Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 19 de março de 2026
Seu Presidente
"Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver"
Aqui vai um resumo claro e direto do artigo:
ENTENDA COMO DEPUTADOS CONDENADOS CONTINUAM NO PODER E O QUE ISSO REVELA SOBRE O BRASIL
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Estreou em 18 de mar. de 2026 #politica #stf #congresso
No episódio de hoje do Não é bem assim, um debate direto sobre um dos temas mais sensíveis da política brasileira: como deputados condenados por corrupção continuam exercendo seus mandatos.
Dora Kramer, Marcelo Madureira, Márcio Fortes e Pedro Paulo Magalhães analisam os bastidores de esquemas envolvendo emendas parlamentares e discutem o que esse cenário revela sobre o funcionamento real das instituições no Brasil.
A conversa avança para temas ainda mais críticos:
a crescente tensão entre STF, Congresso e Executivo, o desgaste da credibilidade das instituições e os impactos políticos que podem influenciar diretamente as próximas eleições.
Além disso, o episódio aborda possíveis desdobramentos de uma eventual delação de Daniel Vorcaro e o aumento da pressão por medidas mais duras dentro do próprio sistema político.
Se você quer entender o que está por trás das decisões que moldam o país — e o que pode mudar nos próximos anos — este episódio é essencial.
📌 Neste episódio você vai entender:
• Por que parlamentares condenados continuam no cargo
• Como funcionam os esquemas com emendas parlamentares
• A crise entre STF, Congresso e Executivo
• A pressão por impeachment de ministros
• O papel estratégico do Senado nas próximas eleições
Excellent exposition
Bellissima ambientazione con un cortometraggio che spiega la storia della casa. La fontana era lì e c'era una piscina. La mostra d'arte era così ben organizzata!
Di BLANCA and LES H
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ANEXO COMPLEMENTAR — UMA DUPLA LEITURA DE MONTESQUIEU
Uma imagem pode oferecer a chave de leitura para o argumento que se desenvolve a seguir: em um jardim, a água de uma fonte se renova continuamente, enquanto sua estrutura permanece inalterada. O contraste entre fluxo e permanência sugere uma analogia precisa com dinâmicas sociais e institucionais — nas quais narrativas se transformam, mas os arranjos que as sustentam tendem a persistir.
Nesse contexto, a Carta XXX (Rica a Ibben), de Cartas Persas, de Montesquieu, apresenta-se como leitura complementar à Carta XXIV. Se esta discute a instabilidade das opiniões, aquela aprofunda a reflexão sobre o papel da autoridade e do costume na consolidação de práticas sociais, inclusive quando marcadas por contradições evidentes.
A carta evidencia que a coerência não constitui requisito para a permanência de determinadas práticas; basta que sejam reiteradas e socialmente legitimadas. O que, sob um olhar externo, poderia parecer absurdo, tende a ser naturalizado no interior de uma cultura que o repete e o aceita.
Tal perspectiva dialoga diretamente com o argumento desenvolvido no ensaio: políticas fiscais podem se reproduzir ao longo do tempo, ainda que acompanhadas por discursos distintos ou até opostos, sem provocar rupturas significativas na percepção coletiva. Não se trata, portanto, de uma crise de lógica, mas de um processo de adaptação cognitiva.
Nesse sentido, a seguinte passagem de Montesquieu sintetiza o fenômeno:
“Il y a des choses si établies qu’on ne les examine plus.”
— Cartas Persas
Tradução:
“Há coisas tão estabelecidas que já não são mais examinadas.”
A formulação concentra, em poucas palavras, a ideia central: tributos se tornam naturalizados, decisões são reiteradas e narrativas deixam de ser questionadas. O problema não reside na mudança em si, mas na ausência de exame crítico diante dela.
Assim, à semelhança da fonte que preserva sua forma enquanto a água flui, a política fiscal pode ser compreendida como estrutura relativamente estável, ao passo que as narrativas que a acompanham se transformam continuamente. O desafio contemporâneo, portanto, não se limita à compreensão das políticas públicas, mas envolve a capacidade de reaprendê-las como objeto de percepção crítica.
No caso brasileiro, onde medidas frequentemente se repetem sob justificativas distintas, o deslocamento mais relevante não ocorre necessariamente no plano normativo ou econômico, mas na consciência coletiva que as acompanha — em constante movimento, ainda que raramente submetida ao confronto reflexivo.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Mendonça prorroga inquérito do Master e Vorcaro negocia delação premiada, por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
A intensificação de vazamentos e a mobilização de atores ainda não formalmente investigados indicam uma tentativa de redução de danos que pode ter efeito contrário
A decisão do ministro André Mendonça de prorrogar por 60 dias o inquérito sobre o Banco Master consolida o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação, que extrapola o campo financeiro e alcança o coração do sistema político-institucional brasileiro. O caso já é um dos maiores escândalos recentes, tanto pelo volume estimado em mais de R$ 12 bilhões quanto pela complexidade das relações entre agentes públicos e privados.
Iniciada em novembro de 2025, a investigação desnudou o funcionamento interno do Banco Master sob a liderança de Daniel Vorcaro, o que ocupava o vértice de um esquema baseado em carteiras de crédito fictícias e engenharia financeira fraudulenta. No começo, o foco era técnico, ainda restrito ao universo bancário. Em janeiro passado, o escândalo financeiro virou um caso mais amplo. O bloqueio de R$ 5,7 bilhões e o rastreamento de ativos evidenciaram a sofisticação do esquema de ocultação patrimonial.
Assim, surgiram os primeiros indícios de conexão com o setor público. Apareceram elementos graves, que podem resultar numa crise institucional. A estrutura informal conhecida como “A Turma”, utilizada para monitoramento e intimidação de adversários, além dos indícios de cooptação de servidores do Banco Central, vai além da formação de quadrilha. Por trás da fraude financeira, há evidências de composição de sistema de poder paralelo, com capacidade de influenciar decisões regulatórias e constranger atores públicos e privados.
O Supremo passou a ser epicentro da crise. A relatoria do caso, inicialmente sob responsabilidade de Dias Toffoli, passou para André Mendonça. Hoje, o STF é principal ator político envolvido no escândalo. Ao autorizar sucessivas prorrogações, Mendonça garante a continuidade das investigações, mas também concentra poder decisório sobre seus rumos. Em um cenário de possíveis delações premiadas, não se pode descartar o envolvimento de autoridades com foro privilegiado.
A Polícia Federal, responsável por conduzir as investigações e revelar a materialidade dos fatos, também está na berlinda. O pedido de prorrogação indica que o volume e a complexidade das provas exigem tempo adicional, o que reforça a robustez do inquérito, mas também amplia o risco de vazamentos, ou seja, comprometer a validade processual. O Banco Central também tem culpa no cartório. Os indícios de cooptação de servidores do BC apontam para uma falha grave no sistema de supervisão financeira. A participação de funcionários em troca de informações privilegiadas representa uma captura regulatória, no qual o ente fiscalizador passa a operar em benefício do fiscalizado. A credibilidade da autoridade monetária está fragilizada na medida em que se amplia o alcance político do escândalo.
O caso repercute mais ainda porque envolve o banco estatal do Distrito Federal, um dos poucos que escaparam das privatizações. O afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, mostra que a tentativa de aquisição do Banco Master não era apenas uma operação de mercado, era uma estratégia de legitimação ou salvamento institucional de ativos contaminados, no âmbito da política econômica regional e do uso de instituições públicas para fins questionáveis.
Cortina de fumaça
A ameaça de delação premiada de Daniel Vorcaro gera mais instabilidade econômica e política. Políticos e autoridades têm medo do conteúdo potencial das revelações e um eventual efeito dominó que podem produzir. A intensificação de vazamentos e a mobilização de atores ainda não formalmente investigados indicam uma tentativa de redução de danos que pode ter efeito contrário e agravar a crise.
A troca de advogados e a negociação de uma possível delação é o fato novo no escândalo. O “dilema do prisioneiro”, resistir ou colaborar, clássico da teoria dos jogos, tornou-se de natureza política. São duas estratégias distintas de defesa: a delação ampla pode redefinir o futuro de Vorcaro e arrastar outros atores políticos; sua frustração, com base em nulidades processuais decorrentes de vazamentos, pode comprometer todo o esforço investigativo.
Do ponto de vista institucional, o caso mostra a facilidade da captura dos sistemas de controle da República por agentes privados. A interseção entre mercado, Estado e poder político cria um ambiente propício à formação de redes informais de influência, cuja desarticulação depende não apenas de instrumentos jurídicos, mas de vontade política e coesão institucional. Infelizmente, o Congresso faz parte desse processo de captura do bem comum pelos interesses privados e, de certa forma, está atuando para melar a investigação.
A prorrogação do inquérito, portanto, é apenas um capítulo dessa crise maior. O desfecho dependerá de o próprio Supremo resistir às pressões internas e externas, para conduzir o processo com rigor técnico e responsabilidade política. O risco não é apenas a impunidade, é a erosão da confiança pública no próprio Estado.
Um sinal de que está se armando uma grande cortina de fumaça é o vazamento de informações de natureza íntima, envolvendo Vorcaro e a ex-namorada Martha Graeff, enquanto não se fala mais ou muito pouco da fraude que provocou um rombo de R$ 50 bilhões e R$ 80 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e que pode levar o BRB à liquidação e colapsar fundos de aposentadoria, como o RioPrevidência.
O artigo de Luiz Carlos Azedo descreve a ampliação e o agravamento do escândalo envolvendo o Banco Master, destacando a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar por 60 dias o inquérito. A investigação, inicialmente restrita a irregularidades financeiras sob a liderança de Daniel Vorcaro, evoluiu para um caso de grande alcance político-institucional, com indícios de captura regulatória, cooptação de agentes públicos e formação de redes informais de poder.
O texto aponta que o esquema, baseado em engenharia financeira fraudulenta, teria se expandido para influenciar decisões estatais, envolvendo inclusive o Banco Central do Brasil e instituições públicas como o BRB. A possível delação premiada de Vorcaro surge como elemento desestabilizador, com potencial efeito dominó sobre autoridades com foro privilegiado. Ao mesmo tempo, vazamentos seletivos e disputas narrativas indicam tentativas de controle de danos que podem comprometer o próprio processo investigativo.
Azedo sustenta que a crise expõe uma fragilidade estrutural: a facilidade com que interesses privados capturam mecanismos de controle do Estado. O risco maior, segundo o autor, não é apenas a impunidade, mas a erosão da confiança pública nas instituições, agravada por uma possível “cortina de fumaça” que desloca o foco da fraude para aspectos periféricos.
Conexão com “Uma Dupla Leitura de Montesquieu”
A leitura do artigo ganha profundidade quando associada à reflexão de Montesquieu. Assim como na metáfora da fonte — em que a água flui enquanto a estrutura permanece —, o caso descrito revela uma dinâmica recorrente:
o fluxo: vazamentos, discursos, versões conflitantes e disputas políticas;
a estrutura: a repetição de práticas de captura institucional e acomodação sistêmica.
A crise narrada não decorre apenas de um evento excepcional, mas da reiteração de padrões que se tornam progressivamente naturalizados. A possível delação, os vazamentos e até a disputa entre instituições configuram variações narrativas sobre uma engrenagem que permanece funcional.
Nesse sentido, a máxima de Montesquieu — “há coisas tão estabelecidas que já não são examinadas” — ilumina o núcleo do problema: a atenção pública tende a se deslocar para o espetáculo da crise, enquanto os mecanismos que a tornam possível continuam operando com relativa estabilidade.
Síntese interpretativa
O escândalo do Banco Master, conforme descrito por Azedo, pode ser lido menos como ruptura e mais como continuidade. A sucessão de eventos — investigação, prorrogação, delação, vazamentos — constitui o movimento visível da água. Já a persistência de relações promíscuas entre mercado, Estado e poder político corresponde à estrutura da fonte.
O desafio, portanto, não reside apenas em apurar responsabilidades individuais, mas em romper o ciclo de naturalização dessas práticas. Sem esse deslocamento crítico, o sistema tende a absorver a crise, reorganizar suas narrativas e seguir operando — como a fonte que permanece, indiferente à mudança constante de seu fluxo.
A crítica da política fiscal
O Gargalo Invisível da Energia Disponível
Entre a geração abundante e a transmissão insuficiente, o Brasil desperdiça capacidade já paga — e repete, sob novas narrativas, velhos erros estruturais
Lead
Energia elétrica já amortizada e plenamente disponível continua sendo desperdiçada no Brasil não por deficiência de geração, mas por limitações persistentes na infraestrutura de transmissão — um gargalo estrutural que impede o escoamento eficiente da oferta existente para a demanda.
Epígrafe
“Há coisas tão estabelecidas que já não são mais examinadas.”
— Montesquieu
Resumo
O presente artigo analisa a recorrência de um problema estrutural no setor elétrico brasileiro: a insuficiência da capacidade de transmissão como fator limitante do sistema. A despeito da existência de energia já gerada, paga e amortizada, a incapacidade de transportá-la adequadamente resulta em desperdício econômico e ineficiência sistêmica. O fenômeno, já observado em crises anteriores, reaparece sob novas circunstâncias políticas, evidenciando a persistência de falhas institucionais e de planejamento.
Desenvolvimento
Energia pretérita, integralmente remunerada e sucessivamente amortizada, segue sendo, em termos práticos, descartada. Não por escassez de geração, mas por insuficiência estrutural da transmissão — um gargalo que compromete a articulação entre oferta disponível e demanda compatível.
A distorção é evidente: ativos depreciados são adquiridos a preços irrisórios, enquanto os investimentos necessários à expansão da malha de transmissão permanecem aquém do requerido. O sistema, assim, revela uma contradição central: produz, mas não entrega; gera, mas não distribui.
O problema não é novo. O episódio do apagão ocorrido durante o governo Fernando Henrique Cardoso já evidenciava esse descompasso. Sua reedição no presente confirma tratar-se menos de um evento conjuntural e mais de uma falha estrutural persistente.
Do ponto de vista técnico, o sistema opera como um circuito subdimensionado: há energia disponível, mas o meio de condução não suporta o fluxo. A eletrotécnica clássica — anterior mesmo ao advento dos semicondutores — já estabelecia esse princípio. No plano contemporâneo, elétrons e lacunas continuam obedecendo às mesmas leis físicas: sem um meio adequado, o fluxo não se realiza.
Considerações Finais
A recorrência do problema evidencia não apenas limitações técnicas, mas uma dificuldade institucional de enfrentamento de questões estruturais. A ausência de investimentos consistentes em transmissão reflete escolhas econômicas e políticas que privilegiam soluções de curto prazo em detrimento da eficiência sistêmica.
Os agentes que outrora capitalizaram politicamente crises energéticas anteriores veem-se, agora, diante da repetição do mesmo fenômeno. A mudança reside mais no discurso do que na realidade material do sistema.
Conclusão
No limite, a metáfora que se impõe é a do avestruz. No jogo do bicho, o número 2 a ele se associa; fora da ordem formal, mas dentro da precisão crítica, a imagem revela-se pertinente. Diante de um gargalo amplamente diagnosticado, persiste a opção por ignorá-lo — como se a recusa em vê-lo fosse capaz de suprimi-lo.
A energia existe. A infraestrutura, não.
E entre ambas, permanece o país — à espera de conexão.
Referências
Montesquieu. Cartas Persas.
Fernando Henrique Cardoso. Contexto do apagão energético no Brasil (2001).
Fundamentos de eletrotécnica clássica e teoria dos circuitos elétricos.
Fontes
Dados e análises do setor elétrico brasileiro (geração e transmissão).
Relatórios institucionais e diagnósticos de infraestrutura energética.
Observação crítica do funcionamento sistêmico e histórico do setor.
S
Crise energética e política no Brasil
Ministério da Economia
Geraldo Pereira
Ainda não temos a cifra desta música. Contribua!
Seu Presidente
Sua Excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer até encher
Seu Presidente
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver
Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver
Eu vou buscar
A minha nega pra morar comigo
E sei que agora não há mais perigo
Porque de fome ela não vai morrer
A vida estava tão difícil
Que eu mandei minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha da madame
Em Copacabana
Agora vou buscar a nega
Porque gosto dela pra cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro
Composição de Arnaldo Passos / Geraldo Pereira.
CPI do INSS ouve o CEO do banco C6 Consignado
Poder360
Transmissão ao vivo realizada há 12 horas
💡 O QUE É IMPORTANTE SABER:
🏛️ Poder Congresso | A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social ouve nesta 5ª feira (19.mar.2026), às 9h, o CEO do Banco C6 Consignado S.A., Artur Ildefonso Brotto Azevedo. A convocação foi aprovada para que os congressistas obtenham esclarecimentos sobre a contratação e a intermediação de operações de crédito consignado com beneficiários da Previdência Social.
JORNAL DA CULTURA | 19/03/2026
Jornalismo TV Cultura
Transmissão ao vivo realizada há 86 minutos #JC #JornalDaCultura
No Jornal da Cultura desta quinta-feira (19), você vai ver: André Mendonça autoriza transferência de Daniel Vorcaro para superintendência da PF em Brasília; Dario Durigan assume Ministério da Fazenda com saída de Haddad; e Israel bombardeia South Pars, maior campo de gás do mundo, no Irã.
Para comentar essas e outras notícias, Rita Lisauskas recebe a jornalista Patricia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, e o advogado e fundador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Fábio Feldmann.
#JC #JornalDaCultura
SILVIA BLANCO, El País
Aqui vai um resumo claro e direto do artigo:
O texto descreve a grave crise vivida em Cuba, agravada pela pressão dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump e pela gestão interna de Miguel Díaz-Canel. A ilha enfrenta uma forte escassez de combustível, apagões frequentes e colapso de serviços básicos, o que tem gerado grande sofrimento na população.
Apesar de sinais de diálogo entre os dois países, os cubanos demonstram ceticismo diante das promessas do governo. A situação levou a protestos, refletindo o desespero da população, que vive sem energia, transporte e sob repressão.
A economia cubana é descrita como disfuncional, com baixos salários, alta dependência de importações e forte emigração, especialmente de jovens. O governo anunciou medidas de abertura econômica, permitindo investimentos de cubanos no exterior, principalmente em troca de combustível.
No entanto, os Estados Unidos consideram essas reformas insuficientes e exigem mudanças políticas mais profundas. Enquanto isso, Trump adota um tom agressivo em relação à ilha, ao passo que Díaz-Canel responde com discurso de resistência.
O artigo conclui contrastando o momento atual com o período de aproximação durante o governo de Barack Obama, destacando que, hoje, além de pressionar por reformas, os EUA intensificam o cerco econômico, agravando a crise cubana.
Entre Trump y Díaz-Canel, el sufrimiento de los cubanos
SILVIA BLANCO, El País
Mientras el mundo mira hacia Oriente próximo y la guerra que han desatado Israel y Estados Unidos en Irán, el presidente estadounidense, Donald Trump, mantiene la presión sobre Cuba. Ante un cerco petrolero que ha ido paralizando la actividad de la isla, la población siente que los apagones diarios —esta semana hubo directamente una desconexión total del sistema que dejó a todo el país a oscuras— junto al zarpazo de la parálisis en los servicios vitales de la isla, son insostenibles.
Es en este contexto de asfixia energética cuando llega la confirmación, por el lado cubano, de que existen conversaciones con Washington para “buscar soluciones, por la vía del diálogo, a las diferencias bilaterales”, según dijo el mandatario cubano, Miguel Díaz-Canel, en una rueda de prensa televisada en la que, durante una hora y media, también reconoció que el país atraviesa una “madeja de adversidades” y que la población sufre un impacto “inmensurable” por ello. Desde Nueva York, Carla Gloria Colomé siguió la alocución de Díaz-Canel y sus apelaciones a la soberanía, a la que el corresponsal en Washington, Iker Seisdedos, añadió la reacción de Trump y la visión estadounidense en esta crónica panorámica.
Los cubanos, atrapados entre el cerco de Trump y un régimen represivo, en la miseria de años y en el derrumbe que supone que no haya entrado una gota de combustible desde hace tres meses en la isla, recibieron las palabras de Díaz-Canel con frialdad y escepticismo, tal y como cuenta desde La Habana Sergio Murguía. Sin apenas electricidad, incomunicados, sin transporte público y con el miedo a la represión del régimen, el hartazgo estalló en una pequeña ciudad del centro del país, Morón, dos días después del anuncio. Varios manifestantes atacaron la sede local del todopoderoso Partido Comunista, en un insólito incidente que terminó con cinco detenidos y con gran poder simbólico. La desesperación por que termine el sufrimiento la resume una entrevistada en esta crónica de Carla Gloria Colomé: “Hoy el pueblo está en espera de que haya un cambio, el pueblo le teme a una guerra, a las bombas, pero necesita que algo pase. Ojalá fuera lo más pacífico posible, pero que sea ya”.
La economía disfuncional de la isla es uno de los aspectos en los que se ha enfocado la presión de Estados Unidos sobre el régimen cubano, para que haga reformas y se abra más a la inversión privada, aunque los desafíos son enormes. En este minucioso análisis, Eyanir Chinea explica los retos pendientes cifrados en miles de millones de dólares. Se trata de un sistema en el que “un taxista puede ganar más que un médico, que percibe ingresos similares a los de una peluquera. Conviven múltiples tipos de cambio, la mayoría de los bienes de consumo llega del extranjero y la producción agrícola apenas cubre la demanda. Mientras tanto, cerca del 20% de la población, sobre todo jóvenes, ha emigrado, dejando una escasez de talento tan grave como la falta de electricidad”, escribe Chinea.
El ministro de Economía cubano anunció este lunes una apertura económica: que los cubanos en el exterior, incluso los que hayan perdido su estatus de residentes en la isla, podrán volver a invertir en negocios privados, y los animó a que lo hagan en el campo, en infraestructura y finanzas. A cambio de estas concesiones, lo que espera La Habana es “combustible, combustible, combustible”, como explicaba gráficamente un analista a Noor Mahtani, radicada en Bogotá, en este artículo sobre la negociación.
Con todo, días después el secretario de Estado de Estados Unidos, Marco Rubio, aseguró que las reformas anunciadas por el régimen “no son suficientes”, según cuenta en esta crónica Macarena Vidal Lyi desde Washington, donde sigue la política exterior estadounidense. Washington apunta a concesiones políticas. Más aún, Trump alardea de que “será un honor” para él “tomar Cuba”, mostrando con una sola frase un desprecio imperial: “Puedo hacer lo que quiera con ella”, ha dicho, ya que “es una nación muy debilitada en este momento”. Un día después, Díaz-Canel plantó cara a Trump: “Cualquier agresor externo chocará en Cuba con una resistencia inexpugnable”, dijo en redes sociales, para denunciar a continuación que “Estados Unidos amenaza públicamente a Cuba, casi a diario, con derrocar por la fuerza el orden constitucional. Y usa un indignante pretexto: las duras limitaciones de la debilitada economía que ellos han agredido y pretendido aislar hace más de seis décadas”.
Hubo otro tiempo, hace una década, en el que las palabras del presidente de Estados Unidos hacia la isla fueron muy diferentes. Fue cuando gobernaba Barack Obama, que inició un deshielo histórico en la relación de los países de ambas orillas. Destaco esta crónica que compara el ahora con aquella época en la que Obama quiso “enterrar los últimos remanentes de la guerra fría en las Américas”. Doce años después, la voz de Washington es muy diferente, aunque hable de reforma económica y recupere parte de las políticas de Obama hacia la isla. La cuestión es que ahora, además de hablar, también asfixia.
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