quinta-feira, 30 de julho de 2026

Passou ministro! Passou...

AO VIVO: INVESTIGAÇÕES DA PF CONTAMINAM AS ELEIÇÕES | WW CNN Brasil Transmissão iniciada há 44 minutos WW — Programas na íntegra Assista AO VIVO ao WW desta quinta-feira, 30 de julho de 2026. #CNNBrasil
O artigo descreve um cenário de polarização assimétrica na eleição presidencial brasileira: o presidente Lula lidera com vantagem nacional e em simulações de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro se mantém como principal adversário, apesar de desgastes. As tentativas de uma “terceira via”, representadas por Ronaldo Caiado e Romeu Zema, esbarram na incapacidade de transformar força regional em projeção nacional. O texto resgata a interpretação histórica de Oliveira Viana, que via o Brasil dividido entre um eixo mais dinâmico (Sul/Sudeste) e outro mais atrasado (Norte/Nordeste), sugerindo que essa clivagem ainda ecoa hoje. As pesquisas citadas reforçam essa divisão: Lula domina amplamente no Nordeste e Norte, enquanto Flávio mostra maior competitividade no Centro-Sul. Minas Gerais aparece como estado-chave, com equilíbrio técnico entre os dois. Caiado e Zema ficam numa espécie de “faixa de fronteira” entre esses dois blocos, mas sem romper a polarização. Ambos têm desempenho relevante apenas em seus estados de origem e pontuam muito baixo no restante do país, o que limita suas candidaturas a uma dimensão regional. Ao final, o texto levanta a questão central: a falta de um projeto claro do campo liberal contribui para manter o cenário polarizado. E, diante desse quadro tão definido entre dois polos, surge a dúvida inevitável: onde foram parar os indecisos, os votos em branco e nulos, e as rejeições aos dois líderes destacados nas pesquisas — o gato comeu?
quinta-feira, 30 de julho de 2026 Fortes em GO e MG, Caiado e Zema não conseguem nacionalizar candidaturas, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Que país queremos? Essa pergunta está posta novamente nas eleições, com o agravante de os liberais não terem um projeto claro A eleição presidencial mostra uma polarização assimétrica. Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa nacionalmente e conserva vantagem nas simulações de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra resiliência suficiente para permanecer como seu principal adversário. Apesar das denúncias, erros e brigas na campanha de Flávio, as possibilidades de uma terceira via continuam restritas. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), apesar da projeção conquistada como governadores, não conseguem transformar seus redutos regionais em alavanca para nacionalizar suas candidaturas. Os principais colégios eleitorais mostram dois Brasis, o meridional e o setentrional. Essa divisão foi apontada a primeira vez em 1920, Populações Meridionais do Brasil, de Oliveira Viana. Escrito entre 1916 e 1918, levou dois anos para ser publicado, pela livraria José Olympio. O que dizia Viana? Ele definia três arquétipos para o povo brasileiro: o sertanejo, o matuto e o gaúcho, os quais foram sucedidos pela publicação meteórica de mais quatro ensaios: “O idealismo da Constituição” (1920), “Pequenos estudos da psicologia social” (1921), “Evolução do povo brasileiro” (1923) e “O ocaso do Império” (1924). O primeiro volume de “Populações meridionais do Brasil” dedicou aos paulistas, fluminenses e mineiros; o segundo, ao campeador rio-grandense. Partia do homem para criticar as instituições da época. “O sentimento das nossas realidades, tão sólido e seguro nos velhos capitães gerais, desapareceu, com efeito, das nossas classes dirigentes: há um século vivemos praticamente em pleno sonho (….) O grande movimento democrático da Revolução Francesa; as agitações parlamentares inglesas; o espírito liberal das instituições que regem a república americana, tudo isto exerceu e exerce sobre nossos dirigentes, políticos, estadistas, legisladores, publicistas, uma fascinação magnética que lhes daltoniza completamente a visão nacional dos nossos problemas. Sob esse fascínio inelutável, perdem a noção objetiva do Brasil real e criam para uso deles um Brasil artificial”. Oliveira Viana atacou frontalmente os liberais brasileiros, corroborado pela iniquidade social que havia sido desnudada por Euclides da Cunha, ao descrever a Guerra de Canudos, em “Os sertões”. Concluía que era preciso “coragem infinita” para “contravir ostensivamente às ideias de liberdade e construir um poderoso Estado centralizado, capaz de impor-se a todo o país pelo prestígio fascinante de uma grande missão nacional”. Ao dizer que era impossível reproduzir aqui no Brasil o parlamentarismo inglês, o liberalismo democrático à francesa, ou o federalismo e descentralização republicana ao estilo americano, Oliveira Viana recomendava uma intervenção radical pelo Estado, destinado a criação de bases sociais aptas a sustentar futuros governos liberais. Para ele, esse “autoritarismo instrumental” da elite agrária e as populações meridionais, de recente imigração europeia, seriam protagonistas do moderno, enquanto o Brasil setentrional, sobretudo o Nordeste, representaria o atraso. Faixa de fronteira A consagração das ideias antissistema de Oliveira Viana viria com o Estado Novo, do qual foi o grande ideólogo, e a “Polaca”, a Constituição de 1937, redigida por Francisco Campos e outorgada pelo ditador Getúlio Vargas. Ironicamente, Jorge Caldeira, em “História da riqueza no Brasil” (Estação Brasil), destaca que o colapso político da República Velha interrompe mudanças importantes que estavam em curso, alavancadas por nosso mercado interno e a economia do sertão, como o aumento de rentabilidade da exportação de café, a grande acumulação de capital dos cafeicultores paulistas, que apostaram na industrialização, e não no patrimonialismo, ao contrário das oligarquias rurais que Viana enaltecera. Que país queremos? Essa pergunta está posta novamente nas eleições, com o agravante de os liberais não terem um projeto claro. Muito da polarização se deve a isso. Segunda as pesquisas regionais divulgadas ontem pela Genial Quaest, Lula domina Bahia e Pernambuco, onde alcança, respectivamente, 52% e 55% no primeiro turno, contra 18% e 21% de Flávio. No segundo, as diferenças aumentam para 56% a 23% na Bahia e 58% a 24% em Pernambuco. O presidente também lidera no Pará por 38% a 31% e vence o candidato do PL por 44% a 37% na disputa direta. São resultados que reafirmam a força do lulismo no Brasil setentrional. Flávio, entretanto, mostra grande competitividade no Centro-Sul. Lidera no Paraná por 42% a 24% e venceria Lula por 50% a 28% no segundo turno. Aparece numericamente à frente em São Paulo, por 34% a 30%, e no Rio de Janeiro, por 32% a 30%. Nos confrontos diretos, as vantagens seriam de 40% a 35% em São Paulo e de 38% a 35% no Rio. Em Minas Gerais, estado historicamente decisivo, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados: 30% a 29% no primeiro turno e 38% a 35% no segundo. Caiado e Zema estão numa espécie faixa de fronteira entre esses dois brasis. O ex-governador mineiro alcança 12% em Minas, seu único resultado de dois dígitos entre os sete estados pesquisados. Fora de sua base, registra apenas 1% na Bahia, no Pará e em Pernambuco; 2% no Paraná e no Rio; e 3% em São Paulo. Sua candidatura continua sendo uma extensão de sua liderança regional, sem uma identidade nacional. O segundo turno confirma essa limitação. Em Minas, Zema aparece com 37% contra 39% de Lula, em empate técnico, resultado que demonstra sua força estadual. Fora dali, porém, não ameaça a polarização. Caiado enfrenta o mesmo obstáculo. Estribado nos resultados do governo de Goiás, sobretudo na segurança pública, na educação e na gestão administrativa, entretanto, não atravessa as fronteiras estaduais. Nos sete estados analisados, oscila entre 1% e 4%: chega a 4% em Minas, registra 3% no Pará, no Rio e em São Paulo, 2% no Paraná e somente 1% na Bahia e em Pernambuco. Apesar da trajetória política mais longa e da estrutura do PSD, ainda não conseguiu apresentar uma alternativa nacional ao bolsonarismo. Nas simulações de segundo turno, Caiado alcança resultados melhores: 30% contra 38% de Lula em Minas, 30% contra 45% no Pará, 34% contra 35% em São Paulo e 33% contra 29% no Paraná. Esse crescimento decorre, em boa medida, da transferência do voto contrário a Lula quando Flávio é retirado da disputa. Canção do Subdesenvolvido Carlos Lyra O Brasil é uma terra de amores Alcatifada de flores Onde a brisa fala amores Em lindas tardes de abril Correi pras bandas do sul Debaixo de um céu de anil Encontrareis um gigante deitado Santa Cruz...hoje o Brasil Mas um dia o gigante despertou Deixou de ser gigante adormecido E dele um anão se levantou Era um país subdesenvolvido Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc. (refrão) E passado o período colonial O país passou a ser um bom quintal E depois de dar as contas a Portugal Instaurou-se o latifúndio nacional, ai! Subdesenvolvido, subdesenvolvido (refrão) Então o bravo povo brasileiro Em perigos e guerras esforçado Mas que prometia a força humana Plantou couve, colheu banana.. Bravo esforço do povo brasileiro Mas não vi o capital lá do estrangeiro Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão) As nações do mundo para cá mandaram Os seus capitais tão "desinteressados" As nações, coitadas, queriam ajudar E aquela "Ilha Velha" não roubou ninguém País de pouca terra, só nos fez um bem Um "big" bem, un "big" bem, bom, bem, bom Nos deu luz, ah! Tirou ouro, oh! Nos deu trem, ahhh! Mas levou o nosso tesouro Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão) Mas data houve que se acabaram Os tempos duros e sofridos Pois um dia aqui chegaram os capitais dos.. Paises amigos País amigo desenvolvido País amigo, país amigo Amigo do subdesenvolvido País amigo, país amigo E nossos amigos americanos Com muita fé, com muita fé Nos deram dinheiro e nós plantamos Só café! É uma terra em que plantando tudo dá Pode se plantar tudo que quiser Mas eles resolveram que nós iríamos plantar SÓ CAFÉ! SÓ CAFÉ! Bento que bento é o frade - frade! Na boca do forno - forno! Tirai um bolo - bolo! Fareis tudo que seu mestre mandar? Faremos todos, faremos todos... Começaram a nos vender e nos comprar Comprar borracha - vender pneu Comprar madeira - vender navio Pra nossa vela - vender pavio Só mandaram o que sobrou de lá Matéria plástica, Que entusiástica Que coisa elástica, Que coisa drástica Rock-balada, filme de mocinho Ar refrigerado e chiclet de bola E coca-cola...! Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão) O povo brasileiro tem personalidade Não se impressiona com facilidade Embora pense como americano Embora dance como americano Embora cante como americano Lá, lá, la, la, la, la Êh, êh, meu boi Êh, roçado bão O meior do meu sertão, thu, thu, thu Comeram o boi... O povo brasileiro embora pense, dance e cante como americano Não come como americano Não bebe como americano Vive menos, sofre mais Isso é muito importante Muito mais do que importante Pois difere os brasileiros dos demais Personalidade, personalidade Personalidade sem igual Porém... subdesenvolvida, subdesenvolvida E essa é que é a vida nacional! Composição: Carlos Lyra, Chico Assis. Trump e Milei podem decidir a eleição de 2026? | Não é Bem Assim Meio Estreou há 3 horas #trump #eleições2026 #milei No Não é Bem Assim, Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães discutem como Trump, Milei e a pauta da soberania entram na disputa presidencial brasileira, além dos impactos para Lula e Flávio Bolsonaro e relembra os temas que mais pesam para o eleitor: segurança, inflação, emprego e serviços públicos.

O ALIENISTA DO STF

Do Analista de Bagé ao Analista Weberiano


PRÓLOGO: PASSOU, MINISTRO! PASSOU...

Dados recentes, oriundos de auditorias divulgadas no final de julho de 2026, apontam que cerca de 82% das chamadas “emendas Pix” apresentam irregularidades ou falhas graves de rastreabilidade.

Diante disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal determinou que Executivo e Legislativo estabeleçam, em prazo de 10 dias, uma matriz clara de responsabilidades sobre tais repasses.

A tese é simples — e incômoda:

Quem indica o dinheiro não pode lavar as mãos quando ele evapora.

O magistrado ainda advertiu, com precisão cirúrgica, que indicar uma emenda não equivale a fazer um Pix informal a um conhecido na esquina.

Relatórios de órgãos de controle confirmam o cenário: ausência de convênios, obras inacabadas, sobrepreço e um rastro de dinheiro que termina… onde termina o interesse público.


INTERLÚDIO: O ANALISTA DE BAGÉ (CORREÇÃO NECESSÁRIA)

Convém registrar: a obra clássica de Luís Fernando Veríssimo chama-se “O Analista de Bagé” — e não “O Alienista de Bagé”, confusão recorrente que mistura o autor gaúcho com Machado de Assis.

Seu método terapêutico é célebre: o joelhaço inaugural, aplicado em pacientes homens para “quebrar resistências” do ego e prepará-los, à força, para a sessão analítica sobre o divã de pelego.

Rústico, direto, brutal — e, por isso mesmo, revelador.


ENREDO: O JOELHAÇO WEBERIANO

No palco constitucional, surge a figura da analista de Porto Alegre, que, à luz do artigo 37 da Constituição de 1988, sentencia:

As emendas secretas são, em essência, incompatíveis com os princípios da administração pública.

É o joelhaço institucional: transparência contra opacidade, publicidade contra arranjos subterrâneos.


SURGE O SUCESSOR: O ANALISTA FLAVIANO

O novo analista do STF entra em cena com outro estilo. Menos joelhaço, mais advertência:

“Devagar com o andor… que os analisados são de barro.”

Não abandona o método — apenas o calibra. Onde antes havia impacto imediato, agora há construção gradual do constrangimento jurídico.


ÁPICE: O CONSULTÓRIO SUPREMO

Após herdarem os pacientes da antiga analista, o novo terapeuta constitucional dirige-se aos nobres analisados:

— Vossas Excelências desejam que retomemos a técnica psicoconstitucional weberiana de Porto Alegre?

E, do outro lado do divã, curvados — não mais por ideologia, mas por memória muscular institucional — vem a resposta:

— Por favor, ministro… data vênia… já sentimos saudades do vosso elevado e delicado joelhaçozinho!


EPÍLOGO: A FARSA VEROSSÍMEL

O político entra no consultório. A análise começa. A resistência é grande — mas o método é maior.

Entre a norma e o improviso, entre a Constituição e o jeitinho, encena-se uma comédia densa, culta e mordaz — onde o riso não esconde o diagnóstico.

Porque, no fim, a pergunta permanece:

o problema é a terapia… ou o paciente?

RESUMO

Uma esquete político-constitucional, em chave verissimiana, que expõe com humor refinado e crítica aguda a dinâmica das emendas parlamentares, transformando o STF em consultório e a política em caso clínico.

Técnico na forma, ácido no conteúdo, e absolutamente brasileiro no diagnóstico.

Os Povos Brasileiros e Chineses

Olho para baixo e o azul da Terra continua o mesmo, embora aqui de cima, na face oculta do Além, a distância nos dê a exata dimensão das ironias humanas. Lá embaixo, os homens ainda acreditam que governam os fluxos da história com a ponta de suas canetas e o estofado de suas cadeiras. Ilusão de ótica dos vivos. Daqui da Ilha Azul, o que se vê é uma ópera bufa, encenada em dois palcos distantes, mas sintonizados pela mais perfeita assimetria.

A engenharia do destino é caprichosa. O Brasil, com a generosidade ingênua de um gigante deitado em berço esplêndido, resolveu alimentar a grande caldeira do capitalismo planejado do Extremo Oriente. Enviamos o ferro tirado das entranhas da terra e a soja colhida nos cerrados. Transformamos o suor da nossa lavoura e a riqueza do nosso subsolo naquilo que os economistas chamam de commodities. Do outro lado do globo, a China, com a paciência milenar de quem joga xadrez enquanto o Ocidente joga dados, converteu nossa matéria-prima em chips, painéis solares, baterias e uma frota silenciosa de veículos elétricos.

Enquanto os donos do poder se revezam em tronos temporários — ora ungidos como Messias, ora aclamados como as almas mais honestas do mercado eleitoral —, a engrenagem do mundo real gira sem misticismo. O controle centralizado transmuta o arrocho salarial e o cabresto sindical em superávit tecnológico. O resultado dessa dialética das trocas chega montado em duas rodas elétricas, financiadas pelo próprio Estado brasileiro com o aval de fundos de risco e o subsídio de taxas.

É o trânsito da modernidade: o motor elétrico não faz ruído, o torque é instantâneo, e o tombo, previsível. O Estado que avaliza o crédito na entrada é o mesmo que recolhe os pedaços na saída, arcando com a contabilidade trágica das pensões por morte e das invalidezes precoces no INSS. Uma PPP onde o risco é público e o lucro, intangível.

Imagino, então, uma solenidade idealizada na imensidão da Praça do Povo. Sob o céu de Pequim, entre discursos pragmáticos e bandeiras vermelhas, o bravo povo chinês decide condecorar o solidário povo brasileiro com a “Medalha da Gratidão”. Afinal, fomos nós que abrimos mão do futuro industrial para que eles pudessem desenhá-lo. Seria uma honraria justa, entregue com a reverência de quem sabe exatamente quanto custou o quilo do nosso ferro e quão barato saiu o preço da nossa ilusão.

Do mirante do Além, resta-nos o riso contido e a constatação de que a história é um eterno baile de máscaras onde os convidados pagam pela música, mas apenas os músicos sabem o ritmo da dança. Vivam os povos brasileiros e chineses, cada um cumprindo o seu papel no grande teatro do absurdo.


Notas do Conselho de Confrades & Copydesk

Anotação de Eça de Queiroz:
“Meu caro, a ironia sobre os ‘Messias’ e as ‘almas honestas’ capta bem o provincianismo político que já criticávamos no século XIX. O contraste entre a ingenuidade do jeca exportador e o pragmatismo mandarim é de um ridículo deliciosamente trágico. Permita-me apenas aplaudir o desenho dessa ópera onde o figurino é de alta tecnologia, mas a mentalidade continua a da velha colônia.”

Anotação de Machado de Assis:
“A analogia da quietude das rodas elétricas com o silêncio da posteridade é fina. O Estado, esse eterno alienista, financia a queda para depois administrar o curativo. A estrutura está equilibrada, a vaidade dos mandatários foi despida com a devida melancolia jurídica. Não altero uma vírgula; o pessimismo está perfeitamente elegante.”

Relatório de Copydesk de Graciliano Ramos:
“Cortei os adjetivos gordos. Limpei a fumaça das frases longas. A prosa precisava do osso, como a seca. A passagem sobre o INSS estava redundante; reduzi à crueza do fato: o Estado paga a conta do ferro velho e do caixão. O texto agora está seco, direto e bate onde deve.”

Viola Enluarada Claudya - Tema 21 de fev. de 2025 Provided to YouTube by Nikita Music Viola Enluarada · Claudya Ao Vivo ℗ 1999 Companhia de Discos do Brasil Released on: 1999-05-06 Producer: Laís Pires Music Publisher: Direto Composer: Marcos Kostenbader Valle Lyricist: Paulo Sérgio Kostenbader Valle Auto-generated by YouTube. Música 1 música Viola Enluarada Claudya Ao Vivo Música Claudya - Tema PASSOU MINISTRO! PASSOU... "Na verdade, o dado correto apontado por auditorias recentes divulgadas no fim de julho de 2026 é de que cerca de 82% (e não 84%) das chamadas "emendas Pix" apresentam irregularidades ou problemas de rastreabilidade. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo e o Congresso criem regras de responsabilização para os parlamentares. Decisão do STF Prazo de 10 dias: O ministro deu um prazo para a Presidência da República, a Câmara e o Senado apresentarem uma matriz de responsabilidades sobre os repasses. Fim da imunidade: Dino defende que o parlamentar que indica o dinheiro não pode ficar livre de culpa caso o recurso seja mal aplicado. Frase de destaque: O magistrado pontuou que indicar uma emenda Pix não é o mesmo que fazer uma transferência simples para um conhecido na rua. Achados dos Órgãos de Controle TCU e CGU: Relatórios apontam que a falta de convênios formais dificulta rastrear o dinheiro enviado diretamente a prefeituras. Problemas comuns: Foram achadas obras paradas, compras superfaturadas e falta de dados públicos sobre o destino final das verbas. Nota prévia: cabe corrigir que a obra clássica de Luís Fernando Veríssimo se chama O Analista de Bagé (e não "O Alienista de Bagé", título que mistura a criação dele com o famoso conto O Alienista de Machado de Assis). A famosa "terapia do joelhaço" é o cartão de visitas do personagem para pacientes homens. A Técnica do Joelhaço O método inicial: Ao receber um paciente homem novo no consultório, a primeira providência prática do analista é aplicar-lhe um violento joelhaço. A justificativa: O golpe serve para "quebrar as resistências" do ego e dobrar o cliente ao meio, preparando-o imediatamente para deitar no divã coberto com um pelego. A exceção de gênero: O próprio analista pondera que o joelhaço é exclusivo para homens, pois em mulheres, segundo a sua ótica machista e rústica, "só se bate pra descarregá energia"."

O ALIENISTA DO STF

Do Analista de Bagé à Analista Weberiana


ENREDO: O “joelhaço” de Rosa Weber — as emendas secretas são inconstitucionais, todas, pelo artigo 37 da CF/1988. Jeitinho do analista sucessor no STF, Flaviano: “Devagar com o andor, analista de Porto Alegre, que os nobres analisados são de barro.”

ÁPICE: De Dino, em papo reto para analisados herdados de Weber, após o seu famoso joelhaço: “Vossas Excelências querem que eu volte a aplicar a técnica psicoconstitucional weberiana de Porto Alegre?” — “Por favor, ministro Dino, data venia, já sentimos saudades de vosso elevado e delicado joelhaçozinho!”

RESUMO: O político se apresenta ao analista do STF, e a farsa desenrola-se em forma de esquete verossímil. Tecnicamente perfeito na forma, ao estilo cômico, hilário, culto, analítico e denso de Luis Fernando Verissimo.

✅ Dicas JORNAL DA CULTURA | Falta de recursos agrava HIV e Brasil vive tensão com Paraguai | 30/07/2026 Jornalismo TV Cultura Transmissão ao vivo realizada há 2 horas Jornal da Cultura | 2026 No Jornal da Cultura desta quinta-feira (30), você vai ver: Brasil formaliza na OMC repúdio às novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos; decreto prevê expulsão de estrangeiro por discurso de ódio na Argentina; e arrecadação com as “bets” será destinada a fundo da Polícia Federal. Para comentar essas e outras notícias, Rita Lisauskas recebe o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e o economista e doutor em ciência política, Ricardo Sennes. O Jornal da Cultura é exibido de segunda a sábado, às 21h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube. #JornalDaCultura #TVCultura #SomosCultura

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