Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 11 de junho de 2026
ESSAS FICARÃO
"Em sua coluna de hoje Renato Meirelles vai na mesma linha das análises de tendência eleitoral que tenho feito."
Maria da Conceição Tavares: Da Substituição da Economia pelo Futebol do Vasco
'Ninguém come PIB, come alimentos': as frases marcantes de Maria da Conceição Tavares | Exame
De exame.com
17:22 · 8 de jun. de 2024
A economista Maria da Conceição Tavares em entrevista ao programa Roda Viva, em 1995. — Foto: Reprodução/TV Cultura
A economista aos 48 anos
Economia
'Ninguém come PIB, come alimentos', veja as frases que marcaram a trajetória de Maria da Conceição Tavares
Economista colecionou frases e debates acalorados
Por O GLOBO — Rio
08/06/2024 13h09 Atualizado há 2 anos
A economista Maria da Conceição Tavares em seminário em 2003 — Foto: Roberto Stuckert Filho - PA - A
Maria da Conceição Tavares, que morreu na madrugada deste sábado, não fugia de discussões. Colecionou frases e debates acalorados. Em uma entrevista ao GLOBO de 2014, ao comentar o baixo crescimento da economia, ela respondeu:
"A crise (global de 2008) bateu aqui em 2009. Em 2010 o crescimento já tinha retomado, mais instável e mais brando. O crescimento não está essa Brastemp, mas não piorou o emprego, nem a distribuição de renda, o que para mim é o essencial. Ninguém come PIB, come alimentos".
— Maria Conceição Tavares
Ao longo de sua trajetória, foram muitas as frases marcantes. As discussões com Roberto Campos, por exemplo, eram comuns, quando foi deputada federal pelo Rio de Janeiro entre 1995 e 1998 pelo PT. Seu lema de campanha era “esta é boa de briga”. Foi a segunda mais votado pelo PT no Rio:
— Vou infernizar o ministro da Fazenda, quer seja o meu, quer seja o deles.
Em uma das discussões sobre o fim do monopólio de petróleo, em 1997, Campos atacou: “ A senhora é um dinossauro”, e ela rebateu de imediato: "Mas sou informada, e o senhor parece uma lagartixa".
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Mundo Dos Poemas
O eleitor que tapa o nariz
No Instituto Locomotiva, lemos pesquisa com uma régua simples: o brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês
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11/06/2026 03h30 Atualizado há 14 horas
'brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês', diz Renato Meirelles — Foto: Lucas Tavares
RESUMO
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Seu Valdir tem uma loja em Franca, interior de São Paulo. Não exporta nada, mal sabe o que é uma tabela de tarifas. Mas sente no caixa. Quando a encomenda americana de sapato é cancelada, a fábrica corta a hora extra e parte dos seus clientes deixam de fazer a compra do mês. O sábado de Seu Valdir fica magro. O tarifaço que Brasília discute em horário nobre chega ao balcão dele pela mão do operário que comprou menos.
Seu Valdir não é lulista nem bolsonarista. Ele é 13 do Brasil. Na escala da Genial/Quaest, o eleitor independente é 32% do eleitorado, à frente de lulistas e bolsonaristas no voto espontâneo. É nesse bloco, e só nele, que a eleição andou em junho. As torcidas estão congeladas. Quem se mexe é o desconfiado.
E é desconfiança, não ódio. Essa é a chave que a leitura apressada erra. O independente rejeita os dois: não votaria em Lula (59%) nem em Flávio (64%). Ele não passou a gostar de Lula. Passou a desconfiar um pouco mais de Flávio. Ódio é fixo, move militante. Desconfiança faz e desfaz. É o que torna esse voto frágil, e o motivo pelo qual ninguém deveria comemorar nada por enquanto.
O que mexeu foram duas bandeiras que pareciam patrimônio do bolsonarismo: a luta contra a corrupção e a defesa do Brasil.
A primeira não trocou de dono. Caiu no chão. No caso do Banco Master, o independente não aponta o adversário: 53% dizem que o prejudicado foram “todos eles”. A corrupção, que por uma década foi pedra atirada no PT, virou lama de cima, sem sobrenome. Some-se o caso Vorcaro: 65% dos independentes acreditam que Flávio sabia que o banqueiro estava metido em corrupção quando pediu dinheiro para o filme da família. O bolsonarismo se vendeu como o lado limpo e perdeu o crachá de fiscal da moral. Não porque o PT virou limpo, mas porque a suspeita passou a usar camisa verde-amarela.
A segunda bandeira, essa sim, mudou de mão. Em “quem defende melhor os interesses do Brasil”, Lula vence Flávio entre independentes por 41% a 25%. O verde-amarelo, estética bolsonarista desde 2018, escorregou quando o eleitor viu o filho do ex-presidente na Casa Branca, ao lado do tarifaço que ameaça o emprego do operário de Franca e da crítica ao Pix, queridinho dos brasileiros. Quem fala em pátria fica devendo explicação quando parece pedir ajuda lá fora contra o Brasil aqui dentro.
Aqui o analista honesto puxa o freio. Tirar de um não é dar ao outro. A bandeira da pátria está emprestada: vale enquanto Trump apertar, some quando virar abstração. E 22% dos independentes dizem que nenhum dos dois defende o Brasil. A bandeira da corrupção nem chegou ao Planalto. Está parada no pântano do “são todos iguais”, de onde ressurge contra o governo na primeira denúncia que encostar.
No Instituto Locomotiva, lemos pesquisa com uma régua simples: o brasileiro da maioria não vota em PIB, vota em fim de mês. Seu Valdir vai à urna como vai ao banco renegociar o cartão. Sem ilusão, comparando qual conta dói menos.
Em 2026, o eleitor que decide não vestiu a camisa de ninguém. Ele apenas tirou a bola dos pés de Flávio no meio do campo. E quem entende de futebol sabe: roubar a bola não é fazer gol. O jogo segue aberto, e essa bola ainda pode mudar de pé antes de outubro.
Suécia 2 x 5 Brasil (Copa do Mundo 1958)
Gols da final realizada no Estádio Rasunda, em Estocolmo (Suécia), em 29 de junho.
Áudio: Rádio Bandeirantes
Narração do 1° tempo: Pedro Luiz
Narração do 2° tempo: Edson Leite
A Invenção do Rei: Como a Engenharia do Rádio Criou o Mito Pelé
SÃO PAULO — A construção global da marca "Pelé" costuma ser atribuída à pura genialidade do Atleta do Século, mas sua escala internacional dependeu diretamente de uma revolução na infraestrutura de telecomunicações. Em 29 de junho de 1958, quando o jovem camisa 10 de 17 anos assombrou o planeta na Copa do Mundo da Suécia, o futebol não era um fenômeno de massas imagético; a televisão ainda dava seus primeiros passos e não possuía alcance massivo para transmissões transatlânticas. O verdadeiro motor daquela epopeia foi a engenharia radiofônica. Foram as ondas curtas e médias das frequências AM e FM que romperam as distâncias geográficas e os inevitáveis atrasos técnicos da época, permitindo que milhões de brasileiros testemunhassem, em tempo real, o nascimento do maior mito esportivo da história.
A imortalização daquela conquista ganhou contornos definitivos na voz magistral de Pedro Luiz (in memoriam) . Sob a coordenação da lendária Cadeia Verde-Amarela , liderada pela Rádio Bandeirantes Paulista , a transmissão operou um feito técnico sem precedentes ao unificar cerca de 400 emissoras e paralisar o país com índices de audiência histórica que ultrapassaram os 90% de sintonia em São Paulo. O próprio Edson Arantes do Nascimento reconheceu em vida essa simbiose tecnológica. O craque frequentemente constatava que, sem o alcance democrático do rádio e a precisão cirúrgica de vozes como a de Pedro Luiz — que comandou com maestria a narração do primeiro tempo da épica vitória de 5 a 2 contra os suecos —, a marca global "Pelé" simplesmente não teria existido. Aquela narrativa desenhou os gols na imaginação popular e transformou um jovem negro em um ícone que transcendia barreiras raciais no exato instante em que a história acontecia. Não há espaço aqui para a nostalgia passiva que frequentemente distorce o passado da comunicação. A consagração de 1958 não foi fruto de um romantismo ingênuo, mas sim a validação de que o rádio, antes da era das imagens massivas, operou como a fundação tecnológica insubstituível que estruturou a própria identidade do futebol moderno. O registro sonoro completo daquela tarde pode ser revivido através da Narração de Pedro Luiz no YouTube, que também conta com o Vídeo da Partida na Íntegra com Áudio Original e recortes detalhados como a transmissão do Primeiro Gol de Vavá no YouTube.
Brasil 5 x 2 Suécia Final Da Copa 58 Rádio Bandeirantes
FUTNÁTICO
13 de jun. de 2018
Narração - Pedro Luiz e Edson Leite
Copa 1958
Final
Brasil 5 x 2 Suécia
29/06/58
Gols - Liedholm, Vavá, Vavá, Pelé, Zagalo, Simonsson e Pelé.
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