Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 23 de março de 2026
Quem é essa navegante
Incompatibilidade de Gênios
João Bosco
Doutor, jogava o Flamengo, eu queria escutar
Chegou, mudou de estação, começou a cantar
Tem mais um cisco no olho, ela em vez de assoprar
Sem dó falou que por ela eu podia cegar
Se eu dou um pulo, um pulinho, um instantinho no bar
Bastou, durante dez noites me faz jejuar
Levou as minhas cuecas pro bruxo rezar
Coou meu café na calça pra me segurar
Se eu tô, ai, se eu tô
Devendo um dinheiro e veio um me cobrar
E vem um me cobrar
Doutor, ai, doutor
A peste abre a porta e ainda manda sentar
Ainda manda sentar
Depois, se eu mudo de emprego que é pra melhorar
Vê só, convida a mãe dela pra ir morar lá
Doutor, ai, doutor
Se eu peço feijão
Ela deixa salgar
Calor, mas veste casaco pra me atazanar
Que é pra me atazanar
E ontem, sonhando comigo mandou eu jogar
E mandou eu jogar
No burro e deu na cabeça a centena e milhar
Quero me separar
Composição: João Bosco, Aldir Blanc.
La barca
Roberto Cantoral
Navegar é preciso - Lula Pena (Os argonautas, de Caetano Veloso )
"👆 Quem é essa navegante virtuosa de 2022, de quem anunciam o desembarque em 2026, no sexagésimo ano do barco de Ramez Tebet, Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela? Aquele menestrel navegante e os demais não temeram o naufrágio por precisão, nem a fortuna do mar. Trágico ter que concordar com Nunes: Baleia embarcará nessa canoa furada?"
O barco
Meu coração não agüenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia
O marco
Meu coração
O porto
Não
Navegar é preciso
Viver
Não é preciso
O barco
Noite no teu tão bonito
Sorriso solto, perdido
Horizonte e madrugada
O riso
O arco
Da madrugada
O porto
Nada
Navegar é preciso
Viver
Não é preciso
O barco
O automóvel brilhante
O trilho solto, barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue
O charco
Barulho lento
O porto
Silêncio
Navegar é preciso
Viver
Não é preciso.
El barco. Mi corazón no aguanta tanta tormenta, tanta alegría. Mi corazón no se contenta. El día, el límite. Mi corazón. El puerto. No. Navegar es necesario, vivir no es necesario. El barco. La noche en tu sonrisa tan hermosa, solitaria, perdida, perdida madrugada y horizonte. La risa, el arco de la madrugada. El puerto, nada. El barco: el automóvil brillante. El camino abandonado, ruido de mi diente en tu vena. La sangre, el charco. Ruido lento. El puerto. Silencio. Navegar es necesario; vivir, vivir no es necesario.
Xálima
3 de jun. de 2012
segunda-feira, 23 de março de 2026
MDB, 60 anos: nem Ulysses e Tancredo uniram o partido, por César Felício
Valor Econômico
Partido não deve apoiar ninguém para presidente este ano, mas sem o clima de guerra do passado
Mais à direita do que já esteve na maior parte da sua história, muito menor do que já foi no passado, o MDB completa 60 anos nesta terça-feira mantendo uma singularidade: é o partido onde instâncias regionais, estatutariamente, têm mais poder perante a cúpula da sigla.
Esta particularidade está cobrando seu preço agora, em meio às articulações de palanque que ocorrem junto com a janela partidária. Em dois Estados do Nordeste, Paraíba e Piauí, é provável que o partido simplesmente deixe de lançar candidato a deputado federal.
A formação de uma bancada robusta na Câmara dos Deputados é fundamental para qualquer partido conseguir uma fatia mais relevante do fundo partidário. Mas o MDB, ainda hoje, continua podendo ser chamado de “federação de caciques regionais”. No Piauí, a prioridade da sigla é o acordo com o PSD para a reeleição do senador Marcelo de Castro. Na Paraíba, o partido joga mais alto, e quer eleger o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena para governador, e reeleger o senador Veneziano Vital do Rego. Abrir mão na nominata proporcional ajuda na composição.
O estatuto do MDB afasta a característica cartorial de outros partidos, em que a direção nacional exerce enorme poder. Não há, por exemplo, poder de veto sobre as decisões locais. Não se pode tirar a seção local de uma liderança e entregá-la a outra, porteira fechada. A norma, se dá organicidade e democracia interna, tira coesão e dificulta um projeto de poder. Desde a redemocratização o partido perdeu protagonismo nas disputas presidenciais. E a partir do governo Temer (2016-2018) perdeu protagonismo parlamentar. Foi-se o tempo em que a sigla presidia Câmara e Senado.
Na eleição presidencial desse ano o MDB deve, pela terceira vez, não indicar um candidato a presidente, liberando as direções estaduais para os arranjos mais convenientes. Tudo indica que será uma decisão muito mais pacífica do que as tomadas em 1998 e 2006, quando o partido fez o mesmo. As divisões subsistem no MDB. O que não há mais é o clima de guerra, a convicção de se estar decidindo o destino nacional com a decisão partidária.
A falta de unidade plena se manifestou desde o início. Esta coluna teve acesso às atas de todas as 12 convenções nacionais realizadas pela sigla para escolher o rumo na eleição presidencial desde 1973.
Na primeira delas, há 53 anos, o Brasil era presidido por Emílio Médici e a eleição indireta era apenas um simulacro para legitimar uma sucessão dentro das Forças Armadas, para a qual já estava escolhido Ernesto Geisel. O MDB decidiu jogar este jogo porque percebeu uma brecha: apesar de se viver em uma ditadura, o “candidato” na eleição indireta teria direito a tempo em rádio e televisão para campanha.
O presidente da sigla, Ulysses Guimarães, se lançou, mas não sem resistência da chamada “ala autêntica” do partido, que queria boicotar a eleição indireta em protesto. Durante a convenção, para diminuir as resistências, aceitou aprovar uma moção que condicionava a candidatura à manutenção do direito de se usar a mídia. Havia a desconfiança de que o regime militar, a qualquer momento, retirasse esse direito. Ainda assim, a decisão não foi unânime: Ulysses teve 201 votos e 42 foram em branco e nulos.
Na convenção seguinte, em 1978, o partido realmente achava que tinha chance de cavar dissidências entre os apoiadores do regime militar e ganhar a eleição indireta. Escolheu como candidato um general, Euler Bentes. A resistência da vez não veio dos autênticos, mas do MDB do Rio de Janeiro, que tinha um acordo com o regime para indicar Chagas Freitas como governador do Estado. Euler teve 352 votos e 132 foram em branco e nulos.
Tancredo teve em 1984 uma votação acachapante (656 votos em 721 possíveis), mas ensaiou-se um boicote em relação ao vice, José Sarney, que recebeu 113 votos a menos. A ala esquerda da sigla resistia a compor a chapa com um antigo apoiador do regime.
O MDB (à época PMDB) provavelmente foi o único partido do Brasil a chegar a uma convenção presidencial — a de 1989 — com quatro candidatos, para serem escolhidos em dois turnos de votação: Ulysses Guimarães, Waldir Pires, Iris Rezende e Alvaro Dias. Ulysses tornou-se candidato depois de obter apenas 302 votos em 897 possíveis. Seu adversário no segundo turno, Waldir Pires, que obteve 272, desistiu da disputa para se tornar vice na chapa que terminou em sétimo lugar naquelas eleições.
Na eleição de 1994, a convenção apenas homologou por aclamação o resultado da prévia partidária em que Orestes Quércia teve 81% dos votos e derrotou Roberto Requião. Quércia ganhou, mas não levou o apoio do partido, aquela ocasião ainda imenso. A maior parte das lideranças regionais apoiou de forma tácita a eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso.
A disputa na convenção de 1998 foi a mais tumultuada da história do partido, com direito a intervenção policial para garantir que o ex-presidente Itamar Franco, que pretendia ser candidato, pudesse concluir seu discurso. A ala governista tratorou o presidente da sigla, Paes de Andrade, e por 389 votos a 303 impediu o lançamento de candidatura própria, pela primeira vez na história da sigla.
1998 foi um divisor de águas: a partir daquele momento o MDB deixou na prática de disputar poder para buscar ser “fiador de governabilidade”, o que é muito diferente de ser aliado.
Nas últimas décadas o partido uniu-se primeiro ao PSDB e depois ao PT. Em 2018 e 2022 lançou candidatura própria, para negociar governabilidade depois das eleições. É bolsonarista em São Paulo e lulista na Bahia. Sem ter como enfrentar a polarização nacional, tenta resistir regionalmente.
PSB confirma filiação de Simone Tebet para disputar Senado após quase 30 anos no MDB
O partido afirmou que recebe a ministra com "entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica".
Por Bruna Barboza — São Paulo
21/03/2026 14h33 Atualizado há 2 dias
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Ministra do Planejamento, Simone Tebet
Ministra do Planejamento, Simone Tebet — Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo
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PSB confirma filiação de Simone Tebet para disputar Senado após quase 30 anos no MDB
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O PSB confirmou neste sábado a filiação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, em São Paulo. A mudança marca a saída dela do MDB após quase 30 anos no partido. Tebet vai disputar uma das vagas ao Senado nas eleições.
Em nota à imprensa, o PSB afirmou que recebe a ministra com "entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica".
A CBN apurou que a filiação está prevista para a próxima sexta-feira, em cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo. O evento deve contar com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ambos do PSB.
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Pelo MDB, Tebet foi senadora e também candidata à Presidência da República em 2022.
A saída da ministra provocou reação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que lamentou a decisão e afirmou que Tebet mudou de partido somente para atender a um pedido do presidente Lula.
"O que ela está fazendo? Ela está abandonando o povo que o tempo inteiro a acolheu. O que eu acho mais grave disso é ela virar as costas para o partido que sempre a apoiou. Inclusive, eu a apoiei. E tudo isso por conta de um capricho, de uma estratégia política do presidente Lula. Eu acho que ela é muito grande para se submeter a um capricho do presidente Lula. É a minha opinião. Eu respeito, mas eu jamais imaginei da Simone Tebet, uma pessoa com tanta envergadura, se submeter a ser marionete de Lula no nosso estado."
Nunes também rebateu uma declaração do pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, de que Tebet teria mais ligação com o estado do que o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. O prefeito destacou que a ministra nasceu no Mato Grosso do Sul, enquanto Tarcísio é natural do Rio de Janeiro.
O prefeito afirmou, ainda, que deseja integrar a equipe que vai coordenar a campanha à reeleição de Tarcísio em São Paulo. Nos bastidores, a expectativa é de que Nunes apoie a articulação política junto a prefeitos da região metropolitana.
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"👆 Quem é essa navegante virtuosa de 2022, de quem anunciam o desembarque em 2026, no sexagésimo ano do barco de Ramez Tebet, Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela? Aquele menestrel navegante e os demais não temeram o naufrágio por precisão, nem a fortuna do mar. Trágico ter que concordar com Nunes: Baleia embarcará nessa canoa furada?"
Resumo dos Pontos Históricos
Menestrel Navegante: Ótima referência a Teotônio Vilela, o "Menestrel das Alagoas".
Desembarque: Termo político preciso para a saída de um governo.
Nunes e Baleia: Refere-se a Ricardo Nunes e Baleia Rossi, figuras centrais na atual encruzilhada do MDB em São Paulo e no Brasil.
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Deseja que eu reescreva o texto em um tom mais formal ou prefere manter essa linguagem metafórica para uma análise política?
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O União Brasil decidiu formalizar o desembarque do governo Lula
18 de set. de 2025 — Jornal da Globo. O União Brasil decidiu formalizar o desembarque do governo Lula.
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Significado de sexagenário no Dicionário Estraviz
sexagenário. adj. e s. Que, ou aquele que tem sessenta anos de idade.
Dicionário Estraviz
Sexagenários - Dicio, Dicionário Online de Português
Significado de sexagenário Que ou aquele que tem sessenta anos.
Dicio
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Navegante Tremembé
(ultima atualização em maio/2025)
Itarema, CE, 1960
Vive e trabalha em Itarema, CE
Representada pela Cave Galeria
Participante do Prêmio PIPA 2025
Navegante é mulher indígena tremembé 60+, da aldeia Varjota, de Itarema, que há quase 40 anos retrata a sua cultura por meio de pinturas com o Toá, que é um pigmento natural extraído do solo do mangue, com cores produzidas por camadas geológicas formadas há milhões de anos na Terra. Esses pigmentos carregam consigo não apenas a materialidade da terra, mas também a conexão espiritual com o território e a memória do povo Tremembé. Em suas pinturas, vemos paisagens ancestrais onde diferentes seres vivos co-habitam o plano em um forte estado de harmonia, fazendo com que seus trabalhos se tornem arquivos e patrimônios da Terra. Navegante é uma guardiã dos saberes ancestrais de seu povo. A artista é profundamente comprometida em transmitir esse conhecimento às futuras gerações, trabalhando com jovens nas escolas indígenas.
Site: www.instagram.com/navegante.tremembe
Vídeo produzido pela Do Rio Filmes exclusivamente para o Prêmio PIPA 2025:
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