Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos. As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Nós e César
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: — Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” — (MARCOS, 12.17)
1 Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal.
2 Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas.
3 Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas.
4 De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais. É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence.
5 O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações.
6 Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.
7 Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no Plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época.
8 Há decretos iníquos?
Recorda se já cooperaste com aqueles que te governam a paisagem material.
9 Vive em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do equilíbrio.
10 Se pretendes viver retamente, não dês a César o vinagre da crítica acerba. Ajuda-o com o teu trabalho eficiente, no sadio desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus.
Emmanuel
Texto extraído da 1ª edição desse livro.
Pão Nosso #102 - Nós e César
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
Transmitido ao vivo em 9 de mai. de 2023
Série de estudos, com Artur Valadares, da obra "Pão Nosso", de Emmanuel/Chico Xavier.
102
Nós e César
ESTETA DA EXPRESSÃO
Garret, nos Grandes Experimentos da Psicologia, afirma que "a personalidade é um estilo ou uma forma de comportamento", e acentua: "o que faz de um indivíduo uma personalidade distinta é a organização de seus comportamentos, hábitos, atitudes e não a existência de certos traços específicos."
Podemos concluir a conceituação de Garret com o princípio difundido por Woodworth, quando define a personalidade como a "qualidade total do comportamento do indivíduo, indicado por seus hábitos de pensamento e de expressão, suas atitudes e interesses, maneiras de agir e filosofia pessoal".
Eurípedes enquadra-se como esteta autêntico, no acrisolamento mental, que influencia poderosamente suas atitudes e interesses, suas ações no dia-a-dia cheio de luz, levando-o à filosofia do esforço, na rota da Perfeição.
No Colégio, no lar, na rua, em toda parte, exprime-se com elegância.
As expressões saem-lhe corretas e fluentes.
Quando fala ou quando escreve faz questão de não cometer erros comezinhos de regência ou de concordância. Evita os galicismos e outros tipos de estrangeirismos. Propõe-se a amputar o Que, sempre que este se constitua em muletas desnecessárias. O possessivo de terceira pessoa é outro empeço, que o mestre corta todas as vezes que surja como elemento de dubiedade.
Eminentemente cuidadoso na expressão – falada ou escrita – Eurípedes tornara-se um padrão de estética, no seio da Língua mais bordada de sutilezas e crivada de dificuldades do globo e, que ele soube valorizar com profundo sentido de Beleza.
129
Eurípedes – o Homem e a Missão
Os bons espíritas - Artur Valadares
NEPE Paulo de Tarso | Evangelho e Espiritismo
3 de jan. de 2019
Palestra realizada no Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo Tia Nêga, em Perdizes/MG (zona rural), no dia 30/12/2018.
O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVII — Sede perfeitos > Os bons espíritas. > 4
4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as consequências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direto à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.
Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores, nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que à moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.
Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade.
O Livro dos Espíritos > Parte terceira — Das leis morais > Capítulo I — Da lei divina ou natural > Conhecimento da lei natural. > 619
II – Conhecimento da Lei Natural (Perguntas 619 a 628) – O Livro dos Espíritos
(LIVRO TERCEIRO - AS LEIS MORAIS) - Cap. 1 - A Lei Divina ou Natural
619. Deus proporcionou a todos os homens os meios de conhecerem a sua lei?
— Todos podem conhecê-la; mas nem todos a compreendem; os que melhor a compreendem são os homens de bem e os que desejam pesquisá-la. Não obstante, todos um dia a compreenderão, porque é necessário que o progresso se realize.
Comentário de Kardec: A justiça da multiplicidade de encarnações do homem decorre deste princípio, pois a cada nova existência sua inteligência se torna mais desenvolvida e ele compreende melhor o que é o bem e o que é o mal. Se tudo tivesse de se realizar numa só existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem diariamente no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que deles dependa o próprio esclarecimento? (Ver os itens 171 a 222).
620. A alma, antes de sua união com o corpo, compreende melhor a lei de Deus do que após a encarnação?
— Ela a compreende segundo o grau de perfeição a que tenha chegado e conserva a sua lembrança intuitiva após a união com o corpo; mas os maus instintos do homem frequentemente fazem que ela a esqueça.
621. Onde está escrita a lei de Deus?
— Na consciência*.
621-a. Desde que o homem traz na consciência a lei de Deus, que necessidade tem de que lha revelem?
— Ele a havia esquecido e desprezado: Deus quis que ela lhe fosse lembrada.
622. Deus deu a alguns homens a missão de revelar a sua lei?
— Sim, certamente; em todos os tempos houve homens que receberam essa missão. São Espíritos superiores, encarnados com o fim de fazer progredir a Humanidade.
623. Esses que pretenderam instruir os homens na lei de Deus não se enganaram algumas vezes, e não os fizeram transviar-se muitas vezes, através de falsos princípios?
— Os que não eram inspirados por Deus e que se atribuíram a si mesmos, por ambição, uma missão que não tinham, certamente os fizeram extraviar; não obstante, como eram homens de gênio, em meio aos próprios erros ensinaram frequentemente grandes verdades.
624. Qual é o caráter do verdadeiro profeta?
— O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podemos reconhecê-lo por suas palavras e por suas ações. Deus não se serve da boca da mentiroso para ensinar a verdade.
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
— Vede Jesus.
Comentário de Kardec: Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra.
Se alguns dos que pretenderam instruir os homens na lei de Deus algumas vezes os desviavam para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que era apenas leis humanas, instituídas para servir às paixões e dominar os homens.
626. As leis divinas e naturais só foram reveladas aos homens por Jesus e antes dele só foram conhecidas por intuição?
— Não dissemos que elas estão escritas por toda parte? Todos os homens que meditaram sobre a sabedoria puderam compreendê-las e ensiná-las desde os séculos mais distantes. Por seus ensinamentos, mesmo incompletos, eles prepararam o terreno para receber a semente. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, o homem pôde conhecê-las sempre que desejou procurá-las. Eis porque os seus princípios foram proclamados em todos os tempos pelos homens de bem, e também porque encontramos os seus elementos na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie, mas incompletos ou alterados pela ignorância e a superstição.
627. Desde que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual é a utilidade do ensinamento dado pelos Espíritos? Têm eles mais alguma coisa para nos ensinar?
— O ensino de Jesus era frequentemente alegórico e em forma de parábolas, porque ele falava de acordo com a época e os lugares. Faz-se hoje necessário que a verdade seja inteligível para todos. É preciso, pois, explicar e desenvolver essas leis, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. Nossa missão é a de despertar os olhos e os ouvidos, para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas: os que afetam exteriormente a virtude e a religião para ocultar as suas torpezas. O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e sem equívocos, a fim de que ninguém possa pretextar ignorância e cada um possa julgá-lo e apreciá-lo com a sua própria razão. Estamos encarregados de preparar o Reino de Deus anunciado por Jesus, e por isso é necessário que ninguém venha a interpretar a lei de Deus ao sabor das suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei que é toda amor e caridade**.
628. Por que a verdade não esteve sempre ao alcance de todos?
— É necessário que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: é preciso que nos habituemos a ela pouco a pouco, pois de outra maneira nos ofuscaria.
Jamais houve um tempo em que Deus permitisse ao homem receber comunicações tão completas e tão instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia na Antiguidade, como sabeis, alguns indivíduos que estavam de posse daquilo que consideravam uma ciência sagrada, e da qual faziam mistério para os que consideravam profanos. Deveis compreender, com o que conheceis das leis que regem esses fenômenos, que eles recebiam apenas verdades esparsas no meio de um conjunto equívoco e na maioria das vezes alegórico. Não há, entretanto, para o homem de estudo, nenhum antigo sistema filosófico, nenhuma tradição, nenhuma religião a negligenciar, porque todos encerram os germens de grandes verdades, que embora pareçam contraditórias entre si, espalhadas que se acham entre acessórios sem fundamento, são hoje muito fáceis de coordenar, graças à chave que vos dá o Espiritismo de uma infinidade de coisas que até aqui vos pareciam sem razão, e cuja realidade vos é agora demonstrada de maneira irrecusável. Não deixeis de tirar temas de estudo desses materiais. São eles muito ricos e podem contribuir poderosamente para a vossa instrução***.
NOTAS:
* Descartes na terceira de suas Meditações Metafísicas, declara que a ideia de Deus está impressa no homem “como a marca do obreiro na sua obra”. Essa ideia de Deus é inata no homem e o impele à perfeição. Embora as escolas modernas de Psicologia neguem a existência de ideias inatas, o Espiritismo a sustenta. Ela decorre do princípio da reencarnação, que foi provado pelo Espiritismo através de pesquisas. Por outro lado, as ideias de Deus, da sobrevivência e do bem e do mal existem e sempre existiram entre todos os povos. A lei de Deus está escrita na consciência do homem, como a assinatura do artista na sua obra. (N. do T.).
** Comparar esta resposta com a mensagem do Espírito da Verdade colocada por Kardec como prefácio de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Como se vê, desde os primeiros momentos os Espíritos anunciaram que a finalidade da doutrina era o restabelecimento do Cristianismo. (N. do T.)
*** Os textos sagrados das grandes religiões, como a Bíblia e os Vedas, os sistemas de antigos filósofos, as doutrinas de velhas ordens ocultas ou esotéricas, todos encerram grandes verdades, nas suas contradições aparentes. Os espíritas não devem recuar diante desses sistemas ou ver-lhes apenas as contradições, quando possuem a chave do Espiritismo, com a qual estão aptos a decifrar-lhes os enigmas, descobrindo poderosos motivos de esclarecimento. Também nos sistemas modernos de Filosofia ou de Ciência, por mais contrários que pareçam aos princípios espíritas, uma análise verdadeiramente espírita poderá revelar a existência de grandes verdades. (comparar com II Timóteo, 3:l6 e 17). (N. do T.)
LE: A lei divina ou naturalO livro dos espíritos online
Conhecimento da Lei Natural - Livro dos Espíritos - Questões 619 a 628
TV CEAHA
8 de mar. de 2022
Vídeos (Semanal) sobre o Livro dos Espíritos - Estudo - |92|
Apresentação: Elizabeth Soares de Paula
Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo - Florianópolis-SC
Afaste a tristeza.
A aldgria do seu coração
mostra o seu pensar positiva.
Taças Vazias
Papel de Narcisa na Espiritualidade
Trabalho no Bem: Atua na colônia espiritual Nosso Lar, ajudando com dedicação em alas de atendimento e limpeza.
Acolhimento a André Luiz: Foi uma das primeiras companheiras a guiar André Luiz no início de sua recuperação no plano espiritual.
Lição da Taça Vazia: Ficou famosa pelo ensinamento de que o coração humano não pode ficar vazio de sentimentos mundanos sem ser preenchido pela vivência do bem, assemelhando-se a uma taça iluminada mas sem conteúdo real.
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