Inspirados já nos ensinamentos de Sófocles, aqui, procurar-se-á a conexão, pelo conhecimento, entre o velho e o novo, com seus conflitos.
As pistas perseguidas, de modos específicos, continuarão a ser aquelas pavimentadas pelo grego do período clássico (séculos VI e V a.C).
"Meu voto envergonhado
👇
https://www.instagram.com/reel/Ddc7F-DhZ3A/?stkn=MWxwZjhwaDlrdGVmbA==
https://www.instagram.com/reel/DdcUEvkoiO8/?stkn=OWI3ejN0NnJwMThj
https://www.instagram.com/reel/DdcUEvkoiO8/?stkn=OWI3ejN0NnJwMThj
“Marisa, vou tomar um whiskzinho porque o MEMPHIS vai marcar o gol, Marisa…” Alma Mais Honesta dialogando com espírito de ex-mulher pelo Instagram.com"
🌟 **BOA OBRA**
"Aplica sempre as tuas boas intenções, no plano das realidades práticas, para que as tuas boas obras se iluminem de amor e para que o teu amor não se faça órfão de boas obras. Faze isso por ti, que necessitas de elevação, e por aqueles que ainda te procuram manquejando."
📖 **Livro:** Sementes do Evangelho - AMOR
🙏 **Psicografia:** Médium Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel
📌 **Fonte:** Reformador, abr. 1968, p. 85. Texto publicado em Alma e coração. Ed. Pensamento. Cap. 6, com pequenas alterações.
🏷️ @geahmjf
Use o código com cuidado.
Chico Buarque & Francis Hime Meu Caro Amigo 1976 'Entre Amigos', lyrics BR @ LivePatricia Porto
55.525 visualizações 17 de jun. de 201470 anos de Chico!
domingo, 20 de setembro de 2026
Senadores dirão o que será o amanhã da Presidência e do STF, por Luiz Carlos AzedoCorreio BrazilienseEstão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. As pesquisas mostram vantagem expressiva da direita e da centro-direita
Embora não tenha centralidade na decisão da maioria dos eleitores, a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) impactou a disputa pelo Senado, que tem o poder de homologar a indicção de seus magistrados e mesmo aprovar o impeachment. Caso seja reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, terá a possibilidade de indicar mais quatro ministros; Flávio Bolsonaro, se vitorioso, já disse que pretende indicar seis, para essas quatro vagas, e mais duas que pretende abrir com os impeachments dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
Estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. As pesquisas mostram vantagem da direita e da centro-direita em número expressivo de estados, mas também revelam disputas muito abertas pelas segundas vagas. O controle do Senado, portanto, ainda não está definido. Além dos ministros do STF, a Casa confirma ou não autoridades do Banco Central, procurador-geral da República, dirigentes de agências reguladoras e embaixadores. Julga processos de impeachment de ministros do STF e exerce papel central na aprovação de reformas constitucionais. Para aprovar uma emenda à Constituição, são necessários 49 votos em dois turnos.
Uma bancada conservadora ampliada aumentaria a pressão sobre o Supremo, especialmente diante da crise provocada pelo caso Banco Master e pelo desgaste da Corte. O Senado deixaria de atuar apenas como moderador para assumir uma postura mais fiscalizadora e até de confronto. Mesmo sem os 54 votos necessários para afastar um ministro do STF, a direita poderá controlar comissões, convocar autoridades, aprovar pedidos de informação e impor custos políticos ao Supremo.
Caso Lula seja reeleito, provavelmente encontrará um Senado ainda mais conservador e terá dificuldades para aprovar indicações, reformas e projetos de maior conteúdo ideológico. MDB, PSD, União Brasil e PP darão as cartas do futuro. Sem esses partidos, não se aprovará nada. Flávio Bolsonaro, em contrapartida, teria um ambiente mais favorável à sua agenda no Senado, mas ainda dependeria do centro para aprovação de emendas constitucionais e impeachment de ministros do Supremo que levassem à formação de um “regime iliberal”.
Os favoritos
No Norte, candidatos do PL, PP, Republicanos e outros partidos conservadores aparecem com força no Acre, em Rondônia, Roraima e Tocantins. No Pará, Helder Barbalho (MDB) lidera com folga, mas a segunda cadeira é disputada pelo delegado Éder Mauro (PL), Chicão (União Brasil), Zequinha Marinho (Podemos) e Celso Sabino (PDT). No Amazonas, Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) representam uma composição mais próxima do centro político, enquanto, no Amapá, Raíssa Furlan (MDB) lidera, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) enfrenta uma disputa apertada com Lucas Barreto (PSD).
A situação é semelhante no Centro-Oeste. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) lidera, seguida por Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT). A eleição brasiliense concentra, em quatro candidaturas, as principais correntes da política nacional: o bolsonarismo, o centro independente e a esquerda. Em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, candidatos ligados ao agronegócio e aos partidos de centro-direita ocupam as posições mais competitivas.
No Sul, a direita também parte em vantagem. No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo) lidera, mas Manuela D’Ávila (PSol), Sanderson (PL), Paulo Pimenta (PT) e Germano Rigotto (MDB) disputam a outra cadeira. No Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (PSD), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT) formam o primeiro pelotão. Em Santa Catarina, o eleitorado conservador favorece os candidatos vinculados ao PL e ao PP.
O Nordeste oferece o principal contraponto ao avanço da direita. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram, embora João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) permaneçam competitivos. No Ceará, Cid Gomes (PSB) ocupa a primeira posição, enquanto Capitão Wagner (União Brasil) e Luizianne Lins (PT) disputam a segunda vaga. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) aparecem à frente, ameaçados por Mendonça Filho (PL). No Piauí, Ciro Nogueira (PP), Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) estão praticamente empatados.
O Maranhão apresenta um dos quadros mais fragmentados: Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama(PT) aparecem tecnicamente empatados. No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) largaram em posição favorável. Em Sergipe, Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) tentam a reeleição. Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) lidera, mas enfrenta uma oposição fortalecida com Marina JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP) na disputa.
As maiores incertezas, porém, estão no Sudeste. Em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram numericamente, mas André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) estão muito próximos. Em Minas Gerais, Marília Campos (PT) aparece à frente, seguida por Carlos Viana (PSD), Aécio Neves (PSDB) e Domingos Sávio (PL). No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) lidera, enquanto Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, disputam a segunda cadeira. No Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) lidera — Sérgio Menegelli (PSD), Fabiano Contarato (PT) e Rose de Freitas (MDB) disputam a segunda vaga.
Milton Nascimento e Chico Buarque - O que seráGlauco Malagoli
Compartilhar
2.244.815 visualizações 22 de fev. de 2017
Programa Chico & Caetano, série especial da Rede Globo exibido em 14/03/87 com Milton Nascimento e Chico Buarque de Hollanda cantando a música "O que será" (À flor da pele), do álbum Meus Caros Amigos (1976).
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
E nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
O mergulho do STF no descréditoPor O Estado de S. PauloUm tribunal que se move por cálculo político ou blindagem de seus ministros não tem como ser respeitado como o árbitro da vida institucional do País. E isso é terrível para a democracia
É triste constatar, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) não consegue mais ser visto como imparcial. É preciso dizer isso sem rodeios, sem a costumeira reverência que outrora um STF composto por ministros de genuína reputação ilibada merecia. O tribunal concebido para ser o árbitro confiável da vida institucional do País tornou-se um degenerado agente político. E o resultado disso é que pouca gente neste país ainda acredita em um STF isento, o que é terrível para a democracia brasileira.
Cada decisão exarada pelos senhores ministros é prontamente lida com desconfiança, sob suspeita de que, de forma sub-reptícia ou mesmo escancarada, atende a algum objetivo político, e não como um exercício imparcial da jurisdição constitucional. De uns anos para cá, tudo o que emana do STF passou a ser percebido por amplos setores da sociedade civil como produto de cálculo político e/ou peça de defesa de interesses particulares de Suas Excelências, ainda que mal traduzidos em linguagem técnica, por vezes claudicante.
Francamente. Um STF que se deixa rebaixar ao rés do chão da maneira degradante a que todos assistimos durante a sessão plenária do dia 15 passado corrompe o patrimônio simbólico do decoro e da imparcialidade, húmus de sua legitimidade.
Não se trata de um juízo apressado deste jornal, tampouco de uma única percepção a partir do espetáculo encenado naquela sessão, que livrou o ministro Alexandre de Moraes, ao menos por ora, de ser investigado pela suposta consultoria que teria prestado ao vigarista Daniel Vorcaro. A desconfiança resulta de um acúmulo de exorbitâncias de alguns ministros do STF ao longo dos últimos anos, que, a pretexto de terem “salvado a democracia”, arvoraram-se em semideuses e, como tais, vandalizaram a Constituição que deveriam defender. É revoltante a sem-cerimônia com que alguns se confundem com partes interessadas em disputas político-eleitorais e entregam-se a festins nababescos nos quais o mais venial dos pecados parece ser o conflito de interesses.
Como se nada disso bastasse, membros do Judiciário – e também do Ministério Público – entendem-se como casta a ser regiamente remunerada ao arrepio do teto fixado na Lei Maior. Às raias da sem-vergonhice, defendem essa condição desabridamente, em afronta aos contribuintes e aos mais comezinhos princípios republicanos. A profusão de penduricalhos que o STF nem finge mais conter aí está para afastar ainda mais a Justiça dos jurisdicionados. Mais uma vez: esse quadro de alheamento ao País é terrível para a democracia, sobretudo no Brasil, que só agora experimenta seu período mais longevo de garantia das liberdades cívicas sob a égide da Constituição de 1988.
Sem um Judiciário respeitável e sem um STF confiável como esteio de sobriedade e segurança jurídica e institucional, não há democracia que resista e, portanto, não há progresso do País. Os ministros da Corte certamente sabem disso, mas precisam deixar de ser cínicos e corporativistas, data maxima venia, e colocar seus interesses particulares à margem de suas atuações como servidores públicos da cúpula do Estado brasileiro.
A imparcialidade é um comando legal, mas é também a força moral do Judiciário. É o que o legitima aos olhos dos cidadãos, pois juízes não são autoridades eleitas. Isso só reforça a imperiosa necessidade de os juízes, sobretudo os ministros do STF, colocarem a mão na consciência e serem ainda mais sóbrios e criteriosos em suas relações e negócios particulares do que quaisquer outros servidores públicos. Hoje, porém, como sequer ansiar por isso? O que estarão pensando os juízes de primeiro grau de todas as comarcas do Brasil ao olharem para o alto e verem ministros do STF se comportando muitas vezes como se empresários, lobistas ou políticos fossem? Que exemplo têm dado Suas Excelências para continuarem sendo dignas do pronome de tratamento?
A ruína da imparcialidade deste STF que aí está é irreversível. Mas a solução virá, goste a Corte ou não. E virá de cima para baixo. Do povo para as instituições que lhe servem. Os representantes eleitos, mais cedo ou mais tarde, implementarão uma reforma do Judiciário e aprovarão o impeachment dos ministros indignos da toga – caso o STF não os afaste por conta própria – para que o Brasil tenha uma corte constitucional digna do nome.
O futebol sobreviveráPor O Estado de S. PauloManifesto de clubes diz que a proibição das bets arruinaria o futebol brasileiro. É um evidente exagero. As bets precisam mais do futebol do que o futebol precisa das bets
Alguns dos principais clubes do futebol brasileiro informam, num manifesto tornado público na quinta-feira passada, que o esporte corre risco existencial se as bets, como são conhecidos os aplicativos de apostas online, forem proibidas, como cogita fazer o governo federal. “O fim do futebol brasileiro” é o título do tal manifesto, para não deixar dúvidas.
O texto, que parece ter sido ditado pelas próprias empresas responsáveis pelas apostas online, alega que “o investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte”, que “equipes de menor expressão” dependem totalmente desse patrocínio e que foi esse dinheiro que “impulsionou o futebol brasileiro de tal forma a dominar o cenário sul-americano” e “a colocar clubes brasileiros em posição de protagonismo”.
Ora, o futebol brasileiro não dependia do patrocínio da jogatina quando se tornou pentacampeão do mundo. Tampouco a hegemonia brasileira na Libertadores resultou desse tipo de investimento. Os times brasileiros vêm empilhando títulos na principal competição sul-americana muito antes do surgimento das bets no horizonte.
Na verdade, deveria ser motivo de vergonha o fato de que praticamente todos os principais times do Brasil hoje aceitem o patrocínio de bets, que nem deveriam ter sido legalizadas. A questão é que se trata de dinheiro fácil – os modelos de apostas hoje no mercado são desenhados para fazer o jogador perder sempre e, ao mesmo tempo, manter a esperança de que vai ganhar. Este jornal já publicou inúmeras reportagens a respeito.
Nesse sentido, o auge do cinismo aparece no final do manifesto, onde se lê que “o torcedor não pode pagar essa conta”, referindo-se ao prejuízo que a proibição das bets ou a restrição de sua publicidade poderá causar aos clubes. Ora, o torcedor que alimenta as bets com dinheiro raspado do orçamento doméstico já está pagando a conta, na forma de endividamento e ludopatia.
O manifesto, ademais, usa o argumento preferido das bets, ao dizer que a eventual proibição “abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades”. É o mesmíssimo argumento usado pela indústria do tabaco para questionar os altos impostos e a limitação de publicidade e venda de seus produtos. Ora, se há apostas clandestinas, que sejam combatidas na forma da lei. Isso não pode servir de argumento para a liberação da jogatina nem muito menos para defender que o futebol brasileiro siga absolutamente dependente do dinheiro dessas casas de apostas, como o manifesto declara sem pudor – o texto diz claramente que será “um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência”.
Em outros países, as bets começam a encontrar limites. Itália e Espanha restringem a exposição das casas de apostas online em uniformes, arenas e campeonatos. Na Premier League, principal competição do Reino Unido, elas deixarão a frente das camisas a partir da temporada 2026/2027. São medidas para reduzir a exposição à jogatina, sobretudo de crianças e adolescentes. Até onde se sabe, em nenhum desses países o futebol morreu.
As casas de apostas vivem de arrecadar dinheiro produzido pela paixão dos torcedores e nada mais natural do que investir nos clubes mais populares para se ligar de modo visceral ao esporte, de modo que seja impossível dissociar uma coisa da outra. Os milhões despejados no futebol são uma fração da cornucópia gerada pelas apostas. As bets tiveram receita bruta de R$ 36 bilhões no ano passado, enquanto investiram R$ 1 bilhão nos 13 clubes que hoje patrocinam na Série A do Campeonato Brasileiro, segundo levantamento da revista Placar. Ou seja, as bets precisam do futebol brasileiro muito mais do que o futebol brasileiro precisa das bets.
Foro de Teresina | Com STF, com Dark Horse, com tudorevista piauí
78.460 visualizações 18 de set. de 2026 Foro de Teresina
Episódio postado em 18 de setembro de 2026.No Foro de Teresina desta semana, Fernando de Barros e Silva, Ana Clara Costa e Celso Rocha de Barros analisam a fratura exposta no Supremo Tribunal Federal após a sessão em que os ministros trocaram acusações e adiaram a decisão sobre a investigação de Alexandre de Moraes. No segundo bloco, o trio discute os efeitos políticos da crise no Supremo, a reação de Lula e a avaliação de que o episódio favoreceu a candidatura de Flávio Bolsonaro. No terceiro bloco, os apresentadores voltam ao escândalo de Dark Horse, com a investigação formal de Flávio Bolsonaro, o levantamento do sigilo do inquérito e os novos elementos sobre o financiamento do filme.
Escalada: 00:00
1º bloco: 06:52
2° bloco: 31:15
3º bloco: 48:08
Kinder Ovo: 01:01:26
Momento Cabeção: 01:02:29
Correio Elegante: 01:06:56
Créditos: 01:08:23
Acesse a transcrição e os links citados nesse episódio: https://piaui.uol.com.br/web/ft130PROGRAMA AMANHECER COM EMMANUEL - LIÇÃO 178 - LIVRO VINHA DE LUZFERJ TV
# Obra Individual: A Força da Ação no Bem e no Mal
**Por: Emmanuel**
*Psicografia de Francisco Cândido Xavier*
*Livro: Vinha de Luz (Capítulo 178)*
> “Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados.”
> — **Tiago, 5:20**
---
### O Reflexo das Nossas Ações
Quando um homem comete uma ação má, os reflexos dela perduram, por muito tempo, na atmosfera espiritual em que ele vive. As consequências de um único deslize geram uma reação em cadeia no ambiente e nas pessoas ao redor:
* **A criatura ignorante** que a observa se faz pior.
* **Os olhos menos benevolentes** que a veem se tornam mais duros.
* **O homem quase retificado** que a identifica estaciona e desanima.
* **O missionário do bem** que a surpreende encontra mais dificuldades para socorrer os outros.
Em derredor de um gesto descaridoso, congregam-se a indisciplina, o despeito, a revolta e a vingança, associando-se em operações mentais malignas e destrutivas.
---
### O Poder Construtivo do Bem
Uma boa ação, contudo, edifica e ilumina sempre. Ao contrário do erro, o gesto nobre atua como um farol para os que compartilham a jornada:
* **A criatura ignorante** que a observa aprende a elevar-se.
* **Os olhos menos benevolentes** que a veem recebem nova claridade para a vida íntima.
* **O homem quase retificado** que a identifica adquire mais fortaleza para restaurar-se.
* **O missionário do bem** que a surpreende nela se exalta, a benefício do seu apostolado de luz.
Em torno da manifestação cristã, enlaçam-se a gratidão, a alegria, a esperança e o otimismo, organizando criações mentais iluminativas e santificantes.
---
### O Chamado à Obra Individual
Se desejas, portanto, propagar o espírito sublime do Cristianismo, atende à obra individual com Jesus.
Afasta os corações amados do campo escuro do erro, através de teus atos que constituem lições vivas do amor edificante. Recorda-te de que pela conversão verdadeira e substancial de um só Espírito ao Infinito Bem, escuras multidões de males poderão desaparecer para sempre.
---
**Nota da publicação:** *Texto extraído da 1ª edição do livro "Vinha de Luz".*
Use o código com cuidado.
html
Excelentíssima Senhora Ministra
A Diplomacia do Direito e o Tempero Ancestral do Povo Brasileiro
O Rigor da Toga: Excelentíssima Senhora Ministra Cármen Lúcia, guardiã da Constituição Federal no Supremo Tribunal Federal.
O Eco das Nações:Brasiliana, Brasiliense, brasileña, Brazilian, brésilienne, Brasilianerin — a universalidade da Justiça que ecoa do sertão ao mundo.
O Dendê de Itaparica: A baianidade legítima que traz o axé, o barro de Canudos, a crônica e o riso de João Ubaldo Ribeiro.
A Voz do Brasil Profundo: A comunhão solene com os legítimos espíritos, caboclos e gentes que fundaram a alma viva do povo brasileiro.
Use o código com cuidado.
As desculpas de Cármen Lúcia
Uma crônica brasileira entre o Supremo, João Ubaldo Ribeiro e os espíritos
“Peço desculpas ao povo brasileiro, que talvez tenha esperado de mim uma postura diferente”, disse a ministra Cármen Lúcia na sessão do STF.
Por um instante, imaginei que a ministra iria emendar algo como: “desculpa pelos desvios éticos” ou, quem sabe, “pela nossa recusa de investigar qualquer coisa” ou, ainda, “pelos sete anos de inquérito das fake news”.
Mas não.
As desculpas eram por “não ter ajudado a acalmar as coisas”, no tribunal.
E foi justamente aí que a imaginação, essa velha desocupada que tantas vezes salva o brasileiro do tédio, resolveu pedir a palavra.
O aparte
Emulemos aqui dois apartes de um mesmo espírito de luz presente na sessão do dia 15 de setembro de 2026, pedindo, dentro dos Regimentos da Casa, diretamente ao presidente da Sessão um aparte para se dirigir à “Excelentíssima Ministra Brasiliana, Brasiliense, brasileña, Brazilian, brésilienne, Brasilianerin e baiana Lúcia, para saudá-la em nome dos espíritos brasileiros”.
Como assim o autor de Viva o Povo Brasileiro se referira à aparteada, e como assim, por uma dessas artes que somente a República e o além conseguem praticar conjuntamente, foi lavrado esse aparte nos anais do STF pela taquígrafa de plantão naquela histórica sessão.
— Excelentíssimo Senhor Presidente da Sessão, Ministros e Ministras desta Suprema Casa, povo brasileiro aqui presente em corpo, espírito ou por intermédio de seus representantes, venho, com a devida vênia e o respeito que me impõe a liturgia deste augusto recinto, requerer um aparte.
— Concedido, Excelência.
— Agradeço. E peço licença para me dirigir à Excelentíssima Ministra Brasiliana, Brasiliense, brasileña, Brazilian, brésilienne, Brasilianerin e baiana Cármen Lúcia, para saudá-la em nome dos espíritos brasileiros, dos vivos e dos mortos, dos que ainda não nasceram e dos que nasceram mas já desistiram de entender o Brasil.
Consta, aliás, que o próprio João Ubaldo Ribeiro, lá de onde se encontram os escritores quando o mundo já não lhes cobra prazo de entrega, terá feito chegar uma mensagem, não se sabe por qual pombo-correio metafísico, pela qual dizia:
— Minha filha, não se apoquente. O Brasil é assim mesmo. Quando o brasileiro espera uma explicação, recebe uma cerimônia. Quando espera uma cerimônia, recebe um discurso. E quando espera um discurso, recebe um aparte.
Ao que se ouviu, em algum plano mais elevado, a voz de um antigo taquígrafo:
— Registre-se em ata.
E o taquígrafo, que já havia sido funcionário público em vida e portanto conhecia a extensão do problema, acrescentou:
— Registre-se também que ninguém entendeu, mas todos concordaram que era importante.
A serenidade
A Ministra, então, agradeceu a homenagem com aquela gravidade própria dos que sabem que a História não é apenas o que se passa, mas também o que se manda registrar.
— Senhor aparteante, agradeço a manifestação. Mas devo dizer que o Brasil precisa de serenidade, de respeito às instituições e de compreensão mútua.
— Excelência, permita-me insistir, sem abusar da paciência da Casa. É precisamente em nome da serenidade que vos falo. Porque há uma serenidade que vem da paz e outra que vem do esgotamento. Há a serenidade dos sábios e a dos que já não têm forças para discutir. Há, inclusive, a serenidade do cidadão que, tendo pago seus impostos, descobriu que também precisava pagar para compreender o que se passa no tribunal.
— Vossa Excelência está fazendo uma consideração política?
— Não, Excelência. Estou fazendo uma consideração brasileira. A política é que, porventura, tenha se apropriado dela.
Nesse momento, o espírito de um antigo deputado baiano, cuja identidade não se conseguiu apurar, pediu a palavra. Como não estava presente fisicamente, o Presidente consultou o Regimento e verificou que não havia previsão expressa para apartes do além.
Mas, considerando a excepcionalidade da ocasião, decidiu ouvir a manifestação, desde que não se convertesse em precedente.
— Excelentíssimos — disse o espírito, que falava com a voz de quem já havia passado por muitas Constituições —, o Brasil é um país onde a esperança tem foro privilegiado, a indignação paga custas e a memória é frequentemente distribuída em segredo de justiça.
Houve um silêncio.
Não aquele silêncio majestoso das grandes decisões, mas o silêncio ordinário de uma sala onde alguém disse uma coisa que todos entenderam e ninguém desejava comentar.
— Peço desculpas ao povo brasileiro — disse a Ministra, retomando a palavra — se minha postura não contribuiu para acalmar os ânimos.
E o espírito, que já ia se retirando, voltou-se para o plenário:
— Eis a grande questão, Excelência. O povo brasileiro não é contra a calma. O povo brasileiro é contra a obrigação de permanecer calmo enquanto lhe explicam que tudo está em ordem.
O Presidente da Sessão consultou novamente o Regimento.
— Não consta.
— Então acrescente-se aos anais — disse o espírito.
João Ubaldo entra em cena
Foi nesse momento que o autor de Viva o Povo Brasileiro, que até então permanecera em discreta suspensão etérea, resolveu manifestar-se.
— Vossas Excelências me perdoem, mas não posso deixar de observar que o povo brasileiro tem uma vocação extraordinária para a paciência. Paciência com o governo, com a oposição, com a Justiça, com a falta de Justiça, com o excesso de Justiça e com a explicação de que tudo isso faz parte do funcionamento normal das instituições.
— O senhor está fazendo uma crítica ao Supremo? — perguntou alguém.
— Não, meu caro. Estou fazendo uma crítica ao destino. O Supremo é apenas uma das repartições onde o destino costuma protocolar seus requerimentos.
E prosseguiu:
— Mas não se enganem: o brasileiro não quer que suas instituições percam a dignidade. Quer apenas que a dignidade não seja confundida com a ausência de respostas. Quer que a solenidade não substitua a clareza. Quer que o respeito seja recíproco. E, sobretudo, quer que, quando alguém lhe peça desculpas, saiba exatamente pelo quê.
A Ministra baixou os olhos.
Não se sabe se em reflexão, se em cansaço ou se para consultar algum documento.
O Presidente declarou:
— A Casa agradece o aparte espiritual. Está encerrada a manifestação.
— Ainda não, Excelentíssimo — disse o espírito de João Ubaldo. — Falta registrar a parte mais importante.
— Qual?
— Que o Brasil continua sendo um país onde até os mortos precisam pedir licença para falar.
E, tendo dito isso, evaporou-se no éter seco da Capital Federal, deixando atrás de si apenas uma leve perturbação no ar-condicionado e a sensação de que, em algum lugar, alguém acabara de fazer uma pergunta que o Regimento não previa.
O aparte de Emmanuel
Foi então que, quando todos julgavam encerrada a sessão, uma outra presença se fez sentir no plenário.
Não vinha da tribuna, nem das galerias, nem dos corredores onde habitualmente se acumulam os requerimentos, as interpretações regimentais e as razões pelas quais aquilo que parece evidente precisa de cinco assinaturas para ser oficialmente reconhecido.
Era uma presença mais antiga.
Emmanuel, dizem, não pediu aparte.
Talvez porque os espíritos que já compreenderam alguma coisa não tenham muita necessidade de interromper ninguém.
Limitou-se a recordar, com a simplicidade dos que não precisam de retórica, que nenhum ato termina exatamente no momento em que é praticado.
Uma palavra áspera não fica onde foi pronunciada.
Uma injustiça não termina na pessoa que a sofreu.
Uma indulgência também não.
Uma boa ação tampouco.
Tudo se propaga.
O gesto de um homem pode endurecer dezenas de corações que o contemplam. Pode ensinar a indiferença ao que ainda era apenas ignorante. Pode desanimar aquele que vinha tentando corrigir-se. Pode tornar mais difícil a tarefa daquele que, em silêncio, procura fazer o bem.
Mas o contrário também acontece.
Uma palavra de justiça pode restituir coragem.
Um gesto de misericórdia pode interromper uma cadeia de ressentimentos.
Uma atitude verdadeiramente cristã pode ensinar, sem discurso, aquilo que nenhum discurso consegue ensinar.
E talvez fosse essa a razão de a velha sabedoria espiritual chamar a isso obra individual.
Porque ninguém se salva sozinho — mas ninguém pratica o bem sem levar consigo alguma coisa dos outros.
A pergunta que ficou
Foi então que João Ubaldo, que permanecera até aquele instante suspenso entre a ironia e a compaixão, olhou para Emmanuel e perguntou:
— Mas então, meu caro, quer dizer que até um ministro do Supremo, quando fala, produz atmosfera espiritual?
— Sobretudo ele — respondeu Emmanuel.
— E quando fala mal?
— Também.
— E quando pede desculpas?
— Também.
João Ubaldo sorriu.
— Quer dizer, então, que o problema não é apenas aquilo que se diz. É aquilo que a palavra faz com quem escuta.
Emmanuel assentiu.
— Exatamente.
E foi nesse instante que a sátira perdeu um pouco de sua graça.
Não toda.
Porque o Brasil, convenhamos, é um país que jamais deveria ser privado inteiramente da graça.
Mas perdeu aquela graça fácil que nos permite rir do erro alheio sem perguntar o que estamos fazendo nós mesmos com aquilo que acabamos de ver.
Pois há uma tentação particularmente brasileira — talvez não apenas brasileira — de transformar toda indignação em espetáculo e toda virtude em aplauso.
E nisso o espírito de Tiago parecia conversar com o de Emmanuel.
Se uma ação má pode contaminar o ambiente, uma ação boa também o pode purificar.
A pergunta, portanto, já não seria apenas:
“Pelo que se desculpa a Ministra?”
Seria outra, muito mais incômoda:
“O que estamos fazendo nós, espectadores de tudo isso, com aquilo que estamos vendo?”
Porque podemos assistir à injustiça e tornar-nos mais injustos.
Podemos assistir à arrogância e aprender a ser arrogantes.
Podemos contemplar o erro e encontrar nele uma licença para errar também.
Mas podemos, igualmente, encontrar num gesto de retidão a força para retificar alguma coisa dentro de nós.
A obra individual
E aqui o espírito de João Ubaldo voltou a sorrir.
— Então o senhor está me dizendo que, no fim das contas, cada brasileiro é um pequeno legislador do mundo espiritual?
— Se quiseres chamar assim — respondeu Emmanuel.
— Pois eu chamaria de coisa mais simples.
— Qual?
— Cada brasileiro é responsável pelo clima que ajuda a fazer.
Houve silêncio.
Desta vez, ninguém consultou o Regimento.
Nem era preciso.
Porque aquilo não dizia respeito ao Regimento.
Dizia respeito à velha e desconfortável liberdade humana de escolher o que fazer com aquilo que recebeu.
E, enquanto a sessão prosseguia, talvez sem que nenhum dos presentes percebesse, alguma coisa havia mudado.
Não no processo.
Não na ata.
Não na Constituição.
Mas naquele território invisível em que os homens se influenciam uns aos outros sem saber.
Ali, uma palavra continuava andando.
Uma desculpa continuava andando.
Uma indignação continuava andando.
Uma esperança também.
E talvez seja esse o verdadeiro sentido da obra individual:
não imaginar que podemos consertar o mundo inteiro, mas compreender que nenhum de nós atravessa o mundo sem deixá-lo, ainda que minimamente, diferente de como o encontrou.
João Ubaldo então se retirou.
Emmanuel também.
E os dois desapareceram por caminhos diferentes.
Um foi para o silêncio das regiões espirituais.
O outro, fiel à sua vocação baiana, evaporou no éter seco de Brasília, deixando atrás de si aquela espécie de pergunta que os bons espíritos costumam fazer e os maus cronistas preferem evitar:
Depois de tudo o que vimos, que espécie de espírito estamos ajudando a colocar no mundo?
Nota espiritual
Como ensina Emmanuel em Vinha de Luz, ao comentar a passagem de Tiago (5:20), os atos humanos não terminam em seus autores ou destinatários imediatos: uma ação pode produzir efeitos morais sobre aqueles que a testemunham, assim como uma boa ação pode irradiar gratidão, esperança, alegria e força para a prática do bem.
É nesse sentido que a expressão obra individual encerra esta crônica: não como uma fuga da responsabilidade coletiva, mas como a lembrança de que toda transformação coletiva começa, inevitavelmente, por atos concretos de indivíduos concretos.
“Uma boa ação, contudo, edifica e ilumina sempre.”
— Emmanuel
Brasília, no intervalo entre uma sessão e outra, onde os vivos continuam discutindo e os mortos, às vezes, ainda pedem aparte.
"Peço desculpas ao povo brasileiro, que talvez tenha esperado de mim uma postura diferente", disse a ministra Cármen na sessão do STF.Por um instante, imaginei que a ministra iria emendar algo como "desculpa pelos desvios éticos" ou, quem sabe, "pela nossa recusa de investigar qualquer coisa" ou, ainda, "pelos sete anos de inquérito das fake news. Mas não. As desculpas eram por "não ter ajudado a acalmar as coisas", no tribunal.
Fernado SchüllerAs descupas de Cármen Lúcia
Emulemos aqui dois apartes de um mesmo espírito de luz presente na sessão do dia 15 de setembro de 2026, pedindo dentro dos Regimentos da Casa diretamente ao presidente da Sessão um aparte para se dirigir à "Excelentíssima Ministra Brasiliana, Brasiliense, brasileña, Brazilian, brésilienne, Brasilianerin e baiana Lúcia, para saudá-la em nome dos espíritos brasileiros", como assim o autor de Viva o Povo Brasileiro se referira à aparteada e foi lavrado esse aparte nos anais do STF pela taquígra de plantão naquela histórica sessão do STF. COMPLETAR O RESTO DESSA INTERAÇÃO ESPIRITUAL COM O DOM E A GRAÇA CONSERVADA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO, QUE DEPOIS EVAPOROU NO ÉTER SECO DA CAPITAL DO BRASIL.
html
(...) e foi lavrado esse aparte nos anais do STF pela taquígrafa de plantão naquela histórica sessão do STF, prosseguindo-se o registro da seguinte forma:
"Concedida a vênia pelo Presidente da Sessão, que olhava para os lados caçando com os olhos a origem daquela voz com retórica de mar grande, o éter da alta Corte estremeceu. Não era voz de se desprezar; vinha com cheiro de marisco, fumo de rolo e uma erudição que botava qualquer bacharel de fraque no chinelo. O espírito do autor de Viva o Povo Brasileiro, ajeitando uns óculos invisíveis na fumaça, pigarreou e continuou seu aparte direto à Excelentíssima baiana de coração:
— Minha senhora, folgo em ver que nesta moldura de mármores frios e gravatas engomadas ainda há quem guarde o sotaque das gentes e a coragem de se envergonhar pelo país. Mas olhe lá: não gaste toda a sua bile nem sua melancolia com as misérias desses doutores. O Brasil, de que tanto falo e de quem os senhores julgam a capa, não cabe em processo eletrônico nem se resolve em latim de missa rezada por defunto. O povo brasileiro, essa misturada de caboclo com fidalgo, de santo com capeta, resiste até ao Supremo! Peça desculpas, sim, que a fidalguia exige, mas não perca o prumo. Mantenha o dendê firme na sua toga, porque o julgamento da História é mais demorado e não aceita pedido de vista!
Houve um silêncio de missa de sétimo dia no plenário. O Ministro Flávio Dino entreabriu os lábios, Gilmar Mendes ajeitou a postura, e a Ministra, esboçando um quase sorriso de quem reconhece o axé da própria terra, tencionou responder. Mas não houve tempo.
O espectro ubaldiano, soltando uma última baforada de fumaça perfumada com maresia de Itaparica e cachaça da boa, desfez-se no ar condicionado impiedoso do Planalto Central. Evaporou-se no éter seco da capital do país, deixando os ministros a coçar as calvas, a taquígrafa atônita diante das teclas e o tribunal entregue, novamente, à secura formal do Diário da Justiça."
Use o código com cuidado.
html
Playlist: As Vertentes de "O Que Será?"
Explore as diferentes faces da icônica composição de Chico Buarque, incluindo as três versões nacionais e a adaptação francesa.
A versão que abre o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos. Traz uma perspectiva mais suave e melancólica, focada no cotidiano, na expectativa e na sutil angústia amorosa da espera.
Imortalizada na voz visceral de Bibi Ferreira e no dueto de Chico e Milton Nascimento. É a versão mais dramática, focada nas reações físicas, no desejo ardente e na paixão incontrolável.
A vertente de maior peso político e social. Lançada durante a ditadura militar, seus versos sugerem a força coletiva, a busca por liberdade e o clamor sufocado do povo.
A aclamada versão em francês adaptada por Claude Nougaro. Deixa o mistério de lado para construir uma poética, intensa e romântica promessa de recomeço e entrega amorosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário