Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
sábado, 6 de junho de 2026
Perante Jesus
Em tudo que fizerem, trabalhem de bom ânimo, como se fosse para o Senhor, e não para os homens.
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.” — Paulo. (COLOSSENSES, 3.23)
A piada:
Mesmo com a melhoria da tecnologia (TV grande e antiga → tela moderna e fina), as pessoas se tornaram mais sedentárias ao longo do tempo. É um comentário divertido sobre mudanças no estilo de vida — menos movimento, mais conforto e talvez mais lanches 😄
1 A compreensão do serviço do Cristo, entre as criaturas humanas, alcançará mais tarde a precisa amplitude, para a glorificação d’Aquele que nos segue de perto, desde o primeiro dia, esclarecendo-nos o caminho com a divina luz.
2 Se cada homem culto indagasse de si mesmo, quanto ao fundamento essencial de suas atividades na Terra, encontraria sempre, no santuário interior, vastos horizontes para ilações de valor infinito.
3 Para quem trabalhou no século?
A quem ofereceu o fruto dos labores de cada dia?
4 Não desejamos menoscabar a posição respeitável das pátrias, das organizações, da família e da personalidade; todavia, não podemos desconhecer-lhes a expressão de relatividade no tempo. No transcurso dos anos, as fronteiras se modificam, as leis evolucionam, o grupo doméstico se renova e o homem se eleva para destinos sempre mais altos.
5 Tudo o que representa esforço da criatura foi realização de si mesma, no quadro de trabalhos permanentes do Cristo. 6 O que temos efetuado nos séculos constitui benefício ou ofensa a nós mesmos, na obra que pertence ao Senhor e não a nós outros. 7 Legisladores e governados passam no tempo, com a bagagem que lhes é própria, e Jesus permanece a fim de ajuizar da vantagem ou desvantagem da colaboração de cada um no serviço divino da evolução e do aprimoramento.
8 Administração e obediência, responsabilidades de traçar e seguir são apenas subdivisões da mordomia conferida pelo Senhor aos tutelados.
9 O trabalho digno é a oportunidade santa. 10 Dentro dos círculos do serviço, a atitude assumida pelo homem honrar-lhe-á ou desonrar-lhe-á a personalidade eterna, perante Jesus-Cristo.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
Pão Nosso #057 - Perante Jesus
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 27 de set. de 2022
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
57
Perante Jesus
Biografia de Eurípedes Barsanulfo
O processo corria de um Juiz de Paz para outro, no pequeno termo de Sacramento, cumprindo determinações superiores.
Todavia, os vigilantes da lei preferiam declarar-se, por motivos vários, impossibilitados de pronunciar-se e quando instados por injunções superiores ao cumprimento das atribuições, afetas ao caso Barsanulfo — pacificamente renunciavam ao cargo, por sinal, eletivo.
Enquanto a campanha difamadora não conhecia tréguas, através dos Boletins do Círculo Católico de Uberaba e pelas colunas do Lavoura e Comércio — daquela cidade, inteiramente distanciada dos princípios de ética para não dizer-se das recomendações cristãs — essa campanha atingiu os mais baixos níveis de compostura jornalística. (61)
Desde a primeira hora, amigos e correligionários de Eurípedes, em Uberaba, reuniam-se em casa do Sr. João Modesto dos Santos, na Rua Bernardo Guimarães.
Eis como nos relata o fato o Dr. Inácio Ferreira, no seu livro Subsídio para a História de Eurípedes Barsanulfo:
“Um portador enviado a Sacramento de lá voltava com a resposta de Eurípedes: ‘Não reagiria e nem tomaria qualquer atitude hostil. Recomendava calma e que se procurasse evitar qualquer atitude precipitada’.
Apesar dessa atitude e recomendação, continuaram as reuniões.
Ficaram estabelecidos a defesa e protestos pelo Jornal do Triângulo, de propriedade do Sr. João Modesto dos Santos, que punha as colunas do mesmo à disposição de todos os seus colaboradores, enfrentando toda e qualquer consequência.
Poderia faltar o pão para os seus filhos, mas o papel para a defesa daquele missionário jamais faltaria!
Originaram-se daí os primeiros artigos de defesa e os primeiros boletins de protesto.
A campanha de defesa foi orientada e dirigida pelos jornalistas Alceu de Souza Novais, Robespierre de Mello, Lafayette de Mello, Prof. João Augusto Chaves e outros.
Época de domínio clerical e sob coação intensa, não só as devoluções foram chegando em quantidade, como, também, ameaças de empastelamento do jornal.
Mais do que nunca, se fizeram sentir também os efeitos da política, com perseguições de toda ordem, ameaças de transferências e demissões.
Todavia, o jornal aumentava continuamente as suas tiragens, satisfazendo a finalidade da campanha e o grande número dos seus apreciadores.
A campanha durou meses e o Jornal do Triângulo sustentou-a com galhardia e imensos sacrifícios financeiros para o seu proprietário, que, com desassombro e firmeza, soube pagar, assim, a sua dívida de gratidão e, mais do que isso, como jornalista, elevar, bem alto, a bandeira da liberdade de imprensa na defesa de uma causa justa e divina.” (Págs. 42/43).
(61) Ver Subsídio para a História de Eurípedes Barsanulfo, pág. 37.
Eurípedes – o Homem e a Missão
191
Irmãos e irmãs do caminho,
Que a paz do Divino Mestre Jesus repouse em vossas almas.Diante do tribunal do mundo, que tantas vezes move a matéria de um juízo a outro, o coração que serve à caridade não se perturba. A perseguição é apenas a charrua que rasga o solo da alma para que a semente do Evangelho possa germinar.Se ontem o processo humano buscava deter o trabalho de auxílio aos necessitados e enfermos na Farmácia Homeopática ou no Colégio Allan Kardec, a justiça divina operava no silêncio. Nenhum homem pôde condenar o que o Cristo abençoou. O arrastar das folhas burocráticas foi apenas o testemunho de que a verdade, ainda que sepultada pelo preconceito, traz em si a força da imortalidade.Viver Sacramento na data de hoje é compreender o profundo mistério do Sábado de Aleluia. O silêncio do túmulo não é o fim, mas a preparação para a luz. O Cristo nunca nos abandona no tribunal das incompreensões humanas. Ele caminha conosco, inspira o perdão aos que nos acusam e transforma a dor do processo na alegria da ressurreição espiritual.Sigamos adiante, no serviço do bem, com o olhar focado no Mestre, pois o amor é a única lei que permanece.Com os votos de paz e sincera fraternidade,Vosso irmão em Cristo.
O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep108] Emprego da riqueza (cap XVI, 11-13)
Emprego da riqueza
11. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.
Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai – nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada. Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em torno de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão. – Cheverus. (Bordéus, 1861.)
12. Quando considero a brevidade da vida, dolorosamente me impressiona a incessante preocupação de que é para vós objeto o bem-estar material, ao passo que tão pouca importância dais ao vosso aperfeiçoamento moral, a que pouco ou nenhum tempo consagrais e que, no entanto, é o que importa para a eternidade. Dir-se-ia, diante da atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão do mais alto interesse para a Humanidade, quando não se trata, na maioria dos casos, senão de vos pordes em condições de satisfazer a necessidades exageradas, à vaidade, ou de vos entregardes a excessos. Que de penas, de amofinações, de tormentos cada um se impõe; que de noites de insônia, para aumentar haveres muitas vezes mais que suficientes!
Por cúmulo de cegueira, freqüentemente se encontram pessoas, escravizadas a penosos trabalhos pelo amor imoderado da riqueza e dos gozos que ela proporciona, a se vangloriarem de viver uma existência dita de sacrifício e de mérito – como se trabalhassem para os outros e não para si mesmas! Insensatos! Credes, então, realmente, que vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que despendeis movidos pelo egoísmo, pela cupidez ou pelo orgulho, enquanto negligenciais do vosso futuro, bem como dos deveres que a solidariedade fraterna impõe a todos os que gozam das vantagens da vida social? Unicamente no vosso corpo haveis pensado; seu bem-estar, seus prazeres foram o objeto exclusivo da vossa solicitude egoística. Por ele, que morre, desprezastes o vosso Espírito, que viverá sempre. Por isso mesmo, esse senhor tão amimado e acariciado se tornou o vosso tirano; ele manda sobre o vosso Espírito, que se lhe constituiu escravo. Seria essa a finalidade da existência que Deus vos outorgou? – Um Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)
13. Sendo o homem o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe pôs nas mãos, contas severas lhe serão pedidas do emprego que lhes haja ele dado, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau uso consiste em os aplicar exclusivamente na sua satisfação pessoal; bom é o uso, ao contrário, todas as vezes que deles resulta um bem qualquer para outrem. O merecimento de cada um está na proporção do sacrifício que se impõe a si mesmo. A beneficência é apenas um modo de empregar-se a riqueza; ela dá alívio à miséria presente; aplaca a fome, preserva do frio e proporciona abrigo ao que não o tem. Dever, porém, igualmente imperioso e meritório é o de prevenir a miséria. Tal, sobretudo, a missão das grandes fortunas, missão a ser cumprida mediante os trabalhos de todo gênero que com elas se podem executar. Nem, pelo fato de tirarem desses trabalhos legítimo proveito os que assim as empregam, deixaria de existir o bem resultante delas, porquanto o trabalho desenvolve a inteligência e exalça a dignidade do homem, facultando-lhe dizer, altivo, que ganha o pão que come, enquanto a esmola humilha e degrada. A riqueza concentrada em uma mão deve ser qual fonte de água viva que espalha a fecundidade e o bem-estar ao seu derredor. Ó vós, ricos, que a empregardes segundo as vistas do Senhor! O vosso coração será o primeiro a dessedentar-se nessa fonte benfazeja; já nesta existência fruireis os inefáveis gozos da alma, em vez dos gozos materiais do egoísta, que produzem no coração o vazio. Vossos nomes serão benditos na Terra e, quando a deixardes, o soberano Senhor vos dirá, como na parábola dos talentos: “Bom e fiel servo, entra na alegria do teu Senhor.” Nessa parábola, o servidor que enterrou o dinheiro que lhe fora confiado é a representação dos avarentos, em cujas mãos se conserva improdutiva a riqueza. Se, entretanto, Jesus fala principalmente das esmolas, é que naquele tempo e no país em que ele vivia não se conheciam os trabalhos que as artes e a indústria criaram depois e nas quais as riquezas podem ser aplicadas utilmente para o bem geral. A todos os que podem dar, pouco ou muito, direi, pois: dai esmola quando for preciso; mas, tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que a receba não se envergonhe dela. – Fénelon. (Argel, 1860.)
O Livro dos Espíritos | questão 500
Luiza Almeida Monteiro
500. Chegará um tempo em que o Espírito deixe de precisar de anjos guardiães?
“Sim, quando ele atinge o ponto de poder guiar-se a si mesmo, como sucede ao estudante, para o qual um momento chega em que não mais precisa de mestre. Isso, porém, não se dá na Terra.”
O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
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