domingo, 19 de abril de 2026

O ESTREITO DA PALAVRA: ENTRE A DEFESA E O ACESSO

Trump diz que negociações com Irã podem ser retomadas 'em 2 dias'; EUA afirmam que navios recuaram após bloqueio O ESTREITO DA PALAVRA: ENTRE A DEFESA E O ACESSO (MUNDI OPERA — Ensaios sobre a Economia Invisível do Direito)
Da “stileza” do rábula à monetização do parecer oral: quando a forma jurídica passa a disputar com a substância o próprio sentido de justiça.


“A defesa não é uma verdade revelada, mas uma verdade construída.” — Francesco Carnelutti

“Ninguém morre enquanto permanece vivo no coração de alguém.”
Oscar Schmidt — 16/02/1958


"Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.” — João Guimarães Rosa

ARO HA – MUNDI OPERA

A tessitura que se apresenta não responde a perguntas formuladas, mas as incorpora silenciosamente. Como no gesto ensaístico em que a indagação se dissolve na própria resposta, o que se observa é um percurso em que Direito, linguagem e poder deixam de ser compartimentos estanques para se tornarem zonas de tradução do real. A figura inaugural não é institucional, mas empírica. Um defensor sem diploma, cuja legitimidade emergia da prática reiterada, da experiência absorvida no contato direto com o conflito. Não se tratava de precariedade, mas de um estágio anterior à formalização plena do saber jurídico. A chamada “stileza” — essa forma de acuidade não escolarizada — operava como tecnologia de acesso à justiça em contextos onde o Estado ainda não havia se completado. A substituição dessa figura por estruturas formalizadas não representa apenas avanço técnico. Representa deslocamento de poder. A exigência de inscrição, exame e filiação corporativa redefine quem pode falar em nome do Direito. A palavra deixa de ser instrumento e passa a ser prerrogativa. É nesse ponto que a oralidade retorna — não como resquício do passado, mas como produto sofisticado do presente. O parecer oral, agora reconhecido, tributável e protegido, inaugura uma nova economia da linguagem jurídica. Aquilo que antes circulava na informalidade passa a integrar o circuito oficial: a palavra como serviço, a escuta como valor, o aconselhamento como ativo. Mas a formalização da fala não elimina o problema essencial: o da correspondência entre forma e substância. Quando a palavra se monetiza, impõe-se a necessidade de seu lastro. O que legitima o honorário não é sua existência formal, mas a materialidade do trabalho que o sustenta. A dificuldade surge quando essa materialidade se torna opaca, difusa, ou deliberadamente vaga. Nesse cenário, a linguagem jurídica corre o risco de se autonomizar — de operar independentemente daquilo que deveria representar. A metáfora geopolítica oferece uma chave interpretativa. Tal como fluxos energéticos globais atravessam gargalos estratégicos, também os fluxos financeiros encontram seus próprios estreitos institucionais. A concentração de recursos em poucos canais — ainda que formalmente justificável — revela zonas de densidade onde técnica e influência se sobrepõem. Não é o volume, por si só, que inquieta, mas a dissociação entre o que se paga e o que se entrega. A vagueza descritiva, quando combinada à magnitude financeira, produz um ruído que o Direito não pode ignorar. O contrato, nesse contexto, deixa de ser apenas instrumento de vontade e passa a ser objeto de escrutínio material. A advertência clássica permanece: a defesa é construção. E toda construção exige elementos verificáveis. A ausência deles não conduz à neutralidade, mas à suspeita — não como juízo antecipado, mas como exigência de esclarecimento. Essa tensão não se limita ao plano privado. Ela se projeta sobre o próprio desenho institucional. Quando a função jurisdicional se aproxima da orientação pública — especialmente em ambientes de visibilidade — a distinção entre julgar e aconselhar torna-se tênue. A pedagogia institucional, embora legítima, exige limites claros para não se converter em atuação indireta. A crítica que emerge — a percepção de escassez de magistralidade — não aponta para a quantidade de juízes, mas para a rarefação de uma postura. Julgar implica conter-se. Implica resistir à tentação de participar do fluxo contínuo de opiniões que caracteriza o espaço público contemporâneo. Nesse ambiente, a advocacia — fortalecida em suas prerrogativas — encontra-se diante de um paradoxo estrutural. A ampliação de suas garantias visa proteger o exercício da defesa. Mas, sem mecanismos efetivos de verificação material, tais garantias podem ser instrumentalizadas para fins diversos daqueles que as justificaram. A linha divisória não é formal, mas teleológica. Não está na existência do parecer, mas em sua finalidade. Quando o vínculo entre serviço e remuneração se rompe, o que resta é uma aparência de legalidade desprovida de substância. É aqui que a moralidade pública deixa de ser categoria abstrata e assume função operativa. Não como juízo moralizante, mas como critério de consistência entre declaração e realidade. A tributação registra; não legitima. A formalidade documenta; não absolve.
“A sociedade pode enriquecer sem se desenvolver, quando aperfeiçoa seus mecanismos de exclusão.” — José de Souza Martins

Ao fundo, persiste a intuição literária: há sempre um sentente — aquele que vive o fato — e um sentidor — aquele que o traduz. O Direito se realiza no intervalo entre ambos. Quando essa distância se amplia em excesso, a linguagem jurídica deixa de mediar e passa a excluir. O percurso, então, não é de negação da técnica, mas de sua reconexão com a realidade que pretende ordenar. Entre o rábula e o parecerista, entre a oralidade e o documento, entre o acesso e a influência, o sistema jurídico brasileiro ensaia sua própria síntese. O risco não está na sofisticação, mas na dissociação.

INTERLÚDIO (para escuta e transição entre forma e realidade)
“A engrenagem não se revela pelo ruído, mas pela repetição.”

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ANEXO I — CURADORIA ANALÍTICA DA NOTÍCIA
Mandantes e mandatários: forma, fluxo e opacidade na arquitetura do poder financeiro

Texto-base: “Mandantes e mandatários”, de Carlos Andreazza, publicado em O Estado de S. Paulo (18 de abril de 2026).

1. Eixo central da narrativa: a insuficiência do primeiro círculo O texto parte de um ponto metodologicamente relevante: a crítica à suficiência explicativa da delação inicial de Daniel Vorcaro no contexto da Operação Compliance Zero. Há um risco recorrente de estabilização prematura da narrativa investigativa. A figura de Paulo Henrique Costa aparece como exemplo dessa possível saturação. Sua posição institucional não comportaria autonomia decisória compatível com operações bilionárias.
Leitura: distinção entre executor formal e centro decisório real.

2. Desproporção econômica como indício O contraste entre R$ 140 milhões e R$ 12 bilhões opera como chave interpretativa. Não é o número em si, mas o descompasso que revela: sub-representação de agentes centrais fragmentação da responsabilidade camadas de ocultação
Leitura: fluxos concentrados, autoria dispersa.

3. Mandatário vs. Mandante A distinção estrutura o texto: mandatário: executor mandante: decisor Surge a hipótese de vértice político associado a Ibaneis Rocha, tensionando a separação entre cadeia formal e cadeia real de decisão.

4. Limites da delação A delação deixa de ser eixo exclusivo. A investigação precede e excede o relato.
Leitura: verdade jurídica não segue ordem narrativa.

5. Engenharia da opacidade A atuação de Daniel Monteiro revela: estruturas jurídicas de dissimulação uso de fundos e empresas intermediárias circulação transversal de recursos
Leitura: a técnica jurídica como infraestrutura de fluxo.

6. Economia da linguagem jurídica Honorários elevados indicam: complexidade estrutural zona cinzenta entre consultoria e ocultação necessidade de lastro material
Leitura: a palavra jurídica como ativo exige correspondência.

7. Estratégia narrativa O texto jornalístico: desconstrói a aparência de completude reintroduz a dúvida desloca o foco para o invisível

8. Síntese interpretativa O caso revela: cadeia decisória estratificada economia de intermediação possível dissociação entre forma e substância

9. Convergência com MUNDI OPERA A notícia confirma empiricamente: a monetização da palavra a formalidade como possível biombo a centralidade da substância

10. Epígrafe de fechamento “Quando os caminhos do dinheiro se tornam mais complexos que os fatos que deveriam explicar, o problema deixa de ser contábil — e passa a ser jurídico.”

Conclusão do Anexo Entre mandatários visíveis e mandantes difusos, o poder não desaparece — apenas se redistribui. O desafio permanece o mesmo: não basta que a forma exista — é preciso que ela corresponda.



EPÍLOGO
“Aqui jaz a forma sem lastro — falou alto, circulou muito, mas não provou o que dizia.”

Ou, em registro mais sóbrio:

“Sem correspondência entre forma e causa, o Direito deixa de julgar — e passa a simular.”

sábado, 18 de abril de 2026

Homens de fé

"A pesquisa não é uma verdade revelada." Camila Rocha
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” — Jesus. (MATEUS, 7.24) 1 Os grandes pregadores do Evangelho sempre foram interpretados à conta de expressões máximas do Cristianismo, na galeria dos tipos veneráveis da fé; entretanto, isso somente aconteceu, quando os instrumentos da verdade, efetivamente, não olvidaram a vigilância indispensável ao justo testemunho. 2 É interessante verificar que o Mestre destaca, entre todos os discípulos, aquele que lhe ouve os ensinamentos e os pratica. Daí se conclui que os homens de fé não são aqueles apenas palavrosos e entusiastas, mas os que são portadores igualmente da atenção e da boa vontade, perante as lições de Jesus, examinando-lhes o conteúdo espiritual para o trabalho de aplicação no esforço diário. 3 Reconforta-nos assinalar que todas as criaturas em serviço no campo evangélico seguirão para as maravilhas interiores da fé. Todavia, cabe-nos salientar, em todos os tempos, o subido valor dos homens moderados que, registrando os ensinos e avisos da Boa Nova, cuidam, desvelados, da solução de todos os problemas do dia ou da ocasião, sem permitir que suas edificações individuais se processem, longe das bases cristãs imprescindíveis. 4 Em todos os serviços, o concurso da palavra é sagrado e indispensável, mas aprendiz algum deverá esquecer o sublime valor do silêncio, a seu tempo, na obra superior do aperfeiçoamento de si mesmo, a fim de que a ponderação se faça ouvida, dentro da própria alma, norteando-lhe os destinos. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 9 Homens de fé Pão Nosso #009 - Homens de fé NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 10 de mar. de 2022 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. Transcrição
Eurípedes Barsanulfo (1880–1918) foi um educador, político e médium brasileiro, amplamente conhecido como o “Apóstolo da Caridade” e também como um dos pioneiros do espiritismo no Brasil. Nascido em Sacramento (MG), destacou-se por fundar o Colégio Allan Kardec, a primeira escola espírita do país. Principais aspectos da sua trajetória: Nascimento e Educação: Nasceu em 1º de maio de 1880, em Sacramento-MG, demonstrando interesse precoce por literatura e intelecto. Ação Espírita: Fundou o Grupo Espírita Esperança e Caridade em 1905, após converter-se ao espiritismo. Educação: Fundou o Colégio Allan Kardec (1907), focando em educação gratuita para órfãos e necessitados. Político e Jornalista: Foi vereador e fundou a “Gazeta de Sacramento” para levar informação à população. Médium e Educador: Conhecido por suas extraordinárias faculdades mediúnicas tinha como seu guia espiritual Vicente de Paula. Era dedicado à educação gratuita de pobres e órfãos, atuando ativamente em trabalhos de caridade. Desencarnação: Faleceu precocemente aos 38 anos, em 1º de novembro de 1918, vítima da gripe espanhola, após se dedicar a socorrer doentes. Eurípedes é reconhecido por sua dedicação abnegada ao próximo e por ter unido educação secular e espiritual, deixando um legado de amor e caridade no triângulo mineiro, em todo Brasil e no mundo inteiro. #espirita #euripedesbarsanulfo #allankardec #chicoxavier #jesus
Retrato de Eurípedes Barsanulfo (1880–1918) Professor, médium e educador do Espírito A GAZETA DE SACRAMENTO A dinâmica de trabalho não conhecia cansaços no roteiro do jovem Eurípedes. Conhecido nos círculos culturais da cidade por sua participação conscienciosa no Grêmio Dramático Sacramentano, Eurípedes amplia suas atividades no campo da comunicação, criando com a colaboração de José Martins Borges, Leão de Almeida e Prof. Inácio G. Melo a Gazeta de Sacramento, que circulou, provavelmente até 1918. Esse periódico – o primeiro de Sacramento – era conhecido também nas cidades vizinhas. O Lavoura e Comércio, de Uberaba, em tiragem especial dedicada ao Município de Sacramento, em 1918, transcreve bem lançado artigo (editorial) inserto na Gazeta de Sacramento. S
Você está em: O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon > Jesus em casa de Zaqueu Jesus em casa de Zaqueu 4. Tendo Jesus entrado emJericó, passava pela cidade – e havia ali um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos e muito rico – o qual, desejoso de ver a Jesus, para conhecê-lo, não o conseguia devido à multidão, por ser ele de estatura muito baixa. – Por isso, correu à frente da turba e subiu a um sicômoro, para o ver, porquanto ele tinha de passar por ali. – Chegando a esse lugar, Jesus dirigiu paro o alto o olhar e, vendo-o, disse-lhe: Zaqueu, dá-te pressa em descer, porquanto preciso que me hospedes hoje em tua casa. – Zaqueu desceu imediatamente e o recebeu jubiloso. – Vendo isso, todos murmuravam, a dizer: Ele foi hospedar-se em casa de um homem de má vida. (Veja-se: “Introdução”, artigo – Publicanos.) Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, lhe disse: Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro tantos. – Ao que Jesus lhe disse: Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; – visto que o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido. (S.LUCAS, 19:1 a 10.) O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep102] Jesus em casa de Zaqueu (cap XVI, 4) Eleições 2024: Camila Rocha, cientista política e pesquisadora do Cebrap Jornal da Gazeta Estreou em 6 de out. de 2024 #JornalDaGazeta #HoraDoVoto #Eleições2024naGazeta A cientista político e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Camila Rocha, é entrevistada na Hora do Voto. Ela fez sua análise sobre as eleições de hoje. #HoraDoVoto #Eleições2024naGazeta

Fidelidade à fonte e fiel à mensagem?

"Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.” João Guimarães Rosa José de Souza Martins: O Brasil oculto da polarização "A partir de 1881, o analfabetismo voltava a vetar o direito de ser eleitor. A sociedade enriquecia, mas não se desenvolvia socialmente. O Brasil sempre foi bom em inventar discriminações e exclusões para se adaptar sem se transformar. Só em 1967, uma emenda à Constituição reconheceu aos analfabetos o direito de voto. Completava a Lei Áurea. Mas as graves imperfeições do sistema político continuam a mantê-los fora da cidadania. Nas eleições municipais de 2016, dos mais de 38 milhões de eleitores analfabetos, 44% se abstiveram, quase 17 milhões de eleitores. A polarização política não será superada enquanto o país for competente em eleger representantes do atraso social e do retrocesso político. Gente nascida e cevada nos chamados currais eleitorais dessa imensa e secular trama de armadilhas políticas à democracia. Há grandes e significativas exceções políticas, de cidadãos decentes e corajosos, empenhados no bem comum e no progresso político do país. Tomara Deus. Mas, Deus mesmo, se vier, que venha armado, como alertou Guimarães Rosa." Fidelidade à fonte e fiel à mensagem? Uma carta persa do Brasil ao olhar satírico de Londres 🖼️ Ilustração (à maneira de William Hogarth)
Ilustração satírica no estilo de Hogarth CARTA LXVII Do Brasil, a um nobre persa em Londres Meu estimado amigo, Se as artes, como me escreves, têm em Londres um intérprete tão engenhoso quanto o pintor que satiriza os vícios de tua cidade, creio poder assegurar-te que aqui, nestas terras do Novo Mundo, encontrei matéria que não lhe seria menos fecunda. Assisti recentemente a uma cena que, se transposta ao buril desse teu célebre observador dos costumes, produziria uma dessas composições morais em que cada figura parece ignorar o ridículo que encarna. Tratava-se de uma dama reputada por instruída, cuja função é narrar aos outros os acontecimentos do reino — não como um simples cronista, mas como um intérprete das intenções ocultas dos homens. Ela falava de um magistrado que, segundo dizia, apenas “exarara” um ato conforme a “jurisprudência cediça”. Confesso-te que, ao ouvir tais palavras, julguei estar diante de um escriba de tribunal e não de alguém que se dirige ao público. Mas logo percebi que essa linguagem não era acidente: era ornamento. Aqui, meu caro, não basta dizer — é preciso parecer dizer como aqueles que decidem. A palavra não serve apenas para esclarecer, mas para indicar proximidade com os que a inspiram. Assim, quem escuta não distingue se está diante de um relato ou de um eco. O mais curioso, porém, é a prudência com que essa dama se move. Declara com insistência que não há crime; repete que nada foi provado; e, no entanto, cerca essas negativas de tal forma que o espírito do ouvinte, conduzido com delicadeza, chega sozinho a conclusões que jamais foram afirmadas. Dir-se-ia que aqui descobriram a arte de acusar sem acusar, de sugerir sem dizer, e de convencer sem se comprometer. Imagino, então, como o teu artista londrino representaria tal cena: ao centro, a narradora, com uma pena numa mão e um espelho na outra — não para refletir a verdade, mas para refletir aqueles a quem deseja agradar. Ao redor, ouvintes de olhar elevado, como se a altura das palavras os elevasse também em entendimento, quando na verdade apenas os afasta da clareza. Lembrei-me, ao sair, de que os homens não temem tanto o erro quanto a simplicidade. Preferem ser enganados com elegância do que instruídos com franqueza. Se estas práticas chegarem um dia às tuas ruas — o que não duvido, pois os vícios viajam mais rápido que as virtudes —, aconselho-te a pedir ao teu pintor que as registre. Não para corrigi-las, pois isso seria tarefa ingrata, mas para que ao menos se possa rir delas com alguma consciência. Permaneço, como sempre, teu atento observador das delicadezas e dos artifícios dos homens, — Teu amigo nas terras do Brasil Nota editorial (contexto contemporâneo) Inspirado no espírito crítico de Montesquieu em Cartas Persas (1721), o texto propõe uma reflexão sobre práticas modernas de comunicação política e jornalística: a tensão entre fidelidade à fonte, construção narrativa e compreensão pública. Francis Fukuyama: The End of History Was Never What You Think Sam Harris 16 de abr. de 2026 Sam Harris speaks with Francis Fukuyama about liberal democracy, American politics, and global order. They discuss the misunderstood thesis of "The End of History," how conservatism has mutated into ethno-nationalism, the self-defeating extremes of both identity politics and neoliberalism, the damage of Trump's second term, the war in Iran, the future of Israel, antisemitism on the left and right, and other topics. Francis Fukuyama is the Olivier Nomellini Senior Fellow at Stanford University's Freeman Spogli Institute for International Studies and Director of Stanford's Ford Dorsey Master's in International Policy. One of the most influential political thinkers of his generation, he is best known for his 1992 book The End of History and the Last Man. His forthcoming memoir is In the Realm of the Last Man. Dr. Fukuyama has held distinguished appointments at Johns Hopkins, George Mason University, the RAND Corporation, and the U.S. Department of State's Policy Planning Staff. His articles can be read at Persuasion, and his podcast is Frankly Fukuyama. Website: francisfukuyama.com Stay updated on new episodes, essays, and events — subscribe to Sam Harris’s free newsletter: https://samharris.org/newsletter-signup/
sexta-feira, 17 de abril de 2026 O Brasil oculto da polarização, por José de Souza Martins* Valor Econômico Não é direita ou esquerda. É o nosso extremismo: somos radicalmente de extremo centro Parece que todos são contra a polarização política. À medida que o cenário das eleições se define, em particular a de presidente da República, vai ficando claro que, mais uma vez, o dilema é apenas o de optar por qual polarização. O Brasil tem mudado. Vai se ver, ficou no mesmo lugar. Os penduricalhos do oportunismo não o deixam mover-se. Há muita coisa por trás disso. Muita história, muitas acomodações, muitos interesses. Não é direita ou esquerda. É o nosso extremismo: somos radicalmente de extremo centro, que, na verdade, é o município e o regionalismo dele decorrente. Sobretudo, óbvios e conhecidos resíduos dos imensos e acumulados impasses a que o país se torne algo diferente do que sempre foi. Mesmo nossas revoluções são golpes, como em 1889, 1930 e 1964. A polarização nasceu com o Brasil, com a criação do primeiro município, o de São Vicente, em 1532. Estão aí os fundamentos da estrutura política da sociedade brasileira. A coisa era simples. Havia a Coroa, isto é, o poder do Estado português. E havia os municípios, então chamados “vilas”, o poder local e dos locais, a representação daquela parte da população reconhecida como gente, uma espécie de embrião minoritário e excludente da sociedade civil. Na verdade, a Coroa não patrocinou a ocupação do território descoberto. O rei não utilizou os meios do Estado para ocupar o que veio a ser o Brasil. Os particulares, com seus próprios recursos materiais e humanos, organizavam as expedições de caça aos indígenas, que trabalhariam para eles em troca da catequese. E de ocupação do território. Em compensação, os conquistadores recebiam reconhecimento simbólico do rei, através de títulos e de formalização jurídica das sesmarias, as concessões de terras. Era a base política do que veio a ser a corrupção no país. Tomavam do rei o que era deles mesmos, e não do rei. Por isso, no Brasil, a corrupção parece tão natural e até honesta. Os homens bons criavam o patrimônio do rei e com isso também tomavam do rei o que podiam. Não é estranho que ainda hoje, quando corruptos são apanhados, estranhem. E o próprio povo de vários modos não estranhe a corrupção porque não a considera como tal. Naqueles começos, nem todos os habitantes eram reconhecidos como gente. Os indígenas não o eram. Os negros escravizados trazidos da África tampouco. Para ser gente era preciso ter alma. Nos primeiros tempos, havia dúvidas quanto a se indígenas e negros tinham alma. Foi penosíssimo e lento o processo do reconhecimento suficientemente amplo de que tinham alma e eram gente. Ainda no século XVIII persistia a dúvida teórica, como vejo em documentos de uma pesquisa documental que fiz, aqui e em Portugal. A partir do século XIX a dúvida estava reduzida a saber e decidir quem podia ter direitos políticos, isto é, o direito de ser eleitor. As primeiras Constituições, desde a Independência, estabeleceram restrições a que alguém se tornasse eleitor. Até 1881 analfabeto podia votar porque eram raríssimos nas populações originárias os alfabetizados. Para ser eleitor o importante era ter cabedal. A riqueza “alfabetizava” os ricos analfabetos. O cabedal legitimava as diferenças sociais, um progresso na linha de definição da condição humana, desde vésperas da Independência, não mais por direito de nascimento. É que o dinheiro dissolve desigualdades não econômicas e de origem. Havia disfarces para a discriminação racial que agora tinha outras características: também aí ter cabedal era um deles. E havia uma hierarquia, quem tinha menos podia ser eleitor só no município, um pouco mais na província, muito nas eleições gerais. A partir de 1881, o analfabetismo voltava a vetar o direito de ser eleitor. A sociedade enriquecia, mas não se desenvolvia socialmente. O Brasil sempre foi bom em inventar discriminações e exclusões para se adaptar sem se transformar. Só em 1967, uma emenda à Constituição reconheceu aos analfabetos o direito de voto. Completava a Lei Áurea. Mas as graves imperfeições do sistema político continuam a mantê-los fora da cidadania. Nas eleições municipais de 2016, dos mais de 38 milhões de eleitores analfabetos, 44% se abstiveram, quase 17 milhões de eleitores. A polarização política não será superada enquanto o país for competente em eleger representantes do atraso social e do retrocesso político. Gente nascida e cevada nos chamados currais eleitorais dessa imensa e secular trama de armadilhas políticas à democracia. Há grandes e significativas exceções políticas, de cidadãos decentes e corajosos, empenhados no bem comum e no progresso político do país. Tomara Deus. Mas, Deus mesmo, se vier, que venha armado, como alertou Guimarães Rosa. *José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, em Genebra (1996-2007. Entre outros livros, é autor de “Desavessos” (Editora Com Arte).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Do campo ao Planalto: entre o passe e a decisão

Como funciona a relação entre política e esporte, no Brasil? Poesia | Se os tubarões fossem homens, de Bertold Brecht João Gilberto - Saudosa Maloca (1982) Lula atrás em pesquisas mostra desafio sobre até que ponto PT fala para o Brasil, diz professor Jairo Nicolau, professor da FGV CPDOC, analisou no Mercado Aberto, do canal UOL, o cenário eleitoral após divulgação das pesquisas recentes. Para ele, Lula e Flávio Bolsonaro possuem desafios distintos nas eleições. #MercadoAberto #canaluol #Política #Economia #Lula #FlávioBolsonaro #Eleições #MercadoFinanceiro #corte #canaluoltextos Do diálogo entre camisa 10 e camisa 9 às táticas do poder — quando pensar e romper também definem a política O futebol brasileiro pode ser contado como um diálogo antigo entre dois personagens: o camisa 10 e o camisa 9. Um pensa, o outro rompe. Um desenha o jogo, o outro rasga a linha final. Entre ambos, não há apenas um passe — há uma época inteira. Anos 60: o futebol como invenção Nos anos 60, quando o jogo ainda cabia na imaginação e no talento cru, Pelé e Coutinho, no Santos Futebol Clube, pareciam brincar de antecipar o futuro. Não havia rigidez: o 10 invadia a área, o 9 recuava para pensar. Era o futebol como invenção permanente, onde a tabelinha era quase um sussurro combinado antes do gol. Na mesma década, em outro registro, Tostão e Dirceu Lopes, no Cruzeiro Esporte Clube, refinavam a ideia de inteligência coletiva — um jogo de aproximação, de triangulações curtas, como se o campo fosse menor para quem pensava mais rápido. Anos 70: equilíbrio entre arte e força Os anos 70 trouxeram um futebol mais físico, mas sem abrir mão da arte. Ademir da Guia e César Maluco, na Sociedade Esportiva Palmeiras, representavam o equilíbrio entre cadência e explosão. Ademir era o tempo — desacelerava o mundo ao seu redor; César era o instante — o chute seco, o fim da jogada. Já Rivellino e Flávio Minuano, no Sport Club Corinthians Paulista, davam ao jogo um tom mais dramático: o drible largo, o chute de longe, a tentativa como estilo. E no Botafogo de Futebol e Regatas, Didi e Quarentinha haviam estabelecido um modelo quase didático: o passe como régua, o gol como consequência inevitável. Anos 80: o auge da síntese Nos anos 80, o jogo amadurece taticamente, mas ainda permite o brilho individual como centro gravitacional. Zico e Nunes, no Clube de Regatas do Flamengo, sintetizam essa fase: o 10 já é também finalizador, o 9 já participa da construção. O campo se alonga, a marcação aperta, mas a dupla encontra frestas — como quem conhece de memória os espaços invisíveis do jogo. Anos 90/2000: velocidade e precisão A partir dos anos 90 e, sobretudo, nos anos 2000, o futebol se globaliza, acelera e se torna mais vertical. Na Seleção Brasileira de Futebol, Rivaldo e Ronaldo transformam eficiência em arte: menos toques, mais precisão, como se cada jogada já nascesse sabendo onde terminaria. Ao lado deles, Ronaldinho Gaúcho reintroduz o improviso — lembrando que, mesmo na era da velocidade, o futebol ainda pode ser surpresa. Juiz de Fora: quando o improvável entra em campo Mas a história não se escreve apenas nos grandes estádios. Às vezes, ela escapa — como bola vadia — para campos improváveis. Em Minas, a Seleção Brasileira de Futebol de Pelé cruzou com o Tupi Football Club. Do outro lado, homens comuns. Entre eles, Moacyr Toledo. E então aconteceu o improvável: o empate. 📸 Registro do improvável
Legenda: Pelé (à esquerda) disputa a bola com Moacyr Toledo em jogo-treino da Seleção Brasileira de Futebol contra o Tupi Football Club, em 1966. (Acervo / reprodução) A fotografia prova: por um instante, não havia diferença. Apenas jogo. Do campo à política: o mesmo dilema Essa tensão entre pensar e romper — entre o cálculo e a ação — não pertence apenas ao futebol. Ela reaparece, com outros nomes, no coração da política. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, essa dualidade ganha forma na atuação de Guilherme Boulos e José Guimarães. Ambos encarnam uma velha encruzilhada: avançar rapidamente em pautas populares ou calibrar o passo para preservar alianças. Boulos, vindo dos movimentos sociais, atua como o “camisa 10” — mobilizador, ideológico, voltado à base. Defende mudanças imediatas, como o fim da escala 6×1, como resposta urgente à realidade social. Guimarães, operador experiente do Congresso, assume o papel do “camisa 9” — pragmático, negociador, atento ao momento do chute. Prefere a transição, o acordo, o tempo político necessário para viabilizar decisões. Essa diferença não é erro. É método. Assim como no futebol, onde o passe e a finalização precisam coexistir, o governo oscila entre impulso e cálculo. Mas, levada ao extremo, essa dualidade pode gerar ruído — como um time que não decide se acelera ou segura o jogo. O tempo das decisões O debate sobre a jornada 6×1 revela isso com clareza. Enquanto parte do governo pressiona por mudança imediata, outra reconhece os limites impostos pelo Congresso e pelo setor produtivo. No mundo, a redução da jornada já avançou. No Brasil, o caminho parece ser gradual — uma transição possível entre o ideal e o viável. Entre o passe e o gol No futebol, a jogada perfeita nasce do encontro entre quem pensa e quem executa. Na política, talvez não seja diferente. Entre o 10 e o 9, entre Boulos e Guimarães, entre o impulso e o cálculo, o que está em jogo é sempre a mesma coisa: o tempo certo. E, como naquela fotografia em Juiz de Fora, há momentos raros em que tudo se alinha — e o improvável deixa de ser exceção para se tornar história.
Boulos e Guimarães, duas táticas de Lula na cozinha do Planalto Publicado em 17/04/2026 - 07:43 Luiz Carlos AzedoBrasília, Congresso, Economia, Eleições, EUA, Europa, Governo, Memória, Partidos, Política, Política, Saúde, Sindicatos, Trabalho Ambos protagonizam uma velha encruzilhada dos governos de esquerda: avançar rapidamente em pautas populares ou calibrar o passo para preservar alianças e estabilidade Com a saída do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que disputarão as eleições como candidatos ao Senado, os principais operadores políticos do Palácio do Planalto passaram a ser Guilherme Boulos, na Secretária-Geral da Presidência, e José Guimarães, que substituiu Gleisi. Miriam Belchior assumiu a Casa Civil com foco na gestão administrativa do governo. Boulos e Guimarães têm perfis completamente diferentes. Ex-candidato a prefeito de São Paulo, Boulos construiu sua trajetória política a partir dos movimentos sociais, especialmente no campo da luta por moradia, o que lhe confere forte conexão com a militância de esquerda e com pautas de mobilização popular. Sua atuação no governo reflete essa origem: é um articulador de base social, voltado para sindicatos, movimentos organizados e partidos progressistas, com discurso mais ideológico e mobilizador. Já Guimarães representa a face pragmática do governo. Deputado experiente, com trânsito consolidado no Congresso, atua como operador político clássico, interlocutor do presidente junto ao Centrão e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para construir maiorias e viabilizar votações. Seu perfil é moderado, negociador capaz de fazer muitas concessões para colher resultados. Essas diferenças traduzem estratégias distintas dentro do próprio governo, as quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estimula como forma de ampliar sua margem de manobra. No caso da proposta de extinção da escala de trabalho 6 x 1, a divergência entre ambos se tornou explícita e revela duas táticas políticas em disputa no interior do Planalto para lidar com o Congresso no processo eleitoral. Levada à prática, porém, essa dualidade costuma causar mais problemas do que soluções. Leia também: Fim da escala 6×1 opõe Congresso e governo Boulos defende uma mudança imediata, sem transição prolongada, uma pauta urgente de justiça social e qualidade de vida. Para ele, a manutenção da escala 6 x 1 representa uma forma de exploração que compromete não apenas a saúde física e mental do trabalhador, mas, também, sua capacidade de convívio familiar e desenvolvimento pessoal. É contra qualquer tentativa de uma transição longa, com implementação gradual ao longo de anos, que seria uma forma de esvaziar politicamente a medida. Ao defender que o fim da escala seja “para agora”, Boulos revela uma estratégia eleitoral que busca mobilizar a base social do lulismo e alargar a chamada “economia do afeto” para vencer as eleições. Guimarães adota postura cautelosa. Embora não se oponha ao mérito da proposta, sinaliza abertura para negociação no Congresso. Inclusive, admite a possibilidade de uma transição. Sua preocupação central é garantir que a mudança seja aprovada sem provocar reação adversa do setor produtivo ou da maioria parlamentar, cuja composição é mais conservadora. Ao afirmar que o tema deve ser “discutido” e que o formato final dependerá do Congresso, Guimarães reforça sua lógica de construção gradual de consenso, sem rupturas políticas que possam comprometer a governabilidade. A oposição também vê a questão pela ótica eleitoral e, por isso, é contra. Debate chega atrasado Essa divergência expressa duas visões sobre o ritmo e o método de transformação social: uma é orientada pela pressão política e pela mobilização, representada por Boulos e os partidos de esquerda; outra, guiada pela negociação institucional e pelo cálculo de viabilidade, encarnada por Guimarães e os aliados do governo mais ao centro. Essa é uma velha encruzilhada dos governos de esquerda: avançar rapidamente em pautas populares ou calibrar o passo para preservar alianças e estabilidade. Leia mais: Governo admite transição no fim da escala 6×1 e expõe divergências internas O debate sobre a escala 6 x 1 chega até atrasado. A jornada 5 x 2, por exemplo, nos Estados Unidos, foi adotada por Henry Ford na sua linha de produção de automóveis, em 1926. O modelo brasileiro atual — de até 44 horas semanais — está entre os mais extensos em comparação com países desenvolvidos. Na Europa, observa-se uma tendência consolidada de redução da jornada, com ganhos de produtividade, avanço tecnológico e valorização do bem-estar. Países como Alemanha, Dinamarca e Noruega operam com cargas médias entre 26 e 28 horas semanais, enquanto a França adota uma jornada de cerca de 30 horas e a Itália, em torno de 35 horas. Esses modelos se apoiam em três fundamentos. O primeiro é econômico: trabalhadores menos exaustos tendem a ser mais produtivos. O segundo, social: jornadas menores ampliam o tempo disponível para educação, lazer e convívio familiar, contribuem para a coesão social e para economia do lazer e da cultura. O terceiro é tecnológico: a automação e a digitalização permitem produzir mais com menos horas de trabalho humano, torna possível redistribuir o tempo sem perda de eficiência. Jornadas de quatro dias (4 x 3) têm sido testadas em países como Reino Unido e Espanha. No Brasil, relações de trabalho marcadas por desigualdade e informalidade, somadas à baixa produtividade média, dificultam a adoção imediata de modelos mais avançados. Por isso, a tendência é a transição para o modelo 5 x 2, já presente em diversos setores. A proposta de jornadas mais curtas, como a 4 x 3, esbarra na maioria do Congresso. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #6x1, #Boulos, #congresso, #Guimarães, Lula 🎶 Playlist — O som do gol através do tempo (com links) Dê o play como quem revive: cada faixa é um instante congelado — o passe, o chute, o grito. Anos 60 — O futebol como invenção A Banda — Chico Buarque ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Chico+Buarque+A+Banda Mas Que Nada — Jorge Ben Jor ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Jorge+Ben+Jor+Mas+Que+Nada Anos 70 — Arte e força País Tropical — Jorge Ben Jor ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Jorge+Ben+Jor+Pa%C3%ADs+Tropical Como Nossos Pais — Elis Regina ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Elis+Regina+Como+Nossos+Pais Anos 80 — Síntese e brilho Tempo Perdido — Legião Urbana ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Legi%C3%A3o+Urbana+Tempo+Perdido Você Não Soube Me Amar — Blitz ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Blitz+Voc%C3%AA+N%C3%A3o+Soube+Me+Amar Anos 90/2000 — Velocidade e explosão É Uma Partida de Futebol — Skank ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Skank+%C3%89+Uma+Partida+de+Futebol Festa — Ivete Sangalo ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Ivete+Sangalo+Festa Juiz de Fora — O improvável eterno Romaria — Elis Regina ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Elis+Regina+Romaria Tocando em Frente — Almir Sater ▶️ https://www.youtube.com/results?search_query=Almir+Sater+Tocando+em+Frente 🎧 Coda Se o futebol é instante, a música é permanência. O gol dura segundos — a canção, décadas. E quando o leitor apertar o play, talvez perceba: o tempo não passou — ele só mudou de faixa. Se Edu Lobo - Reza — Vídeo TV Alemanha, 1966 A Banda - Lea Massari e Chico Buarque Mas, Que Nada! Jorge Ben Jor - País Tropical Elis Regina - Como Nossos Pais Legião Urbana - Tempo Perdido (Ao Vivo Especial) Você Não Soube Me Amar - Fernanda Abreu e Blitz [DVD Ao Vivo e A Cores] Skank - É Uma Partida De Futebol Ivete Sangalo - Festa (Video Clipe) Elis Regina - Romaria Tocando em Frente, por Almir Sater

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Impeachment, Poder e Institucionalidade: Entre a Doutrina e a Prática no Brasil Contemporâneo

“Oggi lo si è visto camminare sullo Stretto di Hormuz 😎😂” “Hoje ele foi visto caminhando sobre o Estreito de Hormuz 😎😂” A imagem mostra um homem caminhando sobre a água entre grandes navios petroleiros no Estreito de Hormuz — uma região estratégica para o transporte de petróleo. A cena faz referência simbólica ao “milagre” de andar sobre a água, associado a figuras religiosas. 👉 Em resumo: é uma crítica bem-humorada que mistura política, religião simbólica e atualidades para exagerar a importância ou a imagem de uma figura pública.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 Trump, o Jesus de hospício, por Rui Castro Folha de S. Paulo Já não basta a Trump ser o homem mais poderoso deste mundo; quer ser o do outro também Para a psiquiatria nos EUA, seu caso já é de camisa de força e doses triplas de sossega-leão Quais são os mais populares heróis de hospício? Perdão, quais são as figuras históricas que pessoas mentalmente comprometidas mais são dadas a interpretar nas casas de repouso? Pelos compêndios, os campeões são Napoleão, Sherlock Holmes, Elvis Presley e Jack, o Estripador. Para as mulheres, Cleópatra, a rainha Elizabeth e Marilyn Monroe. Mas há uma figura que supera todas as outras, e que a ciência já nem considera: Jesus Cristo. O que leva esses infelizes a se julgarem tais mitos? Segundo os especialistas, são desvios de várias categorias, levando à troca de identidade. Não quer dizer que todos os assolados por esses males tenham os ditos delírios. Só mesmo os muito, muito graves, acometidos pelo que tecnicamente se chama "complexo de messias". É como aliviam seu ego do complexo de inferioridade e de insegurança, criando uma identidade de grandeza compensatória. Os personagens heroicos lhes conferem a ilusão de importância e poder em grau máximo. Estes são textos de psiquiatras que colhi por acaso na literatura médica há alguns dias. Pois não é que, na segunda-feira (13), o mundo foi surpreendido pela chegada do novo messias há tantos séculos esperado? E logo quem! Donald Trump, o homem mais poderoso do mundo em sua condição civil de presidente dos Estados Unidos! Num pôster oficial da Casa Branca, surgiu-nos como ninguém menos que Jesus Cristo, com um facho de luz na mão esquerda, enquanto, com a direita, salva um moribundo. À sua volta, um soldado, uma enfermeira, uma fiel e um homem com um boné do MAGA ("Make America Great Again"), todos abençoados por águias e soldados celestiais e pela bandeira americana. Não há uma terceira via. Ou são loucos os fiéis a esse Trump senhor do céu e da Terra ou o louco será única e apenas Trump, por acreditar em si próprio. A favor da segunda opção, levantam-se sérios profissionais da medicina nos EUA, para os quais o presidente já é caso de camisa de força e doses triplas de sossega-leão. Que isso nos previna contra os messias do nosso hospício. Capinan, com Geraldo Azevedo ao violão - TE ESPEREI - Capinan - Gereba - ano de 1988 luciano hortencio 20 de abr. de 2015 Capinan, com Geraldo Azevedo ao violão - TE ESPEREI - Capinan - Gereba. Álbum: Capinan - O Viramundo - 21 Anos de Tropicalismo. Ano de 1988.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 A insanidade tomou a Casa Branca, por Maria Hermínia Tavares Folha de S. Paulo Nação mais poderosa do mundo é conduzida por um desvairado Ao contrário das autocracias, democracias têm recursos para conter aspirantes a ditadores Não poderia ter acontecido, mas aconteceu. A nação mais poderosa do planeta passou a ser conduzida por um desvairado. A lista dos desatinos de Donald Trump é estarrecedora. No plano interno, desorganizou a administração pública; desencadeou o terror contra os imigrantes; ameaçou as melhores universidades; pôs em xeque a pesquisa científica; chantageou a mídia e espalhou a incerteza sobre o que está por vir. Já no plano externo, virou de ponta-cabeça o comércio mundial; tratou aliados como inimigos; ameaçou anexar nações soberanas; invadiu a frio uma, a Venezuela, e sequestrou seu ditador; iniciou a guerra que incendeia o Oriente Médio; xingou o papa. Agora, perpetrou mais um ato que lhe daria direito a uma camisa de força: na segunda-feira (13), estampou na rede Truth Social uma imagem produzida por IA em que paira fantasiado de Cristo benzendo um doente. Ao contrário das autocracias, os regimes democráticos contam com recursos para conter aspirantes a ditadores —menos, ou mais, doentes da cabeça. São os famosos freios e contrapesos institucionais e sociais —entre eles, o impeachment— e eleições. Todos, porém, têm seus limites. E o que o mundo civilizado, embora estarrecido, assiste nos EUA é a um grande experimento das possibilidades e limitações desses instrumentos de contenção. Freios e contrapesos erguem barreiras ao poder discricionário do governante eleito. Ganham vida nas prerrogativas do Legislativo e do Judiciário; na existência de organismos independentes de supervisão e controle; nas atribuições de governos subnacionais em sistemas federativos. Ganham forma também na existência de uma imprensa livre e plural, de redes sociais críticas ao governo e de organizações autônomas da sociedade civil. Mesmo sob Trump, os EUA contam com freios e contrapesos sociais azeitados: basta ver as manifestações de massa sob a bandeira do "No Kings"; as redes de solidariedade que tratam de proteger os imigrantes; a imprensa livre e a batalha diária nas universidades para assegurar a liberdade de pensamento. Já os mecanismos institucionais vêm mostrando limitada eficácia. Os tribunais inferiores têm conseguido reverter muitas das iniciativas da Casa Branca, mas a Corte Suprema, de maioria republicana, pouco fez. Dentro de suas fronteiras, governadores democratas são voz sonora e escudo de proteção contra os desmandos da burocracia trumpista. Mas a maioria republicana no Congresso bloqueia qualquer medida mais contundente —especialmente o recurso extremo do impeachment. Eleições livres e limpas, embora não tendo barrado a ascensão de Trump, são uma possibilidade de contê-lo, se os democratas obtiverem maioria no Senado no fim do ano; ou de abreviar sua estada no poder, se forem criadas condições para impeachment; ou ainda a oportunidade despachá-lo no fim do mandato. Na contramão do pessimismo sobre o destino da democracia, eleições têm sido um caminho para derrotar populistas autoritários. Aconteceu no Brasil, na Polônia e, agora, na Hungria. Podem ser também o caminho para livrar o mundo de quem, mesmo não sendo a divindade que delira ser, pode nos levar ao armagedon.
“Em suma, o governo não é conservador em sua essência ideológica, mas atua de forma pragmática e moderada, incorporando elementos conservadores em sua gestão para sobreviver politicamente e manter a estabilidade institucional DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar +1“ quinta-feira, 16 de abril de 2026 Lula, Flávio, as classes médias e a maldição de Marilena Chauí, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Pesquisa Quaest indica percepção negativa sobre o custo de vida e o poder de compra, especialmente entre os segmentos de renda intermediária Desde o golpe de 1964, a esquerda brasileira tem dificuldade de compreender o comportamento das classes médias na política. À época, a deriva à direita desses segmentos da população deu base social ao golpe militar, inviabilizando qualquer resistência do governo João Goulart. Também foi o apoio das classes médias, devido ao chamado “milagre econômico”, que garantiu o grande respaldo obtido pelo governo fascista do general Emilio Médici na sociedade. A volta do pêndulo se deu apenas em 1974, em consequência do primeiro choque do petróleo, do fracasso econômico do general Ernesto Geisel e da alta da inflação, que atingiu indistintamente a grande massa de assalariados, inclusive os de classe média. O resultado foi uma surra do MDB no partido do governo, a Arena, em novembro daquele ano. Historicamente, a noção de “classes médias”, no plural, é central para compreender a política brasileira. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nessa quarta-feira, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 40%, empatados tecnicamente em um eventual segundo turno das eleições 2026. É a primeira vez na Quaest que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente, embora em empate técnico. Na pesquisa anterior, o percentual era de 41% cada. A vantagem do presidente era de 10 pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora, em abril, Flávio tem vantagem de dois pontos diante do petista. O principal terreno da disputa entre ambos é esse estrato heterogêneo, que vai da chamada classe C, com renda familiar entre cerca de R$ 3 mil e R$ 10 mil, até a classe B, com rendimentos superiores e maior capital educacional, aproximando-se da elite (classe A). Essa diversidade interna é decisiva para entender o deslocamento desses segmentos para posições mais críticas ao governo e mais abertas à oposição. Do ponto de vista sociológico, há duas interpretações que ajudam na análise desse movimento. Para o sociólogo Jessé Souza, a classe média brasileira é marcada por um ethos de distinção e por uma visão moralizada da política, frequentemente pautada pelo combate à corrupção e pela rejeição simbólica às camadas populares. Já Marcelo Neri, a partir de uma abordagem empírica baseada em renda e consumo, enfatiza a ascensão da “nova classe média” durante os anos 2000, destacando sua sensibilidade a ciclos econômicos: quando a renda cresce, ela tende a apoiar governos; quando o poder de compra se deteriora, seu comportamento se torna mais volátil e crítico. Dilema do meio A pesquisa Quaest mostra o desgaste do governo Lula nos estratos de renda intermediária e mais alta. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, faixa que concentra a classe média tradicional, a desaprovação chega a 62%, contra apenas 35% de aprovação. Já entre aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos, a chamada “nova classe média”, a desaprovação também é majoritária, em torno de 57%, com aprovação de 38%. A linha de sustentação do governo está ficando cada vez mais restrita à base de renda mais baixa, com aprovação de 57% entre os que ganham até dois salários mínimos. O lulismo continua ancorado nos segmentos populares, principalmente os beneficiados pelas políticas de transferência renda. Porém, enfrenta dificuldades crescentes no “meio” da pirâmide social. Isso se confirma quando observamos a escolaridade: entre eleitores com ensino superior, a desaprovação alcança 62%, contra apenas 34% de aprovação. Ou seja, a principal perda de sustentação ocorre entre os mais escolarizados, característica das classes médias urbanas. A pesquisa indica percepção negativa sobre o custo de vida e o poder de compra, especialmente entre os segmentos de renda intermediária. Esse grupo é o mais exposto ao endividamento, à inflação de serviços e ao encarecimento de itens essenciais, sem contar com a rede de proteção social que beneficia os mais pobres. Trata-se do “dilema do meio”, ou seja, da insatisfação dos indivíduos que não são pobres, mas, tampouco, conseguem sustentar o padrão de vida da classe média tradicional. Avançam os candidatos de oposição, como Flávio Bolsonaro, que capitalizam o descontentamento econômico, as pautas da segurança e as ineficiências do Estado, além da corrupção. A desaprovação ao governo é particularmente elevada entre eleitores independentes — chegando a 57% contra 32% de aprovação —, um grupo onde a classe média tem peso significativo e que costuma decidir eleições. O enfraquecimento de Lula nas classes médias combina percepção econômica negativa, frustração de expectativas e mudança de humor político. É aí que chegamos à maldição da filósofa Marilena Chauí, professora da USP, que descreve a classe média brasileira como portadora de uma “consciência autoritária”, marcada pela aversão ao conflito social e pela tendência a responsabilizar o Estado e os pobres por suas frustrações. A tese é controversa, porém, faz sentido quando seus segmentos migram rapidamente para opções políticas mais conservadoras.
quinta-feira, 16 de abril de 2026 ‘No pasarón’, por William Waack O Estado de S. Paulo A crise entre os Poderes, com o Supremo e o Executivo unidos, está escalando A operação de salvamento do STF da atual crise de credibilidade e legitimidade parece baseada em ordens que se tornaram célebres na história militar. Por não funcionarem. “É proibido recuar”, diz a ordem, geralmente dada quando não se sabe mais o que fazer. No caso do STF, é preciso saber se há contingentes suficientes para cumprir essa ordem. Não há mais uma direção central dizendo por onde caminhar. E as diferentes posturas para sair da crise estão aprofundando um racha inédito. Pelo menos uma ala dentro da Corte acha que fincar o pé no lugar é uma postura fatal. O que ala significativa do STF não parece reconhecer é o quanto a crise pela qual passa a instituição se transformou em importante fator eleitoral. A principal explicação para o ineditismo de uma CPI tentar indiciar ministros do Supremo (e o PGR) reside nesse fato: o Supremo passou a simbolizar um “sistema” que as pessoas, por variadas razões, enxergam como intolerável. A reação da ala “dura” do STF é uma escalada na crise institucional e uma demonstração de que muitos dos ministros consideram possível ignorar o contexto político mais amplo. Do lado institucional, intimidar parlamentares sugerindo a cassação ou pedir ao Ministério Público abertura de ação contra o relator da CPI têm pouca possibilidade de acuar o Congresso e grande probabilidade de aglutiná-lo contra o STF – mais um elemento de confronto entre os Poderes. Do lado político, aqueles que o STF considera como “detratores” (na imprensa e no Congresso) são vistos por enorme parcela da sociedade como “corajosos” ou “heróis”. Em bom português, não colou o argumento de que críticas ao Supremo são críticas à democracia. O foco das críticas hoje é o comportamento individual de integrantes baseadas em fatos incontroversos. Esse tipo de situação supera em muito a capacidade de articulação de bastidores entre Executivo e STF, do tipo que levou à rejeição do relatório indiciando os ministros. Não há saída em horizonte de curto ou sequer médio prazos. O STF é hoje causa e consequência de um incontornável desequilíbrio nas relações entre os Poderes. O escândalo do Master e seus desdobramentos, em função de investigações e delações, criaram nesse “caldo de cultura” político o espectro de algum tipo de desobediência civil mais adiante. É uma preocupação já externada (não em público) por autoridades responsáveis pela manutenção de ordem. Difícil prever como aconteceria, mas, dependendo do resultado eleitoral, o mais provável seria uma afronta ao STF vinda de um dos Poderes, não necessariamente por processo de impeachment. É o que tornaria fútil qualquer ordem do tipo “proibido recuar”. ‘No pasarón’, por William Waack Waack: CPI do Crime Organizado cai, mas pressão sobre o STF cresce
Gilmar Mendes aciona PGR para investigar senador Alessandro Vieira Uma eventual condenação pode tornar Vieira inelegível para as eleições de outubro PODER360 15.abr.2026 (quarta-feira) - 20h41 O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes encaminhou nesta 4ª feira (15.abr.2026) uma representação à PGR (Procuradoria Geral da República) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O magistrado pede que o integrante do Senado Federal seja investigado por suposto abuso de autoridade. Leia na íntegra o ofício [PDF – 227 KB] Gilmar Mendes argumenta que Alessandro Vieira cometeu “desvio de finalidade” ao atuar como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. No relatório final da comissão, Vieira sugeriu o indiciamento do ministro por crime de responsabilidade. O senador também propôs indiciar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A medida foi alvo de críticas por parte dos magistrados da Corte. Uma eventual condenação pode tornar Vieira inelegível para as eleições de outubro. REAÇÃO DE ALESSANDRO VIEIRA Na 3ª feira (14.abr.2026), o senador declarou que não se submeterá a pressões: “As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país”. Ele afirmou que manterá sua postura no cargo. Na peça enviada à PGR, Mendes classificou o texto de Vieira como um “juvenil jogo de palavras” e definiu o indiciamento como um absurdo jurídico (“teratologia”). Segundo o ministro, o escopo da CPI era a repressão a milícias e ao tráfico, não a apuração de infrações administrativas. O magistrado sustentou que o indiciamento é um recurso do Direito Penal e Processual Penal, o que não se aplica a crimes de responsabilidade. Ele mencionou o artigo 148 do Regimento Interno do Senado para reforçar que o senador não tem competência para indiciamentos não penais. CONGRESSO NACIONAL SE REÚNE Nesta 4ª feira (15.abr.2026), congressistas de oposição, incluindo Marcel van Hattem (Novo-RS) e Bia Kicis (PL-DF), reuniram-se por cerca de 30 minutos com os ministros Luiz Fux e André Mendonça. No Salão Verde da Câmara dos Deputados, Kicis afirmou que o STF está em “guerra” com o Congresso Nacional. autores PODER360
Introdução — A engrenagem silenciosa da responsabilização Poucos instrumentos são tão reveladores da maturidade institucional de uma democracia quanto o impeachment. No Brasil, esse mecanismo — simultaneamente jurídico e político — expõe, em momentos de crise, as tensões entre legalidade, poder e legitimidade. A permanência da Lei nº 1.079/1950 no ordenamento posterior à Constituição Federal de 1988 não representa um resquício histórico, mas uma escolha institucional consciente: preservar um instrumento de responsabilização, adaptando-o às exigências do Estado Democrático de Direito. Nesse arranjo, consolidou-se uma tradição singular, na qual o Senado Federal atua como tribunal político sob a presidência do Supremo Tribunal Federal, equilibrando forma jurídica e substância política. 1. A Lei de 1950 sob a Constituição de 1988: continuidade com contenção A Constituição de 1988 não rompeu com o passado normativo do impeachment; antes, o reinterpretou. A Lei nº 1.079/1950 foi recepcionada com seus fundamentos preservados, mas submetida a uma leitura conforme os princípios democráticos. A jurisprudência consolidada reforçou: o devido processo legal; o contraditório; a ampla defesa. Esse movimento desloca o impeachment de um campo predominantemente político para uma zona híbrida, onde a política permanece decisiva, mas não pode prescindir de fundamentação jurídica consistente. Casos como os de Fernando Collor e Dilma Rousseff evidenciam esse modelo. 2. O Senado como tribunal político: função e ambiguidade A Constituição atribui ao Senado Federal a competência para julgar autoridades por crimes de responsabilidade, incluindo: Presidente da República; Ministros do Supremo Tribunal Federal; Procurador-Geral da República. Esse desenho evita a concentração de poder no Judiciário, mas incorpora uma ambiguidade estrutural: o julgamento é conduzido por agentes políticos. Assim, estabelece-se uma equação delicada: a legalidade orienta, mas a política decide. 3. Doutrina e experiência histórica A tradição jurídica brasileira consolidou o impeachment como instrumento de contenção do poder, inserido na normalidade institucional — não como ruptura. A experiência autoritária do período pós-1964 reforçou a percepção de que mecanismos legais de responsabilização são preferíveis à supressão abrupta da ordem constitucional. 4. Da teoria à prática: limites contemporâneos A aplicação contemporânea do impeachment revela um dado central: sua efetividade depende menos da consistência jurídica e mais da viabilidade política. Em sistemas fragmentados, iniciativas de responsabilização enfrentam: resistências corporativas; rearranjos regimentais; bloqueios institucionais indiretos. 5. Imunidade e responsabilização: o dilema estrutural A responsabilização de autoridades de cúpula expõe um dilema clássico: a imunidade protege o exercício da função; mas pode dificultar a responsabilização. O problema não reside na ausência de instrumentos, mas na sua aplicação seletiva. 6. Política, carreira e legitimidade A transição entre funções técnicas e atuação política evidencia tensões entre: legitimidade democrática (voto); expectativa de neutralidade institucional. Esse fator influencia inclusive a dinâmica das instituições superiores. 7. Linguagem e poder: tradição e permanência A reflexão clássica sobre limites do poder permanece atual: instituições operam sob condicionantes históricos e políticos, e sua estabilidade depende tanto de normas quanto de comportamento institucional. 8. Epílogo — A política como navegação em tempo real
A política contemporânea opera sob monitoramento constante da opinião pública. Pesquisas funcionam como instrumentos de navegação estratégica. Governar tornou-se, em grande medida, ajustar rotas em tempo real — evitando rupturas, controlando dissidências e preservando a estabilidade. 📌 [INSERÇÃO DE ILUSTRAÇÃO — POSIÇÃO EDITORIAL RECOMENDADA] Local: imediatamente após o Epílogo, antes dos Apêndices. 🎥 Vídeo de Referência — História Institucional da OAB “A OAB já foi extinta? Conheça a história do Exame de Ordem que muitos omitiram” https://www.youtube.com/watch?v=G3hqBlRbo34 Síntese Analítica O conteúdo evidencia que a Ordem dos Advogados do Brasil já enfrentou momentos de supressão e restrição institucional, sobretudo em contextos autoritários. A relevância dessa memória histórica é tripla: demonstra a fragilidade das instituições sob pressão política; reafirma o papel da OAB como entidade de resistência; ilumina o presente ao indicar que a erosão institucional pode ocorrer de forma gradual. Apêndice I — Institucionalidade versus Constitucionalidade 1. Conceitos fundamentais Institucionalidade: funcionamento formal das instituições. Constitucionalidade: conformidade material com a Constituição. A tensão surge quando há forma sem substância. 2. 1965: institucionalidade autoritária O Ato Institucional nº 2 extinguiu partidos políticos e impôs um sistema bipartidário, sob uma lógica formalmente organizada, porém incompatível com a democracia. 3. 1988: recomposição democrática A Constituição de 1988 restaurou direitos fundamentais e o equilíbrio entre os Poderes, sem eliminar totalmente o risco de distorções. 4. Regimentos internos e desvios contemporâneos Normas internas podem: preservar a forma; alterar o conteúdo; dificultar mecanismos de controle. 5. Corporativismo institucional A autoproteção entre elites institucionais limita a eficácia dos mecanismos de responsabilização. 6. O impeachment como tensão estrutural A Lei nº 1.079/1950 permanece instrumento legítimo, porém politicamente sensível. 7. Forma versus substância A experiência brasileira demonstra que pode haver institucionalidade sem plena constitucionalidade. Apêndice II — Recepção da Lei de Impeachment e Superação da Lei de Segurança Nacional 1. Continuidade normativa A Lei nº 1.079/1950 foi recepcionada pela Constituição de 1988 mediante interpretação conforme os princípios democráticos. 2. A trajetória da Lei de Segurança Nacional Historicamente associada a períodos autoritários, sua compatibilidade com a democracia foi amplamente questionada. 3. A inflexão de 2021 A Lei nº 14.197/2021: revogou a Lei de Segurança Nacional; incorporou novos tipos penais ao Código Penal; redefiniu o foco da proteção institucional. 4. Continuidade e ruptura Lei do Impeachment: adaptada; Lei de Segurança Nacional: superada. 5. Do Estado à democracia A mudança central foi a substituição da lógica de defesa do Estado pela proteção do Estado Democrático de Direito. 6. Consideração final Ambos os movimentos refletem o mesmo desafio histórico: construir mecanismos de controle compatíveis com a democracia sem reproduzir práticas autoritárias. Peça Institucional — Representação à OAB À ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB) Conselho Federal Ref.: Defesa das prerrogativas parlamentares e do Estado Democrático de Direito Interessado: Procuradoria-Geral do Senado Federal Representado: Senador Alessandro Vieira I – DOS FATOS O Senador Alessandro Vieira, no exercício de suas funções como relator de Comissão Parlamentar de Inquérito, apresentou relatório contendo conclusões sobre organizações criminosas e autoridades públicas. O relatório foi rejeitado por maioria em sessão de 13 de abril de 2026, em meio a controvérsias regimentais. Posteriormente, surgiram manifestações indicando possível responsabilização do parlamentar por abuso de autoridade. II – DO EXERCÍCIO LEGÍTIMO DO MANDATO A Constituição assegura: liberdade de investigação; autonomia na relatoria; independência funcional. III – DO PAPEL DA OAB A OAB possui função institucional de defesa: da Constituição; das garantias fundamentais; do equilíbrio entre os Poderes. IV – DA NECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO A situação demanda reflexão sobre: limites entre controle e intimidação institucional; preservação da independência parlamentar; riscos à atividade investigativa do Legislativo. V – DO PEDIDO Requer-se: análise institucional dos fatos; eventual manifestação pública em defesa das prerrogativas constitucionais; comunicação ao Supremo Tribunal Federal reafirmando a harmonia entre Poderes. VI – CONCLUSÃO A presente iniciativa visa preservar o equilíbrio institucional e prevenir erosões graduais da ordem constitucional. Procuradoria-Geral do Senado Federal Brasília, abril de 2026 Conclusão Geral O Brasil não carece de instrumentos institucionais para controlar o poder. A Lei nº 1.079/1950 permanece funcional sob a Constituição de 1988. A legislação penal foi atualizada para proteger a democracia. O desafio central é outro: a disposição efetiva de aplicar essas normas — inclusive contra os próprios detentores do poder. Entre teoria e prática, entre forma e substância, reside o verdadeiro teste do Estado Democrático de Direito. quinta-feira, 16 de abril de 2026 Poesia | Capinan - Te esperei - com violão de Gerado Azevedo
Bukele cede a la IA de Google la gestión médica en El Salvador El programa podrá crear desde un informe clínico hasta hacer el seguimiento de pacientes crónicos BRYAN AVELAR México El presidente Navib Bukele ha emprendido otro experimento tecnológico en El Salvador. Su apuesta es esta vez con la salud. En una cadena nacional de radio y televisión anunció el martes que cederá gran parte de la gestión del sistema ma público de sani dad a un sistema de inteligencia artificial de Google. Los salvadoreños tendrán acceso a la aplicación móvil llamada Dr. SV, que creará un expediente clínico único, dará orientación inicial, asignará exámenes de laboratorio, programará consultas virtuales o presenciales con médicos en caso de que determine que sea necesario y dará seguimiento diario al tratamiento de pacientes con enfermedades crónicass como diabetes, hi pertensión o colesterol alto. En una reunión retransmitida en redes sociales, el mandatario conversó con Guy Nae, director de Google Cloud para el Sector Público en América Latina, y tres expertos en medicina e IA. Durante la cita, en un salón de la Casa Presidencial, en San Salvador, Nae ехplicó que el proyecto, anunciado en noviembre, ha iniciado su segunda etapa, que consiste en implementar la IA de Google para estudiar y dar seguimiento a раcientes con enfermedades crónicas. "En algún momento estaremos tratando cáncer, haciendo cirugías", prometió Bukele. Bukele y expertos en IA, reunidos el martes, en una imagen de la presidencia de El Salvador. do el mejor sistema de salud del mundo", dijo el presidente. El anuncio se da en medio de fuertes críticas del sector médico, después de que el Gobierno despidiera a 7.700 empleados del sistema de salud el pasado año. entre médicos generales, especialistas, internistas, enfermeros y personal de atención básica. plicó que están llevando a cabo un estudio para determinar cuál es el efecto del soporte de la IA en la precisión diagnóstica de los doctores. Y añadió que todo se está haciendo con supervisión del Comité de Ética de El Salvador. una entidad desconocida públicamente. Tampoco se sabe quiénes son los médicos a cargo de las consultas por la aplicación. Cada salvadoreño podrá descargar la aplicación, creará un expediente y con ayuda de la IA ingresará sus síntomas. Esta le designará una llamada con un médico, quien le diagnosticará. Posteriormente, la IA le recomendará qué exámenes hacer y dará seguimiento a su tratamiento para consultas eventuales o para enfermedades crónicas. "Me emociona mucho porque estamos creanEl médico experto en IA Edgardo Von Euw dijo que "el espíritu de este programa es que ningún salvadoreño con una enfermedad crónica se quede sin saberlo y que nadie que lo sepa se quede sin tratamiento". Y agregó: "La inteligencia artificial nos va a ayudar mucho porque va a evaluar los factores de riesgo que están hoy en los expedientes". Stella Aslibekyan, epidemióloga de la Universidad de Alabama, en Birmingham, exLa aplicación Dr. SV es un experimento controlado por Google con el que la empresa tendrá acceso a datos de salud de los salvadoreños. Algunos expertos señalan que la cesión de estos datos a sistemas inteligentes tiene riesgos como la pérdida de la privacidad y el posible uso indebido de la información personal. Bukele se ha lanzado a las misteriosas aguas de un mesianismo tecnológico con el que pretende reconfigurar no solo la forma de ejercer el poder, sino cambiar su país, uno de los más pobres y atrasados del continente. El presidente ya había adoptado el bitcoin como moneda de curso legal. Sin embargo, el experimento fracasó y apenas un pequeño porcentaje apenas in pequeno p de los salvadoreños usó la moneda, según un informe de la organización Cristosal, que advirtió que el Gobierno obierno invirti invirtió 329 mi llones de dólares (unos 279 millones de euros) en su implementación. Bukele decidió retirar la moneda el año pasado. Aunque se desconocen los detalles del proyecto, se sabe que el acuerdo establece una relación con Google de siete años y que se destinarán al menos 500 millones de dólares a implementarlo. quinta-feira, 16 de abril de 2026 Música | Edu Lobo e Maria Bethânia - Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CARTA 54 RICA A USBEK *Em *** *

Eu sei
1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que a tendência de piora do trabalho do governo Lula ainda não foi revertida. Desde o começo do ano, a desaprovação passou de 49% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 43%. Felipe Nunes @profFelipeNunes 8:01 AM · 15 de abr de 2026 ·
Relatório de Vieira foi derrotado, mas escalou as tensões com o Supremo Publicado em 15/04/2026 - 07:16 Luiz Carlos Azedo Brasília, Congresso, Ética, Governo, Impeachment, Justiça, Partidos, Política, Política O susto passou, mas as sequelas são grandes. O relatório escalou o confronto entre setores da oposição e o STF, ao imputar a ministros Gilmar, Toffoli e Moraes supostos crimes de responsabilidade A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), por 6 votos contrários e 4 favoráveis, encerrando os trabalhos do colegiado sem a aprovação de um documento final. O relatório propunha o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Com a entrada em campo do Palácio do Planalto e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), houve mudanças na composição da CPI, com o ingresso de parlamentares alinhados ao governo nas vagas de titulares. Três dos 11 membros titulares foram trocados. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE). Além disso, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular. Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke. O pedido de indiciamento, desde que fosse aprovado pela maioria da CPI, poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas. Esse pedido de impeachment teria que ser apresentado à Mesa do Senado Federal. O parecer de Vieira incluía propostas legislativas para reforçar o combate ao crime organizado. Entre elas, a criação de um Ministério da Segurança Pública, uma nova intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e medidas para ampliar o controle sobre fluxos financeiros e pessoas expostas politicamente. O documento também tratava do caso envolvendo o Banco Master, atribuindo a ministros do STF condutas consideradas incompatíveis com o exercício do cargo. O relator apontou supostas relações financeiras e proximidade entre integrantes da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionar decisões judiciais tomadas durante as investigações da CPI. O relatório de Vieira elevou a tensão institucional com o STF a um novo patamar. Ao direcionar acusações aos ministros da Corte, pôs em xeque as fronteiras constitucionais de atuação de uma comissão parlamentar de inquérito, ao avançar sobre a esfera de competência do Supremo, cuja abrangência é cada vez mais elástica. Leia também: Alcolumbre alerta para riscos à institucionalidade Segundo Vieira, não se tratava de ataque ao Supremo, “mas de cumprir o dever de investigar fatos graves que chegaram ao conhecimento da CPI”. Disse também que “ninguém está acima da lei, e eventuais desvios de conduta precisam ser apurados dentro das regras constitucionais”, na tentativa de enquadrar o indiciamento como exercício legítimo de controle parlamentar. Forte reação A reação foi imediata. Alexandre de Moraes classificou o relatório como “uma peça sem respaldo jurídico, construída para constranger a atuação independente do Judiciário”. Acrescentou que “não cabe a uma CPI revisar decisões judiciais ou imputar responsabilidades com base em ilações”. Dias Toffoli disse que “o Supremo Tribunal Federal tem mecanismos próprios de controle e não se submete a iniciativas que extrapolem os limites constitucionais das comissões parlamentares”. E rechaçou qualquer tentativa de responsabilização “fora do devido processo legal”. Gilmar Mendes afirmou que o indiciamento era “uma tentativa de intimidação institucional incompatível com o Estado de Direito” e advertiu que “não se pode transformar divergências interpretativas em acusações políticas contra ministros da Corte”. Para ele, o episódio revela “um uso indevido de instrumentos parlamentares para fins de pressão política”. Leia mais: Gilmar reage a relatório e acusa CPI do Crime Organizado de extrapolar funções O procurador-geral Paulo Gonet negou qualquer omissão. Ressaltou que “todas as apurações sob responsabilidade do Ministério Público seguem critérios técnicos e legais, sem qualquer tipo de interferência política”, e que “não há espaço para atuações motivadas por pressões externas ou narrativas conjunturais”. O susto passou, mas as sequelas são grandes. O relatório escalou o confronto entre setores da oposição e o STF. Ao imputar aos ministros supostos crimes de responsabilidade, ou seja, de natureza político-administrativa, Vieira ultrapassou os limites estritamente investigativos para uma arena de contestação institucional ao Supremo, na qual decisões judiciais passariam a ser reinterpretadas pela ótica política. Foi mais um lance na escalada de críticas recorrentes ao protagonismo do Supremo em temas sensíveis da vida pública nacional. Ainda que o relatório fosse aprovado, quaisquer pedidos de impeachment dependem da iniciativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Além disso, o STF não reconhece autoridade de CPIs para impor sanções diretas a seus membros, o que limita o alcance prático da iniciativa. Na opinião dos ministros do Supremo, houve abuso de poder com objetivos eleitorais. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Alcolumbre, #Gilmar, #Moraes, #Senado, #Supremo, #Toffoli, #Vieira Relatório da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF Terra Brasil 14 de abr. de 2026 #terranoticias As atividades da Comissão Parlamentar encerra nesta terça-feira, 14, as atividades com a leitura e votação do relatório final. O documento contém pedidos de indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal. Em coletiva de imprensa antes da sessão, que começou às 14h, o senador Alexandre Vieira confirmou os pedidos presentes no relatório final. "Na minha opinião, o crime de responsabilidade está comprovado, por isso faço o indiciamento", afirmou o relator. #terranoticias Reprodução/TV Senado/Youtube 👆Um alerta para as deficiências de possíveis currículos dos cursos de jornalismo, direito e de assessorias parlamentares ad hoc. 👆"A mediocridade das perguntas dirigidas a relatores é um sintoma do colapso curricular no Jornalismo e no Direito. Substituiu-se o rigor técnico pela militância do 'lacre'. Quando o preconceito ideológico precede a leitura do relatório, a busca pela verdade é sacrificada em favor do espetáculo da ignorância." Alesssandro apresenta relatório da CPI do Crime Organizado – 14/4/26 14/04/2026, 14h22 Fonte: Agência Senado 👆"Não é por nada não, mas os senadores da base do governo que falaram por último bem que poderiam contratar umas aulinhas com a madrinha Carmen e deixar de abusar da ladainha laica de seus aiatolás. Alá, Alá, Alá... Ah, meu bom Alá, mande flores pra Iaiá! 🎼"
A ARTE DE PARECER INTELIGENTE (SEM SER PEGO NO ATO) Uma crônica apócrifa sobre egos, frases prontas e conspirações de salão Introdução (com licença poética e um leve bigode irônico de Millôr Fernandes) Se há algo mais trabalhoso do que ser inteligente, é parecer inteligente em público — sobretudo quando há testemunhas. O texto a seguir, vindo de uma Paris setecentista onde já se falava muito e se ouvia pouco (como hoje, mas sem Wi-Fi), revela um método infalível para brilhar em conversas: combinar tudo antes. Millôr provavelmente diria que não há nada mais espontâneo do que uma espontaneidade bem ensaiada. E acrescentaria, com sua delicadeza habitual, que a inteligência alheia é sempre mais admirável quando concorda com a nossa. Prepare-se: o que você vai ler é menos um diálogo e mais um manual estratégico para sobreviver socialmente com frases de efeito, risadas sincronizadas e uma sólida parceria no crime intelectual. A ARTE DE BRILHAR EM CONVERSAS (OU: COMO NÃO DEIXAR SUA FRASE MORRER EM OUVIDOS BURROS) Esta manhã, isolado em meu quarto — isolado no sentido parisiense da palavra, isto é, ouvindo tudo o que o vizinho diz — testemunhei uma confissão digna de compaixão e estudo científico. Um homem, caminhando de um lado para outro com passos largos de quem pensa melhor em movimento (ou quer parecer que pensa), desabafava: “Tudo se volta contra mim. Há dias não digo nada que me dê honra. Tenho frases excelentes envelhecendo na cabeça como vinho ruim — ninguém me deixa servi-las!” Sua tragédia era simples: tinha conteúdo, mas faltava plateia obediente. Seu amigo, mais prático — ou mais perigoso — propôs uma solução que deveria ser proibida em todas as academias: — Vamos nos associar. Sim, caro leitor, uma sociedade. Não comercial, mas intelectual. Uma dupla dinâmica do brilho alheio. O plano era engenhoso: Definir previamente os assuntos do dia Combinar quando rir, sorrir ou aprovar Interromper terceiros com elegância ou, na falta dela, com insistência Criar elogios espontâneos previamente ensaiados Em suma: transformar a conversa em teatro — com roteiro, direção e aplausos combinados. Um exaltaria o outro: “Ah, preciso contar a resposta brilhante que este senhor deu ainda há pouco!” O outro confirmaria: “Eu estava lá. Foi genial. Quase improviso.” E, para dar verossimilhança, até discordariam: “Veja como se atacam!” — diria o público, encantado. “Que naturalidade!” — diria o ingênuo. Naturalidade, como se sabe, é apenas um ensaio que deu certo. MANUAL PRÁTICO DO FALSO BRILHANTISMO (RESUMIDO PARA USO IMEDIATO) Tenha frases prontas. Se não tiver ideias, compre um livro com algumas. Nunca deixe uma boa frase morrer. Repita-a até encontrar alguém que a entenda — ou finja. Coordene aplausos. Nada cresce sozinho: até o gênio precisa de eco. Alterne o protagonismo. Hoje você brilha; amanhã, sustenta o brilho alheio. A amizade agradece. Despreze-se ocasionalmente. A falsa modéstia é o tempero do falso talento. O objetivo final? Em seis meses, garantir reputação suficiente para entrar na Academia — qualquer uma serve, desde que tenha cadeiras confortáveis e pessoas impressionáveis. E há ainda um alerta precioso: Não basta dizer uma bela frase; é preciso espalhá-la. Porque nada é mais triste do que uma ideia brilhante desperdiçada… exceto, talvez, uma ideia medíocre que faz sucesso. CONCLUSÃO (OU: A VITÓRIA DA COREOGRAFIA SOBRE O PENSAMENTO) No fim, percebe-se que o problema nunca foi a falta de inteligência — mas a falta de gestão da inteligência. O que esses dois cavalheiros propõem não é pensar melhor, mas parecer melhor organizados na arte de parecer inteligentes. E nisso, convenhamos, continuam absolutamente modernos. Se Millôr estivesse aqui, talvez resumisse tudo assim: “O problema não é o que você diz — é quem confirma.” E, como ninguém quer que suas melhores frases morram solteiras, fica a sugestão: arrume um cúmplice. Mas escolha bem. Ele pode acabar brilhando mais do que você.
Bloco A do CT. 7° andar do Centro de Tecnologia da UFRJ Instagram com Valberg Medeiros Esta manhã estava em meu quarto que, como sabes, só está separado dos outros por um tabique fino e furado em diversos lugares, de modo que se ouve tudo o que é dito no quarto vizinho. Um homem que andava de um lado para outro com passos largos dizia a outro: “Não sei o que acontece, mas tudo se volta contra mim. Há mais de três dias que nada disse que me desse alguma honra e me senti confundido desordenadamente em todas as conversas, sem que fosse dada a mínima atenção a mim e que me tenham dirigido a palavra duas vezes. Tinha preparado algumas sacadas para realçar meu discurso, mas nunca me deixaram que as proferisse; tinha um conto muito bonito para relatar, mas à medida que queria apresentá-lo, o deixavam de lado parecendo fazê-lo de propósito. Tenho algumas boas frases que há quatro dias envelhecem em minha cabeça, sem que tenha tido a oportunidade de fazer o menor uso delas. Se isso continuar, creio que no final vou ser tomado por um tolo; parece que é minha estrela, mas que não me deixar brilhar. Ontem esperava brilhar com três ou quatro senhoras idosas que certamente nada me impõem e devia dizer as coisas mais belas do mundo; fiquei mais de um quarto de hora dirigindo a conversa, mas elas nunca me permitiram manter um discurso coerente e cortaram, como as Parcas fatais, o fio de todos os meus discursos. Queres que te diga? A reputação de mente brilhante custa muito a sustentar. Não sei como consegues chegar a isso. – Ocorre-me uma ideia, disse o outro. 133 Vamos trabalhar em conjunto para suscitar novas ideias. Associemo-nos. Cada dia definiremos sobre o que devemos falar. E nos auxiliaremos tão bem que, se alguém vier nos interromper no meio de nossas ideias, atrairemos a nós; se não quiser vir de bom grado, o convenceremos com violência. Concordaremos os momentos em que devemos aprovar, aqueles em que devemos sorrir e outros em que devemos rir de fato e às gargalhadas. Verás que daremos o tom a todas as conversas e todos haverão de admirar a vivacidade de nosso espírito e a propriedade de nossas réplicas. Nós nos protegeremos por acenos de cabeça mútuos. Tu brilharás hoje, amanhã ficarás em segundo plano. Entrarei contigo numa casa e exclamarei, ao mostrar-te: “Devo te contar uma resposta bem agradável que este senhor acaba de dar a um homem que encontramos na rua.” E me voltarei para ti: “Ele não esperava por isso e ficou realmente surpreso.” Recitarei alguns de meus versos e tu dirás: “Eu estava lá quando os compôs; foi num jantar e os fez quase sem pensar.” Muitas vezes chegaremos até mesmo a nos desprezar um ao outro e dirão: “Vejam como se atacam e como se defendem; não se poupam; vejamos como se sairá dessa; maravilhoso; que presença de espírito!” Aí está uma verdadeira batalha." Mas ninguém dirá que havíamos combinado tudo na véspera. É preciso comprar certos livros que são coletâneas de belas frases, compostos para aqueles que não têm espírito e querem disfarçar; tudo depende de ter modelos. Quero que dentro de seis meses estejamos em condições de manter uma conversa de uma hora, repleta de belas frases. Mas é preciso ter uma atenção especial, a de sustentar a sorte; não é suficiente dizer uma bela frase; é preciso espalhá-la e semeá-la por toda parte; sem isso, tempo perdido; e te confesso que não há nada de tão desolador como ver uma bela coisa que foi dita morrer nos ouvidos de um tolo que a ouve. É verdade que muitas vezes há uma compensação e que dizemos igualmente tolices que passam incógnitas; é a única coisa que pode nos consolar nessa ocasião. Aí está, meu amigo, o partido que devemos tomar. Faz o que te direi e te prometo, antes de seis meses, um lugar na Academia; e para te dizer que o trabalho não será longo, pois então poderás renunciar à tua arte; serás um homem de espírito, apesar de já o teres. 134 Observa-se na França que, a partir do momento em que um homem entra num grupo, assume primeiramente o que se chama espírito do corpo; tu farás o mesmo e não receio por ti senão o constrangimento dos aplausos." De Paris, 6 da lua de Zilacadé, 1714. 135 Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal - 46
Panorama do Largo da Carioca. Em segundo plano, o Convento de Santo Antônio. Ao fundo à esquerda, a sede do BNDES. “Senta aí, Taco, que o papo é de alta voltagem. No Largo da Carioca, o apontador "Química" — aquele que conhece cada valência do asfalto — deu o serviço: tem um sujeito vindo lá de Mar-a-Lago achando que malandragem é ter nome em prédio de ouro. Um tal de Trump, o "amarelo" de plantão. Pela pena afiada de João Antônio, o paulista que aprendeu a gingar no Rio, esse gringo é café com leite. Se Malagueta, Perus e Bacanaço pegam esse "gambler" de resort, não sobra nem o topete pra contar história. O Banho de Areia no Porto O gringo chegou se achando o Bacanaço. Veio de Mar-a-Lago com aquela pose de quem é dono do jogo, mas com uma cara de quem exagerou no açafrão ou na base barata. No balcão do Largo da Carioca, o Química só olhou por cima dos óculos: — Esse aí é elemento instável, Taco. Reage mal ao contato com a realidade. Quando o sol da Praça Mauá bateu forte, o malandro de luxo começou a derreter. Prometeu mundos e fundos, blefou como se tivesse um full house na mão, mas bastou o Perus — o mais novato da turma, mas já escaldado — pedir o sinal de entrada pra ele começar a gaguejar. É o estilo TACO (Trump Always Chickens Out): faz o barulho de um trovão, mas na hora do vamo-ver, ele "amarela" e pede arrego. Malagueta, o velho mestre da sinuca que já viu muito gringo cair do salto, só deu um tapa nas costas do sujeito: — Ô, "Dona", aqui na areia do Porto a gente não joga com ficha de cassino, joga com o caráter. E o teu tá mais furado que rede de pesca. O gringo, vendo que a malandragem carioca não aceita cheque sem fundo nem grito de palanque, afundou as canelas na areia quente da Praça Mauá. Ficou lá, estático, um monumento ao blefe, enquanto o Bacanaço levava a rodada só no sorriso. João Antônio, de algum boteco eterno, dava o sarro final: "Tem malandro que nasce pra rei, e tem malandro que não aguenta dez minutos de sol no Largo da Carioca sem virar gema de ovo". A lição do dia, Taco? No Centro, quem grita muito no Mar-a-Lago acaba virando caranguejo no Porto. O endereço continua vago, mas a derrota do "amarelo" é exata.”👆 Jura Sinhô Jura, jura, jura Pelo Senhor Jura pela imagem Da Santa Cruz Do Redentor Pra ter valor a tua jura Jura, jura, jura De coração Para que um dia Eu possa dar-te o amor Sem mais pensar na ilusão Daí então Dar-te eu irei O beijo puro Da catedral do amor Dos sonhos meus Bem junto aos teus Para fugirmos Das aflições da dor Jura, jura, jura Composição: Orlann Divo, Sinho, Nani Palmeira. https://youtu.be/hBSvvy1q5wc como GUIMARÃES ROSA PREVIU sua MORTE "VIEIRA JURADO DE MORTE?" POR JOÃO GUIMARÃES ROSA — O relator, esse Vieira de moinho e moagem, estava ali, parado em seu próprio centro, feito um piquiá no descampado. A morte, senhor, ela não avisa com berrante; ela se insinua é no silêncio dos corredores, no mudo das togas que se arrastam como jibóias por cima do mármore. O perigo não é o tiro dado, o estampido seco no oco da noite. O perigo é o juízo dos homens-sacerdotes, esses que guardam a chave de uma Igreja sem altar, onde o Supremo não habita o céu, mas o despacho. Vieira, com seu papel na mão — papel que é arma e é reza — jurado? Ora, viver é um negócio muito perigoso. Ele caminhava no fio da navalha, entre o sertão da lei e a vereda do poder. Mas o Alienista, o tal de Pernambuco, esse ficava no mudo. O silêncio dele era um poço fundo, sem fundo. Amin falava, as palavras batiam na parede e voltavam frias. E o relator ali, cercado por aiatolás de gravata e ladainhas laicas. Jurado de morte? Pois saiba: o homem que se mete a desvendar o que as sombras escondem já morreu um tanto. E quem morre um tanto, desaprende de ter medo. Mestre, o sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder deles. Vieira jurado é o Brasil querendo se benzer com água suja. O diabo não existe, dizem; mas as astúcias, essas sim, elas governam o mundo.
Título: O Púlpito luso-brasileiro. [PDF] Título: O Púlpito luso-brasileiro. Padre Antônio Vieira - Sermão da Segunda Dominga do Advento SERMÃO AOS JUÍZES DA DÉCADA DE 20, PREGADO NA CAPELA DO SENADO SOB AS ONDAS DA TV (Com a voz tonitruante e o dedo em riste do Padre Antônio Vieira, olhando fixamente para as câmeras, enquanto o espírito de Llosa pede outro pisco na mesa do Catedral) "Vós, Senhores da Toga, que vos dizeis deuses na terra e guardiões de uma Arca que já não tem aliança! Dizia eu, no meu tempo, que o pregador deve ser como o sol: deve iluminar e aquecer. Mas vós, em vez de sol, sois eclipse. Vossas sentenças não clareiam o caminho, mas obscurecem a lei; vossas togas não aquecem a justiça, mas gelam a liberdade. O Peixe e a Isca: No mar deste Brasil de 2026, os peixes grandes continuam a comer os pequenos, mas agora o fazem com o selo do protocolo. Jurais pela Constituição como S…
'Câmara pelo Brasil' discutiu a inclusão do ES na Codevasf Fonte: Agência Câmara de Notícias A "expansão sem fronteiras" da Codevasf — de Tancredo no Jequitinhonha ao Oiapoque de Alcolumbre — funcionou como a moeda de troca invisível que selou o destino da CPI do Crime Organizado em 14 de abril de 2026 Consultor Jurídico Consultor Jurídico +1 . O relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) não caiu por falta de argumentos, mas por uma manobra de engenharia política que espelha a própria expansão geográfica da companhia. A Manobra das Cadeiras e o Orçamento Para garantir a rejeição do relatório que pedia o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, o governo e a presidência do Senado operaram uma troca estratégica de membros momentos antes da votação Instagram Instagram +1 . Substituições de Última Hora: Senadores de oposição como Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram removidos Instagram Instagram . No lugar de Moro, entrou o petista Beto Faro (PA); no de Do Val, entrou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) Instagram Instagram +1 . O "Voto do Amapá": A influência de Alcolumbre foi decisiva. Ao mesmo tempo em que a Codevasf expande investimentos em pavimentação no Amapá (com aportes recentes de R$ 26,4 milhões em municípios como Santana e Tartarugalzinho), a lealdade da bancada e a gestão do tempo da CPI foram usadas para esvaziar o relatório Codevasf Codevasf . Placar Final: O texto foi rejeitado por 6 votos a 4 Consultor Jurídico Consultor Jurídico . A rejeição consolidou a vitória da articulação que evitou o confronto direto com o STF, transformando a CPI em um "palanque" esvaziado pelo regimento e pelas emendas YouTube YouTube
[PDF] O ALIENISTA: LOUCURA, CIÊNCIA E PARÓDIA1 Constitui-se O alienista, de M. de Assis, de narrativa relativamente curta, embora ma . O Papel do "Alienista" e a Inação O silêncio do "Alienista" de Pernambuco (referência ao senador Humberto Costa, cujo estado também vê a Codevasf ser incluída em novos ciclos de investimentos) e a entrada de Teresa Leitão garantiram que o "adendo" de internação dos suspeitos ficasse apenas no campo da ironia política Congresso Nacional Congresso Nacional +1 . Enquanto a TV Senado transmitia o embate, o destino do relatório já havia sido traçado nos gabinetes onde se discute o traçado de novas estradas que a Codevasf levará até a fronteira francesa Codevasf Codevasf +1 . A CPI encerrou-se sem relatório aprovado, provando que, no Brasil de 2026, a "Jura" de fidelidade ao poder passa necessariamente pelas obras de infraestrutura que cruzam o país YouTube YouTube +1