domingo, 1 de novembro de 2026

Verdade – Carlos Drummond de Andrade

Geopark - Pico de Itabirito "Confidência do Itabirano", lido por Carlos Drummond de Andrade "Estimo, por meio de uma série de simulações que realizei com a ajuda de várias inteligências artificiais, que usei uma para confrontar a outra e uma terceira para fazer a arbitragem."
Pico do Itabirito ou do Itabira - Itabirito
Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre a exploração mineral em ambas as localidades. Para o Pico de Itabirito, ele compôs em 1965 o poema "O Pico de Itabirito" denunciando o desmonte da montanha. Já em relação a Itabira, sua terra natal, o poeta lamentou a destruição do Pico do Cauê em obras como "Itabira" e "A montanha pulverizada". Itabirito tem maior virada pró-Lula e simboliza mudança no segundo turno em MG | A Hora
"Se você sempre vê a verdade nas coisas, por que tem dúvidas?"
(Arte digital de Albulena Panduri) A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia… Carlos Drummond de Andrade Compartilhe:
Michelle em imagem do vídeo no qual desancou Flávio: para aliados de Bolsonaro, o rosto delicado dela encobre um temperamento irascível e pouco solidário com o marido e os enteados - CRÉDITO: REPRODUÇÃO vultos da extrema direita COM A CRUZ E A ESPADA Odiada pela família Bolsonaro, Michelle alça voo solo na política Consuelo Dieguez piauí_241 08 Out 2026 Michelle Bolsonaro olhou fixo para a câmera e com voz firme, sem disfarçar a irritação, iniciou o vídeo que logo acenderia um alerta vermelho na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, seu enteado. Trajando uma camisa azul-marinho, com estampa de coração e clichês motivacionais, como “domínio próprio”, “alegria” e “amor”, ela se dirigiu “em especial às mulheres de bem” e começou sua ofensiva. “Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo”, disse. “Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue aguentar ataques...
Consuelo Dieguez Repórter da piauí, é autora de O Ovo da Serpente – Nova Direita e Bolsonarismo: Seus Bastidores, Personagens e a Chegada ao Poder (Companhia das Letras) ISRAEL SEM MAIORIA;TRUMP QUESTIONA ELEIÇÃO NO BRASIL; ASSESSOR AJUDA FLÁVIO | FORA DA ORDEM CNN Brasil Transmitido ao vivo em 30 de out. de 2026 #Internacional As eleições parlamentares em Israel terminaram sem que nenhum bloco conquistasse os 61 assentos necessários para formar maioria. A coalizão de Benjamin Netanyahu obteve 53 cadeiras, enquanto o bloco de Gadi Eisenkot ficou com 48. Os partidos árabes alcançaram um recorde de 19 assentos. O Fora da Ordem analisa o impasse político, as negociações para a formação de um novo governo e os próximos passos de Netanyahu e Eisenkot. Nos Estados Unidos, a campanha entra na reta final para as eleições legislativas na próxima terça-feira (3). Donald Trump e Barack Obama participam de atos eleitorais, enquanto pesquisas acompanham a disputa entre republicanos e democratas pelo controle do Congresso. Entenda o que está em jogo para o governo Trump, os impactos da votação na política americana e os possíveis reflexos internacionais. Assista ao Fora da Ordem, toda sexta-feira, a partir das 13h (horário de Brasília), com apresentação da correspondente da CNN em Nova York Priscila Yazbek, do analista de Internacional Lourival Sant’Anna e do analista sênior de Internacional Américo Martins, direto de Londres, com reprise no domingo, às 17h15 (horário de Brasília). O público também poderá enviar dúvidas e comentários, que serão incorporados ao debate. Participe com a gente! #Internacional _________________________________________________________________________
Impeachment de Dilma Rousseff marca ano de 2016 no Congresso e no Brasil</b> Da Redação | 28/12/2016, 12h01 Fonte: Agência Senado "No golpe de 64, no impeachment da Dilma..." A comparação entre o golpe civil-militar de 1964 e o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 divide opiniões entre juristas, historiadores e cientistas políticos no Brasil, envolvendo diferentes interpretações sobre legalidade e ruptura institucional. • Diferença estrutural: Diferente de um impeachment — que é um mecanismo previsto na Constituição para afastar chefes do Executivo por crimes de responsabilidade — o evento de 1964 envolveu intervenção das Forças Armadas, suspensão de direitos constitucionais e o encerramento do Estado de Direito. Correio Braziliense há 2 horas2h · A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. 🎥Luiz Carlos Azedo/CB domingo, 1 de novembro de 2026
Duas táticas de esquerda: hegemonismo do PT ou aliança com os liberais, por Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense A mobilização popular do segundo turno compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula A discussão sobre a composição do novo governo Lula e sua política econômica remete-se a controvérsias históricas da esquerda: como combinar identidade própria, mobilização popular e alianças com forças que não compartilham seu projeto? Vladimir Lênin, o líder bolchevique, e Antonio Gramsci, o maior marxista ocidental, protagonizaram esse debate na Rússia autocrática de 1905 e na Itália fascista da década de 1930. Entre ambos e a Constituição de 1988, há uma distância intransponível. Em Duas táticas da social-democracia na revolução democrática (Boitempo), Lênin sustentava que a burguesia liberal russa não levaria até o fim a luta contra o czarismo. Temia mais a iniciativa dos trabalhadores do que a sobrevivência da autocracia. Caberia ao proletariado, aliado ao campesinato, dirigir a revolução democrática. A questão era quem comandaria a transformação, antes mesmo da passagem ao socialismo. Isso admitia convergências circunstanciais com liberais, mas recusava a subordinação política a eles. Essas teses permanecem vivas na esquerda brasileira. Nos seus Cadernos do Cárcere (Civilização Brasileira), a partir da experiência bolchevique, Gramsci percebeu que as sociedades ocidentais exigiam outra estratégia. O poder se sustentava também em partidos, igrejas, sindicatos, imprensa e associações. A transformação dependeria de uma prolongada disputa de direção na sociedade civil, a “guerra de posição”. Conquistar o governo seria insuficiente sem construir consentimento e ampliar alianças. Sua reflexão abriu caminhos para as esquerdas democráticas mundo afora. A distinção decisiva, ainda hoje, está entre hegemonia e hegemonismo. A primeira exige capacidade de incorporar demandas dos aliados e formular um interesse comum. O segundo pretende subordiná-los à conveniência do partido dominante. Há profundas diferenças entre combater uma autocracia e governar uma democracia pluralista. Nesta, uma aliança democrática pressupõe reconhecer a legitimidade, a autonomia e o revezamento de liderança entre os parceiros. A história brasileira mostra que a cooperação entre esquerda, centro democrático e liberais pode produzir avanços duradouros. No governo Juscelino Kubitschek, a aliança PSD-PTB combinou desenvolvimento e competição política, com apoio comunista à candidatura, embora o PCB permanecesse ilegal. Nos anos 1990, Fernando Henrique Cardoso reuniu uma coalizão de centro e centro-direita em torno da estabilização. A esquerda dividiu-se: enquanto setores participaram dessa construção, o PT fez oposição. Essas experiências foram distintas, mas mostram que o progresso pode resultar de compromissos entre forças concorrentes. A estabilização monetária e a proteção social acabaram incorporadas a uma trajetória que atravessou diferentes governos. Há também uma continuidade democrática entre a mobilização pelo impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a convergência que derrotou Jair Bolsonaro em 2022: adversários reconheceram uma tarefa comum. A presença de Geraldo Alckmin na chapa de Lula simbolizou essa possibilidade. Escolha estratégica Os fracassos também ensinam. Em 1964, setores da esquerda subestimaram a correlação de forças, trataram compromissos como capitulações e contribuíram para o isolamento de João Goulart. Obviamente, isso não diminui a responsabilidade dos golpistas pela destruição da democracia. Em 2016, a crise econômica, os erros do governo Dilma Rousseff e a desagregação de sua coalizão abriram caminho ao impeachment. O traço comum foi a perda de sustentação política e social. Esse problema reaparece quando a esquerda rejeita alianças programáticas com democratas de outras correntes, mas aceita acordos de conveniência para obter maioria parlamentar. No primeiro mandato de Lula, combinou intransigência no discurso com dependência do Centrão na administração cotidiana. Como a frente ampla de 2022 não se consolidou como um bloco programático, a estabilidade governamental ficou sujeita a negociações fragmentadas por cargos, recursos e influência. Agora, a mobilização popular do segundo turno, por meio das redes sociais e grandes manifestações de rua, compensou a fragilidade da aprovação governamental e devolveu centralidade à defesa da democracia na reeleição de Lula. Eleitores escolheram Lula para impedir o avanço autoritário sem necessariamente aderir ao PT ou aprovar integralmente seu governo. Diante disso, a esquerda precisa evitar o exclusivismo e atravessar fronteiras políticas. O historiador Alberto Aggio, no seu livro A construção da democracia no Brasil: 1985-2025 (FAP-Annablume), ajuda a compreender essa tensão ao identificar na “economia do afeto” e na “cultura do rechaço” as principais características do lulismo e do PT, respectivamente. O vínculo emocional com Lula amplia suas possibilidades de interlocução; a identidade do PT construída pela simples rejeição aos adversários pode estreitá-las. “Governar com o povo” leva a duas orientações distintas: privilegiar a relação carismática entre presidente e eleitores ou fortalecer a participação por meio de instituições, organizações autônomas e representação política. É possível juntar as duas coisas? E como governar com redes sociais sob controle das big techs? A divergência econômica também faz parte dessa escolha. Desenvolvimentistas enfatizam investimento público, crédito e transformação produtiva, enquanto sociais-liberais ressaltam estabilidade, sustentabilidade fiscal e condições para o investimento privado. Combater a desigualdade gera uma tensão dialética entre distribuição de renda e capacidade de financiamento para obter crescimento. Equilibrar as contas implica em escolhas: quem paga e quais despesas preservar. Trocando em miúdos, a nova composição ministerial mostrará se Lula pretende compartilhar a construção desse programa ou apenas acomodar apoios.

CRÔNICA DO MUNDO

Fantasmas de São Borja e Laranjas de Orlando O Pêndulo de Getúlio

Entre a geografia do poder, os fantasmas da História e a comédia política dos nossos dias.

POR N. DO COL.

A noite caía na Lapa como um manto de veludo desalinhado quando o telefone — aquele velho aparelho de baquelite que guardo ao lado das garrafas de parati — começou a chiar. Não era cobrança, nem o editor cobrando o fechamento da edição dominical. A voz que emergiu do éter tinha o peso do mármore e a cadência pampeana de quem conhece o riscado do poder. Era ele: o próprio, o espectro do Velho, Getúlio Dornelles Vargas, emitindo diretamente do além-túmulo para a mesa deste cronista subalterno.

O Velho estava possesso. Não com as reformas que desfiguraram sua CLT, nem com o preço do quilo do feijão. O que tirava o sono eterno do caudilho era um fantasma conjuntural que teima em assombrar a nossa crônica política: a mania contemporânea de misturar o destino dos grandes nacionalistas com a geografia barata do exílio de conveniência.

"Escuta aqui, meu filho", resmungou a voz, entre o farfalhar de um charuto invisível. "Andam dizendo por aí, nessa ignorância galopante que tomou conta das redes e dos diretórios, que em 1945 eu fui um fujão. Que bati em retirada para os braços do Tio Sam, ou que cruzei a Tríplice Fronteira para me esconder sob as asas de alianças estrangeiras. Faça-me o favor! Um reparo histórico precisa ser feito nas páginas desses pasquins onde você escreve."

O espectro tem razão na mecânica das estruturas. Há quem mude de conjuntura como quem muda de camisa na saideira do bar, mas as placas tectônicas da história não mentem. Quando o edifício autoritário do Estado Novo ruiu em outubro de 1945, Getúlio não pegou a ponte aérea do exílio. Deposto do poder, recolheu-se à estância de Itu, em São Borja, sua terra natal. Ali, longe dos salões do Catete e dos corredores do poder, iniciou um retiro político que duraria até sua candidatura presidencial de 1950.

O nacionalismo convicto não se confundia com o exílio dourado. Era a contenção estratégica do peão que sabe que o cavalo passa selado mais de uma vez. O Velho não vazou; ele fermentou. Guardou-se no isolamento pampeano para, cinco anos depois, voltar nos braços do povo, carregado pela mesma estrutura que tentaram implodir.

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Aí é que o humor carioca pede licença à solenidade histórica para notar o contraste com o picadeiro do presente. Que distância abissal separa a mística de São Borja da comédia pastelão que assistimos nas últimas temporadas!

Hoje, a farsa parece ter substituído a tragédia. Parte dos herdeiros do bolsonarismo encontrou na Flórida um refúgio político e midiático. É o conforto dos Jardins Botânicos, cercados por estruturas de segurança custeadas pelo Erário que outrora juravam combater, ou o asfalto ensolarado da América.

Enquanto Getúlio meditava entre o minuano e o gado magro, a linhagem dos Bolsonaros e seus asseclas preferiu o exílio estético de Orlando.

É uma Flórida florida e ensolarada, sim, mas pintada com o laranja berrante do "laranjão" mor de Mar-a-Lago. Uma Disneylândia ideológica onde se conspira à sombra de palmeiras floridianas, com os olhos fixos em Cuba — ou melhor, na caricatura de Cuba desenhada por Marco Rubio, o secretário de Estado de Trump, conhecido por sua linha dura contra Havana e por sua influência na política latino-americana do governo americano.

Getúlio, do alto de sua dignidade de bronze, soltou uma gargalhada fantasmagórica pelo bocal do telefone:

"Nós tínhamos dignidade até na queda, meu caro. Não precisávamos lamber botas em condomínio de luxo na América para provar que éramos brasileiros."

E desliga. O sinal cai, deixando apenas o barulho dos bondes e o eco de uma verdade incômoda.

As conjunturas movem-se permanentemente na velocidade de um clique, gerando subcelebridades políticas que atravessam fronteiras ao primeiro sinal de tempestade jurídica. Mas as estruturas tectônicas da história guardam o lugar daqueles que sabem sofrer o peso do próprio chão.

Há, afinal, uma diferença entre ser afastado do poder, perder uma eleição e escolher a distância como cenário político. A História não mistura essas circunstâncias sem cobrar o preço da comparação.

"Garçom, mais uma dose, que o Velho hoje me deu uma aula de geografia moral."

CRÔNICA DO MUNDO

Do Catete ao mundo. Do humor à reflexão.

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Probabilidades do Brasileirão: Título e Rebaixamento

Com base nos dados atualizados após a 33ª rodada do Brasileirão, as projeções estocásticas do Departamento de Matemática da UFMG definem o cenário para o título e o rebaixamento. O modelo estatístico adota simulações que analisam o retrospecto recente e o mando de campo, atribuindo o grau de confiança para cada evento.

🏆 Probabilidades de Título (Disputa Bicelular)

O campeonato afunilou e apenas duas equipes sustentam chances estatísticas reais de levantar a taça:

Clube Pontos Chance de Título
Flamengo 73 87,3%
Palmeiras 70 12,7%

📉 Risco de Rebaixamento (Z4)

Dois clubes já estão virtualmente rebaixados. As outras duas vagas restantes geram uma disputa acirrada entre quatro equipes principais:

Clube Pts Pos Risco
Chapecoense 21 20º 100%
Clube do Remo 29 19º 99,2%
Internacional 35 18º 57,2%
Corinthians 36 17º 42,7%
Grêmio 37 15º 36,5%
Mirassol 37 16º 32,9%

🔍 Critério Científico e Margem de Segurança

Devido ao baixo rendimento das equipes na parte inferior do campeonato, a tradicional linha de corte de 45 pontos caiu. O modelo matemático indica os seguintes níveis de confiança para a salvação:

  • 43 pontos: Garante 87,7% de probabilidade de permanência.
  • 42 pontos: Reduz a segurança para 67,1% de chance de escapar.
Use o código com cuidado. Flor de Lis DjavanOficial Flor de Bis Valei-me, Deus! O que foi que aconteceu no Solar de Brasília? O cercadinho que era meu se dissolveu E rachou a família... O Zero Um rodou no segundo turno, que horror, E as redes do Zero Três perderam o motor. O Zero Dois no Sul virou senador, Mas quem comanda esse jardim sem o seu pastor? Eu tracei a estratégia, plantei a semente, Achei que o país seria meu para sempre. Mas o Supremo veio e mudou o roteiro, E me trancou no Botânico o ano inteiro. Será que o movimento foi de arrasta pra baixo? Se Michelle herdar tudo, eu sei que não encaixo. A bancada do PL já quer Tarcísio passar, E o meu sobrenome começa a murchar... E no meu quintal-prisão Nem margarida nasceu O meu jardim ressecou, a caneta perdeu! O script do golpe virou tempestade, Tô inelegível até a outra idade. Virei peça de museu, Lá no Jardim Botânico, o vento ecoou... O bolsonarismo, afinal, Sem os meus filhos, será que expirou? Ou mudou de quintal?" Use o código com cuidado.
O pico de Itabirito de Carlos Drummond de Andrade O pico de Itabirito Será moído e exportado Mas ficará no infinito Seu fantasma desolado. Com tanto minério em roda Podendo ser extraído, A icominas se açoda E nem sequer presta ouvido Ao grave apelo da história Que recortou nessa imagem Um outro azul da memória E um assombro da paisagem. St. John del rey mining sai, Mais hanna mais icominas E sem dizer água-vai Serram os serros de Minas, Nobres cimos altaneiros Que davam com sobriedade, Aos de casa e forasteiros Um curso de eternidade. A tripla, agressiva empresa Acha que tudo se exporta E galas da natureza São luzes de estrela morta. Traição? Ora, bulufas, Ruínas, frases e ossos. Algibeiras como estrofas De ouro feito de destroços! Mas eis que salta o conselho Dos homens bons do Dphan, No caso mete o bedelho E na brisa da manhã Acende um sol de esperança Sobre a paisagem mineira. (até onde a vista alcança, Era dinamite e poeira.) – o pico de Itabirito, Este há de ser preservado Com presença, não mito, De um brilhante passado. Conselho dixit. E “tombando” A rocha, mais rocha agora. Demonstra-nos como, quando, Com peito, uma lei vigora. St. John, hanna e ico, murchos, Detêm-se para pensar. Queimaram-se os seus cartuchos Ou resta um jeitinho no ar? – vamos chorar nossas mágoas E, reforçando o lamento, Arar em sabidas águas: Ação, desenvolvimento! Tudo exportar bem depressa, Suando as rotas camisas. Ficam buracos? Ora essa, O que vale são divisas Que tapem outros “buracos” Do tesouro nacional, Deixando em redor os cacos De um país colonial. Escorre o tempo. E à cantiga Dessa viola afinada, Já ninguém mais lembra a antiga Voz do conselho, nem nada. E vem de cima um despacho Autorizando: derruba! Role tudo, de alto a baixo, Como, ao vento, uma embaúba! E o pico de Itabirito Será moído, exportado. Só quedará no infinito Seu fantasma desolado. Compartilhe Nocaute, com Fernando Morais: Genoíno: Lula precisa governar com o povo e enfrentar o mercado TV 247 Começou há 46 minutos #brasil247 #tv247 O Brasil vive um momento histórico após a quarta vitória eleitoral de Lula. Mas como transformar a mobilização popular em mudanças concretas? No Nocaute, Fernando Morais recebe o ex-presidente do PT e ex-deputado federal José Genoíno para uma conversa sobre os desafios do novo mandato, a soberania nacional, a democracia e o futuro da esquerda brasileira.