio núcleo operativo: é ali que se decide o que pode ser dito, como deve ser dito e, sobretudo, o que deve ser neutralizado.
Nesse sentido, a distinção entre espontaneidade e cálculo — frequentemente evocada para preservar uma ideia de autenticidade — revela-se metodológica, não real. A fala presidencial, mesmo quando recorre ao registro coloquial (“a gente”, “ninguém precisa ter medo”), não escapa ao regime de produção que a antecede. A informalidade, aqui, é técnica.
O efeito mais evidente desse processo é a produção de um discurso sem risco.
Reitera-se: “não vamos baixar a cabeça”, “vamos continuar fazendo o que sempre fizemos”, “vamos conversar com todos”. Trata-se de fórmulas de estabilização simbólica, cujo objetivo não é intervir na realidade, mas impedir sua desorganização perceptiva.
A repetição — como no caso do “eu vou ao G7” — não é falha retórica, mas mecanismo de reforço. Ela substitui a decisão pela sua simulação performativa. Ao repetir, o discurso não avança; ele se ancora.
O mesmo ocorre com a enumeração das crises: “desmonte do multilateralismo”, “desmonte da democracia”, “desvalorização das instituições”. A nomeação em série sugere diagnóstico, mas opera como inventário. Não há hierarquia, não há causalidade, não há mediação — apenas listagem. O mundo é reduzido a itens discursivos.
A invocação da ONU ilustra o ponto. Afirma-se que sua crise não se resolve pela destruição, mas pelo fortalecimento. No entanto, essa formulação permanece no plano declaratório. Não se trata de uma proposição estratégica, mas de uma reafirmação normativa. O discurso reafirma aquilo que não controla.
Por fim, o caso mais revelador: “O Brasil...”
A suspensão não é apenas estilística; é sintomática.
O sujeito do enunciado não se completa porque sua determinação permanece indeterminada. Reivindica-se “mais assentos”, “mais participação”, mas sem deslocar as condições que estruturam o próprio campo em que tais reivindicações se inscrevem.
Assim, o que se observa não é apenas um discurso filtrado, mas um sistema de produção de enunciados cuja função é preservar a inteligibilidade do poder sem expô-lo ao conflito real.
A metáfora, então, se dobra sobre si mesma:
o país que fala é o país que se ouve filtrado;
o sujeito que enuncia é o produto de sua própria mediação.
Pelo buraco do Brasil, não se vê o real —
vê-se a forma pela qual o real é tornável dizível.
E isso basta para compreender o essencial:
não é o discurso que representa o poder —
é o poder que se mantém ao reduzir o discurso àquilo que pode ser dito sem consequências.
O Espelho da Vaidade e o Teatro do Poder
Tudo começou na arena do mundo, onde as palavras se cruzam como espadas. Um tribuno do Norte, movido pela altivez do seu cargo, riscou o mapa do continente e empurrou o governante do Sul para o limbo dos excluídos. O golpe não feriu a carne, mas o brio; não ameaçou as fronteiras, mas o ego. A reação que se seguiu — carregada de labéus e ressentimentos — não foi a voz da força, mas o eco da humilhação mascarada de soberba. Duas vaidades se mediram, esquecidas de que o poder humano é como o Hevel de Qohelet: um vapor que deslumbra os olhos, mas se dissipa na primeira viração da tarde.
O Condor e a Sombra da História
O engenho desta jornada elevou-se depois aos píncaros dos Andes, invocando o Condor com seu duplo e trágico sentido. A ave que Deus criou para voar livre foi outrora o nome de um pacto de sombras e violência, onde elites latino-americanas sacrificaram a democracia no altar do próprio interesse. O paradoxo moderno revela-se quando aqueles que outrora combateram as sombras do passado caem hoje na mesma armadilha do autoritarismo verbal, trocando a caridade da justiça pela intolerância do insulto.
A Súplica e a Luz de Pentecoste
Por fim, despimo-nos das vestes da disputa cívica para entrar no santuário da prece. Ali, onde os poderosos se proclamam cristãos apenas por vãos sopros interesseiros, ergueu-se a súplica pela regeneração do ofensor dos ofensores. Que a imprudência que outrora levou o Cristo à Cruz seja convertida pelo fogo purificador de Pentecoste. Só há um remédio para a vertigem do poder: reconhecer que o trono é feito de poeira e que a única grandeza perene reside na humildade e no serviço ao bem comum.SÍNTESE CONCLUSIVA AO ESTILO DE VIEIRA:
"Ó príncipes da terra, que do alto dos vossos palácios diciais o destino dos povos e trocais insultos como se governásseis o firmamento: olhai para as vossas mãos e vede que nelas só há terra; olhai para os vossos decretos e vede que neles só há vento. O secretário que exclui e o presidente que se ofende bebem, ambos, do mesmo cálice da humana fraqueza. Julgais-vos monumentos de bronze, mas sois apenas estátuas de sal que a primeira chuva da história há de desmanchar. Que o Espírito de Deus vos conceda a suprema ciência de saberdes baixar as cabeças, para que, aprendendo a ser homens na humildade, possais finalmente ser pastores na caridade. Porque no grande dia do Juízo, o tribunal do Tempo não vos perguntará quantas injúrias revidastes, mas quantas lágrimas enxugastes ao sul do Rio Grande."
Rubio diz que Brasil não é ‘amigável’ aos EUA, assim como Cuba e Venezuela; Lula rebate
Rádio CBN
2 de jun. de 2026 #marcorubio #diplomacia #lula
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em audiência no Senado que o Brasil não faz parte da lista de "países amigáveis" aos Estados Unidos na América Latina, comparando a postura brasileira à de nações como Cuba, Venezuela e Nicarágua. Rubio defendeu a política externa do governo Donald Trump e destacou a formação de uma coalizão de aliados na região, da qual o Brasil estaria excluído.
A declaração ocorre em um momento de tensão diplomática, logo após a Casa Branca propor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil e classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas. Em resposta, o presidente Lula rebateu as críticas, afirmando que Rubio é "anti-América Latina" e não gosta do Brasil.
Fotos: Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP e Wallison Breno/PR
Hannah Arendt: How did this come to be? (1967)
We need to be reminded of this statement more than ever in today's world. It still holds true that we are never more than one step away from this form of sanitised barbarism.
@TheAncientDog
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2 de jun.
2026
Hannah Arendt: How did this come to be? (1967)
In this episode of The Ancient Dog, we’re stepping into the intense, smoke-filled atmosphere of a university lecture hall in 1967 for an intimate, fictional (but historically and philosophically accurate) look at the thinker who stared directly into the abyss of modern bureaucracy: Hannah Arendt. Fast, intense, and intellectually unsparing, Arendt delivers a powerful classroom lecture to break down her most sobering insights and completely upend how we understand morality, complicity, and the true nature of modern evil.
We dive right into a Masterclass on the raw mechanics of control across 5 profound lessons from Eichmann in Jerusalem. Standing at the chalkboard, Arendt peels back the layers of historical horror to challenge our deepest coping mechanisms. She explains that while we expect the architects of genocide to be ideological monsters, they are often terrifyingly ordinary; maps out how stock phrases and "officialese" act as armor to insulate bureaucrats from reality; reveals the chilling comfort of the Wannsee Conference—where the elite elite relieved individuals of their own judgment; exposes the darkest chapter of compliance within the Jewish Councils; and finally demands the ultimate realization: that hanging the man didn't destroy the conditions that made him possible. It is a solo lecture that shatters comfortable daily illusions, urging us to quiet the noise of inherited dogmas and see how easily obedience replaces conscience.
Wait, is this real? That’s all AI magic. 🤖✨ I use AI tools to breathe life into these "what if" moments from history, recreating the intense, brilliant, and deeply poetic voice of a legend whose true essence is often buried under dense text.
Love this typa stuff? My whole channel is dedicated to recreating these legendary historical scenes. If you want to see more icons from the past hanging out and talking shop, hit that SUBSCRIBE button and join the pack! 🐾 Let me know in the comments: Who should take the podium next? 👇 #hannaharendt #History #Philosophy
Sources — What This Script Is Based On
Arendt, H. (1963). Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil. The primary source text for all five segments. It provides the core philosophical framework regarding Adolf Eichmann’s trial, the linguistic analysis of "officialese" (Sprachregelung), the historical breakdown of the Wannsee Conference, the highly controversial analysis of the Jewish Councils (Judenräte), and the ultimate conceptualization of the "banality of evil."
Arendt, H. (1971). The Life of the Mind. Supplementary source grounding the connection between the absence of thinking (the inability to judge or reflect from the standpoint of another) and the manifestation of moral collapse in ordinary individuals.
House, J. (Director). (1961). The Eichmann Trial Transcripts. Cross-referenced to precisely ground the specific testimony details described across the segments, including the psychiatric evaluations of Eichmann's "normality" and his final spoken words before execution.
Historical Context of 1967. Positioned during Arendt's tenure as a professor at the Graduate Faculty of the New School for Social Research in New York. Setting this in 1967 captures her delivering these ideas directly to a younger generation of students in a seminar environment, contextualizing her thesis amidst the broader 1960s student movements and anti-authoritarian critiques.
Note on Dramatization: All spoken lines are adapted into a fluid, contemporary monologue register optimized for synthetic voice performance. Direct conceptual pairings and signature paradoxes from the original text (such as the "inability to think," the Pontius Pilate feeling, and the banality of evil) are integrated to maintain strict theoretical and historical fidelity to the 1967 lecture setting.
Como este conteúdo foi criado
Criado com IA
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Intervenção sem tiro nem bomba, por Carolina Brígido
O Estado de S. Paulo
Medidas de Trump mudam foco do debate para beneficiar Flávio e dificultar reeleição de Lula
Sem tiro nem bomba, os Estados Unidos iniciaram uma intervenção política no processo eleitoral brasileiro. Se o assunto da semana passada era a fortuna que Flávio Bolsonaro recebeu do Banco Master para financiar uma cinebiografia do pai, as manchetes agora se ocupam de decisões de Donald Trump que miram a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva – o principal concorrente de Flávio na disputa.
Parte da cúpula do Judiciário considera que a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas foi o primeiro passo na interferência dos EUA nas eleições deste ano, porque prende Lula a uma saia justa: se clamar pela soberania nacional, pode ser interpretado como defensor de bandido.
A sequência da intervenção veio com o anúncio do novo pacote de barreiras tarifárias ao Brasil. Trump conseguiu não apenas desviar a pauta do debate eleitoral, mas ameaçar o País com danos econômicos na reta final do governo Lula.
Flávio capitalizou com as medidas. Posou em foto ao lado de Trump na Casa Branca. Na semana passada, se contorcia diante das câmeras para explicar as suspeitas de ter se beneficiado do esquema de fraudes financeiras de Daniel Vorcaro.
Em suma: qualquer atitude dos EUA com impacto na economia ou na soberania brasileira agora interfere no processo eleitoral, ainda que o país de Trump siga poupando tiros e bombas até outubro.
Ao menos dois ministros – um do Supremo Tribunal Federal (STF) e outro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – consideram que os EUA podem incrementar a “intervenção soft” com outras medidas – como o financiamento de defensores de ideias alinhadas às de Trump e o incentivo a candidaturas de direita. Para esses ministros, Trump não está preocupado com o combate ao terrorismo, e sim com a subida de aliados ao poder na América Latina.
Um segundo ministro do TSE, também em caráter reservado, considera cedo para entender como os EUA podem interferir nas eleições brasileiras, mas tem como certo que Lula sai perdendo na primeira investida.
A coluna também ouviu outros dois ministros, um do STF e outro do TSE, que não estão preocupados com tentativas de influência dos EUA nas eleições deste ano. Eles consideram o Brasil imune a esse tipo de ameaça.
As pesquisas de opinião ainda não mediram as consequências para as candidaturas após a mudança de foco no debate eleitoral. Mas já é possível concluir que investigações criminais e estratégia política vão ditar o sobe e desce das campanhas. As propostas dos candidatos, mais uma vez, serão coadjuvantes nas eleições.
#noticias #politicaexterna #brasil #eua #marcorubio #lula #diplomacia #economia #radiocbn
https://www.instagram.com/reel/DZH55dWgSw7/?igsh=a2x5M3NlOGcyamc%3D
saudade
Há 40 anos, Dina Sfat desconcertava general e roubava a cena em programa de entrevistas
Por Ancelmo Gois
02/10/2021 • 09:00
Dina Sfat: provocação a general em programa de TV, durante a ditadura Dina Sfat: provocação a general em programa de TV, durante a ditadura | Luiz Pinto
Quem lembrou foi o historiador Carlos Fico, um estudioso da ditadura militar. Há 40 anos, a grande atriz Dina Sfat (1938-1989) chamou a atenção da cena política brasileira. Ela tinha sido convidada por Fernando Barbosa Lima para entrevistar o general Dilermando Gomes Monteiro (1913-1994), em plena ditadura, no programa “Canal livre”, comandado por Roberto D’Avila na Band.
A atriz era, de certa forma, uma estranha no ninho de entrevistadores. Os outros convidados eram o historiador Hélio Silva, o jurista Carlos Alberto Direito e os jornalistas Audálio Dantas, Cícero Sandroni e Fenando Pedreira. O general Dilermando era muito respeitado porque, cinco anos antes, havia assumido o II Exército — foi sob o comando de seu antecessor, Ednardo D’Ávila Mello, que ocorreram os assassinatos de Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho, nas dependências do DOI-CODI.
Em sua biografia, escrita com a ajuda de Mara Caballero, Dina contou que ficou aflita ali “por não estar falando de cinema, teatro ou TV”. Só que o ponto alto do programa foi quando, em vez de fazer uma pergunta, ela acabou desabafando: “Eu tenho medo de generais”. A atriz , pondera o historiador Fico, não estava sendo apenas sincera. “Usou todo seu talento dramático para apontar a tensão”. Dois meses antes, uma ação terrorista de militares, que pretendiam jogar uma bomba num show de MPB no Riocentro, foi frustrada porque o artefato explodiu no colo de um sargento. Anos depois, Dina reconheceu :“Fui passional, prevaleceu a paixão”. Fez bem.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
O Buraco da Fechadura do Brasil
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Teria Vorcaro lido Marcel Mauss? Por Roberto DaMatta
O Estado de S. Paulo
Oliveira Vianna dizia que ‘temos coragem para tudo, menos para negar o pedido de um amigo’
De modo algum seu estilo de enriquecer, enriquecendo seus parceiros irmãos, seguiu o mapa traçado em 1923-24 por Mauss no seu ignorado Ensaio Sobre a Dádiva. Ou, mais precisamente, na sua genial sociologia do presentear, do dar para receber – o que nós chamamos de “lembrancinhas”, porque foi com afeto que, quando vimos aquele objeto, a lembrança de sua pessoa motivou a compra dele para você.
No presente, a moldura não é dada por utilidade ou necessidade, mas pela relação, pois foi a lembrança que o motivou. Então, diz Mauss, a dádiva vai muito além de si mesma: ela é um fato social total, já que todo presente contém aspectos morais. Um protocolo que transcende o objeto doado, fazendo com que o presentear acione a obrigação de retribuir. Presentes não são trocas; são dádivas que, como oferendas, transcendem a exploração de classe ou a luta hobbesiana de todos contra todos.
Além disso, o presente tem, como explicita a cultura dos maoris, um espírito inseparável do doador. Essa é uma postura que aciona afetos e configura a pessoa que nos presenteou. Mas há também o presentear revelador da excepcional riqueza e poder do doador, como ocorre nos potlatches das sociedades do noroeste do Pacífico, abrangendo o Canadá e os EUA. Neles, riquezas são dilapidadas e destruídas, impedindo a devolução e, assim, englobando o receptor.
Exatamente como os festins e os presentes que Vorcaro dava a todos os seus “irmãos” – conforme tenho escrito –, constituídos de “verbas públicas”. Dinheiro que, no Brasil, não pertence a ninguém, exceto aos governantes que o controlam.
O fulgurante episódio Cláudio Castro/Daniel Vorcaro expressa tal capacidade. É óbvio que ninguém tem maldade neste Brasil arcaico, movido por dádivas que demonstram como verbas públicas não pertencem aos clientes de bancos que pagam impostos, mas aos governantes da ocasião.
É esse dispositivo de apropriação que faculta o roubo do dinheiro público, porque, se é público, é da rua, e, se é da rua, não é de ninguém. É nessa polaridade da casa contra a rua, e do geral imaginado como não sendo de ninguém, mas de quem governa, que reside a lógica desse tipo de “corrupção”, que não é concebida como crime, pois é uma esperteza e um estilo de governar. Nos sistemas liberais patrimonialistas, o governar não é administrar a coisa pública, mas ser o dono dela..
Como dizia Oliveira Vianna na mesma década em que Mauss publicou o seu ensaio, “temos coragem para tudo, menos para negar o pedido de um amigo”. Elos governados por densas éticas costumeiras desgostam de normas burocráticas lidas como obstáculos ou remédios, jamais como valores.
PS: Essas notas são para o prof. Marcos Lanna, que também sabe como a reciprocidade maussiana ajuda a caracterizar essa vergonhosa corrupção brasileira.
O Buraco da Fechadura do Brasil
Uma síntese crítica entre a dádiva, a malandragem e o relógio moral
A provocação permanece:
teria Eurípedes Barsanulfo vindo antes do tempo — ou o tempo social é que segue atrasado?
Na imagem, três lógicas convivem no mesmo cenário:
O menino, inspirado em Eurípedes, olha pelo buraco da fechadura — não por curiosidade vulgar, mas como quem enxerga o outro na sua dor. Sua dádiva não cobra retorno. É amor em estado puro.
O homem do presente encarna a lógica moderna da troca interessada: o dar já vem com recibo, condição e expectativa. A resposta está dentro da caixa antes mesmo da pergunta existir.
A Escolinha, evocando o humor de Chico Anysio, revela o mecanismo: quando o presente dita a resposta, o mérito vira encenação — e a malandragem ganha nota 10.
Ao fundo, como observa a crítica antropológica, convivem dois mundos:
o da casa, regido por favores e vínculos pessoais;
o da rua, onde deveriam prevalecer regras impessoais.
O problema é quando esses mundos se misturam — e o público vira extensão do privado.
Síntese (com ironia necessária)
Eurípedes não voltou antes do tempo.
Ele apenas viveu num tempo que ainda não chegou.
Entre a dádiva que liberta e a dádiva que captura,
seguimos oscilando — ora cuidado genuíno, ora “Sambarilove”.
E assim, o relógio da história continua funcionando…
mas, como na charge, com os ponteiros ligeiramente desalinhados.
Moral da história
Alguns dão sem esperar nada.
Outros não dão nada sem já esperar tudo.
E o Brasil?
Ainda tentando decidir qual das duas respostas vai colocar na prova.
terça-feira, 2 de junho de 2026
FEITOS & DESFEITAS
A síntese machadiana do episódio revela o contraste entre o orgulho aristocrático e a ironia trágica da condição humana:
Esta a glória que fica, eleva, honra e consola.
Machado de Assis
A GUERRA DA CRIMEIA || VOGALIZANDO A HISTÓRIA
Vogalizando a História
"A Rússia já se meteu em muita confusão e uma das mais recentes delas foi a anexação da Crimeia em seu território. Confere o Vogalizando a História de hoje que tu vais saber um pouco mais sobre a história recente da península da Crimeia."
A vaidade de Bentinho, um jovem saudável da elite, é ferida pela lucidez geopolítica de Manduca, um plebeu isolado pela lepra. Ao ver seus argumentos sobre a Guerra da Crimeia desfeitos pela razão inquestionável do doente, Bentinho mascara sua derrota intelectual com o tédio e o desprezo de classe, retirando-se do debate para autopreservar seu orgulho.
Laços são desfeitos, as vezes, não... Ana Túlio
Feitos & Desfeitas
A Crimeia e o realismo na literatura
Edição 789
por João Batista de Abreu
12 de março de 2014
A primeira vez que ouvi falar da Crimeia foi uma referência no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. O protagonista Bentinho trocava correspondência com Manduca, um jovem portador de hanseníase sobre a guerra que envolvia potências europeias nos tempos da expansão colonial. A doença deixava Manduca trancado em casa e as únicas distrações eram a leitura dos jornais e o debate por escrito com aquele conhecido de rua. Vale lembrar que no século 19 e na primeira metade do século 20 a imprensa tupiniquim considerava de bom tom destacar os fatos que vinham d’além-mar. O Brasil virava as costas para o interior e mirava no outro lado do Atlântico, acima da linha do Equador.
Na descrição de Machado, no capítulo “A polêmica”…
“Manduca vivia no interior da casa, deitado na cama, lendo por desfastio. Ao domingo, sobre a tarde, o pai enfiava-lhe uma camisola escura, e trazia-o para o fundo da loja, donde ele espiava um palmo da rua e a gente que passava. Era todo o seu recreio. Foi ali que o vi uma vez, e não fiquei pouco espantado; a doença ia-lhe comendo parte das carnes, os dedos queriam apertar-se; o aspecto não atraía decerto. Tinha eu de treze para quatorze anos. Da segunda vez que o vi ali, como falássemos da guerra da Criméia, que então ardia e andava nos jornais, Manduca disse que os aliados haviam de vencer, e eu respondi que não.” (Obra completa de Machado de Assis, Romance, vol 1, Nova Aguilar, 1979)
A Guerra da Crimeia, de 1853 a 1856, reuniu de um lado as tropas russas, lideradas pelo czar Nicolau I, e do outro uma aliança digna daquela que vimos na guerra do Iraque: Reino Unido, França, Reino da Sardenha e o Império Otomano. Sob o pretexto de preservar as terras sagradas dos cristãos, os russos queriam alcançar Istambul, na época Constantinopla, a cidade repartida entre os continentes europeu e asiático. Bentinho, o Dom Casmurro, acreditava que os russos tinham razão. Manduca apegava-se aos turcos.
Territórios multiétnicos
Novamente o bruxo do Cosme Velho:
“Fui sempre um tanto moscovita nas minhas idéias. Defendi o direito da Rússia, Manduca fez o mesmo ao dos aliados, e o terceiro domingo em que entrei na loja tocamos outra vez no assunto.”
Além da curiosidade de reconhecer a preocupação jornalística de Machado de Assis ao incorporar conflitos internacionais no romance publicado em 1899 – logo ele que nunca saiu do país –, a Guerra da Crimeia serve para mostrar que, mesmo sem se repetir – como apregoa Marx – a História costuma dar voltas e parar no mesmo lugar, seja como farsa ou tragédia, principalmente em pontos estratégicos para o comércio e a soberania das grandes potências. Neste momento entra e cena a diplomacia, acompanhada por sua fiel escudeira, a agência de notícias, habituada a lançar um olhar etnocêntrico sobre conflitos internacionais.
A predição do jovem Manduca na correspondência com Bentinho era taxativa. “Os russos não hão de entrar em Constantinopla!”
O narrador acrescenta:
“Li-a e meti-me a refutá-la. Não me recorda um só dos argumentos que empreguei, nem talvez interesse conhecê-los, agora que o século está a expirar; mas a idéia que me ficou deles é que eram irrespondíveis.”
O desfecho da guerra mostrou que Manduca tinha razão, embora a doença o tenha levado antes do fim do conflito. De fato, os russos não entraram em Constantinopla e ainda perderam momentaneamente Sebastopol – mais tarde recuperada – e áreas de interesse como a Moldávia, depois uma república soviética, hoje independente, mas sob a esfera de influência de Moscou.
Mas numa região como os Balcãs e a península junto ao Mar Negro, os conflitos e mudanças de mão de territórios multiétnicos desaconselham predições eternas, como as do jovem Manduca.
Jogo de poder
Com a palavra Machado de Assis.
“Não entraram, efetivamente, nem então, nem depois, nem até agora. Mas a predição será eterna? Não chegarão a entrar algum dia? Problema difícil. O próprio Manduca, para entrar na sepultura, gastou três anos de dissolução, tão certo é que a natureza, como a história, não se faz brincando. A vida dele resistiu como a Turquia; se afinal cedeu foi porque lhe faltou uma aliança como a anglo-francesa, não se podendo considerar tal o simples acordo da medicina e da farmácia. Morreu afinal, como os Estados morrem; no nosso caso particular, a questão é saber, não se a Turquia morrerá, porque a morte não poupa a ninguém, mas se os russos entrarão algum dia em Constantinopla; essa era a questão para o meu vizinho leproso, debaixo da triste, rota e infecta colcha de retalhos.”
História, política e literatura caminham de mãos dadas. Jornalistas que leem livros talvez aprendam a interpretar melhor os conflitos internacionais se olharem um pouco mais para o passado e menos para as agências de notícias financiadas pelas grandes potências. Os interesses políticos em jogo, o comércio de grãos, principalmente o trigo produzido na Ucrânia Oriental e exportado para a Rússia, o gasoduto que atravessa o território ucraniano e aquece a população no rigoroso inverno europeu, a minoria tártara e a predominância russa entre a população de 1,9 milhão de habitantes da Crimeia, região que até 1954 pertencia à Federação Russa e foi cedida pelo então primeiro-ministro da União Soviética Nikita Kruschev à república associada da Ucrânia. Todos estes componentes são fundamentais para entender o jogo de poder que está em cena, jogo este muito mais dissimulado que os olhos de Capitu.
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João Batista de Abreu é jornalista e professor da Universidade Federal Fluminense
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/a_crimeia_e_o_realismo_na_literatura/
Lágrimas Negras
Jorge Mautner
Na frente do cortejo
O meu beijo
Forte como o aço
Meu abraço
São poços de petróleo
A luz negra dos seus olhos
Lágrimas negras caem, saem, dóem
Lágrimas negras caem, saem, dóem
Por entre flores e estrelas
Você usa uma delas como brinco
Pendurada na orelha
Astronauta da saudade
Com a boca toda vermelha
Lágrimas negras caem, saem, dóem
São como pedras de moinhos
Que moem, roem, moem
E você baby vai, vem, vai
E você baby vem, vai, vem
Belezas são coisas acesas por dentro
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento
Lágrimas negras caem, saem, doem
Lágrimas negras caem, saem, doem
Composição: Jorge Mautner, Nelson Jacobina.
Odete
João Gilberto
Odete ouve o meu lamento
Lamento de um coração magoado
Atenda o seu pobre seresteiro
Vem de novo pro terreiro
Se juntar a sua gente
Não ouve o seu coração que ele mente
Lá no morro da mangueira
Quando Sol vai se escondendo as cabrochas
Vão saindo Procurando a batucada
E a noite vem chegando e a Lua vem surgindo
Há tanta gente que sobe só você não vem subindo Odete
Composição: Herivelto Martins, Vinicius Eliud
segunda-feira, 1 de junho de 2026
"14 ANOS"
"a experiência humana, mesmo imperfeita, deve ser acolhida em sua totalidade."
❤️ Edith Piaf - Non, Je Ne Regrette Rien (TRADUÇÃO) 1956
"Morin tinha quatorze anos
Quando o Ignácio chegou”
"A velhice é um fardo difícil de carregar. Ela vem acompanhada de dificuldades de movimentos, descuidos, perda de energia e memória e excesso de divagações. O que se fazia com naturalidade na juventude se torna difícil. Palavras antes na ponta da língua de repente fogem. Visitas ao médico se tornam rotineiras. E, além disso, há a consciência da proximidade do fim e as especulações sobre a melhor forma de morrer."
''Fatherland'', de Pawel Pawlikowski, disputa Palma de Ouro em Cannes 2026
Por
Anderson Ramos
-
abril 09, 2026
Le philosophe et sociologue Edgar Morin est décédé vendredi 29 mai à 104 ans. Précurseur de la sociologie du présent, cet ancien résistant communiste durant la Seconde Guerre mondiale, s’est également distingué par ses nombreux engagements politiques à gauche. Ces dernières années, il avait notamment pris position en faveur de la cause palestinienne. #ebrainfo #morin
Resumo da crônica “O quê?” — Ignácio de Loyola Brandão
O cronista relembra sua chegada a um prédio em São Paulo, onde desenvolveu o hábito de recortar notícias de jornais — reportagens, anúncios e pequenos fatos do cotidiano — que serviram como matéria-prima para suas crônicas. A partir dessa prática, construiu um estilo baseado na observação do real somada à imaginação.
Refletindo sobre sua trajetória, ele questiona o futuro dos jornais e da própria escrita diante das transformações do tempo, da censura e das mudanças tecnológicas. Recorda períodos difíceis, como a ditadura, e ressalta como essas experiências influenciaram sua produção.
Ao completar 90 anos, o autor faz um balanço de vida: afirma ter vivido como quis e escrito o que desejava. Reconhece os desafios enfrentados, mas valoriza a liberdade criativa e a fidelidade a si mesmo.
A crônica, assim, mistura memória pessoal, reflexão sobre o ofício de escrever e uma meditação sobre o tempo, a liberdade e o sentido da vida.
Morre Edgar Morin: intelectual francês da Resistência era referência do 'pensamento complexo'; saiba quem foi
Sociólogo e filósofo morreu aos 104 anos, deixou obra influente sobre humanidade, ciência, política e intolerância e seguiu ativo no debate público até os últimos dias
Por O Globo e AFP — Paris
30/05/2026 06h20 Atualizado há um dia
Resumo da matéria: “A busca do humano no pensamento complexo” — Edgar Morin
A reportagem apresenta a trajetória intelectual e humana de Edgar Morin, destacando sua contribuição central: o pensamento complexo como forma de compreender a realidade em sua totalidade, interligando diferentes áreas do conhecimento.
Ao longo de seus 104 anos, Morin construiu uma obra vasta e multidisciplinar, dialogando com campos como filosofia, sociologia, biologia, política e comunicação. Sua principal crítica dirige-se ao pensamento fragmentado e reducionista, defendendo que os saberes não devem permanecer isolados, mas conectados em rede.
A matéria relembra episódios marcantes de sua vida, como sua atuação na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial e sua trajetória política, incluindo o rompimento com o comunismo ortodoxo. Esses eventos influenciaram sua visão crítica e aberta, sempre em busca de uma compreensão mais humana e menos dogmática da realidade.
Entre suas obras mais importantes está a série “O Método”, na qual desenvolve a ideia de que o conhecimento deve integrar ordem e desordem, razão e emoção, ciência e filosofia. Para Morin, compreender o humano exige aceitar a incerteza e a complexidade da existência.
A reportagem também destaca sua atualidade: mesmo centenário, Morin continua influente, sendo referência em debates sobre educação, cultura e sociedade. Seu pensamento propõe uma reforma do ensino baseada no diálogo entre disciplinas e na formação de indivíduos capazes de pensar criticamente o mundo.
Assim, a matéria retrata Morin como um pensador que ultrapassa fronteiras acadêmicas, oferecendo uma filosofia voltada à vida, à ética e à compreensão do ser humano em sua multiplicidade.
Matias Spektor: Risco geopolítico aumenta, e Brasil encolhe
Brazil Journal
21 de mai. de 2026
Publicado em: 26/08/2025
O mundo entrou numa era de riscos inéditos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, diz o professor Matias Spektor, fundador e vice-diretor da Escola de Relações Internacionais da FGV.
Neste episódio de Lado B, Spektor destaca que o jogo de forças global é dominado por três potências - EUA, China e Rússia - que se comunicam de maneira falha.
“Não existe um instrumento legal, nem um marco político que leve as grandes potências a discutir o risco de uma guerra nuclear, que é muito elevado.”
Para Spektor, o governo Trump cristalizou uma agenda que já vinha se formando em Washington: conter a China a qualquer custo. Nesse contexto, a Rússia deixou de ser vista como inimiga prioritária. “Para combater a China, tudo bem se a Rússia voltar a ser uma potência militar.”
O professor avalia que o Brasil está mal posicionado no novo cenário. Protecionista e sem articulação diplomática eficaz, virou alvo fácil. “A relação formal diplomática entre os dois países (Brasil e EUA) está em coma, porque o lado americano não quer engajar,” afirma.
Marcos Lisboa, apresentador do podcast, acrescentou: “Se os Estados Unidos querem um inimigo, o Brasil parece ser o candidato impecável.”
O videocast Lado B também está disponível no Spotify.
Assista no Brazil Journal: https://braziljournal.com/play/matias...
Roberto Pompeu de Toledo narra experiência da velhice em meio a luto por esposa
VICENTE VILARDAGA
A velhice é um fardo difícil de carregar. Ela vem acompanhada de dificuldades de movimentos, descuidos, perda de energia e memória e excesso de divagações. O que se fazia com naturalidade na juventude se torna difícil. Palavras antes na ponta da língua de repente fogem. Visitas ao médico se tornam rotineiras. E, além disso, há a consciência da proximidade do fim e as especulações sobre a melhor forma de morrer.
O jornalista Roberto Pompeu de Toledo viu a velhice chegar junto com a morte de sua mulher Maria Isabel em 2021. Embora estivesse com 77 anos na ocasião, ele até então não se sentia um idoso e pouco pensava no assunto. Mas o desaparecimento do amor de sua vida o derrubou. "Nunca chorei tanto", lembra. O acontecimento tirou sua alegria e mudou seus hábitos. Muitas atividades que lhe davam prazer, como viajar, foram definitivamente deixadas de lado.
No recém-lançado livro "Memorial do Inverno – Um Retrato do Artista Quando Velho", ele conta essa experiência e descreve com maestria e doses de humor, amparado em muitos autores ilustres, como viveu e superou esse luto. Também revela como viu a velhice passar a ser uma questão importante e chegar acompanhada de reflexões sobre o crepúsculo da própria existência.
Escrita entre 2022 e 2025, a obra expõe a mudança dos tempos. Se antes, como disse Norberto Bobbio, a velhice estava associada à sabedoria, hoje os velhos são os que não sabem, principalmente quando se trata de tecnologia. Além disso, com o aumento da longevidade, surge o pior dos cenários, o risco da demência e das doenças degenerativas, fantasmas que perturbam a gente com idade mais avançada.
Pompeu de Toledo não faz drama. Se na primeira parte do livro ("Dor e luto") prevalece a sombra persistente da morte de Maria Isabel, na segunda ("Vida e destino") já se abrem novas vertentes e o próprio ato de escrever surge como um antídoto para a tristeza.
"Tenho escrito esse memorial da velhice com rapidez e alegria. Talvez nunca tenha escrito um livro com tanto entusiasmo", afirma. "Mal me levanto, a cada manhã, e quero logo pôr-me à mesa de trabalho."
Quanto mais o livro avança, mais fica claro, nas suas palavras, que a velhice não é o fim da vida, é uma vida também, é uma etapa, com dificuldades adicionais em relação à juventude. mas é vida. Amigos morrem, outros sobrevivem e o mundo continua girando, ora pregando peças, ora trazendo alegrias. O mais importante é continuar existindo com autonomia e humor.
Quem ajuda Pompeu de Toledo a continuar atento e forte é a chamada Primeira Amiga, uma companhia habitual de conversas e jantares. Ele lembra que, quando perdeu Maria Isabel, sentiu muita falta do "elemento feminino". Na fase do luto bravo, se sentiu amputado. E a Primeira Amiga, viúva e cinco anos mais nova, veio suprir essa lacuna, reestabelecer um pedaço de sua alma que havia sido dilacerado. "Sinto falta quando fico uma semana sem vê-la", conta.
Na terceira parte do livro ("Auroras e Galos"), o autor, agora com 81 anos, se mostra confortável com sua nova condição. Começa citando o gerontólogo Alexandre Kalache, que fala da importância de se preservar a capacidade funcional para chegar aos 80 acima da linha da dependência.
O luto foi superado, ele desfruta de autonomia e mora só em um apartamento em Higienópolis, mas longe da solidão. Tem filhos, netos, a Primeira Amiga e vários amigos queridos com quem se encontra com frequência. Tem também o ofício da escrita, que domina como poucos, e está cercado de livros. Diverte-se com suas viagens para a casa de campo em Atibaia.
Como diz na parte final, embora ache estranha a palavra "prazeroso" para definir o envelhecimento, nega que a condição seja horrorosa. Tem hoje menos medo de morrer do que no passado.
Pompeu de Toledo é autor também de duas obras clássicas sobre São Paulo, "A Capital da Solidão" e "A Capital da Vertigem", de outro livro de memória intitulado "O Espelho e a Mesa" e do romance "Leda".
No começo, esse novo livro deveria se chamar "Memorial do Outono", mas o inverno prevaleceu por uma questão de rigor cronológico. Como a obra trata da derradeira etapa da vida, então pareceu mais lógico denominá-la com a estação mais fria do ano. "O inverno castiga mais as pessoas, o frio e o isolamento que ele causa ilustram mais a fase da velhice", afirma.
Memorial do Inverno: Um retrato do artista quando velho
Preço R$ 99,90 (216 págs.); R$ 39,90 (ebook)
Autoria Roberto Pompeu de Toledo
Editora Objetiva
Vicente Vilardaga
É jornalista e escritor. Publicou dois livros: “À Queima-Roupa - O Caso Pimenta Neves” e “A Clínica - A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”
FSP 29.05.2026
domingo, 31 de maio de 2026
Paulinho da Viola: Sempre Se Pode Sonhar
Uma capa que diz, sem dizer:
mesmo quando ninguém está, o som ainda fica.
Marquês de Sapucaí: como Oscar Niemeyer transformou o Carnaval carioca
Inaugurado em 1984, o projeto do arquiteto modernista para a Passarela do Samba valoriza a simetria, a funcionalidade e a visibilidade do espectador
Por Bianca Camatta
Arte de Elifas Andreato
Meu Mundo é Hoje | Paulinho da Viola
Luze Azevedo
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se agacham até o chão
Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte desse enorme batalhão,
Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
2 de mai. de 2014
meu tempo é hoje!
eu não vivo no passado, o passado vive em mim...
Meu Mundo É Hoje
Wilson Batista / José Batista
Vietnam War Song | Fortunate Son | Creedence Clearwater Revival
Luze Azevedo
Fortunate Son [Filho De Um Milionário], foi o hit que embalou a Guerra do Vietnã, lançada como single, junto com "Down on the Corner", em setembro de 1968, foi Disco de Ouro em 1970, até o final dos anos oitenta fazia parte da lista das melhores músicas dos anos 60.
Alguns nasceram para agitar a bandeira
Elas são vermelhas, brancas e azuis
E quando a banda toca "Saudação ao Chefe"
Eles apontam os canhões para você, Senhor
Não sou eu, não sou eu
Eu não sou filho do senador, não
Não sou eu, não sou eu
Não sou nenhum felizardo, não.
Música
1 músicas
Fortunate Son
Creedence Clearwater Revival
Willy And The Poor Boys (Expanded Edition)
Lourival: Sant'Anna: Terrorismo e narcotráfico fazem coisas diferentes; entenda | FORA DA ORDEM
CNN Brasil
29 de mai. de 2026 #CNNBrasil
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como "Terroristas Globais Especialmente Designados". Durante o "Fora da Ordem" desta sexta-feira (29), o analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna comenta sobre as diferenças entre terrorismo e crime organizado. #CNNBrasil
#EspaçoAberto | Marco Aurélio Nogueira
O desafio de pensar o futuro - O futuro depende de projetos bem concatenados e da gestação, nas sociedades, de ‘blocos históricos’
https://estadao.com.br/opiniao/marco-aurelio-nogueira/o-desafio-de-pensar-o-futuro/
sábado, 30 de maio de 2026
O desafio de pensar o futuro, por Marco Aurélio Nogueira*
O Estado de S. Paulo
O futuro depende de projetos bem concatenados e da gestação, nas sociedades, de ‘blocos históricos’
Sempre pedimos ao passado para nos ajudar a entender as agruras do presente. O passado determina muitas coisas. Modela experiências, individualidades e relacionamentos. Forma estruturas difíceis de serem modificadas. Condiciona não pela transmissão de “heranças malditas”, mas pelo que contém de tradições, valores e percursos reiterados. Carrega cultura no ventre. A história é sempre permanência e mudança, continuidade e descontinuidade.
O passado não nos domina. “Eu não vivo no passado, o passado vive em mim”, cantou Paulinho da Viola. Sua herança nos chega sem um testamento ou um roteiro a ser seguido. Não guia nossos passos, não diz o que devemos fazer com ele. A falta de clareza sobre o futuro é que nos leva a buscar explicações no passado.
Na vida concreta, vivemos sempre naquilo que Hannah Arendt chamou de “lacuna temporal entre o passado e o futuro”.
O passado é disputado. Luta-se para definir quem o interpreta e como faz isso. Alguns se valem de omissões e silêncios calculados, outros valorizam os “heróis da Pátria”. Há os que elogiam aspectos tenebrosos do passado, para tentar copiá-los. Outros falam em “forças do atraso” para qualificar aquilo que resiste ao progresso. E outros, ainda, adotam as próprias glórias passadas como marcas identitárias.
No Brasil, endeusar os anos de ditadura militar serve para defender a existência de um tempo pretérito em que todos teriam sido felizes e não sabiam. Nos EUA, Donald Trump usa o passado como arma política, empregando-o para ressignificar a história. Putin, na Rússia; Xi Jinping, na China; e Narendra Modi, na Índia, imaginam usar o passado para blindar seus poderes presentes e controlar o futuro.
Estudar o passado é essencial para que se compreendam as mudanças sociais, as estruturas de poder, as práticas, os hábitos, o jeito de ser, a linguagem. Explica, por exemplo, a condição dos negros, com seus antepassados escravos, e das mulheres, que ainda dialogam com a tradição machista e patriarcal que vigorou desde sempre.
Acontece que o passado não é um peso morto atado às pernas da sociedade. Não é um fardo que bloqueia o futuro. É uma força que se estende ao presente. Ele é processado, deglutido, incorporado no correr da história. Ele se consome dentro de si mesmo, “se acabando a cada minuto, mas sem acabar de se acabar nunca” (Gabriel García Márquez). Cada época traduz o passado conforme suas circunstâncias, seus valores e sentimentos, sua ideia de futuro.
Não temos como conceber o futuro por antecipação. Impossível saber se ele será melhor ou pior. Em nossa era de crises em alta e utopias progressistas em baixa, o futuro tornouse um cenário embaçado, visto como tendo mais perigos que esperança. Ficamos presos à sensação de viver um “presente eterno”, como se tivéssemos medo do futuro, como observou Elimar Nascimento na Revista Será? (15/5). Vivemos assustados e indignados, mas nossa indignação não encontra âncoras e diretrizes, nem gera construções e sujeitos coletivos.
Pensar o futuro é um desafio complexo. Não pode ser resolvido mediante uma bela ideia abstrata ou uma ideologia solta no espaço. O mundo não “caminha para” um lugar estabelecido. O pensamento linear, as causalidades simples e o mecanicismo não nos ajudam. Se for possível desenhar uma desejável progressão rumo ao futuro, precisaremos de exercícios dialógicos que cruzem visões distintas, recuperem o contraditório e leiam criticamente o presente e suas possibilidades.
O futuro depende de projetos bem concatenados e da gestação, nas sociedades, de “blocos históricos” que articulem interesses, deem suporte a políticas públicas progressistas, disseminem valores democráticos e apoiem governos que olhem para frente. Projetos que incluam sustentabilidade, distribuição de renda, energias renováveis, igualdade, segurança, gestão ambiental, justiça e educação de qualidade para todos.
Não temos isso no Brasil. Falta-nos uma governabilidade comprometida, distante da polarização tóxica, empenhada em melhorar a qualidade da política e formar lideranças que façam a mediação entre a sociedade e o Estado. Entre nós, as disputas políticas são medíocres, os consensos não se formam. E não surge ninguém – um partido, uma frente, um estadista, um leque de ideias – para sacudir a poeira e dar a volta por cima. Carecemos, em suma, de um “bloco histórico” com funções agregadoras e densidade ético-política.
Movimentos desse tipo não avançam no curto prazo. Pedem múltiplas articulações críticas para ligar interesses pessoais e interesse público, indivíduos e comunidade política, nações e mundo. Requerem abertura ao diálogo, aceitação do inusitado e interação reflexiva de uns com os outros.
Pensar o futuro só faz sentido a partir daí. É ocioso denunciar um amanhã que segue aberto. Também não dá para cultivar um otimismo ingênuo. Melhor é manter os olhos abertos para as possibilidades e as incertezas do presente, abraçando a esperança de que o humano continue a saber se reproduzir.
*Professor titular de Teoria Política da UNESP
Antonio Lavareda analisa | Aprovação de Lula termina maio com saldo de -3 pontos
Ex-presidente do BC, Arminio Fraga diz que Lula entregará economia 'pouco pior' ao deixar cargo
Rádio CBN
29 de mai. de 2026 #Lula #Brasil2026 #Politica
Dan Stulbach, José Godoy e Luís Gustavo Medina encerram a semana com muito bom humor e descontração. O trio recebe o economista, ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
O economista faz um alerta preocupante sobre os rumos fiscais do país. Para Fraga, o presidente Lula deve entregar a economia brasileira em uma situação "pouco pior" do que recebeu, destacando o crescimento desenfreado da dívida pública e a falta de reformas estruturais.
Fraga analisa a desconexão entre as promessas do governo e a realidade dos números, além de comentar o cenário de juros e a produtividade estagnada. Uma aula de economia e um olhar crítico sobre o futuro do Brasil.
Foto: Reprodução
#ArminioFraga #Lula #Economia #DividaPublica #RadioCBN #BancoCentral #Politica #Brasil2026 #MercadoFinanceiro
Arminio Fraga recomenda compra da casa própria e 'ser paciente' com os investimentos
Rádio CBN
29 de mai. de 2026 #EducaçãoFinanceira #Investimentos #Economia
Dan Stulbach, José Godoy e Luís Gustavo Medina encerram a semana com muito bom humor e descontração. O trio recebe o economista, ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga
Ao analisar o cenário econômico atual, Fraga traz recomendações práticas para o seu bolso: ele explica por que defende a compra da casa própria e por que a estratégia agora deve ser "ter paciência" com os investimentos.
Fotos: Reprodução e Pixabay
#ArminioFraga #Economia #Investimentos #CasaPrópria #FimDeExpediente #CBN #MercadoFinanceiro #DanStulbach #EducaçãoFinanceira
PAULINHO DA VIOLA lança o álbum ao vivo “Sempre Se Pode Sonhar”
Paulinho da Viola
“Sempre Se Pode Sonhar”
Gravado ao vivo no Teatro Fecap, em São Paulo, entre 13 de setembro e 8 de outubro de 2006.
Sony Music, 2020.
Direção musical: Paulinho da Viola
Supervisão artística: João Rabello
Direção geral: Homero Ferreira
Técnico de gravação: Alberto Ranellucci
Técnico de mixagem: Rodrigo Vidal
Masterizado por Ricardo Garcia no Magic Master, Rio de Janeiro
Capa: Elifas Andreato
Paulinho da Viola: voz, violão e cavaquinho
Conjunto:
Cristóvão Bastos (piano)
João Rabello (violão)
Dininho Silva (baixo)
Hércules Nunes (bateria)
Mário Sève (sax e flauta)
Celsinho Silva (pandeiro e percussão)
Nas faixas 12, 13, 14 e 15:
Todo o conjunto com acréscimo de Israel Bueno (violão) e Izaías Bueno (bandolim).
Repertório do álbum
Não quero você assim (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Foi um rio que passou em minha vida”, 1970)
Nova Ilusão (Pedro Caetano/ Claudionor Cruz)
(Originalmente lançada no álbum “Memórias Cantando”, 1976)
Chuva / Cantando
Chuva (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Paulinho da Viola”, 1975)
Cantando (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum Memórias Cantando, 1976)
Nervos de Aço (Lupicínio Rodrigues)
(Originalmente lançada no álbum “Nervos de Aço”, 1973)
Ela sabe quem eu sou (Paulinho da Viola)
(Inédita)
Para mais ninguém (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Universo Ao Meu Redor”, 2006, de Marisa Monte)
Talismã (Paulinho da Viola / Marisa Monte / Arnaldo Antunes)
(Originalmente lançada no álbum “Acústico MTV – Paulinho da Viola”, 2007)
Sempre se pode sonhar (Eduardo Gudin / Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Um Jeito de Fazer Samba, 2006, de Eduardo Gudin)
Nós os foliões (Sidney Miller)
(Originalmente lançada no álbum “A toda Hora Rola Uma História”, 1982)
Roendo as unhas (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum Nervos de Aço”, 1973)
Fiz por você o que pude (Cartola)
(Originalmente lançada no álbum c”No Tom da Mangueira”, 1993)
Vibrações (Jacob do Bandolim)
(Originalmente lançada no álbum “Vibrações”, 1967, de Jacob do Bandolim)
Vou me embora pra roça (Paulinho da Viola / Mario Sève)
(Originalmente lançada no álbum “Choros, Por Que Sax?”, 2004, de Mario Sève e
Daniela Spielmann)
Um choro pro Waldir (Paulinho da Viola / Cristóvão Bastos)
(Originalmente lançada no álbum do “Avenida Brasil, 1996, de Cristovao Bastos)
Cochichando (Pixinguinha)
(Originalmente lançada em 78 rpm, 1944)
Dança da Solidão (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum ” Dança da Solidão”, 1972)
Coração Leviano (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Paulinho da Viola”, 1978)
Tudo se Transformou (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida”, 1970)
Onde a dor não tem razão (Elton Medeiros / Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Paulinho da Viola”, 1981)
Coisas do mundo, minha nega (Paulinho da Viola)
(Originalmente lançada no álbum “Paulinho da Viola”, 1968)
1×0 (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
(Originalmente lançada em 78 rpm, 1946)
Timoneiro (Paulinho da Viola / Hermínio Bello de Carvalho)
(Originalmente lançada no álbum “Bebadosamba, 1996)
Bebel Prates – Assessoria de Comunicação
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sábado, 30 de maio de 2026
E o adúltero?
“E, pondo-a no meio, disseram-lhe: — Mestre, está mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando.” — (JOÃO, 8.4)
1 O caso da pecadora apresentada pela multidão a Jesus envolve considerações muito significativas, referentemente ao impulso do homem para ver o mal nos semelhantes, sem enxergá-lo em si mesmo.
2 Entre as reflexões que a narrativa sugere, identificamos a do errôneo conceito de adultério unilateral.
3 Se a infeliz fora encontrada em pleno delito, onde se recolhera o adúltero que não foi trazido a julgamento pelo cuidado popular? Seria ela a única responsável? Se existia uma chaga no organismo coletivo, requisitando intervenção a fim de ser extirpada, em que furna se ocultava aquele que ajudava a faze-la?
4 A atitude do Mestre, naquela hora, caracterizou-se por infinita sabedoria e inexcedível amor. Jesus não podia centralizar o peso da culpa na mulher desventurada e, deixando perceber o erro geral, indagou dos que se achavam sem pecado.
5 O grande e espontâneo silêncio, que então se fez, constituiu resposta mais eloquente que qualquer declaração verbal.
6 Ao lado da mulher adúltera permaneciam também os homens pervertidos, que se retiraram envergonhados.
7 O homem e a mulher surgem no mundo com tarefas específicas que se integram, contudo, num trabalho essencialmente uno, dentro do plano da evolução universal. No capítulo das experiências inferiores, um não cai sem o outro, porque a ambos foi concedido igual ensejo de santificar.
8 Se as mulheres desviadas da elevada missão que lhes cabe prosseguem sob triste destaque no caminho social, é que os adúlteros continuam ausentes da hora de juízo, tanto quanto no momento da célebre sugestão de Jesus.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
85
E o adúltero?
Pão Nosso #085 - E o adúltero?
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 28 de fev. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
Vista da fachada do Colégio Allan Kardec
AS AULAS DE EVANGELHO
As quartas-feiras eram consagradas inteiramente ao estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.Assistiam a essas aulas os alunos do Colégio e numerosos visitantes.O início das aulas dava-se às 12 e meia horas, prolongando-se até quinze horas aquelas lições excepcionais para todos.Eurípedes chegava ao Colégio, ordinariamente, uma hora antes do início das aulas, a fim de receber as diversas turmas de alunos e visitantes.
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Estamos no Colégio Allan Kardec, numa quarta-feira.
Eurípedes encontra-se no pátio superior há quase cinqüenta minutos, antes do início das aulas de Evangelho. Acha-se rodeado de alunos, que lhe desfecham um chuveiro de perguntas. Alguns deles, muito vivos, aproveitam para arranjar subsídios para o torneio daquela tarde.
Como habitualmente, o mestre traja-se com simplicidade, mas dentro de uma linha impecável de bom gosto e distinção. Sua camisa e colarinho brilham, a casaca de casimira preta muito bem posta e as calças do mesmo tecido seguem a linha da época. Traz botinas de pelica, onde ressalta o brilho do cuidado.
O porte mediano de Eurípedes é elegante e o conjunto fisionômico revela o homem belo, cujos traços delicados atraem as atenções, embora todos se quedem ante o seu olhar meditativo e profundo – comumente refletindo as belezas do Céu.
Os dois ponteiros do relógio de bolso de Eurípedes, marca Omega, atingem o número doze do mostrador. Ele se encaminha para o espaçoso salão de aulas, acompanhado dos alunos. Tomam assento professor e alunos, dentro de expressivo silêncio.
Às doze e meia horas em ponto, o mestre faz soar o tímpano, colocado sobre a sua mesa de trabalho. Os alunos se levantam, juntamente com os visitantes, que ali já se encontravam.
\(\text{\ }\)Eurípedes – o Homem e a Missão \hfill 123
A voz sonora e vibrante de Eurípedes ergue-se na reprodução do Pai Nosso, de Jesus, na sua opinião, a prece que traz em cada palavra um potencial magnético capaz de transformar o mundo, porque proveio dos lábios sublimes do Cristo, derramando nos corações a bênção do convite para as alturas.
O nome de Deus é, então, motivo de exaltação comovida de Eurípedes.
Sua voz assume ressonâncias indescritíveis. Toda a cidade ouve a palavra do moço, em todos os recantos, até os mais distantes, numa época em que não se conhecia esse milagre da ciência, que é a eletrônica. (40-A)
A exortação tem sempre a duração de meia hora, espaço de tempo em que os circunstantes são tocados por vibrações superiores. A seguir, a matéria focalizada na aula anterior sofre os processos de verificação, através do porfiado torneio evangélico. Baseados nas lições anteriores, os alunos formulam questões, organizando perguntas objetivas.
Cada aluno tem três minutos para emitir o questionário.
Não raro, um aluno do curso elementar – um menino – convidava um rapaz do curso médio ou do superior. Momentos de expectativa coroam o sucedimento. Quase sempre o garoto sobrepuja o marmanjo, nos conceitos e na forma das questões. Coisas que somente o Espiritismo pode explicar.
O torneio evangélico suscitava reações edificadoras, não apenas no seio dos alunos, mas também entre os visitantes.
O relógio do mestre está sobre a mesa. Duas horas. Soa de novo o tímpano, anunciando o recreio. Meninos e meninas alcançam seus respectivos pátios, acompanhados por Eurípedes e pelos visitantes, estes em número considerável.
Em poucos minutos, Eurípedes acha-se rodeado, sem poder mover-se do lugar. Poderosa irradiação de paz desprende-se de sua palavra e de sua pessoa.
Todos querem ficar a seu lado, gozando-lhe a presença, abeberando-lhe os ensinamentos. Todos: crianças, jovens, adultos, porfiam o privilégio de permanecer junto a Eurípedes.
(40-A) A nota cita um fenômeno similar com Santo Antônio de Pádua, narrado por Almerindo Martins de Castro (Antônio de Pádua – Sua Vida de Milagres e Prodígios, FEB, 1965, p.33). O relato descreve Antônio falando para multidões, onde sua voz era ouvida a grandes distâncias por intervenção espiritual, como no caso de uma mulher que escutou toda a pregação a meia légua de distância.
Aos poucos, chegam portadores de solicitações aflitivas, tanto no campo do receituário, como da orientação espiritual.
Ali mesmo, Eurípedes atende a todos, dentro do horário estabelecido para término do recreio – que era obedecido com rigor.
Findo esse prazo – os alunos retornam a seus lugares já com O Evangelho Segundo o Espiritismo à mão.
Um deles, indicado por Eurípedes, inicia a leitura, no que é acompanhado, em silêncio pelos restantes. Cada um mantém a atenção fixa no estudo porque sabe que se a desviar da leitura será convidado a prossegui-la.
Esse interregno inesperado constituía sempre uma pausa interessante. Visitantes e colegas estimavam ver os apuros do desatento, todo atrapalhado a procurar o trecho, no ponto em que o predecessor interrompe a leitura.
Eurípedes interrompe o aluno sempre que um comentário deve ilustrar o tópico em estudo.
Desse modo, o ponto focalizado recebe o primoroso tratamento de memoráveis elucidações do mestre.
Os alunos fazem anotações, com o próximo torneio à vista. Às vezes, interrompem o professor para solicitar explicações acerca de determinado assunto, no que são atendidos com aquele Amor, que Eurípedes dispensa às coisas do Evangelho e a todos.
Ao término da leitura, a palavra do mestre se alteia na pregação do Bem. Sua voz penetra os corações e se insinua, por importantes processos de fonação espiritual – através de canais potentes criados por recursos de efeitos físicos abrangendo toda a cidade.
Dir-se-ia que numerosos alto-falantes transmitem, com cristalina pureza os conceitos sábios de Eurípedes.
As ruas apinham-se de pessoas não espíritas, também atraídas pelo fascínio daquela palavra, ungida do poderoso magnetismo do Amor.
O momento mais emocionante da aula inesquecível vem com o seu final.
Às 14 horas e meia, soa de novo o tímpano, acionado por Eurípedes.
Todos se põem de pé. Era o instante da prece de encerramento. Os alunos, em absoluto silêncio, mantêm-se na postura propícia à receptividade das vibrações espirituais.
Eurípedes, de pé, pronuncia comovedora oração de agradecimento. E é no decorrer desta que, em geral, ele penetra a faixa dos Mensageiros do Senhor, em transe sonambúlico. Eis que, às vezes, sua voz possante assume o timbre infantil: – é Celina, a pequena e luminescente intérprete de Maria quem vem trazer a palavra de estímulos santos da própria Mãe de Jesus, cujo carinho pelo Colégio Allan Kardec jamais esmorece.
\(\text{\ }\)Eurípedes – o Homem e a Missão \hfill 125
De outras vezes, comparecem ao festim espiritual outros luminares de Esferas Superiores, tais como Jeanne D'Arc, Paulo de Tarso, Pedro, Felipe, outros discípulos do Cristo, que se aproveitam do grande momento para endereçar à criatura terrena sua mensagem de luz. (41)
O tema que abordam prende-se ao assunto estudado.
Assim termina memorável aula de moral evangélica, no Colégio Allan Kardec.
Quem quer que a ela tenha assistido, é certo que dela guardará eterna lembrança. (42)
\(\mathbfit{\pi }\text{\ }\mathbfit{\pi }\text{\ }\mathbfit{\pi }\)
Desse modo, decorreram as aulas das quartas-feiras, no Colégio.
Nos primeiros tempos era focalizado um capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, por aula.
Uma vez conhecido o conteúdo da obra, através do estudo consciente que já mencionamos, Eurípedes modificara o método.
Dessa forma, nos três últimos anos, estudava com os alunos apenas o 1º capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Nesse espaço de tempo, relativamente dilatado, Eurípedes fez magnífico estudo sobre a evolução da idéia religiosa, através das civilizações.
Todos os sistemas religiosos conhecidos mereceram brilhante apreciação, com riqueza de ilustrações e cores locais. A cultura avançada nas áreas da etnologia permitia-lhe portentosas considerações, em torno das tribos primitivas e de seu "habitat" bem como os ritos fetichistas, que manifestam o princípio religioso em latência.
As aulas incluíam análises aprofundadas sobre a evolução religiosa, cobrindo desde o mediunismo em tribos primitivas até a espiritualidade contemporânea, com abordagem pedagógica (43).
memorialitamarfranco
Era assim o Instituto Metodista Granbery, um dos colégios mais antigos de Juiz de Fora, fundado em 1889, ano da Proclamação da República. No colégio, Itamar Franco concluiu os ensinos Fundamental e Médio. Neste dia internacional dos estudantes, nosso #TBT resgata um antigo registro do Colégio e da turma de 1936, da qual Itamar fazia parte.
Valorize o passado! Visite o Memorial!
#memorialitamarfranco #itamarfranco #ufjf #estudante #lançamento #granbery #memórias ##juízdefora #TBT
Era assim o Instituto Metodista Granbery, um dos colégios mais antigos de Juiz de Fora, fundado em 1889, ano da Proclamação da República. No colégio, Itamar Franco concluiu os ensinos Fundamental e Médio. Neste dia internacional dos estudantes, nosso #TBT resgata um antigo registro do Colégio e da turma de 1936, da qual Itamar fazia parte.
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Luzes sobre Minas: A Educação do Caráter e do Espírito no Colégio Allan Kardec e no Instituto Granbery
O cenário educacional mineiro do início do século XX foi marcado por experiências que ousaram romper com o modelo puramente instrucional e tecnicista. Duas dessas iniciativas destacam-se pela capacidade de projetar a formação moral e espiritual no cerne da atividade pedagógica: as Aulas de Evangelho das quartas-feiras, regidas por Eurípedes Barsanulfo no Colégio Allan Kardec, em Sacramento (MG), e as saudosas Assembleias quinzenais realizadas no Salão Nobre do Instituto Granbery, da Igreja Metodista, na Rua Batista de Oliveira, em Juiz de Fora (MG). Embora amparadas por vertentes de fé distintas — o Espiritismo e o Protestantismo Metodista —, ambas as práticas convergiam na pedagogia do exemplo, no cultivo de valores universais e na integração indissociável entre a escola e a comunidade. PONTOS DE CONVERGÊNCIA PEDAGÓGICA
[ COLÉGIO ALLAN KARDEC ] [ INSTITUTO GRANBERY ]
(Sacramento - MG) (Juiz de Fora - MG)
│ │
▼ ▼
Aulas de Evangelho Assembleias Quinzenais
│ │
└──────────────► [ FOCO ] ◄────────────┘
Educação Integral do Ser
Formação de Caráter Ético
Comunidade e Escola Unidas
Desenvolvimento Discursivo
1. O Altar do Conhecimento: O Salão de Aulas e o Salão Nobre
Em ambas as instituições, o espaço físico operava como um catalisador de solenidade e respeito.
A Verdadeira Propriedade
O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir, goza ele enquanto aqui ele permanece.
A verdadeira propriedade
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, à sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo?Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.)
10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.
Direis, porventura, que isso se compreende no tocante aos bens hereditários, porém, não relativamente aos que são adquiridos pelo trabalho. Sem dúvida alguma, se há riquezas legítimas, são estas últimas, quando honestamente conseguidas, porquanto uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, da sua aquisição, não resulta dano para ninguém. Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil mal ganho, isto é, com prejuízo de outrem. Mas, do fato de um homem dever a si próprio a riqueza que possua, seguir-se-á que, ao morrer, alguma vantagem lhe advenha desse fato? Não são amiúde inúteis as precauções que ele toma para transmiti-la a seus descendentes? Decerto, porquanto, se Deus não quiser que ela lhes vá ter às mãos, nada prevalecerá contra a sua vontade. Poderá o homem usar e abusar de seus haveres durante a vida, sem ter de prestar contas? Não. Permitindo-lhe que a adquirisse, é possível haja Deus tido em vista recompensar-lhe, no curso da existência atual, os esforços, a coragem, a perseverança. Se, porém, ele somente os utilizou na satisfação dos seus sentidos ou do seu orgulho; se tais haveres se lhe tornaram causa de falência, melhor fora não os ter possuído, visto que perde de um lado o que ganhou do outro, anulando o mérito de seu trabalho. Quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa. –
M., Espírito protetor. (Bruxelas, 1861.)
Estudo do Evangelho - Cap. XVI - Itens 9 e 10 - A Verdadeira Propriedade
Centro Espírita Jesus de Nazare
O Livro dos Espíritos | questão 267
Luiza Almeida Monteiro
267. Pode o Espírito proceder à escolha de suas provas enquanto encarnado?
“O desejo que então alimenta pode influir na escolha que venha a fazer, dependendo isso da intenção que o anime. Dá-se, porém, que, como Espírito livre, muitas vezes vê as coisas de modo diferente. O Espírito por si só é quem faz a escolha; entretanto, ainda uma vez o dizemos, possível lhe é fazê-la mesmo na vida material, porque há sempre momentos em que o Espírito se torna independente da matéria que lhe serve de habitação.”
a) – Não é decerto como expiação, ou como prova, que muita gente deseja as grandezas e as riquezas. Será?
“Indubitavelmente, não. A matéria deseja essa grandeza para gozá-la, e o Espírito para conhecer-lhe as vicissitudes.”
Nâo se aborreça.
Espere, trabalhe, estude e
sirva, que é o que para ser
seu virá no tempo certo.
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