sábado, 9 de maio de 2026

O evangelho e a mulher

Black Orpheus - Samba de Orfeu guardi Taken from the film "Black Orpheus (Orfeu Negro)" (1959) directed by Marcel Camus “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” — Paulo. (EFÉSIOS, 5.28)
Arquétipos Anima e Animus 1 Muita vez, o apóstolo dos gentios tem sido acusado de excessiva severidade para com o elemento feminino. 2 Em alguns trechos das cartas que dirigiu às igrejas, Paulo propôs medidas austeras que, de certo modo, chocaram inúmeros aprendizes. 3 Poucos discípulos repararam, na energia das palavras dele, a mobilização dos recursos do Cristo, para que se fortalecesse a defesa da mulher e dos patrimônios de elevação que lhe dizem respeito. 4 Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes. 5 Nos ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo, antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro. Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua época nesse particular. 6 O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Nele vemos a consagração da Mãe Santíssima, a sublime conversão de Madalena a dedicação das irmãs de Lázaro, o espírito abnegado das senhoras de Jerusalém que acompanham o Senhor até o instante extremo. 7 Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil. Paulo de Tarso foi o consolidador desse movimento regenerativo. 8 Apesar da energia áspera que lhe assinala as palavras, procurava levantar a mulher da condição de aviltada, confiando-a ao homem, na qualidade de mãe, irmã, esposa ou filha, associada aos seus destinos e, como criatura de Deus, igual a ele. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. Pão Nosso #093 - O Evangelho e a mulher NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 28 de mar. de 2023 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier. 93 O evangelho e a mulher
Depois da morte Capa comum – Agenda, 1 outubro 2018 por Léon Denis (Autor) As horas correm. Lá embaixo, a cidade já se levantou, preguiçosa. O jovem continua a leitura página-a-página. As lições caem-lhe no Espírito ávido com naturalidade. Sem os atropelos da dúvida. A segunda parte do livro arranca-lhe incontidas lágrimas de emoção. Jamais sentira em autor algum a alta significação do Amor e da Sabedoria de Deus. “Jamais vi alguém cantar as glórias da Criação com tamanha profundidade e beleza.” Estas palavras de Eurípedes numerosas vezes repetidas, expres- sam-lhe o grande respeito votado à obra de Léon Denis. Na Literatura Religiosa, que folheava frequentemente, nunca, até então, encontrara um cérebro que exprimisse a magnificência da Obra Divina, com o brilho e a profundidade desse autor. Com a força suave e bela da Poesia, o filósofo estrutura novo e racional sentido para os atributos de Deus. Quando desceu o morro verdejante, Eurípedes revivia os primeiros arrebatamentos, que a literatura espírita lhe proporcionava e que se repetiriam, no futuro, pelas mãos fraternas de “tio Sinhô”. NOTA – Depoimentos de: José Rezende da Cunha e Edalides M. Rezende – S. Carlos, SP; Viúva Jovino Gonçalves de Araújo – Santa Maria, MG; Ranulfo G. Cunha – Santa Maria, MG; e Amália Ferreira de Mello (arquivo pessoal), desencarnada em Sacramento, MG. Eurípedes – o Homem e a Missão 77
O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon > Parábola dos talentos > 6 6. O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. – Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. – Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. – O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que apenas recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. – Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. – Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. – Respondeu-lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. – O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. – O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. – Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; – por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. – O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus – devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. – Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; – porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, 25:14 a 30.)
Selecione os pensamentos. Quando você seleciona o que pensa, a vida também seleciona para você o que há de melhor.
583-a. Se um filho se torna homem de bem, a despeito da negligência ou dos maus exemplos de seus pais, tiram estes alguns proveito disto? "Deus é justo." LIVRO II - CAPÍTULO X p. 340
De acordo com o pensamento teológico, pode-se dizer que a suprema divindade, ou seja, Deus, ao ver sua criatura predisposta a receber seu benefício, infunde nela tanto mais intensamente quanto mais estiver disposta a recebê-lo. Como esses dons provêm de inefável caridade e como a divina caridade seja próprio do Espírito Santo, esses benefícios são chamados dons do Espírito Santo. Segundo a distinção que deles faz o profeta Isaías, são sete: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Oh! Belos grãos e boa e admirável semente! Oh! Admirável e benigno semeador que não beneficia senão a natureza humana que lhe prepara a terra a semear! Felizes daqueles que cultivam essa semente como convém! Deve-se saber que o primeiro e mais nobre broto que germina dessa semente, para tornar-se frutífero, necessita do apetite da alma, que em 193 Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal grego é designado “hormen”. Se esse não for bem cultivado e mantido reto pelos bons costumes, de pouco vale a semente e seria melhor não ser terreno semeado. Por isso é que santo Agostinho, bem como Aristóteles no segundo livro da Ética, insistem que o homem deva empenhar-se em fazer o bem e refrear suas paixões, para que esse mencionado broto vingue por meio dos bons costumes e se fortaleça em sua retidão, de modo que possa dar frutos e de seu fruto possa extrair-se a doçura da felicidade humana.

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