domingo, 1 de março de 2026

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🔴 BREAKING NEWS: Programa Especial - Conflito EUA x Irã | 01/03/2026 CNN Brasil Transmissão iniciada há 56 minutos #CNNBrasil Assista AO VIVO ao Programa Especial - Conflito EUA x Irã - deste domingo, 1º de março de 2026. #CNNBrasil
📰 Gazeta de Notícias Edição da Manhã — Segunda-feira, 2 de março de 2026 Rio de Janeiro CRÔNICA DA SEMANA Entre a Razão e o Sonho da Paz Por Machado de Assis & Carolina Augusta Xavier de Novais Introdução Dizem que a humanidade progride como um cavalheiro distraído: dá dois passos adiante, detém-se para contemplar a paisagem, e logo percebe que trouxe consigo as mesmas sombras de ontem. Não mudaram muito os homens; mudaram as máquinas que os acompanham. Observávamos, Carolina e eu, duas curiosas imagens chegadas à redação desta Gazeta. Parecem pinturas vindas de dois sonhos distintos — ou talvez de duas consciências do mesmo mundo. Uma fala com a razão severa dos filósofos. A outra com o murmúrio poético dos artistas. Comecemos pela primeira. I — A Razão que Contempla o Abismo Figura 1 — O mundo político fragmentado entre poder, guerra e esperança. Aqui o planeta surge como um tabuleiro onde a política move peças que lembram generais, tratados e máquinas de destruição. Há uma sensação inquietante: a própria Terra parece transformada em objeto de cálculo. Não nos surpreende. Desde os clarões de Hiroshima e Nagasaki, a humanidade passou a viver com uma consciência nova — a de que o progresso pode também ser o engenheiro da ruína. Dir-se-ia que o espírito de Albert Einstein, se porventura passeasse pelas redações do século XXI, suspiraria ao ver que a ciência continua poderosa, mas a prudência humana ainda é uma aprendiz tardia. Fala-se hoje de países como personagens de tragédia antiga, cada qual defendendo sua própria narrativa de segurança. O resultado, contudo, permanece semelhante: o planeta inteiro transforma-se em palco de uma prudência armada. Carolina observa — e concordo com ela — que essa pintura tem algo de fragmentação cubista. O mundo aparece dividido em ângulos que não se encaixam, como se as próprias ideias de poder e paz tivessem perdido o centro. II — O Sonho que Ainda Caminha Figura 2 — Alegoria visual sobre esperança humana em meio às ruínas do tempo. A segunda imagem parece menos severa — mas talvez seja mais profunda. Nela vemos uma criança e uma figura que lembra o andarilho silencioso do cinema. Sentados diante de um planeta cansado, observam o tempo escorrer como um relógio que se dissolve. É difícil não recordar o humanismo melancólico de Charlie Chaplin. Chaplin sempre soube que o mundo pode ser absurdo — e que, ainda assim, o riso e a ternura são pequenas formas de resistência. Há nessa pintura algo de sonho: uma árvore que nasce no deserto, um planeta sustentado pela mão humana, uma criança segurando um ramo verde como quem acredita no amanhã. Talvez seja isto que nos falte com frequência — não tecnologia, nem discursos — mas a simples imaginação de um futuro comum. Epílogo No fundo, estas duas imagens contam a mesma história por caminhos distintos. A primeira diz: “Cuidado com o poder.” A segunda responde: “Lembrem-se da humanidade.” Entre essas duas frases talvez esteja todo o destino do nosso século. Se a razão e o sonho conseguirem caminhar juntos, haverá esperança. Se não, continuaremos a repetir — com máquinas cada vez mais perfeitas — os erros muito antigos do coração humano. E assim encerramos esta crônica de segunda-feira com a observação doméstica de Carolina, que sempre preferiu a sabedoria simples às teorias grandiosas: “Se o mundo insiste em fabricar armas, que ao menos as crianças continuem plantando árvores.” Conselho modesto — mas talvez suficiente para começar uma paz. Gazeta de Notícias Tipografia imaginária, porém sincera. 🌿🕊️ S
👆o morro do Cristo, no centro da cidade, partido ao meio. No sopé vários prédios atingidos, deslizamentos, etc. "A fotografia enviada mostra o Morro do Imperador, também chamado Morro do Cristo, com uma grande cicatriz de deslizamento descendo da crista da montanha até a área urbana de Juiz de Fora. No alto aparece o Cristo Redentor de Juiz de Fora e várias torres de transmissão; ao pé do morro veem-se prédios atingidos ou ameaçados pelo deslizamento. Essa imagem dialoga de forma surpreendente com a literatura memorialística de Pedro Nava, especialmente no livro Baú de Ossos. Ao reconstituir a paisagem urbana de sua infância, Nava recorda o casarão de sua avó, viúva do engenheiro Henrique Halfeld, um dos fundadores da cidade. Pela posição dominante dessa casa na antiga malha urbana, o autor cria uma imagem literária forte: a cidade parecia “partida ao meio” pelo casarão da avó. Essa “divisão” em Nava era simbólica. A casa funcionava como ponto de referência que organizava a memória familiar e o espaço urbano: de um lado a cidade que crescia e se modernizava; de outro o núcleo tradicional ligado à família Halfeld, cuja história se concentrava na área central próxima ao atual Parque Halfeld. A fotografia contemporânea parece transformar essa metáfora em imagem concreta. O morro que domina a cidade surge literalmente cortado por uma fenda, uma cicatriz geológica que desce até o tecido urbano. Assim, a paisagem cria uma espécie de eco visual da narrativa de Nava: antes, a cidade “dividida” pela memória e pela casa familiar; agora, o morro que vigia a cidade aparece fisicamente rasgado. Desse modo, a foto não apenas registra um evento natural — um grande deslizamento —, mas também oferece uma leitura simbólica da cidade. Juiz de Fora continua deitada sob o Morro do Imperador, como tantas vezes descrita por seus cronistas; porém, a montanha que a domina parece hoje marcada por uma fratura que lembra, de maneira inesperada, a poderosa metáfora criada por Pedro Nava em suas memórias." "Às vezes, compreender uma época exige atenção não apenas aos fatos extraordinários, mas às pequenas frases que circulam entre eles. Porque muitas vezes é nelas que o tempo se deixa ver." "Versão final resumida: A foto mostra um deslizamento de terra real que abriu uma grande cicatriz na encosta da montanha. A terra e as rochas desceram pela vegetação formando um sulco vertical até a área urbana abaixo. No topo do morro há antenas e construções, indicando ocupação humana próxima da área instável. Ideia central: registro visual de um desastre natural causado por deslizamento de encosta, visível claramente a olho nu. 🌄" Brasil, Mostra A Tua Cara | Ester Carro | 11/08/2024 TV Cultura 🔥 *UM LIXÃO VIROU PARQUE. MULHERES ESTÃO REFORMANDO CASAS NA FAVELA. A DIGNIDADE ESTÁ TRANSFORMANDO VIDAS.* Neste domingo, 1º de março, às 10h30, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”apresentará uma história real que inspira e emociona. O jornalista Ricardo Viveiros entrevistará a arquiteta Ester Carro, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nascida e criada no Jardim Colombo, na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. À frente do Instituto Fazendinhando, Ester lidera projetos que estão mudando a realidade da região. 💪 O projeto Fazendeiras capacita mulheres da comunidade para atuarem em reformas e acabamentos, gerando renda, autonomia e transformação social. 🌿 O projeto Fazendinha transformou um antigo lixão em parque e espaço de convivência para a comunidade. Na entrevista, Ester também fala sobre urbanismo social, suas experiências internacionais e o impacto da maternidade em sua trajetória. ✨ Uma conversa sobre coragem, pertencimento e transformação. 📺 Não perca! Domingo, 1º de março, às 10h30, na TV Cultura. Brasil (Gal Costa) letra completa Brasil Canção de Gal Costa ‧ 1991 Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada antes de eu nascer Não me ofereceram Nem um cigarro Fiquei na porta estacionando os carros Não me elegeram Chefe de nada O meu cartão de crédito é uma navalha Brasil Mostra tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim Não me convidaram Pra essa festa pobre Que os homens armaram pra me convencer A pagar sem ver Toda essa droga Que já vem malhada antes de eu nascer Não me sortearam A garota do Fantástico Não me subornaram Será que é o meu fim? Ver TV a cores Na taba de um índio Programada pra só dizer "sim, sim" Brasil Mostra a tua cara Quero ver quem paga Pra gente ficar assim Brasil Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim Grande pátria desimportante Em nenhum instante Eu vou te trair (Não vou te trair) Compositores: George Alberto Heilborn Israel / Agenor De Miranda Araujo Neto / Nilo Romero Filho Ironia social e política: da frase de Francelino ao trocadilho de Belmiro A história recente do Brasil oferece um curioso jogo de espelhos entre política, cultura popular e linguagem. Uma frase dita em 1976 atravessa décadas, ganha novos sentidos no rock dos anos 1980 e reaparece, quase cinquenta anos depois, em tom de humor irônico numa entrevista empresarial. Essa trajetória ajuda a compreender como certos símbolos críticos do país são continuamente reaproveitados para comentar o presente. Tudo começa com Francelino Pereira, então presidente da ARENA durante o regime militar. Em 1976, ele expressou perplexidade diante da desconfiança popular em relação ao processo político da época e perguntou: “Que país é este?”. A frase tinha, naquele contexto, um tom de incredulidade institucional — uma tentativa de defender a legitimidade do sistema político sob o qual o país vivia. Poucos anos depois, a pergunta ganharia outro destino. O compositor Renato Russo transformou a expressão em matéria-prima para uma crítica social muito mais agressiva. A canção Que País É Este, lançada pela banda Legião Urbana, não repete a frase como dúvida, mas como denúncia. O verso famoso — que fala da presença de problemas “nas favelas” e “no Senado” — transforma a perplexidade de um político em um grito de indignação contra corrupção, desigualdade e violência. Nesse processo, Renato Russo não apenas repetiu a frase; ele a subverteu. A pergunta institucional tornou-se um refrão de protesto. Aquilo que antes expressava espanto diante da descrença popular passou a apontar diretamente para as razões dessa descrença. Décadas depois, o mesmo repertório simbólico reaparece de forma inesperada. Durante uma entrevista na CNN Brasil, o empresário Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista, fez um trocadilho inspirado na música: “Da favela ao Senado tem manjar pra todo lado.” A frase altera o verso da canção ao substituir “sujeira” por “manjar”. O resultado é uma ironia leve, quase bem-humorada, mas carregada de implicações. “Manjar” sugere fartura, banquete, algo abundante. Assim, o que antes era descrito como sujeira política passa a ser insinuado como um banquete de interesses distribuído entre diferentes esferas da sociedade. O efeito irônico se torna ainda mais interessante quando se observa o perfil social de quem pronuncia a frase. Belmiro Gomes tem origem popular e construiu carreira no varejo até chegar ao topo de uma grande empresa. Sua trajetória de ascensão econômica ecoa, de certo modo, a narrativa de mobilidade social associada ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também emergiu de origem humilde no Nordeste e alcançou o poder político máximo do país. Essa coincidência de trajetórias produz uma ironia adicional. Em 1976, a frase de Francelino era pronunciada por um representante do regime e contestada por setores da oposição. Décadas depois, o cenário se inverte parcialmente: antigos grupos oposicionistas chegaram ao poder, enquanto figuras vindas de origens populares passaram a ocupar posições de destaque tanto na política quanto no empresariado. Nesse contexto, o trocadilho de Belmiro pode ser lido como uma crítica bem-humorada ao ambiente econômico contemporâneo — marcado por debates sobre juros elevados, desigualdade de renda, apostas online e outras pressões que afetam principalmente as camadas populares. O humor da frase suaviza a crítica, mas não elimina sua força simbólica: a ideia de que certos mecanismos do sistema parecem funcionar como um “banquete” para alguns enquanto outros lidam com dificuldades cotidianas. Há ainda um elemento cultural interessante nessa cena. Mesmo após ascender às esferas mais altas da política ou da economia, muitos personagens públicos brasileiros mantêm traços linguísticos populares — expressões coloquiais, sotaques regionais e modos de falar associados às classes trabalhadoras. Isso reforça a ligação simbólica com a origem social e também aproxima o discurso das experiências do público mais amplo. Assim, a frase percorre um longo caminho histórico. Nasce como perplexidade política nos anos 1970, transforma-se em protesto punk no rock dos anos 1980 e reaparece, décadas depois, como ironia econômica em pleno debate contemporâneo. O resultado é um exemplo típico da cultura política brasileira: uma mesma expressão atravessando regimes, gerações e posições ideológicas diferentes, sempre reaparecendo como forma de comentar — com indignação, sarcasmo ou humor — a eterna pergunta sobre o país.

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