quinta-feira, 18 de junho de 2026

Me dê motivo

TOM JOBIM - BOSSA NOVA INSTRUMENTAL (39 MÚSICAS) Guilherme Santini | Açúcar do Pão Poesia | Presságio, de Fernando Pessoa
Resumo: O Esquema do Banco Master e as Relações de Poder A investigação sobre as fraudes do Banco Master expôs uma teia de influência que redesenhou as dinâmicas de poder em Brasília, conectando o empresário Daniel Vorcaro aos três Poderes da República. O "82º Senador da República": O termo foi cunhado pela Polícia Federal para descrever o tamanho da interferência de Daniel Vorcaro no Legislativo. Mesmo sem mandato, o banqueiro atuava como um parlamentar extra, chegando a redigir integralmente emendas a Propostas de Emenda à Constituição (como a PEC 65/2023) para expandir limites de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e favorecer seus negócios. Os Pares de Vorcaro (Congresso, Executivo e Judiciário): A força de Vorcaro se sustentava em uma ampla rede de interlocutores pagos. No Congresso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) é apontado como operador central do esquema, recebendo mesadas milionárias e caronas em jatos. No Executivo, a influência alcançou o Palácio do Planalto por meio do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de buscas da PF por supostos repasses imobiliários e financeiros. No Judiciário, as investigações revelaram conexões com ministros de tribunais superiores e o voto isolado de Gilmar Mendes no STF contra as prisões do clã Vorcaro. O "Líder da Minoria" no STF: Como contraponto a essa rede de influência judicial, o ministro André Mendonça consolidou-se como o "líder da minoria" no STF. Ele encabeça a ala rigorosa do tribunal que barrou tentativas de blindagem política, manteve as prisões preventivas dos parentes de Vorcaro, rejeitou acordos de delação seletiva e autorizou as buscas contra o núcleo político do caso, como as medidas deflagradas contra Jaques Wagner.
quinta-feira, 18 de junho de 2026 Mendonça vira ‘líder da minoria’ no STF, por Carolina Brígido O Estado de S. Paulo Mesmo com delação de Daniel Vorcaro rejeitada, ministro mostrou que não dará alívio a autoridades André Mendonça pode até integrar uma ala minoritária no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas ideias que defende e pelos votos que profere. Mas, na última terça-feira, saiu da sessão da Segunda Turma consolidado como líder da minoria na Corte, para pegar emprestado um termo do Congresso Nacional. Por três votos a um, o colegiado confirmou a decisão do relator das investigações sobre o Banco Master de manter presos o pai e o primo de Daniel Vorcaro. Com apenas quatro ministros votantes, Mendonça só precisava de dois aliados para sair vencedor. O relator contou com uma dose de sorte. No Supremo, Mendonça tem dois apoiadores fiéis, que concordam com ele em matéria penal: Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Coincidentemente, os dois integram a Segunda Turma. Depois que Dias Toffoli se declarou impedido para julgar o caso Master, o caminho de Mendonça rumo à maioria ficou menos tortuoso. Apenas Gilmar Mendes defendeu que os investigados fossem transferidos para a prisão domiciliar. Nas sessões de turma, Gilmar costuma fazer uma dobradinha com Toffoli. Desta vez, ficou isolado. Gilmar, porém, não facilitou para Mendonça. Fez críticas quanto à condução das investigações e comparou os métodos aos da Lava Jato. No fim, o relator falou mais alto. Alegou que não prendia ninguém para forçar acordo de delação e defendeu sua posição com a voz empostada de pastor evangélico. Aproveitou para falar do caso Master como nunca tinha feito antes em público. Revelou que a defesa “perdeu o pudor” ao propor uma delação seletiva. “Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva? Comigo, não!’” Gilmar representa um grupo do Supremo insatisfeito com o rumo das investigações do Master. Alexandre de Moraes e Toffoli fazem coro ao colega. Os dois tiveram ligações com Vorcaro expostas ao longo das investigações. Mas, como relator do escândalo do Master, Mendonça pode abdicar da maioria numérica dos ministros do Supremo. Ter vitória garantida na Segunda Turma é suficiente, porque é lá que as questões referentes ao Banco Master serão julgadas. Não satisfeito com a votação na turma, Mendonça mirou a aprovação da opinião pública ao divulgar, pouco antes do julgamento, novas provas da investigação que reforçavam a necessidade de manter o pai e o primo de Vorcaro atrás das grades. Ou seja: o ministro está disposto a incomodar colegas do STF e a classe política em meio ao período eleitoral. A recusa à delação de Vorcaro fez Brasília respirar aliviada por apenas um dia. O clima tenso voltou a assombrar os três Poderes a partir do julgamento de terça-feira. Eu Amo Você Tim Maia Composição: Cassiano, Silvio Rochael.
Entre guerras teatrais e promessas vazias: política, poder e o eleitor decisivo A política contemporânea, tanto no plano doméstico quanto no internacional, tem sido marcada por uma combinação inquietante de improviso estratégico e cálculo eleitoral de curto prazo. O entrelaçamento dessas duas dimensões — a condução de conflitos externos e a disputa por votos internos — revela um padrão mais amplo: líderes que operam sob pressão constante por resultados imediatos, muitas vezes em detrimento de coerência, previsibilidade e institucionalidade. No cenário internacional, decisões de alto impacto têm sido descritas por analistas como desprovidas de clareza estratégica duradoura. A ideia de “guerras teatrais” — conflitos conduzidos com objetivos fluidos, retórica maximalista e saídas ambíguas — aponta para um modelo de ação em que o gesto político importa tanto quanto, ou mais do que, seus resultados concretos. Nesse contexto, ameaças grandiloquentes e metas absolutas, como “rendição incondicional”, convivem com recuos táticos e redefinições de objetivos. O risco, evidentemente, é a erosão da credibilidade internacional e o enfraquecimento de alianças, além de custos financeiros e humanos significativos. Essa lógica não está dissociada da política interna. Ao contrário, ela frequentemente responde a ela. Em sistemas altamente polarizados, onde margens eleitorais são estreitas, a busca por “vitórias” — reais ou simbólicas — torna-se imperativa. A política externa, nesse sentido, pode ser instrumentalizada como extensão da arena doméstica, convertendo crises internacionais em ativos políticos. No Brasil, a dinâmica eleitoral exposta por estudos recentes reforça essa leitura. Em um eleitorado profundamente dividido, um contingente reduzido — estimado em torno de 3% — tende a decidir eleições presidenciais. Esse grupo, embora pequeno em proporção, é numericamente expressivo e politicamente decisivo. Mais importante: sua motivação não é abstrata ou ideológica, mas concreta. A história eleitoral brasileira sugere que promessas econômicas tangíveis — controle da inflação, geração de empregos, expansão de renda — foram determinantes nas vitórias mais contundentes. Hoje, contudo, observa-se um desalinhamento entre oferta e demanda política. De um lado, governos enfrentam dificuldades em traduzir suas agendas em melhorias perceptíveis no cotidiano da população. De outro, a oposição nem sempre consegue apresentar projetos econômicos críveis que transcendam a mera rejeição ao adversário. O resultado é um vácuo de narrativa capaz de mobilizar justamente o eleitor mais decisivo. Nesse ambiente, o populismo — em suas diferentes versões — encontra terreno fértil. Seja na forma de promessas simplificadoras no campo econômico, seja na dramatização de conflitos externos, ele oferece respostas rápidas para problemas complexos. Mas o custo dessa estratégia é elevado. Ao reduzir a política a gestos simbólicos ou soluções imediatistas, enfraquece-se a capacidade de planejamento de longo prazo e de construção de consensos duradouros. Há, portanto, uma convergência estrutural entre os dois planos analisados. A condução errática de conflitos internacionais e a fragilidade das propostas econômicas no debate eleitoral não são fenômenos isolados, mas manifestações de uma mesma lógica política: a prioridade do impacto imediato sobre a consistência estratégica. Para o eleitor decisivo — aquele que, em última instância, define eleições — a questão permanece aberta. Em meio a promessas difusas e demonstrações de força muitas vezes inconclusivas, o que ainda parece em falta é precisamente o elemento mais simples e mais difícil: um motivo convincente. Um motivo que não se sustente apenas na retórica ou no confronto, mas na capacidade real de melhorar a vida cotidiana. Sem isso, a política corre o risco de se transformar, simultaneamente, em espetáculo externo e frustração interna — um jogo em que se anunciam vitórias, mas poucos reconhecem seus benefícios. quinta-feira, 18 de junho de 2026 Lula fala ao vivo em coletiva de imprensa após reunião com líderes da cúpula do G7; assista "PRIMEIRO EU FIZ QUESTÃO DE DIZER PARA ELES DUAS COISAS IMPORTANTES QUE O BRASIL FEZ: A PROIBIÇÃO DE TELEFONES CELULARES NAS ESCOLAS E, SEGUNDO, O ECA DIGITAL, QUE É A REGULAÇÃO DIGITAL MAIS IMPORTANTE FEITA NO MUNDO PARA JOVENS E ADOLESCENTES. TÁ? É A REGULAÇÃO MAIS IMPORTANTE ATÉ AGORA FEITA PELO PLANETA TERRA E EU QUERIA QUE ELES CONHECESSEM..." Até onde vai a leitura feita no teleprompter, no trecho anterior, e onde começa o improviso? Fundamente, justifique e conclua. Para analisar a transição entre o texto preparado (teleprompter) e a fala espontânea (improviso) no trecho citado, é necessário observar marcadores linguísticos, a estrutura sintática e o comportamento típico de discursos políticos formais em eventos globais. O trecho pode ser dividido exatamente na palavra "adolescentes." 1. Onde termina o Teleprompter e começa o Improviso Até onde vai o Teleprompter: "Primeiro eu fiz questão de dizer para eles duas coisas importantes que o Brasil fez: a proibição de telefones celulares nas escolas e, segundo, o ECA Digital, que é a regulação digital mais importante feita no mundo para jovens e adolescentes." Onde começa o Improviso: "Tá? É a regulação mais importante até agora feita pelo Planeta Terra e eu queria que eles conhecessem..." 2. Fundamentação e Justificativa A distinção entre as duas partes fundamenta-se em três pilares principais: A. Marcadores de Oralidade e Interpelação (Fática) A inserção da palavra "Tá?" é o indicador mais clássico de quebra de leitura. Trata-se de um vício de linguagem e um marcador conversacional de busca de aprovação ou checagem de atenção do interlocutor. Textos escritos para teleprompter (discursos oficiais) evitam terminologias de apoio oral, pois o objetivo do equipamento é simular um fluxo de pensamento contínuo e formal para o público. B. Redundância e Hipérbole (Exagero Retórico) No trecho atribuído ao teleprompter, a qualificação do projeto é forte, mas técnica: "a regulação digital mais importante feita no mundo". No trecho seguinte, o orador repete a mesma ideia de grandeza, porém de forma hiperbólica e menos polida: "é a regulação mais importante até agora feita pelo Planeta Terra". A substituição do termo geopolítico/jurídico "mundo" pela expressão astronômica/física "Planeta Terra" é uma marca típica do cérebro buscando ênfase em tempo real (improviso), gerando uma redundância semântica imediata. C. Quebra da Estrutura Sintática (Anacoluto) O texto programado possui uma estrutura paralela clara: "duas coisas importantes [...] primeiro [X] e, segundo, [Y]". Essa ordem é fechada com sucesso em "jovens e adolescentes." A frase subsequente abandona a estrutura de tópicos preparada, reinicia o raciocínio para reforçar o ponto Y e termina com uma oração incompleta ("...e eu queria que eles conhecessem..."), sinalizando que o orador começou a formular o desfecho da frase enquanto já estava falando, sem o apoio do texto escrito. 3. Conclusão A leitura do teleprompter encerra-se na palavra "adolescentes", ponto em que a mensagem institucional e o plano de dados planejados pela assessoria foram integralmente entregues. A partir do "Tá?", inicia-se o improviso, motivado pelo desejo do orador de enfatizar o orgulho nacional pela medida ("Planeta Terra") e de criar uma conexão mais informal com a plateia, resultando na perda da precisão sintática que caracterizava o início do parágrafo.Se você quiser, Me Dê Motivo Tim Maia
quarta-feira, 17 de junho de 2026 O 82º senador, por Marcelo Godoy O Estado de S. Paulo Daniel Vorcaro não foi eleito nem se filiou a partido, mas liderava uma bancada silenciosa Ele não teve um voto. Não era filiado a nenhum partido político. Também não apareceu no horário eleitoral ou nas audiências públicas no Congresso. Mas conseguia propor projetos, mobilizar lideranças, convocar autoridades para alterar não apenas leis, mas para emendar até mesmo a Constituição do Brasil. Tudo para facilitar os seus negócios. A atuação parlamentar de Daniel Vorcaro transformou o banqueiro no 82.º senador da República. Apesar de não ter gabinete ou cadeira no plenário do Senado, o chefe da organização por trás da fraude bilionária do Banco Master dispunha de uma bancada silenciosa, que podia provocar “hecatombes” em Brasília. Como? Para entender o funcionamento dos tentáculos do banqueiro, o eleitor deve ler as 87 páginas da informação de polícia judiciária 1381577/2026, cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça. Na página 18, os federais registraram uma mensagem de 17 de maio de 2024 do banqueiro para a namorada Martha Graeff, que questionou quem era o homem ao lado de Vorcaro em uma foto. “Ciro Nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida.” Vorcaro tinha muitos amigos. O banqueiro perdulário pagava viagens e despesas em hotéis de luxo do senador e de deputados, como Hugo Motta e Doutor Luizinho. Dava festas com ucranianas e russas e promovia degustações de charutos e uísque. Adquiriu o direito de redigir a Emenda 11 à PEC 65/2023, que propunha ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). “Saiu exatamente como mandei”, disse Vorcaro, após ler a emenda, de autoria de Ciro. Em mensagem ao banqueiro, um assessor definiu o efeito que a medida teria: “Você sextuplica seu negócio”. O FGC informou em 17 de janeiro de 2026 que pagou R$ 40,6 bilhões em garantias aos 800 mil clientes do Master. Isso equivalia a 32,5% da liquidez do fundo, o que dá uma ideia da sangria que haveria no FGC se a tal emenda tivesse sido aprovada. O 82.º senador da República ainda teria participado da redação de outros dois projetos de lei. Os federais concluíram que o amigo Ciro atuava para “defender os interesses do banqueiro em troca de vantagens indevidas”. O senador e ex-ministro de Jair Bolsonaro se diz inocente e vítima de perseguição. Além da vida nababesca, ele receberia do 82.º senador uma mesada de R$ 300 mil e participações societárias adquiridas com deságio – ganhou R$ 11 milhões em uma dessas operações. A PF o acusa de corrupção, de organização criminosa, de lavagem de dinheiro e de crime contra o sistema financeiro nacional durante o tempo em que seu amigo ocupava a 82.ª cadeira no Senado. Festa do interior (feat. Moraes Moreira) - Forróçacana - O melhor forró do mundo (Ao vivo) Indie Records 21 de dez. de 2019 #IndieRecordsBR #Forró #Forróçacana Faixa exclusiva do DVD "O melhor forró do mundo (Ao vivo)" da banda Forróçacana. Gravado em 1 de março de 2005 no Canecão (RJ) o primeiro DVD da banda é uma festa que reune clássicos do forró e inéditas da banda. O show conta com convidados muitos especiais: Alceu Valença, Alcione, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira, Raimundo Fagner e Zeca Baleiro. Ouça no seu serviço de música preferido https://orcd.co/gxn6r4 Festa do interior (feat. Moraes Moreira) (Moraes Moreira, Abel Silva) Fagulhas, pontas de agulhas Brilham estrelas de São João Babados, xotes e xaxados Segura as pontas meu coração Bombas na guerra-magia Ninguem matava, ninguem morria Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Fagulhas, pontas de agulhas Brilham estrelas de São João Babados, xotes e xaxados Segura as pontas meu coração Bombas na guerra-magia Ninguem matava, ninguem morria Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor Nas trincheiras da alegria O que explodia era o amor E ardia aquela fogueira Que me esquenta a vida inteira Eterna noite sempre a primeira Festa do Interior E ardia aquela fogueira Que me esquenta a vida inteira Eterna noite sempre a primeira Festa do Interior #IndieRecordsBR #Forróçacana #OMelhorForróDoMundoAoVivo #Forró

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