segunda-feira, 1 de junho de 2026

"14 ANOS"

"a experiência humana, mesmo imperfeita, deve ser acolhida em sua totalidade." ❤️ Edith Piaf - Non, Je Ne Regrette Rien (TRADUÇÃO) 1956 "Morin tinha quatorze anos Quando o Ignácio chegou”
"A velhice é um fardo difícil de carregar. Ela vem acompanhada de dificuldades de movimentos, descuidos, perda de energia e memória e excesso de divagações. O que se fazia com naturalidade na juventude se torna difícil. Palavras antes na ponta da língua de repente fogem. Visitas ao médico se tornam rotineiras. E, além disso, há a consciência da proximidade do fim e as especulações sobre a melhor forma de morrer."
''Fatherland'', de Pawel Pawlikowski, disputa Palma de Ouro em Cannes 2026 Por Anderson Ramos - abril 09, 2026 Le philosophe et sociologue Edgar Morin est décédé vendredi 29 mai à 104 ans. Précurseur de la sociologie du présent, cet ancien résistant communiste durant la Seconde Guerre mondiale, s’est également distingué par ses nombreux engagements politiques à gauche. Ces dernières années, il avait notamment pris position en faveur de la cause palestinienne. #ebrainfo #morin
Resumo da crônica “O quê?” — Ignácio de Loyola Brandão O cronista relembra sua chegada a um prédio em São Paulo, onde desenvolveu o hábito de recortar notícias de jornais — reportagens, anúncios e pequenos fatos do cotidiano — que serviram como matéria-prima para suas crônicas. A partir dessa prática, construiu um estilo baseado na observação do real somada à imaginação. Refletindo sobre sua trajetória, ele questiona o futuro dos jornais e da própria escrita diante das transformações do tempo, da censura e das mudanças tecnológicas. Recorda períodos difíceis, como a ditadura, e ressalta como essas experiências influenciaram sua produção. Ao completar 90 anos, o autor faz um balanço de vida: afirma ter vivido como quis e escrito o que desejava. Reconhece os desafios enfrentados, mas valoriza a liberdade criativa e a fidelidade a si mesmo. A crônica, assim, mistura memória pessoal, reflexão sobre o ofício de escrever e uma meditação sobre o tempo, a liberdade e o sentido da vida.
Morre Edgar Morin: intelectual francês da Resistência era referência do 'pensamento complexo'; saiba quem foi Sociólogo e filósofo morreu aos 104 anos, deixou obra influente sobre humanidade, ciência, política e intolerância e seguiu ativo no debate público até os últimos dias Por O Globo e AFP — Paris 30/05/2026 06h20 Atualizado há um dia
Resumo da matéria: “A busca do humano no pensamento complexo” — Edgar Morin A reportagem apresenta a trajetória intelectual e humana de Edgar Morin, destacando sua contribuição central: o pensamento complexo como forma de compreender a realidade em sua totalidade, interligando diferentes áreas do conhecimento. Ao longo de seus 104 anos, Morin construiu uma obra vasta e multidisciplinar, dialogando com campos como filosofia, sociologia, biologia, política e comunicação. Sua principal crítica dirige-se ao pensamento fragmentado e reducionista, defendendo que os saberes não devem permanecer isolados, mas conectados em rede. A matéria relembra episódios marcantes de sua vida, como sua atuação na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial e sua trajetória política, incluindo o rompimento com o comunismo ortodoxo. Esses eventos influenciaram sua visão crítica e aberta, sempre em busca de uma compreensão mais humana e menos dogmática da realidade. Entre suas obras mais importantes está a série “O Método”, na qual desenvolve a ideia de que o conhecimento deve integrar ordem e desordem, razão e emoção, ciência e filosofia. Para Morin, compreender o humano exige aceitar a incerteza e a complexidade da existência. A reportagem também destaca sua atualidade: mesmo centenário, Morin continua influente, sendo referência em debates sobre educação, cultura e sociedade. Seu pensamento propõe uma reforma do ensino baseada no diálogo entre disciplinas e na formação de indivíduos capazes de pensar criticamente o mundo. Assim, a matéria retrata Morin como um pensador que ultrapassa fronteiras acadêmicas, oferecendo uma filosofia voltada à vida, à ética e à compreensão do ser humano em sua multiplicidade. Matias Spektor: Risco geopolítico aumenta, e Brasil encolhe Brazil Journal 21 de mai. de 2026 Publicado em: 26/08/2025 O mundo entrou numa era de riscos inéditos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, diz o professor Matias Spektor, fundador e vice-diretor da Escola de Relações Internacionais da FGV. Neste episódio de Lado B, Spektor destaca que o jogo de forças global é dominado por três potências - EUA, China e Rússia - que se comunicam de maneira falha. “Não existe um instrumento legal, nem um marco político que leve as grandes potências a discutir o risco de uma guerra nuclear, que é muito elevado.” Para Spektor, o governo Trump cristalizou uma agenda que já vinha se formando em Washington: conter a China a qualquer custo. Nesse contexto, a Rússia deixou de ser vista como inimiga prioritária. “Para combater a China, tudo bem se a Rússia voltar a ser uma potência militar.” O professor avalia que o Brasil está mal posicionado no novo cenário. Protecionista e sem articulação diplomática eficaz, virou alvo fácil. “A relação formal diplomática entre os dois países (Brasil e EUA) está em coma, porque o lado americano não quer engajar,” afirma. Marcos Lisboa, apresentador do podcast, acrescentou: “Se os Estados Unidos querem um inimigo, o Brasil parece ser o candidato impecável.” O videocast Lado B também está disponível no Spotify. Assista no Brazil Journal: https://braziljournal.com/play/matias...
Roberto Pompeu de Toledo narra experiência da velhice em meio a luto por esposa VICENTE VILARDAGA A velhice é um fardo difícil de carregar. Ela vem acompanhada de dificuldades de movimentos, descuidos, perda de energia e memória e excesso de divagações. O que se fazia com naturalidade na juventude se torna difícil. Palavras antes na ponta da língua de repente fogem. Visitas ao médico se tornam rotineiras. E, além disso, há a consciência da proximidade do fim e as especulações sobre a melhor forma de morrer. O jornalista Roberto Pompeu de Toledo viu a velhice chegar junto com a morte de sua mulher Maria Isabel em 2021. Embora estivesse com 77 anos na ocasião, ele até então não se sentia um idoso e pouco pensava no assunto. Mas o desaparecimento do amor de sua vida o derrubou. "Nunca chorei tanto", lembra. O acontecimento tirou sua alegria e mudou seus hábitos. Muitas atividades que lhe davam prazer, como viajar, foram definitivamente deixadas de lado. No recém-lançado livro "Memorial do Inverno – Um Retrato do Artista Quando Velho", ele conta essa experiência e descreve com maestria e doses de humor, amparado em muitos autores ilustres, como viveu e superou esse luto. Também revela como viu a velhice passar a ser uma questão importante e chegar acompanhada de reflexões sobre o crepúsculo da própria existência. Escrita entre 2022 e 2025, a obra expõe a mudança dos tempos. Se antes, como disse Norberto Bobbio, a velhice estava associada à sabedoria, hoje os velhos são os que não sabem, principalmente quando se trata de tecnologia. Além disso, com o aumento da longevidade, surge o pior dos cenários, o risco da demência e das doenças degenerativas, fantasmas que perturbam a gente com idade mais avançada. Pompeu de Toledo não faz drama. Se na primeira parte do livro ("Dor e luto") prevalece a sombra persistente da morte de Maria Isabel, na segunda ("Vida e destino") já se abrem novas vertentes e o próprio ato de escrever surge como um antídoto para a tristeza. "Tenho escrito esse memorial da velhice com rapidez e alegria. Talvez nunca tenha escrito um livro com tanto entusiasmo", afirma. "Mal me levanto, a cada manhã, e quero logo pôr-me à mesa de trabalho." Quanto mais o livro avança, mais fica claro, nas suas palavras, que a velhice não é o fim da vida, é uma vida também, é uma etapa, com dificuldades adicionais em relação à juventude. mas é vida. Amigos morrem, outros sobrevivem e o mundo continua girando, ora pregando peças, ora trazendo alegrias. O mais importante é continuar existindo com autonomia e humor. Quem ajuda Pompeu de Toledo a continuar atento e forte é a chamada Primeira Amiga, uma companhia habitual de conversas e jantares. Ele lembra que, quando perdeu Maria Isabel, sentiu muita falta do "elemento feminino". Na fase do luto bravo, se sentiu amputado. E a Primeira Amiga, viúva e cinco anos mais nova, veio suprir essa lacuna, reestabelecer um pedaço de sua alma que havia sido dilacerado. "Sinto falta quando fico uma semana sem vê-la", conta. Na terceira parte do livro ("Auroras e Galos"), o autor, agora com 81 anos, se mostra confortável com sua nova condição. Começa citando o gerontólogo Alexandre Kalache, que fala da importância de se preservar a capacidade funcional para chegar aos 80 acima da linha da dependência. O luto foi superado, ele desfruta de autonomia e mora só em um apartamento em Higienópolis, mas longe da solidão. Tem filhos, netos, a Primeira Amiga e vários amigos queridos com quem se encontra com frequência. Tem também o ofício da escrita, que domina como poucos, e está cercado de livros. Diverte-se com suas viagens para a casa de campo em Atibaia. Como diz na parte final, embora ache estranha a palavra "prazeroso" para definir o envelhecimento, nega que a condição seja horrorosa. Tem hoje menos medo de morrer do que no passado. Pompeu de Toledo é autor também de duas obras clássicas sobre São Paulo, "A Capital da Solidão" e "A Capital da Vertigem", de outro livro de memória intitulado "O Espelho e a Mesa" e do romance "Leda". No começo, esse novo livro deveria se chamar "Memorial do Outono", mas o inverno prevaleceu por uma questão de rigor cronológico. Como a obra trata da derradeira etapa da vida, então pareceu mais lógico denominá-la com a estação mais fria do ano. "O inverno castiga mais as pessoas, o frio e o isolamento que ele causa ilustram mais a fase da velhice", afirma. Memorial do Inverno: Um retrato do artista quando velho Preço R$ 99,90 (216 págs.); R$ 39,90 (ebook) Autoria Roberto Pompeu de Toledo Editora Objetiva Vicente Vilardaga É jornalista e escritor. Publicou dois livros: “À Queima-Roupa - O Caso Pimenta Neves” e “A Clínica - A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih” FSP 29.05.2026

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