Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
quinta-feira, 25 de junho de 2026
E a nacional, qual é?
ESCÓCIA 0 X 3 BRASIL | VINI BRILHA E BRASIL AVANÇA | Jornal Nacional | Copa do Mundo 2026 | ge.globo
ge tv
24 de jun. de 2026 #copanaglobo #seleçãobrasileira #jornalnacional
O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, em Miami, com brilho de Vini Jr. e a melhor atuação da Seleção na Copa do Mundo de 2026. O camisa 7 marcou duas vezes, e Matheus Cunha completou. A vitória garantiu o primeiro lugar no Grupo C.
#copanaglobo #seleçãobrasileira #jornalnacional
A IA alterou nossa memória? | Pedro+Cora
Meio
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Cautela e caldo de galinha não farão mal a Lula nesta Copa, por Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
A relação entre os presidentes da República e os títulos mundiais nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, revela muito sobre a história política do país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o senador Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada, e combinou a imediata saída dele da liderança do governo no Senado. Foi a primeira conversa presencial entre ambos desde que o parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master. O dia parece ter sido escolhido a dedo para aproveitar o lusco-fusco do jogo do Brasil com a Escócia, ontem. Se a conversa tivesse sido boa, os dois amigos teriam assistido à seleção brasileira em campo juntos. Ao contrário. Wagner deixou o Palácio da Alvorada e anunciou que sairá do cargo.
Lula operou a saída de Wagner da liderança do governo de maneira a que o amigo não se sentisse abandonado, nem complicasse ainda mais a situação eleitoral criada na Bahia pelo envolvimento de um prócer petista no escândalo. Com isso, o Palácio do Planalto espera esvaziar a narrativa da oposição de que o governo está comprometido com o escândalo. As suspeitas são pesadas: a PF investiga se Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e um apartamento de luxo em Salvador.
Embora o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tenha dado o testemunho de que nunca recebeu quaisquer pedidos do líder do governo em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, a pressão do PT para a saída de Wagner era muito grande. Ontem, o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, representante da “República de São Bernardo” na Esplanada, dera um ultimato ao até então líder do governo. Afirmou, em entrevista coletiva, que se fosse ele o presidente da República, substituiria Wagner na liderança no Senado.
Se o jogo da seleção serviu para ofuscar a crise envolvendo o líder do governo, a postura de Lula em relação a Copa do Mundo vem sendo de cautela, apesar da piada de mau gosto e temerária em relação a Neymar, a quem chamou de “jogador em home office”. A declaração provocou reação negativa de jogadores, como Lucas Paquetá, e deu de bandeja um meme para Flávio Bolsonaro, que fez um vídeo com inteligência artificial no qual leva Neymar de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para jogar no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA).
O futebol nunca foi apenas um esporte no Brasil. Desde a conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958, as vitórias da Seleção Brasileira foram incorporadas ao imaginário político nacional, transformando-se em símbolos de unidade, modernização, grandeza nacional e, às vezes, instrumentos de legitimação dos governos de turno. A relação entre presidentes da República e os títulos mundiais nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 revela muito sobre a história política do país.
Futebol e política
Quando o Brasil venceu sua primeira Copa, na Suécia, em 1958, o presidente era Juscelino Kubitschek. O país vivia um período de grande otimismo. Brasília estava sendo construída, a indústria automobilística se expandia e o lema “cinquenta anos em cinco” sintetizava a confiança no desenvolvimento acelerado. A conquista de Pelé, Garrincha, Didi e Zagallo foi interpretada como a prova de que o Brasil havia superado o complexo de inferioridade que carregava desde a derrota para o Uruguai, na Copa de 1950 — o traumático “Maracanazo”.
Já no governo João Goulart, o país vivia uma forte instabilidade política. A renúncia de Jânio Quadros, em 1961, abrira uma crise institucional que levou à adoção temporária do parlamentarismo. Apesar da turbulência política, a seleção bicampeã, liderada por Garrincha após a lesão de Pelé, ofereceu um raro momento de consenso nacional, que favoreceu a vitória de Jango no plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo, em janeiro de 1963. Mas a política já caminhava para a polarização que desembocaria no golpe militar de 1964.
Depois, a Copa também serviu para legitimar a permanência dos militares no poder e no endurecimento na repressão à oposição, que resultou em sequestros, assassinatos e desaparecimento de oposicionistas, muitos dos quais não pegaram em armas, como Rubens Paiva e Vladimir Herzog. Nenhuma vitória da Seleção foi tão explorada politicamente quanto a de 1970. O presidente Emílio Garrastazu Médici, no auge da ditadura militar, associou a conquista da Copa ao chamado “milagre econômico”. A seleção de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson e Carlos Alberto tornou-se um poderoso instrumento de propaganda. O governo procurava associar esse crescimento à ideia de um Brasil forte, unido e vitorioso, com os slogan “Ame ou deixe-o” e “Pra frente, Brasil”.
No governo de Itamar Franco, a conquista da Copa em 1994 serviria para a reconstrução da autoestima. O país saía do trauma do impeachment de Fernando Collor de Mello e enfrentava uma longa crise inflacionária. Naquele mesmo ano, o Plano Real começava a estabilizar a economia. A conquista nos Estados Unidos, liderada por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel, foi percebida como um símbolo de reconstrução nacional.
Seus efeitos políticos alcançaram a eleição de Fernando Henrique Cardoso, no rastro do Plano Real. Entretanto, o pentacampeonato conquistado pela Seleção comandada por Luiz Felipe Scolari e liderada por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, no último ano do governo FHC, não impediu que Lula, principal candidato de oposição, derrotasse o candidato governista, o ex-ministro da Saúde José Serra, que levou um “drible da vaca” nas eleições.
- O senhor acredita que ela deu...deu o recado certo, ou era uma questão que ela poderia ter resolvido em casa?
- Eu sinceramente não tenho neste momento nenhum comentário que eu pudesse fazer. Que pudesse ser útil a alguém. Quando a gente não tem nada a contribuir, a gente fica calado.
“Do jeito que andam sendo eliminados times nessa Copa do Mundo, capaz de chegar só uns 2 na final.”
Dilma Rousseff. 🤔
Michelle Bolsonaro declara guerra contra Flávio e assunto viraliza | Meio-Dia em Brasília - 25/06/26
O Antagonista
Transmissão ao vivo realizada há 7 horas Meio-Dia em Brasília | 2026
O programa Meio-Dia em Brasília desta quinta-feira, 25, fala sobre o entrevero entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o seu enteado Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Além disso, o jornal também terá uma entrevista exclusiva com José Roberto Arruda, pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSD, e vai falar sobre a expectativa de renovação ou não da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Assista:
Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.
Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.
🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h.
Javier Corrales
@jcorrales2011
Latin America still the land of caudillos. Too much focus on the pendular shift (from left to right) and I simply marvel at the continuity of neocaudillismo. See thread.
7:00 · 25 de jun. de 2026
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E a nacional, qual é?
Casa de Noca
Maria Rita
o couro comeu na casa de noca, nêgo
não teve jeito
na casa de noca, quando o couro come,
é sinal que a dona quer respeito
tem nego pensando que a casa de noca
é farra, é fofoca
é canjerê
que é só ir chegando,
entrando e pegando
levando na marra a primeira que vê
ah, nêgo!
mexeu com fogo
deu uma de bobo,
e bobo não pode beber
da água que jorra da fonte
não fale, não conte,
pois ele não vai entender
pisou na entrada e na saída
e nessa vida tem que ter molejo,
jogo de corpo, uma boa visão
tem que ser maleável,
olha lá meu irmão
bote a bola no chão
Composição: Elcio Francisco dos Santos, Serginho Meriti.
- O senhor acredita que ela deu...deu o recado certo, ou era uma questão que ela poderia ter resolvido em casa?
- Eu sinceramente não tenho neste momento nenhum comentário que eu pudesse fazer. Que pudesse ser útil a alguém. Quando a gente não tem nada a contribuir, a gente fica calado.
Folha de S.Paulo
@folha
DESENQUADRANDO | O crescimento do bolsonarismo não pode ser explicado apenas pelo antipetismo ou pela insatisfação com a política tradicional, segundo a cientista política Esther Solano. Para ela, a ascensão da direita nos últimos anos foi impulsionada por mudanças mais profundas nas percepções e nos valores de grupos que historicamente estavam mais próximos da esquerda, como jovens, mulheres e trabalhadores de baixa renda.
Entrevistada pelo economista Marcos Lisboa para o videocast Desenquadrando, Solano diz que a extrema direita conseguiu interpretar transformações sociais que já estavam em curso antes da eleição de Jair Bolsonaro (PL).
📲Veja a entrevista completa na #Folha: mla.bs/c112be76b9
🎦TV Folha
02:56
16:42 · 25 de jun. de 2026
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“José Serra vacilou em 1994 ao ficar indeciso sobre o Plano Real, adotando uma postura defensiva que o deixou vulnerável, resultando no "drible da vaca" dos acontecimentos que projetaram Fernando Henrique Cardoso. Em um segundo momento, referente a 2002, Azedo ressignifica o termo para a campanha de Serra, que, como candidato governista, não conseguiu conter o avanço da oposição e foi superado por Lula.”
“Para Rogério, Gerente do BB, Mandetta poderia ter sido o FHC para a reeleição de Bolsonaro. O oportunismo de Lula voltou em 2022. “
Montesquieu - Cartas Persas I
CARTA 46
Usbek a Rhedi
Em Veneza
Aqui vejo pessoas que discutem interminavelmente sobre religião, mas parece que combatem ao mesmo tempo para quem as observar superficialmente. Esses homens não são somente melhores cristãos, mas nem mesmo melhores cidadãos; e é isso que me toca, pois, em qualquer religião que se viva, a observância das leis, o amor para com os homens, a piedade para com os pais são sempre os primeiros atos de religião.
Com efeito, o primeiro objetivo de um homem religioso não deve ser de agradar à divindade que estabeleceu a religião que ele professa? Mas o meio mais seguro para chegar a isso é sem dúvida observar as normas da sociedade e os deveres de humanidade. De fato, em qualquer religião que se viva, desde que se suponha uma, deve-se realmente supor também que Deus ama os homens, porquanto estabeleceu uma religião para torná-los felizes; se ele ama os homens, tem-se certeza de agradá-lo ao amá-los também; isto é, exercendo para com eles todos os deveres da caridade e da humanidade e não violando as leis sob as quais vivem.
Com isso, estamos certos de agradar a Deus, mais que observando essa ou aquela cerimônia, pois as cerimônias não têm um grau de bondade por si mesmas; não são boas senão com relação e na suposição que Deus as tenha ordenado. Mas é um tema para grandes discussões; podemos nos enganar facilmente a respeito, pois é preciso escolher as cerimônias de uma religião entre as de duas mil.
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Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal
Um homem fazia todos os dias esta oração a Deus: “Senhor, nada entendo das discussões que sem cessar se produzem a teu respeito; gostaria de te servir segundo tua vontade, mas todos aqueles que consulto querem que eu te sirva à maneira deles. Quando quero te dirigir minha oração, não sei em que língua devo te falar. Tampouco sei que postura devo tomar: um diz que devo orar de pé; outro quer que fique sentado; outro exige que meu corpo se ponha de joelhos. Isso não é tudo. Há quem determina que eu deva me lavar todas as manhãs com água fria; outros sustentam que tu me olharias com horror, se não mandasse cortar um pequeno pedaço de minha carne. Outro dia me aconteceu que comi um coelho num caravançará; três homens que estavam perto me deixaram tremendo; os três afirmaram que te havia ofendido gravemente: um, porque esse animal era impuro(1); outro, porque havia sido sufocado(2); outro, enfim, porque não era peixe(3). Um brâmane que passava por lá e ao qual pedi que fosse o juiz da questão, me disse: “Não têm razão porque, pelo que parece, não mataste o animal.” — Sim, fui eu mesmo — lhe disse. — Ah! Cometeste uma ação abominável, retrucou com voz severa, e Deus não te perdoará nunca; quem sabe se a alma de teu pai não tinha passado para esse animal?” Todas essas coisas, senhor, me deixam numa confusão insuperável; não posso mover a cabeça, que estou prestes a te ofender, entretanto, gostaria de te agradar e empregar para tanto a vida que de ti recebi. Não sei se me engano, mas acredito que o melhor meio para chegar a isso é viver como bom cidadão na sociedade em que me fizeste nascer e como bom pai na família que me deste.”
De Paris, 8 da lua de Shahban, 1713.
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(1) Um judeu (Nota do autor).
(2) Um turco (Nota do autor).
(3) Um armênio (Nota do autor).
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