sábado, 13 de junho de 2026

Ouçam-nos

“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” — (LUCAS, 16.29)
"Queixo-me às rosas Mas que bobagem as rosas não falam Simplesmente as rosas exalam O perfume que roubam de ti, ai" "— Eu sou assim — disse um jovem argentino ao Papa Francisco, segundo Leonardo Boff. — Deus te fez assim. Eu te respeito — respondeu o Papa." 1 A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho comum. 2 Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes convém aos interesses essenciais. 3 Há precisamente um século, n estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois Planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um pai ou de um filho na experiência humana. 4 Alguns chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de observação. 5 Isso, porém, não passa de contrassenso. 6 Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres? 7 O impulso animal tem limites. 8 Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal. 9 O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. 10 O grande problema, no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista de cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor, na direção das realidades eternas. Emmanuel [1] [Essa lição foi psicografada em 1950, um século depois das primeiras manifestações que deram origem ao Espiritismo moderno. Vide: Espiritismo retrospectivo.] Texto extraído da 1ª edição desse livro. 116 Ouçam-nos Pão Nosso #116 - Ouçam-nos NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 18 de jul. de 2023 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. As Rosas Não Falam Beth Carvalho Bate outra vez Com esperanças o meu coração Pois já vai terminando o verão Enfim Volto ao jardim Com a certeza que devo chorar Pois bem sei que não queres voltar Para mim Queixo-me às rosas Mas que bobagem as rosas não falam Simplesmente as rosas exalam O perfume que roubam de ti, ai Devias vir Para ver os meus olhos tristonhos E, quem sabe, sonhavas meus sonhos Por fim Devias vir Para ver os meus olhos tristonhos E, quem sabe, sonhavas meus sonhos Por fim Composição: Cartola " - Eu sou assim", disse um jovem argentino ao Papa Francisco, segundo Leonardo Boff. " - Deus te fez assim. Eu te respeito." Respondeu o Papa.
Carta de Cairbar Schutel para Eurípedes Barsanulfo, que foi tema de um artigo de nossa autoria para a Revista Internacional de Espiritismo (RIE), de @o.clarim, publicado na edição agora de novembro/25. O artigo, intitulado "Colunas", faz parte da coluna comemorativa dos 100 anos da RIE. Segue a transcrição da carta, que pertence ao acervo do @caksacramento: 10 — A CONVERSÃO AO ESPIRITISMO NOVOS RUMOS MENTALIDADE NOVA Eurípedes sentia, cada vez mais forte, a recrudescência da sede de novos conhecimentos em torno do Espiritismo. Na primeira década do século, a divulgação espírita era ainda bastante precária. Além do Reformador, lançado pela Federação Espírita Brasileira, em 1883, alguns poucos jornais doutrinários circulavam no país, dentre os quais dois ou três chegavam a Santa Maria, por visitantes. Reformador e outros periódicos vinham a Santa Maria por visitantes fraternos, oriundos especialmente de São Paulo e Rio de Janeiro. (27) Desse modo, tio Sinhô fazia chegar a Eurípedes o reduzido material de propaganda da Doutrina Espírita, então existente. Na companhia de José Martins Borges, o moço lia e comentava importantes editoriais, artigos e crônicas, em que jornalistas abalizados deixavam a palavra nova, abrindo novos caminhos ao entendimento espiritual das criaturas. Profundamente abalado em suas convicções católicas e leal à sinceridade de seu Espírito, restringiu sua presença na Igreja a poucos ofícios. Já não era o mesmo assíduo freqüentador dos cultos religiosos. O fato começava a despertar apreensões no seio da família do moço e do clero... MADRINHA SANA Eurípedes ia às quintas-feiras a Conquista para efetuar a escrituração da casa comercial de seu pai, naquela localidade.Lá encontrava com freqüência a sua querida madrinha Sana, que se abalava de Santa Maria para pequenas compras ou mesmo para se avistar com o afilhado. (27) Em Franca (SP) já circulava o Fé, Amor e Perdão — tendo como diretor o jornalista Manoel Malheiro. 79 Eurípedes — o Homem e a Missão O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep108] Emprego da riqueza (cap XVI, 11-13) Emprego da riqueza 12. Quando considero a brevidade da vida, dolorosamente me impressiona a incessante preocupação de que é para vós objeto o bem-estar material, ao passo que tão pouca importância dais ao vosso aperfeiçoamento moral, a que pouco ou nenhum tempo consagrais e que, no entanto, é o que importa para a eternidade. Dir-se-ia, diante da atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, quando não se trata, na maioria dos casos, senão de vos pordes em condições de satisfazer a necessidades exageradas, à vaidade, ou de vos entregardes a excessos. Que de penas, de amofinações, de tormentos cada um se impõe; que de noites de insônia, para aumentar haveres muitas vezes mais que suficientes! Por cúmulo de cegueira, freqüentemente se encontram pessoas, escravizadas a penosos trabalhos pelo amor imoderado da riqueza e dos gozos que ela proporciona, a se vangloriarem de viver uma existência dita de sacrifício e de mérito – como se trabalhassem para os outros e não para si mesmas! Insensatos! Credes, então, realmente, que vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que despendeis movidos pelo egoísmo, pela cupidez ou pelo orgulho, enquanto negligenciais do vosso futuro, bem como dos deveres que a solidariedade fraterna impõe a todos os que gozam das vantagens da vida social? Unicamente no vosso corpo haveis pensado; seu bem-estar, seus prazeres foram o objeto exclusivo da vossa solicitude egoística. Por ele, que morre, desprezastes o vosso Espírito, que viverá sempre. Por isso mesmo, esse senhor tão amimado e acariciado se tornou o vosso tirano; ele manda sobre o vosso Espírito, que se lhe constituiu escravo. Seria essa a finalidade da existência que Deus vos outorgou? – Um Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.) O livro dos Espíritos [Ep27] Progressão dos Espíritos (114-127) 119. Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à primeira ordem? “Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Ademais, a desigualdade entre eles existente é necessária à sua personalidade. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a harmonia do Universo.” Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a espiritual há esta diferença: enquanto que a primeira é limitada e nem sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é indefinida e a todos oferece a possibilidade de se elevarem ao grau supremo.
Proteja o seu interior. Desativar a "bomba" interna é livrar-se de complicações.
"QUEIXO-ME ÀS ROSAS, MAS QUE BOBAGEM, AS ROSAS NÃO FALAM. SIMPLESMENTE AS ROSAS EXALAM O PERFUME QUE ROUBAM DE TI, AI" Nasci em Uberaba e fui muito pra lá nas férias. Mas nunca estive com o Chico Xavier e nem vi. Mas senti. Um dia, pouco anos antes da morte dele, estava andando pela Leopoldino de Oliveira a caminho do Cine Metrópole com o primo Gilberto e, repentinamente, senti um forte cheiro de rosas. Não de perfume, talco. Da flor mesmo. Perguntei ao Gil: — Você sentiu um cheiro forte de rosa ali na frente da livraria? — Você não viu um cara que saiu do carro e entrou na livraria? Era ele. Livraria Espírita. Era o Chico Xavier. — Mas ele exala rosas? — Já dizia Cartola! Não é perfume de vidro, pode acreditar. É o Chico mesmo. Sabia não? eu vi um baile de debutantes PELO BURACO DA FECHADURA MARIO PRATA quase um autobiografia GERAÇÃO As Rosas Não Falam Cartola Pelo buraco da fechadura eu vi um baile de debutantes por Mario Prata (Autor) Formato: Capa comum As memórias de Mario Prata, com humor e ternura “Com toques de incrível humor e comovente ternura, Mario Prata nos faz rir e chorar com suas memórias contadas de um jeito absolutamente extraordinário. Um resgate muito pessoal de um período do nosso país, em especial da nossa vida cultural. É como se estivesse nos contando sua história e a do Brasil numa mesa de bar. Tomando Cuba Libre.” Assim o editor da Geração Editorial, Luiz Fernando Emediato , apresenta o novo livro de Mario Prata , autor de muitos bestsellers, como “Diário de um Magro” e o recente “O drible da vaca”. Mario escreveu 10 peças de teatro, seis telenovelas, cinco séries, mais de três mil crônicas, sete roteiros de cinema, 23 livros e está em seis antologias de crônicas. Foi premiado no Brasil e no exterior (Cuba, Uruguai, Espanha, Portugal, Colômbia e Inglaterra). Em 2022, foi semifinalista do Prêmio Jabuti e finalista do Oceanos (ficou entre os dez melhores romances de nove países de língua portuguesa, com o livro “O drible da vaca”). Como jornalista, trabalhou na Gazeta de Lins , O Pasquim , Última Hora , Folha de S.Paulo , O Estado de S.Paulo , Isto É , Planeta , Careta e Playboy . Em seu novo livro, “Pelo buraco da fechadura: vi um baile de debutantes” , Mario Prata diz ter feito uma “quase biografia”, na qual conta casos vividos ao longo de sete décadas. Com a palavra o filho Antonio Prata, que assina o prefácio. "Meu pai é a pessoa mais engraçada que existe”. E continua: “Com meu pai, aprendi desde cedo que a literatura não é um evento chique ao qual devemos comparecer de terno e gravata. É um encontro ao qual podemos ir com a roupa e a atitude do momento, sem afetação. A literatura do meu pai trata, como diria o grande Antonio Cândido, da “vida ao rés do chão”. A minha também – e sou grato a ele por me dar esta chave.” E continua: “Ler este livro é ouvir meu pai falando. É vê-lo em diversos momentos da vida pelo buraco da fechadura. Aqui estão todas as histórias que eu cresci escutando. As tias papudinhas de Uberaba. A infância em Lins. O colégio “dos padre”. A vinda pra São Paulo. Seus encontros com pessoas incríveis, famosas ou não.” Pelo livro passam familiares (ascendentes e descendentes), amigos, atores, atrizes, diretores de TV e cinema, intelectuais, músicos, políticos, censores da ditadura militar, uma galeria de personagens descritos de forma original e humana. Para a escritora Cassia Janeiro, “trata-se de um livro de memórias esparsas, sem compromisso com a linearidade. Cada peça, por si, constitui uma narrativa independente, mas, consideradas no todo, formam um mosaico sensível e humano de um contexto histórico que foi efetivamente vivido pelo narrador. Não é, portanto, um relato objetivo, mas um enredo difícil de largar, justamente pelo seu conteúdo e olhar humano.” Orelha do livro por Maria Prata Com esta orelha aqui, somam-se nove na criação deste livro: um par do meu pai, o autor; outro do Pedro, meu irmão que assina a foto dele; mais um do Antonio, o irmão do prefácio; as minhas duas, claro; e essa, de papel, mesmo, que você tem em mãos. Estou aqui contando orelhas porque é a primeira vez que meu pai junta os filhos para estarem com ele em um livro. E faz todo o sentido, uma vez que o livro são as memórias dele. E que memórias! Meu pai, assim como grande parte da família Prata, é um exímio contador de histórias. Passei parte da vida, portanto, ouvindo muitas das que estão aqui ― e outra parte vivendo algumas delas. Desde que me entendo por gente, quando estou com meu pai, uma cena se repete: ele sentado, falando, falando, e um tanto de gente em volta, atenta. E gargalhadas. Este livro é como ter meu pai nas mãos. Ele, aqui comigo, com você, contando essas histórias. Mas agora, além de fazer você gargalhar, também vai surpreendê-lo, relembrar, aprender e até mesmo fazê-lo chorar, quem sabe? O livro tem histórias incríveis, que falam com todo mundo ― a da batalha da Maria Antonia e outros momentos da ditadura, por exemplo. Mas muitas outras, bastante pessoais, que não interessariam a ninguém não fosse o faro fino que o autor tem para entender o que nasce para ser contado – se bem contado, claro. E isso ele faz como ninguém. Poder ter Mario Prata te contando histórias assim, ao pé da (ih, mais uma) orelha, é privilégio. Boa leitura!

sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Villa para patetas e malandros

Discurso da Servidão Voluntária por Étienne de La Boétie (Autor)
👆A China é aqui. Da Serra do Navio às terras raras de Goiás, passando pelo minério de Itabira Minas? Confidência do Itabirano Carlos Drummond de Andrade Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil, este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas; este orgulho, esta cabeça baixa... Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! Composição: Carlos Drummond de Andrade.
"O editorial do jornal O Estado de S. Paulo critica a gestão do setor elétrico brasileiro, apontando que a má governança, subsídios excessivos e influência de lobbies geram contas de luz abusivas. A publicação argumenta que falhas de planejamento, incluindo contratações de reserva desnecessárias e caras, sobrecarregam o consumidor enquanto beneficiam setores específicos." A várzea do setor elétrico Por O Estado de S. Paulo O consumidor paga caro demais por energia limpa ou suja, nova ou velha, no Brasil e no Paraguai. Farra promovida pelo governo, pelo Congresso e pelos lobbies precisa acabar O setor elétrico muitas vezes parece incompreensível. É difícil entender por que um país que é dono de uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo subsidia usinas a carvão. É difícil entender como corremos o risco de sofrer apagões tanto por falta quanto por excesso de energia ao longo de um mesmo dia. É difícil entender por que a abundância de recursos naturais para produzir eletricidade não se reverte numa conta de luz barata. Há argumentos técnicos para explicar cada uma dessas questões. Mas, em maior ou menor grau, todas elas se devem a falhas de planejamento que se acumulam há anos, com o custo invariavelmente repassado aos consumidores. No domingo, 7 de junho, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou um plano emergencial para impedir um blecaute por sobrecarga na rede. Além de ter determinado que usinas eólicas e solares centralizadas sob sua gestão cortassem em 30% sua geração, o ONS mandou 12 distribuidoras em todo o País cortarem a produção de pequenas usinas conectadas a elas. Há, portanto, uma sobra de eletricidade no sistema, ao menos durante alguns momentos do dia, sobretudo em razão da profusão de painéis solares instalados em telhados e condomínios. De certa forma, seria um alento para um País que há 25 anos pagou um custo alto ao se submeter a um racionamento de energia motivado pela combinação entre falta de chuvas, baixos investimentos em geração e transmissão e alta demanda de energia. Como explicar então que, a despeito dessa fartura, esse mesmo país acaba de realizar um leilão para contratar usinas para ficarem à disposição do sistema, ou seja, para gerar energia apenas quando for realmente necessário, pela bagatela de até R$ 800 bilhões? Se a física não consegue esclarecer, a política tem a resposta na ponta da língua: isso se deve à escolha política deliberada de atender a lobbies setoriais em detrimento da tarefa de arrumar a bagunça do setor elétrico. Há décadas o País mantém usinas antigas e de custo elevado em funcionamento sob a justificativa de não prejudicar municípios e empresários que dependem delas para se sustentar. Novas tecnologias têm sido incorporadas ao sistema dentro dessa mesma lógica, composta por subsídios eternizados, baixa transparência sobre os reais custos e benefícios e margens elevadas para investidores. Parece claro que o modelo de negócios do setor tem alocado custos e riscos excessivos ao consumidor, sem garantir segurança ao abastecimento de energia. O problema não começou com o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mas certamente se agravou sob sua gestão. Afinal, em vez de enfrentar esses problemas, o ministro preferiu compactuar com eles. O resultado foi o leilão de reserva de capacidade realizado em março, no qual se contratou mais empreendimentos que o necessário, preços-teto foram elevados às vésperas da disputa e houve baixíssima concorrência e, evidentemente, deságios pífios. A peso de ouro, termoelétricas vão cobrir o buraco que se abre no sistema quando o sol se põe e os ventos cessam. Associações que representam fontes renováveis se sentiram desprestigiadas. Queriam ter participado da disputa com baterias. Qual foi a solução apresentada pelo ministro? Dobrar a aposta: haverá mais um leilão para contemplá-las no final deste ano. No setor privado, seria caso de demissão, mas isso só fortalece a inabalável posição de Silveira no governo Lula e no setor elétrico. O Congresso replica esse modus operandi. Todo projeto de lei que chega ou sai do Legislativo visa a prorrogar subsídios que já deveriam ter acabado e assegurar essas mesmas vantagens a segmentos nascentes, caso das usinas a hidrogênio e das eólicas em alto-mar. Cada privilégio concedido amplia distorções e custos, que, por óbvio, não desaparecem – apenas ficam disfarçados nos indecifráveis encargos embutidos nas contas de luz. O consumidor provavelmente não sabe, mas ele paga bem mais do que deveria por energia de todo tipo: limpa ou suja, nova ou velha, em todo o Brasil e – pasmem – até mesmo no Paraguai. Essa farra promovida pelo governo, pelo Congresso e pelos lobbies precisa acabar. Um expurgo necessário
O paradoxo mineral: a China é aqui, a riqueza vai para lá. Da Serra do Navio às terras raras de Goiás, o Brasil sangra suas entranhas para alimentar a engrenagem industrial do outro lado do mundo. Exportamos o minério bruto de Itabira; importamos de volta o plástico barato que lota os corredores do comércio popular. Viramos fornecedores do solo que nos sustenta, enquanto a soberania tecnológica nos escapa pelas mãos. No fim, resta o contraste visual desse mercado urbano sobre o calçadão de pedras portuguesas. O progresso prometido pela mineração virou mercadoria estrangeira. Itabira é apenas um contêiner no porto. Mas como dói! "Neste episódio ao vivo de Berlim do podcast Ones and Tooze, Adam Tooze e Cameron Abadi analisam as propostas alemãs de reforma do Estado de bem-estar social, incluindo mudanças nas leis trabalhistas e idade de aposentadoria. O debate também aborda a crise habitacional na cidade e a controversa proposta de construção no parque Tempelhofer Feld." Adam Tooze Live in Berlin: The AfD, Tempelhofer Feld, and FIFA World Cup | Ones and Tooze Ep. 246 Foreign Policy 12 de jun. de 2026 Ones and Tooze | FP's Global Economics Podcast w/ Adam Tooze Germany is considering a package of reforms to reduce its welfare state and make the economy more productive. This would include changes to labor laws, welfare payments to the unemployed, and the retirement age. In this live show in Berlin, Adam and Cameron discuss the potential reforms and also the Tempelhofer Feld, a huge park in Berlin where some Germans now want to build apartments to address the city's housing crisis—and the FIFA World Cup. Foreign Policy economics columnist Adam Tooze, a history professor and a popular author, is encyclopedic about basically everything: from the COVID shutdown, to climate change, to pasta sauce. On FP’s hit podcast, Tooze and FP deputy editor Cameron Abadi look at two data points each week that explain the world: one drawn from the week’s headlines and the other from just about anywhere else Tooze takes us. ---------- Listen to more episodes of Ones and Tooze: https://foreignpolicy.com/podcasts/on... https://podcasts.apple.com/us/podcast... https://open.spotify.com/show/44pekaw... De Villa para patetas e malandros 12/06/26 - Juros e dívida impedem o crescimento. Lula e Flávio Bolsonaro fingem não ver. Marco Antonio Villa
De Villas para patetas e malandros Discurso da Servidão Voluntária Edição Português por Étienne de La Boétie (Autor) Formato: Capa comum Poucos anos antes de morrer, aos 32 anos, Étienne de La Boétie (1530-1563) deixou em testamento seus escritos a Montaigne, o qual, mais tarde, destacou os méritos nos Ensaios e em várias cartas, apontando aquele autor como um importante homem de seu século. O prestígio de La Boétie vem desta obra, "Discurso da Servidão Voluntária", em que afirma que é possível resistir à opressão sem recorrer à violência - a tirania se destrói sozinha quando os indivíduos se recusam a consentir com sua própria escravidão. Como a autoridade constrói seu poder principalmente com a obediência consentida dos oprimidos, uma estratégia de resistência sem violência é possível, organizando coletivamente a recusa de obedecer ou colaborar. Foi com essa ideia que se construíram inúmeras lutas de desobediência civil no século XX, e a mesma ideia levou, entre outros motivos, à queda pacífica de muitas ditaduras.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

ESSAS FICARÃO

"Em sua coluna de hoje Renato Meirelles vai na mesma linha das análises de tendência eleitoral que tenho feito."
Maria da Conceição Tavares: Da Substituição da Economia pelo Futebol do Vasco
'Ninguém come PIB, come alimentos': as frases marcantes de Maria da Conceição Tavares | Exame De exame.com 17:22 · 8 de jun. de 2024
A economista Maria da Conceição Tavares em entrevista ao programa Roda Viva, em 1995. — Foto: Reprodução/TV Cultura
A economista aos 48 anos Economia 'Ninguém come PIB, come alimentos', veja as frases que marcaram a trajetória de Maria da Conceição Tavares Economista colecionou frases e debates acalorados Por O GLOBO — Rio 08/06/2024 13h09 Atualizado há 2 anos A economista Maria da Conceição Tavares em seminário em 2003 — Foto: Roberto Stuckert Filho - PA - A Maria da Conceição Tavares, que morreu na madrugada deste sábado, não fugia de discussões. Colecionou frases e debates acalorados. Em uma entrevista ao GLOBO de 2014, ao comentar o baixo crescimento da economia, ela respondeu: "A crise (global de 2008) bateu aqui em 2009. Em 2010 o crescimento já tinha retomado, mais instável e mais brando. O crescimento não está essa Brastemp, mas não piorou o emprego, nem a distribuição de renda, o que para mim é o essencial. Ninguém come PIB, come alimentos". — Maria Conceição Tavares Ao longo de sua trajetória, foram muitas as frases marcantes. As discussões com Roberto Campos, por exemplo, eram comuns, quando foi deputada federal pelo Rio de Janeiro entre 1995 e 1998 pelo PT. Seu lema de campanha era “esta é boa de briga”. Foi a segunda mais votado pelo PT no Rio: — Vou infernizar o ministro da Fazenda, quer seja o meu, quer seja o deles. Em uma das discussões sobre o fim do monopólio de petróleo, em 1997, Campos atacou: “ A senhora é um dinossauro”, e ela rebateu de imediato: "Mas sou informada, e o senhor parece uma lagartixa". Continuar Lendo Memória | Poema de Carlos Drummond de Andrade com narração de Mundo Dos Poemas Mundo Dos Poemas
O eleitor que tapa o nariz No Instituto Locomotiva, lemos pesquisa com uma régua simples: o brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês 00:00 00:00 11/06/2026 03h30 Atualizado há 14 horas
'brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês', diz Renato Meirelles — Foto: Lucas Tavares RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Seu Valdir tem uma loja em Franca, interior de São Paulo. Não exporta nada, mal sabe o que é uma tabela de tarifas. Mas sente no caixa. Quando a encomenda americana de sapato é cancelada, a fábrica corta a hora extra e parte dos seus clientes deixam de fazer a compra do mês. O sábado de Seu Valdir fica magro. O tarifaço que Brasília discute em horário nobre chega ao balcão dele pela mão do operário que comprou menos. Seu Valdir não é lulista nem bolsonarista. Ele é 13 do Brasil. Na escala da Genial/Quaest, o eleitor independente é 32% do eleitorado, à frente de lulistas e bolsonaristas no voto espontâneo. É nesse bloco, e só nele, que a eleição andou em junho. As torcidas estão congeladas. Quem se mexe é o desconfiado. E é desconfiança, não ódio. Essa é a chave que a leitura apressada erra. O independente rejeita os dois: não votaria em Lula (59%) nem em Flávio (64%). Ele não passou a gostar de Lula. Passou a desconfiar um pouco mais de Flávio. Ódio é fixo, move militante. Desconfiança faz e desfaz. É o que torna esse voto frágil, e o motivo pelo qual ninguém deveria comemorar nada por enquanto. O que mexeu foram duas bandeiras que pareciam patrimônio do bolsonarismo: a luta contra a corrupção e a defesa do Brasil. A primeira não trocou de dono. Caiu no chão. No caso do Banco Master, o independente não aponta o adversário: 53% dizem que o prejudicado foram “todos eles”. A corrupção, que por uma década foi pedra atirada no PT, virou lama de cima, sem sobrenome. Some-se o caso Vorcaro: 65% dos independentes acreditam que Flávio sabia que o banqueiro estava metido em corrupção quando pediu dinheiro para o filme da família. O bolsonarismo se vendeu como o lado limpo e perdeu o crachá de fiscal da moral. Não porque o PT virou limpo, mas porque a suspeita passou a usar camisa verde-amarela. A segunda bandeira, essa sim, mudou de mão. Em “quem defende melhor os interesses do Brasil”, Lula vence Flávio entre independentes por 41% a 25%. O verde-amarelo, estética bolsonarista desde 2018, escorregou quando o eleitor viu o filho do ex-presidente na Casa Branca, ao lado do tarifaço que ameaça o emprego do operário de Franca e da crítica ao Pix, queridinho dos brasileiros. Quem fala em pátria fica devendo explicação quando parece pedir ajuda lá fora contra o Brasil aqui dentro. Aqui o analista honesto puxa o freio. Tirar de um não é dar ao outro. A bandeira da pátria está emprestada: vale enquanto Trump apertar, some quando virar abstração. E 22% dos independentes dizem que nenhum dos dois defende o Brasil. A bandeira da corrupção nem chegou ao Planalto. Está parada no pântano do “são todos iguais”, de onde ressurge contra o governo na primeira denúncia que encostar. No Instituto Locomotiva, lemos pesquisa com uma régua simples: o brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês. Seu Valdir vai à urna como vai ao banco renegociar o cartão. Sem ilusão, comparando qual conta dói menos. Em 2026, o eleitor que decide não vestiu a camisa de ninguém. Ele apenas tirou a bola dos pés de Flávio no meio do campo. E quem entende de futebol sabe: roubar a bola não é fazer gol. O jogo segue aberto, e essa bola ainda pode mudar de pé antes de outubro.
Suécia 2 x 5 Brasil (Copa do Mundo 1958) Gols da final realizada no Estádio Rasunda, em Estocolmo (Suécia), em 29 de junho. Áudio: Rádio Bandeirantes Narração do 1° tempo: Pedro Luiz Narração do 2° tempo: Edson Leite A Invenção do Rei: Como a Engenharia do Rádio Criou o Mito Pelé SÃO PAULO — A construção global da marca "Pelé" costuma ser atribuída à pura genialidade do Atleta do Século, mas sua escala internacional dependeu diretamente de uma revolução na infraestrutura de telecomunicações. Em 29 de junho de 1958, quando o jovem camisa 10 de 17 anos assombrou o planeta na Copa do Mundo da Suécia, o futebol não era um fenômeno de massas imagético; a televisão ainda dava seus primeiros passos e não possuía alcance massivo para transmissões transatlânticas. O verdadeiro motor daquela epopeia foi a engenharia radiofônica. Foram as ondas curtas e médias das frequências AM e FM que romperam as distâncias geográficas e os inevitáveis atrasos técnicos da época, permitindo que milhões de brasileiros testemunhassem, em tempo real, o nascimento do maior mito esportivo da história. A imortalização daquela conquista ganhou contornos definitivos na voz magistral de Pedro Luiz (in memoriam) . Sob a coordenação da lendária Cadeia Verde-Amarela , liderada pela Rádio Bandeirantes Paulista , a transmissão operou um feito técnico sem precedentes ao unificar cerca de 400 emissoras e paralisar o país com índices de audiência histórica que ultrapassaram os 90% de sintonia em São Paulo. O próprio Edson Arantes do Nascimento reconheceu em vida essa simbiose tecnológica. O craque frequentemente constatava que, sem o alcance democrático do rádio e a precisão cirúrgica de vozes como a de Pedro Luiz — que comandou com maestria a narração do primeiro tempo da épica vitória de 5 a 2 contra os suecos —, a marca global "Pelé" simplesmente não teria existido. Aquela narrativa desenhou os gols na imaginação popular e transformou um jovem negro em um ícone que transcendia barreiras raciais no exato instante em que a história acontecia. Não há espaço aqui para a nostalgia passiva que frequentemente distorce o passado da comunicação. A consagração de 1958 não foi fruto de um romantismo ingênuo, mas sim a validação de que o rádio, antes da era das imagens massivas, operou como a fundação tecnológica insubstituível que estruturou a própria identidade do futebol moderno. O registro sonoro completo daquela tarde pode ser revivido através da Narração de Pedro Luiz no YouTube, que também conta com o Vídeo da Partida na Íntegra com Áudio Original e recortes detalhados como a transmissão do Primeiro Gol de Vavá no YouTube. Brasil 5 x 2 Suécia Final Da Copa 58 Rádio Bandeirantes FUTNÁTICO 13 de jun. de 2018 Narração - Pedro Luiz e Edson Leite Copa 1958 Final Brasil 5 x 2 Suécia 29/06/58 Gols - Liedholm, Vavá, Vavá, Pelé, Zagalo, Simonsson e Pelé.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

No Cordão da Correnteza

Pelo repúdiopelos númerospelas ideiaspela Fifapelo sigilopela regulaçãopela amizadepela estratégiapelos jurospelo terroraçopela réguapela taxapelo impassepelo Pixpela transparênciapelo cidadãopela poesiapela música pelospelaspelospelas pelospelaspelospelas No Cordão Da Saideira Nara Leão En el último momento No Cordão Da Saideira Hoy no hay baile Hoje não tem dança No hay más chicas con trenzas Não tem mais menina de trança Ni olor a lanza en el aire Nem cheiro de lança no ar Hoy no hay frevo Hoje não tem frevo Hay gente que pasa con miedo Tem gente que passa com medo Y en la plaza nadie para cantar E na praça ninguém pra cantar Recuerdo tanto Me lembro tanto Y la nostalgia es tan grande E é tão grande a saudade Que parece verdad Que até parece verdade Que el tiempo aún puede volver Que o tempo inda pode voltar Tiempo de la playa de punta de piedra Tempo da praia de ponta de pedra De las noches de luna, de los bloques de la calle Das noites de lua, dos blocos de rua Del susto y la carrera en la carambola Do susto é carreira na caramboleira Del bomba-mi-toro Do bomba-meu-boi Qué tiempo fue Que tempo que foi Aguja frita, munguzá, clavo y canela Agulha frita, munguzá, cravo e canela Le hice una serenata Serenata eu fiz pra ela Cada noche de luna llena Cada noite de luar Tiempo del corso, en la Rua da Aurora Tempo do corso, na Rua da Aurora Es joven en el paso É moço no passo Niño y señora del tranvía de Olinda Menino e senhora do bonde de Olinda Hacia arriba y hacia abajo Pra baixo e pra cima Del cenador Do caramanchão No olvido más Esqueço mais não Y el frevo aún a pesar del miércoles E frevo ainda apesar da quarta-feira En el último momento No cordão da saideira Viendo la vida embellecerse Vendo a vida se enfeitar Composição: Edu Lobo. Pelos e pelas Pelo repúdiopelos númerospelas ideiaspela Fifapelo sigilopela regulaçãopela amizadepela estratégiapelos jurospelo terroraçopela réguapela taxapelo impassepelo Pixpela transparênciapelo cidadãopela poesiapela música Pelo repúdio O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões Pelos números Genial/Quaest: Lula lidera no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos; veja os números Pelas ideias Faltam ideias e coragem a Caiado e Zema, por Vera Magalhães Pela Fifa Governo Trump humilha visitantes, e Fifa se cala sobre xenofobia na Copa, por Bernardo Mello Franco Pelo sigilo Quem ganharia com sigilo para a jogatina? Por Elio Gaspari Pela rdgulação Motta abre caminho para a regulação da IA, por Fernando Exman Pela amizade Amizade à brasileira, por Roberto DaMatta* Pela estratégia A estratégia de Lula para queimar Flávio, por Vera Rosa Pelos juros A virada global dos juros, por Fábio Alves Pelo "terroraço" As lições do "terroraço", por Cristovam Buarque* Pela régua A régua moral dos EUA, por Rodrigo Craveiro Pela taxa País ainda vai tomar taxa venenosa de juros por um tempo assustador, por Vinicius Torres Freire Pelo impasse Direita chegou a um impasse com candidatura de Flávio Bolsonaro, por Wilson Gomes* Pelo Pix Campanhas põem o Pix nos palanques, por Dora Kramer Pela transparência Transparência vacinal, por Hélio Schwartsman Pelo cidadão Cidadão do mundo, por Ivan Alves Filho* Pela poesia Poesia | André Morais | A Implosão da Mentira, de Affonso Romano Sant'anna Pela música Música | MPB4, Zeca Pagodinho - Olé, Olá (Chico Buarque) Corrente Chico Buarque Eu hoje fiz um samba bem pra frente Dizendo realmente o que é que eu acho Eu acho que o meu samba é uma corrente E coerentemente assino embaixo Hoje é preciso refletir um pouco E ver que o samba está tomando jeito Só mesmo embriagado ou muito louco Pra contestar e pra botar defeito Precisa ser muito sincero e claro Pra confessar que andei sambando errado Talvez precise até tomar na cara Pra ver que o samba está bem melhorado Tem mais é que ser bem cara de tacho Não ver a multidão sambar contente Isso me deixa triste e cabisbaixo Por isso eu fiz um samba bem pra frente Dizendo realmente o que é que eu acho Eu acho que o meu samba é uma corrente E coerentemente assino embaixo Hoje é preciso refletir um pouco E ver que o samba está tomando jeito Só mesmo embriagado ou muito louco Pra contestar e pra botar defeito Precisa ser muito sincero e claro Pra confessar que andei sambando errado Talvez precise até tomar na cara Pra ver que o samba está bem melhorado Tem mais é que ser bem cara de tacho Não ver a multidão sambar contente Isso me deixa triste e cabisbaixo Por isso eu fiz um samba bem pra frente Dizendo realmente o que é que eu acho Composição: Chico Buarque. quarta-feira, 10 de junho de 2026 O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões Censura de Flávio e Kassio a pesquisa merece repúdio Por Folha de S. Paulo Aspirante do PL tenta calar críticas, e presidente do TSE arbitra aspectos técnicos de sondagem eleitoral Praga da tutela estatal se acentua nas eleições, quando ataques duros e conteúdos incômodos dão ensejo a interditos do Judiciário Liberdade de expressão para os amigos e as notícias favoráveis. Para os adversários e os fatos desabonadores, a censura. Flávio Bolsonaro, senador do Rio aspirante ao Planalto pelo PL, incidiu nesse clássico da hipocrisia política, coadjuvado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, o que é perturbador. O partido chefiado pelo notório Valdemar Costa Neto achou por bem requisitar ao órgão regulador das eleições o veto à divulgação de uma pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel que detectou queda do seu pré-candidato presidencial após a revelação das escandalosas relações entre Flávio e o capo da máfia do Banco Master, Daniel Vorcaro. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 09:02:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Genial/Quaest: Lula lidera no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos; veja os números Por Luiz Felipe Azevedo e Júlia Cople – O Globo No cenário com o senador, o petista tem 44% das intenções de voto contra 38% do bolsonarista — Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira. No cenário com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o petista tem 44% das intenções de voto contra 38% do bolsonarista. Veja os cenários: CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:59:00 Um comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Faltam ideias e coragem a Caiado e Zema, por Vera Magalhães O Globo Partidos, analistas políticos e candidatos se acostumaram a uma dinâmica pré-eleitoral que suprimiu de forma dramática, até aqui, qualquer discussão de fôlego sobre diferentes projetos estratégicos para o Brasil. Esse ritual mecanizado consiste em aguardar sempre a próxima pesquisa para, a partir de dados que têm oscilado pouco e confirmado a tendência a uma eleição polarizada, ditar o próximo post, a frase de efeito, a conclusão apressada e a estratégia de tiro curtíssimo. A ausência de aprofundamento e de consistência fica ainda mais gritante quando se olha para os postulantes a quebrar a tendência a que a eleição se decida entre Lula e Flávio Bolsonaro. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:50:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Governo Trump humilha visitantes, e Fifa se cala sobre xenofobia na Copa, por Bernardo Mello Franco O Globo Entidade lavou as mãos após deportação de árbitro somali e humilhações à seleção do Irã A bola ainda não rolou, mas o governo de Donald Trump já criou os primeiros embaraços para a Copa do Mundo. Na segunda-feira, o árbitro somali Omar Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Ontem o Irã informou que os ingressos destinados a seus torcedores foram cancelados. Artan era um dos três árbitros africanos escalados para apitar na Copa. Eleito o melhor do continente em 2025, viu seu “maior sonho” ruir no aeroporto de Miami. Detido por 11 horas, foi obrigado a embarcar de volta para a Turquia, onde havia retirado o visto. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:45:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Quem ganharia com sigilo para a jogatina? Por Elio Gaspari O Globo No domingo, o repórter Vinícius Valfré revelou que o Ministério da Fazenda impôs um sigilo de até cem anos aos documentos que tratam da autorização para o funcionamento de casas de apostas no Brasil. A mordaça excluiu até a hipótese de liberar somente os trechos que não contivessem informações sensíveis. Na segunda-feira, o ministro Dario Durigan informou que a medida foi revogada, e será criado um grupo de trabalho para examinar o caso, dando “ampla transparência” aos processos. Tudo bem, mas mordaça, como jabuti, não sobe em árvore, alguém a colocou lá. Para atender a que finalidade? Falta saber. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:39:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! 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No Brasil e nas sociedades de raiz ibérica, a amizade que contraria filiações ideológicas e éticas talvez seja uma instituição básica, e sua ausência das análises poderia ser um traço de sua importância. Não há melhor comprovação desse palpite do que a cínica racionalização de Daniel Vorcaro de que tudo foi feito por amizade. Como se a suposta inocência das simpatias pessoais não tivesse a carga de fraude que permeia a “política” dos políticos certos de que seguir a lei é caretice. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:22:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest A estratégia de Lula para queimar Flávio, por Vera Rosa O Estado de S. Paulo Campanha petista escala time de influenciadores e diz ter vídeo de senador com Vorcaro Diante do sucesso da hashtag “Tariflávio” nas redes sociais, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aproveitar o período de Copa do Mundo para ampliar a estratégia de desconstruir a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A partir de agora, grupos de influenciadores digitais e líderes políticos, intitulados “Porta-Vozes do Lula”, entrarão em cena nas redes para espalhar notícias positivas sobre o governo e o presidente, desfazer o que a campanha classifica de fake news e comparar a gestão do PT com a de Jair Bolsonaro (PL). CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 08:17:00 Um comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest A virada global dos juros, por Fábio Alves O Estado de S. Paulo Sem um recuo maior no preço do petróleo, vem aí uma era de aperto global dos juros A aceleração dos índices de preços ao consumidor e a piora das expectativas de inflação, desde o início da guerra no Irã, estão forçando uma mudança de postura nos principais bancos centrais do mundo: alguns deles se anteciparam e elevaram os juros preventivamente; outros até tentaram esperar passar o choque de oferta do petróleo e de outras matérias-primas, mas devem embarcar em breve num ciclo de aperto monetário; e os que já haviam começado a cortar os juros estão sob pressão crescente para pausar, como é o caso do Brasil. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:53:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest As lições do "terroraço", por Cristovam Buarque* Correio Braziliense Com a ilusão de que isso reduzirá a violência dos batedores de carteira das esquinas e dos corredores do Estado, o povo aceita a vergonha de sermos um país associado ao terrorismo e, consequentemente, perdermos parte de nossa soberania Além da vergonha nacional, a inclusão do Brasil entre os países que abrigam grupos terroristas nos impõe algumas lições.A primeira é reconhecer que fracassamos na luta contra o crime. Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e outras facções são apenas a face mais ostensiva da violência que caracteriza a sociedade brasileira: desigualdade, pobreza, analfabetismo, batedores de carteira nas esquinas, assaltantes nos corredores do Estado por meio de supersalários, penduricalhos, desperdícios, privilégios e ostentação. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:43:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest A régua moral dos EUA, por Rodrigo Craveiro Correio Braziliense Episódios recentes reforçam o antiamericanismo mundo afora e expõem a arrogância de um governo que perdeu a mínima noção do que é régua moral e conduta ética Três incidentes envolvendo os Estados Unidos e nações africanas chamaram a atenção. Mais do que isso: causaram repulsa, indignação, ojeriza. Para não ter que receber um cidadão americano infectado com o vírus ebola, os EUA planejam criar instalações de quarentena no Quênia. Detalhe 1: os centros de isolamento contemplarão tão somente aquelas pessoas nascidas nos Estados Unidos que apresentem sintomas da doença. Detalhe 2: com 58 milhões de habitantes, o Quênia não tem um caso sequer de infecção pelo ebola. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 07:40:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest País ainda vai tomar taxa venenosa de juros por um tempo assustador, por Vinicius Torres Freire Folha de S. Paulo Custo do dinheiro e pagamentos de credores estão em níveis recordes no século Anabolizante do capital externo ajudou a disfarçar problemas no curto prazo As taxas de juros não vão cair tão cedo. No máximo, o Banco Central talvez dê uma gorjeta pequena na reunião da semana que vem, quando decide a Selic: corte mínimo e basta. No mais, o caldo entornou, em uma situação já muito grave. O país não parece ligar muito. O Desenrola 2 vai enxugar mais gelo. Empresas continuam no caminho de renegociação de dívidas e recuperação judicial ou gastam o que ganham em juros ou, aquelas em situação melhor, deixam de investir por causa do custo de capital. A taxa de investimento, sempre longe do necessário nos últimos 40 anos, vai minguando para níveis dos anos da economia deprimida. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:08:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Direita chegou a um impasse com candidatura de Flávio Bolsonaro, por Wilson Gomes* Folha de S. Paulo Presença do senador impede outros nomes de crescer Nenhum candidato avança sem passar pelo bolsonarismo A direita brasileira tem hoje um candidato que gostaria de abandonar e um eleitorado do qual não pode abrir mão. Esse é o seu dilema na corrida presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro atrapalha os planos, mas o bolsonarismo continua sendo a única direita com piso eleitoral relevante e base mobilizada. A direita chega à disputa com uma vantagem: a rejeição a Lula é enorme e o antipetismo continua em alta. O problema é que isso só será força real se passar pelo eleitorado bolsonarista. A direita tradicional adoraria se livrar o quanto antes da candidatura de Flávio Bolsonaro. Não lhe faltam candidatos, ambições ou projetos alternativos, mas Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan sabem que Flávio ocupa um espaço que os impede de crescer. O senador larga na frente graças ao sobrenome e torna a direita refém das próprias vulnerabilidades. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:06:00 Um comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Campanhas põem o Pix nos palanques, por Dora Kramer Folha de S. Paulo PT e PL enganam o eleitor ao tomar para si uma ferramenta que não pertence a Lula nem a Bolsonaro Melhor defesa do Pix seria o apoio à emenda que amplia a autonomia do Banco Central Nesta campanha eleitoral, o Pix foi posto no palanque e assumiu o lugar que já foi do Bolsa Família e, antes disso, da caderneta de poupança como objetos de disputa e terrenos férteis à plantação de mentiras entre partidos e políticos adversários. A característica em comum entre eles é o caráter de unanimidade nacional. No século passado, a moda era acusar o oponente de planejar o sequestro do dinheiro da poupança dos brasileiros. Foi assim na primeira eleição presidencial direta, quando Fernando Collor pregou a suspeição em Luiz Inácio da Silva, ganhou a parada e no dia seguinte à posse confiscou praticamente tudo de todos. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:04:00 Um comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! 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Foi um profundo conhecedor não só da realidade latino-americana e estadunidense, como também da cultura francesa: John Gerassi herdou do pai a amizade de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. CONTINUAR LEITURA Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 06:00:00 Nenhum comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Poesia | André Morais | A Implosão da Mentira, de Affonso Romano Sant'anna Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 05:56:00 Um comentário: Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar com o Pinterest Música | MPB4, Zeca Pagodinho - Olé, Olá (Chico Buarque) Postado por Gilvan Cavalcanti de Melo às 05:55:00 Um comentário: https://gilvanmelo.blogspot.com/

A soberania sequestrada

Felipe Nunes @profFelipeNunes 1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com 10 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de 1º turno (39 x 29). Renan Santos e Caiado aparecem com 3% cada. Aécio e Zema tem 2%. Indecisos chegam a 10%. 10:01 · 10 de jun. de 2026
O Corolário Sadi e a Transposição da Hegemonia Global na Política Brasileira "COROLÁRIO SADI: TRUMP É O MAIOR CABO ELEITORAL DO COMANDANTE-CHEFE DA REPÚBLICA."
Aqui está a transcrição exata e literal do texto da página principal da imagem: COISAS FEIAS Pois, com onze anos fui para o Colégio Salesiano. Tínhamos uma Caderneta Escolar onde, além dos carimbos de presente e ausente, havia os avisos que a mãe mandava justificando falta por motivo de doença, uma página para as notas e vinte e sete páginas com orações em português e latim. Além dos cânticos. Tenho até hoje uma delas. Na página 45 está o melhor: PREPARAÇÃO PARA CONFISSÃO EXAME DE CONSCIÊNCIA Sexto mandamento: — Tenho pensado voluntariamente em coisas desonestas? — Tenho olhado de propósito para coisas desonestas? — Tenho prestado atenção a conversas desonestas? — Tenho lido coisas desonestas? Conversado disso? Cantado alguma cantiga desonesta? — Tenho faltado ao pudor despindo-me levianamente à vista de outra pessoa? — Tenho feito coisas desonestas? Tenho deixado os outros fazer isso comigo? Eu tinha onze e achava que coisa feia era o lobisomem... PELO BURACO DA FECHADURA Canal Livre entrevista o presidente nacional do PSDB Aécio Neves Band Jornalismo Transmissão ao vivo realizada há 2 horas #BandTVAoVivo O Canal Livre deste domingo (7) recebe o deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. O programa continua com as atenções voltadas às eleições 2026. Em um momento de turbulência no tabuleiro político, o programa abordará as estratégias do PSDB para retomar o protagonismo nacional e o projeto de consolidar uma alternativa de Centro para romper a atual polarização entre o petismo e o bolsonarismo. Também participam do programa os jornalistas Fernando Mitre e Sheila Magalhães e o cientista político Fernando Schüler. A apresentação é de Rodolfo Schneider.
EDITORIAL | A soberania sequestrada – “Não se pode permitir que o cálculo político de um governo estrangeiro redefina, segundo seus próprios interesses, os termos de um problema brasileiro. Mas isso não torna Lula proprietário do tema. A soberania nacional não pertence ao PT, à esquerda, à direita nem a qualquer governante de turno. Pertence ao Estado brasileiro e à sociedade que ele representa. O fato de Trump e os Bolsonaro terem aberto uma avenida política ao lulopetismo não obriga o País a aceitar que Lula desfile sozinho por ela, como se todo crítico de seu governo fosse cúmplice do entreguismo bolsonarista”. Leia o texto completo no #LinkdaBio. Clementina de Jesus - Cyro Monteiro - Nora Ney - Rosa de Ouro - LEVA MEU SAMBA - Ataulfo Alves luciano hortencio 24 de jan. de 2013 Clementina de Jesus - Ciro Monteiro - Nora Ney - Rosa de Ouro - LEVA MEU SAMBA - Ataulfo Alves. Album: Mudando de Conversa - de Hermínio Bello de Carvalho - com Cyro Monteiro-Nora Ney-Clementina de Jesus-Conjunto Rosa de Ouro. Gravado ao Vivo em 1968.
“Do fundo do mar de letrinhas emergiu a palavra demiurgo que desembarcou anônimo ao final da jornada sem garantir salvo-conduto ou palanque a populismo ou de fancaria. Mas era apenas um demiurgo num mar em sábado de Aleluia. O mosnstro da lagoa que aterrorizou Dina, e a DINA que aterrorizou chilenos e cidadãos do mundo transubstanciação anuncia.”
Milhões de demiurguinhos contidos na fossa de esgoto Do fundo do mar de letrinhas do editorial do Estado de S. Paulo, em pleno sábado de Aleluia do século XXI, emergiu a palavra demiurgo. Desembarcou anônimo, despido de palanque ou salvo-conduto para o populismo de fancaria que insiste em assombrar a República. Mas aquele era apenas um demiurgo solitário, flutuando em águas mornas, incapaz de prever a transubstanciação que a história opera quando o passado decide cobrar a sua conta.Na pescaria lítero-poética-musical do século XX, outro monstro já havia emergido da lagoa. Pela caneta de Chico Buarque e Gilberto Gil, ecoando no dueto antológico com Milton Nascimento, o espectro da opressão ganhou contornos de denúncia artística. O monstro da lagoa transmutou-se, cruzou fronteiras geográficas e temporais, fundindo-se à lembrança da DINA, a brutal polícia secreta chilena que aterrorizou cidadãos do mundo sob o manto do horror institucionalizado.Contudo, a mesma história que gesta monstros também molda as suas antíteses. No último quartel daquele século, outra Dina emergiu: Dina Sfat, dama soberana da cultura nacional. Diante do general Dilermando Monteiro, na arena pública e televisiva do Canal Livre, ela encarnou o paradoxo do medo destemido. Sua confissão ao vivo de que silenciava porque temia os militares foi o golpe de misericórdia na empáfia dos monstrinhos da repressão, empurrados ali para o ocaso histórico ao som de uma dor crônica e tipicamente lupiniana.O general reagiu sereno na entrevista, mas o silêncio corajoso de Dina expôs as vísceras de um regime em decomposição. Hoje, o demiurgo solitário do editorial já não caminha só. O entulho autoritário e o ressentimento político pariram uma legião. O que testemunhamos no presente é o transbordamento de uma massa informe: milhões de demiurguinhos, outrora contidos na fossa de esgoto da nossa crônica autoritária, que agora tentam moldar o caos à sua própria imagem e semelhança. A transubstanciação anunciada pela arte e pela memória serve de alerta. É preciso manter a tampa da fossa bem firme, para que a barbárie do passado não volte a sufocar a soberania do presente. Chico Buarque & Milton Nascimento - Cálice (English + Portuguese Subtitles) No mar de letrinhas reduzido a zero pela censura, o demiurgo solitário no Estadão vê as Letras Infinitas virarem farelo, repetindo o exílio luso-lusitano de tantos Lusíadas jogados ao mar. A crônica da resistência relembra o medo enfrentado por Dina Sfat contra a DINA e o poder fardado, alertando que o bueiro da República transbordou em milhões de novos demiurguinhos que tentam, em vão, apagar a palavra [1].
Zero As letras eram infinitas antes do amasso. Lembro-me bem desses mares de tinta de outros carnavais, quando as palavras ainda podiam navegar sem pedir salvo-conduto à ignorância. Depois veio o rolo compressor. A censura, essa velha senhora de dedos pesados e alma burocrática, amassou muitos bolos de páginas datilografadas, reduzindo o pensamento ao vazio absoluto. Ao zero. Sobrou o mar de além-mar. Sobraram os Lusíadas modernos, poetas e cronistas jogados à deriva, vagando lusitanamente em vagas incertas, exilados dentro da própria língua.Do fundo desse mar de letrinhas sufocadas, no sábado de Aleluia do novo século, emergiu a palavra demiurgo na página de Opinião. Um demiurgo de editorial, anônimo e sem palanque, tentando moldar o caos de um populismo de fancaria. Ele achava que estava só. Bobagem. Não há solidão na vala comum da história.No século passado, Chico e Gil já haviam pescado o monstro da lagoa na linha lítero-poética-musical. Milton deu a voz, o eco do horror que cruzava a cordilheira e se transubstanciava na DINA de Pinochet, o terror que ensanguentou o Chile e congelou o mundo. O monstro tinha dentes, farda e nenhum pudor.Mas houve a outra Dina. A Sfat. Dama soberana que emergiu do ocaso daqueles monstrinhos com um medo destemido estampado nos olhos. No estúdio da TV Bandeirantes, sob as luzes do Canal Livre, o general Dilermando Monteiro reagia com a serenidade fria de quem gerenciava o fim do último quartel do século. Dina silenciou. Quando questionada pelo poder, quebrou a casca da autocracia com a verdade nua e crua da sua arte: tinha medo de militares. Ali, a dor de cotovelo crônica e lupiniana ganhou contornos de tragédia nacional. A dignidade de uma mulher desarmou o espantalho fardado.O problema da censura e do esgoto político é que eles sempre deixam resíduos. A tampa da fossa rachou. Hoje, não enfrentamos mais um único demiurgo arrogante nas páginas do jornal. O esgoto transbordou. São milhões de demiurguinhos contidos, outrora escondidos no subterrâneo da nossa crônica autoritária, que agora borbulham na superfície do presente. Querem amassar as letras de novo. Querem o zero.Mas a memória humana, assim como os mares de Camões, é teimosa. Não há bolo amassado ou censura que consiga conter, para sempre, o ímpeto de quem sabe que a palavra é o único farol contra os monstros que insistem em emergir da lagoa.
Tirinha Completa: O Relatório de Zero +-----------------------------------+-----------------------------------+-----------------------------------+ | QUADRO 1 | QUADRO 2 | QUADRO 3 | | | | | | [Sargento Tainha enfurecido, | [Tainha aponta o dedo para | [Tainha vermelho de raiva. | | batendo a prancheta na mesa. | uma folha totalmente em | Zero sorri de orelha a orelha, | | Papéis carimbados com | branco sobre a mesa de Zero] | apontando para si mesmo] | | "CENSURADO" voam ao redor] | | | | | SARGENTO TAINHA: | RECRUTA ZERO: | | SARGENTO TAINHA: | — Não sobrou uma única palavra | — Mas, Sargento... o senhor | | — ZERO! O comando mandou cortar | sobre os demiurgos do poder! | mesmo disse que o resultado | | as críticas do jornalzinho e | O relatório foi reduzido | final da censura tinha que | | você apagou o jornal INTEIRO! | a absolutamente NADA! | ter a minha assinatura! | +-----------------------------------+-----------------------------------+-----------------------------------+ S JORNAL DA CULTURA | 06/06/2026 Jornalismo TV Cultura Transmissão ao vivo realizada há 22 horas Jornal da Cultura | Íntegra No Jornal da Cultura deste sábado (6), você vai ver: o alerta da Conferência do Clima da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente sobre o despreparo das cidades para enfrentar ondas de calor extremo; denúncia da Confederação Sindical Internacional de que o Brasil está entre os países com violações sistemáticas de direitos trabalhistas; o apelo do papa Leão XIV, durante visita à Espanha, para que líderes mundiais combatam a polarização e abandonem narrativas divisivas; e a preocupação de seleções e da FIFA com as altas temperaturas durante a Copa, levando à autorização para que torcedores levem garrafas d'água aos estádios. E mais: a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada a maior do mundo, celebra 30 anos neste domingo com uma programação especial e expectativa de reunir milhões de pessoas na capital paulista. O Jornal da Cultura é exibido de segunda a sábado, às 21h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube. #JornalDaCultura #TVCultura #SomosCultura Cyro Monteiro - FORMOSA - SACODE CAROLA - MADAME FULANO DE TAL - DIVINA DAMA - SOFRER É DA VIDA... luciano hortencio 6 de ago. de 2011 Cyro Monteiro: FORMOSA - Baden Powell-V. de Moraes; SACODE CAROLA - Helio Nascimento-Alfredo Marques; MADAME FULANO DE TAL - Cyro Monteiro-Candido Dias da Cruz; DIVINA DAMA - Cartola; SOFRER É DA VIDA - Ismael Silva-Francisco Alves-Nilton Bastos; RISOLETA - Raul Marques-M. Bernardino. O Pout Pourri consta do Álbum Mudando de Conversa, gravado ao Vivo e com a participação de Cyro, Nora Ney, Clementina de Jesus e o Conjunto Rosa de Ouro.
A soberania sequestrada Por O Estado de S. Paulo Trump e a família Bolsonaro entregaram a Lula a pauta da soberania como trunfo eleitoral, e certamente o PT vai caracterizar todo opositor do governo como entreguista O presidente dos EUA, Donald Trump, e o clã Bolsonaro vêm prestando ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT um serviço político de valor inestimável: devolveram à campanha presidencial deste ano a palavra “soberania”, que não faz muito tempo ajudou o presidente a recuperar um pouco sua popularidade e que os petistas, por isso mesmo, estavam ansiosos para resgatar. Primeiro veio a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, anunciada logo após a visita do candidato Flávio Bolsonaro à Casa Branca e que, segundo os petistas, abrirá caminho para ações americanas no Brasil. Em seguida, veio a ameaça dos EUA de impor novas tarifas sobre produtos nacionais e, supremo pecado, contra o Pix – inovação pública que se tornou parte da vida dos brasileiros de todas as ideologias e que incomoda os administradores americanos de cartões de crédito. Pouco importa que as ações dos EUA sejam pautadas exclusivamente pelos interesses internos de Trump e que os esforços da família Bolsonaro para influenciar a Casa Branca a tomar decisões contra o Brasil, na expectativa de que prejudicassem Lula, são praticamente irrelevantes. O que importa, do ponto de vista da campanha eleitoral, é que Lula e os morubixabas petistas mais uma vez ganharam a chance de posar como defensores da soberania nacional diante de uma ingerência estrangeira. Não é pouco para um governo de resultados modestos e de uma candidatura, a de Lula, que nada tem a oferecer ao País. Eis a armadilha brasileira. De um lado, o patriotismo de fancaria dos Bolsonaro, cuja devoção a Trump tornou-se disposição servil de buscar em Washington aquilo que não consegue obter nas instituições brasileiras. Não raro, integrantes do bolsonarismo tratam tarifas, sanções ou gestos de pressão contra o Brasil como vitórias de seu campo político, deixando de agir como oposição a Lula para se comportar como despachantes de interesses estrangeiros. De outro lado, há a transformação da soberania em ativo de campanha, como se o demiurgo petista fosse o único capaz de responder à altura ao imperialismo trumpista combinado à vassalagem bolsonarista. É claro que não se pode permitir que o cálculo político de um governo estrangeiro redefina, segundo seus próprios interesses, os termos de um problema brasileiro. Mas isso não torna Lula proprietário do tema. A soberania nacional não pertence ao PT, à esquerda, à direita nem a qualquer governante de turno. Pertence ao Estado brasileiro e à sociedade que ele representa. O fato de Trump e os Bolsonaro terem aberto uma avenida política ao lulopetismo não obriga o País a aceitar que Lula desfile sozinho por ela, como se todo crítico de seu governo fosse cúmplice do entreguismo bolsonarista. Convém separar o dever republicano da conveniência lulopetista. Defender o Brasil de pressões externas é obrigação de qualquer presidente, mas não se pode confundir soberania com licença para bravatas diplomáticas, protecionismo improvisado, estatismo anacrônico ou blindagem ideológica de um governo medíocre. Tampouco se deve permitir que a crítica legítima ao servilismo bolsonarista interdite o debate sobre os erros de Lula, sua política externa errática, sua dificuldade de modernizar a economia e sua incapacidade de apresentar uma política robusta de segurança pública. Registre-se, porém, que há um limite eleitoral que Lula e o PT conhecem. Soberania é palavra nobre, mas vaga. Mobiliza sentimentos legítimos de dignidade nacional, porém não organiza sozinha as preocupações imediatas de quem enfrenta inflação de alimentos, insegurança, serviços públicos ruins, baixa renda e descrença na política. Para o eleitor comum, o tema só ganhará densidade se traduzido em consequências concretas: empregos preservados, exportações defendidas, empresas competitivas, crime enfrentado, fronteiras vigiadas, tecnologia protegida, instituições respeitadas e governo capaz de negociar com firmeza. O Brasil tem o dever de reagir a qualquer tentativa de coerção estrangeira. Mas terá fracassado se essa reação servir apenas para alimentar a campanha de Lula ou encobrir a falta de projeto de seu governo. Soberania não é comício, nem salvo-conduto para populismo.

terça-feira, 9 de junho de 2026

JAMAIS SE ABRE AOS PEIXES

Murilo Mendes: Eu tenho uma pena do rio Paraibuna Não é o Tejo. Não é o além-Alentejo. Não é o cão sem plumas. O Paraibuna é o rio que me dita. Minha aldeia escrita. Água nenhuma.
[PDF] O CAPIBARIBE, O CÃO E A CIDADE imagens da poesia no Brasil Entre o “tudo” e o “nada”: linguagem, política e forma O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, funciona aqui como chave de leitura: uma poética da secura, da recusa ao excesso, da precisão que corta. NUNES MARQUES É NUNES MARQUES NUNES MARQUES É NUNES MARQUES NUNES MARQUES É NUNES MARQUES Como um fado, como destino. Como todos nós somos fados. O enunciado e seu paradoxo “Se você não quer falar de tudo, não fale de nada.”José Eduardo Cardozo, O Grande Debate, 8 de junho de 2026, CNN Brasil. À primeira vista, o enunciado impõe a totalidade como condição de legitimidade do discurso. No entanto, ao articular “tudo” e “nada” como polos excludentes, produz um efeito paradoxal: ao pretender saturar o campo do dizível, esvazia-o. O que se apresenta como exigência de completude converte-se, na prática, em clausura semântica. Dois termos que, ao delimitar o terceiro, acabam por neutralizá-lo. O real fragmentário “Vazamento na Conselheiro Mata.” — o real irrompe como fragmento, localizado, irredutível à abstração totalizante. Também no plano institucional, a política se revela concreta:
A distribuição do Fundo Eleitoral — regulada por critérios legais (votos, representação, proporcionalidade) — mostra que a política não opera no registro do “tudo”, mas no das mediações mensuráveis e disputáveis. Gramsci: da coerção à elaboração É nesse ponto que a inflexão teórica se impõe. O Estado fascista impôs a Antonio Gramsci a coerção pura sob a forma de um cesarismo regressivo, buscando anular sua prática intelectual pela prisão. A resposta gramsciana não foi o silêncio nem a adesão ao absoluto. Foi transformação: pela catarse, reconfiguração da experiência em consciência histórico-política; pela tradutibilidade, articulação entre níveis da prática social; pela guerra de posição, substituição do confronto imediato por disputa prolongada de hegemonia. Assim, a derrota converte-se em estratégia, e Gramsci se consolida como intelectual orgânico — não aquele que fala “de tudo”, mas aquele que intervém onde é possível intervir. Entre retórica e teoria Retomando o ponto inicial, a exigência de totalidade pode funcionar como forma de interdição: se não se pode dizer tudo, não se deve dizer nada. Contra essa alternativa paralisante, a tradição crítica afirma outra via: a mediação. Nesse sentido, é mais preciso afirmar: Cardozo atua como um intelectual público de matriz jurídico-política, que mobiliza recursos retóricos sofisticados para intervir no debate, mas não se apresenta — ao menos explicitamente — como operador sistemático do pensamento gramsciano. Conclusão Entre a retórica da totalidade e a prática da mediação, permanece aberta — como sempre — a disputa pelo sentido. O cão sem plumas O Cão Sem Plumas | Poema de João Cabral de Melo Neto com narração de Mundo Dos Poemas Mundo Dos Poemas NUNES MARQUES É NUNES MARQUES NUNES MARQUES É NUNES MARQUES NUNES MARQUES É NUNES MARQUES COMO UM FADO, COMO DESTINO COMO TODOS NÓS SOMOS FADOS O GRANDE DEBATE - VORCARO: QUAL SERÁ O IMPACTO SE DELAÇÃO FOR REJEITADA? - 08/06/2026 “Se você não quer falar de tudo, não fale de nada.” — José Eduardo Cardozo, O Grande Debate, 8 de junho de 2026, CNN Brasil. Aparentemente, o artigo e o substantivo do título delimitam o próprio substantivo do título. A frase, assim, torna-se inócua ou inútil: dois termos que tolhem o terceiro, neutralizando-o e negando-o. "Vazamento na Conselheiro Mata." Bom dia Minas Fundo Eleitoral 2026: três partidos concentram quase 40% dos recursos justicaeleitoral justicaeleitoral
terça-feira, 9 de junho de 2026 Interesses do Brasil devem prevalecer sobre amizade com Trump, por Fernando Gabeira O Globo Tanto a fidelidade canina da família Bolsonaro como a química que uniu Lula ao presidente dos EUA enfraquecem uma análise mais fria sobre objetivos dos dois países Nunca me senti confortável com a importância que a imprensa dá à proximidade dos candidatos com Trump. Tanto a fidelidade canina da família Bolsonaro como a química que o uniu a Lula enfraquecem uma análise mais fria sobre interesses dos dois países. Compreendo que Lula tenha certo orgulho da simpatia de Trump. Afinal, o poder de sedução atravessou barreiras ideológicas confirmando seu prestígio internacional. Na hora do vamos ver, a situação se revela com toda a crueza. Ao apresentar sua política para o continente, os Estados Unidos fizeram uma grande reunião na Flórida. Foi lançado o Escudo das Américas, aliança contra o crime organizado e imigração ilegal. O Brasil ficou de fora, assim como Colômbia e México. Em discurso no Congresso, Marco Rubio nomeou os países que não se alinhavam com a política americana. Entre eles estava o Brasil. É nesse contexto que temos de analisar alguns movimentos da política em relação ao nosso país. Um deles, a classificação de terrorismo imposta a PCC e Comando Vermelho. Não foi uma decisão importante para uma política de Estado. Vinha sendo avaliada havia muito tempo. Mas a oportunidade de sua oficialização deu uma pequena ajuda ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, sem dúvida preferido dos americanos. A preferência explícita acabou trazendo grande desgaste a Flávio quando se anunciaram novas tarifas. Embora seja um discurso muito eficaz de campanha, as tarifas não foram feitas para a família Bolsonaro. Não se pode analisá-las sob essa ótica de quarteirão, como se fossem obra dos Bolsonaros, dos Morales, dos Bertrands, dos Millers, dos Johnsons. Elas são uma política global de Trump. Já foram tentadas de forma autoritária e anuladas pela Suprema Corte. Agora, Trump volta à carga, usando a seção 301 de uma lei comercial para dar verniz legal a sua determinação. Há muita coisa injusta nas razões que punem o Brasil. Uma delas é a denúncia de trabalho forçado, algo muito combatido num governo de esquerda, assim como o desmatamento. Os americanos não parecem muito preocupados com precisão nem coerência. Tanto que, no caso da carne, abrem uma exceção. Se o trabalho forçado é para produzir carne, então tudo bem. É evidente que tudo isso será processado pelas narrativas eleitorais. Mas o Brasil precisa manter um olhar frio e uma prática profissional para atenuar o impacto das medidas e compreender a realidade americana como ela é. Nessa luta planetária contra o poder ascendente da China, os americanos podem passar por várias fases. Nem a devoção da família Bolsonaro nem a química entre Trump e Lula são proteções estratégicas. Precisamos discutir caminhos, e eles estão um pouco ofuscados no valor cultural da amizade, algo que cultivamos no Brasil. Entre países, não há amigos, apenas interesses. Não significa que devamos abandonar o bom humor e a abertura para novas amizades. Sempre ajudam. Teresa Cristina - Com Que Roupa (Ao Vivo)
Confira abaixo os valores destinados a cada partido político para as Eleições 2026: TSE divulga distribuição do Fundo Especial de Campanha para as Eleições 2026 - 03.06.2026 Os dados também estão disponíveis para consulta na página das Eleições 2026. O que é o Fundo Eleitoral? Criado pela Lei nº 13.487/2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha é constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral e tem como finalidade custear as campanhas de candidatas e candidatos. A distribuição dos recursos do FEFC observa os critérios estabelecidos na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Do total disponível: • 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE; • 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; • 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e • 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal. Transparência A divulgação dos valores reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a publicidade das informações relacionadas ao financiamento das campanhas eleitorais. Os dados podem ser acompanhados por partidos, candidatas e candidatos, órgãos de controle e pela sociedade. CA, IC/DB Leia mais: 01.06.2026 – Eleições 2026: União já disponibilizou ao TSE recursos do Fundo Eleitoral https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Junho/tse-divulga-distribuicao-do-fundo-especial-de-financiamento-de-campanha-para-as-eleicoes-2026 ‘O Estado fascista impôs a Antonio Gramsci a coerção pura como um "Cesarismo Regressivo", buscando anular sua prática intelectual através da prisão. Gramsci respondeu a esse fim forçado operando a "Catarse" e a "Tradutibilidade", convertendo a derrota em "guerra de posição" e consolidando-se como intelectual orgânico.’ "Cardozo atua como um intelectual público de matriz jurídico-política, que utiliza recursos retóricos sofisticados para intervir no debate, mas não se apresenta — ao menos explicitamente — como um operador sistemático do pensamento gramsciano." Aula 155 – O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia (Alberto Caeiro) Prof. Jorge Miguel