Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
"Tudo sobre o golpe"
Conforme a interpretação de Poulantzas, mobilizações paramilitares politicamente relevantes tendem a pressupor algum grau de cumplicidade institucional dos aparelhos repressivos do Estado, sobretudo do Exército, cuja centralidade se acentua em contextos de crise e de reorganização autoritária do poder estatal.
Fascismo e Ditadura Capa comum
Edição Português
1. Dilma efetivamente associa o chavismo a uma “aposta no Exército”
Ela afirma explicitamente que o chavismo apostou fundamentalmente no Exército, e que a mobilização popular veio depois, como decorrência.
Isso é uma avaliação política clara, não ambígua.
2. A frase atribuída a Poulantzas
“Onde tiver Exército, nunca acredite que as mobilizações paramilitares ocorram sem a cumplicidade dele.”
3. O termo “paramilitares”
Aqui está o ponto mais sensível — e importante:
Dilma usa conscientemente “mobilizações paramilitares”, não “movimentos sociais”.
O sentido é estrutural, no marco de Fascismo e Ditadura:
forças armadas regulares + forças irregulares ou politizadas não atuam de forma independente.
Não se trata de acusação factual pontual, mas de teoria do Estado.
Conclusão técnica (sem polemizar)
Dilma Rousseff, em entrevista de 2021,
citando Poulantzas de forma interpretativa,
afirmou que mobilizações paramilitares politicamente relevantes não ocorrem sem cumplicidade do Exército,
no contexto de uma crítica ao chavismo e à aposta militar como eixo de sustentação do regime.
Em termos simples e precisos
Poulantzas → teoria estrutural do Estado e do fascismo
Dilma → aplicação dessa teoria ao chavismo, em fala oral
A frase → síntese política, não citação acadêmica
Dilma, em entrevista de 2021, já parecia ter entendido o que a Venezuela havia se tornado. Em 2025, boa parte da esquerda ainda finge não entender
0:16 / 0:37
10:39 AM · 5 de jan de 2026
https://x.com/i/status/2008171594623951130
Abaixo está o trecho corrigido apenas em ortografia e fluidez, sem alterar o conteúdo, respeitando a oralidade:
Entrevistador:
— O chavismo fez uma mobilização social permanente, presidenta.
Dilma Rousseff:
— Não. O chavismo fez uma aposta no Exército.
Entrevistador:
— Não só no Exército, presidenta.
Dilma Rousseff:
— Fundamentalmente. A não ser que a gente seja ingênua, fundamentalmente.
Entrevistador:
— Mas também na mobilização popular.
Dilma Rousseff:
— Depois. Daí decorrente. Citando Poulantzas:
“Se não tem Exército… Onde tiver Exército, nunca acredite que as mobilizações paramilitares ocorram sem a cumplicidade dele.”
Entrevistador:
— Presidenta…
- O CHAVISMO FEZ UMA MOBILIZAÇÃO SOCIAL PERMANENTE, PRESIDENTA.
- NÃO, O CHAVISMO FEZ UM APOSTA NO EXÉRCITO.
- NÃO SÓ NO EXÉRCITO, PRESIDENTA.
- FUNDAMENTALMENTE. A NÃO SER QUE A GENTE SEJA INGÊNUA, FUNDAMENTALMENTE.
- MAS TAMBÉM NA MOBILIZAÇÃO POPULAR.
- DEPOIS. DAÍ DECORRENTE. CITANDO POULANTZAS:
"SE NÃO TEM. ONDE TIVER EXÉR. NUNCA ACREDITE QUE AS MOBILIZAÇÕES PARAMILITARES OCORRAM SEM A CUMPLICIDADE DELE.
- PRESIDENTA...
Poema Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Escute o poema declamado pelo próprio autor:
QUADRILHA na voz de Drummond
Ela amava o teórico
que amava o camarada
que amava a moça
que amava o quadro
que amava o chefe
que não amava ninguém.
Ela foi para longe,
o teórico recolheu-se,
o camarada caiu no caminho,
a moça ficou esperando,
o quadro desistiu de si
e o chefe casou-se com um estranho
que não tinha entrado na história.
DILMA ROUSSEFF: POR QUE O GOLPE DE 2016 FOI VITORIOSO? - 20 Minutos Entrevista
Opera Mundi
Transmitido ao vivo em 31 de ago. de 2021
Marcando cinco anos do golpe que culminou na saída de Dilma Rousseff da Presidência do Brasil, o fundador de Opera Mundi, Breno Altman, conversa com a ex-presidente nesta terça-feira (31/08), às 11h, com o tema: Por que o golpe de 2016 foi vitorioso?
00:00 Tela de espera e introdução
01:24 Quando Dilma se deu conta de que haveria um golpe
01:52 Dilma sobre Aécio Neves
02:54 Pedidos de impeachment contra Dilma
03:20 Congresso não deixou Dilma governar
03:39 Aliança MDB-PSDB contra Dilma
04:25 Pautas-bomba contra governo Dilma
05:39 Dilma sobre Eduardo Cunha
07:32 Participação da mídia no golpe
07:42 Dilma sobre Merval Pereira
08:10 Características do golpe contra Dilma
08:59 Como os poderes e a Faria Lima atuaram no golpe
09:38 Por que as elites do Brasil decidiram pelo impeachment
11:19 Lula barra agenda neoliberal
12:19 Dilma sobre guerra híbrida: golpe 2.0
13:26 Guerra híbrida em outros países
14:06 Roteiro do golpe e criação do teto de gastos
14:55 Dilma sobre os efeitos do teto de gastos
16:19 Participação dos EUA no golpe de 2016 no Brasil
18:47 Posição do Brasil contra intervenções militares
19:14 Relação EUA e petróleo brasileiro
20:55 Dilma foi avisada por Putin e Erdogan sobre golpe?
22:51 Interferência norte-americana contra Dilma
24:58 PT se preparou para uma possível quebra constitucional?
28:34 Burguesia brasileira não tem compromisso com a democracia
29:31 Indicações dos governos petistas ao STF
32:04 Mudanças na forma de escolha para Procuradoria-Geral
33:31 Governo Dilma poderia ter atuado contra a Lava-Jato?
38:17 CPMF e tributações financeiras do governo Dilma
40:45 Medo em defender tributos no Brasil
42:53 Políticas públicas que contemplem as bases partidárias
44:04 Como fazer a população defender o governo
44:53 As diferenças nas gestões do Brasil e da Venezuela
46:13 Chavismo e o Exército
46:52 Quais as lições do golpe de 2016?
47:42 Faltou força popular durante os governos petistas?
48:11 O que o PT deveria ter feito em 2016
49:39 Dilma dá dicas de livros e séries
53:18 Encerramento da entrevista
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Transcrição
"(...) EU VOU VOLTAR AO POULANTZAS. TEM DUAS COISAS QUE PERMITEM O SURGIMENTO DA ULTRA DIREITA:
1) SE DE UMA CERTA FORMA OS MOVIMENTOS SOCIAIS SÃO DERROTADOS.
2) SE HÁ CUMPLICIDADE DOS OUTROS PODERES.
ME DESCULPA MAS NÃO DÁ PRÁ ...
- A SENHORA ACHA QUE OS MOVIMENTOS SOCIAIS ESTAVAM DERROTADOS?
- ... O GOVERNO, O GOVERNO, NÃO FAZ MOVIMENTO SOCIAL. ISSO NÃO É PAPEL...
- ...PRESIDENTA, O CHAVISMO NÃO MOSTRA O OPOSTO?
- BOM, OLHA AQUI, OLHA EU VOU TE MOSTRAR UM MAL EXEMPLO. EU VOU TE EXPLICAR COM UMA HISTÓRIA. UMA VEZ, EU ESTAVA QUESTIONANDO O CHAVES POR QUE QUE ELE É LEVAVA SEM INCLUSIVE FALAR CONOSCO EMPRESÁRIOS BRASILEIROS PRA DISCUTIR EM OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA. E PERGUNTEI PRA ELE ASSIM: A TÍTULO DE CONVERSA AMIGÁVEL. VOCÊ ACHARIA CORRETO, CHAVES, SE A GENTE CONVOCASSE SEUS EMPRESÁRIOS PARA LEVAR LÁ PARA OUTO PAÍS PARA FAZER UMA DISCUSSÃO? ELE DISSE PRA MIM ASSIM: " - EU? EU ACHARIA AÇADO. EU NÃO TENHO EMPRESÁRIOS.
- SIM, MAS O CHAVISMO FEZ UMA APOSTA..C.
- ME DESCULPA, BRENO, NÃO DÁ PARA COMPARAR A GESTÃO DO BRASIL COM A GESTÃO DA VENEZUELA.
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