terça-feira, 1 de setembro de 2026

A Alma Boa

Começo dizendo: Augusto Cury: "Olha Renan, você tem um nível de agressividade que me assombra" Jornal da Gazeta 23 de ago. de 2026 #DebateNaGazeta #HoraDoVoto #JornalDaGazeta Acompanhe o Debate para Presidência ao vivo na TV Gazeta “A última palavra é a palavra do poeta; a última palavra é a que fica. A última palavra de Hamlet: O resto é silêncio. A última palavra de Júlio César: Até tu, Brutus? A última palavra de Jesus Cristo: Meu pai, meu pai, por que me abandonaste? A última palavra de Goethe: Mais luz! A última palavra de Booth, assassino de Lincoln: Inútil, inútil… E a última palavra de Prometeu: Resisto!”
Registro fotográfico Arquivo Eugênio Kusnet Da esquerda para a direita: Joaquim Guimarães (Segundo Deus), Eugênio Kusnet (Primeiro Deus), Benjamin Cattan (Terceiro Deus) e Oswaldo Louzada (Wang, o aguadeiro) A Alma Boa de Set-Suan, 1960 [Enciclopédia de Teatro. Espetáculo] Geir Nuffer Campos (São José do Calçado, Espírito Santo, 1924 – Niterói, Rio de Janeiro, 1999). Poeta, tradutor, editor, jornalista, ensaísta, professor. Marcada pela clareza, pela sobriedade e pela tendência para a reflexão, sua produção poética busca o apuro formal característico da Geração de 45, que se distancia do humor e do coloquialismo propostos pelo Modernismo de 22.
03. Liberdade, Liberdade Por José Antonio Küller Citei, em Das variações e limitações da memória 2, a peça teatral Liberdade, Liberdade, de Millor Fernandes e Flávio Rangel. Dela, duas cenas me acompanham ainda hoje: a primeira e a última. Na primeira montagem da peça, em um momento da primeira cena, Paulo Autran diz: “Sou apenas um homem de teatro. Sempre fui e sempre serei um homem de teatro. Quem é capaz de dedicar toda a sua vida à humanidade e à paixão existentes nesses metros de tablado, esse é um homem de teatro. Nós achamos que é preciso cantar (no fundo, os acordes da Marcha da Quarta-feira de Cinzas). Por isso, Marcha da Quarta-Feira de Cinzas bananaetc 6 de fev. de 2008 Marcha da Quarta-Feira de Cinzas Carlos Lyra e Vinicius de Moraes Acabou nosso carnaval Ninguém ouve cantar canções Ninguém passa mais brincando feliz E nos corações Saudades e cinzas foi o que restou. Pelas ruas o que se vê É uma gente que nem se vê Que nem se sorri, se beija e se abraça E sai caminhando Dançando e cantando cantigas de amor. E no entanto é preciso cantar Mais que nunca é preciso cantar É preciso cantar e alegrar a cidade... A tristeza que a gente tem Qualquer dia vai se acabar Todos vão sorrir, voltou a esperança É o povo que dança Contente da vida, feliz a cantar. Porque são tantas coisas azuis Há tão grandes promessas de luz Tanto amor para amar de que a gente nem sabe... Quem me dera viver pra ver E brincar outros carnavais Com a beleza dos velhos carnavais Que marchas tão lindas E o povo cantando seu canto de paz. Da Profissão de Poeta (trecho do poema) - Geir Campos Eduardo Bicca - Um Sopro de Poesia 23 de nov. de 2021 Operário do Canto ‘Operário do canto, me apresento sem marca ou cicatriz, limpas as mãos, minha alma limpa, a face descoberta, aberto o peito, e – expresso documento – a palavra conforme o pensamento. Fui chamado a cantar e para tanto há um mar de som no búzio de meu canto. Trabalho à noite e sem revezamentos. Se há mais quem cante cantaremos juntos; sem se tornar com isso menos pura, a voz sobe uma oitava na mistura. Não canto onde não seja a boca livre, onde não haja ouvidos limpos e almas afeitas a escutar sem preconceito. Para enganar o tempo – ou distrair criaturas já de si tão mal atentas, não canto… Canto apenas quando dança, nos olhos dos que me ouvem, a esperança.”
Geir Nuffer Campos (São José do Calçado, ES, 28 de fevereiro de 1924 — Niterói, RJ, 8 de maio de 1999) foi um poeta, escritor, jornalista e tradutor brasileiro.[1][2][nota 1] Os versos são um excerto de Profissão do Poeta, poema de Geir Campos. Acredito que se possa dizer da tarefa de educar o mesmo que é dito em Liberdade, Liberdade a respeito do ator e, no poema, do poeta. Até hoje, quando vou iniciar um curso, repito mentalmente as palavras: “Operário do canto…”. É, para mim, também sempre presente uma analogia entre a sala de aula e “os poucos metros de tablado” e as conseqüências similares de uma vida dedicada, com paixão, a esses particulares espaços de ação. A cena final de Liberdade, Liberdade também é marcante. Dela, fiz uma adaptação para fins didáticos. Uso essa adaptação como uma cerimônia de conclusão de curso. Ela está reproduzida a seguir. Começo dizendo: “A última palavra é a palavra do poeta; a última palavra é a que fica. A última palavra de Hamlet: O resto é silêncio. A última palavra de Júlio César: Até tu, Brutus? A última palavra de Jesus Cristo: Meu pai, meu pai, por que me abandonaste? A última palavra de Goethe: Mais luz! A última palavra de Booth, assassino de Lincoln: Inútil, inútil… E a última palavra de Prometeu: Resisto!” A última palavra de Y (nome de um participante). O participante diz sua última palavra. A última palavra de X (nome de outro participante). A cena anterior se repete, com X dizendo sua última palavra. A última palavra de N (nome do último participante). A cena se repete. Por fim, digo a minha última palavra e encerro o curso. Até a última palavra de Prometeu, o texto é de Liberdade Liberdade. Não é em todo o final de curso que promovo essa cerimônia de encerramento. Reservo-a para aqueles cursos que efetivamente foram espaço para vivências profundas e oportunidade de aprendizagens muito significativas. Não sei se por isso ou pela força da cena, o momento é sempre emocionante. Tão emocionante quanto foi viver a cena final, quando a assisti pela primeira vez. Küller
terça-feira, 1 de setembro de 2026 Brasília busca pactos por medo dos escândalos, por Dora Kramer Folha de S. Paulo Acordos entre instituições de Estado têm sido prática recorrente entre autoridades dos três Poderes No empenho de contornar atritos está a intenção de controlar investigações para evitar o risco político Não é de hoje, nem de ontem, que Brasília vive uma fase de acordos inusitados, fora do desenho constitucional de harmonia autônoma entre os Poderes. Foi o caso do acerto entre os presidentes da República, do Senado e da Câmara com mediação do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Avizinha-se agora uma tentativa de conciliação entre o ministro André Mendonça, do STF, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, patrocinada pelo presidente Luiz Inácio da Silva (PT), a fim de dirimir divergências na condução dos inquéritos sobre as fraudes no INSS e as trapaças financeiras de Daniel Vorcaro à frente do liquidado banco Master. A rigor, o Supremo e a PF não precisam de intermediações para cumprir suas funções com independência e estrito cumprimento das regras, cuja clareza não deixa dúvidas sobre o papel de cada uma dessas instituições de Estado. Quando, e se, há a necessidade de interferência do chefe da nação para resolver conflitos entre os condutores de investigações e calibrar o andamento dos trabalhos, algo grave está acontecendo. Magistrado e delegado nutrem suspeitas mútuas de ingerência na condução dos casos por razões de afeições e aversões políticas. Se existem motivos reais para tal desconfiança, se ambos —ou um deles— usam seus poderes e prerrogativas de modo indevido, extrapolam e, no limite, prevaricam. Coisa que não se resolve com panos quentes. Se apenas divergem quanto ao gerenciamento das ações, de pouco ou quase nada adianta a mediação de terceiros que não têm responsabilidade direta sobre o encaminhamento dos casos. Ainda mais que nenhum dos dois mostra disposição de aderir a entendimentos extracurriculares. A tentativa de contornar a situação tem motivações pragmáticas: a necessidade de manter controle sobre os desdobramentos das investigações e o temor do mundo político do potencial de prejuízo que o dissenso entre Mendonça e Rodrigues possa ter sobre as candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).
terça-feira, 1 de setembro de 2026 Golpes do impeachment, por Hélio Schwartsman Folha de S. Paulo Afastamento definitivo de Dilma Rousseff completa dez anos Iniciativa acirrou polarização e facilitou eleição de Jair Bolsonaro Há dez anos, em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff (PT) era definitivamente afastada da Presidência da República, depois de ser julgada culpada de crime de responsabilidade pelo Senado. O evento deixou marcas na história do país, algumas das quais ainda se fazem sentir. Para o PT, o impeachment foi um golpe. A palavra "golpe" é suficientemente polissêmica para permitir essa interpretação. Um de seus múltiplos significados é o de "revés", como na expressão "golpe do destino". E não há muita dúvida de que o afastamento representou um revés para a petista. Já a tentativa de imprimir ao termo "golpe" o sentido mais técnico de "ruptura constitucional ilícita" é mais problemática. Dilma, afinal, havia perpetrado as pedaladas, que se encaixam na definição legal de crime de responsabilidade, e foi julgada pelos senadores em processo regular nos termos da Constituição. Pode-se perfeitamente contestar a oportunidade política de o país ter procedido ao impeachment, mas não sua licitude. O processo, vale lembrar, foi conduzido sob a batuta do então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, justamente para garantir que não houvesse ilegalidades. Se elas ocorreram, então Lula (PT) pôs um golpista no centro de seu governo quando convidou Lewandowski para ser ministro da Justiça em 2024. Politicamente, o afastamento de Dilma serviu para acirrar a polarização afetiva, facilitando a instrumentalização da Lava Jato pelos que a conduziam e abrindo as portas para Jair Bolsonaro (PL). É verdade que o movimento de radicalização já estava em curso, como se verifica pela eleição de líderes da direita radical em outros países. E o advento do extremismo não foi o único revés. Também involuímos no combate à corrupção. Uma das explicações para o centrão ter defenestrado Dilma foi a percepção de que o governo não conseguiria protegê-lo da Lava Jato. Se a aposta fracassou num primeiro momento, ela deu totalmente certo no segundo tempo. Como vaticinou Romero Jucá, a sangria acabou estancada, com Supremo e com tudo.
terça-feira, 1 de setembro de 2026 Cury chega a dois dígitos na pesquisa e se coloca como terceira via, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A novidade é a velocidade com que o candidato do Avante assumiu o terceiro lugar na disputa. Cury passou a ser lembrado como opção presidencial Nas primeiras rodadas de debates e entrevistas, marcadas pelas dificuldades de Lula e Flávio Bolsonaro para explicar seus passivos políticos, Augusto Cury se projetou como candidato menos interessado em prolongar a guerra entre os dois campos e mais empenhado em associar tecnologia, eficiência administrativa e cuidado com as pessoas. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nessa segunda-feira mostra que sua estratégia deu certo. No cenário estimulado sem Pablo Marçal, Cury saltou de 2% para 11% em uma semana. Lula oscilou de 41% para 39%, enquanto Flávio recuou de 37% para 33%. Ronaldo Caiado permaneceu com 5%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema passou de 3% para 1%. A novidade é a velocidade com que o candidato do Avante atravessou a barreira dos dois dígitos e assumiu o terceiro lugar na disputa. Na espontânea, quando o entrevistador não apresenta nomes, o avanço de 1% para 8% reforça a relevância do movimento. Cury passou a ser lembrado como opção presidencial. Não se deve confundir esse resultado com voto consolidado, mas é um equivoco desconsiderá-lo. A pesquisa ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. Como a coleta começou antes da entrevista de Cury à Globo, exibida no sábado, não é possível atribuir todo o salto à sabatina. O desempenho na Band, outras entrevistas e a circulação de vídeos também compõem o ambiente dessa ascensão. Cury percebeu uma demanda que a polarização pautada por ataques recíprocos tende a sufocar. Parte do eleitorado deseja saber quem poderá melhorar sua vida. Seu lema, “mente capitalista e coração social”, de caráter liberal-social, ganhou singularidade numa campanha dominada por acusações. Conciliar iniciativa privada, responsabilidade administrativa e proteção dos vulneráveis atrai simpatia dos eleitores. Na Globo, Cury apresentou a proposta de um ministério de robótica e inteligência artificial, defendeu a digitalização da máquina pública e associou a modernização à contenção de despesas. Propôs microfinanciamento para pequenas empresas e o emprego de aplicativo de alerta e drones no enfrentamento da violência contra mulheres. Procurou dar à tecnologia o papel de atividade fim para tornar o governo mais eficiente e rápido nas respostas às demandas da população. Em vez de restringir o debate ao tamanho do Estado, Cury enfatiza seu funcionamento. Para quem enfrenta burocracia, atendimento precário e insegurança, a qualidade dos serviços importa. A promessa de um governo tecnológico é música, pois conecta modernização econômica e necessidades cotidianas. Mas não dispensa explicações. Inteligência artificial não cria recursos por decreto, drones não substituem uma rede de proteção e digitalização não garante atendimento a quem está excluído da internet. Mudança de foco Agora, Cury terá que apresentar mais concretude nas propostas: custos, prioridades, equipes e condições de execução. Mudou o foco, propôs um rumo politicamente atraente, porém, sem demonstração de viabilidade. E nada impede que os demais candidatos ajustem suas narrativas para contemplar com mais ênfase essas agendas. Seu comportamento também conta. No debate da Bandeirantes, ao contestar os ataques de Renan Santos aos eleitores de Lula, defendeu a divergência sem desumanizar o adversário. Esse gesto ajuda a explicar sua capacidade de conversar com públicos distintos. Cury tira votos de quem? O cruzamento com a eleição anterior oferece uma resposta mais consistente do que a simples comparação dos totais. Entre os entrevistados que declaram ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 13% agora escolhem Cury. Entre os antigos eleitores de Lula, são 7%. Há, portanto, penetração mais intensa no eleitorado que apoiou Bolsonaro. Cury alcança 22% entre os jovens de 16 a 24 anos, e 17% entre os eleitores com ensino superior. Entre aqueles que rejeitam simultaneamente Lula e Flávio, chega a 19%. Esses recortes sugerem uma candidatura alimentada pelo desejo de renovação e pela recusa da escolha obrigatória entre os favoritos. A ameaça é maior para Flávio, porque Cury oferece ao eleitor conservador ou liberal descontente com o PT uma saída que não depende da defesa de Bolsonaro. Se continuar crescendo, poderá questionar a ideia de que somente o candidato do PL tem condições de enfrentar Lula. Entretanto, para disputar o segundo lugar, precisa tornar essa possibilidade real. Para Lula, o risco é diferente. A fragmentação da oposição pode beneficiá-lo inicialmente, mas Cury disputa também eleitores que votaram no petista para impedir a volta do bolsonarismo. Uma alternativa percebida como moderada pode enfraquecer esse voto defensivo. Além disso, ao enfatizar qualidade dos serviços, transfere a cobrança para os resultados do governo, terreno no qual o presidente não pode responder apenas com críticas ao adversário. Cury ainda está 22 pontos atrás de Flávio. No segundo turno entre os favoritos, o placar permanece em 46% a 45%, e a Nexus não testou um confronto diretor de Lula com o escritor.
Os candidatos Renan Santos, à esquerda, e Augusto Cury, à direita, em debate da Band Legenda da foto,Os candidatos Renan Santos, à esquerda, e Augusto Cury, à direita, em debate da Band Article Information Author,Pedro Martins Da BBC News Brasil em Londres 31 agosto 2026 Tempo de leitura: 8 min O escritor e psiquiatra Augusto Cury teve uma semana cheia: participou do primeiro debate presidencial, na Band; foi sabatinado pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN; e, depois, pelo Jornal Nacional, da TV Globo. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0req7qj02jo Augusto Cury sobe nas pesquisas: candidato tira mais votos de Lula ou Flávio Bolsonaro? O que diz analista Dois homens aparecem lado a lado durante um debate. Renan Santos, à direita, de terno escuro e óculos, leva o dedo indicador à boca em um gesto de silêncio, enquanto Augusto Cury, à esquerda, de terno azul e gravata amarela, olha em sua direção. Eles estão diante de um fundo escuro iluminado em tons azulados.Crédito,Jean Carniel/Reuters O escritor e psiquiatra Augusto Cury teve uma semana cheia: participou do primeiro debate presidencial, na Band; foi sabatinado pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN; e, depois, pelo Jornal Nacional, da TV Globo. As entrevistas, embora tenham rendido críticas dos jornalistas pelo caráter vago de algumas afirmações e pela indisposição do candidato em responder a perguntas que, segundo ele, o colocariam no centro da polarização, parecem ter surtido efeito: Cury deu um salto nas pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg divulgadas na manhã desta segunda-feira (31/8). Considerando a média dos levantamentos publicados até o dia 31 de agosto por diversos institutos, Cury ocupa o terceiro lugar da disputa, com 10% de intenção de voto no primeiro turno, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

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