sexta-feira, 19 de junho de 2026

LIMINAR MENTE

Chopin - Nocturnes Sir Ernest Hall - Chopin - Complete piano works #chopin #nocturnes #piano #classicalmusic Ele Disse Jackson do Pandeiro Composição: Edgar Ferreira 1 de mai. de 2023 #chopin #classicalmusic #piano Sir Ernest Hall - Chopin - Complete piano works #chopin #nocturnes #piano #classicalmusic
INQUÉRITO DO PLANALTO CENTRAL (2026) sexta-feira, 19 de junho de 2026 Amizade de Vorcaro com políticos era movida por festas, jatinhos e mesadas, por Bernardo Mello Franco O Globo Operação contra Jaques Wagner mostra que turma do Master não tinha restrição ideológica Amizade não tem preço, diz a música de Tim Maia. Na política, há controvérsias. Daniel Vorcaro desfilava como amigo do peito de figurões da República. Retribuía o afeto com festas, mesadas, voos de jatinho e outras benesses. A ternura transbordava da relação entre o banqueiro e Ciro Nogueira. Em conversa com a namorada, Vorcaro descreveu o senador como um de seus “grandes amigos de vida”. Os dois viajaram juntos para Paris, Nova York, Lisboa e Courchevel. Quando o dono do Master sumia, o presidente do PP se dizia com saudade. O dono do Master também ouvia palavras de carinho de Cláudio Castro, o ex-governador do Rio. “Você é meu amigo, não conta”, escreveu o bolsonarista, ao receber elogios a seus dotes de cantor. “Amigo, foi uma experiência incrível”, derramou-se, depois de um banquete às custas de Vorcaro. Para Flávio Bolsonaro, o banqueiro parecia ser mais do que um amigo. “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, escreveu o senador, após a primeira temporada de Vorcaro no xadrez. Solidário, ele foi visitá-lo na prisão domiciliar, quando o anfitrião era monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Na primeira tentativa de fechar uma delação premiada, o dono do Master tentou justificar seus atos de corrupção como meras demonstrações de amizade. A Polícia Federal rejeitou a conversa. Em relatório, afirmou que as relações do banqueiro com políticos eram pautadas pela “convergência de interesses ilícitos”. A operação de ontem mostrou que a turma não fazia restrições ideológicas. Sócio de Vorcaro, Augusto Lima chamou o senador Jaques Wagner de “amigo” ao presenteá-lo com ingressos para um show da cantora Taylor Swift. Na tentativa de explicar as benesses, o petista expôs a intimidade com o banqueiro ao tratá-lo pelo apelido de “Guga”. Fora dos palcos, o autor de “Não quero dinheiro” expunha uma visão nada romântica dos poderes da grana. “É todo mundo roubando. É o bispo, é o padre, é o sacristão, é o macumbeiro, é o presidente, é o deputado, é o cineasta”, filosofou Tim Maia, em documentário de 1987. “O mundo só vai ficar legal depois que terminar o dinheiro. Porém, que não me falte nenhum antes de terminar, entendeu?”, concluiu. Amizade Não Tem Preço Tim Maia
Galeão – Estrada do Galeão - 1954 A Estrada do Galeão, Discurso proferido pelo Deputado Federal Afonso Arinos (UDN-MG), na Câmara dos Deputados, em 09/08/1954. Mas digo V. Exa.: preze o Brasil que repousa na sua autoridade, preze a sua autoridade, sob a qual repousa o Brasil. Tenha a coragem de perceber que o seu governo é, hoje, um estuário de lama, um estuário de sangue. Observe que o seu palácio é um vasculhadouro da sociedade. Verifique que os desvãos de sua casa de residência são como o subsolo de uma sociedade em podridão. Eu lhe falo como presidente: reflita em sua responsabilidade de presidente e tome, afinal, aquela deliberação que é a última que um presidente no seu estado pode tomar. Lembre-se homem que no seu sangue corre o sangue dos heróis, e não se acumplicie com os crimes dos covardes e com a infâmia dos traidores. Lembre-se homem pelos pequeninos, pelos humilhados, pelos asilados. Lembre-se homem, pelos operários, pelos poetas; lembre-se dos homens deste país; e tenha coragem de ser um destes homens, não permanecendo no governo se não for digno deste governo que tão indignamente exerce. Discurso proferido pelo Deputado Federal Afonso Arinos (UDN-MG) Memorial da Democracia INQUÉRITO DO GALEÃOL (1954)
IPM “República do Galeão” uma abordagem histórica e jurídica O Inquérito do Galeão (também conhecido como "República do Galeão") foi um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pela Aeronáutica em agosto de 1954 para apurar o Atentado da rua Toneleros, no Rio de Janeiro, que resultou na morte do major aviador Rubens Vaz e feriu o jornalista Carlos Lacerda.
CONCLUSÃO Conclui-se que o trânsito em julgado pertence exclusivamente à fase processual. O inquérito policial, por sua natureza inquisitiva e persecutória inicial, exige apenas indícios mínimos de autoria e materialidade para o indiciamento ou a denúncia. A presunção de inocência, nesta etapa liminar, atua estritamente para evitar punições sumárias. Ela não impede a investigação ou a acusação jurídica; estas, sim, demandarão a certeza absoluta e o devido processo legal para que a mente julgadora possa se converter em uma condenação definitiva.
operação de convencimento Situação 'insustentável' Não jacte-se Jáquici
Nunca tive maiores entendimentos Relação praticamente zero sexta-feira, 19 de junho de 2026 Denúncias do Master tornam insustentável Wagner ficar na liderança, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A responsabilização do líder do governo depende de provas, contraditório e sentença judicial, mas sua permanência no cargo abala a imagem de Lula e a credibilidade das instituições A operação da Polícia Federal (PF), em Brasília e Salvador, que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), gerou mais instabilidade entre os Poderes no rastro do escândalo do Banco Master. O líder do governo no Senado não foi denunciado, não é réu e nega as acusações, mas sua inclusão entre os investigados arrasta o governo Lula para o centro do caso Master e produz efeitos políticos que transcendem os aspectos penais. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a questão central não é apenas saber se houve ou não prática criminosa, mas avaliar o impacto das suspeitas e a escala das suas consequências eleitorais. A responsabilização de Wagner depende de provas robustas, contraditório e sentença judicial. Mas sua permanência no cargo abala a imagem de Lula e, também, a credibilidade das instituições e a confiança da sociedade em seus representantes. As suspeitas formuladas pela PF, acolhidas parcialmente pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, são graves. Segundo a investigação, Wagner teria mantido interlocução privilegiada com o banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, controlador do Master. A PF sustenta que essa relação teria sido utilizada para promover interesses do grupo financeiro no Congresso. Segundo as investigações, o senador teria participado de articulações destinadas a ampliar a margem consignável para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Trata-se do interesse econômico de instituições financeiras que operam nesse mercado, entre elas empresas ligadas ao grupo Master por meio do Credcesta. A defesa de uma proposta legislativa não constitui irregularidade. O problema são as supostas vantagens pessoais ou familiares recebidas em contrapartida. É exatamente essa conexão que a PF busca demonstrar. A chamada “Emenda Master”, vinculada à PEC 65/2023, é o xis da questão. Segundo os investigadores, o texto teria sido elaborado por assessores do próprio Master e encaminhado a parlamentares com o objetivo de alterar regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ampliar sua cobertura e criar condições mais favoráveis ao modelo de negócios da instituição financeira. A PF sustenta que Wagner teria atuado politicamente para facilitar sua tramitação. O FGC é um dos pilares de estabilidade do sistema financeiro nacional. Alterações em suas regras afetam não apenas bancos específicos, mas o conjunto do mercado. Caso fique demonstrado que interesses privados influenciaram a formulação ou a tramitação de propostas relacionadas ao Fundo Garantidor, a gravidade do episódio será considerável. Wagner teria atuado, também, na tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A PF procura estabelecer se houve sua interferência parlamentar em benefício do grupo financeiro investigado. Dilema de Lula Há suspeitas de supostas contrapartidas recebidas pelo senador. A investigação menciona repasses que totalizariam R$ 3,5 milhões para a BN Financeira Ltda., empresa vinculada ao núcleo familiar de Wagner. Os investigadores sustentam que os recursos teriam origem em empresas ligadas ao grupo econômico de Augusto Lima. A defesa do senador argumenta que tais recursos não tiveram destinação pessoal e rejeita qualquer vínculo com práticas ilícitas. O nervo exposto é a negociação de um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões. A PF sustenta que a aquisição do imóvel teria sido uma forma de benefício indireto concedido ao senador. Wagner, por sua vez, afirma que o imóvel jamais integrou seu patrimônio e que a operação fazia parte de uma negociação legítima envolvendo sua filha e Augusto Lima. Como em outros casos envolvendo parlamentares, há ainda referências ao uso de aeronaves particulares e ao recebimento de ingressos para eventos internacionais pagos por empresas relacionadas ao universo financeiro investigado. A PF considera esses benefícios parte do conjunto de vantagens supostamente oferecidas em troca de apoio político. Entretanto, o próprio ministro Mendonça age com cautela. Recusou pedidos de busca e apreensão no gabinete parlamentar e em escritórios ligados ao mandato de Wagner. O fundamento foi a insuficiência de elementos para justificar medidas invasivas em dependências vinculadas a outro Poder da República. A existência de uma investigação não equivale à comprovação dos fatos narrados. Wagner não é um senador qualquer. Trata-se do principal articulador do governo Lula no Senado, ex-governador da Bahia, ex-ministro da Defesa, ex-ministro-chefe da Casa Civil e um dos petistas mais próximos de Lula, o que amplia o impacto eleitoral das suspeitas. Por essa razão, cresce entre aliados do próprio governo a avaliação de que seu afastamento da liderança poderia preservar o Palácio do Planalto do desgaste associado ao caso. Nos bastidores, essa alternativa é um dilema para Lula: afastar Wagner pode ser interpretado como reconhecimento implícito das acusações; mantê-lo no cargo, expõe o governo a ataques permanentes da oposição.
O que Mendonça está sinalizado foi denunciado por Eliana Calmon, outra magistrada que sofreu pressão por pregar justiça 9:02 AM · 18 de jun de 2026 “É inconstitucional investigar juiz, segundo CNJ)” “Espírito de corpo, segundo Calmon” corpo, anagrama de porco file:///C:/Users/User/Downloads/congresso_meio_seculo_oliveira.pdf
"Não cabe ao Príncipe possuir a virtude da razão, mas sim simular a força do tutor; pois para perpetuar-se no poder, mais vale carimbar a obediência do que esclarecer o vulgo." (Inspirado no Capítulo XV de O Príncipe) O Vazio dos Justos: Por que a Virtude é o Caminho Mais Curto para o Ostracismo A história política não é um tribunal de almas; é um tabuleiro de forças. Aqueles que analisam o Estado pelo prisma da moralidade cristã ou da ética kantiana confundem o palco com os bastidores. Como bem demonstrou Nicolau Maquiavel em O Príncipe, existe uma distância intransponível entre o modo como se vive e o modo como se deveria viver. Aquele que negligencia o que se faz em nome do que se deveria fazer ruma para a própria ruína. Daí depreende-se a tese fundamental da sobrevivência dinástica e partidária: se almejas perpetuar-te no poder, não queiras passar-te por honesto ou sincero. Podes arriscar-te a não ser nada. I. O Erro da Estética da Pureza O governante que se apresenta como vestal da moralidade comete o pior dos erros estratégicos: ele cria um padrão que nenhum ser humano inserido na máquina estatal é capaz de sustentar. A política real exige consórcios, concessões e o manejo de interesses fisiológicos. Ao vestir o manto da pureza incontestável, o Príncipe cede aos seus adversários a sua arma mais letal: a hipocrisia. Qualquer deslize menor, qualquer composição necessária com o baixo clero do parlamento, transforma-se em estelionato eleitoral. O cinismo institucionalizado, por outro lado, é um escudo realista. Quando Adhemar de Barros aceita o dístico informal do "Rouba mas faz", ele opera uma transação lógica impecável com o eleitorado. Ele retira a discussão do campo metafísico da "honestidade" (intransitável na gestão pública) e aterrissa no campo utilitarista da "entrega". O eleitor, criatura pragmática, entende o pacto: a corrupção é o atrito inevitável da máquina; a obra é o produto final. O governante que tenta parecer santo paralisa a máquina pelo medo do atrito e entrega o nada. E o nada destitui reis. II. A Sinceridade como Suicídio Tático A sinceridade é uma luxúria que o poder não pode se permitir. O governante sincero é um governante previsível, e o governante previsível é facilmente devorado. Quando a ex-presidente Dilma Rousseff verbalizou que "para ganhar eleições a gente faz o diabo", ela não cometeu um erro de intenção, mas sim um erro de liturgia. Ela enunciou a verdade nua da Realpolitik. O erro foi a quebra do segredo, mas a lógica por trás da fala permanece intacta: o processo de conquista do poder é amoral por natureza. A verdade crua choca o vulgo, que prefere ser docilmente enganado. O povo deseja a ilusão da ordem tanto quanto deseja os benefícios da infraestrutura. Paulo Maluf, ao proferir sua infame e violenta máxima na Faculdade de Direito, despiu o cinismo de sua maquiagem retórica e expôs as vísceras da dominação e da passividade popular. A resposta do sistema não foi a punição pela amoralidade, mas o repúdio pela falta de decoro. Na ciência política maquiavélica, a aparência de virtù deve ser mantida para as massas, mas a prática do vício necessário deve ser executada sem hesitação nos bastidores. O sincero destrói o véu que protege o Estado. III. O Clientelismo Pragmático: O Exemplo de Bié A perpetuação no poder exige a manutenção de bases fiéis. A pureza ideológica não alimenta redes de apoio. O Deputado Bié, ao distribuir cédulas carimbadas no chão batido do interior, compreendia a lógica da dependência mútua muito melhor do que os teóricos do direito constitucional. Ele não buscava a admiração intelectual do eleitor, mas a sua fidelidade estomacal. Para o necessitado, a honestidade abstrata do governante não se traduz em teto ou pão. O suborno institucionalizado, o clientelismo e a emenda parlamentar são os filamentos que unem o topo da pirâmide à sua base. O político que se recusa a operar esse sistema sob o pretexto de manter as mãos limpas perde o território para quem não tem tais pudores. Ele isola-se em sua torre de marfim ética até ser sumariamente substituído. No vácuo do poder, a honestidade inoperante é sempre derrotada pelo pragmatismo eficiente. IV. Conclusão: A Ruína dos Justos Querer passar-se por inteiramente honesto ou sincero em um ambiente estruturado pela disputa de poder é uma contradição em termos. O Príncipe que se apega à verdade absoluta abdica da flexibilidade necessária para dobrar-se aos ventos da Fortuna. Os homens esquecem mais rápido a morte do pai do que a perda do patrimônio ou a ausência de um governo forte. Se o governante busca a imortalidade política, deve abraçar o cinismo metodológico: ser dissimulado quando a sobrevivência exigir, ser cruel quando a ordem vacilar e, acima de tudo, nunca guiar seus atos pela opinião dos moralistas. Quem busca a santidade deve procurar os altares, não os palácios. Nos palácios, os que insistem na pureza arriscam-se a não ser, absolutamente, nada.Para expandirmos
Um espectro ronda o caso Master Por O Estado de S. Paulo Disputa entre Mendes e Mendonça no STF sobre prisão do clã Vorcaro expôs questão crucial: como investigar a corrupção sem repetir os erros – nem negligenciar as virtudes – da Lava Jato “Vejo desconfortante semelhança.” Foi assim, aludindo à Lava Jato, que o ministro Gilmar Mendes questionou a condução do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) ao votar contra a manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Seu colega André Mendonça, relator do caso, rebateu: “Não estamos julgando a Lava Jato”. A disputa resumiu a sessão da Segunda Turma do STF. Mendes dedicou boa parte de seu voto exumando sombras de Curitiba, enquanto Mendonça descrevia uma organização com “contornos de máfia”. Segundo a Polícia Federal (PF), ela continuou operando mesmo após os inquéritos, intimidou testemunhas, manipulou canais financeiros e tentou administrar os estragos provocados pelo avanço das investigações. O contraste importa porque as prisões não foram decretadas para punir fatos passados nem extorquir delações. Os autos demonstram o fundamento cautelar das prisões. Mendonça mencionou dois braços da estrutura investigada. Um seria responsável por coerções e obtenção ilegal de informações. O outro atuaria no campo digital, com monitoramento ilícito de autoridades e testemunhas e ataques cibernéticos. O ministro também relatou tentativas de administrar o espólio de Felipe Mourão, o “Sicário”. Os investigadores sustentam que houve infiltrações na própria PF e transações destinadas a comprar silêncios e neutralizar riscos. Mendes, por sua vez, preferiu concentrar sua atenção em reminiscências de vazamentos e pressões para delações de sua bête noire, a Lava Jato. O alerta merece ser levado a sério. O Brasil conhece os estragos produzidos por investigações que extrapolaram seus limites legais. Mas comparações só ganham força se acompanhadas de demonstração respeitosa aos fatos. Mesmo admitindo-se que o decano não tenha outras motivações além de preservar a higidez do processo, escolheu mal suas analogias. Só o ministro Dias Toffoli, relator de recursos da Lava Jato, acredita que magnatas escoltados pelas bancas advocatícias mais caras do País confessaram crimes no “pau de arara do século 21”. As irregularidades que transformaram a Lava Jato num problema institucional eram de outra ordem. Onde está a colaboração imprópria entre juiz e acusação? Onde está a manipulação de competência? Onde está a perseguição política? Se Mendes está preocupado com abusos dessa natureza, não precisa rememorar uma distante Curitiba. Na própria Praça dos Três Poderes, neste exato momento, um juiz conduz inquéritos no mínimo nebulosos e múltiplas vezes mais “desconfortantes”. O embate havido na Segunda Turma expõe um dilema que acompanha o sistema de Justiça desde o colapso da Lava Jato. Os excessos daquela operação precisavam ser corrigidos; mas os crimes que ela desbaratou precisavam ser punidos. O problema começou quando a correção foi transformada em álibi para justificar uma amnésia seletiva, a ponto de converter delinquentes confessos em vítimas. Mendes escrutinou a atuação de Mendonça com lupa. Questionou procedimentos, cronologia, acesso a documentos e fundamentos cautelares. Nada há de errado nisso. O estranho é lembrar que o mesmo caso Master passou meses sob uma relatoria – não por mera coincidência, de Toffoli – abarrotada por dúvidas sobre competência, imparcialidade e transparência. Naquela fase, a vista foi bem grossa e não houve nenhum desconforto. O futuro julgamento do caso Master ficará registrado como algo maior do que uma divergência sobre o propósito de prisões preventivas. Está-se diante de um choque entre duas maneiras de encarar o legado ambíguo da Lava Jato. Para uma delas, o hiperfoco nos abusos é tal que passa a enxergá-los em qualquer investigação ambiciosa – e incômoda. A outra assimila as lições, não perde de vista o fim do combate à corrupção e se pergunta se os meios são adequados. A resposta dos demais ministros da turma foi inequívoca: os obstrutores da Justiça seguirão presos. Antes de procurar Curitiba em cada esquina, convém examinar o que está acontecendo diante dos próprios olhos. “Certos setores atuam para criar um vício. Há um sistema articulado para isso”, alertou Mendonça. “Eu não sou cego.” Eis aí uma advertência da qual Mendes deveria se ocupar – se é que já não está se ocupando. 19/06/26- Vorcaro comprou a República carcomida que estava à venda. Não é ideologia, é dinheiro sujo Marco Antonio Villa

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