quinta-feira, 16 de abril de 2026

Impeachment, Poder e Institucionalidade: Entre a Doutrina e a Prática no Brasil Contemporâneo

“Oggi lo si è visto camminare sullo Stretto di Hormuz 😎😂” “Hoje ele foi visto caminhando sobre o Estreito de Hormuz 😎😂” A imagem mostra um homem caminhando sobre a água entre grandes navios petroleiros no Estreito de Hormuz — uma região estratégica para o transporte de petróleo. A cena faz referência simbólica ao “milagre” de andar sobre a água, associado a figuras religiosas. 👉 Em resumo: é uma crítica bem-humorada que mistura política, religião simbólica e atualidades para exagerar a importância ou a imagem de uma figura pública.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 Trump, o Jesus de hospício, por Rui Castro Folha de S. Paulo Já não basta a Trump ser o homem mais poderoso deste mundo; quer ser o do outro também Para a psiquiatria nos EUA, seu caso já é de camisa de força e doses triplas de sossega-leão Quais são os mais populares heróis de hospício? Perdão, quais são as figuras históricas que pessoas mentalmente comprometidas mais são dadas a interpretar nas casas de repouso? Pelos compêndios, os campeões são Napoleão, Sherlock Holmes, Elvis Presley e Jack, o Estripador. Para as mulheres, Cleópatra, a rainha Elizabeth e Marilyn Monroe. Mas há uma figura que supera todas as outras, e que a ciência já nem considera: Jesus Cristo. O que leva esses infelizes a se julgarem tais mitos? Segundo os especialistas, são desvios de várias categorias, levando à troca de identidade. Não quer dizer que todos os assolados por esses males tenham os ditos delírios. Só mesmo os muito, muito graves, acometidos pelo que tecnicamente se chama "complexo de messias". É como aliviam seu ego do complexo de inferioridade e de insegurança, criando uma identidade de grandeza compensatória. Os personagens heroicos lhes conferem a ilusão de importância e poder em grau máximo. Estes são textos de psiquiatras que colhi por acaso na literatura médica há alguns dias. Pois não é que, na segunda-feira (13), o mundo foi surpreendido pela chegada do novo messias há tantos séculos esperado? E logo quem! Donald Trump, o homem mais poderoso do mundo em sua condição civil de presidente dos Estados Unidos! Num pôster oficial da Casa Branca, surgiu-nos como ninguém menos que Jesus Cristo, com um facho de luz na mão esquerda, enquanto, com a direita, salva um moribundo. À sua volta, um soldado, uma enfermeira, uma fiel e um homem com um boné do MAGA ("Make America Great Again"), todos abençoados por águias e soldados celestiais e pela bandeira americana. Não há uma terceira via. Ou são loucos os fiéis a esse Trump senhor do céu e da Terra ou o louco será única e apenas Trump, por acreditar em si próprio. A favor da segunda opção, levantam-se sérios profissionais da medicina nos EUA, para os quais o presidente já é caso de camisa de força e doses triplas de sossega-leão. Que isso nos previna contra os messias do nosso hospício. Capinan, com Geraldo Azevedo ao violão - TE ESPEREI - Capinan - Gereba - ano de 1988 luciano hortencio 20 de abr. de 2015 Capinan, com Geraldo Azevedo ao violão - TE ESPEREI - Capinan - Gereba. Álbum: Capinan - O Viramundo - 21 Anos de Tropicalismo. Ano de 1988.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 A insanidade tomou a Casa Branca, por Maria Hermínia Tavares Folha de S. Paulo Nação mais poderosa do mundo é conduzida por um desvairado Ao contrário das autocracias, democracias têm recursos para conter aspirantes a ditadores Não poderia ter acontecido, mas aconteceu. A nação mais poderosa do planeta passou a ser conduzida por um desvairado. A lista dos desatinos de Donald Trump é estarrecedora. No plano interno, desorganizou a administração pública; desencadeou o terror contra os imigrantes; ameaçou as melhores universidades; pôs em xeque a pesquisa científica; chantageou a mídia e espalhou a incerteza sobre o que está por vir. Já no plano externo, virou de ponta-cabeça o comércio mundial; tratou aliados como inimigos; ameaçou anexar nações soberanas; invadiu a frio uma, a Venezuela, e sequestrou seu ditador; iniciou a guerra que incendeia o Oriente Médio; xingou o papa. Agora, perpetrou mais um ato que lhe daria direito a uma camisa de força: na segunda-feira (13), estampou na rede Truth Social uma imagem produzida por IA em que paira fantasiado de Cristo benzendo um doente. Ao contrário das autocracias, os regimes democráticos contam com recursos para conter aspirantes a ditadores —menos, ou mais, doentes da cabeça. São os famosos freios e contrapesos institucionais e sociais —entre eles, o impeachment— e eleições. Todos, porém, têm seus limites. E o que o mundo civilizado, embora estarrecido, assiste nos EUA é a um grande experimento das possibilidades e limitações desses instrumentos de contenção. Freios e contrapesos erguem barreiras ao poder discricionário do governante eleito. Ganham vida nas prerrogativas do Legislativo e do Judiciário; na existência de organismos independentes de supervisão e controle; nas atribuições de governos subnacionais em sistemas federativos. Ganham forma também na existência de uma imprensa livre e plural, de redes sociais críticas ao governo e de organizações autônomas da sociedade civil. Mesmo sob Trump, os EUA contam com freios e contrapesos sociais azeitados: basta ver as manifestações de massa sob a bandeira do "No Kings"; as redes de solidariedade que tratam de proteger os imigrantes; a imprensa livre e a batalha diária nas universidades para assegurar a liberdade de pensamento. Já os mecanismos institucionais vêm mostrando limitada eficácia. Os tribunais inferiores têm conseguido reverter muitas das iniciativas da Casa Branca, mas a Corte Suprema, de maioria republicana, pouco fez. Dentro de suas fronteiras, governadores democratas são voz sonora e escudo de proteção contra os desmandos da burocracia trumpista. Mas a maioria republicana no Congresso bloqueia qualquer medida mais contundente —especialmente o recurso extremo do impeachment. Eleições livres e limpas, embora não tendo barrado a ascensão de Trump, são uma possibilidade de contê-lo, se os democratas obtiverem maioria no Senado no fim do ano; ou de abreviar sua estada no poder, se forem criadas condições para impeachment; ou ainda a oportunidade despachá-lo no fim do mandato. Na contramão do pessimismo sobre o destino da democracia, eleições têm sido um caminho para derrotar populistas autoritários. Aconteceu no Brasil, na Polônia e, agora, na Hungria. Podem ser também o caminho para livrar o mundo de quem, mesmo não sendo a divindade que delira ser, pode nos levar ao armagedon.
“Em suma, o governo não é conservador em sua essência ideológica, mas atua de forma pragmática e moderada, incorporando elementos conservadores em sua gestão para sobreviver politicamente e manter a estabilidade institucional DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar +1“ quinta-feira, 16 de abril de 2026 Lula, Flávio, as classes médias e a maldição de Marilena Chauí, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Pesquisa Quaest indica percepção negativa sobre o custo de vida e o poder de compra, especialmente entre os segmentos de renda intermediária Desde o golpe de 1964, a esquerda brasileira tem dificuldade de compreender o comportamento das classes médias na política. À época, a deriva à direita desses segmentos da população deu base social ao golpe militar, inviabilizando qualquer resistência do governo João Goulart. Também foi o apoio das classes médias, devido ao chamado “milagre econômico”, que garantiu o grande respaldo obtido pelo governo fascista do general Emilio Médici na sociedade. A volta do pêndulo se deu apenas em 1974, em consequência do primeiro choque do petróleo, do fracasso econômico do general Ernesto Geisel e da alta da inflação, que atingiu indistintamente a grande massa de assalariados, inclusive os de classe média. O resultado foi uma surra do MDB no partido do governo, a Arena, em novembro daquele ano. Historicamente, a noção de “classes médias”, no plural, é central para compreender a política brasileira. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nessa quarta-feira, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 40%, empatados tecnicamente em um eventual segundo turno das eleições 2026. É a primeira vez na Quaest que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente, embora em empate técnico. Na pesquisa anterior, o percentual era de 41% cada. A vantagem do presidente era de 10 pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora, em abril, Flávio tem vantagem de dois pontos diante do petista. O principal terreno da disputa entre ambos é esse estrato heterogêneo, que vai da chamada classe C, com renda familiar entre cerca de R$ 3 mil e R$ 10 mil, até a classe B, com rendimentos superiores e maior capital educacional, aproximando-se da elite (classe A). Essa diversidade interna é decisiva para entender o deslocamento desses segmentos para posições mais críticas ao governo e mais abertas à oposição. Do ponto de vista sociológico, há duas interpretações que ajudam na análise desse movimento. Para o sociólogo Jessé Souza, a classe média brasileira é marcada por um ethos de distinção e por uma visão moralizada da política, frequentemente pautada pelo combate à corrupção e pela rejeição simbólica às camadas populares. Já Marcelo Neri, a partir de uma abordagem empírica baseada em renda e consumo, enfatiza a ascensão da “nova classe média” durante os anos 2000, destacando sua sensibilidade a ciclos econômicos: quando a renda cresce, ela tende a apoiar governos; quando o poder de compra se deteriora, seu comportamento se torna mais volátil e crítico. Dilema do meio A pesquisa Quaest mostra o desgaste do governo Lula nos estratos de renda intermediária e mais alta. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, faixa que concentra a classe média tradicional, a desaprovação chega a 62%, contra apenas 35% de aprovação. Já entre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos, a chamada “nova classe média”, a desaprovação também é majoritária, em torno de 57%, com aprovação de 38%. A linha de sustentação do governo está ficando cada vez mais restrita à base de renda mais baixa, com aprovação de 57% entre os que ganham até dois salários mínimos. O lulismo continua ancorado nos segmentos populares, principalmente os beneficiados pelas políticas de transferência renda. Porém, enfrenta dificuldades crescentes no “meio” da pirâmide social. Isso se confirma quando observamos a escolaridade: entre eleitores com ensino superior, a desaprovação alcança 62%, contra apenas 34% de aprovação. Ou seja, a principal perda de sustentação ocorre entre os mais escolarizados, característica das classes médias urbanas. A pesquisa indica percepção negativa sobre o custo de vida e o poder de compra, especialmente entre os segmentos de renda intermediária. Esse grupo é o mais exposto ao endividamento, à inflação de serviços e ao encarecimento de itens essenciais, sem contar com a rede de proteção social que beneficia os mais pobres. Trata-se do “dilema do meio”, ou seja, da insatisfação dos indivíduos que não são pobres, mas, tampouco, conseguem sustentar o padrão de vida da classe média tradicional. Avançam os candidatos de oposição, como Flávio Bolsonaro, que capitalizam o descontentamento econômico, as pautas da segurança e as ineficiências do Estado, além da corrupção. A desaprovação ao governo é particularmente elevada entre eleitores independentes — chegando a 57% contra 32% de aprovação —, um grupo onde a classe média tem peso significativo e que costuma decidir eleições. O enfraquecimento de Lula nas classes médias combina percepção econômica negativa, frustração de expectativas e mudança de humor político. É aí que chegamos à maldição da filósofa Marilena Chauí, professora da USP, que descreve a classe média brasileira como portadora de uma “consciência autoritária”, marcada pela aversão ao conflito social e pela tendência a responsabilizar o Estado e os pobres por suas frustrações. A tese é controversa, porém, faz sentido quando seus segmentos migram rapidamente para opções políticas mais conservadoras.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 ‘No pasarón’, por William Waack O Estado de S. Paulo A crise entre os Poderes, com o Supremo e o Executivo unidos, está escalando A operação de salvamento do STF da atual crise de credibilidade e legitimidade parece baseada em ordens que se tornaram célebres na história militar. Por não funcionarem. “É proibido recuar”, diz a ordem, geralmente dada quando não se sabe mais o que fazer. No caso do STF, é preciso saber se há contingentes suficientes para cumprir essa ordem. Não há mais uma direção central dizendo por onde caminhar. E as diferentes posturas para sair da crise estão aprofundando um racha inédito. Pelo menos uma ala dentro da Corte acha que fincar o pé no lugar é uma postura fatal. O que ala significativa do STF não parece reconhecer é o quanto a crise pela qual passa a instituição se transformou em importante fator eleitoral. A principal explicação para o ineditismo de uma CPI tentar indiciar ministros do Supremo (e o PGR) reside nesse fato: o Supremo passou a simbolizar um “sistema” que as pessoas, por variadas razões, enxergam como intolerável. A reação da ala “dura” do STF é uma escalada na crise institucional e uma demonstração de que muitos dos ministros consideram possível ignorar o contexto político mais amplo. Do lado institucional, intimidar parlamentares sugerindo a cassação ou pedir ao Ministério Público abertura de ação contra o relator da CPI têm pouca possibilidade de acuar o Congresso e grande probabilidade de aglutiná-lo contra o STF – mais um elemento de confronto entre os Poderes. Do lado político, aqueles que o STF considera como “detratores” (na imprensa e no Congresso) são vistos por enorme parcela da sociedade como “corajosos” ou “heróis”. Em bom português, não colou o argumento de que críticas ao Supremo são críticas à democracia. O foco das críticas hoje é o comportamento individual de integrantes baseadas em fatos incontroversos. Esse tipo de situação supera em muito a capacidade de articulação de bastidores entre Executivo e STF, do tipo que levou à rejeição do relatório indiciando os ministros. Não há saída em horizonte de curto ou sequer médio prazos. O STF é hoje causa e consequência de um incontornável desequilíbrio nas relações entre os Poderes. O escândalo do Master e seus desdobramentos, em função de investigações e delações, criaram nesse “caldo de cultura” político o espectro de algum tipo de desobediência civil mais adiante. É uma preocupação já externada (não em público) por autoridades responsáveis pela manutenção de ordem. Difícil prever como aconteceria, mas, dependendo do resultado eleitoral, o mais provável seria uma afronta ao STF vinda de um dos Poderes, não necessariamente por processo de impeachment. É o que tornaria fútil qualquer ordem do tipo “proibido recuar”. ‘No pasarón’, por William Waack Waack: CPI do Crime Organizado cai, mas pressão sobre o STF cresce
Gilmar Mendes aciona PGR para investigar senador Alessandro Vieira Uma eventual condenação pode tornar Vieira inelegível para as eleições de outubro PODER360 15.abr.2026 (quarta-feira) - 20h41 O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes encaminhou nesta 4ª feira (15.abr.2026) uma representação à PGR (Procuradoria Geral da República) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O magistrado pede que o integrante do Senado Federal seja investigado por suposto abuso de autoridade. Leia na íntegra o ofício [PDF – 227 KB] Gilmar Mendes argumenta que Alessandro Vieira cometeu “desvio de finalidade” ao atuar como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. No relatório final da comissão, Vieira sugeriu o indiciamento do ministro por crime de responsabilidade. O senador também propôs indiciar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A medida foi alvo de críticas por parte dos magistrados da Corte. Uma eventual condenação pode tornar Vieira inelegível para as eleições de outubro. REAÇÃO DE ALESSANDRO VIEIRA Na 3ª feira (14.abr.2026), o senador declarou que não se submeterá a pressões: “As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país”. Ele afirmou que manterá sua postura no cargo. Na peça enviada à PGR, Mendes classificou o texto de Vieira como um “juvenil jogo de palavras” e definiu o indiciamento como um absurdo jurídico (“teratologia”). Segundo o ministro, o escopo da CPI era a repressão a milícias e ao tráfico, não a apuração de infrações administrativas. O magistrado sustentou que o indiciamento é um recurso do Direito Penal e Processual Penal, o que não se aplica a crimes de responsabilidade. Ele mencionou o artigo 148 do Regimento Interno do Senado para reforçar que o senador não tem competência para indiciamentos não penais. CONGRESSO NACIONAL SE REÚNE Nesta 4ª feira (15.abr.2026), congressistas de oposição, incluindo Marcel van Hattem (Novo-RS) e Bia Kicis (PL-DF), reuniram-se por cerca de 30 minutos com os ministros Luiz Fux e André Mendonça. No Salão Verde da Câmara dos Deputados, Kicis afirmou que o STF está em “guerra” com o Congresso Nacional. autores PODER360
Introdução — A engrenagem silenciosa da responsabilização Poucos instrumentos são tão reveladores da maturidade institucional de uma democracia quanto o impeachment. No Brasil, esse mecanismo — simultaneamente jurídico e político — expõe, em momentos de crise, as tensões entre legalidade, poder e legitimidade. A permanência da Lei nº 1.079/1950 no ordenamento posterior à Constituição Federal de 1988 não representa um resquício histórico, mas uma escolha institucional consciente: preservar um instrumento de responsabilização, adaptando-o às exigências do Estado Democrático de Direito. Nesse arranjo, consolidou-se uma tradição singular, na qual o Senado Federal atua como tribunal político sob a presidência do Supremo Tribunal Federal, equilibrando forma jurídica e substância política. 1. A Lei de 1950 sob a Constituição de 1988: continuidade com contenção A Constituição de 1988 não rompeu com o passado normativo do impeachment; antes, o reinterpretou. A Lei nº 1.079/1950 foi recepcionada com seus fundamentos preservados, mas submetida a uma leitura conforme os princípios democráticos. A jurisprudência consolidada reforçou: o devido processo legal; o contraditório; a ampla defesa. Esse movimento desloca o impeachment de um campo predominantemente político para uma zona híbrida, onde a política permanece decisiva, mas não pode prescindir de fundamentação jurídica consistente. Casos como os de Fernando Collor e Dilma Rousseff evidenciam esse modelo. 2. O Senado como tribunal político: função e ambiguidade A Constituição atribui ao Senado Federal a competência para julgar autoridades por crimes de responsabilidade, incluindo: Presidente da República; Ministros do Supremo Tribunal Federal; Procurador-Geral da República. Esse desenho evita a concentração de poder no Judiciário, mas incorpora uma ambiguidade estrutural: o julgamento é conduzido por agentes políticos. Assim, estabelece-se uma equação delicada: a legalidade orienta, mas a política decide. 3. Doutrina e experiência histórica A tradição jurídica brasileira consolidou o impeachment como instrumento de contenção do poder, inserido na normalidade institucional — não como ruptura. A experiência autoritária do período pós-1964 reforçou a percepção de que mecanismos legais de responsabilização são preferíveis à supressão abrupta da ordem constitucional. 4. Da teoria à prática: limites contemporâneos A aplicação contemporânea do impeachment revela um dado central: sua efetividade depende menos da consistência jurídica e mais da viabilidade política. Em sistemas fragmentados, iniciativas de responsabilização enfrentam: resistências corporativas; rearranjos regimentais; bloqueios institucionais indiretos. 5. Imunidade e responsabilização: o dilema estrutural A responsabilização de autoridades de cúpula expõe um dilema clássico: a imunidade protege o exercício da função; mas pode dificultar a responsabilização. O problema não reside na ausência de instrumentos, mas na sua aplicação seletiva. 6. Política, carreira e legitimidade A transição entre funções técnicas e atuação política evidencia tensões entre: legitimidade democrática (voto); expectativa de neutralidade institucional. Esse fator influencia inclusive a dinâmica das instituições superiores. 7. Linguagem e poder: tradição e permanência A reflexão clássica sobre limites do poder permanece atual: instituições operam sob condicionantes históricos e políticos, e sua estabilidade depende tanto de normas quanto de comportamento institucional. 8. Epílogo — A política como navegação em tempo real
A política contemporânea opera sob monitoramento constante da opinião pública. Pesquisas funcionam como instrumentos de navegação estratégica. Governar tornou-se, em grande medida, ajustar rotas em tempo real — evitando rupturas, controlando dissidências e preservando a estabilidade. 📌 [INSERÇÃO DE ILUSTRAÇÃO — POSIÇÃO EDITORIAL RECOMENDADA] Local: imediatamente após o Epílogo, antes dos Apêndices. 🎥 Vídeo de Referência — História Institucional da OAB “A OAB já foi extinta? Conheça a história do Exame de Ordem que muitos omitiram” https://www.youtube.com/watch?v=G3hqBlRbo34 Síntese Analítica O conteúdo evidencia que a Ordem dos Advogados do Brasil já enfrentou momentos de supressão e restrição institucional, sobretudo em contextos autoritários. A relevância dessa memória histórica é tripla: demonstra a fragilidade das instituições sob pressão política; reafirma o papel da OAB como entidade de resistência; ilumina o presente ao indicar que a erosão institucional pode ocorrer de forma gradual. Apêndice I — Institucionalidade versus Constitucionalidade 1. Conceitos fundamentais Institucionalidade: funcionamento formal das instituições. Constitucionalidade: conformidade material com a Constituição. A tensão surge quando há forma sem substância. 2. 1965: institucionalidade autoritária O Ato Institucional nº 2 extinguiu partidos políticos e impôs um sistema bipartidário, sob uma lógica formalmente organizada, porém incompatível com a democracia. 3. 1988: recomposição democrática A Constituição de 1988 restaurou direitos fundamentais e o equilíbrio entre os Poderes, sem eliminar totalmente o risco de distorções. 4. Regimentos internos e desvios contemporâneos Normas internas podem: preservar a forma; alterar o conteúdo; dificultar mecanismos de controle. 5. Corporativismo institucional A autoproteção entre elites institucionais limita a eficácia dos mecanismos de responsabilização. 6. O impeachment como tensão estrutural A Lei nº 1.079/1950 permanece instrumento legítimo, porém politicamente sensível. 7. Forma versus substância A experiência brasileira demonstra que pode haver institucionalidade sem plena constitucionalidade. Apêndice II — Recepção da Lei de Impeachment e Superação da Lei de Segurança Nacional 1. Continuidade normativa A Lei nº 1.079/1950 foi recepcionada pela Constituição de 1988 mediante interpretação conforme os princípios democráticos. 2. A trajetória da Lei de Segurança Nacional Historicamente associada a períodos autoritários, sua compatibilidade com a democracia foi amplamente questionada. 3. A inflexão de 2021 A Lei nº 14.197/2021: revogou a Lei de Segurança Nacional; incorporou novos tipos penais ao Código Penal; redefiniu o foco da proteção institucional. 4. Continuidade e ruptura Lei do Impeachment: adaptada; Lei de Segurança Nacional: superada. 5. Do Estado à democracia A mudança central foi a substituição da lógica de defesa do Estado pela proteção do Estado Democrático de Direito. 6. Consideração final Ambos os movimentos refletem o mesmo desafio histórico: construir mecanismos de controle compatíveis com a democracia sem reproduzir práticas autoritárias. Peça Institucional — Representação à OAB À ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB) Conselho Federal Ref.: Defesa das prerrogativas parlamentares e do Estado Democrático de Direito Interessado: Procuradoria-Geral do Senado Federal Representado: Senador Alessandro Vieira I – DOS FATOS O Senador Alessandro Vieira, no exercício de suas funções como relator de Comissão Parlamentar de Inquérito, apresentou relatório contendo conclusões sobre organizações criminosas e autoridades públicas. O relatório foi rejeitado por maioria em sessão de 13 de abril de 2026, em meio a controvérsias regimentais. Posteriormente, surgiram manifestações indicando possível responsabilização do parlamentar por abuso de autoridade. II – DO EXERCÍCIO LEGÍTIMO DO MANDATO A Constituição assegura: liberdade de investigação; autonomia na relatoria; independência funcional. III – DO PAPEL DA OAB A OAB possui função institucional de defesa: da Constituição; das garantias fundamentais; do equilíbrio entre os Poderes. IV – DA NECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO A situação demanda reflexão sobre: limites entre controle e intimidação institucional; preservação da independência parlamentar; riscos à atividade investigativa do Legislativo. V – DO PEDIDO Requer-se: análise institucional dos fatos; eventual manifestação pública em defesa das prerrogativas constitucionais; comunicação ao Supremo Tribunal Federal reafirmando a harmonia entre Poderes. VI – CONCLUSÃO A presente iniciativa visa preservar o equilíbrio institucional e prevenir erosões graduais da ordem constitucional. Procuradoria-Geral do Senado Federal Brasília, abril de 2026 Conclusão Geral O Brasil não carece de instrumentos institucionais para controlar o poder. A Lei nº 1.079/1950 permanece funcional sob a Constituição de 1988. A legislação penal foi atualizada para proteger a democracia. O desafio central é outro: a disposição efetiva de aplicar essas normas — inclusive contra os próprios detentores do poder. Entre teoria e prática, entre forma e substância, reside o verdadeiro teste do Estado Democrático de Direito. quinta-feira, 16 de abril de 2026 Poesia | Capinan - Te esperei - com violão de Gerado Azevedo
Bukele cede a la IA de Google la gestión médica en El Salvador El programa podrá crear desde un informe clínico hasta hacer el seguimiento de pacientes crónicos BRYAN AVELAR México El presidente Navib Bukele ha emprendido otro experimento tecnológico en El Salvador. Su apuesta es esta vez con la salud. En una cadena nacional de radio y televisión anunció el martes que cederá gran parte de la gestión del sistema ma público de sani dad a un sistema de inteligencia artificial de Google. Los salvadoreños tendrán acceso a la aplicación móvil llamada Dr. SV, que creará un expediente clínico único, dará orientación inicial, asignará exámenes de laboratorio, programará consultas virtuales o presenciales con médicos en caso de que determine que sea necesario y dará seguimiento diario al tratamiento de pacientes con enfermedades crónicass como diabetes, hi pertensión o colesterol alto. En una reunión retransmitida en redes sociales, el mandatario conversó con Guy Nae, director de Google Cloud para el Sector Público en América Latina, y tres expertos en medicina e IA. Durante la cita, en un salón de la Casa Presidencial, en San Salvador, Nae ехplicó que el proyecto, anunciado en noviembre, ha iniciado su segunda etapa, que consiste en implementar la IA de Google para estudiar y dar seguimiento a раcientes con enfermedades crónicas. "En algún momento estaremos tratando cáncer, haciendo cirugías", prometió Bukele. Bukele y expertos en IA, reunidos el martes, en una imagen de la presidencia de El Salvador. do el mejor sistema de salud del mundo", dijo el presidente. El anuncio se da en medio de fuertes críticas del sector médico, después de que el Gobierno despidiera a 7.700 empleados del sistema de salud el pasado año. entre médicos generales, especialistas, internistas, enfermeros y personal de atención básica. plicó que están llevando a cabo un estudio para determinar cuál es el efecto del soporte de la IA en la precisión diagnóstica de los doctores. Y añadió que todo se está haciendo con supervisión del Comité de Ética de El Salvador. una entidad desconocida públicamente. Tampoco se sabe quiénes son los médicos a cargo de las consultas por la aplicación. Cada salvadoreño podrá descargar la aplicación, creará un expediente y con ayuda de la IA ingresará sus síntomas. Esta le designará una llamada con un médico, quien le diagnosticará. Posteriormente, la IA le recomendará qué exámenes hacer y dará seguimiento a su tratamiento para consultas eventuales o para enfermedades crónicas. "Me emociona mucho porque estamos creanEl médico experto en IA Edgardo Von Euw dijo que "el espíritu de este programa es que ningún salvadoreño con una enfermedad crónica se quede sin saberlo y que nadie que lo sepa se quede sin tratamiento". Y agregó: "La inteligencia artificial nos va a ayudar mucho porque va a evaluar los factores de riesgo que están hoy en los expedientes". Stella Aslibekyan, epidemióloga de la Universidad de Alabama, en Birmingham, exLa aplicación Dr. SV es un experimento controlado por Google con el que la empresa tendrá acceso a datos de salud de los salvadoreños. Algunos expertos señalan que la cesión de estos datos a sistemas inteligentes tiene riesgos como la pérdida de la privacidad y el posible uso indebido de la información personal. Bukele se ha lanzado a las misteriosas aguas de un mesianismo tecnológico con el que pretende reconfigurar no solo la forma de ejercer el poder, sino cambiar su país, uno de los más pobres y atrasados del continente. El presidente ya había adoptado el bitcoin como moneda de curso legal. Sin embargo, el experimento fracasó y apenas un pequeño porcentaje apenas in pequeno p de los salvadoreños usó la moneda, según un informe de la organización Cristosal, que advirtió que el Gobierno obierno invirti invirtió 329 mi llones de dólares (unos 279 millones de euros) en su implementación. Bukele decidió retirar la moneda el año pasado. Aunque se desconocen los detalles del proyecto, se sabe que el acuerdo establece una relación con Google de siete años y que se destinarán al menos 500 millones de dólares a implementarlo. quinta-feira, 16 de abril de 2026 Música | Edu Lobo e Maria Bethânia - Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CARTA 54 RICA A USBEK *Em *** *

Eu sei
1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que a tendência de piora do trabalho do governo Lula ainda não foi revertida. Desde o começo do ano, a desaprovação passou de 49% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 43%. Felipe Nunes @profFelipeNunes 8:01 AM · 15 de abr de 2026 ·
Relatório de Vieira foi derrotado, mas escalou as tensões com o Supremo Publicado em 15/04/2026 - 07:16 Luiz Carlos Azedo Brasília, Congresso, Ética, Governo, Impeachment, Justiça, Partidos, Política, Política O susto passou, mas as sequelas são grandes. O relatório escalou o confronto entre setores da oposição e o STF, ao imputar a ministros Gilmar, Toffoli e Moraes supostos crimes de responsabilidade A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), por 6 votos contrários e 4 favoráveis, encerrando os trabalhos do colegiado sem a aprovação de um documento final. O relatório propunha o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Com a entrada em campo do Palácio do Planalto e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), houve mudanças na composição da CPI, com o ingresso de parlamentares alinhados ao governo nas vagas de titulares. Três dos 11 membros titulares foram trocados. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE). Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular. Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke. O pedido de indiciamento, desde que fosse aprovado pela maioria da CPI, poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas. Esse pedido de impeachment teria que ser apresentado à Mesa do Senado Federal. O parecer de Vieira incluía propostas legislativas para reforçar o combate ao crime organizado. Entre elas, a criação de um Ministério da Segurança Pública, uma nova intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e medidas para ampliar o controle sobre fluxos financeiros e pessoas expostas politicamente. O documento também tratava do caso envolvendo o Banco Master, atribuindo a ministros do STF condutas consideradas incompatíveis com o exercício do cargo. O relator apontou supostas relações financeiras e proximidade entre integrantes da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionar decisões judiciais tomadas durante as investigações da CPI. O relatório de Vieira elevou a tensão institucional com o STF a um novo patamar. Ao direcionar acusações aos ministros da Corte, pôs em xeque as fronteiras constitucionais de atuação de uma comissão parlamentar de inquérito, ao avançar sobre a esfera de competência do Supremo, cuja abrangência é cada vez mais elástica. Leia também: Alcolumbre alerta para riscos à institucionalidade Segundo Vieira, não se tratava de ataque ao Supremo, “mas de cumprir o dever de investigar fatos graves que chegaram ao conhecimento da CPI”. Disse também que “ninguém está acima da lei, e eventuais desvios de conduta precisam ser apurados dentro das regras constitucionais”, na tentativa de enquadrar o indiciamento como exercício legítimo de controle parlamentar. Forte reação A reação foi imediata. Alexandre de Moraes classificou o relatório como “uma peça sem respaldo jurídico, construída para constranger a atuação independente do Judiciário”. Acrescentou que “não cabe a uma CPI revisar decisões judiciais ou imputar responsabilidades com base em ilações”. Dias Toffoli disse que “o Supremo Tribunal Federal tem mecanismos próprios de controle e não se submete a iniciativas que extrapolem os limites constitucionais das comissões parlamentares”. E rechaçou qualquer tentativa de responsabilização “fora do devido processo legal”. Gilmar Mendes afirmou que o indiciamento era “uma tentativa de intimidação institucional incompatível com o Estado de Direito” e advertiu que “não se pode transformar divergências interpretativas em acusações políticas contra ministros da Corte”. Para ele, o episódio revela “um uso indevido de instrumentos parlamentares para fins de pressão política”. Leia mais: Gilmar reage a relatório e acusa CPI do Crime Organizado de extrapolar funções O procurador-geral Paulo Gonet negou qualquer omissão. Ressaltou que “todas as apurações sob responsabilidade do Ministério Público seguem critérios técnicos e legais, sem qualquer tipo de interferência política”, e que “não há espaço para atuações motivadas por pressões externas ou narrativas conjunturais”. O susto passou, mas as sequelas são grandes. O relatório escalou o confronto entre setores da oposição e o STF. Ao imputar aos ministros supostos crimes de responsabilidade, ou seja, de natureza político-administrativa, Vieira ultrapassou os limites estritamente investigativos para uma arena de contestação institucional ao Supremo, na qual decisões judiciais passariam a ser reinterpretadas pela ótica política. Foi mais um lance na escalada de críticas recorrentes ao protagonismo do Supremo em temas sensíveis da vida pública nacional. Ainda que o relatório fosse aprovado, quaisquer pedidos de impeachment dependem da iniciativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Além disso, o STF não reconhece autoridade de CPIs para impor sanções diretas a seus membros, o que limita o alcance prático da iniciativa. Na opinião dos ministros do Supremo, houve abuso de poder com objetivos eleitorais. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Alcolumbre, #Gilmar, #Moraes, #Senado, #Supremo, #Toffoli, #Vieira Relatório da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF Terra Brasil 14 de abr. de 2026 #terranoticias As atividades da Comissão Parlamentar encerra nesta terça-feira, 14, as atividades com a leitura e votação do relatório final. O documento contém pedidos de indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal. Em coletiva de imprensa antes da sessão, que começou às 14h, o senador Alexandre Vieira confirmou os pedidos presentes no relatório final. "Na minha opinião, o crime de responsabilidade está comprovado, por isso faço o indiciamento", afirmou o relator. #terranoticias Reprodução/TV Senado/Youtube 👆Um alerta para as deficiências de possíveis currículos dos cursos de jornalismo, direito e de assessorias parlamentares ad hoc. 👆"A mediocridade das perguntas dirigidas a relatores é um sintoma do colapso curricular no Jornalismo e no Direito. Substituiu-se o rigor técnico pela militância do 'lacre'. Quando o preconceito ideológico precede a leitura do relatório, a busca pela verdade é sacrificada em favor do espetáculo da ignorância." Alesssandro apresenta relatório da CPI do Crime Organizado – 14/4/26 14/04/2026, 14h22 Fonte: Agência Senado 👆"Não é por nada não, mas os senadores da base do governo que falaram por último bem que poderiam contratar umas aulinhas com a madrinha Carmen e deixar de abusar da ladainha laica de seus aiatolás. Alá, Alá, Alá... Ah, meu bom Alá, mande flores pra Iaiá! 🎼"
A ARTE DE PARECER INTELIGENTE (SEM SER PEGO NO ATO) Uma crônica apócrifa sobre egos, frases prontas e conspirações de salão Introdução (com licença poética e um leve bigode irônico de Millôr Fernandes) Se há algo mais trabalhoso do que ser inteligente, é parecer inteligente em público — sobretudo quando há testemunhas. O texto a seguir, vindo de uma Paris setecentista onde já se falava muito e se ouvia pouco (como hoje, mas sem Wi-Fi), revela um método infalível para brilhar em conversas: combinar tudo antes. Millôr provavelmente diria que não há nada mais espontâneo do que uma espontaneidade bem ensaiada. E acrescentaria, com sua delicadeza habitual, que a inteligência alheia é sempre mais admirável quando concorda com a nossa. Prepare-se: o que você vai ler é menos um diálogo e mais um manual estratégico para sobreviver socialmente com frases de efeito, risadas sincronizadas e uma sólida parceria no crime intelectual. A ARTE DE BRILHAR EM CONVERSAS (OU: COMO NÃO DEIXAR SUA FRASE MORRER EM OUVIDOS BURROS) Esta manhã, isolado em meu quarto — isolado no sentido parisiense da palavra, isto é, ouvindo tudo o que o vizinho diz — testemunhei uma confissão digna de compaixão e estudo científico. Um homem, caminhando de um lado para outro com passos largos de quem pensa melhor em movimento (ou quer parecer que pensa), desabafava: “Tudo se volta contra mim. Há dias não digo nada que me dê honra. Tenho frases excelentes envelhecendo na cabeça como vinho ruim — ninguém me deixa servi-las!” Sua tragédia era simples: tinha conteúdo, mas faltava plateia obediente. Seu amigo, mais prático — ou mais perigoso — propôs uma solução que deveria ser proibida em todas as academias: — Vamos nos associar. Sim, caro leitor, uma sociedade. Não comercial, mas intelectual. Uma dupla dinâmica do brilho alheio. O plano era engenhoso: Definir previamente os assuntos do dia Combinar quando rir, sorrir ou aprovar Interromper terceiros com elegância ou, na falta dela, com insistência Criar elogios espontâneos previamente ensaiados Em suma: transformar a conversa em teatro — com roteiro, direção e aplausos combinados. Um exaltaria o outro: “Ah, preciso contar a resposta brilhante que este senhor deu ainda há pouco!” O outro confirmaria: “Eu estava lá. Foi genial. Quase improviso.” E, para dar verossimilhança, até discordariam: “Veja como se atacam!” — diria o público, encantado. “Que naturalidade!” — diria o ingênuo. Naturalidade, como se sabe, é apenas um ensaio que deu certo. MANUAL PRÁTICO DO FALSO BRILHANTISMO (RESUMIDO PARA USO IMEDIATO) Tenha frases prontas. Se não tiver ideias, compre um livro com algumas. Nunca deixe uma boa frase morrer. Repita-a até encontrar alguém que a entenda — ou finja. Coordene aplausos. Nada cresce sozinho: até o gênio precisa de eco. Alterne o protagonismo. Hoje você brilha; amanhã, sustenta o brilho alheio. A amizade agradece. Despreze-se ocasionalmente. A falsa modéstia é o tempero do falso talento. O objetivo final? Em seis meses, garantir reputação suficiente para entrar na Academia — qualquer uma serve, desde que tenha cadeiras confortáveis e pessoas impressionáveis. E há ainda um alerta precioso: Não basta dizer uma bela frase; é preciso espalhá-la. Porque nada é mais triste do que uma ideia brilhante desperdiçada… exceto, talvez, uma ideia medíocre que faz sucesso. CONCLUSÃO (OU: A VITÓRIA DA COREOGRAFIA SOBRE O PENSAMENTO) No fim, percebe-se que o problema nunca foi a falta de inteligência — mas a falta de gestão da inteligência. O que esses dois cavalheiros propõem não é pensar melhor, mas parecer melhor organizados na arte de parecer inteligentes. E nisso, convenhamos, continuam absolutamente modernos. Se Millôr estivesse aqui, talvez resumisse tudo assim: “O problema não é o que você diz — é quem confirma.” E, como ninguém quer que suas melhores frases morram solteiras, fica a sugestão: arrume um cúmplice. Mas escolha bem. Ele pode acabar brilhando mais do que você.
Bloco A do CT. 7° andar do Centro de Tecnologia da UFRJ Instagram com Valberg Medeiros Esta manhã estava em meu quarto que, como sabes, só está separado dos outros por um tabique fino e furado em diversos lugares, de modo que se ouve tudo o que é dito no quarto vizinho. Um homem que andava de um lado para outro com passos largos dizia a outro: “Não sei o que acontece, mas tudo se volta contra mim. Há mais de três dias que nada disse que me desse alguma honra e me senti confundido desordenadamente em todas as conversas, sem que fosse dada a mínima atenção a mim e que me tenham dirigido a palavra duas vezes. Tinha preparado algumas sacadas para realçar meu discurso, mas nunca me deixaram que as proferisse; tinha um conto muito bonito para relatar, mas à medida que queria apresentá-lo, o deixavam de lado parecendo fazê-lo de propósito. Tenho algumas boas frases que há quatro dias envelhecem em minha cabeça, sem que tenha tido a oportunidade de fazer o menor uso delas. Se isso continuar, creio que no final vou ser tomado por um tolo; parece que é minha estrela, mas que não me deixar brilhar. Ontem esperava brilhar com três ou quatro senhoras idosas que certamente nada me impõem e devia dizer as coisas mais belas do mundo; fiquei mais de um quarto de hora dirigindo a conversa, mas elas nunca me permitiram manter um discurso coerente e cortaram, como as Parcas fatais, o fio de todos os meus discursos. Queres que te diga? A reputação de mente brilhante custa muito a sustentar. Não sei como consegues chegar a isso. – Ocorre-me uma ideia, disse o outro. 133 Vamos trabalhar em conjunto para suscitar novas ideias. Associemo-nos. Cada dia definiremos sobre o que devemos falar. E nos auxiliaremos tão bem que, se alguém vier nos interromper no meio de nossas ideias, atrairemos a nós; se não quiser vir de bom grado, o convenceremos com violência. Concordaremos os momentos em que devemos aprovar, aqueles em que devemos sorrir e outros em que devemos rir de fato e às gargalhadas. Verás que daremos o tom a todas as conversas e todos haverão de admirar a vivacidade de nosso espírito e a propriedade de nossas réplicas. Nós nos protegeremos por acenos de cabeça mútuos. Tu brilharás hoje, amanhã ficarás em segundo plano. Entrarei contigo numa casa e exclamarei, ao mostrar-te: “Devo te contar uma resposta bem agradável que este senhor acaba de dar a um homem que encontramos na rua.” E me voltarei para ti: “Ele não esperava por isso e ficou realmente surpreso.” Recitarei alguns de meus versos e tu dirás: “Eu estava lá quando os compôs; foi num jantar e os fez quase sem pensar.” Muitas vezes chegaremos até mesmo a nos desprezar um ao outro e dirão: “Vejam como se atacam e como se defendem; não se poupam; vejamos como se sairá dessa; maravilhoso; que presença de espírito!” Aí está uma verdadeira batalha." Mas ninguém dirá que havíamos combinado tudo na véspera. É preciso comprar certos livros que são coletâneas de belas frases, compostos para aqueles que não têm espírito e querem disfarçar; tudo depende de ter modelos. Quero que dentro de seis meses estejamos em condições de manter uma conversa de uma hora, repleta de belas frases. Mas é preciso ter uma atenção especial, a de sustentar a sorte; não é suficiente dizer uma bela frase; é preciso espalhá-la e semeá-la por toda parte; sem isso, tempo perdido; e te confesso que não há nada de tão desolador como ver uma bela coisa que foi dita morrer nos ouvidos de um tolo que a ouve. É verdade que muitas vezes há uma compensação e que dizemos igualmente tolices que passam incógnitas; é a única coisa que pode nos consolar nessa ocasião. Aí está, meu amigo, o partido que devemos tomar. Faz o que te direi e te prometo, antes de seis meses, um lugar na Academia; e para te dizer que o trabalho não será longo, pois então poderás renunciar à tua arte; serás um homem de espírito, apesar de já o teres. 134 Observa-se na França que, a partir do momento em que um homem entra num grupo, assume primeiramente o que se chama espírito do corpo; tu farás o mesmo e não receio por ti senão o constrangimento dos aplausos." De Paris, 6 da lua de Zilacadé, 1714. 135 Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal - 46
Panorama do Largo da Carioca. Em segundo plano, o Convento de Santo Antônio. Ao fundo à esquerda, a sede do BNDES. “Senta aí, Taco, que o papo é de alta voltagem. No Largo da Carioca, o apontador "Química" — aquele que conhece cada valência do asfalto — deu o serviço: tem um sujeito vindo lá de Mar-a-Lago achando que malandragem é ter nome em prédio de ouro. Um tal de Trump, o "amarelo" de plantão. Pela pena afiada de João Antônio, o paulista que aprendeu a gingar no Rio, esse gringo é café com leite. Se Malagueta, Perus e Bacanaço pegam esse "gambler" de resort, não sobra nem o topete pra contar história. O Banho de Areia no Porto O gringo chegou se achando o Bacanaço. Veio de Mar-a-Lago com aquela pose de quem é dono do jogo, mas com uma cara de quem exagerou no açafrão ou na base barata. No balcão do Largo da Carioca, o Química só olhou por cima dos óculos: — Esse aí é elemento instável, Taco. Reage mal ao contato com a realidade. Quando o sol da Praça Mauá bateu forte, o malandro de luxo começou a derreter. Prometeu mundos e fundos, blefou como se tivesse um full house na mão, mas bastou o Perus — o mais novato da turma, mas já escaldado — pedir o sinal de entrada pra ele começar a gaguejar. É o estilo TACO (Trump Always Chickens Out): faz o barulho de um trovão, mas na hora do vamo-ver, ele "amarela" e pede arrego. Malagueta, o velho mestre da sinuca que já viu muito gringo cair do salto, só deu um tapa nas costas do sujeito: — Ô, "Dona", aqui na areia do Porto a gente não joga com ficha de cassino, joga com o caráter. E o teu tá mais furado que rede de pesca. O gringo, vendo que a malandragem carioca não aceita cheque sem fundo nem grito de palanque, afundou as canelas na areia quente da Praça Mauá. Ficou lá, estático, um monumento ao blefe, enquanto o Bacanaço levava a rodada só no sorriso. João Antônio, de algum boteco eterno, dava o sarro final: "Tem malandro que nasce pra rei, e tem malandro que não aguenta dez minutos de sol no Largo da Carioca sem virar gema de ovo". A lição do dia, Taco? No Centro, quem grita muito no Mar-a-Lago acaba virando caranguejo no Porto. O endereço continua vago, mas a derrota do "amarelo" é exata.”👆 Jura Sinhô Jura, jura, jura Pelo Senhor Jura pela imagem Da Santa Cruz Do Redentor Pra ter valor a tua jura Jura, jura, jura De coração Para que um dia Eu possa dar-te o amor Sem mais pensar na ilusão Daí então Dar-te eu irei O beijo puro Da catedral do amor Dos sonhos meus Bem junto aos teus Para fugirmos Das aflições da dor Jura, jura, jura Composição: Orlann Divo, Sinho, Nani Palmeira. https://youtu.be/hBSvvy1q5wc como GUIMARÃES ROSA PREVIU sua MORTE "VIEIRA JURADO DE MORTE?" POR JOÃO GUIMARÃES ROSA — O relator, esse Vieira de moinho e moagem, estava ali, parado em seu próprio centro, feito um piquiá no descampado. A morte, senhor, ela não avisa com berrante; ela se insinua é no silêncio dos corredores, no mudo das togas que se arrastam como jibóias por cima do mármore. O perigo não é o tiro dado, o estampido seco no oco da noite. O perigo é o juízo dos homens-sacerdotes, esses que guardam a chave de uma Igreja sem altar, onde o Supremo não habita o céu, mas o despacho. Vieira, com seu papel na mão — papel que é arma e é reza — jurado? Ora, viver é um negócio muito perigoso. Ele caminhava no fio da navalha, entre o sertão da lei e a vereda do poder. Mas o Alienista, o tal de Pernambuco, esse ficava no mudo. O silêncio dele era um poço fundo, sem fundo. Amin falava, as palavras batiam na parede e voltavam frias. E o relator ali, cercado por aiatolás de gravata e ladainhas laicas. Jurado de morte? Pois saiba: o homem que se mete a desvendar o que as sombras escondem já morreu um tanto. E quem morre um tanto, desaprende de ter medo. Mestre, o sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder deles. Vieira jurado é o Brasil querendo se benzer com água suja. O diabo não existe, dizem; mas as astúcias, essas sim, elas governam o mundo.
Título: O Púlpito luso-brasileiro. [PDF] Título: O Púlpito luso-brasileiro. Padre Antônio Vieira - Sermão da Segunda Dominga do Advento SERMÃO AOS JUÍZES DA DÉCADA DE 20, PREGADO NA CAPELA DO SENADO SOB AS ONDAS DA TV (Com a voz tonitruante e o dedo em riste do Padre Antônio Vieira, olhando fixamente para as câmeras, enquanto o espírito de Llosa pede outro pisco na mesa do Catedral) "Vós, Senhores da Toga, que vos dizeis deuses na terra e guardiões de uma Arca que já não tem aliança! Dizia eu, no meu tempo, que o pregador deve ser como o sol: deve iluminar e aquecer. Mas vós, em vez de sol, sois eclipse. Vossas sentenças não clareiam o caminho, mas obscurecem a lei; vossas togas não aquecem a justiça, mas gelam a liberdade. O Peixe e a Isca: No mar deste Brasil de 2026, os peixes grandes continuam a comer os pequenos, mas agora o fazem com o selo do protocolo. Jurais pela Constituição como S…
'Câmara pelo Brasil' discutiu a inclusão do ES na Codevasf Fonte: Agência Câmara de Notícias A "expansão sem fronteiras" da Codevasf — de Tancredo no Jequitinhonha ao Oiapoque de Alcolumbre — funcionou como a moeda de troca invisível que selou o destino da CPI do Crime Organizado em 14 de abril de 2026 Consultor Jurídico Consultor Jurídico +1 . O relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) não caiu por falta de argumentos, mas por uma manobra de engenharia política que espelha a própria expansão geográfica da companhia. A Manobra das Cadeiras e o Orçamento Para garantir a rejeição do relatório que pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, o governo e a presidência do Senado operaram uma troca estratégica de membros momentos antes da votação Instagram Instagram +1 . Substituições de Última Hora: Senadores de oposição como Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram removidos Instagram Instagram . No lugar de Moro, entrou o petista Beto Faro (PA); no de Do Val, entrou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) Instagram Instagram +1 . O "Voto do Amapá": A influência de Alcolumbre foi decisiva. Ao mesmo tempo em que a Codevasf expande investimentos em pavimentação no Amapá (com aportes recentes de R$ 26,4 milhões em municípios como Santana e Tartarugalzinho), a lealdade da bancada e a gestão do tempo da CPI foram usadas para esvaziar o relatório Codevasf Codevasf . Placar Final: O texto foi rejeitado por 6 votos a 4 Consultor Jurídico Consultor Jurídico . A rejeição consolidou a vitória da articulação que evitou o confronto direto com o STF, transformando a CPI em um "palanque" esvaziado pelo regimento e pelas emendas YouTube YouTube
[PDF] O ALIENISTA: LOUCURA, CIÊNCIA E PARÓDIA1 Constitui-se O alienista, de M. de Assis, de narrativa relativamente curta, embora ma . O Papel do "Alienista" e a Inação O silêncio do "Alienista" de Pernambuco (referência ao senador Humberto Costa, cujo estado também vê a Codevasf ser incluída em novos ciclos de investimentos) e a entrada de Teresa Leitão garantiram que o "adendo" de internação dos suspeitos ficasse apenas no campo da ironia política Congresso Nacional Congresso Nacional +1 . Enquanto a TV Senado transmitia o embate, o destino do relatório já havia sido traçado nos gabinetes onde se discute o traçado de novas estradas que a Codevasf levará até a fronteira francesa Codevasf Codevasf +1 . A CPI encerrou-se sem relatório aprovado, provando que, no Brasil de 2026, a "Jura" de fidelidade ao poder passa necessariamente pelas obras de infraestrutura que cruzam o país YouTube YouTube +1

terça-feira, 14 de abril de 2026

CARTA 50 RICA A *** De Paris, 20 da lua de Ramazan, 1713 Cartas Persas I

“A VERDADEIRA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL”.
Uma mulher comemora os resultados das eleições em Budapeste O que a derrota de Viktor Orbán na Hungria significa para Putin, Ucrânia e o resto da Europa Article Information Author,Katya Adler Role,BBC News Há 2 horas Tempo de leitura: 7 min A icônica ponte das Correntes de Budapeste liga os dois lados da cidade — a bela Buda à vibrante Peste — sobre o rio Danúbio. À noite, as luzes que iluminam a ponte refletem como pequenas luas na água. Geralmente, o local fica lotado de turistas tirando selfies. Mas no último domingo (12/04), o cenário era outro. Após um resultado eleitoral histórico que levou à derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán depois de 16 anos no poder, a ponte foi iluminada de verde, branco e vermelho, as cores da bandeira húngara. Os apoiadores do vitorioso Péter Magyar e de seu partido Tisza descreveram seu sentimento como de reconquista do seu próprio país. Uma sensação que Magyar transmitiu a eles em seu discurso de vitória. "Nós conseguimos", disse. "Derrubamos o regime de Orbán; juntos libertamos a Hungria. Reivindicamos nossa pátria! Obrigado! Obrigado a todos!"
A atmosfera era histórica. A participação eleitoral foi recorde.
⚖️ Leitura política da coluna O colunista Luiz Carlos Azedo interpreta o episódio como um alerta: Narrativas ideológicas globais têm limites quando confrontadas com a realidade local A associação com lideranças estrangeiras pode gerar rejeição eleitoral, especialmente entre moderados O caso húngaro pode ter implicações indiretas para o debate político no Brasil, sobretudo em contextos polarizados 🔎 Contexto internacional A derrota de Orbán também foi interpretada como: Um revés para movimentos populistas e nacionalistas globais Um golpe na influência de aliados externos, como Rússia e setores conservadores dos EUA Um possível reposicionamento da Hungria em direção à União Europeia 🧭 Síntese O episódio mostra como eleições nacionais continuam sendo fortemente moldadas por fatores internos — economia, confiança institucional e percepção pública — mesmo em um cenário de intensa articulação política internacional. S
Aliado de Trump, Putin e Bolsonaro, Orbán perde as eleições na Hungria Publicado em 14/04/2026 - 09:07 Luiz Carlos Azedo Brasília, Comunicação, Economia, Eleições, Ética, Geografia, Governo, Hungria, Partidos, Política, Política, Rússia, Segurança, Trump A experiência húngara indica que narrativas ideológicas globais têm alcance limitado quando confrontadas com a realidade econômica e social dos países A derrota de Viktor Orbán na Hungria, após 16 anos no poder, sinaliza uma mudança de rumo na Europa e o esgotamento da capacidade de projeção política de lideranças associadas ao chamado “iliberalismo”. E impôs um revés político à estratégia de interferência internacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente russo, Vladimir Putin. Em um momento em que a eleição brasileira ganha contornos mais definidos, o episódio europeu mostra os limites do apoio externo na disputa pelo Palácio do Planalto. A queda de Orbán representa a fadiga política acumulada ao longo de anos de concentração de poder, autoritarismo institucional e desgaste econômico. Sua associação explícita com lideranças estrangeiras controversas, como Trump e Putin, foi um forte fator de rejeição, sobretudo entre os eleitores mais jovens. Orbán é um ícone de movimentos Maga (Make America Great Again) nos EUA, por ter iniciado o combate à cultura woke, à imigração, às elites universitárias e à liberdade de imprensa, entre outras coisas. A derrota foi tão acachapante que o primeiro-ministro reconheceu a vitoria de Péter Magyar com apenas duas horas de apuração. Orbán mostrou à extrema-direita mundial como chegar ao poder e minar uma democracia por dentro, inaugurando o que foi conceituado como “democracia iliberal”. Segundo o jornal britânico Financial Times, a Rússia montou uma campanha de desinformação para tentar ajudar Orbán a se reeleger, e Washington atuou pesadamente a favor de Orbán. Trump manifestou várias vezes o seu apoio ao premiê, recebeu-o na Casa Branca e prometeu “usar todo o poderio econômico americano para fortalecer a economia da Hungria”. Leia também: O que a derrota de Viktor Orbán na Hungria significa para Putin, Ucrânia e o resto da Europa Em fevereiro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse, em Budapeste, que as relações entre os dois países viviam uma “era de ouro”. Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, passou dois dias na Hungria, onde fez campanha abertamente para o aliado, chegando, inclusive, a participar de um comício de Orbán, durante o qual telefonou para Trump. Ao vivo, o presidente elogiou o premiê, dizendo que ele fazia um “trabalho fantástico”. Vance ainda acusou a UE de interferência eleitoral, por ter congelado fundos destinados à Hungria. Para o Brasil, onde a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro está muito acirrada, o caso húngaro projeta um dilema estratégico para a oposição. A eventual vinculação direta com Donald Trump, por afinidades ideológica e política, pode não produzir o efeito esperado. Como já foi demonstrado nas eleições da Hungria, do Canadá e da Austrália, a interferência aberta do presidente americano pode ser muito tóxica e afastar eleitores moderados e indecisos. Entretanto, as repercussões do fenômeno devem ser analisadas com cuidado. O Brasil vive uma eleição em ambiente de forte competição, com um presidente que mantém um piso eleitoral consistente, mas ainda dependente de ampliar sua base social para ser reeleito, e uma oposição em franca ascensão. Qualquer movimento que reforce a rejeição entre os eleitores, especialmente no centro político, pode ser decisivo para qualquer um dos lados. Vitória conservadora Desde a eleição de Trump, por causa de seu intervencionismo na política mundial, cresce a sensibilidade do eleitorado em relação à soberania nacional. A interferência externa tende a ser mal recebida. No caso húngaro, a presença ativa do vice-presidente J.D. Vance, às vésperas do pleito, provocou uma queda de três pontos percentuais de Orbán nas pesquisas de boca de urna. A tradição diplomática brasileira, marcada pelo princípio da não intervenção, contrasta com o alinhamento automático a interesses estrangeiros. Assim, uma aproximação explícita com Trump pode ser explorada politicamente como sinal de subordinação, porque o nacionalismo econômico e político volta a ganhar relevância no debate público. A derrota de Orbán, entretanto, não beneficia o governo Lula. O resultado não foi apenas uma rejeição ao alinhamento internacional do premiê húngaro, mas também uma resposta a problemas internos, como inflação elevada, denúncias de corrupção e desgaste institucional. Ou seja, fatores domésticos continuam sendo determinantes centrais do comportamento eleitoral. E a vitória da oposição não se deu por meio de um candidato de esquerda, mas de um político de centro-direita, que até recentemente fazia parte do grupo político de Orbán. Advogado e ex-aliado do governo, Péter Magyar é um dissidente, caso típico de rompimento entre criatura e criador. Com uma participação recorde de quase 80% dos eleitores, o partido de Magyar, Tisza, obteve mais de 53% dos votos, garantindo uma supermaioria de dois terços no parlamento. Durante anos, Magyar fez parte da cozinha do governo húngaro, ocupando cargos em empresas estatais e na diplomacia. Seu vínculo mais forte com o regime era seu casamento com Judit Varga, ex-ministra da Justiça e figura proeminente do Fidesz, partido de Orbán. Até romper Leia mais: Quem é Péter Magyar, ex-aliado de Orbán e novo primeiro-ministro da Hungria Seu perfil não se alinha ao de Lula nem ao de Flávio Bolsonaro. Uma comparação com os demais candidatos à Presidência mostra-o mais próximo de políticos conservadores, como os ex-governadores de Goiás e Minas Gerais Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), respectivamente. Nesse sentido, o governo brasileiro não tem muito a comemorar. A experiência húngara indica que narrativas ideológicas globais têm alcance limitado quando confrontadas com a realidade econômica e social dos países. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Bolsonaro, #Caiado, #Hungria, #Magyar, #Orbán, #Putin, #Trump, Lula
operagallery Editado • 23 sem Pablo Picasso’s ‘Tête de femme’ (1941) is a portrait shaped through shifting planes and soft greys, where the figure’s expression emerges gradually, almost from within the paint itself. Created in Paris during the early 1940s, it reflects a moment of introspection and concentrated studio work. Artwork: Pablo Picasso, Tête de femme, 1941, gouache on paper, 38.9 x 25.4 cm.I 15.3 x 10 in 📸 In the photograph by Brassaï, the painting rests on top of a cupboard in Picasso’s Parisian studio. "Isso é que é sorte. O resto é brncadeira." Maria luíza ao final do jornal bom dia brasil de 14 de abril e 2026
No outro lado do espelho, diante da imagem do quadro de Picasso, o correspondente em Londres descrevia a história. Com 100 libras, o sortudo foi premiado com um quadro de valor incalculável, milhares de vezes superior a esse montante. No inconsciente da âncora flamenguista, não deve ter passado que, já no hino do seu Flamengo de coração, muitas libras já se pesaram. Bravo e generoso Lá-lá, que depositava seu talento em todos os ninhos além do Urubu. Tête de Femme – Pablo Picasso (1941) A Sorte em Londres, a Fibra no Rio: O Encontro das Libras "Isso é que é sorte. O resto é brincadeira." Foi com essa frase que a âncora Maria Luíza encerrou o Bom Dia Brasil deste 14 de abril de 2026. Do outro lado do espelho, em Londres, diante de uma obra de Pablo Picasso, desenhava-se uma história improvável: com apenas 100 libras, qualquer pessoa poderia se tornar dona de uma peça avaliada em centenas de milhares — talvez milhões. A sorte, ali, parecia mensurável. Mas há uma coincidência mais profunda — quase invisível — que atravessa o Atlântico e chega ao Rio de Janeiro. No imaginário de quem veste rubro-negro, ecoa o verso imortal do hino do Clube de Regatas do Flamengo, composto em 1945 por Lamartine Babo: “Ele vibra, ele é fibra / Muita libra já pesou / Flamengo até morrer eu sou!” 🎵 A Marcha e o Peso da História 🔗 Assista diretamente no YouTube Na gravação — preferencialmente nas versões antigas da gravadora Continental — o verso “muita libra já pesou” surge por volta dos 45 segundos. Ali, a palavra “libra” não compra: pesa. É medida de esforço, de carga simbólica, de compromisso com uma história que não se negocia. 🧠 Entre o Valor e a Fibra Em Londres, a libra representa fortuna, acaso, possibilidade. No verso de Lamartine, ela representa responsabilidade. Uma se aposta. A outra se carrega. Curiosamente, o próprio Lamartine — torcedor do America Football Club — foi capaz de traduzir, com rara sensibilidade, a alma de clubes que iam além de sua própria paixão. Porque compreendia algo essencial: a verdadeira sorte não está no prêmio, mas na capacidade de sustentar o peso da própria identidade. 🖼️ Obra em Destaque Tête de Femme 📌 Ficha Técnica Artista: Pablo Picasso Ano: 1941 Técnica: Guache sobre papel Valor estimado: € 1.000.000 (≈ £ 850.000) 🌍 O Sorteio O evento ocorre na Christie's, em Paris, como parte do projeto “1 Picasso por 100 Euros”. A iniciativa tem como objetivo arrecadar fundos para a pesquisa sobre Alzheimer's disease — transformando a arte em instrumento de memória, ciência e solidariedade. 🔗 Site oficial: Christie's Conclusão Entre Londres e Rio, entre libra e libra, duas ideias se encontram: A da sorte — leve, incerta, comprável. E a da fibra — densa, histórica, inegociável. No fim, talvez a maior fortuna não esteja no bilhete premiado, mas naquilo que somos capazes de carregar. A Sorte de Picasso e o Peso da Libra "Isso é que é sorte. O resto é brincadeira." Foi com essa frase que a âncora Maria Luíza encerrou o Bom Dia Brasil de 14 de abril de 2026. Do outro lado do espelho, diante da imagem da tela de Picasso, o correspondente em Londres descrevia a história: com um bilhete de apenas 100 libras, um sortudo foi premiado com uma obra de valor inestimável — milhares de vezes superior ao custo da aposta. No inconsciente da jornalista, flamenguista de coração, talvez não tenha passado que, já no hino do seu clube, as "libras" possuem um valor histórico e profundo. Composta em 1945 pelo genial Lamartine Babo (o nosso generoso "Lá-lá"), a letra do hino popular do Flamengo já profetizava: "Ele vibra, ele é fibra / Muita libra já pesou / Flamengo até morrer eu sou!" Há uma rima rica e sutil nessa coincidência: enquanto em Londres a libra é a moeda que compra a sorte de um sorteio beneficente, no verso de Lamartine ela representa o peso físico da responsabilidade e a fibra necessária para honrar a "farda" rubro-negra. Bravo e generoso Lá-lá, que depositava seu talento em todos os ninhos além do Urubu — pois, embora fosse americano ferrenho, deu alma aos hinos de todos os grandes do Rio. Ele sabia, como poucos, que a verdadeira sorte é ter fibra para carregar o peso da história, seja em quadros de mestre ou em campos de futebol. Nota Histórica: O hino citado, de 1945, é a versão popular e mais entoada pela torcida. O hino oficial do Clube de Regatas do Flamengo, de caráter mais solene, foi composto anteriormente por Paulo Magalhães, em 1919. G Letras Sentimentos em meu peito eu tenho demais A alegria que eu tinha nunca mais Depois daquele dia em que eu fui sabedor Que a mulher que eu mais amava Nunca me teve amor Sentimentos, sentimentos em meu peito eu tenho demais A alegria que eu tinha nunca mais Depois daquele dia em que eu fui sabedor Que a mulher que eu mais amava Nunca me teve amor Hoje ela pensa que estou apaixonado Mas é mentira está dando um golpe errado Agora estou resolvido A não amar a mais ninguém Porque sem ser amado não convém Sentimentos, sentimentos em meu peito eu tenho demais A alegria que eu tinha nunca mais Depois daquele dia em que eu fui sabedor Que a mulher que eu mais amava Nunca me teve amor Hoje ela pensa que estou apaixonado Mas é mentira está dando um golpe errado Agora estou resolvido A não amar a mais ninguém Porque sem ser amado não convém Agora estou resolvido A não amar a mais ninguém Porque sem ser amado não convém Fonte: LyricFind Compositores: Jose Augusto De Andrade (Mijinha)
5,0 de 5 estrelas Excelente Avaliado no Brasil em 10 de março de 2024 Formato: Capa ComumCompra verificada "Adorei a leitura, é divertida, irônica e simplesmente maravilhosa. Ah, é gostosinho de ler, quando você percebe, já acabou." CARTA 50 RICA A *** De Paris, 20 da lua de Ramazan, 1713 Nesta carta das Cartas Persas de Montesquieu, Rica escreve a ***** (um destinatário não nomeado) observando com ironia o comportamento da sociedade francesa, especificamente a vaidade e a modéstia fingida. Aqui estão os pontos principais: A Falsa Modéstia: Rica descreve como as pessoas falam de si mesmas. Ele nota que aqueles que dizem "sou um tolo" geralmente o fazem esperando que os outros os contradigam e os elogiem [1]. O Desejo de Superioridade: Ele observa que, em Paris, a conversa é uma disputa de egos. Ninguém quer parecer inferior; todos buscam brilhar e dominar o diálogo através da sagacidade ou da posição social [1, 2]. Crítica Social: Através do olhar estrangeiro ("estranhamento"), Montesquieu critica a hipocrisia europeia. Rica acha bizarro como os franceses dependem tanto da aprovação alheia para construir sua própria autoestima [2]. O Papel do "Eu": A carta destaca que o "eu" é onipresente nas conversas, mascarado por uma polidez que, no fundo, serve apenas para inflar o orgulho individual [1]. Em resumo, é uma sátira sobre como a aparência e o orgulho governam as interações sociais na França do século XVIII. Você gostaria de uma análise sobre como essa carta se conecta com a crítica política maior da obra?
CARTA 50 **Rica a *** Vi pessoas em quem a virtude era tão natural que não se fazia sentir; se apegavam a seu dever sem sujeitar-se a ele e o cumpriam como instinto; longe de realçar com seus discursos suas raras qualidades, parecia que elas não os haviam atingido. São essas as pessoas de que gosto; não esses homens virtuosos que parecem se surpreender de o serem e que consideram uma boa ação como um prodígio cujo relato deve deixar todos surpresos. Se a modéstia é uma virtude necessária àqueles a quem o céu concede grandes talentos, que se pode dizer desses insetos que ousam demonstrar um orgulho que haveria de desonrar os homens mais destacados? Vejo em toda parte pessoas que falam sem cessar de si; suas conversas são um espelho que apresenta sempre sua imagem impertinente; falam das menores coisas que lhes aconteceram e querem que o interesse que lhes emprestam aumente aos olhos dos outros; fizeram de tudo, viram tudo, disseram tudo, pensaram tudo; são um modelo universal, centro inesgotável de comparações, fonte de exemplos que não seca nunca. Oh! Como elogiar é insípido quando reflete para o local de onde vem! Alguns dias atrás um homem desse tipo aborreceu durante duas horas falando de seu mérito e de seus talentos; mas como não há movimento perpétuo neste mundo, parou de falar. A conversa então tocou a nós e aproveitamos a ocasião. Um homem, que parecia bastante amargurado, começou a se queixar do aborrecimento que causavam essas conversas. “O quê! Sempre todos que se descrevem a si próprios e que chamam a atenção de todos sobre si...” …Tens razão, interrompeu bruscamente nosso discursador. Só se deve fazer como eu. Nunca me elogio. Tenho bens, nascimento distinto, pago minhas contas, meus amigos dizem que tenho alguma inteligência, mas nunca falo sobre isso. Se possuo algumas boas qualidades, aquela que mais aprecio é minha modéstia.” Eu admirava esse impertinente e, enquanto ele falava bem alto, eu dizia bem baixinho: “Feliz daquele que tem bastante vaidade para nunca falar bem de si, que teme aqueles que o escutam e que não compromete seu mérito diante do orgulho dos outros.” De Paris, 20 da lua de Ramazã, 1713. S
Letter 50 Rica to * * * I HAVE met some people to whom virtue was so natural, that they were not even conscious of it; they applied themselves to their duty without any compulsion, and were led to it instinctively; far from making their own admirable qualities a subject of conversation, it seemed as if they were quite ignorant of their existence. Such people I love; not those men who seem to be astonished at their own virtue, and who look upon a good deed as a marvel the relation of which should excite wonder. If modesty is a necessary virtue in those to whom Heaven has given great talents, what is to be said of those insects who dare to exhibit a pride which would dishonour the greatest men? On every hand I meet people who talk constantly about themselves; their conversation is a mirror which reflects only their own impertinent faces; they will tell you of the merest trifles that happen to them, and expect the interest they take in them to magnify their importance in your eyes; they have done everything, seen everything, said everything, thought everything; they are a pattern of mankind, a subject of inexhaustible comparisons, a source of precedents which never dries up. Oh! how insipid is self-praise! Some days ago a man of this type worried us for two hours, about himself, his worth, his talents; but, since there is no such thing as perpetual motion, he had to cease. It was then our turn to talk and we took it. A man, who seemed sufficiently splenetic, commenced to grumble at the tediousness of conversation. “What! are there none but fools, who describe their own character and bring everything home to themselves?” “You are right,” replied our tattling friend abruptly. “Nobody does as I do; I never praise myself; I have means, am well-born, spend freely, and my friends say that I have some wit; but I never talk of all that; if I have any good qualities, that which I set most store by, is my modesty.” I wondered at this malapert; and while he was talking very loudly, I whispered, “Happy is he who has enough of vanity never to boast of his own qualities, who dreads the ridicule of his audience, and never hurts the pride of others by exalting himself!” Paris, the 20th of the moon of Rhamazan, 1713. Henrique e Juliano - CONSENTIMENTO (To Be Nova Iorque) Consentido - contido sentido - Com Sentimento ”Essa frase joga com a origem e a sonoridade das palavras para diferenciar a concordância prática do envolvimento emocional, algo muito presente na cultura popular e na etimologia. Aqui estão as principais formas de interpretar esse pensamento: 1. A Diferença na Música Sertaneja Muitas pessoas associam essa frase à música "Consentimento", da dupla Henrique & Juliano no Letras.mus.br, que diz explicitamente: "Não confunda consentimento com o sentimento". Consentimento: É o acordo mútuo para uma ação (como um beijo ou um encontro casual). É o "sim" consciente. Sentimento: É a conexão emocional, a paixão ou o amor, que o eu-lírico da música afirma não querer naquele momento. Letras.mus.br Letras.mus.br +2 2. Perspectiva Etimológica (Sentir Junto) Embora no dia a dia pareçam opostos, as palavras compartilham a mesma raiz no latim sentire (perceber pelos sentidos). Consentir: Significa, literalmente, "sentir com" ou "sentir junto" (con + sentire). É estar em harmonia ou de acordo com a vontade de outra pessoa. Com-sentimento: É uma brincadeira linguística que sugere que o ato de consentir deveria vir acompanhado de empatia ou afeto, e não apenas de uma autorização fria. www.emosciencia.com.br www.emosciencia.com.br +2 3. Reflexão Psicológica e Comportamental Na psicologia e na educação socioemocional, como explorado em portais como o Emosciência, o consentimento é visto como a base do respeito. www.emosciencia.com.br www.emosciencia.com.br Contido sentido: Pode ser interpretado como um sentimento que está guardado ou limitado a um acordo específico, sem transbordar para um relacionamento sério. Responsabilidade Emocional: Saber diferenciar um acordo casual de uma promessa de amor é essencial para manter a paz e evitar mágoas, como destacado em artigos sobre responsabilidade emocional no Campo Grande News. “ E a Vida Continua Paulinho da Viola Ouça agora e acompanhe a letra completa da música E a Vida Continua que está no álbum Meus Momentos: Paulinho Da Viola lançado em 2003 pela EMI Brazil ouvir E a Vida Continua Letra da música "E a Vida Continua" e a vida continua, e a vida continua... esse é um dito que todo mundo proclama o consolo dos aflitos e a desilusao de quem ama os sonhos nos acalentam os sonhos nos alimentam coisas que no mundo não tem e outro dia vém chegando e a gente sempre esperando aquilo que nunca vém e o que passou foi embora e o que vém não se sabe sozinho a gente chora.. compositores da letra: Madeira,Zorba Devagar
Tête de Femme Tête de Femme é uma pintura de 1941 de Pablo Picasso, criada durante o período de ocupação nazista em Paris. A obra pertence à série de retratos de Dora Maar, companheira e musa de Picasso, e exemplifica o estilo cubista tardio do artista. É notável pela força expressiva e pelas distorções geométricas que traduzem emoção e turbulência.
Fatos principais Ano: 1941 Artista: Pablo Picasso Técnica: Óleo sobre tela Sujeito retratado: Dora Maar Período: Cubismo tardio / Segunda Guerra Mundial
Contexto e criação Pintada em um momento de tensão pessoal e política, Tête de Femme reflete o isolamento de Picasso durante a Segunda Guerra Mundial. Dora Maar, fotógrafa surrealista e parceira do artista na época, foi retratada em múltiplas obras do período. O quadro expressa tanto intimidade quanto angústia, com cores fortes e formas fragmentadas que se entrelaçam para sugerir instabilidade emocional. Estilo e composição A pintura mostra uma cabeça feminina de perfil, desconstruída em planos angulares e contrastes de cor. O uso de contornos rígidos e justaposição de perspectivas simultâneas intensifica o efeito de tensão. Picasso combina abstração e traços reconhecíveis, preservando a essência do retrato ao mesmo tempo em que o dissolve em estruturas geométricas. Recepção e legado Tête de Femme é considerada uma das representações mais potentes da série de Dora Maar e um exemplo da maturidade artística de Picasso em tempos de conflito. A obra é frequentemente destacada em exposições e publicações sobre o período de guerra do pintor, simbolizando a fusão entre experiência pessoal e expressão política que marca seu trabalho dos anos 1940. estate chet baker