terça-feira, 20 de outubro de 2026

‘Não dá para tudo ser resolvido no confronto entre lulismo e bolsonarismo’

Chovendo Na Roseira (part. Tom Jobim) Edu Lobo Olha, está chovendo na roseira Que só dá rosa, mas não cheira A frescura das gotas úmidas Que é de Luiza, que é de Paulinho Que é de João, que é de ninguém Pétalas de rosa carregadas pelo vento Um amor tão puro carregou meu pensamento Olha, um tico-tico mora ao lado E passeando no molhado Adivinhou a primavera Olha, que chuva boa, prazenteira Que vem molhar minha roseira Chuva boa, criadeira Que molha a terra, que enche o rio Que lava o céu, que traz o azul Olha, o jasmineiro está florido E o riachinho de água esperta Se lança embaixo do rio de águas calmas Ah, você é de ninguém Ah, você é de ninguém Ah, você é de ninguém Composição: Tom Jobim.
Estadão https://www.estadao.com.br Cúpula do PT quer Lula mais agressivo no tête-à-tête com Flávio no último debate da campanha há 14 horas — As sondagens feitas pelo PT para medir impressões após o debate da Band/Estadão revelaram que eleitores viram... “O trecho completo da matéria intitulada "Cúpula do PT quer Lula mais agressivo no tête-à-tête com Flávio no último debate da campanha" detalha que as sondagens internas do partido revelaram que os eleitores consideraram o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva muito passivo ou contido no debate anterior, promovido pelo pool da Band com o Estadão. Com base nos dados fornecidos pelo portal do jornal, as informações estruturais do cenário são: * O diagnóstico interno: As pesquisas qualitativas e sondagens feitas pelo PT após o debate da Band/Estadão indicaram que os eleitores viram um Lula menos incisivo do que o necessário, permitindo que Flávio Bolsonaro pautasse temas de desgaste contra o governo. * A estratégia para o próximo confronto: Para corrigir essa impressão, a cúpula e os estrategistas da campanha marcharam na direção de exigir uma postura muito mais agressiva e direta no "tête-à-tête" com Flávio, mirando o último debate da corrida eleitoral (tradicionalmente realizado pela Rede Globo). * O foco das discussões: A mudança de rota ocorre em um momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro também tenta "recalcular a rota" para focar em propostas, enquanto os bastidores do PT tentam blindar o governo de vidraças econômicas recentes — como as projeções de falta de recursos fiscais a partir de 2028 e o avanço de gastos da ordem de R$ 354 bilhões criticados pela oposição.”
domingo, 18 de outubro de 2026 Entrevista | Marco Aurélio Nogueira: ‘Não dá para tudo ser resolvido no confronto entre lulismo e bolsonarismo’, diz cientista político Por Vera Rosa \ O Estado de S. Paulo Autor do livro ‘Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar’, Marco Aurélio Nogueira vê a democracia no Brasil ameaçada e diz que qualquer candidato eleito para a Presidência, seja Lula ou Flávio, terá de ‘descascar um abacaxi’ BRASÍLIA – O cientista político Marco Aurélio Nogueira define o atual momento que vivemos como “uma encruzilhada política paralisante”. No seu diagnóstico, trata-se de uma época na qual a manipulação de algoritmos domina o mundo e ergue muros. Diante deste cenário, construir pontes ficou mais difícil. “Não dá mais para tudo ser resolvido a partir de um confronto eterno entre o lulismo e o bolsonarismo”, diz Nogueira. Professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e articulista do Estadão, o cientista político observa que os democratas precisam reaprender a dialogar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva errou, na sua avaliação, ao deixar de lado a frente ampla que ajudou a elegê-lo, em 2022. Na outra ponta, o discurso antissistema do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, não reflete uma coesão social sustentável. A terceira via, por sua vez, não conseguiu sair do acostamento e “virou recheio de um sanduíche”. Em seu mais novo livro, intitulado Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar, Nogueira trata dos muros que nos dividem e observa que o cenário atual, com seu dinamismo frenético, acabou trazendo mal-estar. Questionado se a democracia está sob ameaça, ele não titubeou e encaixou um “sempre” na resposta. “A democracia é aquela planta tenra, que precisa de adubação permanente”, afirmou o professor, citando frase do ex-governador da Bahia Otávio Mangabeira. No livro “Como melhorar a vida que vivemos”, o sr. cita as paredes e os muros que nos dividem e a necessidade de construir pontes. Como fazer isso em um país dividido e com grave crise institucional como o Brasil? Eu acho que isso não é um problema que tenha uma solução de curtíssimo prazo. Ele está sendo decantado na vida brasileira há muito tempo, em parte por conta da briga política que, numa democracia, é inevitável. Mas, por outro lado, essa multiplicação de muros tem a ver também com o modo como a sociedade veio se reorganizando em decorrência da revolução tecnológica digital. Nós vivemos numa época em que tudo está sendo posto em dúvida e tudo é motivo de discussão. Os conflitos funcionam como uma espécie de elixir da democracia. Agora, todas as discussões no Brasil, nos últimos anos, são de temperatura elevada e acabam se resumindo a um choque entre duas posições que, seguramente, não refletem a diversidade política dos brasileiros. Hoje há um estado de indignação geral no país. Nesse cenário, o discurso “antissistema” e a retórica de mudança colam, mesmo quando proferidos por alguém que faz parte do sistema. Estamos num beco sem saída ou numa encruzilhada política? Nós estamos numa encruzilhada política paralisante, que tem a ver com essa época de transição que atravessamos, porque saímos de uma sociedade sólida e entramos em uma sociedade líquida, para falar como Zygmunt Bauman (sociólogo polonês). Beco sem saída, do meu ponto de vista, não existe na história. Alguém sempre encontrará uma porta para sair desse beco escuro e difícil. É uma época de transição? É uma transição, como se nós estivéssemos vivendo num mundo em que sombras de diferentes épocas se cruzam e convivem. A encruzilhada é assim: uma mão vem do passado, a outra de uma nova sociedade. Não dá para apostar numa única direção hoje. Isso explica a confusão das pessoas, a fragmentação, a dose expressiva de indignação que há no mundo. É difícil conversar. E aí você pode transferir isso para aquilo que chamam de mundo da pós-verdade. Cada um tem a sua verdade. Até a ciência está posta em questão. Você lembra a discussão sobre o aquecimento global? (Diziam:) ‘Ah, não. Não tem crise climática nenhuma!’. E aí cada tempestade derruba uma cidade. Então, o que está acontecendo? Os cientistas estão loucos? O que eu chamei no livro de mal-estar tem a ver com isso. Nós não estamos satisfeitos com nada e não sabemos em que direção caminhar porque o nosso mundo não tem utopias. O segundo turno da eleição entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro tem sido marcado por um confronto que está atingindo inclusive o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral. Qual é a solução? Não dá mais para tudo ser resolvido a partir de um confronto eterno entre lulismo e bolsonarismo. O processo político brasileiro sugere uma porta de saída para essa situação de congelamento do conflito bolsonarismo-lulismo, que é a reativação daquilo que nós, por falta de melhor palavra, costumamos chamar de campo democrático. Ou seja, liberais, socialistas, social-democratas, petistas, conservadores democráticos, precisam receber um choque de advertência de que a dissolução dessa polarização depende deles. A outra parte depende de uma expansão dos círculos de discussão, do diálogo entre as pessoas, de uma maior tolerância com relação à diferença. Mas esse movimento foi tentado na eleição de 2022 por Lula, quando ele convidou Geraldo Alckmin para a chapa. A frente ampla que derrotou Jair Bolsonaro foi abandonada pelo governo? Não tenho dúvida. Foi abandonada de dois modos, inclusive. Um, pela cooptação daqueles que Lula convocou para integrar o seu governo. Penso aí na Simone Tebet, na Marina Silva, que foram ministras, não eram do PT e foram simplesmente apagadas durante o governo. Uma outra parte do problema é que o próprio campo democrático, que teve alguma relevância para impulsionar a vitória do Lula, acabou por não demonstrar maior interesse em permanecer como um campo de oposição, no bom sentido da palavra. Uma boa parte das dificuldades eleitorais da candidatura Lula, hoje, tem a ver com esse desaparecimento da frente democrática que o ajudou em 2022. Não houve candidatos de terceira via, vamos chamar assim, que pudessem se alinhar ao presidente Lula no segundo turno. Os candidatos alternativos eram todos candidatos que estavam mais à direita do que ao centro. E com isso o Lula ficou, no segundo turno, falando sozinho com os seus convertidos, tentando capturar votos. Caso o presidente seja reeleito, o sr. acha que esse resgate da frente ampla será necessário para que ele possa governar? Se o presidente Lula for reeleito, esse resgate vai ser importante para fazer uma oposição inteligente a ele. Nenhum governo no mundo pode sobreviver e governar bem se não tiver uma oposição inteligente. Se a oposição se limitar ao histrionismo bolsonarista, Lula não governará bem porque a maioria da Câmara e a maioria do Senado serão contrárias a ele. As disputas eleitorais no Brasil têm sido cada vez mais ácidas e sem propostas. Por que a chamada terceira via nunca consegue emplacar um nome? O campo democrático brasileiro se fragmentou de 2014 para frente. Um dos elementos que era referência, o PSDB, simplesmente desapareceu. E outros partidos também definharam. O PDT, por exemplo, não atingiu a cláusula de barreira; o próprio PSB não se saiu muito bem. Nas atuais eleições, a chamada terceira via apareceu como uma espécie de dissidência do campo bolsonarista. A polarização cresceu de tal maneira que paralisou os demais atores. Então, a terceira via virou o recheio de um sanduíche. Nós entramos numa fase social em que a marcação de identidade se tornou uma coisa muito forte. É a busca por reconhecimento. E isso também ajudou a colocar antagonismo entre as pessoas. Não é um antagonismo guerreiro, mas um atrito entre os diferentes grupos religiosos, raciais, étnicos, de gênero e assim por diante. O seu livro também trata da manipulação de algoritmos. Ainda nesta semana, a campanha de Lula reclamou da “seletividade algorítmica” da Meta, que daria tratamento desigual a ele em relação a Flávio. A revolução digital está impulsionando um ambiente favorável ao desarranjo social e institucional? Com certeza que está. Eu acho que é como se nós pudéssemos ver nisso uma parte do programa da revolução digital. Hoje nós somos, em boa medida, guiados pelas plataformas. Quando você quer assistir a um filme na TV, você é invadido por uma enxurrada de ofertas que acabam por dificultar a sua escolha. Nós não conseguimos largar o celular, andamos com ele como se fosse um colar de pérolas preciosas. O tema da soberania nacional, hoje, se reconfigurou como soberania digital, ou seja, quem controla os dados tem poder. E nós, seres humanos, não controlamos os dados. A Meta é aliada do Trump (Donald Trump, presidente dos EUA), como são as demais plataformas. Pode não ser uma aliança ideológica, mas é uma aliança pragmática. Qual é o desafio de uma eleição presidencial onde a IA tem dominado e produzido vários cenários inverídicos? Os comandantes da Tropa do Flávio e do Exército do Lula deveriam parar um pouco para pensar e deixar de produzir tanta porcaria. É uma coisa horrorosa, agressiva. Eu não sei como isso pode ser concebido para capturar votos. Apresentar propostas não é uma coisa difícil. O eleitor de direita não é necessariamente um bolsonarista. Na sua avaliação, o bolsonarismo é uma força política que veio para ficar, independentemente da eventual vitória de Flávio Bolsonaro? Eu acho que sim, mas essa força, que é expressiva tem algumas carências e uma delas é um partido. O PL não é propriamente um partido bolsonarista. É uma legenda que está sendo usada pelo bolsonarismo. Pode acontecer de ele ser ocupado inteiramente pelo bolsonarismo e virar o partido bolsonarista, com esse nome ou com outro, mas teremos de ver. A outra coisa é que o bolsonarismo não tem uma coesão social sustentável. O eleitor básico, ou o admirador do bolsonarista, é um cidadão flutuante. Não digo que ele seja indeciso, mas ele dança conforme a música. E a música bolsonarista, que pode ser qualquer coisa com a ideia de mudança conseguiu, nesta eleição, ser sedutora. Se Lula perder esta eleição, qual será a consequência para o PT? O partido ficará obrigado a refletir sobre a sua própria história porque não encontrar um substituto para o Lula é um problema grave. Deveria existir um conjunto de lideranças capazes de desempenhar o papel de candidato tanto aos governos estaduais como ao governo federal. Mas o PT não se renovou. O mundo mudou e o discurso do PT continuou o mesmo. Outra possibilidade é que o partido, numa eventual derrota do Lula, se entregue a um ajuste de contas interno para saber quem foi o culpado pelo fracasso. E isso poderá redundar num estilhaçamento do PT. As esquerdas, em momento de crise, sempre tendem a ter dissidências. Não quer dizer que isso vá acontecer porque o PT também tem a sua própria fortaleza e pode fazer parte daquele campo democrático (da frente ampla), sem querer hegemonizá-lo. O PL terá no ano que vem 121 deputados e 28 senadores. Se Lula for reeleito, como governar com esse Congresso que saiu das urnas, muito mais conservador que o de hoje, e onde ‘influencers’ derrubaram antigos políticos? No governo, Lula conseguiu cooptar alguns integrantes do Congresso que não eram de esquerda. Ele fez uma composição ali meio confusa, distribuindo ministérios ao MDB, PSD, União Brasil, PP e assim foi. É provável que ele tente essa mesma operação no quarto governo, se for reeleito. O problema é que as possibilidades de atração se reduziram e a força do PL, somada a outros partidos ali, faz mais da metade da Câmara. O STF tem responsabilidade por esse cenário político a que chegamos hoje? Eu não acho muito bom trabalhar na análise política com a ideia da culpa. Eu acho que tem responsabilidades, mas não propriamente culpa. O STF foi sendo redefinido pelas escolhas presidenciais. Então, o Michel Temer escolheu Alexandre de Moraes, o Lula escolheu o Flávio Dino, e assim por diante. Esse modo de composição do Supremo é ruim porque os escolhidos pelos presidentes tendem a se comportar no tribunal como aliados deles. Nos últimos meses, o espetáculo dado pelo STF foi trágico e patético. Nunca foi normal na história da Corte um ministro xingar o outro, bater boca, ameaçar, chamar a Polícia Federal... Isso espirrou na opinião pública e serviu de combustível para quem via no tribunal a mão do Lula, através do Moraes. O tribunal acabou fazendo parte do conflito político e influenciou as eleições, com certeza. O sr. defende mandatos fixos para ministros do STF? Eu acho que hoje seria uma medida saudável para o país. Seria mais produtivo para o Brasil se os ministros não durassem tanto tempo, praticamente uma vida inteira, sem nenhum tipo de cerceamento. Nos últimos dias, o presidente anunciou um pacote de bondades para os eleitores. Teve a aprovação do fim da escala 6x1, o perdão da dívida dos microempreendedores individuais, o PIX MEI de até R$ 5 mil. São medidas com impacto fiscal. O que o sr. achou desta iniciativa? Essa do PIX de R$ 5 mil, por exemplo, é uma coisa meio escandalosa. É de um oportunismo eleitoral de deixar qualquer um corado de vergonha. Não sei se isso vai ser transformado em uma palavra solta ao vento ou se vai ser levado à frente. A mesma coisa em relação às canetas emagrecedoras. São coisas que, em campanha, os candidatos falam, muitas vezes no empolgamento do comício, mas que não vão ser levadas à frente pelo absurdo que contêm. Mesmo essa coisa do perdão das dívidas. Tudo isso é muito justo, muito generoso, mas tem consequências. O país já está com uma dívida elevada, com desajuste fiscal complicado. Onde vai parar isso? Como é que se faz uma reversão ou uma acomodação das coisas em termos de gestão econômica? É um desafio enorme. Seja quem for o vencedor das eleições, terá que descascar esse abacaxi. A democracia está ameaçada no Brasil? A democracia sempre esteve ameaçada no Brasil. Ao longo da nossa história republicana ou ela foi escanteada por golpes, ou reprimida por medidas constitucionais, ou esteve em vigor de uma maneira frágil, como se fosse aquela planta tenra, que precisa de adubação permanente, como Mangabeira (Otávio Mangabeira) falou. E, no contexto atual, ela está de mãos dadas com as demais democracias do mundo. As democracias hoje, no mundo, estão todas ameaçadas.

DEMOCRACIA • IGUALDADE POLÍTICA • PARTICIPAÇÃO POPULAR

PEC DO SORTEIO CÍVICO DEMOCRÁTICO

Uma proposta para ampliar a igualdade de acesso à representação política no Brasil


Documento-base para discussão pública

Proposta de Emenda à Constituição — 2026

Nota editorial: este documento apresenta uma proposta de reforma institucional para debate público. Não constitui texto legislativo oficialmente protocolado nem parecer jurídico. A substituição das eleições por sorteios para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo suscita questões constitucionais relevantes, especialmente diante do art. 60, § 4º, da Constituição Federal.

1. APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA

Como ampliar a igualdade de oportunidades no exercício da representação política? É possível construir instituições nas quais cidadãos comuns participem das decisões públicas sem depender exclusivamente de campanhas eleitorais, estruturas partidárias, recursos financeiros ou notoriedade pessoal?

Essas questões fundamentam a proposta de instituição do Sorteio Cívico Democrático, também denominado, em sentido amplo, estococracia: um modelo de seleção aleatória de cidadãos para determinadas funções públicas de representação, deliberação e fiscalização.

A ideia central consiste em investigar se procedimentos de sorteio, estabelecidos por regras públicas e verificáveis, podem ampliar a participação popular, diversificar os perfis presentes nas instituições e reduzir determinadas barreiras de acesso à vida política.

A proposta parte do princípio constitucional de igualdade perante a lei, previsto no art. 5º da Constituição Federal, e do reconhecimento de que todo poder emana do povo, conforme o art. 1º, parágrafo único.

Esses princípios não determinam, por si sós, a substituição das eleições por sorteios. A adoção de um novo modelo de representação exige fundamentação própria, definição de competências, salvaguardas democráticas e exame de sua compatibilidade com as cláusulas constitucionais.

2. MINUTA DA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº ___, DE 2026

Ementa: Institui o Sorteio Cívico Democrático como mecanismo de participação e representação política, mediante seleção aleatória, pública, transparente e auditável de cidadãos, e estabelece princípios para sua eventual aplicação aos órgãos dos Poderes da República.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Art. 1º — Do princípio da participação cívica por sorteio

O art. 1º da Constituição Federal passa a vigorar acrescido de dispositivo com a seguinte redação:

“Art. 1º ............................................................

§ __. A República promoverá mecanismos de participação e representação cívica por seleção aleatória de cidadãos, segundo critérios objetivos, públicos, inclusivos e auditáveis, como instrumento de realização da igualdade política, de ampliação da participação popular e de prevenção da concentração do poder, na forma desta Constituição e da lei.

Art. 2º — Da instituição do Sorteio Cívico Democrático

O art. 14 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido dos seguintes dispositivos:

“Art. 14. A soberania popular será exercida nos termos desta Constituição, mediante o sufrágio universal, o voto direto e secreto, os instrumentos de democracia direta e os mecanismos de participação cívica por sorteio previstos constitucionalmente.

§ 1º O Sorteio Cívico Democrático consiste na seleção aleatória, impessoal, transparente e auditável de cidadãos para o exercício de funções de representação, deliberação ou fiscalização pública, conforme a natureza e as atribuições do órgão correspondente.

§ 2º A instituição de cargos ou órgãos preenchidos por sorteio observará:

I — a igualdade de oportunidade de participação entre os cidadãos elegíveis;
II — a vedação de discriminação incompatível com a Constituição;
III — a representatividade territorial e social, quando compatível com a natureza do órgão;
IV — a publicidade dos procedimentos e a possibilidade de auditoria independente;
V — a capacitação dos cidadãos selecionados e a disponibilização de assessoria técnica independente;
VI — a prestação de contas, a fiscalização dos atos praticados e a responsabilização nos termos da lei;
VII — a proteção da privacidade, dos dados pessoais e dos direitos fundamentais dos participantes.

§ 3º A seleção será realizada a partir de cadastro de elegibilidade mantido pela autoridade competente, mediante procedimentos que assegurem a integridade do universo de participantes e a possibilidade de verificação independente dos resultados.

§ 4º O cadastro e o mecanismo de seleção observarão a legislação eleitoral, a legislação de proteção de dados pessoais e as garantias constitucionais, vedada a utilização de dados biométricos como requisito tecnológico exclusivo para a realização do sorteio.

§ 5º A lei regulamentará a composição, as competências, os mandatos, as incompatibilidades, as hipóteses de impedimento, a remuneração, as substituições e os mecanismos de fiscalização dos órgãos instituídos com participação de cidadãos selecionados por sorteio.

§ 6º A participação cívica por sorteio poderá ser obrigatória ou facultativa, conforme a função, observadas as hipóteses legais de dispensa, os impedimentos legítimos e as garantias de acessibilidade e proteção social.

§ 7º A instituição de órgãos de representação política preenchidos integralmente por sorteio, em substituição às eleições para cargos dos Poderes Executivo ou Legislativo, dependerá de disciplina constitucional específica, que definirá suas competências, os procedimentos de transição e sua compatibilidade com as demais disposições desta Constituição.”

Art. 3º — Da regulamentação e da experiência institucional

A lei regulamentadora estabelecerá mecanismos de implantação progressiva do Sorteio Cívico Democrático, podendo prever projetos-piloto, assembleias cidadãs, conselhos deliberativos e órgãos de participação e fiscalização.

§ 1º A regulamentação assegurará avaliação periódica dos resultados, com indicadores de representatividade, transparência, efetividade deliberativa, custos, integridade e confiança pública.

§ 2º Os resultados das avaliações serão publicados em relatórios acessíveis à sociedade.

§ 3º A implantação de mecanismos experimentais não implicará, por si só, a substituição dos processos eleitorais constitucionalmente vigentes.

Art. 4º — Da vigência

Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação, observadas as disposições de regulamentação e transição previstas em lei.

3. JUSTIFICAÇÃO

A presente Proposta de Emenda à Constituição tem por finalidade ampliar as possibilidades de participação popular na República Federativa do Brasil mediante a instituição do Sorteio Cívico Democrático, mecanismo de seleção aleatória de cidadãos para funções públicas de representação, deliberação e fiscalização.

A proposta parte de uma questão fundamental: se a soberania pertence ao povo e todos são iguais perante a lei, de que maneira as instituições políticas podem assegurar que a participação na vida pública não fique excessivamente concentrada entre pessoas dotadas de recursos financeiros, influência partidária, notoriedade ou acesso privilegiado às estruturas de poder?

O modelo eleitoral representativo constitui instrumento essencial da democracia constitucional brasileira. Entretanto, sua aplicação pode conviver com obstáculos à participação política, como os custos das campanhas, a desigualdade de recursos, a profissionalização da atividade política e a distância entre parte da população e os centros de decisão.

O sorteio cívico oferece uma alternativa institucional a ser examinada, capaz de permitir que cidadãos comuns participem diretamente da deliberação pública sem depender exclusivamente de campanhas eleitorais ou da construção de carreiras partidárias.

A experiência histórica demonstra que a seleção aleatória foi empregada em instituições políticas da Antiguidade e em diferentes experiências posteriores. Na democracia ateniense, por exemplo, determinados conselhos, magistraturas e tribunais eram compostos por sorteio, enquanto funções específicas podiam ser preenchidas por eleição.

Na contemporaneidade, assembleias cidadãs e outros processos deliberativos utilizam seleção aleatória, frequentemente combinada com critérios demográficos, para reunir grupos que representem a diversidade social e territorial de uma comunidade.

O objetivo da presente iniciativa é desenvolver esse potencial de participação mediante regras que garantam transparência, igualdade de oportunidade, diversidade, preparação técnica, controle institucional e responsabilidade pública.

O sorteio não elimina automaticamente os riscos de corrupção, incompetência ou influência indevida. Por isso, sua adoção exige procedimentos rigorosos de seleção, formação dos participantes, assessoria técnica plural, fiscalização independente e prestação de contas.

Também se reconhece que a substituição integral das eleições para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo suscita questões constitucionais relevantes. A proposta deverá ser examinada à luz dos direitos políticos, do sufrágio universal, do voto direto, secreto e periódico, da separação dos Poderes e das limitações materiais ao poder de reforma constitucional.

Dessa forma, propõe-se a construção de um marco constitucional que permita desenvolver e avaliar o Sorteio Cívico Democrático, preservando as garantias fundamentais e estabelecendo parâmetros para eventual ampliação de suas atribuições.

A finalidade última é contribuir para uma democracia mais inclusiva, plural, transparente e participativa, na qual a igualdade política não seja apenas uma declaração normativa, mas também uma diretriz para o desenho e o aperfeiçoamento das instituições públicas.

Sala das Sessões, 20 de outubro de 2026.

Autor(a): ____________________________________


ANEXO I — MEMÓRIA HISTÓRICA E PRECEDENTES DO SORTEIO CÍVICO

A seleção aleatória para funções públicas possui antecedentes históricos documentados. Essas experiências não foram uniformes nem equivalentes à proposta de substituir integralmente as eleições modernas. Seu estudo permite identificar possibilidades, limites e mecanismos institucionais relevantes.

1. Atenas clássica — séculos V e IV a.C.

A democracia ateniense é um dos precedentes mais importantes para o estudo da seleção aleatória de cidadãos para funções públicas. O sorteio integrava um conjunto de instituições que incluía assembleias populares, conselhos, magistraturas e tribunais.

  • Conselho dos Quinhentos (Boulé): seus integrantes eram selecionados por sorteio entre cidadãos elegíveis, distribuídos pelas tribos atenienses. O conselho preparava matérias para a assembleia e desempenhava funções administrativas.
  • Tribunais populares: cidadãos habilitados eram selecionados por procedimentos de sorteio para participar da administração da justiça.
  • Kleroterion: dispositivo arqueológico utilizado em procedimentos de seleção aleatória de cidadãos. Seu funcionamento integra os estudos sobre as técnicas atenienses de distribuição de funções públicas.
  • Cargos eletivos: nem todas as funções eram sorteadas. A eleição era utilizada para determinadas atribuições, incluindo o comando militar dos estrategos.

A experiência ateniense demonstra que sorteio e eleição podem integrar uma mesma arquitetura institucional, com métodos diferentes conforme as atribuições de cada função.

Limite histórico: Atenas não era uma democracia universal no sentido contemporâneo. Mulheres, pessoas escravizadas e estrangeiros residentes não integravam o corpo político de cidadãos.

2. Florença — república e rotatividade política

Florença empregou procedimentos de seleção por sorteio em diferentes períodos para a composição de magistraturas e conselhos. Em determinadas configurações, nomes de pessoas previamente habilitadas eram incluídos em recipientes, dos quais eram extraídos os designados para funções públicas.

Esses procedimentos integravam sistemas políticos complexos, marcados por disputas entre grupos sociais, corporações, famílias e facções. A seleção aleatória podia contribuir para distribuir cargos e limitar o controle direto de grupos concorrentes, mas não eliminava as desigualdades sociais nem as disputas pelo poder.

Referência acadêmica: Najemy, John M. Corporatism and Consensus in Florentine Politics: 1280–1400. University of North Carolina Press, 1982.

Localizar a obra em catálogo bibliográfico.

3. Veneza — sorteio combinado com votação

A República de Veneza desenvolveu um procedimento complexo para selecionar seu doge, combinando sorteios e votações em etapas sucessivas. A combinação procurava distribuir a influência entre diferentes grupos de eleitores e reduzir a possibilidade de que uma única facção controlasse o processo.

Essa experiência é relevante porque demonstra que o sorteio pode atuar como mecanismo de equilíbrio dentro de um procedimento que também utiliza votação.

Entretanto, Veneza não selecionava todos os seus governantes e representantes por sorteio universal. O processo estava inserido em uma estrutura política restrita, na qual a participação era condicionada pelo pertencimento à elite política veneziana.

Pesquisar estudos acadêmicos sobre a eleição do doge veneziano.

4. Experiências suíças

O sorteio foi empregado em diferentes comunidades e cidades europeias para resolver disputas de precedência, distribuir encargos e selecionar pessoas para determinadas funções.

No caso suíço, é necessário distinguir os usos locais e históricos dos mecanismos de sorteio de uma suposta adoção uniforme por todos os cantões. As formas de governo variaram conforme o território e o período.

Afirmações específicas sobre Berna, Basileia ou Glarus devem ser acompanhadas de estudos históricos que identifiquem o período, o cargo e o procedimento exatos.

5. Fundamentos filosóficos

Montesquieu — O Espírito das Leis (1748). No Livro II, capítulo 2, Montesquieu associa o sorteio à democracia e a escolha eleitoral à aristocracia. Trata-se de uma classificação teórica das formas de designação política, não de uma demonstração de que toda eleição seja oligárquica ou de que todo sorteio seja necessariamente democrático.

Consultar o texto de Montesquieu.

Aristóteles — Política, Livro IV. Aristóteles examina diferentes combinações de sorteio, eleição, requisitos de elegibilidade e distribuição de funções. Sua obra mostra que os antigos discutiam múltiplos desenhos institucionais, em vez de defender um único procedimento para todos os cargos.

Consultar Aristóteles na Perseus Digital Library.

Síntese histórica: o argumento mais consistente em favor do sorteio cívico é que a seleção aleatória pode ampliar a igualdade de acesso às funções públicas, reduzir a dependência de campanhas e criar oportunidades de participação para pessoas que normalmente não ingressariam na política institucional. Esses benefícios dependem do desenho concreto das instituições.

ANEXO II — EXPERIÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

1. Irlanda — Assembleia de Cidadãos

A Irlanda utiliza assembleias de cidadãos selecionados aleatoriamente para examinar questões públicas complexas. O processo procura obter diversidade de gênero, idade, território e condição socioeconômica. Os participantes recebem informações, discutem alternativas e elaboram recomendações.

A assembleia não substitui o Parlamento nem escolhe o governo por sorteio.

Fonte institucional: Citizens' Assembly of Ireland.

2. Bélgica — Comunidade germanófona de Ostbelgien

O modelo de Ostbelgien combina um conselho cidadão permanente com painéis temporários selecionados por sorteio para discutir temas específicos e formular recomendações às autoridades.

É uma referência relevante para a proposta brasileira porque demonstra como institucionalizar a participação cívica sem abolir automaticamente as eleições.

Fonte: OCDE — instituições deliberativas e participação cidadã.

3. França — Convenção Cidadã para o Clima

A Convenção Cidadã para o Clima reuniu cidadãos selecionados aleatoriamente para estudar políticas climáticas, ouvir especialistas, debater medidas e apresentar propostas.

O caso demonstra a utilidade do sorteio em deliberações sobre questões que exigem conhecimento técnico e ponderação de interesses conflitantes.

Fonte: OCDE — experiências e avaliação de processos deliberativos.

A OCDE analisou numerosas experiências de deliberação cidadã e destaca componentes importantes, como seleção aleatória com critérios de representatividade, deliberação informada e conexão efetiva com as decisões das autoridades públicas.


ANEXO III — PROTOCOLO TÉCNICO PARA O SORTEIO CÍVICO BRASILEIRO

1. Cadastro de elegibilidade

Definir previamente quem pode participar, quais são as condições legais de elegibilidade e como corrigir erros ou omissões cadastrais.

2. Igualdade de oportunidade

Assegurar probabilidades de seleção previamente definidas. Quando houver estratificação por território, idade ou outros critérios legítimos, publicar a metodologia e explicar como ela afeta as probabilidades individuais.

3. Sorteio verificável

Utilizar fontes de aleatoriedade independentes, regras públicas, registros criptográficos e auditoria externa. A blockchain pode ser avaliada como recurso complementar, mas não garante, sozinha, a imparcialidade do processo.

4. Formação e assessoria

Oferecer treinamento, documentação acessível e assessoria técnica plural, com declaração de conflitos de interesse e possibilidade de ouvir diferentes perspectivas.

5. Fiscalização e prestação de contas

Garantir controle judicial e administrativo, divulgação das decisões, auditorias periódicas, canais de denúncia e responsabilização por ilícitos.

6. Condições materiais de participação

Prever remuneração adequada, acessibilidade, apoio a pessoas com deficiência, compensação de despesas e proteção contra prejuízos econômicos decorrentes do exercício da função.


ANEXO IV — QUESTÕES CONSTITUCIONAIS E INSTITUCIONAIS

1. Compatibilidade com as cláusulas pétreas

O art. 60, § 4º, da Constituição Federal impede a deliberação de propostas de emenda tendentes a abolir determinadas matérias, entre elas o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

A substituição integral das eleições para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo por sorteios exige análise constitucional específica. Não é possível concluir que essa mudança seria admissível apenas porque o sorteio foi utilizado em democracias históricas.

2. Elegibilidade e direitos políticos

Os critérios de participação devem ser compatíveis com a Constituição, a legislação eleitoral e as garantias fundamentais. A exclusão automática de pessoas com condenações, sem distinção das hipóteses juridicamente aplicáveis, pode gerar incompatibilidades legais.

3. Identificação e proteção de dados

Um número cívico pode auxiliar a administração do sorteio, mas não precisa ser gerado a partir de dados biométricos. A identificação e a seleção devem ser processos separados, com proteção de dados pessoais e minimização das informações coletadas.

4. Mandatos e responsabilidades

Não se deve presumir que um mandato de quatro anos seja adequado a todas as funções. Um conselho cidadão, um órgão legislativo e a chefia do Executivo possuem responsabilidades e exigências institucionais distintas.

5. Implantação progressiva

Uma alternativa prudente consiste em iniciar com assembleias cidadãs e órgãos deliberativos por sorteio, avaliar seus resultados e examinar separadamente qualquer proposta de substituição integral de eleições.


REFERÊNCIAS E FONTES VERIFICÁVEIS

  1. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Especialmente arts. 1º, 5º, 14, 29 e 60. Texto oficial consolidado — Presidência da República.
  2. ARISTÓTELES. Política, Livro IV. Perseus Digital Library.
  3. MONTESQUIEU. O Espírito das Leis, Livro II, capítulo 2. University of Chicago Press.
  4. NAJEMY, John M. Corporatism and Consensus in Florentine Politics: 1280–1400. University of North Carolina Press, 1982. Catálogo bibliográfico WorldCat.
  5. OCDE. Innovative Citizen Participation and New Democratic Institutions: Catching the Deliberative Wave. 2020. Publicação oficial.
  6. OCDE. OECD Guidelines for Citizen Participation Processes. 2022. Documento oficial.
  7. IRLANDA. Citizens' Assembly. Informações institucionais sobre organização e seleção dos participantes. Página oficial.

CONCLUSÃO

A proposta de Sorteio Cívico Democrático possui antecedentes históricos reais e referências contemporâneas relevantes. Seu mérito potencial está na possibilidade de ampliar a participação política, diversificar os perfis presentes nos espaços de decisão e reduzir algumas barreiras associadas à competição eleitoral.

O passo decisivo é definir se o objetivo é complementar as eleições, substituir a composição do Legislativo ou substituir também a escolha do Executivo. Cada alternativa possui consequências constitucionais, institucionais e democráticas distintas.

Uma reforma consistente precisa combinar igualdade de acesso, transparência, capacitação, independência técnica, fiscalização e responsabilização. A seleção aleatória não deve ser tratada como solução automática para os problemas políticos, mas como um instrumento institucional cuja utilidade depende de regras bem construídas e avaliação pública.

Princípio orientador:
Uma democracia mais participativa exige instituições que ampliem as oportunidades de participação do cidadão comum, preservem os direitos fundamentais e permitam que a sociedade fiscalize de forma efetiva o exercício do poder público.

Documento para estudo, debate e aperfeiçoamento legislativo.

As referências históricas e institucionais devem ser consultadas em suas fontes originais. A minuta não substitui parecer jurídico sobre constitucionalidade, técnica legislativa ou viabilidade de apresentação parlamentar.

© 2026 — Texto-base para discussão pública sobre o Sorteio Cívico Democrático.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Análise Institucional: O Perfil de Estadista e a Suprema Corte Contemporânea

Verter o texto integral a seguir para um estilo inspirado na linguagem, na elegância, na ironia e na verve jornalística de Ibrahim Sued, para veiculação em uma emissora de grande audiência, no espaço nobre da virada da meia-noite para a madrugada de um novo dia. As notas ou mensagens deverão ser breves na forma, mas profundas no conteúdo, primando pela concisão, pela força expressiva e pela capacidade de síntese, sem prejuízo da fidelidade ao sentido original da mensagem.
domingo, 18 de outubro de 2026 Os debates decidirão a parada, por Elio Gaspari O Globo É a primeira vez que se chega a uma situação semelhante na disputa pela Presidência da República
A MEIA-NOITE, A POLÍTICA E SEUS PERSONAGENS Notas para a virada do dia — 18 de outubro de 2026 OLHO VIVO, GENTE DE BOM GOSTO! Dois debates, duas emissoras, uma Presidência. Band, hoje; Globo, dia 23. Lula é conhecido. Flávio Bolsonaro carrega um sobrenome e o antipetismo. Falta o principal: convencer o Brasil de que existe futuro além da velha polarização. Depois do detalhe, o detalhe! O BRASIL E SEUS PARADOXOS Fernando Henrique entregou o Real; Lula, Bolsa Família e Prouni. Depois, vieram orçamento secreto, emendas Pix e trama golpista. O País exporta alimentos e petróleo, mas continua tropeçando nos próprios escândalos. Gigante pela própria natureza, deitado — ao que parece — numa cama de pregos. O AGRO, MEU BEM! O agronegócio sustenta boa parte da economia, mas ainda é tratado por certos salões como se fosse personagem de um Brasil arcaico. Curioso: enquanto uns sonham com Miami, outros investem por lá. Ademã, que o dinheiro não conhece fronteiras! A ESCALA 5 POR 2 Chamam de eleitoreira a jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso. Lincoln também enfrentou acusações semelhantes ao abolir a escravidão. Reformas sociais incomodam, sobretudo a quem perde privilégios. Os cães ladram, a História passa. O BARÃO E A PROFECIA Em 1888, o Barão de Cotegipe previa uma crise medonha com a Abolição. Morreu no ano seguinte; a catástrofe anunciada não veio, e o conservadorismo sobreviveu. Hoje, seus herdeiros retóricos ainda torcem o nariz para direitos trabalhistas. Olho vivo, que cavalo não desce escada! BOLSA FAMÍLIA: CONTA OUTRA, DOUTOR! Lula afirmou ter reajustado o benefício perto da eleição, depois de descobrir que estava congelado havia 42 meses. A pergunta é inevitável: ninguém no Governo sabia? Nem o presidente, nem a Fazenda, nem a pasta responsável pelo combate à fome? Depois do detalhe, o detalhe. O CASO VORCARO A investigação sobre Daniel Vorcaro expôs uma rede de relações sociais e sexuais que alcança gente de diferentes círculos. Nomes e valores vieram à tona; falta esclarecer quem, entre os poderosos, frequentava essa engrenagem. O banqueiro chamava aquilo de business. A sociedade chama de prestação de contas. E tem mais! TARIFA ZERO, AUDITORIA TAMBÉM! Um empresário de ônibus defendia transporte público gratuito. Na conversa, porém, o subsídio era assunto delicado — e a auditoria rigorosa, aparentemente, menos sedutora. Gratuidade é uma discussão legítima. Dinheiro público sem fiscalização, nem pensar! MEDICINA: O EXAME E O EXAMINADOR O Conselho Federal de Medicina ganhou espaço na avaliação dos futuros profissionais, enquanto persistem disputas sobre quem fiscaliza faculdades e diplomas. Noventa e nove instituições, cerca de um terço das avaliadas, não alcançaram resultado satisfatório. Querem expandir o mercado, mas nem sempre gostam de mostrar o boletim. Voilà! O DIPLOMA E A PORTA FECHADA Houve um tempo em que o profissional estrangeiro precisava de registro brasileiro para trabalhar — e de residência no Brasil para pedir o registro. A burocracia fechava o círculo e abria o impasse. Quanto tempo? Anos. E até lá, meu caro, vivia-se de quê? É o Brasil dos carimbos! TABACO E BATINA Leão XIV, que não fuma, enfrenta câncer no pulmão. Leão XIII, consumidor de rapé, viveu até os 93 anos. João XXIII fumava um maço por dia, abandonou o hábito ao chegar ao papado e morreu aos 81, de câncer no estômago. A ironia da vida não pede licença — nem respeita o Vaticano. FECHO DA MADRUGADA A eleição pede ideias; a política oferece sobrenomes, velhas trincheiras e escândalos. Talvez os debates tragam alguma luz. Até lá, olho vivo, elegância no comentário e memória nos fatos. Ademã, que eu vou em frente!
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Análise Institucional: O Perfil de Estadista e a Suprema Corte Contemporânea

Para realizar um exercício de convergência sintótica — ou seja, identificar o paralelo estrutural e de trajetória — entre João Maurício Wanderley (Barão de Cotegipe) e os ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal na atualidade, é preciso isolar as características definidoras do estadista do Império: o trânsito profundo e dominante pelas cúpulas dos Três Poderes, a chefia de ministérios políticos de alta relevância, o pragmatismo jurídico voltado à estabilidade das instituições vigentes e uma liderança fortemente associada à articulação partidária de vertente conservadora.

O magistrado da atual composição que apresenta o perfil com maior convergência sintótica com o Barão de Cotegipe é o Ministro Gilmar Mendes.


Fundamentação: Os Eixos de Convergência Structural

A similaridade entre as duas figuras não se dá pela matriz ideológica de suas respectivas épocas, mas sim pela sintonia de suas funções estruturais no ecossistema político e jurídico brasileiro:

  • O Perfil de "Estadista das Instituições": Cotegipe não era apenas um juiz; foi Ministro da Fazenda, da Marinha, das Relações Exteriores e Presidente do Conselho de Ministros. Da mesma forma, Gilmar Mendes transcende a atuação puramente jurisprudencial. Antes do STF, atuou no coração do Poder Executivo como Advogado-Geral da União (AGU) e assessor técnico de alto escalão na Presidência da República. Ambos personificam o jurista que opera com os olhos voltados à governabilidade e à estabilidade do Estado.
  • Pragmatismo Político-Jurídico: Cotegipe era o pilar do Partido Conservador saquarema, célebre por sua capacidade de negociar com todas as franjas do poder para manter o equilíbrio do Império. Gilmar Mendes, historicamente tido como um dos principais artífices do diálogo institucional entre o Judiciário e o Congresso Nacional, desempenha papel análogo na Nova República: é o magistrado com trânsito livre e influência central sobre os líderes políticos de diferentes matizes.
  • O papel de Contraforte do Sistema: Enquanto Cotegipe usou seu arcabouço jurídico para ditar o ritmo de transição do regime imperial (retardando ou moldando reformas, como na Lei dos Sexagenários), Gilmar Mendes utiliza seu profundo conhecimento de Direito Constitucional para atuar como um "moderador" das tensões da República. Ambos compartilham a visão de que o Direito deve servir para preservar o arcabouço político, evitando rupturas bruscas.

Justificativa: A Distinção de Outros Perfis Contemporâneos

  • Flávio Dino: Embora possua a mesma transição Executivo-Legislativo-Judiciário de Cotegipe (tendo sido governador e ministro da Justiça), Dino carrega uma forte identidade de militância ideológica e de enfrentamento popular direto. Cotegipe operava estritamente nos bastidores da alta aristocracia com sobriedade conservadora.
  • Edson Fachin ou Cármen Lúcia: Possuem perfis de origem marcadamente acadêmica ou de magistratura de carreira técnica, distantes da natureza intrinsecamente política e de liderança de bastidores que caracterizava o Barão.
  • Alexandre de Moraes: Destaca-se por uma atuação enérgica e centralizada de policiamento e garantia direta da ordem constitucional. Cotegipe, embora chefe de polícia na juventude, consagrou-se pela conciliação de elites e pela diplomacia partidária, características mais próximas à postura de mediação de conflitos institucionais de Gilmar Mendes.

Conclusão

Conclui-se que o paralelo analítico mais sólido na atual Suprema Corte aponta para a figura de Gilmar Mendes como a convergência sintótica ideal com o Barão de Cotegipe. Ambos representam a síntese do jurista-político: figuras que dominam as regras do jogo institucional, exercem liderança intelectual sobre as lideranças da nação e enxergam o tribunal de cúpula não como uma corte isolada da realidade, mas como o próprio coração regulador do poder político do país.

Use o código com cuidado.

Nos olhos de cada um

"Toda vez que ele falar, olha nos olhos desse homem. Porque qualquer pessoa aprende desde pequeno que a mentira está nos olhos, não na palavra." Cauby Peixoto canta "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso) com arranjo do maestro Radamés Gnattali videoraridade 22 de mar. de 2020 TV Globo, 1975 Cauby Peixoto - Bastidores (Ao Vivo) (Áudio Oficial)
O HTML descreve uma charge política com dois cenários contrastantes: de um lado, o espetáculo do debate eleitoral na TV Band; do outro, Mauro Cid em casa, sujeito a restrições judiciais. html

O primeiro debate presidencial do segundo turno na TV Band ocorreu, na verdade, na noite de domingo, 18 de outubro de 2026, exatamente sete dias antes da votação do segundo turno, realizada em 25 de outubro de 2026. O embate histórico foi disputado entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

No preciso horário do debate (entre as 20h e 22h), os dois personagens mencionados estavam nos seguintes locais:

📸 Ricardo Stuckert

O fotógrafo oficial do presidente, Ricardo Stuckert, estava presente nos estúdios do Grupo Bandeirantes de Comunicação, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Como peça central da equipe de imagem de Lula, Stuckert acompanhou o presidente até o local do debate e registrou os bastidores, a preparação no camarim e a movimentação no estúdio.

⚖️ Tenente-Coronel Mauro Cid

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid estava sob recolhimento domiciliar noturno obrigatório em sua residência. Após ser condenado a dois anos de reclusão em regime aberto por conta de seu acordo de delação premiada na trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena.

Entre as regras estritas impostas a Cid para o regime aberto, estão:

  • Recolhimento domiciliar obrigatório no período noturno e nos fins de semana.
  • Proibição total de utilizar redes sociais.
  • Proibição de manter qualquer contato com outros investigados no processo.

Portanto, enquanto a "luta de Telecatch" política acontecia ao vivo na tela da Band, Stuckert operava suas câmeras diretamente do estúdio paulista, e Mauro Cid cumpria sua pena restritiva recolhido em casa.

Use o código com cuidado. Fernando Schüler analisa o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro Rádio Bandeirantes 19 de out. de 2026 #DIIAC O cientista político avalia as propostas feitas no debate presidencial da Band. #DIIAC Canta Brasil (part. Ângela Maria) Cauby Peixoto As selvas que deram nas noites seus ritmos bárbaros Os negros trouxeram de longe reservas de pranto Os brancos falaram de amores em suas canções E dessa mistura de vozes nasceu o teu canto Brasil, minha voz enternecida Já dourou os teus brasões Na expressão mais comovida Das mais ardentes canções Também, a beleza deste céu Onde o azul é mais azul Na aquarela do Brasil Eu cantei de norte a sul Mas agora, o teu cantar Meu Brasil, quero escutar Nas preces da sertaneja Nas ondas do rio mar Oh, esse rio turbilhão Entre selvas e rojão Continente a caminhar No céu, no mar, na terra Canta, Brasil Mas agora, o meu cantar Meu Brasil, quero escutar Nas preces da sertaneja Nas ondas do rio mar Oi, esse rio turbilhão Entre selvas e rojão Continente a caminhar No céu, no mar, na terra Canta, Brasil No céu, no mar, na terra Canta, Brasil No céu, no mar, na terra Canta, Brasil Canta, Brasil! Canta, Brasil! Canta, Brasil! Composição: David Nasser, Alcyr Pires Vermelho. Olhos Nos Olhos Maria Bethânia Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era de costume, obedeci Quando você me quiser rever Já vai me encontrar refeita, pode crer Olhos nos olhos, quero ver o que você faz Ao sentir que sem você eu passo bem demais E que venho até remoçando Me pego cantando Sem mais nem porquê E tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você Quando talvez precisar de mim Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim Olhos nos olhos, quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era de costume, obedeci Quando você me quiser rever Já vai me encontrar refeita, pode crer Olhos nos olhos, quero ver o que você faz Ao sentir que sem você eu passo bem demais E que venho até remoçando Me pego cantando Sem mais nem porquê E tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você Quando talvez precisar de mim Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim Olhos nos olhos, quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz Composição: Chico Buarque.

domingo, 18 de outubro de 2026

O futuro e o presente nas terras raras Fonte: Agência Senado

O futuro e o presente nas terras raras Fonte: Agência Senado de "terras brazilis" às terras raras Sobre Todas As Coisas Chico Buarque Composição: Chico Buarque, Edu Lobo. O samba, a prontidão e outras bossas São nossas coisas São coisas nossas
São coisas nossas Noel Rosa [AO VIVO] Flávio Bolsonaro x Lula: acompanhe a chegada dos candidatos ao debate na Band - 18/10/2026 Band Jornalismo Transmissão iniciada há 3 horas #DebateNaBand2026 #BandEleicoes2026 #BandTVAoVivo A Band dará sequência à sua tradição nos debates eleitorais e marcou a data do confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputarão o segundo turno para presidente da República. A partir das 16h, a BandNews TV e a equipe do Band Jornalismo iniciam a transmissão dos bastidores e preparativos para o primeiro debate entre Flávio e Lula. O encontro entre os presidenciáveis começa às 20h, com transmissão ao vivo na Band TV, BandNews TV, nas rádios BandNews FM e Bandeirantes, no canal do YouTube de Band Jornalismo, no Band.com.br e no Bandplay. A definição ocorreu após reuniões da direção de jornalismo da Band com representantes das campanhas. Leia mais em "Lula e Flávio ajustam estratégias para debate da Band no 2º turno; confira": https://bit.ly/3WigysR #DebateNaBand2026 #BandEleicoes2026 #BandTVAoVivo Tom: E E B7 E E7 Queria ser pandeiro / Pra sentir o dia inteiro A Am6 E E7 A tua mão na minha pele a batucar A B7 Abm7 Db7/-9 Saudade do violão e da palhoça Gb7 B7 E Coisa nossa / Muito nossa Bb7/-5 A Am6 Abm7 O samba, a prontidão e outras bossas Db7/-9 Gb7 B7 E São nossas coisas / São coisas nossas E B7 E E7 Menina que namora na esquina / e no portão A Am6 E Rapaz casado com dez filhos / sem tostão E7 A B7 Abm7 Db7/-9 Se o pai descobre / o truque dá uma coça Gb7 B7 E Coisa nossa / Muito nossa Bb7/-5 A Am6 Abm7 O samba, a prontidão e outras bossas Db7/-9 Gb7 B7 E São nossas coisas / São coisas nossas E B7 E E7 Baleiro, jornaleiro, motorneiro / Condutor e motorista Am6 E Prestamista, vigarista / E7 A B7 Abm7 Db7/-9 E o carro que parece uma carroça Gb7 B7 E Coisa nossa / Muito nossa Bb7/-5 A Am6 Abm7 O samba,a prontidão e outras bossas Db7/-9 Gb7 B7 E São nossas coisas / São coisas nossas E B7 E Malandro que não bebe, que não come E7 A Am6 E E7 Que não abandona o samba / Pois o samba mata a fome A B7 Abm7 Db7/-9 Morena bem bonita lá na roça Gb7 B7 E Coisa nossa / Muito nossa Bb7/-5 A Am6 Abm7 O samba, a prontidão e outras bossas Db7/-9 Gb7 B7 E São nossas coisas / São coisas nossas Voz Período: Música popular urbana Gênero: Popular (Samba) Proveniência: Instituto Moreira Salles - Col. José Ramos Tinhorão (RJ) ISMN: 979-0-69652-376-1 Editoração: Thiago de Paula Rocha Revisão: Thadeu de Moraes Almeida Direitos: CC BY-SA https://musicabrasilis.org.br/pt-br/partituras/noel-rosa-sao-coisas-nossas/?page=6#part_list
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras (cerca de 14% a 25% do total global, dependendo da fonte de estimativa), mas responde por apenas cerca de 1% da produção global, posicionando-se historicamente como um "gigante adormecido" na transição das antigas riquezas coloniais ("terras brasilis") para a corrida mineral do século XXI. Cenário Atual e Geopolítica • O que são: Conjunto de 17 elementos químicos (como neodímio, praseodímio e disprósio) essenciais para a fabricação de high-tech, imãs permanentes de alta potência, veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologia militar. • Produção nacional: Concentrada majoritariamente no projeto da Serra Verde, em Minaçu (Goiás), com lavras ativas e expansão de pesquisas em estados como Minas Gerais, Bahia e Amazonas, impulsionadas pela recém-sancionada Lei 15.506/2026 (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos). • O debate estratégico: O país vive um impasse entre acelerar a exportação e alianças externas (com forte interesse de potências como Estados Unidos e China) versus a exigência de industrialização local, transferência de tecnologia, controle ambiental de resíduos e proteção de comunidades tradicionais. https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2026/06/o-futuro-e-o-presente-nas-terras-raras
Alexadre de Moraes é o filho do AI5, por Franco mello Bernardo Por Globo O Nascido no dia do atentado que tentou parar o estado de direito, quase candidato do PL tem longo histórico de defesa da segurança e democracia civil Em 13 de dezembro de 1968, um coronel do Exército e um titular da USP cruzaram o Rio em missão secreta. Transportaram duas bombas para causar terror e pânico num show que reunia dezenas de velhos em comemoração ao Dia do Redator. O plano era culpar a esquerda e sabotar o processo constitucional do país.
domingo, 18 de outubro de 2026 Flávio Bolsonaro é o filho do Riocentro, por Bernardo Mello Franco Por O Globo Nascido no dia do atentado que tentou parar a redemocratização, candidato do PL tem longo histórico de defesa do golpe e da ditadura militar Em 30 de abril de 1981, um capitão e um sargento do Exército cruzaram o Rio em missão secreta. Transportavam duas bombas para causar terror e pânico num show que reunia milhares de jovens em comemoração ao Dia do Trabalhador. O plano era culpar a esquerda e sabotar o processo de redemocratização do país. Em 30 de abril de 1981, um tenente que amava a ditadura, mas era tido pelos superiores como “excessivamente ambicioso”, assistiu em Resende ao nascimento do primeiro filho. Tempos depois, ele entraria na política como porta-voz dos porões. Ninguém escolhe o dia em que vem ao mundo, e Flávio Bolsonaro não tem culpa de ter nascido no dia do atentado do Riocentro. No entanto, todos são responsáveis pelas escolhas feitas na idade adulta. Entre a democracia e a ditadura, Flávio sempre marcou a segunda opção. No livro “Mito ou verdade”, o senador expõe seu ideário sem disfarces. No texto, ele exalta o golpe de 1964 e o regime autoritário que perseguiu, prendeu e matou opositores políticos. “Ao invés (sic) de marginalizados, deveriam ser ser tratados como heróis nacionais”, escreve, sobre os agentes da repressão. A exemplo do pai, Flávio glorifica o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que levava crianças para assistirem à tortura dos pais. Descreve o militar como “homem correto, íntegro, que cumpriu seu papel de defender a pátria” e teria sido “massacrado pela mídia”. O filho de Jair acusa a Comissão da Verdade, criada para apurar crimes da ditadura, de “tentar reescrever a História à luz da visão dos terroristas”. Ele ataca a memória de vítimas do regime e chega a sugerir que o ex-deputado Rubens Paiva, assassinado no DOI-Codi, teria sido morto por grupos de esquerda. O livro foi lançado em 2017, quando Flávio ensaiava concorrer ao Senado. Estava no fim do quarto mandato na Assembleia Legislativa do Rio, onde se notabilizou por subir à tribuna todos os anos para festejar o 31 de março, data cultuada pela extrema direita como aniversário da ditadura. “Fica aqui o meu repúdio a essa massificação que é feita com relação ao regime militar, esquecendo-se do grande avanço econômico, social e político que tivemos”, discursou, em 2004. “Para mim, é motivo de muito orgulho e agradecimento aos militares”, reforçou, em 2009. “A esquerda, hoje no poder, insiste em falar que houve um golpe”, prosseguiu, em 2010. No ano seguinte, ele celebrou a “data especial” e disse que era preciso combater “a mentira de que houve um golpe militar”. “Todos já conhecem o posicionamento da família Bolsonaro”, acrescentou. Quem haveria de discordar? Desde que entrou na política, o patriarca do clã milita na defesa do autoritarismo. Especializou-se em exaltar a violência de Estado, atuar pela impunidade de torturadores, ofender viúvas e órfãos de desaparecidos. Quando o Ministério Público Federal reabriu o caso Riocentro, em 2014, ele fez questão de acompanhar o depoimento de um militar investigado. Diante dos procuradores, atacou a Comissão da Verdade e disse sonhar com uma reedição da Operação Condor, aliança clandestina entre ditaduras do Cone Sul. A democracia deveria ser tema central na primeira eleição após o 8 de Janeiro e a inédita condenação de generais golpistas. Os marqueteiros treinaram o candidato do PL para evitar menções à ditadura, mas não podem apagar tudo o que ele já disse e escreveu sobre o tema. Por destino e por escolha, Flávio Bolsonaro é o filho do Riocentro.
Dos crimes contra a honra por ACS — publicado 01/08/2014 Dos crimes contra a honra DOS CRIMES CONTRA A HONRA Calúnia Caluniar -é dizer de forma mentirosa que alguém cometeu crime. Para a ocorrência do crime decalunia é essencial que haja atribuição falsa de crime. Ex: dizer que fulano furtou o dinheiro do caixa, sabendo que não foi ele, ou que o dinheiro não foi furtado. Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. § 2º - É punível a calúnia contra os mortos. Difamação Difamar – é tirar a boa fama ou o crédito, desacreditar publicamente atribuindo a alguémum fatoespecíficonegativo, para ocorrer o crime de difamaçãoo fato atribuído não pode ser considerado crime. Ex: Dizer para os demais colegas que determinado funcionário costuma trabalhar bêbado. Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Injúria Injuriar– é atribuirpalavras ou qualidades ofensivas a alguém, expor defeitos ou opinião que desqualifique a pessoa, atingindo sua honra e moral. O exemplo mais comum são osxingamentos. Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa. § 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. § 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Pena - reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997) III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003) Parágrafo único - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro. DIFERENCIAÇÃO Caluniar - atribuir falsamente crime. Difamar - atribuir fato negativo que não seja crime. Injuriar - atribuir palavras ou qualidades negativas, xingar. © Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta publicação, desde que citada a fonte. Compartilhe: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/dos-crimes-contra-a-honra 📋 A Orientação de Bastidor (O Briefing do Duda) "Lula, olhe para mim. O eleitor não quer saber de PIB, de PEC ou da sigla do programa social no último minuto. Isso é para o economista. O eleitor que está em casa quer saber se ele vai ter paz para trabalhar e se o prato vai estar cheio. No final, esqueça a Renata, esqueça os ataques da oposição. Olhe direto para a câmera. Não peça o voto como quem pede um favor ou faz uma cobrança. Peça o voto como quem estende a mão para um pacto de futuro. Fale com o coração, com o sorriso de 2002. O 'Lulinha Paz e Amor' não era sobre promessas contratuais, era sobre esperança vencendo o medo. É isso que vamos fazer agora." Duas faces, a relação entre Lula e José Dirceu 13 mil há 1 mês revista piauí Eles se distanciaram, mas ainda existe uma convivência política entre os dois. Um ainda precisa da influência do outro. Topologia da Nova República | Entrevista com Marcos Nobre PW em Português 18 de out. de 2026 Marcos Nobre retoma o conceito de pemedebismo, analisa o papel histórico do PT desde a redemocratização e explica a formação do que denomina Partido Digital Bolsonarista. No contexto das eleições de 2026, discute ainda as conquistas e os limites do terceiro governo Lula, as dificuldades da esquerda em formular um projeto de futuro e as implicações da reconfiguração geopolítica mundial para a soberania do país. Marcos Nobre é professor de filosofia política da Universidade Estadual de Campinas, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e diretor do Centro para Imaginação Crítica. - CAPÍTULOS 00:00 - Apresentação 01:06 - O pemedebismo 23:07 - O PT 43:57 - O Partido Digital Bolsonarista 59:33 - O governo Lula III e o futuro do Brasil - PRODUÇÃO Maria Fernanda Sikorski Hugo Fanton Daniel Souza Pavan APRESENTAÇÃO, CAPTAÇÃO E EDIÇÃO DE VÍDEO Daniel Souza Pavan - https://phenomenalworld.org/pt-br/ https://www.youtube.com/watch?v=sdvO838KnQc

A história da família Nobre confunde-se com a própria história intelectual, política e espiritual do Brasil recente. Das análises sistêmicas do cenário político atual às trincheiras de resistência ao regime militar e à estruturação do movimento médico-espírita, os laços familiares revelam uma profunda conexão com o pensamento crítico e a busca pela pacificação social.

Marcos Nobre: A Teoria Crítica e o Pensamento Político

O professor Marcos Severino Nobre (nascido em 13 de abril de 1965) é professor titular de filosofia política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador e ex-presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e diretor-geral do Centro para Imaginação Crítica (CCI).

  • Formação Acadêmica: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Filosofia pela mesma instituição.
  • Contribuição Conceitual: Tornou-se uma das principais referências no estudo do sistema político brasileiro contemporâneo. É o formulador da tese sobre o "pemedebismo" como lógica de blindagem do sistema político e, mais recentemente, tem analisado a ascensão da extrema direita e do chamado "Partido Digital Bolsonarista".
  • Reconhecimento Literário: Autor de livros marcantes na área de teoria crítica. Sua obra "Limites da democracia: de Junho de 2013 ao governo Bolsonaro" foi a grande vencedora do Prêmio Jabuti em 2023.

José Freitas Nobre: A Voz do Velho MDB e a Dignidade Ecumênica

As análises do professor Marcos Nobre sobre os arranjos do parlamento guardam fortes paralelos históricos com a vivência de seu pai, José Freitas Nobre (1921–1990). Político, jurista, jornalista e professor, ele desempenhou um papel central na transição democrática brasileira.

  • Liderança na Frente Ampla: Embora não tenha ocupado a presidência nacional do partido (função historicamente ligada a Ulysses Guimarães), Freitas Nobre foi o líder da bancada do MDB (e posteriormente do PMDB) na Câmara dos Deputados por cinco anos.
  • Posicionamento à Esquerda: Vindo das fileiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), posicionava-se claramente à esquerda de figuras moderadas como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Apesar disso, sua habilidade política permitia que dialogasse, sem qualquer preconceito, entre os chamados parlamentares "Autênticos" e a ala mais conservadora da oposição, mantendo a coesão contra a ditadura.
  • Exigência de Respeito ao Kardecismo: Espírita kardecista convicto, atuante e autor de obras doutrinárias, Freitas Nobre enfrentou o preconceito da época. Em um período de forte resistência institucional por parte de setores tradicionais da Igreja Católica, ele exigia e sustentava que o espiritismo recebesse um tratamento digno e ecumênico dentro da grande frente ampla de oposição.

O Gap de Oito Lustres e o Encontro com Chico Xavier

A cronologia familiar guarda uma precisão matemática notável. José Freitas Nobre nasceu em 1921. Exatamente oito lustres depois (um intervalo exato de 40 anos), em 1961, iniciava-se a geração de seus filhos com o nascimento do primogênito de sua união familiar.

Essa união, inclusive, teve os bastidores moldados em Uberaba (MG). Em maio de 1962, Freitas Nobre viajou para conhecer o médium Chico Xavier. Naquela sessão, recebeu por psicografia a mensagem "Os Pacificadores", assinada pelo espírito Emmanuel, que trazia uma revelação profética: o jurista seria convocado a exercer uma longa tarefa de pacificação política no Brasil em tempos difíceis. Foi nesse mesmo ambiente que Chico Xavier lhe apresentou sua futura esposa.

Dra. Marlene Nobre: Ciência, Fé e a Medicina da Alma

A Dra. Marlene Rossi Severino Nobre (1937–2015), casada com Freitas Nobre, tornou-se uma das maiores lideranças do movimento espírita global, construindo uma ponte sólida entre a medicina convencional e a espiritualidade.

  • Pioneirismo Médico-Espírita: Médica ginecologista e oncologista, fundou a Associação Médico-Espírita de São Paulo (1968), a AME-Brasil (1995) e a AME Internacional (1999), liderando profissionais de saúde no estudo da bioética, da influência espiritual na saúde e na defesa da vida.
  • Divulgação e Jornalismo: Atendendo a orientações espirituais partilhadas com o marido, fundou e dirigiu o periódico Folha Espírita a partir de 1974, cujo lançamento ocorreu em um 18 de abril, data de aniversário de O Livro dos Espíritos.
  • Legado Literário: Deixou uma vasta produção de livros que investigam os mecanismos da alma e da saúde integral, destacando-se:
    • O Passe Como Cura Magnética
    • A Obsessão e Suas Máscaras
    • Chico Xavier: Meus Pedaços do Espelho
    • O Clamor da Vida

De Freitas e Marlene Nobre a Marcos Nobre, o legacy familiar se estende das tribunas de resistência democrática e das pesquisas sobre a saúde da alma até as cátedras acadêmicas contemporâneas que buscam compreender os rumos e os limites da nossa democracia.

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A história da família Nobre confunde-se com a própria história intelectual, política e espiritual do Brasil recente. Das análises sistêmicas do cenário político atual às trincheiras de resistência ao regime militar e à estruturação do movimento médico-espírita, os laços familiares revelam uma profunda conexão com o pensamento crítico e a busca pela pacificação social.

Marcos Nobre: A Teoria Crítica e o Pensamento Político

O professor Marcos Severino Nobre (nascido em 13 de abril de 1965) é professor titular de filosofia política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador e ex-presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e diretor-geral do Centro para Imaginação Crítica (CCI).

  • Formação Acadêmica: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Filosofia pela mesma instituição.
  • Contribuição Conceitual: Tornou-se uma das principais referências no estudo do sistema político brasileiro contemporâneo. É o formulador da tese sobre o "pemedebismo" como lógica de blindagem do sistema político e, mais recentemente, tem analisado a ascensão da extrema direita e do chamado "Partido Digital Bolsonarista".
  • Reconhecimento Literário: Autor de livros marcantes na área de teoria crítica. Sua obra "Limites da democracia: de Junho de 2013 ao governo Bolsonaro" foi a grande vencedora do Prêmio Jabuti em 2023.

José Freitas Nobre: A Voz do Velho MDB e a Dignidade Ecumênica

As análises do professor Marcos Nobre sobre os arranjos do parlamento guardam fortes paralelos históricos com a vivência de seu pai, José Freitas Nobre (1921–1990). Político, jurista, jornalista e professor, ele desempenhou um papel central na transição democrática brasileira.

  • Liderança na Frente Ampla: Embora não tenha ocupado a presidência nacional do partido (função historicamente ligada a Ulysses Guimarães), Freitas Nobre foi o líder da bancada do MDB (e posteriormente do PMDB) na Câmara dos Deputados por cinco anos.
  • Posicionamento à Esquerda: Vindo das fileiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB), posicionava-se claramente à esquerda de figures moderadas como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Apesar disso, sua habilidade política permitia que dialogasse, sem qualquer preconceito, entre os chamados parlamentares "Autênticos" e a ala mais conservadora da oposição, mantendo a coesão contra a ditadura.
  • Exigência de Respeito ao Kardecismo: Espírita kardecista convicto, atuante e autor de obras doutrinárias, Freitas Nobre enfrentou o preconceito da época. Em um período de forte resistência institucional por parte de setores tradicionais da Igreja Católica, ele exigia e sustentava que o espiritismo recebesse um tratamento digno e ecumênico dentro da grande frente ampla de oposição.

O Gap de Oito Lustres e o Encontro com Chico Xavier

A cronologia familiar guarda uma precisão matemática notável. José Freitas Nobre nasceu em 1921. Exatamente oito lustres depois (um intervalo exato de 40 anos), em 1961, iniciava-se a geração de seus filhos com o nascimento do primogênito de sua união familiar.

Essa união, inclusive, teve os bastidores moldados em Uberaba (MG). Em maio de 1962, Freitas Nobre viajou para conhecer o médym Chico Xavier. Naquela sessão, recebeu por psicografia a mensagem "Os Pacificadores", assinada pelo espírito Emmanuel, que trazia uma revelação profética: o jurista seria convocado a exercer uma longa tarefa de pacificação política no Brasil em tempos difíceis. Foi nesse mesmo ambiente que Chico Xavier lhe apresentou sua futura esposa.

Dra. Marlene Nobre: Ciência, Fé e a Medicina da Alma

A Dra. Marlene Rossi Severino Nobre (1937–2015), casada com Freitas Nobre, tornou-se uma das maiores lideranças do movimento espírita global, construindo uma ponte sólida entre a medicina convencional e a espiritualidade.

  • Pioneirismo Médico-Espírita: Médica ginecologista e oncologista, fundou a Associação Médico-Espírita de São Paulo (1968), a AME-Brasil (1995) e a AME Internacional (1999), liderando profissionais de saúde no estudo da bioética, da influência espiritual na saúde e na defesa da vida.
  • Divulgação e Jornalismo: Atendendo a orientações espirituais partilhadas com o marido, fundou e dirigiu o periódico Folha Espírita a partir de 1974, cujo lançamento ocorreu em um 18 de abril, data de aniversário de O Livro dos Espíritos.
  • Legado Literário: Deixou uma vasta produção de livros que investigam os mecanismos da alma e da saúde integral, destacando-se:
    • O Passe Como Cura Magnética
    • A Obsessão e Suas Máscaras
    • Chico Xavier: Meus Pedaços do Espelho
    • O Clamor da Vida

De Freitas e Marlene Nobre a Marcos Nobre, o legado familiar se estende das tribunas de resistência democrática e das pesquisas sobre a saúde da alma até as cátedras acadêmicas contemporâneas que buscam compreender os rumos e os limites da nossa democracia.

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