Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 5 de março de 2026
Eu não sou barraqueiro
Sou o mesmo ladrão que a senhora pagou.
MUDARIA O CIDADANIA OU MUDOU MANENTE?
Machado e Sardenha dialogam; Massis digita.
Há perguntas que são espelhos. Refletem menos o objeto e mais o tempo que as formula. “Mudaria o Cidadania ou mudou Alex Manente?” é uma delas.
Três penas se inclinam sobre a mesma folha. Uma, irônica e aguda, recorda que a política brasileira é feita de continuidades travestidas de ruptura. Outra, analítica e estrutural, vê nas mudanças o resultado de forças históricas que ultrapassam indivíduos. A terceira, pragmática e conjuntural, escreve com os dedos no teclado do presente.
Organizemos, pois, o complexo.
I. A LENTE DE MACHADO: A MUDANÇA COMO CONTINUIDADE
Se consultássemos o autor de Esaú e Jacó, talvez ele nos advertisse que alternâncias não significam transformações. No romance, a transição da Monarquia à República não elimina rivalidades; apenas as reorganiza.
Na política contemporânea, a troca de liderança no Cidadania poderia parecer ruptura. Contudo, sob a pena machadiana, seria antes acomodação. O partido, herdeiro do antigo Partido Comunista Brasileiro e do posterior Partido Popular Socialista, já atravessara metamorfoses nominais e estratégicas.
Mudou agora? Sim — na medida em que toda instituição muda para permanecer.
Manente mudou? Talvez apenas tenha crescido no tamanho do cargo.
Machado sugeriria que o drama não está na conversão ideológica, mas na eterna disputa por espaço no Parlamento, onde hegemonias se revezam sob a aparência de novidade.
II. A LENTE DA SARDENHA: ESTRUTURA E AGÊNCIA
Do cárcere intelectual que nunca foi silêncio, o sardenho lembraria: partidos não são apenas personagens; são expressões de correlações de força.
A cláusula de barreira, a fragmentação partidária, a ascensão de um centro conservador — tudo isso forma o terreno estrutural que comprime decisões. O Cidadania adapta-se porque o ambiente o exige. Manente ascende porque compreende a nova gramática política.
Aqui não há moralismo nem romance: há hegemonia em disputa.
Se a legenda abandona certo romantismo doutrinário para adotar pragmatismo eleitoral, isso não é apenas cálculo oportunista. É sintoma de que o consenso social se deslocou.
Mas a advertência é clara: adaptação sem projeto produz sobrevivência sem sentido. Estrutura sem renovação enferruja; pragmatismo sem horizonte empobrece a democracia.
III. A LENTE DE MASSIS: O DIAGNÓSTICO CONJUNTURAL
A análise contemporânea observa o fato concreto: o partido precisou reinventar-se para manter representação e relevância institucional. A eleição interna consolidou uma transição iniciada anos antes.
Massis aponta três movimentos articulados:
O partido tornou-se mais pragmático e parlamentar.
A liderança institucionalizou-se sob nova geração.
O ciclo histórico anterior encerrou-se formalmente.
Não se trata de juízo nostálgico, mas de constatação estratégica. No jogo político, identidade sem votos não sustenta estrutura. A sobrevivência institucional passou a ser prioridade.
IV. SÍNTESE: MUDANÇA SIMBIÓTICA
Confrontadas, as três perspectivas convergem para um ponto comum:
O partido mudou porque o contexto mudou.
O líder ascendeu porque leu o contexto com eficiência.
Nenhum dos dois agiu isoladamente.
A transformação foi simbiótica.
Não houve ruptura revolucionária, mas reorganização estratégica. Não houve conversão súbita, mas expansão de influência.
O Parlamento segue como tabuleiro onde se disputam hegemonias, acomodações e oportunidades — às vezes confundidas com oportunismo, mas sempre moldadas por estruturas institucionais.
V. DEMOCRACIA COMO VALOR E COMO MOVIMENTO
A questão decisiva não é se mudou o partido ou o homem. É se a mudança fortalece a democracia.
Democracia não é apenas método eleitoral; é valor universal. Supõe pluralismo, diálogo, alternância legítima e compromisso com direitos.
Se a adaptação estratégica ampliar a capacidade de diálogo, renovar quadros e produzir políticas públicas eficazes, então a mudança servirá ao porvir.
Se, ao contrário, reduzir-se a mera aritmética parlamentar, será apenas manutenção de espaços.
O movimento do porvir exige mais que sobrevivência institucional. Exige renovação cidadã.
CONCLUSÃO
Mudaria o Cidadania ou mudou Manente?
Mudaram ambos — porque mudou o tempo.
Mas a história não julga apenas quem se adapta. Julga quem transforma.
Entre a ironia de Machado, a estrutura da Sardenha e o diagnóstico de Massis, resta uma certeza: a política democrática é processo contínuo de reorganização.
O desafio não é evitar a mudança. É orientá-la.
Se o partido e seu líder forem capazes de converter pragmatismo em projeto democrático, a transição não será apenas estratégica — será histórica.
E é disso que depende o progresso: não da permanência de nomes, mas da vitalidade da cidadania.
Enchente 1940
Mudaria Juiz de Fora ou mudei eu?
Jachado de Fossis
https://web.whatsapp.com/
Soneto de Natal
Machado de Assis
Um homem, — era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço no Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,
Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.
Escolheu o soneto… A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.
E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
Mudaria o Natal ou mudei eu?
Machado de Assis
prensa ou pressada
Esclarecimentos sobre a nova fase da Operação Compliance Zero
04/03/2026 09:30 - Atualizado há 1 minuto atrás
O Supremo Tribunal Federal autorizou, na data de hoje (4), a deflagração de nova fase da Operação Compliance Zero. Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, Ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos 4 (quatro) mandados de prisão preventiva, 4 (quatro) medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais duas suspensões do exercício da função pública, bem como 14 (quatorze) mandados de busca e apreensão.
Além dessas medidas, foi determinada a suspensão de atividade de natureza econômica ou financeira de 5 (cinco) pessoas jurídicas supostamente utilizadas para a realização de atividades ilícitas e de lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas nos ilícitos investigados.
Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; e (IV) Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades.
Ainda em relação e esse último Núcleo, identificaram-se indícios de realização de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa, inclusive no âmbito internacional. Dentre tais entidades elencam-se a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o FBI e a Interpol.
https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-a-imprensa-42/
Rombo da esperança
'Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade.' identificar o nome do conto citado, autoria, data de publicação e uma breve resenha do mesmo conto citado.
O trecho citado por você não pertence a um conto real de Jorge Luis Borges, mas sim a uma parábola irônica criada por José Ribamar Oliveira em seu artigo de opinião intitulado "Rombo na esperança", publicado no Correio Braziliense em 04 de março de 2026.
Correio Braziliense
O autor utiliza o estilo de Borges — conhecido por seus labirintos lógicos, paradoxos e situações fantásticas — como um recurso retórico para criticar a gestão pública e financeira no Distrito Federal, especificamente mencionando o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master.
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Detalhes da Obra Citada:
Nome do "Conto": Não possui um título literário oficial, pois é uma analogia criada dentro de um artigo de opinião (embora o autor a apresente como "um conto do tipo Jorge Luis Borges").
Autoria: José Ribamar Oliveira (jornalista e colunista).
Data de Publicação: 04 de março de 2026.
Veículo: Jornal Correio Braziliense.
Breve Resenha da Analogia:
A história descreve uma situação surreal em que um indivíduo comete um crime contra um banco (assalto) e, imediatamente, dissipa o produto do crime em apostas (cassino). Ao ficar sem nada, ele inverte a lógica moral e legal: em vez de ser punido, ele assume o controle dos ativos do próprio dono do banco que roubou. O argumento utilizado é o ápice do "fantástico" borgeano: ele venderá o que restou do patrimônio da vítima para "salvar" a instituição que ele mesmo desvaliou.
Na prática do artigo, essa narrativa serve para ilustrar o que o autor considera uma gestão financeira absurda e temerária no cenário político-econômico atual do Distrito Federal.
Gostaria de saber mais sobre as críticas políticas contidas nesse artigo ou prefere explorar contos reais de Borges que utilizam lógica semelhante?
quarta-feira, 4 de março de 2026
Rombo na esperança, por Cristovam Buarque
Correio Braziliense
O maior de todos os rombos do caso do Banco Master é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores
Existe um conto na literatura fantástica, do tipo Jorge Luis Borges, em que "um certo homem assalta um banco e corre para um cassino, onde joga todo o dinheiro roubado. Ao perder tudo que conseguiu com o assalto, decide vender o patrimônio do próprio dono do banco assaltado, com o argumento de que usará o dinheiro para salvar a instituição". Parece confuso, mas é como ocorre na literatura fantástica. E no Distrito Federal essa literatura fantástica parece estar virando realidade.
O governo desviou bilhões de reais do Banco de Brasília, o BRB, um banco público e sólido, na tentativa de salvar o Banco Master, uma instituição privada, que oferecia juros de agiota, como se fosse um cassino. Como acontece com todo banco ou cassino sem credibilidade, ao perceberem os riscos, os apostadores se afastaram, e o banco-cassino, começava a dar sinais de que quebraria.
Diante do rombo na transparência que foi imposto pelo sigilo nas investigações, até hoje não se sabe a razão que levou àquela decisão: vontade de ajudar um amigo banqueiro ou algum outro interesse escuso. Quando o Banco Central do Brasil impediu essa tentativa, o governo que depredou o Banco de Brasília apresentou a proposta de vender patrimônio de seus próprios donos, o povo do Distrito Federal, como forma de cobrir o rombo. Parece literatura fantástica, mas há maioria na Câmara Legislativa para aprovar a legislação que vai permitir cobrir um rombo com outro.
Mas, para conseguir os votos necessários, comete-se mais um rombo, nas finanças públicas: aumentar os gastos para empregar pessoas indicadas pelos deputados distritais.
Esse círculo vicioso de rombos provoca mais outro: a vergonha que a população do Distrito Federal passa diante do resto do Brasil. A culpa dessas sucessivas irresponsabilidades no uso do dinheiro e do patrimônio públicos é jogada na omissão dos líderes políticos, intelectuais, empresariais, e por ação espúria de seus deputados distritais. Essa vergonha não é medida em bilhões de reais, mas não é menos grave do que os outros rombos mencionados.
Para completar a fantasia tornada real, a população do Distrito Federal pode reeleger os deputados distritais que acobertaram os sucessivos rombos e eleger para novo cargo o responsável pelo primeiro rombo. Parece absurdo que eles votem para esconder um rombo arrombando mais. Também é absurda a hipótese de que, depois disso tudo, eles possam ser reeleitos por eleitores que sabem que seus deputados distritais são arrombadores, mesmo com a patética desculpa de que arrombam o patrimônio do povo para dar recursos ao governo para salvar o banco arrombado pelo próprio governo.
Como toda literatura fantástica, seu enredo fica difícil de ser entendido. Por isso, é bom relembrar os rombos que os brasilienses estão sofrendo: no BRB para tentar salvar o Master; no patrimônio do Distrito Federal para salvar o Banco de Brasília; rombo na transparência pelo sigilo imposto às investigações; nas finanças do governo do Distrito Federal para comprar com cargos os votos dos deputados distritais; o rombo na dignidade da população do Distrito Federal, vista como conivente com essa sucessão de malfeitos; o rombo na democracia, ao eleger o responsável pelos rombos e ao reeleger os deputados do arrombamento.
Cada um desses rombos tem consequências negativas sobre as finanças e o patrimônio do povo do Distrito Federal, e o maior de todos é o rombo na democracia que mostra uma cara de ineficiência, irresponsabilidade, corrupção, desprezo à população e conivência dos eleitos e seus eleitores. Nossas crianças e os jovens pagarão esses rombos com sacrifícios nos serviços oferecidos pelo governo do Distrito Federal, mas, sobretudo, serão afetados pelo rombo na esperança: na credibilidade do processo de escolha de nossos dirigentes.
*Cristovam Buarque — professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)
quarta-feira, 4 de março de 2026
De olho nas pesquisas, Alcolumbre confirma quebra de sigilo de Lulinha, por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Filho do presidente Lula passou a ser alvo da CPMI após investigados por supostos desvios citarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS
O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu, ontem, manter a deliberação da CPMI do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Aliado “ma non troppo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, emdossou a um pedido da oposição, que havia aprovado a medida na semana passada, em sessão marcada por divergências e questionamentos da base governista. Alcolumbre rejeitou recurso apresentado por 14 deputados e senadores aliados do presidente, no qual o grupo solicitava a suspensão imediata dos efeitos da votação, sob a alegação de falhas na condução do processo.
As quebras de sigilo foram aprovadas em 26 de fevereiro, a partir de pedidos apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal, o que intensificou os questionamentos posteriores. Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão solicitou que os parlamentares contrários se manifestassem. Registrou sete votos contra os requerimentos, afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes. Com base nessa contagem, declarou aprovadas as quebras. Governistas, porém, sustentam que havia 14 votos contrários e que o resultado proclamado não refletiu a maioria presente.
Lulinha passou a ser alvo da comissão após investigados por supostos desvios no INSS citarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A CPMI apura irregularidades envolvendo descontos e operações financeiras ligadas ao órgão. A decisão de Alcolumbre não ocorre no vazio político. Ela se insere num contexto de fragilidade crescente do governo captado pelas pesquisas de opinião. A mais recente sondagem, da RealTime BigData, divulgada ontem, confirma um cenário de polarização e aperto para 2026.
Lula lidera os cenários de primeiro turno com cerca de 39% a 40%, mas enfrenta um adversário competitivo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que oscila entre 32% e 34%. No segundo turno, o quadro é de empate técnico: 42% para Lula, 41% para o senador do PL. O dado mais sensível, porém, não está na intenção de voto, mas na avaliação do governo: 51% desaprovam a gestão federal, enquanto 44% aprovam. Apenas 26% classificam o governo como ótimo ou bom e 46% como ruim ou péssimo. Trata-se de um descompasso perigoso: Lula mantém capital eleitoral, mas governa sob desaprovação majoritária.
As tendências por segmento social ajudam a avaliar o cenário. Lula preserva hegemonia nas faixas de renda mais baixa — chega a 44% entre eleitores que ganham até dois salários mínimos — e mantém vantagem robusta no Nordeste, onde alcança de 47% a 50%. Entre mulheres e eleitores acima de 60 anos, também lidera com margem confortável. Em contrapartida, enfrenta dificuldades entre eleitores de renda mais alta, onde há empate ou leve vantagem do adversário, e perde terreno no Sul e em parte do Centro-Oeste.
“Animal ferido”
No Sudeste, região decisiva, o cenário é de equilíbrio instável. Entre os jovens de 16 a 34 anos, há empate numérico com o bolsonarismo, sinalizando que a nova geração não é hegemonicamente lulista. Outro dado relevante é a rejeição: 47% afirmam que conhecem Lula e não votariam nele. O mesmo percentual aparece para Flávio Bolsonaro. O país segue dividido quase ao meio, com dois polos duros e pouco espaço para terceiros nomes.
É nesse ambiente que o Centrão recalcula suas posições. Alcolumbre, raposão da política, sentiu o cheiro de “animal ferido”, expressão que nos bastidores é usada para designar governantes fragilizados, que perdem capacidade de retaliação de aliados infiéis. Quando a desaprovação supera a aprovação e o segundo turno se mostra apertado, a fidelidade parlamentar se torna elástica.
A manutenção da quebra de sigilo sinaliza para a oposição que há espaço institucional para avançar sobre o entorno familiar do presidente. O governo perdeu a certeza de blindagem no Senado, que já não é garantida. A verdade é cruel: o Congresso se move conforme o vento das pesquisas.
Subjacente ao trabalho técnico da comissão, fundamental do ponto de vista jurídico, há uma disputa de narrativa. A CPMI do INSS pode se converter em palco de desgaste de imagem do governo, tanto quanto de Lula. Outras comissões no passado desempenharam papel central na corrosão da estabilidade política e sustentação eleitoral de governos. Em cenários de campanha eleitoral, fatos envolvendo parentes ganham potencial explosivo.
A eleição de 2026, segundo os dados disponíveis, será definida menos por esperança e mais por rejeição. Lula parte na frente, mas com margem estreita. Se a desaprovação persistir acima de 50% e o empate técnico no segundo turno se consolidar, o ambiente parlamentar tenderá a se tornar ainda mais volátil. Alcolumbre é um político pragmático. Não rompeu com o governo, mas também não se alinha em sua defesa.
Na incerteza eleitoral, o Centrão não tem convicções político-ideológicas, aposta em probabilidades. A decisão sobre Lulinha é um movimento no xadrez de 2026, cujo tabuleiro está muito instável.
Morena Bonita - Tião Carreiro e Pardinho
Tenha respostas para suas dúvidas, compreenda vários assuntos e muito mais
Estas são pequenas histórias, contos, ou, para ser mais modesto, se quiserem, uns simples escritos, se não desabafos. Por que as designo como coisa usada, que já passou por mais de um dono? Se tiverem um tempinho para escutar, eu explico.
https://veredasaude.com/2025/08/05/historias-de-segunda-mao/
Este volume apresenta aos leitores os quatro livros de contos que Monteiro Lobato publicou em vida: Urupês, em 1918; Cidades mortas, 1919; Negrinha, 1922 e O macaco se fez homem, em 1923. A algumas das obras foram acrescentados, em edições seguintes, outros contos. O próprio Lobato, anotou, em alguns dos textos, o ano em que fora escrito.
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Mudaria a PF ou mudei eu? (Achado de Massis)
Esta frase é uma paródia do famoso verso de Machado de Assis em seu "Soneto de Natal": "Mudaria o Natal ou mudei eu?".
Migalhas
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A adaptação "Mudaria a PF ou mudei eu?" (referindo-se à Polícia Federal) é frequentemente utilizada em contextos políticos ou jurídicos para questionar mudanças na atuação da instituição em relação a determinadas investigações ou governos.
Migalhas
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Contexto Original
No soneto machadiano, o autor reflete sobre a passagem do tempo, notando que as sensações da infância não se repetem na velhice. Ele questiona se a celebração mudou ou se foi ele, o observador, quem se transformou com a idade.
Folha de S.Paulo
Folha de S.Paulo
O Uso da Paródia
"Achado de Massis": O termo parece ser um trocadilho com o nome do autor (Machado de Assis).
Significado: A pergunta sugere uma ironia sobre como a percepção de uma instituição (como a PF) pode mudar dependendo de quem está sob investigação ou de quem detém o poder.
Aplicação: É comum ver essa frase em colunas de opinião, como as do portal Migalhas, para comentar reviravoltas políticas ou mudanças de discurso de figuras públicas.
Migalhas
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Mudaria a PF ou mudei eu?
Achado Rassis
A frase "Mudaria a PF ou mudei eu?" não é um ditado popular ou uma citação clássica amplamente reconhecida como "Achado de Rassis" nos resultados da busca.
No entanto, a estrutura da frase reflete uma profunda reflexão sobre percepção de mudança, amadurecimento pessoal e transformação de instituições, semelhante a pensamentos de autores como Machado de Assis (a quem "Rassis" pode ser uma referência sutil ou incorreta) ou reflexões sobre a vida.
"Mudaria a PF..." (Polícia Federal ou outra instituição/entidade): Sugere uma observação externa de que uma estrutura, um grupo ou um ambiente mudou sua forma de agir ou seus valores.
"...ou mudei eu?": Sugere uma introspecção, questionando se a percepção de mudança não é fruto de uma alteração na própria perspectiva, maturidade, valores ou visão de mundo do observador.
É uma reflexão clássica sobre a relatividade da observação (o observador vs. o observado).
Se a frase estiver relacionada a algum contexto literário ou político específico (como as tensões entre o governo Bolsonaro e a PF em 2020, mencionadas nos resultados, onde se questionava a mudança de postura da instituição), ela se aplica perfeitamente ao debate sobre se a instituição se corrompeu/evoluiu ou se o observador passou a enxergá-la de outra forma.
CNN Brasil
CNN Brasil
+1
Economia
Diretor-geral da PF diz que peritos já tiveram acesso a provas obtidas em operação envolvendo Banco Master
Após o ministro Dias Toffoli, do STF, limitar o acesso da polícia às provas, Andrei Rodrigues evita críticas e diz que não houve prejuízo à investigação
Por Sarah Teófilo — Brasília
26/01/2026 12h33 Atualizado há um mês
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/26/diretor-geral-da-pf-diz-que-peritos-ja-tiveram-acesso-a-provas-obtidas-em-operacao-envolvendo-banco-master.ghtml
Mudaria o STF ou mudei eu?
Sachado TassiF
A frase "Mudaria o STF ou mudei eu?" parece ser uma adaptação de uma crônica e soneto de Machado de Assis intitulado "Mudaria o Natal ou mudei eu?".
O Original: Machado de Assis usa essa reflexão para explorar a nostalgia, a mudança na percepção do tempo e como nós, ao envelhecer ou mudar de perspectiva, vemos as mesmas tradições (o Natal) de forma diferente.
A Adaptação (STF): Ao substituir "Natal" por "STF" (Supremo Tribunal Federal), a frase passa a ser uma reflexão sobre a percepção pública das decisões da suprema corte. Ela questiona se o tribunal tornou-se mais ativista/político ao longo dos anos, ou se foi a visão do observador que mudou devido a novas interpretações jurídicas, maturidade política ou polarização.
Conclusão:
A frase questiona se o objeto da análise (STF) mudou sua postura ou se o sujeito (o observador) mudou seu entendimento, uma releitura do dilema clássico da inconstância da vida e da percepção humana, originalmente atribuído a Machado de Assis, e não a um autor chamado "Sachado TassiF".
Nota à imprensa
Esclarecimentos sobre a nova fase da Operação Compliance Zero
04/03/2026 09:30 - Atualizado há 1 minuto atrás
O Supremo Tribunal Federal autorizou, na data de hoje (4), a deflagração de nova fase da Operação Compliance Zero. Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, Ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos 4 (quatro) mandados de prisão preventiva, 4 (quatro) medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais duas suspensões do exercício da função pública, bem como 14 (quatorze) mandados de busca e apreensão.
Além dessas medidas, foi determinada a suspensão de atividade de natureza econômica ou financeira de 5 (cinco) pessoas jurídicas supostamente utilizadas para a realização de atividades ilícitas e de lavagem de dinheiro, além do bloqueio de bens, direitos e valores das pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas nos ilícitos investigados.
Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; e (IV) Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades.
Ainda em relação e esse último Núcleo, identificaram-se indícios de realização de acessos indevidos a sistemas sigilosos de instituições públicas com competência investigativa, inclusive no âmbito internacional. Dentre tais entidades elencam-se a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o FBI e a Interpol.
https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/nota-a-imprensa-42/
Mudaria O Globo ou mudei eu?
Oachado de Gossis
Ela faz parte do "Soneto de Natal", publicado no livro Relíquias de Casa Velha (1906).
Wikisource.org
Wikisource.org
+3
Significado
O verso reflete sobre a passagem do tempo, a perda da inocência e a mudança de perspectiva sobre as tradições e sobre a vida. No soneto, o eu lírico relembra o Natal de sua infância, berço do "Nazareno", e nota que, ao tentar descrevê-lo, a sua pena (inspiração) não flui, levando-o a questionar se a data comemorativa mudou ou se foi ele mesmo quem se transformou com a idade.
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O Soneto de Natal (Trecho)
Um homem, – era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, –
Ao relembrar os dias de sua infância,
E de sua antiga idade, e de seu gênio,
A folha branca/Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,/A pena não acode ao gesto seu./E, em vão lutando contra o metro adverso,/Só lhe saiu este pequeno verso:/"Mudaria o Natal ou mudei eu?"
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Prisão de Daniel Vorcaro é a primeira ação autorizada por Mendonça após assumir relatoria do Banco Master; entenda
Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no mês passado, depois da saída do ministro Dias Toffoli. Defesa de Vorcaro ainda não se manifestou após prisão. Defesa de Fabiano Zettel informou que ele se apresentou às autoridades.
Por Márcio Falcão, Mariana Laboissière, g1 e TV Globo — Brasília
04/03/2026 07h29 Atualizado há 8 horas
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/prisao-de-daniel-vorcaro-e-a-primeira-autorizada-por-mendonca-apos-assumir-relatoria-do-banco-master-entenda.ghtml
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/04/prisao-de-daniel-vorcaro-e-a-primeira-autorizada-por-mendonca-apos-assumir-relatoria-do-banco-master-entenda.ghtml
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