quarta-feira, 13 de maio de 2026

A Câmera Clara: Notas sobre a fotografia | Roland Barthes

Puncta: A multiplicidade do que nos pune e nos move.
Revista online | Um historiador cordial “Saber sentir, saber ver, saber dizer”, destacou certa vez Monteiro Lobato. “a democracia, ainda que burguesa, era vista como um bem pelas massas”. Astrojildo Pereira foi um brasileiro raro. E um democrata exemplar. Escrevendo de Moscou em 1925, reconheceu que “a democracia, ainda que burguesa, era vista como um bem pelas massas”. Era preciso ter coragem política para escrever isso naquele momento no país dos sovietes. Astrojildo sempre esteve à frente de seu tempo. quarta-feira, 13 de maio de 2026 História e Memória; Sociedade e Estado, por Ivan Alves Filho*
quarta-feira, 13 de maio de 2026 Alcolumbre não vai a anúncio do plano de segurança e frustra Lula, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense O litígio entre os dois se acirrou com a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, articulação liderada pelo próprio presidente do Senado A ausência do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), no lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, no Palácio do Planalto, frustrou as expectativas do presidente Luiz Inácio da Silva de que pode haver uma agenda de colaboração entre o Palácio do Planalto e o Senado, que cicatrize as feridas da rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a maior derrota Lula no Congresso. Durante o lançamento, ao lado do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), Lula não deixou por menos: “O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias, nós criaremos Ministério da Segurança Pública neste país”, afirmou. Lula mencionou, também, que sempre se opôs à criação de um Ministério da Segurança Pública sem que antes fosse definido o papel do governo federal na área. A PEC é o coração do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal voltada ao enfrentamento das organizações criminosas no país. A Constituição de 1988 concentrou a responsabilidade da segurança nos estados como reação ao período em que a política de segurança era conduzida pelo governo federal sob comando militar. “Agora, nós estamos sentindo a necessidade de que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critério e com determinação, porque nós não queremos ocupar espaço de governadores nem o espaço da polícia estadual. Mas o dado concreto é que se não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão”, argumentou Lula. O texto da PEC aguarda despacho de Alcolumbre para início da tramitação na Casa. Porém, enfrenta uma disputa política que se traduz em diferentes narrativas sobre o enfrentamento do problema. A violência é a principal preocupação do brasileiro urbano, inclusive nas médias cidades, e está no centro do debate eleitoral. Parlamentares e governadores de estados da oposição se opõem à PEC, com o argumento de amplia de forma excessiva as atribuições do governo federal. A PEC prevê, entre outros pontos, maior integração entre União e estados e a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Com razão, o Palácio do Planalto avalia que medidas isoladas adotadas por estados não são suficientes para enfrentar estruturas criminosas que atuam de forma interestadual e internacional. Com o lançamento do programa, ontem, Lula tenta destravar as negociações com estados e o Centrão, para acelerar a adoção de medidas mais amplas de combate ao crime organizado. No lusco-fusco da queda de braço, a chamada “bancada da bala” não perde a iniciativa. Ontem, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) para comprar armas de fogo. Apesar do absurdo, o projeto foi aprovado em cerca de um minuto, sem discussão dos parlamentares. A proposta agora seguirá para as comissões de Finanças e Tributação, de Trabalho e Constituição e Justiça. De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), o projeto foi relatado na comissão pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que se posicionou favorável à proposta. O valor do saque deverá ser igual ao preço da arma, da cota anual de munições correspondentes à arma adquirida e acessórios essenciais à sua guarda segura do armamento. Rota de colisão Com Lula e Alcolumbre em rota de colisão, a PEC da Segurança Pública naufragará. O litígio entre os dois se acirrou com a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, articulação liderada pelo próprio presidente do Senado, insatisfeito com a não indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo no Supremo, como gostaria. Há outras agendas conflituosas. Alcolumbre aliou-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na derrubada dos vetos de Lula à mudança na dosimetria das penas dos condenados da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, o que sinaliza um desembarque do projeto de reeleição. Após a derrota, porém, o governo evitou demitir aliados de Alcolumbre, como o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Como presidente do Senado, Alcolumbre se colocou numa posição de força. Seu jogo bruto também tem a ver com o Caso Master, cujas investigações pretende circunscrever ao escândalo financeiro. Por essa razão, bloqueou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o banco. Segundo relatos, Alcolumbre acertou com a oposição o arquivamento da CPI em troca da votação de outras prioridades dos bolsonaristas, como o veto à dosimetria. Investigado pela PF, o caso Master envolve suspeitas de irregularidades financeiras que agora chegaram a um dos principais aliados de Alcolumbre, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas. O nome de Alcolumbre constaria na lista de contatos de Daniel Vorcaro, dono do banco. Investigações apontam que a Amapá Previdência, cujo comando era ligado a Alcolumbre, investiu milhões em papéis do Master, o que levantou suspeitas sobre a relação entre o senador e o banqueiro, que está preso.
quarta-feira, 13 de maio de 2026 Sobre política e politicagem, por Roberto DaMatta* O Estado de S. Paulo Quero novamente ressaltar o dilema do formalismo bacharelesco que marca o campo político brasileiro; tal como ele é conceituado pela IA, em sua capacidade extracorpórea de ser uma excepcional máquina pensante. A inteligência artificial define política como “o conjunto de práticas, decisões e ações utilizadas para organizar, governar e administrar sociedades, visando ao bem comum, a mediação de conflitos e a distribuição de poder. Originada do grego polis (cidade), refere-se à gestão da vida coletiva, elaboração de leis e definição de rumos para a comunidade”. Beleza, mas a sua prática – a nossa conhecida politicagem – é qualificada por dois malditos apêndices: crise e corrupção. Entre teoria e prática, existe uma fratura que denuncia como é fácil adotar e como é um dilema praticar, porque a democracia exige uma separação radical entre público e privado, sem o que não há igualitarismo. Discursar fantasias com alicerces escravocratas ou tomar consciência para chegar ao centro de um sistema que, em 1979, no livro Carnavais, Malandros e Heróis, denunciei como dilemático. Nele, heróis como os “caxias” e os certinhos, vistos como trouxas seguidores de regras, e o malandro atuam simultaneamente. Essa ambiguidade, lida como piada, inventa o “jeitinho” – esse caminho entre o imparcial e o parcial que promove anistias e certezas de impunidade. É plenamente possível, diz Pedro Malasartes aos seus afilhados que roubaram o INSS e a Daniel Vorcaro, comprador dos donos do poder, enriquecer por amizade, como nos velhos tempos do rei. Não é por acaso que a política é atropelada pela politicagem de um republicanismo atropelado por elos de parentesco, camaradagem e amizade. Esse estilo, jamais criticado, é até hoje visto como “corrupto” e não como a base a ser rejeitada do legado monárquico. Como ensina a IA: politicagem é o uso da política para fins pessoais, caracterizada por trocas de favores. Seus traços são: interesses pessoais, foco na vantagem própria ou de um grupo restrito. Ou seja: elos pessoais ou amizades instrumentais. Enquanto a política foca o interesse público, a politicagem foca a manutenção do poder a qualquer custo e a ausência de ações concretas para a sociedade. Nessa veraz conceituação, não se enxerga a nossa incapacidade (inconsciente e malandra) de distinguir o impessoal do pessoal, numa canibalização não prevista por Max Weber – a da dominação burocrática pela tradicional. A questão que nos envergonha é a incapacidade de sustentar a imparcialidade estrutural da democracia pelo controle da inevitável parcialidade dos interesses pessoais que, em todo lugar, promovem desigualdade e, no nosso caso, devido a uma estrutura administrativa personalista e hierarquizada. PS: Daniel Vorcaro não comprou o Brasil por um triz. *É antropólogo, escritor e autor de ‘Carnavais, malandros e heróis’ Roberto DaMatta: "O Brasil de hoje é uma infâmia de atrasos. É um país de tempos perdidos." Marco Antonio Villa 12 de jan. de 2022 A formação do Brasil e suas contradições. O patrimonialismo brasileiro. A antropologia brasileira e seus objetos. A formação em Harvard. Antropologia e acultura da pobreza. O "paroquialismo" Brasileiro.
Trump faz publicação retratando a Venezuela como 51° estado dos EUA | CNN Brasil Trump faz publicação retratando a Venezuela como 51° estado dos EUA Post foi feito um dia após o presidente americano afirmar, em entrevista à Fox News, que tornaria o país parte dos Estados Unidos Lucas Teixeira, da CNN Brasil 12/05/26 às 21:02 | Atualizado 13/05/26 às 07:47 O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma publicação nesta terça-feira (12) retratando a Venezuela como o 51° estado dos Estados Unidos.
basiliarodriguesoficial 16 sem A despedida de Raul Jungmann, nesta semana, foi uma notícia muito triste. Todas as oportunidades de discursos e conversas que tive com ele eram garantia de conhecimento. Dava gosto de ouvir alguém com fundamentos e articulação. Lembro de entrevistas, coletivas, fóruns. Aqui, fica registro do encontro pelos 40 anos da redemocratização do país, que mediei em junho/2025, em Brasília, organizado pela @fundacaoastrojildo. Jungmann ressaltou a importância das Forças Armadas para manutenção da democracia e cobrou mais atuação do Congresso no diálogo com militares. Nos ensinou muito e isso sempre estará presente nas coberturas e comentários sobre Segurança Pública e Defesa Nacional. 🌻 Raul Jungmann ao WW: Só o Brasil pode definir ações no Rio como terrorismo Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública destaca que definição de atos como terrorismo compete exclusivamente à soberania brasileira, independentemente de pressões internacionais Da CNN Brasil 28/10/25 às 23:43 | Atualizado 28/10/25 às 23:43 Em entrevista ao WW, Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública, afirmou que a definição do que constitui terrorismo no contexto das operações no Rio de Janeiro é uma decisão que compete exclusivamente à soberania brasileira, independentemente de pressões internacionais. Jungmann explicou que existem cerca de 64 definições reconhecidas de terrorismo, sendo a principal delas a da Organização das Nações Unidas. Ele ressaltou que participou ativamente dos debates sobre a atual legislação antiterrorismo no Brasil, que foi desenvolvida especialmente no contexto dos Jogos Olímpicos de 2016. Leia Mais: Ex-capitão do Bope: Conflito no RJ é quase uma guerra civil Entenda o embate do governo do Rio e do governo federal após megaoperação Entenda o que é a decretação da GLO O ex-ministro destacou uma distinção fundamental: enquanto o terrorismo está associado a uma atividade política e busca dobrar o Estado através do terror à sociedade civil, o crime organizado é essencialmente uma atividade econômica, ainda que realizada por meios ilícitos. "O terrorismo está associado a uma atividade política; o crime é essencialmente uma atividade econômica", disse Jungmann. Play Video O ex-ministro também comentou sobre a lei antifacção proposta pelo Ministério da Justiça, destacando que representa uma mudança significativa na abordagem do governo atual em relação ao combate ao crime organizado. Jungmann mencionou que o tema pode impactar as relações entre Brasil e Estados Unidos, mas reforçou que o país precisa manter sua autonomia decisória. Em conversa com representantes da embaixada americana, foi enfatizado que as discussões devem se concentrar em questões comerciais, preservando a soberania brasileira em outros aspectos. CNN Brasil Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais. Tópicos William Waack Crime Estados Unidos Segurança Pública Waack https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/raul-jungmann-ao-ww-so-o-brasil-pode-definir-acoes-no-rio-como-terrorismo/
Post Felipe Nunes @profFelipeNunes 1/ Aprovação do governo Lula sai de 43% para 46% (+3pp) e desaprovação sai de 52% para 49% (-3pp) em um mês, segundo pesquisa Genial/Quaest. O saldo negativo que era de -9pp, agora é de -3pp. 8:02 AM · 13 de mai de 2026 ·
A câmara clara Capa dura – 29 junho 2018 Edição Português por Roland Barthes (Autor) 4,8 4,8 de 5 estrelas (394) Publicado pela primeira vez 1980, A câmara clara inovou a abordagem da linguagem fotográfica e se tornou uma das maiores referências no assunto até hoje. O clássico de Roland Barthes não é um tratado sobre a fotografia como arte, nem uma história sobre o tema. Como em muitos de seus trabalhos, o escritor francês rejeita os caminhos mais percorridos e se lança à tarefa de decifrar o signo expressivo, o objeto artístico, a “obra” entendida como mecanismo produtor de sentido. Sim, segundo a análise de Roland Barthes em "A Câmara Clara" (La chambre claire, 1980), o termo puncta vai além de ser apenas o plural gramatical de punctum (picada, furo, detalhe que fere), expandindo-se para um conceito de multiplicidade sensorial e temporal na fotografia. Enquanto punctum é frequentemente um único detalhe que fere o espectador, "puncta" refere-se à possibilidade de múltiplas feridas ou "acidentes" em uma mesma imagem.Puncta (Além do Plural): Barthes descreve o punctum como um "detalhe" que parte da cena e transpassa o observador. A noção de puncta (plural) surge quando múltiplos elementos fotográficos — detalhes inesperados, como um par de sapatos, um sorriso, ou um detalhe no fundo — exercem essa função de "pontuar" ou "ferir" o espectador simultaneamente ou em momentos diferentes da observação.O Punctum como "Campo Cego": O punctum não é o que está no centro, mas o que escapa à intenção do fotógrafo, agindo como um "invisível" que transforma a foto em experiência.A "Campo" (Comparação): A analogia com campi (plural de campus) funciona no sentido de que, assim como campi pode se referir à dispersão de unidades de um mesmo conceito (a universidade), os puncta são as diversas "picadas" dispersas que compõem a experiência afetiva da imagem.Contexto em A Câmara Clara:Studium vs. Punctum: O studium é o interesse geral, cultural e político (o que entendemos). O punctum é a picada, a ferida que toca o espectador pessoalmente.O "Isso foi" (Ça a été): O punctum prova que a fotografia é um rastro do real, algo que realmente esteve diante da lente.Natureza Aberta: O punctum é indesenvolvível, não precisa de expansão retórica.A obra de Barthes, portanto, utiliza punctum não como uma definição rígida, mas como uma ferramenta fenomenológica. A pluralização para puncta sugere a natureza fragmentada, intensa e múltipla da experiência afetiva com a imagem. Contexto em A Câmara Clara:Studium vs. Punctum: O studium é o interesse geral, cultural e político (o que entendemos). O punctum é a picada, a ferida que toca o espectador pessoalmente.O "Isso foi" (Ça a été): O punctum prova que a fotografia é um rastro do real, algo que realmente esteve diante da lente.Natureza Aberta: O punctum é indesenvolvível, não precisa de expansão retórica.A obra de Barthes, portanto, utiliza punctum não como uma definição rígida, mas como uma ferramenta fenomenológica. A pluralização para puncta sugere a natureza fragmentada, intensa e múltipla da experiência afetiva com a imagem. Sim, com certeza. Na teoria de Roland Barthes desenvolvida em sua obra clássica A Câmara Clara, puncta vai muito além de ser apenas o plural gramatical de punctum.Assim como campi expandiu seu significado original (de campos físicos/gramaticais) para designar a complexa estrutura descentralizada de uma universidade, os puncta operam como uma rede de múltiplos estímulos afetivos independentes que quebram a unidade interpretativa de uma imagem.Abaixo estão os motivos pelos quais os puncta transcendem o mero plural:1. Autonomia dos DetalhesForça isolada: Cada punctum é uma ferida, um corte ou um detalhe acidental que salta da imagem.Existência única: Dizer puncta não significa "uma coleção do mesmo tipo de ponto", mas sim a coexistência de detalhes autônomos e heterogêneos (uma mão, um colar, um sapato gasto) que disputam a atenção do observador de formas completamente diferentes.2. Ruptura Total do StudiumAtaque cultural: Enquanto o studium representa a leitura homogênea, cultural e codificada da foto, os puncta agem como forças de sabotagem.Multiplicidade incontrolável: A presença de múltiplos puncta impede que o espectador reduza a imagem a um único tema ou conceito intelectualizado.3. O Campo Cego e o TempoExpansão narrativa: Os puncta criam o que Barthes chama de "campo cego".Vida além da borda: Eles lançam o espectador para fora do enquadramento físico da fotografia, gerando múltiplos caminhos de memória, afeto e percepção da morte ("isso foi").Se você deseja explorar mais a fundo essa mecânica da imagem, posso detalhar como Barthes diferencia o punctum de detalhe do punctum de tempo (intensidade) ou mapear as conexões dessa ideia com o conceito de "sentido obtuso" criado pelo autor. Como prefere prosseguir
Abraço entre Moraes e Michelle Bolsonaro chama atenção em posse de Nunes Marques Por Danilo Duarte 13/05/2026 - 08:15 O Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Wilton Junior/Estadão WhatsApp Tweetar Compartilhar Enviar por Email Do Estadão – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se encontraram nesta terça-feira, 12, durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Moraes e Michelle se cumprimentaram com um abraço no fim da cerimônia no plenário do TSE. Pouco antes, a ex-primeira-dama cumprimentou a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, que advogou para o Banco Master. As duas estavam sentadas na mesma fileira. A algumas cadeiras para o lado, sentou-se a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. O cumprimento entre Moraes e Michelle acontece três dias após o relator das ações do 8 de Janeiro no STF suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, que havia entrado em vigor recentemente após aval do Congresso para reduzir penas dos condenados pelos atos golpistas, notadamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A suspensão vale até o plenário da Corte julgar o caso, o que deve acontecer no fim deste mês, segundo o relator do projeto de lei na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que também foi ao TSE. Diálogo entre Moraes e Michelle foi crucial para Bolsonaro ir para prisão domiciliar Em março, a abertura de diálogo entre Moraes e Michelle foi crucial para o ministro autorizar o ex-presidente Bolsonaro a cumprir pena em regime domiciliar. Na véspera de Moraes assinar essa decisão, ele recebeu Michelle em seu gabinete no Supremo. A ex-primeira-dama já fez diversas críticas públicas aos ministros do STF. Em setembro passado, por exemplo, a poucos dias de a Corte condenar Bolsonaro na trama golpista, Michelle disse que integrantes do tribunal “agem como tiranos” e rasgam a Constituição “diariamente”, como mostrou a Coluna do Estadão. Tags: Alexandre de MoraesdestaqueMichelle BolsonaroSTFTSE Danilo Duarte Jornalista e assessor de imprensa, https://ricardoantunes.net/abraco-entre-moraes-e-michelle-bolsonaro-chama-atencao-em-posse-de-nunes-marques1/
CLIMA DE TENSÃO - Autoridades: confissões de criminosos podem atingir personagens dos Três Poderes da República (CanalGov/Reprodução) Desconforto de Lula e Alcolumbre chama atenção em posse no TSE Petista e chefe do Congresso tiveram primeiro encontro pessoalmente após derrotas impostas pelo Legislativo ao Palácio do Planalto Por Marcelo Ribeiro 13 Maio 2026, 10h01 | Atualizado em 13 Maio 2026, 11h56 Em seu primeiro encontro pessoalmente após o Legislativo impor derrotas ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula Silva e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, estavam visivelmente desconfortáveis durante a posse de Kassio Nunes Marques à frente do TSE. Na mesma cerimônia, André Mendonça assumiu a vice-presidência do tribunal. Colocados lado a lado, o petista e o chefe do Congresso pouco trocaram, o que indicou, na avaliação de interlocutores de ambos, que a crise entre eles pode estar longe de acabar. Os dois estão afastados desde o ano passado, mas a relação azedou um pouco mais após Alcolumbre ter articulado pessoalmente a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF no plenário do Senado. As manobras para viabilizar a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria também contribuem para a piora na relação entre eles. Ainda que reconheçam que a relação esteja em um de seus momentos mais tensos, aliados de Lula ponderam que o petista não deve esticar a corda em relação ao titular da principal cadeira da Mesa Diretora do Senado. Além de nutrir a esperança de uma reaproximação mais adiante – ambos já foram bem próximos e tinham um alinhamento que irritava a oposição -, o presidente quer evitar a contaminação das votações de propostas prioritárias do Executivo dentro do Congresso nos próximos meses. Leia mais em: https://veja.abril.com.br/politica/desconforto-de-lula-e-alcolumbre-chama-atencao-em-posse-no-tse/ 13/05/26 - Trump posta mapa que apresenta Venezuela como o 51* estado americano Marco Antonio Villa Transmissão ao vivo realizada há 10 horas #marcoantoniovilla #trump #venezuela #marcoantoniovilla #trump #venezuela A Câmera Clara: Notas sobre a fotografia | Roland Barthes Metafotográfica 24 de jul. de 2020 A câmera lúcida, A câmera esclarecida, a câmera que pensa, a câmera que compreende, que vê claramente. Esse livro de Barthes é um contraponto para quem quer pensar a fotografia de maneira mais clara, mais lúcida. Antes de pensar metodologias de análise ou de simplesmente catalogar fotos e para sair do lugar comum sobre as definições rasas sobre o que faz uma foto emocionar, recomendo a leitura deste livro. Este vídeo é o segundo da série do Eixo de estudos sobre Sociabilidade e semiologia. Textos citados: Roland Barthes A Câmera Clara: Notas sobre a fotografia (1980) https://amzn.to/2E8c5Rp Artistas Citados: Robert Mapplethorpe Assault with a Deadly Camera: https://amzn.to/3fZgODc Richard Avedon: Photographies 1946-2004 https://amzn.to/39o7iqL Félix Nadar: When I Was a Photographer https://amzn.to/2Byeggo Chavo Del Ocho: https://tinyurl.com/y4wboc6n Black Mirror: Episódio: Toda a Sua História https://www.netflix.com/br/title/7026... Fatal Frame: Maiden of Black Water https://tinyurl.com/y5kmz6er De Volta para o Futuro (1985) https://tinyurl.com/y38xj2ks Clarice Lispector: https://amzn.to/30MVavx Sandy & Júnior: Quatro Estações https://amzn.to/30L9HaR Luiz Braga: / luizbraga Bruno Rocha (Correio Braziliense) / cb2_xdlhdip Nair Benedicto: https://tinyurl.com/y6394tef Maureen Bisilliat https://tinyurl.com/yyao47p9 Vânia Toledo / vania.toledo Araquém Alcântara: / araquemoficial Cláudia Andujar https://ims.com.br/titular-colecao/cl... Música: Indian Summer Artista: Lobo Loco https://www.youtube.com/watch?v=6juutt7dMbg
Roland Barthes na Fotografia Artística • O Casal da Foto Estudo de Caso: Puncta, Poder e Imagem Uma leitura semiológica barthesiana (contra sua caricatura cartesiana) 1. Nota metodológica: contra a “semiologia cartesiana” Antes de entrar nos casos, é preciso esclarecer o equívoco: Chamar a análise de Roland Barthes de “cartesiana” é uma redução problemática. René Descartes → método, clareza, decomposição racional Barthes → fratura, afeto, indeterminação Ou seja: o punctum é precisamente aquilo que escapa ao método. O que segue, portanto, não é uma análise “lógica” da imagem, mas uma cartografia de feridas (puncta). 2. Caso 1 — Astrojildo Pereira: democracia como punctum histórico Texto Reflexão sobre democracia como “bem”, mesmo sob crítica marxista. Studium História política brasileira Intelectualidade de esquerda Debate sobre democracia burguesa Punctum A frase: “a democracia… era vista como um bem pelas massas” Esse detalhe: rompe o dogmatismo ideológico, funciona como ferida temporal (1925 → atualidade), desloca a leitura previsível. Leitura O punctum aqui não está na imagem em si, mas no choque entre expectativa ideológica e enunciação histórica. 3. Caso 2 — Lula e Alcolumbre: o gesto ausente Texto Conflito político institucional e ausência em evento. Studium Governabilidade Segurança pública Relações Executivo–Legislativo Punctum A ausência de Alcolumbre Paradoxalmente: o que fere não é o que aparece, mas o que não está na imagem. Leitura Aqui emerge um punctum negativo: ausência como signo, vazio como significado. 4. Caso 3 — Roberto DaMatta: politicagem como estrutura simbólica Texto Distinção entre política e politicagem. Studium Teoria política Antropologia social Patrimonialismo Puncta “jeitinho” “amizades instrumentais” “malandro” Cada termo funciona como: micro-feridas culturais Leitura Não há um punctum único, mas uma constelação → puncta culturais. 5. Caso 4 — Trump e a Venezuela: imagem como delírio geopolítico Texto Representação da Venezuela como “51º estado”. Studium Relações internacionais Discurso político Estratégia simbólica Punctum A fusão cartográfica impossível Esse detalhe: não é apenas absurdo, é semioticamente violento. Leitura O punctum aqui é: a quebra da realidade geopolítica, um excesso que transforma informação em imagem delirante. 6. Caso 5 — Raul Jungmann: definição de terrorismo Texto Distinção entre terrorismo e crime organizado. Studium Segurança pública Direito internacional Soberania Punctum “64 definições de terrorismo” Esse número: aparentemente técnico, gera instabilidade conceitual. Leitura O punctum surge como: excesso de definição → ausência de definição. 7. Caso 6 — Moraes e Michelle Bolsonaro: o abraço Texto Encontro entre figuras politicamente opostas. Studium Judiciário Política institucional Cerimonial Punctum O abraço Esse gesto: contradiz narrativas públicas, produz curto-circuito simbólico. Leitura O punctum é relacional: não está no gesto em si, mas na sua inadequação ao contexto esperado. 8. Caso 7 — Pesquisa de opinião: números que “ferem” Texto Variação de aprovação (+3 / -3). Studium Estatística Opinião pública Análise política Punctum Pequena variação percentual Por quê? mínima, mas interpretativamente explosiva. Leitura O punctum aqui é: a desproporção entre número e interpretação. 9. Caso 8 — A Câmara Clara: o próprio conceito como imagem Texto Definição de punctum e studium. Punctum “isso foi” (ça a été) Leitura Aqui o punctum não é detalhe: é ontologia, é tempo. 10. Conclusão: contra o analista “cartesiano” O “analista político” que tenta: sistematizar, classificar, reduzir, comete o erro fundamental: transforma punctum em studium. Mas, como demonstram os casos: o sentido emerge do detalhe imprevisto, da ausência, do gesto inadequado, da contradição. Tese final Os textos + imagens formam um campo de campi semióticos, onde: cada elemento gera seu próprio eixo de sentido, e os puncta operam como interrupções do discurso dominante. Se quiser,

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