Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 13 de junho de 2026
Ouçam-nos
“Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” — (LUCAS, 16.29)
"Queixo-me às rosas
Mas que bobagem as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai"
"— Eu sou assim — disse um jovem argentino ao Papa Francisco, segundo Leonardo Boff.
— Deus te fez assim. Eu te respeito — respondeu o Papa."
1 A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no caminho comum.
2 Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual, entretanto, não conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes convém aos interesses essenciais.
3 Há precisamente um século, n estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois Planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um pai ou de um filho na experiência humana. 4 Alguns chegam ao disparate de se desviarem da senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes mortos, em consecutivos anos de observação.
5 Isso, porém, não passa de contrassenso.
6 Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres?
7 O impulso animal tem limites.
8 Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal.
9 O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. 10 O grande problema, no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista de cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor, na direção das realidades eternas.
Emmanuel
[1] [Essa lição foi psicografada em 1950, um século depois das primeiras manifestações que deram origem ao Espiritismo moderno. Vide: Espiritismo retrospectivo.]
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
116
Ouçam-nos
Pão Nosso #116 - Ouçam-nos
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 18 de jul. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
As Rosas Não Falam
Beth Carvalho
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas
Mas que bobagem as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim
Composição: Cartola
" - Eu sou assim", disse um jovem argentino ao Papa Francisco, segundo Leonardo Boff.
" - Deus te fez assim. Eu te respeito." Respondeu o Papa.
Carta de Cairbar Schutel para Eurípedes Barsanulfo, que foi tema de um artigo de nossa autoria para a Revista Internacional de Espiritismo (RIE), de @o.clarim, publicado na edição agora de novembro/25. O artigo, intitulado "Colunas", faz parte da coluna comemorativa dos 100 anos da RIE. Segue a transcrição da carta, que pertence ao acervo do @caksacramento:
10 — A CONVERSÃO AO ESPIRITISMO
NOVOS RUMOS
MENTALIDADE NOVA
Eurípedes sentia, cada vez mais forte, a recrudescência da sede de novos conhecimentos em torno do Espiritismo.
Na primeira década do século, a divulgação espírita era ainda bastante precária. Além do Reformador, lançado pela Federação Espírita Brasileira, em 1883, alguns poucos jornais doutrinários circulavam no país, dentre os quais dois ou três chegavam a Santa Maria, por visitantes.
Reformador e outros periódicos vinham a Santa Maria por visitantes fraternos, oriundos especialmente de São Paulo e Rio de Janeiro. (27)
Desse modo, tio Sinhô fazia chegar a Eurípedes o reduzido material de propaganda da Doutrina Espírita, então existente.
Na companhia de José Martins Borges, o moço lia e comentava importantes editoriais, artigos e crônicas, em que jornalistas abalizados deixavam a palavra nova, abrindo novos caminhos ao entendimento espiritual das criaturas.
Profundamente abalado em suas convicções católicas e leal à sinceridade de seu Espírito, restringiu sua presença na Igreja a poucos ofícios.
Já não era o mesmo assíduo freqüentador dos cultos religiosos.
O fato começava a despertar apreensões no seio da família do moço e do clero...
MADRINHA SANA
Eurípedes ia às quintas-feiras a Conquista para efetuar a escrituração da casa comercial de seu pai, naquela localidade.Lá encontrava com freqüência a sua querida madrinha Sana, que se abalava de Santa Maria para pequenas compras ou mesmo para se avistar com o afilhado.
(27) Em Franca (SP) já circulava o Fé, Amor e Perdão — tendo como diretor o jornalista Manoel Malheiro.
79 Eurípedes — o Homem e a Missão
O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep108] Emprego da riqueza (cap XVI, 11-13)
Emprego da riqueza
12. Quando considero a brevidade da vida, dolorosamente me impressiona a incessante preocupação de que é para vós objeto o bem-estar material, ao passo que tão pouca importância dais ao vosso aperfeiçoamento moral, a que pouco ou nenhum tempo consagrais e que, no entanto, é o que importa para a eternidade. Dir-se-ia, diante da atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, quando não se trata, na maioria dos casos, senão de vos pordes em condições de satisfazer a necessidades exageradas, à vaidade, ou de vos entregardes a excessos. Que de penas, de amofinações, de tormentos cada um se impõe; que de noites de insônia, para aumentar haveres muitas vezes mais que suficientes! Por cúmulo de cegueira, freqüentemente se encontram pessoas, escravizadas a penosos trabalhos pelo amor imoderado da riqueza e dos gozos que ela proporciona, a se vangloriarem de viver uma existência dita de sacrifício e de mérito – como se trabalhassem para os outros e não para si mesmas! Insensatos! Credes, então, realmente, que vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que despendeis movidos pelo egoísmo, pela cupidez ou pelo orgulho, enquanto negligenciais do vosso futuro, bem como dos deveres que a solidariedade fraterna impõe a todos os que gozam das vantagens da vida social? Unicamente no vosso corpo haveis pensado; seu bem-estar, seus prazeres foram o objeto exclusivo da vossa solicitude egoística. Por ele, que morre, desprezastes o vosso Espírito, que viverá sempre. Por isso mesmo, esse senhor tão amimado e acariciado se tornou o vosso tirano; ele manda sobre o vosso Espírito, que se lhe constituiu escravo. Seria essa a finalidade da existência que Deus vos outorgou? – Um Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)
O livro dos Espíritos [Ep27] Progressão dos Espíritos (114-127)
119. Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à primeira ordem?
“Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Ademais, a desigualdade entre eles existente é necessária à sua personalidade. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a harmonia do Universo.”
Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a espiritual há esta diferença: enquanto que a primeira é limitada e nem sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é indefinida e a todos oferece a possibilidade de se elevarem ao grau supremo.
Proteja o seu interior.
Desativar a "bomba" interna é
livrar-se de complicações.
"QUEIXO-ME ÀS ROSAS, MAS QUE BOBAGEM, AS ROSAS NÃO FALAM. SIMPLESMENTE AS ROSAS EXALAM O PERFUME QUE ROUBAM DE TI, AI"
Nasci em Uberaba e fui muito pra lá nas férias. Mas nunca estive com o Chico Xavier e nem vi. Mas senti.
Um dia, pouco anos antes da morte dele, estava andando pela Leopoldino de Oliveira a caminho do Cine Metrópole com o primo Gilberto e, repentinamente, senti um forte cheiro de rosas. Não de perfume, talco. Da flor mesmo. Perguntei ao Gil:
— Você sentiu um cheiro forte de rosa ali na frente da livraria?
— Você não viu um cara que saiu do carro e entrou na livraria? Era ele. Livraria Espírita. Era o Chico Xavier.
— Mas ele exala rosas?
— Já dizia Cartola! Não é perfume de vidro, pode acreditar. É o Chico mesmo. Sabia não?
eu vi um baile de debutantes
PELO BURACO DA FECHADURA
MARIO PRATA
quase um autobiografia
GERAÇÃO
As Rosas Não Falam
Cartola
Pelo buraco da fechadura eu vi um baile de debutantes
por Mario Prata (Autor) Formato: Capa comum
As memórias de Mario Prata, com humor e ternura
“Com toques de incrível humor e comovente ternura, Mario Prata nos faz rir e chorar com suas memórias contadas de um jeito absolutamente extraordinário. Um resgate muito pessoal de um período do nosso país, em especial da nossa vida cultural. É como se estivesse nos contando sua história e a do Brasil numa mesa de bar. Tomando Cuba Libre.”
Assim o editor da Geração Editorial, Luiz Fernando Emediato , apresenta o novo livro de Mario Prata , autor de muitos bestsellers, como “Diário de um Magro” e o recente “O drible da vaca”.
Mario escreveu 10 peças de teatro, seis telenovelas, cinco séries, mais de três mil crônicas, sete roteiros de cinema, 23 livros e está em seis antologias de crônicas. Foi premiado no Brasil e no exterior (Cuba, Uruguai, Espanha, Portugal, Colômbia e Inglaterra). Em 2022, foi semifinalista do Prêmio Jabuti e finalista do Oceanos (ficou entre os dez melhores romances de nove países de língua portuguesa, com o livro “O drible da vaca”). Como jornalista, trabalhou na Gazeta de Lins , O Pasquim , Última Hora , Folha de S.Paulo , O Estado de S.Paulo , Isto É , Planeta , Careta e Playboy .
Em seu novo livro, “Pelo buraco da fechadura: vi um baile de debutantes” , Mario Prata diz ter feito uma “quase biografia”, na qual conta casos vividos ao longo de sete décadas.
Com a palavra o filho Antonio Prata, que assina o prefácio. "Meu pai é a pessoa mais engraçada que existe”. E continua: “Com meu pai, aprendi desde cedo que a literatura não é um evento chique ao qual devemos comparecer de terno e gravata. É um encontro ao qual podemos ir com a roupa e a atitude do momento, sem afetação. A literatura do meu pai trata, como diria o grande Antonio Cândido, da “vida ao rés do chão”. A minha também – e sou grato a ele por me dar esta chave.”
E continua: “Ler este livro é ouvir meu pai falando. É vê-lo em diversos momentos da vida pelo buraco da fechadura. Aqui estão todas as histórias que eu cresci escutando. As tias papudinhas de Uberaba. A infância em Lins. O colégio “dos padre”. A vinda pra São Paulo. Seus encontros com pessoas incríveis, famosas ou não.”
Pelo livro passam familiares (ascendentes e descendentes), amigos, atores, atrizes, diretores de TV e cinema, intelectuais, músicos, políticos, censores da ditadura militar, uma galeria de personagens descritos de forma original e humana.
Para a escritora Cassia Janeiro, “trata-se de um livro de memórias esparsas, sem compromisso com a linearidade. Cada peça, por si, constitui uma narrativa independente, mas, consideradas no todo, formam um mosaico sensível e humano de um contexto histórico que foi efetivamente vivido pelo narrador. Não é, portanto, um relato objetivo, mas um enredo difícil de largar, justamente pelo seu conteúdo e olhar humano.”
Orelha do livro por Maria Prata
Com esta orelha aqui, somam-se nove na criação deste livro: um par do meu pai, o autor; outro do Pedro, meu irmão que assina a foto dele; mais um do Antonio, o irmão do prefácio; as minhas duas, claro; e essa, de papel, mesmo, que você tem em mãos. Estou aqui contando orelhas porque é a primeira vez que meu pai junta os filhos para estarem com ele em um livro. E faz todo o sentido, uma vez que o livro são as memórias dele. E que memórias! Meu pai, assim como grande parte da família Prata, é um exímio contador de histórias. Passei parte da vida, portanto, ouvindo muitas das que estão aqui ― e outra parte vivendo algumas delas. Desde que me entendo por gente, quando estou com meu pai, uma cena se repete: ele sentado, falando, falando, e um tanto de gente em volta, atenta.
E gargalhadas. Este livro é como ter meu pai nas mãos. Ele, aqui comigo, com você, contando essas histórias. Mas agora, além de fazer você gargalhar, também vai surpreendê-lo, relembrar, aprender e até mesmo fazê-lo chorar, quem sabe? O livro tem histórias incríveis, que falam com todo mundo ― a da batalha da Maria Antonia e outros momentos da ditadura, por exemplo.
Mas muitas outras, bastante pessoais, que não interessariam a ninguém não fosse o faro fino que o autor tem para entender o que nasce para ser contado – se bem contado, claro. E isso ele faz como ninguém. Poder ter Mario Prata te contando histórias assim, ao pé da (ih, mais uma) orelha, é privilégio. Boa leitura!
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