Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 25 de julho de 2026
CIVILIZAÇÃO: LEI DO PROGRESSO
"Eu disse: General, quem não lê inglês, não entende meu trabalho em português."
Paulo Vanzolini diz não gostar de sua famosa composição "Ronda" (bloco 1)
O LIVRO DOS ESPÍRITOS | Perguntas (790-793) Civilização - Allan Kardec
IV – Civilização (Perguntas 790 a 793) – O Livro dos Espíritos
Cap. 8 - Lei do Progresso
790. A civilização é um progresso, ou, segundo alguns filósofos, uma decadência da Humanidade?
— Progresso incompleto, pois o homem não passa subitamente da infância à maturidade.
790-a. É razoável condenar-se a civilização?
— Condenai antes os que abusam dela e não a obra de Deus.
791. A civilização se depurará um dia, fazendo desaparecer os males que tenha produzido?
— Sim, quando a moral estiver tão desenvolvida quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.
792. Porque a civilização não realiza imediatamente todo o bem que ela poderia produzir?
— Porque os homens ainda não se encontram em condições, nem dispostos a obter esse bem.
792-a. Não seria ainda porque, criando necessidades novas, ela excita novas paixões?
— Sim, e porque todas as faculdades do Espírito não progridem ao mesmo tempo; é necessário tempo para tudo. Não podeis esperar frutos perfeitos de uma civilização incompleta. (Ver 751 – 780).
793. Por que sinais se pode reconhecer uma civilização completa?
— Vós a reconhecereis pelo desenvolvimento moral. Acreditais estar muito adiantados por terdes feito grandes descobertas e invenções maravilhosas; porque estais melhor instalados e melhor vestidos que os vossos selvagens; mas só tereis verdadeiramente o direito de vos dizer civilizados quando houveres banido de vossa sociedade os vícios que a desonram e quando passardes a viver como irmãos, praticando a caridade cristã. Até esse momento não sereis mais do que povos esclarecidos, só tendo percorrido a primeira fase da civilização.
Comentário de Kardec: A civilização tem os seus graus, como todas as coisas. Uma civilização incompleta é um estado de transição que engendra males especiais, desconhecidos no estado primitivo, mas nem por isso deixa de constituir um progresso natural, necessário, que leva consigo mesmo o remédio para aqueles males. A medida que a civilização se aperfeiçoa, vai fazendo cessar alguns dos males que engendrou, e esses males desaparecerão com o progresso moral.
De dois povos que tenham chegado ao ápice da escala social, só poderá dizer-se o mais civilizado, na verdadeira acepção do termo, aquele em que se encontre menos egoísmo, cupidez e orgulho; em que os costumes sejam mais intelectuais e morais do que materiais; em que a inteligência possa desenvolver-se com mais liberdade; em que exista mais bondade, boa-fé, benevolência e generosidade recíprocas; em que os preconceitos de casta e de nascimento sejam menos enraizados, porque esses pré-juízos são incompatíveis com o verdadeiro amor do próximo; em que as leis não consagrem nenhum privilégio e sejam as mesmas para o último como para o primeiro; em que a justiça se exerça com o mínimo de parcialidade; em que o fraco sempre encontre apoio contra o forte; em que a vida do homem, suas crenças e suas opiniões sejam melhor respeitadas; em que haja menos desgraçados; e, por fim, em que todos os homens de boa vontade estejam sempre seguros de não lhes faltar o necessário*.
NOTA:
* Será essa a civilização cristã que o Espiritismo estabelecerá na Terra. Como se vê pelas explicações dos Espíritos e os comentários de Kardec, a civilização incompleta em que vivemos é apenas uma fase de transição entre o mundo pagão da Antiguidade e o mundo cristão do Futuro. Nos costumes, na legislação, na religião, na prática dos cultos religiosos vemos a mistura constante dos elementos do paganismo com os princípios renovadores do Cristianismo. Cabe ao Espiritismo a missão de remover esses elementos pagãos para fazer brilhar o espírito cristão em toda a sua pureza. Veja-se, a propósito, todo o cap. I de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. (N. do T.)
LE: Lei do ProgressoO livro dos espíritos online
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III – Povos Degenerados (Perguntas 786 a 789) – O Livro dos EspíritosV – Progresso da Legislação Humana (Perguntas 794 a 797) – O Livro dos Espíritos
"O Rossi era um anarquista de linha. Um homem completamente lógico. Veja o raciocínio do Rossi: o mal é a propriedade. A propriedade é o roubo. A propriedade se funda no quê? Na família, certo? A família se funda no quê? Na paternidade. Vamos acabar com a paternidade. Ele queria que cada mulher fosse casada com três homens. Que não tinha DNA. Pra nunca ninguém ficar sabendo quem era o filho de quem. E para acabar com a propriedade. Você faz isso numa turma de italiano, você quer acabar numa briga de faca."
Paulo Vanzolini
Quando Eu For, Eu Vou Sem Pena
Paulo Vanzolini
Quando eu for, eu vou sem pena
Pena vai ter quem ficar
Quando eu for, eu vou sem pena
Pena vai ter quem ficar
Morena tão desamada
E tão precisada de amar
Açucena delicada
Sem a mão pra lhe cuidar
Curva de rio sereno
Sem proa pra navegar
E tanta beira de estrada
Sem um moço pra pousar
O que eu fiz é muito pouco
Mas é meu e vai comigo
Deixo muito inimigo
Porque sempre andei direito
Agasalhei neste peito
Muita cabeça chorando
Morena minha até quando
Você de mim vai lembrar
Composição: Paulo Vanzolini
Chico Buarque - QUANDO EU FOR EU VOU SEM PENA - Paulo Vanzolini.
Album: Paulo Vanzolini - Acerto de Contas (Vários intérpretes).
Ano de 2002.
"Faixa de abertura do quarto e último CD desse álbum, selo Biscoito Fino." samuel63867.
O Processo Criativo de VanzoliniInspiração inicial: Os versos e as sentenças marcantes surgiam de improviso na mente dele.Construção da obra: A partir da rima ou frase forte, ele trabalhava a estrutura musical e poética ao redor dela.Rigor poético: Suas composições, gravadas por grandes nomes da MPB, privilegiam a crônica urbana, o laconismo e a precisão das palavras.
Aja com sabedoria
A boa impressão que você
deixa nos outros é força a seu
favor.
ESE - Cap. 17: Sede Perfeitos Lição: Os Bons Espíritas. Palestrante: Flávia Regina. 15.04.2025
Os bons espíritas.
4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as consequências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direto à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.
Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores, nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que à moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.
Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.
Pão Nosso #131 - O mundo e a crença
“O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos.” — (MARCOS, 15.32)
1 Por isso que são muito raros os homens habilitados à verdadeira compreensão da crença pura em seus valores essenciais, encontramos os que injuriaram o Cristo para confirmá-lo.
2 A mentalidade milagreira sempre nadou na superfície dos sentidos, sem atingir a zona do Espírito eterno, e, se não alcança os fins menos dignos aos quais se dirige, descamba para os desafios mordazes.
3 E, no caso do Mestre, as observações não partem somente do populacho. Assevera Marcos que os principais dos sacerdotes com os escribas partilhavam dos movimentos insultuosos, como a dizer que intelectualismo não traduz elevação espiritual.
4 Os manifestantes conservavam-se surdos para a Boa Nova do Reino, cegos para a contemplação dos benefícios recebidos, insensíveis ao toque do amor que Jesus endereçara aos corações.
5 Pretendiam apenas um espetáculo. Descesse o Cristo da Cruz, num passe de mágica, e todos os problemas de crença inferior estariam resolvidos.
6 O divino interpelado, contudo, não lhes deu outra resposta, além do silêncio, dando-lhes a entender a magnitude de seu gesto inacessível ao propósito infantil dos inquiridores.
7 Se és discípulo sincero do Evangelho, não te esqueças de que, ainda hoje, a situação não é muito diversa.
8 Trabalha, ponderadamente, no serviço da fé.
Une-te ao Senhor, dá quanto puderes em nome d’Ele e prossegue servindo na extensão do bem, convicto de que o vasto mundo inferior apenas te pedirá maliciosamente distrações e sinais.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
131
O mundo e a crença
"Compadre Eurípedes faleceu hoje às 5:30 horas e enterrado às 5 horas. Adoeceu dia 24 às 3:00 horas, quinta-feira."
O Pharol - Órgão propaganda espírita, editado em Pedregulho , SP, dirigido por J.J. Azevedo Marques, noticiou o fato em 20/11/18, assim se expressando:
"Deixou de existir a figura de Eurípedes, em carne e osso, mas será imorredoura e eterna a memória deste grande vulto, arauto da Verdade
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