sexta-feira, 3 de julho de 2026

"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS"

"ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS" Lavareda falou Síntese em uma frase: A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente. Do Brasil, SOS ao Brasil Tinhorão, urutu, sucuri Ujobim, sabiá, bem-te-vi Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê Madureira, Olaria e Bangu, olará Cascadura, Água Santa, Acari, olerê Ipanema e Nova Iguaçu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Do Brasil, SOS ao Brasil Querelas do Brasil Maria Rita Querelas do Brasil De Maurício Tapajóis e Aldir Blanc O Brazil não conhece o Brasil O Brasil nunca foi ao Brazil Tapir, jabuti Iliaana, alamanda, ali, alaúde Piau, ururau, aki ataúde Piá-carioca, porecramecrã Jobim, akarone, jobim-açu Uou, uou, uou Pererê, camará, tororó, olerê Piriri, ratatá, caratê, olará O Brazil não merece o Brasil O Brazil tá matando o Brasil Jereba, saci Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha Sertões, Guimarães, bachianas, águas Imarionaíma, ariraribóia Na aura das mãos de jobim-açu Uou. Uou, Uou Jererê, sarará, cururu, olerê Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Tinhorão, urutu, sucuri Ujobim, sabiá, bem-te-vi Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê Madureira, Olaria e Bangu, olará Cascadura, Água Santa, Acari, olerê Ipanema e Nova Iguaçu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Do Brasil, SOS ao Brasil Composição: Aldir Blanc, Maurício Tapajós.
O Rio torce pra Cabo Verde!!!
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão Estadão Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ... Vídeo Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ... Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Foto do autor José Fucs Por José Fucs 03/01/2022 | 16h50 Notícia de presente O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, de 70 anos, é um dos profissionais mais tarimbados do País em campanhas eleitorais. Pioneiro, no Brasil, na utilização das ferramentas da neuropolítica, que estuda a influência das emoções e do inconsciente no comportamento dos eleitores, ele participou de quase 100 eleições, como coordenador ou consultor de campanha, nas últimas décadas. Nesta entrevista ao Estadão, Lavareda afirma que o pleito de 2022 terá características diferentes do de 2018. Segundo ele, o eleitor está menos influenciado pelo sentimento de indignação que marcou a eleição passada e mais cauteloso e preocupado com a experiência dos candidatos, até em razão dos problemas de gestão observados durante a pandemia. “Em 2022, a cautela deve substituir a indignação”, diz. Lavareda comenta também a preocupação de muitos analistas, que consideram a eleição de 2022 como uma das mais importantes das últimas décadas, em razão dos riscos de que haja uma ruptura institucional em caso de reeleição de Jair Bolsonaro, e fala sobre a ligeira guinada para a direita do PSDB, sob comando do governador de São Paulo, João Doria. Em sua avaliação, após as eleições, o Brasil deve seguir o exemplo recente do Chile e abrir espaço ao diálogo, para poder enfrentar os grandes desafios que tem pela frente. Parte do eleitorado parece totalmente decidida, outra sequer se sente representada | Central Meio Meio Transmitido ao vivo em 2 de jul. de 2026 #Eleições2026 #ELeiçãoPresidencial #Democracia No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o cientista político Antonio Lavareda sobre os efeitos dos últimos acontecimentos na eleição presidencial, ou sobre a falta deles. Embora tenha havido fatos políticos relevantes nos últimos dias, os ponteiros das pesquisas mexem pouco, sinalizando um eleitorado pouco disposto a mudar de ideia, ou que não se sente representado. —
“Partidos hidropônicos é uma metáfora criada pelo cientista político Antonio Lavareda para descrever legendas brasileiras que não possuem raízes na sociedade. Assim como a alface hidropônica, eles flutuam sem solo e sobrevivem apenas de nutrientes artificiais, que, no caso da política, são os recursos do Fundo Partidário e as Emendas Parlamentares.” 33 milhões de eleitores não votaram em 2022 Não há fidúcia nessa representação Representação sem participação “As expressões dos três calados na telinha enquanto o quarto fala comunicam tudo o que o tagarela não consegue em uma transmissão ao vivo."
A mensagem afirma que, globalmente, as pessoas tendem a acreditar em mentiras para evitar encarar a realidade.
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de botar na reserva. Rádio Bandeirantes FM. há 1h.
“O Mister já falou.” “Com 67 anos, se correr ao final para celebrar o final vitorioso por temer machucar o joelho.” Alex Ferguson do Manchester United preparou mais de dois mil jogos. Mister diz já ter preparado mais de um mil e quatrocentos atletas. Alma coletiva do brasileiro: respeitoso e humilde. Arrogante não é escasso, lado marrento pode ser. 3/7/26 Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de estar na reserva Rádio BandNews FM 3 de jul. de 2026 Carlo Ancelotti afirma que Neymar está pronto para jogar, mas que pode entrar até no final do segundo tempo contra a Noruega. O técnico da Seleção Brasileira concedeu uma entrevista à colunista da BandNews FM. 'É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto', diz Ancelotti Folha de S.Paulo 3 de jul. de 2026 O técnico italiano que assumiu o comando da seleção brasileira afirma, em entrevista exclusiva, que fim de jogo duro traz mais sentimento de alívio do que de felicidade. Elogia ainda o bom comportamento (apesar do inconformismo) de Neymar e diz que a seleção pode tomar gols, mas está mais confiante e sabe como reagir.
sexta-feira, 3 de julho de 2026 Palanques capengas no Sudeste, por Vera Magalhães O Globo Palanques capengas do petista em Minas e do filho de Bolsonaro no Rio indicam problemas na região mais disputada da eleição A eleição de 2026 será um teste para a validade de vários axiomas tradicionais da política, como a importância da propaganda em rádio e TV, os efeitos da inteligência artificial e, no plano mais concreto, a centralidade da montagem de palanques regionais para fortalecer candidaturas presidenciais e, no limite, decidir uma disputa que tende a ser apertada. Nesse quesito, o Sudeste brasileiro é o cenário em que as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro concentram as fichas. Mas, a menos de um mês do início formal da corrida eleitoral, ambos enfrentam problemas bastante sérios para largar com um time promissor e um discurso condizente em colégios importantes da região. Os desdobramentos consecutivos da Operação Unha e Carne — que atingiu fortemente o grupo do ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro — jogam uma dose enorme de imprevisibilidade para o comando bolsonarista “em casa”. O grupo contava, na montagem da estratégia para a disputa no Rio, que, a esta altura, já estivesse no comando do governo por meio de uma eleição indireta. O atraso na definição dessa novela por parte do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral coincide com as graves revelações trazidas em capítulos pela Polícia Federal, que desnudam aspectos perturbadores da imbricação da política com o crime organizado no estado. A campanha do até aqui favorito Eduardo Paes — que já teria o foco na pregação pela necessidade de sanear a estrutura do estado dessa infiltração — se fortalece a partir de indícios da proximidade que se mostra cada vez maior da gestão de Castro com diferentes modalidades da estrutura criminosa do Rio. Para Flávio, o ex-governador e seu grupo se tornam aliados para lá de incômodos, levando para a campanha presidencial temas que ele gostaria de afastar e colocando em perspectiva a pregação cara à direita de que tem a solução para a segurança pública, problema apontado como mais grave pelos brasileiros em quase todas as pesquisas. Para Lula, a dor de cabeça em termos de palanque capenga se localiza em Minas Gerais. Todas as tentativas de construir uma candidatura minimamente competitiva ao governo do estado que responde pelo segundo maior eleitorado do Brasil se revelaram tiros n’água. Agora, o presidente passa pelo constrangimento de ver o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos lavarem roupa suja em público diante da tentativa do partido de praticamente obrigá-la a abrir mão da candidatura ao Senado para ir para o sacrifício e disputar o governo. Isso tudo depois que Rodrigo Pacheco deu de ombros aos apelos de Lula para que topasse a missão para lá de inglória diante da guinada política que fez nos últimos oito anos, resultando na desconfiança geral dos mineiros a respeito de que apito ideológico o ex-presidente do Senado toca, afinal. Não que o time da direita esteja arrumadinho em Minas, longe disso. A indefinição do senador Cleitinho (Republicanos) — um estranhíssimo caso de favorito nas pesquisas que não decide logo se será candidato — e a dificuldade do governador Mateus Simões (PSD), substituto de Romeu Zema, de decolar tornam ainda nebuloso quem será o puxador de votos para Flávio e quanto ele terá de dividir espaço com os demais presidenciáveis da centro-direita (o próprio Zema e Ronaldo Caiado, que vem a ser do partido do governador). Só São Paulo, o mais nevrálgico dos territórios do Sudeste, está com o roteiro da disputa bem definido entre Tarcísio de Freitas, favorito à reeleição, e Fernando Haddad, recebedor da tão crucial quanto difícil incumbência de repetir a perfomance razoável de 2022, que assegurou a Lula um número de votos fundamental para vencer por pouco no país.
O artigo analisa os desafios enfrentados por Lula e Flávio Bolsonaro na montagem de palanques eleitorais no Sudeste para a eleição de 2026, destacando a importância estratégica da região. No Rio de Janeiro, o grupo bolsonarista sofre com a instabilidade causada pela Operação Unha e Carne, que atingiu aliados do ex-governador Cláudio Castro e expôs ligações entre política e crime organizado. Isso fortalece a candidatura de Eduardo Paes e cria constrangimentos para Flávio Bolsonaro, especialmente no tema da segurança pública. Em Minas Gerais, Lula enfrenta dificuldades para viabilizar uma candidatura competitiva ao governo estadual. Há conflitos internos no PT e falta de nomes fortes, agravados pela recusa de Rodrigo Pacheco em disputar o cargo. O cenário também é incerto para a direita, com indefinições sobre candidaturas e lideranças. Já em São Paulo, a disputa está mais clara, com Tarcísio de Freitas como favorito à reeleição e Fernando Haddad como principal adversário, repetindo a polarização anterior. O texto conclui que, apesar da centralidade do Sudeste, os principais candidatos enfrentam fragilidades importantes na região.
sexta-feira, 3 de julho de 2026 A dura realidade aonde a política não chega, por Fernando Gabeira O Estado de S. Paulo Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades Às vezes, as coisas muito próximas são universais. Hesito em escrever sobre o que vejo no cotidiano no Rio de Janeiro, mas não deveria: é algo importante para o País e com grande possibilidade de espalhar-se por todos os cantos. Encontrei na rua uma amiga e perguntei se estava tudo bem: “Perto de minha casa, apareceu uma cova com 20 mortos. Sempre procuro sair às cinco da manhã para evitar tiroteios, mas, às vezes, precaução não adianta”. Ela vive numa favela chamada Rio das Pedras, dominada por uma milícia acossada pelo tráfico de drogas que quer o domínio do território. No mesmo dia, encontrei, acidentalmente, um homem que empurrava sua bicicleta na feira. Ele vinha da Muzema, uma comunidade que fica no início da Barra da Tijuca. Lá em casa, disse ele, o tiroteio é quase toda noite: a área é dominada pelo Comando Vermelho. Assim vivem milhões de pessoas no Rio. No território dominado, quem manda é o crime organizado, que vende gás, controla o transporte alternativo e inclusive escolhe algumas meninas para serem suas amantes. O preço da recusa é a morte ou então a mudança precipitada do lugar. O crime organizado tem uma grande influência política. Ele define quais candidatos podem entrar em sua área. Considerando que controla metade da cidade, ajuda a definir a bancada de eleitos. A penetração no tecido político é evidente: os últimos governadores foram presos, assim como deputados e um presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O que é mais doloroso é examinar o conjunto de políticas que visam a solucionar o problema e constatar que nenhuma delas consegue trazer uma esperança real. O que não significa que essas políticas não sejam desejáveis. A PEC da Segurança que está parada no Senado parte de um princípio fundamental: a unificação das forças federais e estaduais no combate ao crime organizado. Isso pode aumentar a eficácia da segurança pública, mas não responde à questão básica: a reconquista permanente do território ocupado, hoje um fenômeno que se exportou para o Nordeste. Da mesma forma, a iniciativa americana de definir dois grupos como terroristas e partir para uma guerra de destruição é bastante limitada. Nas condições existentes, a eliminação de um grupo dará lugar a outro e eles vão se suceder enquanto as condições político-sociais prevalecerem. O combate e a morte de alguns criminosos servem apenas para atenuar, na opinião pública, essa sensação de ineficácia. O verdadeiro projeto nunca aparece e ele, certamente, passa pela presença do Estado nessas áreas com os seus serviços essenciais funcionando. A resposta para a inexistência de um projeto de liberação permanente das áreas ocupadas é falta de dinheiro e pessoal. Se não há dinheiro em orçamentos tão generosos como o brasileiro, então não há solução. Se somos incapazes de definir a soberania nacional sobre nossos territórios, ficaremos reduzidos a uma guerra assimétrica. E elas nunca são favoráveis ao lado mais forte. Graças às condições favoráveis de que desfrutam no território, esses grupos vão sobreviver mesmo com as campanhas repressivas. No Rio, obtêm armamentos modernos, se empossam da tecnologia e já estão em plena guerra de drones. Muitos especialistas falam em ir atrás do dinheiro do crime organizado e enfraquecê-lo a partir da drenagem de seus recursos. É uma ótima tática. Na vida cotidiana, entretanto, o crime organizado produz seu rendimento pela simples exploração do território: venda de gás, transporte alternativo, taxas de segurança. Tudo isso tem muita importância e, às vezes, rende mais do que o próprio tráfico de drogas. Os Estados Unidos optaram pela guerra para evitar que a droga entre em seu território. Nessa nova versão da muitas vezes fracassada guerra às drogas, bombardeiam barcos no Pacífico e no Caribe. O tráfico de drogas é um grande problema nas suas relações com o México. Com um sério trabalho de inteligência é possível reduzir o trânsito da droga pelo território brasileiro. Mas ver barcos bombardeados e supor que estamos atacando o verdadeiro problema no Brasil é fugir da realidade. Por isso, com todo o respeito que tenho por especialistas, não acredito muito em soluções que ignorem o clamor de milhões de pessoas, que querem andar livres, escolher livremente o que compram, proteger suas filhas dos predadores do crime, conversar com candidatos que não precisem de licença para entrar na favela. Sei que esse futuro ainda está distante. Não deveríamos esquecer esses milhões de brasileiros nos territórios ocupados quando falamos orgulhosamente de soberania nacional. Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades. O alarme soa alto, mas ainda é muito pouco ouvido. Candidatos à Presidência e aos governos dos Estados deveriam ser questionados seriamente sobre a liberação territorial no Brasil. No mínimo, por solidariedade aos milhões de oprimidos. •
O artigo descreve a realidade da violência e do domínio do crime organizado no Rio de Janeiro, onde milícias e facções controlam territórios, impõem regras à população e influenciam a política local. Milhões de pessoas vivem sob esse controle, enfrentando tiroteios constantes e restrições à liberdade. O autor argumenta que, embora existam propostas de combate — como a integração das forças de segurança ou o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas —, nenhuma resolve o problema central: a retomada permanente dos territórios pelo Estado com presença efetiva de serviços públicos. Ele alerta que, sem um projeto consistente e recursos adequados, o país continuará enfrentando uma guerra desigual, na qual o crime tende a se manter forte. O problema, segundo o texto, já se espalha para outras regiões e pode atingir todo o Brasil. Por fim, defende que candidatos devem ser cobrados por soluções concretas para libertar essas áreas, em solidariedade às populações que vivem sob o domínio do crime.
Carta de Flávio a Trump é tiro no pé que favorece Lula Publicado em 03/07/2026 - 08:01 Luiz Carlos Azedo Brasília, Comunicação, Economia, Eleições, EUA, Exportações, Governo, Justiça, Memória, Partidos, Política, Política, Tecnologia, Terrorismo Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável A carta enviada por Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento por 180 dias do tarifaço contra produtos brasileiros, eleitoralmente é um tiro no próprio pé para o pré-candidato do PL, além de muito tóxica para as negociações diplomáticas do Brasil com a Casa Branca. O senador atropelou a linha de negociação conduzida pelo Itamaraty e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deslocou o contencioso do terreno técnico para o palanque eleitoral e mostrou falta de coesão política do país na defesa dos interesses brasileiros que estão em jogo. O candidato de oposição entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de bandeja, a bandeira da soberania na campanha eleitoral. Repetiu o mesmo equívoco de seu irmão Eduardo, que vive nos Estados Unidos e comemorou o tarifaço como se fosse uma grande vitória da oposição. Deu errado. Lula estancou a queda e voltou a subir nas pesquisas eleitorais. Em vez de enfraquecer o governo, a carta de Flávio reforça a narrativa oficial de que a família Bolsonaro atua para internacionalizar a crise política brasileira e instrumentalizar interesses externos contra o próprio país. Leia também: Tarifaço dos EUA entra no centro da disputa eleitoral no Brasil Mas a crise tarifária com os EUA tem bases mais objetivas do que eleitorais. Nasce de um contencioso comercial complexo, decorrente da disputa comercial com a China e da reestruturação das cadeias globais de valor. Os Estados Unidos concluíram, em junho, a investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a Washington retaliar parceiros quando considera que eles adotam práticas comerciais “desleais” ou “desarrazoadas”. No caso brasileiro, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) reuniu no mesmo balaio comércio digital e o funcionamento do Pix; decisões judiciais envolvendo plataformas digitais; tarifas preferenciais no âmbito do Mercosul e de acordos com Índia e México; acesso ao mercado de etanol; propriedade intelectual; combate à corrupção; e desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu com prudência. Um documento de 29 páginas, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, tecnicamente, rebate ponto a ponto as acusações norte-americanas e sustenta que boa parte da agenda levantada por Washington não diz respeito a comércio, mas a opções regulatórias, institucionais e soberanas do Estado brasileiro. Na verdade, a negociação conduzida pelo Itamaraty não se limita a uma briga tarifária, questiona o alcance da Seção 301 e o direito de os Estados Unidos transformarem divergências em matéria de política interna brasileira, como a regulação de plataformas, a estrutura do Pix, decisões do STF e o combate ao desmatamento, em razões para sanções econômicas. O Brasil, nas conversas com a Casa Branca, tenta isolar os litígios comerciais das disputas políticas e ideológicas. Ou seja, defende uma política de Estado. Sua atuação é institucional e preserva canais de diálogo, ao discutir cada item da pauta em bases técnicas e evitar a contaminação pela polarização eleitoral. Implosão diplomática Nesse sentido, a carta de Flávio implode o esforço diplomático brasileiro. O senador pede que as tarifas não sejam aplicadas agora, mas só depois das eleições presidenciais. Ou seja: em vez de afirmar que as tarifas são injustas, indevidas ou lesivas ao interesse bilateral, ele argumenta que a sua adoção imediata poderia beneficiar Lula politicamente. A essência do apelo é eleitoral, não comercial. “As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando”, escreveu para sustentar que a medida “recompensaria o atual governo brasileiro”. Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Esse é o “xis” do problema. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável — desde que aplicado num momento politicamente conveniente à oposição. Ou seja, tira o tapete da diplomacia brasileira, quando o Itamaraty tenta convencer Washington de que a escalada tarifária é inadequada, desproporcional e fundada em premissas equivocadas. Leia mais: O que Flávio prometeu a Trump caso seja eleito sobre Pix, Mercosul e redes sociais Flávio sinalizou aos norte-americanos que o problema não é o mérito da retaliação, mas o seu timing eleitoral. A carta, assim, enfraquece a tese brasileira de que a medida é injustificável e reforça a percepção de que o litígio comercial virou peça de uma disputa interna pelo poder. De certa forma, Lula percebeu a oportunidade e subiu o tom contra seu adversário. “Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço, agora ou depois”, escreveu nas redes sociais. Classificou a carta como “inaceitável” e criticou o “entreguismo” da família Bolsonaro, ao afirmar que o clã quer submeter o Brasil a interesses norte-americanos. Ao conectar a carta ao Pix e ao Mercosul, Lula transformou o episódio numa peça de campanha sobre soberania, desenvolvimento e defesa do interesse nacional. O presidente vinha “jogando parado”, ao valorizar a liturgia do cargo, administrar a máquina pública e evitar antecipar o embate central de 2026. A carta de Flávio ofereceu um atalho para Lula ocupar o terreno do nacionalismo econômico sem abdicar do cosmopolitismo e do multilateralismo. Pode ser que um objetivo subjacente do filho 01 de Jair Bolsonaro tenha sido mudar a agenda de sua campanha da crise com Michele Bolsonaro para a política externa. Porém, na prática, deu ao presidente a possibilidade de falar como defensor da pátria. Nas entrelinhas: todas as colunas diariamente no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Flávio, #Michele, #Tarifaço, #Trump, Lula
O texto argumenta que a carta de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento — e não a revogação — de tarifas contra produtos brasileiros, foi um erro político e diplomático. Ao fazer isso, ele acaba legitimando a sanção e enfraquecendo a posição oficial do Brasil nas negociações conduzidas pelo Itamaraty. Segundo o autor, a atitude favorece Lula eleitoralmente, ao reforçar a narrativa de defesa da soberania nacional e permitir que o presidente explore politicamente o episódio. Além disso, a carta desloca uma questão técnica e comercial para o campo eleitoral, prejudicando a coesão do país. O texto também destaca que o conflito com os EUA é complexo, envolvendo disputas comerciais, regulação interna e geopolítica, e que o governo brasileiro tenta tratá-lo de forma institucional. Ao contrário disso, a ação de Flávio politiza o tema e enfraquece a estratégia diplomática. Por fim, conclui que o episódio deu a Lula uma oportunidade de se posicionar como defensor dos interesses nacionais, enquanto expôs fragilidades da oposição. "ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS" Lavareda falou Síntese em uma frase: A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente. Do Brasil, SOS ao Brasil Tinhorão, urutu, sucuri Ujobim, sabiá, bem-te-vi Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê Madureira, Olaria e Bangu, olará Cascadura, Água Santa, Acari, olerê Ipanema e Nova Iguaçu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Do Brasil, SOS ao Brasil Querelas do Brasil Maria Rita Querelas do Brasil De Maurício Tapajóis e Aldir Blanc O Brazil não conhece o Brasil O Brasil nunca foi ao Brazil Tapir, jabuti Iliaana, alamanda, ali, alaúde Piau, ururau, aki ataúde Piá-carioca, porecramecrã Jobim, akarone, jobim-açu Uou, uou, uou Pererê, camará, tororó, olerê Piriri, ratatá, caratê, olará O Brazil não merece o Brasil O Brazil tá matando o Brasil Jereba, saci Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha Sertões, Guimarães, bachianas, águas Imarionaíma, ariraribóia Na aura das mãos de jobim-açu Uou. Uou, Uou Jererê, sarará, cururu, olerê Blá-blá-blá, bafafá, sururu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Tinhorão, urutu, sucuri Ujobim, sabiá, bem-te-vi Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê Madureira, Olaria e Bangu, olará Cascadura, Água Santa, Acari, olerê Ipanema e Nova Iguaçu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Do Brasil, SOS ao Brasil Composição: Aldir Blanc, Maurício Tapajós.
Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão Estadão Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ... Vídeo Antonio Lavareda, cientista político, explica que o PT não conseguiu se recuperar com o eleitorado nacional após o andamento da Operação Lava Jato em meados de 2015 que refletiu diretamente em 2016 ... Em 2022, a cautela deve substituir a indignação', diz Antonio Lavareda - Estadão
Foto do autor José Fucs Por José Fucs 03/01/2022 | 16h50 Notícia de presente O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, de 70 anos, é um dos profissionais mais tarimbados do País em campanhas eleitorais. Pioneiro, no Brasil, na utilização das ferramentas da neuropolítica, que estuda a influência das emoções e do inconsciente no comportamento dos eleitores, ele participou de quase 100 eleições, como coordenador ou consultor de campanha, nas últimas décadas. Nesta entrevista ao Estadão, Lavareda afirma que o pleito de 2022 terá características diferentes do de 2018. Segundo ele, o eleitor está menos influenciado pelo sentimento de indignação que marcou a eleição passada e mais cauteloso e preocupado com a experiência dos candidatos, até em razão dos problemas de gestão observados durante a pandemia. “Em 2022, a cautela deve substituir a indignação”, diz. Lavareda comenta também a preocupação de muitos analistas, que consideram a eleição de 2022 como uma das mais importantes das últimas décadas, em razão dos riscos de que haja uma ruptura institucional em caso de reeleição de Jair Bolsonaro, e fala sobre a ligeira guinada para a direita do PSDB, sob comando do governador de São Paulo, João Doria. Em sua avaliação, após as eleições, o Brasil deve seguir o exemplo recente do Chile e abrir espaço ao diálogo, para poder enfrentar os grandes desafios que tem pela frente. Parte do eleitorado parece totalmente decidida, outra sequer se sente representada | Central Meio Meio Transmitido ao vivo em 2 de jul. de 2026 #Eleições2026 #ELeiçãoPresidencial #Democracia No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares conversam com o cientista político Antonio Lavareda sobre os efeitos dos últimos acontecimentos na eleição presidencial, ou sobre a falta deles. Embora tenha havido fatos políticos relevantes nos últimos dias, os ponteiros das pesquisas mexem pouco, sinalizando um eleitorado pouco disposto a mudar de ideia, ou que não se sente representado. —
“Partidos hidropônicos é uma metáfora criada pelo cientista político Antonio Lavareda para descrever legendas brasileiras que não possuem raízes na sociedade. Assim como a alface hidropônica, eles flutuam sem solo e sobrevivem apenas de nutrientes artificiais, que, no caso da política, são os recursos do Fundo Partidário e as Emendas Parlamentares.” 33 milhões de eleitores não votaram em 2022 Não há fidúcia nessa representação Representação sem participação “As expressões dos três calados na telinha enquanto o quarto fala comunicam tudo o que o tagarela não consegue em uma transmissão ao vivo."
A mensagem afirma que, globalmente, as pessoas tendem a acreditar em mentiras para evitar encarar a realidade.
Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de botar na reserva. Rádio Bandeirantes FM. há 1h.
“O Mister já falou.” “Com 67 anos, se correr ao final para celebrar o final vitorioso por temer machucar o joelho.” Alex Ferguson do Manchester United preparou mais de dois mil jogos. Mister diz já ter preparado mais de um mil e quatrocentos atletas. Alma coletiva do brasileiro: respeitoso e humilde. Arrogante não é escasso, lado marrento pode ser. 3/7/26 Mônica Bergamo: Neymar não está conformado de estar na reserva Rádio BandNews FM 3 de jul. de 2026 Carlo Ancelotti afirma que Neymar está pronto para jogar, mas que pode entrar até no final do segundo tempo contra a Noruega. O técnico da Seleção Brasileira concedeu uma entrevista à colunista da BandNews FM. 'É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto', diz Ancelotti Folha de S.Paulo 3 de jul. de 2026 O técnico italiano que assumiu o comando da seleção brasileira afirma, em entrevista exclusiva, que fim de jogo duro traz mais sentimento de alívio do que de felicidade. Elogia ainda o bom comportamento (apesar do inconformismo) de Neymar e diz que a seleção pode tomar gols, mas está mais confiante e sabe como reagir.
sexta-feira, 3 de julho de 2026 Palanques capengas no Sudeste, por Vera Magalhães O Globo Palanques capengas do petista em Minas e do filho de Bolsonaro no Rio indicam problemas na região mais disputada da eleição A eleição de 2026 será um teste para a validade de vários axiomas tradicionais da política, como a importância da propaganda em rádio e TV, os efeitos da inteligência artificial e, no plano mais concreto, a centralidade da montagem de palanques regionais para fortalecer candidaturas presidenciais e, no limite, decidir uma disputa que tende a ser apertada. Nesse quesito, o Sudeste brasileiro é o cenário em que as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro concentram as fichas. Mas, a menos de um mês do início formal da corrida eleitoral, ambos enfrentam problemas bastante sérios para largar com um time promissor e um discurso condizente em colégios importantes da região. Os desdobramentos consecutivos da Operação Unha e Carne — que atingiu fortemente o grupo do ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro — jogam uma dose enorme de imprevisibilidade para o comando bolsonarista “em casa”. O grupo contava, na montagem da estratégia para a disputa no Rio, que, a esta altura, já estivesse no comando do governo por meio de uma eleição indireta. O atraso na definição dessa novela por parte do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral coincide com as graves revelações trazidas em capítulos pela Polícia Federal, que desnudam aspectos perturbadores da imbricação da política com o crime organizado no estado. A campanha do até aqui favorito Eduardo Paes — que já teria o foco na pregação pela necessidade de sanear a estrutura do estado dessa infiltração — se fortalece a partir de indícios da proximidade que se mostra cada vez maior da gestão de Castro com diferentes modalidades da estrutura criminosa do Rio. Para Flávio, o ex-governador e seu grupo se tornam aliados para lá de incômodos, levando para a campanha presidencial temas que ele gostaria de afastar e colocando em perspectiva a pregação cara à direita de que tem a solução para a segurança pública, problema apontado como mais grave pelos brasileiros em quase todas as pesquisas. Para Lula, a dor de cabeça em termos de palanque capenga se localiza em Minas Gerais. Todas as tentativas de construir uma candidatura minimamente competitiva ao governo do estado que responde pelo segundo maior eleitorado do Brasil se revelaram tiros n’água. Agora, o presidente passa pelo constrangimento de ver o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos lavarem roupa suja em público diante da tentativa do partido de praticamente obrigá-la a abrir mão da candidatura ao Senado para ir para o sacrifício e disputar o governo. Isso tudo depois que Rodrigo Pacheco deu de ombros aos apelos de Lula para que topasse a missão para lá de inglória diante da guinada política que fez nos últimos oito anos, resultando na desconfiança geral dos mineiros a respeito de que apito ideológico o ex-presidente do Senado toca, afinal. Não que o time da direita esteja arrumadinho em Minas, longe disso. A indefinição do senador Cleitinho (Republicanos) — um estranhíssimo caso de favorito nas pesquisas que não decide logo se será candidato — e a dificuldade do governador Mateus Simões (PSD), substituto de Romeu Zema, de decolar tornam ainda nebuloso quem será o puxador de votos para Flávio e quanto ele terá de dividir espaço com os demais presidenciáveis da centro-direita (o próprio Zema e Ronaldo Caiado, que vem a ser do partido do governador). Só São Paulo, o mais nevrálgico dos territórios do Sudeste, está com o roteiro da disputa bem definido entre Tarcísio de Freitas, favorito à reeleição, e Fernando Haddad, recebedor da tão crucial quanto difícil incumbência de repetir a perfomance razoável de 2022, que assegurou a Lula um número de votos fundamental para vencer por pouco no país.
O artigo analisa os desafios enfrentados por Lula e Flávio Bolsonaro na montagem de palanques eleitorais no Sudeste para a eleição de 2026, destacando a importância estratégica da região. No Rio de Janeiro, o grupo bolsonarista sofre com a instabilidade causada pela Operação Unha e Carne, que atingiu aliados do ex-governador Cláudio Castro e expôs ligações entre política e crime organizado. Isso fortalece a candidatura de Eduardo Paes e cria constrangimentos para Flávio Bolsonaro, especialmente no tema da segurança pública. Em Minas Gerais, Lula enfrenta dificuldades para viabilizar uma candidatura competitiva ao governo estadual. Há conflitos internos no PT e falta de nomes fortes, agravados pela recusa de Rodrigo Pacheco em disputar o cargo. O cenário também é incerto para a direita, com indefinições sobre candidaturas e lideranças. Já em São Paulo, a disputa está mais clara, com Tarcísio de Freitas como favorito à reeleição e Fernando Haddad como principal adversário, repetindo a polarização anterior. O texto conclui que, apesar da centralidade do Sudeste, os principais candidatos enfrentam fragilidades importantes na região.
sexta-feira, 3 de julho de 2026 A dura realidade aonde a política não chega, por Fernando Gabeira O Estado de S. Paulo Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades Às vezes, as coisas muito próximas são universais. Hesito em escrever sobre o que vejo no cotidiano no Rio de Janeiro, mas não deveria: é algo importante para o País e com grande possibilidade de espalhar-se por todos os cantos. Encontrei na rua uma amiga e perguntei se estava tudo bem: “Perto de minha casa, apareceu uma cova com 20 mortos. Sempre procuro sair às cinco da manhã para evitar tiroteios, mas, às vezes, precaução não adianta”. Ela vive numa favela chamada Rio das Pedras, dominada por uma milícia acossada pelo tráfico de drogas que quer o domínio do território. No mesmo dia, encontrei, acidentalmente, um homem que empurrava sua bicicleta na feira. Ele vinha da Muzema, uma comunidade que fica no início da Barra da Tijuca. Lá em casa, disse ele, o tiroteio é quase toda noite: a área é dominada pelo Comando Vermelho. Assim vivem milhões de pessoas no Rio. No território dominado, quem manda é o crime organizado, que vende gás, controla o transporte alternativo e inclusive escolhe algumas meninas para serem suas amantes. O preço da recusa é a morte ou então a mudança precipitada do lugar. O crime organizado tem uma grande influência política. Ele define quais candidatos podem entrar em sua área. Considerando que controla metade da cidade, ajuda a definir a bancada de eleitos. A penetração no tecido político é evidente: os últimos governadores foram presos, assim como deputados e um presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O que é mais doloroso é examinar o conjunto de políticas que visam a solucionar o problema e constatar que nenhuma delas consegue trazer uma esperança real. O que não significa que essas políticas não sejam desejáveis. A PEC da Segurança que está parada no Senado parte de um princípio fundamental: a unificação das forças federais e estaduais no combate ao crime organizado. Isso pode aumentar a eficácia da segurança pública, mas não responde à questão básica: a reconquista permanente do território ocupado, hoje um fenômeno que se exportou para o Nordeste. Da mesma forma, a iniciativa americana de definir dois grupos como terroristas e partir para uma guerra de destruição é bastante limitada. Nas condições existentes, a eliminação de um grupo dará lugar a outro e eles vão se suceder enquanto as condições político-sociais prevalecerem. O combate e a morte de alguns criminosos servem apenas para atenuar, na opinião pública, essa sensação de ineficácia. O verdadeiro projeto nunca aparece e ele, certamente, passa pela presença do Estado nessas áreas com os seus serviços essenciais funcionando. A resposta para a inexistência de um projeto de liberação permanente das áreas ocupadas é falta de dinheiro e pessoal. Se não há dinheiro em orçamentos tão generosos como o brasileiro, então não há solução. Se somos incapazes de definir a soberania nacional sobre nossos territórios, ficaremos reduzidos a uma guerra assimétrica. E elas nunca são favoráveis ao lado mais forte. Graças às condições favoráveis de que desfrutam no território, esses grupos vão sobreviver mesmo com as campanhas repressivas. No Rio, obtêm armamentos modernos, se empossam da tecnologia e já estão em plena guerra de drones. Muitos especialistas falam em ir atrás do dinheiro do crime organizado e enfraquecê-lo a partir da drenagem de seus recursos. É uma ótima tática. Na vida cotidiana, entretanto, o crime organizado produz seu rendimento pela simples exploração do território: venda de gás, transporte alternativo, taxas de segurança. Tudo isso tem muita importância e, às vezes, rende mais do que o próprio tráfico de drogas. Os Estados Unidos optaram pela guerra para evitar que a droga entre em seu território. Nessa nova versão da muitas vezes fracassada guerra às drogas, bombardeiam barcos no Pacífico e no Caribe. O tráfico de drogas é um grande problema nas suas relações com o México. Com um sério trabalho de inteligência é possível reduzir o trânsito da droga pelo território brasileiro. Mas ver barcos bombardeados e supor que estamos atacando o verdadeiro problema no Brasil é fugir da realidade. Por isso, com todo o respeito que tenho por especialistas, não acredito muito em soluções que ignorem o clamor de milhões de pessoas, que querem andar livres, escolher livremente o que compram, proteger suas filhas dos predadores do crime, conversar com candidatos que não precisem de licença para entrar na favela. Sei que esse futuro ainda está distante. Não deveríamos esquecer esses milhões de brasileiros nos territórios ocupados quando falamos orgulhosamente de soberania nacional. Alguma coisa está errada e muitos só vão perceber quando ouvirem o barulho dos tiros ou o domínio territorial do crime chegar às suas cidades. O alarme soa alto, mas ainda é muito pouco ouvido. Candidatos à Presidência e aos governos dos Estados deveriam ser questionados seriamente sobre a liberação territorial no Brasil. No mínimo, por solidariedade aos milhões de oprimidos. •
O artigo descreve a realidade da violência e do domínio do crime organizado no Rio de Janeiro, onde milícias e facções controlam territórios, impõem regras à população e influenciam a política local. Milhões de pessoas vivem sob esse controle, enfrentando tiroteios constantes e restrições à liberdade. O autor argumenta que, embora existam propostas de combate — como a integração das forças de segurança ou o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas —, nenhuma resolve o problema central: a retomada permanente dos territórios pelo Estado com presença efetiva de serviços públicos. Ele alerta que, sem um projeto consistente e recursos adequados, o país continuará enfrentando uma guerra desigual, na qual o crime tende a se manter forte. O problema, segundo o texto, já se espalha para outras regiões e pode atingir todo o Brasil. Por fim, defende que candidatos devem ser cobrados por soluções concretas para libertar essas áreas, em solidariedade às populações que vivem sob o domínio do crime.
Carta de Flávio a Trump é tiro no pé que favorece Lula Publicado em 03/07/2026 - 08:01 Luiz Carlos Azedo Brasília, Comunicação, Economia, Eleições, EUA, Exportações, Governo, Justiça, Memória, Partidos, Política, Política, Tecnologia, Terrorismo Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável A carta enviada por Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento por 180 dias do tarifaço contra produtos brasileiros, eleitoralmente é um tiro no próprio pé para o pré-candidato do PL, além de muito tóxica para as negociações diplomáticas do Brasil com a Casa Branca. O senador atropelou a linha de negociação conduzida pelo Itamaraty e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deslocou o contencioso do terreno técnico para o palanque eleitoral e mostrou falta de coesão política do país na defesa dos interesses brasileiros que estão em jogo. O candidato de oposição entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de bandeja, a bandeira da soberania na campanha eleitoral. Repetiu o mesmo equívoco de seu irmão Eduardo, que vive nos Estados Unidos e comemorou o tarifaço como se fosse uma grande vitória da oposição. Deu errado. Lula estancou a queda e voltou a subir nas pesquisas eleitorais. Em vez de enfraquecer o governo, a carta de Flávio reforça a narrativa oficial de que a família Bolsonaro atua para internacionalizar a crise política brasileira e instrumentalizar interesses externos contra o próprio país. Leia também: Tarifaço dos EUA entra no centro da disputa eleitoral no Brasil Mas a crise tarifária com os EUA tem bases mais objetivas do que eleitorais. Nasce de um contencioso comercial complexo, decorrente da disputa comercial com a China e da reestruturação das cadeias globais de valor. Os Estados Unidos concluíram, em junho, a investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite a Washington retaliar parceiros quando considera que eles adotam práticas comerciais “desleais” ou “desarrazoadas”. No caso brasileiro, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) reuniu no mesmo balaio comércio digital e o funcionamento do Pix; decisões judiciais envolvendo plataformas digitais; tarifas preferenciais no âmbito do Mercosul e de acordos com Índia e México; acesso ao mercado de etanol; propriedade intelectual; combate à corrupção; e desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu com prudência. Um documento de 29 páginas, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, tecnicamente, rebate ponto a ponto as acusações norte-americanas e sustenta que boa parte da agenda levantada por Washington não diz respeito a comércio, mas a opções regulatórias, institucionais e soberanas do Estado brasileiro. Na verdade, a negociação conduzida pelo Itamaraty não se limita a uma briga tarifária, questiona o alcance da Seção 301 e o direito de os Estados Unidos transformarem divergências em matéria de política interna brasileira, como a regulação de plataformas, a estrutura do Pix, decisões do STF e o combate ao desmatamento, em razões para sanções econômicas. O Brasil, nas conversas com a Casa Branca, tenta isolar os litígios comerciais das disputas políticas e ideológicas. Ou seja, defende uma política de Estado. Sua atuação é institucional e preserva canais de diálogo, ao discutir cada item da pauta em bases técnicas e evitar a contaminação pela polarização eleitoral. Implosão diplomática Nesse sentido, a carta de Flávio implode o esforço diplomático brasileiro. O senador pede que as tarifas não sejam aplicadas agora, mas só depois das eleições presidenciais. Ou seja: em vez de afirmar que as tarifas são injustas, indevidas ou lesivas ao interesse bilateral, ele argumenta que a sua adoção imediata poderia beneficiar Lula politicamente. A essência do apelo é eleitoral, não comercial. “As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando”, escreveu para sustentar que a medida “recompensaria o atual governo brasileiro”. Ao pedir apenas o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, Flávio legitima a sanção norte-americana. Esse é o “xis” do problema. Passa a mensagem de que o tarifaço pode ser aceitável — desde que aplicado num momento politicamente conveniente à oposição. Ou seja, tira o tapete da diplomacia brasileira, quando o Itamaraty tenta convencer Washington de que a escalada tarifária é inadequada, desproporcional e fundada em premissas equivocadas. Leia mais: O que Flávio prometeu a Trump caso seja eleito sobre Pix, Mercosul e redes sociais Flávio sinalizou aos norte-americanos que o problema não é o mérito da retaliação, mas o seu timing eleitoral. A carta, assim, enfraquece a tese brasileira de que a medida é injustificável e reforça a percepção de que o litígio comercial virou peça de uma disputa interna pelo poder. De certa forma, Lula percebeu a oportunidade e subiu o tom contra seu adversário. “Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço, agora ou depois”, escreveu nas redes sociais. Classificou a carta como “inaceitável” e criticou o “entreguismo” da família Bolsonaro, ao afirmar que o clã quer submeter o Brasil a interesses norte-americanos. Ao conectar a carta ao Pix e ao Mercosul, Lula transformou o episódio numa peça de campanha sobre soberania, desenvolvimento e defesa do interesse nacional. O presidente vinha “jogando parado”, ao valorizar a liturgia do cargo, administrar a máquina pública e evitar antecipar o embate central de 2026. A carta de Flávio ofereceu um atalho para Lula ocupar o terreno do nacionalismo econômico sem abdicar do cosmopolitismo e do multilateralismo. Pode ser que um objetivo subjacente do filho 01 de Jair Bolsonaro tenha sido mudar a agenda de sua campanha da crise com Michele Bolsonaro para a política externa. Porém, na prática, deu ao presidente a possibilidade de falar como defensor da pátria. Nas entrelinhas: todas as colunas diariamente no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Flávio, #Michele, #Tarifaço, #Trump, Lula
O texto argumenta que a carta de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, pedindo o adiamento — e não a revogação — de tarifas contra produtos brasileiros, foi um erro político e diplomático. Ao fazer isso, ele acaba legitimando a sanção e enfraquecendo a posição oficial do Brasil nas negociações conduzidas pelo Itamaraty. Segundo o autor, a atitude favorece Lula eleitoralmente, ao reforçar a narrativa de defesa da soberania nacional e permitir que o presidente explore politicamente o episódio. Além disso, a carta desloca uma questão técnica e comercial para o campo eleitoral, prejudicando a coesão do país. O texto também destaca que o conflito com os EUA é complexo, envolvendo disputas comerciais, regulação interna e geopolítica, e que o governo brasileiro tenta tratá-lo de forma institucional. Ao contrário disso, a ação de Flávio politiza o tema e enfraquece a estratégia diplomática. Por fim, conclui que o episódio deu a Lula uma oportunidade de se posicionar como defensor dos interesses nacionais, enquanto expôs fragilidades da oposição. "ASSEMBLEIA DE 533 EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS" Lavareda falou Síntese A eleição reflete uma democracia com baixa conexão entre partidos e sociedade, onde parte do eleitorado está distante ou descrente, e a política institucional não consegue mobilizar nem representar plenamente. Do Brasil, SOS ao Brasil Tinhorão, urutu, sucuri Ujobim, sabiá, bem-te-vi Cabuçu, cordovil, cachambi, olerê Madureira, Olaria e Bangu, olará Cascadura, Água Santa, Acari, olerê Ipanema e Nova Iguaçu, olará Do Brasil, SOS ao Brasil Do Brasil, SOS ao Brasil 🎥 Vídeo 🔗 Links https://www.letras.mus.br/maria-rita/querelas-do-brasil/ https://www.youtube.com/watch?v=R6PdhOFCNXI&t=182s Querelas do Brasil De Maurício Tapajós e Aldir Blanc O Brazil não conhece o Brasil O Brasil nunca foi ao Brazil Tapir, jabuti Iliaana, alamanda, ali, alaúde Piau, ururau, aki ataúde Piá-carioca, porecramecrã Jobim, akarone, jobim-açu Uou, uou, uou Pererê, camará, tororó, olerê Piriri, ratatá, caratê, olará O Brazil não merece o Brasil O Brazil tá matando o Brasil Jereba, saci Caandrades, cunhãs, ariranha, aranha Sert

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