sexta-feira, 27 de março de 2026

Gente Humilde

O Minha Gente Monica Salmaso 2) GAROTO : Gente Humilde par Baden Powell de Aquino Jean-Pierre SEMERARO 16 de jun. de 2023 Garoto (Anibal Augusto Sardinha) (1915-1955) : Gente Humilde. Guitare : Baden Powell de Aquino (1937-2000) A tese sustentada por André Mendonça teria sido rechaçada, ainda que ancorada na doutrina de J. J. Gomes Canotilho; cumpre notar, ademais, que não chegou a ser submetida ao Fórum de Lisboa, presidido pelo decano do Supremo Tribunal Federal, realizado em território português. Cuida-se, em essência, de matéria circunscrita ao âmbito das denominadas “questões intestinas” — na acepção clássica —, tradicionalmente compreendidas sob a rubrica do interna corporis, isto é, temas afetos à autonomia institucional e, por conseguinte, imunes, em regra, ao controle externo. Sob uma perspectiva crítico-dogmática, tais dinâmicas podem, ainda, ser interpretadas como manifestações de corporativismo institucional. Em registro menos técnico, mas ilustrativo, ecoam máximas populares como “quem detém prerrogativas tende a resguardá-las” e “farinha pouca, meu pirão primeiro”, a evidenciar a lógica subjacente de autopreservação. "questões intestinas" - como os mais antigos se referiam ao Ao vivo: STF julga se mantém prorrogação da CPMI do INSS Poder360 2 toques: primeiro gol da França 1 toque: segundo gol de França 1 toque: único gol do Brasil BRASIL 1 X 2 FRANÇA | MELHORES MOMENTOS | AMISTOSO INTERNACIONAL | ge tv
NOVO GOVERNADOR Gente Humilde Ângela Maria Composição: Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Garoto. O verbo sem chapéu A trama oculta por trás de Minha Gente Por [G.V.C.] Nos bastidores da música popular brasileira, uma escolha aparentemente banal — um verbo sem acento — esconde uma sofisticada operação estética e política. A canção Minha Gente, resultado do encontro entre Garoto, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, tornou-se mais do que uma obra musical: um campo de disputa entre norma e expressão, entre autoridade e liberdade. 1. A melodia que atravessou gerações A história começa antes da letra. O violonista Garoto, figura central na modernização da harmonia brasileira, deixou registrada uma melodia instrumental de impressionante sofisticação. Décadas depois, essa gravação foi preservada por Vinicius de Moraes, que atuou como uma espécie de curador afetivo da obra. Ao entregar a peça ao jovem Chico Buarque, Vinicius não oferecia apenas música — mas uma herança. A missão era delicada: escrever palavras que não diminuíssem o que já era, por si, completo. 2. O “tem” que desafiou a gramática O ponto de ruptura surge logo no início: “Tem certos dias em que eu penso em minha gente...” Na norma culta, o esperado seria “há certos dias”. Mais ainda: se houvesse concordância formal, muitos esperariam “têm certos dias”. Mas Chico faz o contrário: remove o “chapéu” (acento) e fixa o verbo no singular — criando um “tem” de natureza quase impessoal. Essa escolha produz três efeitos simultâneos: aproxima a linguagem da fala popular rompe com a rigidez normativa desloca o eixo da canção do erudito para o cotidiano Não se trata de erro — mas de estratégia. 3. O tribunal televisivo Na década de 1960, a televisão brasileira funcionava também como arena moral. Programas como o de Flávio Cavalcanti transformavam julgamentos estéticos em espetáculo. Nesse ambiente, a figura do crítico — aqui representada pelo pianista José Fernandes — operava como guardião simbólico da norma. A crítica ao “tem” não era apenas gramatical. Era ideológica. Associado a setores conservadores próximos da União Democrática Nacional e à influência de Carlos Lacerda, esse discurso via na linguagem popular um sinal de desordem — cultural e política. 4. Subtexto: língua e poder O Brasil vivia sob o impacto do Golpe de 1964. Nesse contexto, a defesa da “correção” linguística frequentemente ecoava valores mais amplos: controle hierarquia autoridade O “tem” de Chico, portanto, ultrapassa a gramática. Ele se torna um gesto simbólico. Onde a norma exige distância, a canção propõe proximidade. 5. O veredito de Vinicius Segundo reconstruções verossímeis de bastidores, Vinicius de Moraes teria celebrado a escolha. Para ele: o “há” pertencia ao discurso formal o “tem” pertencia à vida A síntese é poderosa: o “há” é estátua; o “tem” é corpo. 6. Três gerações, uma linguagem A canção reúne: o experimentalismo harmônico de Garoto a sensibilidade lírica de Vinicius a crônica urbana de Chico O elo entre essas dimensões não é apenas musical — é linguístico. E é justamente na imperfeição aparente que a obra encontra sua verdade. 7. A permanência do “erro” Décadas depois, o verso permanece intacto. O “tem” sobreviveu: à crítica à norma ao tempo E se consolidou como marca estética. Na música brasileira, certos “erros” são, na verdade, conquistas. BOX — Onde ouvir “Minha Gente” 🎸 Versão instrumental (melodia de Garoto) 🎤 Versões com letra (intérpretes posteriores) Nota editorial sobre a letra A letra completa de Minha Gente não pode ser reproduzida integralmente aqui por direitos autorais. Mas você pode consultá-la em plataformas especializadas como: Letras.mus.br YouTube Conclusão “Minha Gente” prova que a linguagem nunca é neutra. Entre o “há” e o “tem”, não está apenas uma escolha gramatical — mas uma visão de mundo. E talvez por isso o verso continue atual: porque, mais do que correto, ele é verdadeiro. S José Fernandes</i> detona" Gal Canta Caymmi" no programa do Flávio Cavalcanti, TV Tupi70's ,‪@betofae‬ Flávio Cavalcanti - Um instante maestro (1976)
Texto 1 — Coluna (Rogério Werneck) Haddad, no final das contas Em contraste com o que prometeram de início todos os presidentes eleitos desde 1999, inclusive Dilma Rousseff, Lula da Silva decidiu que atravessaria seu terceiro mandato sem assumir qualquer compromisso com o controle do endividamento público. Nunca é demais lembrar que a notícia de que Fernando Haddad ocuparia a pasta da Fazenda só veio a público 40 dias depois do segundo turno da eleição de 2022, quando Lula, por conta própria, já celebrara um amplo pacto de irresponsabilidade fiscal com o Congresso. Haddad sabia perfeitamente que o papel que lhe caberia como ministro era o de tesoureiro do colossal farra fiscal que Lula tinha em mente. Alertado de que, se fosse muito explícito sobre suas reais intenções, poderia não conseguir aprovar a revogação do teto de gastos, Lula encarregou Haddad de montar a dissimulação que se fazia necessária. O que se fez foi criar, em lugar do arcabouço fiscal, um novo regime de gestão de contas públicas em que o governo se permitiria andar com metas pífias, jamais cumpridas, de geração de déficits primários “quase zero”. Era mais do que sabido que tamanha irresponsabilidade redundaria em brutal elevação do endividamento público. Faltava a Haddad um traço de personalidade imprescindível para que pudesse ter tido sucesso como ministro: a capacidade de dizer não ao presidente da República. E, mais do que isso, a capacidade de incutir no presidente o temor de que, a depender do que lhe fosse pedido, Haddad estaria pronto a se demitir. Jamais passou pela cabeça de Lula que seu ministro da Fazenda deixaria de lhe ser submisso. Deu no que deu. O que se prevê é que, ao longo do atual mandato presidencial, a dívida bruta como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) sofra um salto de até 12 pontos percentuais, de 71,7% a talvez 84% do PIB. No mandato e meio de Dilma Rousseff, o salto foi de 18 pontos percentuais, mas ao longo de quase seis anos. Três pontos percentuais do PIB por ano. Um aumento anual médio equivalente ao que se espera no Lula 3. O que se poderá constatar no final deste ano é que, em conjunto, os governos Dilma e Lula 3 terão aumentado a dívida bruta como proporção do PIB em espantosos 30 pontos percentuais! E ainda há quem ache que o que agora falta ao Brasil é um Lula 4. Desta vez, por sorte, o desastre não assumiu as proporções catastróficas de 2016 porque, em seu terceiro mandato, Lula se deparou com um Banco Central autônomo, que impediu que a política monetária acabasse tomada pela mesma irresponsabilidade da política fiscal.
Texto 2 — Reportagem Imposto de Importação – Sem produção nacional Governo zera alíquotas de quase mil produtos O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) isentou do Imposto de Importação quase mil produtos que não têm produção nacional ou cuja produção é insuficiente para atender ao mercado interno. A decisão foi tomada ontem em reunião do Gecex. Entre os produtos que tiveram a tarifa de importação zerada estão medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas e inseticidas agrícolas; insumos para indústria têxtil; lúpulo para cerveja; e produtos usados em nutrição hospitalar. Na lista estão ainda 970 itens de bens de capital e bens de informática e telecomunicações. Em fevereiro, o governo havia recuado da elevação de alíquotas de 120 produtos classificados como bens de capital e de informática e telecomunicações, depois de forte reação contrária nas redes sociais. S
sexta-feira, 27 de março de 2026 Supremo revoga decisão de Mendonça e anula prorrogação da CPMI do INSS, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Gilmar Mendes liderou a reação dos colegas. E fez reprimenda pública aos deputados que acompanham no plenário da Corte o julgamento sobre a prorrogação Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contra a prorrogação da CPMI do INSS, derrubando a liminar do ministro André Mendonça que havia determinado prazo de 60 dias para que o Congresso viabilizasse a continuidade dos trabalhos. A conclusão do julgamento pelo plenário ampliou ainda mais a derrota do ministro André Mendonça e consolidou, de forma inequívoca, o isolamento do relator do caso Master entre os colegas. Somente o ministro Luiz Fux votou com Mendonça. Além dos votos já conhecidos, a formação final da maioria reforçou o entendimento predominante de que a prorrogação de uma CPMI é matéria interna do Legislativo. A posição de Mendonça, acompanhada apenas por Luiz Fux, foi superada por um bloco amplo e heterogêneo de ministros, incluindo Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. O ministro Gilmar Mendes liderou a reação dos colegas. E fez uma reprimenda pública aos deputados que acompanham no plenário da Corte o julgamento sobre a prorrogação da CPMI do INSS. O decano mencionou que conversas íntimas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram vazadas “para festejo geral”. Ele classificou o episódio como “deplorável, lamentável e criminoso”. Em aparte ao ministro Flávio Dino, Gilmar destacou que a quebra de sigilos sem fundamentação é inconstitucional: “É muito curioso, ministro Dino, esse aspecto, porque se invoca esse poder de autoridade judicial, e é bom que os parlamentares que estão aqui possam escutar isso. A Autoridade judicial decide com fundamento”, disse. O resultado não apenas confirma a rejeição da tese de Mendonça, como amplia o significado político da derrota. O relator não conseguiu sequer preservar uma posição minoritária mais robusta, ficando restrito a um apoio isolado. Isso sinaliza perda de capacidade de articulação e baixa adesão de seus pares em temas de alta sensibilidade, como no caso do Banco Master. Com essa decisão, perde eficácia qualquer tentativa de prorrogação da CPMI, que contrariava o entendimento do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), como fez ontem o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que chegou a anunciar a continuidade dos trabalhos. Agora, o relatório final da CPMI será lido e, se possível, votado nesta sexta-feira, podendo haver uma reunião extraordinária neste sábado caso haja pedido de vista. “O relatório será lido amanhã e eu espero também ser votado amanhã mesmo”, afirmou o senador, ressaltando que o documento representa, em sua avaliação, “um dos mais robustos já produzidos por uma CPMI” no país. Caso Master O parecer elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), reúne mais de 5 mil páginas e propõe 227 indiciamentos, consolidando um dos maiores levantamentos recentes sobre fraudes no INSS. As investigações apontam um esquema bilionário de irregularidades em crédito consignado, atingindo aposentados e pensionistas e revelando falhas estruturais no sistema de controle. Entretanto, a CPMI avançou sobre conexões com o caso do Banco Master, ampliando o alcance político das apurações. Esse entrelaçamento elevou o grau de sensibilidade do tema, pois passou a envolver não apenas operadores financeiros, mas possíveis interlocuções com agentes públicos e estruturas institucionais, entre os quais parlamentares e ministros do STF. A decisão do STF, nesse contexto, muda o eixo das investigações. Ao barrar a prorrogação da CPMI, a Corte reduziu o protagonismo do Congresso e reforçou o papel do Judiciário na condução dos desdobramentos. Também sinaliza uma preocupação clara com os efeitos institucionais da exposição pública de agentes públicos, sobretudo após críticas contundentes de ministros a vazamentos de informações sigilosas. O principal efeito político do julgamento, porém, recai sobre Mendonça. Seu voto defendia a preservação do direito da minoria parlamentar de investigar, argumento que, embora juridicamente consistente, foi derrotado por uma maioria expressiva. O placar de 8 a 2 cristaliza seu isolamento e indica que, em temas de grande repercussão, como é o caso Master, sua capacidade de formar maioria é limitada. Mendonça atua como relator de processos ligados ao caso Banco Master, um dos mais sensíveis em curso no Supremo, em substituição ao ministro Dias Toffoli, que renunciou à relatoria por ser um dos citados nos vazamentos. A falta de apoio demonstrada no plenário é uma “enquadrada” em Mendonça, que terá muita dificuldade para sustentar decisões que envolvam ampliação do alcance investigativo ou compartilhamento de provas. No plano institucional, o Supremo conteve o avanço de uma investigação parlamentar que havia ultrapassado a esfera política e começado a afetar diretamente o ambiente institucional. Ao centralizar o controle das apurações, o STF reafirmou sua autoridade, mas também aumentou o grau de exposição e de desgastes que sofre em razão do escândalo. O placar de 8 a 2 revela a formação de uma ampla maioria no Supremo disposta a blindar seus integrantes e o governo, contra os vazamentos de informações, e contingenciar as investigações.
sexta-feira, 27 de março de 2026 Do mundo ao Master, a crise em ano eleitoral, por Fernando Gabeira O Estado de S. Paulo É praticamente impossível falar em posições nacionais ou em algum tipo de consenso que nos faça sentir menos o impacto da crise internacional As investigações sobre o Banco Master não devem acabar com a delação de Daniel Vorcaro. Elas continuarão sob o escrutínio de forças poderosas que querem anulá-la. Nessa lógica, causa apreensão o confronto entre o ministro André Mendonça e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em torno da prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Comissão ficou duas semanas sem ouvir ninguém, achou que poderia convocar a ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff, em Miami, um sonho impossível, e decidiu continuar seu trabalho além do prazo. Em princípio, com todas as assinaturas necessárias, o adiamento seria burocrático. Mas Davi Alcolumbre precisava concordar e se há algo que não quer ver pela frente, é a CPMI funcionando. Os deputados e senadores decidiram recorrer a André Mendonça e involuntariamente abrem mais um flanco na solidez do trabalho do ministro. O tema será discutido no plenário do STF, onde as condições não são favoráveis a Mendonça. Independentemente do resultado, é uma exposição desnecessária. Talvez tenha vindo também da CPMI uma outra atitude que enfraqueceu o trabalho sobre o Banco Master: a divulgação dos diálogos íntimos de Vorcaro. Um dos observadores mais severos dessas investigações é o ministro Gilmar Mendes. Ele considerou a divulgação dos diálogos uma barbárie institucional. Num outro momento, Gilmar Mendes criticou André Mendonça. Apesar de concordar com a prisão de Vorcaro, Gilmar discordou da argumentação de Mendonça para justificá-la. O caminho para investigar o Master não é tranquilo no Supremo. Dois ministros, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, estão envolvidos. O próprio Gilmar fez malabarismos jurídicos para evitar a quebra do sigilo da Maridt, empresa de Dias Toffoli, e também a quebra de sigilo do Fundo Arleen, que comprou parte do resort de Toffoli. Tudo isso indica que o caso Master terá mais dificuldades do que a própria Lava Jato, fulminada pelo Supremo. As dificuldades institucionais não param aí. A Procuradoria-Geral da República não parece muito empolgada. Relutou em decretar a prisão preventiva de Vorcaro, pois não a considerava urgente. Pior ainda: informada de que Vorcaro estava tendo acesso a dados confidenciais da instituição, nada fez para reprimi-lo. No Tribunal de Contas, o quadro não é menos desolador. Um ministro chamado Jhonatan Jesus, oriundo do Centrão na Câmara, suspeitou que o Banco Central foi precipitado em liquidar o Master. Até hoje, ele suspeita, apesar do relatório dos próprios técnicos do tribunal. Está apenas jogando em sintonia com seus pares do Centrão que queriam aprovar um projeto para demitir funcionários do Banco Central. Algo puramente intimidatório. Ou mesmo o senador Ciro Nogueira, que apresentou uma emenda elevando de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para pessoas lesadas por bancos falidos como o Master. Todo esse processo segue com a grande expectativa em torno de delação de Vorcaro. Mas uma delação nunca é tudo. Novas investigações precisam ser feitas, outras, concluídas. O trabalho vai desembocar no período eleitoral, num país ainda polarizado. Se fosse apenas isso, já estaríamos numa situação complicada. Num mundo estranho, liderado por um homem tão imaturo quanto Trump, restam poucas esperanças. Ele assumiu prometendo acabar com guerras, tentou ganhar o Prêmio Nobel, contentou-se, finalmente, com um prêmio da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e partiu para uma guerra sem sentido, uma vez que os objetivos não são claros. O Irã já tinha perdido anos de trabalho nuclear com os bombardeios de junho, o Hezbollah estava em retirada e não havia no horizonte ameaça contra os Estados Unidos. A ideia de que o povo iraniano, massacrado pelo regime, iria para as ruas tomar o poder é muito ingênua. De qualquer forma, a guerra que já se prolonga por quatro semanas e traz prejuízos para todos. Alguns países, como a Eslovênia, já estão racionando a gasolina. No Brasil, temos um aumento no preço do diesel, que leva o governo a planejar um subsídio de R$ 1,20 por litro para evitar também uma inflação de alimentos – que é ruim para todos, principalmente para quem disputa eleições. O ideal seria uma avaliação mais completa da conjuntura internacional para avaliarmos como navegaremos na crise. Mas estamos num estado de paixão que impede esse distanciamento. Avançamos como se o mundo não existisse ou fosse um espaço previsível com desequilibrados como Donald Trump dando as cartas. Será um ano complicado no Brasil. Nesse contexto, é praticamente impossível falar em posições nacionais ou em algum tipo de consenso que nos faça sentir menos o impacto da crise internacional. Mesmo porque, com todo o desequilíbrio, há quem ainda acredite nos projetos de Trump. Houve até quem achou razoável aquele absurdo tarifaço, que o próprio contrapeso institucional anulou. Possivelmente, ache a guerra contra o Irã uma boa ideia, apesar desses resultados negativos. Luiz Bonfá - Introspection - 1972 - Full Album José Freitas 5 de set. de 2018 Búzios Bossa Blog Músicas 01 – Enchanted Mirror 02 – Summertime Love 03 – Reflections 04 – Conerto For Guitar 05 – Rain 06 – Leque 07 – Missal 08 – Adventure In Space Todas as músicas são de Luiz Bonfá.

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