sexta-feira, 24 de abril de 2026

O TEMPO DA DECISÃO: ENTRE A ECONOMIA DAS EXPECTATIVAS E A TRAGÉDIA DO PODER

O TEMPO DA DECISÃO: ENTRE A ECONOMIA DAS EXPECTATIVAS E A TRAGÉDIA DO PODER Política, cultura e consciência no Brasil contemporâneo
Uma caminhada de maratona sempre começa com o primeiro passo Resumo O presente ensaio analisa o cenário político brasileiro contemporâneo a partir de uma abordagem interdisciplinar que articula economia política, cultura e filosofia. Partindo da hipótese de esgotamento de um ciclo de inclusão social sem transformação estrutural, examina-se o descompasso entre expectativas sociais e capacidade produtiva, bem como seus efeitos sobre a legitimidade política. Em diálogo com a leitura de Luiz Carlos Azedo, que mobiliza a tragédia de William Shakespeare em Hamlet, o artigo propõe uma interpretação da hesitação política como fenômeno existencial e histórico. Argumenta-se que o dilema contemporâneo ultrapassa o cálculo eleitoral, configurando-se como decisão sobre continuidade, legado e limite. Palavras-chave: política brasileira; expectativas sociais; tragédia; liderança; tempo histórico. 1. Introdução — o mal-estar como estrutura A percepção de deterioração do “padrão de vida”, evocada por José Dirceu, deve ser compreendida menos como fenômeno conjuntural e mais como expressão de um descompasso estrutural entre expectativas sociais e capacidade econômica. Ao admitir que “nos tornamos o sistema”, Luiz Inácio Lula da Silva indica o ponto crítico deste processo: a transição de um projeto político de transformação para uma condição de gestão de limites.
[Sugestão de imagem 1 — após a introdução] Foto institucional do Palácio do Planalto com iluminação crepuscular → simboliza transição, desgaste e continuidade. 2. Inclusão social e seus limites estruturais O ciclo de crescimento e inclusão das primeiras décadas do século XXI baseou-se em: expansão do consumo políticas redistributivas valorização de commodities Entretanto, não consolidou bases estruturais equivalentes: produtividade estagnada baixa complexidade industrial serviços públicos desiguais Esse arranjo gerou uma sociedade simultaneamente mais integrada e mais exigente — condição propícia à frustração. 3. A economia das expectativas A política contemporânea passa a operar sob um regime de expectativas ampliadas, intensificado pela circulação digital de informação. O efeito central é a dissociação entre: aspiração social (globalizada) capacidade econômica (limitada) Nesse contexto, a insatisfação não depende da piora absoluta, mas da comparação relativa. 4. Narrativa, legitimidade e desgaste A resposta política frequentemente assume forma narrativa. No entanto, há um limite claro: a narrativa não substitui a entrega material. Crises como o Escândalo do Mensalão e a Operação Lava Jato aprofundaram a erosão da confiança pública, alterando a relação entre sociedade e instituições. O resultado foi a fragilização da legitimidade política. 5. Personalismo e crise de sucessão A centralidade de lideranças como Luiz Inácio Lula da Silva revela um paradoxo: força política concentrada fragilidade institucional ampliada A dificuldade de sucessão — ilustrada pela recorrente menção a Fernando Haddad — evidencia a dependência estrutural de lideranças carismáticas. 6. A virada interpretativa — da política à tragédia A análise de Luiz Carlos Azedo introduz uma dimensão decisiva: a política como tragédia. Ao recorrer a Hamlet, desloca-se o foco da ação para a consciência. O dilema “ser ou não ser” deixa de ser retórico e torna-se ontológico. Não se trata apenas de disputar o poder, mas de decidir: 👉 continuar ou encerrar uma trajetória histórica.
[Sugestão de imagem 2 — seção 6] Ilustração conceitual: figura solitária diante de uma linha de largada ou palco vazio → remete à hesitação e à consciência. 7. O tempo suspenso — entre 1994 e 2026 A comparação com o Plano Real evidencia uma transformação fundamental. Em 1994: choque externo reação política ativa horizonte de disputa claro No cenário atual: desgaste interno hesitação inédita incerteza sobre continuidade A política desloca-se do enfrentamento para a reflexão. 8. Cultura política e ironia A incorporação da máxima do Barão de Itararé — “há mais coisas no ar do que aviões de carreira” — revela uma dimensão cultural essencial. A política brasileira articula: gravidade histórica leveza interpretativa ironia como forma de mediação Essa combinação permite compreender o drama sem dissolvê-lo. 9. Conclusão — o primeiro passo como decisão final A metáfora da maratona — “o primeiro passo” — sofre, neste contexto, uma inflexão decisiva. O início deixa de ser impulso. Torna-se escolha. O dilema contemporâneo não é apenas estratégico. É histórico e existencial. Em determinadas conjunturas, governar não é avançar — é decidir se ainda se deve continuar. Considerações editoriais para publicação Formato ideal: artigo de opinião analítico (1.200–1.800 palavras) Seção sugerida: Política / Opinião / Ensaios Intertítulos curtos e densos (como acima) favorecem leitura em jornal Imagens recomendadas: abertura (institucional / simbólica) seção interpretativa (arte conceitual) opcional: retratos dos principais atores políticos Referências AZEDO, Luiz Carlos. Ser ou não ser candidato à reeleição, o drama shakespeariano de Lula. Correio Braziliense, 24 abr. 2026. SHAKESPEARE, William. Hamlet. c. 1599. KOTSCHO, Ricardo. Análises políticas publicadas em UOL, abr. 2026. BERGAMO, Mônica. Coluna política. Folha de S.Paulo, abr. 2026. ITARARÉ, Barão de. Máximas e aforismos políticos brasileiros. Documentos e análises econômicas sobre o Plano Real. Nota final O texto articula linguagem acadêmica e estilo jornalístico com o objetivo de ampliar o alcance sem perder densidade analítica, permitindo sua circulação tanto em veículos de imprensa quanto em espaços de reflexão crítica. Se
EPITÁFIO Aqui jaz a vontade, suspensa no pórtico de um tempo que não espera. Entre o mar de escolhos e o eco do bardo, o primeiro passo tornou-se o último verso. “Ser ou não ser” já não é dilema — é o ritmo que a inércia consome. A maratona parou no segundo zero. O resto é silêncio, batida e poeira.
📰 O PASQUIM DO INEFÁVEL MAR DE ESCOLHOS Edição Extra: "A Balada da Batata Frita e o Naufrágio Sem Dicionário" 🖋️ EDITORIAL: O VERBO ERA O ÓLEO Por Millôr Fernandes (Direto do Panteão da Lapa) Navegar é preciso; explicar o mar é que é o erro. Estamos todos boiando num inefável mar de escolhos, onde o governo finge que rema e a oposição finge que é iceberg. O "inefável" é a desculpa do intelectual para a falta de assunto; o "escolho" é a quina da realidade batendo no dedinho do pé do poder. O Brasil não é para amadores, é para mergulhadores de esgoto com doutorado em semântica. 🎭 O SOLILÓQUIO DO ALVORADA Tradução do Bardo por Luiz Carlos Azedo LULA (Hamlet de São Bernardo): "Ser ou não ser candidato? Eis a questão que o orçamento não responde. Será mais nobre suportar as flechadas das pesquisas ou tomar armas contra esse mar de escolhos e, fritando-os, vencer? No sono da reeleição, que sonhos virão? O sonho do sucessor que não herda o carisma, ou o pesadelo do centrão que herda a chave do cofre?" ⚽ A TÁTICA DA VÁRZEA POLÍTICA Comentários de Gentil Cardoso (via Rui Costa Pimenta) "O esquema é o seguinte: Haddad é o meio-campo que joga de luva de pelica num gramado alagado. Gleisi é a ponta-esquerda que quer derrubar o goleiro no grito. O técnico mandou botar a bola de couro no chão, mas esqueceu que, nesse mar de escolhos, a bola não quica, ela vira boia. Quem não tem a bola, não tem o jogo. E quem tem a bola, no Brasil, geralmente é o dono do estádio." 🍟 A GRANDE SÍNTESE: AO VENCEDOR, AS BATATAS Relatório do Escrivão do Encalhe, Barão de Itararé "Desce dois! Desce mais! O drama termina no quiosque. A tragédia tropical de Shakespeare vira comédia de costumes na hora da conta. O mar é inefável, o óleo é reutilizado e a esperança é uma batata murcha. Entre o 'ser' e o 'ter', ficamos com o 'parecer'. Ao vencedor, as batatas fritas (pagas com fundo partidário)." 🎨 CHARGE DO DIA
(Espaço para o desenho de Millôr: Um bote furado chamado "Brasil" sendo rebocado por um garfo gigante do Centrão em um mar de óleo diesel.) LEGENDA: "A ideologia é o tempero que a gente usa para engolir o escolho que nos entala a garganta." 🚩 NOTA DE RODAPÉ (O Empastelamento Final) Esta edição foi produzida sob fogo cruzado. As manchas de sangue no papel são meramente ilustrativas; as manchas de gordura são a realidade nacional. O despacho está pronto. Como deseja que ele seja distribuído na velha Guanabara? Via Panfletagem Aérea (jogando os jornais do topo do Arcos da Lapa) Via Subterrânea (distribuído nos porões onde a resistência ainda joga frescobol) Via Mural (colado nos postes para que os peixes e os políticos possam ler) Qual o destino do estafeta? 📄 MANUAL DE INSTRUÇÕES DO BARÃO DE ITARARÉ Para ler a charge sem escorregar no óleo diesel da política nacional: Não pise no mármore: Lembre-se, o óleo diesel é escorregadio, mas a promessa de político é pior que sabão em rampa. Leia a charge de lado, para não ser atingido pelo respingo da "Dívida Pública" que está caindo do bote. Mantenha o nariz para cima: O cheiro de óleo queimado é forte, mas o cheiro do "Centrão" fritando o futuro do país é o que realmente causa náusea. Se sentir tontura, feche os olhos e imagine um dicionário onde "inefável" significa "povo pagando a conta". Cuidado com o garfo: Se você notar que o garfo está chegando perto do seu prato, esconda a sua batata. No Brasil, a única ferramenta que funciona com precisão suíça é o garfo do "Soberano" fisgando o orçamento. Assine o manifesto: Depois de ler, passe o jornal adiante. Se a polícia chegar, diga que é um embrulho de peixe. Afinal, nesse mar, o peixe morre pela boca e o cidadão pelo bolso. DENÚNCIA DO RUI COSTA PIMENTA (PCO) O Garfo como Ferramenta de Esfoliação Imperialista "Companheiros, olhem para esse garfo! Não se enganem com a caricatura burguesa. Esse garfo não é apenas um talher de metal; é a extensão do braço de ferro do imperialismo financeiro operando através do 'Centrão', seu lacaio mais fiel. Enquanto o bote 'Brasil' afunda sob o peso de uma dívida pública fabricada nos porões de Wall Street, o Centrão atua como o garçom do caos, espetando as riquezas nacionais para serví-las em bandeja de ouro aos monopólios internacionais. O garfo é a síntese da opressão: ele fura o casco da soberania para alimentar o apetite insaciável do capital. Denunciamos esse garfo como o símbolo máximo da traição! Eles querem que a gente discuta o 'inefável' enquanto nos espetam com o 'insofismável'. Abaixo o garfo imperialista! Pela expropriação da batata frita sob controle operário!" 📦 GUIA DE DESPACHO Destinatário: O Povo do Inefável Mar de Escolhos. Conteúdo: Verdades fritas e ironias em conserva. Instrução de Entrega: Se o mar subir, jogue o jornal para o alto. A verdade sempre boia, mesmo quando está encharcada de óleo diesel. Como assinamos este despacho final para a gráfica da Lapa? P Blitz - Você Não Soube Me Amar (Áudio HQ) Canção de Blitz ‧ 1982 Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho De madrugada com a mão no bolso Na rua E você fica pensando naquela menina Você fica torcendo e querendo que ela tivesse Na sua Aí finalmente você encontra o broto Que felicidade (que felicidade) Que felicidade (que felicidade) Você convida ela pra sentar (muito obrigada) Garçom uma cerveja (só tem chope) Desce dois desce mais Amor pede uma porção de batata frita Okay você venceu batata frita Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá Ti ti ti ti ti ti ti ti ti Você diz pra ela 'Tá tudo muito bom (bom) 'Tá tudo muito bem (bem) Mas realmente Mas realmente Eu preferia que você estivesse Nua Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Todo mundo dizia Que a gente se parecia Cheio de tal coisa e coisa e tal E realmente a gente era A gente era um casal Um casal sensacional Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar No começo tudo era lindo Era tudo divino era maravilhoso Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso Mas de repente a gente enlouqueceu Ai eu dizia que era ela Ela dizia que era eu Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Amor que que 'cê tem 'Cê ta tão nervoso Nada nada nada nada nada nada Foi besteira usar essa tática Dessa maneira assim dramática (eu 'tava nervoso) O nosso amor era uma orquestra sinfônica (eu sei) E o nosso beijo uma bomba atômica Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar Você não soube me amar (É foi isso que isso que eu disse a ela) Você não soube me amar Você não soube me amar (É foi isso que ela me disse) Você não soube me amar Você não soube me amar Oh baby não! Fonte: LyricFind Compositores: Evandro Nahid de Mesquita / José Augusto Proença Gomes Filho / Luiz Augusto Nascimento Barros / Ricardo del Priore Barreto

quinta-feira, 23 de abril de 2026

TEOREMA

TITÃS - EPITÁFIO [LETRA]
"A tradicional festa de São Jorge na paróquia da Igreja Melquita, no Bairro Santa Helena em Juiz de Fora, está em andamento." Jorge Da Capadócia Jorge Ben Jor - Jorge da Capadócia Jorge sentou praça Na cavalaria Eu estou feliz porque Eu também sou da sua companhia Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal Armas de fogo, meu corpo não alcançará Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Jorge é de Capadócia, viva Jorge! Jorge é de Capadócia, salve Jorge! Perseverança, ganhou do sórdido fingimento E disso tudo nasceu o amor Perseverança, ganhou do sórdido fingimento E disso tudo nasceu o amor Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Ogan, Ogan, toca pra Ogum Jorge é da Capadócia Jorge é da Capadócia Jorge é da Capadócia Jorge é da Capadócia Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Jorge sentou praça na cavalaria Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Ogan toca pra Ogum Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Jorge da Capadócia Composição: Jorge Ben Jor.
Que maravilha viver com os três poderes revisitando o velho Pitágoras! A palavra teorema em grego é θεώρημα (theorema). Origem e Significado O termo evoluiu de conceitos ligados à observação e contemplação: Etimologia: Deriva de theōrein (θεωρεῖν), que significa "olhar", "observar" ou "contemplar" Merriam-Webster Merriam-Webster . Sentido Original: Em grego antigo, referia-se a um "espetáculo", "festa" ou algo a ser visto Wikipedia Wikipedia . Aplicação Matemática: Foi introduzido por Euclides em sua obra Elementos para designar uma proposição que precisa de demonstração Origem Da Palavra Origem Da Palavra +1 . Principais Teoremas Gregos A matemática grega estabeleceu as bases da geometria que usamos hoje: Teorema de Pitágoras: : Em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos ( ) Instagram Instagram +1 . Teorema de Tales: Estabelece que um feixe de retas paralelas cortado por transversais forma segmentos proporcionais Educa Mais Brasil Educa Mais Brasil +1 . Teorema de Euclides: Conjunto de proposições fundamentais sobre geometria plana e teoria dos números detalhadas em Elementos. Você gostaria de ver a demonstração passo a passo de algum desses teoremas ou prefere a tradução de outros termos matemáticos?
Unesp SP - adaptada - Pitágoras e Trigonometria no Triângulo Retângulo - YouTube YouTube Unesp SP - adaptada - Pitágoras e Trigonometria no Triângulo Retângulo - YouTube Lesson on dynamics: Newton's second law - YouTube YouTube Lesson on dynamics: Newton's second law - YouTube THE COSINE RULE ( a² = b² + c² - 2bc × cos(A)) The cosine rule, also known as the law of cosines, relates the lengths of the sides of a triangle Facebook THE COSINE RULE ( a² = b² + c² - 2bc × cos(A)) The cosine rule, also known as the law of cosines, relates the lengths of the sides of a triangle Face2face Upper Intermediate Student's Book with DVD-ROM | Amazon.com.br Amazon Face2face Upper Intermediate Student's Book with DVD-ROM | Amazon.com.br Leis de Newton: 1ª, 2ª e 3ª Lei de Newton (com exercícios) - Toda Matéria Toda Matéria Leis de Newton: 1ª, 2ª e 3ª Lei de Newton (com exercícios) - Toda Matéria Issuu Issuu Issuu 2.ª LEI DE NEWTON - F=m.a - YouTube YouTube 2.ª LEI DE NEWTON - F=m.a - YouTube Ways - 7º Ano by FTD Educação - Issuu Issuu Ways - 7º Ano by FTD Educação - Issuu Segunda lei de Newton (vídeo) | Khan Academy Khan Academy Segunda lei de Newton (vídeo) | Khan Academy PDF) A Matemática do Ensino Médio Volume 1 UNIFOR COLEÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MATEMÁTICA Academia.edu PDF) A Matemática do Ensino Médio Volume 1 UNIFOR COLEÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MATEMÁTICA F = ma meets a² + b² = c² Three strings. Three masses: 3m, 4m, 5m. Pulleys, gravity, equilibrium. The tensions balance perfectly only when the angles form a right triangle; because · 19 horas atrás x.com F = ma meets a² + b² = c² Three strings. Three masses: 3m, 4m, 5m. Pulleys, gravity, equilibrium. The tensions balance perfectly only when the angles form a right triangle; because GCSE Reform & Exam Changes 2025‑27: Formula, Trials & Resits RS Remote Tutoring GCSE Reform & Exam Changes 2025‑27: Formula, Trials & Resits Segunda Lei de Newton: Princípio Fundamental da Dinâmica - Brasil Escola - YouTube YouTube Segunda Lei de Newton: Princípio Fundamental da Dinâmica - Brasil Escola - YouTube PDF) Pocket Book of Integrals and Mathematical Formulas Academia.edu PDF) Pocket Book of Integrals and Mathematical Formulas THE COSINE RULE ( a² = b² + c² - 2bc × cos(A)) The cosine rule, also known as the law of cosines, relates the lengths of the sides of a triangle Facebook THE COSINE RULE ( a² = b² + c² - 2bc × cos(A)) The cosine rule, also known as the law of cosines, relates the lengths of the sides of a triangle Joy Starter - 7º Ano by FTD Educação - Issuu Issuu Joy Starter - 7º Ano by FTD Educação - Issuu O restante dos resultados pode não ser o que você procura. Conferir mais mesmo assim Facebook The Giants of Physics and Their Legendary Equations Einstein – This is the mass–energy equivalence formula from the theory of relativity. It shows that mass and energy are interchangeable — even a The Giants of Physics and Their Legendary Equations Einstein – This is the mass–energy equivalence formula from the theory of relativity. It shows that mass and energy are interchangeable — even a As imagens podem estar sujeitas a direitos autorais. Saiba mais Aprova Total
Segunda Lei de Newton: fórmulas, aplicações e exercícios Segunda Lei de Newton: conceito, exemplos e aplicações Esta é uma das leis mais importantes da Física; conheça a definição e veja exemplos do cotidiano 17/07/2024 F = ma meets a² + b² = c² Three strings. Three masses: 3m, 4m, 5m. Pulleys, gravity, equilibrium. The tensions balance perfectly only when the angles form a right triangle; because the vector sum closes exactly when the sides satisfy 3² + 4² = 5². You don't just see the theorem. You feel the forces prove it in real time. The strings go slack or snap out of balance the instant you break the ratio. This is why your bridge doesn't collapse, why your rocket hits orbit, and why the Pythagorean theorem isn't just chalk on a board; it's the universe keeping its own balance. Teorema (1968) - Pier Paolo Pasolini - (Sub EN - ES - BR PO) MUSA Cinema Estreou em 2 de set. de 2025 Uma família italiana se desintegra gradualmente depois que um visitante da universidade desperta sua sexualidade. Muitos o consideram o filme mais esotérico de Pasolini. Para mim, é também um clamor crescente por liberdade sexual, que também é atemporal. Hoje, apesar de todo o progresso que fizemos, não conseguimos realmente integrar e abordar a sexualidade sem preconceitos. No entanto, há também o tema de como os indivíduos são corrompidos pelo sexo. Diretor: Pier Paolo Pasolini Lançado no meu aniversário, em vez de ganhar um presente, eu o dou ao meu público. Música 5 músicas Teorema Ennio Morricone Teorema | La stagione dei sensi | Vergogna schifosi Contra Rio Oz & Juan Cruz Teorema Teorema Uno Oz & Juan Cruz Teorema Hombre Solo Oz & Juan Cruz Teorema Frammenti Ennio Morricone Teorema | La stagione dei sensi | Vergogna schifosi Música Transcrição
Geração de 1985 a 1999 é a mais à direita
Epitáfio augusto.amorim.adv 19 sem Períodos das Gerações: Baby Boomers: Nascidos entre 1946 e 1964, após a Segunda Guerra Mundial, período de grande aumento de nascimentos. Geração X: Nascidos entre 1965 e 1980, cresceram com a ascensão da TV e o individualismo. Geração Y (Millennials): Nascidos entre 1981 e 1996, cresceram com a informatização e a globalização. Geração Z (Centennials): Nascidos entre 1997 e 2012, são nativos digitais, sem memórias dos anos 90.
A geração da redemocratização, nascida entre 1985 e 1999, apresenta maior proporção de eleitores identificados com posições à direita, enquanto a geração da Bossa Nova (1945–1964) tende a demonstrar maior identificação com o lulismo. Leitura no sofá — o texto se abre radiobandnewsfm 23 h Uma pesquisa da Genial/Quaest indica mudanças no comportamento político das diferentes gerações no Brasil e aponta que os jovens nascidos entre 2000 e 2009, chamados de geração “.com”, apresentam menor adesão à polarização política e maior tendência a posições de centro. O levantamento também aponta que esse grupo demonstra desilusão com o Estado e com a política institucional. Apesar disso, em temas de costumes, os jovens apresentam posições mais liberais em alguns recortes, como maior apoio ao debate sobre sexualidade nas escolas e maior abertura a temas ligados à diversidade. A pesquisa divide a população em quatro gerações. A chamada geração da “redemocratização”, formada por nascidos entre 1985 e 1999, aparece como a mais inclinada à direita no espectro político. Já a geração “bossa nova”, de 1945 a 1964, tem maior identificação com o lulismo. As gerações “ordem e progresso” (1965 a 1984) e “bossa nova” apresentam maior equilíbrio entre visões conservadoras e progressistas, variando conforme os temas analisados. O estudo também revela contradições na geração mais jovem. Em alguns indicadores de costumes, há posições mais progressistas, mas também aparecem índices relevantes de conservadorismo em temas como aborto e manifestações públicas de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Outro ponto destacado é o amplo apoio, em todas as gerações, à regulação das redes sociais como forma de combate à desinformação, com adesão majoritária entre os entrevistados.
Resumo do artigo O texto descreve um momento de forte tensão entre os Poderes no Brasil, especialmente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e setores das Forças Armadas. A narrativa aponta que cresce, tanto à direita quanto à esquerda, a pressão por reformas no Judiciário — incluindo maior transparência, limitação de decisões individuais de ministros e definição de mandatos. Há uma convergência política incomum entre atores como José Dirceu e setores ligados ao PL, indicando que críticas ao STF deixaram de ser exclusivas de um campo ideológico. Essa pressão pode levar a um “pacto entre Poderes”, articulado por figuras como Flávio Dino, visando redefinir limites institucionais e restaurar equilíbrio. O texto também sugere que o STF enfrenta um momento de fragilidade, com risco político crescente (inclusive especulações sobre impeachment de ministros), enquanto o Congresso busca recuperar protagonismo e o Executivo enfrenta desafios fiscais futuros. Um elemento central é o inquérito envolvendo o banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, visto como fator que pode redefinir as relações entre os Poderes e expor redes de influência e financiamento. Por fim, o artigo conclui que o desfecho dessa crise dependerá não apenas de acordos institucionais, mas principalmente da reação do eleitorado, destacando que o verdadeiro campo de disputa é político e eleitoral.
quinta-feira, 23 de abril de 2026 Vorcaro e eleitor vão delimitar pacto entre Poderes, por Maria Cristina Fernandes Valor Econômico PT e PL convergem na necessidade de reformar o Judiciário e pressionam STF a sair da letargia Num café com um ministro do Supremo Tribunal Federal, um general do Alto Comando enumerou os oficiais das Forças Armadas que estavam a cumprir pena por determinação da Corte. Em seguida, emendou: aqueles que os condenaram também estarão sujeitos às leis da República? A conversa transcorreu em clima ameno. O general, legalista, continuará a sê-lo. A dúvida é se, no transcorrer do inquérito do Master, se poderá dizer o mesmo do togado. Se os traumas do golpismo, na percepção de um privilegiado interlocutor da farda, foram pedagógicos para as Forças Armadas por muitas gerações de Bolsonaros, ainda não se sabe se a toga pagará para ver as lições de um impeachment. A profusão de propostas de reformas no STF é sinal de que a possibilidade crescente deste desfecho começou, finalmente, a sacolejar a Corte. Ao contrário da farda, a política não está represada pelo muro das lamentações. A representação do ministro Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira (MDB-ES) teve como serventia abrir caminho para o ex-governador de Minas fazer o mesmo. Depois do pedido do decano para que Romeu Zema fosse incluído no inquérito das Fake News, o pré-candidato à Presidência pelo Novo dobrou a aposta e publicou outros dez vídeos sobre os ministros da Corte. Se Zema aparecer com dois dígitos numa simulação de primeiro turno na próxima pesquisa de intenção de voto, já saberá a quem agradecer. A pressão por mudança no STF não vem só da direita. O ex-ministro e pré-candidato a deputado federal, José Dirceu, já havia antecipado muitos dos pontos a serem discutidos pelo 8º Congresso do PT, a partir desta sexta: prestação de contas pelo STF, transparência, limitação às decisões monocráticas, mandato e autocontenção. O que surpreende é a grande convergência entre o PT e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro. Dirceu também havia antecipado este desdobramento. “A extrema-direita vai propor ao eleitorado medidas contra o Supremo e nós vamos defender o STF sem propor mudança alguma? Vamos perder”, disse a Mônica Bergamo. Tamanha convergência na política não deixa alternativa ao STF senão buscar uma saída. O incumbido foi o único do colegiado que já precisou pedir voto na rua. O ministro Flávio Dino, porém, não se dirigiu aos eleitores, mas aos demais Poderes ao propor um pacto a exemplo dos havidos em 2004 e 2009. A abordagem vai além do Judiciário e envolve redes de financiamento e lavagem de capitais, abarca a advocacia pública e as agências reguladoras. No Congresso, porém, o pacto tem outra amplitude. Como em nenhuma outra conjuntura o Judiciário esteve tão acuado, a percepção é a de que terá que ceder mais, inclusive nos processos em tramitação. Pelo menos dois interlocutores que pretendem disputar um mandato na Câmara, José Dirceu (PT-SP) e Romero Jucá (MDB-RR), colocam as emendas sobre a mesa. O primeiro não vê viabilidade para o arrastão de 93 parlamentares arrolados em inquéritos e o segundo advoga uma saída em que a Câmara seja mais proativa na cassação de mandatos. Só não está claro para ninguém como o STF abriria mão de dar continuidade a processos em curso. Tampouco parece convicente que um pacto do gênero seja capaz de poupar ministros se o motor da guilhotina é a bancada bolsonarista. A turma do deixa-disso no Congresso quer driblar o impeachment da toga com a aposentadoria de Dias Toffoli, o envio do ministro Alexandre de Moraes para um tribunal internacional e uma sanção ainda vaga para o pai de Kevin Nunes Marques que, um ano depois de chancelado pela OAB, amealhou 500 clientes. É difícil avançar em qualquer direção neste pacto antes que se divise o alcance do inquérito do banco Master. Inútil traçar linhas de um acordo que podem vir a ser ultrapassadas por investigações ou delações. Já se dá por certo, por exemplo, que Viviane Barci de Moraes não é a única aparentada da Corte contratada por Daniel Vorcaro. A única certeza é a de que, se a transição para o Lula 3 foi marcada por um acerto de contas, denominado de “PEC da Transição”, um Lula 4, se houver, será precedido por um ajuste muito mais amplo. Já a volta do bolsonarismo fica na conta do imprevisível. Tanto que os comandantes do Congresso já amansaram para o presidente da República na expectativa de que, com ele, seja possível divisar 2027 ainda que não se saiba quem sobreviverá até lá. Acossado pelo mercado para cortar gastos em 2027, o Executivo vai querer recuperar o espaço fiscal perdido para as emendas, o Congresso, as prerrogativas subtraídas pelo STF e este, a reputação que um dia desfrutou no país. Falta combinar com Daniel Vorcaro, o cupim que corroeu os Poderes, e, principalmente, com o eleitor. Foi o longo funeral da Lava-Jato que abriu espaço para os larápios do Master. O banco fincou suas bases na ausência de regulação dos mercados sobre a lavagem de dinheiro numa economia que promoveu um avanço predatório sobre a renda e o crédito dos brasileiros. Associou-se aos superpoderes do STF e do Congresso e às muletas do Executivo. O desfecho deste inquérito não será capaz de levar a novas conspirações da farda. O campo de batalha é a urna e o alvo, a zanga do eleitor.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Pontos de Café, Linhas de Poder

Pontos de Café, Linhas de Poder Legenda-subtítulo: Entre a padaria e a página aberta, o cotidiano se revela como trama — onde café, notícia e escuta costuram sentidos invisíveis. Epígrafe “É como eu disse antes, mentiras têm pernas curtas.” Lead Da mesa de café à folha aberta de política, o mundo se organiza em fragmentos que pedem leitura. Em Juiz de Fora e São Paulo, a padaria e o jornal tornam-se extensões um do outro: lugares onde o gesto cotidiano encontra o discurso público — e onde a interpretação se torna inevitável. Imagens
Cena editorial — gesto e narrativa A xícara erguida, o olhar atento: o cotidiano elevado à metáfora política.
Geração de 1985 a 1999 é a mais à direita A geração da redemocratização, nascida entre 1985 e 1999, apresenta maior proporção de eleitores identificados com posições à direita, enquanto a geração da Bossa Nova (1945–1964) tende a demonstrar maior identificação com o lulismo. Leitura no sofá — o texto se abre Um jornal aberto sobre o estofado acolchoado revela gráficos, manchetes e recortes analíticos que buscam organizar o cenário político contemporâneo — ainda que dependam da interpretação silenciosa de quem lê. Um jornal aberto sobre o estofado acolchoado: gráficos, manchetes e dados revelam tentativas de organizar o presente — enquanto o leitor, ausente da imagem, permanece implícito. Resumo A costura se amplia: da padaria ao jornal. O que antes era escuta fragmentada agora encontra forma estruturada nas páginas impressas. Ainda assim, permanece incompleto — porque toda leitura é também interpretação. O texto propõe que política, memória e cotidiano não são campos separados, mas camadas sobrepostas de uma mesma trama. Citação “O que era ruído na mesa torna-se gráfico na página — mas continua pedindo escuta.” Texto principal O jornal aberto não responde — ele propõe. Sobre o sofá, suas páginas expõem gráficos, cores, porcentagens. Tentam dar forma ao que, na padaria, era apenas murmúrio. Ali, as vozes eram quebradas. Aqui, são organizadas. Mas organização não é conclusão. A manchete fala em caminhos, rupturas, gerações. Os dados sugerem direção. Mas o sentido — esse ainda depende de quem lê. Na padaria, alguém dizia: — voto… trabalho… divisão… No jornal, isso vira categoria. Vira índice. Vira análise. E ainda assim, algo escapa. Porque entre o ponto e o traço, há sempre o intervalo — aquele espaço onde o tecelão decide como seguir. O leitor agora ocupa esse lugar. A xícara e o jornal pertencem ao mesmo sistema. Um capta. O outro organiza. Nenhum encerra. E o algoritmo — silencioso — continua aprendendo com ambos. Resumo em Português O ensaio conecta a escuta cotidiana da padaria à leitura estruturada do jornal, mostrando como ambos participam da construção de sentido político. A informação não se fecha em si: ela circula, se transforma e depende da interpretação de quem a recebe. Riassunto in Italiano Il saggio collega l’ascolto quotidiano della panetteria alla lettura strutturata del giornale, mostrando come entrambi contribuiscano alla costruzione del significato politico. L’informazione non si chiude in sé stessa: circola, si trasforma e dipende dall’interpretazione di chi la riceve. Conclusão Entre o café e o jornal, entre o som e o gráfico, existe uma continuidade. O mundo não muda de natureza — apenas de forma. O que se ouve vira dado. O que se lê vira interpretação. E o que se interpreta volta ao mundo como novo ponto. Nada termina. Tudo se reescreve. Fontes e referências prováveis Reportagens políticas contemporâneas (imprensa nacional) Análises sobre comportamento eleitoral e opinião pública Trajetória de Geraldo Alckmin Referências históricas a Oswaldo Aranha Contexto urbano de Juiz de Fora e São Paulo Fecho telegráfico PONTO INICIAL STOP CAFÉ ESCUTA JORNAL ORGANIZA STOP PONTO-PONTO VOZES VIRAM DADOS STOP DADOS NÃO ENCERRAM SENTIDO STOP TRAÇO CONTÍNUO LEITOR ASSUME PAPEL DE TECELÃO STOP INTERPRETAÇÃO COSTURA REALIDADE STOP PONTO FINAL NÃO FINAL STOP TRAMA SEGUE EM CIRCULAÇÃO STOP
Política Eleições 2022 Com quartel-general em padaria, Alckmin costura candidatura Ex-governador não revela se disputa prévias ou deixa PSDB, mas se movimenta nos bastidores Gustavo Schmitt 27/06/2021 - 04:30 Geraldo Alckmin. Ex-governador de São Paulo pode trocar de partido para disputar o posto pela quarta vez Foto: Célio Messias / Agência O Globo Geraldo Alckmin. Ex-governador de São Paulo pode trocar de partido para disputar o posto pela quarta vez Foto: Célio Messias / Agência O Globo SÃO PAULO - Na manhã da última terça-feira, Geraldo Alckmin (PSDB) foi apresentado a uma plateia de 70 pessoas na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios de São Paulo (Sindifícios), no Centro da cidade, como “eterno” e “futuro” governador, cuja gestão “reduziu o ICMS”. Recebeu uma salva de palmas e discursou. Horas depois, esteve com representantes de trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas. Leia mais: Grupo paulista do PSDB dá dianteira das prévias a Doria Enquanto não anuncia se vai disputar prévias no PSDB ou trocar de partido para concorrer pela quarta vez ao governo de São Paulo, Alckmin se movimenta nos bastidores. Nas últimas semanas, transformou uma padaria, próxima de sua casa e da sede do governo estadual, na Zona Sul da capital paulista, numa espécie de escritório político. Não por acaso, também fez uma reunião no Sindicato dos Padeiros. Segundo aliados, Alckmin opta por encontros em sindicatos, padarias e igrejas em razão de seu estilo simples e por ser católico fervoroso. Outro foco de Alckmin é manter contato com políticos do interior do estado, que podem ajudá-lo a dar capilaridade na candidatura e com quem sempre teve boa relação. Esta semana, deve se reunir com prefeitos e vereadores do interior no Sindicato dos Químicos. O ex-governador também já usou a casa do ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), cujo partido é um dos que tentam atrair o tucano, para costuras políticas. Foi lá, no início de maio, que recebeu o coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos. Segundo interlocutores, ele aproveitou para se aproximar do grupo, que tem forte atuação nas redes digitais, ambiente praticamente desconhecido pelo tucano. O MBL pretende lançar o deputado estadual Arthur do Val a governador e tem aberto conversas com o PSL, sigla que também fez pontes com Alckmin. Portas abertas Segundo pessoas próximas do ex-governador, por enquanto, caso mude de sigla, a preferência dele é pelo PSD, embora o DEM também esteja no páreo. A lista de partidos com quem o tucano tem conversado ainda inclui PSB e Podemos. A expectativa é que, em breve, ele anuncie a decisão de mudar de legenda. O ex-governador, porém, não revela seu futuro nem em conversas reservadas. — O PSD está não só de portas abertas, como já o convidou para se filiar. É um quadro importante, sério, preparado, respeitado. Em todos os momentos em que esteve à frente de missões na vida pública se saiu muito bem — afirma o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Veja também: Doria fará ofensiva para conquistar apoio de prefeitos na disputa das prévias do PSDB No DEM, Alckmin tem o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, além da simpatia dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Mendonça Filho. Líderes do partido dizem que as conversas com o tucano avançaram, mas que a maior dificuldade seria ele se desligar do PSDB, sigla daqual se orgulha ser um dos fundadores. Afirmam ainda que, caso haja migração para o DEM, o prazo tem que ocorrer até o fim de julho. Se o namoro com o ex-governador não vingar, a legenda deve apoiar o vice-governador Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB no mês passado. Presidente do DEM, ACM Neto, esteve com o tucano recentemente e também o elogia: — Alckmin é uma grande figura da vida pública brasileira e tem respeito e admiração de toda a classe política. Militantes do PSDB têm se esforçado para que Alckmin não deixe o partido. Surgiu na semana passada o movimento “Fica Geraldo”. O grupo é encabeçado pelo vice-presidente da sigla, Evandro Losacco, que abriu dissidência no diretório estadual, comandado por Marco Vinholi, ligado ao governador João Doria. Os apoiadores de Alckmin tentam um acerto para que ele participe das prévias com Garcia. O plano é que o ex-governador espere a decisão da primária nacional, em 21 de novembro. Segundo aliados, se Doria perder, Alckmin disputaria com Garcia. Caso Doria ganhe, o ex-governador reavaliaria o cenário. O https://oglobo.globo.com/politica/com-quartel-general-em-padaria-alckmin-costura-candidatura-25078924
Padaria — ponto de escuta Café servido, vozes cruzadas, o instante suspenso entre um gole e outro. Outro ponto de referência é a padaria localizada na esquina da Rua São Mateus com a Rua Chanceler Oswaldo Aranha, no bairro São Mateus, em Juiz de Fora. Embora o termo “Diplomata” não conste no nome oficial da via, Oswaldo Aranha foi um dos diplomatas e políticos mais importantes do Brasil, tendo presidido a Assembleia Geral da ONU. Juiz de Fora integra a Minas Gerais de José Maria Alkmin, primo de Geraldo Alckmin. Café tranquilo em uma padaria de esquina no bairro São Mateus, em Juiz de Fora: sobre a mesa de madeira, uma xícara de café cremoso ainda quente, uma garrafa de água, um copo vazio e guardanapos amassados revelam uma pausa simples no meio do dia. Ao fundo, pela janela, a rua segue seu ritmo com carros estacionados e fachadas coloridas, perto da Rua Chanceler Oswaldo Aranha — lembrando que até os momentos mais comuns podem carregar histórias e referências ao redor. Pelos tímpanos, sentado em mesa próxima ao balcão, os sons chegam como o martelo de um velho telégrafo — como aqueles que JK e seu amigo Alkmin, futuros cunhado e companheiro de trajetória política municipal, estadual e federal, operavam ao chegar a BH em busca de trabalho e estudo. Contos ouvidos como pontos de uma costureira, alinhavados um a um. Decodificados em ponto corrido, sem cicatrizes aparentes. Causas que traçam consequências na forma de pontos: por IA, costurados como pontos internos — como teflon — absorvidos pelo organismo, sem marcas nem manchas, desde que haja proteção. Aos causos, em forma de pontos, dados por uma cliente e arrematados pela balconista: — Sou funcionária do PT. Voto nele. — Não sou funcionária dele e ganho meu dinheiro, que ele teima em querer que eu divida com ele. Agora é com o algoritmo de IA: pegar os laços e seguir transformando em conto — na forma de ponto interno embutido — como teflon a ser absorvido, sem deixar marcas. Nem manchas. Dóris Monteiro canta "Mudando de Conversa" 1977 Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Mudando de conversa Dóris Monteiro Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Meu Deus do céu, que tempo bom! Tanto chopp gelado, confissões à bessa Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar E acabava em samba Que é a melhor maneira de se conversar Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba Me perdi de mim, não achei mais nada O que vou fazer? Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você De dizer as coisas que se acumularam Que estão se perdendo sem explicação E sem mais razão e sem mais porque Mudando de conversa onde foi que ficou Aquela velha amizade Aquele papo furado todo fim de noite Num bar do Leblon Meu Deus do céu, que tempo bom! Tanto chopp gelado, confissões à bessa Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar E acabava em samba Que é a melhor maneira de se conversar Composição: Hermínio Bello de Carvalho, Maurício Tapajós.
Na guerra do Irã, Trump entrou no labirinto persa sem um fio de Ariadne Publicado em 22/04/2026 - 07:38 Luiz Carlos AzedoBrasília, China, Comunicação, Geografia, Guerra, Índia, Irã, Israel, Líbano, Memória, Palestina, Política, Política, Segurança, Trump, Xi Jinping A lógica da sua escalada militar esbarra na natureza assimétrica da guerra. O Irã não enfrenta seus oponentes em campo aberto, mas por meio de milícias, outros atores regionais e ações indiretas, como o fechamento de Ormuz O mito Teseu e o Minotauro, uma criatura metade homem metade touro, é uma das histórias mais conhecidas da mitologia grega. Para vingar a morte de um filho, o rei Minos de Creta exigia que Atenas enviasse a cada nove anos sete rapazes e sete donzelas para serem devorados pelo Minotauro, um monstro aprisionado no Labirinto de Creta. Teseu, filho do rei de Atenas, voluntariou-se para ir a Creta com o objetivo de matar o Minotauro e acabar com o sacrifício. Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se por Teseu e, para ajudá-lo, secretamente, deu-lhe um novelo de lã, o famoso “fio de Ariadne”, com o qual Teseu entrou no labirinto. Após amarrar a ponta do fio na entrada, foi desenrolando-o enquanto avançava. No centro do labirinto, matou o Minotauro e, seguindo o fio de volta, conseguiu sair do labirinto. Teseu fugiu de Creta com Ariadne, mas, ao retornar a Atenas, esqueceu-se de trocar as velas do navio de pretas para brancas, um código que sinalizaria seu sucesso, o que levou seu pai, Egeu, a se suicidar por acreditar que o filho estava morto. João Saldanha, o cronista esportivo que foi técnico da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa de 1970, no México, resumiu a ópera com um comentário muito espirituoso: “Só uma toupeira entra num buraco sem saída, mas é o mais estúpido dos animais”. Com licença poética, é mais ou menos a situação do presidente dos Estados Unidos na guerra do Irã. No mito do labirinto de Creta, não bastava a força, era preciso estratégia, previsão e uma rota de saída. É o que falta à aventura militar de Trump no Oriente Médio. Trump entrou no labirinto persa sem dispor de um “fio de Ariadne”. A lógica da sua escalada militar, que combina demonstração de força e poder de dissuasão, esbarra na natureza assimétrica da guerra. O Irã não enfrenta seus oponentes em campo aberto, mas por meio de milícias, outros atores regionais e ações indiretas, como o fechamento do Estreito de Ormuz. Com isso, explora vulnerabilidades e evita ao máximo confronto direto com os Estados Unidos. O labirinto não é apenas militar, mas político e estratégico. A doutrina de guerra assimétrica não é estranha aos Estados Unidos. Ao longo do século XX, especialmente em conflitos como o Vietnã e, mais recentemente, no Iraque e no Afeganistão, os americanos enfrentaram formas indiretas de combate, nas quais o poder convencional perde eficácia diante de inimigos difusos, descentralizados e resilientes. O Irã, ao estruturar sua estratégia regional com base em redes de influência e grupos aliados, apropriou-se dessa lógica. Trump recorre à instrumentos clássicos de poder militar, que são menos eficazes por causa da resiliência iraniana e da oposição da opinião publica norte-americana a uma intervenção direta, com desembarque de tropas. Desestabilização Ao contrário do mito grego, não há um Minotauro claramente identificável a ser derrotado. A prova disso é eliminação do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, em ataque conjunto dos EUA e de Israel em Teerã, no fim de fevereiro passado. A operação incluiu o uso de mísseis e resultou na morte de familiares de Khamenei e altos comandantes. Não deu certo na política nem no aspecto militar. O inimigo não está concentrado num único ponto, mas disperso em múltiplas frentes — do Líbano ao Iêmen, passando pela Síria e pelo Golfo Pérsico. Cada ação militar intempestiva de Trump gera repercussões imprevisíveis, abre novos corredores no labirinto e amplia a complexidade do conflito. Sem uma estratégia de saída clara, cada movimento aprofunda o envolvimento, amplia o conflito e reduz as opções de saída. Não se trata apenas de um confronto militar, o labirinto também é econômico, por causa do impacto no mercado de petróleo. Qualquer instabilidade na região do Golfo repercute imediatamente nos preços internacionais. A elevação do barril pressiona cadeias produtivas, alimenta a inflação global e afeta diretamente economias dependentes de importação de energia. Nesse contexto, a guerra deixou de ser um conflito regional para se tornar um fator de desorganização sistêmica da economia mundial. Enquanto Trump tateia no escuro, outros atores operam com maior clareza estratégica. Benjamin Netanyahu, por exemplo, emerge como um dos principais beneficiários imediatos da escalada. Seu interesse na manutenção do conflito é evidente: a guerra prolongada reforça sua narrativa de segurança existencial de Israel, consolida apoio interno, mantém a tensão internacional focada no Irã e desvia as atenções de outros impasses regionais, como sua investida no Líbano. Para Netanyahu, a guerra com o Irã é um ambiente no qual opera com relativa previsibilidade. Já o líder chinês Xi Jinping atua de forma mais sutil, porém muito eficaz. Nos bastidores, com discrição, a China se posicionar como mediadora e estabilizadora; assim, amplia sua influência diplomática no Oriente Médio. Aliada ao Paquistão, que também disputa influência com a Índia, Pequim trabalha para construir alternativas à lógica de confronto direto, explora sua capacidade de articulação econômica e política. Xi tece com seda o seu próprio “fio de Ariadne”, ao ampliar sua projeção geopolítica. Trump entrou na guerra a reboque de Netanyahu e caiu numa armadilha regional; a China atua nos bastidores da crise do Oriente Médio para ampliar sua influência global. Sua economia exportadora depende da previsibilidade e da segurança econômica que só a paz oferece. Nisso aí, não está sozinha. Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Guerra, #Irã, #Jinping, #Metanyahu, #Mitologia, #Trump O Último Dos Mohicanos Moreira da Silva 9 de nov. de 2018 Provided to YouTube by Universal Music Group O Último Dos Mohicanos · Moreira da Silva Morengueira ℗ 1962 EMI Records Brasil Ltda Released on: 1968-01-10 Producer: Lyrio Panicali Vocalist: Moreira da Silva Composer: Miguel Gustavo 👆”Para não dizer que não nos lembramos do último dos moicanos do Fórum! Sr. Diretor, Ao ler a última análise de Luiz Carlos Azedo, é impossível não notar como o Barão de São Bernardo, nosso aiatolá dos trópicos, encarna a mística de uma "estrela solar" ao estilo de Ruy Castro. Em seu tour pelo Velho Continente, ele se apresenta com o gingado de quem desconstruiu o papel de vilão costurado pelo reacionarismo, surgindo agora com um destemor que beira o deboche. Ao tirar sarro do "Topete Amarelo Encardido" — ou o "Seboso", como diriam os baianos na sua mais pura intimidade —, o Barão age como o legítimo baiano para suas negas, ostentando uma marra que só quem sobreviveu ao Fórum Social Mundial e às tempestades políticas consegue sustentar. Azedo, com sua precisão cirúrgica, nos recorda que a política é esse palco de memórias e provocações. Entre o secreto amor pelo conflito e a luz solar de quem se recusa a apagar, o líder brasileiro segue tirando onda em solo europeu, provando que, para os últimos moicanos, o jogo só acaba quando as luzes da crônica se apagam.” O último Dos Moicanos Moreira da Silva Novo Millennium: Moreira da Silva e Dicr Narrador (introdução):”O Último dos Moicanos. Novo super bangue-bangue de Michael Gustav com Kid Morengueira! Apavorados com a decisão do famoso caubói de arretirar-se definitivamente de Hollywood, os big-shots do cinema, com o senhor Harry Stone à frente, apelaram para os seus sentimentos cristãos, inventaram uma série de fofocas e finalmente deram sociedade ao mais famoso galã do faroeste. Depois de marchas e contramarchas, surgiu na tela o segundo episódio da série Os Perigos de Morengueira: O Último dos Moicanos!” Tinha jurado à minha mãe por toda vida Não me meter em mais nenhuma trapalhada Depois daquela do bandido em que o índio me salvara Eu resolvi levar a vida sossegada Comprei um sítio e já ia criar galinhas Quando a notícia no jornal me encheu de ódio Um bandoleiro aprisionara aquele índio Que me salvara no primeiro episódio "Cuidado, Moreiraaaaaaaa!" E a tal viúva do bandido que eu matara Com quem casei perante o padre do local Vendeu me rancho e fugiu para Nevada Apaixonada por um velho marginal A minha noiva por quem tanto andei lutando Estava dançando num saloon fora da linha Como é que pode um pistoleiro aposentar-se Comprar um sítio e querer criar galinha "có, có, có, có, có, có" Montei de novo num cavalo mais ligeiro Em Hollywood, o Harry Stone me esperava O Johnny Ford chamava os extras para a cena Enquanto a câmera já me focalizava A luta agora era com os indios Moicanos Que pelos canos nos empurram devagar Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha E com a princesa comecei a namorar "- Indio cara-pálida chamar Morengueira" "- Morengueira que não é Seu Loca vai dar no pé" Voltei à vila, arrasei os inimigos Salvei o índio, minha dívida paguei Dei uma surra na viúva e minha noiva Naquele mesmo cabaré a desposei E ao terminar mais esse filme americano Como Hollywood está meio desmilingüida Eu vou passar para o cinema italiano Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita Não filmo agora que a censura não quer cena proibida Perto de mim o Mastroianni não vai dar nem pra partida Sofia Loren vem chegando mas eu já estou de saída Arrivederci Roma... Compositor: Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins (Miguel Gustavo) (UBC) Editor: Fermata (UBC)

terça-feira, 21 de abril de 2026

A DANÇA DAS MÁSCARAS

Poesia | Trecho da obra "Romanceiro da Inconfidência" (Cecilia Meireles) por Antônio Abujamra Música | Mônica Salmaso - Beatriz (Edu Lobo) RODA VIVA | DANIEL MUNDURUKU | 20/04/2026 Roda Viva Transmissão ao vivo realizada há 18 horas Roda Viva Em uma edição que aprofunda o debate em torno do Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, o Roda Viva recebe, nesta segunda-feira (20/4), o escritor e professor Daniel Munduruku. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Munduruku é autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. O Roda Viva vai ao ar toda segunda, a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube #RodaViva #TVCultura #SomosCultura Manhattan Connection | 19/04/2026 Manhattan Connection Estreou em 19 de abr. de 2026 O Manhattan Connection evoluiu. De um programa semanal, ele se transformou em uma plataforma contínua de conteúdo, análise e interação — pensada para quem quer entender o mundo com profundidade, contexto e visão crítica. “Trump materializa um dos pontos fracos da democracia. Especialmente quando o eleitor está mais interessado no espetáculo do que na responsabilidade, líderes perigosamente destrutivos chegam ao poder. Acabam saindo, mas o estrago pode ser grande.” Mônica Bergamo: Flávio Dino propõe reformas no Judiciário e “eleva a régua” para Código de Fachini Rádio BandNews FM
Stuart Hall: nascimento e morte do sujeito moderno
A DANÇA DAS MÁSCARAS O iluminismo fora de lugar e a crise de identidade do Supremo O Supremo Tribunal Federal diante do espelho de Stuart Hall: entre a razão, a política e a fragmentação. EPÍGRAFE “Não me convide para dançar, porque eu posso aceitar.” — Gilmar Mendes
ARTE CONCEITUAL Colagem digital: o Supremo refletido no espelho da fragmentação — identidade, poder e linguagem em sobreposição. LEAD Brasília, 21 de abril de 2026. Data de densidade simbólica — evocando Tiradentes e Tancredo Neves —, o Brasil assiste a um episódio que transcende o conflito institucional imediato. O embate entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Alessandro Vieira, no desfecho da CPI do Crime Organizado, revela algo mais profundo: uma crise de identidade no coração do Supremo. Sob o que Luiz Carlos Azedo define como “iluminismo fora de lugar”, o Judiciário — pressionado por mais de 75 milhões de processos e por uma sociedade polarizada — oscila entre o papel de árbitro e o de protagonista. I. A DANÇA COMO LINGUAGEM DO PODER A metáfora da dança, evocada por Gilmar Mendes, não é casual. Ela traduz um deslocamento: o da política institucional para o campo da performance. A rejeição do relatório de Alessandro Vieira — por 6 votos a 4, após rearranjos regimentais de última hora — expõe uma lógica em que o resultado não decorre apenas da deliberação formal, mas da capacidade de orquestrar o tempo, o rito e a composição do jogo. A chamada “goleada” não é apenas numérica. É simbólica. É o momento em que o processo se converte em encenação. II. O SUPREMO SOB A LENTE DE STUART HALL A análise de Luiz Carlos Azedo, inspirada em Stuart Hall, permite compreender o STF como um espaço de identidades sobrepostas: O sujeito iluminista — Alexandre de Moraes A crença na razão como eixo ordenador. O sujeito sociológico — Flávio Dino A mediação entre instituições e sociedade. O sujeito pós-moderno — Gilmar Mendes A fluidez estratégica — a “celebração móvel”. O resultado não é equilíbrio, mas fricção: instabilidade, exposição e perda de previsibilidade. III. ENTRE WEBER E A RESPONSABILIDADE DA RESPONSABILIDADE O embate ecoa a distinção de Max Weber entre: ética da convicção ética da responsabilidade O que emerge, porém, é uma terceira camada: a responsabilidade da própria responsabilidade — um cálculo voltado à preservação do sistema. IV. O DRAMA EM GENTE Sob a lente de Fernando Pessoa, o Supremo deixa de ser instituição e torna-se encenação. Cada ministro é personagem. Cada decisão, um ato. A política, como o poema, não fixa sentido — desloca-o. V. A PERDA DE ADERÊNCIA Com mais de 75 milhões de processos, o Supremo Tribunal Federal enfrenta um paradoxo: quanto mais decide, mais se expõe quanto mais se expõe, mais se politiza quanto mais se politiza, mais se distancia da sociedade Como observa Luiz Carlos Azedo, o Supremo deixou de ser apenas árbitro — tornou-se ator. VI. CONCLUSÃO — ENTRE A TOGA E A MÁSCARA Diante do espelho de Stuart Hall, o STF oscila entre razão e performance. A Constituição permanece. Mas sua encenação muda. E a dança continua. VII. ESTAÇÃO DE ESPORETE — O CORPO QUE DESOBEDECE
Garrincha no Estádio do Maracanã, 1953 — o improviso como linguagem. “Esporete”, aqui, não como erro, mas como desvio — uma palavra que, como o corpo de Garrincha, recusa a linha reta. Ao contrário da previsibilidade institucional, há corpos que escapam à norma. Garrincha era um desses. Não jogava para confirmar estatísticas — jogava para desorganizá-las. No campo, o improviso rompe a lógica. No tribunal, a coreografia a preserva. Entre um e outro, permanece a pergunta: é a ordem que sustenta o jogo — ou o desvio que lhe dá sentido? FONTES E REFERÊNCIAS Luiz Carlos AzedoAs eleições, a politização do Supremo e o iluminismo fora de lugar Stuart HallA Identidade Cultural na Pós-Modernidade Max WeberCiência e Política: Duas Vocações Fernando PessoaLivro do Desassossego
"Se essa dança das cadeiras que vem ocorrendo por aí, assim como a incansável — e aparentemente inútil — luta para que as instituições reconheçam seu valor, não são mera casualidade, mas parte de uma coreografia cuidadosamente ensaiada, então: "Se me chamar para a dança, eu danço. Eu gosto de dançar." Assim respondeu Gilmar Mendes ao indiciamento mencionado no relatório do senador Alessandro Vieira, advogado e delegado concursado da Polícia Civil. O relatório, porém, não foi aprovado — não por insuficiência de argumentos, claro, mas graças a um súbito surto de criatividade regimental, materializado em substituições providencialmente executadas nos instantes derradeiros da sessão. Na leitura e votação, o texto foi derrotado por 6 a 4, com um “corta-luz” político digno de jogada ensaiada, conduzido pelo presidente da CPI do Crime Organizado — também advogado e delegado de Polícia Civil, eleito pelo Espírito Santo e de formação fortemente católica, o que, em outros contextos, talvez evocasse algum compromisso com certos princípios. Resta saber: trata-se de um embate entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade — ou apenas de mais um número bem coreografado, em que a responsabilidade entra em cena apenas para não atrapalhar o espetáculo?" Direito Constitucional | Revisão Final - 1ª Fase da OAB 46 (Parte 1) Estratégia OAB "Essa dança das cadeiras quer anda acontecendo por aí, tanto quanto a luta para que as instituições de plantão reconhecem seu valor, nada sisso é mera casualidade, é tudo parte da misteriosa coreografia do seu destino." CUMPRE AÑOS DE CADA UNO DE LOS MINSTROS DEL STF BRASILÑO

segunda-feira, 20 de abril de 2026

📖 O verão que não terminou

Crônica histórica (versão final para publicação)
No verão de 13 de dezembro de 1968 a ex-presidente cumpria anos em tradução literal do espanhol. O Coronel do Exército no Ministério do Trabalho, ou da Educação, mandava às favas a consciência e votar sim, ao AI-5, enfim promulgado por Costa. O filho de dono de mercearia e de dona de casa, casado com Catão e seis filhos, votou alegando da “esperança” que a nuvem malfazeja não demoraria mais que seis meses para mudar sua forma. E também votou sim à aprovação do AI-5. O terceiro, também mineiro como a ex-presidente, então na vice-presidência, disse não. Foi andorinha solitária que não desanuviou aquele verão de 1968. O terceiro disse não! No verão de 13 de dezembro de 1968 — verão no calendário, mas estação incerta no espírito — o país parecia suspenso entre o calor e a tempestade. No Palácio das Laranjeiras, as portas se fecharam ainda à luz da tarde. Lá dentro, reunia-se o Conselho de Segurança Nacional sob a presidência de Costa e Silva. Do lado de fora, o Brasil ainda era outro — ou acreditava ser. Os homens à mesa não eram estranhos à gravidade. Alguns carregavam carreiras moldadas por crises; outros, a convicção de que governar era decidir quando endurecer. Ainda assim, havia hesitação — um silêncio que não se registraria em ata. Foi então que a frase cortou o ambiente. Jarbas Passarinho abandonava os escrúpulos como quem abandona uma margem. Entre os presentes, estava Magalhães Pinto — homem que dizia que a política era como nuvem: muda de forma a cada olhar. Falou como quem ainda acredita no tempo: Seis meses, talvez. Uma nuvem que passa. Mas havia quem enxergasse outra coisa. Quando falou, Pedro Aleixo não elevou a voz. Disse não. E, ao dizer, deslocou o centro da sala. Não temia o presidente. Temia o guarda da esquina. E então a história encontra a canção. Na arquitetura delicada de Chico Buarque, surge a figura do terceiro — aquele que chega sem alarde, sem imposição, sem gesto espetacular. “o terceiro me chegou” “como quem chega do nada” Ele não traz nada. Não pergunta. Não negocia. E, ainda assim, transforma. A leitura se abre: o “terceiro” da canção encontra o “terceiro” da história. Não pelo gesto íntimo — mas pela recusa. Não pela presença — mas pela posição. Como Pedro Aleixo, que, sem levantar a voz, sem alterar o rito, sem romper a formalidade — disse não. E esse não ecoa mais do que muitos discursos. As canetas avançaram. O Ato Institucional nº 5 tomava forma — não como surpresa, mas como destino já decidido antes de ser escrito. Do lado de fora, a noite descia sobre o país. E o dia, no papel, ainda era 13 de dezembro. Mas o Brasil já atravessava outra data — não escrita, não anunciada, mas vivida. Décadas depois, restariam os registros. As atas. As memórias. E os relatos de Carlos Chagas. Porque há momentos em que a história não termina quando a reunião acaba. Ela continua — nas ruas, nas vozes, nas canções. E talvez nenhuma síntese seja tão precisa quanto aquela que não estava na ata: o medo não era o poder no topo. Era o poder na esquina. 📌 Versão final integrada — imagem, manuscrito, crônica e diálogo musical prontos para publicação.

domingo, 19 de abril de 2026

O ESTREITO DA PALAVRA: ENTRE A DEFESA E O ACESSO

Trump diz que negociações com Irã podem ser retomadas 'em 2 dias'; EUA afirmam que navios recuaram após bloqueio O ESTREITO DA PALAVRA: ENTRE A DEFESA E O ACESSO (MUNDI OPERA — Ensaios sobre a Economia Invisível do Direito)
Da “stileza” do rábula à monetização do parecer oral: quando a forma jurídica passa a disputar com a substância o próprio sentido de justiça.


“A defesa não é uma verdade revelada, mas uma verdade construída.” — Francesco Carnelutti

“Ninguém morre enquanto permanece vivo no coração de alguém.”
Oscar Schmidt — 16/02/1958


"Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.” — João Guimarães Rosa

ARO HA – MUNDI OPERA

A tessitura que se apresenta não responde a perguntas formuladas, mas as incorpora silenciosamente. Como no gesto ensaístico em que a indagação se dissolve na própria resposta, o que se observa é um percurso em que Direito, linguagem e poder deixam de ser compartimentos estanques para se tornarem zonas de tradução do real. A figura inaugural não é institucional, mas empírica. Um defensor sem diploma, cuja legitimidade emergia da prática reiterada, da experiência absorvida no contato direto com o conflito. Não se tratava de precariedade, mas de um estágio anterior à formalização plena do saber jurídico. A chamada “stileza” — essa forma de acuidade não escolarizada — operava como tecnologia de acesso à justiça em contextos onde o Estado ainda não havia se completado. A substituição dessa figura por estruturas formalizadas não representa apenas avanço técnico. Representa deslocamento de poder. A exigência de inscrição, exame e filiação corporativa redefine quem pode falar em nome do Direito. A palavra deixa de ser instrumento e passa a ser prerrogativa. É nesse ponto que a oralidade retorna — não como resquício do passado, mas como produto sofisticado do presente. O parecer oral, agora reconhecido, tributável e protegido, inaugura uma nova economia da linguagem jurídica. Aquilo que antes circulava na informalidade passa a integrar o circuito oficial: a palavra como serviço, a escuta como valor, o aconselhamento como ativo. Mas a formalização da fala não elimina o problema essencial: o da correspondência entre forma e substância. Quando a palavra se monetiza, impõe-se a necessidade de seu lastro. O que legitima o honorário não é sua existência formal, mas a materialidade do trabalho que o sustenta. A dificuldade surge quando essa materialidade se torna opaca, difusa, ou deliberadamente vaga. Nesse cenário, a linguagem jurídica corre o risco de se autonomizar — de operar independentemente daquilo que deveria representar. A metáfora geopolítica oferece uma chave interpretativa. Tal como fluxos energéticos globais atravessam gargalos estratégicos, também os fluxos financeiros encontram seus próprios estreitos institucionais. A concentração de recursos em poucos canais — ainda que formalmente justificável — revela zonas de densidade onde técnica e influência se sobrepõem. Não é o volume, por si só, que inquieta, mas a dissociação entre o que se paga e o que se entrega. A vagueza descritiva, quando combinada à magnitude financeira, produz um ruído que o Direito não pode ignorar. O contrato, nesse contexto, deixa de ser apenas instrumento de vontade e passa a ser objeto de escrutínio material. A advertência clássica permanece: a defesa é construção. E toda construção exige elementos verificáveis. A ausência deles não conduz à neutralidade, mas à suspeita — não como juízo antecipado, mas como exigência de esclarecimento. Essa tensão não se limita ao plano privado. Ela se projeta sobre o próprio desenho institucional. Quando a função jurisdicional se aproxima da orientação pública — especialmente em ambientes de visibilidade — a distinção entre julgar e aconselhar torna-se tênue. A pedagogia institucional, embora legítima, exige limites claros para não se converter em atuação indireta. A crítica que emerge — a percepção de escassez de magistralidade — não aponta para a quantidade de juízes, mas para a rarefação de uma postura. Julgar implica conter-se. Implica resistir à tentação de participar do fluxo contínuo de opiniões que caracteriza o espaço público contemporâneo. Nesse ambiente, a advocacia — fortalecida em suas prerrogativas — encontra-se diante de um paradoxo estrutural. A ampliação de suas garantias visa proteger o exercício da defesa. Mas, sem mecanismos efetivos de verificação material, tais garantias podem ser instrumentalizadas para fins diversos daqueles que as justificaram. A linha divisória não é formal, mas teleológica. Não está na existência do parecer, mas em sua finalidade. Quando o vínculo entre serviço e remuneração se rompe, o que resta é uma aparência de legalidade desprovida de substância. É aqui que a moralidade pública deixa de ser categoria abstrata e assume função operativa. Não como juízo moralizante, mas como critério de consistência entre declaração e realidade. A tributação registra; não legitima. A formalidade documenta; não absolve.
“A sociedade pode enriquecer sem se desenvolver, quando aperfeiçoa seus mecanismos de exclusão.” — José de Souza Martins

Ao fundo, persiste a intuição literária: há sempre um sentente — aquele que vive o fato — e um sentidor — aquele que o traduz. O Direito se realiza no intervalo entre ambos. Quando essa distância se amplia em excesso, a linguagem jurídica deixa de mediar e passa a excluir. O percurso, então, não é de negação da técnica, mas de sua reconexão com a realidade que pretende ordenar. Entre o rábula e o parecerista, entre a oralidade e o documento, entre o acesso e a influência, o sistema jurídico brasileiro ensaia sua própria síntese. O risco não está na sofisticação, mas na dissociação.

INTERLÚDIO (para escuta e transição entre forma e realidade)
“A engrenagem não se revela pelo ruído, mas pela repetição.”

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ANEXO I — CURADORIA ANALÍTICA DA NOTÍCIA
Mandantes e mandatários: forma, fluxo e opacidade na arquitetura do poder financeiro

Texto-base: “Mandantes e mandatários”, de Carlos Andreazza, publicado em O Estado de S. Paulo (18 de abril de 2026).

1. Eixo central da narrativa: a insuficiência do primeiro círculo O texto parte de um ponto metodologicamente relevante: a crítica à suficiência explicativa da delação inicial de Daniel Vorcaro no contexto da Operação Compliance Zero. Há um risco recorrente de estabilização prematura da narrativa investigativa. A figura de Paulo Henrique Costa aparece como exemplo dessa possível saturação. Sua posição institucional não comportaria autonomia decisória compatível com operações bilionárias.
Leitura: distinção entre executor formal e centro decisório real.

2. Desproporção econômica como indício O contraste entre R$ 140 milhões e R$ 12 bilhões opera como chave interpretativa. Não é o número em si, mas o descompasso que revela: sub-representação de agentes centrais fragmentação da responsabilidade camadas de ocultação
Leitura: fluxos concentrados, autoria dispersa.

3. Mandatário vs. Mandante A distinção estrutura o texto: mandatário: executor mandante: decisor Surge a hipótese de vértice político associado a Ibaneis Rocha, tensionando a separação entre cadeia formal e cadeia real de decisão.

4. Limites da delação A delação deixa de ser eixo exclusivo. A investigação precede e excede o relato.
Leitura: verdade jurídica não segue ordem narrativa.

5. Engenharia da opacidade A atuação de Daniel Monteiro revela: estruturas jurídicas de dissimulação uso de fundos e empresas intermediárias circulação transversal de recursos
Leitura: a técnica jurídica como infraestrutura de fluxo.

6. Economia da linguagem jurídica Honorários elevados indicam: complexidade estrutural zona cinzenta entre consultoria e ocultação necessidade de lastro material
Leitura: a palavra jurídica como ativo exige correspondência.

7. Estratégia narrativa O texto jornalístico: desconstrói a aparência de completude reintroduz a dúvida desloca o foco para o invisível

8. Síntese interpretativa O caso revela: cadeia decisória estratificada economia de intermediação possível dissociação entre forma e substância

9. Convergência com MUNDI OPERA A notícia confirma empiricamente: a monetização da palavra a formalidade como possível biombo a centralidade da substância

10. Epígrafe de fechamento “Quando os caminhos do dinheiro se tornam mais complexos que os fatos que deveriam explicar, o problema deixa de ser contábil — e passa a ser jurídico.”

Conclusão do Anexo Entre mandatários visíveis e mandantes difusos, o poder não desaparece — apenas se redistribui. O desafio permanece o mesmo: não basta que a forma exista — é preciso que ela corresponda.



EPÍLOGO
“Aqui jaz a forma sem lastro — falou alto, circulou muito, mas não provou o que dizia.”

Ou, em registro mais sóbrio:

“Sem correspondência entre forma e causa, o Direito deixa de julgar — e passa a simular.”