segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Favela

Barracão de Zinco


Elizeth Cardoso - Barracão de Zinco

The brazilian singer Elizeth Cardoso sing Barracão de Zinco, probable her bigger success, with the band Época de Ouro and the Jacob do Bandolim.

A cantora Elizeth Cardoso canta Barracão de Zinco, provavelmente seu maior sucesso, com o Conjunto Época de Ouro e Jacob do Bandolim.

“Em 1936, Francisco Alves gravou Favela, parceria de Roberto Martins e Valdemar Silva, um de seus maiores sucessos, que se tornou um dos grandes clássicos da música popular brasileira e que foi regravada por Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Ataulfo Alves, Maysa e as orquestras de Severino Araújo e Zacarias.”

 “No ano seguinte, compôs aquele que seria seu maior sucesso, o samba "Favela", com Roberto Martins, gravado por Francisco Alves na Victor e um de seus maiores sucessos, que se tornou um dos grandes clássicos da música popular brasileira e que foi regravada por Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Ataulfo Alves, Maysa e as orquestras de Severino Araújo e Zacarias.”

Roberto Martins

Roberto Martins
29/1/1909 Rio de Janeiro, RJ
14/3/1992 Rio de Janeiro, RJ
Compositor.

Filho de Francisco José Martins e Isaura Machado Martins. Sua mãe era pianista. Com um ano de idade ficou órfão de pai. Estudou na Escola Pública Teófilo Otoni. Com doze anos de idade começou a trabalhar em uma fábrica de manteiga no bairro da Tijuca. Foi empalhador da Fábrica Ortiz, em São Cristóvão, de onde saiu oficial com 15 anos. Já nessa época, começou a compor suas primeiras músicas. Trabalhou depois no comércio de calçado, atividade em que permaneceu até os 20 anos de idade. Trabalhou como balconista da Casa Azamor na Rua da Carioca e posteriormente na Casa Pereira Bastos, na Rua do Ouvidor. Em 1929, entrou para a Polícia como guarda-civil. Viúvo de seu primeiro casamento em 1931, casou-se novamente em 1940, e, após separação, realizou um terceiro casamento do qual nasceram três filhos, Yole Grillo (sobrenome de casada), Elizabeth Martins, e Jorge Roberto, que seria pianista amador, jornalista e ex-presidente do MIS do Rio de Janeiro. Em 1937, foi transferido para o 5º Distrito como investigador, lá permanecendo até 1939, quando conseguiu licença de dois anos, não mais voltando à Polícia. Desde então, passou a dedicar-se exclusivamente à música.

Compondo sempre com muito sucesso, a partir de fins da década de 1940, dedicou-se com mais intensidade a seu trabalho na UBC (União Brasileira de Compositores), da qual foi sócio fundador. Foi eleito inspetor (1948), tesoureiro (de 1950 a 1954), administrador (de 1954 a 1958) e finalmente, inspetor-geral, sendo responsável por toda a cobrança no então Estado da Guanabara.


Valdemar Silva

Valdemar Moniz da Silva
23/10/1911 Rio de Janeiro, RJ
12/6/1990 Rio de Janeiro, RJ

Compositor. Ritmista.

Foi criado em um ambiente musical. Sua avó Serafina Lopes Faria tocava sanfona e cantava jongo. Passou a trabalhar ainda muito jovem, tendo exercido desde os 12 anos de idade várias profissões. Aos 20 anos passou a trabalhar como feirante, profissão a qual se dedicou por 38 anos. Começou a compor na adolescência, sendo sua primeira obra o samba "Com fome e com frio", que ficou incompleto.

Participou da fundação da UBC, onde se manteve até 1946, quando passou a colaborar para a fundação da Sbacem.

Favela
Francisco Alves

1936



Favela oi, favela,
Favela que guardo no meu coração
Ao recordar com saudade
A minha felicidade
Favela dos sonhos de amor
E do samba-canção

Hoje tão longe de ti
Se vejo a lua surgir
Eu relembro a batucada
E começo a chorar
Favela das noites de samba
Berço dourado dos bambas
Favela é tudo que eu posso falar.

Favela oi
Minha favela querida
Onde eu senti minha vida
Presa a um romance de amor
Numa doce ilusão
E uma saudade bem rara
Na distância que nos separa
Eu guardo de ti esta recordação.
Composição: Roberto Martins e Valdemar da Silva

Favela
Carlos Galhardo

1939



Favela
Severino Araújo e sua Orquestra



Desce Favela
Blackout

samba.blogspot.com Desce Favela Bide e Sebastião Gomes Blackout e Orquestra Tabajara, 1949 Favela, nós estamos na avenida a te esperar ...




FAVELA
SILVIO CALDAS

1956



Na verdade esse samba é de Hekel Tavares e Joracy Camargo. É que existe outra música com o mesmo nome.
Favela, de Roberto Martins e Valdemar Muniz da Silva, Silvio Caldas, gravação de 56, Samba, mais tarde Mayza Matarazzo, gravaria Favela, de uma estonteante, beleza, e faria tremendo sucesso. 

Favela
Ataulfo Alves



Favela
(Ataulfo Alves)
Compositores: Hekel Tavares e Joracy Camargo

No carnaval me lembro tanto da favela
onde ela morava
Tudo o que eu tinha era uma esteira e uma panela
mas ela gostava

Por isto eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade foi a vida que passou.
E minha favela que era minha e que era dela
só deixou muita saudade porque o resto ela levou

Me lembro tanto do café numa tigela
que ela me dava
E de umas rezas que, por mim, lá na capela,
só ela rezava.

Por isso eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade foi a vida que passou.
E a favela que era minha e que era dela
só deixou muita saudade porque o resto ela levou.

Eu, outro dia, fui lá em cima, na favela,
mas ela não estava
Onde era a casa encontrei uma chinela
que ela sambava


Por isso eu ando pelas ruas da cidade
Vendo que a felicidade foi a vida que passou.
E a favela que era minha e que era dela
só deixou muita saudade porque o resto ela levou


Favela
Maysa



Favela dos Meus Amores - Sílvio Caldas


Favela dos Meus Amores, 1935



"Favela dos Meus Amores", filme dirigido por Humberto Mauro em 1935, cuja história se passa num morro carioca, com Rodolfo Mayer, Carmen Santos, Armando Louzada, dentre outros, e Sílvio Caldas atuando como cantor e ator. Aqui ele nos conta de sua participação na rica trilha sonora, em que se destaca os clássicos "Torturante Ironia" (de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e o extraordinário samba "Inquietação" (de Ary Barroso). Pena que este marco do início de nosso cinema falado se perdeu para sempre, só restando as canções que foram gravadas. Acrescentamos no vídeo a música "Arrependimento" (de Sílvio Caldas e Cristóvão de Alencar), que fez parte do filme, acompanhado por Benedito Lacerda e seu Conjunto.


Inquietação
Silvio Caldas

Quem se deixou escravizar
E, no abismo, despencar
Por um amor qualquer
Quem, no aceso da paixão
Entregou o coração
À uma mulher
Não soube o mundo compreender
Nem a arte de viver
Nem chegou, mesmo de leve, a perceber
Que o mundo é sonho, fantasia
Desengano, alegria
Sofrimento, ironia
Nas asas brancas da ilusão
Nossa imaginação
Pelo espaço, vai, vai, vai
Sem desconfiar
Que mais tarde cai
Para nunca mais voar

Composição: Ary Barroso


Arrependimento
Silvio Caldas
 

O arrependimento quando chega
Faz chorar, faz chorar
Os olhos ficam logo rasos d'água
E o coração parece até que vai parar

Para ver se te esquecia
Procurei amar alguém
Mas eu vi que não podia
Viver sem te querer bem
Hoje estou arrependido
Implorando o teu perdão
Muito eu tenho sofrido
Com esta separação

O arrependimento quando chega
Faz chorar, faz chorar
Os olhos ficam logo rasos d'água
E o coração parece até que vai parar

Fui o único culpado
Da nossa separação
Por isso tenho amargado
Pagando na solidão
O meu arrependimento
É sincero de verdade
Pense ao menos um momento
Na nossa felicidade.
Composição: Silvio Caldas / Cristovão de Alencar

Favela
Banda Sinara


 

Favela sou eu
Favela é você

Olhar sincero, mundo observador
Diferenciado pelos beneficiados
Somos soltos, e aprendemos no dia-a-dia
A minha mensagem lucida vai entrar na sua vida

Aqui você aprende, aqui você se entende
A sua injustiça não entra na família
Eu tô no construção da minha vida
Pedreiro com cimento de palavras
Concreto e direto!

Favela sou eu
Favela é você

Direta ou indiretamente
Quem chega não consegue esquecer
A crua realidade vai sensibilizar você
Mas a beleza é o sorriso que ela da
Quando te vê

Favela sou eu
Favela é você

Diante de qualquer vacilão
Aqui a lei é diferente, quem faz a lei é a gente

Favela sou eu
Favela é você
Composição: Luthuli Ayodele

FAVELA DOS MEUS AMORES

Filme desaparecido  

Outras remetências de título:
ALMA DO SAMBA
Categorias
Longa-metragem / Sonoro / Ficção

Material original
35mm, BP, 2982m, 24q

Data e local de produção
Ano: 1935
País: BR
Cidade: Rio de Janeiro
Estado: DF


Certificados
Censura Federal, Rio de Janeiro, entre 01 e 15.10.1935; renovação de Censura Federal (com metragem de 2.600m), para a Brasil Vita Filmes, entre 16 e 31.08.1946.
Circuito exibidor
Exibido no Rio de Janeiro em outubro de 1935, no Alhambra, segundo Cinearte de 01.01.1936.
Exibido em São Paulo de 25.11 a 01.12.1935 no Odeon (Sala Vermelha); de 02 a 04.12 no Santa Cecília e Paratodos; de 09 a 12.12 no Glória; de 11 a 15.12 no República; de 12 a 15.12 no Brás-Politeama; de 23 a 24.12 no Capitólio e Mafalda; de 30 a 31.12.1935 e 01.01.1936 no Central; de 09.01 a 12.01 no São Caetano, de 16 a 19.01 no América e Marconi; de 23 a 26.01 no Recreio; de 02 a 04.03 e de 07 a 08.03 no São Jorge; a 08.03 no Santo Antônio; de 13 a 15.03 no Moderno; de 23 a 25.03 no Oberdan; de 20 a 23.04 no Rialto; de 22 a 23.04 no Marconi e a 21.05.1936 no Moderno; de 23.12 a 29.12.1946 no Pedro II e a 30.12.1946 no Santa Helena.
Sinopse
"Dois rapazes recém-chegados de Paris trazem maravilhosas ideias civilizadoras dentro do cérebro. Como, porém, voltaram sem vintém, começaram a apelar para um leilão dos móveis e objetos de arte que guarnecem sua 'garconiére', último vestígio da passagem da opulência. A grande ideia seria instalar um cabaré na favela! Para turistas à cata de novas sensações e também para os habitantes da cidade. O capitalista seria o Sr. Palmeira - português capacitado e amante de crioulas -, e o Sr. Palmeira ficou encantado com a ideia. No morro, famosos, um dos rapazes experimenta a maior surpresa: encontrou ali, vivendo entre os humildes, ensinando a ler às crianças, Rosinha, uma princesinha encantada, rainha do morro e logo - como é uso nos filmes - por ela se apaixonou. Rosinha era amada pelos cantores de samba do morro e. que acontece então?" (JCB/Chan)
Gênero
Musical
Termos descritores
Favela; Música popular brasileira
Termos geográficos
Rio de Janeiro - DF
Produção
Companhia(s) produtora(s): Brasil Vox Filme
Produção: Santos, Carmen

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s): D.F.B. - Distribuidora de Filmes Brasileiros

Argumento/roteiro
Argumento: Pongetti, Henrique
Roteiro: Mauro, Humberto


Direção
Direção: Mauro, Humberto

Fotografia
Câmera: Mauro, Humberto
Assistência de câmera: Nunes, Oswaldo

Som
Sonografia: Mauro, Humberto

Montagem
Montagem: Mauro, Humberto

Direção de arte
Cenografia: Collomb, Hipolito

Canção
Título: Ao luar;
Autor da canção: Barroso, Ari;
Intérprete: Santos, Carmen;

Título: Favela dos meus amores;
Autor da canção: Nássara;

Título: Quando um sambista morre;
Autor da canção: Barroso, Ari;

Título: Favela;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Fado, O;
Autor da canção: Vivas, maestro;
Intérprete: Orfeao Português;

Título: Todinha;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Ironia torturante;
Autor da canção: Caldas, Silvio;
Intérprete: Caldas, Silvio;

Título: Quase que eu disse
Autor da canção: Caldas, Silvio
Intérprete: Caldas, Silvio

Identidades/elenco:
Santos, Carmen (Rosinha, a professora)
Mayer, Rodolfo (Roberto)
Costa, Jaime
Almeida, Belmira de
Marzullo, Antônia
Louzada, Armando
Ferreira, Ítala
Dias, Pedro
Viana, Eduardo
Peraldo, Norma
Volusia, Eros
Teixeira, Osvaldo
Gonçalves, Liana
Ferreira, Jaime
Garcia, Arlete
Mingote
Prata, Leopoldo
Alencar, Cristovão de
Russo do Pandeiro

Conteúdo examinado: N
Fontes utilizadas:
Embrafilme/CMHM
JCB/Chan
AV/HM
JCB/OESP
JIMS/OESP
CENS/DOU
Cinearte
CEPA/CBCP, citando Diário da Tarde de 30.03 e Correio do Paraná, Gazeta do Povo, O Dia e O Estado, de 01.04.1937, Curitiba
Fontes consultadas:
AV/ICB
CS/FCB
MAM/Retrospectiva Carmen Santos
FSN/MCB
JRT/MPTC
MAM/Retrospectiva Rodolfo Mayer
ACPJ/75
ACPJ/CB: 1906-1968
JN/Manivela
MAM/Retrospectiva Humberto Mauro
JN/Imigrantes - Portugueses II
EOQ/ASM
Observações:
"10 partes", segundo JCB/Chan.
Companhia produtora <Brasil Vita Filmes>, após a perda dos direitos sobre a marca <Brasil Vox Filme>.
Ilustrações: O Estado de S. Paulo, 23.11.1935.
Fotografias: Cinearte, 15.07.1935, 15.08.1935; 15.07.1938.
MAM/Retrospectiva Rodolfo Mayer, informa que Humberto Mauro dividiu a fotografia com <Castro, Afrodísio de>; a cenografia estaria a cargo de <Whally, Charles>; acrescenta ainda como autor de músicas <Henrique, Valdemar>.
ALSN/DFB-LM indica <Comédia> como o gênero do filme.


Cinemateca brasileira

Referências
http://dicionariompb.com.br/roberto-martins/dados-artisticos
http://dicionariompb.com.br/roberto-martins/biografia
http://dicionariompb.com.br/valdemar-silva/biografia

http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=FILMOGRAFIA&lang=P&nextAction=search&exprSearch=ID=003694&format=detailed.pft

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