domingo, 28 de junho de 2026

Velhice e conhecimentos

Usos e abusos do trumpismo - A face política do trumpismo se delineia numa reatualização da Doutrina Monroe mediante um ‘corolário’ intervencionista estadao.com.br/opiniao/luiz-s… 📸Mandel Ngan/AFP Postar Opinião Estadão @opiniao_estadao #EspaçoAberto | Luiz Sérgio Henriques 10:00 · 28 de jun. de 2026
"O artigo analisa o trumpismo como uma ideologia que defende nacionalismo extremo, combate à imigração e enfraquecimento de organismos internacionais. Para a América Latina, ele se traduz em visão negativa e justificativa para intervenções dos EUA, retomando a lógica da Doutrina Monroe. O autor alerta que isso ameaça a soberania e a democracia na região, defendendo a cooperação entre nações como alternativa."
domingo, 28 de junho de 2026 Usos e abusos do trumpismo, por Luiz Sérgio Henriques* O Estado de S. Paulo A face política do trumpismo se delineia numa reatualização da Doutrina Monroe mediante um ‘corolário’ intervencionista Quem lê o excelente Leonardo Padura frequentemente encontra o elogio de uma vida menos assombrada pelos grandes dramas da História, reais ou supostos. O escritor cubano refere-se, acima de tudo, à situação intensamente sofrida pelos seus conterrâneos desde a criação do moderno mito revolucionário latino-americano, formado em torno da guerrilha dos idos dos anos 60. Para eles, tudo teve, ou ainda tem, imediata dimensão histórico-universal, quer congressos partidários ritualizados, quer eventos muito graves, como invasões frustradas e até uma catástrofe nuclear abortada no último momento. Padura deseja a todos, não só aos que lhe são próximos, uma existência mais equilibrada entre o privado e o público, o cotidiano e a História. Não sabe o que acontecerá com seu país, constrangido como está entre a necessidade de amplas reformas internas e a agressiva pressão do grupo dirigente trumpista. Para este último, como se sabe, mudanças radicais são necessárias na ilha e, de resto, em toda a América Latina. O que Padura sabe com certeza é que entre tais mudanças não se conta a defesa ou a reconstrução da democracia, mas, antes, a disseminação de governos e coalizões de extrema direita promotores de um mercado sem regras. E pelo visto, respeitadas as devidas particularidades, daqui por diante todos compartilharemos sobressaltos comuns. Para entender o fantasma que nos ronda, sempre é interessante tentar circunscrever os múltiplos sentidos do trumpismo. “Significante vazio”, tal como o conceito de populismo para Ernesto Laclau, a nova ideologia pode acolher diferentes demandas e adquirir significados distintos. Acompanhamos seus porta-vozes em momentos inaugurais, como quando J.D. Vance, na muitas vezes citada conferência de segurança em Munique, ainda no início do segundo mandato de Trump, traçou os contornos civilizacionais da luta política interna e global. Em síntese extrema, os países de democracia mais consolidada teriam insidiosos inimigos internos – os imigrantes – que minariam a coesão social, os valores religiosos sedimentados e o caráter nacional etnicamente definido. Construções supranacionais deveriam ser enfraquecidas ou canceladas em nome de soberanias irrenunciáveis. A primazia do Estado-nação era o valor a ser restaurado, se necessário com “remigrações” massivas. A utopia de uma Europa pós-nacional deveria ser combatida com uma Europa das nações, cada uma delas ciosa, antes de mais nada, da própria identidade. Para nuestra América, os significados explícitos ou implícitos do trumpismo vão noutra direção. Não há aqui um sentido de comunidade, ainda que em bases falsas, como o proposto para os europeus. Somos, os latino-americanos, vistos negativamente como foco e origem de perigos para o território norte-americano. Estes perigos tomam corpo na forma de grandes massas de imigrantes, que não se trata de regular ou administrar legitimamente de acordo com a conveniência do país receptor, mas de banir com brutalidade. Tornar a América novamente grande, ao que parece, supõe buscar uma homogeneidade étnica e linguística que contraria o sentido vital da experiência norte-americana. Seríamos ainda responsáveis únicos por uma segunda grande ameaça à segurança daquele País, a de inundar com drogas seu poderoso mercado. Organizações criminosas de tipo mafioso passam assim por uma redefinição conceitual e, como narcoterroristas, adquirem dimensão política arbitrária que potencialmente justifica violação da soberania de quem comete o erro de estar ao sul do Rio Grande. A gramática da repressão violenta ao crime, desassistida de inteligência, é a que se exporta para os diferentes grupos da extrema direita latino-americana. Governar é abrir presídios – e já há político dito alternativo entre nós que se apresenta bizarramente como “Milei na forma, Bukele no conteúdo”. A face política do trumpismo se delineia numa reatualização da Doutrina Monroe – ou Donroe, empregando trocadilho duvidoso – mediante um “corolário” intervencionista. Nos documentos oficiais mais relevantes, o território norteamericano e as demais Américas ocupam uma só e mesma seção destinada ao Hemisfério Ocidental. Seríamos assim a parte subordinada do império, constituída real ou potencialmente de Estados falidos. Ou de nações sem história, para recuperar antiga concepção que excluía do movimento do mundo aquelas que não conseguiam se afirmar como Estados modernos. É evidente que este não é o lugar do Brasil nem dos outros países das Américas. Aos trancos e barrancos, desde a ruptura com as antigas metrópoles definimos identidades não exclusivistas e, nas últimas décadas, redescobrimos a duras penas o paradigma da democracia. Sabemos que só recorrendo a tal paradigma é possível conduzir vidas dignas individual e coletivamente, para retomar o sentido essencial das preocupações de Padura. Sabemos, ainda, que o destino democrático requer solidariedade entre grandes povos e nações, entre os quais, muito além deste pesado eclipse, não é possível deixar de incluir os Estados Unidos. *Tradutor e ensaísta, coeditor das ‘Obras’ de Gramsci no Brasil
Se João Saldanha estivesse ali, encostado na mureta de concreto de um velho estádio — talvez o Azteca, talvez qualquer outro templo onde a bola resolve destinos — olharia para Macaya Márquez com aquele meio sorriso de quem já viu de tudo e diria algo assim: “Esse aí não conta Copa, não. Esse aí atravessa a história como quem atravessa um campo pesado.” Macaya, com seus 18 Mundiais nas costas, não é só um repórter. É testemunha ocular de um tempo em que o futebol era menos negócio e mais verdade crua. Eu o imagino lá em 58, na Suécia, ainda jovem, vendo um menino chamado Pelé transformar o jogo em arte — enquanto do outro lado, nós também tentávamos entender o que estava nascendo. Ali começava não só uma era do Brasil, mas uma irmandade silenciosa entre quem narra e quem sente o futebol. Depois, 1970. Ah, 70… Eu já fora tirado do banco, mas não do jogo. Porque quem é de futebol não sai nunca. E ali, no México, entre cabines de rádio cheias de fumaça e nervo, devo ter cruzado com Macaya mais de uma vez. Olhares rápidos, respeito mútuo. Cada um defendendo seu povo, mas ambos entendendo que o futebol era maior que qualquer fronteira. E enquanto a bola rolava leve naquele Brasil de 70, um outro jogo pesado acontecia fora das quatro linhas. Um condor sombrio sobrevoava a América do Sul. Ditaduras, silêncios forçados, gente desaparecendo. E nós ali, falando de futebol — que era também uma forma de resistir, de dizer que ainda havia vida, beleza, improviso. Macaya seguiu. Eu também segui do meu jeito. Ele contando Copas, eu brigando com o mundo. Mas no fundo, éramos do mesmo time: o dos que não aceitam o jogo armado, dentro ou fora de campo. Porque futebol, meu amigo, é coisa séria demais pra deixar só pra cartola. E jornalismo também. “Argumento” – Paulinho da Viola * 1975 Defesa de princípios — sem gritaria, mas sem recuo. “Balada para un loco” – Astor Piazzolla Rebeldia criativa — não aceitar o mundo como ele vem. 🎙️ Como Saldanha resumiria isso “Tem samba que briga sorrindo e tango que briga sangrando. Mas os dois são de gente que não abaixa a cabeça.” Essa seria a trilha de quem viveu futebol, política e vida no confronto — e com caráter.
"O artigo afirma que os EUA continuam influenciando a política brasileira, hoje por meio de relações estratégicas e econômicas. Destaca a aproximação de Flávio Bolsonaro com Washington e as tensões com o governo Lula, traçando um paralelo com 1964 para alertar que, embora o contexto seja diferente, a interferência externa ainda é uma preocupação."
De Lacerda a Flávio, Washington ronda a política brasileira Publicado em 28/06/2026 - 10:30 Luiz Carlos Azedo Bolívia, Brasília, Chile, China, Colômbia, Economia, Eleições, EUA, Exportações, Geografia, Governo, Itamaraty, Memória, Militares, Paraguai, Partidos, Peru, Política, Política, Segurança, Terrorismo, Trump O mundo já não vive a Guerra Fria, o Brasil é uma democracia consolidada e as relações entre Brasília e Washington são marcadas por intensa interdependência econômica. Entretanto, Flávio busca apoio de Trump contra Lula Desde a crise que culminou no golpe militar de 1964, dificilmente um político brasileiro expôs de forma tão explícita sua interlocução com autoridades dos Estados Unidos durante uma disputa política interna quanto o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Entretanto, o circunstâncias históricas são distintas. O mundo já não vive a Guerra Fria, o Brasil é uma democracia consolidada e as relações entre Brasília e Washington são marcadas por intensa interdependência econômica. Ainda assim, os acontecimentos recentes recolocaram em debate a influência externa sobre os rumos da política brasileira. O episódio ganhou dimensão eleitoral após a visita de Flávio a Washington. Ali, reuniu-se com integrantes do governo Donald Trump, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o vice-presidente J.D. Vance e o próprio presidente norte-americano. O encontro antecedeu duas decisões relevantes: a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo dos EUA e a manutenção do processo que poderá resultar na imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em carta enviada a Flávio, Rubio agradeceu o apoio recebido na classificação das facções criminosas e escreveu que os Estados Unidos reconhecem que “a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado”. Acrescentou que Washington atua para atingir “as redes financeiras, de drogas e de armas” dessas organizações. Rubio deixou claro que permanecem “divergências substanciais” entre os dois países nas áreas de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento ilegal e tarifas preferenciais. Mas agradeceu a Flávio pela “generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito”. Leia também: Rubio reafirma tarifaço em carta a Flávio Bolsonaro e cita PCC e CV O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem elevado o tom com a Casa Branca: “Nós somos muito grandes, temos muita história. E nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil nesta semana”. Acrescentou que “ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos” e classificou Marco Rubio como “um latino-americano frustrado”. Dias depois, reforçou o discurso de defesa da soberania nacional ao afirmar que o Brasil precisa estar preparado para um mundo mais instável: “Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa”. Há algumas semanas, Lula esteve na Casa Branca. Foi uma tentativa de reconstruir a relação bilateral com Trump. O encontro foi considerado cordial pelos dois governos e procurou reduzir tensões comerciais e geopolíticas. Entretanto, a manutenção da investigação comercial conduzida pelo USTR (singla em inglês do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) e do chamado tarifaço demonstrou que a aproximação política não alterou as prioridades econômicas de Washington. Ofensiva de direita Figura chave nas atuais relações Brasil-EUA , Rubio é filho de imigrantes cubanos e defensor de uma política externa dura para a América Latina. Mantém intensa interlocução com lideranças de extrema-direita e conservadoras do Brasil. Entretanto, sua carta também evidencia que os governos dos EUA mudam, mas os interesses estratégicos permanecem. Ao agradecer a Flávio, confirmou a continuidade das medidas comerciais contra o Brasil. Trump comemora a eleição de governos de direita na América Latina, na expectativa de que isso contenha a presença comercial da China. Estabeleceu-se um cinturão conservador nas fronteiras do Brasil, agora formado por Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. A comparação com 1964 é inevitável. Leia mais: Mercosul em cenário adverso para Lula Naquele contexto de radicalização ideológica provocado pela Guerra Fria, o então governador do antigo estado da Guanabara, Carlos Lacerda, o principal líder civil da oposição ao presidente João Goulart, em diversas viagens aos EUA encontrou-se com autoridades norte-americanas, empresários e formadores de opinião para denunciar o governo brasileiro como incapaz de conter o avanço do comunismo. Sua intensa articulação internacional transformou-se num dos elementos da crise política que desembocaria no golpe militar de 31 de março de 1964. João Goulart ainda tentou neutralizar essa ofensiva. Em abril de 1962, visitou Washington e reuniu-se com o presidente John F. Kennedy. O objetivo era compatível com a democracia e preservar o apoio financeiro norte-americano, mas não eliminou a crescente desconfiança da Casa Branca em relação ao seu governo. Documentos posteriormente desclassificados revelaram que o governo Lyndon Johnson preparou a Operação Brother Sam, um plano de apoio logístico aos militares brasileiros caso houvesse resistência ao golpe: navios com combustível, munições e equipamentos foram deslocados para a costa brasileira. A rápida queda do governo Goulart tornou desnecessário seu emprego. O caso brasileiro não foi isolado. Ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970, a CIA também participou de golpes na Argentina, na Bolívia, no Chile, no Paraguai, no Uruguai e no Peru. A história parece querer se repetir, só não sabemos ainda se como farsa ou como tragédia. Nas entrelinhas: todas as colunas diariamente no Blog do Azedo Compartilhe: #Flávio, #Goulart, #Lacerda, #Trump, Lula, Rúbio
O passado pode esconder erros e o presente, entre nós, é cada vez mais imoralizante, diz o articulista. A fila da corrupção Sequência de casos expõe falhas de controle e avanço da degradação ética nas instituições brasileiras ... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/a-fila-da-corrupcao/) Janio de Freitas 26.jun.2026 (sexta-feira) - 6h00 Em uma semana, revela-se: a trapaça multibilionária no Banco Digimais, do bispo Edir Macedo; outra comprometedora ausência fiscalizatória do Banco Central; a transação financeira e demissão do líder do governo no Senado, Jaques Wagner; e sem garantia de fechar a fila antes do fim de semana, ações da Polícia Federal contra dirigentes, atuais ou não, de Itaú União, Bradesco e Santander. Esses 3 maiores bancos privados entraram no noticiário, e em alguns títulos mais maldosos do que informativos, por circunstâncias adversas, como a expressão funcional dos investigados. Não foram alvos de suspeições. Mas o Banco Central, envolto com poderes equivalentes aos dos legítimos Três Podres, junta-se ao bispo-banqueiro em uma reprodução do caso Daniel Vorcaro/Banco Master. Foram mais de 30 meses, de 2023 até agora, em que executivos de Edir Macedo falsearam os recursos do Digimais, multiplicando-os só na escrituração contábil, por 10 e até mais. Com isso, fundamentaram, como Vorcaro, a oferta de lucratividade excepcional dos investimentos que vendiam. Quase 3 anos dessa recompensa gritante não bastaram para o dispositivo de fiscalização do Banco Central a detectar. Nem sequer para ouvir a respeito, no meio em que tudo são tramas e o trânsito do dinheiro não pode esconder-se por completo. A transação que fere o senador Jaques Wagner, até aqui uma das escassas palavras de fato confiáveis no Congresso, exigiria mais esmero da mídia. O passado pode esconder erros e o presente, entre nós, é cada vez mais imoralizante. Nem por isso todos têm o que encobrir, de ontem ou de hoje. O que foi contado contra Jaques Wagner, até agora, tanto pode ocorrer em amizades sólidas como em subornos mascarados. Pedir que um amigo rico adquira certo imóvel, para garanti-lo e pagá-lo adiante por qualquer forma legal, é legítimo e nem parece original. As acusações não incluem prova de que não tenha sido essa a transação pedida e consumada entre Jaques Wagner, como diz, e seu endinheirado amigo Augusto Lima, que fora sócio de Daniel Vorcaro. As acusações também não incluem, até agora, prova factual bem documental de que Jaques Wagner punha à venda ações parlamentares pagáveis com o imóvel. O esmero aqui lembrado não era regra forte na mídia pré-ditadura, mas era dispensado como claro ato de luta política. Nos 21 anos pós-golpe, censura e depois interesse e covardia dispensaram até mesmo recordá-lo. Os anos de democracia são dominados pelo crescente e expansivo esmorecimento da ética. De toda ética –com sua fila própria.
Janio de Freitas "O artigo aponta uma sequência recente de escândalos financeiros e políticos no Brasil para denunciar falhas graves de fiscalização e um avanço da degradação ética nas instituições. O autor critica a omissão do Banco Central, questiona acusações ainda inconclusas contra Jaques Wagner e afirma que, mesmo em democracia, há um enfraquecimento crescente da ética pública no país." Janio de Freitas, 94 anos, é jornalista e nome de referência na mídia brasileira. Passou por Jornal do Brasil, revista Manchete, Correio da Manhã, Última Hora e Folha de S.Paulo, onde foi colunista de 1980 a 2022. Foi responsável por uma das investigações de maior impacto no jornalismo brasileiro quando revelou a fraude na licitação da ferrovia Norte-Sul, em 1987. Escreve para o Poder360 semanalmente às sextas-feiras. https://www.poder360.com.br/opiniao/a-fila-da-corrupcao/ Fim de Expediente recebe o jornalista Paulo Renato Soares e o diretor Gustavo Gomes - 26/06/26 Rádio CBN Transmitido ao vivo em 26 de jun. de 2026 #NoArNaCBN Dan Stulbach, José Godoy e Luís Gustavo Medina encerram a semana com muito bom humor e descontração. O trio recebe o jornalista Paulo Renato Soares e o diretor Gustavo Gomes, que falam sobre o documentário "Territórios - Sob o Domínio do Crime". "👆entrevista extensa (é possível pular os intervalos em “Transcricao”) com os responsáveis pela série “Territórios”. Vale a pena." Bob Fernandes, Janio de Freitas, Mário Kertész e Sérgio Augusto - Programa Três Pontos 26/06/2026 Bob Fernandes
"O artigo aponta uma sequência recente de escândalos financeiros e políticos no Brasil para denunciar falhas graves de fiscalização e um avanço da degradação ética nas instituições. O autor critica a omissão do Banco Central, questiona acusações ainda inconclusas contra Jaques Wagner e afirma que, mesmo em democracia, há um enfraquecimento crescente da ética pública no país."

sábado, 27 de junho de 2026

Elogios

João Cabral de Melo Neto - "Tecendo a Manhã" (poesia poema verso literatura) João Araújo
Pão Nosso #070 - Elogios NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 6 de dez. de 2022 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
“Mas ele disse: — Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” — (LUCAS, 11.28) 1 Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor, conquistando geral atenção. Mal terminara as observações amorosas e sábias, eis que uma senhora se levanta no seio da turba e, magnetizada pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em alta voz, às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído na vinda do Salvador à face da Terra. 2 Mas, prestamente, na perfeita compreensão das consequências infelizes que poderiam advir da atitude impensada, responde o Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os ensinamentos, observando-lhe os princípios. 3 A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça, entre os discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e esperanças. 4 Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no perigoso festim da lisonja. 5 Ajuda-o, com boa vontade e entendimento, na execução do ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que, acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles que ouvem a Palavra do Senhor, colocando-a em prática. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 70 Elogios
Título: 21 - O COMEÇO DO FIM. OS ANÚNCIOS CONTINUAM Autor: Corina Novelino Página: 224 Transcrição integral: Os avisos de Eurípedes relacionados à próxima desencarnação continuaram como um preparo inevitável para os corações amigos. Sucederam-se a tal ponto, que se espalharam pelas localidades vizinhas. O segundo anúncio, D. Amália recolheu-o do próprio Eurípedes. Relatou-lhe ele uma conversa que mantivera com D. Chiquinha, a velha avó da secretária — que o havia interpelado sobre a saúde de D. Meca. — Minha velha — acentuou Eurípedes — apesar de muito compreensiva e resignada acha-se muito abatida com o desencarne de Cora. Porque é o primeiro membro adulto da família que se vai. Mas, ela vai perder logo outro familiar, fato que a fará sofrer muito mais. A neta foi toda de branco e esse outro irá de preto... A secretária compreendeu que se tratava da repetição daqueles avisos de morte. Cora Natal era filha de Eulógio e desencarnou aos 19 anos, cheios de esperanças e de sonhos, emoldurados pela grande beleza da jovem e por predicados incomuns do Espírito. No dia subseqüente ao do enterro de Cora, quando Eurípedes tomava o seu costumeiro banho de imersão, viu-se todo de preto, na câmara mortuária, na sala de sua residência. Esse fato fora relatado à D. Amália e a alguns auxiliares da Farmácia, que dele ainda se recordam com profunda emoção e tristeza. Certa manhã, Eurípedes, contrariamente ao hábito de relacionar as ocorrências da noite, no campo espiritual, sentou-se à mesa de trabalho. Imediatamente, viram-no em atitude de recolhimento. D. Amália julgou-o muito fatigado e que, naquelas circunstâncias, ele recebia o receituário por via mecânica. Mas, em poucos minutos, dirigiu-se à secretária: — D. Amália, prepare-se para anotar o que vou descrever. São Vicente de Paulo está a meu lado convida-me para um passeio muito longo, na companhia dele. Trata-se de uma excursão espiritual. A secretária colocou-se em posição de atender à recomendação do mentor. Eurípedes continua: Resumo rigoroso (breve): O texto relata a continuidade dos avisos espirituais de Eurípedes sobre mortes iminentes, incluindo a previsão de nova perda familiar após o falecimento de Cora Natal. Descreve-se um episódio visionário em que Eurípedes se vê em ambiente mortuário, reforçando tais presságios. Em seguida, narra-se um momento em que, sob recolhimento, ele comunica à secretária um convite espiritual de Vicente de Paulo para uma longa excursão no plano espiritual. Arvo Pärt- Spiegel im Spiegel playingmusiconmars 2 de jun. de 2010 Performed by Jürgen Kruse (Piano) and Benjamin Hudson (viola) Título da obra: Eurípedes – O Homem e a Missão Autor: Corina Novelino Página: 225 Transcrição integral: — São Vicente me toma as mãos e diz-me: “Vamos, meu filho. Diga à D. Amália que não se preocupe, e tome nota de tudo”. Eurípedes anuncia à D. Amália: — Caminhamos por uma estrada clara, cheia de luminosidades intensas. As campinas floridas sucedem-se neste caminho de luz. Andamos ainda estrada afora. O vento leve perpassa pelos prados, estabelece-se um ondulado belíssimo, envolto em melodiosos sons. De quando em quando, Eurípedes reafirma: — Estamos andando e a paisagem é a mesma. E continua, a certa altura: — Avistamos uma árvore muito frondosa, ao longe, e caminhamos na sua direção. Estamos nos aproximando... Chegamos... Eurípedes descreve a amenidade da sombra daquela árvore, onde o viajor exausto encontra conforto e descanso. Após significativa pausa, Eurípedes prossegue: — D. Amália, esta árvore é tão maravilhosamente bela que não encontro comparação para que a senhora possa ter uma ideia de seu esplendor. Na Terra nada existe que se assemelhe às fulgurações dela. Todavia, tentarei um recurso comparativo: Imagine a senhora que este vegetal seja constituído inteiramente de ouro lavrado, batido pelos raios solares e terá uma ideia remota da realidade. Em cada folha, há uma palavra escrita — assinala Eurípedes — como: Deus. Jesus. Amor. Justiça. Tolerância. Paz. Esperança. Luz. Renúncia. Devotamento. Beneficência. Trabalho. Compreensão. E novamente, à secretária: — D. Amália, não é preciso que eu leia mais. A senhora compreendeu muito bem a significação desta árvore magnífica. Como a interpretaria a senhora? — A árvore simboliza a meu ver, o Cristianismo puro porque consubstancia todos os princípios salvadores exarados por Jesus. — Sua interpretação está boa, mas conversaremos a este respeito, quando fizermos um estudo mais detalhado do assunto. Nessa altura, prossegue: — São Vicente convida-me a prosseguir na viagem. Saímos. A estrada é a mesma. Andamos sempre sem parar. Avisto uma escada ao longe. Vai da Terra ao Infinito. Digo infinito, D. Amália, porque não diviso o seu fim. A seguir, Eurípedes afirma que havia alcançado, juntamente ao bondoso Guia, a base da escada. Resumo rigoroso (breve): O texto descreve a experiência espiritual de Eurípedes guiado por São Vicente de Paulo por uma paisagem luminosa. Destaca-se a visão de uma árvore simbólica, cujas folhas contêm valores cristãos fundamentais, interpretada como representação do Cristianismo puro. A narrativa prossegue com a continuação da jornada até a visão de uma escada que se estende da Terra ao Infinito, cuja base é alcançada por Eurípedes. Título da obra: Eurípedes – O Homem e a Missão Autor: Corina Novelino Página: 226 Transcrição integral: — Chegamos à escada. Começamos a subir... estamos subindo... subindo muito levemente, com asas nos pés... Eurípedes acha-se na posição inicial — olhos fechados, enquanto o Espírito prossegue na viagem, rumo às alturas siderais. A descrição da subida continua até que Eurípedes declara: Atingimos o topo da escada. São Vicente afirma, quando colocamos o pé direito no último degrau: — “Meu filho, está terminada a nossa missão na Terra. Estamos atingindo outra esfera.” — D. Amália — diz Eurípedes — a estrutura deste mundo é desconhecida para mim. Não lhe conheço os elementos físicos. Mas, para que a senhora tenha uma idéia aproximada do embasamento cósmico deste Plano, imagine-o constituído de mármore ou de jaspe. Porém, de um mármore com reverberações fascinantes. A superfície esplende-se em luminosidades próprias, verdadeiramente estonteantes. Não consigo traduzir senão vagamente para que a senhora tenha uma pálida visão da realidade. — São Vicente acentua: “Meu filho, este plano é uma mansão de Paz e bem-aventurança. Aqui é a morada daqueles que souberam bem desempenhar a sua tarefa de Amor, na Terra. É aqui sua morada, meu filho.” Prosseguindo, Eurípedes informa: — E agora, D. Amália, vejo chegar um número incalculável de cartas e telegramas... a senhora talvez tenha de tomar um secretário para auxiliá-la na tarefa de agradecimento. O transe sonambúlico chegara ao fim. Havia decorrido meia hora. Nessa altura, D. Amália coloca-se em expectativa, sem saber se o despertaria ao leve toque de suas mãos ou se o chamaria. Optou pelo vocativo: — S’Eurípedes! S’Eurípedes! — Senhora! Estou desperto... Ele sorriu de leve. Retomaram posição para os serviços de rotina. O calendário marcava: 25 de abril de 1918. Resumo rigoroso (breve): O texto conclui a experiência espiritual com a subida de Eurípedes por uma escada até outra esfera, onde São Vicente declara encerrada sua missão terrena e descreve um plano de paz destinado aos que cumpriram a lei do amor. Após a visão, Eurípedes menciona a chegada de numerosas mensagens, e o transe termina, com retorno às atividades normais em 25 de abril de 1918. REGRESSO - RAUL MORAES - Cantam: Hamilton Florentino , Tatiana Monteiro e Lília - EDITORA SONOCOM Sonocom Gravações e Edições Musicais 3 de abr. de 2020 #raulmoraes #editorasonocom Regresso Composição:Raul Moraes Cantam: Hamilton Florentino , Tatiana Monteiro e Lília Raul Corumila de Morais (Raul Moraes) 2/2/1891 Recife, PE 7/9/1937 Recife, PE Ainda jovem começou a se apresentar em diversas casas noturnas do Recife, entre as quais, o Café Chic Juventude e Cine Teatro Helvética. Em 1910 passou a atuar como pianista da dupla de cançonetistas "Os Geraldos", que naquele ano, realizaram excursão ao norte e ao sul do país. Apresentou-se em Porto Alegre, tendo sido na ocasião convidado a ministrar aulas na Academia de Canto Musical daquela cidade. Viveu por dez anos na cidade de Porto Alegre. Em 1920, retornou ao Recife. Compôs marchas de carnaval para inúmeros blocos da cidade, tendo participado de inúmeros festivais de música. Trabalhou na Rádio Clube de Pernambuco como maestro. Em 1927, sua canção "Na praia", foi gravada na Odeon pelos Turunas da Mauricéia, com Augusto Calheiros no vocal. Em 1930 Francisco Alves gravou as marchas "Cruzes...figa prá você" e "Aguenta quem pode". No mesmo ano, teve mais dez composições gravadas. Paraguassu e Zilda Morais gravaram o samba "Meu bem vem cá", e o maxixe "Tá tudo se acabando". Elsie Houston gravou a modinha "Por teu amor, por ti", Januário de Oliveira gravou as marchas "Eu só gosto é de você" e "Regresso", e Januário de Oliveira e Elsie Houston gravaram a marcha "Tá zangadinha?". Teve ainda a canção "Rosa do sul" gravada por Paraguassu, a marchinha "Eu só digo a você" lançada por Ildefonso Norat, a canção "O beijo", por Abgail Parecis, e o coco "Lenhadô", por Stefana de Macedo. Apresentou-se em diversos países, entre os quais, Argentina, Alemanha e Portugal. Entre suas composições estão marchas, valsas, hinos religiosos, foxes, dobrados e marchas patrióticas. Em 1974, foi lançado o disco "Edgar e Raul Morais", pela gravadora Rozenblit, de Pernambuco, onde aparecem algumas obras de sua autoria, entre as quais, "Marcha da folia", "Adeus pirilampos", "Despedida" e "Batutas brejeiros", esta feita em homenagem ao Bloco Batutas da Boa Vista. Um de seus maiores sucesso foi a marcha "Regresso", que foi evocada por Nelson Ferreira no clássico frevo "Evocação nº 1", que também homenageia seu nome, Raul Morais, antecedendo-lhe pelo adjetivo "Velho". Em 1999 teve a sua "Marcha da folia" gravada por Antônio Nóbrega no CD "Na pancada do ganzá". Em 2008, teve a música "Valores do passado", de sua autoria, gravada pelo cantor e compositor André Rio, no CD "Cem Carnavais", lançado através de produção independente. Orquestra Nelson Ferreira - Evocação Nº 1 Evocação Nº 1 Nelson Ferreira Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon Cadê teus blocos famosos? Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, apôs-fum Dos carnavais saudosos Na alta madrugada O coro entoava Do bloco a marcha-regresso E era o sucesso dos tempos ideais Do velho Raul Moraes Adeus, adeus minha gente Que já cantamos bastante E Recife adormecia Ficava a sonhar Ao som da triste melodia Composição: Nelson Ferreira.
A todos os que podem dar, pouco ou muito, direi, pois: dai esmola quando for preciso; mas, tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que a receba não se envergonhe dela.Fénelon. (Argel, 1860.) “Que o seu sábado tenha a mesma leveza que você oferece ao mundo.” #139 - DESPRENDIMENTO DOS BENS TERRENOS - PALESTRA ESPÍRITA Grupo Espírita Beneficente Dr. Hermann Transmitido ao vivo em 28 de ago. de 2020 GRUPO ESPÍRITA BENEFICENTE DR HERMANN DESPRENDIMENTO DOS BENS TERRENOS - PALESTRA ESPÍRITA Grupo Espírita Beneficente Dr. Hermann O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XVI, Itens 14 e 15. Expositora: Marcelle Desprendimento dos bens terrenos 14. Venho, meus irmãos, meus amigos, trazer-vos o meu óbolo, a fim de vos ajudar a avançar, desassombradamente, pela senda do aperfeiçoamento em que entrastes. Nós nos devemos uns aos outros; somente pela união sincera e fraternal entre os Espíritos e os encarnados será possível a regeneração. O amor aos bens terrenos constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo apego à posse de tais bens, destruís as vossas faculdades de amar, com as aplicardes todas às coisas materiais. Sede sinceros: proporciona a riqueza uma felicidade sem mescla? Quando tendes cheios os cofres, não há sempre um vazio no vosso coração? No fundo dessa cesta de flores não há sempre oculto um réptil? Compreendo a satisfação, bem justa, aliás, que experimenta o homem que, por meio de trabalho honrado e assíduo, ganhou uma fortuna; mas, dessa satisfação, muito natural e que Deus aprova, a um apego que absorve todos os outros sentimentos e paralisa os impulsos do coração vai grande distância, tão grande quanto a que separa da prodigalidade exagerada a sórdida avareza, dois vícios entre os quais colocou Deus a caridade, santa e salutar virtude que ensina o rico a dar sem ostentação, para que o pobre receba sem baixeza. Quer a fortuna vos tenha vindo da vossa família, quer a tenhais ganho com o vosso trabalho, há uma coisa que não deveis esquecer nunca: é que tudo promana de Deus, tudo retorna a Deus. Nada vos pertence na Terra, nem sequer o vosso pobre corpo: a morte vos despoja dele, como de todos os bens materiais. Sois depositários e não proprietários, não vos iludais. Deus vo-los emprestou, tendes de lhos restituir; e ele empresta sob a condição de que o supérfluo, pelo menos, caiba aos que carecem do necessário. Um dos vossos amigos vos empresta certa quantia. Por pouco honesto que sejais, fazeis questão de lha restituirdes escrupulosamente e lhe ficais agradecido. Pois bem: essa a posição de todo homem rico. Deus é o amigo celestial, que lhe emprestou a riqueza, não querendo para si mais do que o amor e o reconhecimento do rico. Exige deste, porém, que a seu turno dê aos pobres, que são, tanto quanto ele, seus filhos. Ardente e desvairada cobiça despertam nos vossos corações os bens que Deus vos confiou. Já pensastes, quando vos deixais apegar imoderadamente a uma riqueza perecível e passageira como vós mesmos, que um dia tereis de prestar contas ao Senhor daquilo que vos veio dEle? Olvidais que, pela riqueza, vos revestistes do caráter sagrado de ministros da caridade na Terra, para serdes da aludida riqueza dispensadores inteligentes? Portanto, quando somente em vosso proveito usais do que se vos confiou, que sois, senão depositários infiéis? Que resulta desse esquecimento voluntário dos vossos deveres? A morte, inflexível, inexorável, rasga o véu sob que vos ocultáveis e vos força a prestar contas ao Amigo que vos favorecera e que nesse momento enverga diante de vós a toga de juiz. Em vão procurais na Terra iludir-vos, colorindo com o nome de virtude o que as mais das vezes não passa de egoísmo. Em vão chamais economia e previdência ao que apenas é cupidez e avareza, ou generosidade ao que não é senão prodigalidade em proveito vosso. Um pai de família, por exemplo, se abstém de praticar a caridade, economizará, amontoará ouro, para, diz ele, deixar aos filhos a maior soma possível de bens e evitar que caiam na miséria. É muito justo e paternal, convenho, e ninguém pode censurar. Mas será sempre esse o único móvel a que ele obedece? Não será muitas vezes um compromisso com a sua consciência, para justificar, aos seus próprios olhos e aos olhos do mundo, seu apego pessoal aos bens terrenais? Admitamos, no entanto, seja o amor paternal o único móvel que o guie. Será isso motivo para que esqueça seus irmãos perante Deus? Quando já ele tem o supérfluo, deixará na miséria os filhos, por lhes ficar um pouco menos desse supérfluo? Não será, antes, dar-lhes uma lição de egoísmo e endurecer-lhes os corações? Não será estiolar neles o amor ao próximo? Pais e mães, laborais em grande erro, se credes que desse modo granjeais maior afeição dos vossos filhos. Ensinando-lhes a ser egoístas para com os outros, ensinais-lhes a sê-lo para com vós mesmos. A um homem que muito haja trabalhado, e que com o suor de seu rosto acumulou bens, é comum ouvirdes dizer que, quando o dinheiro é ganho, melhor se lhe conhece o valor. Nada mais exato. Pois bem! Pratique a caridade, dentro das suas possibilidades, esse homem que declara conhecer todo o valor do dinheiro, e maior será o seu merecimento, do que o daquele que, nascido na abundância, ignora as rudes fadigas do trabalho. Mas, também, se esse homem, que se recorda dos seus penares, dos seus esforços, for egoísta, impiedoso para com os pobres, bem mais culpado se tornará do que o outro, pois, quanto melhor cada um conhece por si mesmo as dores ocultas da miséria, tanto mais propenso deve sentir-se em aliviá-las nos outros. Infelizmente, sempre há no homem que possui bens de fortuna um sentimento tão forte quanto o apego aos mesmos bens: é o orgulho. Não raro, vê-se o arrivista atordoar, com a narrativa de seus trabalhos e de suas habilidades, o desgraçado que lhe pede assistência, em vez de acudi-lo, e acabar dizendo: “Faça o que eu fiz.” Segundo o seu modo de ver, a bondade de Deus não entra por coisa alguma na obtenção da riqueza que conseguiu acumular; pertence-lhe a ele, exclusivamente, o mérito de a possuir. O orgulho lhe põe sobre os olhos uma venda e lhe tapa os ouvidos. Apesar de toda a sua inteligência e de toda a sua aptidão, não compreende que, com uma só palavra, Deus o pode lançar por terra. Esbanjar a riqueza não é demonstrar desprendimento dos bens terrenos: é descaso e indiferença. Depositário desses bens, não tem o homem o direito de os dilapidar, como não tem o de os confiscar em seu proveito. Prodigalidade não é generosidade: é, freqüentemente, uma modalidade do egoísmo. Um, que despenda a mancheias o ouro de que disponha, para satisfazer a uma fantasia, talvez não dê um centavo para prestar um serviço. O desapego aos bens terrenos consiste em apreciá-los no seu justo valor, em saber servir-se deles em benefício dos outros e não apenas em benefício próprio, em não sacrificar por eles os interesses da vida futura, em perdê-los sem murmurar, caso apraza a Deus retirá-los. Se, por efeito de imprevistos reveses, vos tornardes qual Job, dizei, como ele: “Senhor, tu mos havias dado e mos tiraste. Faça-se a tua vontade.” Eis aí o verdadeiro desprendimento. Sede, antes de tudo, submissos; confiai nAquele que, tendo-vos dado e tirado, pode novamente restituir-vos o que vos tirou. Resisti animosos ao abatimento, ao desespero, que vos paralisam as forças. Quando Deus vos desferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa idéia vos ajudará a desprender-vos destes últimos. O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador: “O meu reino não é deste mundo.” A ninguém ordena o Senhor que se despoje do que possua, condenando-se a uma voluntária mendicidade, porquanto o que tal fizesse tornar-se-ia em carga para a sociedade. Proceder assim fora compreender mal o desprendimento dos bens terrenos. Fora egoísmo de outro gênero, porque seria o indivíduo eximir-se da responsabilidade que a riqueza faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a concede a quem bem lhe parece, a fim de que a administre em proveito de todos. O rico tem, pois, uma missão, que ele pode embelezar e tornar proveitosa a si mesmo. Rejeitar a riqueza, quando Deus a outorga, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, gerindo-a com critério. Sabendo prescindir dela quando não a tem, sabendo empregá-la utilmente quando a possui, sabendo sacrificá-la quando necessário, procede a criatura de acordo com os desígnios do Senhor. Diga, pois, aquele a cujas mãos venha o que no mundo se chama uma boa fortuna: Meu Deus, tu me destinaste um novo encargo; dá-me a força de desempenhá-lo segundo a tua santa vontade. Aí tendes, meus amigos, o que eu vos queria ensinar acerca do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei o que expus, dizendo: Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis os ricos, porquanto a riqueza não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais que os bens de que dispondes apenas vos estão confiados e que tendes de justificar o emprego que lhes derdes, como se prestásseis contas de uma tutela. Não sejais depositário infiel, utilizando-os unicamente em satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis com o direito de dispor em vosso exclusivo proveito daquilo que recebestes, não por doação, mas simplesmente como empréstimo. Se não sabeis restituir, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que aquele que dá aos pobres, salda a dívida que contraiu com Deus. Lacordaire. (Constantina, 1863.) 2ª Parte - Cap I - Origem e Natureza dos Espíritos; Mundo Normal Primitivo; Perispírito / Leda CEFAK Transmitido ao vivo em 17 de mai. de 2017 Centro Espírita Fraternidade Allan Kardec - CEFAK www.cefak.org.br Inscreva-se no Canal https://goo.gl/pxBQSR Esta é uma gravação de uma reunião realizada no CEFAK.
PPT - Sobre a estrutura didática de “O livro dos Espíritos” Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos Capítulo I — Dos Espíritos Origem e natureza dos Espíritos. 76. Que definição se pode dar dos Espíritos? “Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o universo, fora o mundo material.” NOTA: A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal. 77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus? “Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem, o mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, pois que somos obra sua.” 78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade? “Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo pelo qual nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.” 79. Pois que há dois elementos gerais no universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? “Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.” 80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos? “É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.” 81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros? “Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.” 82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais? “Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação, e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.” Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as ideias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação. 83. Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim. “Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio compreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer.”
Seja uma pessoa sábia. A sabedoria entra quando você lhe abre as portas.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Shanghai Express (1932) trailer

Ulisses Guimarães na rampa do Congesso, quatro dias antes de sua morte. Outubro de 1992. Acervo pessoal
26/6/2024 Até 3 dias antes da eleição do 1º turno e até 1 semana antes da eleição do 2º turno podem ocorrer surpresas. O Brasil, no meu espelho, é conservador. Hoje, contra Lula. Ontem, a favor de Lula. E, mesmo depois da eleição, pode surgir um novo líder. FHC no governo Itamar. Jaques Wagner, líder de Lula, foi como Roberto Freire, líder de Itamar. Aquela URV foi amplamente combatida. "Drible de vaca" de um alienado do mundo futebolístico. ------------- 26/6/26 BM amplo, geral e irrestrito. BB: banco dos bobos — dão poupança de juros zero. BRB: Banco Régio de Bocadas. Três forças: Imprensa PF André Mendonça 4ª força: Opinião Pública (OP) O povo para populistas de extremos pelo alto. Artigo brilhante de PM — não, senhores meganhas, M de Malan. Pedro Sim, sem ser I ou II, republicano raiz. "Vivido eu sou, analista..." ----------- Sagaz 1 26/6/24 Teve até cambalhotas em seu período de gestão na rampa do Palácio do Planalto, que o timoneiro da democracia, Ulysses Guimarães, só pôde usufruir em uma foto tirada por um fotógrafo-repórter profético, com premonições trágicas, talvez gatilhadas pelo nome do personagem. Foto emblemática de alguém que, quatro dias depois, desapareceria para sempre nas águas do mar. 2 26/6/24 Votar PEC basta? Propostas? Detalhes, para Zélia. Anarquicamente, sem sobrenome de Jorge. ------------ Políticas para se manter no poder. O mundo hoje demanda políticas monumentais. Caiado do século XX, sem alma do XXI. ------------- O que conheço: comportamento espetacular, sem perder a ideologia de direita. 3 Para isso serve a política. Amizade é acidente. --------------- É impossível não ser cordial como deputado pela convivência: "Minha neta nasceu", "Minha filha casou". -------------- Exceção — mesmo assim, não era grosseiro. Maria do Rosário foi vítima de um abuso — exceção. ----------- Questão da economia: Coisas intrincadas. Déficit público para o futuro. O país crescer sem ser voo de galinha. Domínio da criminalidade. 4 26/6/26 Economia dinâmica domina o desequilíbrio. 2027: ano-chave para déficit fiscal e custo da dívida — artigo de Armínio. Macroeconomia. Equilíbrio fiscal. Dólar flutuante. A.F. (artigo). Segurança dominada pela corrupção; e corrupção dominada pela segurança. ------------ Há 2 anos: "O crime está horroroso, vamos chamar a polícia." Hoje: "A corrupção está horrorosa, vamos afastar a polícia." 5 26/6/26 A gente vai ser condenada a uma crepitude nacional. Com a chefa no próximo programa! ------------- "Tô torcendo pela seleção brasileira de futebol." Sem branca, verde, amarela ou azul — seleção brasileira de futebol. Corte do vídeo: 31:02 6 Michelle rompe com Flávio Bolsonaro | Não é Bem Assim Meio Estreou em 25 de jun. de 2026 #michellebolsonaro #flaviobolsonaro #eleições2026 No episódio desta semana do Não é bem assim, Pedro Paulo Magalhães, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Manuel Thedim analisam a entrevista de Gilmar Mendes ao Roda Viva, o posicionamento de André Mendonça, o distanciamento público de Michelle Bolsonaro em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro, a investigação envolvendo Jaques Wagner e os impactos dessas crises sobre a eleição presidencial de 2026. _ O Meio é um canal de jornalismo independente, atualizado todos os dias. Vídeos com análise e informação, colunas de opinião, programas que vão de mini documentários a entretenimento, lives e shorts. Tudo isso você encontra aqui, no Youtube do Meio. Inscreva-se! ⭐ Assista ao episódio novo do Ponto de Partida, a Série: https://nomeio.com.br/neb_nosbr The Police - Every Breath You Take (Official Music Video) The Police Every Breath You Take The Police Cada Suspiro Que Você Der Every Breath You Take Cada suspiro que você der Every breath you take E cada movimento que você fizer And every move you make Cada laço que você quebrar Every bond you break Cada passo que você der Every step you take Eu estarei te observando I'll be watching you Todo santo dia Every single day Cada palavra que você disser Every word you say Cada jogo que você jogar Every game you play Cada noite que você ficar Every night you stay Eu estarei te observando I'll be watching you Oh, será que você não enxerga Oh, can't you see Que você pertence a mim? You belong to me? Como o meu pobre coração dói How my poor heart aches Com cada passo que você dá? With every step you take? Cada movimento que você fizer Every move you make E cada promessa que você quebrar And every vow you break Cada sorriso que você fingir Every smile you fake Cada reivindicação que você fizer Every claim you stake Eu estarei te observando I'll be watching you Desde que você se foi, eu tenho estado perdido, sem rumo Since you've gone, I've been lost without a trace Eu sonho à noite e só consigo ver o seu rosto I dream at night, I can only see your face Eu olho em volta, mas é você que eu não consigo substituir I look around, but it's you I can't replace Eu sinto tanto frio e anseio pelo seu abraço I feel so cold and I long for your embrace Eu continuo gritando: Querida, querida, por favor I keep crying: Baby, baby, please Hum, hum, hum, hum Mmm, mmm, mmm, mmm Hum, hum, hum Mmm, mmm, mmm Oh, será que você não enxerga Oh, can't you see Que você pertence a mim? You belong to me? Como o meu pobre coração dói How my poor heart aches Com cada passo que você dá? With every step you take? Cada movimento que você fizer Every move you make E cada promessa que você quebrar And every vow you break Cada sorriso que você fingir Every smile you fake Cada reivindicação que você fizer Every claim you stake Eu estarei te observando I'll be watching you Cada movimento que você fizer Every move you make Cada passo que você der Every step you take Eu estarei te observando I'll be watching you Eu estarei te observando I'll be watching you (Cada suspiro que você der) (Every breath you take) (Cada movimento que você fizer) (Every move you make) (Cada laço que você quebrar) (Every bond you break) (Cada passo que você der) (Every step you take) Eu estarei te observando I'll be watching you (Todo santo dia) (Every single day) (Cada palavra que você disser) (Every word you say) (Cada jogo que você jogar) (Every game you play) (Cada noite que você ficar) (Every night you stay) Eu estarei te observando I'll be watching you (Cada movimento que você fizer) (Every move you make) (E cada promessa que você quebrar) (Every vow you break) (Cada sorriso que você fingir) (Every smile you fake) (Cada reivindicação que você fizer) (Every claim you stake) Eu estarei te observando I'll be watching you (Todo santo dia) (Every single day) (Cada palavra que você disser) (Every word you say) (Cada jogo que você jogar) (Every game you play) (Cada noite que você ficar) (Every night you stay) Eu estarei te observando I'll be watching you (Cada suspiro que você der) (Every breath you take) (Cada movimento que você fizer) (Every move you make) (Cada laço que você quebrar) (Every bond you break) (Cada passo que você der) (Every step you take) Eu estarei te observando I'll be watching you (Todo santo dia) (Every single day) (Cada palavra que você disser) (Every word you say) (Cada jogo que você—) (Every game you—) Composição: Sting.
I’ll be watching you 🎼
26/06/2024 Boa Noite 24/7 – Ao vivo Leonardo Trevisan: “O pensamento progressista precisa discutir política de defesa” TV 24/7 – 21 mil visualizações Há 2 dias: Leonardo Trevisan – Prof. de Relações Internacionais Márcia Carmo – Bogotá Tereza Cruvinel – colunista do Brasil 247 (Brasília) Florestan Fernandes Jr. – São Paulo João Carlos Miola – Porto Alegre Sara Goes – âncora da TV 247 (Fortaleza – CE) Corte do vídeo: 33:24 Andra Trus – âncora da TV 247 (SP) Você provavelmente está se referindo ao clássico Introdução à Análise Econômica (título original: Economics), escrito pelo ganhador do Prêmio Nobel americano Paul A. Samuelson. Lançado originalmente em 1948, o "livrão alaranjado" foi adotado massivamente por faculdades de economia no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. A obra foi fundamental para a popularização do modelo de síntese neoclássica e o ensino de macroeconomia keynesiana no país. Se você deseja encontrar edições antigas para comprar ou ler mais sobre o impacto do manual, confira os links abaixo: Explore opções de edições clássicas no maior acervo de sebos em Estante Virtual. Leia um artigo sobre a biografia e a importância do autor no Wikipedia. Veja detalhes sobre uma das versões em português no Google Livros.
sexta-feira, 26 de junho de 2026 Michelle demarca território, Flávio resiste; o pós-Bolsonaro já começou, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Pela primeira vez, a disputa pela liderança simbólica do bolsonarismo, protagonizada pelo senador e pela ex-primeira-dama, foi travada em praça pública O conflito entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro extrapolou o terreno das relações familiares e se tornou um dos episódios mais reveladores das contradições no clã Bolsonaro nesta pré-campanha presidencial. Pela primeira vez, desde que Jair Bolsonaro escolheu o filho mais velho como sucessor, a disputa pela liderança simbólica do bolsonarismo, protagonizada por ambos, foi travada em praça pública. À primeira vista, Michelle parecia ter produzido um enorme desgaste para a candidatura de Flávio. Principal liderança feminina da direita e responsável pela interlocução do PL com o eleitorado evangélico, acusou o enteado de tê-la “desrespeitado”, “maltratado” e “humilhado”. Gravou um vídeo muito bem produzido e de cabeça pensada, com objetivo claro de ser contundente: “Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”. Segundo Michelle, naquele momento compreendeu que sua participação na campanha de Flávio Bolsonaro era considerada irrelevante. “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. Então eu me recolhi”. Ao exumar um episódio ocorrido há meses, durante as negociações do PL no Ceará, porém, mais do que um desabafo, fez uma afirmação de legitimidade política, de quem avalia que tem luz própria. Michelle lembrou que Jair Bolsonaro havia determinado apoio à candidatura da vereadora Priscila Costa ao Senado no Ceará e disse que suas posições refletiam a vontade do marido. Ou seja, a ex-primeira-dama disputa “lugar de fala” em nome do legado político do ex-presidente. A demarcação de território, porém, até agora, teve efeito contrário nas bases bolsonaristas. Segundo levantamento da AP Exata Inteligência, a presença de Michelle nas conversas digitais saltou de 5% para 16,4% entre os presidenciáveis em apenas quinze horas — crescimento de 228% — enquanto seus vídeos ultrapassaram milhões de visualizações. Entretanto, o aumento da exposição não foi acompanhado por melhora equivalente na percepção pública. Seu índice de confiança permaneceu praticamente estável, com pequena queda de 0,3 ponto percentual, enquanto as menções positivas recuaram para 45,5%. Já Flávio Bolsonaro experimentou movimento inverso. Seu índice de confiança cresceu 1,2 ponto e as menções positivas avançaram 3,5 pontos, atingindo o melhor desempenho dos últimos dez dias. O fenômeno confirma uma característica recorrente das comunidades políticas altamente organizadas nas redes sociais: tendem a reagir rapidamente quando identificam um ataque dirigido ao líder escolhido pelo grupo. Roupa suja Sérgio Denicoli, responsável pela pesquisa, em diversos estudos sobre comportamento digital, verificou que comunidades políticas consolidadas costumam produzir um processo de “blindagem narrativa”. Quando percebem risco ao projeto coletivo, reorganizam espontaneamente suas mensagens para proteger o principal ativo político. Foi exatamente o que ocorreu. Em poucas horas, grande parte da militância bolsonarista passou a enquadrar Flávio como vítima da exposição pública de uma divergência privada. Prevaleceu o conceito de que “roupa suja se lava em casa”. O foco deixou de ser a acusação feita por Michelle para concentrar-se na necessidade de preservar a candidatura presidencial. Flávio Bolsonaro assimilou o golpe não somente nas redes sociais. Seu pedido de desculpas revelou uma clara intenção de redução de danos. “Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas.” Na sequência, deslocou o eixo da discussão para a disputa pela orientação da campanha: “Divergências de estratégia não significam divergências de princípios”. Não falou para Michelle, mas para o eleitorado conservador, que tenta conquistar com uma narrativa mais moderada do que a dos irmãos Carlos e Eduardo e de Michelle: “O Brasil precisa de maturidade, serenidade e unidade”. Michelle também retrocedeu no confronto. “Não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”, disse nas redes sociais. E acrescentou: “Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”. O problema é que a dimensão estratégica do confronto foi escancarada. Há duas vertentes no bolsonarismo. Flávio controla a máquina partidária, o respaldo formal do PL e a indicação feita por Jair Bolsonaro para disputar a Presidência. Michelle tem o apoio do eleitorado feminino conservador, de lideranças evangélicas e mais carisma pessoal para mobilizar emocionalmente seus apoiadores. Se Flávio vencer a eleição presidencial, Michelle provavelmente será senadora pelo Distrito Federal. Se ele perder, também. Mas ampliará sua autonomia, com mais visibilidade nacional e independência política. A herança do bolsonarismo já está em disputa.
A ministra Damares Alves, Regina Duarte e Michelle Bolsonaro no Palácio do Planalto> 2020. Acervo pessoal PARECER TÉCNICO-ANALÍTICO #024/2026 ASSUNTO: Análise Semiótica e Discursiva do Pronunciamento em Vídeo de Michelle Bolsonaro (24/06/2026) CONSULTORIA: Engenharia de Comunicação Política e Pragmática de Dados 1. O Escopo da Autoria: Da Hipótese do Ghostwriting ao Algoritmo Híbrido No ecossistema da comunicação hiperconectada, o conceito tradicional de ghostwriter transmuta-se em um fenômeno de coautoria aumentada. O pronunciamento de 27 minutos não se configura como uma peça literária monolítica, mas como uma matriz polifônica onde a vivência analógica é refinada por inteligência preditiva. A sofisticação performática e a exatidão cirúrgica do encadeamento dos argumentos sugerem o uso de sistemas avançados de modelagem linguística para estruturar as seguintes forças motrizes :Sintetização Pragmática de Dados: A conversão de métricas complexas de desempenho do PL Mulher (crescimento de 45,8% de eleitas em 2024 e capilaridade territorial) em narrativas de forte apelo emocional reflete a aplicação de engenharia de prompting político. O texto opera uma transição matematicamente precisa entre o afetivo e o factual, neutralizando ruídos e otimizando a clareza do relatório de gestão .Convergência de Vetores Ideológicos: O alinhamento semântico milimétrico com as pautas da ala conservadora indica que o discurso passou por uma filtragem de consistência léxica. Processadores de linguagem natural (LLMs) são rotineiramente empregados em gabinetes estratégicos para testar a aderência de termos antes da gravação, garantindo o amálgama perfeito entre o desabafo e a agenda do bloco feminino. 2. Semiótica de Rede: O Ethos da Humildade e o Logos Computacional Do ponto de vista semiótico, o vídeo opera em uma dupla camada de significação projetada para maximizar o engajamento algorítmico, explorando uma tensão dialética clássica :[ ETHOS DE VULNERABILIDADE ] ──(Otimização de Fluxo)──> [ LOGOS DE EFICÁCIA ] (Gatilhos de Empatia Humana) (Estrutura Logística de Dados) A Estética da Espontaneidade: A simulação de intimidade e o tom de desabafo pessoal funcionam como "iscas de retenção". A recusa calculada à sintaxe burocrática do establishment mimetiza a autenticidade valorizada pelas redes. Há uma engenharia invisível projetada para furar bolhas e acionar o arquétipo da resiliência .A Auditoria Algorítmica de Resultados: Ao rebater a premissa de que "não entende de política", o discurso abandona a passividade através de uma defesa baseada em evidências. A inserção de dados estatísticos precisos desconstrói a autoridade técnica do interlocutor (Flávio Bolsonaro), transformando o ressentimento humano em capital político processável e altamente compartilhável. 3. Pragmatismo Dinástico: Validação de Cúpula e Engenharia de Cenários Na semiótica do poder, o vazamento de um racha familiar possui alta voltagem destrutiva. A validação tácita de Jair Bolsonaro funciona como a chave de legibilidade para o sistema de comunicação. A elaboração deste discurso pressupõe a antecipação de múltiplos cenários de crise — uma especialidade de análises preditivas baseadas em IA. Ao receber a anuência do patriarca, o pronunciamento ganha o selo de legitimidade necessário para operar como uma intervenção corretiva automatizada. O ex-presidente atua como o fiador silencioso da narrativa, permitindo que a ex-primeira-dama execute a fricção pública que o cálculo puramente institucional dele impede de realizar diretamente. 4. Conclusão Provisória O vídeo em análise afasta-se da lógica da "ventriloquia política" rudimentar. Trata-se de uma peça de comunicação simbiótica e assistida: a matéria-prima do ressentimento é humana e autêntica de Michelle Bolsonaro, mas a sua lapidação retórica, a blindagem estatística e a oportunidade cronológica refletem uma engenharia cibernética sofisticada. O discurso foi lapidado por uma inteligência que compreende, de forma profunda, a gramática das emoções humanas e as regras do jogo do poder digital.
Shanghai Express (1932) trailer films411 sexta-feira, 26 de junho de 2026 Que trem é esse? Por José de Souza Martins* Valor Econômico O lucro mais fácil do transporte de minérios e de produtos agrícolas, aos olhos do empreendedorismo superficial, desvaloriza ideologicamente o lucro possível no transporte de passageiros A atualização e expansão da rede ferroviária brasileira, voltada para o agronegócio e a mineração, levanta a questão social do que nela sobrará para o chamado passageiro, como seu usurário e beneficiário. As ferrovias são fatores de criação de renda diferencial da terra na medida em que colocam os territórios que percorrem mais próximos dos mercados que se situam em seus respectivos destinos. A diminuição do tempo de um percurso opera na prática como diminuição da distância em relação ao mercado e ao mundo urbano. O lucro mais fácil do transporte de minérios e de produtos agrícolas de exportação, aos olhos do empreendedorismo superficial, desvaloriza ideologicamente o lucro adicional possível no transporte de passageiros, viabilizável pelo uso de equipamentos e infraestrutura subutilizados. Esquecem que o pequeno lucro, o chamado lucro extraordinário, também é lucro e, nesse caso, resulta num serviço social. Só num capitalismo mínimo e decadente o potencial usuário e consumidor é visto e tratado como fator de prejuízo. É a neoeconomia do subdesenvolvimento lucrativo. Na atual onda ferroviária, há exceções. Refiro-me às duas linhas de passageiros da Vale. A Vitória-Minas, de Cariacica, no Espírito Santo, a Belo Horizonte, e a de São Luís, no Maranhão, a Parauapebas, no Pará, além de Carajás. São ferrovias com composições de padrão europeu, com carros de classe econômica e de classe executiva, com restaurante e lanchonete, carro especial para pessoas com deficiência em cadeira de rodas. Na de Carajás há até carro de lazer educativo para crianças com serviço de monitores. É claro que os lucros das duas ferrovias transportadoras de minérios subsidiam esse serviço de transporte para passageiros embarcados e desembarcados em cidades e localidades ao longo de seus trajetos. Mas, na verdade, esse transporte se faz com o uso da capacidade ociosa própria das ferrovias, nos intervalos do tráfego das composições do transporte economicamente principal. O Brasil já teve uma rede ferroviária notável, documentada nas páginas do mais que centenário Guia Levi com arrolamento minucioso dos horários de trens de passageiros do país inteiro e suas conexões com os trens de países vizinhos. O aproveitamento da ociosidade de equipamentos ferroviários foi exemplar na São Paulo Railway, de 1866, que ia de Jundiaí a Santos. Até por ocasião de festas religiosas de subúrbio havia trens especiais para o serviço dos devotos. A SPR lucrava com café e algodão, mas também com os pecadores. A Paulista vivia do café. E era um luxo com os passageiros. Bauru fazia conexão com a Noroeste do Brasil até Corumbá, na fronteira com a Bolívia. De lá, pelo Ferrocarril Brasil-Bolívia ia-se até Santa Cruz de la Sierra. Subia-se os Andes de ônibus e voltava-se ao trem no Altiplano, que chegava até ruínas da cidade pré-incaica de Tihuanaco no rumo do Lago Titicaca e do Chile. Viagem que fiz em 1958. Uma semana para percorrer 600 km. Duas horas depois de Roboré, o trem semanal estacou. Um passageiro fora deixado para trás. Chegaria uma hora depois, a cavalo, com um menino que o levasse de volta. O cavalo fora mais rápido que o trem. Em meados dos anos 1950, começo da decadência ferroviária brasileira, a rede tornara-se tão expressiva que se podia ir de São Luís, no Maranhão, a Buenos Aires de trem. Três vezes por semana havia trens de São Paulo a Buenos Aires. Como o Brasil, a Argentina fora destino de milhares de imigrantes, italianos e espanhóis desde fins do século XIX. Famílias embarcadas da Itália e da Espanha imaginavam estar emigrando para a América. Porém, qual América? Separadas no embarque acabavam em portos diferentes do pretendido. Ou em Santos ou em Buenos Aires. Com o tempo, o sistema ferroviário que conectava os dois países permitiam-lhes reencontrarem-se eventualmente e episodicamente. Fiz um trecho dessa viagem para ir a um seminário em Joaçaba (SC). Ao embarcar, em União da Vitória, vi que a composição tinha um carro-restaurante. Com fome, fui a ele e descobri que era um carro vazio, só mesas e cadeiras, uma cozinha com fogão aceso para ferver a água para as cuias de chimarrão dos viajantes gaúchos. Em 1983, fui a Goiás Velho a trabalho. Decidi levar a família e ir de trem para que minhas filhas tivessem a oportunidade de fazer uma viagem dessas. Da Luz fomos a Campinas, onde fizemos baldeação para o trem que de lá ia até Brasília, duas cabinas-dormitório, conectadas, com banheiro e lavabo, carro-restaurante. Em Brasília, a estação rodoviária era também estação ferroviária final. Foi uma viagem de despedida de um Brasil que desaparecia, o Brasil de gente, e um outro Brasil, em que transportar gente não vale a pena. *José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, em Genebra (1996-2007. Entre outros livros, é autor de “Desavessos” (Editora Com Arte). "Em 1983, fui a Goiás Velho a trabalho. Decidi levar a família e ir de trem para que minhas filhas tivessem a oportunidade de fazer uma viagem dessas. Da Luz fomos a Campinas, onde fizemos baldeação para o trem que de lá ia até Brasília, duas cabinas-dormitório, conectadas, com banheiro e lavabo, carro-restaurante. Em Brasília, a estação rodoviária era também estação ferroviária final. Foi uma viagem de despedida de um Brasil que desaparecia, o Brasil de gente, e um outro Brasil, em que transportar gente não vale a pena. *José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, em Genebra (1996-2007. Entre outros livros, é autor de “Desavessos” (Editora Com Arte)." * _'Brazileiros são tõ bonzinhos, ouvido em Xangai, em tradução livre do mandarim'_* https://gilvanmelo.blogspot.com/2026/06/que-trem-e-esse-por-jose-de-souza.html#more Leonardo Trevisan: 'O pensamento progressista precisa discutir política de defesa' TV 247 23 de jun. de 2026 Entrevistas Especiais Os jornalistas Sara Goes, Andrea Trus e Joaquim de Carvalho recebem convidados especiais e debatem as principais notícias do Brasil e do mundo. No painel, Florestan Fernandes Júnior, Jeferson Miola, Mario Vitor Santos e Tereza Cruvinel analisam os grandes fatos da política e da economia. Paulo Moreira Leite também comentam sobre os grandes fatos do dia. Pedro Paiva e Marcia Carmo fazem a cobertura a partir de Nova Iorque e Buenos Aires.
Leonardo Trevisan: 'O pensamento progressista precisa discutir política de defesa' Professor analisa o avanço da direita na América Latina e o peso crescente da China na região 24 de junho de 2026, 10:49 hAtualizado em 24 de junho de 2026, 10:50 h 247 - Em entrevista ao programa Boa Noite 247, o professor Leonardo Trevisan analisou o avanço da extrema direita na América Latina, a disputa entre Estados Unidos e China na região e a necessidade de o campo progressista abandonar o tabu em torno da política de defesa. Para Trevisan, a ascensão de governos e candidatos de direita no continente não pode ser compreendida apenas pela lente ideológica. Segundo ele, há um elemento econômico incontornável: a dependência dos países latino-americanos das commodities e do mercado chinês. “Em vez de olhar para eles a partir da ideologia, eu olho para eles a partir do bolso”, afirmou. “Todos esses países dependem essencialmente do bom humor chinês para comprá-las.” O professor sustentou que a China está “especialmente instalada” na América Latina e que isso limita a capacidade de governos alinhados a Washington de simplesmente virarem as costas ao Brasil ou ao eixo econômico regional. Ele citou como exemplo a integração produtiva entre Brasil e Argentina, especialmente no setor automotivo, que continuaria existindo independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto ou a Casa Rosada. “Pouco importa o inquilino que está no Palácio do Planalto ou na Casa Rosada. A Fiesp daqui e a Fiesp de lá têm interesses em comum”, disse. Trevisan também avaliou que as vitórias recentes da direita no continente não nasceram apenas das urnas, mas sobretudo das redes sociais. Em sua visão, o celular tornou-se uma ferramenta decisiva para destruir posições de centro e ampliar a polarização política. “Essas vitórias não aconteceram na urna. Essas vitórias aconteceram no celular”, afirmou. “É uma vitória do celular que destruiu as posições de centro na América Latina.” Ao comentar a polarização na Colômbia, Trevisan observou que a sociedade não está simplesmente dividida em dois blocos equivalentes. Para ele, a abstenção revela a existência de uma parcela expressiva da população que não aderiu a nenhum dos polos. “Quando a gente fala que a Colômbia está dividida no meio, não. A Colômbia tem três terços. E um terço não aceitou os outros dois”, declarou. O professor também chamou atenção para o crescimento da produção de coca na Colômbia e para a sofisticação econômica do crime organizado. Segundo ele, os grupos criminosos já operam em mercados financeiros, lavam dinheiro e retornam fortalecidos para outras atividades. Nesse contexto, Trevisan defendeu que a esquerda e o campo progressista passem a discutir seriamente a defesa nacional. Para ele, fugir desse debate significa deixar um tema estratégico nas mãos da direita. “O pensamento progressista precisa discutir política de defesa. Se o pensamento progressista não discutir política de defesa, ele será engolido”, afirmou. Trevisan citou o Atlântico Sul como área central para a soberania brasileira e disse que o Brasil é peça essencial no tabuleiro estratégico regional. Segundo ele, a relação entre militares brasileiros e norte-americanos também precisa ser compreendida à luz da disputa com a China. “O Brasil é essencial para a segurança do Atlântico Sul. É fundamental”, declarou. Na parte final da entrevista, o professor defendeu a reconstrução de um centro democrático, capaz de dialogar tanto com a centro-esquerda quanto com a centro-direita. Para ele, sem enfrentar a desigualdade estrutural e o patrimonialismo latino-americano, a região continuará vulnerável a saídas autoritárias e falsas promessas de segurança. “Ou nós reconstruímos o centro democrático de centro-esquerda e centro-direita, ou nós não vamos a lugar nenhum”, afirmou. Trevisan também criticou a estrutura tributária brasileira, que pesa sobre o consumo e penaliza os mais pobres. Em sua avaliação, qualquer projeto democrático consistente precisa enfrentar a desigualdade de renda e a baixa conversão da carga tributária em bem-estar social. Ao concluir, o professor ironizou a crescente influência chinesa na economia regional e afirmou que as elites latino-americanas terão de se adaptar ao novo cenário geopolítico. “A escola de mandarim tem futuro”, disse. “A elite aqui e o nosso negócio vão acabar tendo que aprender mandarim.”

quinta-feira, 25 de junho de 2026

E a nacional, qual é?

ESCÓCIA 0 X 3 BRASIL | VINI BRILHA E BRASIL AVANÇA | Jornal Nacional | Copa do Mundo 2026 | ge.globo ge tv 24 de jun. de 2026 #copanaglobo #seleçãobrasileira #jornalnacional O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, em Miami, com brilho de Vini Jr. e a melhor atuação da Seleção na Copa do Mundo de 2026. O camisa 7 marcou duas vezes, e Matheus Cunha completou. A vitória garantiu o primeiro lugar no Grupo C. #copanaglobo #seleçãobrasileira #jornalnacional A IA alterou nossa memória? | Pedro+Cora Meio
quinta-feira, 25 de junho de 2026 Cautela e caldo de galinha não farão mal a Lula nesta Copa, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A relação entre os presidentes da República e os títulos mundiais nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, revela muito sobre a história política do país O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o senador Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada, e combinou a imediata saída dele da liderança do governo no Senado. Foi a primeira conversa presencial entre ambos desde que o parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master. O dia parece ter sido escolhido a dedo para aproveitar o lusco-fusco do jogo do Brasil com a Escócia, ontem. Se a conversa tivesse sido boa, os dois amigos teriam assistido à seleção brasileira em campo juntos. Ao contrário. Wagner deixou o Palácio da Alvorada e anunciou que sairá do cargo. Lula operou a saída de Wagner da liderança do governo de maneira a que o amigo não se sentisse abandonado, nem complicasse ainda mais a situação eleitoral criada na Bahia pelo envolvimento de um prócer petista no escândalo. Com isso, o Palácio do Planalto espera esvaziar a narrativa da oposição de que o governo está comprometido com o escândalo. As suspeitas são pesadas: a PF investiga se Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo em Salvador. Embora o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tenha dado o testemunho de que nunca recebeu quaisquer pedidos do líder do governo em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, a pressão do PT para a saída de Wagner era muito grande. Ontem, o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, representante da “República de São Bernardo” na Esplanada, dera um ultimato ao até então líder do governo. Afirmou, em entrevista coletiva, que se fosse ele o presidente da República, substituiria Wagner na liderança no Senado. Se o jogo da seleção serviu para ofuscar a crise envolvendo o líder do governo, a postura de Lula em relação a Copa do Mundo vem sendo de cautela, apesar da piada de mau gosto e temerária em relação a Neymar, a quem chamou de “jogador em home office”. A declaração provocou reação negativa de jogadores, como Lucas Paquetá, e deu de bandeja um meme para Flávio Bolsonaro, que fez um vídeo com inteligência artificial no qual leva Neymar de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para jogar no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA). O futebol nunca foi apenas um esporte no Brasil. Desde a conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958, as vitórias da Seleção Brasileira foram incorporadas ao imaginário político nacional, transformando-se em símbolos de unidade, modernização, grandeza nacional e, às vezes, instrumentos de legitimação dos governos de turno. A relação entre presidentes da República e os títulos mundiais nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 revela muito sobre a história política do país. Futebol e política Quando o Brasil venceu sua primeira Copa, na Suécia, em 1958, o presidente era Juscelino Kubitschek. O país vivia um período de grande otimismo. Brasília estava sendo construída, a indústria automobilística se expandia e o lema “cinquenta anos em cinco” sintetizava a confiança no desenvolvimento acelerado. A conquista de Pelé, Garrincha, Didi e Zagallo foi interpretada como a prova de que o Brasil havia superado o complexo de inferioridade que carregava desde a derrota para o Uruguai, na Copa de 1950 — o traumático “Maracanazo”. Já no governo João Goulart, o país vivia uma forte instabilidade política. A renúncia de Jânio Quadros, em 1961, abrira uma crise institucional que levou à adoção temporária do parlamentarismo. Apesar da turbulência política, a seleção bicampeã, liderada por Garrincha após a lesão de Pelé, ofereceu um raro momento de consenso nacional, que favoreceu a vitória de Jango no plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo, em janeiro de 1963. Mas a política já caminhava para a polarização que desembocaria no golpe militar de 1964. Depois, a Copa também serviu para legitimar a permanência dos militares no poder e no endurecimento na repressão à oposição, que resultou em sequestros, assassinatos e desaparecimento de oposicionistas, muitos dos quais não pegaram em armas, como Rubens Paiva e Vladimir Herzog. Nenhuma vitória da Seleção foi tão explorada politicamente quanto a de 1970. O presidente Emílio Garrastazu Médici, no auge da ditadura militar, associou a conquista da Copa ao chamado “milagre econômico”. A seleção de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson e Carlos Alberto tornou-se um poderoso instrumento de propaganda. O governo procurava associar esse crescimento à ideia de um Brasil forte, unido e vitorioso, com os slogan “Ame ou deixe-o” e “Pra frente, Brasil”. No governo de Itamar Franco, a conquista da Copa em 1994 serviria para a reconstrução da autoestima. O país saía do trauma do impeachment de Fernando Collor de Mello e enfrentava uma longa crise inflacionária. Naquele mesmo ano, o Plano Real começava a estabilizar a economia. A conquista nos Estados Unidos, liderada por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel, foi percebida como um símbolo de reconstrução nacional. Seus efeitos políticos alcançaram a eleição de Fernando Henrique Cardoso, no rastro do Plano Real. Entretanto, o pentacampeonato conquistado pela Seleção comandada por Luiz Felipe Scolari e liderada por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, no último ano do governo FHC, não impediu que Lula, principal candidato de oposição, derrotasse o candidato governista, o ex-ministro da Saúde José Serra, que levou um “drible da vaca” nas eleições.
- O senhor acredita que ela deu...deu o recado certo, ou era uma questão que ela poderia ter resolvido em casa? - Eu sinceramente não tenho neste momento nenhum comentário que eu pudesse fazer. Que pudesse ser útil a alguém. Quando a gente não tem nada a contribuir, a gente fica calado.
“Do jeito que andam sendo eliminados times nessa Copa do Mundo, capaz de chegar só uns 2 na final.” Dilma Rousseff. 🤔 Michelle Bolsonaro declara guerra contra Flávio e assunto viraliza | Meio-Dia em Brasília - 25/06/26 O Antagonista Transmissão ao vivo realizada há 7 horas Meio-Dia em Brasília | 2026 O programa Meio-Dia em Brasília desta quinta-feira, 25, fala sobre o entrevero entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Além disso, o jornal também terá uma entrevista exclusiva com José Roberto Arruda, pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSD, e vai falar sobre a expectativa de renovação ou não da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Assista: Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. 🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h.
Javier Corrales @jcorrales2011 Latin America still the land of caudillos. Too much focus on the pendular shift (from left to right) and I simply marvel at the continuity of neocaudillismo. See thread. 7:00 · 25 de jun. de 2026 14 mil Visualizações E a nacional, qual é? Casa de Noca Maria Rita o couro comeu na casa de noca, nêgo não teve jeito na casa de noca, quando o couro come, é sinal que a dona quer respeito tem nego pensando que a casa de noca é farra, é fofoca é canjerê que é só ir chegando, entrando e pegando levando na marra a primeira que vê ah, nêgo! mexeu com fogo deu uma de bobo, e bobo não pode beber da água que jorra da fonte não fale, não conte, pois ele não vai entender pisou na entrada e na saída e nessa vida tem que ter molejo, jogo de corpo, uma boa visão tem que ser maleável, olha lá meu irmão bote a bola no chão Composição: Elcio Francisco dos Santos, Serginho Meriti.
- O senhor acredita que ela deu...deu o recado certo, ou era uma questão que ela poderia ter resolvido em casa? - Eu sinceramente não tenho neste momento nenhum comentário que eu pudesse fazer. Que pudesse ser útil a alguém. Quando a gente não tem nada a contribuir, a gente fica calado.
Folha de S.Paulo @folha DESENQUADRANDO | O crescimento do bolsonarismo não pode ser explicado apenas pelo antipetismo ou pela insatisfação com a política tradicional, segundo a cientista política Esther Solano. Para ela, a ascensão da direita nos últimos anos foi impulsionada por mudanças mais profundas nas percepções e nos valores de grupos que historicamente estavam mais próximos da esquerda, como jovens, mulheres e trabalhadores de baixa renda. Entrevistada pelo economista Marcos Lisboa para o videocast Desenquadrando, Solano diz que a extrema direita conseguiu interpretar transformações sociais que já estavam em curso antes da eleição de Jair Bolsonaro (PL). 📲Veja a entrevista completa na #Folha: mla.bs/c112be76b9 🎦TV Folha 02:56 16:42 · 25 de jun. de 2026 7,2 mil Visualizações
“José Serra vacilou em 1994 ao ficar indeciso sobre o Plano Real, adotando uma postura defensiva que o deixou vulnerável, resultando no "drible da vaca" dos acontecimentos que projetaram Fernando Henrique Cardoso. Em um segundo momento, referente a 2002, Azedo ressignifica o termo para a campanha de Serra, que, como candidato governista, não conseguiu conter o avanço da oposição e foi superado por Lula.” “Para Rogério, Gerente do BB, Mandetta poderia ter sido o FHC para a reeleição de Bolsonaro. O oportunismo de Lula voltou em 2022. “
Montesquieu - Cartas Persas I CARTA 46 Usbek a Rhedi Em Veneza Aqui vejo pessoas que discutem interminavelmente sobre religião, mas parece que combatem ao mesmo tempo para quem as observar superficialmente. Esses homens não são somente melhores cristãos, mas nem mesmo melhores cidadãos; e é isso que me toca, pois, em qualquer religião que se viva, a observância das leis, o amor para com os homens, a piedade para com os pais são sempre os primeiros atos de religião. Com efeito, o primeiro objetivo de um homem religioso não deve ser de agradar à divindade que estabeleceu a religião que ele professa? Mas o meio mais seguro para chegar a isso é sem dúvida observar as normas da sociedade e os deveres de humanidade. De fato, em qualquer religião que se viva, desde que se suponha uma, deve-se realmente supor também que Deus ama os homens, porquanto estabeleceu uma religião para torná-los felizes; se ele ama os homens, tem-se certeza de agradá-lo ao amá-los também; isto é, exercendo para com eles todos os deveres da caridade e da humanidade e não violando as leis sob as quais vivem. Com isso, estamos certos de agradar a Deus, mais que observando essa ou aquela cerimônia, pois as cerimônias não têm um grau de bondade por si mesmas; não são boas senão com relação e na suposição que Deus as tenha ordenado. Mas é um tema para grandes discussões; podemos nos enganar facilmente a respeito, pois é preciso escolher as cerimônias de uma religião entre as de duas mil. 113 Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal Um homem fazia todos os dias esta oração a Deus: “Senhor, nada entendo das discussões que sem cessar se produzem a teu respeito; gostaria de te servir segundo tua vontade, mas todos aqueles que consulto querem que eu te sirva à maneira deles. Quando quero te dirigir minha oração, não sei em que língua devo te falar. Tampouco sei que postura devo tomar: um diz que devo orar de pé; outro quer que fique sentado; outro exige que meu corpo se ponha de joelhos. Isso não é tudo. Há quem determina que eu deva me lavar todas as manhãs com água fria; outros sustentam que tu me olharias com horror, se não mandasse cortar um pequeno pedaço de minha carne. Outro dia me aconteceu que comi um coelho num caravançará; três homens que estavam perto me deixaram tremendo; os três afirmaram que te havia ofendido gravemente: um, porque esse animal era impuro(1); outro, porque havia sido sufocado(2); outro, enfim, porque não era peixe(3). Um brâmane que passava por lá e ao qual pedi que fosse o juiz da questão, me disse: “Não têm razão porque, pelo que parece, não mataste o animal.” — Sim, fui eu mesmo — lhe disse. — Ah! Cometeste uma ação abominável, retrucou com voz severa, e Deus não te perdoará nunca; quem sabe se a alma de teu pai não tinha passado para esse animal?” Todas essas coisas, senhor, me deixam numa confusão insuperável; não posso mover a cabeça, que estou prestes a te ofender, entretanto, gostaria de te agradar e empregar para tanto a vida que de ti recebi. Não sei se me engano, mas acredito que o melhor meio para chegar a isso é viver como bom cidadão na sociedade em que me fizeste nascer e como bom pai na família que me deste.” De Paris, 8 da lua de Shahban, 1713. .................................................................................... (1) Um judeu (Nota do autor). (2) Um turco (Nota do autor). (3) Um armênio (Nota do autor). 114