sábado, 21 de fevereiro de 2026

Homens de fé

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” — Jesus. (MATEUS, 7.24) 1 Os grandes pregadores do Evangelho sempre foram interpretados à conta de expressões máximas do Cristianismo, na galeria dos tipos veneráveis da fé; entretanto, isso somente aconteceu, quando os instrumentos da verdade, efetivamente, não olvidaram a vigilância indispensável ao justo testemunho. 2 É interessante verificar que o Mestre destaca, entre todos os discípulos, aquele que lhe ouve os ensinamentos e os pratica. Daí se conclui que os homens de fé não são aqueles apenas palavrosos e entusiastas, mas os que são portadores igualmente da atenção e da boa vontade, perante as lições de Jesus, examinando-lhes o conteúdo espiritual para o trabalho de aplicação no esforço diário. 3 Reconforta-nos assinalar que todas as criaturas em serviço no campo evangélico seguirão para as maravilhas interiores da fé. Todavia, cabe-nos salientar, em todos os tempos, o subido valor dos homens moderados que, registrando os ensinos e avisos da Boa Nova, cuidam, desvelados, da solução de todos os problemas do dia ou da ocasião, sem permitir que suas edificações individuais se processem, longe das bases cristãs imprescindíveis. 4 Em todos os serviços, o concurso da palavra é sagrado e indispensável, mas aprendiz algum deverá esquecer o sublime valor do silêncio, a seu tempo, na obra superior do aperfeiçoamento de si mesmo, a fim de que a ponderação se faça ouvida, dentro da própria alma, norteando-lhe os destinos. Emmanuel Texto extraído da 1ª edição desse livro. 9 Homens de fé Pão Nosso #009 - Homens de fé NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo Transmitido ao vivo em 10 de mar. de 2022 Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
Sacramento – Usina Hidrelétrica Cajurú | ipatrimônio 📸 Usina Hidrelétrica Cajurú — Localizada na zona rural de Sacramento-MG. Reconhecida por sua importância histórica e cultural, a Usina Cajurú foi tombada pelo município pela Lei nº 257, de 17 de janeiro de 1983. No período compreendido entre 1910 e 1920, Sacramento foi passando por inúmeras transformações; em 15 de novembro de 1913, por exemplo, com a inauguração da Usina Cajuru, a cidade trocava a luz das lamparinas, lampiões e velas pela luz elétrica. Nesse mesmo período, Sacramento também passava por uma revolução nos meios de transportes, quando foi efetivada a construção da linha dos Bondes Elétricos, a primeira do Brasil a realizar um percurso rural. O Bonde percorria uma distância de 14 km levando carga e passageiros até à Estação Ferroviária do Cipó. Embora a cidade de Sacramento se encontrasse numa fase de prosperidade por causa da expansão do café e da criação de gado, os descendentes dos negros escravizados tinham dificuldade em conseguir emprego. Assim como nas demais cidades brasileiras, os barões davam prioridade para os imigrantes, enquanto os negros eram discriminados e sofriam com a falta de oportunidade. Fonte: Prefeitura Municipal. https://www.ipatrimonio.org/sacramento-usina.../... Foto: crprudencio, Abril de 2025
Eurípedes acompanha o descerrar do misterioso pórtico, que apenas um reduzido número de iniciados alcançaram. O hermetismo orientalista abre finalmente as comportas milenares. O Espiritismo — represa de luz — franqueia os diques, abre as comportas, a fim de que o entendimento humano se inteire, dessedentando- se para sempre nas catadupas generosas. É o Consolador Prometido a espargir belezas eternas, sem simbolismos, nem alegorias, nem mistérios sutis. Abertamente. Cai, enfim, o véu dos templos e dos santuários. Corina Novelino 76
Necessidade de caridade, segundo S. Paulo 6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; – ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. – E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria. A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; – não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.) 7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular. Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo. NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO-EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAPÍTULO 15, ITENS 6 E 7. Fernando Oliveira Espiritismo 15 de ago. de 2022 FORTALEZA ESTUDO DE O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAPÍTULO 15, ITENS 6 E 7. TEMA: "NECESSIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO."
Governe as preocupações. Governar as preocupações é pôr a paz dentro de si.
AMAZONAS: ENTRE DOIS RIOS, UM MESMO CAMPO Por que as águas dos rios Negro e Solimões não se misturam? ENTRE DOIS RIOS, UM MESMO CAMPO (Texto para publicação com indicativos de imagens e links)
Volante Futebol Clube – Juiz de Fora (MG), década de 1940/1950 👉 Inserir link/foto histórica do uniforme e escudo do Volante Futebol Clube (Time campeão invicto de 1949). Legenda sugerida: O “Rubro-Negro dos Motoristas”, campeão citadino invicto em 1949. Sede na Av. Getúlio Vargas, 348 – Centro.
Estádio Sales de Oliveira – Tupi Football Club 👉 Inserir link/foto histórica do Estádio Sales de Oliveira. Legenda sugerida: Arquibancada geral sem cobertura, às margens do Rio Paraibuna.
Favela do Rato Molhado – Bairro Santa Terezinha 👉 Inserir link/foto histórica ou registro acadêmico da comunidade adjacente ao estádio. Legenda sugerida: A Favela do Rato, conhecida como Rato Molhado, área sujeita às cheias do Paraibuna. TEXTO Entre dois rios a memória arma seu campo. À beira do Rio Paraibuna, o velho estádio do Tupi Football Club respira em arquibancadas de concreto nu, como um pulmão mineral da cidade. Atrás da geral, a Favela do Rato — o Rato Molhado — aprende a nadar nas cheias, como se cada inverno fosse uma prorrogação imposta pela geografia e assinada pelas nuvens. Ali, o menino que se fez Eurico escuta dois hinos: o da torcida que sobe em ondas humanas, e o da água barrenta que murmura salmos de enchente. O campo é retângulo, mas o destino é curva de rio. À margem do Rio Tietê, o Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte — Canindé — ergue suas traves como cruzes laicas fincadas na várzea industrial. Perto dali, na favela que o progresso prometeu apagar com régua e decreto, Carolina Maria de Jesus recolhe papéis e dias — e dos restos fabrica eternidade. Em Quarto de Despejo, a cidade se encara no espelho estilhaçado da própria consciência e descobre que a fome também escreve. Eurico corre sobre a grama: profissão é destino que se treina. Carolina escreve sobre o papel achado: destino é verbo que se conjuga na primeira pessoa da necessidade. Ele cruza a bola; ela cruza a frase. Ele mede o campo em jardas invisíveis; ela mede o mundo em latas de feijão e páginas salvas do lixo. Nunca se encontraram — mas ambos aprenderam a jogar contra a correnteza, porque todo rio ensina resistência. Entre Juiz de Fora e São Paulo há uma diagonal secreta, um passe longo traçado sobre o mapa do Brasil. Nela repousa o fantasma do Volante Futebol Clube, rubro-negro dos motoristas, campeão invicto de 1949, cuja poeira ainda dança na Avenida Getúlio Vargas como se fosse confete tardio de um carnaval esquecido. Seu campo na Rua Santo Antônio virou silêncio urbano — mas o silêncio também é uma forma de torcida, e às vezes a mais fiel. Penso em Murilo Mendes, que ensinou Juiz de Fora a conversar com anjos distraídos e a transformar esquina em metafísica. Ele saberia que dois rios não são apenas rios: são frases líquidas que Deus escreve sem revisão. O Paraibuna carrega a infância e o barro. O Tietê carrega a indústria e o despejo. Um traz a memória da várzea interiorana; outro, o rumor da metrópole que não dorme. Entre um e outro, um atleta de Niterói e uma escritora de Sacramento se refletem como astros improváveis no mesmo céu suburbano — constelações que nunca se tocaram, mas brilham na mesma noite social. O futebol quis eternizar o gesto. A literatura quis eternizar a fome. Ambos lutaram contra o apagamento. E se Juiz de Fora ainda deve homenagem ao filho que partiu, talvez precise antes escutar seus rios: eles repetem, em língua de enchente e ferrugem, que nenhum talento nasce sozinho. Sempre há uma favela atrás da geral. Sempre há um livro atrás da miséria. Sempre há um campo invisível onde vidas que nunca se tocaram se cruzam no ar — como dois passes simultâneos lançados por Deus na prorrogação da História. Milton Nascimento Naná Vasconcelos San Vicente Naná Vasconcelos - Amazonas -1973 "A sensibilidade musical do saudoso Naná Vasconcelos que parecia se fundir aos seus instrumentos, criando uma atmosfera lúdica; unida à técnica natural e perfeita de Milton Nascimento, Homem que já teve sua voz comparada a um instrumento, por entoar cânticos que emocionam e nos aproximam das nuvens. Registro extraído do programa de TV norte-americano "Sunday Night", do ano de 1988, apresentado por Jools Holland e David Sanborn. A canção "San Vicente" é uma composição de Milton Nascimento e Fernando Brant."
sábado, 21 de fevereiro de 2026 Naná Vasconcelos, por Ivan Alves Filho O tempo das lembranças, sempre elas...Com o músico Naná Vasconcelos, aprendi muito sobre a música brasileira e internacional. Percussionista extraordinário, pernambucano, Naná tinha um nome barroco: Juvenal de Holanda Vasconcelos. E era de uma simplicidade a toda prova. Na França, ele desenvolveu um trabalho com as crianças autistas, no espaço de um hospital dirigido pelo psiquiatra Tony Lainé. Certa vez, apresentando-se para um público em uma sala desse hospital, Naná perguntou a uma das crianças – visivelmente maravilhada com o que ouvia do berimbau tocado por ele – o que achava de sua música. E a criança respondeu, imediatamente: – On dirait le vent! (Dir-se-ia o vento!). Impossível uma definição melhor. Músico premiado no mundo inteiro, tendo se apresentado com nomes internacionais como Miles Davis e John Coltrane, Naná tinha a humildade de desenvolver um trabalho terapêutico nos arredores de Paris na segunda metade dos anos 70, quando nos conhecemos. Sua carreira de tantos êxitos incluía espetáculos na França, Suécia e nos Estados Unidos, por exemplo. Tinha um disco dele que eu adorava, Amazonas. Eu liguei para Pernambuco e conversei com ele poucos meses antes de sua morte, ocorrida em 2016. Na ocasião em que falei com ele ao telefone, Naná me disse que estava desenvolvendo um trabalho com uma banda de música de Olinda, isto é, voltando de certa forma às suas origens, pois começou como músico de banda. Aliás, uma observação: as bandas estão para os músicos como o circo para os atores. Eu tive o prazer de entrevistar Naná Vasconcelos para o Jornal de Debates, que Mattos Pimenta estava retomando, em plena ditadura Geisel, em 1976. O jornal, que teve colaboradores da qualidade de Luiz Carlos Prestes, Aparício Torelly e Rubens Paiva, se notabilizou por sua defesa da Petrobrás e por seu antifascismo, nos anos 40 e 50. Mas, na década de 70, foi sufocado pela ditadura militar, circulando por poucos meses. Eram os tempos dos contratos de risco da ditadura Geisel. A maré não estava para peixe, como se diz. Nessa entrevista, Naná Vasconcelos falava de sua volta iminente ao Brasil e ela repercutiu de tal forma que Milton Nascimento – com quem Naná tocou, no período do Som Imaginário –, em uma de suas magistrais composições, entoou pouco depois: “Naná já vem...” "A sensibilidade musical do saudoso Naná Vasconcelos que parecia se fundir aos seus instrumentos, criando uma atmosfera lúdica; unida à técnica natural e perfeita de Milton Nascimento, Homem que já teve sua voz comparada a um instrumento, por entoar cânticos que emocionam e nos aproximam das nuvens. Registro extraído do programa de TV norte-americano "Sunday Night", do ano de 1988, apresentado por Jools Holland e David Sanborn. A canção "San Vicente" é uma composição de Milton Nascimento e Fernando Brant."

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