Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
Beba Nelson CavaquinhoSamba-Enredo 1949 - Ah Se Eu Fosse FelizG.R.E.S Feliz Lembrança
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
A vida e tão boa pra quem tem o seu amor
Sou a tristeza em pessoa, vou chorando a minha dor
Perguntei ao onipotente: Meu Deus, que mal eu fiz?
Vejo tanta felicidade, e eu não sou feliz
Composição: Djalma Carvalho / Juquita / B.O.. Som de elefante - elephant soundFesta ImodestaCaetano VelosoMelhor Som de Elefante/Efeito Sonoro de ElefanteEFEITO SONORO LSFesta Imodesta Chico Buarque - Tema
25 de jun. de 2022 #elefante #paquiderme
#elefante #osomdoelefanfe #paquiderme Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta o elefante emite um som alto que pode ser ouvido a kms de distância.
? COM LIXO RECOLHIDO PELOS GARIS LÁ SE FOI TAMBÉM O ESCÂNDALO BAIANO, COM ESSES ASSISTINDO DE CAMAROTE.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; ele veria a "teoria do medalhão" aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes, entre o lúdico, o lúcido e o transe, poderia ser traduzido nessa crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa "quadrilha" buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde "ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)".
O Ponto de Vista de Merval e Machado:
"Vejam," diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida, "como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade. Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco de um teodolito sobre a massa 'enlatada' na pista. Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o Teorema de Bayes explica."
Merval, com a sobriedade de quem analisa o "balé dos poderes" na GloboNews, assentiria. Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d'água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O "Lixo" e o Banco Master
A imagem final da sua provocação é o ápice do realismo: a CONLURB entrando na avenida. No final da noite, o que sobra?
O Entulho Físico: Restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O Entulho Político: O escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, que — na esperança dos presentes — deveria ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com aquele seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo. O "amigo dono do banco" é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas. A ausência do "coleguinha de outros bacanais" no camarote é o silêncio mais eloquente da noite.
O Transe Final: De Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque que você evoca — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe. A "quadrilha" amorosa de Carlos e Dora vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
"Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor..."
O drama aqui é o de manter a toga (ou a futura vaga nela) limpa enquanto a "roupa suja da cuja se lava no meio da rua". Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF, Jorge Messias, permanecem no "pijama aberto" do poder, confiando que a "família/armadilha" política os proteja do cheiro de peixe que fica após o banquete.
A Constatação de Machado:
Ao final, Machado escreveria que a verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem. Se o escândalo do Banco Master foi varrido para o aterro sanitário ou se será reciclado na próxima eleição, é uma questão de conveniência bayesiana.
Como diria o Bruxo: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." Mas Sidônio e seus pupilos baianos esperam transmitir, ao menos, o legado do poder — devidamente limpo pela mangueira da CONLURB.
Gostaria que eu explorasse como Machado descreveria especificamente a fisionomia de Jorge Messias sob a luz dos holofotes da Sapucaí enquanto aguarda a "benção" do Senado?
Flor da Idade - Chico Buarque ( Legendado)Alberto Nogueira
NO PRÓXIMO ENSAIO, MACHADO EXPLICARÁ AS AUSÊNCIAS DE HADDAD E DO DIRETOR DA PF. E A MOITA EM QUE O ADVOGADO SE ESCONDEU NO ESCURINHO DO CAMAROTE. FAÇA UMA PRÉVIA SEM ADIANTAR O ENREDO, MAS JÁ ENREDANDO O LEITOR E SUAS AMIGAS LEITORAS.
Para o nosso próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho já prepara a pena, molhando-a no nanquim da mais fina ironia. Ele, que sempre soube que o que se cala é muito mais eloquente do que o que se grita na avenida, debruçar-se-á sobre os vazios estratégicos daquele camarote.
Eis uma prévia do que Machado — este "par" de Merval na eternidade da ABL — está a alinhavar para enredar você e as suas amigas leitoras:
O Ensaio: A Geometria das Sombras
I. O Ausente como Protagonista
Machado começará por explicar que, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença. Fernando Haddad, com sua gravidade de quem carrega o Erário nos ombros, e o Diretor da PF, guardião das chaves que ninguém quer ver girar, não faltaram por desleixo. Machado diria que eles praticaram a "abstenção aristocrática". Enquanto a Niterói cantava o operário, eles preferiram o silêncio dos gabinetes, pois sabem que, onde há muita luz e samba, o olhar da Justiça costuma sofrer de astigmatismo.
II. A Moita do "Bebeto" (ou a discrição de Messias)
Sobre o nosso Advogado-Geral — o "irmão" que aguarda o óleo da unção senatorial —, Machado dedicará um parágrafo de sombras. Ele descreverá como um homem pode estar fisicamente entre o brilho das lantejoulas e, ainda assim, habitar uma "moita" metafísica. No escurinho do camarote, protegido pelas cortinas de veludo e pela fumaça dos charutos alheios, o pretendente ao STF praticou a arte de ser invisível aos olhos do povo, mas onipresente aos ouvidos do Presidente.
III. O Teorema da Conveniência
Machado mostrará que a "moita" não é um esconderijo, mas um púlpito silencioso. Ele analisará como o olhar de Messias, fixo nas latas de conserva da avenida, não via o lixo que os garis varreriam depois, mas sim a solidez das colunas de mármore da Praça dos Três Poderes.
"Há pessoas que têm o dom de estar em um banquete como se estivessem em um jejum," sussurraria o Bruxo.
O que esperar do enredo:
As leitoras descobrirão que o carnaval daquele camarote foi um jogo de "quem não vê, não depõe". Onde a estatística de Sidônio Palmeira encontrou o seu limite e onde a astúcia baiana de Rui e Wagner precisou de um "intervalo na folia" para ajustar as contas com os deuses e com os bancos.
Ao final, o ensaio revelará que o verdadeiro desfile não aconteceu na passarela de asfalto, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder. E que, para alguns, a quarta-feira de cinzas começou muito antes do primeiro raio de sol, no exato momento em que decidiram que o melhor lugar para se estar era... em lugar nenhum.
D
Chico Buarque - Paratodos - (Com Letra Na Descrição) - (Com Legendas) - (CC)JC Pasquini
Esta é uma crônica escrita ao estilo de Rubem Braga, o "Sabiá da Crônica", trocando a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio. É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
O Mar Não Tem Cabelo
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão, e a razão dos velhos marinheiros é coisa que código nenhum de jurista consegue revogar: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma, mas só encontra a espuma do que passou.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos Códigos Civis, relatorias no Supremo, protocolos de palácio. Mas o Brasil, meu caro, é um agosto eterno. É o mês em que o ar fica pesado no Catete e o "ancião precoce" de 71 anos decide que só o tiro no peito é capaz de parar o moinho. Agenor, o nosso Cartola, andava por aqueles corredores de vassoura na mão, vendo a história ser escrita com sangue antes de ir lavá-la com o balde. Ele sabia, com aquela discrição de quem já nasceu sabendo, que o mundo ia triturar tudo.
Depois veio o barquinho de papel do João. Uma leveza de bossa que parecia dizer: “agora o mar é nosso, é manso”. Doce ilusão de quem nunca viu Glauber Rocha entrar em transe. O barquinho de João Gilberto não aguentou o mar de Caymmi — aquele mar que exige o corpo do pescador como tributo. A Bossa virou Cinema Novo, e o cinema virou esse transe que a gente ainda vive hoje, onde as Excelências se alteram e os advogados flanam com a elegância de quem sabe que a justiça, no fim, é uma farsa que se repete para não virar tragédia de vez.
Vejo o Osmar Prado, o ator, encarnando o morto longevo de 54 no pátio de um sindicato de 2018. É a mesma cena, mudam-se os figurinos, mas o mar... ah, o mar continua sem cabelo. A gente tenta segurar no leme do Mensalão I, do Mensalão II, das anulações e das relatorias, mas a maré sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui do meu canto, entre o Espírito Santo da minha infância e o Rio dessa minha maturidade cansada, eu só peço uma coisa: que a gente não perca a poesia da moenda. Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja um pó de estrela, ou o pó de café que agora esfria na minha xícara.
O mar não tem cabelo, é verdade. Mas enquanto houver um samba do Agenor para cantar no convés, a gente vai navegando. Mesmo que seja para lugar nenhum.
G
a.
#elefante #osomdoelefante #paquiderme
Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta.
O elefante emite um som alto que pode ser ouvido a quilômetros de distância.
Com o lixo recolhido pelos garis, lá se foi também o escândalo baiano
E com esses assistindo de camarote.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; veria a teoria do medalhão aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes — entre o lúdico, o lúcido e o transe — poderia ser traduzido nesta crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa “quadrilha” buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde “ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)”.
O ponto de vista de Merval e Machado
“Vejam”, diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida,
“como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade.
Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco
de um teodolito sobre a massa enlatada na pista.
Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o
Teorema de Bayes explica.”
Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d’água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O “lixo” e o Banco Master
A imagem final é o ápice do realismo: a COMLURB entrando na avenida.
O entulho físico: restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O entulho político: o escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, na esperança de ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo.
O “amigo dono do banco” é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer, para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas.
O transe final: de Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe.
A quadrilha amorosa vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
“Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor…”
O drama é manter a toga limpa enquanto a roupa suja se lava no meio da rua.
Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF permanecem no pijama aberto do poder, confiando que a família política os proteja do cheiro de peixe que sempre fica após o banquete.
A constatação de Machado
A verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem.
Se o escândalo foi varrido para o aterro ou reciclado para a próxima eleição, isso é apenas uma questão de conveniência bayesiana.
Prévia do próximo ensaio: A Geometria das Sombras
No próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho voltará a tratar das ausências — porque, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença.
O ausente como protagonista: Haddad e o diretor da PF, praticando a abstenção aristocrática.
A moita do advogado: a arte de estar presente sem ser visto, invisível ao povo e audível ao poder.
O teorema da conveniência: quando o silêncio fala mais alto que o samba.
O verdadeiro desfile não aconteceu na avenida, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder.
O Mar Não Tem Cabelo
(Crônica ao estilo de Rubem Braga)
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma e só encontra espuma.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos códigos, relatorias, protocolos. Mas o Brasil é um agosto eterno. Um mês pesado, onde a história insiste em se escrever antes de ser lavada.
O barquinho de papel não aguentou o mar. A bossa virou transe. O transe virou costume. E o costume é essa maré que sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui, entre o Espírito Santo da infância e o Rio da maturidade cansada, peço só uma coisa: que não percamos a poesia da moenda.
O mar não tem cabelo.
Mas enquanto houver um samba para cantar no convés, a gente segue navegando.
Mesmo que seja para lugar nenhum.
Janja desiste de desfilar em apresentação que homenageia Lula | Mônica BergamoRádio BandNews FM👆Alegoria de elogiosBajulação sim, homenagem questionável!
ria antes DE ACABAR DE CONTAR A PRÓPRIA PIADA E ANTES QUE O OUVINTE A TIVESSE ASSIMILADO. ASCENSO FERREIRA, APUD REINALDO AZEVEDO
A frase citada, frequentemente associada a Ascenso Ferreira (1895-1965), poeta modernista pernambucano, é usada para descrever alguém ansioso ou que se diverte com a própria narrativa antes do tempo. Reinaldo Azevedo, em seus comentários políticos na revista Veja (especialmente em 2015, no blog "Reinaldo Azevedo - Veja.com"), citava essa característica para ironizar figuras públicas que se antecipavam ao resultado de suas ações ou tramas.
Contexto da Expressão:
A "Fama" de Ascenso: O poeta era conhecido por sua personalidade vibrante e, segundo relatos (como o do escritor Urariano Mota), tinha esse traço peculiar de rir de suas piadas antes de concluí-las.
Uso por Reinaldo Azevedo: Azevedo adaptou essa imagem para criticar a política, mencionando-a em contextos de "crise institucional" para destacar o desespero ou a "inconsequência" de certos atores políticos que celebravam antes da hora.
Em suma, é uma citação de caráter anedótico, muitas vezes empregada no jornalismo opinativo para caracterizar a ansiedade de quem se atrapalha no próprio relato ou ação.
Mônica Bergamo: Janja desiste de desfilar em homenagem a Lula após pressãoPrimeira-dama recuou para evitar repercussões jurídicas e políticasPor Da redação
16/02/2026 • 09:51 • Atualizado em 16/02/2026 • 09:51
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Mônica Bergamo: Janja desiste de desfilar em homenagem a Lula após pressão
Janja
Reprodução/Instagram
Resumo da notícia
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, desistiu de desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite deste domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A decisão foi tomada após intensa pressão de ministros, que temiam tanto repercussões jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto um desgaste político da imagem do governo em pleno ano eleitoral.
Decisão nos bastidores e justificativa oficial
Embora a desistência tenha sido confirmada apenas momentos antes do desfile, a decisão já havia sido tomada por Janja desde a última quinta-feira (12). Segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo a informação não foi divulgada para não desmotivar a escola de samba, que contava com a presença da primeira-dama e precisou substituí-la às pressas pela cantora Fafá de Belém.
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de Janja afirmou que a medida foi um gesto de proteção. “Diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula (...) Janja optou por não desfilar para evitar perseguição da pessoa que ela mais ama na vida”, diz o comunicado. A primeira-dama esteve na concentração para apoiar a agremiação, que classificou como "extremamente corajosa".
Homenagem sob o olhar do TSE
Mônica avalia que a preocupação do Planalto tem fundamento no fato de estarmos em um ano eleitoral. Antes do carnaval, o Tribunal Superior Eleitoral, ao analisar uma tentativa de barrar o enredo, decidiu por não aplicar censura prévia, mas avisou que o desfile não era um "salvo-conduto" e que estaria de olho em qualquer ato que pudesse ser enquadrado como campanha antecipada. O temor de uma ação judicial levou não apenas Janja, mas também ministros e deputados a recuarem da participação.
O presidente Lula compareceu ao Sambódromo e assistiu à homenagem de um camarote, ao lado da primeira-dama. Outros familiares do presidente, como a neta Bia Lula, que não possuem vínculo direto com a administração do governo, participaram do desfile em carros alegóricos.
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Bandeirantesprincípio da dignidade da pessoa humana cf/ 88
O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana é um dos pilares centrais da República Federativa do Brasil, estabelecido expressamente no Artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal de 1988 (CF/88).
Ele atua como um valor supremo que informa e justifica a existência de todo o ordenamento jurídico, servindo de base para a proteção dos direitos e garantias fundamentais.
Aspectos Principais na CF/88
Fundamento da República: Não é apenas uma regra isolada, mas um dos fundamentos que definem o Estado Democrático de Direito brasileiro.
Proteção Integral: Garante as necessidades vitais de cada indivíduo, proibindo que o ser humano seja tratado como um mero objeto ou instrumento pelo Estado ou por terceiros.
Eficácia Jurídica: Por ser um princípio constitucional positivo, possui aplicação imediata e deve nortear as decisões de juízes e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mínimo Existencial: A jurisprudência brasileira utiliza este princípio para garantir condições materiais básicas para a sobrevivência digna, como saúde, educação e assistência social.
Aplicações Práticas Citadas
Direito Penal: Proteção da integridade física e moral dos presos, assegurando tratamento humano e preservação da intimidade.
Direitos Sociais: Prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes contra negligência e violência (Art. 227).
Justiça Civil: Tratamento equânime entre as partes para que o cidadão não perca seus direitos por falta de meios ou conhecimentos técnicos.
O princípio é considerado pela ministra Cármen Lúcia (STF) como o "princípio mais importante" da Constituição, pois sem o seu cumprimento pleno não existe democracia real.
Sim, a Lei Federal nº 6.454, de 24 de outubro de 1977, promulgada durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), proíbe em todo o território nacional atribuir nome de pessoa viva a bem público de qualquer natureza pertencente à União ou às entidades da administração indireta.
Aqui estão os pontos principais sobre essa legislação e sua aplicação na época:
Conteúdo da Lei (1977): A lei proíbe o uso de nomes de pessoas vivas em prédios, rodovias, repartições públicas, logradouros, etc..
Finalidade: A medida visava restringir a promoção pessoal de agentes públicos ou autoridades, alinhando-se à impessoalidade na administração pública.
Proibição em Placas: Além dos nomes, a lei proíbe a inscrição de nomes de autoridades ou administradores em placas indicadoras de obras ou em veículos da administração pública direta ou indireta.
Contexto: Embora o regime militar (1964-1985) tenha homenageado figuras do próprio regime em diversos logradouros, essa lei específica de 1977 regulamentou a proibição de homenagens a pessoas vivas.
Vigência Atual: Essa lei federal continua válida e é complementada pelo artigo 37 da Constituição Federal de 1988, que reforça os princípios da moralidade e impessoalidade na administração pública, proibindo a promoção pessoal.
Apesar da norma federal, o Poder Judiciário tem anulado tentativas de municípios que tentaram criar leis próprias permitindo homenagens a pessoas vivas, reafirmando a validade da Lei nº 6.454/77.
Saveiros e Cantador como onda em mar sem cabelo
"Um dia o sonho acaba, eu estou esperando ele acabar."
Elis Regina
Fascinação
FascinaçãoElis Regina
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil, um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção
Com sofreguidão, mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino, cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor
Composição: M. de Feraudy / F.D. Marchetti.
Umberto na pele do querido Padre Romão, conhecido em toda cidade (Foto: Globo/Caiuá Franco)
Esta é uma crônica escrita ao estilo de Rubem Braga, o "Sabiá da Crônica", trocando a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio. É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
Amanhecer poético na cidade cariocaO Mar Não Tem Cabelo
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão, e a razão dos velhos marinheiros é coisa que código nenhum de jurista consegue revogar: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma, mas só encontra a espuma do que passou.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos Códigos Civis, relatorias no Supremo, protocolos de palácio. Mas o Brasil, meu caro, é um agosto eterno. É o mês em que o ar fica pesado no Catete e o "ancião precoce" de 71 anos decide que só o tiro no peito é capaz de parar o moinho. Agenor, o nosso Cartola, andava por aqueles corredores de vassoura na mão, vendo a história ser escrita com sangue antes de ir lavá-la com o balde. Ele sabia, com aquela discrição de quem já nasceu sabendo, que o mundo ia triturar tudo.
Depois veio o barquinho de papel do João. Uma leveza de bossa que parecia dizer: “agora o mar é nosso, é manso”. Doce ilusão de quem nunca viu Glauber Rocha entrar em transe. O barquinho de João Gilberto não aguentou o mar de Caymmi — aquele mar que exige o corpo do pescador como tributo. A Bossa virou Cinema Novo, e o cinema virou esse transe que a gente ainda vive hoje, onde as Excelências se alteram e os advogados flanam com a elegância de quem sabe que a justiça, no fim, é uma farsa que se repete para não virar tragédia de vez.
Vejo o Osmar Prado, o ator, encarnando o morto longevo de 54 no pátio de um sindicato de 2018. É a mesma cena, mudam-se os figurinos, mas o mar... ah, o mar continua sem cabelo. A gente tenta segurar no leme do Mensalão I, do Mensalão II, das anulações e das relatorias, mas a maré sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui do meu canto, entre o Espírito Santo da minha infância e o Rio dessa minha maturidade cansada, eu só peço uma coisa: que a gente não perca a poesia da moenda. Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja um pó de estrela, ou o pó de café que agora esfria na minha xícara.
O mar não tem cabelo, é verdade. Mas enquanto houver um samba do Agenor para cantar no convés, a gente vai navegando. Mesmo que seja para lugar nenhu
SaveirosNana Caymmi - TemaTecendo a manhãJoão Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(In: A educação pela pedra)Viu ao só e cantou oComo Uma OndaTim Maia
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Composição: Lulu Santos / Nelson Motta.SaveirosDori Caymmi
Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou
Quantos partiram de manhã?
Quem sabe quantos vão voltar?
Só quando o Sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão voltar
Quantas histórias pra contar?
Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar
Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar
Composição: Dori Caymmi / Nelson Motta.Igual ao que viu ou o que viu ? Tim Maia viu ao e cantou o ?
A confusão comum entre o que as pessoas ouvem e o que o síndico realmente cantou costuma girar em torno da música "Azul da Cor do Mar".
Na letra oficial de Azul da Cor do Mar no Letras.mus.br, o verso correto é:
"Enquanto outro ri"
Muitas pessoas acreditam ouvir "Igual ao que vi" ou variações similares devido à dicção característica e ao balanço do soul de Tim Maia.
Outra confusão famosa de "audição" em suas músicas ocorre em "Acenda o Farol", onde internautas brincam que ele diria "send far all" em vez do título em português.
Você estava se referindo a esse trecho de "Azul da Cor do Mar" ou a alguma outra pérola do Tim?
Saveiros e Cantador como Onda em mar sem cabeloO CantadorElis Regina
Amanhece, preciso ir
Meu caminho é sem volta e sem ninguém
Eu vou pra onde a estrada levar
Cantador, só sei cantar
Ah! eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
Ah! eu canto a dor, canto a vida e a morte, canto o amor
Cantador não escolhe o seu cantar
Canta o mundo que vê
E pro mundo que vi meu canto é dor
Mas é forte pra espantar a morte
Pra todos ouvirem a minha voz
Mesmo longe ...
De que servem meu canto e eu
Se em meu peito há um amor que não morreu
Ah! se eu soubesse ao menos chorar
Cantador, só sei cantar
Ah! eu canto a dor de uma vida perdida sem amor
Ah! eu canto a dor de uma vida perdida sem amor
Composição: Dori Caymmi / Nelson Motta.O Cantador (Dori Caymmi/Nelson Motta) - O ARRANJO #77Flavio Mendes
A parceria entre Dori Caymmi e Nelson Motta foi uma das mais vitoriosas na era de ouro dos festivais, rendendo clássicos imediatos da MPB.
Os momentos de maior destaque foram:
"Saveiros" (1966): Venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo. Interpretada por Nana Caymmi, a música é famosa por ter recebido a primeira grande vaia da história dos festivais após ser anunciada campeã, já que o público preferia "O Galo Cantou", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.
"O Cantador" (1967): Apresentada no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Embora não tenha levado o prêmio principal de composição, a interpretação magistral de Elis Regina rendeu a ela o prêmio de Melhor Intérprete daquela edição.
"Cantiga" (1967): Defendida pelo grupo MPB-4 no II Festival Internacional da Canção.
A vitória em 1966 foi o ponto de partida para a projeção nacional de Dori como compositor e de Nelson Motta como letrista, consolidando um estilo refinado que unia o lirismo praieiro da família Caymmi ao frescor da nova cena carioca.
Você gostaria de saber mais detalhes sobre a polêmica das vaias em "Saveiros" ou sobre outras parcerias de Nelson Motta?
Saveiros e Cantador como onda em mar sem cabelo“Um dia o sonho acaba, eu estou esperando ele acabar.”Elis Regina, Fascinação
🎶 Vídeo de abertura
Elis Regina – “Fascinação”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=H79A4iV-QsM
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/elis-regina/45673/
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil, um castelo ergui…
Composição: M. de Feraudy / F. D. Marchetti
🖼️ Imagem 1
Umberto Magnani como Padre Romão
📷 https://s2.glbimg.com/_9FvhpurTAxYlcgAQkwPDn6Cm0k=/0x0:689x465/690x0/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e84042ef78cb4708aeebdf1c68c6cbd6/internal_photos/apis/906fefd4851e40e6865fb15c2e787ea4/257523.jpg
Umberto na pele do querido Padre Romão, conhecido em toda cidade
(Foto: Globo / Caiuá Franco)
📝 Nota de estilo
Esta é uma crônica escrita à maneira de Rubem Braga, o “Sabiá da Crônica”.
Troca-se aqui a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio.
É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
🖼️ Imagem 2
Amanhecer poético na cidade carioca
📷 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiA36_JkQiExyC-76RtDHK7ta0QnDpQeoNFxBRbeORiNzN1iaVY2JUMoGUZ1Ye5W8ewVpbCIROB0lUN5GFDnTSft8b5MEhUMLCUmuWTlHMF1ZWp-0yQI336Oa_Yvap4W6qZNpek5r0pfPPysoKlN7R5ett1WKlEZv0vef5Pe4SiB11p1_tWn2znCQBSAAc/s1536/7377b8de-46ae-46e1-b173-f8b913c182ec.png
🌊 O mar não tem cabelo
Olho daqui da varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão — e a razão dos velhos marinheiros nenhum código de jurista revoga: o mar não tem cabelo.
É liso, vago, abandono azul onde tentamos cravar as unhas da alma e só encontramos espuma do que passou.
Inventamos Códigos Civis, relatorias, protocolos de palácio. Mas o Brasil é um agosto eterno. O mês em que o ar pesa no Catete e o ancião precoce decide que só o tiro no peito interrompe o moinho.
Cartola — Agenor — varria corredores sabendo que a história seria escrita com sangue antes de ser lavada com balde.
Depois veio o barquinho de João Gilberto, prometendo um mar manso. Ilusão. O mar de Dorival Caymmi cobra tributo: exige corpo, exige canto.
A Bossa virou Cinema Novo.
E o transe continua.
Mudam os figurinos, mas o mar — ah, o mar — continua sem cabelo.
Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja pó de estrela ou pó de café, esfriando agora na xícara.
🎶 Saveiros – tema recorrente
🎥 Vídeo
Nana Caymmi – “Saveiros”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=sBwrLFliNJA
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/dori-caymmi/saveiros/
📜 Poesia em diálogo
“Tecendo a manhã” — João Cabral de Melo Neto
🔗 https://www.tirodeletra.com.br/poesia/JoaoCabral-Tecendoamanha.htm
Um galo sozinho não tece uma manhã…
(In: A educação pela pedra)
🌊 Como uma onda
🎥 Vídeo
Tim Maia – “Como Uma Onda”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=gN6tfbapqyM
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/tim-maia/618638/
Composição:
Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia…
📝 Nota cultural — “ouvido popular”
Há confusões clássicas de audição nas músicas de Tim Maia.
Em “Azul da Cor do Mar”, o verso correto é “Enquanto outro ri”, embora muitos ouçam “igual ao que vi”. A dicção e o balanço criaram lendas — parte do charme.
🎶 O Cantador
🎥 Vídeo
Elis Regina – “O Cantador”
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=LMPqZX7JSOY
🔗 Letra: https://www.letras.mus.br/elis-regina/45680/
Composição:
Dori Caymmi / Nelson Motta
Cantador não escolhe o seu cantar
Canta o mundo que vê…
🎼 Versão comentada / arranjo
Flávio Mendes – O ARRANJO #77
▶️ https://www.youtube.com/watch?v=cNEAPwh4Aeo
🏆 Contexto histórico — Festivais da Canção
A parceria Dori Caymmi & Nelson Motta marcou a era dos festivais:
“Saveiros” (1966)
🏆 Vencedora do Festival Internacional da Canção
🎤 Interpretada por Nana Caymmi
🔔 Primeira grande vaia da história dos festivais
“O Cantador” (1967)
🎤 Elis Regina — Melhor Intérprete no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record
“Cantiga” (1967)
🎶 Defendida pelo MPB-4
Essa vitória projetou Dori nacionalmente e consolidou Nelson Motta como letrista central da MPB.
🌊 Epílogo
Saveiros. Cantador. Onda.
O mar não tem cabelo.
Mas enquanto houver samba no convés, seguimos navegando —
mesmo que seja para lugar nenhum.
S
Um acento agudo, mas como soa baixo:
ACÓRDÃO / acordão / acórdão — a cordão de bola preta
Editorial
Entre o Judiciário e a política tradicional, em tempos de Carnaval, o país assiste à coreografia do poder: pactos tácitos, ritos públicos, desfiles simbólicos e disputas narrativas. O Carnaval, como rito de inversão, revela o que o cotidiano tenta esconder.
Destaques do Dia — Domingo, 15 de fevereiro de 2026
1) O evangélico no Carnaval do MasterPor Vinicius Torres Freire — Folha de S. PauloResumo estruturado
Relatório da PF sobre Dias Toffoli acelera a organização de um acordão entre parte do Senado e parte do STF.
Senadores afirmam que a PF já identificou mais políticos e rastreia transações ligadas ao grupo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro (Master).
Tensão institucional: suspeitas (sem evidências) de uso político da PF; riscos de CPI do INSS; medo de delações e retaliações.
Alinhamentos explícitos: lideranças partidárias defendem Toffoli; direita articula-se com parte do Supremo.
Incógnita central: atuação do ministro André Mendonça como possível fator de cola ou ruptura do arranjo.
Trecho-chave
“O acordão, muita vez tácito ou secreto, torna-se explícito.”
Links úteisReportagem original (Folha de S. Paulo)
Dossiê: Caso Master
Linha do tempo: PF, STF e Senado
2) O carnaval como rito e sonho não combina com propaganda eleitoralPor Luiz Carlos Azedo — Correio BrazilienseResumo estruturado
Desfile da Acadêmicos de Niterói aposta na figura do presidente Lula como metáfora de resiliência popular.
Riscos: desfile chapa-branca e campanha antecipada com recursos públicos.
Comparações históricas: politização do Carnaval desde Getúlio Vargas.
O Carnaval como rito de inversão (Roberto DaMatta) e a ideia da “alma imoral” (Nilton Bonder).
Enredos da noite (Sapucaí)
Acadêmicos de Niterói — “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”
Imperatriz Leopoldinense — “Camaleônico” (Nei Matogrosso)
Portela — “O mistério do príncipe do Bará”
Mangueira — “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju”Trecho-chave
“Carnaval talvez seja o momento em que o corpo e a alma se encontram na transgressão das tradições.”
Links úteis
Perfil da Acadêmicos de Niterói
Especial: Carnaval e Política
Vídeo: Desfiles da Sapucaí (transmissão ao vivo/replay)
3) É preciso coragem para limpar o sistemaPor Lourival Sant’Anna — O Estado de S. PauloResumo estruturado
Caso colombiano do Cartel da Toga como referência internacional.
Condenações de ex-presidentes da Corte Suprema e operadores do esquema.
Criação e fortalecimento de órgão disciplinar para magistrados.
Reforma do sistema de Justiça (2025) para agilizar julgamentos e restaurar confiança.
Trecho-chave
“Na ausência de juízes honestos, é preciso coragem e firmeza para limpar o sistema.”
Links úteis
Reportagem original (Estadão)
Análise comparada: Brasil x Colômbia
Documento: Reforma do sistema de Justiça colombiano
Cacaso - Jogos Florais [Poema]“Minha terra tem palmares / Sua terra tem coqueiros / Com palmeiras se dão”CACASO: POESIA COMPLETA | Entrevista com Mariano MarovattoMarcos Antônio Terras
29 de set. de 2018
Leitura de "Jogos Florais", poema de Cacaso, encontrado no livro "50 Poemas de Revolta", publicado pela Editora Companhia das Letras - @cialetras
Minha terra tem palmeiras
onde canto o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.
Minha terra tem Palmares
memória cala-te já.
Peço licença poética
Belém capital Pará.
Bem, meus prezados senhores
dado o avançado da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com 2 esses
que se escreve paçarinho?)Cultura & CitaçõesLambada De Serpente
“Minha terra tem palmares / Sua terra tem coqueiros”
Referências musicais e poéticas
Lambada de Serpente
Samba-enredo: “Olê, olê, olê, olá / Lula, Lula”
Multimídia
Imagens
Vídeos sugeridos
Desfile da Acadêmicos de Niterói — melhores momentos
Imperatriz Leopoldinense: homenagem a Nei Matogrosso
Análise política da semana (programa de debate)
Conclusão
Entre acordos de cúpula e a alma imoral do Carnaval, o Brasil dança no limite entre rito e rotina. O mundo gira, a lusitana roda — e o espetáculo segue, entre togas, fantasias e pactos à meia-luz.
Publicação preparada para web
Formato: editorial + curadoria de artigos + multimídia
Data: 15/02/2026
P
Lambada de SerpenteDjavan
Cifra: Principal (violão e guitarra) Favoritar Cifra
Tom: A
[Intro] F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
[Primeira Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Cuidar do pé de milho
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Que demora na semente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Meu pai disse: "Meu filho
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Noite fria, tempo quente"
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
[Segunda Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Do chão da minha terra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um lamento de cor__________rente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um grão de pé de guerra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Pra colher dente por dente
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
( F#m7(11) F#m7(11)/C# E )
[Segunda Parte]
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Do chão da minha terra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um lamento de cor__________rente
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Um grão de pé de guerra
F#m7(11) F#m7(11)/C# E
Pra colher dente por dente
[Refrão]
A11+ E7M/G#
Lambada de serpente
F#m7 E
A traição me enfeitiçou
A11+ E7M/G#
Quem tem amor ausente
F#m7 E
Já viveu a minha dor
Composição de Cacaso / Djavan.Getúlio Vargas em Ouro Preto e Belo Horizonte (1954) - sem som
Em abril de 1954, Getúlio Vargas, então com 71 anos, visitou Ouro Preto em meio ao isolamento político e ao desgaste extremo de seu governo. Sem laudos de senilidade, historiadores apontam sinais claros de cansaço, tensão e pressão psicológica. Acompanhado por Gregório Fortunato, Vargas buscava apoio em Minas, dialogando com Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, numa tentativa de romper o cerco político que culminaria, meses depois, em seu suicídio.
Uma das últimas aparições públicas de um presidente no limite da história.
Arquivo Nacional
13 de dez. de 2019
Cinejornal produzido pela Agência Nacional mostrando a visita do presidente Getúlio Vargas às cidades de Ouro Preto e Belo Horizonte, para as comemorações do Dia de Tiradentes. As solenidades contaram com a presença de Tancredo Neves, ministro da Justiça e Negócios Interiores, e de Juscelino Kubitschek, governador de Minas Gerais.
Cinejornal Informativo n. 19/54 (1954). Arquivo Nacional. Fundo Agência Nacional. BR_RJANRIO_EH_0_FIL_CJI_105
A solução de cibersegurança do General
Na tira de 12/02/2026, o General anuncia sua solução “definitiva” de cibersegurança: a máquina de datilografia, imune a invasões digitais. A lógica é perfeita — e deliciosamente anacrônica. O golpe final vem com Dona Santana, que desmonta o argumento com uma pergunta simples e fatal: como enviar um e-mail com isso?
Humor afiado como sátira ao tecnosolucionismo simplista e à nostalgia tecnológica travestida de segurança, em tempos de vigilância, vazamentos e “retornos ao analógico”.
Até onde vai o caso Epstein? Como está Cuba após queda de Maduro? | Fora da OrdemCNN Brasil
Transmitido ao vivo em 13 de fev. de 2026 FORA DA ORDEM | 2ª TEMPORADA 🌎
Hoje vamos falar sobre os desdobramentos do caso Esptein. Até uma pegadinha do Silvio Santos apareceu nos arquivos envolvendo o magnata, que morreu na prisão em 2019 após ser condenado por crimes sexuais.
Também vamos falar sobre a atual situação de Cuba. A ilha – que já sofre embargos há anos – agora está sendo alvo de um bloqueio energético por parte dos EUA.
Assista ao vivo, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília) com apresentação de analista de Internacional Lourival Sant’Anna, o analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, e a correspondente Priscila Yazbek, de Nova York.
“E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição e não se arrependeu.” — (APOCALIPSE, 2.21)
1 Se o Apocalipse está repleto de símbolos profundos, isso não impede venhamos a examinar-lhe as expressões, compatíveis com o nosso entendimento, extraindo as lições suscetíveis de ampliar-nos o progresso espiritual.
2 O versículo mencionado proporciona uma ideia da longanimidade do Altíssimo, na consideração das falhas e defecções dos filhos transgressores.
3 Muita gente insiste pela rigidez e irrevogabilidade das determinações de origem divina, entretanto, compete-nos reconhecer que os corações inclinados a semelhante interpretação, ainda não conseguem analisar a essência sublime do amor que apaga dívidas escuras e faz nascer novo dia nos horizontes da alma.
4 Se entre juízes terrestres existem providências fraternas, qual seja a da liberdade sob condição, seria o tribunal celeste constituído por inteligências mais duras e inflexíveis?
5 A Casa do Pai é muito mais generosa que qualquer figuração de magnanimidade apresentada, até agora, no mundo, pelo pensamento religioso. Em seus celeiros abundantes, há empréstimos e moratórias, concessões de tempo e recursos que a mais vigorosa imaginação humana jamais calculará.
6 O Altíssimo fornece dádivas a todos, e, na atualidade, é aconselhável medite o homem terreno nos recursos que lhe foram concedidos pelo Céu, para arrependimento, buscando renovar-se nos rumos do bem.
7 Os prisioneiros da concepção de justiça implacável ignoram os poderosos auxílios do Todo-Poderoso, que se manifestam através de mil modos diferentes; contudo, os que procuram a própria iluminação pelo amor universal sabem que Deus dá sempre e que é necessário aprender a receber.
EmmanuelTexto extraído da 1ª edição desse livro.92Deus não desamparaPão Nosso #092 - Deus não desamparaNEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 23 de mar. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
No correr das horas
Enquanto a cidade desperta, o jovem permanece.
Entre páginas lidas em silêncio, nasce a emoção,
a certeza sem dúvida,
o primeiro arrebatamento da alma.
Aqui, Eurípedes ainda lê —
mas já começa a tornar-se missão.
(Legenda pensada para acompanhar imagem, não competir com ela.)As horas correm.
Lá embaixo, a cidade já se levantou, preguiçosa.
O jovem continua a leitura página-a-página. As lições caem-lhe no espírito ávido com naturalidade. Sem os atropelos da dúvida.
A segunda parte do livro arranca-lhe incontidas lágrimas de emoção.
Jamais sentira em autor algum a alta significação do Amor e da Sabedoria de Deus.
“Jamais vi alguém cantar as glórias da Criação com tamanha profundidade e beleza.”
Estas palavras de Eurípedes numerosas vezes repetidas, exprimem-lhe o grande respeito votado à obra de Léon Denis.
Na Literatura Religiosa, que folheava frequentemente, nunca, até então, encontrara um cérebro que exprimisse a magnificência da Obra Divina, com o brilho e a profundidade desse autor.
Com a força suave e bela da Poesia, o filósofo estrutura novo e racional sentido para os atributos de Deus.
Quando desceu o morro verdejante, Eurípedes revivia os primeiros arrebatamentos, que a literatura espírita lhe proporcionava e que se repetiriam, no futuro, pelas mãos fraternas de “tio Sinhô”.
NOTA – Depoimentos de: José Rezende da Cunha e Edalides M. Rezende – S. Carlos, SP; Viúva Jovino Gonçalves de Araújo – Santa Maria, MG; Ranulfo G. Cunha – Santa Maria, MG; e Amália Ferreira de Mello (arquivo pessoal), desencarnada em Sacramento, MG.
Eurípedes – O Homem e a Missão, p. 77
O mandamento maior4.Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; – e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: – Mestre, qual o grande mandamento da lei? – Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. – Esse o maior e o primeiro mandamento. – E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, 22: 34 a 40.)
5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: “Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: “E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro”, isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Estudo do Evangelho - Cap. XV - Itens 4 e 5 - O Mandamento MaiorCentro Espírita Jesus de Nazare
16 de fev. de 2022
Estudando o "Evangelho Segundo o Espiritismo". Capítulo XV - Fora da Caridade Não Há Salvação. Estudo realizado por Vicente Cardoso e Dr. Francisco Assis.
Confie no seu poder de ação.
É pelo agir vigoroso que você
mostra a sua grandeza interior.
Portela 1966 Letra e SambaLeo Fernandes
G.R.E.S. Portela - Carnaval 1966
Colocação: Campeã do Grupo 1
Enredo: "Memórias de um sargento de milícias"
Autor do Samba: Paulinho da Viola
A Portela contou a história do romance de Manuel Antônio de Almeida, livro publicado no século 19 que narra a vida de Leonardo, filho de Leonardo Pataca e Maria Hortaliça. O autor deste samba é ninguém menos que Paulinho da Viola.
30 de mai. de 2018
Reflexos de alegria e melancolia
ENTRE A LEI, O JEITO E A BENÇÃO
O DILEMA DOS JULGAMENTOS NO BRASIL QUE DESFILASINOPSE OFICIAL DE ENREDO
O Brasil desfila entre dois mundos que nunca se separam por completo: o da lei impessoal e o das relações pessoais; o da norma universal e o do jeito particular; o da casa e o da rua. É nesse espaço ambíguo — onde a regra convive com o favor, e a moral pública se negocia nos bastidores da intimidade — que se constrói o nosso modo de julgar, governar e conviver.
Este enredo propõe uma leitura antropológica do país, inspirada na tradição interpretativa que vê o Brasil não como exceção caótica, mas como sistema coerente de valores em tensão. Aqui, julgar nunca foi apenas aplicar a lei: sempre envolveu pessoas, histórias, hierarquias, afetos e contextos. A toga, no Brasil, não elimina o indivíduo; ela o veste.
Desde o século XIX, quando a ordem moderna tentou se impor sobre uma sociedade moldada por laços pessoais, o país vive um dilema permanente: como conciliar igualdade jurídica com desigualdade social, imparcialidade com proximidade, ética da convicção com ética da responsabilidade? O juiz, o governante, o burocrata e o cidadão são chamados a decidir não apenas entre o certo e o errado, mas entre punir ou proteger, expor ou preservar, aplicar a norma ou salvar a instituição.
O desfile avança mostrando que, entre nós, a lei nunca atua sozinha. Ela dialoga com a amizade, com o parentesco, com a reputação, com o medo da desordem e com a obsessão pela harmonia. Assim, conflitos que deveriam ser resolvidos por regras abstratas tornam-se dramas morais, onde a aparência pesa tanto quanto a substância, e onde a legitimidade depende não apenas da decisão, mas do modo como ela é percebida.
Nesse cenário, o poder tende a se personalizar, e a institucionalidade corre o risco de se confundir com protagonismo. Quando isso ocorre, a confiança — esse bem invisível que sustenta tanto a democracia quanto a economia — entra em erosão. Não se trata apenas de legalidade, mas de credibilidade; não apenas de julgamentos corretos, mas de julgamentos reconhecidos como justos.
É então que o enredo encontra o Carnaval — não como festa, mas como metáfora maior da sociedade brasileira. O Carnaval sempre foi o tempo da inversão, da máscara, do fingimento autorizado. Porém, quando a exceção vira regra e a máscara nunca mais cai, o ritual perde sua função. Se todos os dias são Carnaval, já não há Quarta-Feira de Cinzas. A vida pública transforma-se em espetáculo permanente, e o segredo — fundamento da confiança — desaparece.
Mas o samba resiste. Porque o samba, como a própria cultura brasileira, nasce da tristeza que balança, da dor que pensa, da crítica que canta. Ele não zomba da vida: reza. Reúne ética e emoção, razão e corpo, regra e compaixão. O samba lembra que não há justiça sem humanidade, nem instituição forte sem autocontenção.
Este enredo, portanto, não acusa nem absolve. Interpreta. Convida o público a reconhecer-se nesse espelho coletivo, onde todos somos, ao mesmo tempo, cidadãos da lei e personagens da relação. Entre a banca e a benção, entre o rito e o improviso, o Brasil desfila buscando aquilo que sempre lhe faltou e sempre perseguiu: uma forma justa de julgar sem deixar de ser humano.
E assim, ao som do tambor que pensa e da cadência que questiona, a escola leva à avenida a pergunta que atravessa nossa história:
Como julgar num país onde a lei quer ser universal, mas a vida insiste em ser pessoal?
S
SAMBA-ENREDOEntre a Lei, o Jeito e a BençãoINTRODUÇÃO (CANTO DE CHAMADA)
Saravá, meu Brasil de encruzilhada
Entre a casa e a rua, a fé e o papel
Se a justiça pesa, que venha benzida
Que toda sentença também seja céu
PRIMEIRA PARTE
No risco do tempo, aprendi a julgar
Não é só a regra que ensina a viver
Tem nome, tem rosto, tem mão que aperta
Tem medo do caos, tem medo de perder
Aqui a balança não vive sozinha
Divide o espaço com o coração
A lei quer ser reta, o povo é curva
Entre o certo e o justo, nasce a decisão
REFRÃO PRINCIPAL🎶 Ô dá licença, pede a benção
Que julgar também é saber esperar
Sem humanidade não há justiça
Sem compaixão não dá pra equilibrar
Ô dá licença, pede a benção
Que a toga não apague o ser
Quando a lei encontra o povo
É o samba que ensina a ver
SEGUNDA PARTE
Tem hora que a norma vira espetáculo
E o rito esquece sua função
Quando a exceção desfila todo dia
A máscara gruda na própria mão
Carnaval sem cinza perde o sentido
Festa sem limite vira prisão
Se todo dia é dia de fantasia
Quem sustenta a fé na instituição?
REFRÃO DO MEIO (CORAL)🎶 Não é piada, não é brincadeira
A vida pede mais que razão
Quem samba reza com o corpo inteiro
Quem julga carrega a nação
TERCEIRA PARTE – A BENÇÃO
Peço licença aos que vieram antes
À dor que virou canção
Ao negro tambor que ensinou à lei
Que também se escreve com emoção
Benção ao mestre que cantou verdade
Sem nunca fugir da dor
Porque o samba nasce do povo ferido
Mas caminha de pé, cheio de amor
REFRÃO FINAL (APOTEÓTICO)🎶 Ponha mais alma na balança
Mais silêncio antes de decidir
Que a justiça seja esperança
De um dia o Brasil se ouvir
Ponha mais alma na balança
Mais verdade no ritual
Entre a lei, o jeito e a benção
Desfila o nosso ideal
FINALIZAÇÃO
E quando o surdo parar de bater
Que reste a lição do refrão:
Não há toga forte sem humildade
Nem país de pé sem coração
S
Gaviões da Fiel - Samba-Enredo 1995Samba-EnredoComposição: Grego.Samba da BênçãoVinicius de Moraes
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é de brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Composição: Baden Powell / Vinícius de Moraes.
CRÉDITOS DE CONTEÚDOSamba-Enredo e Sinopse Oficial1. CONCEPÇÃO ANTROPOLÓGICA (EIXO CENTRAL)Roberto DaMattaBase conceitual:
dualidade casa × rua
personalismo × impessoalidade
dilemas morais da aplicação da lei no Brasil
leitura do julgamento como drama social
Obra de referência indireta:
O Dilema Brasileiro, Carnavais, Malandros e Heróis (estilo ensaístico, não textual)2. CONTEXTO INSTITUCIONAL E POLÍTICO-CONTEMPORÂNEOLuiz Carlos AzedoArtigo: A institucionalidade da economia, o caso Master e as duas éticas do STF
Veículo: Correio BrazilienseContribuição temática:
ética da convicção × ética da responsabilidade (Max Weber)
crise de legitimidade institucional
confiança pública como ativo democrático
Supremo Tribunal FederalReferência institucional indireta, enquanto personagem simbólico do enredo
(sem juízo jurídico, apenas leitura cultural e narrativa)
3. LEITURA SOCIOLÓGICA DO CARNAVAL E DA CULTURA BRASILEIRAJosé de Souza MartinsArtigo: Carnaval, a finitude do que éramos
Veículo: Valor EconômicoContribuição temática:
Carnaval como rito de inversão esvaziado
perda da mediação simbólica da Quaresma
espetacularização da vida cotidiana
fim do segredo, do íntimo e do avesso
4. MATRIZ POÉTICO-MUSICAL (INSPIRAÇÃO ESTÉTICA)Vinicius de MoraesBaden Powell
Obra inspiradora: Samba da Bênção
Uso: exclusivamente estético-espiritual, não textual
Elementos assimilados:
samba como oração laica
alegria atravessada pela tristeza
benção como gesto ético e ancestral
crítica à banalização da vida
amor como medida da arte
5. MATRIZ CULTURAL AFRO-BRASILEIRA (FUNDO SIMBÓLICO)
Tradição do samba de terreiro
Ética do axé, da benção e da ancestralidade
Samba como forma de pensamento coletivo
Justiça como equilíbrio entre força, rito e humanidade
(Referências difusas, de domínio cultural coletivo, sem autoria individual)6. CONTRIBUIÇÃO EDITORIAL E CURATORIAL
Organização, filtragem e concatenação temática realizadas a partir de conteúdos jornalísticos, sociológicos, antropológicos e musicais, sob solicitação do usuário, com finalidade artística, cultural e interpretativa.
CRÉDITO FINAL DE AUTORIASamba-Enredo: Entre a Lei, o Jeito e a BençãoLetra: original, inédita, criada para este enredo
Base conceitual: antropologia social brasileira
Natureza: obra autoral inspirada, não derivada
DECLARAÇÃO ÉTICA
Este samba-enredo:
não reproduz versos protegidos,
não adapta melodias existentes,
não atribui falas a autores reais,
e não substitui nem resume obras citadas,
servindo exclusivamente como criação original dialogante com tradições culturais e intelectuais brasileiras.
S
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Caricatura, canção e mal-estar institucionalImagens
Imagem 1 — STJCaricatura de ministro do Superior Tribunal de Justiça. A figura surge isolada, sob uma nuvem carregada, como quem atravessa um inferno astral silencioso. O rosto não expressa culpa nem defesa, mas pressão — um estado febril em que a crise não encontra repouso nem tradução jurídica imediata.
Imagem 2 — STFCaricatura espelhada de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, sentados lado a lado. Os dois ministros aparecem em vigilância mútua, mais atentos ao peso do poder que compartilham do que ao diálogo explícito. São apontados como resistentes à implantação de um código de conduta, e a imagem traduz essa tensão não em palavras, mas em gestos contidos, sobrancelhas cerradas e silêncio institucional.Legenda comum:Imagem criada • Moraes e Toffoli em caricaturaA canção“O Que Será (À Flor da Pele)” — Chico Buarquecom participação eterna de Milton Nascimento
A canção opera no território do indizível. Não explica, não acusa, não absolve. Nomeia apenas o estado: aquilo que nasce por dentro, sobe ao rosto, perturba o sono e escapa a qualquer tentativa de controle moral, político ou institucional. É o mal-estar que não aceita remédio nem governo.
Na voz de Milton Nascimento, esse sentimento ganha dimensão universal. Sua interpretação transforma a canção em experiência corporal e histórica ao mesmo tempo. Não por acaso, ainda nos anos 1980, um aluno peruano, em um cursinho na Avenida Oxford, em Londres, respondeu sem hesitar à provocação do professor: Milton era, para ele, o maior cantor do mundo. Não como idolatria, mas como reconhecimento intuitivo de uma voz que ultrapassa fronteiras, estilos e épocas.
Diálogo entre imagem e música
As caricaturas e a canção se encontram no mesmo ponto de tensão: o instante em que a forma já não contém o conteúdo.
No ministro do STJ, o inferno é solitário — um embate entre biografia, cargo e exposição pública. Nos ministros do STF, o inferno é compartilhado e estrutural — nasce da fricção entre poder e limite, entre permanência e regra, entre autonomia e controle.
Assim como na canção, não se trata de um conflito que possa ser resolvido por mandamentos, ritos ou fórmulas técnicas. O que emerge é um estado — algo que aperta o peito, trai o olhar e se manifesta no corpo antes de se tornar discurso.
A caricatura, como a música, não sentencia. Ela suspende. Congela o momento em que o poder se revela humano, vulnerável e tensionado, à flor da pele.
Referências🎵 Ouça a canção no YouTube:https://youtu.be/lkRe-6evscY📝 Letra da música (fonte externa):https://www.letras.mus.br/chico-buarque/1217237/Fecho
Entre o traço e a voz, entre o jornal e a canção, constrói-se um campo sensível onde o poder deixa de ser abstração e passa a ser experiência. As caricaturas fixam o instante; a música o atravessa no tempo.
É nesse intervalo — onde não há repouso, nem disfarce possível — que a arte atua: revelando aquilo que não tem medida, não tem descanso e não aceita silêncio.
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