quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O QUE ROLA E O QUE ANDA “ENROLANDO” POR AÍ

Um raio-X das tendências e das falsas promessas da Inteligência Artificial. Evocação do Recife | Manuel Bandeira
CULTURA Roberto DaMatta
Roberto DaMatta Nossa máquina do tempo é a saudade Nara Leão - Manhã de Carnaval
Wilson Gomes interpreta confrontos em universidades públicas como espetáculos digitais, onde conflitos presenciais são instrumentalizados para produzir narrativas polarizadoras nas redes sociais. A dinâmica, explorada por atores de direita e esquerda para ganho político e visibilidade, transforma a instituição em um cenário de disputas que enfraquece sua reputação, subordinando o ensino e a pesquisa à lógica da militância. Para uma análise completa, visite o texto original de Wilson Gomes.
Por que candidatos de direita buscam confronto no campus? Por Wilson Gomes Folha de S. Paulo Denúncia, provocação, reação e vídeo compõem um método político moldado pelas redes A guerra cultural encontrou nos campi um cenário ideal para gerar indignação e engajamento Na quinta-feira, dia 20, o deputado estadual Diego Castro, do PL, entrou na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia com o kit básico desse tipo de ação política: seguranças, alguém encarregado de filmar e um roteiro na cabeça. Filmou, retirou adesivos eleitorais, fez discursos, encenou sua revolta diante da câmera e de estudantes que correram para o espetáculo. E, como se diz no futebol, "esperou o contato, o contato veio", na sequência prevista: berros, dedos na cara, empurrões, boletins de ocorrência, notas de repúdio, reportagens e vídeos para as redes. No dia seguinte, um influenciador que se apresenta como Heitor Bolsonaro voltou ao local, também com o celular ligado, à procura de adesivos, placas de banheiro e reação. CONTINUAR LEITURA
O artigo de Marcelo Godoy, publicado n'O Estado de S. Paulo, elogia o candidato Ronaldo Caiado por manter a civilidade e o respeito no debate presidencial de 2026, contrastando-o com a agressividade e a "estética de coach" adotadas por outros, como Renan Santos. O texto utiliza referências clássicas para lamentar a falta de modos e educação na política atual, destacando a postura de Caiado como única exceção. O comentário de Ademar Amancio, por sua vez, ironiza a valorização da oratória em detrimento do conteúdo político. Você pode encontrar mais análises de opinião no site oficial de O Estado de S. Paulo.
Caiado e os bons modos, por Marcelo Godoy O Estado de S. Paulo Único a mostrar no debate o respeito e a civilidade que a política exige em vez da estética de coach Plutarco conta em sua Vida de Demóstenes que o orador grego atribuía uma importância capital à entonação e à atitude das pessoas que falam para persuadir. Certa vez, quando um homem que fora espancado pediu-lhe que o defendesse em juízo, Demóstenes disse: “Ora, não recebeste um só dos golpes de que falas!”. O homem, levantando a voz, gritou: “Eu, Demóstenes, não recebi os golpes?!”. “Agora, sim, ouço a voz de um homem maltratado”, respondeu. Hannah Arendt viu na ratio et oratio de Cícero, o outro orador tratado por Plutarco no quinto livro de suas Vidas Paralelas, um último vestígio dessa antiga conexão entre a fala e o pensamento, “ausente de nossa noção de exprimir o pensamento por meio de palavras”. CONTINUAR LEITURA
Luiz Carlos Azedo analisa a acirrada disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, destacando que o equilíbrio nacional dependerá do desempenho de ambos no "Triângulo das Bermudas" (SP, MG e RJ). A análise aponta que o Sudeste, especialmente São Paulo, pode neutralizar as vantagens de Lula no Nordeste e de Flávio no Sul, tornando a eleição altamente dependente das assimetrias regionais. Mais detalhes podem ser lidos no texto original do Correio Braziliense.”
Perigos do “Triângulo das Bermudas” (SP, MG e RJ) desafiam campanhas de Lula e Flávio, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense Os três estados concentram parcela decisiva do eleitorado e podem engolir qualquer vantagem construída no restante do país. O equilíbrio nacional está assentado em grandes assimetrias “Um dia de cada vez”, máxima consagrada pelos Alcoólicos Anônimos, aplica-se sob medida às campanhas dos dois candidatos que polarizam a eleição presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva, que pleiteia a reeleição, e Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sucessão de fatos negativos produz oscilações nas pesquisas e obriga os marqueteiros das duas campanhas a ter menos ansiedade com o futuro e mais atenção aos problemas do presente, sobretudo àqueles aparentemente pequenos, mas capazes de assumir grandes proporções. CONTINUAR LEITURA
Bernardo Mello Franco analisa no O Globo que candidatos presidenciais como Lula e Flávio Bolsonaro têm evitado confrontos e perguntas incômodas durante a campanha, preferindo ambientes controlados a debates e sabatinas. A tática de fugir do escrutínio, que inclui o boicote a debates e a preferência por influenciadores, reflete uma tentativa de evitar temas sensíveis antes das entrevistas no Jornal Nacional. Você pode ler a coluna completa no O Globo.”
Candidatos no olimpo, por Bernardo Mello Franco O Globo Candidatos fogem de confronto e encerram entrevistas ao ouvir questões incômodas Flávio Bolsonaro estava à vontade. Escoltado por Paulo Skaf, desfilou pelos salões da Fiesp como novo escolhido do empresariado paulista. O senador esbanjou bom humor até se deparar com um grupo de repórteres. Mudou de semblante ao ouvir uma pergunta sobre o caso “Dark horse”, que revelou suas relações com Daniel Vorcaro. “Gente, olha só... vocês vão parar no tempo?”, reagiu, sem disfarçar a irritação. “Não adianta, vocês não vão me colocar na mesma página desse cara. Hoje o governo Lula é que deve explicações. Vão cobrar explicações dele”, ordenou, antes que uma assessora encerrasse a entrevista. CONTINUAR LEITURA Dóris Monteiro canta "Mudando de Conversa" 1977 “O artigo de Vera Magalhães, publicado em "O Globo" (na simulação), analisa a queda na aprovação da campanha de reeleição de Lula em 2026, impulsionada por escândalos de corrupção e alta rejeição pessoal [1]. A estratégia petista, focada em "boas notícias" como o fim da escala 6x1, busca reverter o cenário de empate técnico e o alto custo dos alimentos, que frustrou a promessa de "picanha e cerveja" [1]. O comentário de Ademar Amâncio traz ironia ao afirmar que o churrasco e a cerveja voltaram em sua cidade, mas lamentando o fato por razões pessoais de saúde e estilo de vida [1].”
Lula tenta mudar de assunto, por Vera Magalhães O Globo Os conselheiros da campanha petista sabem que o presidente não tem muito de onde buscar votos na segunda etapa da corrida O vento virou, e o favoritismo que vinha sendo atribuído a Lula desde o escândalo “Dark Horse” e os entreveros na família Bolsonaro se esvaiu diante das revelações das andanças de Lulinha por gabinetes estrelados de Brasília. Levado de volta ao incômodo tema da corrupção às vésperas do início da campanha na TV, e sem ter mais como se esquivar de debates e sabatinas como fez até aqui, o petista busca desesperadamente mudar de assunto. O irônico é ter de contar com o Congresso, que já está em ritmo de letargia eleitoral, para ter alguma boa notícia para apresentar ao eleitor. CONTINUAR LEITURA
“O jornalista Elio Gaspari aponta que o governo ignora sinais de deterioração econômica, evidenciados pela alta inadimplência de grandes empresas como Casas Bahia e Braskem, que buscam recuperação judicial [1]. Com a taxa Selic elevada e o déficit fiscal duplicado, a crise se estende a 9,1 milhões de empresas, afetando varejo, infraestrutura e agronegócio [1]. O artigo argumenta que o governo falha em controlar gastos e juros, repetindo padrões de negação de crises anteriores [1]. Leia o artigo completo no blog de Elio Gaspari.”
Lula ignora sinais de uma economia doente, por Elio Gaspari O Globo Grandes empresas estão na chuva Num espaço de duas semanas, a grande rede varejista Casas Bahia e a gigante petroquímica Braskem anunciaram que entrarão em recuperação judicial ou extrajudicial. Querem repactuar suas dívidas com bancos e fornecedores. Uma deve R$ 17,3 bilhões, a outra renegociará um espeto em dólares equivalente a R$ 56,5 bilhões. A economia brasileira está doente. Antes delas, foi a vez da varejista Marabraz. Noutro grupo, ficaram a Raízen, produtora de açúcar e distribuidora de combustíveis, mais o grupo Pão de Açúcar. Em outros tempos, ele teve 800 lojas e mostrava-se como modelo de expansão e vitalidade do empresariado brasileiro. Até em Angola se meteu. Como o governo e o empresariado são maus pacientes, só admitem a doença quando precisam ir para o hospital. As Casas Bahia, como a Braskem, foram vítimas de encrencas com que conviveram, julgando-se onipotentes. CONTINUAR LEITURA

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