Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
terça-feira, 28 de julho de 2026
A Linha de Frente
CENÁRIOS DE 1º TURNOA pesquisa também realizou 1 cenário de 1º turno.
Intenção de voto espontânea para presidenteVocê já escolheu em quem vai votar? (Se sim) Em quem?Intenção de voto estimulada para presidente (1º turno)Em quem você votaria se o primeiro turno fosse disputado entre os seguintes candidatos:
https://static.poder360.com.br/uploads/2026/07/quaest-mg-28jul2026.pdf
Pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.482 pessoas de 22 a 26 de julho...
PODER360
28.jul.2026 (terça-feira) - 8h52
Levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta 3ª feira (28.jul.2026), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo), em diferentes cenários para uma eventual disputa de 2º turno em Minas Gerais.
No cenário entre o presidente e o ex-governador de Minas Gerais, Zema soma 39% das intenções de voto e fica numericamente à frente de Lula, que tem 37%. Contra o filho de Jair Bolsonaro (PL), o petista tem 38%, ante 35% de Flávio. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
REJEIÇÃO
A Quaest também levantou o cenário de rejeição. Eis os resultados:
AVALIAÇÃO
O levantamento também mediu como os eleitores avaliam o desempenho do presidente Lula. Eis os resultados:
A engrenagem nacional em curto-circuito: quando os vagões de cauda juram que guiam a viagem, a massa descobre que está empurrando uma máquina sem carcaça.
🚂 APERTE O PLAY PARA DAR A PARTIDA NA COMPOSIÇÃO:
"Primeira Linha" (1930) - Benedicto Lacerda e Grupo Gente do Morro (Comp. Heitor dos Prazeres)
No balanço das bitolas, a fumaça da locomotiva redesenha o céu da Central. Quem dita a marcha? É a máquina que arrasta a massa ou a massa que empurra a máquina? Entre a goela seca da nossa gente e o cheiro do churrasquinho de gato que tomou o lugar da prometida picanha, a fumaça da Maria — datilógrafa fiel deste pasquim — registra no ritmo dos pistões. Olhamos para o horizonte como quem olha para o balcão daquela velha churrascaria de Ipanema onde Tom Jobim costumava dedilhar notas flutuantes no colarinho do chope.
Use o código com cuidado.
A História com Odisseu
Odisseu e CalipsoO cativeiro: Calipso apaixonou-se por Odisseu (Ulisses) quando ele naufragou em sua ilha. Ela o deteve por sete anos, prometendo-lhe a imortalidade se ele ficasse com ela.
A libertação: Odisseu chorava todos os dias sentindo saudades de sua esposa Penélope e de sua casa em Ítaca. A deusa Atena pediu a Zeus que interviesse, e o deus enviou Hermes para ordenar que Calipso libertasse o herói.
A partida: A contragosto, Calipso ajudou Odisseu a construir uma jangada, forneceu provisões e enviou ventos favoráveis para que ele pudesse continuar sua viagem de retorno.
Aliado a Rubio, Milei e Netanyahu, Flávio dobra aposta na crise externa
Publicado em 28/07/2026 - 07:57 Luiz Carlos Azedo
Argentina, Brasília, China, Comunicação, Eleições, EUA, Governo, Israel, Itamaraty, Justiça, Partidos, Política, Política, Trump
Senador aposta que o colapso da política externa poderá ser atribuído a Lula e convertido em votos para a oposição, ao provocar crise econômica
Flávio Bolsonaro transformou a convenção que oficializou sua candidatura à Presidência numa tribuna para líderes estrangeiros atacarem o governo brasileiro e o Supremo Tribunal Federal (STF). Dobrou uma aposta de alto risco na crise externa. O candidato do PL se apresenta como representante nacional de uma onda conservadora internacional, mas fomenta a deterioração das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Estados Unidos, Argentina e Israel.
A operação pode até mobilizar o eleitorado bolsonarista mais radical, porém ameaça interesses econômicos do país e expõe Flávio à acusação de colocar a estratégia eleitoral de sua família acima do interesse nacional. Convidado de honra da convenção do PL, em São Paulo, o presidente argentino Javier Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e “presidiário” e dirigiu ao ministro Alexandre de Moraes uma ofensa incompatível com o cargo que ocupa: “lixo careca”.
Foi um discurso truculento, realizado num evento partidário brasileiro. Por isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou a manifestação como interferência nos assuntos internos do Brasil e uma agressão ao Executivo, ao Judiciário, ao Congresso e ao povo brasileiro. Lula tentou tirar por menos: “Eu? Quem é esse cara?”, mas a reação de alguns ministros foi no mesmo diapasão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, abandonou o estilo diplomático e chamou Milei de “palhaço”.
Leia também: Lula evita escalada com Milei após ataques contra governo brasileiro
Essa escalada verbal não interessa aos dois países. Brasil e Argentina construíram, desde o governo José Sarney, uma parceria que permitiu superar a antiga rivalidade estratégica, criar o Mercosul e integrar cadeias produtivas fundamentais, principalmente na indústria automobilística. A Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras. Pelos dados apresentados, comprou US$ 9,12 bilhões em produtos do Brasil, atrás apenas da China, com US$ 47,68 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 20,02 bilhões.
A pauta destinada à China é concentrada em commodities, sobretudo soja, petróleo e minério de ferro. Estados Unidos e Argentina absorvem uma parcela proporcionalmente maior de bens industrializados, de maior valor agregado e com capacidade de gerar empregos qualificados no Brasil. Automóveis, autopeças, máquinas, equipamentos elétricos, produtos químicos, aeronaves, combustíveis processados e outros manufaturados ocupam espaço relevante nas vendas aos mercados norte-americano e argentino. A retração das exportações pode reduzir a produção industrial, interromper cadeias de fornecedores, adiar investimentos, afetar a arrecadação e eliminar empregos
Eixo de alianças
A presença de Milei na convenção não foi um acaso, reflete o eixo das alianças internacionais de Flávio Bolsonaro, ao lado da mensagem de Benjamin Netanyahu exibida no evento e da atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. As relações entre Brasil e Israel chegaram ao nível mais baixo desde 1949. Os dois países deixaram suas representações sob encarregados de negócios, sem embaixadores. Ao gravar uma mensagem para a convenção do PL, o primeiro-ministro israelense ingressou diretamente no ambiente eleitoral brasileiro e reforçou a identificação do bolsonarismo com seu governo.
Leia mais: Itamaraty vê agravamento inédito da crise entre Brasil e Argentina
Forma-se uma conexão internacional de extrema direita: Milei representa o ultraliberalismo econômico e a guerra cultural contra a esquerda; Netanyahu é um senhor da guerra marcado pela prolongada ofensiva militar em Gaza; e Rubio executa uma política externa voltada para conter a expansão chinesa e alinhar governos da América do Sul às prioridades de Washington.
Com os Estados Unidos, o problema é economicamente mais grave. A imposição de tarifas pelo governo Donald Trump já interferiu na eleição brasileira e atingiu setores exportadores. Rubio tornou-se um dos principais formuladores dessa pressão, associando medidas diplomáticas, comerciais e políticas a críticas ao Supremo e aos processos contra Jair Bolsonaro.
Flávio procura transformar essa ofensiva numa prova de que Lula isolou o país. O efeito pode ser aumentar as tensões com dois dos três maiores compradores dos produtos brasileiros, ampliar a insegurança dos empresários e criar dificuldades para os setores industriais. Uma ruptura mais profunda elevaria custos, pressionaria preços e prejudicaria a renda e o emprego.
Vale a pena ler de novo:
Quando a distopia americana de Trump vai além do gênero literário
Lula pode jogar parado porque o maior adversário de Flávio é ele mesmo
Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo
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BOLETIM DA PLATAFORMA
O Tabloide da Planície e Central do Brasil
Diretor-Geral: Zé do Trem | Datilografia e Inspiração: A Musa da Maria Fumaça
Ano LXXVI – Edição das Seis da Matina – Sob o Nevoeiro do Progresso
📰 A MANCHETE DA CAPA
O RABO COMANDA O CACHORRO OU O CACHORRO COMANDA O RABO?
No balanço das bitolas, a fumaça da locomotiva redesenha o céu da Central. Quem dita a marcha? É a máquina que arrasta a massa ou a massa que empurra a máquina? Entre a goela seca da nossa gente e o cheiro do churrasquinho de gato que tomou o lugar da prometida picanha, a fumaça da Maria — datilógrafa fiel deste pasquim — datilografa no ritmo dos pistões. Olhamos para o horizonte como quem olha para o balcão daquela velha churrascaria de Ipanema onde Tom Jobim costumava dedilhar notas flutuantes no colarinho do chope.
🌐 CADERNO DE GEOPOLÍTICA: DA PLANÍCIE AO MUNDO
As declarações do presidente argentino Javier Milei contra Lula geraram forte crise diplomática e a convocação do embaixador brasileiro, mas o governo adota cautela e descarta declarar Milei persona non grata. Sobre os EUA, embora o Brasil repudie o "tarifaço" comercial imposto pelo governo Trump, o setor produtivo e o alto escalão evitam uma retaliação direta via Lei de Reciprocidade para não agravar o cerco econômico, preferindo negociações e o contencioso na OMC.
🌍 COLUNA DO CORRESPONDENTE INTERNACIONALISTA
O "Três em Um" de Lula em 2026: Milei, Bolsonaro e Netanyahu Apertados no Gabinete de Trump
Em 1989, Fernando Collor de Mello subiu ao palanque para acusar pateticamente que o operário guardava na sala um moderno aparelho de som "Três em Um". Naquele mesmo ano, apontou o dedo para as nossas indústrias, chamando as carroças nacionais (da Villares et tal) de lixo tecnológico. Passaram-se quase quarenta anos. A grande ironia da conjuntura eleitoral é que Lula encontrou o seu próprio "Três em Um" retórico: elegeu Donald Trump como o seu adversário universal, fundindo Javier Milei, Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu dentro de uma única carcaça americana para não ter que explicar os desvios da nossa própria plataforma.
📜 O ÚLTIMO DESVIO: ULYSSES À DERIVA
A verdade nua é que nem Lula e nem Bolsonaro carregam em suas bagagens a têmpera ou a estatura de Ulysses Guimarães. Se há alguém que caminhou nos mesmos trilhos de Ulysses, esse alguém foi Fernando Henrique Cardoso. FHC foi com o "Velho de Guerra" quase até o fim da linha. Mas o ano de 1989 foi o pátio de manobras onde a ambição individual descarrilou a gratidão. Deixaram Ulysses Guimarães à deriva, isolado na plataforma, vendo as naus e as modernas embarcações do marketing político zarparem em direção ao poder. O resto é história e mito.
Gravura II: O Naufrágio da Nova República e os desvios no fundo do mar de Angra. Traço do Boletim.
🎨 VAGÃO INAUGURAL: A HOMENAGEM A HEITOR DOS PRAZERES
Para abrir as alas da nossa composição nas paredes dos caixotes de ferro da Central, a nossa rotativa rodou o traço imorredouro do mestre do samba. O orvalho vem caindo e a malandragem pede passagem na gare!
Gravura I: O samba toma conta dos trilhos da Central. Estilo Heitor dos Prazeres.
📻 A CAIXA DE SOM: "VELHA ROUPA COLORIDA" E AS LÁGRIMAS NA GARE
O Zé do Trem assumiu as carrapetas da estação e soltou a agulha no peito de Sobral. Quando Belchior começou a berrar que o passado é uma roupa que não nos serve mais, os cabras cearenses pararam com as malas na mão. O choro correu solto e a nossa datilógrafa Maria teve que correr com o pano de estopa para secar o pranto que inundou a plataforma.
🎵 AGORA TOCANDO NA VITROLA DO ZÉ:
Belchior - Velha Roupa Colorida (Ao Vivo)
📌 FUNDAMENTAÇÃO E FONTES JORNALÍSTICAS
Agência Estado / UOL: Registro oficial sobre a crise diplomática e a convocação do embaixador brasileiro na Argentina após os ataques de Milei.
Folha de S.Paulo (Painel): Análise de bastidores do Itamaraty sobre a adoção de cautela e a rejeição à declaração de persona non grata.
BBC News Brasil & Correio Braziliense: Dados econômicos e técnicos sobre o "tarifaço" comercial de Donald Trump e a abstenção de retaliação imediata pelo governo brasileiro.
(Fim da Transmissão da Boneca – Rodar as Rotativas antes que o dia clareie de vez)
Use o código com cuidado.
Pierrô ApaixonadoHeitor dos Prazeres
Pierrô Apaixonado
Heitor dos Prazere
Composição: Noel Rosa-Heitor dos Prazeres
Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando
A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim
Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim
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