quarta-feira, 10 de junho de 2026

A soberania sequestrada

Felipe Nunes @profFelipeNunes 1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com 10 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de 1º turno (39 x 29). Renan Santos e Caiado aparecem com 3% cada. Aécio e Zema tem 2%. Indecisos chegam a 10%. 10:01 · 10 de jun. de 2026
O Corolário Sadi e a Transposição da Hegemonia Global na Política Brasileira "COROLÁRIO SADI: TRUMP É O MAIOR CABO ELEITORAL DO COMANDANTE-CHEFE DA REPÚBLICA."
Aqui está a transcrição exata e literal do texto da página principal da imagem: COISAS FEIAS Pois, com onze anos fui para o Colégio Salesiano. Tínhamos uma Caderneta Escolar onde, além dos carimbos de presente e ausente, havia os avisos que a mãe mandava justificando falta por motivo de doença, uma página para as notas e vinte e sete páginas com orações em português e latim. Além dos cânticos. Tenho até hoje uma delas. Na página 45 está o melhor: PREPARAÇÃO PARA CONFISSÃO EXAME DE CONSCIÊNCIA Sexto mandamento: — Tenho pensado voluntariamente em coisas desonestas? — Tenho olhado de propósito para coisas desonestas? — Tenho prestado atenção a conversas desonestas? — Tenho lido coisas desonestas? Conversado disso? Cantado alguma cantiga desonesta? — Tenho faltado ao pudor despindo-me levianamente à vista de outra pessoa? — Tenho feito coisas desonestas? Tenho deixado os outros fazer isso comigo? Eu tinha onze e achava que coisa feia era o lobisomem... PELO BURACO DA FECHADURA Canal Livre entrevista o presidente nacional do PSDB Aécio Neves Band Jornalismo Transmissão ao vivo realizada há 2 horas #BandTVAoVivo O Canal Livre deste domingo (7) recebe o deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. O programa continua com as atenções voltadas às eleições 2026. Em um momento de turbulência no tabuleiro político, o programa abordará as estratégias do PSDB para retomar o protagonismo nacional e o projeto de consolidar uma alternativa de Centro para romper a atual polarização entre o petismo e o bolsonarismo. Também participam do programa os jornalistas Fernando Mitre e Sheila Magalhães e o cientista político Fernando Schüler. A apresentação é de Rodolfo Schneider.
EDITORIAL | A soberania sequestrada – “Não se pode permitir que o cálculo político de um governo estrangeiro redefina, segundo seus próprios interesses, os termos de um problema brasileiro. Mas isso não torna Lula proprietário do tema. A soberania nacional não pertence ao PT, à esquerda, à direita nem a qualquer governante de turno. Pertence ao Estado brasileiro e à sociedade que ele representa. O fato de Trump e os Bolsonaro terem aberto uma avenida política ao lulopetismo não obriga o País a aceitar que Lula desfile sozinho por ela, como se todo crítico de seu governo fosse cúmplice do entreguismo bolsonarista”. Leia o texto completo no #LinkdaBio. Clementina de Jesus - Cyro Monteiro - Nora Ney - Rosa de Ouro - LEVA MEU SAMBA - Ataulfo Alves luciano hortencio 24 de jan. de 2013 Clementina de Jesus - Ciro Monteiro - Nora Ney - Rosa de Ouro - LEVA MEU SAMBA - Ataulfo Alves. Album: Mudando de Conversa - de Hermínio Bello de Carvalho - com Cyro Monteiro-Nora Ney-Clementina de Jesus-Conjunto Rosa de Ouro. Gravado ao Vivo em 1968.
“Do fundo do mar de letrinhas emergiu a palavra demiurgo que desembarcou anônimo ao final da jornada sem garantir salvo-conduto ou palanque a populismo ou de fancaria. Mas era apenas um demiurgo num mar em sábado de Aleluia. O mosnstro da lagoa que aterrorizou Dina, e a DINA que aterrorizou chilenos e cidadãos do mundo transubstanciação anuncia.”
Milhões de demiurguinhos contidos na fossa de esgoto Do fundo do mar de letrinhas do editorial do Estado de S. Paulo, em pleno sábado de Aleluia do século XXI, emergiu a palavra demiurgo. Desembarcou anônimo, despido de palanque ou salvo-conduto para o populismo de fancaria que insiste em assombrar a República. Mas aquele era apenas um demiurgo solitário, flutuando em águas mornas, incapaz de prever a transubstanciação que a história opera quando o passado decide cobrar a sua conta.Na pescaria lítero-poética-musical do século XX, outro monstro já havia emergido da lagoa. Pela caneta de Chico Buarque e Gilberto Gil, ecoando no dueto antológico com Milton Nascimento, o espectro da opressão ganhou contornos de denúncia artística. O monstro da lagoa transmutou-se, cruzou fronteiras geográficas e temporais, fundindo-se à lembrança da DINA, a brutal polícia secreta chilena que aterrorizou cidadãos do mundo sob o manto do horror institucionalizado.Contudo, a mesma história que gesta monstros também molda as suas antíteses. No último quartel daquele século, outra Dina emergiu: Dina Sfat, dama soberana da cultura nacional. Diante do general Dilermando Monteiro, na arena pública e televisiva do Canal Livre, ela encarnou o paradoxo do medo destemido. Sua confissão ao vivo de que silenciava porque temia os militares foi o golpe de misericórdia na empáfia dos monstrinhos da repressão, empurrados ali para o ocaso histórico ao som de uma dor crônica e tipicamente lupiniana.O general reagiu sereno na entrevista, mas o silêncio corajoso de Dina expôs as vísceras de um regime em decomposição. Hoje, o demiurgo solitário do editorial já não caminha só. O entulho autoritário e o ressentimento político pariram uma legião. O que testemunhamos no presente é o transbordamento de uma massa informe: milhões de demiurguinhos, outrora contidos na fossa de esgoto da nossa crônica autoritária, que agora tentam moldar o caos à sua própria imagem e semelhança. A transubstanciação anunciada pela arte e pela memória serve de alerta. É preciso manter a tampa da fossa bem firme, para que a barbárie do passado não volte a sufocar a soberania do presente. Chico Buarque & Milton Nascimento - Cálice (English + Portuguese Subtitles) No mar de letrinhas reduzido a zero pela censura, o demiurgo solitário no Estadão vê as Letras Infinitas virarem farelo, repetindo o exílio luso-lusitano de tantos Lusíadas jogados ao mar. A crônica da resistência relembra o medo enfrentado por Dina Sfat contra a DINA e o poder fardado, alertando que o bueiro da República transbordou em milhões de novos demiurguinhos que tentam, em vão, apagar a palavra [1].
Zero As letras eram infinitas antes do amasso. Lembro-me bem desses mares de tinta de outros carnavais, quando as palavras ainda podiam navegar sem pedir salvo-conduto à ignorância. Depois veio o rolo compressor. A censura, essa velha senhora de dedos pesados e alma burocrática, amassou muitos bolos de páginas datilografadas, reduzindo o pensamento ao vazio absoluto. Ao zero. Sobrou o mar de além-mar. Sobraram os Lusíadas modernos, poetas e cronistas jogados à deriva, vagando lusitanamente em vagas incertas, exilados dentro da própria língua.Do fundo desse mar de letrinhas sufocadas, no sábado de Aleluia do novo século, emergiu a palavra demiurgo na página de Opinião. Um demiurgo de editorial, anônimo e sem palanque, tentando moldar o caos de um populismo de fancaria. Ele achava que estava só. Bobagem. Não há solidão na vala comum da história.No século passado, Chico e Gil já haviam pescado o monstro da lagoa na linha lítero-poética-musical. Milton deu a voz, o eco do horror que cruzava a cordilheira e se transubstanciava na DINA de Pinochet, o terror que ensanguentou o Chile e congelou o mundo. O monstro tinha dentes, farda e nenhum pudor.Mas houve a outra Dina. A Sfat. Dama soberana que emergiu do ocaso daqueles monstrinhos com um medo destemido estampado nos olhos. No estúdio da TV Bandeirantes, sob as luzes do Canal Livre, o general Dilermando Monteiro reagia com a serenidade fria de quem gerenciava o fim do último quartel do século. Dina silenciou. Quando questionada pelo poder, quebrou a casca da autocracia com a verdade nua e crua da sua arte: tinha medo de militares. Ali, a dor de cotovelo crônica e lupiniana ganhou contornos de tragédia nacional. A dignidade de uma mulher desarmou o espantalho fardado.O problema da censura e do esgoto político é que eles sempre deixam resíduos. A tampa da fossa rachou. Hoje, não enfrentamos mais um único demiurgo arrogante nas páginas do jornal. O esgoto transbordou. São milhões de demiurguinhos contidos, outrora escondidos no subterrâneo da nossa crônica autoritária, que agora borbulham na superfície do presente. Querem amassar as letras de novo. Querem o zero.Mas a memória humana, assim como os mares de Camões, é teimosa. Não há bolo amassado ou censura que consiga conter, para sempre, o ímpeto de quem sabe que a palavra é o único farol contra os monstros que insistem em emergir da lagoa.
Tirinha Completa: O Relatório de Zero +-----------------------------------+-----------------------------------+-----------------------------------+ | QUADRO 1 | QUADRO 2 | QUADRO 3 | | | | | | [Sargento Tainha enfurecido, | [Tainha aponta o dedo para | [Tainha vermelho de raiva. | | batendo a prancheta na mesa. | uma folha totalmente em | Zero sorri de orelha a orelha, | | Papéis carimbados com | branco sobre a mesa de Zero] | apontando para si mesmo] | | "CENSURADO" voam ao redor] | | | | | SARGENTO TAINHA: | RECRUTA ZERO: | | SARGENTO TAINHA: | — Não sobrou uma única palavra | — Mas, Sargento... o senhor | | — ZERO! O comando mandou cortar | sobre os demiurgos do poder! | mesmo disse que o resultado | | as críticas do jornalzinho e | O relatório foi reduzido | final da censura tinha que | | você apagou o jornal INTEIRO! | a absolutamente NADA! | ter a minha assinatura! | +-----------------------------------+-----------------------------------+-----------------------------------+ S JORNAL DA CULTURA | 06/06/2026 Jornalismo TV Cultura Transmissão ao vivo realizada há 22 horas Jornal da Cultura | Íntegra No Jornal da Cultura deste sábado (6), você vai ver: o alerta da Conferência do Clima da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente sobre o despreparo das cidades para enfrentar ondas de calor extremo; denúncia da Confederação Sindical Internacional de que o Brasil está entre os países com violações sistemáticas de direitos trabalhistas; o apelo do papa Leão XIV, durante visita à Espanha, para que líderes mundiais combatam a polarização e abandonem narrativas divisivas; e a preocupação de seleções e da FIFA com as altas temperaturas durante a Copa, levando à autorização para que torcedores levem garrafas d'água aos estádios. E mais: a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada a maior do mundo, celebra 30 anos neste domingo com uma programação especial e expectativa de reunir milhões de pessoas na capital paulista. O Jornal da Cultura é exibido de segunda a sábado, às 21h, na TV Cultura, no site da emissora e no YouTube. #JornalDaCultura #TVCultura #SomosCultura Cyro Monteiro - FORMOSA - SACODE CAROLA - MADAME FULANO DE TAL - DIVINA DAMA - SOFRER É DA VIDA... luciano hortencio 6 de ago. de 2011 Cyro Monteiro: FORMOSA - Baden Powell-V. de Moraes; SACODE CAROLA - Helio Nascimento-Alfredo Marques; MADAME FULANO DE TAL - Cyro Monteiro-Candido Dias da Cruz; DIVINA DAMA - Cartola; SOFRER É DA VIDA - Ismael Silva-Francisco Alves-Nilton Bastos; RISOLETA - Raul Marques-M. Bernardino. O Pout Pourri consta do Álbum Mudando de Conversa, gravado ao Vivo e com a participação de Cyro, Nora Ney, Clementina de Jesus e o Conjunto Rosa de Ouro.
A soberania sequestrada Por O Estado de S. Paulo Trump e a família Bolsonaro entregaram a Lula a pauta da soberania como trunfo eleitoral, e certamente o PT vai caracterizar todo opositor do governo como entreguista O presidente dos EUA, Donald Trump, e o clã Bolsonaro vêm prestando ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT um serviço político de valor inestimável: devolveram à campanha presidencial deste ano a palavra “soberania”, que não faz muito tempo ajudou o presidente a recuperar um pouco sua popularidade e que os petistas, por isso mesmo, estavam ansiosos para resgatar. Primeiro veio a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, anunciada logo após a visita do candidato Flávio Bolsonaro à Casa Branca e que, segundo os petistas, abrirá caminho para ações americanas no Brasil. Em seguida, veio a ameaça dos EUA de impor novas tarifas sobre produtos nacionais e, supremo pecado, contra o Pix – inovação pública que se tornou parte da vida dos brasileiros de todas as ideologias e que incomoda os administradores americanos de cartões de crédito. Pouco importa que as ações dos EUA sejam pautadas exclusivamente pelos interesses internos de Trump e que os esforços da família Bolsonaro para influenciar a Casa Branca a tomar decisões contra o Brasil, na expectativa de que prejudicassem Lula, são praticamente irrelevantes. O que importa, do ponto de vista da campanha eleitoral, é que Lula e os morubixabas petistas mais uma vez ganharam a chance de posar como defensores da soberania nacional diante de uma ingerência estrangeira. Não é pouco para um governo de resultados modestos e de uma candidatura, a de Lula, que nada tem a oferecer ao País. Eis a armadilha brasileira. De um lado, o patriotismo de fancaria dos Bolsonaro, cuja devoção a Trump tornou-se disposição servil de buscar em Washington aquilo que não consegue obter nas instituições brasileiras. Não raro, integrantes do bolsonarismo tratam tarifas, sanções ou gestos de pressão contra o Brasil como vitórias de seu campo político, deixando de agir como oposição a Lula para se comportar como despachantes de interesses estrangeiros. De outro lado, há a transformação da soberania em ativo de campanha, como se o demiurgo petista fosse o único capaz de responder à altura ao imperialismo trumpista combinado à vassalagem bolsonarista. É claro que não se pode permitir que o cálculo político de um governo estrangeiro redefina, segundo seus próprios interesses, os termos de um problema brasileiro. Mas isso não torna Lula proprietário do tema. A soberania nacional não pertence ao PT, à esquerda, à direita nem a qualquer governante de turno. Pertence ao Estado brasileiro e à sociedade que ele representa. O fato de Trump e os Bolsonaro terem aberto uma avenida política ao lulopetismo não obriga o País a aceitar que Lula desfile sozinho por ela, como se todo crítico de seu governo fosse cúmplice do entreguismo bolsonarista. Convém separar o dever republicano da conveniência lulopetista. Defender o Brasil de pressões externas é obrigação de qualquer presidente, mas não se pode confundir soberania com licença para bravatas diplomáticas, protecionismo improvisado, estatismo anacrônico ou blindagem ideológica de um governo medíocre. Tampouco se deve permitir que a crítica legítima ao servilismo bolsonarista interdite o debate sobre os erros de Lula, sua política externa errática, sua dificuldade de modernizar a economia e sua incapacidade de apresentar uma política robusta de segurança pública. Registre-se, porém, que há um limite eleitoral que Lula e o PT conhecem. Soberania é palavra nobre, mas vaga. Mobiliza sentimentos legítimos de dignidade nacional, porém não organiza sozinha as preocupações imediatas de quem enfrenta inflação de alimentos, insegurança, serviços públicos ruins, baixa renda e descrença na política. Para o eleitor comum, o tema só ganhará densidade se traduzido em consequências concretas: empregos preservados, exportações defendidas, empresas competitivas, crime enfrentado, fronteiras vigiadas, tecnologia protegida, instituições respeitadas e governo capaz de negociar com firmeza. O Brasil tem o dever de reagir a qualquer tentativa de coerção estrangeira. Mas terá fracassado se essa reação servir apenas para alimentar a campanha de Lula ou encobrir a falta de projeto de seu governo. Soberania não é comício, nem salvo-conduto para populismo.

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