sexta-feira, 18 de setembro de 2026

"... ao seu alvedrio!"

"O problema é que a República está à venda, independentemente de qual filósofo seja citado." STF Filosófico: Pondé comenta citações de ministros durante sessão histórica sobre Master e Moraes Folha de S.Paulo 17 de set. de 2026 Afinal, Aristóteles realmente afirmou que a ironia serve para descontrair o ambiente, como colocou o ministro Flávio Dino? Citado cinco vezes pelo ministro, o filósofo da Grécia Antiga não esteve sozinho ao longo da sessão no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça (15), que discutiu se Alexandre de Moraes deve ser investigado. Foram diversas as referências culturais movimentadas pelos ministros do Supremo que, em meio a bate-bocas, citaram Thomas Hobbes e Dieter Grimm, e também Fábio Porchat, Chico César e Clarice Lispector. Para falar do uso da filosofia por parte dos ministros ao longo da sessão tanto histórica quanto tensa, a TV Folha convidou o colunista Luiz Felipe Pondé para comentar esses momentos filosóficos e e mostrar o que estas citações e referências nos contam a respeito da crise do STF, do caso Master e da corrida eleitoral. Johann Sebastian Bach - Toccata e Fuga em Ré Menor Fábio Fidelix
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AO SEU ALVEDRIO

Um Esquete de Debate Farsesco


PERSONAGENS:

FLÁVIO: Magistral, expansivo, usa uma toga ou terno impecável. Utiliza a erudição jurídica e citações clássicas como um escudo de otimismo institucional. (O "Branco"/Sério).

PONDÉ: Sarcástico, veste um paletó desalinhado, toma um café expressivo e observa o mundo com um tédio filosófico e realista. (O "Augusto"/Subversivo).

CENÁRIO: Uma mesa de debate dividida simetricamente. Do lado de Flávio, pilhas de livros de direito constitucional e uma balança da justiça. Do lado de Pondé, uma xícara de café, livros de Schopenhauer e um cinzeiro vazio.


[CENA 1]

(O debate está no ápice. FLÁVIO gesticula com as mãos, projetando a voz como se estivesse no plenário.)

FLÁVIO

(Imponente)

...Porque a higidez do tecido democrático, meu caro colega, não suporta o império das vontades miúdas! Como bem vaticinou Rui Barbosa em réplica histórica: "A pior democracia é preferível à melhor das ditaduras". Não podemos deixar o destino da pólis ao sabor do capricho hermenêutico de quem não compreende a liturgia do cargo! Portanto, a decisão final deve ser devolvida à sacralidade do rito, e não... ao seu alvedrio!

(FLÁVIO bate com a mão na mesa, triunfante, e ajeita os óculos, esperando o peso da erudição esmagar o oponente.)

PONDÉ

(Não se move. Dá um gole lento no café, suspira com um tédio quase existencial e olha diretamente para Flávio)

Flávio, a sua profissão de fé na burocracia iluminada seria quase tocante, se não fosse perigosamente ingênua. Você cita Rui Barbosa como se o mercado da vaidade humana se importasse com a gramática constitucional. O homem público não quer a pólis; ele quer o privilégio. Como dizia o velho Thomas Hobbes no Leviatã, o homem é o lobo do homem e o desejo de poder só cessa na morte. Portanto... A República está à venda, independentemente de qual filósofo seja citado.

FLÁVIO

(Escandalizado, põe a mão no peito)

Ora, Pondé! Isso não é realismo, é niilismo de galocha! Hobbes estava superado no momento em que Montesquieu calibrou os freios e contrapesos! Se a República estivesse à venda, o balcão de negócios já teria falido por excesso de regulação! A moldura normativa existe justamente para conter o lobo!

PONDÉ

(Sorri de canto, irônico)

Montesquieu desenhou os freios, mas esqueceu que quem dirige o carro adora uma propina institucional. O que você chama de "moldura normativa", o brasileiro médio chama de "despesa de cartório". O otimismo jurídico é o ópio dos intelectuais que têm motorista particular.

FLÁVIO

(Avançando o corpo na mesa, professoral)

O direito não é ópio, é o amparo dos desvalidos! Prefiro errar com a esperança de San Tiago Dantas ao cinismo de quem assiste ao colapso social saboreando um ristretto! A história é um processo de emancipação!

PONDÉ

(Coloca a xícara na mesa com um clique seco)

A história, meu caro, é apenas um ensaio geral para o próximo desastre. Schopenhauer já matou essa charada: o mundo é vontade e representação. Você representa muito bem a dignidade do Estado, mas a vontade lá fora continua sendo a de sempre: levar vantagem em tudo. A República não é um templo, Flávio. É um feirão de usados de terno e gravata.

(FLÁVIO abre a boca para citar a Constituição de 1988, mas PONDÉ apenas levanta a xícara em um brinde silencioso. A luz foca nos dois em posições congeladas: a esperança da toga contra o ceticismo do café.)


[FIM DO ESQUETE]

Use o código com cuidado. O Fortuna ~ Carmina Burana - Better With Metal (metal cover) Better With Metal A Igreja do Diabo (Audiolivro), de Machado de Assis poeteiro 33.788 visualizações 19 de fev. de 2019 Caros amigos: Embora nosso trabalho não tenha fins lucrativos, sua manutenção exige tempo, gente e dinheiro. Se puder apoiá-lo, vai aqui o nosso PIX: iba@ibamendes.com Gratidão! "Então no final das contas..." "Então, no final das contas......eu não sei, não, se em algum momento o Flávio Dino não vai acusar o Mendonça de estar praticando um enorme sofisma nesse processo." Dom de Iludir (Com Caetano Veloso) Hebe Camargo Não me venha falar Na malícia de toda mulher Cada um sabe a dor E a delícia De ser o que é Não me olhe Como se a polícia Andasse atrás de mim Cale a boca E não cale na boca Notícia ruim Você sabe explicar Você sabe Entender tudo bem Você está Você é Você faz Você quer Você tem Você diz a verdade A verdade é o seu dom De iludir Como pode querer Que a mulher Vá viver sem mentir Composição: Caetano Veloso.
Ao Professor José Luiz Ribeiro e a Maria Lúcia Campanha da Rocha Ribeiro (in memoriam), no 60º aniversário do Grupo Divulgação, por eles criado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Xadrez do Bolsa Família: O Jogo de Guerra Eleitoral Entre o Decreto e o Contrapeso

Foto do perfil de oladobdeboni oladobdeboni 9 h O Antonio's foi um bar histórico no Rio de Janeiro. Ficava no Leblon, na Bartolomeu Mitre, e era frequentado por diversos pensadores. E os militares iam lá, vestidos como civis, para apurar quem estava falando algo contra a ditadura. Lá que aconteceu essa historinha envolvendo Zé Aparecido, eminente mineiro, que depois veio a criar o Ministério da Cultura no governo José Sarney. Foto do perfil de oladobdeboni oladobdeboni
quinta-feira, 17 de setembro de 2026 Aumento do apoio à democracia é boa notícia? Por Maria Hermínia Tavares Folha de S. Paulo É pequena a adesão plena às regras do sistema liberal representativo Não hão de faltar bolsonaristas nostálgicos dos trevosos tempos da ditadura Parece uma boa notícia: depois de mais de uma década de retração, entre 2023 e este ano o apoio à democracia cresceu em toda a América Latina. É o que constata o relatório "Pulse of Democracy 2026", com os resultados da mais recente pesquisa do Lapop (Latin American Public Opinion Project), sediado nas universidades americanas de Vanderbilt e Notre Dame. O crescimento é promissor. Afinal, ocorreu em todos os grupos de idade, níveis de escolaridade e nos 14 países estudados. Parece, pois, uma boa notícia —mas nem tanto. Os mesmos cidadãos que afirmam ser a democracia preferível a quaisquer outras formas de governo estão dispostos a aceitar ações que debilitam a capacidade do Legislativo e do Judiciário de conter os respectivos chefes de Estado. Para a maioria dos democratas latino-americanos —entre eles parcela importante de brasileiros—, o sistema pode se restringir a promover eleições limpas, à aceitação dos seus resultados e ao respeito às instituições que as garantam. É pequena, contudo, a adesão plena às regras da democracia liberal representativa. Como se sabe, além de garantir eleições competitivas, o modelo é dotado de meios para proteger as minorias, limitar o poder dos governantes e responsabilizá-los por seus atos. A democracia que termina tão logo apuradas as urnas é compatível com o governo arbitrário de líderes fortes e constitui a essência do populismo —não por acaso abundante na América Latina desde a segunda metade do século 20. Em seu livro "Do Fascismo ao Populismo na História", o estudioso argentino Federico Finchelstein argumenta que os dois movimentos são parte de uma mesma tradição política contemporânea, alternativa —e oposta por onde que se queira examiná-la— à democracia liberal representativa. O fascismo é uma modalidade de ditadura que rejeita eleições, pluralismo e a legitimidade da oposição. Já o populismo é uma forma autoritária de democracia, que não abole as urnas nem a competição política, mas as distorce ao concentrar poder nas mãos de um líder que se apresenta como encarnação do povo e que, em seu nome, achincalha o sistema liberal representativo. Por serem aparentados, não deve surpreender que fascismo e populismo se pareçam em muitas coisas. A acirrada disputa política que, desde 2018, se repete no Brasil a cada ciclo eleitoral pode ser enquadrada naqueles termos, como competição entre duas formas opostas de entender a democracia. Uma, que garante liberdade às oposições, proteção das minorias e controle dos poderes de Estado; outra, que delega ao líder eleito a definição dos limites de seu próprio arbítrio. Decerto não hão de faltar bolsonaristas nostálgicos dos trevosos tempos da ditadura militar. A começar de Jair Messias, o patriarca da família, que nunca escondeu sua preferência; e, tudo indica, de seu herdeiro senador, que parece desprovido de ideias próprias. Mas é provável que parcela significativa dos eleitores inclinados a votar em um Bolsonaro se sinta um genuíno democrata —embora descrente do Congresso, desconfiado do Judiciário, avesso a partidos e disposto a rifá-los por um Executivo que prometa eficiência e correção. Para demovê-los, o apelo à defesa das instituições democráticas será inócuo.
Como destacou Drummond em referência à canção “Na floresta”, parceria de Silvio Caldas e Cartola, este estava aqui bem pessimista. A professora, neste lúcido artigo, também poupou otimismo do coração ♥️ Na Floresta Cartola Na floresta dei-te um ninho E mostrei-te um bom caminho Mas quando a mulher não tem brio, dizem que É malhar em ferro frio Tudo eu fiz por você Não quisestes entender Os meus conselho E a minha opinião Algum dia vais ver Como é triste sofrer E de joelhos Vens pedir o meu perdão Na floresta dei-te um ninho E mostrei-te um bom caminho Mas quando a mulher não tem brio, dizem que É malhar em ferro frio O teu contentamento Foi o meu sofrimento Não importa tudo isso até acabar E assim me contento Esperando o momento Que a minha porta pra você há de fechar Composição: Cartola, Silvio Caldas.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026 Moraes, cabo eleitoral involuntário de Flávio Bolsonaro contra Lula, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A suspeita de que o pedido de vista serviu para proteger Moraes é politicamente poderosa. Para o eleitor, o Supremo fez tudo para impedir que o ministro fosse investigado O ministro Alexandre de Moraes parece aquele amigo inconveniente a quem se deve um grande favor, mas cuja presença, num momento de crise, passa a produzir constrangimentos e prejuízos. É mais ou menos essa a situação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o magistrado. Sem desconsiderar a responsabilidade dos demais ministros — inclusive de alguns indicados pelo próprio Lula —, a manobra construída na sessão de terça-feira para adiar uma decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes transformou o Supremo Tribunal Federal (STF) num passivo eleitoral para o presidente da República. É uma grande ironia. Moraes foi o principal responsável pela condução dos processos que levaram à condenação de Jair Bolsonaro e de seus aliados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Por isso, tornou-se símbolo da resistência institucional aos ataques à democracia. Agora, porém, as suspeitas sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, fazem do ministro, involuntariamente, o maior cabo eleitoral que Flávio Bolsonaro poderia desejar para desgastar Lula a menos de três semanas da eleição. A sessão do STF forneceu à oposição imagens e declarações devastadoras. Gilmar Mendes chamou André Mendonça de “policialesco” e o acusou de “desfaçatez”. Mendonça reagiu aos gritos: “A desfaçatez de Vossa Excelência, me respeite!”. Diante do confronto, Flávio Dino interrompeu o julgamento com um pedido de vista: “Se Vossa Excelência vai ficar assistindo a isso, eu não vou. Faço um pedido de vista. O clima é daí para pior e o país assistindo”. O país assistiu ministros votarem em processos nos quais seus próprios interesses estavam em jogo. Moraes pediu a reunião do pedido de investigação contra ele com a representação que apresentou contra Mendonça. Este, por sua vez, votou pela separação dos casos. Viu também Cármen Lúcia pedir desculpas aos brasileiros e declarar-se envergonhada porque o país, a poucos dias das eleições, está voltado para as disputas internas do Supremo Ao pedir vista, na sessão plenária de terça-feira do Supremo, Dino evitou uma escalada verbal, mas apenas transferiu o desfecho para depois das eleições, sem evitar o desgaste da Corte. A suspeita de que o pedido de vista serviu para proteger Moraes é politicamente mais poderosa do que os argumentos processuais apresentados. Para o eleitor, o Supremo fez tudo para impedir que um de seus integrantes fosse investigado. É nesse terreno que Flávio Bolsonaro avança. No Ceará, afirmou que “ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil” e procurou colar as duas imagens: “Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”. Trata-se de uma simplificação oportunista, mas eleitoralmente eficiente. A presença destacada de Dino, ex-ministro da Justiça e indicado por Lula, e de Cristiano Zanin, antigo advogado do presidente, no grupo favorável à estratégia que beneficiou Moraes alimenta a narrativa bolsonarista. Armadilha eleitoral Flávio também tenta fazer da segurança pública outro eixo de sua campanha. Promete “libertar o Ceará” das facções criminosas e acusa os governos petistas de entregarem o estado ao crime organizado. A ofensiva coincide com o relatório de Donald Trump, segundo o qual o governo brasileiro “falhou” no combate ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho. Classificadas por Washington como organizações terroristas, as duas facções, segundo Trump, teriam transformado o Brasil num centro relevante do fluxo mundial de cocaína. A declaração não pode ser examinada isoladamente. Trump elogiou governos ideologicamente alinhados aos Estados Unidos e atacou adversários ou países com os quais mantém disputas. A seletividade política do documento é evidente. Ainda assim, ao exigir que o Brasil adote “medidas agressivas” contra PCC e CV, o presidente norte-americano introduz na campanha brasileira uma questão de soberania. E já não se pode descartar que Washington cogite medidas unilaterais contra pessoas, empresas ou estruturas financeiras no Brasil, supostamente relacionadas às facções, com grande repercussão política e econômica. A atuação de Eduardo Bolsonaro amplia o risco. Autoexilado nos Estados Unidos, ele se reuniu com representantes do Departamento de Estado para apresentar um “briefing” sobre a crise do Supremo e anunciou que trabalha por uma nova rodada de sanções contra ministros brasileiros. Essa estratégia pode favorecer Flávio Bolsonaro, mas contém uma contradição: ele próprio é investigado por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse” sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, com recursos que teriam sido solicitados a Vorcaro. Inicialmente, Flávio negou conhecer o banqueiro; depois, diante das mensagens divulgadas, admitiu o contato e o pedido de financiamento, embora negue as irregularidades. Lula procura escapar dessa armadilha. Reconheceu que “a imagem não está boa”, chamou Vorcaro de “mafioso” e afirmou que todo aquele que cometer delito deve pagar, “isso vale para mim, para Alexandre de Moraes, para Fachin”. Ao mesmo tempo, recordou o papel de Moraes na defesa da democracia e cobrou de Edson Fachin uma solução capaz de impedir que a crise contamine a eleição. Defendeu ainda a abertura integral do sigilo e uma reforma do Judiciário acompanhada de uma reforma política. O problema é que a hesitação do Supremo torna insuficiente o esforço de Lula para se descolar de Moraes.
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A Zona do Agrião Constitucional

Fachin arma, Toffoli faz o corta-luz e Dino arranca a bola em direção à linha de fundo dos Regimentos

Epígrafe I (Ou, ironicamente, Epitáfio)

“Fachin arma, Toffoli faz o corta-luz. Mendonça é neutralizado. Dino arranca a bola dos pés de Toffoli em aparte ensaiado. O juiz Fachin apita; o oportunista, viril e sacana santo oco do Maranhão arranca, atropela Fachin em outra jogada ensaiada com o chefe/professor. Vai à linha de fundo driblando beques e Regimentos. Alça a bola que vale milhões, próximo do córner, para dentro da 'Zona do Agrião'. Onde Gilmar, cara de pau e peito de aço, conclui com a mão do 'Alma mais honesta'!”


Epígrafe II (Transposição Acadêmica e Analítica)

“O desfecho da crise de governabilidade interna do Supremo Tribunal Federal, deflagrada em setembro de 2026, evidenciou a completa primazia da racionalidade política e do pragmatismo corporativo sobre o formalismo do rito processual. A pretexto de salvaguardar a higidez das funções institucionais e amortecer o impacto dos relatórios de inteligência financeira, o colegiado operou por meio de uma estrita coordenação tática: a avocação da relatoria pela Presidência da Corte funcionou como uma blindagem procedimental prévia; as declarações supervenientes de suspeição alteraram estrategicamente o quórum de deliberação; e as sucessivas insurgências regimentais — culminando no manejo cirúrgico do pedido de vista e na submissão de Questões de Ordem ex officio pelo decanato — paralisaram a marcha processual. Configurou-se, em última análise, um arranjo de autoproteção mútua, onde a instrumentalização das normas internas e a suspensão temporária do litígio neutralizaram a ameaça externa de responsabilização e preservaram, provisoriamente, o equilíbrio de forças entre os integrantes da cúpula do Poder Judiciário.”

A sessão plenária de meados de setembro de 2026 entrará para a história do constitucionalismo brasileiro não pela densidade de seus votos jurídicos, mas pela coreografia puramente tática de seus magistrados. O julgamento sobre a validade do relatório da Polícia Federal contra o ministro Alexandre de Moraes despiu o Supremo Tribunal Federal de sua liturgia tradicional, transformando o plenário em uma acirrada partida de futebol de várzea, onde o formalismo institucional cedeu espaço ao drible regimental e à jogada ensaiada.

O desenho tático da crise começou na armação de jogo do presidente da Corte, Edson Fachin. Ao avocar o caso para a Presidência e indicar que o mérito das acusações dependeria fundamentalmente da validade legal das provas colhidas, Fachin tentou "apitar" o rito e isolar o incêndio institucional. A estratégia abriu imediata margem para a tese defensiva de que a investigação promovida por André Mendonça continha vícios insanáveis. Contudo, o plano original ignorou a capacidade de contra-ataque da ala política do tribunal. O primeiro desfalque veio com o "corta-luz" de Dias Toffoli e Nunes Marques; ao se declararem impedidos em razão de ramificações do caso envolvendo o Banco Master, os ministros alteraram estrategicamente o quórum de deliberação e enfraqueceram a base de sustentação formal de Fachin.

Com André Mendonça neutralizado e acuado na defesa sob as pesadas acusações de vazamento seletivo feitas por seus pares, o jogo foi decidido na agressividade do ataque liderado por Flávio Dino. Em uma sequência de apartes ensaiados e confrontos frontais com a presidência sobre a interpretação das normas internas, Dino "atropelou" o rito pretendido por Fachin. Conduzindo a bola pelas franjas do Regimento Interno, o ministro maranhense utilizou o estratégico pedido de vista para congelar a partida por até 90 dias, removendo a pressão imediata que ameaçava desestabilizar Moraes. O posterior e cínico abraço de reconciliação entre Dino e Fachin na sala de togas apenas confirmou o pragmatismo teatral da disputa.

A jogada derradeira coube ao decano Gilmar Mendes, cujo peito de aço e conhecida audácia política empurraram o debate para a "Zona do Agrião" — aquela área cinzenta do campo jurídico onde as regras formais se diluem em nome da conveniência e da sobrevivência mútua. Ao propor uma Questão de Ordem agressiva para fundir as investigações de Moraes e Mendonça, obstaculizando o rito isolado proposto pela presidência, Gilmar desferiu o lance definitivo. Embora a votação das preliminares tenha exposto um racha e terminado em um tenso impasse de 4 a 3, o resultado prático foi o adiamento estratégico da crise. No futebol político do STF, o que testemunhamos não foi a busca pela justiça abstrata, mas um pragmático e ensaiado jogo de compadres voltado a garantir o alívio imediato de seus membros mais expostos.

Anatomia dos Bastidores: A Correspondência dos Fatos

A exatidão da metáfora futebolística proposta revela como a liturgia jurídica foi inteiramente instrumentalizada para responder a uma crise de sobrevivência corporativa. A desmontagem dos lances da sessão traduz-se nos seguintes movimentos analíticos:

  • Fachin arma e dita o ritmo: Na condição de presidente do Tribunal, Edson Fachin avocou a relatoria para resguardar a centralidade institucional e tentar conter danos à imagem pública do STF, pautando o julgamento sob um rito sob medida.
  • Toffoli e o desfalque planejado: O impedimento formalizado por Dias Toffoli (e Nunes Marques) em virtude das conexões financeiras e relatórios atrelados ao Banco Master esvaziou o quórum de votação, forçando um rearranjo numérico no placar de votos da Corte.
  • Mendonça isolado na defesa: O ministro André Mendonça, responsável por trazer os relatórios da Polícia Federal à baila, viu seus instrumentos de ação neutralizados ao ser bombardeado por questionamentos processuais, terminando a sessão sem apoio político em campo.
  • Dino e o drible regimental: Assumindo o protagonismo retórico por meio de apartes agressivos, Flávio Dino peitou as diretrizes da presidência e valeu-se do pedido de vista para operar o congelamento estratégico do processo, empurrando o racha institucional para frente.
  • Gilmar e a Zona do Agrião: O decano acionou os mecanismos de pressão mais rústicos do tribunal. Por meio de uma Questão de Ordem ex officio, Gilmar Mendes misturou intencionalmente os méritos das condutas de Moraes e Mendonça, invalidando a jogada da oposição e consolidando a tática de autoproteção.
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A Anatomia do Populismo de Conveniência e o Contrapeso dos R$ 800: O Jogo de Forças que Define Outubro de 2026

Dossiê Técnico-Estratégico: Como o Decreto nº 13.120/2026 converteu a inflação represada em ativo eleitoral na reta final do pleito, e a engenharia de infiltração da oposição no Orçamento para desarmar a armadilha do Executivo sem perder votos.

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O Xadrez do Bolsa Família: O Jogo de Guerra Eleitoral Entre o Decreto e o Contrapeso

Por Analista Político | Publicado em 17 de setembro de 2026

A política brasileira acaba de testemunhar mais um movimento clássico de sua crônica eleitoral. Ao assinar o Decreto nº 13.120/2026 nesta quinta-feira, 17 de setembro, o presidente Lula oficializou um reajuste linear de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso do programa para R$ 691. A menos de 20 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Palácio do Planalto sacou da manga uma medida de altíssimo impacto social e, inevitavelmente, eleitoral.

A justificativa técnica do governo é cirúrgica: trata-se da estrita recomposição da inflação medida pelo INPC acumulada desde o início da gestão em 2023. Amparado por um parecer prévio da Advocacia-Geral da União (AGU), o Executivo se blinda juridicamente argumentando que a correção cumpre a Lei nº 14.601/2023 e não configura "benefício novo" — o que seria vedado pela legislação eleitoral. Contudo, o que está em jogo nos bastidores do poder vai muito além dos índices de preços e das planilhas fiscais. Trata-se de um autêntico jogo de guerra política.

"A armadilha estendida pelo Planalto era clara: se a oposição tentasse travar o reajuste na Justiça, seria carimbada como a inimiga dos mais vulneráveis em plena véspera de votação. Para não perder capital eleitoral, a reação precisava ser assimétrica."

Percebendo o risco de asfixia política, a oposição articulou uma contraofensiva sofisticada. Em vez de cometer o erro crasso de pedir a suspensão liminar dos pagamentos — o que destruiria sua interlocução com as classes populares —, a estratégia desenhada foca no desvio de finalidade eleitoral e na vulnerabilidade fiscal da medida.

Na frente jurídica, o alvo inicial é o **Tribunal Superior Eleitoral (TSE)**. A tese central não contesta o direito ao reajuste, mas sim o seu timing flagrantemente calculado. O governo já estava autorizado por lei a realizar essa correção desde **março de 2025**. Ao represá-la por 18 meses sob o argumento de austeridade e liberá-la subitamente nas franjas de outubro, configura-se o abuso de poder político por represamento omissivo. A ação visa carimbar a ilegalidade do ato para alimentar uma futura cassação da chapa, sem tirar um único centavo do bolso do beneficiário no curto prazo.

Simultaneamente, a guerra ganha contornos de leilão legislativo no Congresso Nacional. Utilizando o mesmo expediente visto nas eleições de 2022, parlamentares da oposição preparam emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027) para forçar a elevação do piso do benefício dos R$ 691 propostos pelo governo para **R$ 800 permanentes**. O argumento é devastador para a narrativa governista: se a equipe econômica alega ter encontrado "sobras do INSS" de R$ 5,8 bilhões para bancar o aumento agora, a eficiência fiscal exige que o teto seja estendido para cobrir a inflação real dos alimentos.

Conclusão: As Táticas Invisíveis do Jogo de Guerra

O desfecho desse episódio ilustra com precisão as doutrinas modernas de guerra política. De um lado, o **Executivo joga na defensiva agressiva**: utiliza o aparato estatal, o timing legal e pareceres sob encomenda para moldar a percepção pública de benevolência e proteção social no momento exato em que o eleitor se aproxima da urna.

De outro, a **oposição opera por infiltração e sobreposição**. Ao não oferecer resistência ao reajuste, ela neutraliza a principal arma de propaganda do adversário. Ao propor um valor ainda maior (R$ 800), ela inverte o ônus da responsabilidade fiscal. Se o governo aceitar o teto maior, explode seu próprio teto de gastos; se vetar, assume o desgaste político de barrar o avanço do programa.

Nesse tabuleiro de outubros previsíveis, ganha quem demonstra maior capacidade de antecipação. O governo jogou uma peça pesada de marketing social; a oposição respondeu com uma jogada de engenharia institucional. As urnas dirão quem calculou melhor o custo do próximo lance.

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Operação Contrapeso: Estratégia Jurídica e Fiscal Face ao Decreto nº 13.120/2026

Parecer técnico, minuta de representação eleitoral ao TSE e emenda modificativa ao PLOA 2027 para o enfrentamento técnico ao reajuste linear do Bolsa Família.

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Nota Técnica e Parecer Jurídico-Estratégico

ASSUNTO: Controle de Constitucionalidade, Legalidade e Regularidade Eleitoral do Decreto Presidencial nº 13.120/2026 (Reajuste do Programa Bolsa Família).
INTERESSADO: Coordenação Jurídica da Coligação de Oposição / Frente Parlamentar.
DATA: 17 de setembro de 2026.

1. Conclusão Executiva (Síntese para Tomada de Decisão)

Para obter viabilidade política e jurídica em prazo exíguo (menos de 20 dias para o primeiro turno), a oposição NÃO deve tentar barrar o reajuste nas urnas, mas sim caracterizar o desvio de finalidade eleitoral e a fraude à meta fiscal.

Tentar suspender o pagamento do Bolsa Família gerará um desgaste político irreversível perante o eleitorado de baixa renda. A estratégia de maior probabilidade de sucesso consiste em manter o reajuste, mas processar os idealizadores por crime de responsabilidade e abuso de poder político, utilizando o teto de gastos e o represamento intencional da inflação como provas técnicas.


2. Fundamentação da Tese de Contestação

A. Violação da Temporalidade Eleitoral por Represamento Omissivo (Abuso de Poder)

A Advocacia-Geral da União (AGU) defende o decreto alegando tratar-se de "mera recomposição de perdas" autorizada pela Lei nº 14.601/2023. O ponto de ruptura dessa defesa reside no princípio da impessoalidade e da moralidade administrativa (Art. 37, caput, da CF).

  • O Fato: O Poder Executivo estava autorizado a aplicar este índice desde março de 2025. O governo reteve a atualização monetária por 18 meses sob a alegação de "ausência de espaço fiscal" e, subitamente, a menos de 20 dias do pleito de 2026, localizou "sobras" orçamentárias.
  • O Argumento Técnico: A conduta configura represamento intencional de ato administrativo discricionário para fins de descaracterização de conduta vedada. O ganho político não decorre da criação do benefício, mas do timing de sua liberação. A AGU defende a linearidade do índice, mas não consegue justificar a linearidade do calendário de escolha eleitoral.

B. Fraude à Meta de Execução Fiscal e Ofensa à LRF

A alegação de que o impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 será integralmente coberto por "sobras do INSS" é tecnicamente contestável sob a ótica da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF - LC nº 101/2000).

  • Ausência de Dotação Específica para 2027: O reajuste permanente cria uma despesa obrigatória de caráter continuado (DOCC) estimada em R$ 22 bilhões para o ano de 2027. O Art. 17 da LRF exige que a criação de DOCC seja acompanhada de estimativa de impacto trienal e de demonstração da origem de recursos (aumento de receita ou corte definitivo de despesa).
  • Insuficiência das "Sobras": Economias temporárias geradas por "pente-fino" previdenciário no ano corrente (2026) são receitas correntes variáveis e não cumprem o requisito de compensação estrutural exigido pela LRF para os anos seguintes, configurando manifesto vício de responsabilidade fiscal.

3. Plano de Ação Jurídico e Fiscal (Vias Paralelas)

Para operacionalização imediata antes de outubro de 2026, a oposição deve ingressar simultaneamente com três medidas de rito acelerado:

ROTA 1: TRIBUNAL ELECTORAL (TSE) ROTA 2: SUPREMO TRIBUNAL (STF) ROTA 3: CONGRESSO NACIONAL
Ação: Representação por Conduta Vedada e Abuso de Poder Político/Econômico.

Estratégia: Não pedir liminar para suspender pagamentos. O foco deve ser o reconhecimento da ilegalidade para instruir futura AIJE, garantindo base jurídica para cassação posterior caso a chapa governista vença.
Ação: Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) com pedido cautelar.

Estratégia: Demonstrar que o remanejamento violou o Novo Arcabouço Fiscal. Obrigar o Planejamento a exibir em juízo as memórias de cálculo das supostas "sobras", desidratando a narrativa técnica do governo.
Ação: Emendas de Relator e de Bancada sobre o PLOA 2027 (Comissão Mista de Orçamento).

Estratégia: Propor formalmente a elevação do piso do Bolsa Família para R$ 750 ou R$ 800. Inverte-se o ônus: o governo terá que combater a emenda ou vetar o aumento maior após as eleições.
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MINUTA DE PETIÇÃO INICIAL — JUSTIÇA ELEITORAL

Alvo: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Escopo: Abuso de Poder Político e Conduta Vedada

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

COLIGAÇÃO [NOME DA COLIGAÇÃO OPOSITORA], por seus advogados inframencionados, vem, perante Vossa Excelência, propor a presente REPRESENTAÇÃO POR CONDUTA VEDADA C/C INVIABILIZAÇÃO DE ABUSO DE PODER POLÍTICO em face do Presidente da República e candidatos à reeleição, com fulcro no art. 73, IV e § 10 da Lei nº 9.504/97, pelos fundamentos fáticos e jurídicos a seguir aduzidos:

I. Do "Timing" Eleitoral como Desvio de Finalidade (O Cerne da Omissão Albergada)

1. O Poder Executivo editou em 17 de setembro de 2026 o Decreto nº 13.120/2026, concedendo reajuste linear de 15,04% no Programa Bolsa Família. Sob a aparente regularidade de "mera recomposição inflacionária", repousa um manifesto desvio de finalidade na condução cronológica do ato administrativo.

2. A autorização legal outorgada pelo art. 7º, § 4º, da Lei nº 14.601/2023 operou sua preclusão temporal benéfica em março de 2025. Durante 18 meses, o Poder Executivo omitiu-se de repor o poder de compra da população hipossuficiente sob a alegação contábil de indisponibilidade fiscal. Todavia, a menos de 20 dias do primeiro turno do pleito de 2026, editou decreto-surpresa sob o pretexto de remanejamento de "sobras temporárias".

3. A conduta caracteriza represamento administrativo intencional. O benefício político angariado não reside na recomposição em si, mas na retenção e agendamento estratégico de sua liberação para o período crítico da captação de sufrágio, violando a igualdade de condições entre os concorrentes (Art. 73, IV, Lei nº 9.504/97).

II. Dos Pedidos (Estratégia de Preservação Política)

Diante do exposto, e primando pela estabilidade social e proteção dos beneficiários de boa-fé, a Representante requer:

  • A) O NÃO REQUERIMENTO DE LIMINAR PARA SUSPENSÃO DOS PAGAMENTOS, mantendo-se hígidos os repasses aos cidadãos com o escopo de elidir a instrumentalização do desespero social em desfavor desta representação;
  • B) A citação dos Representados para, querendo, apresentarem defesa no prazo legal;
  • C) O julgamento de TOTAL PROCEDÊNCIA da presente ação para declarar a ilegalidade do ato administrativo no contexto eleitoral, servindo os autos de prova pré-constituída para a correlata Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico, com as sanções de inelegibilidade e cassação de registro/diploma que couberem.

MINUTA DE EMENDA MODIFICATIVA AO PLOA 2027

Alvo: Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO)

MESA DIRETORA DA COMISSÃO MISTA DE ORÇAMENTO (CMO) DO CONGRESSO NACIONAL

O Parlamentar que esta subscreve, no uso de suas atribuições regimentais e constitucionais, apresenta a seguinte EMENDA MODIFICATIVA AO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (PLOA 2027), destinada ao remanejamento de metas fiscais do Programa Bolsa Família.

I. Texto da Emenda

"Modifique-se a dotação orçamentária destinada ao Programa Bolsa Família no PLOA 2027 para elevar o piso do benefício mínimo familiar de R$ 691,00 (seiscentos e noventa e um reais), conforme estipulado pelo Decreto nº 13.120/2026, para o patamar permanente de R$ 800,00 (oitocentos reais), ajustando-se linearmente as demais rubricas e adicionais por dependente."

II. Justificativa Técnica e Inversão de Ônus Político

1. O Poder Executivo, ao balizar o reajuste inflacionário com base no INPC acumulado de longo período, desconsiderou o impacto real e imediato da inflação de alimentos da cesta básica (IPCA-Alimentação e Bebidas) sobre a população de extrema vulnerabilidade social, cuja defasagem real supera o índice linear adotado.

2. Tendo o Governo Federal inaugurado o debate fiscal de expansão orçamentária por meio de remanejamentos internos da máquina sob a rubrica de "sobras administrativas", faz-se imperativo que o Poder Legislativo exerça sua prerrogativa constitucional de priorização orçamentária. Se há folga fiscal para suportar R$ 691,00, a eficiência administrativa no combate ao desperdício do erário permite a fixação do piso em R$ 800,00.

3. A presente emenda transfere ao Executivo o dever técnico e de coerência de demonstrar perante a Comissão Mista de Orçamento a inviabilidade de sustentação de sua própria premissa orçamentária expansionista, expondo os limites do populismo fiscal de conveniência temporária.

Sala das Comissões, 17 de setembro de 2026.

[NOME DO PARLAMENTAR / VICE-LÍDER DA OPOSIÇÃO]

Use o código com cuidado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

COMO DECIDIR ONDE INVESTIR O DINHEIRO?

Parecer Técnico: Análise Estratégica da Cesta de Investimentos Análise Estratégica de Investimentos: Parecer técnico apresentando cinco alternativas de alocação equilibradas por janelas operacionais, custos fiscais, riscos de crédito e horizontes temporais para uma tomada de decisão eficiente. Como investir seu dinheiro - Guia para iniciantes (2026) Gostaria de deixar algumas sugestões de investimento para o crédito recebido em conta hoje: * Tesouro Reserva - 100%Selic, disponível 24h. * Tesouro Selic 2031 - selic+0,07% * RF Bancos Crédito Privado - resgate em D+0, rentabilidade nos últimos 12 meses 14,75%, risco médio, movimentação até às 15h. * MM Carteira Investimentos - resgate em D+5, rentabilidade nos últimos 12 meses 15,53%, risco médio, horário limite de movimentação até às 14h. * LCA de terceiros - disponível das 11h às 14h para negociação, podendo chegar até 92% CDI dependendo do prazo (isento de IR). INTRODUÇÃO — COMO DECIDIR ONDE INVESTIR O DINHEIRO? Investir não significa simplesmente escolher o produto que apresenta a maior rentabilidade. Uma decisão financeira consistente exige compreender para que o dinheiro será utilizado, por quanto tempo poderá permanecer aplicado, qual nível de risco pode ser suportado e quão rapidamente os recursos precisarão estar disponíveis. É justamente do equilíbrio entre rentabilidade, risco e liquidez que surge uma estratégia de investimento capaz de atender diferentes objetivos financeiros. Este estudo parte dessa premissa para examinar, de forma organizada, um conjunto amplo de possibilidades de investimento, abrangendo renda fixa pós-fixada, títulos indexados à inflação, investimentos prefixados, fundos imobiliários, ações e alternativas internacionais, além de analisar especificamente uma cesta de produtos apresentada para aplicação de um crédito recentemente recebido em conta. A análise demonstra que cada classe de investimento possui uma finalidade própria. Investimentos de maior liquidez e menor exposição à volatilidade podem desempenhar papel importante na preservação do capital e no atendimento de necessidades de curto prazo. Títulos vinculados à inflação podem contribuir para a preservação do poder de compra em horizontes mais longos. Produtos de crédito privado podem acrescentar potencial de retorno mediante maior exposição ao risco de crédito, enquanto fundos multimercado, fundos imobiliários, ações e investimentos internacionais ampliam as possibilidades de diversificação e de crescimento patrimonial, mas também introduzem diferentes formas de risco. Nesse contexto, rentabilidade passada não deve ser confundida com rentabilidade futura. A comparação entre investimentos precisa considerar não apenas quanto determinado produto rendeu, mas também como esse resultado foi obtido, quais riscos foram assumidos, qual é a liquidez, quais são os custos e impostos, se existe carência, qual é o prazo de vencimento e qual seria o impacto de uma eventual necessidade de resgate antecipado. Essa questão torna-se particularmente relevante na análise da cesta de investimentos apresentada, composta por Tesouro Reserva a 100% da Selic, Tesouro Selic 2031 com Selic + 0,07%, um fundo de renda fixa de crédito privado com resgate D+0 e rentabilidade informada de 14,75% nos últimos 12 meses, um fundo multimercado com resgate D+5 e rentabilidade informada de 15,53% nos últimos 12 meses e uma LCA de terceiros com remuneração de até 92% do CDI. Embora essas alternativas possam parecer comparáveis à primeira vista, elas desempenham funções diferentes dentro de uma carteira. O Tesouro Reserva, por exemplo, está associado principalmente à disponibilidade dos recursos; o Tesouro Selic representa uma alternativa de renda fixa soberana; a LCA acrescenta uma característica tributária específica; o crédito privado envolve avaliação do risco dos emissores e ativos da carteira; e o multimercado apresenta uma estratégia de gestão mais ampla, acompanhada de prazo de resgate maior e possibilidade de oscilações. Por isso, o estudo não se limita a perguntar "qual rende mais?". A questão central passa a ser: Qual investimento é mais compatível com a finalidade, o prazo, a liquidez e o nível de risco que podem ser aceitos para cada parcela do patrimônio? A partir dessa perspectiva, o conteúdo é organizado em três grandes dimensões temporais. No curto prazo, especialmente para recursos que podem ser necessários em dias, semanas ou até um ano, a prioridade tende a ser a preservação do capital e a disponibilidade dos recursos. No médio prazo, entre aproximadamente um e cinco anos, torna-se possível combinar proteção do poder de compra, rentabilidade e uma aceitação controlada de riscos, desde que os prazos dos investimentos sejam compatíveis com a data em que o dinheiro será necessário. No longo prazo, acima de cinco anos, abre-se espaço para uma diversificação maior entre renda fixa, fundos imobiliários, ações e investimentos internacionais, permitindo que o investidor aceite oscilações de curto prazo em busca de crescimento patrimonial ao longo de períodos mais extensos. O estudo também apresenta uma análise comparativa de custo-benefício, considerando aspectos como tributação, custos operacionais, complexidade, liquidez, risco e potencial de retorno. Essa classificação deve ser entendida como uma ferramenta de análise dentro dos critérios utilizados no estudo, e não como uma regra universal aplicável indistintamente a todos os investidores. Em última análise, a construção de uma carteira eficiente não depende da escolha de um único investimento, mas da combinação adequada de diferentes instrumentos e funções. Uma parcela do patrimônio pode estar destinada à liquidez imediata; outra, à proteção contra a inflação; outra, à geração de renda; e outra, ao crescimento patrimonial e à diversificação geográfica. Assim, a lógica que orienta toda a análise pode ser resumida em uma sequência simples: OBJETIVO → PRAZO → LIQUIDEZ → RISCO → CUSTOS E TRIBUTAÇÃO → RENTABILIDADE LÍQUIDA → ALOCAÇÃO Essa sequência permite substituir uma decisão baseada exclusivamente em taxas anunciadas por uma análise mais abrangente da relação entre segurança, disponibilidade, risco e retorno. O propósito deste estudo, portanto, é oferecer uma visão estruturada das alternativas apresentadas, permitindo compreender onde cada investimento se encaixa, quais são seus benefícios e limitações, em que horizonte temporal pode fazer sentido e quais fatores devem ser observados antes da aplicação do capital.
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Parecer Técnico: Análise Estratégica da Cesta de Investimentos

Este documento apresenta uma análise técnica e estruturada das cinco alternativas de alocação sugeridas para o crédito recebido em conta. O objetivo é equilibrar as janelas operacionais, os custos fiscais, os riscos de crédito e os horizontes temporais para uma tomada de decisão eficiente.


🔎 Análise de Prós e Contras dos Ativos

1. Tesouro Reserva (100% Selic)

Características: Disponibilidade 24h.

🟢 Prós: Liquidez digital imediata a qualquer hora do dia ou da noite; segurança soberana máxima do Tesouro Nacional.

🔴 Contras: Rentabilidade limitada à taxa básica nominal; incidência de Imposto de Renda via tabela regressiva padrão (22,5% a 15%).

2. Tesouro Selic 2031 (Selic + 0,07%)

Características: Liquidez diária útil.

🟢 Prós: Segurança do Estado associada a um prêmio adicional fixo (+0,07%) que otimiza o ganho em relação à Selic pura no longo prazo.

🔴 Contras: Sujeito a IOF se resgatado antes de 30 dias e desconto regressivo de IR. O ano de vencimento (2031) exige acompanhamento institucional.

3. RF Bancos Crédito Privado (D+0)

Características: Retorno histórico de 14,75% nos últimos 12 meses; movimentação até 15h.

🟢 Prós: Desempenho passado robusto e liquidez no mesmo dia útil (D+0), superando a média da renda fixa básica.

🔴 Contras: Risco de crédito corporativo (devedores privados); não possui a mesma blindagem de títulos públicos; rentabilidade passada não é garantia de ganhos futuros.

4. MM Carteira Investimentos (D+5)

Características: Retorno histórico de 15,53% nos últimos 12 meses; movimentação até 14h.

🟢 Prós: Maior rentabilidade nominal recente da cesta; gestão profissional ativa multimercado com capacidade de capturar cenários macroeconômicos diversos.

🔴 Contras: Baixa liquidez prática (5 dias úteis para o dinheiro cair na conta); volatilidade de renda variável; cobrança de come-cotas e taxas administrativas.

5. LCA de Terceiros (Até 92% do CDI)

Características: Negociação das 11h às 14h.

🟢 Prós: Isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas; proteção regulatória do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para montantes de até R$ 250 mil.

🔴 Contras: Janela operacional muito estreita no home broker; imobilização do capital durante o prazo contratado (ausência de liquidez diária flexível).


📊 Ranking Analítico de Custo-Benefício

*O ranking prioriza a eficiência tributária, facilidade de resgate e o prêmio real de rentabilidade ajustada ao risco.

Use o código com cuidado. PARECER FINAL DE INVESTIMENTOS Análise de alternativas, custo-benefício e equilíbrio entre risco, rentabilidade e liquidez 1. OBJETIVO DO PARECER A análise de investimentos exige o equilíbrio entre três variáveis fundamentais: RENTABILIDADE + RISCO + LIQUIDEZ Nenhum investimento deve ser analisado exclusivamente pela rentabilidade apresentada. Uma alternativa que oferece retorno maior pode, simultaneamente, apresentar maior volatilidade, menor liquidez, maior risco de crédito ou custos tributários e operacionais mais elevados. O objetivo deste parecer é: apresentar as principais alternativas de investimento; identificar os respectivos prós e contras; comparar custo, risco, liquidez e potencial de retorno; estabelecer uma ordem analítica de custo-benefício; organizar as alternativas por horizonte de tempo; analisar especificamente a cesta de investimentos oferecida para o crédito recebido em conta; estabelecer um escalonamento entre segurança, liquidez e potencial de rentabilidade. IMPORTANTE: a classificação apresentada é uma análise estrutural das características dos investimentos, e não uma recomendação individualizada. A escolha final depende do objetivo do capital, prazo, necessidade de liquidez e tolerância ao risco do investidor. 2. PRINCIPAIS CLASSES DE INVESTIMENTOS 2.1. Renda Fixa Pós-Fixada Exemplos: Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e contas remuneradas. Prós Elevada previsibilidade em relação a investimentos de renda variável. Boa liquidez em diversas modalidades. Adequada para reserva de emergência e recursos que poderão ser utilizados no curto prazo. Acompanha a dinâmica das taxas de juros da economia. Contras O retorno está vinculado ao comportamento da taxa de juros. Em um cenário de queda significativa da Selic/CDI, a rentabilidade tende a diminuir. Em produtos tributáveis, há incidência de Imposto de Renda. Perfil temporal Curto prazo: muito adequado. Médio prazo: adequado para parcela defensiva. Longo prazo: pode funcionar como componente de segurança e liquidez, mas não necessariamente como principal instrumento de crescimento patrimonial. 2.2. Renda Fixa Atrelada à Inflação — IPCA+ Exemplos: Tesouro IPCA+, debêntures incentivadas, CRIs, CRAs, LCIs e LCAs de médio/longo prazo. Prós Busca preservar o poder de compra do patrimônio. Permite estruturar investimentos com perspectiva de ganho real. É particularmente relevante para objetivos de longo prazo. Algumas modalidades possuem tratamento tributário favorecido para pessoa física. Contras Títulos com vencimento mais longo podem sofrer forte oscilação de preço caso sejam vendidos antes do vencimento. Produtos de crédito privado apresentam risco de crédito. Nem todas as alternativas possuem liquidez imediata. A necessidade de resgate antecipado pode produzir resultado diferente daquele esperado no vencimento. Perfil temporal Curto prazo: normalmente menos apropriado quando houver necessidade de resgate imediato. Médio prazo: pode ser utilizado quando o vencimento estiver alinhado ao objetivo. Longo prazo: particularmente relevante para preservação do poder de compra. 2.3. Renda Fixa Prefixada Exemplos: Tesouro Prefixado e CDBs prefixados. Prós A taxa contratada é conhecida no momento da aplicação. Permite estabelecer uma expectativa nominal de retorno no vencimento. Pode ser utilizada de maneira estratégica quando o investidor aceita fixar determinada taxa por um período. Contras A inflação pode reduzir o ganho real. A venda antecipada pode gerar oscilação relevante devido à marcação a mercado. Caso as condições futuras de juros sejam diferentes das esperadas, o investimento pode apresentar oportunidade de custo. Perfil temporal Curto prazo: exige atenção especial à necessidade de liquidez. Médio prazo: pode funcionar quando o vencimento coincide com o objetivo. Longo prazo: deve ser analisado principalmente em relação à inflação e ao custo de oportunidade. 2.4. Fundos Imobiliários — FIIs e Fiagros Exemplos: fundos de tijolo, fundos de papel e fundos relacionados ao agronegócio. Prós Possibilidade de geração de renda periódica. Negociação em Bolsa. Permitem exposição ao mercado imobiliário sem aquisição direta de um imóvel. Podem proporcionar diversificação. O investimento inicial pode ser relativamente baixo. Contras As cotas sofrem oscilações de mercado. Fundos de tijolo estão sujeitos, entre outros fatores, à vacância e às condições dos imóveis. Fundos de papel apresentam riscos associados aos recebíveis e devedores. A distribuição de rendimentos não elimina a possibilidade de perda de valor da cota. Perfil temporal Curto prazo: maior exposição à volatilidade. Médio prazo: pode ser considerado como parcela diversificadora. Longo prazo: pode ser utilizado em estratégias voltadas à geração e reinvestimento de renda. 2.5. Ações Prós Potencial de valorização patrimonial no longo prazo. Participação em empresas e setores da economia. Possibilidade de recebimento de dividendos e outros proventos. Podem contribuir para o crescimento real do patrimônio ao longo do tempo. Contras Elevada volatilidade, especialmente no curto prazo. Não existe garantia de retorno. Empresas podem apresentar deterioração de resultados. Há possibilidade de perda significativa do capital investido. Perfil temporal Curto prazo: elevado risco de volatilidade. Médio prazo: exige capacidade de suportar oscilações. Longo prazo: horizonte mais compatível com a natureza da classe de ativo. 2.6. Investimentos Internacionais Exemplos: BDRs, ETFs globais e investimentos realizados no exterior. Prós Diversificação geográfica. Exposição a empresas e mercados estrangeiros. Possibilidade de exposição a moedas fortes. Redução da concentração do patrimônio exclusivamente no mercado brasileiro. Contras Existe risco cambial. O desempenho em reais depende tanto do ativo estrangeiro quanto da variação da moeda. Podem existir custos cambiais e tributários adicionais. A estrutura operacional e tributária pode ser mais complexa. Perfil temporal Curto prazo: sujeito a dupla volatilidade — ativo e câmbio. Médio prazo: pode funcionar como diversificação. Longo prazo: pode desempenhar papel relevante na diversificação internacional do patrimônio. 3. RANKING ANALÍTICO DE CUSTO-BENEFÍCIO A análise original pondera custos tributários e operacionais, esforço de gestão, potencial de retorno e risco. Ordem Categoria Custo Benefício Síntese 1 Renda Fixa IPCA+ Médio Alto Preservação do poder de compra e possibilidade de ganho real 2 Fundos Imobiliários Baixo/Médio Alto Potencial de renda e diversificação 3 Renda Fixa Pós-Fixada Médio Moderado Liquidez e função defensiva 4 Ações Variável Alto potencial Crescimento patrimonial com maior volatilidade 5 Ativos Internacionais Médio/Alto Alto Diversificação geográfica e cambial 6 Renda Fixa Prefixada Médio Variável Instrumento mais dependente do cenário de juros e inflação Observação: esta ordem é uma classificação analítica baseada nos critérios do material fornecido. Não representa uma classificação universal ou personalizada para qualquer investidor. 4. ESCALONAMENTO ENTRE RISCO E RENTABILIDADE Uma regra fundamental para compreender a carteira é: Quanto maior o potencial de retorno, maior tende a ser a necessidade de aceitar alguma combinação de volatilidade, risco de crédito, risco cambial ou menor liquidez. Entretanto, risco não significa apenas oscilação de preço. É necessário considerar pelo menos: Risco de mercado Risco de crédito Risco de liquidez Risco de inflação Risco cambial Risco de concentração Risco tributário Risco de reinvestimento Assim, a avaliação correta não deve perguntar apenas: "Quanto rende?" Mas também: "Quanto posso perder, quando posso precisar do dinheiro e qual é o risco de não conseguir utilizá-lo quando precisar?" 5. ESTRATÉGIA POR HORIZONTE DE TEMPO CURTO PRAZO — ATÉ 1 ANO Objetivo Preservação do capital + liquidez. Para dinheiro que poderá ser utilizado em dias, semanas ou meses, a liquidez assume importância maior. Estrutura indicada no material Tesouro Reserva e Tesouro Selic 2031 A lógica é manter os recursos destinados a necessidades imediatas em alternativas de maior liquidez e menor exposição a oscilações relevantes. Princípio No curto prazo, não faz sentido assumir risco elevado apenas para tentar obter alguns pontos adicionais de rentabilidade. 6. MÉDIO PRAZO — 1 A 5 ANOS Objetivo Proteção do poder de compra + crescimento moderado do patrimônio. Neste horizonte, pode existir espaço para aceitar: algum grau de carência; menor liquidez; risco de crédito controlado; exposição moderada a ativos de mercado. Alternativas Tesouro IPCA+; LCI/LCA; renda fixa de crédito privado; parcela controlada de FIIs; outras alternativas compatíveis com o vencimento do objetivo. Princípio O prazo deve ser compatível com o vencimento do investimento. Não basta escolher um ativo rentável: é necessário evitar que o investidor seja obrigado a vender o investimento em momento desfavorável. 7. LONGO PRAZO — ACIMA DE 5 ANOS Objetivo Crescimento patrimonial + geração de renda + diversificação. Com horizonte maior, o investidor pode suportar maior oscilação de mercado, desde que não precise utilizar os recursos durante períodos desfavoráveis. Classes que podem compor a estratégia Ações; FIIs; investimentos internacionais; Tesouro IPCA+; renda fixa como componente defensivo. Princípio No longo prazo, a carteira pode aceitar maior volatilidade para buscar maior crescimento patrimonial, mas a diversificação continua sendo fundamental. 8. ANÁLISE DA CESTA DE INVESTIMENTOS OFERECIDA A cesta apresentada é composta por: Tesouro Reserva — 100% Selic Tesouro Selic 2031 — Selic + 0,07% RF Bancos Crédito Privado — D+0 — 14,75% nos últimos 12 meses MM Carteira Investimentos — D+5 — 15,53% nos últimos 12 meses LCA de Terceiros — até 92% do CDI O ponto central é que essas cinco alternativas não cumprem exatamente a mesma função. Portanto, comparar somente as rentabilidades históricas pode levar a uma conclusão incompleta. 9. TESOURO RESERVA — 100% SELIC Características apresentadas Rentabilidade: 100% Selic. Disponibilidade: 24 horas. Função principal: liquidez. Prós Elevada segurança associada ao Tesouro Nacional. Acesso aos recursos em situações emergenciais. Adequado para dinheiro que precisa permanecer disponível. Contras Retorno limitado ao comportamento da Selic. Incidência de tributação aplicável ao produto. Pode não ser a alternativa destinada à maximização de retorno no longo prazo. Função na carteira Reserva de liquidez. 10. TESOURO SELIC 2031 — SELIC + 0,07% Prós Exposição ao Tesouro Nacional. Rentabilidade vinculada à Selic com acréscimo contratado informado de 0,07%. Pode funcionar como componente defensivo. Contras Tributação aplicável à renda fixa. O vencimento em 2031 não significa que o investidor deva necessariamente permanecer até essa data, mas a venda antecipada pode envolver oscilação de preço. Deve ser diferenciado de uma reserva de liquidez imediata em função de seu objetivo dentro da carteira. Função na carteira Renda fixa defensiva para recursos que não precisam permanecer disponíveis 24 horas por dia. 11. RF BANCOS CRÉDITO PRIVADO — D+0 Dados apresentados Rentabilidade nos últimos 12 meses: 14,75% Resgate: D+0 Risco informado: médio Prós Liquidez no mesmo dia. Rentabilidade histórica recente superior à Selic em determinados períodos. Pode oferecer prêmio adicional por assumir risco de crédito. Contras O desempenho passado não garante desempenho futuro. Existe risco de crédito relacionado aos ativos integrantes da carteira. O horário operacional limita o resgate. É necessário compreender quais emissores e títulos compõem efetivamente a carteira. Ponto de atenção O fato de um fundo apresentar uma rentabilidade passada de 14,75% não significa que essa taxa será repetida. Função na carteira Componente de renda fixa com maior exposição a crédito privado. 12. MM CARTEIRA INVESTIMENTOS — D+5 Dados apresentados Rentabilidade nos últimos 12 meses: 15,53% Risco informado: médio Resgate: D+5 Prós Maior rentabilidade histórica apresentada na cesta. Gestão ativa. Possibilidade de atuação em diferentes mercados. Contras Liquidez significativamente menor. O dinheiro não fica imediatamente disponível. Pode apresentar períodos de rentabilidade negativa. O retorno passado não garante repetição. A análise deve considerar taxas de administração, performance, composição da carteira e tributação. Função na carteira Investimento destinado a capital que possa permanecer aplicado por prazo maior. 13. LCA DE TERCEIROS — ATÉ 92% DO CDI Prós Isenção de Imposto de Renda para pessoa física, conforme a característica apresentada. Possibilidade de cobertura pelo FGC dentro das regras e limites aplicáveis. Pode apresentar boa relação entre rendimento líquido e risco quando o prazo é compatível com o objetivo. Contras Pode exigir permanência do capital até o vencimento. A taxa de até 92% do CDI pode não ser necessariamente competitiva dependendo do prazo. A janela operacional informada é limitada. A disponibilidade das taxas pode variar. Função na carteira Renda fixa com benefício tributário para objetivos de prazo compatível com o vencimento. 14. COMPARAÇÃO DIRETA DA CESTA Investimento Liquidez Retorno informado Principal risco Principal função Tesouro Reserva 24h 100% Selic Oscilação das taxas / tributação Liquidez Tesouro Selic 2031 Liquidez do Tesouro Selic + 0,07% Mercado antes do vencimento Segurança RF Bancos CP D+0 14,75% últimos 12 meses Crédito privado Renda fixa com prêmio MM Carteira D+5 15,53% últimos 12 meses Mercado + gestão Busca de retorno LCA Terceiros Conforme prazo Até 92% CDI Liquidez/vencimento Eficiência tributária 15. ESCALONAMENTO DA CESTA POR FUNÇÃO Em vez de olhar apenas para a rentabilidade, a cesta pode ser organizada conceitualmente da seguinte forma: NÍVEL 1 — LIQUIDEZ Tesouro Reserva Prioridade: disponibilidade. NÍVEL 2 — SEGURANÇA Tesouro Selic 2031 Prioridade: preservação e exposição à renda fixa soberana. NÍVEL 3 — EFICIÊNCIA TRIBUTÁRIA LCA Prioridade: rendimento líquido quando o prazo de carência for compatível. NÍVEL 4 — PRÊMIO DE CRÉDITO RF Bancos Crédito Privado Prioridade: buscar retorno adicional aceitando risco de crédito. NÍVEL 5 — GESTÃO ATIVA MM Carteira Investimentos Prioridade: buscar retorno adicional aceitando maior complexidade, volatilidade e prazo de resgate. 16. MATRIZ RISCO × LIQUIDEZ × RENTABILIDADE Alternativa Risco relativo Liquidez Potencial de retorno Horizonte mais compatível Tesouro Reserva Baixo Muito alta Moderado Curto Tesouro Selic 2031 Baixo Alta Moderado Curto/Médio LCA Baixo/Moderado Baixa durante carência Moderado Médio RF Crédito Privado Moderado Alta Moderado/alto Médio Multimercado Moderado Média/baixa Variável Médio/Longo IPCA+ Baixo/Moderado* Média Moderado/alto Médio/Longo FIIs Moderado/alto Alta em mercado Variável Médio/Longo Ações Alto Alta em mercado Alto potencial Longo Internacional Variável Variável Alto potencial Longo * O risco efetivamente experimentado antes do vencimento pode ser diferente devido à marcação a mercado. 17. CONCLUSÃO DO PARECER A principal conclusão desta análise é que não existe uma única alternativa que seja simultaneamente a melhor em liquidez, segurança e rentabilidade. Cada investimento resolve um problema diferente. Se a prioridade for liquidez: Tesouro Reserva / renda fixa pós-fixada Se a prioridade for segurança e exposição à Selic: Tesouro Selic Se a prioridade for eficiência tributária: LCA, desde que o prazo seja compatível. Se a prioridade for buscar prêmio adicional aceitando risco de crédito: Renda fixa de crédito privado Se a prioridade for gestão ativa e aceitação de maior oscilação: Multimercado Se o objetivo for crescimento patrimonial de longo prazo: Ações, FIIs, investimentos internacionais e renda fixa de longo prazo, em uma estrutura diversificada. 18. PRINCÍPIO CENTRAL PARA O CAPITAL RECEBIDO Considerando que o crédito entrou na conta hoje, a decisão não deveria começar pela pergunta: "Qual investimento está pagando mais?" A pergunta mais importante é: "Quando vou precisar desse dinheiro?" A partir dessa resposta, o capital pode ser dividido conceitualmente em três blocos: BLOCO A — DINHEIRO DE CURTO PRAZO Recursos que podem ser necessários a qualquer momento. Prioridade: liquidez e preservação. BLOCO B — DINHEIRO DE MÉDIO PRAZO Recursos que permanecerão investidos durante período determinado. Prioridade: proteção do poder de compra + rentabilidade líquida. BLOCO C — DINHEIRO DE LONGO PRAZO Recursos que não possuem necessidade de utilização imediata. Prioridade: crescimento patrimonial + diversificação. 19. REGRA DE DECISÃO Uma estrutura racional pode ser resumida desta maneira: CURTO PRAZO Liquidez > Rentabilidade MÉDIO PRAZO Rentabilidade líquida + inflação + liquidez LONGO PRAZO Crescimento real + diversificação > volatilidade de curto prazo 20. CHECKLIST ANTES DE APLICAR Antes de confirmar qualquer investimento da cesta, é recomendável verificar: □ Qual é o prazo que posso deixar o dinheiro aplicado? □ Posso precisar de parte desse dinheiro ainda este ano? □ Tenho uma reserva de emergência separada? □ Qual é a liquidez efetiva do produto? □ Existe carência? □ Qual é o prazo de resgate? □ Qual é a tributação? □ Existem taxas de administração ou performance? □ Existe risco de crédito? □ Quais são os emissores ou ativos existentes dentro do fundo? □ A rentabilidade informada é histórica ou contratada? □ A taxa é bruta ou líquida? □ Existe cobertura do FGC e qual é o limite aplicável? □ O investimento pode sofrer marcação a mercado? □ O vencimento coincide com a data em que precisarei do dinheiro? 21. PARECER FINAL A cesta apresentada possui alternativas com funções complementares. O Tesouro Reserva cumpre principalmente uma função de liquidez. O Tesouro Selic 2031 acrescenta uma alternativa de renda fixa soberana. A LCA pode apresentar eficiência tributária quando o investidor aceita o prazo de permanência. A renda fixa de crédito privado acrescenta potencial de retorno mediante exposição adicional ao risco de crédito. O fundo multimercado amplia o espectro de estratégias disponíveis, mas introduz maior complexidade, volatilidade potencial e prazo de resgate D+5. Consequentemente, uma análise adequada não deve transformar os investimentos em uma disputa exclusivamente baseada na rentabilidade dos últimos 12 meses. 14,75% e 15,53%, por exemplo, são números históricos. Não são promessas de rentabilidade futura. A decisão deve considerar simultaneamente: PRAZO → LIQUIDEZ → RISCO → TRIBUTAÇÃO → RENTABILIDADE LÍQUIDA → OBJETIVO Esse encadeamento permite construir uma estratégia na qual cada parcela do patrimônio tenha uma função específica, evitando utilizar um investimento de longo prazo para uma necessidade de curto prazo ou assumir risco desnecessário com recursos que precisam estar disponíveis. RESUMO EXECUTIVO Objetivo Prioridade Alternativas a analisar Emergência Liquidez Tesouro Reserva / pós-fixados Curto prazo Segurança Tesouro Selic Médio prazo Inflação + retorno IPCA+, LCA, crédito privado Renda periódica Fluxo de caixa FIIs Crescimento patrimonial Retorno de longo prazo Ações / ETFs Diversificação Redução da concentração Investimentos internacionais Estratégia ativa Diversificação de estratégias Multimercados AVISO Este parecer é uma análise educacional e estrutural baseada nas informações apresentadas no material fornecido. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. Antes de realizar uma aplicação, devem ser verificadas as condições vigentes do produto, custos, tributação, liquidez, riscos e adequação ao objetivo financeiro individual. Investimento não deve ser escolhido exclusivamente pela maior rentabilidade anunciada. O melhor investimento para determinado objetivo é aquele cujo risco, prazo, liquidez e retorno são compatíveis com a finalidade daquele dinheiro. JORNAL DA CULTURA | 15/09/2026

Sim, a casa tomada

A Casa Di Irene A casa tomada - Julio Cortázar - Conto completo - Conto em áudio - Audiobook JORNAL DA CULTURA | 15/09/2026 Jornalismo TV Cultura e TV Cultura Transmissão ao vivo realizada há 15 horas Jornal da Cultura | 2026 O Jornal da Cultura é exibido de segunda a sábado, às 21h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube. #JornalDaCultura #TVCultura #SomosCultura
quarta-feira, 16 de setembro de 2026 Como nas histórias de Xerazade, crise do STF está longe de acabar, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense No plenário da mais alta Corte, os ministros deixavam de divergir apenas sobre questões jurídicas para questionar reciprocamente suas intenções, sua honra e sua conduta “Eles julgaram a seu modo/ E se acumpliciaram nesse trabalho.” Esses versos de As Mil e Uma Noites (Brasiliense) parecem escritos para descrever a situação dramática em que o Supremo Tribunal Federal tenta decidir se autoriza a investigação do ministro Alexandre de Moraes por suas relações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A sessão plenária da Corte ontem terminou sem uma decisão, depois de expor, diante do país, a profundidade da divisão entre os ministros e a sua incapacidade momentânea de arbitrar os próprios conflitos. Esse clássico da literatura universal é uma coletânea de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo moderno ocidental, a obra foi traduzida para o francês em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial. Em todas as versões, os contos são narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando matá-las na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites, até que o rei desiste de executá-la. As Mil e Uma Noites nos ensina que o exercício arbitrário do poder quase sempre antecede a queda dos poderosos. Reis, vizires e juízes acreditam controlar o destino dos outros, até descobrirem que também estão submetidos às consequências de seus atos. A autoridade é passageira, a fortuna é instável e ninguém permanece acima da Justiça para sempre. Durante mil e uma noites, Xerazade demonstra que o poder sem limites também aprisiona quem o exerce. A sessão do Supremo começou sob o signo dessa advertência. O presidente Edson Fachin declarou que o tribunal não julgaria pessoas, mas “fatos e questões jurídicas”. Lembrou os ministros cassados pela ditadura militar e afirmou que a memória dos que sofreram a violência do arbítrio impunha responsabilidades aos atuais integrantes da Corte. Entretanto, à medida que as horas avançaram, a solenidade cedeu lugar às acusações, aos ressentimentos e às disputas pessoais. Havia tensão desde o começo. Flávio Dino peitou Fachin, presidente da Corte, ao manter aparte sem seu prévio consentimento. Alexandre de Moraes classificou como fraudulenta a investigação realizada sob a relatoria de André Mendonça. Disse possuir testemunhas de que houve direcionamento para atingi-lo. Mendonça respondeu de imediato: “Mentira”. Gilmar Mendes acusou o mesmo Mendonça de conduzir o caso com finalidade político-eleitoral, fazer insinuações contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e agir de maneira incompatível com a ética judicial. Impasse continua Moraes e Luiz Fux trocaram acusações reciprocas de envolvimento com Vorcaro. A discussão ressurgiu no fim da sessão. Gilmar voltou a acusar Mendonça de “leviandade” e “desfaçatez”. Quando o colega tentou responder, ouviu: “Pode chorar, pode chorar”. Mendonça reagiu: “Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!”. O plenário da mais alta Corte do país assumia a atmosfera de uma disputa pessoal na qual ministros deixavam de divergir apenas sobre questões jurídicas para questionar reciprocamente suas intenções, sua honra e sua conduta. Foi nesse momento que Flávio Dino retirou o voto que acabara de proferir pela unificação dos processos contra Moraes e Mendonça, e pediu vista. Afirmou que não havia mais condições para prosseguir, diante da deterioração do ambiente, e cobrou de Fachin providências para conter os confrontos. Com o pedido, o voto de Dino deixou de integrar o placar, que ficou em quatro a três pela manutenção dos casos separados: Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia de um lado; Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes do outro. Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos. Antes disso, Dino havia defendido que os processos fossem analisados conjuntamente, com novo relator e tratamento uniforme para todas as autoridades mencionadas nas investigações do Master. Seu argumento era o de que fatos sobrepostos não poderiam receber soluções contraditórias. Ao pedir vista, porém, transformou o voto jurídico num gesto político e institucional: era preciso interromper a narrativa antes que o seu final agravasse ainda mais a crise. Dino suspendeu o desfecho. A interrupção serviu para evitar que o Supremo continuasse a se digladiar em público. O pedido de vista não resolveu o conflito, apenas adiou. O diálogo que se seguiu ampliou a sensação de descontrole. Ao fazer referência às mensagens encontradas no celular de Vorcaro, Dino sugeriu que outros ministros também teriam explicações a prestar. Mensagem comigo não tem”, afirmou Luiz Fux. “Tem, ministro Fux. Tem”, respondeu Dino. Nunca vi esse sujeito na minha vida. Só se Vossa Excelência está se baseando nesses inquéritos que surgem do nada”, retrucou Fux. “Vossa Excelência terá que esclarecer isso num momento próprio. Infelizmente”, concluiu Dino. Cármen Lúcia resumiu o constrangimento. Pediu desculpas ao povo brasileiro e reconheceu: “O país espera de nós uma tranquilidade que nós não conseguimos dar”. Foi a frase mais grave da sessão porque não partiu de um adversário do Supremo, mas de uma de suas integrantes mais antigas. A ministra reconheceu que a Corte encarregada de proporcionar segurança jurídica estava produzindo insegurança institucional. “Poderiam ter permanecido justos e puros / mas abusaram do poder / e o mundo por seu turno os oprimiu”, a atualidade dos versos de As Mil e Uma Noites está na advertência de que a legitimidade do poder depende da maneira como é exercido. Quem julga os outros precisa aceitar padrões de transparência, impessoalidade e responsabilidade ainda mais rigorosos quando os fatos alcançam seus próprios integrantes. A sessão mostrou que a crise do Supremo já não decorre somente das mensagens de Vorcaro, das diligências da Polícia Federal ou das relações mantidas pelo banqueiro. Resulta, também, do acúmulo de decisões monocráticas, inquéritos de contornos indefinidos, conflitos de competência e suspeitas de uso político das prerrogativas judiciais.
Resumo O artigo de Luiz Carlos Azedo analisa a crise interna do STF a partir da sessão que discutiu as investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master. O autor destaca que o julgamento, inicialmente apresentado como uma discussão jurídica, evoluiu para confrontos pessoais entre ministros, com acusações sobre condutas, intenções e possíveis relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu a sessão diante da deterioração do ambiente, deixando o conflito sem solução definitiva. Cármen Lúcia, por sua vez, reconheceu publicamente o constrangimento e afirmou que a Corte não conseguiu transmitir ao país a tranquilidade esperada. A principal tese do texto é que a crise do STF vai além do caso específico do Banco Master. Ela estaria relacionada ao acúmulo de decisões monocráticas, conflitos de competência, inquéritos controversos e suspeitas de politização das prerrogativas judiciais. A referência a Xerazade, de As Mil e Uma Noites funciona como metáfora para uma advertência sobre o exercício do poder: autoridade sem limites pode acabar produzindo consequências para quem a exerce. Em uma frase O texto sustenta que o conflito envolvendo Moraes expôs uma crise mais profunda de confiança, convivência institucional e legitimidade dentro do STF, cujo desfecho permanece adiado. INCAPAZ DE DECIDIR, SUPREMO AMPLIA A CRISE | WW CNN Brasil Transmissão ao vivo realizada há 18 horas WW — Programas na íntegra Assista ao WW desta terça-feira, 15 de setembro de 2026. #CNNBrasil html

Aí é que está o X do problema, meus amigos. O torcedor mais antigo olha para o gramado da Praça dos Três Poderes e chora de saudade. Antigamente, o STF jogava com chuteiras de pelica. Era o "Trio de Ouro" da bola fina, da classe acadêmica e do respeito estrito às regras da FIFA jurídica: Sepúlveda Pertence, Moreira Alves e Celso de Mello. Craques da institucionalidade. O Moreira Alves organizava a defesa constitucional sem dar um bico para o alto; o Pertence distribuía o jogo com uma precisão cirúrgica no rito; e o Celso de Mello jogava com o livro de regras debaixo do braço, garantindo que o direito de defesa não levasse carrinho por trás.

Hoje? Hoje penduraram as chuteiras de pelica e o que sobrou em campo foi um bando de botineiros com espírito de porco-espinho. Os caras entram para quebrar. E o pior: tentam camuflar a botinada e o antijogo com um papo furado de "espírito de colegialidade". Colegialidade de perna de pau! É o famoso "um passa a mão na cabeça do outro" enquanto o rito processual é assassinado na lateral do campo.


O Confronto de Épocas: Classe vs. Botinada

Posição Ativo Sugerido Impacto de Custos / IR Justificativa Estratégica
1º Lugar Tesouro Selic 2031 Médio (Tabela Regressiva) Combina soberania estatal com um prêmio fixo de +0,07%, ideal para formação estruturada de capital.
2º Lugar LCA de Terceiros Isento de IR A ausência de impostos maximiza o rendimento líquido real e a proteção do FGC anula o risco de crédito do banco emissor.
3º Lugar Tesouro Reserva Médio (Tabela Regressiva) A taxa de retorno é padrão, mas o benefício logístico da liquidez 24 horas justifica a alocação de caixa imediato.
4º Lugar RF Bancos Crédito Privado Médio (Retenção em Fonte) O retorno histórico atrai, porém carrega o risco de crédito de empresas sem proteção estatal equivalente à soberana.
5º Lugar MM Carteira Investimentos Alto (Taxas + Come-cotas) Possui uma ineficiência operacional de liquidez (D+5) e custos tributários cíclicos que limitam sua agilidade.
O Trio de Ouro (Chuteiras de Pelica) Os Botineiros Atuais (Espírito de Porco-Espinho)
Moreira Alves, Pertence e Celso de Mello: Jogavam na bola. Ditavam o ritmo da jurisprudência com base na técnica, no respeito ao devido processo legal e na erudição constitucional. Se o rito dizia que não podia, não tinha jeitinho que fizesse a bola entrar. A Retranca dos Pesadelos: Jogam na canela. Usam o Regimento Interno como escudo para blindar companheiros de bloco e o "espírito de colegialidade" como desculpa para validar arbitrariedades monocráticas mútua e coletivamente.

Esse STF de hoje transformou o que era para ser uma exibição de gala da Constituição em um campeonato de várzea, onde quem apita o jogo é quem tem a caneta mais pesada. O torcedor brasileiro perdeu o respeito porque os craques saíram de campo e os pernas de pau assumiram o apito.

Use o código com cuidado.Se
"2018, infelizmente, pode se repetir em 2022. Para haver um ganhador, é preciso que haja um perdedor. Quem joga com as peças brancas, nas damas ou no xadrez, não joga sozinho. É preciso prever e esperar o lance das peças pretas." Sobre a frase final: a metáfora do xadrez/damas afirma que disputas políticas têm necessariamente movimentos de ambos os lados: não basta considerar a própria jogada; é preciso levar em conta a reação do adversário e as consequências do resultado. Ataque dos pesadelos: Zanin, Gilmar, Alexandre, Toffoli e Dino Às favas e ortigas escrúpulos e arquivo.fdp html

Amigos, o negócio é o seguinte. Esse STF FC entrou em campo com o regulamento debaixo do braço, mas joga com duas bolas e três juízes de fora. O que a gente viu essa semana no plenário não foi julgamento, foi uma baita de uma catimba. Os caras não querem o resultado do jogo; querem melar a partida porque o adversário achou o caminho do gol.

O "Ataque dos Pesadelos" — que de ataque não tem nada, é uma retranca jurídica horrorosa — resolveu apelar. O roteiro é manjado, digno daquela velha máxima do Jarbas Passarinho na ditadura: "às favas os escrúpulos". No jargão dessa turma, escrúpulo e arquivo são coisas que se jogam no lixo quando o calo aperta.

Olha aí a súmula do jogo e me diz se isso é futebol que se apresente:


O Boletim do Jogo: STF FC em Crise

Jogador Posição e Estilo O "Passe" (Parceria) A Catimba da Vez
Gilmar Mendes O Armador de Bastidor. Malandro, joga com o mapa da mina. Não corre, faz a bola correr. Distribui o jogo com Moraes, Dino e Zanin. Cavou uma Questão de Ordem marota para fundir processos, tirar a bola do Fachin e ainda peitou o Mendonça no grito.
Alexandre de Moraes O Zagueiro Botineiro. Entra para quebrar a jogada, não quer saber se é bola ou se é canela. Escora o Gilmar e joga de tabelinha com o Dino. Ficou acuado com o relatório da PF que vazou. Correu pro colo do Gilmar para melar a investigação com papo de "nulidade".
Flávio Dino O Volante Político. Sabe cercar o frango e tem gogó para convencer o juiz. Fecha o meio-campo com Moraes e Zanin. Placar apertado? Jogo tenso? O homem foi lá e pediu vista. Escondeu a bola, sentou em cima e mandou o jogo pro ano que vem.
Cristiano Zanin O Lateral Cumpridor. Joga calado, na miúda, só na base do formalismo técnico. Só passa a bola para quem é do bloco do Gilmar. Carimbou a jogada do chefe. Votou pela unificação só para desidratar o rito e blindar os companheiros de farda jurídica.
Dias Toffoli Fora de Combate. O clássico jogador que se machuca no aquecimento para não se queimar. Parceria histórica com Gilmar. Pegou mal a história do resort vendido pro fundo do Daniel Vorcaro. Declarou-se suspeito e foi ver o jogo da arquibancada.

As "Embaixadas" e a Tática do Apito Amigo

O que essa turma chama de "remédio processual", na minha terra se chama morder a orelha do ponta.

A tática deles é simples. Se o Mendonça tenta uma jogada de linha de fundo e afasta o diretor da PF, o Dino vem por trás e dá um carrinho monocrático para anular. Aí o Fachin, que é o capitão que tenta manter a ordem no hospício, dá um bico para frente e suspende todo mundo. É uma guerra de canetadas onde ninguém joga bola, só querem expulsar o adversário.

O "STF FC" cansou de jogar na regra. Agora, quando o placar não agrada, eles mudam o tamanho da trave com o jogo andando. É feio, é antijogo, e o torcedor brasileiro está cansado de ver esse espetáculo de várzea disfarçado de Champions League.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026 Saldo de julgamento confirma contaminação da campanha, por Andrea Jubé Valor Econômico Grupo liderado pelo decano Gilmar Mendes, que reúne Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli mostrou domínio de cena Um dos saldos do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou adiado, foi a confirmação de que a maior crise da história da Corte, realmente, contaminou a campanha eleitoral. O outro foi o domínio da cena pelo grupo liderado pelo decano Gilmar Mendes, que reúne Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, o qual desviou a atenção da pauta central - a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro - para os atos do presidente Edson Fachin e de André Mendonça. O adiamento contrariou a cúpula da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal prejudicado pelo escândalo, e que redobrou os esforços para se descolar da crise e de Moraes.
Maria Bethânia e Zeca Pagodinho | Marginália II / Estação derradeira (Vídeo Oficial) Biscoito Fino Marginália II</b> Maria Bethânia Eu brasileiro confesso Minha culpa, meu pecado Meu sonho desesperado Meu bem guardado segredo Minha aflição Eu brasileiro confesso Minha culpa, meu degredo Pão seco de cada dia Tropical melancolia Negra solidão Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Aqui o terceiro mundo Pede a benção e vai dormir Entre cascas das palmeiras, araçás e bananeiras Ao canto da juriti Aqui meu pânico e glória Aqui meu laço e cadeia Conheço bem minha história Começa na lua cheia E termina antes do fim Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte Da fome, do medo e muito Principalmente da morte Oiê, lê Lá, lá A bomba explode lá fora Agora o que vou temer Oh,sim, nós temos banana Até pra dar e vender Oiê, lê Lá, lá Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Aqui é o fim do mundo Composição: Gilberto Gil, Torquato Neto.
TV Justiça não mostra bate-boca entre ministros do STF durante sessão de julgamento de Moraes - ESTADÃO A sessão do fim do mundo no STF, por Vera Rosa O Estado de S. Paulo Qualquer que seja o desfecho, não há vencidos nem vencedores: a Corte está à deriva A lavação de roupa suja que marcou a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) escancarou uma guerra fratricida entre homens de toga. Sem prazo para terminar, o reality show do “fim do mundo” tem como pano de fundo não apenas a eleição presidencial, mas também a estratégia de cada grupo para dar as cartas do poder. Qualquer que seja o desfecho da crise deste Setembro Negro, porém, não há vencidos nem vencedores: a Corte está à deriva. CONTINUAR LEITURA
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Aí é que está o X do problema, meus amigos. O torcedor mais antigo olha para o gramado da Praça dos Três Poderes e chora de saudade. Antigamente, o STF jogava com chuteiras de pelica. Era o "Trio de Ouro" da bola fina, da classe acadêmica e do respeito estrito às regras da FIFA jurídica: Sepúlveda Pertence, Moreira Alves e Celso de Mello. Craques da institucionalidade. O Moreira Alves organizava a defesa constitucional sem dar um bico para o alto; o Pertence distribuía o jogo com uma precisão cirúrgica no rito; e o Celso de Mello jogava com o livro de regras debaixo do braço, garantindo que o direito de defesa não levasse carrinho por trás.

Hoje? Hoje penduraram as chuteiras de pelica e o que sobrou em campo foi um bando de botineiros com espírito de porco-espinho. Os caras entram para quebrar. E o pior: tentam camuflar a botinada e o antijogo com um papo furado de "espírito de colegialidade". Colegialidade de perna de pau! É o famoso "um passa a mão na cabeça do outro" enquanto o rito processual é assassinado na lateral do campo.


O Confronto de Épocas: Classe vs. Botinada

O Trio de Ouro (Chuteiras de Pelica) Os Botineiros Atuais (Espírito de Porco-Espinho)
Moreira Alves, Pertence e Celso de Mello: Jogavam na bola. Ditavam o ritmo da jurisprudência com base na técnica, no respeito ao devido processo legal e na erudição constitucional. Se o rito dizia que não podia, não tinha jeitinho que fizesse a bola entrar. A Retranca dos Pesadelos: Jogam na canela. Usam o Regimento Interno como escudo para blindar companheiros de bloco e o "espírito de colegialidade" como desculpa para validar arbitrariedades monocráticas mútua e coletivamente.

Esse STF de hoje transformou o que era para ser uma exibição de gala da Constituição em um campeonato de várzea, onde quem apita o jogo é quem tem a caneta mais pesada. O torcedor brasileiro perdeu o respeito porque os craques saíram de campo e os pernas de pau assumiram o apito.

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O Brasil é um país verdadeiramente laico? Tire suas conclusões A laicidade da república vai ralo abaixo…
De Santo Agostinho Dino trocando farpas João Calvino Mendonça e vice-versa: “O Estado laico não é antirreligioso; o crucifixo e os valores cristãos fazem parte da nossa identidade cultural profunda. No entanto, a cadeira de um Tribunal Constitucional exige que a lei seja uma regra uniforme de vida e morte, aplicada de maneira igual para todos, sem espaço para o combate seletivo ou para ritos de conveniência. Quem tenta ser 'excelente pastor' no plenário corre o grave risco de instrumentalizar a fé e falhar como ministro; e quem tenta usar a toga para pastorear o rebanho, deforma a beleza ecumênica e livre do Evangelho." “O magistrado-político opera um milagre profano: transforma a tribuna da Suprema Corte em palanque e o texto sagrado da Constituição em panfleto partidário. Ao citar os santos para justificar os caprichos do Estado, despe a toga de sua neutralidade e a veste como batina ideológica. Agrada aos poderosos do dia com sua erudição de conveniência, mas converte o Tribunal no pior dos templos: aquele onde a justiça se curva à liturgia do poder." Casa de Irene Nico Fidenco A Casa Di Irene Nico Fidenco - Tema Casa de Irene Os dias cinza são as longas estradas silenciosas I giorni grigi sono le lunghe strade silenziose De um país deserto e sem céu Di un paese deserto e senza cielo Na casa de Irene se canta, se ri A casa d'Irene si canta, si ride Tem gente que vem, tem gente que vai C'è gente che viene, c'è gente che va Na casa de Irene, garrafas de vinho A casa d'Irene bottiglie di vino Na casa de Irene esta noite se vai A casa d'Irene stasera si va Dias sem amanhã e o desejo de ti Giorni senza domani e il desiderio di te São aqueles dias que parecem feitos de pedra Sono quei giorni che sembrano fatti di pietra Nada mais que um muro Niente altro che un muro Com cacos de garrafa em cima Sormontato da cocci di bottiglia Na casa de Irene se canta, se ri A casa d'Irene si canta, si ride Tem gente que vem, tem gente que vai C'è gente che viene, c'è gente che va Na casa de Irene, garrafas de vinho A casa d'Irene bottiglie di vino Na casa de Irene esta noite se vai A casa d'Irene stasera si va E depois tu estás na casa de Irene E poi, ci sei tu a casa d'Irene E quando me vês tu corres até mim E quando mi vedi tu corri da me Me olhas nos olhos, me pegas a mão Mi guardi negli occhi, mi prendi la mano E em silêncio me levas contigo Ed in silenzio mi porti con te Na casa de Irene se canta, se ri A casa d'Irene si canta, si ride Tem gente que vem, tem gente que vai C'è gente che viene, c'è gente che va Na casa de Irene, garrafas de vinho A casa d'Irene bottiglie di vino Na casa de Irene esta noite se vai A casa d'Irene stasera si va Dias sem amanhã e o desejo de ti Giorni senza domani e il desiderio di te Nos dias cinzas eu sei onde encontrar-te Nei giorni grigi io so dove trovarti Os dias cinza me levam a ti I giorni grigi mi portano da te Na casa de Irene A casa d'Irene, a casa d'Irene Na casa de Irene se canta, se ri A casa d'Irene si canta, si ride Tem gente que vem, tem gente que vai C'è gente che viene, c'è gente che va Na casa de Irene, garrafas de vinho A casa d'Irene bottiglie di vino Na casa de Irene esta noite se vai A casa d'Irene stasera si va Composição: Nico Fidenco. text Havia uma via na via Na via uma via havia Lili vi Vi li Li Havia uma casa Uma casa havia Havia uma guerra E uma pandemia Em 1918, uma gripe americana Desencarnou Eurípedes E a sua irmã também levou. Uma gripinha que chamavam... Ceifou mais de 700 mil aqui, E mais do que isso na América. Eu via e havia: Uma espanhola, Uma americana. Sim, a casa tomada... A casa de Irene. Use o código com cuidado.
Carlos Andreazza: Dino de Moraes comanda baderna no STF | Estadão Analisa Estadão Transmissão ao vivo realizada há 10 horas Estadão Analisa No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 16, Carlos Andreazza fala sobre a contenda no Supremo e do ministro Flávio Dino, que foi o grande protagonista da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 15, que tentou decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pelas suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dino tentou atropelar a presidência de Edson Fachin ao questionar por diversas vezes as suas decisões, pediu diversos apartes nas falas de outros ministros e terminou por pedir vistas - adiando por até 90 dias a análise do caso, quando percebeu que Cármen Lúcia votaria contra a sua vontade. Na prática, Dino impede o plenário do STF de passar a limpo a sua crise interna antes das eleições, e ainda coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais próximo do grupo de Alexandre de Moraes. Isso era tudo que Lula não precisava neste momento de queda nas pesquisas de intenção de voto. No fim, a sessão terminou sem que fosse tomada nenhuma decisão concreta. Ainda assim, as discussões e bate-bocas vistos no plenário sinalizam que, se for julgado um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, ele pode sair vitorioso - e, portanto, se livrar de ser alvo de um inquérito por indícios de que mantinha elo com Daniel Vorcaro. A primeira conclusão trazida da sessão é que hoje a Corte está matematicamente dividida em duas partes iguais. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante
Havia uma via na via Na via uma via havia Lili vi Vi li Li Havia uma casa Uma casa havia Havia uma guerra E uma pandemia Em 1918 uma gripe americana Desencarnou Euripedes E sua irmã também levou uma gripinha chamada Ceifou mais de 700 mil aqui É mais do que isso em América Eu via e havia Uma espanhola É uma americana Sim, a casa tomada A casa de Irene Essa é uma síntese cirúrgica de uma trajetória intelectual e psicológica muito específica, comum a certas figuras do debate público e da filosofia política contemporânea.O que você descreve é o retrato do converso ideológico que muda de dogma, mas preserva o método. A estrutura mental do autoritarismo permanece intacta, alterando-se apenas a veste conceitual.A transição desse perfil costuma seguir passos bem definidos:O Materialismo Dialético original: Forneceu a base da cosmovisão totalizante, onde a história é um campo de batalha absoluto e o dissidente é um inimigo a ser eliminado, não um interlocutor.A Retórica Neo-Aristotélica: Substitui a "luta de classes" pela busca de uma ordem natural ou metafísica rígida. A dialética vira pura erística — a arte de vencer debates pelo cansaço, pelo malabarismo verbal ou pela humilhação do adversário.O Catolicismo Cínico e Autoritário: A fé não é abraçada pelo mistério, pela transcendência ou pela compaixão, mas sim como uma ferramenta de poder cultural e manutenção de hierarquias. É a religião vista puramente como "fator de ordem e civilização", despida de sua mística.Sua conclusão toca no ponto mais agudo: a antipatia transformada em projeto. Quando o amor cristão (a ágape, que pressupõe vulnerabilidade e doação) é filtrado pelo cinismo aristocrático, ele se corrompe. Torna-se um moralismo agressivo, onde "corrigir o outro" com soberba e desprezo passa a ser falsamente justificado como um ato de caridade. Resta apenas o azedume metodológico disfarçado de virtude tradicional.Você tem em mente alguma figura histórica ou intelectual específica que inspirou essa reflexão, ou gostaria de analisar como esse fenômeno da "conversão autoritária" se repete na história das ideias?
html Essa é uma síntese cirúrgica de uma trajetória intelectual e psicológica muito específica, comum a certas figuras do debate público e da filosofia política contemporânea. O que você descreve é o retrato do converso ideológico que muda de dogma, mas preserva o método. A estrutura mental do autoritarismo permanece intacta, alterando-se apenas a veste conceitual. A transição desse perfil costuma seguir passos bem definidos: * **O Materialismo Dialético original:** Forneceu a base da cosmovisão totalizante, onde a história é um campo de batalha absoluto e o dissidente é um inimigo a ser eliminado, não um interlocutor. * **A Retórica Neo-Aristotélica:** Substitui a "luta de classes" pela busca de uma ordem natural ou metafísica rígida. A dialética vira pura erística — a arte de vencer debates pelo cansaço, pelo malabarismo verbal ou pela humilhação do adversário. * **O Catolicismo Cínico e Autoritário:** A fé não é abraçada pelo mistério, pela transcendência ou pela compaixão, mas sim como uma ferramenta de poder cultural e manutenção de hierarquias. É a religião vista puramente como "fator de ordem e civilização", despida de sua mística.
Sua conclusão toca no ponto mais agudo: a antipatia transformada em projeto. Quando o amor cristão (a ágape, que pressupõe vulnerabilidade e doação) é filtrado pelo cinismo aristocrático, ele se corrompe. Torna-se um moralismo agressivo, onde "corrigir o outro" com soberba e desprezo passa a ser falsamente justificado como um ato de caridade. Resta apenas o azedume metodológico disfarçado de virtude tradicional. Você tem em mente alguma figura histórica ou intelectual específica que inspirou essa reflexão, ou gostaria de analisar como esse fenômeno da "conversão autoritária" se repete na história das ideias? Use o código com cuidado. Pedido de vista coloca em dúvida julgamento Moraes-Vorcaro | BandNews TV Band Jornalismo Julgamento sobre Moraes vira show de cinismo de seus aliados | FMB #126 Felipe Moura Brasil Transmissão ao vivo realizada há 22 horas Análise dos Fatos, com Felipe Moura Brasil Felipe Moura Brasil comenta a primeira sessão do STF sobre o caso de Alexandre de Moraes no escândalo Master, interrompida com pedido de vista do ministro Flávio após muitos embates da ala pró-Moraes com o relator André Mendonça, o ministro Luiz Fux e o presidente da Corte, Edson Facihn. Assista ao programa Análise dos Fatos e seja membro do canal, para ajudar a manter este jornalismo independente, consistente e vigilante: / @felipemourabrasil .