terça-feira, 11 de agosto de 2026

ENSABOA

LAMENTO DA LAVANDEIRA
Resumo O texto de Luiz Carlos Azedo, publicado no Correio Braziliense, argumenta que o apoio de Hugo Motta a Lula revela uma estratégia pragmática do Republicanos: manter neutralidade nacional para permitir que seus líderes adotem alianças diferentes conforme os interesses eleitorais de cada estado. Na Paraíba, Motta apoia Lula porque seu grupo precisa preservar força política, renovar seu mandato e ajudar a eleger seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado. O estado tem forte preferência por Lula, tornando arriscado um alinhamento exclusivo com o bolsonarismo. O Republicanos tenta ocupar simultaneamente espaços distintos: apoiar Lula em regiões onde isso é eleitoralmente vantajoso e manter proximidade com a direita em estados mais conservadores. Tarcísio de Freitas, em São Paulo, exemplifica essa estratégia. Embora dependa do eleitorado bolsonarista, busca manter autonomia política e construir condições para disputar protagonismo nacional em 2030. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo também adota uma postura flexível. Lidera a disputa pelo governo estadual, mas o eleitorado está dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro, o que favorece um palanque aberto. O autor conclui que o Republicanos procura maximizar sua sobrevivência e influência política, evitando ficar preso a um único projeto presidencial. Em uma frase: o artigo sustenta que o Republicanos está priorizando interesses eleitorais regionais e a preservação de espaço político para 2030, em vez de assumir uma posição presidencial única em 2026. Ensaboa Marisa Monte
terça-feira, 11 de agosto de 2026 Apoio de Motta a Lula mostra política de conveniência do Republicanos, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A escolha obedece à realidade eleitoral da Paraíba. O presidente da Câmara precisa preservar influência, renovar seu mandato e eleger o pai, Nabor Wanderley, para o Senado O apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva expõe a ambiguidade eleitoral do Republicanos. Formalmente, o partido decidiu permanecer neutro na disputa pelo Palácio do Planalto, não indicar o candidato a vice de Flávio Bolsonaro nem integrar nenhuma coligação presidencial. Na prática, liberou seus dirigentes e diretórios estaduais para escolherem publicamente o lado mais conveniente às respectivas circunstâncias locais. É uma salvo-conduto para múltiplas alianças regionais, inclusive com forças antagônicas. Foi o que permitiu a Hugo Motta anunciar o apoio a Lula sem romper com a direção partidária. “A tendência nossa aqui na Paraíba é que caminhemos com o presidente Lula”, declarou, acrescentando que o petista representa aquilo que seu grupo considera “o melhor para o país”. O presidente da Câmara aguardou deliberadamente a decisão nacional do Republicanos para somente então revelar sua posição. O Republicanos da Paraíba apoiará a reeleição de Lula, segundo Motta. A escolha obedece à realidade eleitoral da Paraíba. Motta precisa renovar seu mandato, preservar a influência nacional conquistada na Presidência da Câmara e eleger o pai, Nabor Wanderley, para o Senado. Seu grupo participa da aliança que sustenta o governador Lucas Ribeiro, do PP, herdeiro da coalizão liderada anteriormente por João Azevêdo, do PSB, e apoiada por Lula. Embora o atual governador não pertença à esquerda, governa com uma composição na qual PT e PSB exercem grande influência. O que também explica a neutralidade do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Romper com Lula na Paraíba significaria desafiar um eleitorado majoritariamente lulista e colocar em risco a própria sobrevivência política do grupo de Motta. Os números explicam o movimento. Na pesquisa Genial/Quaest, Lula ampliou de 57% para 64% sua votação num eventual segundo turno no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 25%. A diferença de 39 pontos transforma qualquer tentativa de impor um palanque bolsonarista exclusivo na região em aventura de alto risco. Nacionalmente, Lula aparece com 39% no primeiro turno, contra 30% de Flávio, e vence o segundo por 44% a 39%. Flávio cresceu e reduziu a distância, mas ainda não conseguiu transformar a polarização social existente no país numa coalizão partidária equivalente àquela que sustentava seu pai. São Paulo e Minas A decisão do Republicanos também revela uma estratégia que mira as eleições de 2030. Tarcísio de Freitas, principal liderança da legenda e candidato à reeleição em São Paulo, depende do eleitorado bolsonarista para se manter no Palácio dos Bandeirantes, mas não deseja subordinar completamente seu futuro político ao projeto pessoal de Flávio. Tarcísio mira 2030, quando o cenário poderá ser definido pela sucessão simultânea de Lula e de Jair Bolsonaro como grandes polos organizadores da política nacional. Para chegar competitivo a essa eleição, precisa conservar o apoio da direita, dialogar com o centro, cultivar relações institucionais com o governo federal e não se tornar mero coadjuvante do clã Bolsonaro. O Republicanos procura ocupar simultaneamente o governo e a oposição, o Nordeste lulista e o Sudeste conservador, a eleição de 2026 e a sucessão de 2030. O mesmo fenômeno aparece em Minas Gerais, onde a candidatura camaleônica de Cleitinho Azevedo ao governo embaralhou os palanques presidenciais. O senador do Republicanos chegou a ser impedido pelo próprio partido de concorrer, reagiu publicamente e acabou reconduzido à disputa depois da intervenção de dirigentes interessados em sua capacidade de puxar votos para as chapas proporcionais. Cleitinho lidera a corrida mineira com 35%, muito à frente de Alexandre Kalil, com 12%, e Patrus Ananias, com 10%. No plano presidencial, porém, Minas está dividida: Lula tem 30% e Flávio, 29%, no primeiro turno; num eventual segundo turno, o petista aparece com 38% e o bolsonarista, com 35%, ambos em empate técnico. A pesquisa mineira mostra a liderança isolada de Cleitinho e o equilíbrio entre Lula e Flávio. Qual é a do Cleitinho? Ele necessita dos eleitores bolsonaristas, mas não pode hostilizar a parcela lulista de Minas nem atrelar completamente sua candidatura a um presidenciável que aparece numericamente atrás no estado. Nos bastidores, prevalece a expectativa de que abra o palanque, permitindo que aliados e candidatos proporcionais façam campanha para Flávio ou Lula segundo suas bases. O Lamento da Lavadeira Monsueto
De Ed Morgan@edu para Marco Rubio, por Elio Gaspari O Globo Crises alimentadas pelo secretário de Estado americano prejudicam relação entre os dois países e levarão tempo para serem resolvidas Estimado Secretário de Estado Marco Rubio:
Jogatina Depois de ter escancarado a jogatina eletrônica para aumentar a arrecadação, Lula 3.0 cogita colocar um esparadrapo na ferida onde mais de 100 milhões de pessoas fazem apostas. Uma portaria obrigará o cidadão a esperar cinco segundos entre uma aposta e outra. Ganha outro fim de semana em Teerã quem souber porque o intervalo entre uma aposta e outra não foi fixado em um minuto.” O Comentário Vazado Vazou a ata secreta da genialidade burocrática. A equipe técnica descobriu que o vício digital é puramente uma questão de cronômetro, não de carteira vazia. O plano de contingência para salvar a economia popular consiste em cinco segundos de profunda reflexão metafísica. Tempo suficiente para o cidadão lembrar do saldo negativo, ignorar o aviso e clicar de novo. A arrecadação bilionária agradece o breve momento de silêncio obsequioso antes do próximo clique. Análise e Desfecho O cinismo da portaria escancara a contradição entre a fome fiscal e o pudor moral. O esparadrapo regulatório tenta estancar uma hemorragia social provocada pelo próprio cirurgião. O intervalo curto garante a velocidade do fluxo de caixa estatal enquanto simula uma falsa preocupação médica. Ouviu, ouvindo o ouvido; leu, lendo o lido; assinou, assinando o assinado. Antes, "Como nunca antes." Agora, "Quem nunca, agora". Agora pode ser tanto neste momento quanto um agora de agoramento. O agoramento é o pressentimento do desastre iminente travestido de modernidade. Quem nunca perdeu o rumo no jogo, agora perde com o carimbo e a bênção do Diário Oficial.
Leia a íntegra da transcrição da reunião ministerial de 22 de abril Celso de Mello liberou gravação Encontro ocorrido em 22.abr Bolsonaro teria sinalizado intervir na PF Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/leia-a-transcricao-dos-trechos-da-reuniao-ministerial-destacados-pelo-stf/) © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas. O presidente Jair Bolsonaro em reunião com seus ministros. Na ocasião, o chefe do Executivo teria tentado intervir da Polícia Federal, de acordo com acusações de Sergio Moro Marcos Corrêa/PR - 22.abr.2020 PODER360 22.mai.2020 (sexta-feira) - 17h38 atualizado: 23.mai.2020 (sábado) - 1h31 Siga o Poder360 no Google O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello liberou nesta 6ª feira (22.mai.2020) o vídeo de reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e ministros do dia 22 de abril. Eis a íntegra (22 MB) da transcrição.... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/governo/leia-a-transcricao-dos-trechos-da-reuniao-ministerial-destacados-pelo-stf/) © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas. A frase vasada do Posto Ipiranga para Damares Alves sobre a liberação de resorts: "Deixe eles f. Damares!" Reunião teve discussão sobre cassinos: "Pacto com o diabo", reagiu Damares Aquilo ali num… atrapalha ninguém. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. Ô Damares. Damares. Damares. Deixa cada um … Damares. Damares. O presidente, o presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do j eito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Não tem … lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho. Damares: Se C … se o C … Paulo Guedes: Não entra nenhum brasileirinho desprotegido. Entendeu? Damares: … se a CGU concordar. Se a CGU tiver como controlar a entrada e a saída do dinheiro. Paulo Guedes: Isso, então vamo lá. Damares: Se não tiver como lavar dinheiro sujo lá. Paulo Guedes: Então só pra terminar, as observações também finais ali, o… o Campos falou duas coisas também interessantes. Então a … é … o … , o … , o Campos falou duas coisas interessantes ali, uma é o seguinte: o … o... https://www.poder360.com.br/governo/leia-a-transcricao-dos-trechos-da-reuniao-ministerial-destacados-pelo-stf/ Ensaboa Cartola

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