Mundo em Mutação
Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 11 de abril de 2026
Ouçam-nos
“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” — (LUCAS, 16.29)
1 A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho comum.
2 Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes convém aos interesses essenciais.
3 Há precisamente um século, n estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois Planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um pai ou de um filho na experiência humana. 4 Alguns chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de observação.
5 Isso, porém, não passa de contrassenso.
6 Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres?
7 O impulso animal tem limites.
8 Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal.
9 O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. 10 O grande problema, no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista de cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor, na direção das realidades eternas.
Emmanuel
[1] [Essa lição foi psicografada em 1950, um século depois das primeiras manifestações que deram origem ao Espiritismo moderno. Vide: Espiritismo retrospectivo.]
116
Ouçam-nos
Pão Nosso #116 - Ouçam-nos
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 18 de jul. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
📖 Resumo — “Esteta da Expressão” (p. 129)
O texto apresenta a ideia de que a personalidade é formada pela organização dos comportamentos, hábitos e atitudes — não por traços isolados —, conforme autores da psicologia.
Nesse contexto, Eurípedes é descrito como um verdadeiro “esteta da expressão”: alguém que cultiva a beleza e a precisão na forma de falar e escrever. Ele se expressa com elegância em qualquer ambiente, evita erros gramaticais, estrangeirismos e construções desnecessárias, buscando sempre clareza e correção.
Por esse cuidado rigoroso com a linguagem, torna-se um modelo de estética e refinamento dentro da língua, valorizando profundamente a beleza na comunicação.
A estética é a arte de revelar o extraordinário que reside em cada pessoa.
📖 Eurípedes – o Homem e a Missão (p. 129)
ESTETA DA EXPRESSÃO
Garret, nos Grandes Experimentos da Psicologia, afirma que “a personalidade é um estilo ou uma forma de comportamento”, e acentua: “o que faz de um indivíduo uma personalidade distinta é a organização de seus comportamentos, hábitos, atitudes e não a existência de certos traços específicos.”
Podemos concluir a conceituação de Garret com o princípio difundido por Woodworth, quando define a personalidade como a “qualidade total do comportamento do indivíduo, indicado por seus hábitos de pensamento e de expressão, suas atitudes e interesses, maneiras de agir e filosofia pessoal”.
Eurípedes enquadra-se como esteta autêntico, no acrisolamento mental, que influencia poderosamente suas atitudes e interesses, suas ações no dia-a-dia cheio de luz, levando-o à filosofia do esforço, na rota da Perfeição.
No Colégio, no lar, na rua, em toda parte, exprime-se com elegância.
As expressões saem-lhe corretas e fluentes.
Quando fala ou quando escreve faz questão de não cometer erros comezinhos de regência ou de concordância. Evita os galicismos e outros tipos de estrangeirismos. Propõe-se a amputar o Que, sempre que este se constitua em muletas desnecessárias. O possessivo de terceira pessoa é outro empecilho, que o mestre corta todas as vezes que surja como elemento de dubiedade.
Eminentemente cuidadoso na expressão — falada ou escrita — Eurípedes tornar-se um padrão de estética, no seio da Língua mais bordada de sutilezas e crivada de dificuldades do globo, que ele soube valorizar com profundo sentido de Beleza.
S
Preservar-se da avareza
3. Então, no meio da turba, um homem lhe disse: Mestre, dize a meu irmão que divida comigo a herança que nos tocou. – Jesus lhe disse: Ó homem! quem me designou para vos julgar, ou para fazer as vossas partilhas? – E acrescentou: Tende o cuidado de presevar-vos de toda a avareza, porquanto, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua.
Disse-lhes a seguir esta parábola: Havia um rico homem cujas terras tinham produzido extraordinariamente – e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa encerrar tudo o que vou colher? – Aqui está, disse, o que farei: Demolirei os meus celeiros e construirei outros maiores, onde porei toda a minha colheita e todos os meus bens. – E direi a minha alma: Minha alma, tens de reserva muitos bens para longos anos; repousa, come, bebe, goza. – Mas, Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és! Esta noite mesmo tomar-te-ão a alma; para que servirá o que acumulaste?
É o que acontece àquele que acumula tesouros para si próprio e que não é rico diante de Deus.
(S. LUCAS, 12:13 a 21.)
Feliz é aquele que vive de acordo com sua própria natureza
Em tudo, há alegria.
A divindade que faz ser
alegre a Natureza está
também dentro de você.
Resultado da eleição presidencial de 1950. Na época, não havia 2º turno.
(foto: Arte: Denys Lacerda )
"Minas não tem oceano mas tem um mar de votos."
Fábio Zambeli
ANALISA O CENÁRIO POÍTICO PARA AS ELEIÇÕES DE 2026
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Castro Barbosa - ESCRAVOS DE JÓ - popular - arr. João de Barro - Columbia 55.323-B - 01.1942
luciano hortencio
Escravos de Jó
Castro Barbosa
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Bota, tira
Deixa o zambelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Zigue, zigue, zigue, zá
Ó guerreiros da taba sagrada!
Ó guerreiros da tribo tupi!
Ó guerreiros, pra que bordoada?
Ó guerreiros, escutem aqui
O cacique da tribo de cá
E o cacique da tribo de lá
Resolvem a parada
Jogando caxangá
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil
(foto: Arte EM)
Cantando pelo mundo, cantigas e brincadeiras - Nacional Ituiutaba MG
Origem:
Mas você sabe quem era Jó?
Obs.:
Quem era jó, por que ele tinha escravos e o que é caxangá?
sábado, 11 de abril de 2026
Uma lenda viva, uma lenda Maya, por Ivan Alves Filho*
Estados Unidos, 1928. Aos três anos de idade, ela foi colocada em um trem de St. Louis para Arkansas, juntamente com o irmão, um ano mais velho, e enviada para a casa dos avós. Aos oito anos, foi estuprada pelo namorado de sua mãe. No seu depoimento, ela mentiu, dizendo que o fato terrível ocorreu apenas uma vez, quando na verdade aconteceu várias vezes. O homem foi condenado a somente um ano de cadeia, mas permaneceu um dia na prisão. Solto, seria assassinado pouco tempo depois.
Como ela havia pronunciado o nome do seu estuprador diante das autoridades policiais, passou cinco anos sem falar, completamente muda, pois achava que a palavra poderia matar uma pessoa: “pensei que a minha voz o havia matado”, observou mais tarde.
Retomou o gosto pela palavra por intermédio das leituras, ao retornar à casa da avó. Aos 17 anos de idade, ela engravidou. Para sobreviver, se prostituiu. Mais adiante, trabalhou como cozinheira. Casou-se com um grego, sendo muito raro em seu país, àquela época, o matrimônio entre um branco e uma negra. Tendo se separado, tornou-se bailarina e excursionou pela Europa, integrando o elenco de "Porgy & Bess", a primeira ópera negra.
Na volta, estabelece-se em Nova Iorque, ligando-se a um sindicato de escritores negros. Conheceu o romancista e ensaísta James Baldwin e o pastor Martin Luther King, este último em 1960. Em seguida, optou por visitar a África, apoiando os movimentos de libertação nacional que se formavam naquele continente. Viajando pelo Egito e fixando residência em Gana, faz amizade com Malcom X. O ativista a convida para trabalhar com ele nos Estados Unidos, auxiliando-o na luta pelos direitos dos negros norte-americanos. Assim, em 1965, ela volta ao seu país, mas, neste mesmo ano, Malcom X é assassinado.
Integrada ao movimento cívico organizado por Luther King, tem um grande choque, quando este, por seu turno, é assassinado, em 1968, exatamente no dia em que ela completaria 40 anos de idade.
Convencida por James Baldwin de que sua vida daria um livro, passou dois anos escrevendo uma espécie de autobiografia precoce. Refugia-se em um hotel, um hábito que contraiu ao longo de toda sua vida, dando início a uma série de seis livros em torno de sua existência. Publicaria mais tarde vários volumes de poesia e escreveu peças de teatro, livros infantis, atuando paralelamente como cantora, compositora e atriz. Na política, apoiou Hillary Clinton e foi condecorada por Barack Obama.
Maya Angelou, a autora de Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, morreu logo após completar 86 anos de idade, em 2014. Era uma força da natureza – e uma lenda viva.
*Ivan Alves Filho, historiador
sexta-feira, 10 de abril de 2026
República, Hegemonia e a “Corte do Capital”: Uma Leitura Crítica Inspirada em Gramsci
Samba da Minha Terra
Dorival Caymmi
República, Hegemonia e a “Corte do Capital”: Uma Leitura Crítica Inspirada em Gramsci
A formulação “República e seu imenso talento na corte do capital”, embora não pertença a registros históricos formais, revela uma potente chave interpretativa das estruturas de poder nas sociedades modernas. Lida à luz da teoria política de Antonio Gramsci, essa expressão deixa de ser apenas retórica e passa a condensar uma crítica estrutural à forma como o poder se organiza, se legitima e se reproduz.
1. República Formal e Continuidade do Poder
A Proclamação da República no Brasil marcou a ruptura institucional com a monarquia. No entanto, sob uma perspectiva crítica, essa mudança não significou necessariamente uma transformação das estruturas de dominação.
Como indica Gramsci, o poder se mantém não apenas pela força, mas pela hegemonia — isto é, pela capacidade de uma classe fazer com que seus interesses sejam aceitos como universais.
Nesse sentido, a República pode ser compreendida como:
uma nova forma política
sustentando, porém, antigas relações de poder
sob a aparência de renovação
2. A “Corte do Capital” como Bloco Histórico
A chamada “corte do capital” pode ser interpretada como um bloco histórico, conceito central do pensamento gramsciano.
Trata-se de uma articulação entre:
elites econômicas
agentes políticos
operadores institucionais
intelectuais orgânicos
Essa “corte” não se define por títulos nobiliárquicos, mas pela proximidade com o capital e pela capacidade de influenciar decisões estratégicas.
3. O “Imenso Talento” e a Função do Vazio
A ironia do “imenso talento” remete diretamente à crítica de Eça de Queirós, em A Correspondência de Fradique Mendes, onde a figura de Pacheco simboliza o prestígio sem obra.
Sob uma leitura gramsciana, esse “talento” pode ser reinterpretado:
não como ausência de capacidade
mas como função dentro do sistema
O sujeito que nada produz, mas circula com prestígio, cumpre um papel específico:
manter a estabilidade
evitar rupturas
reproduzir consensos
4. Estado Ampliado e Produção de Consenso
Nos Cadernos do Cárcere, o Estado é compreendido em sentido ampliado, integrando:
sociedade política (instituições, leis, coerção)
sociedade civil (mídia, cultura, educação)
É nesse espaço ampliado que se constrói o consenso necessário à manutenção da hegemonia.
O “imenso talento” passa, então, a ser a habilidade de operar nesse campo híbrido — onde o poder não apenas decide, mas orienta, molda e naturaliza.
4.1. Ruptura e Dissenso: quando a hegemonia falha
Se a hegemonia se sustenta pela produção de consenso, sua fissura torna-se visível justamente nos momentos em que sujeitos sociais recusam essa ordem e passam a agir contra ela — mesmo sob risco direto.
Um exemplo contemporâneo dessa ruptura pode ser observado na São Petersburgo, documentado pelo The Guardian:
O vídeo registra mulheres russas protestando contra a guerra, enfrentando repressão estatal e hostilidade social. As reações são ambíguas:
apoio silencioso de alguns
acusação e rejeição por outros
Essa ambivalência revela um ponto central da teoria de Antonio Gramsci:
a hegemonia nunca é total — ela é sempre disputada.
O que está em jogo não é apenas o protesto em si, mas:
a quebra do consenso dominante
a emergência do dissenso
o risco assumido por aqueles que recusam a narrativa oficial
Essas ações configuram práticas contra-hegemônicas, evidenciando que mesmo estruturas consolidadas podem ser tensionadas a partir da ação social.
5. Imagem Crítica: Estado e Mercado
A reflexão desenvolvida encontra uma síntese visual na tradição da charge política contemporânea:
🔗 https://juniao.com.br/charge/estado-e-mercado/
Imagem — Estado e mercado em relação de dependência estrutural
A charge apresenta, com economia de traços e ironia refinada, a relação entre Estado e mercado não como oposição, mas como articulação. O poder político aparece formalmente autônomo, mas materialmente orientado por forças econômicas.
Sem recorrer à caricatura explícita, a imagem sugere que:
a autonomia institucional é relativa
o poder econômico atua de forma indireta
a dominação se exerce por mediação, não por imposição direta
Em termos gramscianos, trata-se da representação visual da hegemonia — um domínio que se sustenta precisamente por não se apresentar como tal.
Assim como na crítica de Machado de Assis e Lima Barreto, não se trata de denunciar indivíduos, mas de revelar estruturas.
Conclusão
A expressão analisada sintetiza uma crítica que permanece atual:
A República, enquanto forma política, pode operar como espaço de reprodução de uma hegemonia estruturada em torno do capital.
Nesse cenário:
a “corte” não desaparece — ela se transforma
o “talento” não é criação — é adaptação
o poder não se impõe apenas — ele se naturaliza
A figura do “Pacheco” deixa, assim, de ser apenas uma sátira literária para se tornar um elemento funcional dentro da engrenagem do poder.
A crítica, portanto, não se dirige apenas aos indivíduos, mas ao próprio sistema que:
seleciona
legitima
e perpetua
formas de atuação marcadas menos pela realização concreta e mais pela eficácia simbólica.
Posfácio — A Engrenagem Institucional e a Gestão da Crise
A análise contemporânea do cenário político brasileiro revela a permanência dessas dinâmicas estruturais. Movimentos recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Senado indicam um processo de reorganização institucional marcado por tensão e cálculo estratégico.
Destacam-se três vetores principais:
Reconfiguração do comando eleitoral, com alterações no TSE que impactam diretamente o equilíbrio de forças para as eleições de 2026;
Gestão de crises federativas, como no caso do Rio de Janeiro, em que a suspensão de decisões revela a complexidade jurídica e política do impasse;
Negociação interinstitucional, evidenciada na indicação de Jorge Messias ao STF, construída por meio de articulação política entre Executivo e Legislativo.
Ao mesmo tempo, observa-se o deslocamento do foco público para temas institucionais densos, funcionando como mecanismo de contenção diante de crises mais explosivas. Esse movimento sugere a atuação de um sistema que, mesmo sob tensão, busca preservar sua estabilidade por meio de ajustes internos.
Sob uma leitura inspirada em Antonio Gramsci, tais dinâmicas podem ser compreendidas como expressão de uma hegemonia em operação: um arranjo no qual os conflitos são administrados sem ruptura, garantindo a continuidade das estruturas fundamentais de poder.
Assim, o presente não rompe com a crítica aqui desenvolvida — antes, a confirma. A “corte do capital” persiste, não como resquício do passado, mas como forma ativa e adaptativa de organização do poder nas democracias contemporâneas.
Resumo — “Lições da guerra”, por Fernando Gabeira
O artigo reflete sobre os impactos geopolíticos e estratégicos de conflitos recentes, destacando transformações no cenário internacional e suas implicações para o Brasil.
A primeira lição é a urgência da transição energética, diante da instabilidade causada pela dependência global do petróleo e das disputas em regiões estratégicas como o Oriente Médio.
A segunda refere-se à natureza da guerra contemporânea, marcada pelo uso intensivo de drones e mísseis, que tornam os conflitos mais descentralizados e tecnologicamente acessíveis. Isso sugere a necessidade de adaptação das estratégias de defesa, inclusive pelo Brasil.
O texto também aponta a fragilidade das alianças internacionais, especialmente com o enfraquecimento de compromissos tradicionais e a atuação unilateral dos Estados Unidos, o que aumenta a insegurança global.
Além disso, destaca-se a ideia de que o mundo vive um momento de retorno da lógica da força nas relações internacionais, com menor respeito a normas e maior tolerância a conflitos e destruição.
Por fim, o autor alerta que, embora o Brasil tenha tradição pacífica, precisa estar atento às mudanças globais, evitando excesso de confiança em potências externas e buscando preservar sua autonomia e capacidade de resposta em um cenário cada vez mais instável.
S
Samba da Minha Terra
Novos Baianos
O samba da minha terra deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
O samba da minha terra deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo, todo mundo
Todo mundo, todo mundo bole, todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé
Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei
O samba lá da Bahia deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
É que o samba lá da Bahia deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé
Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei
É que o samba lá da Bahia deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
É que o samba lá da Bahia deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quando se canta todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé
Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei
Samba!
Rolagem automática
Composição: Dorival Caymmi.
Suíte do Pescador
Dorival Caymmi
O circo do circuito no ar desmanchando
Resumo — “Tudo que era sólido desmanchou no ar”, por José Serra
O texto analisa as transformações profundas que marcam a segunda metade da década de 2020, destacando três grandes dimensões que reconfiguram a economia e a política global.
A primeira é a transição climática, que exige coordenação internacional para reduzir emissões de carbono, com regras comuns, financiamento e distribuição equilibrada de responsabilidades entre países. Trata-se de um desafio coletivo que redefine custos de produção e exige cooperação global.
A segunda é a revolução da inteligência artificial, que tende a aumentar a produtividade, mas também a desigualdade entre empresas, setores e trabalhadores. A IA pode eliminar empregos intermediários e exigir maior qualificação, tornando essencial o investimento em educação, requalificação e capacidade tecnológica.
A terceira dimensão é o reposicionamento geopolítico global, com o declínio relativo dos Estados Unidos e o surgimento de novas dinâmicas comerciais, financeiras e energéticas. Países passam a diversificar parcerias, moedas e cadeias de suprimento, buscando maior autonomia estratégica.
Diante desse cenário, o autor defende que o Brasil precisa de um Estado forte, porém eficiente, capaz de:
coordenar políticas públicas
enfrentar desigualdades
adaptar-se às transformações tecnológicas e ambientais
e atuar estrategicamente no novo cenário internacional
A principal tese é que soluções baseadas no “Estado mínimo” ou no alinhamento automático a potências externas não são suficientes para garantir o desenvolvimento e a coesão social no novo contexto global.
S
Clarice Lispector - Circuito da Poesia do Recife
Prefeitura do Recife
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Clipe
5.171 visualizações 3 de jul. de 2021
Olá! Que bom ter você aqui no Circuito da Poesia do Recife, junto com Clarice Lispector. Ela nasceu longe daqui, na Ucrânia, em 1920, mas o coração dela sempre foi recifense! Nossa cidade guarda as memórias que formaram a identidade da escritora. Não é à toa que ela cita o Recife em tantas das suas obras, principalmente quando escreveu lembrando a infância. No Recife que ela amou.
Clarice chegou aqui aos cinco anos acompanhada do pai, da mãe e de duas irmãs mais velhas. Morou na Boa Vista. A sua relação com a cidade foi tão intensa, como ela também era, e tão inspiradora, que, mesmo quatro décadas depois da sua morte em 1977, ela foi reconhecida como cidadã pernambucana, em novembro de 2020.
A gente sente um orgulho danado de poder ler as inesquecíveis lembranças de Clarice, que ajudaram a imortalizar o Recife na sua arte. Quanto cuidado! Bora cuidar também? O nosso Patrimônio Cultural é parte da nossa história. Então ele também é seu. E do mundo inteiro, feito a obra de Clarice Lispector. Eternizada.
Acesse https://circuitodapoesia.recife.pe.go...
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Música | O Circo - Sidney Miller
Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juiz e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutra esfera se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança
Composição: Sidney Miller.
Tudo que era sólido desmanchou no ar, por José Serra
O jogo dos próximos anos exige um Estado forte, não mastodôntico, que consiga navegar na nova realidade
O mundo dessa segunda metade da década de 2020 pode ser qualquer coisa, mas jamais poderemos dizer que é um palco para amadores. De fato, esta década está se caracterizando por jogar por terra a velha forma de produzir e de viver. Vamos tentar olhar três dimensões deste novo mundo.
Primeiro, algo que já estava no radar há alguns anos, mas só nesta década ganhou cores mais marcantes: a transição climática. Emissões lançadas por uma economia afetam, indistintamente, todas as demais. Por isso, esforços isolados, ainda que relevantes, são insuficientes diante da escala da questão. A redução conjunta de emissões exige metas compatíveis, mecanismos de monitoramento confiáveis e compromissos estáveis de longo prazo, para que a ação climática não seja comprometida por condições assimétricas entre países ou pela transferência de atividades intensivas em carbono para locais onde as exigências sejam menores.
Os mecanismos de redução das emissões de carbono têm por objetivo alterar os parâmetros de custo da produção, de modo a incorporar aos processos econômicos os efeitos ambientais. Ao precificar o carbono e incentivar tecnologias limpas, esses mecanismos afetam decisões de investimento, produção e consumo.
Efeitos positivos só podem ser conseguidos se as ações, nos mais diversos países, forem realizadas de forma coordenada internacionalmente. Mas é indispensável distribuir custos e responsabilidades considerando as diferenças de renda, estruturas produtivas e capacidades tecnológicas. Isso reforça a necessidade de cooperação financeira, difusão de conhecimento tecnológico e alinhamento regulatório. A transição climática não é uma soma de políticas nacionais. Ao contrário, é ação coletiva, marcada por previsibilidade institucional e compromisso compartilhado com a redução global das emissões.
A segunda dimensão é a revolução que a inteligência artificial (IA), que impõe desafios de grande magnitude, dado que sua adoção tende a ser desigual entre setores, empresas e regiões. Em ambientes produtivos marcados por baixa produtividade média, forte heterogeneidade empresarial e grande presença de pequenas firmas, a IA pode ampliar a distância entre segmentos mais capitalizados e aqueles com limitada capacidade de investir em tecnologia, dados e qualificação. A introdução das novas tecnologias cruzará segmentos do setor produtivo, desconstruindo o passado e instaurando uma nova realidade.
No mercado de trabalho, a IA tende a alterar a forma como ele é organizado, remunerado e distribuído setorialmente. Ocupações intermediárias, rotineiras ou intensivas em processamento de informação podem sofrer forte reconfiguração, enquanto cresce a demanda por trabalhadores com maior capacidade analítica, domínio tecnológico e capacidade de adaptação contínua aos novos ambientes. O risco é que a IA aumente a produtividade sem gerar, na mesma proporção, empregos de qualidade. Por isso, a nova configuração exige políticas de formação, requalificação profissional e fortalecimento da capacidade nacional de absorver tecnologia e ter um papel ativo na construção dos novos marcos produtivos.
A terceira dimensão é o declínio da posição americana na configuração geopolítica. A aventura tarifária de Trump já havia causado estragos na posição de centralidade no contexto do comércio mundial. Os países de médio desenvolvimento já buscam comerciar entre si. Segundo a The Economist, entre maio e o fim de 2025, o comércio entre a GrãBretanha, o Canadá, a União Europeia, o Japão, a Coreia do Sul e a Suíça aumentou 12% em comparação com os mesmos meses do ano anterior, mesmo com a queda de 6% nas exportações para os Estados Unidos. A guerra ampliou a percepção de fragilização da posição dominante para o campo militar, na diplomacia e no mundo financeiro.
Os próximos anos mostrarão um reposicionamento de todas as nações. Repensar as fontes energéticas para garantir suprimento nacional será um ponto de honra. Redesenhar o comércio, especialmente o de minerais e outros insumos da produção, numa ótica de segurança do abastecimento, será outro. Mas é nos fluxos financeiros que novas lógicas virão à luz de forma mais intensa. A desagregação de mercados ocasionada pela guerra abriu caminho para o comércio em outras moedas. A degradação da posição de poder americana acionou os mecanismos de proteção contra a concentração de posições em ativos denominados na moeda americana.
De fato, 2026 é o primeiro ano de uma nova configuração da economia e da sociedade. E tenho que dizer aos que acreditam que o alinhamento automático aos Estados Unidos ou às soluções do liberalismo “anti-Estado” produzirão a catástrofe do desenvolvimento brasileiro. O jogo dos próximos anos exige um Estado forte, não mastodôntico, que consiga navegar na nova realidade tomando decisões e compondo alianças que preservem ao País a capacidade de manter mínima coesão social frente a mudanças que irão do trabalho no mundo da IA à transição climática, passando pelo comércio e pelo sistema financeiro.
O Estado de S. Paulo
quarta-feira, 8 de abril de 2026
O quinto postulado de euclides
O 5o Postulado de Euclides
Professor Possani
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3,1 mil
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36.199 visualizações Estreou em 19 de jun. de 2022
Apresentarei neste vídeo a história do 5o Postulado de Euclides, conhecido como Axioma das Paralelas, e comentarei as tentativas de demonstrar este postulado a partir dos demais e os desenvolvimentos que estas tentativas trouxeram à Matemática. É uma história fascinante que percorre mais de 2000 anos de estudos.
O quinto postulado, comumente associado à geometria euclidiana (base da geometria analítica/cartesiana), determina que se uma reta transversal intercepta duas outras retas formando ângulos internos cujo lado somado é menor que 180º, essas duas retas se encontrarão se prolongadas infinitamente.
IMECC/ Unicamp
IMECC/ Unicamp
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Definições do Quinto Postulado
Existem duas formas principais de entender este princípio:
Formulação Original (Euclides): Se uma reta, ao cortar duas outras, forma ângulos internos do mesmo lado cuja soma é menor que dois ângulos retos (180º), então essas duas retas, se prolongadas indefinidamente, encontrar-se-ão do lado em que a soma dos ângulos é menor que dois retos.
Postulado das Paralelas (Playfair): Uma formulação mais moderna e equivalente estabelece que, por um ponto fora de uma reta, passa uma única reta paralela à reta dada.
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Importância na Geometria
Geometria Euclidiana: Este postulado é fundamental para a definição de retas paralelas e para garantir que a soma dos ângulos internos de um triângulo seja sempre 180 graus.
Geometrias Não-Euclidianas: A tentativa de provar este postulado a partir dos outros quatro levou ao desenvolvimento de geometrias não-euclidianas, onde o postulado das paralelas não se aplica.
Instituto de Matemática, Estatística e Física - IMEF
Instituto de Matemática, Estatística e Física - IMEF
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O que você provavelmente está buscando é o 5º Postulado de Euclides (também conhecido como o Postulado das Paralelas), já que a "Geometria Cartesiana" é, na verdade, a aplicação da álgebra à geometria euclidiana.
O enunciado simplificado diz:
"Se uma linha reta cruzar duas outras linhas retas de modo que os ângulos internos do mesmo lado somem menos que dois ângulos retos (180°), essas duas linhas acabarão se encontrando se forem prolongadas indefinidamente naquele lado."
Em termos modernos (conforme a formulação de Playfair), ele é entendido como: por um ponto fora de uma reta, passa uma única reta paralela à reta dada.
Por que ele é especial?
Diferente dos outros: Ele é muito mais longo e complexo que os quatro primeiros postulados, o que fez matemáticos tentarem prová-lo como um teorema por séculos.
Geometrias Não-Euclidianas: Ao tentar negar esse postulado, surgiram novas geometrias:
Geometria Elíptica: Não existem paralelas.
Geometria Hiperbólica: Existem infinitas paralelas por um único ponto.
Você gostaria de ver como esse postulado é representado no plano cartesiano através de equações de retas?
Postulados 1)Todos têm um olhar. 2) Um pode ter mais de olhar. 3) Todos não podem ter um mesmo olhar.
Esses três postulados parecem formar um pequeno sistema lógico sobre “olhares”. Vamos interpretar com cuidado:
Todos têm um olhar.
→ Cada indivíduo possui pelo menos um olhar.
Um pode ter mais de um olhar.
→ É possível que um indivíduo tenha múltiplos olhares.
Todos não podem ter um mesmo olhar.
→ Não existe um único olhar que seja compartilhado por todos ao mesmo tempo.
Análise
Os postulados não são contraditórios entre si.
Eles descrevem um cenário onde:
Cada pessoa tem pelo menos um olhar (ninguém fica sem).
Algumas pessoas podem ter vários.
Não há um olhar universal comum a todos.
Interpretação possível
Você pode estar falando de “olhar” no sentido subjetivo (visão de mundo, perspectiva):
Todo mundo tem uma perspectiva.
Uma pessoa pode ter várias formas de ver as coisas.
Mas não existe uma única perspectiva que seja igual para todos.
Em termos mais formais (quase lógica/matemática)
Seja:
Pessoas = conjunto
P
P
Olhares = conjunto
O
O
Relação
R
(
p
,
o
)
R(p,o): “pessoa
p
p tem o olhar
o
o”
Então:
∀p ∈ P, ∃o ∈ O tal que R(p, o)
∃p ∈ P tal que p tem mais de um o
¬∃o ∈ O tal que ∀p ∈ P, R(p, o)
Se quiser, posso te ajudar a transformar isso em um argumento filosófico, poema, ou até um paradoxo mais elaborado.
Interessante — você quer aplicar aquela estrutura dos “olhares” à própria experiência da foto, como se o autor estivesse vendo algo além do que aparece literalmente.
Na imagem, vemos uma pessoa com roupa estampada e um crachá de “visitante – 9º andar”. Nada ali, objetivamente, mostra um homem com barba, bigode, etc. Mas é aí que entra o seu modelo:
• Existe a pessoa que vê (p)
• Existe o “olhar” (o) — que pode ser imaginação, associação, memória
• E a relação R(p, o) acontece quando essa pessoa projeta significado na imagem
💡 Então, aplicando:
O autor da foto pode estar olhando para as formas e cores da estampa — especialmente esse amarelo com traços mais escuros — e interpretando aquilo como o esboço de um rosto masculino:
• as linhas mais escuras → sugerem barba/bigode
• volumes e sombras → lembram nariz e olhos
• área clara ao redor → pode sugerir a cabeça careca
• tons quentes → associam ao ruivo
Ou seja, não é que o homem esteja “na foto” — ele está no olhar do observador.
⸻
🧠 Ligando com sua lógica:
• A foto é a mesma (objeto fixo)
• Mas o olhar muda → surgem múltiplas interpretações
• Isso confirma:
• uma pessoa pode ter mais de um olhar
• e não existe um único olhar universal sobre a imagem
⸻
🎨 Em linguagem mais poética:
O retrato não está na camisa —
está no instante em que alguém decide vê-lo.
Se quiser, posso transformar isso num paradoxo mais formal ou até desenhar a estrutura lógica dessa “projeção de imagem” 👀
domingo, 5 de abril de 2026
PREFÁCIO — ENTRE O ABATE E A SUBMERSÃO
"O que mais preocupa o governo nessa fase da campanha eleitoral é a repercussão da alta do petróleo nos preços dos alimentos"
Lula quer prender empresário, Petrobras impõe aumento de 55% à aviação
José Casado
Por
José Casado | 2 abr 2026, 08h00
Revista Será? Penso, logo, duvido. | | Desde 2012 acompanhando o fluxo da história, do Brasil e do mundo.
Foi gravíssimo o que Kassab fez. As consequências vêm depois. E virão.
Kassab, o bruxo, fez flopar a “terceira via”
Por Marco Aurélio Nogueira | abr 3, 2026 | Artigos | 1 |
Era o esperado, dada a biografia e as ideias daqueles que decidiram bancar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado pelo PSD. À frente deles esteve sempre Gilberto Kassab, personagem com largo trânsito na vida política nacional e tido por muitos como alguém dotado de dons políticos fundamentais, desses que são capazes de dar nó em pingos d’água. Uma espécie de bruxo.
Kassab não perdeu a oportunidade de pôr as cartas na mesa e mostrar sua verdadeira inclinação, suas ideias políticas e suas intenções. Rifou, sem pena nem dó, a candidatura de Eduardo Leite, que prometia demarcar um território próximo à chamada “terceira via”. A motivação talvez tenha sido: facilitemos a vitória de Lula, pois assim manteremos nossas posições no governo. A ver se dará certo.
Eduardo Leite era a novidade, Caiado é a mesmice. Eduardo propunha coisas concretas e alvissareiras, Caiado repete chavões. Eduardo apresentou um plano de governo para não repetir o que se tem tido nos últimos tempos, Caiado se compromete a conceder “anistia ampla” aos golpistas de 2023. Eduardo queria se distanciar dos polos que engessam o país, Caiado aderiu imediatamente à direita, de onde, aliás, nunca se distanciou. Eduardo Leite era o futuro, Caiado mira para trás.
O PSD fez flopar a “terceira via”. Quer dizer, impediu que ela se projetasse. A polarização se impôs, levando os eleitores a ter de escolher entre o mal menor e o mal maior, sem muitas expectativas de encontrar o bem. A polarização virou algo “normal”, aceita por todos como o mais adequado caminho para chegar ao poder. A ideia de que polos sempre existem numa democracia se tornou uma convicção, não mais uma constatação. E com base nisso seguiu em frente, bombada nas redes sociais e pelas campanhas eleitorais. Os perdedores foram a sociedade, que deixou de visualizar propostas novas, e a democracia, que se esvaziou de substância e legitimidade.
“Terceira via” tem sido uma expressão repetida e apresentada como desejo de muitos brasileiros. A força dos polos dominantes sempre dificultou a compreensão da expressão, que ficou solta no ar, ao abrigo de poucos. Mais uma fantasia do que uma realidade efetiva. Foi vista como meio-termo, centro-esquerda, tática de conciliação, oportunismo, como manobra da direita para prejudicar a esquerda e como manobra da esquerda para enfraquecer a direita. Nenhum partido ou aliança partidária a endossou firmemente como estratégia e a disseminou pela população.
Em uma formulação simples, “terceira via” nada mais é do que a superação de polarizações negativas e a apresentação de novas esperanças de mudança. Seu pressuposto é que a repetitiva tensão entre uma extrema direita gulosa, fanatizada, e uma esquerda empoderada e acomodada no governo cria um estado de paralisia política. Como os polos se alimentam reciprocamente, o espaço para outras postulações se estreita.
O espaço para a “terceira via” sempre foi estreito, mas sempre existiu. A polarização já passou pela fase PT x PSDB, antes de se consolidar no formato atual, lulismo x bolsonarismo. A primeira fase foi fluída, a segunda é sólida. Ambas impossibilitaram avanços. A “terceira via” não ganhou corpo. E o país seguiu em frente, flertando com o abismo.Cansado, politicamente triste, sem ânimo. A polarização extrapolou: saiu dos polos e contagiou a sociedade inteira. Hoje a gente vota por falta de opção. Ou seja, sem tesão.
Se o espaço para uma “terceira via” é estreito, ele só poderá se viabilizar se houver uma força política que fale com firmeza sobre os desafios a serem enfrentados na atual etapa da história. Que indique como governar uma sociedade repleta de desigualdades, carências e tensões. Que atualize a agenda e retire a sociedade do sofrimento de ter de escolher um candidato para impedir a vitória do outro. Alguém vislumbra alguma articulação desse tipo no horizonte?
Eduardo Leite poderia ter sido um agente viabilizador disso. Disposto a representar um centro democrático distante dos polos dominantes, ainda que respeitoso com cada um deles.
A “terceira via” morreu na praia.
Revista Será?
Penso, logo duvido
(ou: como a máquina afia a metáfora e devolve o mundo em lâmina)
Este texto nasce de um atrito: linguagem e verificação, impulso e rigor, metáfora e fato. O que era, no início, apenas um enunciado bruto — “o caça abatido”, “a Terceira Via afogada”, “o Paranoá como ponto no infinito” — foi submetido a um processo de depuração que não o esvaziou, mas o tensionou até ganhar forma.
Corrigiu-se o erro mínimo — “espacõ”, restituído a espaço —, mas sobretudo calibraram-se excessos e redundâncias. A metáfora foi mantida onde produz sentido; contida onde ameaçava dissolvê-lo. O dado factual não foi negado, mas reinscrito como pano de fundo, jamais como prisão da linguagem.
O resultado é este: um texto que não abdica da acidez nem do lirismo, mas que aprende a equilibrá-los.
Ao fundo, quase como ironia estrutural, permanece Com Açúcar, com Afeto, de Chico Buarque — não como ornamento, mas como contraponto. Onde a política endurece, a canção amacia. Onde o discurso acusa, a melodia insinua.
É nesse intervalo — entre o míssil e o violão — que o ensaio se sustenta.
POSFÁCIO — O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO
Dramaturgia sintética em um ato
Personagens:
AZEDO e O AUTOR
Cenário: Um café na Asa Norte. A vitrola gira baixo. O Lago Paranoá repousa ao fundo como metáfora exaurida.
AZEDO:
Você fala em abate. Eu vejo crescimento de bancada. O Partido Liberal chegou a 101 deputados. Isso é o fato.
O AUTOR:
E o fato, sem forma, é apenas número. O que você chama de crescimento, eu chamo de ocupação da superfície — onde nada afunda porque tudo já é raso.
AZEDO:
Raso ou não, funciona. Fundo eleitoral, emenda, máquina. A política deixou de ser projeto; virou mecanismo.
O AUTOR:
Mecanismos também colapsam. A “Terceira Via” tentou operar sem engrenagem. Foi triturada.
AZEDO:
Não foi triturada — foi irrelevante. Sem base, sem voto, sem direção.
O AUTOR:
Ou sem lugar possível num sistema saturado. Entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o centro virou intervalo — e intervalo não se sustenta.
AZEDO:
Intervalo não ganha eleição.
O AUTOR:
Mas explica o vazio.
(Pausa.)
AZEDO:
Você insiste na metáfora.
O AUTOR:
Porque a metáfora revela o que o número esconde.
AZEDO:
E o número revela o que a metáfora disfarça.
(Silêncio. A música continua.)
[1] Nota do Editor — “Cristianização”
Sem mística. O termo, empregado por Luiz Carlos Azedo, deriva de Cristiano Machado: candidato abandonado pelo próprio partido em 1950. “Cristianizar” é isso — manter a forma, entregar o conteúdo. Política em estado cru.
Nada mais a acrescentar.
Saideira na mesa.
Conta paga.
Pernas para quem te quer pernas.
Com Açúcar, Com Afeto
Chico Buarque
Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê!
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê!
No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer?
Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você
Com açúcar, com afeto
Composição: Chico Buarque.
O CAÇA AMERICANO FOI ABATIDO EM TERRAS PERSAS. A "TERCEIRA VIA" TUCANA FOI AFOGADA EM PRAINHAS DO LAGO SUL, DO OUTRO LADO DA ALVORADA.PARANOÁ SE PROJETOU COMO UM PONTO CONVERGINDO NUM PONTO DO ESPAÇÕ INFINITO.
O texto que você enviou utiliza uma linguagem metafórica e jornalística para descrever dois eventos distintos, possivelmente conectando-os pelo impacto geopolítico e político:
"O caça americano foi abatido em terras persas": Refere-se a um incidente militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã (antiga Pérsia). Historicamente, isso remete a episódios como o abate de um drone americano Global Hawk pelo Irã em 2019, ou outros momentos de tensão no Golfo Pérsico que elevaram o risco de um conflito direto [1, 2].
"A 'Terceira Via' tucana foi afogada em prainhas do Lago Sul": Aqui, a metáfora foca na política brasileira. O termo "tucana" refere-se ao PSDB. A frase sugere o fracasso das articulações de Brasília (representadas pelo Lago Sul e as proximidades do Palácio da Alvorada) para viabilizar um candidato de centro — a chamada "Terceira Via" — em eleições recentes, indicando que a estratégia "morreu na praia" diante da polarização [3, 4].
"Paranoá se projetou como um ponto convergindo num ponto do espaço infinito": O Lago Paranoá, em Brasília, deixa de ser apenas um cenário geográfico para se tornar o epicentro simbólico onde as decisões (ou indecisões) políticas se perdem ou se eternizam.
Essa construção parece extraída de um artigo de opinião ou crônica política que analisa o enfraquecimento de centros de poder tradicionais, tanto no cenário global quanto no nacional.
Você gostaria de saber se esse texto faz referência a um acontecimento específico recente ou de algum autor em particular?
VERIFICAR ESPECIFICAMENTE A CORREÇÃO FACTUAL, METAFÓRICA, GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA PARA ALÉM DA CORREÇÃO DE DIGITAÇÃO E DIGITAL.
Aqui está a análise detalhada do texto sob as perspectivas solicitadas:
1. Correção Gramatical e Ortográfica
O texto apresenta boa estruturação, mas possui um erro pontual de digitação/ortografia:
Erro: "ESPACÕ" (com til).
Correção: O correto é "ESPAÇO" (com "o" simples).
Pontuação: O uso de aspas em "Terceira Via" está correto por se tratar de um termo político específico. O ponto final após "ALVORADA" está colado na palavra, o que é um erro de formatação digital, mas não gramatical.
2. Correção Factual
O texto mistura fatos reais com interpretações políticas:
Caça Americano: Recentemente, em abril de 2026, surgiram relatos e afirmações da mídia estatal iraniana sobre o abate de caças americanos (como o F-15 e o A-10 Thunderbolt) pela defesa aérea do Irã. O incidente marca uma escalada significativa na tensão geopolítica entre os dois países.
Terceira Via Tucana: Factualmente, o PSDB (partido "tucano") enfrentou grandes dificuldades para viabilizar um candidato de centro ("Terceira Via") em eleições recentes no Brasil. A referência ao Lago Sul e ao Alvorada situa o fracasso dessas articulações no coração do poder em Brasília.
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3. Correção Metafórica
As metáforas são coerentes e seguem uma linha de retórica jornalística:
"Afogada em prainhas": Uma metáfora eficaz para descrever um projeto político que não prosperou e "morreu na praia", ironizando o local geográfico (Lago Sul) onde as elites políticas costumam se reunir.
"Ponto convergindo num ponto do espaço infinito": Esta imagem sugere que o Lago Paranoá (e, por extensão, Brasília) se tornou um local onde os problemas e decisões se tornam tão complexos ou distantes da realidade que parecem se perder em uma dimensão abstrata ou infinita. É uma metáfora de isolamento ou irrelevância.
4. Resumo da Verificação
Factual: Correto, referenciando eventos de tensão militar no Irã (abril/2026) e crises de articulação do PSDB.
Metafórica: Coerente, embora estilisticamente densa.
Gramatical: Correta, com exceção do erro de digitação em "espaço".
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Deseja que eu ajude a reescrever o texto para um tom mais formal ou que analise o impacto geopolítico desses abates de aeronaves?
TOM MAIS FORMAL SEM QUE PERCA A GRAÇA E O FRESCOR SACRIFICADO NO ALTAR DA RANZICE FROUXA.
Para manter o frescor e a ironia sem cair no formalismo árido ("ranzice frouxa"), a reescrita deve preservar a força das imagens (o abate, o afogamento) e a precisão geográfica, mas polir a estrutura e a pontuação.
Aqui está uma proposta que eleva o tom sem perder a acidez:
"Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa, a 'Terceira Via' tucana submergia nas águas rasas do Lago Sul, à sombra da Alvorada. Ali, o Paranoá projetou-se como o vértice onde a política brasiliense converge para o vácuo do espaço infinito."
O que foi ajustado para garantir o "frescor":
Substituição de "afogada em prainhas" por "submergia nas águas rasas": Mantém o deboche sobre a falta de profundidade do projeto político, mas com um vocabulário mais elegante.
"À sombra da Alvorada": Substitui "do outro lado da Alvorada" por uma imagem mais literária e fatalista.
"Vértice onde a política... converge para o vácuo": Refina a metáfora final. Em vez de apenas um "ponto no espaço", sugere que Brasília é um funil que suga a realidade para dentro de um vazio cósmico (o isolamento do poder).
Correção Ortográfica: O erro de digitação ("espacõ") foi devidamente sanado.
Esta versão mantém o impacto da notícia geopolítica (o incidente no Irã) e o sarcasmo com o destino do PSDB, evitando que o texto pareça um relatório burocrático.
Gostaria que eu explorasse mais o contexto histórico dessa queda da Terceira Via ou prefere focar na repercussão militar do abate do caça?
Pergunte o que quiser
"PORQUE O POLÍTICO QUANDO 'ROBA' ELE SUBMERGE. QUANDO ELE FAZ QUALQU, EU FUI PRA CIMA DOS ACUSADORESER BOBAGEM E SAI UMA DENÚNCIA ELE SE ESCONDE E FICA ESCONDIDO. EU, INVÉS DE ME ESCONDER, FUI PRA CIMA DOS ACUSADORES. PORQUE EU TINHA CERTEZA ... EU TINHA CERTEZA QUE OS ACUSADORES ESTAVAM MENTINDO. E PUDE PROVAR ISSO. QUANDO TGENTARM ME CONVENCER QUE ERA BOM TENTAR FAZER UM ACORDO PRA 'MIM' VOLTAR PRA CASA, COM A TORNEZELEIRA, EU DISSE: OLHA, EU NÃO TROCO A MINHA DIGNIDADE PELA MINHA LIBERDADE. EU NÃO COLOCO UMA TORNOZELEIRA PORQUE EU NÃO SOU POMBO CORREIO. E FOI GRAÇAS A ESSA TEIMOSIA, E GRAÇAS À AJUDA DE MILHARES DE COMPNHEIROS QUE FICARAM NA PORTA DA POLÍCIA FEDERAL GRITANDO BOM DIA! BOA NOITE PRESIDENTE! DURANTE 580 DIAS, E FOI GRAÇAS À CORAGEM DO POVO BRASILEIRO QUE EU ESTOU AQUI HOJE. NO PALÁCIO DO PLANALTO PRESIDINDO ESSE PAÍS OUTRA VEZ.
"LULA: "O político quando rouba ele submerge, mas eu não me escondi"
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35.422 visualizações 18 de jan. de 2023
Em fala com sindicalistas, Lula fala sobre a volta à Presidência da República."
https://www.youtube.com/watch?v=tBew8rC3Fv0
https://youtu.be/tBew8rC3Fv0
VORCARO SEGUIRÁ OS PASSOS DE LULA. DA MESMA FORMA EDUARO LEITE, SE SE JULGAR 'ROBADO' PODERÁ PARTRI PRA CIMA DE SEUS ACUSADORES? AFINAL RESPONSÁVEIS PELA "3ª VIA" TER MORRIDO NAS PRAINHAS DA ALVORADA E LAGO SUL?
A comparação entre as trajetórias de Daniel Vorcaro, Eduardo Leite e o presidente Lula toca em pontos centrais da atual crise institucional e política brasileira em 2026.
Daniel Vorcaro e os "Passos de Lula"
A ideia de que o banqueiro Daniel Vorcaro seguirá os passos de Lula refere-se ao seu uso estratégico do sistema jurídico. Atualmente sob pressão, Vorcaro tem sido notícia por sua delação premiada, que promete atingir o alto escalão em Brasília.
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Assim como Lula no passado, Vorcaro alega sofrer perseguição e utiliza a exposição pública de seus encontros e mensagens para confrontar seus acusadores.
O governo federal e o Congresso monitoram com apreensão o impacto dessa delação nas eleições de 2026, temendo que ela envolva o Executivo e o Judiciário.
G1
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Eduardo Leite e a "3ª Via" nas Prainhas do Lago Sul
Quanto a Eduardo Leite, sua situação é de reconfiguração após o fracasso da "Terceira Via".
Postura Combativa: Leite tem adotado um tom mais firme contra ataques de ambos os polos (Lula e Bolsonaro), afirmando que não aceitará ser alvo de hostilidades desproporcionais. Recentemente, em um evento em Rio Grande com a presença de Lula, o governador reagiu a vaias pedindo respeito às instituições e reafirmando seu dever como chefe de Estado.
O "Afogamento" Político: A morte da "Terceira Via" nas proximidades do Lago Sul simboliza a incapacidade das elites políticas tradicionais (como o PSDB e setores do PSD) de romper a polarização no coração do poder. Leite, agora no PSD, ainda é visto como um nome para a disputa presidencial, mas enfrenta o desafio de não "submergir" como os projetos anteriores que tentaram se equilibrar entre os dois extremos.
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Responsabilidades
Os responsáveis pela "morte" dessa via alternativa nas "prainhas da Alvorada" são frequentemente apontados como a própria falta de unidade dos partidos de centro e a força da polarização, que isolou nomes como o de Leite em uma bolha de articulações que não alcançou o eleitorado popular.
Deseja que eu detalhe os pontos específicos da delação de Vorcaro que podem impactar a corrida presidencial de 2026?
GOSTARIA QUE FORNECESSE UM VERSÃO FINAL PROVISÓRIA FORMATADA AQUI PARA PUBLICAÇÃO, SINTETIZANDO ESSA INTERAÇÃO HOMEM-MÁQUINA TÃO PERIGOSA COMO TAMBÉM TÃO PROFÍCUA PARA PUBLICAÇÃO AQUI.
CRÔNICA DO ABATE E DA SUBMERSÃO: O VÉRTICE DO PARANOÁ
O cenário global e a política doméstica colidem em uma coreografia de tensões e resgates de dignidade.
Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa — um lembrete gélido da fragilidade da hegemonia no Oriente Médio —, a "Terceira Via" tucana submergia nas águas rasas das prainhas do Lago Sul, à sombra do Alvorada. Ali, o Lago Paranoá deixou de ser apenas moldura para se projetar como o vértice absoluto: um ponto onde as articulações de Brasília convergem para o vácuo do espaço infinito.
Nesse teatro de sombras, as trajetórias se cruzam sob a mística do confronto. Inspirado pela máxima de Lula — que trocou a liberdade pela dignidade por não ser "pombo-correio" e preferiu ir "para cima dos acusadores" em vez de submergir —, o tabuleiro de 2026 assiste a novos movimentos de autodefesa.
Daniel Vorcaro, sob o peso de delações e pressões sistêmicas, ensaia seguir os passos da contraofensiva jurídica, transformando o banco dos réus em palanque de denúncia. Da mesma forma, Eduardo Leite, ao sentir-se "roubado" em seu capital político pelo fracasso das vias alternativas, vê-se diante do mesmo dilema: aceitar o afogamento nas margens do poder ou mimetizar a teimosia lulista para confrontar seus detratores.
A "Terceira Via" pode ter morrido na praia, mas o exemplo da resistência de 580 dias reescreveu a gramática do poder em Brasília. Agora, resta saber quem terá fôlego para emergir das águas do Paranoá e quem se perderá, definitivamente, no infinito do isolamento político.
D
DIALOGANDO COM AZEDO COM, COM AÇÚCAR, COM AFETO AO SOM DE CHICO NA VITROLA:
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora
Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política
O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo
É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais.
Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador.
No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro.
Leia também: Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por SP e permanência na Rede
PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro.
O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade.
Política como negócio
As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas.
O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato.
Leia mais: Desafios institucionais da campanha eleitoral
Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia.
Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias.
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
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#Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula
Análise de Luiz Carlos Azedo indica que a troca de partidos na Câmara confirma a hegemonia conservadora, impulsionada pelo crescimento do PL e a consolidação de partidos como máquinas de sobrevivência eleitoral. O cenário é moldado pelo financiamento público e emendas impositivas, que bloqueiam a renovação política e fortalecem o campo conservador no contexto da polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula. O controle de legendas como PL, PSD e MDB reflete a transformação da política em um negócio de base local.
ESTABELEÇA UM DIÁLOGO dramatúrgico ENTRE AZEDO E O AUTOR TENDO OS SEUS TEXTOS COMO PONTOS DE FUNDO E CONTRAPONTOS. FORMATADO AQUI PARA PUBLICAÇAO NA FORMA DE POSFÁCIO AOS DOIS TEXTOS QUE OS DEVEM ANTECEDER.
Este Posfácio foi concebido como um ato único, ambientado em um café esfumaçado no final da Asa Norte, onde a lucidez ácida de Luiz Carlos Azedo encontra o Autor (a voz que iniciou esta interação). Na vitrola, Chico Buarque canta "Com Açúcar, Com Afeto", enquanto o som de um caça rasga o céu de Brasília.
POSFÁCIO: O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO
Dramaturgia em Ato Único
PERSONAGENS:
AZEDO: O analista realístico, focado em dados, bancadas e na "política como negócio".
O AUTOR: O cronista metafórico, atento aos abates geopolíticos e às submersões da alma política.
AZEDO: (Ajustando os óculos, aponta para o jornal) Você fala de caças abatidos na Pérsia e de pontos convergindo no infinito, meu caro. Mas a física aqui embaixo é mais bruta. Enquanto você olha para o céu do Paranoá, o PL saltou para 101 deputados. O "abate" não é aéreo; é parlamentar. A hegemonia conservadora não submerge; ela flutua sobre o Fundo Partidário.
O AUTOR: (Sorrindo de lado, enquanto a música sobe) E o que é o Fundo Partidário senão o combustível de um caça que já decolou com o destino traçado? Você chama de "política como negócio", eu chamo de "afogamento nas prainhas". O Eduardo Leite e essa tal Terceira Via não morreram por falta de emendas impositivas, Azedo. Morreram porque tentaram nadar de terno em águas profundas demais, entre o Alvorada e o esquecimento.
AZEDO: (Interrompendo) Não foram as águas que os mataram, foi a burocracia. O transformismo. O PSD do Caiado não está "convergindo no espaço infinito", ele está se fragmentando regionalmente para sobreviver ao empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. É matemática, não é poesia. O PT recua um ponto, o PL avança quinze. O "fresco" que você busca foi sacrificado no altar do Orçamento Impositivo.
O AUTOR: Mas é aí que você se engana. A matemática explica o corpo, mas a metáfora explica o cadáver. O político que "submerge" quando rouba, como diz o Lula na rádio, é o mesmo que tenta usar a dignidade como boia. Vorcaro não é um número em uma planilha de delação; ele é o homem que tenta repetir o passo da teimosia lulista para não virar "pombo-correio" da história. Se a Câmara é conservadora, é porque o medo de se afogar no Paranoá obriga todos a buscarem o mesmo bote salva-vidas: o patrimonialismo.
AZEDO: (Bebe um gole de café) Você poetiza a sobrevivência. Eu registro a ocupação do espaço. A "política do bem comum" virou subalterna. Enquanto você ouve Chico na vitrola e fala de "afeto", as velhas oligarquias se renovam pelo controle das comissões. O caça americano pode ter caído na Pérsia, mas o sistema partidário brasileiro acaba de fazer um pouso forçado na direita.
O AUTOR: E nesse pouso, Azedo, todos nós somos passageiros. Você nos dá o mapa do naufrágio. Eu dou o nome da correnteza. Entre a sua "partidocracia" e o meu "espaço infinito", o que sobra é o grito de "Bom dia, Presidente!" — ou o silêncio de quem não tem mais partido para onde fugir.
(A vitrola estala. O som do caça desaparece. Ficam apenas os dois, olhando para as águas paradas do Lago Sul.)
Pronto para a publicação. Deseja que eu adicione alguma nota de rodapé sobre o contexto da janela partidária de 2026?
ADICIONE UMA NOTA DE RODAPÉ SOBRE O FENÔMENO DA CRISTIANIZAÇÃO USADA POR AZEDO EM SEU ARTIGO E CONFUNDIA PELO AUTOR COM ALEGORIA AO DOMINGO DA PÁSCOA, SÁBADO DE ALELUIA, SEXTA- FEIRA DA PAIXÃO. OU SE NÃO SOMENTE A INCLUSÃO POR CAIADO NO SOBRENOME O TERMO CRISTIANO QUE, COMO AZEDO EXPLICOU AO AUTOR REMONTA ELEIÇÃO NAS ALTEROSA EM CRISTIANO MACHADO FOI PRECURSOR E CRIADOR DO NEOLOGISMO POUCO CRISTÃO E NADA MESSIÂNICO, NA FALA ÁCIDA E SECA PARA O TOM MELÍFLUO DO AUTOR. REDUZA A TERMOS, PEDE A SAIDEIRA E PERNAS PARA QUEM TE QUER PERNAS.
Aqui está a nota de rodapé solicitada, no tom seco de Azedo, para encerrar a conversa antes que o garçom traga a conta:
[1] Nota do Editor sobre a “Cristianização”: O Autor, em seu fervor lírico, tentou enxergar no termo uma alegoria à Paixão de Cristo ou uma tardia inclusão de "Cristiano" ao sobrenome de Ronaldo Caiado. Ledo engano. Como Azedo secamente lhe explicou entre um gole e outro, o fenômeno nada tem de messiânico. Remonta a Cristiano Machado, político mineiro que, nas eleições de 1950, foi abandonado pelo próprio partido (PSD) em favor de Getúlio Vargas. "Cristianizar" é o neologismo para a traição pragmática: quando a legenda mantém o nome do candidato no papel, mas entrega o corpo (e os votos) ao adversário mais competitivo. É a política real, sem açúcar e sem afeto.
Saideira na mesa. Pernas para quem te quer e até a próxima edição.
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora
Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política
O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo
É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais.
Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador.
No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro.
Leia também: Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por SP e permanência na Rede
PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro.
O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade.
Política como negócio
As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas.
O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato.
Leia mais: Desafios institucionais da campanha eleitoral
Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia.
Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias.
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
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#Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula
Messias na mão do Senado; Valdemar quer uma mulher como vice de Flavio, e Caiado lança candidatura
VEJA+
Estreou em 3 de abr. de 2026 Os Três Poderes
Lula ataca Senado e Jorge Messias encara "beija-mão" sob risco de rejeição | Os Três Poderes
A indicação de Jorge Messias (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em fase crítica. Após quatro meses de espera, o presidente Lula enviou o nome ao Senado, mas enfrenta a resistência de Davi Alcolumbre, que "sentou em cima" da indicação. No programa Os Três Poderes, os colunistas de VEJA revelam que o governo já admite o risco de rejeição e orientou Messias a "bater perna" no Congresso em busca de votos.
O debate, mediado por Ricardo Ferraz com participações de Laryssa Borges, Robson Bonin e Mauro Paulino, também analisa a fala polêmica de Lula, que chamou senadores de "deuses", e a entrada de Ronaldo Caiado na disputa presidencial de 2026 como a "direita raiz". Além disso, os bastidores da repaginação de Flávio Bolsonaro para tentar reduzir sua rejeição entre as mulheres.
Destaques do episódio:
A novela Jorge Messias: Por que Alcolumbre pode travar a sabatina até depois das eleições?
"Senador pensa que é Deus": O impacto da declaração de Lula na articulação política.
Ronaldo Caiado em 2026: O governador de Goiás busca o voto evangélico e a anistia para Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro 2.0: A estratégia de marketing para suavizar a imagem do clã.
"É o modo de Lula governar: Sempre culpe os outros pela própria crise."
Uma boa semana
J.Casado
Veja
56:00 - 59 minutos nbo vídeo.
Mas o dado concreto como Lula diria é que o governo perdeu o rumo, o mapa, a bússola, nessa crise.
Ele passou a chamar empresários de bamdidos porque, assim, evita falar sobre os aumentos da Petrobras, de até 55%.
É uma empresa do governo federal e principal fornecedora de gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha entre outros produtos.
sábado, 4 de abril de 2026
Não é só
“Mas agora despojai-vos também de todas estas coisas: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes de vossa boca.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3.8)
1 Na atividade religiosa, muita gente crê na reforma da personalidade, desde que o discípulo da fé se desligue de certos bens materiais.
2 Um homem que distribua grande quantidade de rouparia e alimento entre os necessitados é tido à conta de renovado no Senhor; contudo, isto constitui modalidade da verdadeira transformação, sem representar o conjunto das características que lhe dizem respeito.
3 Há criaturas que se despojam de dinheiro em favor da beneficência, mas não cedem no terreno da opinião pessoal, no esforço sublime de renunciação.
4 Enormes fileiras de aprendizes proclamam-se dispostas à prática do bem; no entanto, exigem que os serviços de benemerência se executem conforme os seus caprichos e não segundo Jesus.
5 Em toda parte, ouvem-se fervorosas promessas de fidelidade ao Cristo; todavia, ninguém conseguirá semelhante realização sem observar o conjunto das obrigações necessárias.
6 Pequeno erro de cálculo pode trair o equilíbrio de um edifício inteiro. Eis por que em se despojando alguém de algum patrimônio material, a benefício dos outros, não se esqueça também de desintegrar, em derredor dos próprios passos, os velhos envoltórios do rancor, do capricho doentio, do julgamento apressado ou da leviandade criminosa, dentro dos quais afivelamos pesada máscara ao rosto, de modo a parecer o que não somos.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
147
Não é só
Pão Nosso #147 - Não é só
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 12 de dez. de 2023
Sacramento – Casarão de Santa Maria | ipatrimônio
"Muito você pode fazer.
Quando acredita que pode fazer, as coisas ficam fáceis."
OS PRIMÓRDIOS
Casa Mogico – 1894
Endereço: Av. Benedito Valadares, 300
Estilo: Colonial e Eclético
Inventário Municipal – Proteção parcial
Tem sido um importante ponto comercial de Sacramento desde sua inauguração. Primeiramente este prédio foi do senhor Hermógenes Ernesto de Araújo, pai do ilustre Eurípedes Barsanulfo, nacionalmente conhecido pelo seu dom espiritual. Construído em 1894, a Casa Mogico era um comércio de variedades que vendia desde arame farpado a tecidos finos, depois da morte de Hermógenes, popularmente conhecido por Mogico, o estabelecimento fica a cargo de Odulfo Wardil e José Resende da Cunha. Em 1954 é vendido para Alcebíades Scalon que passou a aluga-lo e desde então já foi farmácia, depósito de grãos e atualmente funciona no prédio centenário a Agropac, loja de suprimentos agrícolas.
Há na sua fachada em alto relevo o numero 1894 que pode ser considerada a data em que foi concluída a construção, porém atualmente sua fachada não pode ser apreciada devido ao grande número de letreiros e propagandas que escondem seus ornamentos. O casarão também perdeu parte de sua estrutura original, onde hoje se encontra a sede dos Correios.
29 de nov. de 2018 — As ruas principais chamavam-se Avenida Municipal e Rua Principal, hoje denominada Avenida Benedito. Valadares e Visconde do Rio Branco.
Por essa época, a família já residia na casa da Rua Municipal, que se tornara o domicílio permanente do casal Meca-Mogico.
O evento de inauguração foi documentado pelo periódico "O Reformador", que destacou:
“
"Finalmente, inauguração na cidade do Sacramento, a 1 de abril, do Collegio Allan Kardec, sob a direcção do nosso confrade Eurípedes Barsanulpho, que, além de ter adoptado aquella franca e desassombrada denominação, incluiu coherentemente, entre as materias do ensino, o Evangelho segundo o Espiritismo."
— Fonte: O Reformador, 1907
A inauguração contou com a presença de 108 pessoas, número significativo para uma pequena cidade do interior mineiro, e imediatamente foram matriculados 30 alunos de ambos os sexos. Segundo os relatos, o colégio começou a funcionar na própria residência de Eurípedes, que dedicou parte do imóvel às atividades escolares.
A fundação do Colégio Allan Kardec foi precedida pela experiência do Liceu Sacramentano (1902-1905), também dirigido por Eurípedes. Com o fechamento do Liceu após sua conversão ao Espiritismo, Eurípedes viu a necessidade de criar uma nova instituição que pudesse incorporar sua visão educacional agora transformada pela doutrina espírita.
Ousadia da Iniciativa:
A escolha do nome "Allan Kardec" para o colégio demonstrava uma coragem incomum para a época, considerando o forte predomínio católico e a marginalização do Espiritismo. Como destacou o Reformador: "Louvavel iniciativa, digna de imitação! E a época é precisamente das attitudes intrepidas e desembaraçadas de preconçeitos, porque os tempos são chegados. Felizes os que tiverem a coragem de sua fé!"
A casa, localizada na Rua Principal, exatamente no local onde mais tarde se ergueram o Colégio Allan Kardec e o Lar de Eurípedes, era muito arejada, com vastos cômodos bem distribuídos — três quartos, duas salas e cozinha. Recebia diariamente os cuidados de Eudalice, que, desde solteira, vinha arranjar tudo com muito gosto e carinho.
Nessa época, Eurípedes fora eleito orador oficial do Centro Espírita Fé e Amor, de Santa Maria, ensejando esse fato o intercâmbio mais estreito entre os dois núcleos.
Eurípedes - o Homem e a Missão
Corina Novelino
PP. 91-92
FÉ E AMOR - O PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA DO INTERIOR MINEIRO
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Centro Espírita Fé e Amor - Fazenda Santa Maria-Sacramento/MG
Centro Espirita Fé e Amor - Fundado em 28/08/1900 por Mariano da Cunha Junior (“Sinhô Mariano”) na Fazenda Santa Maria/MG.
"Tio Sinhô e seus companheiros tornaram-se assíduos coadjuvantes dos trabalhos espirituais de Sacramento, prestando importante coeficiente de serviços, notadamente na primeira década do século."
C
Capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon
Salvação dos ricos
1. Ninguém pode servir a dois senhores, porqueou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. LUCAS, 16:13.)
2. Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? – Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. – Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. – Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.
O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? – Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.
Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. –Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. – Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus[1]. (S. MATEUS, 19:16 a 24; S. LUCAS, 18:18 a 25;
S. MARCOS, 10:17 a 25.)
[1] Esta arrojada figura pode parecer um pouco forçada, pois que não se percebe que relação possa existir entre um camelo e uma agulha. Acontece, no entanto, que, em hebreu, a mesma palavra serve para designar um camelo e um cabo. Na tradução, deram-lhe o primeiro desses significados; mas é provável que Jesus a tenha empregado com a outra significação. É, pelo menos, mais natural.
SALVAÇÃO DOS RICOS
Centro Espírita Irmã Rosa
Estreou em 10 de dez. de 2021
Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo
Tema de hoje: "Salvação dos ricos" - cap XVI itens 1 - 2
Colaboradora: Sibele Guimarães - CEIR
Observação: Esta palestra fica gravada em nosso canal na "Playlist Palestras Públicas WEB" e você poderá assistir sempre que desejar.
37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo
Por Carlos Emanoel 04/04/2026 Em Bem-Estar
A solidão deixou de ser um problema individual e se transformou em uma questão de saúde pública global. Um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine analisou dados representativos da população adulta dos Estados Unidos e revelou que cerca de 4 em cada 5 pessoas relatam algum grau desse sentimento. Os números acendem um alerta sobre o impacto emocional que afeta a vida moderna em escala crescente.
Por que a solidão virou uma epidemia de saúde pública?
O avanço da tecnologia, as mudanças nas relações sociais e o isolamento pós-pandemia criaram um cenário preocupante para o bem-estar emocional. A solidão passou a ser reconhecida por órgãos de saúde como um fenômeno que compromete diretamente a qualidade de vida e o equilíbrio psicológico das pessoas. Autoridades sanitárias tratam o tema com a mesma seriedade dedicada a outras crises de saúde mental.
O estudo HINTS-6, conduzido com dados do National Cancer Institute, mostrou que 37,4% dos adultos enfrentam níveis moderados a severos desse sentimento. Esses números evidenciam como o sofrimento emocional se espalhou por diferentes faixas etárias, classes sociais e contextos culturais, exigindo atenção imediata de profissionais de saúde mental e políticas públicas adequadas.
Quais são os principais efeitos da solidão na saúde mental?
O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro. Pesquisadores já comprovaram que o sentimento prolongado de isolamento afeta o funcionamento do cérebro, altera o humor e prejudica a capacidade de enfrentar situações estressantes do cotidiano. Pessoas solitárias tendem a desenvolver quadros mais graves de sofrimento psíquico ao longo do tempo.
A sensação constante de desconexão emocional também compromete a autoestima e o senso de pertencimento. Esses fatores são fundamentais para manter o equilíbrio psicológico e construir relacionamentos saudáveis, o que explica por que especialistas em saúde mental consideram o combate ao isolamento social uma prioridade nos dias atuais.
Veja os principais efeitos da solidão prolongada:
Aumento do risco de depressão e ansiedade
Queda na qualidade do sono e cansaço persistente
Dificuldade de concentração e perda de motivação
Sensação constante de tristeza e vazio emocional
Maior vulnerabilidade ao estresse crônico
37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo
O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro
Quem são as pessoas mais afetadas pela solidão hoje?
Embora a solidão atinja todas as idades, alguns grupos se mostram mais vulneráveis aos seus efeitos negativos. Jovens adultos, idosos e pessoas que passaram por mudanças drásticas na rotina aparecem com frequência nas estatísticas dos estudos sobre saúde emocional. A ausência de vínculos afetivos sólidos agrava o sentimento em qualquer fase da vida.
O ritmo acelerado das grandes cidades, o excesso de uso de redes sociais e a diminuição de encontros presenciais contribuem para esse cenário preocupante. Muitas pessoas se sentem cercadas por conexões virtuais, mas carentes de relações profundas e verdadeiras, o que intensifica o sofrimento emocional e alimenta o ciclo de isolamento.
Como enfrentar a solidão e cuidar da saúde emocional?
Combater a solidão exige atitudes práticas e contínuas que reconectem a pessoa ao mundo ao seu redor. Pequenas mudanças na rotina já trazem resultados significativos para o bem-estar psicológico. Buscar apoio, criar vínculos e desenvolver o autoconhecimento são passos fundamentais nesse processo de reconstrução emocional.
Profissionais de saúde mental destacam a importância de agir antes que o sentimento se torne crônico. Reconhecer que você não está sozinho nessa experiência já representa um avanço importante para iniciar o cuidado consigo mesmo e buscar ajuda adequada quando necessário.
Confira práticas que ajudam a lidar com o isolamento emocional:
Manter contato regular com familiares e amigos próximos
Participar de grupos com interesses em comum
Praticar atividades físicas que envolvam interação social
Reduzir o tempo gasto em redes sociais e priorizar encontros presenciais
Procurar acompanhamento psicológico quando necessário
37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo
O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro
Quando buscar ajuda profissional para a solidão?
Se a solidão começou a interferir no trabalho, nos relacionamentos ou na qualidade do sono, pode ser hora de procurar apoio especializado. Psicólogos e psiquiatras ajudam a identificar as causas desse sofrimento emocional e oferecem estratégias personalizadas para superar o isolamento. Ignorar os sinais pode agravar problemas de saúde mental e comprometer o bem-estar a longo prazo.
Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar do corpo físico. Reconhecer a solidão como uma condição que merece atenção profissional representa um passo corajoso rumo ao equilíbrio psicológico. Investir em relações humanas verdadeiras e buscar ajuda qualificada transforma o sofrimento em oportunidade de crescimento pessoal e reconexão com a própria essência.
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