domingo, 5 de abril de 2026

PREFÁCIO — ENTRE O ABATE E A SUBMERSÃO

"O que mais preocupa o governo nessa fase da campanha eleitoral é a repercussão da alta do petróleo nos preços dos alimentos"
Lula quer prender empresário, Petrobras impõe aumento de 55% à aviação José Casado Por José Casado | 2 abr 2026, 08h00
Revista Será? Penso, logo, duvido. | | Desde 2012 acompanhando o fluxo da história, do Brasil e do mundo. Foi gravíssimo o que Kassab fez. As consequências vêm depois. E virão. Kassab, o bruxo, fez flopar a “terceira via” Por Marco Aurélio Nogueira | abr 3, 2026 | Artigos | 1 | Era o esperado, dada a biografia e as ideias daqueles que decidiram bancar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado pelo PSD. À frente deles esteve sempre Gilberto Kassab, personagem com largo trânsito na vida política nacional e tido por muitos como alguém dotado de dons políticos fundamentais, desses que são capazes de dar nó em pingos d’água. Uma espécie de bruxo. Kassab não perdeu a oportunidade de pôr as cartas na mesa e mostrar sua verdadeira inclinação, suas ideias políticas e suas intenções. Rifou, sem pena nem dó, a candidatura de Eduardo Leite, que prometia demarcar um território próximo à chamada “terceira via”. A motivação talvez tenha sido: facilitemos a vitória de Lula, pois assim manteremos nossas posições no governo. A ver se dará certo. Eduardo Leite era a novidade, Caiado é a mesmice. Eduardo propunha coisas concretas e alvissareiras, Caiado repete chavões. Eduardo apresentou um plano de governo para não repetir o que se tem tido nos últimos tempos, Caiado se compromete a conceder “anistia ampla” aos golpistas de 2023. Eduardo queria se distanciar dos polos que engessam o país, Caiado aderiu imediatamente à direita, de onde, aliás, nunca se distanciou. Eduardo Leite era o futuro, Caiado mira para trás. O PSD fez flopar a “terceira via”. Quer dizer, impediu que ela se projetasse. A polarização se impôs, levando os eleitores a ter de escolher entre o mal menor e o mal maior, sem muitas expectativas de encontrar o bem. A polarização virou algo “normal”, aceita por todos como o mais adequado caminho para chegar ao poder. A ideia de que polos sempre existem numa democracia se tornou uma convicção, não mais uma constatação. E com base nisso seguiu em frente, bombada nas redes sociais e pelas campanhas eleitorais. Os perdedores foram a sociedade, que deixou de visualizar propostas novas, e a democracia, que se esvaziou de substância e legitimidade. “Terceira via” tem sido uma expressão repetida e apresentada como desejo de muitos brasileiros. A força dos polos dominantes sempre dificultou a compreensão da expressão, que ficou solta no ar, ao abrigo de poucos. Mais uma fantasia do que uma realidade efetiva. Foi vista como meio-termo, centro-esquerda, tática de conciliação, oportunismo, como manobra da direita para prejudicar a esquerda e como manobra da esquerda para enfraquecer a direita. Nenhum partido ou aliança partidária a endossou firmemente como estratégia e a disseminou pela população. Em uma formulação simples, “terceira via” nada mais é do que a superação de polarizações negativas e a apresentação de novas esperanças de mudança. Seu pressuposto é que a repetitiva tensão entre uma extrema direita gulosa, fanatizada, e uma esquerda empoderada e acomodada no governo cria um estado de paralisia política. Como os polos se alimentam reciprocamente, o espaço para outras postulações se estreita. O espaço para a “terceira via” sempre foi estreito, mas sempre existiu. A polarização já passou pela fase PT x PSDB, antes de se consolidar no formato atual, lulismo x bolsonarismo. A primeira fase foi fluída, a segunda é sólida. Ambas impossibilitaram avanços. A “terceira via” não ganhou corpo. E o país seguiu em frente, flertando com o abismo.Cansado, politicamente triste, sem ânimo. A polarização extrapolou: saiu dos polos e contagiou a sociedade inteira. Hoje a gente vota por falta de opção. Ou seja, sem tesão. Se o espaço para uma “terceira via” é estreito, ele só poderá se viabilizar se houver uma força política que fale com firmeza sobre os desafios a serem enfrentados na atual etapa da história. Que indique como governar uma sociedade repleta de desigualdades, carências e tensões. Que atualize a agenda e retire a sociedade do sofrimento de ter de escolher um candidato para impedir a vitória do outro. Alguém vislumbra alguma articulação desse tipo no horizonte? Eduardo Leite poderia ter sido um agente viabilizador disso. Disposto a representar um centro democrático distante dos polos dominantes, ainda que respeitoso com cada um deles. A “terceira via” morreu na praia. Revista Será? Penso, logo duvido (ou: como a máquina afia a metáfora e devolve o mundo em lâmina) Este texto nasce de um atrito: linguagem e verificação, impulso e rigor, metáfora e fato. O que era, no início, apenas um enunciado bruto — “o caça abatido”, “a Terceira Via afogada”, “o Paranoá como ponto no infinito” — foi submetido a um processo de depuração que não o esvaziou, mas o tensionou até ganhar forma. Corrigiu-se o erro mínimo — “espacõ”, restituído a espaço —, mas sobretudo calibraram-se excessos e redundâncias. A metáfora foi mantida onde produz sentido; contida onde ameaçava dissolvê-lo. O dado factual não foi negado, mas reinscrito como pano de fundo, jamais como prisão da linguagem. O resultado é este: um texto que não abdica da acidez nem do lirismo, mas que aprende a equilibrá-los. Ao fundo, quase como ironia estrutural, permanece Com Açúcar, com Afeto, de Chico Buarque — não como ornamento, mas como contraponto. Onde a política endurece, a canção amacia. Onde o discurso acusa, a melodia insinua. É nesse intervalo — entre o míssil e o violão — que o ensaio se sustenta. POSFÁCIO — O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO Dramaturgia sintética em um ato Personagens: AZEDO e O AUTOR Cenário: Um café na Asa Norte. A vitrola gira baixo. O Lago Paranoá repousa ao fundo como metáfora exaurida. AZEDO: Você fala em abate. Eu vejo crescimento de bancada. O Partido Liberal chegou a 101 deputados. Isso é o fato. O AUTOR: E o fato, sem forma, é apenas número. O que você chama de crescimento, eu chamo de ocupação da superfície — onde nada afunda porque tudo já é raso. AZEDO: Raso ou não, funciona. Fundo eleitoral, emenda, máquina. A política deixou de ser projeto; virou mecanismo. O AUTOR: Mecanismos também colapsam. A “Terceira Via” tentou operar sem engrenagem. Foi triturada. AZEDO: Não foi triturada — foi irrelevante. Sem base, sem voto, sem direção. O AUTOR: Ou sem lugar possível num sistema saturado. Entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o centro virou intervalo — e intervalo não se sustenta. AZEDO: Intervalo não ganha eleição. O AUTOR: Mas explica o vazio. (Pausa.) AZEDO: Você insiste na metáfora. O AUTOR: Porque a metáfora revela o que o número esconde. AZEDO: E o número revela o que a metáfora disfarça. (Silêncio. A música continua.) [1] Nota do Editor — “Cristianização” Sem mística. O termo, empregado por Luiz Carlos Azedo, deriva de Cristiano Machado: candidato abandonado pelo próprio partido em 1950. “Cristianizar” é isso — manter a forma, entregar o conteúdo. Política em estado cru. Nada mais a acrescentar. Saideira na mesa. Conta paga. Pernas para quem te quer pernas. Com Açúcar, Com Afeto Chico Buarque Com açúcar, com afeto Fiz seu doce predileto Pra você parar em casa Qual o quê! Com seu terno mais bonito Você sai, não acredito Quando diz que não se atrasa Você diz que é um operário Sai em busca do salário Pra poder me sustentar Qual o quê! No caminho da oficina Há um bar em cada esquina Pra você comemorar Sei lá o quê! Sei que alguém vai sentar junto Você vai puxar assunto Discutindo futebol E ficar olhando as saias De quem vive pelas praias Coloridas pelo sol Vem a noite e mais um copo Sei que alegre ma non troppo Você vai querer cantar Na caixinha um novo amigo Vai bater um samba antigo Pra você rememorar Quando a noite enfim lhe cansa Você vem feito criança Pra chorar o meu perdão Qual o quê! Diz pra eu não ficar sentida Diz que vai mudar de vida Pra agradar meu coração E ao lhe ver assim cansado Maltrapilho e maltratado Ainda quis me aborrecer? Qual o quê! Logo vou esquentar seu prato Dou um beijo em seu retrato E abro os meus braços pra você Com açúcar, com afeto Composição: Chico Buarque. O CAÇA AMERICANO FOI ABATIDO EM TERRAS PERSAS. A "TERCEIRA VIA" TUCANA FOI AFOGADA EM PRAINHAS DO LAGO SUL, DO OUTRO LADO DA ALVORADA.PARANOÁ SE PROJETOU COMO UM PONTO CONVERGINDO NUM PONTO DO ESPAÇÕ INFINITO. O texto que você enviou utiliza uma linguagem metafórica e jornalística para descrever dois eventos distintos, possivelmente conectando-os pelo impacto geopolítico e político: "O caça americano foi abatido em terras persas": Refere-se a um incidente militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã (antiga Pérsia). Historicamente, isso remete a episódios como o abate de um drone americano Global Hawk pelo Irã em 2019, ou outros momentos de tensão no Golfo Pérsico que elevaram o risco de um conflito direto [1, 2]. "A 'Terceira Via' tucana foi afogada em prainhas do Lago Sul": Aqui, a metáfora foca na política brasileira. O termo "tucana" refere-se ao PSDB. A frase sugere o fracasso das articulações de Brasília (representadas pelo Lago Sul e as proximidades do Palácio da Alvorada) para viabilizar um candidato de centro — a chamada "Terceira Via" — em eleições recentes, indicando que a estratégia "morreu na praia" diante da polarização [3, 4]. "Paranoá se projetou como um ponto convergindo num ponto do espaço infinito": O Lago Paranoá, em Brasília, deixa de ser apenas um cenário geográfico para se tornar o epicentro simbólico onde as decisões (ou indecisões) políticas se perdem ou se eternizam. Essa construção parece extraída de um artigo de opinião ou crônica política que analisa o enfraquecimento de centros de poder tradicionais, tanto no cenário global quanto no nacional. Você gostaria de saber se esse texto faz referência a um acontecimento específico recente ou de algum autor em particular? VERIFICAR ESPECIFICAMENTE A CORREÇÃO FACTUAL, METAFÓRICA, GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA PARA ALÉM DA CORREÇÃO DE DIGITAÇÃO E DIGITAL. Aqui está a análise detalhada do texto sob as perspectivas solicitadas: 1. Correção Gramatical e Ortográfica O texto apresenta boa estruturação, mas possui um erro pontual de digitação/ortografia: Erro: "ESPACÕ" (com til). Correção: O correto é "ESPAÇO" (com "o" simples). Pontuação: O uso de aspas em "Terceira Via" está correto por se tratar de um termo político específico. O ponto final após "ALVORADA" está colado na palavra, o que é um erro de formatação digital, mas não gramatical. 2. Correção Factual O texto mistura fatos reais com interpretações políticas: Caça Americano: Recentemente, em abril de 2026, surgiram relatos e afirmações da mídia estatal iraniana sobre o abate de caças americanos (como o F-15 e o A-10 Thunderbolt) pela defesa aérea do Irã. O incidente marca uma escalada significativa na tensão geopolítica entre os dois países. Terceira Via Tucana: Factualmente, o PSDB (partido "tucano") enfrentou grandes dificuldades para viabilizar um candidato de centro ("Terceira Via") em eleições recentes no Brasil. A referência ao Lago Sul e ao Alvorada situa o fracasso dessas articulações no coração do poder em Brasília. Facebook Facebook +3 3. Correção Metafórica As metáforas são coerentes e seguem uma linha de retórica jornalística: "Afogada em prainhas": Uma metáfora eficaz para descrever um projeto político que não prosperou e "morreu na praia", ironizando o local geográfico (Lago Sul) onde as elites políticas costumam se reunir. "Ponto convergindo num ponto do espaço infinito": Esta imagem sugere que o Lago Paranoá (e, por extensão, Brasília) se tornou um local onde os problemas e decisões se tornam tão complexos ou distantes da realidade que parecem se perder em uma dimensão abstrata ou infinita. É uma metáfora de isolamento ou irrelevância. 4. Resumo da Verificação Factual: Correto, referenciando eventos de tensão militar no Irã (abril/2026) e crises de articulação do PSDB. Metafórica: Coerente, embora estilisticamente densa. Gramatical: Correta, com exceção do erro de digitação em "espaço". Facebook Facebook +1 Deseja que eu ajude a reescrever o texto para um tom mais formal ou que analise o impacto geopolítico desses abates de aeronaves? TOM MAIS FORMAL SEM QUE PERCA A GRAÇA E O FRESCOR SACRIFICADO NO ALTAR DA RANZICE FROUXA. Para manter o frescor e a ironia sem cair no formalismo árido ("ranzice frouxa"), a reescrita deve preservar a força das imagens (o abate, o afogamento) e a precisão geográfica, mas polir a estrutura e a pontuação. Aqui está uma proposta que eleva o tom sem perder a acidez: "Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa, a 'Terceira Via' tucana submergia nas águas rasas do Lago Sul, à sombra da Alvorada. Ali, o Paranoá projetou-se como o vértice onde a política brasiliense converge para o vácuo do espaço infinito." O que foi ajustado para garantir o "frescor": Substituição de "afogada em prainhas" por "submergia nas águas rasas": Mantém o deboche sobre a falta de profundidade do projeto político, mas com um vocabulário mais elegante. "À sombra da Alvorada": Substitui "do outro lado da Alvorada" por uma imagem mais literária e fatalista. "Vértice onde a política... converge para o vácuo": Refina a metáfora final. Em vez de apenas um "ponto no espaço", sugere que Brasília é um funil que suga a realidade para dentro de um vazio cósmico (o isolamento do poder). Correção Ortográfica: O erro de digitação ("espacõ") foi devidamente sanado. Esta versão mantém o impacto da notícia geopolítica (o incidente no Irã) e o sarcasmo com o destino do PSDB, evitando que o texto pareça um relatório burocrático. Gostaria que eu explorasse mais o contexto histórico dessa queda da Terceira Via ou prefere focar na repercussão militar do abate do caça? Pergunte o que quiser "PORQUE O POLÍTICO QUANDO 'ROBA' ELE SUBMERGE. QUANDO ELE FAZ QUALQU, EU FUI PRA CIMA DOS ACUSADORESER BOBAGEM E SAI UMA DENÚNCIA ELE SE ESCONDE E FICA ESCONDIDO. EU, INVÉS DE ME ESCONDER, FUI PRA CIMA DOS ACUSADORES. PORQUE EU TINHA CERTEZA ... EU TINHA CERTEZA QUE OS ACUSADORES ESTAVAM MENTINDO. E PUDE PROVAR ISSO. QUANDO TGENTARM ME CONVENCER QUE ERA BOM TENTAR FAZER UM ACORDO PRA 'MIM' VOLTAR PRA CASA, COM A TORNEZELEIRA, EU DISSE: OLHA, EU NÃO TROCO A MINHA DIGNIDADE PELA MINHA LIBERDADE. EU NÃO COLOCO UMA TORNOZELEIRA PORQUE EU NÃO SOU POMBO CORREIO. E FOI GRAÇAS A ESSA TEIMOSIA, E GRAÇAS À AJUDA DE MILHARES DE COMPNHEIROS QUE FICARAM NA PORTA DA POLÍCIA FEDERAL GRITANDO BOM DIA! BOA NOITE PRESIDENTE! DURANTE 580 DIAS, E FOI GRAÇAS À CORAGEM DO POVO BRASILEIRO QUE EU ESTOU AQUI HOJE. NO PALÁCIO DO PLANALTO PRESIDINDO ESSE PAÍS OUTRA VEZ. "LULA: "O político quando rouba ele submerge, mas eu não me escondi" Rádio Bandeirantes 1,99 mi de inscritos Inscrever-se 699 Compartilhar Perguntar Salvar 35.422 visualizações 18 de jan. de 2023 Em fala com sindicalistas, Lula fala sobre a volta à Presidência da República." https://www.youtube.com/watch?v=tBew8rC3Fv0 https://youtu.be/tBew8rC3Fv0 VORCARO SEGUIRÁ OS PASSOS DE LULA. DA MESMA FORMA EDUARO LEITE, SE SE JULGAR 'ROBADO' PODERÁ PARTRI PRA CIMA DE SEUS ACUSADORES? AFINAL RESPONSÁVEIS PELA "3ª VIA" TER MORRIDO NAS PRAINHAS DA ALVORADA E LAGO SUL? A comparação entre as trajetórias de Daniel Vorcaro, Eduardo Leite e o presidente Lula toca em pontos centrais da atual crise institucional e política brasileira em 2026. Daniel Vorcaro e os "Passos de Lula" A ideia de que o banqueiro Daniel Vorcaro seguirá os passos de Lula refere-se ao seu uso estratégico do sistema jurídico. Atualmente sob pressão, Vorcaro tem sido notícia por sua delação premiada, que promete atingir o alto escalão em Brasília. YouTube YouTube Assim como Lula no passado, Vorcaro alega sofrer perseguição e utiliza a exposição pública de seus encontros e mensagens para confrontar seus acusadores. O governo federal e o Congresso monitoram com apreensão o impacto dessa delação nas eleições de 2026, temendo que ela envolva o Executivo e o Judiciário. G1 G1 +4 Eduardo Leite e a "3ª Via" nas Prainhas do Lago Sul Quanto a Eduardo Leite, sua situação é de reconfiguração após o fracasso da "Terceira Via". Postura Combativa: Leite tem adotado um tom mais firme contra ataques de ambos os polos (Lula e Bolsonaro), afirmando que não aceitará ser alvo de hostilidades desproporcionais. Recentemente, em um evento em Rio Grande com a presença de Lula, o governador reagiu a vaias pedindo respeito às instituições e reafirmando seu dever como chefe de Estado. O "Afogamento" Político: A morte da "Terceira Via" nas proximidades do Lago Sul simboliza a incapacidade das elites políticas tradicionais (como o PSDB e setores do PSD) de romper a polarização no coração do poder. Leite, agora no PSD, ainda é visto como um nome para a disputa presidencial, mas enfrenta o desafio de não "submergir" como os projetos anteriores que tentaram se equilibrar entre os dois extremos. YouTube YouTube +4 Responsabilidades Os responsáveis pela "morte" dessa via alternativa nas "prainhas da Alvorada" são frequentemente apontados como a própria falta de unidade dos partidos de centro e a força da polarização, que isolou nomes como o de Leite em uma bolha de articulações que não alcançou o eleitorado popular. Deseja que eu detalhe os pontos específicos da delação de Vorcaro que podem impactar a corrida presidencial de 2026? GOSTARIA QUE FORNECESSE UM VERSÃO FINAL PROVISÓRIA FORMATADA AQUI PARA PUBLICAÇÃO, SINTETIZANDO ESSA INTERAÇÃO HOMEM-MÁQUINA TÃO PERIGOSA COMO TAMBÉM TÃO PROFÍCUA PARA PUBLICAÇÃO AQUI. CRÔNICA DO ABATE E DA SUBMERSÃO: O VÉRTICE DO PARANOÁ O cenário global e a política doméstica colidem em uma coreografia de tensões e resgates de dignidade. Enquanto o caça americano tombava abatido em solo persa — um lembrete gélido da fragilidade da hegemonia no Oriente Médio —, a "Terceira Via" tucana submergia nas águas rasas das prainhas do Lago Sul, à sombra do Alvorada. Ali, o Lago Paranoá deixou de ser apenas moldura para se projetar como o vértice absoluto: um ponto onde as articulações de Brasília convergem para o vácuo do espaço infinito. Nesse teatro de sombras, as trajetórias se cruzam sob a mística do confronto. Inspirado pela máxima de Lula — que trocou a liberdade pela dignidade por não ser "pombo-correio" e preferiu ir "para cima dos acusadores" em vez de submergir —, o tabuleiro de 2026 assiste a novos movimentos de autodefesa. Daniel Vorcaro, sob o peso de delações e pressões sistêmicas, ensaia seguir os passos da contraofensiva jurídica, transformando o banco dos réus em palanque de denúncia. Da mesma forma, Eduardo Leite, ao sentir-se "roubado" em seu capital político pelo fracasso das vias alternativas, vê-se diante do mesmo dilema: aceitar o afogamento nas margens do poder ou mimetizar a teimosia lulista para confrontar seus detratores. A "Terceira Via" pode ter morrido na praia, mas o exemplo da resistência de 580 dias reescreveu a gramática do poder em Brasília. Agora, resta saber quem terá fôlego para emergir das águas do Paranoá e quem se perderá, definitivamente, no infinito do isolamento político. D DIALOGANDO COM AZEDO COM, COM AÇÚCAR, COM AFETO AO SOM DE CHICO NA VITROLA:
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais. Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador. No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro. Leia também: Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por SP e permanência na Rede PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro. O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade. Política como negócio As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas. O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato. Leia mais: Desafios institucionais da campanha eleitoral Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia. Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula Análise de Luiz Carlos Azedo indica que a troca de partidos na Câmara confirma a hegemonia conservadora, impulsionada pelo crescimento do PL e a consolidação de partidos como máquinas de sobrevivência eleitoral. O cenário é moldado pelo financiamento público e emendas impositivas, que bloqueiam a renovação política e fortalecem o campo conservador no contexto da polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula. O controle de legendas como PL, PSD e MDB reflete a transformação da política em um negócio de base local. ESTABELEÇA UM DIÁLOGO dramatúrgico ENTRE AZEDO E O AUTOR TENDO OS SEUS TEXTOS COMO PONTOS DE FUNDO E CONTRAPONTOS. FORMATADO AQUI PARA PUBLICAÇAO NA FORMA DE POSFÁCIO AOS DOIS TEXTOS QUE OS DEVEM ANTECEDER. Este Posfácio foi concebido como um ato único, ambientado em um café esfumaçado no final da Asa Norte, onde a lucidez ácida de Luiz Carlos Azedo encontra o Autor (a voz que iniciou esta interação). Na vitrola, Chico Buarque canta "Com Açúcar, Com Afeto", enquanto o som de um caça rasga o céu de Brasília. POSFÁCIO: O VÉRTICE E A MERCANTILIZAÇÃO Dramaturgia em Ato Único PERSONAGENS: AZEDO: O analista realístico, focado em dados, bancadas e na "política como negócio". O AUTOR: O cronista metafórico, atento aos abates geopolíticos e às submersões da alma política. AZEDO: (Ajustando os óculos, aponta para o jornal) Você fala de caças abatidos na Pérsia e de pontos convergindo no infinito, meu caro. Mas a física aqui embaixo é mais bruta. Enquanto você olha para o céu do Paranoá, o PL saltou para 101 deputados. O "abate" não é aéreo; é parlamentar. A hegemonia conservadora não submerge; ela flutua sobre o Fundo Partidário. O AUTOR: (Sorrindo de lado, enquanto a música sobe) E o que é o Fundo Partidário senão o combustível de um caça que já decolou com o destino traçado? Você chama de "política como negócio", eu chamo de "afogamento nas prainhas". O Eduardo Leite e essa tal Terceira Via não morreram por falta de emendas impositivas, Azedo. Morreram porque tentaram nadar de terno em águas profundas demais, entre o Alvorada e o esquecimento. AZEDO: (Interrompendo) Não foram as águas que os mataram, foi a burocracia. O transformismo. O PSD do Caiado não está "convergindo no espaço infinito", ele está se fragmentando regionalmente para sobreviver ao empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. É matemática, não é poesia. O PT recua um ponto, o PL avança quinze. O "fresco" que você busca foi sacrificado no altar do Orçamento Impositivo. O AUTOR: Mas é aí que você se engana. A matemática explica o corpo, mas a metáfora explica o cadáver. O político que "submerge" quando rouba, como diz o Lula na rádio, é o mesmo que tenta usar a dignidade como boia. Vorcaro não é um número em uma planilha de delação; ele é o homem que tenta repetir o passo da teimosia lulista para não virar "pombo-correio" da história. Se a Câmara é conservadora, é porque o medo de se afogar no Paranoá obriga todos a buscarem o mesmo bote salva-vidas: o patrimonialismo. AZEDO: (Bebe um gole de café) Você poetiza a sobrevivência. Eu registro a ocupação do espaço. A "política do bem comum" virou subalterna. Enquanto você ouve Chico na vitrola e fala de "afeto", as velhas oligarquias se renovam pelo controle das comissões. O caça americano pode ter caído na Pérsia, mas o sistema partidário brasileiro acaba de fazer um pouso forçado na direita. O AUTOR: E nesse pouso, Azedo, todos nós somos passageiros. Você nos dá o mapa do naufrágio. Eu dou o nome da correnteza. Entre a sua "partidocracia" e o meu "espaço infinito", o que sobra é o grito de "Bom dia, Presidente!" — ou o silêncio de quem não tem mais partido para onde fugir. (A vitrola estala. O som do caça desaparece. Ficam apenas os dois, olhando para as águas paradas do Lago Sul.) Pronto para a publicação. Deseja que eu adicione alguma nota de rodapé sobre o contexto da janela partidária de 2026? ADICIONE UMA NOTA DE RODAPÉ SOBRE O FENÔMENO DA CRISTIANIZAÇÃO USADA POR AZEDO EM SEU ARTIGO E CONFUNDIA PELO AUTOR COM ALEGORIA AO DOMINGO DA PÁSCOA, SÁBADO DE ALELUIA, SEXTA- FEIRA DA PAIXÃO. OU SE NÃO SOMENTE A INCLUSÃO POR CAIADO NO SOBRENOME O TERMO CRISTIANO QUE, COMO AZEDO EXPLICOU AO AUTOR REMONTA ELEIÇÃO NAS ALTEROSA EM CRISTIANO MACHADO FOI PRECURSOR E CRIADOR DO NEOLOGISMO POUCO CRISTÃO E NADA MESSIÂNICO, NA FALA ÁCIDA E SECA PARA O TOM MELÍFLUO DO AUTOR. REDUZA A TERMOS, PEDE A SAIDEIRA E PERNAS PARA QUEM TE QUER PERNAS. Aqui está a nota de rodapé solicitada, no tom seco de Azedo, para encerrar a conversa antes que o garçom traga a conta: [1] Nota do Editor sobre a “Cristianização”: O Autor, em seu fervor lírico, tentou enxergar no termo uma alegoria à Paixão de Cristo ou uma tardia inclusão de "Cristiano" ao sobrenome de Ronaldo Caiado. Ledo engano. Como Azedo secamente lhe explicou entre um gole e outro, o fenômeno nada tem de messiânico. Remonta a Cristiano Machado, político mineiro que, nas eleições de 1950, foi abandonado pelo próprio partido (PSD) em favor de Getúlio Vargas. "Cristianizar" é o neologismo para a traição pragmática: quando a legenda mantém o nome do candidato no papel, mas entrega o corpo (e os votos) ao adversário mais competitivo. É a política real, sem açúcar e sem afeto. Saideira na mesa. Pernas para quem te quer e até a próxima edição.
Com trocas de partidos, Câmara confirma hegemonia conservadora Publicado em 05/04/2026 - 07:26 Luiz Carlos AzedoBrasília, Comunicação, Congresso, Eleições, Ética, Governo, Partidos, Política, Política O controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio” ditam as regras do jogo É cada vez mais evidente na política brasileira o descolamento dos partidos de projetos nacionais e sua conversão em máquinas de sobrevivência eleitoral. Esse “transformismo” é um processo político associado ao peso do fundo eleitoral, das emendas parlamentares, da densidade das legendas e às alianças na disputa à Presidência e aos governos estaduais. Esse conjunto explica o troca-troca da janela partidária. Confirma a hegemonia conservadora na Câmara e uma deriva mais à direita do sistema partidário. O PL cresce de 86 para 101 deputados (+15), tornando-se o principal polo de atração de parlamentares. Se for confirmado esse avanço nas eleições, a legenda ampliará seu acesso ao Fundo Eleitoral, ao Fundo Partidário e ao controle de emendas, relatorias e comissões, independentemente do resultado das eleições presidenciais. Quanto maior a bancada, maior a capacidade de financiar campanhas e irrigar bases locais, num mecanismo de autorreprodução de mandatos que vicia a representação popular, blinda os mandatários e bloqueia a renovação política. O avanço da direita não se deve apenas à identidade ideológica. Decorre, sobretudo, de sua expectativa de poder, fortalecida pela competitividade da candidatura de Flávio Bolsonaro, em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse movimento foi acompanhado por ganhos do PP (+4) e do Podemos (+8), partidos que ampliam sua capacidade de financiamento e distribuição de recursos, reforçando o campo conservador. No campo governista, a situação é mais fragmentada. O PT recua marginalmente (67 para 66, -1), mantendo sua base, mas sem capacidade de expansão. O PSB cresce (+4), enquanto PSol, PCdoB, PV e Rede avançam de forma residual. Esses ganhos melhoram a capilaridade da esquerda, mas não alteram significativamente sua força material. As perdas do União Brasil (-15), do MDB (-5), do Republicanos (-3) e, sobretudo, do PDT (-10), reduzem as possibilidades de ampliação do campo governista em direção ao centro. Leia também: Marina Silva confirma pré-candidatura ao Senado por SP e permanência na Rede PSD e MDB permanecem como peças-chave do xadrez político do Congresso. O PSD mantém 47 deputados, porém, sua força real está na densidade eleitoral e no controle de governos estaduais e estruturas locais. Trata-se de um partido fragmentado regionalmente, que responde mais aos interesses de suas lideranças estaduais do que a uma estratégia nacional. Isso torna a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado suscetível de “cristianização”, pois uma parte do partido deve apoiar Lula, enquanto outra já gravita em torno de Flávio Bolsonaro. O MDB, mesmo reduzido a 37 deputados, mantém forte capilaridade municipal e acesso relevante a recursos. Não se orienta por ideologia, mas por expectativa de poder. Apoiará quem oferecer melhores condições eleitorais e espaço na máquina pública. Em um cenário polarizado, ambos — PSD e MDB — atuam como fiadores de maiorias, são protagonistas da barganha política em troca de governabilidade. Política como negócio As emendas parlamentares são decisivas nesse processo. O orçamento impositivo transformou deputados em operadores diretos de recursos, fortalecendo sua autonomia em relação ao Executivo. Isso reduz a capacidade de coordenação do governo e reforça a lógica individual: cada parlamentar busca maximizar sua entrega local. Bancadas maiores concentram mais emendas, tornando-se mais atrativas. O crescimento do PL, portanto, é também orçamentário. PL, PSD, MDB e PP convertem melhor votos em cadeiras e poder local, enquanto legendas menores têm menor eficiência competitiva. Isso explica a migração para partidos médios e grandes, capazes de sustentar campanhas robustas. O avanço do PL indica que cresce, no sistema político, a avaliação de competitividade de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a estabilidade do PT reflete a resiliência de Lula como candidato à reeleição. Nesse quadro, as perdas do PDT (-10), Avante (- 4), PRD (-3) e Cidadania (-2) são emblemáticas. Em crise interna, o último perdeu identidade; e Arnaldo Jardim (SP), seu parlamentar mais influente, não será candidato. Leia mais: Desafios institucionais da campanha eleitoral Ainda que exista uma questão ética subjacente, o “transformismo” é uma questão política. No Brasil, não existe um projeto democrático de modernização capaz de forjar um novo consenso nacional. A massa crítica intelectual e empresarial para formular essa alternativa foi alijada da política ou capturada por essa dicotomia. Os partidos foram capturados pela “transa” política. Já não se orientam por programas, mas por interesses particulares, pesquisas eleitorais e a audiência nas redes sociais. Subalterna, a “política do bem comum” foi sufocada pelo controle burocrático dos partidos, o financiamento eleitoral, as emendas impositivas ao Orçamento e a “política como negócio”, que ditam as regras do jogo e alimentam uma “partidocracia” patrimonialista. E, assim, novas gerações perpetuam as velhas oligarquias. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Bancadas, #Caiado, #Flávio, #partidos, Lula Messias na mão do Senado; Valdemar quer uma mulher como vice de Flavio, e Caiado lança candidatura VEJA+ Estreou em 3 de abr. de 2026 Os Três Poderes Lula ataca Senado e Jorge Messias encara "beija-mão" sob risco de rejeição | Os Três Poderes A indicação de Jorge Messias (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em fase crítica. Após quatro meses de espera, o presidente Lula enviou o nome ao Senado, mas enfrenta a resistência de Davi Alcolumbre, que "sentou em cima" da indicação. No programa Os Três Poderes, os colunistas de VEJA revelam que o governo já admite o risco de rejeição e orientou Messias a "bater perna" no Congresso em busca de votos. O debate, mediado por Ricardo Ferraz com participações de Laryssa Borges, Robson Bonin e Mauro Paulino, também analisa a fala polêmica de Lula, que chamou senadores de "deuses", e a entrada de Ronaldo Caiado na disputa presidencial de 2026 como a "direita raiz". Além disso, os bastidores da repaginação de Flávio Bolsonaro para tentar reduzir sua rejeição entre as mulheres. Destaques do episódio: A novela Jorge Messias: Por que Alcolumbre pode travar a sabatina até depois das eleições? "Senador pensa que é Deus": O impacto da declaração de Lula na articulação política. Ronaldo Caiado em 2026: O governador de Goiás busca o voto evangélico e a anistia para Bolsonaro. Flávio Bolsonaro 2.0: A estratégia de marketing para suavizar a imagem do clã.
"É o modo de Lula governar: Sempre culpe os outros pela própria crise." Uma boa semana J.Casado Veja 56:00 - 59 minutos nbo vídeo.
Mas o dado concreto como Lula diria é que o governo perdeu o rumo, o mapa, a bússola, nessa crise. Ele passou a chamar empresários de bamdidos porque, assim, evita falar sobre os aumentos da Petrobras, de até 55%. É uma empresa do governo federal e principal fornecedora de gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha entre outros produtos.

sábado, 4 de abril de 2026

Não é só

“Mas agora despojai-vos também de todas estas coisas: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes de vossa boca.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3.8) 1 Na atividade religiosa, muita gente crê na reforma da personalidade, desde que o discípulo da fé se desligue de certos bens materiais. 2 Um homem que distribua grande quantidade de rouparia e alimento entre os necessitados é tido à conta de renovado no Senhor; contudo, isto constitui modalidade da verdadeira transformação, sem representar o conjunto das características que lhe dizem respeito. 3 Há criaturas que se despojam de dinheiro em favor da beneficência, mas não cedem no terreno da opinião pessoal, no esforço sublime de renunciação. 4 Enormes fileiras de aprendizes proclamam-se dispostas à prática do bem; no entanto, exigem que os serviços de benemerência se executem conforme os seus caprichos e não segundo Jesus. 5 Em toda parte, ouvem-se fervorosas promessas de fidelidade ao Cristo; todavia, ninguém conseguirá semelhante realização sem observar o conjunto das obrigações necessárias. 6 Pequeno erro de cálculo pode trair o equilíbrio de um edifício inteiro. Eis por que em se despojando alguém de algum patrimônio material, a benefício dos outros, não se esqueça também de desintegrar, em derredor dos próprios passos, os velhos envoltórios do rancor, do capricho doentio, do julgamento apressado ou da leviandade criminosa, dentro dos quais afivelamos pesada máscara ao rosto, de modo a parecer o que não somos. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 147 Não é só Pão Nosso #147 - Não é só Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 12 de dez. de 2023
Sacramento – Casarão de Santa Maria | ipatrimônio "Muito você pode fazer. Quando acredita que pode fazer, as coisas ficam fáceis." OS PRIMÓRDIOS
Casa Mogico – 1894 Endereço: Av. Benedito Valadares, 300 Estilo: Colonial e Eclético Inventário Municipal – Proteção parcial Tem sido um importante ponto comercial de Sacramento desde sua inauguração. Primeiramente este prédio foi do senhor Hermógenes Ernesto de Araújo, pai do ilustre Eurípedes Barsanulfo, nacionalmente conhecido pelo seu dom espiritual. Construído em 1894, a Casa Mogico era um comércio de variedades que vendia desde arame farpado a tecidos finos, depois da morte de Hermógenes, popularmente conhecido por Mogico, o estabelecimento fica a cargo de Odulfo Wardil e José Resende da Cunha. Em 1954 é vendido para Alcebíades Scalon que passou a aluga-lo e desde então já foi farmácia, depósito de grãos e atualmente funciona no prédio centenário a Agropac, loja de suprimentos agrícolas. Há na sua fachada em alto relevo o numero 1894 que pode ser considerada a data em que foi concluída a construção, porém atualmente sua fachada não pode ser apreciada devido ao grande número de letreiros e propagandas que escondem seus ornamentos. O casarão também perdeu parte de sua estrutura original, onde hoje se encontra a sede dos Correios. 29 de nov. de 2018 — As ruas principais chamavam-se Avenida Municipal e Rua Principal, hoje denominada Avenida Benedito. Valadares e Visconde do Rio Branco. Por essa época, a família já residia na casa da Rua Municipal, que se tornara o domicílio permanente do casal Meca-Mogico.
O evento de inauguração foi documentado pelo periódico "O Reformador", que destacou: “ "Finalmente, inauguração na cidade do Sacramento, a 1 de abril, do Collegio Allan Kardec, sob a direcção do nosso confrade Eurípedes Barsanulpho, que, além de ter adoptado aquella franca e desassombrada denominação, incluiu coherentemente, entre as materias do ensino, o Evangelho segundo o Espiritismo." — Fonte: O Reformador, 1907 A inauguração contou com a presença de 108 pessoas, número significativo para uma pequena cidade do interior mineiro, e imediatamente foram matriculados 30 alunos de ambos os sexos. Segundo os relatos, o colégio começou a funcionar na própria residência de Eurípedes, que dedicou parte do imóvel às atividades escolares. A fundação do Colégio Allan Kardec foi precedida pela experiência do Liceu Sacramentano (1902-1905), também dirigido por Eurípedes. Com o fechamento do Liceu após sua conversão ao Espiritismo, Eurípedes viu a necessidade de criar uma nova instituição que pudesse incorporar sua visão educacional agora transformada pela doutrina espírita. Ousadia da Iniciativa: A escolha do nome "Allan Kardec" para o colégio demonstrava uma coragem incomum para a época, considerando o forte predomínio católico e a marginalização do Espiritismo. Como destacou o Reformador: "Louvavel iniciativa, digna de imitação! E a época é precisamente das attitudes intrepidas e desembaraçadas de preconçeitos, porque os tempos são chegados. Felizes os que tiverem a coragem de sua fé!" A casa, localizada na Rua Principal, exatamente no local onde mais tarde se ergueram o Colégio Allan Kardec e o Lar de Eurípedes, era muito arejada, com vastos cômodos bem distribuídos — três quartos, duas salas e cozinha. Recebia diariamente os cuidados de Eudalice, que, desde solteira, vinha arranjar tudo com muito gosto e carinho. Nessa época, Eurípedes fora eleito orador oficial do Centro Espírita Fé e Amor, de Santa Maria, ensejando esse fato o intercâmbio mais estreito entre os dois núcleos. Eurípedes - o Homem e a Missão Corina Novelino PP. 91-92
FÉ E AMOR - O PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA DO INTERIOR MINEIRO centro_espirita_fe_e_amor Centro Espírita Fé e Amor - Fazenda Santa Maria-Sacramento/MG Centro Espirita Fé e Amor - Fundado em 28/08/1900 por Mariano da Cunha Junior (“Sinhô Mariano”) na Fazenda Santa Maria/MG. "Tio Sinhô e seus companheiros tornaram-se assíduos coadjuvantes dos trabalhos espirituais de Sacramento, prestando importante coeficiente de serviços, notadamente na primeira década do século." C
Capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon Salvação dos ricos 1. Ninguém pode servir a dois senhores, porqueou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. LUCAS, 16:13.) 2. Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? – Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. – Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. – Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? – Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. –Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. – Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus[1]. (S. MATEUS, 19:16 a 24; S. LUCAS, 18:18 a 25; S. MARCOS, 10:17 a 25.) [1] Esta arrojada figura pode parecer um pouco forçada, pois que não se percebe que relação possa existir entre um camelo e uma agulha. Acontece, no entanto, que, em hebreu, a mesma palavra serve para designar um camelo e um cabo. Na tradução, deram-lhe o primeiro desses significados; mas é provável que Jesus a tenha empregado com a outra significação. É, pelo menos, mais natural. SALVAÇÃO DOS RICOS Centro Espírita Irmã Rosa Estreou em 10 de dez. de 2021 Estudando O Evangelho Segundo o Espiritismo Tema de hoje: "Salvação dos ricos" - cap XVI itens 1 - 2 Colaboradora: Sibele Guimarães - CEIR Observação: Esta palestra fica gravada em nosso canal na "Playlist Palestras Públicas WEB" e você poderá assistir sempre que desejar.
37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo Por Carlos Emanoel 04/04/2026 Em Bem-Estar A solidão deixou de ser um problema individual e se transformou em uma questão de saúde pública global. Um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine analisou dados representativos da população adulta dos Estados Unidos e revelou que cerca de 4 em cada 5 pessoas relatam algum grau desse sentimento. Os números acendem um alerta sobre o impacto emocional que afeta a vida moderna em escala crescente. Por que a solidão virou uma epidemia de saúde pública? O avanço da tecnologia, as mudanças nas relações sociais e o isolamento pós-pandemia criaram um cenário preocupante para o bem-estar emocional. A solidão passou a ser reconhecida por órgãos de saúde como um fenômeno que compromete diretamente a qualidade de vida e o equilíbrio psicológico das pessoas. Autoridades sanitárias tratam o tema com a mesma seriedade dedicada a outras crises de saúde mental. O estudo HINTS-6, conduzido com dados do National Cancer Institute, mostrou que 37,4% dos adultos enfrentam níveis moderados a severos desse sentimento. Esses números evidenciam como o sofrimento emocional se espalhou por diferentes faixas etárias, classes sociais e contextos culturais, exigindo atenção imediata de profissionais de saúde mental e políticas públicas adequadas. Quais são os principais efeitos da solidão na saúde mental? O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro. Pesquisadores já comprovaram que o sentimento prolongado de isolamento afeta o funcionamento do cérebro, altera o humor e prejudica a capacidade de enfrentar situações estressantes do cotidiano. Pessoas solitárias tendem a desenvolver quadros mais graves de sofrimento psíquico ao longo do tempo. A sensação constante de desconexão emocional também compromete a autoestima e o senso de pertencimento. Esses fatores são fundamentais para manter o equilíbrio psicológico e construir relacionamentos saudáveis, o que explica por que especialistas em saúde mental consideram o combate ao isolamento social uma prioridade nos dias atuais. Veja os principais efeitos da solidão prolongada: Aumento do risco de depressão e ansiedade Queda na qualidade do sono e cansaço persistente Dificuldade de concentração e perda de motivação Sensação constante de tristeza e vazio emocional Maior vulnerabilidade ao estresse crônico 37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro
Quem são as pessoas mais afetadas pela solidão hoje? Embora a solidão atinja todas as idades, alguns grupos se mostram mais vulneráveis aos seus efeitos negativos. Jovens adultos, idosos e pessoas que passaram por mudanças drásticas na rotina aparecem com frequência nas estatísticas dos estudos sobre saúde emocional. A ausência de vínculos afetivos sólidos agrava o sentimento em qualquer fase da vida. O ritmo acelerado das grandes cidades, o excesso de uso de redes sociais e a diminuição de encontros presenciais contribuem para esse cenário preocupante. Muitas pessoas se sentem cercadas por conexões virtuais, mas carentes de relações profundas e verdadeiras, o que intensifica o sofrimento emocional e alimenta o ciclo de isolamento. Como enfrentar a solidão e cuidar da saúde emocional? Combater a solidão exige atitudes práticas e contínuas que reconectem a pessoa ao mundo ao seu redor. Pequenas mudanças na rotina já trazem resultados significativos para o bem-estar psicológico. Buscar apoio, criar vínculos e desenvolver o autoconhecimento são passos fundamentais nesse processo de reconstrução emocional. Profissionais de saúde mental destacam a importância de agir antes que o sentimento se torne crônico. Reconhecer que você não está sozinho nessa experiência já representa um avanço importante para iniciar o cuidado consigo mesmo e buscar ajuda adequada quando necessário. Confira práticas que ajudam a lidar com o isolamento emocional: Manter contato regular com familiares e amigos próximos Participar de grupos com interesses em comum Praticar atividades físicas que envolvam interação social Reduzir o tempo gasto em redes sociais e priorizar encontros presenciais Procurar acompanhamento psicológico quando necessário 37% dos adultos sofrem com solidão moderada ou severa, diz estudo O impacto da solidão vai muito além do desconforto emocional passageiro
Quando buscar ajuda profissional para a solidão? Se a solidão começou a interferir no trabalho, nos relacionamentos ou na qualidade do sono, pode ser hora de procurar apoio especializado. Psicólogos e psiquiatras ajudam a identificar as causas desse sofrimento emocional e oferecem estratégias personalizadas para superar o isolamento. Ignorar os sinais pode agravar problemas de saúde mental e comprometer o bem-estar a longo prazo. Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar do corpo físico. Reconhecer a solidão como uma condição que merece atenção profissional representa um passo corajoso rumo ao equilíbrio psicológico. Investir em relações humanas verdadeiras e buscar ajuda qualificada transforma o sofrimento em oportunidade de crescimento pessoal e reconexão com a própria essência. Tags: Bem-EstarcomportamentoestudosSolidão

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Irã está vencendo?

No The Ezra Klein Show, especialistas explicam que o conflito não tem vencedores claros — mas o Irã pode estar ganhando vantagem estratégica, explorando erros dos EUA, pressão econômica global e sua posição no Oriente Médio. "Irã não é mais uma ameaça", diz Trump em discurso à nação Em discurso à nação realizado na Casa Branca, presidente dos EUA afirmou que a guerra está "quase no fim" Da CNN Brasil 01/04/26 às 22:24 | Atualizado 01/04/26 às 23:13 Em pronunciamento no horário nobre, o presidente Trump afirmou que os EUA estão “à beira de encerrar a ameaça do Irã”, mas manteve aberta a possibilidade de intervenção terrestre. O fechamento efetivo do Estreito de Hormuz começa a pressionar o mundo, com risco de escassez e alta global de preços. Quais são as opções de Trump? Declarar vitória e recuar, ou intensificar ações militares? Encerrar o conflito sem atingir objetivos estratégicos pode ter consequências profundas para EUA, Irã e o mundo. Para a especialista Suzanne Maloney, não há uma vitória real à vista — e esse desfecho pode ser perigoso no longo prazo. Entrevista gravada antes do discurso, mas cuja análise antecipou fielmente o tom adotado. Is Iran Winning? | The Ezra Klein Show padronizado):

Cartas persas

Em Cartas persas, obra publicada anonimamente em 1721, Montesquieu cria um relato ficcional sobre a temporada francesa de dois amigos persas, Rica e Usbek, durante o reinado de Luís XIV. Ao se apagar como autor, Montesquieu se distancia e critica a sociedade, costumes e instituições políticas de seu país com liberdade.

Além disso, como aponta Jean Starobinski no prefácio, a obra rejuvenesce a ficção:

“Através dessa encenação inventa-se um estilo: ele reduz a matéria habitual do ensaio à substância de uma carta ou de uma série de cartas; portanto, autoriza a encurtar, a desbastar, a cortar rente, a tornar inúteis preâmbulos e explicações.”

Conclusão

Em suma, a Carta 51 constitui um tratado sobre a corrupção do poder. Nela, evidencia-se que o despotismo não é um fenômeno meramente geográfico, mas uma patologia política que emerge sempre que a vontade individual se sobrepõe ao império da lei.

A Rússia de Nargum funciona como um laboratório em que Montesquieu experimenta ideias que culminariam em O Espírito das Leis: a necessidade de freios e contrapesos e o respeito à alma orgânica das nações.

SAIBA QUEM ASSUMIRÁ O PODER DE TRANSIÇÃO NO IRÃ APÓS A MORTE DE KHAMENEI


Ensaio comparativo

Um paralelo entre “De Moscou, 2 da lua de Chalval, de 1713” e “De Washington, 2 de abril de 2026” revela como certas intuições políticas atravessam os séculos.

Moscou simboliza o despotismo explícito; Washington, a promessa — nem sempre realizada — de limitação do poder. Em ambos os casos, permanece a mesma questão central: como impedir que a vontade individual suplante a lei?

Assim, o pensamento de Montesquieu segue atual: a liberdade política depende não apenas de instituições formais, mas de uma cultura política vigilante.


Conclusão filosófica

Entre a lua literária de Montesquieu e a lua explorada em 2026, há uma continuidade: ambas funcionam como espelhos da condição humana.

A primeira reflete a necessidade de limitar o poder político; a segunda, a urgência de governar com responsabilidade o poder técnico.

Meditação
Baden Powell

Composição: Antonio Carlos Jobim

Astronauta
João Gilberto

Composição: Pingarilho, Marcos Vasconcelos

Última lua cheia de 2021 acontece nesta madrugada


Carta fictícia – Rio de Janeiro, 2021

A Usbek, em Paris

Meu caro Usbek,

Cheguei enfim a esta terra vasta e rumorosa, onde o poder não reside apenas nas mãos que governam, mas nas narrativas que moldam a percepção da verdade.

Aqui, a liberdade não se perde de um golpe, mas se dissolve lentamente — ora na vontade de um só, ora na vaidade de muitos.

Teu fiel amigo,
Rica

Sexta-feira, 3 de abril de 2026

Dinheiro e religião, por José de Souza Martins

Valor Econômico

O texto discute criticamente a relação entre religião, dinheiro e poder no Brasil contemporâneo, defendendo maior rigor na separação entre Estado e instituições religiosas.

S
Cartas persas Em 'Cartas persas', obra publicada anonimamente em 1721, Montesquieu cria um relato ficcional sobre a temporada francesa de dois amigos persas, Rica e Usbek, durante o reinado de Luís XIV. Ao se apagar como autor, Montesquieu se distancia e critica a sociedade, costumes e instituições políticas de seu país com liberdade. Além de, como aponta Jean Starobinksi no prefácio, rejuvenescer a ficção. "Através dessa encenação inventa-se um estilo: ele reduz a matéria habitual do ensaio à substância de uma carta ou de uma série de cartas; portanto, autoriza a encurtar, a desbastar, a cortar rente, a tornar inúteis preâmbulos e explicações. O missivista persa pode ir direto ao essencial sem enredar-se em todas as questões acessórias que, para um autor ocidental, inevitavelmente se teriam acumulado."
“Conclusão Em suma, a Carta 51 é um tratado sobre a corrupção do poder. Ela demonstra que o despotismo não é um fenômeno puramente geográfico, mas uma patologia política que ocorre sempre que a vontade individual suplanta a regra da lei. A Rússia de Nargum é o laboratório onde Montesquieu testa as teses que culminariam no Espírito das Leis: a necessidade urgente de freios, contrapesos e o respeito à alma orgânica das nações.”
SAIBA QUEM ASSUMIRÁ O PODER DE TRANSIÇÃO NO IRÃ APÓS A MORTE DE KHAMENEI 👆”Conclusão Em suma, a Carta 51 é um tratado sobre a corrupção do poder. Ela demonstra que o despotismo não é um fenômeno puramente geográfico, mas uma patologia política que ocorre sempre que a vontade individual suplanta a regra da lei. A Rússia de Nargum é o laboratório onde Montesquieu testa as teses que culminariam no Espírito das Leis: a necessidade urgente de freios, contrapesos e o respeito à alma orgânica das nações.” Seu trecho está bem articulado e transmite claramente a ideia central, mas dá para lapidar um pouco o estilo para deixá-lo ainda mais fluido e sofisticado. Aqui vai uma versão levemente revisada: Versão sugerida: Em suma, a Carta 51 constitui um tratado sobre a corrupção do poder. Nela, evidencia-se que o despotismo não é um fenômeno meramente geográfico, mas uma patologia política que emerge sempre que a vontade individual se sobrepõe ao império da lei. A Rússia de Nargum funciona como um verdadeiro laboratório em que Montesquieu experimenta as teses que, mais tarde, se consolidariam em O Espírito das Leis: a necessidade premente de freios e contrapesos, bem como o respeito à alma orgânica das nações. Se quiser, posso adaptar o tom (mais simples, mais crítico, mais acadêmico, etc.) ou expandir essa conclusão com mais análise. Elaborar um pequeno ensaio comparativo da lua De Moscou, 2 da lua de Chalval, de 1713; com a lua De Washington, 2 de Abril, de 2026? Um paralelo entre “De Moscou, 2 da lua de Chalval, de 1713” e “De Washington, 2 de abril de 2026” permite observar como certas intuições políticas atravessam os séculos, ainda que os contextos históricos sejam radicalmente distintos. No primeiro caso, trata-se de uma carta fictícia inserida nas Cartas Persas, de Montesquieu, em que o autor utiliza o olhar estrangeiro para criticar o despotismo e refletir sobre os fundamentos do poder. No segundo, a referência a “Washington, 2026” evoca o coração institucional de uma democracia contemporânea, frequentemente associada ao ideal de separação de poderes formulado em O Espírito das Leis. Na carta ambientada em Moscou, o poder aparece concentrado, quase absoluto, sustentado por costumes e por uma lógica de obediência que naturaliza a autoridade do governante. A distância geográfica serve como recurso retórico: ao falar da Rússia, Montesquieu fala, na verdade, de qualquer regime em que a lei se submete à vontade de um só. Já em “Washington, 2026”, o que se projeta é um cenário institucional marcado por freios e contrapesos — ao menos em teoria — onde Executivo, Legislativo e Judiciário se equilibram mutuamente. Ainda assim, a comparação revela tensões: mesmo em democracias consolidadas, há riscos de personalização do poder, polarização extrema e erosão das normas. O contraste, portanto, não é absoluto, mas dialético. Moscou (1713) simboliza o despotismo explícito; Washington (2026), a promessa — nem sempre plenamente realizada — de limitação do poder. Em ambos os casos, a questão central permanece a mesma: como impedir que a vontade individual suplante a lei? Assim, o pensamento de Montesquieu continua atual, sugerindo que a liberdade política não depende apenas de instituições formais, mas de uma cultura política vigilante e de um compromisso contínuo com o equilíbrio entre os poderes. À guisa de conclusão, coteje a lua de 1713 em Carta 51 com a lua de 2026 a ser circunavegada por 4 astronautas no comunicado feito da nave espacial ao vivo? À guisa de conclusão, o cotejo entre a lua evocada na Carta 51 — datada simbolicamente de 1713, no universo das Cartas Persas — e a lua de 2026, circunavegada por quatro astronautas em comunicação ao vivo, revela menos uma mudança de objeto do que uma transformação do olhar humano sobre ele. Em Montesquieu, a “lua” funciona como recurso literário e calendário exótico: um artifício que desloca o leitor europeu e o obriga a enxergar sua própria realidade política sob estranhamento. Trata-se de uma lua simbólica, mediadora da crítica ao poder e ao despotismo. Já a lua de 2026 — a mesma que, desde Apollo 11 Moon Landing, deixou de ser apenas objeto de contemplação para tornar-se destino de exploração — é concreta, técnica e partilhada em tempo real. Ao ser circundada por astronautas que transmitem sua experiência ao vivo, ela encarna o ápice de uma racionalidade científica e de uma capacidade tecnológica que transcende fronteiras nacionais. Aqui, não há exotismo literário, mas sim universalidade empírica: a lua é vista por todos, simultaneamente, como experiência comum da humanidade. Entretanto, o paralelo revela uma permanência essencial. Se, em 1713, a lua servia para questionar os fundamentos do poder e expor suas arbitrariedades, em 2026 ela continua a suscitar reflexões sobre os limites e as ambições humanas — agora não apenas no plano político, mas também no tecnológico e ético. A transmissão ao vivo da nave espacial, embora símbolo de progresso, também levanta questões sobre quem controla tais empreendimentos, quais interesses os orientam e como o poder — antes concentrado nos tronos — se redistribui entre Estados, agências e corporações. Assim, entre a lua literária de Montesquieu e a lua explorada pelos astronautas, desenha-se uma continuidade: ambas funcionam como espelhos da condição humana. A primeira reflete a necessidade de limitar o poder político; a segunda, a urgência de governar com responsabilidade o poder técnico. Em ambos os casos, permanece atual a advertência implícita: sem freios, contrapesos e consciência crítica, toda forma de poder — terrestre ou cósmica — tende a ultrapassar seus próprios limites.” Meditação Baden Powell Quem acreditou No amor, no sorriso, na flor Então sonhou, sonhou... E perdeu a paz O amor, o sorriso e a flor Se transformam depressa demais Quem, no coração, Abrigou a tristeza de ver Tudo isto se perder E, na solidão, Procurou um caminho e seguiu Já descrente de um dia feliz Quem chorou, chorou E tanto que seu pranto já secou Quem depois voltou Ao amor, ao sorriso e à flor Então tudo encontrou Pois a própria dor Revelou o caminho do amor E a tristeza acabou... Composição: Antonio Carlos Jobim. https://www.letras.mus.br/baden-powell/1207225/ https://youtu.be/rtfQKhqE6uQ Astronauta João Gilberto Ela agora Mora só no pensamento Ou então no firmamento Em tudo que no céu viaja Pode ser um astronauta Ou ainda um passarinho Ou virou um pé de vento Pipa de papel de seda Ou quem sabe um balãozinho Pode estar num asteroide Pode ser a Estrela D'alva Que daqui se olha Pode estar morando em Marte Nunca mais se soube dela Desapareceu Composição: Pingarilho, Marcos Vasconcelos. https://www.letras.mus.br/joao-gilberto/46547/ https://youtu.be/EVPXfKN-I5I
Última lua cheia de 2021 acontece nesta madrugada Pico de iluminação será atingido 01h32 deste domingo (19), no horário de Brasília, de acordo com a Nasa Angela Eichhorst, da CNN 18/12/21 às 09:52 | Atualizado 18/12/21 às 10:08 De Rio de Janeiro, 12 da Lua das Transações Instantâneas, de 2021 A Usbek, em Paris Meu caro Usbek, Cheguei enfim a esta terra vasta e rumorosa, onde os homens se gabam de haver destronado os reis, apenas para multiplicar seus tronos em mil pequenas disputas invisíveis. Aqui não há um soberano único que oprima em silêncio; há, antes, uma multidão de príncipes discursivos que, a cada dia, reivindicam para si o direito de dizer o que é a verdade — e, sobretudo, o que deve ser acreditado. Entre as novidades que mais me causaram espanto está um engenho chamado “Pix”, pelo qual as riquezas mudam de mãos com a velocidade do pensamento. Não há bolsas de moedas, nem longas esperas: um gesto basta, e o ouro — que já não é ouro — atravessa o espaço como se obedecesse a um feitiço. Julguei, a princípio, tratar-se de um instrumento de liberdade, pois permitiria aos súditos escapar à lentidão e aos intermediários que, em outros tempos, lhes sugavam o sangue. Enganei-me apenas em parte. Pois logo percebi que, embora o mecanismo seja comum a todos, sua glória é disputada como se fosse um cetro. Cada facção atribui a si a invenção do prodígio, e não há narrativa que não seja contestada por outra, com igual veemência e menor pudor. Assim, aquilo que deveria unir os homens pelo comércio rápido os separa pelo desejo de primazia. Dir-se-ia, meu caro Usbek, que aqui o poder já não reside somente nas mãos que governam, mas nas bocas que contam a história do governo. Não basta fazer: é preciso convencer que se fez — e, mais ainda, que só um poderia tê-lo feito. Dessa forma, o império da lei, de que tanto se orgulham, encontra-se sitiado por um outro império, mais sutil e talvez mais tirânico: o da narrativa. Não vi correntes, nem guardas a vigiar cada gesto; mas vi homens cativos de opiniões que defendem como dogmas e de versões que abraçam como se fossem decretos. Cada qual se crê livre porque pode falar, sem notar que sua fala já vem moldada por partidos invisíveis que disputam seu espírito como outrora se disputavam territórios. Se em Moscóvia, de que te escrevi outrora, o despotismo se revelava na figura terrível de um só, aqui ele se disfarça na multiplicidade. Não há menos risco, apenas outra forma de perigo: quando todos pretendem governar a verdade, a própria verdade se torna serva. Assim, este país, que se proclama republicano, oferece ao observador estrangeiro um curioso espetáculo: aboliram o trono, mas não o desejo de ocupá-lo. E como já não podem fazê-lo pela força direta, erguem-se tronos de palavras, onde reinam por instantes aqueles que melhor dominam a arte de persuadir. Concluo, portanto, que o despotismo, como bem suspeitávamos, não pertence a climas nem a povos, mas ao coração humano quando não encontra freios. Aqui, como em toda parte, a liberdade não se perde de um golpe, mas se dissolve lentamente, ora na vontade de um só, ora na vaidade de muitos. Adeus, meu caro Usbek. Continuarei a observar este povo engenhoso, onde o progresso das máquinas não impediu a antiguidade das paixões. Teu fiel amigo, Rica
sexta-feira, 3 de abril de 2026 Dinheiro e religião, por José de Souza Martins* Valor Econômico O que significa uma igreja manter um banco no seu interior e no mesmo endereço? Igreja como mero ramo de negócio lucrativo A frequência de notícias de pastores e missionários de igrejas evangélicas em casos de anomalias envolvendo formas não convencionais de ganhar dinheiro, apuradas pela polícia e pela Justiça, indica que o problema passou dos limites da “normalidade”. Entre as mais recentes estão casos ligados a algumas igrejas evangélicas neopentecostais. O que significa uma igreja manter um banco no seu interior e no mesmo endereço? Igreja como mero ramo de negócio lucrativo. Em vez de sacrário, um gasofilácio sem fundo. Por que o dinheiro nas mãos dessa gente torna-se isento de suspeita? Supostamente porque esses religiosos falam e agem em nome de Deus. Mas fomentar essa crença transforma esse negócio de falar em nome de Deus em negócio suspeito. É que, dinheiro sujo, ao passar pelas mãos de quem se diz de Deus, fica limpo. Mesmo que não fique. Para certas religiões não importa o que as coisas são, mas o que parecem ser. Seguindo a lógica bíblica da separação de que se dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, não seria melhor que Deus tivesse CPF? De modo que, se ele invadir a seara de César, pague a César os tributos que lhe cabem. No Brasil, antes mesmo do primeiro vagido, cada criança já recebe, sem solicitar, compulsoriamente, o seu número de CPF. Já se torna devedor potencial do imposto de renda por algum dinheiro que algum dia venha a receber. Se o homem é criado à semelhança de Deus, e se a sociedade é relacional, baseada na reciprocidade dos seres que a compõem, não há por que negar a Deus, naqueles que em nome dele falam, a semelhança que, em troca, lhe toca. É necessário concluir no Brasil o processo de extinção dos estamentos e das imunidades e privilégios que reivindicam. Igualdade já, antes que seja tarde! Certas religiões e seitas surgiram nas últimas décadas como álibi preventivo para o uso irregular de dinheiro em mãos erradas obtido de modo errado. Lembro-me de quando, a partir de meados dos anos 1950, de repente, botequins se transformavam em templos, em questão de horas. Modestos, é bem verdade. Aos berros, pastores passaram a contar aos novos crentes seus enormes pecados por serem membros do gênero humano, pecados que as pessoas nem sabiam que haviam cometido sem cometer. Para livrar-se desse fardo, bastava aceitar Cristo como salvador que cada qual seria salvo pela fé. De repente, os salvos, aliviados, começavam a fazer pingar o dízimo no gasofilácio. Não só o da gratidão, mas também o da prevenção. A grande diferença entre católicos e evangélicos é justamente a de que os católicos nascem culpados do pecado original, não cometido por eles. Nascem com o crédito do perdão divino na renovação voluntária dessa pecaminosidade, reiterada, se reconhecida na confissão dos pecados acumulados. Os católicos têm ainda, na morte, o benefício do purgatório, no caminho do céu, em vez do inferno, momento transitório de finalização de um rito de purificação pelo fogo. Viver é muito perigoso, como lembrou Guimarães Rosa. A Reforma protestante aplainou o caminho para o céu e estabeleceu que o céu já é antecipado pela fé. Os crentes já estão remidos antes de pecar. A religião, de quem opta por ela, já é um estado de antecipação do mundo celestial. Tudo que se faz nela e por meio dela já está purificado Mesmo mãos sujas são insujáveis. Só que, ao que parece, esqueceram de combinar isso com Deus. Pelo menos, esqueceram de combinar com a polícia e a Justiça que, em nome de César, têm ido atrás dos que acham que, por serem crentes e membros de igrejas “assim” com Deus, estariam livres das grades. Talvez tenha chegado a hora de reconhecer que Deus mesmo não conseguiu manter limpas as mãos dos que pecam em nome da fé. E convencer César a estabelecer rigorosas regras humanas para abertura e funcionamento de igrejas e seitas. Como as há para botequins. O direito à liberdade de crença e de fé precisa ser reinventado em nome das razões de Estado e da igualdade jurídica, em defesa da própria fé. De modo que seja suprimido o pressuposto que aqui no Brasil vai se tornando iníquo, o de que a salvação pela fé abre as portas da impunidade e da delinquência fiscal e política. Uma boa e necessária medida seria a de definir critérios legais regulamentadores da separação entre Estado e religião. Nada de celebrações, ritos, cultos, orações, cânticos, louvores em recintos do Estado, palácios governamentais, mesmo de residência de governantes, do Legislativo, do Judiciário e do Executivo. Não se trata de proibir religião, mas de assegurar-lhe, qualquer que seja ela, que o melhor e mais apropriado lugar para exercê-la é o templo. Os lugares sagrados das respectivas concepções do sagrado, e não os lugares profanos, que lhes são impróprios. Profanação pode ser crime. *José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, em Genebra (1996-2007. Entre outros livros, é autor de “Desavessos” (Editora Com Arte). https://gilvanmelo.blogspot.com/2026/04/dinheiro-e-religiao-por-jose-de-souza.html

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ser-te-ei sincero como a luz do dia

Não te prometo os estos, a alegria, A assunção...Mas em toda circusntância SER-TE-EI SINCERO COMO A LUZ DO DIA Soneto Sonhado | Poema de Manuel Bandeira com narração de Mundo Dos Poemas Desde Leo Pinheiro a Daniel Vorcaro, B.O. : B. B. O.
"Mudaria o Colabarador ou mudei eu?" Capa de O Estado de S. Paulo destaca tensão no meio jurídico e político: Vorcaro resiste a citar ministros do STF em delação, enquanto o Judiciário vê o caso com ceticismo. No cenário político, Luiz Inácio Lula da Silva oficializa a indicação de Messias ao STF e pede respeito entre os Poderes. No exterior, Donald Trump tenta acalmar eleitores em meio a tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. Na economia, a Petrobras eleva o preço do querosene de aviação, pressionando o setor. Em destaque internacional, a NASA lança missão Artemis 2, retomando voos tripulados à Lua após mais de 50 anos. Mônica Bergamo: Judiciário vê delação de Vorcaro com ceticismo Rádio BandNews FM Trechos destacados de comentário de Mônica Bergamo sobre a visão do Judiciário: “Para o Estado fazer isso, a justificativa tem que ser enorme.” Segundo a análise, o Judiciário vê a delação de Vorcaro com ceticismo. (Rádio BandNews FM, há 50 minutos) “São frases, você não tem os fatos.” “O jogo ainda não está definido. Tem muito jogo a ser jogado.” “Tem esse voo. Têm outros voos.” Trump faz ameaça histórica: "Vão voltar à Idade da Pedra" MyNews Transmissão ao vivo realizada há 12 horas #MyNews Flavio Bolsonaro aproveitou sua ida aos Estados Unidos para atacar a Justiça eleitoral do Brasil. Como o pai, denúncia vazia de fraude e sem qualquer prova. Parece se esquecer que esse tipo de ofesiva tornou seu pai inelegível. Por aqui, cresce a lista de passageiros da "Vorcaro Airways", autoridades que voaram na frota generosa do banqueiro. De Moraes a Ciro Nogueira; de Isnaldo Bulhões a Bruno Bianco, além de Nikolas Ferreira e agora também Fabio Faria. Na política, os palanques estaduais vão se formando. Rodrigo Pacheco se filiou ontem ao PSB, sob a benção de Geraldo Alckmin. E Lula tenta emplacar o 11* ministro do STF, e oficializa Jorge Messias esse nome.
“Messias carrega no passivo de imagem o episódio de 2016, quando seu nome apareceu em interceptações telefônicas no contexto da crise do impeachment de Dilma Rousseff, o que o tornou conhecido nacionalmente como um assessor zeloso, que cumpre qualquer tarefa. Embora isso não desabone sua capacidade jurídica, o fato é sempre lembrado pela oposição e reforça sua identificação com o núcleo político do lulismo, o que dificulta a construção de uma imagem de independência no início de sua atuação no STF.” 👆B.O.: B.B.O. Supremo quinta-feira, 2 de abril de 2026 Os bônus e ônus para Lula da indicação de Messias ao STF, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O indicado carrega no passivo de imagem o episódio de 2016, quando seu nome apareceu em interceptações telefônicas no contexto da crise do impeachment de Dilma Rousseff A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas da campanha eleitoral, tem bônus e ônus. Ocorre num cenário político-institucional delicado, com a Corte muito desgastada por causa do envolvimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Banco Master, e dividida quanto à condução desse processo pelo novo relator do caso, ministro André Mendonça — sem falar no racha entre os ministros quanto à aprovação de um Código de Ética para a magistratura. A eventual aprovação do nome de Messias reforçará a associação da imagem da Corte à de Lula, que passaria a ter três ministros, com Cristiano Zanin e Flávio Dino, fortemente ligados ao seu governo. Isso produz efeitos ambíguos, com ganhos políticos na relação com os demais poderes, porém, sob desgastes eleitorais imprevisíveis. A escolha de Messias atende a um critério clássico de confiança política, muito mais do que o notório saber jurídico, que virou uma licença poética na aprovação de nomes para a Corte pelo Senado. Diferentemente de indicações mais “independentes” dos primeiros mandatos, a partir de critérios identitários raciais e de gênero, Lula opta por alguém com trajetória administrativa consolidada dentro do Estado e alinhamento direto com seu projeto. Messias construiu a carreira na Advocacia-Geral da União (AGU), ocupou funções técnicas e políticas em diferentes governos petistas e, desde 2023, atua como principal defensor jurídico do governo federal. Essa trajetória sugere um ministro previsível com visão jurídica afinada com a agenda do Executivo, especialmente em temas como políticas públicas, regulação econômica e prerrogativas da União. Sua formação acadêmica e experiência no Banco Central, no BNDES e na Casa Civil conferem densidade técnica à indicação, o que facilita sua defesa na sabatina do Senado. Além disso, ao indicar alguém de dentro da AGU, Lula reforça a tradição de ministros oriundos dessa carreira, como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça, indicados respectivamente por Fernando Henrique Cardoso, Lula e Jair Bolsonaro. No entanto, os custos potenciais são expressivos. O principal deles é o reforço da narrativa — já disseminada na opinião pública e explorada pela oposição — de que o STF estaria com uma atuação governista. Para o cidadão comum, a separação entre os Poderes é frequentemente abstrata. Executivo, Legislativo e Judiciário tendem a ser percebidos como partes de um mesmo sistema, cujo desempenho global recai, em última instância, sobre a liderança presidencial. Nesse sentido, ao ampliar o número de ministros identificados com Lula, o governo assume o risco de “internalizar” o desgaste do próprio Supremo. Esse risco é particularmente sensível num momento em que o STF enfrenta críticas relacionadas à sua atuação política, ao protagonismo em temas legislativos e a controvérsias envolvendo investigações e decisões monocráticas. Ao associar ainda mais a Corte ao governo, a indicação de Messias pode produzir um efeito de contaminação cruzada: desgastes do STF passam a atingir Lula e crises do governo passam a repercutir diretamente na imagem do Supremo. O cidadão comum acredita que o presidente da República é que deveria pôr ordem na casa. Barganha política Outro ponto crítico é a reação do Senado. A tramitação já enfrentou resistências lideradas por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que chegou a avisar que seguraria o processo. Aparentemente esse atrito foi superado. Na verdade, a aprovação do nome de Messias é uma moeda de troca de Alcolumbre e seus aliados na reorganização do governo, devido à saída de 14 ministros que disputarão as eleições. Por outro lado, uma aprovação apertada ou conflituosa pode fragilizar ainda mais a legitimidade do indicado na sua chegada ao Supremo. Nada que não seja superável, porém somente, ao longo do tempo, com a atuação do novo ministro, ou seja, após as eleições. Messias carrega no passivo de imagem o episódio de 2016, quando seu nome apareceu em interceptações telefônicas no contexto da crise do impeachment de Dilma Rousseff, o que o tornou conhecido nacionalmente como um assessor zeloso, que cumpre qualquer tarefa. Embora isso não desabone sua capacidade jurídica, o fato é sempre lembrado pela oposição e reforça sua identificação com o núcleo político do lulismo, o que dificulta a construção de uma imagem de independência no início de sua atuação no STF. Com a indicação de Messias, Lula busca previsibilidade decisória e alinhamento em temas sensíveis, mas pode estar contribuindo para aprofundar uma politização do Supremo e a judicialização da política. Em um cenário de polarização intensa, no qual o principal adversário — representado por Flávio Bolsonaro — explora justamente a crítica às instituições, esse movimento pode ter efeitos eleitorais deletérios. Entretanto, a aprovação de Messias para o Supremo só não são favas contadas porque o jogo é casado com a reforma ministerial. Entretanto, os interesses políticos e o contexto eleitoral de Alcolumbre no Amapá reforçam sua aproximação com Lula. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, onde ocorrerá a sabatina, o senador Otto Alencar (PSD-BA) pretende colocar o nome de Messias na pauta assim que receber a indicação das mãos do presidente do Senado. Poesia | Soneto Sonhado, de Manuel Bandeira Carmen Costa | Só vendo que beleza {Marambaia}. 1942 Carmen Costa - Oficial 23 de out. de 2020 Carmen Costa | Só vendo que beleza {Marambaia}. (Henricão, Rubens Campos e Carmen Costa [não creditado]). 1942 Acompanhada: Luiz Americano e Seu Regional Gravação: 19 de Fevereiro de 1942 Nº da matriz: S-052483 Disco: Victor 34892 Lançamento: Abril/1942 Informações: Discografia Brasileira/IMS . Obs.: acrescentamos aqui o crédito a Carmen Costa na letra da música. . Compacto duplo: 1942 – Está chegando a hora / Só vendo que beleza • Victor • 78 Transcrição