Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
O meu pai sempre me dizia com seu jeito de falar
Beba Nelson CavaquinhoSamba-Enredo 1949 - Ah Se Eu Fosse FelizG.R.E.S Feliz Lembrança
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
Ah, se eu fosse feliz
Pra poder sorrir e cantar, beber
E aquela mulher amar
O destino não quis, tenho que me conformar
A vida e tão boa pra quem tem o seu amor
Sou a tristeza em pessoa, vou chorando a minha dor
Perguntei ao onipotente: Meu Deus, que mal eu fiz?
Vejo tanta felicidade, e eu não sou feliz
Composição: Djalma Carvalho / Juquita / B.O.. Som de elefante - elephant soundFesta ImodestaCaetano VelosoMelhor Som de Elefante/Efeito Sonoro de ElefanteEFEITO SONORO LSFesta Imodesta Chico Buarque - Tema
25 de jun. de 2022 #elefante #paquiderme
#elefante #osomdoelefanfe #paquiderme Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta o elefante emite um som alto que pode ser ouvido a kms de distância.
? COM LIXO RECOLHIDO PELOS GARIS LÁ SE FOI TAMBÉM O ESCÂNDALO BAIANO, COM ESSES ASSISTINDO DE CAMAROTE.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; ele veria a "teoria do medalhão" aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes, entre o lúdico, o lúcido e o transe, poderia ser traduzido nessa crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa "quadrilha" buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde "ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)".
O Ponto de Vista de Merval e Machado:
"Vejam," diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida, "como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade. Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco de um teodolito sobre a massa 'enlatada' na pista. Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o Teorema de Bayes explica."
Merval, com a sobriedade de quem analisa o "balé dos poderes" na GloboNews, assentiria. Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d'água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O "Lixo" e o Banco Master
A imagem final da sua provocação é o ápice do realismo: a CONLURB entrando na avenida. No final da noite, o que sobra?
O Entulho Físico: Restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O Entulho Político: O escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, que — na esperança dos presentes — deveria ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com aquele seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo. O "amigo dono do banco" é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas. A ausência do "coleguinha de outros bacanais" no camarote é o silêncio mais eloquente da noite.
O Transe Final: De Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque que você evoca — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe. A "quadrilha" amorosa de Carlos e Dora vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
"Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor..."
O drama aqui é o de manter a toga (ou a futura vaga nela) limpa enquanto a "roupa suja da cuja se lava no meio da rua". Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF, Jorge Messias, permanecem no "pijama aberto" do poder, confiando que a "família/armadilha" política os proteja do cheiro de peixe que fica após o banquete.
A Constatação de Machado:
Ao final, Machado escreveria que a verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem. Se o escândalo do Banco Master foi varrido para o aterro sanitário ou se será reciclado na próxima eleição, é uma questão de conveniência bayesiana.
Como diria o Bruxo: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." Mas Sidônio e seus pupilos baianos esperam transmitir, ao menos, o legado do poder — devidamente limpo pela mangueira da CONLURB.
Gostaria que eu explorasse como Machado descreveria especificamente a fisionomia de Jorge Messias sob a luz dos holofotes da Sapucaí enquanto aguarda a "benção" do Senado?
Flor da Idade - Chico Buarque ( Legendado)Alberto Nogueira
NO PRÓXIMO ENSAIO, MACHADO EXPLICARÁ AS AUSÊNCIAS DE HADDAD E DO DIRETOR DA PF. E A MOITA EM QUE O ADVOGADO SE ESCONDEU NO ESCURINHO DO CAMAROTE. FAÇA UMA PRÉVIA SEM ADIANTAR O ENREDO, MAS JÁ ENREDANDO O LEITOR E SUAS AMIGAS LEITORAS.
Para o nosso próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho já prepara a pena, molhando-a no nanquim da mais fina ironia. Ele, que sempre soube que o que se cala é muito mais eloquente do que o que se grita na avenida, debruçar-se-á sobre os vazios estratégicos daquele camarote.
Eis uma prévia do que Machado — este "par" de Merval na eternidade da ABL — está a alinhavar para enredar você e as suas amigas leitoras:
O Ensaio: A Geometria das Sombras
I. O Ausente como Protagonista
Machado começará por explicar que, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença. Fernando Haddad, com sua gravidade de quem carrega o Erário nos ombros, e o Diretor da PF, guardião das chaves que ninguém quer ver girar, não faltaram por desleixo. Machado diria que eles praticaram a "abstenção aristocrática". Enquanto a Niterói cantava o operário, eles preferiram o silêncio dos gabinetes, pois sabem que, onde há muita luz e samba, o olhar da Justiça costuma sofrer de astigmatismo.
II. A Moita do "Bebeto" (ou a discrição de Messias)
Sobre o nosso Advogado-Geral — o "irmão" que aguarda o óleo da unção senatorial —, Machado dedicará um parágrafo de sombras. Ele descreverá como um homem pode estar fisicamente entre o brilho das lantejoulas e, ainda assim, habitar uma "moita" metafísica. No escurinho do camarote, protegido pelas cortinas de veludo e pela fumaça dos charutos alheios, o pretendente ao STF praticou a arte de ser invisível aos olhos do povo, mas onipresente aos ouvidos do Presidente.
III. O Teorema da Conveniência
Machado mostrará que a "moita" não é um esconderijo, mas um púlpito silencioso. Ele analisará como o olhar de Messias, fixo nas latas de conserva da avenida, não via o lixo que os garis varreriam depois, mas sim a solidez das colunas de mármore da Praça dos Três Poderes.
"Há pessoas que têm o dom de estar em um banquete como se estivessem em um jejum," sussurraria o Bruxo.
O que esperar do enredo:
As leitoras descobrirão que o carnaval daquele camarote foi um jogo de "quem não vê, não depõe". Onde a estatística de Sidônio Palmeira encontrou o seu limite e onde a astúcia baiana de Rui e Wagner precisou de um "intervalo na folia" para ajustar as contas com os deuses e com os bancos.
Ao final, o ensaio revelará que o verdadeiro desfile não aconteceu na passarela de asfalto, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder. E que, para alguns, a quarta-feira de cinzas começou muito antes do primeiro raio de sol, no exato momento em que decidiram que o melhor lugar para se estar era... em lugar nenhum.
D
Chico Buarque - Paratodos - (Com Letra Na Descrição) - (Com Legendas) - (CC)JC Pasquini
Esta é uma crônica escrita ao estilo de Rubem Braga, o "Sabiá da Crônica", trocando a secura brutalista de Rubem Fonseca pela melancolia solar e lírica do capixaba radicado no Rio. É o olhar de quem observa o mar de Ipanema, mas enxerga nele as sombras do Catete e as engrenagens de Cartola.
O Mar Não Tem Cabelo
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão, e a razão dos velhos marinheiros é coisa que código nenhum de jurista consegue revogar: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma, mas só encontra a espuma do que passou.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos Códigos Civis, relatorias no Supremo, protocolos de palácio. Mas o Brasil, meu caro, é um agosto eterno. É o mês em que o ar fica pesado no Catete e o "ancião precoce" de 71 anos decide que só o tiro no peito é capaz de parar o moinho. Agenor, o nosso Cartola, andava por aqueles corredores de vassoura na mão, vendo a história ser escrita com sangue antes de ir lavá-la com o balde. Ele sabia, com aquela discrição de quem já nasceu sabendo, que o mundo ia triturar tudo.
Depois veio o barquinho de papel do João. Uma leveza de bossa que parecia dizer: “agora o mar é nosso, é manso”. Doce ilusão de quem nunca viu Glauber Rocha entrar em transe. O barquinho de João Gilberto não aguentou o mar de Caymmi — aquele mar que exige o corpo do pescador como tributo. A Bossa virou Cinema Novo, e o cinema virou esse transe que a gente ainda vive hoje, onde as Excelências se alteram e os advogados flanam com a elegância de quem sabe que a justiça, no fim, é uma farsa que se repete para não virar tragédia de vez.
Vejo o Osmar Prado, o ator, encarnando o morto longevo de 54 no pátio de um sindicato de 2018. É a mesma cena, mudam-se os figurinos, mas o mar... ah, o mar continua sem cabelo. A gente tenta segurar no leme do Mensalão I, do Mensalão II, das anulações e das relatorias, mas a maré sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui do meu canto, entre o Espírito Santo da minha infância e o Rio dessa minha maturidade cansada, eu só peço uma coisa: que a gente não perca a poesia da moenda. Se o moinho vai nos reduzir a pó, que seja um pó de estrela, ou o pó de café que agora esfria na minha xícara.
O mar não tem cabelo, é verdade. Mas enquanto houver um samba do Agenor para cantar no convés, a gente vai navegando. Mesmo que seja para lugar nenhum.
G
a.
#elefante #osomdoelefante #paquiderme
Conheça o som do elefante, o maior animal terrestre do planeta.
O elefante emite um som alto que pode ser ouvido a quilômetros de distância.
Com o lixo recolhido pelos garis, lá se foi também o escândalo baiano
E com esses assistindo de camarote.
A cena que você desenha é um verdadeiro Memorial de Aires moderno, onde a crueza do realismo machadiano encontra o cinismo da política contemporânea sob o brilho efêmero da purpurina. Se o Bruxo do Cosme Velho estivesse ali, encostado no parapeito do camarote ao lado de Merval Pereira, ele não veria apenas um desfile; veria a teoria do medalhão aplicada à estatística bayesiana de Sidônio Palmeira.
Eis como esse encontro de mentes — entre o lúdico, o lúcido e o transe — poderia ser traduzido nesta crônica imaginária:
A Crônica: O Entulho das Ilusões na Sapucaí
Machado, com seu olhar de quem conhece os subúrbios da alma e os salões da corte, observaria o desfile da Acadêmicos de Niterói como uma vasta metáfora da nossa “quadrilha” buarquiana. Ele veria os ministros baianos — Rui e Wagner — não como foliões, mas como personagens de um capítulo de Quincas Borba, onde “ao vencido, o ódio; ao vencedor, as batatas (ou o camarote)”.
O ponto de vista de Merval e Machado
“Vejam”, diria Machado a Merval, ajustando o monóculo para a avenida,
“como a engenharia de Sidônio substituiu o destino pela probabilidade.
Ele não conta com a sorte; ele calcula a esperança como quem ajusta o foco
de um teodolito sobre a massa enlatada na pista.
Mas a matemática, meu caro colega da ABL, tem desarranjos que nem mesmo o
Teorema de Bayes explica.”
Eles olhariam para os braços erguidos de Rui Costa e Jaques Wagner, que trocam a Baía de Todos os Santos pelo espelho d’água da Guanabara, buscando uma Iemanjá que aceite, em oferenda, não flores, mas o esquecimento.
O “lixo” e o Banco Master
A imagem final é o ápice do realismo: a COMLURB entrando na avenida.
O entulho físico: restos de isopor, penas sintéticas e latas de cerveja.
O entulho político: o escândalo envolvendo o Banco Master e as conexões baianas, na esperança de ser varrido junto com os confetes.
Machado sorriria com seu pessimismo elegante. Para ele, a história é um círculo.
O “amigo dono do banco” é apenas mais um personagem que saiu de cena antes do amanhecer, para não ser pego pela luz crua da quarta-feira de cinzas.
O transe final: de Chico a Vorcaro
A trilha sonora de Chico Buarque — Flor da Idade e Paratodos — amarra o transe.
A quadrilha amorosa vira a quadrilha política dos interesses cruzados.
“Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor…”
O drama é manter a toga limpa enquanto a roupa suja se lava no meio da rua.
Enquanto os garis varrem a passarela, os ministros e o indicado ao STF permanecem no pijama aberto do poder, confiando que a família política os proteja do cheiro de peixe que sempre fica após o banquete.
A constatação de Machado
A verdade não está no desfile, nem nos discursos, mas no que os garis recolhem.
Se o escândalo foi varrido para o aterro ou reciclado para a próxima eleição, isso é apenas uma questão de conveniência bayesiana.
Prévia do próximo ensaio: A Geometria das Sombras
No próximo encontro de almas e letras, o Bruxo do Cosme Velho voltará a tratar das ausências — porque, na Corte, a ausência é uma forma refinada de presença.
O ausente como protagonista: Haddad e o diretor da PF, praticando a abstenção aristocrática.
A moita do advogado: a arte de estar presente sem ser visto, invisível ao povo e audível ao poder.
O teorema da conveniência: quando o silêncio fala mais alto que o samba.
O verdadeiro desfile não aconteceu na avenida, mas no corredor de sombras que liga o camarote ao poder.
O Mar Não Tem Cabelo
(Crônica ao estilo de Rubem Braga)
Olho daqui da minha varanda, entre um gole de café e o passarinho que me visita, e me lembro do Mestre Antenor. Ele tinha razão: o mar não tem cabelo. É liso, é vago, é um abandono azul onde a gente tenta cravar as unhas da alma e só encontra espuma.
A gente passa a vida tentando grampear a realidade. Inventamos códigos, relatorias, protocolos. Mas o Brasil é um agosto eterno. Um mês pesado, onde a história insiste em se escrever antes de ser lavada.
O barquinho de papel não aguentou o mar. A bossa virou transe. O transe virou costume. E o costume é essa maré que sempre volta para buscar o que é dela.
Aqui, entre o Espírito Santo da infância e o Rio da maturidade cansada, peço só uma coisa: que não percamos a poesia da moenda.
O mar não tem cabelo.
Mas enquanto houver um samba para cantar no convés, a gente segue navegando.
Mesmo que seja para lugar nenhum.
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