Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
terça-feira, 9 de junho de 2026
JAMAIS SE ABRE AOS PEIXES
Murilo Mendes: Eu tenho uma pena do rio Paraibuna
Não é o Tejo.
Não é o além-Alentejo.
Não é o cão sem plumas.
O Paraibuna
é o rio que me dita.
Minha aldeia escrita.
Água nenhuma.
[PDF] O CAPIBARIBE, O CÃO E A CIDADE imagens da poesia no Brasil
Entre o “tudo” e o “nada”: linguagem, política e forma
O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, funciona aqui como chave de leitura: uma poética da secura, da recusa ao excesso, da precisão que corta.
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
Como um fado, como destino.
Como todos nós somos fados.
O enunciado e seu paradoxo
“Se você não quer falar de tudo, não fale de nada.” — José Eduardo Cardozo, O Grande Debate, 8 de junho de 2026, CNN Brasil.
À primeira vista, o enunciado impõe a totalidade como condição de legitimidade do discurso. No entanto, ao articular “tudo” e “nada” como polos excludentes, produz um efeito paradoxal: ao pretender saturar o campo do dizível, esvazia-o.
O que se apresenta como exigência de completude converte-se, na prática, em clausura semântica. Dois termos que, ao delimitar o terceiro, acabam por neutralizá-lo.
O real fragmentário
“Vazamento na Conselheiro Mata.” — o real irrompe como fragmento, localizado, irredutível à abstração totalizante.
Também no plano institucional, a política se revela concreta:
A distribuição do Fundo Eleitoral — regulada por critérios legais (votos, representação, proporcionalidade) — mostra que a política não opera no registro do “tudo”, mas no das mediações mensuráveis e disputáveis.
Gramsci: da coerção à elaboração
É nesse ponto que a inflexão teórica se impõe.
O Estado fascista impôs a Antonio Gramsci a coerção pura sob a forma de um cesarismo regressivo, buscando anular sua prática intelectual pela prisão.
A resposta gramsciana não foi o silêncio nem a adesão ao absoluto. Foi transformação:
pela catarse, reconfiguração da experiência em consciência histórico-política;
pela tradutibilidade, articulação entre níveis da prática social;
pela guerra de posição, substituição do confronto imediato por disputa prolongada de hegemonia.
Assim, a derrota converte-se em estratégia, e Gramsci se consolida como intelectual orgânico — não aquele que fala “de tudo”, mas aquele que intervém onde é possível intervir.
Entre retórica e teoria
Retomando o ponto inicial, a exigência de totalidade pode funcionar como forma de interdição: se não se pode dizer tudo, não se deve dizer nada.
Contra essa alternativa paralisante, a tradição crítica afirma outra via: a mediação.
Nesse sentido, é mais preciso afirmar:
Cardozo atua como um intelectual público de matriz jurídico-política, que mobiliza recursos retóricos sofisticados para intervir no debate, mas não se apresenta — ao menos explicitamente — como operador sistemático do pensamento gramsciano.
Conclusão
Entre a retórica da totalidade e a prática da mediação, permanece aberta — como sempre — a disputa pelo sentido.
O cão sem plumas
O Cão Sem Plumas | Poema de João Cabral de Melo Neto com narração de Mundo Dos Poemas
Mundo Dos Poemas
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
NUNES MARQUES É NUNES MARQUES
COMO UM FADO, COMO DESTINO
COMO TODOS NÓS SOMOS FADOS
O GRANDE DEBATE - VORCARO: QUAL SERÁ O IMPACTO SE DELAÇÃO FOR REJEITADA? - 08/06/2026
“Se você não quer falar de tudo, não fale de nada.” — José Eduardo Cardozo, O Grande Debate, 8 de junho de 2026, CNN Brasil.
Aparentemente, o artigo e o substantivo do título delimitam o próprio substantivo do título. A frase, assim, torna-se inócua ou inútil: dois termos que tolhem o terceiro, neutralizando-o e negando-o.
"Vazamento na Conselheiro Mata."
Bom dia Minas
Fundo Eleitoral 2026: três partidos concentram quase 40% dos recursos
justicaeleitoral
justicaeleitoral
terça-feira, 9 de junho de 2026
Interesses do Brasil devem prevalecer sobre amizade com Trump, por Fernando Gabeira
O Globo
Tanto a fidelidade canina da família Bolsonaro como a química que uniu Lula ao presidente dos EUA enfraquecem uma análise mais fria sobre objetivos dos dois países
Nunca me senti confortável com a importância que a imprensa dá à proximidade dos candidatos com Trump. Tanto a fidelidade canina da família Bolsonaro como a química que o uniu a Lula enfraquecem uma análise mais fria sobre interesses dos dois países.
Compreendo que Lula tenha certo orgulho da simpatia de Trump. Afinal, o poder de sedução atravessou barreiras ideológicas confirmando seu prestígio internacional. Na hora do vamos ver, a situação se revela com toda a crueza. Ao apresentar sua política para o continente, os Estados Unidos fizeram uma grande reunião na Flórida. Foi lançado o Escudo das Américas, aliança contra o crime organizado e imigração ilegal. O Brasil ficou de fora, assim como Colômbia e México. Em discurso no Congresso, Marco Rubio nomeou os países que não se alinhavam com a política americana. Entre eles estava o Brasil.
É nesse contexto que temos de analisar alguns movimentos da política em relação ao nosso país. Um deles, a classificação de terrorismo imposta a PCC e Comando Vermelho. Não foi uma decisão importante para uma política de Estado. Vinha sendo avaliada havia muito tempo. Mas a oportunidade de sua oficialização deu uma pequena ajuda ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, sem dúvida preferido dos americanos. A preferência explícita acabou trazendo grande desgaste a Flávio quando se anunciaram novas tarifas.
Embora seja um discurso muito eficaz de campanha, as tarifas não foram feitas para a família Bolsonaro. Não se pode analisá-las sob essa ótica de quarteirão, como se fossem obra dos Bolsonaros, dos Morales, dos Bertrands, dos Millers, dos Johnsons. Elas são uma política global de Trump. Já foram tentadas de forma autoritária e anuladas pela Suprema Corte. Agora, Trump volta à carga, usando a seção 301 de uma lei comercial para dar verniz legal a sua determinação.
Há muita coisa injusta nas razões que punem o Brasil. Uma delas é a denúncia de trabalho forçado, algo muito combatido num governo de esquerda, assim como o desmatamento. Os americanos não parecem muito preocupados com precisão nem coerência. Tanto que, no caso da carne, abrem uma exceção. Se o trabalho forçado é para produzir carne, então tudo bem.
É evidente que tudo isso será processado pelas narrativas eleitorais. Mas o Brasil precisa manter um olhar frio e uma prática profissional para atenuar o impacto das medidas e compreender a realidade americana como ela é. Nessa luta planetária contra o poder ascendente da China, os americanos podem passar por várias fases.
Nem a devoção da família Bolsonaro nem a química entre Trump e Lula são proteções estratégicas. Precisamos discutir caminhos, e eles estão um pouco ofuscados no valor cultural da amizade, algo que cultivamos no Brasil. Entre países, não há amigos, apenas interesses. Não significa que devamos abandonar o bom humor e a abertura para novas amizades. Sempre ajudam.
Teresa Cristina - Com Que Roupa (Ao Vivo)
Confira abaixo os valores destinados a cada partido político para as Eleições 2026:
TSE divulga distribuição do Fundo Especial de Campanha para as Eleições 2026 - 03.06.2026
Os dados também estão disponíveis para consulta na página das Eleições 2026.
O que é o Fundo Eleitoral?
Criado pela Lei nº 13.487/2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha é constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral e tem como finalidade custear as campanhas de candidatas e candidatos.
A distribuição dos recursos do FEFC observa os critérios estabelecidos na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Do total disponível:
• 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE;
• 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
• 48% são repartidos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados; e
• 15% são divididos conforme a representação dos partidos no Senado Federal.
Transparência
A divulgação dos valores reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a publicidade das informações relacionadas ao financiamento das campanhas eleitorais. Os dados podem ser acompanhados por partidos, candidatas e candidatos, órgãos de controle e pela sociedade.
CA, IC/DB
Leia mais:
01.06.2026 – Eleições 2026: União já disponibilizou ao TSE recursos do Fundo Eleitoral
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Junho/tse-divulga-distribuicao-do-fundo-especial-de-financiamento-de-campanha-para-as-eleicoes-2026
‘O Estado fascista impôs a Antonio Gramsci a coerção pura como um "Cesarismo Regressivo", buscando anular sua prática intelectual através da prisão. Gramsci respondeu a esse fim forçado operando a "Catarse" e a "Tradutibilidade", convertendo a derrota em "guerra de posição" e consolidando-se como intelectual orgânico.’
"Cardozo atua como um intelectual público de matriz jurídico-política, que utiliza recursos retóricos sofisticados para intervir no debate, mas não se apresenta — ao menos explicitamente — como um operador sistemático do pensamento gramsciano."
Aula 155 – O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia (Alberto Caeiro)
Prof. Jorge Miguel
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