Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 23 de julho de 2026
FEIRA DE ACARI NA FLIP 2026, SEM FANTASIA
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Política desautoriza especialistas apressados, por Carlos Melo*O GloboHá semanas, Flávio Bolsonaro movia-se leve e solto, e as pesquisas indicavam seu ligeiro favoritismo
A política é soberana, desafia o senso comum, desautoriza especialistas apressados e oráculos de botequim. Compreende uma vertiginosa associação de variáveis distintas, além da imprevisível conduta dos atores. Nada sendo constante, não permite antecipar resultados. É produto da ação social.
Há semanas, Flávio Bolsonaro movia-se leve e solto, e as pesquisas indicavam seu ligeiro favoritismo. Já o presidente Lula vivia novo ciclo de desgaste; dúvidas sobre sua candidatura pairavam no ar seco de Brasília. Mas a revelação das relações perigosas de Flávio iniciou uma inflexão nas curvas dos gráficos das pesquisas. Para piorar, a imprudência de sua trupe, nos Estados Unidos, disparou um tiro de bazuca nos pés do senador.
A comédia de erros, associada aos ressentimentos familiares, despertou a sensação de que, sem controle, a hemorragia pode se agravar. O processo abalou as esperanças do bolsonarismo. Fora dele, fica o sentimento de que, se a ação presente o condena, o zelo com o futuro não pode recomendá-lo.
Hoje, o filho de Jair Bolsonaro cai nas pesquisas, sem despencar. É o suficiente para que o Centrão o abandone, mas pouco para ser substituído no campo conservador, com menor comprometimento político e moral. O bolsonarismo é fenômeno consolidado tanto quanto o lulismo. Seu teto é baixo, mas o piso permanece elevado. O sobrenome natural foi patenteado como patrimônio eleitoral e não será repassado a terceiros.
A perspectiva de vitória de Lula mostra-se mais robusta do que há alguns meses. Não fossem a autonomia da política e sua mania de conduzir ao erro, a reeleição já estaria definida.
Mas qual lance genial, estratégia ou projeto de governo contribuiu para mudar o quadro? Há políticas públicas e medidas emergenciais importantes; o controle sobre a máquina pública é sempre uma vantagem. No entanto não configuram um projeto articulado política, econômica e socialmente. A ação do governo nem sequer resvala nisso. Resta a percepção de que Lula é um sujeito de sorte, favorecido, sobretudo, pelos erros do adversário.
A equivalência entre as duas gestões é injusta, mas Lula se diferencia, basicamente, por não ser Jair Bolsonaro. Já é um ativo eleitoral, pouco, no entanto, para dissipar desconfianças, expressar sonhos ou esperanças em períodos de desalento. Não aponta para novo mandato com governabilidade, capacidade de agenda e transformações necessárias. Na limitação dos horizontes políticos, governo e partido parecem perdidos e sem imaginação.
Como Bolsonaro, Lula tem um alto piso de votos. Seu teto se eleva menos por mérito do governo do que por danos causados ao país (e a si mesmos) pelos adversários.
Nesse ambiente de volatilidade, uma parcela — menor, mas decisiva — do eleitorado também oscila na vibração das ondas de comunicação, qual plumas ao vento. Mesmo com o bônus do caos bolsonarista, o governo não está livre de constrangimentos e desgastes que agudizem o mau humor e a dúvida nesse perfil de eleitor. A reta final de campanha, sempre perigosa, pode redefinir o placar, sem chances de reação.
Vantagens obtidas apenas pelos erros do adversário iludem. O antipetismo, circunstancialmente minoritário, aposta nas viradas de jogo por meio de escorregões do presidente; comprometimento de aliados; soberba do “já ganhou” e a perspectiva de poder continuado, que potencializa vaidades. E, claro, pela ingenuidade dos que se encantam com holofotes.
O sábio cresce na observação. Prudente, assimila lições no leite derramado pelos outros; antecipa-se às armadilhas e torna sua ação política soberana. Tolo é aquele que só aprende com os próprios erros.
*Carlos Melo, cientista político, é professor e coordenador do Observatório da Política do InspersamllusionsHistoriadora Mary Del Priore lança ‘Uma história da velhice no Brasil’ | Diálogos
2 d
Mary Del Priore é uma das principais historiadoras brasileiras, especializada em história social e do cotidiano. (@marydelpriore.ofc )⏳🔥
Em Uma História da Velhice no Brasil (2025), ela investiga como a velhice foi percebida e vivida no país desde o período colonial até a atualidade. A autora mostra que os idosos oscilaram entre o respeito, como símbolos de experiência e sabedoria, e o abandono, marcados por preconceitos e exclusão. A obra evidencia que a forma de tratar a velhice é resultado de transformações culturais, sociais, políticas e econômicas, convidando o leitor a refletir sobre o envelhecimento e a dignidade das pessoas idosas na sociedade contemporânea.#historia #idosos #brasil #viral #pesquisaFeira do AcariZeca Pagodinhoflip 2026 | mesa 4 – mas para que serve o pássaro? o pássaro não serve (áudio original)Flip - Festa Literária Internacional de ParatyBloco 1: O Artigo Jornalístico (Para a primeira postagem)html
A GEOGRAFIA DOS TRILHOS: Vg É BAIXADA OU JÁ ALCANÇOU A "CIVILIZAÇÃO"?
Por Tribuna do Povo da Baixada Civilizada
DA REDAÇÃO – Quem acorda antes do sol nascer na Baixada Fluminense conhece bem o compasso do jingle ferroviário. O sacolejo do ramal Japeri dita o ritmo da vida. Entre um empurra-empurra na plataforma e a caça a um assento no vagão, o trabalhador equilibra a marmita e o cansaço. Nas rodas de conversa que se formam entre as estações, uma dúvida geográfica — quase filosófica — ecoou pelos trilhos nesta semana: afinal, o bairro de Vg, em Mesquita, fica mais perto da Baixada ou da tão sonhada "Civilização"?
A provocação nasceu de um meme que viralizou nos vagões: "Vg? Duas estações depois de Nilópolis, kkkkk". Mas o que parece piada de fim de expediente esconde uma análise densa sobre o nosso território.
A física dos trilhos: O mapa da jornada
Para o passageiro que embarca na Central do Brasil — o marco zero do que as elites ironicamente chamam de "civilização organizada" —, a viagem rumo ao coração da Baixada é uma contagem regressiva de estações. Deixando o asfalto carioca para trás, o trem cruza Nilópolis, a terra da Beija-Flor.
Duas paradas depois, o freio hidráulico canta: chegamos a Mesquita. É ali que se desenha o nosso esboço geopolítico cotidiano:
[ CENTRAL DO BRASIL ] ---> Linha de Frente da "Civilização"
│
▼ (Ramal Japeri - SuperVia)
[ NILÓPOLIS ] ------------> O portal da Baixada
│
[ EDSON PASSOS ] ---------> O meio do caminho
│
[ VALBERG / MESQUITA ] ---> O epicentro da nossa análise
│
[ NOVA IGUAÇU ] ----------> A metrópole da Baixada
O veredito da geopolítica ferroviária
O rigor técnico não nos deixa mentir, e o bolso do trabalhador confirma: administrativamente, Vg está 100% fincado na Baixada Fluminense. O bairro pertence a Mesquita — município emancipado de Nova Iguaçu na virada do milênio —, o que o coloca geograficamente no epicentro da identidade cultural da nossa região.
A linha divisória entre a "Baixada" e a "Civilização" não é medida por quilômetros, mas por infraestrutura. Se "civilização" significa ter saneamento básico, asfalto sem buraco, luz que não cai no primeiro temporal e transporte público que respeite a dignidade humana, a distância de Valberg para esse ideal não se calcula em estações de trem, mas em décadas de promessas políticas.
Conclusão: Civilizados, sim, senhor!
A ironia do cotidiano nos ensina que o conceito de civilidade está invertido. Civilizado não é o centro urbano que ignora a periferia. Civilizado é o morador de Vg que, apesar do descaso histórico do poder público, mantém o bom humor no vagão lotado e a solidariedade viva ao ceder o lugar para quem precisa.
Vg está na Baixada. Com muito orgulho e com toda a civilidade que falta a quem administra os nossos trilhos. A jornada é longa, a leitura é densa, mas o nosso direito de sorrir e cobrar melhorias ninguém consegue confiscar.
Use o código com cuidado.
flip 2026 | mesa 2 – saber de cor o silêncio (audio original)Flip - Festa Literária Internacional de Paraty
Transmissão ao vivo realizada há 6 horas
com Edimilson de Almeida Pereira e José Tolentino Mendonça
Mediação: Sofia Mariutti
english interpretation: https://youtube.com/live/06LSKD38tjU
audiodescrição: https://youtube.com/live/4idnR4X_ytE
Poetas de uma mesma geração, donos de obra vasta e ambos detentores de grande erudição, o português José Tolentino Mendonça e o brasileiro Edimilson de Almeida Pereira conversam sobre linguagem poética, enigma e identidade.
Bloco 2: O Manifesto Literário / FLIP (Para a segunda postagem)html
O NÃO-LUGAR ENTRE OS TRILHOS E O MUNDO
Comunicado Público à FLIP — Festa Literária Internacional de Paraty
Das margens para o centro. Sou Vg. Não o homem, mas a topografia do esquecimento. Existo duas estações de trem após Nilópolis, no ventre de Mesquita, onde a Baixada Fluminense tateia o mapa em busca de contornos.
Perguntam-me, entre o riso e a sociologia de vagão, se pertenço à periferia ou à Civilização. Respondo com o ferro dos trilhos: a distância entre o subúrbio e o ideal civilizatório não se mede em quilômetros, mas em direitos sonegados. Romper o isolamento geográfico e ocupar esta tribuna da alta literatura é, por si só, um ato de profanação e de direito.
Se a civilização é a métrica do centro, nós somos a vanguarda da resistência. A Baixada não aguarda o progresso; ela o carrega nas costas, diariamente, no Ramal Japeri. Minha certidão é literária porque nossa sobrevivência é uma ficção que deu certo.
Use o código com cuidado.
@brasildefatoTrem pega fogo e caos marca 3º dia de operaçãotvcomdf
2 h
No TERCEIRO DIA SEGUIDO DE FALHAS após a privatização da Linha 12-Safira, houve uma EXPLOSÃO.
A vida de quem usa transporte público não vale NADA para Tarcísio.
O projeto doente da extrema direita é vender
SP inteiro pra iniciativa privada. Daqui a pouco vão privatizar até o ar que a gente respira. E matar quem não pagar pra respirar!!! O voto no bolsonarista Tarcísio traz desgraça.
Chico Buarque e Mônica Salmaso | Sem Fantasia | Que Tal Um Samba? (Clipe)Biscoito Fino
Estreou em 14 de jun. de 2025
Vídeo oficial da música "Sem Fantasia", interpretada por Chico Buarque e Mônica Salmaso.
O show Que Tal um Samba? foi gravado pela Biscoito Fino nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2023, no Vivo Rio, com Chico Buarque e participação especial de Mônica Salmaso. A turnê, que leva o mesmo nome, reflete o tempo histórico em uma poética atemporal, unindo canções de forte dimensão social, política e romântica.
Ouça em todas as plataformas de música: orcd.co/quetalumsambaaovivo
LetraSem Fantasia (Chico Buarque)
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou, te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
Ficha Técnica Show
Vozes
Mônica Salmaso
Chico Buarque
Banda
Direção Musical, Arranjos, Regência, Guitarra e Violão: Luiz Cláudio Ramos
Piano e Cavaquinho: João Rebouças
Baixo, Violão e Bandolim: Jorge Helder
Bateria: Jurim Moreira
Percussão: Chico Batera
Teclado e Voz: Bia Paes Leme
Sopros: Marcelo Bernardes
Equipe do Show
Cenário: Daniela Thomas
Desenho de Luz: Maneco Quinderé
Figurinos: Cao Albuquerque
Cenógrafos Assistentes: Emilia Merhy, Samuel Antero
Assistentes de Figurino: Mariana Correia, Marta Zollinger
Operação de Luz: Thomas Hieatt
Operação de Monitor: Rogério Gazzaneo
Operação de PA: José Carlos Iannacconi
Operação de Vídeo: Marcio Vilas Boas, André Marcondes
Roadie: Vadinho Prado
Técnico de Som: Wallace Carvalho da Silva
Administração: Dadá Maia
Secretária Executiva: Márcia Leitão
Assistente de Secretária Executiva: Graça Brilhante
Direção de Comunicação & Marketing: Mario Canivello
Assessoria de Imprensa: Alan Diniz
Produção
Produção Mônica Salmaso: Carla Assis
Produção Executiva: Ricardo Tenente Clementino
Produção Artística: Marola Edições Musicais
Produção: Vinicius França
A casa da Música Brasileira.
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