terça-feira, 4 de agosto de 2026

Eu acredito é na rapaziada

Mudanças nas regras para escolha de Ministro do STF serão pauta da CCJ Entre a Norma e a Exceção: Notas sobre a Ética Assimétrica no Judiciário Há momentos em que a linguagem técnica do direito precisa ser atravessada pela lâmina breve do aforismo para revelar aquilo que a prosa institucional prefere contornar. A recente proposta de uma Política Nacional de Prevenção e Gestão de Conflitos de Interesses no Judiciário oferece um desses momentos. Não pelo que diz — que, em grande medida, alinha-se a padrões contemporâneos de governança —, mas pelo que exclui: a própria cúpula que a inspira. O arranjo é juridicamente defensável. A arquitetura constitucional limita o alcance do controle externo sobre o Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, o problema que emerge não é de legalidade, mas de legitimidade. Em termos simples: quando a norma é geral, mas sua incidência não o é, a exceção deixa de ser técnica e passa a ser política. “Norma para baixo, exceção para cima.” O aforismo não pretende simplificar o desenho institucional, mas evidenciar sua consequência perceptiva. A política ética, ao alcançar magistrados e servidores de instâncias inferiores, estabelece parâmetros claros de conduta — conflitos reais, potenciais e aparentes; restrições a presentes; balizas para participação em eventos e atividades paralelas; canais de aconselhamento. Trata-se de um avanço. Contudo, ao reservar à cúpula um regime de autorregulação diferido e ainda em elaboração, institui-se uma assimetria que fragiliza o próprio discurso normativo. No direito público, a força de uma regra não reside apenas em sua formulação, mas em sua capacidade de se apresentar como universalizável. Quando essa universalidade é suspensa no vértice da pirâmide, a pedagogia institucional perde densidade. “Exigir virtude alheia é mais fácil que institucionalizar a própria.” Não se trata de imputar intenções, mas de reconhecer um efeito estrutural: a ética, para ser convincente, deve operar também como autolimitação visível. A tradição republicana sempre desconfiou de poderes que se regulam apenas por si. Não porque a autorregulação seja intrinsecamente ilegítima, mas porque ela exige contrapesos simbólicos mais robustos. Transparência, previsibilidade e tempestividade tornam-se, nesse cenário, indispensáveis. Postergar a definição de um código próprio enquanto se impõem diretrizes imediatas aos demais cria um hiato temporal que alimenta a suspeita de privilégio. “A régua que mede os de baixo encolhe ao subir a escada.” A imagem é incômoda, mas útil. Ela aponta para a elasticidade dos padrões conforme a posição hierárquica. Ora, se o conflito de interesses é um risco sistêmico — e a própria política o reconhece ao classificá-lo em graus —, não há razão substantiva para que sua gestão seja menos urgente justamente onde o impacto potencial é maior. Pode-se argumentar que a complexidade das funções da Suprema Corte justifica cautela adicional. É um ponto válido. Mas cautela não deve se confundir com indeterminação. “Autonomia sem espelho vira privilégio.” A autonomia constitucional do Supremo é um dado; a forma como ela se traduz em práticas éticas é uma escolha institucional. E escolhas, no espaço público, são avaliadas não apenas por sua coerência interna, mas por sua capacidade de sustentar confiança. O tema, em última análise, não é o de submeter a cúpula a um controle externo inadequado, mas o de evitar que a exceção normativa se converta em exceção moral. A diferença é sutil, porém decisiva. “Regra sem simetria é hierarquia disfarçada.” Se a política de integridade pretende fortalecer o Judiciário como um todo, sua credibilidade dependerá de um princípio simples: aquilo que se exige dos outros deve, em alguma medida equivalente, vincular quem exige. Não se ignora que o Supremo discute internamente seu próprio código de conduta. Esse movimento é necessário e bem-vindo. O que se coloca é a urgência de que tal código não seja apenas tecnicamente sofisticado, mas também simbolicamente eficaz — isto é, capaz de demonstrar que a ética não é um instrumento de gestão vertical, mas um compromisso horizontal, que atravessa toda a instituição. Em tempos de erosão da confiança pública, a coerência entre norma e exemplo deixa de ser um luxo e passa a ser condição de sobrevivência institucional. A ética, afinal, não se impõe apenas por enunciados; ela se sustenta, sobretudo, pela disposição de quem a proclama em submeter-se a ela.
Trocando “capaz” por “capuz de direita”, o sentido figurado altera-se radicalmente, transformando o discurso da água em vinho, como sói ocorrer nas transmutações parabólicas do Filho de Maria.
“A metamorfose linguística proposta opera um milagre semântico avassalador, transmutando o pragmatismo da eficiência na mais densa e carregada simbologia política. Ao deitar o "capaz" na fôrma do "capuz", o discurso abandona a luz do dia — a tecnocracia, as planilhas de metas, a gerência limpa e transparente do Estado — para mergulhar nas sombras das narrativas mitológicas, conspiratórias e, por vezes, marciais. O "capaz de direita" é o gestor de gravata, o engenheiro das contas públicas, o herdeiro do Iluminismo que calcula a desoneração fiscal em busca do pleno emprego. Já o "capuz de direita" evoca a mística do guerreiro oculto, a clandestinidade das ordens cruzadas, o sectarismo intransigente ou a face oculta de forças que operam nos bastidores da história. Como nas bodas canaanitas onde a insipidez da água cedeu lugar ao paladar robusto e inebriante do vinho, a troca de uma única vogal transfigura o tecnocrata em um arquétipo de cruzada espiritual e ideológica. A parábola se cumpre na radicalidade da mudança: o que antes apelava à razão e à entrega de resultados, agora evoca o mistério, o fechamento de fileiras e o dogmatismo identitário de quem se cobre para a batalha. É a estética da gestão substituída, num estalar de dedos ortográfico, pela mística do absoluto.”
Disputa pela Presidência está aberta e polarizada na largada eleitoral Publicado em 04/08/2026 - 04:32 Luiz Carlos Azedo Brasília, Comunicação, Economia, Ética, Justiça, Memória, Partidos, Política, Política, Segurança O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, embora já não tenham o mesmo peso de outras eleições, será um instrumento de projeção nacional de candidaturas regionais A realização das convenções eleitorais foi marcada pela polarização nas eleições à Presidência de República, que está aberta, com pequena vantagem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pleiteia a reeleição, em relação a Flávio Bolsonaro (PL). Esse cenário provavelmente se manterá até o início do campanha eleitoral no horário gratuito de rádio e televisão, em 28 de agosto. Essa data é importante para os demais candidatos que aspiram um lugar no segundo turno e estão embolados em torno de 3% ou 4% dos votos. Acontece que os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (União) e de Minas Romeu Zema (Novo), por serem menos conhecidos fora de seus estados, até agpra não conseguiram nacionalizar suas candidaturas. O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, embora já não tenham o mesmo peso de antes nas eleições, será um instrumento de projeção de suas candidaturas para fora dos dois estados. O raciocínio vale também para o candidato do Missão, Renan Santos, mais conhecido em São Paulo. Leia também: BTG/Nexus aponta Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no 1º turno Domingo, na convenção do PT, Lula apresentou sua candidatura como continuidade de seu governo, mas procurou afastar a ideia de simples repetição. “A minha quarta presidência é para mudar muita coisa nesse país”, afirmou. Ao tratar das prioridades programáticas, colocou a educação no centro de um eventual novo mandato: “Sem educação, a gente não chegará aonde nós temos o direito de chegar.” Também convocou o partido a preparar uma campanha apoiada nas realizações do governo: “Nós temos time, nós temos futebol, nós temos o que entregar, nós temos argumento.” Lula tenta ancorar sua campanha na experiência, nas políticas sociais e na promessa de renovação. O presidente sabe que precisa defender os resultados do governo, mas isso não é suficiente. Ao dizer que não quer ser lembrado apenas pelo Bolsa Família e pelo Brasil Sorridente, Lula reconhece que sua candidatura necessita apresentar um horizonte de mudanças. A defesa do legado mobiliza sua base, porém não elimina as resistências que enfrenta entre eleitores de centro e independentes. Flávio e Caiado Flávio Bolsonaro conseguiu absorver os desgastes da crise interna de sua campanha, com a reaproximação de Michele Bolsonaro e a equalização dos danos de imagem com o caso Vorcaro. “Está na hora de virar essa página triste da história do nosso Brasil”, afirmou Flávio na convenção de seu partido, referindo-se ao governo. Procura capitalizar o prestígio de Jair Bolsonaro, seu pai: “Sei exatamente o tamanho da responsabilidade que meu nome carrega.” A anistia dos condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro, entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro, continua no centro de sua agenda. Seu discurso reúne três elementos: continuidade do bolsonarismo, crítica ao Judiciário e promessa de mudança econômica e política. Essa estratégia fortalece sua posição no primeiro turno, mas pode dificultar a conquista dos moderados. Ronaldo Caiado procura se diferenciar dos dois líderes por meio da experiência administrativa e de uma imagem de autoridade. “Eu sou galo de terreiro, sou acostumado na briga, mas brigo pelo que interessa ao Brasil”, declarou. Defende o agronegócio como instrumento de inserção internacional: “É o único país continental que tem a maior área produtiva do mundo”. Ao afirmar que “quem resolve o problema do Brasil somos nós”, Caiado rejeita tanto a interferência externa quanto a submissão política aos dois polos da disputa. A apresentação de Gilberto Kassab como vice garante estrutura partidária, mas não elimina o risco de cristianização. Zema e Renan Romeu Zema adotou um discurso mais ideológico e diretamente antipetista: “A minha bandeira é estar contra o PT, eu vi o PT destruir o Brasil”, afirmou. Na área fiscal, resumiu sua mensagem numa frase de efeito: “Não falta recurso no Brasil, sobra ladrão.” O candidato também colocou o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro de sua campanha, ao dizer que “alguns ministros do STF são uma vergonha não só para o STF como para o Brasil”. O problema de Zema é que a radicalização do discurso não resultou, até agora, em crescimento eleitoral. Sua experiência em Minas Gerais continua sendo um ativo, mas não se transformou numa narrativa nacional que empolgue o eleitor de capaz de direita. Leia ainda: Avante oficializa candidatura de Augusto Cury à Presidência Quem mais se encaixa no figurino de candidato antissistema é Renan Santos, que centraliza sua campanha na radicalização do discurso da segurança pública, ao lado da defesa do ajuste fiscal e das críticas simultânea a Lula e Flávio. Ao apresentar as prioridades iniciais de seu governo, afirmou: “Os brasileiros precisam sentir nos seis primeiros meses uma queda nos juros, um aumento no poder de compra e a redução do medo de sair na rua.” Apesar disso, reconhece que, em regiões sem atividade econômica, “o Bolsa Família se torna uma necessidade”. As duas frases mostram uma candidatura que tenta reunir liberalismo econômico, endurecimento na segurança e manutenção temporária da proteção social. Entretanto, o tom agressivo empregado contra Lula, Flávio e o crime organizado pode não sair da sua bolha, em vez de ampliar sua aceitação junto ao eleitorado moderado. Vale a pena ler de novo: Desafios internos e externos ameaçam projeto de reeleição de Lula Fortes em GO e MG, Caiado e Zema não conseguem nacionalizar candidaturas Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) #Caiado, #Flávio, #Renan, #Zema, Lula Em entrevista à jornalista Marília Sena, o ex-ministro e ex-presidente do PT José Dirceu falou sobre as eleições de 2026, os efeitos do mensalão no PT e os próximos passos na política. "E o Metrópoles acompanha. Eu que agradeço. Tchau, tchau e melhoras!" E Vamos À Luta Gonzaguinha Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Eu ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão Eu vou à luta é com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco é dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Como é que não? Eu ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão Eu vou à luta com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada Aquele que sabe que é mesmo o couro da gente Que segura a batida da vida o ano inteiro Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro E apesar dos pesares, ainda se orgulha de ser brasileiro Aquele que sai da batalha E entra no botequim, pede uma cerva gelada E agita na mesa uma batucada Aquele que manda um pagode E sacode a poeira suada da luta, e faz a brincadeira Pois o resto é besteira e nós estamos pelaí Acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão Eu vou à luta é com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada Aquele que sabe que é mesmo o coro da gente Que segura a batida da vida o ano inteiro Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro E apesar dos pesares, ainda se orgulha de ser brasileiro Aquele que sai da batalha E entra no botequim, pede uma cerva gelada E agita na mesa logo uma batucada Aquele que manda um pagode E sacode a poeira suada da luta, e faz a brincadeira Pois o resto é besteira e nós estamos pelaí Eu acredito é na rapaziada Composição: Gonzaguinha.
O código proposto pode ser explicado por meio de inúmeras frases aforísticas, com o objetivo de caracterizar a exclusão do STF em relação ao que seu presidente propõe aos demais órgãos de mesma natureza, porém de instâncias distintas. Partindo de dois desses aforismos, explique-os e desenvolva-os, ampliando-os para outros que possam evidenciar ainda mais essa dinâmica: manter o STF apartado enquanto os demais são enquadrados. “Bater na canga dos tribunais inferiores para que meus pares, ministros das instâncias superiores, compreendam.” “Farinha pouca, nosso pirão primeiro.” “Colocar os tribunais inferiores para tirar as castanhas do fogo em benefício de nós, do Supremo.” O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apresentou ao CNJ uma proposta de Política Nacional de Prevenção e Gestão de Conflitos de Interesses para o Judiciário. O texto abrange juízes de todo o país, mas exclui expressamente os ministros do STF, que discutem regras próprias em uma frente interna separada. O que diz a proposta enviada ao CNJ Abrangência: Aplica-se a magistrados e servidores de tribunais de instâncias inferiores, deixando de fora a Suprema Corte em razão dos limites constitucionais de competência do conselho. Foco do texto: Estabelece diretrizes preventivas para a gestão de conflitos de interesses, classificados em graus (real, potencial e aparente). Temas centrais: Regula o recebimento de presentes, a participação de juízes em eventos custeados por terceiros, os limites para a atuação profissional ou societária de parentes e o exercício de atividades acadêmicas. Mecanismos práticos: Recomenda que os tribunais adotem, no prazo de até seis meses, plataformas com canais confidenciais para aconselhamento ético. Mecanismos práticos: Recomenda que os tribunais adotem, no prazo de até seis meses, plataformas com canais confidenciais para aconselhamento ético. A situação do Código de Ética no STF Trâmite interno: Os ministros do STF não estão submetidos ao escopo do CNJ por ausência de previsão constitucional para controle disciplinar externo da Corte pelo órgão. Relatoria: A discussão de um código de conduta próprio para os ministros do STF está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. Previsão: A apreciação do texto interno pelo plenário do STF está projetada para o final de 2026, após enfrentar debates e resistências quanto ao modelo ideal de autolimitação. AO VIVO | Sabatina OA! Eleições 2026: Zema, Caiado, Renan Santos e Flávio Bolsonaro O Antagonista Transmissão iniciada há 84 minutos #PoliticaBrasileira #PesquisaEleitoral #FlavioBolsonaro O Antagonista e a G4 apresentam a Sabatina OA! - Eleições 2026, um encontro realizado em São Paulo, que promove um bate papo individualizado com os principais candidatos a Presidência da República.​ Uma oportunidade sem confronto direto, onde os presidenciáveis poderão abordar seus projetos para o país e responder a perguntas do jornalismo de O Antagonista e da plateia formada por empresários de diversos setores.​ A apresentação da Sabatina será conduzida pelo jornalista Wilson Lima, âncora do programa Meio-dia em Brasília, transmitido diariamente ao vivo de segunda a sexta no perfil de O Antagonista no Youtube e pelo canal de TV BM&C News.​ O evento contará ainda com a apresentação de uma pesquisa exclusiva, realizada em parceria com a Real Time Big Data e encomendada por ​O Antagonista e G4, com dados da opinião pública sobre temas centrais para as próximas eleições. Agenda: 07h00 - Recepção dos Candidatos 08h30 - Boas Vindas de Tallis Gomes 08h40 - Apresentação de Pesquisa Real Time Big Data 08h55 - Introdução e Regras Gerais 09h00 - Sabatina Romeu Zema 09h50 - Sabatina Ronaldo Caiado 10h40 - Sabatina Renan Santos 11h30 - Sabatina Flávio Bolsonaro 12h30 - Encerramento

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