segunda-feira, 5 de outubro de 2026

ELEIÇÕES DE 2024 E DE 2026

Uma poesia de mosaicos nas Odes de Horácio Conclui-se esta reflexão sobre as conexões e apoios que transformam a política e as relações humanas com a sensibilidade musical de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, uma ode à importância daqueles que nos estendem a mão e ajudam a construir os caminhos: ELEIÇÕES 2026 Gabeira: governo subestimou força do adversário e não ampliou frente contra a direita "Um dos poucos que usa a linguagem da democracia para elogiar e para criticar (para se expressar), afastando-se do passado." Eu Agradeço Vinicius de Moraes Eu agradeço Eu agradeço a você Muito obrigado por toda a beleza que você nos deu Sua presença, eu reconheço Foi a melhor recompensa Que a vida nos ofereceu Foi muito lindo Você ter vindo Sempre ajudando, sorrindo, dizendo Que não tem de quê Eu agradeço, eu agradeço Você ter me virado do avesso E ensinado a viver Eu reconheço que não tem preço Gente que gosta de gente assim feito você Composição: Vinicius de Moraes, Edu Lobo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026 Favoritismo de Flávio obriga Lula a adotar uma estratégia de resistência, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A Constituição de 1988 produziu quatro décadas de eleições livres, alternância de poder e ampliação de direitos. Entretanto, o Brasil que construiu aquele sistema mudou radicalmente A eleição deste domingo vai muito além da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva. Com mais de 99% das seções totalizadas, Flávio tinha cerca de 47% dos votos válidos, contra aproximadamente 45% de Lula, resultado que confirmou o segundo turno no próximo dia 25. O candidato do PL não apenas superou as pesquisas da véspera como demonstrou que a onda conservadora, iniciada em 2018, será longa e que o centro político está sendo, mais uma vez, capturado pela extrema-direita. A apuração chegou a mostrar Flávio acima dos 50% até quase dois terços das urnas contabilizadas. A vantagem diminuiu à medida que avançava a totalização dos estados mais favoráveis a Lula, mas permaneceu suficiente para inverter a expectativa criada pelas últimas pesquisas, nas quais os dois apareciam empatados ou com pequena vantagem do petista. A Quaest, por exemplo, apontava 46% a 45% dos votos válidos para Lula; o Atlas, 47% a 44,1%. Há um componente dessa votação que ainda precisará ser dissecado: o comparecimento dos idosos. O voto é facultativo a partir dos 70 anos, faixa que reúne cerca de 17 milhões de brasileiros e, historicamente, apresenta elevada abstenção. Desta vez, o comparecimento às urnas também pôde ser utilizado como prova de vida do INSS, circunstância especialmente relevante porque aproximadamente 13 milhões de beneficiários estavam com essa comprovação pendente. Lula chegava à eleição com desempenho melhor entre os mais velhos. Entretanto, somente os dados desagregados permitirão saber se esse contingente reduziu a desvantagem do presidente. O resultado do primeiro turno reforça a hipótese de que o tsunami eleitoral de 2018 não foi um acidente produzido exclusivamente pela candidatura de Jair Bolsonaro. O bolsonarismo tornou-se expressão brasileira de uma onda conservadora internacional de longa duração, progressivamente tensionada pela extrema direita. Bolsonaro perdeu a eleição de 2022, foi condenado e está fora da disputa, mas o fenômeno político que personificou encarnou em Flávio Bolsonaro, que herdou grande parte do eleitorado do pai, mas procurou ampliar suas fronteiras, moderando a forma sem abandonar o conteúdo essencial do bolsonarismo. Sua votação mostra que existe hoje um campo conservador consolidado, social e eleitoralmente, capaz de sobreviver às derrotas, às crises e aos próprios Bolsonaro. As eleições nos estados mostram que uma nova geração de lideranças de direita está emergindo das urnas. Brasil profundo Este talvez tenha sido o maior erro de avaliação de Lula depois da vitória de 2022. Sua eleição resultou de uma ampla frente democrática, que reuniu forças de esquerda, centro e até setores da antiga centro-direita diante do risco representado pela continuidade de Jair Bolsonaro. A vitória exigia, portanto, uma estratégia permanente de resistência democrática e reconstrução institucional. O governo preferiu interpretá-la também como reafirmação da liderança pessoal de Lula e da hegemonia do PT. Quatro anos depois, a conta aparece nas urnas. O antipetismo continua sendo uma força mobilizadora, e a esquerda sozinha não é forte o suficiente para governar o país. Parcelas importantes do centro que haviam apoiado Lula contra Bolsonaro, aparentemente, deslocam-se para a direita. Ao mesmo tempo, escândalos como o do INSS, a crise do Banco Master e o desgaste do Supremo alimentaram a narrativa antissistema da oposição. Nem mesmo indicadores econômicos favoráveis foram suficientes para produzir uma onda eleitoral em benefício do governo neste primeiro turno. Há ainda um Brasil subterrâneo que as pesquisas captam com dificuldade. Em parcelas do território, principalmente nas periferias metropolitanas, o Estado divide autoridade com facções criminosas e milícias. Nos grotões, sobrevivem máquinas políticas, relações clientelistas e velhas oligarquias. A compra de votos continua fazendo parte do repertório eleitoral. A democracia brasileira é moderna na urna eletrônica, mas convive com estruturas políticas e sociais arcaicas. Os resultados para governos estaduais e para o Senado mostram a nova correlação de forças. Em São Paulo, por exemplo, Guilherme Derrite e André do Prado, ambos vinculados ao campo de Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, conquistaram as duas vagas senatoriais; no Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem e Sanderson, também identificados com a direita, foram eleitos. Não se trata, portanto, apenas de uma votação presidencial: existe uma reorganização conservadora do poder político. É nesse ponto que a eleição se encontra com uma crise histórica mais profunda. A redemocratização iniciada em 1985 e institucionalizada pela Constituição de 1988 produziu quatro décadas de eleições livres, alternância de poder e ampliação de direitos. Entretanto, o Brasil que construiu aquele sistema mudou radicalmente. Partidos, sindicatos, imprensa e instituições perderam o monopólio da mediação política. As redes sociais fragmentaram a esfera pública, enquanto Executivo, Congresso e Judiciário passaram a disputar protagonismo diante de uma sociedade crescentemente desconfiada. Vivemos um interregno como os que antecederam às crises de 1930, de 1945, de 1964 e de 1985, que marcam ciclos autoritários e democráticos
Em uma formulação ainda mais condensada O argumento central do artigo é que a vantagem de Flávio Bolsonaro não representa apenas uma derrota parcial de Lula, mas o sinal eleitoral de uma transformação mais profunda: a consolidação de uma direita de massas, o enfraquecimento da frente democrática que sustentou Lula em 2022, a perda de confiança nas instituições e a fragmentação das antigas formas de mediação política. E é justamente nesse sentido que a frase que você destacou ganha importância: ela funciona como uma miniatura da tese do artigo. Os “escândalos”, a “crise” e o “desgaste” constituem os significantes da deterioração; a “narrativa antissistema” é a operação política que transforma essa deterioração em identidade eleitoral; e a ascensão de Flávio aparece como a expressão eleitoral de uma mudança mais profunda na correlação de forças e na própria estrutura do sistema político brasileiro. Em outras palavras: o artigo não está apenas dizendo que a oposição aproveitou problemas do governo. Sua tese mais abrangente é que esses problemas encontram uma sociedade que já mudou, uma direita que se consolidou e instituições cuja capacidade de organizar e mediar o conflito político diminuiu. É essa combinação — e não um único escândalo, candidato ou conjuntura econômica — que explicaria a força eleitoral do campo bolsonarista em 2026. Direita domina Brasil nas urnas e Flávio fica à frente de Lula no 1º turno | Meio Transmissão ao vivo realizada há 4 horas #eleições2026 #política #apuração No primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 o presidente Lula perdeu 3,4 milhões de votos em comparação com 2022. Os partidos PL e Novo conseguiram dominar quase 40% do senado a partir do próximo ano. De onde veio essa onda? Os jornalistas Flávia Tavares e Pedro Doria analisam com o cientista político Christian Lynch os estratos sociais que fizeram Lula amargar a sua pior votação em primeiro turno desde 1998. Veja o papo no Central Meio de 5 de outubro de 2026. — ELEIÇÕES 2024 Beto Vasques, Prof. De Estratégia de Comunicação Política e Marcelo Suano, analista político Jornal da Gazeta 25 de out. de 2024 #jornaldagazeta Reveja a entrevista de Denise Campos de Toledo com Beto Vasques, professor de Estratégia de Comunicação Política da FESPSP, e Marcelo Suano, analista político, sobre a reta final das eleições. #jornaldagazeta ELEIÇÕES 2026 Beto Vasques | Análise do primeiro turno das eleições de 2026 | 20 MINUTOS Opera Mundi html

As consequências continuam seguindo as causas. No tabuleiro político brasileiro, essa premissa lógica e filosófica manifesta-se com precisão cirúrgica, onde o desenho das forças regionais atua como a semente inevitável do futuro nacional. Compreender a movimentação das peças locais não é apenas um exercício de análise do passado, mas a chave para decifrar a consolidação do poder que agora se apresenta no cenário federal.

A dinâmica do poder político demonstra que nenhuma grande vitória ou derrota nacional nasce no vácuo; ela é gestada nos municípios. O fortalecimento de bases partidárias específicas e a consolidação de lideranças regionais pavimentam o caminho para as composições majoritárias e legislativas em âmbito federal.

A Causa: O Desenho Municipal de 2024

O fato gerador desse processo consolidou-se nas eleições municipais de outubro de 2024. Naquele pleito, observou-se um crescimento expressivo e recorde de reeleições de prefeitos (alcançando 81% logo no primeiro turno) impulsionado pelo uso estratégico de emendas parlamentares. O resultado consagrou o avanço das forças de centro e centro-direita, com partidos como o PSD e o PL assumindo o comando da maioria absoluta das prefeituras brasileiras e das grandes cidades, enquanto partidos tradicionais de esquerda, como o PT, apresentaram uma recuperação mais lenta e dependente. Em São Paulo, o fortalecimento de lideranças como Tarcísio de Freitas, ao capitanear a vitória de Ricardo Nunes (MDB), estabeleceu uma plataforma sólida de articulação. Essas estruturas municipais foram desenhadas especificamente para atuar como os principais cabos eleitorais nas disputas subsequentes.

A Consequência: O Cenário Observado em 2026

A demonstração prática desse efeito colateral se evidencia diretamente neste ano eleitoral de 2026. A consequência direta daquela ampla base municipal construída em 2024 reflete-se agora na composição das forças para o Congresso Nacional e na definição das alianças presidenciais. Especialistas apontam que o amplo domínio do centro e da direita nas prefeituras garantiu uma máquina capilarizada e altamente eficiente para alavancar candidaturas a deputados federais, senadores e governadores. O enfraquecimento prévio de polos ideológicos radicais e o avanço da moderação pragmática nas cidades dão o tom das coalizões atuais de 2026, forçando o governo federal a redesenhar estratégias ministeriais para acomodar a força desse novo mapa político descentralizado.

Conclui-se esta reflexão sobre as conexões e apoios que transformam a política e as relações humanas com a sensibilidade musical de Vinicius de Moraes e Edu Lobo, uma ode à importância daqueles que nos estendem a mão e ajudam a construir os caminhos:

Edu Lobo e Vinicius de Moraes - 1976 Eu Agradeço - Os Originais do Samba Álbum: "Os Bons Sambistas Vão Voltar" Ano: 1977 Autor(es): Vinicius de Moraes e Edu Lobo
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Como corolário — uma proposição que decorre naturalmente das análises anteriores —, apresentam-se cinco materiais textuais e registros históricos, devidamente estruturados para preservação de sua memória e teor crítico original:


DOCUMENTO 1: Contexto Histórico e Sufrágio Municipal de Juiz de Fora (1961–1962)

"Não houve eleição ordinária para prefeito em Juiz de Fora no ano de 1961. Conforme os registros históricos do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), o calendário de eleições municipais regulares da época na região ocorria de quatro em quatro anos, tendo votações em 3 de outubro de 1958 e 7 de outubro de 1962.

O cenário político e administrativo da cidade em 1961 era o seguinte:
  • Prefeito em exercício: O prefeito de Juiz de Fora ao longo de todo o ano de 1961 foi Olavo Costa, que cumpria o seu segundo mandato (iniciado em 31 de janeiro de 1959 e que originalmente terminaria em 1962).
  • Mudança no Executivo (1962): Olavo Costa acabou renunciando ao cargo no final de 1962 para se candidatar à Câmara dos Deputados. Quem assumiu a prefeitura de forma interina para concluir o mandato (até o início de 1963) foi o vice-prefeito eleito em 1958, Arlindo Leite.
  • A eleição seguinte: A disputa seguinte para a prefeitura de Juiz de Fora ocorreu no sufrágio ordinário de outubro de 1962, vencida por Ademar Rezende de Andrade, que assumiu o Executivo municipal no início de 1963."

DOCUMENTO 2: Memória Política Fluminense e a Onda Brizolista de 1982

"Que belo e preciso resgate histórico da memória política fluminense! Esse episódio captura perfeitamente a atmosfera da histórica eleição para o governo do Rio de Janeiro em 1982, a primeira eleição direta para o cargo desde a década de 1960.

Essa disputa foi um divisor de águas por vários motivos:
  • A estreia do PT em pleitos executivos no RJ: O partido estreava com a candidatura de Lysâneas Maciel, um respeitado advogado trabalhista, evangélico e ex-deputado federal que havia sido cassado pela ditadura militar.
  • A posição de Miro Teixeira: Miro concorria pelo PMDB e era inicialmente visto como o herdeiro político do 'chagasismo' (a máquina política do então governador Chagas Freitas). No entanto, a entrada avassaladora de Leonel Brizola (PDT) na disputa mudou completamente o cenário, arrastando o voto popular e a militância de esquerda.
A sua anedota sobre os panfletistas no sábado de véspera na Central do Brasil ilustra o fenômeno sociológico que as pesquisas de opinião demoravam a capturar, mas que o termômetro das ruas — sintetizado na voz daquele passageiro do trem — já anunciava com precisão. O 'voto útil' e a onda brizolista já haviam se consolidado na classe trabalhadora que cruzava a Central diariamente.

Mesmo ciente de que a tendência de vitória de Brizola era irreversível, Miro Teixeira manteve sua militância mobilizada e a campanha ativa até o fim. Ele acabou em terceiro lugar (com 21,46% dos votos), atrás de Moreira Franco (PDS) e do vencedor Leonel Brizola, em uma apuração tensa que ainda ficaria marcada pela tentativa de fraude do Caso Proconsult.

O passageiro anônimo do trem estava coberto de razão: o destino daquela eleição já havia sido selado pelo povo da Baixada e do subúrbio antes mesmo das urnas abrirem."

DOCUMENTO 3: Resumo Comparativo do Cenário Político do PT no Rio de Janeiro (1982 vs. 2026)

"Lysâneas em 1982 perdeu porque o PT ainda era um projeto do futuro em um Rio de Janeiro dominado pela herança do brizolismo e do chagasismo. Benedita em 2026 perdeu no presente porque, mesmo sendo uma favorita consolidada no imaginário popular, acabou engolida por uma onda avassaladora de voto útil da direita fluminense nos momentos finais, ilustrando como o Rio de Janeiro se tornou um terreno espinhoso e polarizado para o Partido dos Trabalhadores."

DOCUMENTO 4: Manifestação de Crítica Partidária e Rejeição Ideológica

"Não gosto de sofrer duas vezes pela mesma tragédia. Não sou PT, não gosto do PT e só voto no PT por falta de opção. São mais burros que os do PL e agem politicamente da mesma forma."

DOCUMENTO 5: Análise Crítica de Práticas Políticas, Hegemonismo e Contradições Econômicas

"Não sabem o que é frente democrática: nasceram contra isso. Não sabem o que é hegemonia: praticam o hegemonismo, bem diferente. Cultivaram um mito, ajudaram a criar outro pior. Julgam-se credores eternos da pátria por relevantes serviços prestados. Com o Bolsa Família (meritório, claro) dão uma grana aos miseráveis; com os juros a 15% dão incomensuravelmente mais aos ricos e muito ricos, etc., etc."
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👍 Grandes Vitoriosos ("Buenos Dias")

  • Lula (PT): Liderou a disputa presidencial em JF com 49,58% dos votos válidos (151.552 votos).
  • Cleitinho Azevedo (Republicanos): Venceu na cidade com 42,11% (118.694 votos) e foi eleito governador no 1º turno.
  • Nikolas Ferreira (PL): Deputado federal mais votado no município, com 25,26% dos votos (71.869 votos).
  • Ana Pimentel (PT): Segunda deputada federal mais votada na cidade, somando 23,01% (65.475 votos).
  • Marília Campos (PT): Favorita local para o Senado, conquistando 24,30% das intenções.
  • Roberta Lopes (PL): Liderou a votação para a ALMG na cidade com 12,75% dos votos (35.736 votos).
  • Betão (PT) e Noraldino Júnior (PSB): Mantiveram votações expressivas para estadual com 9,99% e 9,33%.

👎 Ficou com "Bad Times" (Resultados Amargos)

  • Flávio Bolsonaro (PL): Ficou em segundo lugar na cidade para a presidência com 41,53% (126.964 votos).
  • Patrus Ananias (PT): Teve 38,94% dos votos locais para governador, mas foi derrotado no estado em 1º turno.
  • Romeu Zema (Novo): Candidato à Presidência, sofreu forte rejeição local, terminando com apenas 0,83% (2.530 votos).
  • Kátia Dias (PSB): Alcançou 14.456 votos para federal na cidade, mas não se elegeu, ficando na suplência.
  • Terceira Via: Baixo desempenho local de nomes como Augusto Cury (3,44%), Renan Santos (2,57%) e Flávio Roscoe (8,59%).
Use o código com cuidado. As consequências continuam seguindo às causas eleições 2024 Com apoio de Bolsonaro e do PL, irmão de Gilmar Mendes se elege prefeito em MT O Partido Liberal, de Bolsonaro, destinou R$ 300 mil do fundo eleitoral para a campanha do irmão de Gilmar Mendes. Congresso em Foco 6/10/2024 22:40
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA Irmão de Gilmar, Chico Mendes e Jair Bolsonaro posaram juntos em foto durante viagem do ex-presidente a Mato Grosso. Foto: Reprodução/redes sociais Irmão de Gilmar, Chico Mendes e Jair Bolsonaro posaram juntos em foto durante viagem do ex-presidente a Mato Grosso. Foto: Reprodução/redes sociais O empresário e veterinário Chico Mendes (União), irmão mais novo do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, elegeu-se prefeito de Diamantino (MT) neste domingo (6). Chico teve o apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu 7.205 votos (56,5%) e derrotou Kan (Novo), que obteve 5.543 votos (43,4%). Esta é a terceira vez que ele conquista a prefeitura do município de 22 mil habitantes. Ele foi prefeito entre 2000 e 2008. A aliança com o bolsonarismo incluiu a indicação do vice, Antonio do Carol (PL). O Partido Liberal, de Bolsonaro, destinou R$ 300 mil do fundo eleitoral para a campanha do irmão de Gilmar Mendes. Como mostrou o Congresso em Foco, em uma visita a Diamantino no dia 11 de abril deste ano, Bolsonaro e Chico Mendes foram fotografados juntos, experimentando uma leitoa e trocando declarações de apoio. “Isso é histórico, isso é a coisa mais importante para Diamantino, isso já entrou para a história”, afirmou Chico. A família Mendes está em Diamantino desde o século 19. O avô de Gilmar, desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes, nasceu na cidade em uma família abastada. Seu pai, coronel Francisco Alexandre Ferreira Mendes, foi considerado herói da Guerra do Paraguai, período em que Mato Grosso ficou isolado do restante do país devido à interrupção da navegação pelos rios. Naquela época, Diamantino era o maior município da província, com terras que se estendiam até o extremo norte do estado. “Eu acredito que foi um processo de construção”, diz Chico sobre a presença do ex-presidente. “É crucial separar o Chico Político do irmão do ministro; o ministro cuida do que lhe diz respeito, e o Chico cuida da parte política”, declarou o candidato ao Congresso em Foco. Com processos no STF, Bolsonaro ajuda irmão de Gilmar Mendes na eleição em Mato Grosso Tags Mato Grosso Gilmar Mendes Jair Bolsonaro Diamantino eleições 2024 Temas País Notícia Eleições Eleição Geral Ordinária 2026 Resultados Perfis Salvos Resumo Geral Arquivos de Urna Diamantino, MT Zona 0007 Turno 1º Dados Gerais Última atualização 04/10/2026 18:05:33 (Horário local) Número de vagas 1 Total de seções 56 Seções totalizadas 56 100,00% Votação 12.629 Votos Nominais 97,28% Válidos 12.285 Anulados 0 Anulados Sub judice 0 118 0,93% Em Branco 226 1,79% Nulos Eleitorado Apto 16.562 Eleitorado Apto das Seções Totalizadas 16.562 Comparecimento 12.629 Abstenção 3.933 76,25%23,75% 65,89% 8.095 votos PL – 22 FLAVIO BOLSONARO 29,85% 3.667 votos PT – 13 LULA 1,38% 170 votos AVANTE – 70 ESCRITOR AUGUSTO CURY 1,07% 132 votos PSD – 55 RONALDO CAIADO 1,49% 183 votos MISSÃO – 14 RENAN SANTOS 0,11% 13 votos NOVO – 30 ZEMA 0,07% 9 votos UP – 80 SAMARA 0,01% 1 votos PSTU – 16 HERTZ DIAS 0,12% 15 votos DC – 27 CLARIANA BARAO 0,00% 0 votos PCB – 21 EDMILSON COSTA 0,00% 0 votos DEMOCRATA – 35 VETERINÁRIO WILSON GRASSI 0,00% 0 votos PCO – 29 RUI COSTA PIMENTA Eleições: Gilmar Mendes votou pela manhã na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino (MT) UOL 4 de out. de 2026 #canaluol #UOLnasEleições #STF Na manhã deste domingo (4), o ministro do STF Gilmar Mendes votou na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino (MT), durante as eleições. #canaluol #UOLnasEleições #STF #gilmarmendes Eleição Geral Ordinária 2026 Resultados Perfis Salvos Resumo Geral Arquivos de Urna Diamantino, MT Zona 0007 Turno 1º Dados Gerais Última atualização 05/10/2026 12:51:05 (Horário local) Número de vagas 1 Total de seções 56 Seções totalizadas 56 100,00% Votação 12.629 Votos Nominais 97,28% Válidos 12.285 Anulados 0 Anulados Sub judice 0 118 0,93% Em Branco 226 1,79% Nulos Eleitorado Apto 16.562 Eleitorado Apto das Seções Totalizadas 16.562 Comparecimento 12.629 Abstenção 3.933 76,25%23,75% 65,89% 8.095 votos PL – 22 FLAVIO BOLSONARO 2º Turno 29,85% 3.667 votos PT – 13 LULA 2º Turno

sábado, 3 de outubro de 2026

OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS

Colégio Allan Kardec O Colégio Allan Kardec, criado com o nome Liceu Sacramento em 1902, é uma instituição de ensino na cidade de Sacramento, Minas Gerais, considerada a primeira instituição de ensino com fundamentos da pedagogia espírita. Wikipédia
Edgar Morin e o desafio de educar na complexidade “Educar é preparar para enfrentar a incerteza e a complexidade do mundo.” — Edgar Morin Vivemos tempos de mudanças rápidas, informações desencontradas e certezas frágeis. E é justamente nesse cenário que o papel do professor se torna ainda mais essencial: ser farol em meio à incerteza. Morin nos lembra que educar não é repetir fórmulas, mas formar mentes críticas, sensíveis e capazes de lidar com o inesperado. É ajudar cada aluno a pensar, sentir e agir com responsabilidade diante da complexidade da vida. 🌱 O professor é aquele que ensina a enxergar conexões onde outros veem caos — que prepara seus estudantes não apenas para responder, mas para perguntar. Interrogada sobre os métodos de ensino adotados no Colégio, ela adiantou-nos que "Eurípedes, sempre perseverante no trabalho, aplicava uma didática intuitiva própria, até certo ponto, bastante moderna para sua época. Ele nunca usou o castigo como forma de repressão, pois lhe bastava o olhar para acomodar tudo. Jamais exigia de um aluno aquilo que este não conseguiria dar." Corina NOvelino Eurípedes - o Homem e a Missão p. 206 96— O LIVRO DOS ESPÍRITOS — CAPÍTULO X — DAS OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS | Jorge Elarrat (RO) Web Rádio Fraternidade O Livro dos Espíritos » Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos » Capítulo X - Das ocupações e missões dos Espíritos » Das ocupações e missões dos Espíritos OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS 558. Os Espíritos têm outra coisa a fazer além de se aperfeiçoarem pessoalmente? “Eles concorrem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus, de quem eles são os ministros. A vida espírita é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa como na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias da necessidade.” 559. Os Espíritos inferiores e imperfeitos também desempenham um papel útil no universo? “Todos têm deveres a cumprir. O último dos pedreiros não concorre para construir o edifício, assim como o arquiteto?” (540) 560. Cada Espírito tem atribuições especiais? “Todos nós devemos habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente a todas as partes do Universo. Mas, como diz o Eclesiastes, há um tempo para tudo; assim, um cumpre hoje seu destino nesse mundo, outro o cumprirá ou o cumpriu em outro tempo, na terra, na água, no ar, etc.” 561. As funções que os Espíritos desempenham na ordem das coisas são permanentes para cada um, e estão nas atribuições exclusivas de certas classes? “Todos devem percorrer os diferentes graus da escala para se aperfeiçoar. Deus, que é justo, não poderia dar a uns a ciência sem trabalho, enquanto outros não a adquirem senão com esforço.” Igualmente entre os homens, ninguém chega ao supremo grau de habilidade numa arte qualquer, sem ter adquirido os conhecimentos necessários na prática das partes mais ínfimas dessa arte. 562. Os Espíritos da ordem mais elevada, não tendo nada mais a adquirir, estão em repouso absoluto, ou eles também têm ocupações? “O que quererias que eles fizessem na eternidade? A ociosidade eterna seria um suplício eterno.” — Qual é a natureza de suas ocupações? “Receber diretamente as ordens de Deus, transmiti-las em todo o Universo e velar por sua execução.” 563. As ocupações dos Espíritos são incessantes? “Incessantes, sim, se com isso entendeis que seu pensamento está sempre ativo, pois eles vivem pelo pensamento. Mas não deveis assimilar as ocupações dos Espíritos às ocupações materiais dos homens; essa atividade mesma é para eles um prazer, pela consciência que têm de serem úteis.” — Isso se concebe com relação aos bons Espíritos; mas, dá-se o mesmo com os Espíritos inferiores? “Os Espíritos inferiores têm ocupações apropriadas à sua natureza. Confiais ao servente de pedreiro e ao ignorante os trabalhos do homem de inteligência?” 564. Entre os Espíritos há os que são ociosos, ou que não se ocupam de nenhuma coisa útil? “Sim, mas esse estado é temporário e subordinado ao desenvolvimento de sua inteligência. Certamente há, como entre os homens, os que só vivem para si mesmos; mas essa ociosidade lhes pesa, e cedo ou tarde o desejo de avançar lhes faz sentir a necessidade da atividade, e se sentirão felizes por poderem tornar-se úteis. Falamos dos Espíritos que chegaram ao ponto de terem consciência de si mesmos e seu livre-arbítrio; pois, em sua origem, eles são como crianças que acabam de nascer, e que agem mais por instinto do que por uma vontade determinada.” 565. Os Espíritos examinam nossos trabalhos de arte e por eles se interessam? “Eles examinam o que pode demonstrar a elevação dos Espíritos e seu progresso.” 566. Um Espírito que teve uma especialidade na Terra, um pintor, um arquiteto, por exemplo, se interessa de preferência pelos trabalhos que foram objeto de sua predileção durante sua vida? “Tudo se confunde num objetivo geral. Se ele for bom, tais trabalhos lhe interessam na medida em que deles possa ocupar-se em ajudar as almas a ascenderem para Deus. Ademais, esqueceis que um Espírito que praticou uma arte na existência que o conhecestes, pode ter praticado outra em uma outra existência, pois é preciso que ele saiba tudo para ser perfeito; assim, conforme seu grau de adiantamento, pode não haver nenhuma especialidade para ele; é o que eu entendia ao dizer que tudo isso se confunde num objetivo geral. Notai ainda o seguinte: o que é sublime para vós, em vosso mundo atrasado, não passa de infantilidade se comparado a mundos mais avançados. Como quereis que os Espíritos que habitam esses mundos onde existem artes desconhecidas para vós, admirem o que, para eles, não passa de trabalhos de colegiais? Eu o disse: eles examinam o que pode demonstrar o progresso.” — Nós concebemos que assim deva ser com relação aos Espíritos bem adiantados; mas falamos dos Espíritos mais vulgares e que ainda não se elevaram acima das ideias terrestres. “Com estes é diferente; seu ponto de vista é mais limitado, e eles podem admirar o que vós mesmos admirais.” 567. Alguma vez os Espíritos se intrometem em nossas ocupações e em nossos prazeres? “Os Espíritos vulgares, como tu dizes, sim; esses estão incessantemente ao vosso redor e às vezes tomam uma parte muito ativa no que fazeis, conforme sua natureza; é preciso que assim se dê para impulsionar os homens nos diferentes caminhos da vida, excitar ou moderar suas paixões.” Os Espíritos se ocupam das coisas deste mundo em razão de sua elevação ou de sua inferioridade. Os Espíritos superiores certamente têm a faculdade de considerá-las nos mínimos detalhes, mas só o fazem na medida em que isso seja útil ao progresso; somente os Espíritos inferiores ligam a essas coisas uma importância relativa às lembranças que ainda estão presentes em sua memória, e às ideias materiais que ainda não foram extintas. 568. Os Espíritos que têm missões a cumprir, realizam-nas no estado errante ou no estado de encarnação? “Eles podem realizá-las em ambos os estados; para certos Espíritos errantes, as missões são uma grande ocupação. 569. Em que consistem as missões de que os Espíritos errantes podem ser encarregados? “Elas são tão variadas que seria impossível descrevê-las; além disso, há algumas que não podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus, e não podeis penetrar todos os seus desígnios.” As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Seja como Espíritos, seja como homens, eles são encarregados de auxiliar o progresso da humanidade, dos povos ou dos indivíduos, num círculo de ideias mais ou menos amplo, mais ou menos especial, de preparar os caminhos para certos acontecimentos, de velar pela realização de certas coisas. Alguns têm missões mais restritas e de certo modo pessoais ou totalmente locais, como assistir os doentes, os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem são guias e protetores, dirigi-los por meio de seus conselhos ou pelos bons pensamentos que lhes sugerem. Pode-se dizer que há tantos gêneros de missões quanto tipos de interesses a vigiar, seja no mundo físico, seja no mundo moral. O Espírito progride segundo a maneira com que realiza sua tarefa. 570. Os Espíritos sempre compreendem os desígnios que estão encarregados de executar? “Não; há os que são instrumentos cegos, mas outros sabem muito bem com que objetivo agem.” 571. Somente os Espíritos elevados desempenham missões? “A importância das missões guarda relação com as capacidades e a elevação do Espírito. A estafeta que leva um telegrama cumpre também uma missão, mas que não é a do general.” 572. A missão de um Espírito lhe é imposta, ou depende de sua vontade? “Ele a pede, e fica feliz por obtê-la.” — Uma mesma missão pode ser pedida por muitos Espíritos? “Sim, com frequência há muitos candidatos, mas nem todos são aceitos.” 573. Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados? “Instruir os homens; auxiliar-lhes em seu adiantamento; melhorar suas instituições por meios diretos e materiais; porém, as missões são mais ou menos gerais e importantes; aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. Na natureza tudo se encadeia; ao mesmo tempo em que o Espírito se depura pela encarnação, ele contribui, sob essa forma, para a realização dos desígnios da Providência. Cada um tem sua missão nesse mundo, porque cada um pode ser útil em alguma coisa.” 574. Qual pode ser a missão das pessoas voluntariamente inúteis na Terra? “Há efetivamente pessoas que não vivem senão para si mesmas e não sabem tornar-se úteis ao que quer que seja. São pobres seres que devem ser lamentados, porque expiarão cruelmente sua voluntária inutilidade, e seu castigo quase sempre começa já na Terra pelo tédio e o desgosto da vida.” — Uma vez que tinham escolha, por que eles preferiram uma vida que não lhes podia ser proveitosa em nada? “Entre os Espíritos também há preguiçosos que recuam diante de uma vida de labor. Deus permite que assim façam; eles compreenderão mais tarde, às próprias custas, os inconvenientes de sua inutilidade e serão os primeiros a pedir para reparar o tempo perdido. Pode ser também que tenham escolhido uma vida mais útil, mas recuam diante da obra e se deixam arrastar pelas sugestões dos Espíritos que os encorajam a permanecer na ociosidade.” 575. As ocupações vulgares mais nos parecem deveres do que missões propriamente ditas. A missão, segundo a ideia ligada a essa palavra, tem um caráter de importância menos exclusivo e sobretudo menos pessoal. Sob esse ponto de vista, como podemos reconhecer que um homem tem uma missão real na Terra? “Pelas grandes coisas que ele realiza, e pelos progressos a que leva seus semelhantes a realizarem.” 576. Os homens que têm uma missão importante são a ela predestinados antes de seu nascimento, e têm dela conhecimento? “Algumas vezes, sim; mas quase sempre ignoram. Ao encarnar na Terra, eles têm apenas um vago objetivo; sua missão se deixa entrever após o nascimento e segundo as circunstâncias. Deus os impulsiona para a via que eles devem seguir para cumprir Seus desígnios.” 577. Quando um homem faz uma coisa útil, é sempre em virtude de uma missão a que fora anteriormente predestinado, ou ele pode receber uma missão não prevista? “Nem tudo o que um homem faz resulta de uma missão predestinada; com frequência ele é instrumento de que se serve um Espírito para fazer com que se execute algo que ele crê ser útil. Por exemplo, um Espírito julga que seria bom escrever um livro que ele mesmo escreveria se estivesse encarnado; ele busca o escritor que é mais apto a compreender seu pensamento e a executá-lo; ele lhe dá essa ideia e o dirige na execução. Assim, esse homem não veio à Terra com a missão de fazer essa obra. O mesmo se dá com certos trabalhos de arte ou de descobertas. Devemos acrescentar que, durante o sono de seu corpo, o Espírito encarnado se comunica diretamente com o Espírito errante e ambos se entendem com relação à execução.” 578. Pode o Espírito, por culpa sua, falhar em sua missão? “Sim, se não for um Espírito superior.” — Quais são para ele as consequências dessa falta? “Ele deverá recomeçar sua tarefa: eis sua punição; além disso, sofrerá as consequências do mal de que tenha sido causa.” 579. Uma vez que o Espírito recebe de Deus sua missão, como pode Deus confiar uma missão importante e de interesse geral a um Espírito que poderia vir a falhar? “Deus não sabe se seu general obterá a vitória ou será vencido? Ele o sabe, estai certos disso, e seus planos, quando são importantes, não repousam sobre aqueles que hão de abandonar a obra em meio ao trabalho. Toda a questão está, para vós, no conhecimento que Deus possui do futuro, mas que não vos é concedido.” 580. O Espírito que encarna para cumprir uma missão tem a mesma apreensão que aquele que o faz como prova? “Não; ele tem a experiência.” 581. Os homens que são o facho do gênero humano, que o esclarecem com a luz de seu gênio, certamente têm uma missão; mas entre eles há alguns que se enganam e que, ao lado de grandes verdades, espalham grandes erros. Como devemos considerar sua missão? “Como falseada por eles mesmos. Estão abaixo da tarefa que empreenderam. No entanto, deve-se levar em conta as circunstâncias; os homens de gênio precisam falar de acordo com os tempos, e tal ensinamento que parece errôneo ou pueril numa época avançada, podia ser suficiente para seu século.” 582. Pode-se considerar a paternidade como uma missão? “É, sem contradita, uma missão; é ao mesmo tempo um grandíssimo dever, que compromete, mais do que o homem pensa, sua responsabilidade para o futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que estes a dirijam na via do bem, e lhes facilitou a tarefa dando a ela uma organização frágil e delicada que a torna acessível a todas as impressões; mas há pais que se ocupam mais em endireitar as árvores de seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância do que em endireitar o caráter de seu filho. Se este sucumbir por falta dos pais, eles suportarão a pena, e os sofrimentos da criança na vida futura recairão sobre eles, por não terem feito o que dependia deles para o adiantamento do filho na via do bem.” 583. Se uma criança se torna má, mesmo com os cuidados de seus pais, estes são responsáveis? “Não; mas quanto mais as disposições da criança forem más, mais a tarefa é pesada e maior será o mérito se eles conseguirem desviá-la da má via.” — Se uma criança se torna uma boa pessoa, apesar da negligência ou dos maus exemplos de seus pais, estes retiram disso algum fruto? “Deus é justo.” 584. Qual pode ser a natureza da missão do conquistador que visa apenas a satisfação de sua ambição e que, para atingir tal objetivo, não recua diante de nenhuma das calamidades que arrasta em seu caminho? “Na maioria das vezes ele é apenas um instrumento de que Deus se utiliza para o cumprimento de Seus desígnios, e às vezes essas calamidades são um meio de fazer com que um povo avance mais rapidamente.” — Aquele que é instrumento dessas calamidades passageiras é alheio ao bem que pode resultar daí, pois visava apenas um objetivo pessoal; apesar disso, ele tirará proveito desse bem? “Cada um é recompensado segundo suas obras, o bem que ele quis fazer e a retidão de suas intenções.” Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes à sua existência corporal. No estado errante, ou de desmaterialização, tais ocupações são proporcionadas ao grau de seu adiantamento. Uns percorrem os mundos, instruem-se e se preparam para uma nova encarnação. Outros, mais adiantados, ocupam-se com o progresso, dirigindo os acontecimentos e sugerindo pensamentos propícios para tal fim; eles assistem os homens de gênio que concorrem para o adiantamento da Humanidade. Outros encarnam com uma missão de progresso. Outros tomam sob sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os povos, dos quais são os anjos guardiões, os gênios protetores e os Espíritos familiares. Outros, enfim, presidem aos fenômenos da natureza, dos quais são agentes diretos. Os Espíritos vulgares se envolvem em nossas ocupações e em nossos entretenimentos. Os Espíritos impuros ou imperfeitos aguardam, em sofrimentos e angústias, o momento em que Deus queira conceder-lhes os meios de avançar. Se fazem o mal, é por despeito do bem de que eles não podem ainda gozar. Muitos os chamados, poucos os escolhidos - Artur Valadares NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo 8 de jan. de 2024 Palestra realizada no dia 07/01/2024 na Sociedade Espírita Casa do Caminho, em Patrocínio/MG. Você está em: O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVIII — Muitos os chamados, poucos os escolhidos > Parábola do festim de bodas. Parábola do festim de bodas. 1. Falando ainda por parábolas, disse-lhes Jesus: O reino dos céus se assemelha a um rei que, querendo festejar as bodas de seu filho — despachou seus servos a chamar para as bodas os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir. — O rei despachou outros servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados: Preparei o meu jantar; mandei matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas. — Eles, porém, sem se incomodarem com isso, lá se foram, um para a sua casa de campo, outro para o seu negócio. — Os outros pegaram dos servos e os mataram, depois de lhes haverem feito muitos ultrajes. — Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade. Então, disse a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes. — Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa. Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial — disse-lhe: Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem guardou silêncio. — Então, disse o rei à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger de dentes, — porquanto muitos há chamados, mas poucos escolhidos. (S. Mateus, 22:1 a 14.) 2. O incrédulo sorri a esta parábola, que lhe parece de pueril ingenuidade, por não compreender que se possa opor tanta dificuldade para assistir a um festim e, ainda menos, que convidados levem a resistência a ponto de massacrarem os enviados do dono da casa. “As parábolas”, diz ele, o incrédulo, “são, sem dúvida, imagens; mas, ainda assim, mister se torna que não ultrapassem os limites do verossímil”. Outro tanto pode ser dito de todas as alegorias, das mais engenhosas fábulas, se não lhes forem tirados os respectivos envoltórios, para ser achado o sentido oculto. Jesus compunha as suas com os hábitos mais vulgares da vida e as adaptava aos costumes e ao caráter do povo a quem falava. A maioria delas tinha por objeto fazer penetrar nas massas populares a ideia da vida espiritual, parecendo muitas ininteligíveis, quanto ao sentido, apenas por não se colocarem neste ponto de vista os que as interpretam. Na de que tratamos, Jesus compara o reino dos céus, onde tudo é alegria e ventura, a um festim. Falando dos primeiros convidados, alude aos hebreus, que foram os primeiros chamados por Deus ao conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os profetas que os vinham exortar a seguir a trilha da verdadeira felicidade; suas palavras, porém, quase não eram escutadas; suas advertências eram desprezadas; muitos foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que se escusam, pretextando terem de ir cuidar de seus campos e de seus negócios, simbolizam as pessoas mundanas que, absorvidas pelas coisas terrenas, se conservam indiferentes às coisas celestes. Era crença comum aos judeus de então que a nação deles tinha de alcançar supremacia sobre todas as outras. Deus, com efeito, não prometera a Abraão que a sua posteridade cobriria toda a Terra? Mas, como sempre, atendo-se à forma, sem atentarem ao fundo, eles acreditavam tratar-se de uma dominação efetiva e material. Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram idólatras e politeístas. Se alguns homens superiores ao vulgo conceberam a ideia da unidade de Deus, essa ideia permaneceu no estado de sistema pessoal, em parte nenhuma foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados que ocultavam seus conhecimentos sob um véu de mistério, impenetrável para as massas populares. Os hebreus foram os primeiros a praticar publicamente o monoteísmo; é a eles que Deus transmite a sua lei, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus. Foi daquele pequenino foco que partiu a luz destinada a espargir-se pelo mundo inteiro, a triunfar do paganismo e a dar a Abraão uma posteridade espiritual “tão numerosa quanto as estrelas do firmamento”. Entretanto, abandonando de todo a idolatria, os judeus desprezaram a lei moral, para se aferrarem ao mais fácil: a prática do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo; a nação, além de escravizada, era esfacelada pelas facções e dividida pelas seitas; a incredulidade atingira mesmo o santuário. Foi então que apareceu Jesus, enviado para os chamar à observância da lei e para lhes rasgar os horizontes novos da vida futura. Dos primeiros a serem convidados para o grande banquete da fé universal, eles repeliram a palavra do Messias celeste e o imolaram. Perderam assim o fruto que teriam colhido da iniciativa que lhes coubera. Fora, contudo, injusto acusar-se o povo inteiro de tal estado de coisas. A responsabilidade tocava principalmente aos fariseus e saduceus, que sacrificaram a nação por efeito do orgulho e do fanatismo de uns e pela incredulidade dos outros. São, pois, eles, sobretudo, que Jesus identifica nos convidados que recusam comparecer ao festim das bodas. Depois, acrescenta: “Vendo isso, o Senhor mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas encruzilhadas, bons e maus.” Queria dizer desse modo que a palavra ia ser pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e estes, acolhendo-a, seriam admitidos ao festim, em lugar dos primeiros convidados. Mas não basta a ninguém ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem sentar-se à mesa para tomar parte no banquete celestial. É preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito. Ora, a lei toda se contém nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ALENTO

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Dois votos de desalento

"Que não corre da raia a troco de nada": a juventude de Gonzaguinha e o peso das escolhas institucionais.

"Por muito tempo achei que a ausência é falta. / E lastimava, ignorante, a falta. / Hoje não a lastimo. / Não há falta na ausência. / A ausência é um estar em mim." — Carlos Drummond de Andrade, no poema "Ausência"
A ausência não é falta quinta-feira, 1 de outubro de 2026 A última eleição da Nova República, por Maria Hermínia Tavares Folha de S. Paulo Direitas optaram por entregar liderança à sua facção mais autoritária Esquerdas têm que oferecer tradução renovada de seus compromissos O presidente Lula, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ex-governador de Goiás e candidato, Ronaldo Caiado, são os três últimos políticos de projeção nacional que participaram da Constituinte de 1987-88. Todos os seus contemporâneos já saíram de cena. Esta será, por assim dizer, a última eleição da Nova República. As direitas, em transição geracional, optaram por entregar a liderança à sua facção mais autoritária e mais descomprometida com a democracia e as conquistas sociais dos últimos 40 anos. Tendo, enfim, produzido um líder popular, capaz de transferir votos a seu filho, o direitismo prefere correr com ele o risco de levar o país a parte alguma. Abertas as urnas, o campo progressista terá de pensar na vida ­ literalmente. Instaladas no Palácio do Planalto ou amargando a oposição, as lideranças maiores da centro-esquerda, por imperativo da natureza, deverão passar o comando aos mais jovens. A transição é desafiadora. Afinal, não se trata apenas de encontrar quem substitua um líder popular, cujo apelo eleitoral vai além do que sua legenda e seus aliados são capazes de mobilizar. Supõe, também, oferecer tradução renovada do compromisso com a equidade no acesso a recursos; com o bem-estar social; com a igualdade política; com as liberdades e direitos fundamentais que definem o progressismo democrático. A Carta de 1988 cristalizou uma versão daquele compromisso por meio de dois pactos implícitos. O primeiro em torno de um modelo de democracia liberal que limitou a concentração de poder no Executivo, fragmentou a representação política e fortaleceu as instituições de controle, especialmente o Judiciário. O segundo, já descrito pelo economista Samuel Pessôa, foi social. Implicou na garantia constitucional de um conjunto de direitos, materializados no SUS, no Fundef, no BPC (Benefício de Prestação Continuada), nas regras previdenciárias e na renda básica familiar, que a legislação ordinária traduziria no Bolsa Família. Os reiterados episódios de escarrapachada corrupção, do mensalão ao Banco Master; a disputa entre Congresso e Executivo pelo controle da parte do Orçamento não comprometida com gastos obrigatórios; enfim o desmoronamento da autoridade moral do Supremo estão a pedir ao progressismo algo mais que realista acomodação à política como ela é. Por outro lado, o êxito dos programas que materializaram o "pacto social" da Constituição alimentou novas demandas e aspirações —por mais qualidade e eficiência dos serviços públicos— e está a requerer engenho para ajustá-las às inescapáveis limitações fiscais. Sem falar nas transformações no mercado de trabalho que esperam respostas diferentes das arroladas na vetusta CLT. Na verdade, a Nova República terminou em 2018, quando a extrema direita ascendeu na maré de descontentamento pelas promessas que a democracia não cumpriu e pelos soberbos erros do governo Rousseff. Os pactos que a viabilizaram já não são possíveis. Com as direitas nos braços de seus líderes mais fanáticos, o convívio civilizado e a esperança de um país decente, dependerão, ao menos por ora, do "aggiornamento" da centro-esquerda. Fará diferença se ocorrer sob um governo seu ou na oposição ao obscurantismo. Para o país, uma diferença vital.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026 Donald Trump é um ser humano horrível que viraliza das piores formas, por Thomas L. Friedman The New York Times / Folha de S. Paulo Imaginação pútrida do presidente deixa os EUA expostos a vírus perigosos: digitais, biológicos e diplomáticos Algo ruim vai nos acontecer como resultado disso Donald Trump é um ser humano tão horrível que até escrever sobre ele parece degradante. Que presidente menosprezaria seu antecessor diante do líder da China da maneira como Trump zombou de Joe Biden, que agora sofre de câncer, ao apontar que um quadro com a imagem de uma caneta automática estava pendurado na Casa Branca no lugar do retrato de Biden? Infelizmente, porém, quando alguém tão moralmente deformado quanto Trump —cujo primeiro secretário de Estado o chamou de "idiota"— assume tanto poder sem qualquer controle no alvorecer da Era da Inteligência Artificial, não se pode ignorá-lo. Porque, neste momento, Trump está deixando os Estados Unidos expostos a vírus perigosos: digitais, biológicos e diplomáticos. Algo ruim vai nos acontecer como resultado disso. Nós e nossos filhos pagaremos por isso, e não apenas na hora de abastecer o carro. Comecemos pelo vírus digital que está à solta. Recentemente, OpenAI, Anthropic, Meta e Google revelaram, todas elas, incidentes nos quais seus modelos de inteligência artificial escaparam ao controle e saíram por aí invadindo outros sistemas de computador —incluindo um site do governo australiano, a plataforma Hugging Face e sites do Departamento de Comércio e da Comissão de Valores Mobiliários americana. Lembrem-se: esses são sistemas de IA ainda na infância; estão de fraldas e ainda não foram potencializados pelo treinamento completo de si mesmos, que os levará a deixar para trás seus projetistas humanos. E lembrem-se também de que as histórias acima dizem respeito ao que os mocinhos estão fazendo. Converse com qualquer grande especialista em cibersegurança de uma grande empresa americana e você ficará aterrorizado com as histórias sobre o que os bandidos estão fazendo com modelos menores de IA que conseguiram obter, dos quais foram retirados os mecanismos de controle. O Relatório Global de Ameaças da CrowdStrike afirmou que os ataques de "adversários habilitados por IA" aumentaram 89% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo a revista Infosecurity Magazine, em fevereiro —e o ritmo disparou desde então. Mas não tenham medo, porque nosso presidente, que nem sequer usa email, disse às Nações Unidas na semana passada que sabe que nossos temores em relação à segurança da IA são fraudulentos. Ele se referiu às "mesmas pessoas que disseram que todos estaríamos mortos em 12 anos por causa do aquecimento global". E acrescentou: "E ninguém morreu. São as mesmas pessoas que agora dizem que a IA vai nos matar a todos". Milhares de pessoas morreram em catástrofes agravadas pelas mudanças climáticas na última década, e só na imaginação pútrida de Trump alguém disse: "Senhor, todos estaremos mortos em 12 anos". Trump e seu partido —assim como os magnatas da tecnologia da IA que, na prática, pagaram a eles para que não interfiram em seu setor— deveriam rezar para que a "surpresa de outubro" nas próximas eleições legislativas de meio de mandato não seja um grande evento destrutivo envolvendo IA. Se for, é melhor que tenham suas espaçonaves prontas para levá-los a outro planeta, onde possam viver para sempre, porque este evento talvez transforme suas existências em um inferno. Essa ameaça da IA não é uma farsa (assim como a ameaça climática não é uma farsa, como Trump saberia se algum dia consultasse o site da Nasa de seu próprio governo). A única farsa é Trump, que certa vez sugeriu que injetar água sanitária poderia ser uma boa maneira de se livrar da Covid-19, achar que sabe alguma coisa sobre IA ou mudanças climáticas —ou água sanitária. Gostaria que a única ameaça que a ignorância desenfreada de Trump representasse para nós fosse um vírus de IA. Infelizmente, na semana passada, Apoorva Mandavilli, minha colega do New York Times, noticiou que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), por muito tempo considerados "líderes globais incontestáveis em saúde pública", foram tão sistematicamente desmantelados pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que agora são "um esqueleto do que já foi uma potência". Não apenas o quadro de funcionários do CDC foi reduzido em cerca de 30%, como, segundo Mandavilli, citando funcionários atuais e antigos, "as mudanças prejudicaram a capacidade do CDC de responder a surtos, enquanto o sarampo se espalha dentro do país, e o ebola, no exterior, e de emitir orientações oportunas sobre vacinação à medida que a queda das temperaturas dá início à temporada de doenças respiratórias. Divisões inteiras foram fechadas, incluindo equipes que trabalhavam com tabagismo, violência sexual, abuso infantil e quedas entre idosos". O jornal The Guardian publicou uma reportagem sobre a disseminação do surto de sarampo na Pensilvânia, que já ultrapassou 900 casos. O médico John Goldman, especialista em doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, disse que, entre 1992 e 2026, não havia visto um único caso, segundo o Guardian. Agora, "estamos vendo pelo menos um por dia". E acrescentou: "Nunca na minha vida pensei que voltaria a ver sarampo". Esse é um exemplo de como a negligência de Trump está ajudando a disseminar vírus biológicos de verdade. Mas não se esqueçam também do vírus antidiplomático, que igualmente está minando nossas forças. O que seria isso? Uma reportagem do jornal israelense Haaretz, assinada por seu especialista em assuntos do Oriente Médio, Zvi Bar’el, descreveu como a incompetência diplomática do governo Trump e a malevolência do gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, se combinaram para paralisar o plano de paz de 20 pontos de Trump para a Faixa de Gaza. Assim, os civis palestinos, muitos deles vivendo em edifícios destruídos pela guerra —um dos quais desabou em 16 de setembro, matando pelo menos 21 pessoas, incluindo 11 crianças—, continuam em condições de absoluta miséria. Quando Trump lançou seu tão alardeado Conselho da Paz e se tornou seu presidente, os países participantes prometeram US$ 17 bilhões para Gaza. Mas, "até onde se sabe, menos de US$ 300 milhões foram transferidos", informou Bar’el. Além disso, a força internacional de estabilização prevista no plano de paz ainda não foi criada. A força policial palestina que deveria substituir o Hamas, sob a supervisão de um governo tecnocrático palestino, deveria receber treinamento no Egito, "mas Israel está impedindo que seus integrantes deixem Gaza", segundo Bar’el. Aprendi ao longo dos anos que a diplomacia também funciona como um vírus, de maneira benéfica ou prejudicial: quanto mais sucesso você tem, mais respeito conquista; quanto mais respeito conquista, mais sucesso obtém. No sentido inverso, quanto mais fracassos acumula, menos os aliados confiam em se juntar a você, o que leva a mais fracassos. Um exemplo: entre março e outubro de 1991, o secretário de Estado James Baker fez oito viagens diplomáticas ao Oriente Médio para organizar a Conferência de Paz de Madri —a primeira entre Israel, a Organização para a Libertação da Palestina e vários Estados árabes. Acompanhei as oito viagens com ele, como correspondente diplomático do NYT. Ele fracassou nas sete primeiras, mas Baker não desistiu e conseguiu realizar a conferência na oitava. Mostrem-me uma única iniciativa diplomática que o governo Trump tenha desenvolvido desde o cessar-fogo em Gaza, que Trump deixou definhar. É como se tudo o que lhe importasse fosse a manchete sobre a assinatura do acordo, após a qual ele declarou, espantosamente, em 13 de outubro do ano passado: "Juntos, conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente temos paz no Oriente Médio". Isso, sim, é o que chamo de uma verdadeira farsa. Não há um acompanhamento enérgico e concentrado porque não existem linhas claras de autoridade. Temos Thomas Barrack, enviado especial para Síria e Iraque e embaixador na Turquia, fazendo suas próprias declarações sobre políticas. Temos Massad Fares Boulos, sogro de Tiffany, filha de Trump, atuando como assessor sênior do presidente para assuntos árabes e do Oriente Médio. Temos Jared Kushner e Steve Witkoff, que atuam em tempo parcial. Temos vários subsecretários de Estado e de Defesa. E temos Trump em suas redes sociais. (Alguém ainda vai transformar isso em um musical!) O que não temos é um secretário de Estado como Baker, que se concentre incansavelmente em mobilizar o poder dos Estados Unidos e que faça viagem após viagem, até cumprir a missão. A única coisa que Trump acompanha incansavelmente é a perseguição à imprensa. No último sábado, depois de ser obrigado por um juiz a permitir que repórteres da CNN voltassem à Casa Branca, após Trump tê-los banido ilegalmente porque a cobertura da emissora não era bajuladora o suficiente, o presidente ainda assim impediu que a CNN o acompanhasse no Air Force One para assistir a uma partida de futebol americano no Tennessee. Quando se trata de denunciar a imprensa, Trump tem foco absoluto. Mas, ao lidar com os vírus digitais, biológicos e diplomáticos que enfraquecem o sistema imunológico nacional, nem tanto —para nosso enorme risco. Lula x Flávio Bolsonaro: o dilema que divide o Brasil | Não é Bem Assim Meio Estreou há 84 minutos #lula #eleições2026 #flaviobolsonaro O Brasil chega ao primeiro turno diante de uma encruzilhada: continuidade ou incerteza? No episódio do Não é bem assim de 1 de outubro de 2026, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam uma campanha marcada pela polarização, pela falta de projetos claros e por um eleitorado que parece decidir não onde será melhor, mas onde dói menos. – O Meio é um canal de jornalismo independente, atualizado todos os dias. Vídeos com análise e informação, colunas de opinião, programas que vão de mini documentários a entretenimento, lives e shorts. Tudo isso você encontra aqui, no Youtube do Meio. 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Em quem Pedro e Cora vão votar? | Pedro+Cora Meio Estreou há 7 horas #eleições #eleições2026 #flaviobolsonaro No Pedro+Cora do dia 1 de outubro de 2026, os jornalistas Pedro Doria e Cora Rónai falam sobre a tensão no Brasil antes das eleições presidenciais. No papo, falam como se sentem sobre o nível de polarização e o cansaço da sociedade diante aos candidatos disponíveis, os riscos da democracia e a declaração de alguns votos de Pedro e Cora. __ E Vamos À Luta Gonzaguinha
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NOTA DIDÁTICA: O texto a seguir constitui uma simulação de peça prática puramente acadêmica e hipotética. O objetivo deste modelo é demonstrar a estrutura formal, os requisitos de admissibilidade e a fundamentação jurídica do instituto da Revisão Criminal perante o Supremo Tribunal Federal (STF), servindo exclusivamente para fins de estudo e ilustração doutrinária do Direito Processual Penal Constitucional.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

REQUERENTE (NOME COMPLETO DO REQUERENTE), nacionalidade, estado civil, profissão (ex-detentor de cargo público com prerrogativa de foro ou corréu atraído por conexão processual), residente e domiciliado em [Cidade/UF], por seus advogados infra-assinados, com instrumento de mandato anexo e endereço profissional para intimações, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro no artigo 102, inciso I, alínea “j”, da Constituição Federal, combinado com o artigo 621, incisos I e III, do Código de Processo Penal, ajuizar a presente:

AÇÃO DE REVISÃO CRIMINAL COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA
(EFEITO SUSPENSIVO / SIMULAÇÃO DIDÁTICA)

em face do acórdão transitado em julgado proferido por este Colendo Supremo Tribunal Federal nos autos da Ação Penal Originária nº [Número do Processo], pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.


1. DA ADMISSIBILIDADE E DA COMPETÊNCIA DO STF

A presente revisão criminal visa desconstituir o acórdão condenatório proferido em sede de competência originária por esta Suprema Corte (ratione muneris ou por atração simétrica de competência por conexão/continência), cujo trânsito em julgado operou-se em [Data do Trânsito em Julgado].

Conforme dita o artigo 102, I, "j", da Constituição Federal, compete privativamente ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar a revisão criminal de seus próprios julgados. O pleito ampara-se nas hipóteses do artigo 621, I e III, do CPP, haja vista a demonstração de que a condenação fundou-se em manifesta contrariedade ao texto expresso da lei penal e em elementos probatórios cuja higidez e validade técnica restaram infirmadas por novos elementos.

2. SÍNTESE DOS FATOS SINALIZADOS

O Requerente foi condenado por este egrégio Tribunal à pena de [Pena Aplicada], em regime inicial [Regime], pela suposta prática do delito capitulado no artigo [Tipificação Penal Correspondente].

O cerne do decreto condenatório consistiu na produção e valoração de provas extraídas de dispositivos digitais e mídias eletrônicas arrecadadas ao longo do procedimento investigativo e da instrução processual. Ocorre que, conforme demonstrado no laudo técnico anexo, tais elementos probatórios foram colhidos, processados e manuseados sem a observância das formalidades técnico-procedimentais mínimas necessárias para a garantia de sua inalterabilidade, restando configurada a **quebra da cadeia de custódia**. À defesa técnica foi obstado o acesso integral aos dados brutos (raw data) e aos metadados de origem, comprometendo a realização de contraperícia e o exercício pleno do contraditório.

3. FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICO-JURÍDICA

3.1. Da Ofensa ao Devido Processo Legal e à Paridade de Armas (Art. 5º, LIV e LV, da CF/88)

O processo penal sob a égide constitucional exige a observância intransigente do due process of law e do princípio da ampla defesa. O equilíbrio de forças entre os sujeitos processuais (paridade de armas) pressupõe o livre acesso de todas as partes aos elementos que formam a convicção do magistrado.

A retenção ou a fragmentação de dados técnicos que servem de arrimo à pretensão punitiva impõe manifesto cerceamento de defesa, contrariando a tese jurídica consolidada por esta Corte na Súmula Vinculante nº 14. Elementos de prova cuja integralidade não possa ser auditada pela defesa não reúnem os requisitos constitucionais necessários para lastrear uma condenação penal definitiva.

3.2. Da Inobservância da Cadeia de Custódia da Prova Digital (Artigos 158-A a 158-F do CPP)

No ordenamento infraconstitucional, a regularidade da prova material e digital depende do estrito cumprimento das etapas fixadas a partir do artigo 158-A do Código de Processo Penal. A lei impõe ao Estado o dever de documentar a história cronológica do vestígio.

A manipulação de ativos de informação digitais sem o devido registro de seus algoritmos de integridade (*hashes*) rompe a confiabilidade do acervo probatório. Tratando-se de prova volátil, a impossibilidade de aferir sua fonte original atrai a sanção de inadmissibilidade, conforme o artigo 157, *caput* e § 1º, do CPP (Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada).

4. DA TUTELA DE URGÊNCIA (PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO CAUTELAR)

Conquanto o artigo 627 do CPP não preveja ordinariamente o efeito suspensivo automático à ação revisional, este Pretório Excelso reconhece a possibilidade de concessão de provimento cautelar com base no poder geral de cautela, quando preenchidos os requisitos do *fumus boni iuris* e do *periculum in mora*:

  • A plausibilidade do direito repousa na flagrante desconformidade da instrução originária com as regras procedimentais obrigatórias instituídas pela Lei nº 13.964/2019 e garantias constitucionais correlatas.
  • O perigo na demora decorre da subsistência de restrições severas à esfera jurídica, civil ou de liberdade do Requerente calcadas em provimento jurisdicional eivado de nulidade de ordem pública.

5. DOS PEDIDOS FORMULADOS

Diante de todo o exposto em sede doutrinária e processual, requer-se:

  1. LIMINARMENTE, o conhecimento da ação com atribuição de efeito suspensivo, sobrestando-se a execução das reprimendas impostas até o julgamento final de mérito da presente lide;
  2. No mérito, a total **PROCEDÊNCIA** do pedido revisional para:
    • a) Decretar a nulidade absoluta da fase instrutória atingida pela quebra da cadeia de custódia;
    • b) Determinar a exclusão física e jurídica dos elementos considerados inválidos, nos termos do artigo 157 do CPP;
    • c) Modificar o acórdão rescindendo a fim de **ABSOLVER** o Requerente, com supedâneo no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal, restituindo-se o status quo ante de seus direitos civis e políticos.

Pede deferimento.

[Local], [Data].

[NOME DO ADVOGADO]

OAB/[UF] nº [Número]

Use o código com cuidado. Para enriquecer a abordagem acadêmica do seu blog, se desejar, posso preparar: • Uma lista de questões de fixação ou tópicos de debate acadêmico baseados nessa peça (útil para estudantes de direito que lêem o seu blog). • Um resumo explicativo em tópicos simples detalhando o que é a cadeia de custódia para leigos. Qual dessas opções agrega mais valor à sua postagem? As respostas da IA podem conter erros. Para orientação jurídica, consulte um profissional. Saiba mais

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

ALMAS VIVAS E ALMAS MORTAS

...ele quer comprar os nomes dos seus servos mortos. Na Rússia czarista do século XIX, os servos eram chamados de almas.

ALMAS MORTAS, de Nikolai Gógol
quarta-feira, 30 de setembro de 2026 O discípulo do Conde Koma, as eleições e a dimensão da crise do Supremo, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A poucos dias da eleição, a impressão de que ministros estão à beira do pugilato encobre os fundamentos das decisões. Não há risco de fraude eleitoral, mas há uma crise de confiança Mitsuyo Maeda, o Conde Koma, nasceu no Japão em 1878 e fez da luta uma profissão itinerante. Formado no judô de Jigoro Kano, percorreu países demonstrando técnicas e enfrentando adversários de diferentes modalidades. Chegou ao Brasil em 1914 e passou por Manaus em dezembro de 1915, com apresentações no Teatro Polytheama. Seus desafios ajudavam a divulgar uma arte marcial na qual técnica, equilíbrio e alavancas permitiam superar a força bruta. Foi em Belém que Maeda encontrou Carlos Gracie, responsável por transmitir seus ensinamentos aos irmãos. Hélio, que aprendeu sobretudo no ambiente familiar, tornou-se um dos principais responsáveis pelo aperfeiçoamento e pela divulgação do estilo brasileiro, com ênfase no combate no chão. Carlos organizou o ensino; Hélio projetou a eficácia das técnicas nos desafios. Filhos, sobrinhos e discípulos ampliaram essa escola. Décadas depois, Royce Gracie levou suas finalizações aos primeiros torneios do UFC, enquanto academias espalhavam pelo mundo o jiu-jítsu brasileiro. Entre os praticantes mais ilustres do esporte está Luiz Fux. Discípulo de Osvaldo Alves desde a juventude, o ministro do Supremo Tribunal Federal recebeu em Manaus, em 2019, a faixa vermelha e branca, correspondente ao oitavo grau. Uma graduação que resulta de mais de 50 anos de treinamento. Fux cultiva a disciplina, o autocontrole e os valores transmitidos pelo jiu-jítsu. Agora, porém, trocou o tatame por um octógono institucional: tornou-se protagonista da guerra de liminares que atravessou o Supremo e alcançou a Justiça Eleitoral. A escalada começou com o Banco Master. A investigação conduzida por André Mendonça, as mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e os questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes expuseram divisões internas que o tribunal não conseguiu administrar nos colegiados. A abertura de informações e a disputa sobre os limites das apurações converteram divergências processuais em confrontos públicos entre os ministros. Desde então, cada novo processo politicamente sensível passou a ser interpretado à luz desse conflito, mesmo quando possui fundamentos e objeto próprios. O desgaste avançou sobre o reajuste do Bolsa Família e os precatórios do setor sucroalcooleiro. No primeiro caso, Mendonça rejeitou uma iniciativa no TSE por razões processuais; depois, Gilmar Mendes reconheceu a validade do aumento no Supremo. Nos precatórios, referências encontradas no material do Master a pessoas próximas de Nunes Marques ampliaram a tensão. Esses episódios não demonstram, por si, atuação coordenada de facções judiciais. Revelam, entretanto, um ambiente no qual decisões alimentam suspeitas de movimentos entre adversários. Dimensão histórica A crise desembocou diretamente na campanha na sexta-feira. Mendonça determinou, no TSE, a retirada de publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro a intenção de remover de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. No domingo, Flávio Dino permitiu o restabelecimento de conteúdos, invocando a liberdade de expressão. Na segunda-feira, Fux suspendeu os efeitos da decisão do colega e restaurou a ordem eleitoral até a manifestação do plenário. Em quatro dias, as plataformas receberam comandos sucessivos e contraditórios sobre o mesmo assunto. Fux aplicou uma espécie de contragolpe: evocou o rigor empregado pelo próprio Supremo nos inquéritos sobre desinformação para questionar a liberação de uma narrativa considerada falsa pelo TSE. O argumento expõe uma cobrança de coerência. Mas o procedimento reproduz o problema que pretende conter: outra decisão individual neutraliza a anterior, enquanto o colegiado aguarda para estabelecer uma orientação comum. Nunes Marques, presidente do TSE, levou sua reação a Edson Fachin e advertiu para o risco de captura institucional da Corte Eleitoral. A expressão mostra a profundidade da ruptura: o tribunal responsável pela votação passou a reclamar da interferência do Supremo, de onde provêm três de seus integrantes. O ativismo monocrático voltou como um bumerangue. A expansão do poder individual, frequentemente justificada pela urgência de proteger a democracia, abriu caminho para uma disputa sobre quem pode impor sua interpretação aos demais. A poucos dias da eleição, a impressão de que ministros estão à beira do pugilato ameaça encobrir os fundamentos de suas decisões. Não há risco de fraude eleitoral, mas há uma crise de confiança. Quando os árbitros parecem disputar o resultado, oferecem aos derrotados argumentos para contestar as regras e aos observadores internacionais motivos para duvidar da estabilidade institucional brasileira. A Corte precisa recuperar sua autoridade com decisões coletivas fundamentadas e critérios consistentes. A lição da arte suave deveria servir a Fux e aos colegas: dominar a própria força é tão importante quanto vencer um adversário. No octógono do Supremo, a legitimidade das eleições não pode acabar imobilizada. Existe uma dimensão ética e histórica que precisa ser considerada pela Corte neste momento. Simone - Trocando em Miúdos (Áudio Oficial)
quarta-feira, 30 de setembro de 2026 O que muda de Jair Bolsonaro em 2018 para Flávio em 2026? Por Wilson Gomes Folha de S. Paulo STF enfraquecido, Trump e aprendizado institucional tornam diferente um eventual novo ciclo bolsonarista Em 2026, o projeto é mais legível e as condições para executá-lo podem ser mais favoráveis Em 2018, a rejeição ao PT, a ojeriza aos partidos e grupos que dominavam a política nacional, a sensação de que a vida havia parado de melhorar, os ventos internacionais favoráveis a um populismo radical de direita e, como decorrência disso tudo, uma vontade quase desesperada de mudança de rumo político levaram milhões de eleitores a conceder praticamente um cheque em branco a Jair Bolsonaro. Um candidato que, sabia-se então como se sabe hoje, exibia poucas, se alguma, das qualidades que normalmente se procuram em alguém a quem se pretende entregar o governo do país. De certa forma, Bolsonaro foi um "poste". Chamamos assim o candidato cuja viabilidade eleitoral provém menos de capital político próprio do que daquele que lhe transfere um patrocinador. A diferença é que Bolsonaro não era o poste de um padrinho determinado, mas de sentimentos políticos urgentes: o antipetismo, o desprezo pela política tradicional, o "não" a tudo o que parecia errado. Era o tapa na cara que se queria desferir no sistema político. Teve fiadores, claro, mas, como candidatura do "não", Bolsonaro não precisava explicar com muita precisão para onde levaria o país. Bastava assegurar que seria para longe daquilo. O resto vinha depois. É curioso que, em 2026, estejamos novamente diante de uma candidatura cuja principal credencial continua a ser apenas a capacidade de derrotar o PT. A pergunta sobre quais qualificações próprias Flávio apresenta para governar o Brasil continua difícil de responder a partir de tudo o que se sabe dele. Nem mesmo a desculpa "pelo menos é honesto", usada em 2018 para justificar o voto em um candidato sem outras qualidades, resiste a um exame atento. Mas há uma diferença decisiva. O voto em Flávio já não pode ser entendido como o mesmo cheque em branco de 2018. Há agora um projeto muito mais legível. Quem escolhe Flávio escolhe também consequências mais previsíveis que aquelas de oito anos atrás: uma inflexão conservadora nas políticas públicas e nas instituições, sim, mas também uma ofensiva para alterar o equilíbrio interno do Judiciário e uma política externa voluntariamente subordinada ao governo Trump. Além disso, um eventual governo Flávio se daria em circunstâncias muito distintas das enfrentadas por seu pai. Há, antes de tudo, uma diferença decisiva no sistema de contenção institucional. Durante o governo Bolsonaro, o Supremo e, particularmente, Alexandre de Moraes, de um jeito ou de outro, transformaram-se nas principais barreiras às sucessivas tentativas de erosão da democracia liberal. Não é preciso canonizar ninguém no STF para reconhecer que foi o poder dissuasivo contra um movimento que nunca demonstrou quaisquer escrúpulos para tentar perpetuar-se no poder ou dominar o Estado sem obstáculos constitucionais. Um novo governo bolsonarista encontraria uma corte em situação muito diferente. E não se trata apenas da queda da confiança no STF. A guerra aberta entre seus ministros tornou perfeitamente plausível a percepção de que eles podem colocar os interesses das facções internas a que pertencem acima da própria instituição. E, para piorar, alguns já parecem ter perdido o antigo cuidado de evitar que suas decisões fossem lidas como extensão das preferências políticas do campo que os indicou. Some-se a isso o fato de que o próximo presidente também terá peso incomum sobre a composição do tribunal —Flávio já anunciou que pretenderia indicar cinco ministros— e teremos uma situação completamente diferente da vivida no passado. Antes, o problema era se o STF teria força suficiente para conter um presidente disposto a testar os limites da democracia; no próximo governo, acrescenta-se a dúvida sobre se terá credibilidade suficiente para fazê-lo. Por fim, também muda o ambiente internacional. Jair Bolsonaro governou entre Trump e Biden. Um eventual Flávio encontraria Trump na Casa Branca durante pelo menos os dois primeiros anos de mandato. Finalmente, existe algo que não havia em 2018: aprendizado. O primeiro governo Bolsonaro foi, em muitos momentos, improvisação, conflito interno, iniciativas mal executadas e recuos diante de obstáculos que seus integrantes pareciam não ter previsto. Trump oferece o exemplo de como uma segunda passagem pelo poder pode ser mais consciente dos obstáculos e, portanto, muito mais eficiente. No Brasil, a analogia sugere ao menos isto: desta vez, haveria menos incerteza sobre o que se pretende fazer, mais clareza sobre meios e metas e, possivelmente, condições mais favoráveis para executar a agenda. "Tem escorregado demais." "Eu nunca vi uma coisa desss." Mônica Bergamo: eleitores-pêndulo se aproximam de Lula Rádio BandNews FM 30 de set. de 2026 Em uma disputa acirrada pela Presidência da República, com a liderança de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida, qualquer variação nas pesquisas eleitorais, ainda que pequena, pode ser determinante para a vitória de um candidato ou de outro. A análise é da colunista de política da BandNews FM, Mônica Bergamo.
quarta-feira, 30 de setembro de 2026 Eleição descamba para temas aleatórios, por Vera Magalhães O Globo Captura da campanha por assuntos inflados artificialmente, como guerra religiosa que foi parar no STF, mostra falência da política e esgotamento da atual polarização Quando parecia que a eleição deste ano não tinha como ficar mais distante dos problemas reais do país, ela foi dragada por uma escalada sem pé nem cabeça que começou num boato sobre Nossa Senhora Aparecida e terminou, como sempre e como tudo, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A guerra santa se fundiu à guerra aberta entre ministros da Corte, num epílogo que nem as mentes mais criativas poderiam imaginar para uma campanha em que as atenções estiveram muito mais voltadas à lista de favorecidos por um banqueiro preso por fraude financeira que às propostas para o futuro do Brasil. De uma hora para outra, uma nova sessão de um STF já conflagrado passa a ter tanta possibilidade de interferir nos rumos do pleito quanto o debate do dia seguinte entre os candidatos à Presidência da República. Esse estado de coisas é prova cabal do esgotamento da polarização entre dois grupos políticos que falharam em acenar ao eleitor com esperança, combustível que costumava guiar o voto antes do ódio e do desejo de aniquilação do outro, sentimentos que se impuseram pelo menos desde 2018. Por mais que indicações dadas por Flávio Bolsonaro de que, se eleito, poderia patrocinar ou incentivar discussões já propostas no passado, sem sucesso, para rever feriados católicos ou a designação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, a celeuma em torno disso foi inflada por Lula e pela esquerda de forma absolutamente bizantina. Além de não ser fato que Flávio tenha efetivamente proposto algo nesse sentido, espanta que seja isso, e não um caminhão de outras coisas mais preocupantes que ele já disse efetivamente que fará — como indultar o pai e os demais condenados por tentativa de golpe —, a chocar os eleitores que professam essa ou aquela fé. Outra demonstração alarmante do descolamento em relação à realidade que tem guiado esta corrida eleitoral. Que Lula, que sempre condenou, ao menos no gogó, o uso político da fé, tenha se aferrado a Nossa Senhora como um devoto que nunca foi é mais um indício do grau de desespero que tomou sua campanha e seu governo diante do risco concreto de derrota. É inadmissível que um governante coloque no mesmo caldeirão doses cavalares de populismo fiscal, usando a tinta da caneta até não sobrar uma gota, e um proselitismo religioso indisfarçado para tentar recuperar terreno nos campos da popularidade e da intenção de votos. pratiSe são esses os remédios, resta a pergunta óbvia: o que esse político ainda tem a oferecer a um país com tantas carências? Por que se recusa a debater essas ideias, em vez de recorrer a mandrakarias? E por que o temor de confrontar sua biografia, com três mandatos presidenciais e uma vida política escrutinada — para o bem e para o mal — há décadas, com a de um senador até ontem obscuro, cujas conquistas políticas até aqui derivam apenas e tão somente do sobrenome e com uma ficha corrida que também não foi trazida à luz nesta campanha marcada por obscurantismo e diversionismo. Em vez de travarem esse embate de projetos e trajetórias olho no olho, os dois candidatos que lideram as pesquisas recorrem a ministros do STF cada vez mais alinhados a grupos políticos e a narrativas falsas sobre questões religiosas, que deveriam ficar fora dos palanques, porque não dizem respeito à definição de políticas públicas num Estado laico. É vergonhoso e perigoso ao mesmo tempo. Parecia que o vexame de 15 de setembro seria o degrau mais baixo a que o Supremo desceria para que seus integrantes, entrincheirados, evitassem um mínimo de prestação de contas à sociedade sobre sua conduta e suas relações. Mas não: a guerra santa das redes sociais foi transposta para os tribunais, opondo, de um lado, um ministro “terrivelmente evangélico” e seus aliados e, de outro, um declaradamente católico e seu afã de participar do processo político de que deveria ter se retirado quando foi nomeado para voltar à magistratura. É assim que o país se aproxima do momento de ir às urnas. O grau de imprevisibilidade diante de uma disputa completamente irracional é tal que praticamente só resta clamar: seja o que Deus quiser. CHICO BUARQUE " MORTE E VIDA SEVERINA " Noemia Hime ALMAS VIVAS E ALMAS MORTAS Almas Mortas (publicado em 1842) é um dos romances mais célebres do escritor russo Nikolai Gógol, concebido como uma sátira profunda da sociedade, da burocracia e da moralidade da Rússia czarista do século XIX. Há uma coisa que não se deve fazer com Vera Magalhães: jogar sua lucidez na bacia das almas mortas só porque se pretende discutir uma escolha de palavras sua. Seria uma operação intelectualmente preguiçosa. E, convenhamos, o artigo não é preguiçoso. O que ele faz é mais interessante. Vera parte de uma constatação: a “guerra santa” das redes sociais teria sido transposta para os tribunais. De um lado, aparece um ministro descrito como “terrivelmente evangélico”, acompanhado de seus aliados; de outro, um personagem apresentado como “declaradamente católico”, associado ao afã de participar do processo político de que, na visão da autora, deveria ter-se retirado ao voltar à magistratura. Está tudo aí. E é justamente aí que a colher de pau entra no angu. Não é preciso inventar uma intenção que Vera não declarou para notar que “terrivelmente” e “declaradamente” não fazem o mesmo serviço na frase. “Declaradamente católico” identifica uma posição religiosa assumida. “Terrivelmente evangélico” acrescenta à identificação um qualificativo que produz efeito retórico próprio. Pode-se discutir se esse efeito é deliberado. Pode-se discutir se é justo. Pode-se até discordar dele. O que não se deve fazer é fingir que as duas expressões são semanticamente equivalentes. Não são. E justamente porque não são, o pequeno contraste merece ser observado. Mas daí a transformar Vera numa espécie de caricatura de sua própria inteligência vai uma distância que eu não percorreria. A autora é suficientemente lúcida para que se possa discutir uma frase sua sem precisar desqualificar o conjunto de sua visão. Aliás, é esse o ponto que me parece mais interessante. Uma boa jornalista não precisa acertar cada adjetivo para continuar sendo uma boa jornalista. E uma crítica séria não precisa transformar cada adjetivo discutível em prova de que toda a visão de mundo do autor está comprometida. Gógol talvez ajude aqui. Em Almas Mortas, o século XIX russo ofereceu ao mundo personagens que sobreviviam administrativamente como almas quando já não sobreviviam biologicamente. A ficção tinha lá sua maneira de mostrar a distância entre o que constava no papel e o que existia na realidade. Na política e no jornalismo, há fenômeno inverso: às vezes pretendem vender como vivíssima uma alma que já morreu; outras vezes enterram, por conveniência narrativa, aquilo que ainda está bem vivo. Convém não fazer nenhuma das duas coisas com Vera Magalhães. Nem canonizá-la. Nem enterrá-la. Leia-se o artigo. Examine-se a construção. Veja-se o que os substantivos dizem e, sobretudo, o que os adjetivos fazem. Porque há momentos em que a ideologia não entra pela porta da frente, anunciada com fanfarra. Entra de fininho, como advérbio. E “terrivelmente” é um advérbio que não passa exatamente despercebido. Agora, a colher de pau. Desde Três Córregos — ou “3 Corgos”, na intimidade da geografia afetiva —, o ex-professor de Vera mete sua colher nesse angu, preservando algo que considero intelectualmente mais saudável: admiração não exige concordância. Ainda se pode respeitar uma pessoa de quem se discorda. Ainda se pode admirar uma inteligência e apontar-lhe uma assimetria. Ainda se pode reconhecer a qualidade de um artigo e, ao mesmo tempo, cutucar uma frase. Isso é crítica. O resto é torcida. E aqui aparece a velha palavra: simpatia. Há quem tenha simpatia por alguém; há quem tenha antipatia; há quem não comungue da mesma simpatia — e o bloco carnavalesco “Sovaco de Cobra”, com seu irreverente quase-amor, certamente daria uma boa colherada nessa semântica. Mas não confundamos simpatia com verdade. Nem antipatia com erro. Nem religião com argumento. Nem adjetivo com demonstração. O artigo de Vera continua de pé justamente porque oferece matéria para esse tipo de leitura. Seria uma pena transformá-lo em mera peça de acusação contra sua autora. Melhor fazer o contrário: levar a sério o texto. E levar a sério Vera é poder dizer, sem nenhuma necessidade de excomunhão: a frase é inteligente; a construção é hábil; a distinção é perceptível; e a assimetria dos qualificativos também. A colher de pau, portanto, continua trabalhando. Mas sem jogar a autora fora com o angu. Nem transformar almas vivas em almas mortas apenas porque discordamos da receita. Viva Voz Especial Eleições - 29/09/26 Rádio CBN Transmissão ao vivo realizada há 15 horas #NoArNaCBN Vera Magalhães recebe convidados especiais para análises sobre o panorama eleitoral. html

Entre Poder e Poder Não Fazer o Poder Tranquilo

Uma crônica satírica em um ato cinematográfico.


O que acontece quando o regionalismo paranaense cruza o caminho da estética de rede social, sob a benção dos clássicos das tardes de matinê e o veredito final do samba de raiz? Quando o silêncio de quem pode tudo colide com o barulho de quem finge muito, abre-se a cortina para o dilema de Arapongas.

Pecadora Grupo Revelação
🎵 Trilha Sonora Sugerida para a Leitura:

Ouça "Pecadora" na voz do Grupo Revelação ou Zeca Pagodinho para entrar no clima.

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CENA 1. GABINETE DO PODER TRANQUILO - INTERIOR / DIA

O ambiente é austero, revestido de imbuia antiga. Janelas do chão ao teto dão vista para as copas das araucárias balançando ao vento frio paranaense. Sentada à mesa central, a PRIMEIRA-DAMA fita o vazio. Em suas mãos, o relatório impresso do Dicionário inFormal aberto na página da expressão local: "Piá de Bosta".

De um lado da sala, sob a luz suave de uma luminária vintage, a projeção de uma antiga matinê de cinema foca no rosto jovem de Tony Ramos, o conterrâneo de Arapongas, simbolizando a infância assistida ao lado da avó protetora. Do outro lado da sala, sob a luz fria de um ring light de 100W, o INFLUENCER ASSESSOR DE PODEROSAS, com sotaque nitidamente carioca, digita freneticamente no celular, caçando engajamento.

INFLUENCER CARIOCA

(Sem tirar os olhos da tela)
Olha só, patroa... Esquece o sotaque do interior. O babado hoje é o hype das redes, o lacre. Se a oposição atacar, a gente solta um Reels expondo a fragilidade deles. Quem com piá fere... hã... como era mesmo aquele ditado brega de vocês?

PRIMEIRA-DAMA

(Sorrindo de canto, com frieza paranaense)
Quem com piá fere, com micadora pode ser ferida, meu caro. Você acha que entende de poder porque tem um milhão de seguidores flutuantes? Aqui em Arapongas a terra é roxa, mas o jogo é de xadrez.

A VOZ DA CONSCIÊNCIA (TONY RAMOS NA MATINÊ)

(Sua voz ecoa das caixas de som antigas, mansa e imponente)
Lembre-se de sua avó, menina. O poder tranquilo não precisa gritar em caixa alta no feed. O conterrâneo sabe quando recuar para ver o oponente tropeçar nas próprias palavras.

O Influencer bufa, gesticulando no ar com o smartphone de última geração. Ele avança dois passos em direção à mesa.

INFLUENCER CARIOCA

Mas a senhora tem a máquina nas mãos! Pode fazer o que quiser! Por que escolher o silêncio quando se pode ter o barulho?

PRIMEIRA-DAMA

(Levanta-se lentamente. Desliga o ring light do assessor com um clique definitivo)
Porque entre o poder fazer o caos e o poder não fazer o poder tranquilo... eu escolho o peso da minha palavra. O seu tempo de assessoria acabou. Vai, pecadora arrependida. Cuidar da tua vida, eu não quero você mais.

O som pesado de um tantã de samba começa a ditar o ritmo no fundo da cena. O ritmo cresce, abafando o som do vento exterior.

PRIMEIRA-DAMA

Me deste um grande desgosto. Me deste um grande desgosto... Eu não quero ver seu rosto. Palavra de rei não volta atrás.

A Primeira-Dama caminha até a janela. O Influencer recolhe seus cabos e seu tripé, derrotado pela calmaria tática da província. A projeção de Tony Ramos pisca uma última vez na parede antes de congelar num frame de serenidade cinematográfica.

FIM DA CENA


Nota do Autor:

O verdadeiro poder não reside no espalhafato de quem precisa performar relevância a cada segundo em busca de curtidas. Às vezes, o maior ato de autoridade está na calmaria de saber segurar as cartas e deixar que a gravidade do tempo faça o mico (ou a micadora) cobrar seu preço. Entre o conterrâneo e o carioca, vence quem sabe a hora exata de cantar o samba da despedida.
Use o código com cuidado.
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“MORTE, MORTE MORRIDA E MORTE MATADA: FORTUNA EM DUAS FACES E UMA QUINA FINA CILÍNDRICA - A MORTE E A MORTE DA MORTE”

O seu texto constrói um mosaico filosófico e poético profundo, entrelaçando a sabedoria popular, a grande literatura brasileira e a simbologia mítica do acaso.

A expressão "morte morrida" (aquela natural, que vem com o tempo) e "morte matada" (provocada pela violência, pela mão humana ou pela emboscada) é um patrimônio da nossa língua, eternizado de forma primorosa no poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Na obra, a "morte matada" desenha a dura realidade socioeconômica do sertão, onde a vida frequentemente é interrompida antes da hora.

A inserção da "Fortuna em duas faces e uma quina fina cilíndrica" adiciona um elemento de geometria sagrada e teoria dos jogos a essa dualidade:

  • As Duas Faces: Representam o binarismo clássico do destino. Cara ou coroa. Viver ou morrer. A morte morrida (o declínio orgânico inevitável) e a morte matada (o acidente, o crime, a intervenção abrupta).
  • A Quina Fina Cilíndrica: É o limiar matemático improvável. É a moeda que cai de pé. No contexto da vida, representa a frágil linha do milagre, o equilíbrio paradoxal onde a morte e a vida coexistem, ou onde ocorre o que você chamou de "a morte da morte" — a superação do fim, seja pela transcendência, pelo nascimento de uma nova vida (como o bebê no final do poema de João Cabral) ou pela eternização da memória.

Essa intersecção entre o fado (a Fortuna) e os tipos de término corpóreo ecoa também em leituras simbólicas e arcanas, onde a foice (o corte abrupto/morte matada) e o caixão (o repouso final/morte morrida) são faces da mesma moeda da impermanência humana.

Para que eu possa responder ou criar algo alinhado com o seu objetivo, você poderia me contar:

  • Este texto é parte de um ensaio acadêmico, de um poema ou de um estudo filosófico?
  • Você gostaria que eu desenvolvesse um texto literário ou uma análise conceitual a partir desse título?

Referências e Notas de Pesquisa:

colegiocngparanagua.com.br — Morte e Vida Severina
E foi morrida essa morte, irmãos das almas, essa foi morte morrida ou foi matada? — Até que não foi morrida, irmão das almas, esta foi morte matada, numa embosc...

bemditojor.com — Morte morrida e morte matada - Bemdito
22 de mar. de 2021 — Foi morte morrida ou morte matada? Foi em Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, “E foi morrida essa morte, irmãos foi morte morrida ou foi matada?

YouTube · Trollendo — To Understand | Death and Life of Severina | Unicentro Entrance Exam 2024
30 de ago. de 2024 — Severino se depara com a morte em duas formas: a morte morrida, relacionada à fome e à sede, e a morte matada, ligada às invasões de terra.

YouTube · Explicaê — morte e vida severina somos muitos severinos iguais em tudo (...)
10 de fev. de 2022 — A morte severina é de velhice antes dos 30, de emboscada antes dos 20, ou de fome um pouco por dia. Essa morte é resultado da fome, da violência e da falta de q...

Linguagista — «Morte morrida e morte matada»
25 de out. de 2024 — Morte morrida é a morte natural, morte matada é a que foi provocada — é forma de dizer não apenas rara, como também para lá dos limites da gramática.

Brainly — Qual o sentido da expressão "morte morrida"?
14 de mai. de 2018 — A expressão 'morte morrida' refere-se a uma morte natural, ocorre sem intervenção externa, em oposição à 'morte matada', que indica uma morte causada por fatore...

Instagram · mariagabisaldanha
22 de out. de 2025 — Engana-se quem pensa que A Morte seja o único Arcano do Tarô a ... na Roda da Fortuna e nA Torre, por exemplo.”

Use o código com cuidado. “MORTE, MORTE MORRIDA E MORTE MATADA: FORTUNA EM DUAS FACES E UMA QUINA FINA CILÍNDRICA - A MORTE E A MORTE DA MORTE” “O seu texto constrói um mosaico filosófico e poético profundo, entrelaçando a sabedoria popular, a grande literatura brasileira e a simbologia mítica do acaso. A expressão "morte morrida" (aquela natural, que vem com o tempo) e "morte matada" (provocada pela violência, pela mão humana ou pela emboscada) é um patrimônio da nossa língua, eternizado de forma primorosa no poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Na obra, a "morte matada" desenha a dura realidade socioeconômica do sertão, onde a vida frequentemente é interrompida antes da hora. A inserção da "Fortuna em duas faces e uma quina fina cilíndrica" adiciona um elemento de geometria sagrada e teoria dos jogos a essa dualidade: * As Duas Faces: Representam o binarismo clássico do destino. Cara ou coroa. Viver ou morrer. A morte morrida (o declínio orgânico inevitável) e a morte matada (o acidente, o crime, a intervenção abrupta). * A Quina Fina Cilíndrica: É o limiar matemático improvável. É a moeda que cai de pé. No contexto da vida, representa a frágil linha do milagre, o equilíbrio paradoxal onde a morte e a vida coexistem, ou onde ocorre o que você chamou de "a morte da morte" — a superação do fim, seja pela transcendência, pelo nascimento de uma nova vida (como o bebê no final do poema de João Cabral) ou pela eternização da memória. Essa intersecção entre o fado (a Fortuna) e os tipos de término corpóreo ecoa também em leituras simbólicas e arcanas, onde a foice (o corte abrupto/morte matada) e o caixão (o repouso final/morte morrida) são faces da mesma moeda da impermanência humana. Para que eu possa responder ou criar algo alinhado com o seu objetivo, você poderia me contar: * Este texto é parte de um ensaio acadêmico, de um poema ou de um estudo filosófico? * Você gostaria que eu desenvolvesse um texto literário ou uma análise conceitual a partir desse título? colegiocngparanagua.com.br Morte e Vida Severina E foi morrida essa morte, irmãos das almas, essa foi morte morrida ou foi matada? — Até que não foi morrida, irmão das almas, esta foi morte matada, numa embosc... bemditojor.com Morte morrida e morte matada - Bemdito 22 de mar. de 2021 — Foi morte morrida ou morte matada? Foi em Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, “E foi morrida essa morte, irmãos foi morte morrida ou foi matada? YouTube·Trollendo To Understand | Death and Life of Severina | Unicentro Entrance Exam 2024 30 de ago. de 2024 — Severino se depara com a morte em duas formas: a morte morrida, relacionada à fome e à sede, e a morte matada, ligada às invasões de terra. 1m YouTube·Explicaê morte e vida severina somos muitos severinos iguais em tudo (...) 10 de fev. de 2022 — A morte severina é de velhice antes dos 30, de emboscada antes dos 20, ou de fome um pouco por dia. Essa morte é resultado da fome, da violência e da falta de q... Linguagista «Morte morrida e morte matada» - Linguagista 25 de out. de 2024 — Morte morrida é a morte natural, morte matada é a que foi provocada — é forma de dizer não apenas rara, como também para lá dos limites da gramática. Brainly Qual o sentido da expressão "morte morrida"? - brainly.com.br 14 de mai. de 2018 — A expressão 'morte morrida' refere-se a uma morte natural, ocorre sem intervenção externa, em oposição à 'morte matada', que indica uma morte causada por fatore... Instagram·mariagabisaldanha Engana-se quem pensa que A Morte seja o único Arcano do Tarô a ... - Instagram 22 de out. de 2025 — Engana-se quem pensa que A Morte seja o único Arcano do … na Roda da Fortuna e nA Torre, por exemplo.”