sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Jato

PEQUENA HISTÓRIA CIVIL DO BRASIL
Joaquim Cardozo
O Coronel de Macambira
(Bumba-meu-boi)


SOLDADOS, CABOS, SARGENTOS, TENENTES, CAPITÃES, MAJORES, CORONEIS, GENERAIS E MARECHAIS



‘A
ASCENSO FERREIRA
dedico este “Boi”’

O Coronel de Macambira
Sérgio Ricardo

ABERTURA

Bumba! Meu Boi, bumbá!
Cavalo marinho
Vem vem que vem dançando
Bem devagarinho

Cavalo marinho
De donde é que vem
Das praias de longe,
Das terras de além?

Bumba! meu boi, bumbá!
Que vem de chegar
Cavalo marinho
Das bandas do mar.

 TEMA DO CAPITÃO

Saibam todos os presentes
Que, para aqui enviado,
No meu cavalo marinho
Sou capitão bem montado

Sou conde condecorado
Com a cruz do tempo e do ar
Capitão de Altas Milícias
Cavaleiro de Além Mar

Venho aqui pela justiça
O justo direito de dar
Venho perseguir os fortes
E os fracos desagravar

Sou conde condecorado
Senhor de grande solar
Comigo trago mandato
De tudo remediar

Sou conde condecorado
Com a cruz do Tempo e do Ar
Sou comandante das nuvens
Errante no pelejar.


TEMA DO VALENTÃO

Quem é este que vem aí
Mais forte que um arsenal?
Mais perverso que valente
Mais frio do que um punhal?

Vem pela sombra do mato
Tocaia encruzilhada:
E a morte ronda os caminhos
Até o raiar da madrugada



Flor de Macambira - O Coronel de Macambira


Publicado em 4 de mar de 2013
pra matar de saudades!!!
Categoria
Música
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CORONEL DE MACAMBIRA 3º D FLOCA 2005


Publicado em 4 de set de 2013
Coronel de Macambira 3º D no Floca no ano de 2005, essa peça foi o inicio de uma amizade maravilhosa...
Anjos e Amigos... Todos temos um pouquinho de cada coisa... Um anjo nos toma pela mão e nos aproxima de Deus.

Um amigo foi enviado por Deus para aproximarmos dele.

Um anjo tem a obrigação de cuidar de nós...
Um amigo cuida de nós por amor...

Um anjo te vê sorrir, e observa tuas alegrias.
Um amigo, te faz sorrir, e faz parte das tuas alegrias.

Um anjo sabe quando necessitas da ajuda de alguém.
Um amigo, te ajuda sem saber que necessitas.

Um anjo te ajuda, evitando problemas.
Um amigo, te ajuda a resolvê-los.

Um anjo te vê sofrer, sem poder te abraçar.
Um amigo te abraça, porque não quer te ver sofrer.

Um anjo , na realidade, faz parte dos teus sonhos.
Um amigo, compartilha e luta para que seus sonhos
sejam uma realidade.

Um anjo sempre está contigo aí, não percebe a sua falta.
Um amigo, quando não está contigo, não só sente a
sua falta, mas também pensa em ti.

Um anjo vela seus sonhos,
Um amigo sonha contigo.

Um anjo aplaude teus triunfos.
Um amigo te ajuda para que triunfes.

Um anjo se preocupa quando você está mal.
Um amigo se alegra quando você está bem.

Um anjo recebe uma oração tua.
Um amigo faz uma oração por ti.

Um anjo te ajuda a sobreviver.
Um amigo vive por ti.

Para um anjo, é uma missão que cumpri.
Para um amigo, é uma obrigação te defender.

Um anjo é algo celestial.
Um amigo é uma oportunidade real de conhecê-lo melhor...

Na semelhança que há entre "o amor e a amizade.

Um anjo quer ser teu amigo.
Um amigo, se propõe também a ser o teu anjo...

E é alguém que te cuida nas noites mais turbulentas,
para que possa compartilhar de todos os seus sonhos.
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Pessoas e blogs
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CORONEL DE MACAMBIRA
O autor pernambucano Joaquim Cardozo (1897-1978) se inspirou no desfile de personagens e nas brincadeiras da festa popular do boi para criar O Coronel de Macambira, o primeiro de uma série de seis textos teatrais. A história que ele costura avança por meio de cenas quase independentes – a cada vez um novo personagem se apresenta e, em versos, faz seu solilóquio, sempre recebido por Matheus, Catirina e Bastião.
Sua peça-poema se solidariza com as dificuldades do povo brasileiro, evidencia os exploradores e dá voz às vítimas. Publicada em 1963, a obra ganha traços da dramaturgia contemporânea quando insere personagens estranhos à festa, como o Aviador e a Aero - moça, criando links com a realidade de seu tempo e, mais do que isso, chamando à cena a liberdade poética do autor. Em outra licença poética, coloca em cena o Soldado da Coluna, numa clara referência à utopia socialista que percorreu as estradas do Brasil.
Em 2001, a Prefeitura do Recife editou sua obra teatral em cinco volumes, onde estão também De uma noite de festa, Os anjos e os demônios de Deus, O capataz de Salema, Antonio Conselheiro e Marechal, boi de carro.




Flor de Macambira - Ser Tão Teatro
TV Itnet

Publicado em 18 de abr de 2012
Confira as fotos do espetáculo http://muraldefotos.itnet.com.br/1484
Categoria
Entretenimento
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OLHARES CRÍTICOS: Flor de Macambira
Por Alexandre Figueirôa

O Festival Recife do Teatro Nacional deu um belo presente para a comunidade do Coque na noite da segunda-feira: a apresentação do espetáculo Flor de Macambira com o Grupo Ser Tão Teatro. Durante uma hora, a praça em frente à Academia da Cidade, da Joana Bezerra, transformou-se num espaço festivo de entrelaçamento fraterno entre artistas que acreditam no teatro como gesto de encontro e habitantes das áreas pobres das grandes cidades brasileiras, sempre tão carentes de ações capazes de despertar neles o gosto pela poesia.



           Foto: Marcelo Lyra

Flor de Macambira é o terceiro trabalho do Ser Tão Teatro, grupo paraibano formado em 2007, na Universidade Federal da Paraíba, cuja carreira teve início com a montagem da peça Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, para palco tradicional. Em seguida o grupo apresentou Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna, espetáculo concebido para apresentações ao ar livre em parceria com o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal. E agora consolida definitivamente sua vocação para o trabalho em grupo, tendo como principal fonte de inspiração a dramaturgia popular brasileira, nesta adaptação do texto O Coronel de Macambira do pernambucano Joaquim Cardozo, feita por Rosyanne Trotta e pelos integrantes da trupe.

O espetáculo conta a história de Catirina e Mateus. Eles se apaixonam e decidem viver juntos, mesmo a contragosto da vontade do pai da moça. Para sobreviverem, acabam enfrentando uma série de dificuldades financeiras e Catirina sucumbe aos vícios e tentações mundanas para salvar a si e ao seu amado. A encenação concebida por Christina Steva segue a linha dramatúrgica do teatro popular com ênfase nas peripécias protagonizadas pelo casal em confronto com as forças do bem e do mal representadas por tipos do cotidiano nacional como o coronel malvado, o padre que só pensa em dinheiro, o bicheiro corrupto e o marqueteiro “enrolão”. Completa o projeto cênico as várias referências aos folguedos populares, principalmente o bumba-meu-boi.

A encenação transborda em alegria, graças ao espírito de festa com o qual o elenco se apresenta. Há um aproveitamento perfeito dos elementos cenográficos e adereços, com destaque para as máscaras usadas pelos atores que se revezam em diversos papéis. Outro dado importante é a maneira como a encenação introduz elementos da contemporaneidade – um número de funk, referências a comerciais e programas televisivos – evitando um engessamento e um purismo no trato com a cultura popular, mostrando que tradição e modernidade podem estabelecer um diálogo enriquecedor. E foi muito interessante, na apresentação do Coque, quando o grupo incorporou na encenação o espanto provocado pela passagem de um helicóptero sobre o Coque.

Além disso, tanto a coreografia das danças quanto a música ao vivo com sons de rabeca, bandolim e instrumentos de percussão emprestam ao espetáculo uma aura de festa popular, proporcionando uma proximidade maior com a plateia. Mesmo assim, embora Flor de Macambira tenha arrancado risos e aplausos calorosos, sentimos falta de uma melhor integração dos protagonistas Isadora Feitosa, como Catirina, e Winsthon Aquilles, no papel de Mateus, com os espectadores. Eles são bons intérpretes e atuam com desenvoltura, mas parecem ainda um pouco tímidos no contato direto com o público.

Na apresentação do Coque, em alguns momentos, houve ainda certa dificuldade para ouvirmos os diálogos, em parte provocado pelo ruído circundante em virtude da proximidade do viaduto da Joana Bezerra, mas também por necessidade de um melhor trabalho de voz com o elenco. Estes detalhes, todavia, de forma alguma macularam a apresentação do Ser Tão, um grupo dono de uma vitalidade ímpar e uma indiscutível dedicação a arte de encenar. Vê-los em cena é comovente e reconfortante por constatarmos que a crença no poder transformador da arte é uma utopia ainda possível.



UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE LETRAS E ARTES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS
Título:
A dinâmica da Palavra na Dramaturgia de Joaquim Cardozo: inter-relações entre o espaço da escrita e o espaço da cena
Por:
ANA CAROLINA DO RÊGO BARROS PAIVA
Orientadora: Profa . Dra EVELYN FURQUIM WERNECK LIMA
Rio de Janeiro-RJ
Março de 2009



O Coronel de Macambira
Sérgio Ricardo
 
ABERTURA

Bumba! Meu Boi, bumbá!
Cavalo marinho
Vem vem que vem dançando
Bem devagarinho

Cavalo marinho
De donde é que vem
Das praias de longe,
Das terras de além?

Bumba! meu boi, bumbá!
Que vem de chegar
Cavalo marinho
Das bandas do mar.


AEROMOÇA

Pastora sou de pastores
Baliza dos ventos frios
Pastora sou de aeronaves
Farol guiando os navios

Que , aos portos de Além do Além
Levam seus porões vazios
Pastora sou de aeronaves
Baliza dos ventos frios


JARDIM DO CÉU

Jardim do céu, do céu
Rosa branca, rosa breve
Jardim de plantas de nuvens
Jardim de nuvens de neve

Asas livres, asas leves
Voando no céu distante
Asas de um homem que aprende
Liberdade a cada instante

Jardim do céu, do céu
Jardim do céu
Jardim do céu, do céu
Jardim do céu


SOLDADO

Marchando vem pela estrada
Batendo as botas reiúnas
O soldado
O soldado
O soldado da coluna

Avançando pela estrada
Sob o sol e sob as chuvas
Marchou muitas, muitas léguas
E venceu em Catanduvas

Subindo serras, descendo
Abrindo largas estradas
Nem mesmo ser reunidos
Trabalhador e soldado.


BICHEIRO

Mas é seu Tenório
Bicheiro da vila
Com seu criatório
Esperto e finório,
Trazendo seus bichos
Aí está seu Tenório!

Agora o casório
Mateus-Catirinha
- Um par de simplórios!
Não é mais ilusório…

Esperto e finório,
Trazendo seus bichos
Aí está seu Tenório!


BICHOS DAS NOITES

São muitas horas da noite
São horas do bacurau
Jaguara avança dançando
Dançam caipora e babau

Au, au, au…au

Festa do medo, do espanto
De assambrações um sarau
Furando o tronco da noite
Um bico de pica-pau

Au, au, au…au

Andam feitiços no ar
De um feiticeiro marau
Mandingas e coisas feitas
Do Xangô de Nicolau

Au, au, au…au

Medo da noite escondido
Nos galhos de um pé de pau
A toda dança acompanha
Tocando o seu berimbau

Au, au, au…au

Um caçador esquecido
Que espreita de alto girau
Não vê cotia nem paca
Só vê jaguara u babau

Au, au, au,…au

Medo da noite, caveira
Na ponta de um varapau
Há um pio longo, agourento
-É mãe da lua, urutau

Au, au, au…au

junto da grande coité
onde prepara um mingau
mexe e remexe, mexendo
a sombra de galalau

Au, au, au…au

E um braço morto, invisível
Atira nagua um calhau
E as águas giram seus discos
Até um funil de um perau

Au, au, au…au

Finge que fuma e defuma
Fumando seu catimbau
Medo da noite com o rosto
Pintado de colorau

Au, au, au…au

Numa cangalha navegam
Como se fosse uma nau
E içando as velas, mortalhas
Passam jaguara e babau

Au, au, au…au

Montando um porco do mato
Como se fosse um quartau
Caipora vai perseguindo
O jacaré ururau

Au, au, au…au

Alguém soluça e lamenta
Todo esse mundo tão mau
Bicando a sombra da noite
Pinica e pinica o pau

Au, au, au…au

Alguém no rio agoniza
No rio que não dá vau
Alguém na sombra noturna
Morreu no fundo perau

Au, au, au…au


CAIU CAIU
Caiu caiu
Em terra ausente
Dos seus mais justos senhores
Terra que fugiu das mãos
Dos mais simples lavradores

Caiu
Da flor a semente
Não do fruto em noite escura
Semente, verde semente
Que um dia será madura.


COBRA

Vem o sol nascendo
Quando a morte passa

Parece dormir
Num chão de palha
Cascavel terrivel
Cascavel chocalha
Cobra salamanta!
Cobra coral!
O gado mordido
Não volta ao curral

Vem o sol nascendo
Quando a morte passa

É surucucu
Pico-de-jaca
É cobra tapete
É a jararaca
Na manhã nascente
Passa na estrada
Jararacussu
Urutu dourada
Vem o sol nascendo
Quando a morte passa


EMA

Gavião quando peneira
Peneira como urupema
Os bichos que são velozes
Não correm mais do que a ema

Correndo campos, baixos
Com matagis de jurema
Correndo o curso dos rios
Não correm mais do que a ema

Foge medroso o covarde
Antes as armas de um curema
As nuvens da tempestade
Não correm mais do que a ema.


ENGENHEIRO

Cuidado com o engenheiro
Que vem as terras medir
Ele é mais que feiticeiro
Para encantar e iludir

Seu instrumento: uma aranha
Tecendo vai os seus fios
E sempre alguém se emaranha
Nos seus desenhos vazios

Seu instrumento é roleta
De muitos mede a má sorte
Com traços de linhas retas
Separa a vida da morte


RETIRANTE

Daquele lado o que vemos
É uma figura de sombra
De gestos, cinza e silêncio
Quem de longe a vê se assombra

Por terras secas, desertas
Parece que é um retirante
Sentimos sua tristeza
Tão sem tempo e tão distante


FUI, FUI, FUI

Fui, fui, fui
Em fuga fui, fugindo fui

Cocorobó
Patamoté
Massaracá
Geremoabo

Fui, fui, fui
Em fuga fui, fugindo fui

Vasabarris
Aracati
Tapicuru
Jacuruci

Fui, fui, fui
Em fuga fui, fugindo fui.


GURIATÃ, CURIÓ

Guriatã, curió
Oh! patativa golada
Oh! Meu galo de campina
Cantando desde a alvorada

Sabiá da mata, sabiá
Sabiá gongá

Papa-capim, pintassilgo
Oh! Meu bem-te-vi passarinho
Saudando quem vai passando
Ao longe pelo caminho

Sabiá da mata, sabiá
Sabiá gongá

Oh! Minha ave araponga
Ferreiro deste sertão
Teu canto bate na serra
Responde o meu coração

Sabiá da mata, sabiá
Sabiá gongá

Cantadores do Nordeste
Cantando ao som do baião
Galopes a beira-mar
E os oito pés do quadrão

Sabiá da mata, sabiá
Sabiá gongá

Cantando vamos ao longe
Pela estrada do sertão
Cantando, vamos cantando
Salvar o boi e a nação

Sabiá da mata, sabiá
Sabiá gongá


MINHA FLOR, MINHA TERNURA

Minha flor, minha ternura
Meu jardim de malmequeres
Meu jardim de paquiviras
Teu silêncio se estendeu
Nas folhas das macambiras

Canário, canário branco
Canário branco

Teu corpo ficou ferido
Teu coração ficou preso
Nos gravatás dos espinhos
Tua voz se ttransformou
No canto de um passarinho

Canário, canário branco
Canário branco

Teu corpo se converteu
Na sombra de um ramo seco
Ramo simples de favela
Aonde rompeu as asas
A canarinha amarela

Canário, canário branco
Caneario branco

Eis a sombra que restou
Da bela fronde primeira
Quando em sombras desfolhadas
Arrastada pelo vento
Se perdeu na ribanceira

Canário, canário branco
Canário branco.


MORTE DO BOI

O meu boi morreu
Meu boi surubim
Que comprei na feira
De Belo-Jardim

Agora na vida
Que será de mim
Sem meu boi ponteiro
Meu boi surubim

Morreu, meu boi, morreu
Meu boi surubim
Sou pobre de tudo
Sou pobre de mim.


O AVIÃO

O avião, o avião, a avião caiu
Um luz no céu passar eu ví
O avião, o avião, o avião caiu
Na serra de Comunati

Ouvi passar Rasga-Mortalha
Ouvi cantar Pitiguari
O avião, o avião, o avião caiu
Na serra de Comunati.


O DOUTOR

Vem o doutor, vem trazendo
Sua seringa na mão
E às vezes, mesmo, benzendo
Quando não há salvação

Ai doutor!
Ai doutor!

Pastilhas, pós e pomadas
Emplasto, unguento e xarope
Tantas meizinhas usadas
Que a morte foge a galope

Ai doutor!
Ai doutot!

Cura os que vão pela vida
Das tripas desarranjadas
Cura a espinhela caída
A califa e o mau olhado

Ai doutor!
Ai doutor!


O BOI MORREU / TARDE VIM

O boi morreu, tarde vim

Nem mesmo pude saber
A que verdade cedeu…
-Este boi, de que capricho
de que inocência morreu?
Do sonho fiz um remédio
Que cura as dores mais fortes
Que dá consolo e esperança
Aos que adormecem na morte.
O boi morreu. Tarde vim
E não lhe pude aplicar
O meu mais certo saber:
Que é o de dar um sonho à morte
Que é o de ajudar a morrer.


PRODUTOR

Vem na frente o produtor
Logo após o economista
Mais atrás com seu tambor
O sagaz propagandista

Dizem que são justiceiros
Produtores de abundância
Na verdade são coveiros
No cemitério da infância

De tamanhos produtores
Bem se conhece o produto
Terras secas, gado morto
Gente faminta, de luto.


REVERENDO

Pelos caminhos chegando
É um padre que estou vendo
Daqui lhe faço a pergunta
A quem vem, seu reverendo?

Está de batina branca
Pois faz um calor
Tremendo
Assim repito a pergunta:
A que vem, seu reverendo?


SOU FILHO DE PERNAMBUCO

Sou filho de Pernambuco
Lá das bandas de Carpina
Da cana gosto do suco
Que tem nome Monjopira
Eduquei-me no trabuco
Matar gente é minha sina

Nasci também nesta terra
Que o sol castiga e descora
- terra de joaquim Nabuco -
Homem de bem, homem certo
Que era muito diferente
Desses "nabucos" de agora

Há muito que por aqui
Um sanguesinho não há
Mas pelo jeito parace
Que as coisas vão melhorar
Pois seu coronel Nonô
Acaba de me chamar

Há de ser briga valente
Com muito sangue de gente
Vai correr sangue de boi
E ninguém há de sobrar
Pra contar como é que foi.

TEMA DO CAPITÃO

Saibam todos os presentes
Que, para aqui enviado,
No meu cavalo marinho
Sou capitão bem montado

Sou conde condecorado
Com a cruz do tempo e do ar
Capitão de Altas Milícias
Cavaleiro de Além Mar

Venho aqui pela justiça
O justo direito de dar
Venho persequir os fortes
E os fracos desagravar

Sou conde condecorado
Senhor de grande solar
Comigo trago mandato
De tudo remediar

Sou conde condecorado
Com a cruz do Tempo e do Ar
Sou comandante das nuvens
Errante no pelejar.


TEMA DO VALENTÃO

Quem é este que vem aí
Mais forte que um arsenal?
Mais perverso que valente
Mais frio do que um punhal?

Vem pela sombra do mato
Tocaia encruzilhada:
E a morte ronda os caminhos
Até o raiar da madrugada

Composição: Poemas de Joaquim Cardoso




Raulzito e os panteras - 1967 (álbum completo)

Publicado em 13 de mar de 2013
Faixas:
1- Brincadeira 00:00
2- Por quê? Pra quê? 02:42
3- Um minuto mais 04:35
4- Vera verinha 06:21
5- Você ainda pode sonhar 08:20
6- Menina de amaralina 10:39
7- Triste Mundo 12:34
8- Dê-me tua mão 14:49
9- Alice Maria 17:27
10- Me deixe em paz 19:36
11- Trem 103 21:24
12- O dorminhoco 23:20
Categoria
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"O Trem Cento E Três" por Raulzito E Os Panteras (Google Play • iTunes)



(1971) Raul Seixas - Sessão das Dez Full Album

Publicado em 2 de jun de 2013
Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza". Sua obra musical é composta de 21 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como "Let Me Sing, Let Me Sing"4.


Álbum: Sessão das Dez
Ano: 1971
numero de faixas: 12


Faixa 1: Eta Vida ( Original ) (00:05)
Faixa 2: Sessão Das Dez ( Original ) (02:43)
Faixa 3: Eu Vou Botar Pra Ferver ( Original ) (05:02)
Faixa 4: Eu Acho Graça ( Original ) (07:24)
Faixa 5: Chorinho Inconsequente (10:09)
Faixa 6: Quero Ir ( Original ) (12:04)
Faixa 7: Soul Tabarôa (14:17)
Faixa 8: Todo Mundo Está Feliz (16:57)
Faixa 9: Aos Trancos e Barrancos ( Original ) (19:46)
Faixa 10: Eu Não Quero Dizer Nada (22:09)
Faixa 11: Dr. Paxeco (25:11)
Faixa 12: Finale (28:15)
Categoria
Música


Raul Seixas - Metrô linha 743 - 1984 (álbum completo)

Publicado em 16 de set de 2013
Faixas:
1 - Metrô Linha 743 00:00
2 - Um Messias Indeciso 02:48
3 - Meu Piano 07:42
4 - Quero Ser O Homem Que Sou (Dizendo A Verdade) 11:10
5 - Canção Do Vento 15:51
6 - Mamãe, Eu Não Queria 18:43
7 - Mas I Love You (Pra Ser Feliz) 22:56
8 - Eu Sou Egoísta 26:37
9 - O Trem Das Sete 29:46
10 - A Geração Da Luz 33:04
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"Metrô 743" por Raul Seixas (Google Play • iTunes)


Mamãe Eu Não Queria
Raul Seixas


 
Larga dessa cantoria menino
Música não vai levar você lugar nenhum
Peraí mamãe, guenta aí

Mamãe, eu não queria
Mamãe, eu não queria
Mamãe, eu não queria
Servir o exército

Não quero bater continência
Nem pra sargento, cabo ou capitão...

Composição: Raul Seixas · Esse não é o compositor? Nos avise.
Enviada por Ivan, Legendado por Edu



“Se me perguntassem: o que distingue o grande poeta? Eu responderia: Ser capaz de fazer um poema inesquecível. O poema que adere à nossa vida de sentimento e de reflexão, tornando-se coisa nossa pelo uso. Para mim, Joaquim Cardozo, entre os muitos títulos de criador, se destaca por haver escrito o longo e sustentado poema A Nuvem Carolina que é uma das minhas companheiras silenciosas da vida."
Carlos Drummond de Andrade


A NUVEM CAROLINA

No alpendre da casa de um antigo sítio
Onde morei por longo tempo – longos trabalhos –
Todas as manhãs eu vinha ver o dia
Que sobre as cajazeiras, longe, amanhecia.
Ao lado, ao alto permaneciam. . . entre-havia
Dois morros de matas virgens coroados.
Na abertura desses montes, sempre aparecia,
Na mesma posição, na mesma hora matutina,
Uma nuvem cor-de-cinza e leve bruma,
Com fímbrias e vestígios cor-de-ouro;
– Uma nuvem ficava entre os dois capões do mato
Por alguns quantos de tempos,
Por alguns modos de sombras temporais.

Uma vez tive a impressão que ela me acenava,
Me fazia, e tanto me fazia, em mímica, sinais:
– Gestos de fuga, de fraga, de fronde e curso d'água –
Símbolos de uma linguagem nova quase toda indecidível;
Não compreendi, a princípio, aquilo, o que nela significava,
Mas senti que eram gestos, e gestos são palavras.


                   Da formalização dos gestos da Natureza
Pode nascer sempre uma linguagem.


Resolvi subir o morro pela beira do corgo,
Plantado de jaqueiras novinhas.
E fui caminhando até junto da abertura das matas
Onde a formosa nuvem de cinza e ouro
Me aguardava. Perto cheguei.
Como numa só voz os gestos se fundiram,
A mim aderiram, a mim se ajustaram (juntos/disjuntos)
A mim se advinharam,
E enfim disseram em voz nevoenta:
– Estou cansada de ser um vôo,
Um vôo viúvo de uma asa; desejava ter
Comigo a asa. . . uma asa que fugisse, que batesse,
Que vibrasse no ar com um som. . .
– E eu lhe disse: – Por que apenas uma asa?
Podias ter/ser um ramo, um ramo de flores.
Um ramo de folhas verdes e sobreverdes,
Ramo de uma árvore das mais belas desta mata.
– E ela: – Ah! Quem me dera!
Me vestir de amarelo nos dias de Pau D'Arco,
Me vestir de roxas sucupiras nos momentos dos ares tristes.
Quem me dera!
– Voltei a dizer-lhe: – E por que não um animal?
Um animal que exprimisse os atos da asa?
Ou. . . mesmo qualquer um outro do teu agrado?
– Ela: – Sim, seria bom, gostaria de ser uma garça
Que é, só e toda, uma asa. Mas, poderia ser uma ovelha
Pastando o dia todo nos deslizes das colinas
Ou uma novilha já no momento da necessidade
Do amor. Podia ser uma novilha amorosa.
– De súbito me veio a pergunta: – E uma mulher?
Nunca pensaste em ser uma mulher?

Senti que a nuvem, toda em gestos de fraga e curso d'água,
Me transmitiu uma expressão de espanto.
Uma expressão de extrema. . . extrema o quê?
– Perdi o contato com a linha dos seus gestos;
Mas voltei a compreender logo em seguida.
Falou, depois de algum tempo:
– Pensei, sim, pensei muitas vezes
Mas, por fim de tudo pensando, concluí
Que mais valeria possuir de novo a asa:

Mulher deste meu vôo. No meu pensamento,
Ser árvore, ser ovelha, ou ser mulher
Que valem? Todas morreram.
Todas se perderam, todas me. . . esqueceram.


         A nuvem se refere a uma anteépoca
         Mais remota profunda da sua origem.


Com essas palavras começou a se esconder
Por detrás do morro, sem mesmo um gesto de despedido
[abandono.
– Nuvem de ouro e cinza, se fosses mulher
Eu te chamaria Carolina:
Carolina se chamaram minha mãe e minha irmã.
Ambas, há muito, faleceram,
Mas eu, em ti, as saudaria todas as manhãs.

Com as minhas últimas palavras, a nuvem
Levada pelo vento, já se ocultara,
Como em outros dias, por detrás da mata.
Desci o corgo, pela sua margem de gramíneas,
Ao longo, longo das jaqueiras novinhas;
Voltei a casa, e dessa conversa, e mais de tudo, esqueci.
Tarde da noite daquele dia, um vento forte: um sopro
[frio/forte,
Uma chuva contínua e prolongada
Passaram sobre o telhado; as bátegas bateram
Sobre as telhas, como dedos num teclado.
– O vento soando entre as ripas e os caibros,
Como o ar nos tubos de um órgão. –
Era uma chuva noturna, como muitas outras, e a sua música banal
Cantava no silêncio dos ares campesinos.
– Desperto, escutei toda a sua sinfonia. . .

Notei, porém, que acompanhando o som da chuva, havia
Qualquer coisa de choro e pranto malogrado.
De inundado rumor de mágoa se envolvia,
Em vento e chuva, a casa toda:
Como se fosse objeto de sonho e de magia,
Pelos ares da noite alguém chorava.
Enfim passou a forte chuva, num adeus de aguaceiro
E o silêncio voltou muito limpo e lavado.
Passou. Tudo tornou ao sossego campestre.
– Dormi até o fim da noite.

Na manhã seguinte, como sempre, ao alpendre
Saí, para ver o dia, para ver o dia,
Que sobre as cajazeiras, longe, amanhecia.
Ao lado, ao alto, entre morros, tudo era vazio:
A nuvem cinza e ouro àquele dia amanhecia.

Ao lado, ao alto, entre morros, tudo era vazio:
A nuvem cinza e ouro àquele dia
Não aparecera entre os capões do mato: não. não. não. . . não. . .
Em todas as manhãs seguintes. . . sucessivas. . .
– Nunca/não surgiu, surgiu nunca/jamais
Com gestos de fuga e longo vôo.
– Gestos de fraga, de fronde e curso d'água.


No terreno liso da composição linear
Poderemos fazer nascer, se quisermos
Algumas árvores lógicas

Texto extraído do blog do poeta Salomão Sousa:
http://www.safraquebrada.blogspot.com/







[ CARDOZO, Joaquim ]  MARX, Roberto Burle Marx; CARDOZO, Joaquim.  O Interior da Matéria – desenhos e poemas.  Rio de Janeiro: Fontana, 1975.       Direção artística Cecília Jucá e Gastão de Holand.  Inclui 20 gravuras e vinte poemas.  Edição             de 500 exemplares numerados de 1 a 500, assinados pelos autores, e 50 exemplares  especiais assinados e numerados de I a L, com uma litografia original de Burle Marx, cuja tiragem foi executada no Atelier de Lithos – Edições de Arte Ltda. Os demais exemplares  tiveram os textos impresso em papel Kraft de 90 grs, e os desenhos sobre papel nacional Feffer, 180 grs. Folhas soltas, acondicionamento em caixa de papelão revestida de tecido.  Col. A.M.  (EE / LA)

            II  A DANÇA DOS CÍRCULOS

O círculo circula, e em círculo dançando
Se desfaz, se dissolve em vários andamentos.
Essa dança relembra o Bharatanatyam
Essa dança insinua o Kathakali
Essa dança é gestojogralesco do Manipuri.

Quanta dança sugerem no seu desdobramento
Esses círculos se fazendo e refazendo?

— Estaria perdida em meio dessas linhas
A grande bailarina Shanta Rao?
Ou, quem sabe? entre os círculos esteja
Lalitha, com a perna estendida,
Dançando o Bharatanatyam.
Ou ainda um mímico compondo o IvlanÍpuri.

Nessas evoluções circulares há passo e contrapasso
Há saltos e ressaltos de Nijinski
Realizando com seu génio
Os bailados e os sonhos Diaghilew.

Todos esses discos, todos esses círculos
Percorridos pêlos pés dos dançarinos,
Invisíveis e imprecisos,
Dão a medida principal da partitura;
Dão a música sonora feita em linhas,
Que estremece na mais sutil das harmonias:

O equilíbrio entre o som e o movimento.



http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/joaquim_cardozo.html

Posfácio

A composição deste Bumba-meu-boi representa a realização de um projeto que há muito tempo me prometi, pois, sempre considerei vivo e atuante este gênero de teatro popular brasileiro; a sua decadência, o seu deperecimento correspondem, apenas, a estes mesmos sintomas de declínio na vitalidade, e nas condições econômicas do próprio povo pela observação direta, em mais de cinqüenta, dos sessenta e muitos anos que já vivi.
Tomei como base para compô-lo, a versão folclórica coligida pelo poeta Ascenso Ferreira, e publicada nos números 1 e 2 de 1944, da revista Arquivos da Prefeitura do Recife, não utilizei, entretanto, todas as figuras, mais ou menos fixas, que fazem parte desse espetáculo. Trata-se, aqui, de uma obra inteiramente original, no texto, mas obedecendo as regras características desse drama falado, dançado e cantado – espécie de auto pastoril quinhentista, de onde, certamente, proveio. Contrariando, também, o espírito dessa “brincadeira” popular, que dá bom tratamento, apenas ao boi e aos seus vaqueiros, como assinala Téo Brandão, dei relevo especial e simpático a três figuras, necessárias ao arremate, mais ou menos apoteótico, freqüente em espetáculos desse gênero.
Este trabalho estava praticamente concluído, quando me veio ao conhecimento, através da revista Das Schönste, que o escritor japonês Yukio Mishima escrevera seis nôs modernos. Trabalho, até certo ponto, semelhante ao que acabo de fazer, uma vez que  o nô é teatro, de tradição popular para o Japão, como o Boi o é para o Nordeste brasileiro, como o nô, que é texto, dança e canto, o Boi merece ao meu ver, ser revitalizado, reanimado, como diversão e forma literária.
A maioria das críticas e observações contidas nestes versos agora publicados foram ouvidas e vividas: conheci na Baía da Traição, ao norte da Paraíba, um chefe de cangaceiros que se chamava “Chico Fulô”, e de quem ouvi grande parte das expressões contidas no papel do “Valentão”; na linguagem do Mateus, Catirina e Bastião procurei transmitir a linguagem de certos tipos populares do meu tempo, que usavam, em meio a expressões dialetais ou coloquiais, frases como: “filosofia positiva”, “certeza física e matemática”, “estio sublime” e muitas outras; esses tipos eram quase sempre oradores populares como “Bochecha”, “Budião de Escama” e “Gravata Encamada” que procuravam imitar outros oradores mais escolarizados freqüentes nos comícios políticos de então, oradores que, naquele tempo, pretendiam ser sucessores de Joaquim Nabuco.
Se estivéssemos, atualmente, num estágio avançado da arte cênica, certas figuras deste Boi, como a cobra, a ema, os bichos da dança noturna etc. poderiam ser “elecmas”, que, como é sabido, são os marionetes eletrônicos a que se refere Akakia Viala; convém também observar aqui que o neguinho Bastião, quando põe o ouvido no chão, adquire o sentido “cósmico” de ouvir-ver que lhe dá uma maneira quase antiespacial de sentir as cousas advirto ainda que a dança dos “bichos da noite” é uma dança de atmosfera, com o canto fazendo parte da mesma; a do boi uma dança de situação, exprimindo o regozijo do dia de Natal e a do cavalo-marinho, que acompanha toda a peça, uma dança coral, como, em geral é uma espécie de coro, o canto das cantadeiras.
JOAQUIM CARDOZO

EDIOURO/71392 COLEÇÃO PRESTÍGIO GRUPO COQUETEL



Let Me Sing, Let Me Sing
Raul Seixas
 

Uah-bap-lu-bap-lah-bein-bum!!!

Let me sing, let me sing
Let me sing my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go, say

Não vim aqui tratar dos seu problemas
O seu Messias ainda não chegou
Eu vim rever a moça de Ipanema
E vim dizer que o sonho
O sonho terminou
Eu vim rever a moça de Ipanema
Ei dizer que o sonho
O sonho terminou

Let me sing, let me sing
Let me sing my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go, say

Tenho 48 quilo certo
48 quilo de baião
Num vou cantar como a cigarra canta
Mas desse meu canto eu não lhe abro mão
Num vou cantar como a cigarra canta
Mas desse meu canto eu não lhe abro mão

Let me sing, let me sing
Let me sing my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go, say

Não quero ser o dono da verdade
Pois a verdade não tem dono, não
Se o "V" de verde é o verde da verdade
Dois e dois são cinco, n'é mais quatro, não
Se o "V" de verde é o verde da verdade
Dois e dois são cinco, n'é mais quatro, não

Let me sing, let me sing
Let me sing my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go, say

Num vim aqui querendo provar nada
Num tenho nada pra dizer também
Só vim curtir meu rockzinho antigo
Que não tem perigo de assustar ninguém
Só vim curtir meu rockzinho antigo
Que não tem perigo de assustar ninguém

Let me sing, Let me sing
Let me sing, my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go, go!
Let me sing, Let me sing
Let me sing, my rock'n'roll
Let me sing, let me swing
Let me sing my blues and go


Composição: Nadine Wisner / Raul Seixas · Esse não é o compositor? Nos avise.
Legendado por Jonas


Raul Seixas: Let me sing, let me swing

Publicado em 4 de abr de 2015
Lado A do compacto “ Raul Seixas “ de 1972

Vinil Compacto 33 1/3 rpm

ESTEREO 6069 051 -A

Raul Seixas

A: Let me sing, let me sing 0:00

B: Teddy boy, Rock e brilhantina

Philips


Ficha Técnica:

Let me sing, let me sing ( Nadine Wisner / Raul Seixas )


Faixa " Teddy boy, Rock e brilhantina " no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=ffl1g...
Categoria
Educação
Licença
Licença padrão do YouTube
Música
"Let Me Sing, Let Me Sing" por Raul Seixas (Google Play • iTunes) 

manoel ricardo de lima
 joaquim cardozo
:
um encontro com o deserto
Tese de doutoramento apresentada por Manoel Ricardo de Lima ao curso de Pós-Graduação em Literatura, linha de pesquisa Textualidades Contemporâneas, área de concentração em Teoria Literária, Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, sob orientação da Profª Drª Maria Lúcia de Barros Camargo, para a obtenção do título de Doutor em Letras.
desterro, 2008




Referências

https://youtu.be/VDBlPsPf6Gc
https://youtu.be/qUuN8ZEKq1o
https://youtu.be/B__XxEYgmmk
http://www.sertaoteatro.com.br/flor/downloads/programa.pdf
https://youtu.be/ec9lmmm0xkQ
http://2.bp.blogspot.com/-Go5VSPucmPI/ULUJMewm0EI/AAAAAAAAAD8/ex2xX8H_5d8/s1600/macambira.jpg
http://15frtn.blogspot.com.br/2012/11/olhares-criticos-flor-de-macambira.html
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp091029.pdf
https://www.letras.mus.br/sergio-ricardo/909459/
https://youtu.be/W_pV1atHNyY
https://youtu.be/5DKhYwvE_Yo
https://youtu.be/pOKmSHzxusc
https://youtu.be/gumba6xHY9k
https://www.letras.mus.br/raul-seixas/99097/
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/img/joaquim_cardozo3.jpg
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/img/joaquim_cardozo4.jpg
https://youtu.be/LbykKQkY5J0
https://www.youtube.com/watch?v=LbykKQkY5J0&feature=youtu.be
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/90919/251406.pdf?sequence=1



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