quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Asilo amigo a amigo

“MEMENTO, HOMO, QUIA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.”
“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó hás de voltar.”





Marcha fúnebre - Chopin









2 de fev de 2012
ALFREDO STROESSNER - Arte Tumular - 687 - Cemitério de Brasilia, Brasilia, DF, Brasil     ARTE TUMULAR  Base tumular em mármore no gramado do cemitério, com uma placa de bronze com o seu nome e datas Local: Cemitério de Brasilia, Brasilia, DF,  Brasil Descrição tumular: Helio Rubiales PERSONAGEM Alfredo Stroessner Matiauda (Encarnación, 3 de novembro de 1912 — Brasília, 16 de agosto de 2006) foi um político, general de exército e presidente do Paraguai entre 1954 e 1989. Morreu aos 93 anos de idade. BIOGRAFIA Stroessner nasceu em Encarnación, cidade à beira do Rio Paraná, na fronteira com a Argentina. Seu pai, Hugo, trabalhava em uma cervejaria e era imigrante alemão, natural de Hof an der Saale, Baviera; sua mãe, Heriberta Matiauda, era paraguaia. Seu sobrenome pode ser escrito Stroessner, Strössner ou Strößner. Com dezessete anos, Stroessner entrou no exército e se tornou tenente dois anos depois. Lutou na Guerra do Chaco contra a Bolívia em 1932 e nos anos subseqüentes subiu rapidamente nas patentes. Em 1948 ele atingiu a patente de general-de-brigada e se tornou o general mais jovem na América do Sul. Stroessner tornou-se comandante do exército paraguaio e em 1954 alcançou o posto de general-de-divisão, tirando Federico Chávez da presidência com um golpe de estado militar. Stroessner tornou-se presidente e foi reeleito, em pleitos marcados pela fraude, por 7 mandatos consecutivos (em 1958, 1963, 1968, 1973, 1978, 1983 e 1988), desfrutando por 35 anos do mais longo governo na América Latina, no século XX, depois de Fidel Castro. Como presidente, Stroessner foi um líder que trabalhava até à madrugada e se diz que nunca tirou férias em seu governo, assim como que teria defendido tenazmente os interesses norte-americanos, até o momento em que começou o boicote de Ronald Reagan a seu regime. Foi muito respeitado por sua política de pagamento da dívida externa. Também demonstrou muita simpatia pelos ex-nazistas, tendo dado a vários deles asilo no país, inclusive ao dr. Josef Mengele, o que rendeu a Stroessner muitas críticas. A cidade de Porto Flor de Lis foi renomeada Porto Stroessner em sua honra mas, em 1989, foi renomeada Cidade do Leste. Em 1989, após 35 anos de governo, Stroessner foi derrubado por um golpe de Estado, liderado pelo general Andrés Rodríguez, seu co-sogro, sendo expulso para o Brasil, onde viveu exilado até sua morte. MORTE Stroessner morreu em 16 de agosto de 2006, em Brasília , em 93 anos de idade. A causa imediata da morte foi um acidente vascular cerebral . Ele vinha sofrendo de pneumonia depois de passar por uma operação de hérnia. O governo do Paraguai rejeitou antecipadamente qualquer sugestão para honrar o falecido presidente no Paraguai Fonte: pt.wikipedia.org Formatação: Helio Rubiales Share| Postado por hrubiales às 12:19 AM Marcadores: .PRESIDENTE, .Presidente ' Alfredo Stroessner Local: Cemitério - Brasília, DF, Brasil





Poder sem pudor


General eleitor

O general Costa Cavalcante, que nunca escondeu sua ambição política, era presidente da Itaipu Binacional e mandou pendurar na parede as fotos do general João Figueiredo e do ditador do Paraguai, Alfredo Stroessner. Um auxiliar o surpreendeu contemplando os ídolos:
- O que há general?
- Nada, meu filho. É que estou pensando numa coisa: se dependesse daquele ali, eu seria presidente da República.
- O sr. se refere ao general Figueiredo, naturalmente...
- Estou me referindo ao general Stroessner. Ele é muito meu amigo...
Deposto, Stroessner se refugiaria em Brasília, onde mora até hoje.




Atualizado às: 17 de agosto, 2006 - 00h28 GMT (21h28 Brasília)
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Denize Bacoccina
de Brasília


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Nome de Stroessner está ligado a Itaipu


O governo brasileiro decidiu manter silêncio sobre a morte do ex-presidente paraguaio, general Alfredo Stroessner, exilado político no Brasil desde 1989.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai divulgar nenhuma nota a respeito.
O silêncio deve ser mantido também no Ministério das Relações Exteriores, que até o fim da tarde desta quarta-feira ainda não havia decidido se pronunciar sobre a morte.
Apesar da vida reclusa do general paraguaio, que vivia em Brasília numa casa às margens do Lago Paranoá e segundo vizinhos raramente era visto fora de casa, o asilo causou um certo constrangimento nos círculos políticos brasileiros. O asilo é concedido pelo presidente da República, e só pode ser revogado no caso de o beneficiado se envolver na política interna do país onde está vivendo.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), José Flávio Saraiva, diz que apesar de ter sido um caudilho na política interna paraguaia, Stroessner sempre foi um amigo do Brasil. “Ele foi amigo do Brasil na ditadura e foi amigo na (nossa) democracia”, afirma.
Ele lembra que a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, na divisa entre os dois países, só foi possível graças ao bom relacionamento entre os dois países. A usina até hoje garante boa parte do orçamento paraguaio e permitiu que o Brasil desenvolvesse sua indústria na região Sul-Sudeste sem receio de desabastecimento.
Saraiva considera natural o silêncio do governo brasileiro. “Vão falar o quê? Morreu um caudilho de uma ditadura de uma época em que havia uma ditadura aqui também”, diz ele.
O asilo político foi concedido a Stroessner em 1989. Desde então, outros ex-presidentes latino-americanos já passaram pelo país, mas Stroessner foi o único que permaneceu tanto tempo.
Com sua morte, só permanece no Brasil o filho, Gustavo, alvo de mandado internacional de prisão e que será preso se entrar em território paraguaio. Nesta quarta-feira, ele negociava com o governo uma anistia temporária de 24 horas para poder participar do enterro do pai, se o corpo for realmente levado ao Paraguai.
O local do enterro ainda não estava definido. De acordo com a embaixada do Paraguai em Brasília, o governo já afirmou que se o pedido de traslado do corpo for feito, será atendido como se ele fosse um cidadão paraguaio comum.
Mas o presidente Nicanor Duarte Frutos já decidiu que Stroessner não será recebido no Paraguai com honras, apesar da pressão de parte do Partido Colorado para que ele seja homenageado no país.
Do Paraguai, já buscaram refúgio no Brasil o ex-presidente Raúl Cubas e general Lino Oviedo. No ano passado, o ex-presidente do Equador Lucio Gutierrez, deposto num golpe, fugiu para o Brasil, mas desistiu do pedido de asilo político e resolveu voltar para o Equador.




Poder sem pudor: histórias de folclore, talento e veneno na política ...

2001 - ‎Political Science
O general Costa Cavalcante, que nunca escondeu sua ambição política, era ... fotos do general João Figueiredo e do ditador do Paraguai, Alfredo Stroessner.





Corrupção na construção da usina de Itaipu pode ter motivado a morte do embaixador José Jobim










Eduardo Davis Brasília, 16 ago (EFE) - Cinco pequenos ramalhetes de flores em cima do túmulo do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner em Brasília eram hoje os únicos indícios do primeiro aniversário da morte do homem que governou o Paraguai com mão de ferro por 35 anos.

Stroessner, um dos dirigentes mais poderosos da América do Sul entre as décadas de 50 e 80, morreu há um ano em Brasília, onde vivia no exílio desde fevereiro de 1989, quando o regime que dirigia desde 1954 caiu.

Filho de um imigrante alemão e de uma camponesa paraguaia, Alfredo Stroessner Matiauda chegou ao poder aos 41 anos. No Governo, moldou a Constituição e as leis de acordo com seus interesses e conseguiu ser reeleito a cada cinco anos, sempre com votações esmagadoras e manipuladas.

O regime do ditador foi marcado por mortes e desaparecimentos, cujas magnitudes nunca foram medidas, e terminou em 3 de fevereiro de 1989, quando foi substituído pelo ex-general Lino Oviedo, em meio a um golpe de Estado comandado pelo sogro de Stroessner, o general Andrés Rodríguez, já morto, que depois foi presidente do Paraguai.

O dirigente paraguaio se exilou então em Brasília, que foi durante muitos anos o destino de peregrinações políticas. Grandes líderes do Partido Colorado viam no general um tipo de conselheiro e, ao mesmo tempo, a esperança de um retorno da ditadura que nunca se realizou.

No entanto, hoje, um ano após sua morte, poucos parecem se lembrar do general.

Em cima do túmulo singelo, situado no lote 3473, do setor A da quadra 701 do cemitério Campo da Esperança, havia hoje apenas dois simples ramalhetes de rosas, dois de begônias e um de margaridas.

Os cinco ramos anônimos, sem legendas ou frases, foram colocados em ordem ao redor de uma pequena lápide de mármore que possui apenas uma placa com seu nome e uma imagem de Jesus Cristo.

A solidão do túmulo hoje era semelhante à vivenciada pelo ditador paraguaio em sua mansão no dia em que morreu, quando poucos amigos e parentes foram a Brasília para dar o último adeus.

Seu neto e herdeiro político Alfredo "Goli" Stroessner manifestou na época o desejo de um dia ver o avô general sepultado na cidade de Encarnación, no Paraguai, fronteira com a Argentina, onde o líder paraguaio nasceu em 3 de dezembro de 1912.

No entanto, disse que a família decidiu enterrá-lo em Brasília para evitar "problemas políticos".

O neto de Stroessner também deu a entender que outra razão era que o Governo do presidente Nicanor Duarte não aceitaria que o ex-ditador fosse enterrado com honras de chefe de Estado.

"Que haja honras ou não é uma decisão política tomada por um Governo e que, mais tarde, saberá o quanto custará", disse "Goli" em tom de desafio, horas depois da morte do avô.

A mansão na qual Stroessner viveu em seus 17 anos de exílio e ostracismo em Brasília, fica no Lago Sul, zona nobre da capital federal, e continua sendo ocupada por Gustavo Adolfo, ex-coronel de aviação e um dos três filhos que o ex-ditador teve com Eligia Mora, que morreu em Assunção em fevereiro de 2006.

O mais velho dos filhos do general foi o único que permaneceu com o pai durante o exílio. Ele ainda não pôde retornar ao Paraguai, onde é processado por corrupção.

Em Brasília, ele vive a mesma vida discreta que o pai teve e respeita com todo rigor o silêncio político imposto pela condição de exilado.

Segundo fontes do cemitério Campo da Esperança, Gustavo Adolfo teria colocado um dos cinco ramos de flores que havia hoje em cima do túmulo do general.

Os outros quatro buquês, assim como quatro das sete coroas enviadas no funeral de Stroessner no dia de seu enterro, em 16 de agosto de 2006, também eram anônimos.




A DITADURA POLÍTICA PARAGUAIA ATRAVÉS DA OBRA DE AUGUSTO ROA BASTOS
Ariane Dias Teixeira Leite Defassi1
Eliane Dávilla Sávio2
Resumo: O escritor Augusto Roa Bastos é um dos mais importantes representantes da literatura Paraguaia e sua obra guarda relação com a questão da ditadura imposta no país durante muitos anos, possivelmente, tal temática em seus escritos tenha sido em razão de ter sido vitimado pela ditadura que impôs-lhe o exílio durante muitos anos. Suas obras, em especial o romance Yo El Supremo, se relaciona diretamente com a história e a literatura latino-americana, e em muitos momentos é possível constatar as vozes dos ditadores, especialmente de José Gaspar Rodriguez de Francia, pessoa que, por ter exercido um governo autoritário nos primeiros anos do país, é na visão de muitos, o responsável pelas barreiras sociais e econômicas que o país sofre ainda nos dias atuais. Foram governos ditatoriais e tirânicos que dominaram o país até o último, Alfredo Stroessner, que teve sua derrocada através de um golpe político em 1989. A partir disso, a importância do presente estudo é comprovar que a literatura mantém uma estreita relação com a política na revisão da história de um país. Palavras-chave: Ditadura. História. Literatura. Paraguai. Política.

Resumen: El escritor Augusto Roa Bastos es uno de los representantes más importantes de la literatura paraguaya y su trabajo está relacionado con la cuestión de la dictadura impuesta en el país desde hace muchos años, posiblemente este tema en sus escritos se debió haber sido víctima de la dictadura que impuso exilio durante muchos años. Sus obras, especialmente la novela Yo el Supremo, se relaciona directamente con la historia y la literatura latinoamericana, y en muchos casos, se pueden ver las voces de los dictadores, especialmente de José Gaspar Rodríguez de Francia, que, ejercio un gobierno autoritario em los primeros años del país, es, en opinión de muchos, el responsable de las barreras sociales y econômicas que el país aún sufre hoy. Fueron los gobiernos dictatoriales y tiránicos que gobernaron el país hasta el último, Alfredo Stroessner, quien tuvo su caída a través de un golpe político en 1989. A partir de esto, la importancia de este estudio es demostrar que la literatura mantiene una estrecha relación con la política em revisión de la historia de un país.





A Sua Excelência o Senhor General-de-Exército Don Alfredo Stroessner Presidente da República do Paraguai, Assunción. Senhor Presidente e ilustre Amigo: Ao deixar o espaço aéreo paraguaio, retornando a meu País, tenho particular satisfação em renovar a Vossa Excelência e à Senhora de Stroessner, ao governo e ao povo paraguaios, os agradecimentos muito sinceros e calorosos de Dulce, das autoridades que me acompanharam, e os meus próprios, pelas inúmeras gentilezas que lhes ficamos a dever nestes dias memoráveis e, especialmente, pela simpatia e pelo carinho de que fomos permanentemente cercados. As conversações que mantivemos, o Tratado de Interconexão Ferroviária e os demais instrumentos assinados durante minha grata estada em Assunção bem demonstram o espírito que norteia as relações brasileiro-paraguaias e testemunham as possibilidades, abertas aos nossos países, de desenvolver ainda mais um relacionamento que pode e deve ser considerado exemplar. Não poderíamos, Dulce e eu, neste momento, deixar de recordar o quanto nos emocionou rever a nobre terra guarani, onde tivemos a ventura de passar uma temporada tão feliz de nossa vida, durante a qual nos foi dado conhecer mais de perto e admirar mais profundamente a grande Nação paraguaia. Rogo apresentar nossos cumprimentos à Senhora de Stroessner e aceitar o abraço reconhecido do amigo João Figueiredo 1


Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação – Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca







Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Paraguai, General-de-Exército don Alfredo Stroessner: Vossa Excelência bem pode avaliar a emoção que experimento ao pisar novamente o solo paraguaio, pátria de um povo altaneiro, generoso e culto. Neste primeiro momento de minha visita oficial à República do Paraguai, desejo saudar cordialmente a Nação irmã, na pessoa de Vossa Excelência e na da Excelentíssima Senhora de Stroessner. Permita-me Vossa Excelência expressar também, em meu próprio nome, no de minha mulher, e no dos integrantes de minha comitiva, os inalteráveis sentimentos de amizade e admiração dos brasileiros pelo fraterno povo guarani. Muito agradeço as generosas palavras de boas-vindas com que Vossa Excelência acaba de me receber. Elas atestam a fidalguia e a hospitalidade do povo paraguaio e refletem a simpatia espontânea com que somos acolhidos neste país amigo. Reencontro, nesta atmosfera impregnada de carinho, o mesmo ambiente em que aqui se desenrolou período marcante de minha vida. Aprendi, então, a admirar a alma paraguaia, em toda a sua complexidade e riqueza. E pude concluir que as afinidades entre nossos povos eram o prenuncio e o fundamento sobre o qual, um dia, haveria de erguer-se a colaboração harmoniosa entre nossas nações. As esperanças daqueles dias transformaram-se na esplêndida realidade de hoje. Graças à união consciente da vontade e dos esforços de nossos dois povos, as aspirações e desejos de então puderam concretizar-se, no espaço de tempo de nossas vidas, em formas exemplares de cooperação entre nações soberanas — mas nem por isso menos amigas. ^ A potencialidade criadora de nossos povos está simbolizada em obras ciclópicas, como Itaipu. Mas não se exaurem aí as possibilidades de colaboração — às quais paraguaios e brasileiros vimos dedi- cando o esforço fecundo dos nossos diplomatas e a experiência dos nossos técnicos. Fertilizados pela boa vontade, e sazonados na confiança no futuro de nossas pátrias, nossos dois governos estão prontos, Senhor Presidente, a abrir novos caminhos e aproveitar a oportunidade que a história nos oferece. Outros projetos — como o da Interconexão Ferroviária, para o qual ora nos voltamos — atestam a dinâmica de nossas relações. Estão eles em sintonia com esse grande movimento de progresso, que vemos com grande satisfação em todos os setores da vida paraguaia, e que tende a acentuar-se dia a dia. É com esses sentimentos de fraterna amizade e de admiração que chego hoje à terra guarani. Sou extremamente reconhecido a Vossa Excelência, Senhor Presidente, por esta oportunidade proporcionada por seu convite amá- vel. Estou seguro de que nosso encontro contribuirá promissoramente para o incremento, cada vez mais expressivo, das relações entre o Paraguai e o Bíasil. Muito obrigado






Marcha fúnebre -  Chopin 



ARTE TUMULAR Base tumular retangular em granito negro rústico nas laterais, sendo que a base maior representa a parte frontal do túmulo e a outra a cabeceira (lápide). O tampo, também de formato retangular, em granito negro polido apresenta sobre a superfície, homenagens em letras de bronze. A lápide, em formato irregular, apresentam um relevo circular de cristo em bronze. Na parte central o nome e datas do presiudente. LOCAL:Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro Foto: Guilherme Primo Descrição Tumular:HRubiales


Denize Bacoccina
de Brasília


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Nome de Stroessner está ligado a Itaipu

O governo brasileiro decidiu manter silêncio sobre a morte do ex-presidente paraguaio, general Alfredo Stroessner, exilado político no Brasil desde 1989.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai divulgar nenhuma nota a respeito.
O silêncio deve ser mantido também no Ministério das Relações Exteriores, que até o fim da tarde desta quarta-feira ainda não havia decidido se pronunciar sobre a morte.
Apesar da vida reclusa do general paraguaio, que vivia em Brasília numa casa às margens do Lago Paranoá e segundo vizinhos raramente era visto fora de casa, o asilo causou um certo constrangimento nos círculos políticos brasileiros. O asilo é concedido pelo presidente da República, e só pode ser revogado no caso de o beneficiado se envolver na política interna do país onde está vivendo.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), José Flávio Saraiva, diz que apesar de ter sido um caudilho na política interna paraguaia, Stroessner sempre foi um amigo do Brasil. “Ele foi amigo do Brasil na ditadura e foi amigo na (nossa) democracia”, afirma.
Ele lembra que a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, na divisa entre os dois países, só foi possível graças ao bom relacionamento entre os dois países. A usina até hoje garante boa parte do orçamento paraguaio e permitiu que o Brasil desenvolvesse sua indústria na região Sul-Sudeste sem receio de desabastecimento.
Saraiva considera natural o silêncio do governo brasileiro. “Vão falar o quê? Morreu um caudilho de uma ditadura de uma época em que havia uma ditadura aqui também”, diz ele.
O asilo político foi concedido a Stroessner em 1989. Desde então, outros ex-presidentes latino-americanos já passaram pelo país, mas Stroessner foi o único que permaneceu tanto tempo.
Com sua morte, só permanece no Brasil o filho, Gustavo, alvo de mandado internacional de prisão e que será preso se entrar em território paraguaio. Nesta quarta-feira, ele negociava com o governo uma anistia temporária de 24 horas para poder participar do enterro do pai, se o corpo for realmente levado ao Paraguai.
O local do enterro ainda não estava definido. De acordo com a embaixada do Paraguai em Brasília, o governo já afirmou que se o pedido de traslado do corpo for feito, será atendido como se ele fosse um cidadão paraguaio comum.
Mas o presidente Nicanor Duarte Frutos já decidiu que Stroessner não será recebido no Paraguai com honras, apesar da pressão de parte do Partido Colorado para que ele seja homenageado no país.
Do Paraguai, já buscaram refúgio no Brasil o ex-presidente Raúl Cubas e general Lino Oviedo. No ano passado, o ex-presidente do Equador Lucio Gutierrez, deposto num golpe, fugiu para o Brasil, mas desistiu do pedido de asilo político e resolveu voltar para o Equador.

http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2006/08/060816_stroessner_bacoccina.shtml

Poder sem pudor


Poder sem pudor: histórias de folclore, talento e veneno na política ...
https://books.google.com.br/books?isbn=8575090216
2001 - ‎Political Science
O general Costa Cavalcante, que nunca escondeu sua ambição política, era ... fotos do general João Figueiredo e do ditador do Paraguai, Alfredo Stroessner.





DITADURA NUNCA MAIS
Corrupção na construção da usina de Itaipu pode ter motivado a morte do embaixador José Jobim




http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/12/4-de-dezembro-inaugura%C3%A7%C3%A3o-itaipu-corrup%C3%A7%C3%A3o-foto-1.jpg


http://zonacurva.com.br/corrupcao-na-construcao-da-usina-de-itaipu-pode-ter-motivado-morte-embaixador-jose-jobim/


16/08/2007 - 14h13
Um ano após sua morte, túmulo do general Stroessner no DF não recebe visitas
Eduardo Davis Brasília, 16 ago (EFE) - Cinco pequenos ramalhetes de flores em cima do túmulo do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner em Brasília eram hoje os únicos indícios do primeiro aniversário da morte do homem que governou o Paraguai com mão de ferro por 35 anos.

Stroessner, um dos dirigentes mais poderosos da América do Sul entre as décadas de 50 e 80, morreu há um ano em Brasília, onde vivia no exílio desde fevereiro de 1989, quando o regime que dirigia desde 1954 caiu.

Filho de um imigrante alemão e de uma camponesa paraguaia, Alfredo Stroessner Matiauda chegou ao poder aos 41 anos. No Governo, moldou a Constituição e as leis de acordo com seus interesses e conseguiu ser reeleito a cada cinco anos, sempre com votações esmagadoras e manipuladas.

O regime do ditador foi marcado por mortes e desaparecimentos, cujas magnitudes nunca foram medidas, e terminou em 3 de fevereiro de 1989, quando foi substituído pelo ex-general Lino Oviedo, em meio a um golpe de Estado comandado pelo sogro de Stroessner, o general Andrés Rodríguez, já morto, que depois foi presidente do Paraguai.

O dirigente paraguaio se exilou então em Brasília, que foi durante muitos anos o destino de peregrinações políticas. Grandes líderes do Partido Colorado viam no general um tipo de conselheiro e, ao mesmo tempo, a esperança de um retorno da ditadura que nunca se realizou.

No entanto, hoje, um ano após sua morte, poucos parecem se lembrar do general.

Em cima do túmulo singelo, situado no lote 3473, do setor A da quadra 701 do cemitério Campo da Esperança, havia hoje apenas dois simples ramalhetes de rosas, dois de begônias e um de margaridas.

Os cinco ramos anônimos, sem legendas ou frases, foram colocados em ordem ao redor de uma pequena lápide de mármore que possui apenas uma placa com seu nome e uma imagem de Jesus Cristo.

A solidão do túmulo hoje era semelhante à vivenciada pelo ditador paraguaio em sua mansão no dia em que morreu, quando poucos amigos e parentes foram a Brasília para dar o último adeus.

Seu neto e herdeiro político Alfredo "Goli" Stroessner manifestou na época o desejo de um dia ver o avô general sepultado na cidade de Encarnación, no Paraguai, fronteira com a Argentina, onde o líder paraguaio nasceu em 3 de dezembro de 1912.

No entanto, disse que a família decidiu enterrá-lo em Brasília para evitar "problemas políticos".

O neto de Stroessner também deu a entender que outra razão era que o Governo do presidente Nicanor Duarte não aceitaria que o ex-ditador fosse enterrado com honras de chefe de Estado.

"Que haja honras ou não é uma decisão política tomada por um Governo e que, mais tarde, saberá o quanto custará", disse "Goli" em tom de desafio, horas depois da morte do avô.

A mansão na qual Stroessner viveu em seus 17 anos de exílio e ostracismo em Brasília, fica no Lago Sul, zona nobre da capital federal, e continua sendo ocupada por Gustavo Adolfo, ex-coronel de aviação e um dos três filhos que o ex-ditador teve com Eligia Mora, que morreu em Assunção em fevereiro de 2006.

O mais velho dos filhos do general foi o único que permaneceu com o pai durante o exílio. Ele ainda não pôde retornar ao Paraguai, onde é processado por corrupção.

Em Brasília, ele vive a mesma vida discreta que o pai teve e respeita com todo rigor o silêncio político imposto pela condição de exilado.

Segundo fontes do cemitério Campo da Esperança, Gustavo Adolfo teria colocado um dos cinco ramos de flores que havia hoje em cima do túmulo do general.

Os outros quatro buquês, assim como quatro das sete coroas enviadas no funeral de Stroessner no dia de seu enterro, em 16 de agosto de 2006, também eram anônimos.


http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/08/16/ult1808u99418.jhtm


A DITADURA POLÍTICA PARAGUAIA ATRAVÉS DA OBRA DE AUGUSTO ROA BASTOS
Ariane Dias Teixeira Leite Defassi1
Eliane Dávilla Sávio2
Resumo: O escritor Augusto Roa Bastos é um dos mais importantes representantes da literatura Paraguaia e sua obra guarda relação com a questão da ditadura imposta no país durante muitos anos, possivelmente, tal temática em seus escritos tenha sido em razão de ter sido vitimado pela ditadura que impôs-lhe o exílio durante muitos anos. Suas obras, em especial o romance Yo El Supremo, se relaciona diretamente com a história e a literatura latino-americana, e em muitos momentos é possível constatar as vozes dos ditadores, especialmente de José Gaspar Rodriguez de Francia, pessoa que, por ter exercido um governo autoritário nos primeiros anos do país, é na visão de muitos, o responsável pelas barreiras sociais e econômicas que o país sofre ainda nos dias atuais. Foram governos ditatoriais e tirânicos que dominaram o país até o último, Alfredo Stroessner, que teve sua derrocada através de um golpe político em 1989. A partir disso, a importância do presente estudo é comprovar que a literatura mantém uma estreita relação com a política na revisão da história de um país. Palavras-chave: Ditadura. História. Literatura. Paraguai. Política.

Resumen: El escritor Augusto Roa Bastos es uno de los representantes más importantes de la literatura paraguaya y su trabajo está relacionado con la cuestión de la dictadura impuesta en el país desde hace muchos años, posiblemente este tema en sus escritos se debió haber sido víctima de la dictadura que impuso exilio durante muchos años. Sus obras, especialmente la novela Yo el Supremo, se relaciona directamente con la historia y la literatura latinoamericana, y en muchos casos, se pueden ver las voces de los dictadores, especialmente de José Gaspar Rodríguez de Francia, que, ejercio un gobierno autoritario em los primeros años del país, es, en opinión de muchos, el responsable de las barreras sociales y econômicas que el país aún sufre hoy. Fueron los gobiernos dictatoriales y tiránicos que gobernaron el país hasta el último, Alfredo Stroessner, quien tuvo su caída a través de un golpe político en 1989. A partir de esto, la importancia de este estudio es demostrar que la literatura mantiene una estrecha relación con la política em revisión de la historia de un país.


Telegrama do Senhor JOÃO FIGUEIREDO Presidente da República Federativa do Brasil ao deixar o espaço aéreo paraguaio Em 11.04.80



A Sua Excelência o Senhor General-de-Exército Don Alfredo Stroessner Presidente da República do Paraguai, Assunción. Senhor Presidente e ilustre Amigo: Ao deixar o espaço aéreo paraguaio, retornando a meu País, tenho particular satisfação em renovar a Vossa Excelência e à Senhora de Stroessner, ao governo e ao povo paraguaios, os agradecimentos muito sinceros e calorosos de Dulce, das autoridades que me acompanharam, e os meus próprios, pelas inúmeras gentilezas que lhes ficamos a dever nestes dias memoráveis e, especialmente, pela simpatia e pelo carinho de que fomos permanentemente cercados. As conversações que mantivemos, o Tratado de Interconexão Ferroviária e os demais instrumentos assinados durante minha grata estada em Assunção bem demonstram o espírito que norteia as relações brasileiro-paraguaias e testemunham as possibilidades, abertas aos nossos países, de desenvolver ainda mais um relacionamento que pode e deve ser considerado exemplar. Não poderíamos, Dulce e eu, neste momento, deixar de recordar o quanto nos emocionou rever a nobre terra guarani, onde tivemos a ventura de passar uma temporada tão feliz de nossa vida, durante a qual nos foi dado conhecer mais de perto e admirar mais profundamente a grande Nação paraguaia. Rogo apresentar nossos cumprimentos à Senhora de Stroessner e aceitar o abraço reconhecido do amigo João Figueiredo 1


Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação – Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca


http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/ex-presidentes/jb-figueiredo/discursos/1980/11-de-abril-de-1980-telegrama-do-senhor-joao-figueiredo-presidente-da-republica-federativa-do-brasil-ao-deixar-o-espaco-aereo-paraguaio


Discursos do Sr. JOÃO FIGUEIREDO, Presidente da República Federativa do Brasil, Por ocasião de sua visita ao Paraguai Assunção, 9.4.80


Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Paraguai, General-de-Exército don Alfredo Stroessner: Vossa Excelência bem pode avaliar a emoção que experimento ao pisar novamente o solo paraguaio, pátria de um povo altaneiro, generoso e culto. Neste primeiro momento de minha visita oficial à República do Paraguai, desejo saudar cordialmente a Nação irmã, na pessoa de Vossa Excelência e na da Excelentíssima Senhora de Stroessner. Permita-me Vossa Excelência expressar também, em meu próprio nome, no de minha mulher, e no dos integrantes de minha comitiva, os inalteráveis sentimentos de amizade e admiração dos brasileiros pelo fraterno povo guarani. Muito agradeço as generosas palavras de boas-vindas com que Vossa Excelência acaba de me receber. Elas atestam a fidalguia e a hospitalidade do povo paraguaio e refletem a simpatia espontânea com que somos acolhidos neste país amigo. Reencontro, nesta atmosfera impregnada de carinho, o mesmo ambiente em que aqui se desenrolou período marcante de minha vida. Aprendi, então, a admirar a alma paraguaia, em toda a sua complexidade e riqueza. E pude concluir que as afinidades entre nossos povos eram o prenuncio e o fundamento sobre o qual, um dia, haveria de erguer-se a colaboração harmoniosa entre nossas nações. As esperanças daqueles dias transformaram-se na esplêndida realidade de hoje. Graças à união consciente da vontade e dos esforços de nossos dois povos, as aspirações e desejos de então puderam concretizar-se, no espaço de tempo de nossas vidas, em formas exemplares de cooperação entre nações soberanas — mas nem por isso menos amigas. ^ A potencialidade criadora de nossos povos está simbolizada em obras ciclópicas, como Itaipu. Mas não se exaurem aí as possibilidades de colaboração — às quais paraguaios e brasileiros vimos dedi- cando o esforço fecundo dos nossos diplomatas e a experiência dos nossos técnicos. Fertilizados pela boa vontade, e sazonados na confiança no futuro de nossas pátrias, nossos dois governos estão prontos, Senhor Presidente, a abrir novos caminhos e aproveitar a oportunidade que a história nos oferece. Outros projetos — como o da Interconexão Ferroviária, para o qual ora nos voltamos — atestam a dinâmica de nossas relações. Estão eles em sintonia com esse grande movimento de progresso, que vemos com grande satisfação em todos os setores da vida paraguaia, e que tende a acentuar-se dia a dia. É com esses sentimentos de fraterna amizade e de admiração que chego hoje à terra guarani. Sou extremamente reconhecido a Vossa Excelência, Senhor Presidente, por esta oportunidade proporcionada por seu convite amá- vel. Estou seguro de que nosso encontro contribuirá promissoramente para o incremento, cada vez mais expressivo, das relações entre o Paraguai e o Bíasil. Muito obrigado


http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/publicacoes-oficiais/catalogo/figueiredo/figueiredo-discursos-na-visita-ao-paraguai-1980


https://youtu.be/zuh3WyfVL2M?list=RDzuh3WyfVL2M



http://1.bp.blogspot.com/_wya_Y27oLsA/S5gQnVXdSuI/AAAAAAAAshM/D8hMkg2Yv1g/s640/figuei5-1.jpg
ARTE TUMULAR Base tumular retangular em granito negro rústico nas laterais, sendo que a base maior representa a parte frontal do túmulo e a outra a cabeceira (lápide). O tampo, também de formato retangular, em granito negro polido apresenta sobre a superfície, homenagens em letras de bronze. A lápide, em formato irregular, apresentam um relevo circular de cristo em bronze. Na parte central o nome e datas do presiudente. LOCAL:Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro Foto: Guilherme Primo Descrição Tumular:HRubiales

http://tumulo-artistabrasileiro.blogspot.com.br/2010/03/joao-figueiredo-101-arte-tumular.html


Título: 
Autor(es): 
Orientador(es): 
Assunto: 
Data de publicação: 
21-Jan-2009
Data de defesa: 
Jul-2008
Referência: 
FRANCO, Geisa Cunha. A política externa do governo Figueiredo: a abertura democrática e o debate na imprensa: o Brasil entre os Estados Unidos, o Terceiro Mundo e o eixo regional. 2008. 209 f. Tese (Doutorado em Relações Internacionais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.
Resumo: 
O objetivo desta tese consiste em recuperar o debate que se travou na imprensa a respeito da política exterior brasileira executada na gestão do chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro, durante o governo de João Batista Figueiredo (1979-1985). O período abrange o processo de abertura política, com o conseqüente declínio do regime militar, e o foco da pesquisa incide em uma das conseqüências da democratização, a saber, a emergência das manifestações da opinião pública sobre as decisões de política exterior. Identificam-se as correntes de pensamento que se manifestavam nos jornais a respeito desse tema, a forma como evoluíram, suas respectivas percepções da inserção internacional brasileira, do modelo de estado desenvolvimentista e da política exterior a ele associada, bem como da escolha dos parceiros preferenciais brasileiros diante das transformações que se verificavam no sistema internacional. Para tanto, priorizam-se três eixos de abordagem: as relações do Brasil com os Estados Unidos, com o Terceiro Mundo e com a Argentina. Demonstra-se, no debate realizado na imprensa, a percepção da crise do modelo desenvolvimentista e a emergência de um modelo de inserção em moldes liberais. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT
This paper aims at resuming the debate, which was held in the press, on the foreign policy followed by Foreign Minister Ramiro Saraiva Guerreiro during João Batista Figueiredo’s term of office (1979-1985). That was the moment of democratic opening with the consequent fall of the military regime and the study focuses, more specifically, one of the consequences of democratization, namely the emergence of public manifestations about political decisions. From there, the intention is to identify the currents of thought manifested in newspapers and investigate their perceptions of the Brazilian international insertion, of the model of developing state and the foreign policy associated to it, as well as of the choice of Brazilian preferential partners before the transformations which were taking place in the international system. The research prioritizes three approaches: Brazilian relations with the United States, with the developing countries (Third World) and with Argentina; and it try to show, by following the debate, the perception of the Developmental State crisis and the rise of a liberal model of insertion.
Informações adicionais: 
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, 2008.
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Tipo do documento: 
Título: 
Autor: 
Primeiro orientador: 
Queiroz, Adolpho Carlos Françoso
Primeiro membro da banca: 
Bueno, Wilson da Costa
Segundo membro da banca: 
Bacha, Maria de
Resumo: 
O Presente projeto de mestrado apresenta uma proposta de dissertação que visa resgatar/registrar uma parte das da história da eleição do General de Exército João Baptista de Oliveira Figueiredo. O Objetivo central desse trabalho é fazer uma revisão bibliográfica de parte da história da eleição presidencial ocorrida em 1978, buscando traçar uma relação das ações e as estratégicas pensadas e utilizadas na época na qual influenciaram outras eleições pós período eleitoral de 1978 e que já faziam parte da gama de ferramentas utilizadas pelos candidatos aos cargos de presidente do brasil.
Palavras-chave: 
Eleições presidenciais - Brasil
João Baptista de Oliveira - Presidente da repúplica
marketing político, estratégia política
campanha politica
comunicação e política
comunicação social
Área(s) do CNPq: 
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: 
por
País: 
BR
Instituição: 
Universidade Metodista de São Paulo
Sigla da instituição: 
UMESP
Departamento: 
Programa: 
Citação: 
RÊGO, Andréia Oliveira. A ELEIÇÃO DE 1978:UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DE PROPAGANDA POLÍTICA SOBRE A ELEIÇÃO DO GENERAL DE EXÉRCITO JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO. 2011. 104 f. Dissertação (Mestrado em Processo Comunicacionais) - Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2011.
Tipo de acesso: 
Acesso Aberto
URI: 
Data de defesa: 
11-Mai-2011
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*militar; ch. Gab. Mil. Pres. Rep. 1969-1974; ch. SNI 1974-1978; pres. Rep. 1979-1985.


Viajou para Assunção em 1955 na qualidade de membro da missão militar de instrução ao Exército paraguaio, retornando em 1958.



Promovido a major em abril de 1953, ingressou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), passando a instrutor no ano seguinte. Viajou para Assunção em 1955 na qualidade de membro da missão militar de instrução ao Exército paraguaio, retornando em 1958. Em novembro desse ano foi promovido a tenente-coronel e passou a servir na 5ª Seção (relações públicas) do Estado-Maior do Exército (EME), de onde saiu em 1960 para cursar a Escola Superior de Guerra (ESG)

Promovido a major em abril de 1953, ingressou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), passando a instrutor no ano seguinte. Viajou para Assunção em 1955 na qualidade de membro da missão militar de instrução ao Exército paraguaio, retornando em 1958. Em novembro desse ano foi promovido a tenente-coronel e passou a servir na 5ª Seção (relações públicas) do Estado-Maior do Exército (EME), de onde saiu em 1960 para cursar a Escola Superior de Guerra (ESG). Em 1961, durante o curto governo de Jânio Quadros, trabalhou sob as ordens do coronel Golberi do Couto e Silva no Conselho de Segurança Nacional.

João Batista de Oliveira Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 15 de janeiro de 1918, filho de Euclides de Oliveira Figueiredo e de Valentina Silva Oliveira Figueiredo. Seu pai destacou-se na Revolução Constitucionalista de 1932 como comandante das tropas rebeldes que operaram no vale do rio Paraíba, fez cerrada oposição ao Estado Novo e foi eleito deputado pelo Distrito Federal à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Seu irmão mais velho, Guilherme, lutou ao lado do pai em 1932 e tornou-se conhecido no Brasil e no exterior como teatrólogo. Outros dois irmãos, Euclides e Diogo, seguiram a carreira militar e alcançaram o generalato. O primeiro comandou a 1ª Divisão de Exército (Vila Militar) no Rio e o Comando Militar da Amazônia e o segundo comandou a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, também no Rio.
Ingressou em 1923 no Colégio Santa Teresa, onde fez os primeiros estudos. Dois anos depois, transferiu-se para a Escola Nilo Peçanha e, em 1927, acompanhou a família para Alegrete (RS), onde seu pai, recém-promovido a coronel, assumiu o comando da 2ª Brigada de Infantaria. Em fins de 1928 obteve o primeiro lugar no concurso para o Colégio Militar de Porto Alegre, que começou a cursar no ano seguinte.
Oficial legalista, Euclides foi preso em 3 de outubro de 1930, data de eclosão da revolução que derrubou Washington Luís e levou à formação do Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas. Com a cessação dos combates e a libertação de Euclides, a família retornou ao Rio de Janeiro e João Batista obteve sua transferência para o Colégio Militar local. Seu pai, entretanto, tornou-se ferrenho oposicionista do novo governo, participando ativamente da preparação e do comando da Revolução Constitucionalista de São Paulo, derrotada em outubro de 1932. Euclides foi então enviado para o exílio, mas retornou ao país, anistiado, antes da formatura de João Batista no Colégio Militar, em dezembro de 1934.
Ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio, em abril de 1935. Em novembro, apresentou-se às autoridades militares para combater a Revolta Comunista, deflagrada no 3º Regimento de Infantaria e na Escola de Aviação Militar e rapidamente sufocada. Em 22 de novembro de 1937, 12 dias depois do golpe que implantou o Estado Novo, foi declarado aspirante da arma de cavalaria. Devido à sua condição de primeiro aluno, recebeu o espadim de Vargas, cujo chefe de polícia, capitão Filinto Müller, decretara pouco antes a prisão de seu pai.
Designado para servir no Regimento Andrade Neves (Regimento-Escola de Cavalaria), na Vila Militar, foi promovido a segundo-tenente em abril de 1938 e a primeiro-tenente em dezembro de 1940, sendo então enviado para o 8º Regimento de Cavalaria, em Uruguaiana (RS). Regressou ao Rio no ano seguinte, passando a atuar, até 1943, como ajudante-de-ordens do general Cristóvão de Castro Barcelos, que exerceu sucessivamente o comando da 4ª Região Militar (4ª RM), em Juiz de Fora (MG), a inspetoria do 3º Grupo de Regiões Militares e as funções de membro da Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos, criada durante a Segunda Guerra Mundial para estudar planos de defesa do hemisfério sul, ameaçado pelas investidas dos submarinos alemães.
No início de 1944, tornou-se instrutor de cavalaria na Escola Militar do Realengo, sendo promovido a capitão em dezembro. Permaneceu em Realengo até fins de 1945, quando estava em curso a redemocratização subseqüente à queda do Estado Novo. Freqüentou em 1946 o curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e, nos dois anos seguintes, tornou-se instrutor da cadeira de fortificações da Escola Militar de Resende, mais tarde Academia Militar das Agulhas Negras. Retornou à EsAO de 1949 a 1952 como instrutor de cavalaria. Promovido a major em abril de 1953, ingressou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), passando a instrutor no ano seguinte. Viajou para Assunção em 1955 na qualidade de membro da missão militar de instrução ao Exército paraguaio, retornando em 1958. Em novembro desse ano foi promovido a tenente-coronel e passou a servir na 5ª Seção (relações públicas) do Estado-Maior do Exército (EME), de onde saiu em 1960 para cursar a Escola Superior de Guerra (ESG). Em 1961, durante o curto governo de Jânio Quadros, trabalhou sob as ordens do coronel Golberi do Couto e Silva no Conselho de Segurança Nacional.
Com a posse de João Goulart na presidência em setembro de 1961, assumiu as funções de instrutor da ECEME, comandada pelo general Jurandir Bizarria Mamede e logo transformada em um dos principais pontos de apoio à conspiração contra o novo governo. Na ECEME, no EME e na ESG desenvolveu-se a doutrina e formaram-se os principais quadros do movimento político-militar que derrubou João Goulart em 31 de março de 1964, inclusive Figueiredo, participante ativo de todas as fases desse processo.




TERÇA-FEIRA, 1 DE NOVEMBRO DE 2016





"Dona Dilma" abre a porta, ao lado de Vera, sua diarista. O apartamento em Porto Alegre tem uns 70 metros quadrados no primeiro piso, com móveis amontoados, mais uns cerca de 50 metros quadrados no piso superior.

A patroa sobe lentamente uma minúscula escada de madeira já esbranquiçada pelo tempo, em caracol, segurando-se no corrimão para não pisar em falso, e vai até o segundo andar.

Lá, duas estantes de aproximadamente três metros de largura, repletas de livros, tomam conta da pequena sala de estar. Um sofá azul grande disputa o ambiente onde a ex-presidente da República passa a maior parte do tempo desde o impeachment.

"Eu queria escrever um romance policial. Gosto muito. Li muito", diz, contemplando exemplares de sua coleção.

Um biombo corta parte do recinto e aguça a curiosidade dos visitantes. Por trás dele, um espaço de uns dois metros quadrados esconde a pequena área onde faz exercícios.

Há algumas faixas elásticas e um espaldar em madeira onde faz alongamentos. Dilma se exercita diariamente sozinha. Depois, roda de bicicleta pelas ruas do bairro Tristeza, onde mora na capital gaúcha, ao lado de dois seguranças.

Ela mostra os punhos. Desenvolveu LER (Lesão por Esforço Repetitivo) de tanto andar sobre duas rodas, hábito cultivado nos tempos de Presidência. Mas não dá sinais de que pretende parar.

Dilma não parece ter ganhado peso desde que deixou Brasília. Recebe a Folhamaquiada, com o cabelo feito, de calça preta de alfaiataria e uma jaqueta laranja. Não tem mais compromissos durante a tarde de sexta-feira, 21 de outubro.

O telefone toca. A dona da casa deixa dar três toques e atende. "Tá ótimo, tá ótimo", responde apressadamente, e devolve o aparelho à base.

É o velho e bom telemarketing. O atendente da operadora quer saber se a cliente aprova o serviço –pela conversa, não parece saber de quem se trata do outro lado da linha.

Dilma desliga e murmura: "Às vezes eu finjo ser outra pessoa. Às vezes eu sou a Janete". E sorri, como quem se diverte com a traquinagem de enganar telefonistas.

Dona Vera sobe com duas xícaras de café. Não há móvel para apará-las.

"Estou pensando em trazer uma mesinha da casa da minha mãe, no Rio. Se tiver 60 centímetros de altura, os Correios transportam por um preço bom", comenta.

Dilma se levanta e puxa uma cadeira de madeira, onde as xícaras são acomodadas.

Em seu quarto, há apenas uma cama e uma grande TV. Há um outro quarto abarrotado de caixas. Dilma diz que, qualquer hora dessas, pretende enfrentá-las. Nem sabe bem o que há ali.

No banheiro, o box de vidro permite ver um par de chinelos escorado na parede, na diagonal, como quem os coloca lá para escorrer a água.

Trata-se de uma típica casa de classe média. Nada parecida com os palácios em que passou a maior parte dos últimos cinco anos.

Não é estranho morar aqui depois de viver no Alvorada?, pergunta a reportagem.

"Não. O Lula até me disse: 'para que você precisa de um lugar grande? Fica num pequeno mesmo'".

Depois diz que se habitua a tudo. E faz planos de cultivar uma horta na ampla –e vazia– área externa do segundo andar. Ali, não há muita privacidade. Há um prédio logo ao lado e outro ainda em construção.

No edifício, não há porteiro nem garagem subterrânea. Os dois seguranças da Polícia Federal a que t­em direito como ex-presidente ficam no pilotis, sentados num banquinho de praça. Não há guarita.

Dias depois da visita da Folha, um amigo da petista contou que a síndica do prédio colocou os seguranças para o lado de fora, na garagem de um estabelecimento que fica de frente para o conjunto habitacional. Mas os moradores pediram para que voltassem, sentiam-se mais seguros com eles lá dentro.

Como está depois de tudo?

"Estou bem. Não aguento a infelicidade", retruca.

Vai ficar em Porto Alegre mesmo? Não fica muito sozinha por aqui?

"Vou ficar, sim", afirma, e conta que, nos fins de semana, visita o ex-marido Carlos Araújo, os dois netos e, vez ou outra, um par de amigos.

Das visitas que recebe, a melhor de todas é a de Gabriel, o neto mais velho, que passa umas duas horas por fim de semana na casa da avó. Ele desenha e vê desenhos na TV.

Dilma não parece ter engrenado na vida social. Não vai ao teatro e ao cinema, programas que sempre se ressentiu de não fazer nos tempos de mandatária. Também não sai para jantar ou almoçar fora.

"Eu tenho 68 anos. E não tem tido nada que eu esteja querendo ver por aqui."

O livro sobre seu anos de Presidência deve ficar para depois. Sabe-se lá quanto depois. Ela não fala muito de projetos futuros. Fala menos ainda de política, como se tomasse relativa distância para colocar as coisas no lugar.

Também não toca muito no assunto impeachment. Mas afirma estar preocupada com uma onda conservadora no país.

Quase não faz comentários sobre Michel Temer. Nem esboça raiva de seu principal algoz, Eduardo Cunha, naquela sexta-feira à tarde já há três dias preso.

Queixa-se do ódio ao "lulopetismo". E trata o antecessor com deferência e carinho.

Dona Vera serve o segundo café, mas só para a reportagem. "Já estou ficando com enjoo", diz Dilma.

Por volta das 18h, quando dona Vera começa a rondar meio sem motivo a sala do andar de cima, a patroa intervém. "A senhora está querendo ir, né, dona Vera?".

A funcionária responde com uma pergunta. "A senhora ainda vai precisar de mim?"

A Folha indaga se a ex-presidente teme pegar avião, ser hostilizada. "Disso? O que eu posso fazer, não ir? Não fico traumatizada."

Alguma vez, nesta crise, chegou a chorar? "Não. [Mas] sou capaz de chorar assistindo a um filme". Ou quando se lembra dos amigos que perdeu para a tortura.

"Eu tenho muita dó dos que morreram, imensa. Porque é gente como eu, mas que morreu aos 30 anos. Me dá uma gastura enorme. Não gosto de pensar", lamenta.

Quase no fim da conversa, Dilma Rousseff pergunta: "Será que eles podem ler livros lá na prisão?".

A ex-presidente não diz o nome Lava Jato, mas claramente se refere aos detidos pela operação.
Fonte: Folha de S Paulo.












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