domingo, 12 de julho de 2026

Resposta Ao Tempo

Resposta Ao Tempo Nana Caymmi - Tema Resposta Ao Tempo Nana Caymmi Batidas na porta da frente, é o tempo Eu bebo um pouquinho pra ter argumento Mas fico sem jeito, calado, ele ri Ele zomba do quanto eu chorei Porque sabe passar E eu não sei Num dia azul de verão, sinto o vento Há folhas no meu coração, é o tempo Recordo um amor que perdi, ele ri Diz que somos iguais, se eu notei Pois não sabe ficar Eu também não sei E gira em volta de mim Sussurra que apaga os caminhos Que amores terminam no escuro Sozinhos Respondo que ele aprisiona, eu liberto Que ele adormece as paixões, eu desperto E o tempo se rói com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Pra tentar reviver No fundo, é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, ele não vai poder Me esquecer Respondo que ele aprisiona, eu liberto Que ele adormece as paixões, eu desperto E o tempo se rói com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Pra tentar reviver No fundo, é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, e ele não vai poder Me esquecer No fundo, é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, ele não vai poder Me esquecer Composição: Aldir Blanc, Cristóvão Bastos. Há fotos, fotografias e retratos: diga-me como nomeias a ti mesmo, reproduzido em imagem hoje, e eu direi de que época falas — do que podias ver sem recorrer a um espelho. Um singelo roteiro a ser detalhado e submetido a um decodificador de imagens, nomes e espelhos.
Chamo-me imagem sem espelho. Sou aquilo que foi capturado quando o olhar não podia se ver de volta. Minha forma nasce da ausência: um rosto que não se confirma, um corpo que não se corrige. Carrego o instante em que a luz decidiu por mim, antes que eu pudesse discordar. Vejo-me como vestígio. Há contornos — nem sempre precisos — onde o tempo pousou. As sombras contam mais do que os traços: dizem de onde vinha a luz, insinuam o que estava fora do quadro, revelam o que o olho humano esquece. Meu nome muda conforme a época: — Se sou rígida e solene, pertenço ao início, quando o tempo de exposição exigia paciência e silêncio. — Se sou borrada, talvez venha de um movimento apressado, de mãos que não podiam esperar. — Se sou nítida demais, quase perfeita, posso ser recente, onde o erro já não é permitido. — Se trago imperfeições, riscos, grãos ou falhas, talvez eu seja memória sobrevivente. Não tenho espelho, mas tenho testemunhas: a luz, o enquadramento, a intenção de quem me fez. Sou menos sobre quem fui e mais sobre como fui visto. Para decodificar-me, pergunte: Que luz me criou? Que tempo me atravessa? O que ficou fora de mim? E quem precisava que eu existisse? Assim, talvez descubra não apenas quando fui feita, mas por que fui lembrada.
RETRATO EM BRANCO E PRETO A gravação mais icônica e reverenciada de "Retrato em Branco e Preto" é a histórica colaboração entre Elis Regina e Tom Jobim no lendário álbum Elis & Tom (1974). O clássico foi originalmente composto por Tom em 1965 e ganhou a letra poética e melancólica de Chico Buarque em 1968.Para ouvir essa obra-prima: Entrevista com Christopher Garman | Warren Política | Episódio 24 Warren Investimentos 8 de jul. de 2026 As eleições de 2026 serão as mais difíceis de prever dos últimos anos? Neste episódio do Warren Política, Felipe Salto recebe Christopher Garman, Diretor para as Américas do Eurasia Group, para analisar o cenário eleitoral brasileiro, os desafios econômicos, o ambiente político e os impactos da geopolítica sobre o Brasil. Entre os temas abordados: 00:00-02:38 | Introdução 02:38-11:35 | Cenário eleitoral para 2026 11:35-15:05 | Segurança, corrupção e estratégia das campanhas 15:05-22:35 | Oposição, terceira via e comportamento do eleitor 22:35-30:11 | Classe média, voto e alternativas da direita 30:11-42:52 | Economia, juros e cenário fiscal 42:52-46:31 | Geopolítica: EUA, China e Oriente Médio Tom Jobim: Retrato Em Branco e Preto (DVD Ela É Carioca) RWR 22 de jul. de 2016 🎵Artista: Tom Jobim Diretor: Roberto de Oliveira Produção Artística: Vinicius França Direção de Fotografia: João Wainer Edição: André Wainer Produtora: R.W.R Ano: 2005 RWR Retrato Em Branco e Preto Tom Jobim Já conheço os passos dessa estrada Sei que não vai dar em nada Seus segredos sei de cor Já conheço as pedras do caminho E sei também que ali sozinho Eu vou ficar tanto pior E o que é que eu posso contra o encanto Desse amor que eu nego tanto Evito tanto e que, no entanto Volta sempre a enfeitiçar Com seus mesmos tristes, velhos fatos Que num álbum de retratos Eu teimo em colecionar Lá vou eu de novo como um tolo Procurar o desconsolo Que cansei de conhecer Novos dias tristes, noites claras Versos, cartas, minha cara Ainda volto a lhe escrever Pra lhe dizer que isso é pecado Eu trago o peito tão marcado De lembranças do passado e você sabe a razão Vou colecionar mais um soneto Outro retrato em branco e preto A maltratar meu coração Composição: Chico Buarque, Tom Jobim.

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