domingo, 1 de novembro de 2026

Verdade – Carlos Drummond de Andrade

“Nós, da esquerda, temos a responsabilidade de não frustrar esse povo.” — José Genoíno Geopark - Pico de Itabirito "Confidência do Itabirano", lido por Carlos Drummond de Andrade "Estimo, por meio de uma série de simulações que realizei com a ajuda de várias inteligências artificiais, que usei uma para confrontar a outra e uma terceira para fazer a arbitragem."
Pico do Itabirito ou do Itabira - Itabirito
Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre a exploração mineral em ambas as localidades. Para o Pico de Itabirito, ele compôs em 1965 o poema "O Pico de Itabirito" denunciando o desmonte da montanha. Já em relação a Itabira, sua terra natal, o poeta lamentou a destruição do Pico do Cauê em obras como "Itabira" e "A montanha pulverizada". Itabirito tem maior virada pró-Lula e simboliza mudança no segundo turno em MG | A Hora
"Se você sempre vê a verdade nas coisas, por que tem dúvidas?"
(Arte digital de Albulena Panduri) A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia… Carlos Drummond de Andrade Compartilhe:
Michelle em imagem do vídeo no qual desancou Flávio: para aliados de Bolsonaro, o rosto delicado dela encobre um temperamento irascível e pouco solidário com o marido e os enteados - CRÉDITO: REPRODUÇÃO vultos da extrema direita COM A CRUZ E A ESPADA Odiada pela família Bolsonaro, Michelle alça voo solo na política Consuelo Dieguez piauí_241 08 Out 2026 Michelle Bolsonaro olhou fixo para a câmera e com voz firme, sem disfarçar a irritação, iniciou o vídeo que logo acenderia um alerta vermelho na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, seu enteado. Trajando uma camisa azul-marinho, com estampa de coração e clichês motivacionais, como “domínio próprio”, “alegria” e “amor”, ela se dirigiu “em especial às mulheres de bem” e começou sua ofensiva. “Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo”, disse. “Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue aguentar ataques...
Consuelo Dieguez Repórter da piauí, é autora de O Ovo da Serpente – Nova Direita e Bolsonarismo: Seus Bastidores, Personagens e a Chegada ao Poder (Companhia das Letras) ISRAEL SEM MAIORIA;TRUMP QUESTIONA ELEIÇÃO NO BRASIL; ASSESSOR AJUDA FLÁVIO | FORA DA ORDEM CNN Brasil Transmitido ao vivo em 30 de out. de 2026 #Internacional As eleições parlamentares em Israel terminaram sem que nenhum bloco conquistasse os 61 assentos necessários para formar maioria. A coalizão de Benjamin Netanyahu obteve 53 cadeiras, enquanto o bloco de Gadi Eisenkot ficou com 48. Os partidos árabes alcançaram um recorde de 19 assentos. O Fora da Ordem analisa o impasse político, as negociações para a formação de um novo governo e os próximos passos de Netanyahu e Eisenkot. Nos Estados Unidos, a campanha entra na reta final para as eleições legislativas na próxima terça-feira (3). Donald Trump e Barack Obama participam de atos eleitorais, enquanto pesquisas acompanham a disputa entre republicanos e democratas pelo controle do Congresso. Entenda o que está em jogo para o governo Trump, os impactos da votação na política americana e os possíveis reflexos internacionais. Assista ao Fora da Ordem, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília), com apresentação da correspondente da CNN em Nova York Priscila Yazbek, do analista de Internacional Lourival Sant’Anna e do analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, com reprise no domingo, às 17h15 (horário de Brasília). O público também poderá enviar dúvidas e comentários, que serão incorporados ao debate. Participe com a gente! #Internacional _________________________________________________________________________
Impeachment de Dilma Rousseff marca ano de 2016 no Congresso e no Brasil</b> Da Redação | 28/12/2016, 12h01 Fonte: Agência Senado "No golpe de 64, no impeachment da Dilma..." A comparação entre o golpe civil-militar de 1964 e o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 divide opiniões entre juristas, historiadores e cientistas políticos no Brasil, envolvendo diferentes interpretações sobre legalidade e ruptura institucional. • Diferença estrutural: Diferente de um impeachment — que é um mecanismo previsto na Constituição para afastar chefes do Executivo por crimes de responsabilidade — o evento de 1964 envolveu intervenção das Forças Armadas, suspensão de direitos constitucionais e o encerramento do Estado de Direito. Correio Braziliense há 2 horas2h · A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. 🎥Luiz Carlos Azedo/CB domingo, 1 de novembro de 2026
Duas táticas de esquerda: hegemonismo do PT ou aliança com os liberais, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. Em Duas táticas da social-democracia na revolução democrática (Boitempo), Lênin sustentava que a burguesia liberal russa não levaria até o fim a luta contra o czarismo. Temia mais a iniciativa dos trabalhadores do que a sobrevivência da autocracia. Caberia ao proletariado, aliado ao campesinato, dirigir a revolução democrática. A questão era quem comandaria a transformação, antes mesmo da passagem ao socialismo. Isso admitia convergências circunstanciais com liberais, mas recusava a subordinação política a eles. Essas teses permanecem vivas na esquerda brasileira. Nos seus Cadernos do Cárcere (Civilização Brasileira), a partir da experiência bolchevique, Gramsci percebeu que as sociedades ocidentais exigiam outra estratégia. O poder se sustentava também em partidos, igrejas, sindicatos, imprensa e associações. A transformação dependeria de uma prolongada disputa de direção na sociedade civil, a “guerra de posição”. Conquistar o governo seria insuficiente sem construir consentimento e ampliar alianças. Sua reflexão abriu caminhos para as esquerdas democráticas mundo afora. A distinção decisiva, ainda hoje, está entre hegemonia e hegemonismo. A primeira exige capacidade de incorporar demandas dos aliados e formular um interesse comum. O segundo pretende subordiná-los à conveniência do partido dominante. Há profundas diferenças entre combater uma autocracia e governar uma democracia pluralista. Nesta, uma aliança democrática pressupõe reconhecer a legitimidade, a autonomia e o revezamento de liderança entre os parceiros. A história brasileira mostra que a cooperação entre esquerda, centro democrático e liberais pode produzir avanços duradouros. No governo Juscelino Kubitschek, a aliança PSD-PTB combinou desenvolvimento e competição política, com apoio comunista à candidatura, embora o PCB permanecesse ilegal. Nos anos 1990, Fernando Henrique Cardoso reuniu uma coalizão de centro e centro-direita em torno da estabilização. A esquerda dividiu-se: enquanto setores participaram dessa construção, o PT fez oposição. Essas experiências foram distintas, mas mostram que o progresso pode resultar de compromissos entre forças concorrentes. A estabilização monetária e a proteção social acabaram incorporadas a uma trajetória que atravessou diferentes governos. Há também uma continuidade democrática entre a mobilização pelo impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a convergência que derrotou Jair Bolsonaro em 2022: adversários reconheceram uma tarefa comum. A presença de Geraldo Alckmin na chapa de Lula simbolizou essa possibilidade. Escolha estratégica Os fracassos também ensinam. Em 1964, setores da esquerda subestimaram a correlação de forças, trataram compromissos como capitulações e contribuíram para o isolamento de João Goulart. Obviamente, isso não diminui a responsabilidade dos golpistas pela destruição da democracia. Em 2016, a crise econômica, os erros do governo Dilma Rousseff e a desagregação de sua coalizão abriram caminho ao impeachment. O traço comum foi a perda de sustentação política e social. Esse problema reaparece quando a esquerda rejeita alianças programáticas com democratas de outras correntes, mas aceita acordos de conveniência para obter maioria parlamentar. No primeiro mandato de Lula, combinou intransigência no discurso com dependência do Centrão na administração cotidiana. Como a frente ampla de 2022 não se consolidou como um bloco programático, a estabilidade governamental ficou sujeita a negociações fragmentadas por cargos, recursos e influência. Agora, a mobilização popular do segundo turno, por meio das redes sociais e grandes manifestações de rua, compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula. Eleitores escolheram Lula para impedir o avanço autoritário sem necessariamente aderir ao PT ou aprovar integralmente seu governo. Diante disso, a esquerda precisa evitar o exclusivismo e atravessar fronteiras políticas. O historiador Alberto Aggio, no seu livro A construção da democracia no Brasil: 1985-2025 (FAP-Annablume), ajuda a compreender essa tensão ao identificar na “economia do afeto” e na “cultura do rechaço” as principais características do lulismo e do PT, respectivamente. O vínculo emocional com Lula amplia suas possibilidades de interlocução; a identidade do PT construída pela simples rejeição aos adversários pode estreitá-las. “Governar com o povo” leva a duas orientações distintas: privilegiar a relação carismática entre presidente e eleitores ou fortalecer a participação por meio de instituições, organizações autônomas e representação política. É possível juntar as duas coisas? E como governar com redes sociais sob controle das big techs? A divergência econômica também faz parte dessa escolha. Desenvolvimentistas enfatizam investimento público, crédito e transformação produtiva, enquanto sociais-liberais ressaltam estabilidade, sustentabilidade fiscal e condições para o investimento privado. Combater a desigualdade gera uma tensão dialética entre distribuição de renda e capacidade de financiamento para obter crescimento. Equilibrar as contas implica em escolhas: quem paga e quais despesas preservar. Trocando em miúdos, a nova composição ministerial mostrará se Lula pretende compartilhar a construção desse programa ou apenas acomodar apoios.

CRÔNICA DO MUNDO

Fantasmas de São Borja e Laranjas de Orlando O Pêndulo de Getúlio

Entre a geografia do poder, os fantasmas da História e a comédia política dos nossos dias.

POR N. DO COL.

A noite caía na Lapa como um manto de veludo desalinhado quando o telefone — aquele velho aparelho de baquelite que guardo ao lado das garrafas de parati — começou a chiar. Não era cobrança, nem o editor cobrando o fechamento da edição dominical. A voz que emergiu do éter tinha o peso do mármore e a cadência pampeana de quem conhece o riscado do poder. Era ele: o próprio, o espectro do Velho, Getúlio Dornelles Vargas, emitindo diretamente do além-túmulo para a mesa deste cronista subalterno.

O Velho estava possesso. Não com as reformas que desfiguraram sua CLT, nem com o preço do quilo do feijão. O que tirava o sono eterno do caudilho era um fantasma conjuntural que teima em assombrar a nossa crônica política: a mania contemporânea de misturar o destino dos grandes nacionalistas com a geografia barata do exílio de conveniência.

"Escuta aqui, meu filho", resmungou a voz, entre o farfalhar de um charuto invisível. "Andam dizendo por aí, nessa ignorância galopante que tomou conta das redes e dos diretórios, que em 1945 eu fui um fujão. Que bati em retirada para os braços do Tio Sam, ou que cruzei a Tríplice Fronteira para me esconder sob as asas de alianças estrangeiras. Faça-me o favor! Um reparo histórico precisa ser feito nas páginas desses pasquins onde você escreve."

O espectro tem razão na mecânica das estruturas. Há quem mude de conjuntura como quem muda de camisa na saideira do bar, mas as placas tectônicas da história não mentem. Quando o edifício autoritário do Estado Novo ruiu em outubro de 1945, Getúlio não pegou a ponte aérea do exílio. Deposto do poder, recolheu-se à estância de Itu, em São Borja, sua terra natal. Ali, longe dos salões do Catete e dos corredores do poder, iniciou um retiro político que duraria até sua candidatura presidencial de 1950.

O nacionalismo convicto não se confundia com o exílio dourado. Era a contenção estratégica do peão que sabe que o cavalo passa selado mais de uma vez. O Velho não vazou; ele fermentou. Guardou-se no isolamento pampeano para, cinco anos depois, voltar nos braços do povo, carregado pela mesma estrutura que tentaram implodir.

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Aí é que o humor carioca pede licença à solenidade histórica para notar o contraste com o picadeiro do presente. Que distância abissal separa a mística de São Borja da comédia pastelão que assistimos nas últimas temporadas!

Hoje, a farsa parece ter substituído a tragédia. Parte dos herdeiros do bolsonarismo encontrou na Flórida um refúgio político e midiático. É o conforto dos Jardins Botânicos, cercados por estruturas de segurança custeadas pelo Erário que outrora juravam combater, ou o asfalto ensolarado da América.

Enquanto Getúlio meditava entre o minuano e o gado magro, a linhagem dos Bolsonaros e seus asseclas preferiu o exílio estético de Orlando.

É uma Flórida florida e ensolarada, sim, mas pintada com o laranja berrante do "laranjão" mor de Mar-a-Lago. Uma Disneylândia ideológica onde se conspira à sombra de palmeiras floridianas, com os olhos fixos em Cuba — ou melhor, na caricatura de Cuba desenhada por Marco Rubio, o secretário de Estado de Trump, conhecido por sua linha dura contra Havana e por sua influência na política latino-americana do governo americano.

Getúlio, do alto de sua dignidade de bronze, soltou uma gargalhada fantasmagórica pelo bocal do telefone:

"Nós tínhamos dignidade até na queda, meu caro. Não precisávamos lamber botas em condomínio de luxo na América para provar que éramos brasileiros."

E desliga. O sinal cai, deixando apenas o barulho dos bondes e o eco de uma verdade incômoda.

As conjunturas movem-se permanentemente na velocidade de um clique, gerando subcelebridades políticas que atravessam fronteiras ao primeiro sinal de tempestade jurídica. Mas as estruturas tectônicas da história guardam o lugar daqueles que sabem sofrer o peso do próprio chão.

Há, afinal, uma diferença entre ser afastado do poder, perder uma eleição e escolher a distância como cenário político. A História não mistura essas circunstâncias sem cobrar o preço da comparação.

"Garçom, mais uma dose, que o Velho hoje me deu uma aula de geografia moral."

CRÔNICA DO MUNDO

Do Catete ao mundo. Do humor à reflexão.

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Probabilidades do Brasileirão: Título e Rebaixamento

Com base nos dados atualizados após a 33ª rodada do Brasileirão, as projeções estocásticas do Departamento de Matemática da UFMG definem o cenário para o título e o rebaixamento. O modelo estatístico adota simulações que analisam o retrospecto recente e o mando de campo, atribuindo o grau de confiança para cada evento.

🏆 Probabilidades de Título (Disputa Bicelular)

O campeonato afunilou e apenas duas equipes sustentam chances estatísticas reais de levantar a taça:

Clube Pontos Chance de Título
Flamengo 73 87,3%
Palmeiras 70 12,7%

📉 Risco de Rebaixamento (Z4)

Dois clubes já estão virtualmente rebaixados. As outras duas vagas restantes geram uma disputa acirrada entre quatro equipes principais:

Clube Pts Pos Risco
Chapecoense 21 20º 100%
Clube do Remo 29 19º 99,2%
Internacional 35 18º 57,2%
Corinthians 36 17º 42,7%
Grêmio 37 15º 36,5%
Mirassol 37 16º 32,9%

🔍 Critério Científico e Margem de Segurança

Devido ao baixo rendimento das equipes na parte inferior do campeonato, a tradicional linha de corte de 45 pontos caiu. O modelo matemático indica os seguintes níveis de confiança para a salvação:

  • 43 pontos: Garante 87,7% de probabilidade de permanência.
  • 42 pontos: Reduz a segurança para 67,1% de chance de escapar.
Use o código com cuidado. Flor de Lis DjavanOficial Flor de Bis Valei-me, Deus! O que foi que aconteceu no Solar de Brasília? O cercadinho que era meu se dissolveu E rachou a família... O Zero Um rodou no segundo turno, que horror, E as redes do Zero Três perderam o motor. O Zero Dois no Sul virou senador, Mas quem comanda esse jardim sem o seu pastor? Eu tracei a estratégia, plantei a semente, Achei que o país seria meu para sempre. Mas o Supremo veio e mudou o roteiro, E me trancou no Botânico o ano inteiro. Será que o movimento foi de arrasta pra baixo? Se Michelle herdar tudo, eu sei que não encaixo. A bancada do PL já quer Tarcísio passar, E o meu sobrenome começa a murchar... E no meu quintal-prisão Nem margarida nasceu O meu jardim ressecou, a caneta perdeu! O script do golpe virou tempestade, Tô inelegível até a outra idade. Virei peça de museu, Lá no Jardim Botânico, o vento ecoou... O bolsonarismo, afinal, Sem os meus filhos, será que expirou? Ou mudou de quintal?" Use o código com cuidado.
O pico de Itabirito de Carlos Drummond de Andrade O pico de Itabirito Será moído e exportado Mas ficará no infinito Seu fantasma desolado. Com tanto minério em roda Podendo ser extraído, A icominas se açoda E nem sequer presta ouvido Ao grave apelo da história Que recortou nessa imagem Um outro azul da memória E um assombro da paisagem. St. John del rey mining sai, Mais hanna mais icominas E sem dizer água-vai Serram os serros de Minas, Nobres cimos altaneiros Que davam com sobriedade, Aos de casa e forasteiros Um curso de eternidade. A tripla, agressiva empresa Acha que tudo se exporta E galas da natureza São luzes de estrela morta. Traição? Ora, bulufas, Ruínas, frases e ossos. Algibeiras como estrofas De ouro feito de destroços! Mas eis que salta o conselho Dos homens bons do Dphan, No caso mete o bedelho E na brisa da manhã Acende um sol de esperança Sobre a paisagem mineira. (até onde a vista alcança, Era dinamite e poeira.) – o pico de Itabirito, Este há de ser preservado Com presença, não mito, De um brilhante passado. Conselho dixit. E “tombando” A rocha, mais rocha agora. Demonstra-nos como, quando, Com peito, uma lei vigora. St. John, hanna e ico, murchos, Detêm-se para pensar. Queimaram-se os seus cartuchos Ou resta um jeitinho no ar? – vamos chorar nossas mágoas E, reforçando o lamento, Arar em sabidas águas: Ação, desenvolvimento! Tudo exportar bem depressa, Suando as rotas camisas. Ficam buracos? Ora essa, O que vale são divisas Que tapem outros “buracos” Do tesouro nacional, Deixando em redor os cacos De um país colonial. Escorre o tempo. E à cantiga Dessa viola afinada, Já ninguém mais lembra a antiga Voz do conselho, nem nada. E vem de cima um despacho Autorizando: derruba! Role tudo, de alto a baixo, Como, ao vento, uma embaúba! E o pico de Itabirito Será moído, exportado. Só quedará no infinito Seu fantasma desolado. Compartilhe Nocaute, com Fernando Morais: Genoíno: Lula precisa governar com o povo e enfrentar o mercado TV 247 Começou há 46 minutos #brasil247 #tv247 O Brasil vive um momento histórico após a quarta vitória eleitoral de Lula. Mas como transformar a mobilização popular em mudanças concretas? No Nocaute, Fernando Morais recebe o ex-presidente do PT e ex-deputado federal José Genoíno para uma conversa sobre os desafios do novo mandato, a soberania nacional, a democracia e o futuro da esquerda brasileira.

sábado, 31 de outubro de 2026

Antes Que Os Rios Sequem

Pausa para meditação… 👇
Brechas à gastança eleitoral têm de ser fechadas desde já Por O Globo Lula lançou mão de medidas eleitoreiras como nunca. Não foi o primeiro, mas deveria ser o último A classe política precisa desde já começar a rever as brechas legais que permitem a profusão de medidas e benesses em série às vésperas de eleições. Embora haja regras contra abusos, o pleito deste ano deixou claro que não têm sido suficientes para deter o ímpeto de políticos que recorrem à caneta para conquistar votos. O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pródigo nessas iniciativas, especialmente neste ano. À medida que a popularidade de Lula enfrentava dificuldades, mais pacotes de bondades saíam da linha de montagem. No fim de setembro, o Palácio do Planalto chegou a anunciar uma benesse a cada quatro dias, como mostrou reportagem do GLOBO. Nunca antes houve tantas medidas populistas em ano eleitoral. A lista é interminável: subvenção a combustíveis, múltiplas versões do Desenrola para endividados, ampliação das faixas do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, crédito para compra de veículos por taxistas, motoristas de aplicativo e entregadores, crédito agrícola e industrial, ajuda a microempreendedores individuais (MEIs), além do reajuste de 15% no Bolsa Família a apenas 17 dias do pleito — Lula alegou não saber que ele estava sem correção. Contando financiamentos, despesas primárias e renúncias fiscais, a conta beira R$ 300 bilhões, segundo a Instituição Fiscal Independente. E outros mimos estão a caminho, caso do Pé-de-Meia para universitários e da tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana. Lula não foi o primeiro a gastar sem freio às vésperas do pleito. Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL) recorreram ao mesmo expediente de modo despudorado. Em 2022, quando concorria à reeleição, Bolsonaro anunciou aumento de 50% no Auxílio Brasil. O reajuste começou a ser pago dois meses antes do primeiro turno. Na época, Lula e o PT acusaram o adversário de usar indevidamente a máquina pública. Antes disso, Dilma já torrara 3,1% do PIB para se reeleger, como mostrou estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A prática não tem coloração partidária ou ideológica. O uso abusivo da máquina desequilibra a disputa. O político que tem a caneta na mão leva vantagem sobre os adversários, pois pode distribuir benesses com recursos públicos para se beneficiar. Além disso, qualquer gasto tem impacto inexorável no Orçamento. Evidentemente, não se podem coibir promessas ou projetos apresentados, ao alcance de qualquer candidato. Nem medidas emergenciais justificáveis por eventos externos, como uma pandemia ou tragédia climática. Mas é preciso mais rigor para vetar o que estiver ao alcance apenas de quem tem a caneta. O artigo 73 da Lei das Eleições já veda diversas condutas, como uso de bens públicos; ceder servidor para comitês de campanha; contratar funcionários antes da eleição; e, sobretudo, distribuir bens, valores ou benefícios em ano de eleição. Mas tais vedações são genéricas e, como se viu, não têm bastado. É preciso fechar as brechas aos abusos, e a Justiça também precisa ser mais rigorosa na interpretação das leis. Qualquer mudança deve ser debatida com antecedência, para não sofrer contaminação do calendário eleitoral. Mas a hora de começar é agora. Se nada for feito, o descalabro poderá ser ainda pior nas próximas campanhas.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026 O perigoso legado de Janones, por Pablo Ortellado O Globo Deputado dá ideia de que só é possível vencer eleições com centralização, obediência e uma moral flexível A surpreendente vitória de Lula, revertendo a derrota no primeiro turno, tem sido atribuída à estratégia digital de André Janones. Mas uma análise do canal de WhatsApp “Exército do Lula” sugere que a centralização da campanha pode ter limitado sua eficácia e, sobretudo, deixado um legado preocupante para a política brasileira. Janones conseguiu um feito de expressão mundial: reuniu mais de 10 milhões de pessoas (6% de todos os eleitores!) num canal de WhatsApp, a partir do qual coordenou uma campanha de atuação nas redes sociais — principalmente no Instagram. A estratégia é um desdobramento de um plano que ele havia parcialmente executado em 2022 e que analisou no livro “Janonismo cultural” (Civilização Brasileira, 2023). No livro, conta que em 2022 tentou copiar a estratégia dual da campanha de Jair Bolsonaro: — Jair Bolsonaro tem um grupo com mais de 3 milhões de membros no Telegram. E a diferença entre fazer parte dessa comunidade e segui-lo no Facebook é brutal. Quem faz parte de um grupo como esse está alistado para uma guerra. É um fanático. Vai espalhar fake news todos os dias, horas, minutos e segundos. Em 2022, Janones montou o “André Janones Telegram” e em 2026 o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com o propósito de coordenar a ação de militantes para amplificar mensagens, segmentar conteúdos (para diferentes plataformas e diferentes tipos de público) e controlar a atenção — atraindo o foco do público para temas da campanha ou o desviando para longe dos ataques do campo adversário. O exército de Janones conseguiu engajar quem buscava contribuir com a campanha, porém amplificou o erro de juízo que considera a centralização mais eficaz que a descentralização na comunicação digital. No livro, ele apresenta assim a ideia: — A centralização funciona como uma teia em que um ponto central distribui uma orientação única, para que seja repassada até as extremidades. Analisando o primeiro turno [de 2022], percebi que cada perfil [que apoiava Lula] publicava uma coisa diferente. Um falava da importância do Samu, outro do Bolsa Família, um terceiro do Luz Para Todos. Com tanta dispersão, nada ganhava relevância para despertar o interesse do algoritmo. Janones identificou corretamente o problema da dispersão temática, mas, ao tentar resolvê-lo, acabou centralizando também a escolha das abordagens que deveriam circular. Na comunicação digital, a descentralização é mais eficaz porque, com ela, múltiplos emissores experimentam simultaneamente abordagens diferentes para difundir a mesma mensagem: uns fazem memes, outros argumentos curtos em vídeo, outros análises mais detalhadas. Essas diferentes abordagens são lançadas e testadas nas redes sociais e, por tentativa e erro, as mais eficazes são premiadas com viralização. A militância então identifica a abordagem que “pegou” e pode fazer um esforço militante de compartilhamento adicional daquilo que já funciona bem. É esse mecanismo natural de teste de mensagem por tentativa e erro que Pablo Marçal estimulou com os campeonatos de cortes nas eleições de 2024. A estratégia que Janones adotou no “Exército do Lula” substituiu o teste distribuído em rede por uma escolha inteiramente centralizada, bem menos eficaz. Na campanha, era Janones quem decidia que abordagem de uma determinada mensagem era distribuída. O resultado foi uma enorme concentração em vídeos da conta oficial de Lula e da própria conta de Janones. Dos 228 links do Instagram compartilhados no canal, 81 foram da conta de Janones, 45 da conta de Lula e 17 da conta do “Exército do Lula”. Janones perdeu a oportunidade de incentivar que os milhões de inscritos do canal de WhatsApp compartilhassem vídeos que haviam passado pelo teste de tentativa e erro e obtido performances excepcionais no Instagram, como o de Ana Paula Renault voltado a indecisos (29 milhões de visualizações) ou o da série “Revelando”, com Wagner Moura (23 milhões de visualizações). Ele tratou seus seguidores como retransmissores de decisões centralizadas, e não como indivíduos capazes de experimentar, selecionar e produzir conteúdos. A linguagem militar deixou de ser uma analogia acidental. Dezessete por cento de todas as mensagens no canal empregam vocabulário militar que incentiva a obediência irrefletida: soldados, tropa, batalha, território invadido e ocupado, desertores. Apenas 2% das mensagens falam de políticas públicas. Janones também incentivou a difusão de insinuações não comprovadas, como a de que Flávio tinha vínculos com o Comando Vermelho. A derrota de Lula no primeiro turno despertou um enorme esforço militante para impedir a volta do bolsonarismo. Janones recolheu essa energia difusa e a canalizou numa estrutura que conseguiu mobilizar milhões de pessoas, mas limitou sua autonomia e sua capacidade de experimentação, estimulando uma cultura de obediência sem limites morais claros. O legado de Janones é a ilusão de que, na política contemporânea, só é possível vencer eleições com centralização, obediência e uma moral flexível. Próx "Se você ver" ou "Se você vir"?
A confusão quanto ao uso dos verbos 'ver' e 'vir', no futuro do subjuntivo, é bastante comum. Lembre-se de que a conjugação adequada do verbo 'ver', nesse caso, ocorre conforme o exemplo abaixo: Se você vir o resultado da eleição, avise-me. Já para o verbo 'vir' , a forma correta é: Para o infinitivo do verbo ver: Se você vier me 'ver', ficarei muito feliz!
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"Se você vir" ou "Se você vier"?

A confusão entre as conjugações dos verbos ver e vir no futuro do subjuntivo é bastante comum. Veja a regra correta para não errar mais:

  • Verbo VER (enxergar): A forma correta é vir.
    Exemplo: Se você vir o resultado da eleição, avise-me.
  • Verbo VIR (deslocar-se): A forma correta é vier.
    Exemplo: Se você vier me ver, ficarei muito feliz!

💡 Resumo rápido:

  • Quando indicar o ato de olhar, use vir (Se ele vir...).
  • Quando indicar o ato de chegar/ir, use vier (Se ele vier...).
Use o código com cuidado.
Aquela avenida, que lhe bloqueara o caminho do céu para o inferno, projetou em sua mente um corte cinematográfico da Avenida Paulista, na véspera de seu cadafalso, marcado para 25 de outubro de 2026. Na vertigem daquela passagem, sobrepôs-se a imagem de seu retorno àquela assembleia de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, que já não reunia apenas os operários de outrora, premidos pela míngua e pela intervenção do Ministério do Trabalho — o mesmo ministério então ocupado pelo Dr. Luiz Marinho, um de seus sucessores na presidência daquele sindicato. Algum Joaquim Pedro de Andrade, perdido numa dobra do tempo, deve ter congelado aquele instante da história — uma história que, afinal, não terminou na Consolação. Fado Biscaia Fado Biscaia · Filipa Biscaia · André Dias Antes Que Os Rios Sequem Basta não querer Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Possa render—se à saudade Do que seria outra vida Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Basta não querer que a tristeza Volte a fazer—se alimento À noite sentam—se à mesa E fazem dela o sustento Basta não querer que a tristeza Volte a fazer—se alimento Basta não querer que o amor Pese em nós como um defeito E se pareça com a dor Que temos dentro do peito Basta não querer que o amor Pese em nós como um defeito Basta não querer que a verdade Seja memória perdida Source: LyricFind Songwriters: lyrics © A letra acima pertence à canção "Fado Biscaia", interpretada pela fadista Filipa Biscaia em seu álbum Antes Que Os Rios Sequem. A composição poética desta faixa foi escrita por Dulce Pontes a convite da fadista, com melodia composta por André Dias.
A imagem mostra a edição especial em capa dura do livro Afirma Pereira, do escritor italiano Antonio Tabucchi, lançada no Brasil pela TAG Curadoria. O projeto gráfico e o significado imagético dessa capa dialogam de forma inteligente e profunda com a própria narrativa do romance. 1. Os Limões e a Dieta de Pereira O elemento visual predominante são os limões. No livro, o protagonista, o jornalista Dr. Pereira, vive na Lisboa de 1938 sob a ditadura de Salazar. Ele é um homem solitário, nostálgico, obeso e com problemas cardíacos. Como reflexo do seu estado de espírito apático e rotineiro, Pereira passa os dias consumindo quase que exclusivamente omeletes de ervas finas e limonadas com muito açúcar no Café Orquídea. O limão, portanto, sintetiza visualmente a sua rotina repetitiva e a sua melancolia inicial. 2. Os Azulejos Portugueses A imagem do fundo não é contínua; ela é dividida por linhas pretas simulando uma grade de azulejos. Essa escolha é uma referência direta à cultura visual de Portugal e à cidade de Lisboa, onde a história se passa. Além do aspecto de localização geográfica, os azulejos sugerem uma superfície fria, rígida e fragmentada — uma metáfora para a própria barreira emocional em que Pereira se encontra isolado e o mosaico político estilhaçado da Europa no final dos anos 1930. 3. O Céu Azul e a "Cura de Limão" (A Tomada de Consciência) O fundo traz um azul celeste brilhante, que remete à luz solar de Lisboa, frequentemente mencionada na narrativa. Embora o limão represente sua dieta pacata, a fruta também tem um sabor ácido, cítrico e despertador. A quebra da inércia de Pereira ocorre quando ele conhece dois jovens revolucionários antifascistas (Rossi e Marta). O sabor amargo da realidade política invade sua vida, forçando-o a sair de sua "doce" alienação açucarada para tomar uma atitude corajosa. Você gostaria de saber mais sobre a Cauby Peixoto com a participação da cantora Celeste - Ave Maria - Vicente de Paiva / Jaime Redondo Renato Tôrres 26 de dez. de 2012 Trecho extraído do Programa Contra Luz. Cauby interpreta com a participação da cantora Celeste a famosa Ave Maria(dos seus andores) de Vicente Paiva e Jaime Redondo, eternizada na voz da Rainha da Voz, Dalva de Oliveira, e popularizada devido a belissíma e emocionante interpretação de Fafá de Belém, na homenagem feita a João Paulo II na sua última visita ao Brasil...

AFIRMA PEREIRA

Afirma Pereira (no original em italiano: Sostiene Pereira) é um aclamado romance escrito pelo autor italiano Antonio Tabucchi e publicado em 1994. Sinopse Escrito em 1993, o livro narra a trajetória de Pereira, um jornalista viúvo, de meia-idade, que se ocupa de sua saúde frágil, de traduzir contos para a página cultural de um jornal vespertino e de conversar com o retrato da mulher morta. Sua rotina reflete a passividade diante da vida e dos acontecimentos que o rodeiam, em Portugal em 1938, durante a ditadura salazarista. De repente, porém, Pereira conhece e se envolve com Monteiro Rossi, jovem que passa a colaborar para o jornal. Pereira, então, aos poucos, rompe a passividade e se posiciona decisivamente.
Principais Informações da Obra • Enredo e Contexto: A história se passa em Lisboa, no verão de 1938, durante a ditadura fascista de Salazar em Portugal, tendo como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola e a ascensão do nazismo na Europa. • O Protagonista: Pereira é um jornalista de meia-idade, viúvo, de saúde frágil e melancólico, que dirige a página cultural de um jornal vespertino chamado Lisboa. Ele passa os dias imerso na literatura, bebendo limonada com açúcar e conversando com a fotografia de sua falecida esposa. • A Virada: Sua rotina muda quando ele contrata o jovem e idealista escritor Francisco Monteiro Rossi. Em vez de redigir obituários comuns, o jovem escreve textos de forte teor político e crítico. Ao se envolver com ele e com os bastidores da resistência ao regime, Pereira é levado a romper sua passividade e a se posicionar politicamente. • Adaptações: • O livro foi adaptado para o cinema em um filme homônimo dirigido por Roberto Faenza, estrelado por Marcello Mastroianni no papel principal. • Ganhou também uma adaptação em graphic novel (quadrinhos) ilustrada por Pierre-Henry Gomont e lançada no Brasil pela Editora Nemo.
O Dr. Pereira trabalha no jornal vespertino chamado Lisboa. A imagem mostra a capa da adaptação em quadrinhos do célebre livro Afirma Pereira, escrito por Antonio Tabucchi. Na trama ambientada em Portugal no ano de 1938, Pereira é um jornalista veterano encarregado de dirigir a página de cultura desse periódico lisboeta. Metempsicose A metempsicose é a doutrina filosófica e religiosa que defende a transmigração da alma de um corpo para outro após a morte física, podendo essa nova forma ser a de outro ser humano, de um animal ou até mesmo de um vegetal. Principais características • Etimologia: A palavra vem do grego metempsychosis, formada por meta- (mudança) e psyche (alma). • Origem histórica: O conceito tem raízes na antiga Índia, espalhou-se pelo Egito e foi introduzido na Grécia Antiga por filósofos como Pitágoras e, posteriormente, discutido por Platão. • Diferença para a reencarnação: Embora muitas vezes usadas como sinônimos, a metempsicose tradicional aceita que uma alma humana possa regredir e encarnar no corpo de um animal. Em correntes como o Espiritismo, a reencarnação é vista estritamente como um processo evolutivo contínuo e ascendente (o espírito humano não retrocede para o corpo de um animal). Metempsicose - Livro dos Espíritos - Questões 611 a 613 TV CEAHA 21 de fev. de 2022 Vídeos (Semanal) sobre o Livro dos Espíritos - Estudo - |90| Apresentação: Elizabeth Soares de Paula Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo - Florianópolis-SC English Country Garden Aaron Kenny - Tema Início » O Livro dos Espíritos » Livro Segundo – Mundo Espírita ou dos Espíritos » Cap. XI - Os três reinos » III – Metempsicose (Perguntas 611 a 613) – O Livro dos Espíritos III – Metempsicose (Perguntas 611 a 613) – O Livro dos Espíritos Cap. XI - Os três reinos 611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não é a consagração da doutrina da metempsicose? — Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influência do corpo e o instinto de conservação inerente à matéria. Não se pode dizer, portanto, que tal homem é a encarnação do Espírito de tal animal, e por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata. 612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal? — Isto seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta a nascente. (Ver item 118). 613. Por mais errônea que seja a ideia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem? — Encontramos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas ideias intuitivas, o homem a desnaturou. Comentário de Kardec: A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que transformariam a sua natureza, mas é falsa no sentido de transmigração direta do animal para o homem e viceversa, o que implicaria a ideia de uma retrogradação ou de fusão. Ora, não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies, temos nisso um indício de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a progressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade. O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja, a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose, e o número de homens eminentes que a professaram, provam que o princípio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são, portanto, argumentos antes a seu favor do que contrários. O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao princípio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-las de maneira absoluta, e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer, e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas. É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da Criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais, que constituiriam assim os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme à dignidade do homem e pode resumir- se da maneira seguinte: As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (Ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas às necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrenos, espiritualmente falando. Com o homem, já não se dá o mesmo. Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas, do ponto de vista moral, há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do princípio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas. O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após à morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a consequência desse princípio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento, e sobre as quais seria inútil nos determos*. NOTA: * “O Livro dos Espíritos” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto científico desenvolver-se no “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente a “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo” e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A pluralidade das existências”. Note-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: “Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.) LE: Os três reinosO livro dos espíritos online Navegação de Post II – Os Animais e os Homens (Perguntas 592 a 610) – O Livro dos EspíritosI – Caracteres da Lei Natural (Perguntas 614 a 618) – O Livro dos Espíritos Compartilhe
Muito se pedirá àquele que muito recebeu O princípio "Muito se pedirá àquele que muito recebeu" pertence ao Capítulo XVIII (Muitos os chamados, poucos os escolhidos) da obra O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Muito se pedirá àquele que muito recebeu. 10. O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. — Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. Lucas, 12:47-48.) 11. Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não veem vejam e os que veem se tornem cegos. — Alguns fariseus que estavam com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? — Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (S. João, 9:39 a 41.) 12. Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o leem, e, entre os que o leem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens. O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade. Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que leem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.” (Cap. X, n.º 9.) Por esta sentença: “se fôsseis cegos, não teríeis pecados”, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje. Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado. O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito. O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos. XVIII - Muito se pedirá àquele que muito recebeu, Dar-se-á àquele que tem / Edilson CEFAK
Confie em si. A crença em si mesmo vai na frente e abre caminho para a felicidade. Fanatismo Fagner Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver Não és sequer a razão do meu viver Pois que tu és já toda minha vida Não vejo nada assim enlouquecida Passo no mundo, meu amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história, tantas vezes lida Tudo no mundo é frágil, tudo passa Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina, fala em mim E, olhos postos em ti, digo de rastros Podem voar mundos, morrer astros Que tu és como Deus: Princípio e Fim! Ah! Podem voar mundos, morrer astros Que tu és como Deus: Princípio e Fim! Eu já te falei de tudo Mas tudo isso é pouco Diante do que sinto Composição: Fagner, Florbela Espanca. Filipa Biscaia - Marcha dos ciúmes resolvidos Portugal a Cantar 25 de out. de 2026 Filipa Biscaia - Marcha dos ciúmes resolvidos Vitorino

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

O brasileiro comum é irredutível a uma concepção genérica e abstrata de brasileiro, como a que equivocadamente se supõe protagonizar em pesquisas desse tipo.

Esse ato revelou no candidato agressor aquilo que Mário de Andrade chamava de “herói sem nenhum caráter”. Para ele, a suposta margem de erro a seu favor nas pesquisas de opinião terminou ali, antecipou sua derrota.
Avenida Paulista, 24 de outubro de 2026. sexta-feira, 30 de outubro de 2026 O quarto mandato de Lula, por José de Souza Martins* Valor Econômico As pesquisas de opinião eleitoral lidam insuficientemente com a complexidade sociológica da realidade política e suas determinações antropológicas e, em grau menor, econômicas e mesmo políticas A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de 25 de outubro, às 9 horas da noite, para um quarto mandato presidencial, envolveu um conjunto de fato extenso de surpresas e revelações de natureza histórica. Pendências, irracionalidades e injustiças acumuladas desde o golpe militar de abril de 1964 agravaram-se durante a ditadura e emergiram aos poucos durante o cansativo regime de Jair Messias Bolsonaro, foram se depositando na consciência social e explodiram em atitudes do seu governo durante a pandemia. As pesquisas eleitorais não levaram em conta o que é próprio da realidade política que não aparece nelas, mas aparecem no resultado das eleições. Mesmo com o recurso preventivo do chamado cálculo do erro amostral. O adversário do atual presidente aparecia ligeiramente atrás de seu opositor nas investigações de vários e diferentes institutos, cada qual com seu método e suas identificações com os candidatos. As certezas dos cálculos e das amostras estatísticas ficavam à mercê das regras imprecisas da realidade. Os acertos dos resultados de pesquisas desse tipo, no que diz respeito à realidade social, dependem do desacerto eventual do que é provável em casos assim. A realidade não é métrica nem probabilística. Eventualmente e até acidentalmente pode sê-las. Mas não necessariamente. Há um conjunto de ocultações que não podem ser medidas nem estimadas. A sociedade é uma construção social que pode envolver, como neste caso, milhões de atores, dotados de uma consciência cambiante do que estão vivendo e do que estão compreendendo. A consciência social é expressão de uma pluralidade de percepções compartilhadas, no mais das vezes superficiais, com extensa gama de invisibilidades “armazenadas” na consciência social profunda de cada um. Numa extensa pesquisa de mais de 2 mil casos de linchamentos e tentativas de linchamentos no Brasil, apesar de repetições de alguns padrões de conduta, o conjunto de cada ocorrência envolvia peculiaridades e singularidades que explicavam o único e também o todo. As pesquisas de opinião, sobretudo de opinião eleitoral, lidam insuficientemente com a complexidade sociológica da realidade política e suas determinações antropológicas e, em grau muito menor, econômicas e mesmo políticas. Em países atrasados e diversificados como o Brasil, nelas se lida mal com o conhecimento cotidiano e de senso comum e seus mistérios. O brasileiro comum é irredutível a uma concepção genérica e abstrata de brasileiro, como a que equivocadamente se supõe protagonizar em pesquisas desse tipo. A propósito, isso ocorre também com os candidatos. No Brasil há uma espécie de boçalidade endêmica distribuída entre as diferentes categorias sociais, especialmente das elites, cujo conhecimento social se limita ao diálogo cotidiano com suas empregadas domésticas. Devido às diferenças culturais, os trabalhadores, mulheres e homens, crianças e adultos, são no geral falantes de uma dupla linguagem e portadores de uma dupla identidade, o que lhes permite compreender o outro, aquele que julga neles mandar e a eles dominar, sem no entanto os compreender. As verdadeiras elites são educadas, e como pessoas educadas conhecem regras de civilidade, regras para respeitar e ser respeitadas. O candidato que, em consequência, acabaria derrotado, como o pai dele e outros membros da família, revelou-se apenas malcriado e sem respeito pelos outros, sem reconhecimento da condição humana do outro, também pelos ouvintes, isto é, eleitores, os diferentes, e não só pelo destinatário do insulto. O brutal equívoco do candidato de extrema direita, nesta eleição, foi a postura de supor-se maior do que é, no deboche sobre o defeito físico de Lula, o do dedo que lhe falta numa das mãos, decorrente de acidente de trabalho, no fim da adolescência, às 3 horas da madrugada, quando era operário numa metalúrgica na região da Vila Carioca, em São Paulo, e teve que esperar 4 horas para ser levado a um hospital ali perto. No mundo do trabalho, o ato destes dias do candidato que veio a ser derrotado é ato indevido de humilhação intencionalmente dirigido à vítima das adversidades da vida. É inútil fingir-se de evangélico porque esse ato de explícito e maldoso desrespeito anula numa fração de momento todos os “cristianismos” de aluguel, aqui abundantes, que se compra nos supermercados da fé, reduzidos aos fingimentos rituais e treinamentos para enganar eleitores e crentes. Esse ato revelou no candidato agressor aquilo que Mário de Andrade chamava de “herói sem nenhum caráter”. Para ele, a suposta margem de erro a seu favor nas pesquisas de opinião terminou ali, antecipou sua derrota. *José de Souza Martins é sociólogo. Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Professor da Cátedra Simón Bolivar, da Universidade de Cambridge e fellow de Trinity Hall (1993-94). Pesquisador Emérito do CNPq. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, em Genebra (1996-2007. Entre outros livros, é autor de “Desavessos” (Editora Com Arte). mão do comunista? CAUBY PEIXOTO - MPB ESPECIAL (ENSAIO) - 1972 O homem por trás do tri Em 1969, João https://youtube.com/shorts/IEAx8J5Uy0Y?is=k39DHxXOw_sXJxuG "Não gostei", diz Valdemar sobre carta de teor golpista de Flávio | LIVE CNN CNN Brasil 29 de out. de 2026 #CNNBrasil #política O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou quinta-feira (29) não ter gostado da carta de teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência. O dirigente da sigla se reúne nesta manhã com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). #CNNBrasil #política Leia mais: https://www.cnnbrasil.com.br/politica... "Eu também não sabia. Desculpe!" html
A Marcha dos Mortos-Vivos e o Ocaso dos Patriarcas
Crônica de Finados sobre as chaves de cadeia, os boys de outrora e os barões de agora
"Não, ninguém sabia." O esbravejar da mão direita, que tentava conter os microfones comprimidos contra a janela do carona, e o gesto contido da mão esquerda, que cortejava a gravata, desmentiam a afirmação barítona de Valdemar Costa Neto.
Abordado por repórteres na saída da mansão-prisão, ele falava em nome de um ex-presidente frustrado em sua tentativa de permanecer no Palácio — uma aspiração agora transferida ao príncipe herdeiro que se supôs em autoproclamação; tal como a Viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido.
"Tu marchas, José? José, para onde?" A marcha inexorável galopa pela noite escura dos que quase foram, mas já se encontram a caminho de celas sem palácios.
O Boy Virou Barão
(Ritmo Caipira Punk-Rock — Viola distorcida com bumbo acelerado)
[KID VINIL] Acordava sete horas
Num sufoco desgraçado
Corria pro Congresso
Pra não chegar atrasado
Era boy, ele era boy!
O office-boy do Mensalão! [VALDEMAR - Voz Barítona] Atendia o telefone
Lá no fundo da garagem
Mas pisei na Papuda
Sem piar, sem chantagem!
Fiquei firme, aguentei
Cumpri pena com o Dirceu!
Não sou boy, não sou mais boy...
Quem diria, o mundo deu volta e eu sou o rei! [KID VINIL] Andava pela rua
Carregando mala preta
Pagava conta alheia
Apanhando da imprensa!
Era boy, office-boy...
Batalhando o mensalinho! [VALDEMAR] Na hora do almoço
Antigamente era marmita
Hoje abro o cofre do PL:
É lagosta com champanhe na travessa bonita!
Abro a conta partidária
E o que vem? Bilhão! [DUETO - Coro Caipira-Punk] Chegou o fim do mês
Com toda aquela euforia
O fundo eleitoral jorrando
E a oposição na mixaria!
Fugi das vacas magras
Das emendas de tostão!
O boy virou barão!
O boy virou barão! [VALDEMAR] E logo chega a tarde
Tô com pressa de ir embora
O Flávio fugiu pra Miami
E o Jair tá de tornozeleira agora!
Os calos deles tão pra fora...
Mas a maior bancada é minha! [KID VINIL] Bate cinco e meia
O STF abre a guarita
Valdemar sai de carona
E cai no chão a marmita!
Ninguém sabia de nada!
Nem o pai, nem o herdeiro, nem a vizinhada!
Ele era boy, ele era boy...
Hoje ele manda no terreiro!
Kid Vinil - Sou Boy
O portão de ferro da mansão-prisão bate com um estrondo seco. O silêncio da eternidade consome o eco dos microfones e as falsas majestades desbotam como decorações de papel picado deixadas à chuva. No grande teatro político dos vivos e dos mortos insepultos, as máscaras caem mais rápido do que as folhas de outono.
Mas enquanto o cinismo palaciano desfila suas ambições tardias neste Dia de Finados, os olhos limpos encontram o verdadeiro significado da ausência. Longe do barulho dos comícios e das delações, a saudade real não veste gravata nem carrega fundos partidários. Ela tem asas discretas, uma auréola singela e a pureza de quem partiu deixando um vazio absoluto que nenhum poder é capaz de preencher.
Yorkshire Terrier Anjo
Use o código com cuidado. AMIZADE SINCERA - Renato Teixeira /com Dominguinhos html
A Marcha dos Mortos-Vivos e o Ocaso dos Patriarcas
Crônica de Finados sobre as chaves de cadeia, os boys de outrora e os barões de agora
"Não, ninguém sabia." O esbravejar da mão direita, que tentava conter os microfones comprimidos contra a janela do carona, e o gesto contido da mão esquerda, que cortejava a gravata, desmentiam a afirmação barítona de Valdemar Costa Neto.
Abordado por repórteres na saída da mansão-prisão, ele falava em nome de um ex-presidente frustrado em sua tentativa de permanecer no Palácio — uma aspiração agora transferida ao príncipe herdeiro que se supôs em autoproclamação; tal como a Viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido.
"Tu marchas, José? José, para onde?" A marcha inexorável galopa pela noite escura dos que quase foram, mas já se encontram a caminho de celas sem palácios.
O Boy Virou Barão
(Ritmo Caipira Punk-Rock — Viola distorcida com bumbo acelerado)
[KID VINIL] Acordava sete horas
Num sufoco desgraçado
Corria pro Congresso
Pra não chegar atrasado
Era boy, ele era boy!
O office-boy do Mensalão! [VALDEMAR - Voz Barítona] Atendia o telefone
Lá no fundo da garagem
Mas pisei na Papuda
Sem piar, sem chantagem!
Fiquei firme, aguentei
Cumpri pena com o Dirceu!
Não sou boy, não sou mais boy...
Quem diria, o mundo deu volta e eu sou o rei! [KID VINIL] Andava pela rua
Carregando mala preta
Pagava conta alheia
Apanhando da imprensa!
Era boy, office-boy...
Batalhando o mensalinho! [VALDEMAR] Na hora do almoço
Antigamente era marmita
Hoje abro o cofre do PL:
É lagosta com champanhe na travessa bonita!
Abro a conta partidária
E o que vem? Bilhão! [DUETO - Coro Caipira-Punk] Chegou o fim do mês
Com toda aquela euforia
O fundo eleitoral jorrando
E a oposição na mixaria!
Fugi das vacas magras
Das emendas de tostão!
O boy virou barão!
O boy virou barão! [VALDEMAR] E logo chega a tarde
Tô com pressa de ir embora
O Flávio fugiu pra Miami
E o Jair tá de tornozeleira agora!
Os calos deles tão pra fora...
Mas a maior bancada é minha! [KID VINIL] Bate cinco e meia
O STF abre a guarita
Valdemar sai de carona
E cai no chão a marmita!
Ninguém sabia de nada!
Nem o pai, nem o herdeiro, nem a vizinhada!
Ele era boy, ele era boy...
Hoje ele manda no terreiro!
O portão de ferro da mansão-prisão bate com um estrondo seco. O silêncio da eternidade consome o eco dos microfones e as falsas majestades desbotam como decorações de papel picado deixadas à chuva. No grande teatro político dos vivos e dos mortos insepultos, as máscaras caem mais rápido do que as folhas de outono.
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Fim da linha Por O Estado de S. Paulo Indiciamento de executivos do BRB é senha para que o Banco Central tome, enfim, uma atitude A conclusão do primeiro inquérito sobre irregularidades do Banco Master resultou no indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e de outros 13 investigados. De acordo com a Polícia Federal (PF), houve fraude em pelo menos R$ 12 bilhões dos R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito que o Master vendeu ao BRB. A PF também transcreveu diálogos nos quais ex-diretores do BRB indicam ter ciência de que as carteiras oferecidas pelo Master eram frágeis. “Não tem condição de comprar nada”, afirmou um ex-diretor, de acordo com a PF. Em outra conversa entre ex-funcionários do banco público do Distrito Federal, um deles explica que, historicamente, o BRB adquiria carteiras com limite de inadimplência de 4%, mas que, no caso do Master, houve uma flexibilização que permitiu a aquisição de carteiras com inadimplência de até 12%. Uma verdadeira irresponsabilidade. Ora, se ainda havia dúvidas de que fosse um despropósito a tentativa do BRB de comprar o Master, felizmente barrada pelo Banco Central (BC) a despeito de enorme pressão em contrário, o inquérito da PF as desfez. Tudo indica que o BRB tenha sido usado para o cometimento de crimes financeiros bilionários. Não é por outra razão que a instituição brasiliense sangra em praça pública. Em um período de apenas um ano, o BRB perdeu quase 1 milhão de clientes. Abundam suspeitas de que o governo do DF esteja injetando recursos no banco para sustentar a liquidez diária, o que só corrobora o buraco sem fundo no qual a instituição pública se meteu ao escolher associar-se ao Master de Daniel Vorcaro. Como se não bastasse, faz mais de um ano que o BRB não divulga suas demonstrações financeiras. Durante a campanha eleitoral, a então candidata a governadora Celina Leão – agora eleita – inadvertidamente confessou que, se o banco divulgasse o balanço, seria liquidado. É bastante provável que, por conta do calendário eleitoral, o BC não tenha tomado ainda uma ação mais enérgica em relação ao BRB. A situação pede, no mínimo, a nomeação de um interventor para atuar no banco. Não deveria ser assim, mas, como o “impedimento” das eleições já não existe mais, é urgente que algo seja feito. O contribuinte, especialmente o do DF, tem o direito de saber qual a real extensão do rombo no BRB, rombo esse que só vai se agravando enquanto nada é feito, já que os ativos ainda valiosos que o BRB detém vão se desvalorizando enquanto a inação persiste. A governadora Celina Leão segue insistindo que a solução para o BRB passa pela União – ou seja, que o pagador de impostos de todo o País deve arcar com a fatura dos crimes supostamente cometidos por executivos da instituição de Brasília. Até agora, felizmente, a União mostrou-se firme na disposição de não usar dinheiro público para salvar o banco. Mas isso não basta: é preciso que o Banco Central saia da inércia. Infelizmente, não há solução sem dor para o BRB. Empurrá-la com a barriga, contudo, só agravará os problemas, como bem demonstra a perda de clientes e de depósitos.